Indicados à Palma de Ouro de Cannes 2014

Marcello Mastroianni em pôster oficial do Festival de Cannes (photo by http://www.filmindustrynetwork.biz/cannes-film-festival-gives-homage-italian-actor/23599)

Marcello Mastroianni em pôster oficial do Festival de Cannes (photo by http://www.filmindustrynetwork.biz/cannes-film-festival-gives-homage-italian-actor/23599)

FESTIVAL CONSEGUE BOM EQUILÍBRIO ENTRE LENDAS COMO JEAN-LUC GODARD E JOVENS CINEASTAS COMO ALICE ROHRWACHER

Com o anúncio dos filmes indicados à Palma de Ouro, o 67º Festival de Cannes oficialmente começa sua corrida. Como feito no ano passado, quando os atores Paul Newman e Joanne Woodward estamparam o pôster do evento, este ano outra lenda do cinema empresta sua imagem: o ator italiano Marcello Mastroianni. Vencedor do prêmio de interpretação masculina duas vezes por Ciúme à Italiana (1970) e Olhos Negros (1987), ele ficou mundialmente conhecido por sua parceria com o diretor Federico Fellini em produções como A Doce Vida e 8½.

Jane Campion (photo by festival-cannes.fr)

Jane Campion (photo by festival-cannes.fr)

Para presidir o júri, os organizadores do festival chamaram a cineasta neozelandesa Jane Campion, a única mulher a conquistar a Palma de Ouro com O Piano em 1993. Ela também conseguiu a proeza de ganhar a Palma de Ouro de Melhor Curta com An Exercise in Discipline – Peel em 1986. Entre outros filmes, Campion dirigiu Retratos de uma Mulher (1996), Fogo Sagrado! (1999), O Brilho de uma Paixão (2009) e recentemente dirigiu episódios da minissérie Top of the Lake.

Quanto à seleção oficial, o destaque fica para a presença da trinca de cinestas canadenses: David Cronenberg, Atom Egoyan e Xavier Dolan. Nenhum deles ganhou o prêmio máximo de Cannes, então esta pode ser uma oportunidade única. Mais conhecido por suas bizarrices dos anos 80 e 90 como A Mosca, ExistenZ e Crash – Estranhos Prazeres, Cronenberg vem buscando um amadurecimento de seu trabalho desde Marcas da Violência (2005), quando ele passou a priorizar uma economia de linguagem ou o famoso “menos é mais”. Particularmente, considero seus filmes indispensáveis, seja das décadas anteriores como os mais recentes, porque ele está sempre em busca de algo inovador, independente do resultado final. Espero que seu novo trabalho, Maps to the Stars, seja bem recebido em Cannes e que ele consiga um lugar na premiação.

À direita, David Cronenberg dirige Olivia Williams no set de Map to the Stars. Ao lado dele, o ator John Cusack. (photo by outnow.ch)

À direita, David Cronenberg dirige Olivia Williams no set de Maps to the Stars. Ao lado dele, o ator John Cusack. (photo by outnow.ch)

Seu conterrâneo, Atom Egoyan, já bateu na trave quando seu O Doce Amanhã faturou o Grande Prêmio do Júri em 1997. Ele já concorreu vezes à Palma, e esta é sua sexta chance com The Captive, um drama sobre seqüestro estrelado por Ryan Reynolds, Rosario Dawson e Bruce Greenwood. Curiosamente, Egoyan vai na cola de outro diretor canadense Denis Villeneuve, que dirigiu uma história de seqüestro em Os Suspeitos. E, aos 25 anos de idade, Xavier Dolan volta à Cannes pela quarta vez, mas a primeira em que concorre à Palma com seu drama de relacionamento Mommy.

Em se tratando de Cannes, obviamente os cineastas consagrados têm as melhores chances. Este ano, temos a ilustre presença de um dos maiores diretores de todos os tempos: Jean-Luc Godard. Ao contrário da onda comercial, Godard explora a linguagem do 3D em seu novo Goodbye to Language. Acredito que o diretor francês deverá ir além da profundidade de campo do uso tridimensional como fez alguns diretores renomados como Martin Scorsese. Aos 83 anos, Godard ainda atua como um incansável experimentalista. Seu filme anterior, Filme Socialismo, combina inúmeras idiomas em inúmeras conversações, usando várias linguagens em vários locais de filmagem. Ele foi indicado seis vezes, mas nunca ganhou em Cannes.

Já os laureados previamente Ken Loach, Mike Leigh e os irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne voltam a concorrer. Loach, vencedor por Ventos da Liberdade em 2006, traz uma espécie de biografia do líder comunista irlandês James Gralton em Jimmy’s Hall, enquanto Mike Leigh, vencedor por Segredos e Mentiras (1996), trata da vida do pintor J.M.W. Turner do século XIX. Ele retoma sua parceria com os atores Timothy Spall e Lesley Manville.Considerados sempre favoritos, os irmãos belgas Dardenne exploram temática trabalhista no drama Two Days, One Night, com uma ótima candidata a Melhor Atriz, Marion Cotillard. Os diretores já venceram a Palma de Ouro duas vezes: em 1999 com Rosetta, e em 2005 por A Criança.

CELEBRIDADES NA CROISETTE

Elogiado por seu equilíbrio entre cinema de autor e comercial pela presidente do júri, Jane Campion, o Festival de Cannes não poderia dispensar a presença de algumas celebridades no glamoroso tapete vermelho da Croisette. Pelo novo filme dirigido pelo ator Tommy Lee Jones, a atriz vencedora de dois Oscars, Hilary Swank, deve marcar presença por The Homesman, um western sobre a escota de três criminosas. Além dela, outros atores que participaram do filme podem visitar o festival como Meryl Streep, James Spader, John Lithgow e Miranda Otto.

Tommy Lee Jones e Hilary Swank em cena de The Homesman (photo by cine.gr)

Tommy Lee Jones e Hilary Swank em cena de The Homesman (photo by cine.gr)

Foxcatcher, novo filme de Bennett Miller, diretor de Capote e O Homem que Mudou o Jogo, também pode chamar seus atores para o tapete vermelho. Além do jovem promissor Channing Tatum, os atores Steve Carell e Mark Ruffalo devem comparecer para prestigiar o trabalho. Curiosamente, o filme estava previsto para estrear no final de 2013 a fim de concorrer às indicações ao Oscar, mas o estúdio responsável preferiu adiar o lançamento, pois considerava a competição acirrada demais. Antes dessa mudança, Ruffallo e Carell estavam bem cotados para indicações de coadjuvante no prêmio da Academia. Foxcatcher reconstrói o período em que ocorreu o assassinato do campeão olímpico Dave Schultz.

Channing Tatum e Mark Ruffallo trabalham no novo filme de Bennett Miller (photo by outnow.ch)

Channing Tatum e Mark Ruffallo trabalham no novo filme de Bennett Miller (photo by outnow.ch)

Embora não se trate de uma produção hollywoodiana, Clouds of Sils Maria, do diretor Olivier Assayas, também trará artistas famosos: vencedora do Oscar por O Paciente Inglês, a francesa Juliette Binoche, sempre figura como favorita nas premiações, e a jovem Chloë Grace Moretz, que recentemente estrelou a refilmagem de Carrie, a Estranha. Vale ressaltar que Kristen Stewart, da cinessérie Saga Crepúsculo, poderá comparecer e acabar cruzando com seu ex, o ator Robert Pattison, que está no filme de David Cronenberg.

Da esquerda pra direita: Brady Corbet, Chloe Grace Moretz e Juliette Binoche em cena de Clouds of Sil Maria (photo by cine.gr)

Da esquerda pra direita: Brady Corbet, Chloë Grace Moretz e Juliette Binoche em cena de Clouds of Sils Maria (photo by cine.gr)

Vencedor do Oscar pelo adorado O Artista, o diretor francês Michel Hazanavicius volta a dirigir e decidiu optar por uma refilmagem de Perdidos na Tormenta (The Search), de Fred Zinnemann. A trama envolve a curiosa relação entre uma trabalhadora de uma ONG e um menino de uma devastada pela guerra Chechênia. Além de sua esposa, a atriz Bérénice Bejo, o filme também traz a indicada ao Oscar 4 vezes, Annette Bening.

Ainda sobre celebridades, o filme de abertura também trará uma: Nicole Kidman, no papel da atriz e princesa Grace Kelly, em Grace: A Princesa de Mônaco, do diretor Olivier Dahan, conhecido por Piaf – Um Hino ao Amor. Assim como Foxcatcher, esta produção estava prevista para estréia em 2013, mas acabou sendo adiada. Talvez o convite de abertura do festival de Cannes tenha pesado no planejamento… Mesmo assumindo a tarefa ingrata de personificar a beleza de Grace Kelly, Kidman vinha sendo bem cotada para Melhor Atriz no Oscar. Se o filme for bem recebido, sua indicação já estaria bem encaminhada para 2015.

Nicole Kidman como Grace Kelly em Grace of Monaco (photo by elfilm.com)

Nicole Kidman como Grace Kelly em Grace: A Princesa de Mônaco (photo by elfilm.com)

AUSÊNCIAS CRITICADAS

Assim como no Oscar, é muito difícil de agradar gregos e troianos. Se incluem os Dardenne, Godard, Loach, Mike Leigh e Cronenberg, muitos cinéfilos e críticos reclamam que os organizadores tomaram uma decisão segura e deixaram de apostar em nomes mais contemporâneos. O crítico Justin Chang da Variety citou alguns trabalhos que não foram lembrados por Cannes:

Inherent Vice, de Paul Thomas Anderson; Knight of Cups, de Terrence Malick; Big Eyes, de Tim Burton; The Assassin, de Hou Hsiao Hsien; Jersey Boys, de Clint Eastwood; Magic in the Moonlight, de Woody Allen; Edge of Tomorrow, de Doug Liman; Far from the Madding Crowd, de Thomas Vinterberg; Birdman, de Alejandro González Iñárritu; e a biografia sem título sobre Lance Armstrong, de Stephen Frear.

Sem querer defender nenhum lado, acredito que se esses nomes acima estivessem competindo, os que foram indicados de fato teriam suas ausências igualmente questionadas. Teríamos que ter uma seleção oficial de uns 50 nomes para tentar atender a todos os pedidos, mas certamente haveria filmes de qualidade duvidosa. É preciso dar crédito aos profissionais que fazem a seleção dos filmes, uma vez que o Festival de Cannes tem como marca registrada a busca por um cinema de autor contemporâneo.

O único argumento que concordei com Justin Chang foi em relação à baixa presença de autoras femininas entre os indicados. Como lembrado anteriormente, Jane Campion foi a única mulher que venceu a Palma de Ouro. Talvez sua escolha como presidente do júri deste ano seja uma tentativa de amenizar essa estatística. Contudo, espero que não resolvam premiar um filme simplesmente por haver uma mulher atrás da câmera (duas diretoras competem: Naomi Kawase e Alice Rohrwacher), pois seria uma idéia estúpida, mas sim, por sua qualidade cinematográfica.

INDICADOS A PALMA DE OURO 2014:

- The Captive
Dir: Atom Egoyan

Palma de Ouro

Palma de Ouro

- Clouds of Sils Maria
Dir: Olivier Assayas

- Foxcatcher
Dir: Bennett Miller

- Goodbye to Language (Adieu au Langage)
Dir: Jean-Luc Godard

- The Homesman
Dir: Tommy Lee Jones

- Jimmy’s Hall
Dir: Ken Loach

- Leviathan
Dir: Andrei Zvyagintsev

- Le Meraviglie
Dir: Alice Rohrwacher

- Maps to the Stars
Dir: David Cronenberg

- Mommy
Dir: Xavier Dolan

- Saint Laurent
Dir: Bertrand Bonello

- The Search
Dir: Michel Hazanavicius

- Still the Water
Dir: Naomi Kawase

- Mr. Turner
Dir: Mike Leigh

- Timbuktu
Dir: Abderrahmane Sissako

- Two Days, One Night
Dir: Jean-Pierre e Luc Dardenne

- Wild Tales
Dir: Damian Szifron

- Winter Sleep
Dir: Nuri Bilge Ceylan

Da esquerda para a direita:

Da esquerda para a direita: Juliano Ribeiro Salgado, Sebastião Salgado e Wim Wenders. (photo by Thierry Poufarry in http://www.dw.de)

Ausente da competição à Palma de Ouro, o Brasil está representado pelo documentário The Salt of the Earth, sobre o fotógrafo breasileiro Sebastião Salgado. A direção é assinada pelo alemão Wim Wenders (Buena Vista Social Club) e por Juliano Ribeiro Salgado, filho do fotógrafo. Outros destaques da Un Certain Regard incluem Incompresa, o novo filme de Asia Argento, que foi elogiado pelo diretor do festival Thierry Frémaux como sendo “extremamente pessoal”, e também justificou a escolha de Party Girl como filme de abertura “porque notamos que o novo cinema francês está em estado de fervor e vitalidade, e precisamos encorajar isso”. E Bird People, de Pascale Ferran, foi considerado inovador por sua trama envolvendo elementos sobrenaturais.

Vale ressaltar a estréia na direção do ator Ryan Gosling com Lost River, um drama de fantasia que se passa em Detroit. Ele contou com as atrizes Eva Mendes, Christina Hendricks e Saoirse Ronan.

SELEÇÃO UN CERTAIN REGARD:

- Party Girl
Dir: Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

Seleção Un Certain Regard

Seleção Un Certain Regard

- Amour fou
Dir: Jessica Hausner

- Away From His Absence
Dir: Keren Yedaya

- Bird People
Dir: Pascale Ferran

- The Blue Room
Dir: Mathieu Amalric

- Charlie’s Country
Dir: Rolf de Heer

- Eleanor Rigby
Dir: Ned Benson

- Fantasia
Dir: Wang Chao

- Force Majeure
Dir: Ruben Ostlund

- A Girl at My Door
Dir: July Jung

- Hermosa juventud
Dir: Jaime Rosales

- Incompresa
Dir: Asia Argento

- Lost River
Dir: Ryan Gosling

- Run
Dir: Philippe Lacote

- Salt of the Earth
Dir: Wim Wenders e Juliano Ribeiro Salgado

- Snow in Paradise
Dir: Andrew Hulme

- Titli
Dir: Kanu Behl

- Untitled
Dir: Lisandro Alonso

- Xenia
Dir: Panos Koutras

SPECIAL SCREENINGS

* Bridges of Sarajevo
Dir: Aida Begic, Isild le Besco, Leonardo di Constanzo, Jean-Luc Godard, Kamen Kalev, Sergei Loznitsa, Vincenzo Marra, Ursula Meier, Vladimir Perisic, Cristi Puiu, Marc Recha, Angela Schanelec, Teresa Villaverde

* Caricaturistes: Fantassins de la democratie
Dir: Stephanie Valloatto

* Maidan
Dir: Sergei Loznitsa

* Red Army
Dir: Gabe Polsky

* Silvered Water
Dir: Mohammed Oussama e Wiam Bedirxan

MIDNIGHT SCREENINGS

* The Rover
Dir: David Michod

* The Salvation
Dir: Kristian Levring

* The Target
Dir: Yoon Hong-seung

CELEBRATION OF THE 70TH ANNIVERSARY OF LE MONDE

* Les Gens du Monde
Dir: Yves Jeuland

A edição do Festival de Cannes acontece entre os dias 14 a 25 de maio de 2014.

Cena de Le Meraviglie, de Alice Rohrwacher, uma das duas mulheres presente na seleção oficial de Cannes (photo by cine.gr)

Cena de Le Meraviglie, de Alice Rohrwacher, uma das duas mulheres presente na seleção oficial de Cannes (photo by cine.gr)

‘Jogos Vorazes: Em Chamas’ é o grande vencedor do MTV Movie Awards 2014

Os atores Sam Claflin (esq) e Josh Hutcherson (dir) recebem prêmio de Melhor Filme das mãos de Johnny Depp (centro). (photo by straitstimes.com)

Os atores Sam Claflin (esq) e Josh Hutcherson (dir) recebem prêmio de Melhor Filme das mãos de Johnny Depp (centro). (photo by straitstimes.com)

MTV Movie Awards 2014 (art by www.mtv.com)

MTV Movie Awards 2014 (art by http://www.mtv.com)

23 ANOS DE MTV MOVIE AWARDS: DECLÍNIO OU APENAS MUDANÇA DE GOSTOS?

Chamem-me de saudosista, mas houve uma época em que o MTV Movie Awards era considerado um dos prêmios mais ‘cool’ de todos. Ele destoava dos demais prêmios tradicionais como Oscar e Globo de Ouro já pelas categorias bem criativas como Melhor Vilão, Melhor Beijo, Melhor Seqüência de Dança e, meu favorito: Mulher Mais Desejada (vulgo Mais Gostosa). Aliás, até hoje não entendo a extinção desse prêmio. Seriam os tempos atuais tão politicamente corretos a ponto de deixar de eleger a sensualidade de um personagem?

Ao longo desses 23 anos de existência, o prêmio sofreu algumas alterações que refletem seu tempo. Por exemplo, com a alta quantidade de adaptações de histórias em quadrinhos, era mera questão de tempo criarem a categoria Melhor Herói, este ano vencida por Henry Cavill, o novo Super-Homem. Contudo, nem sempre a criatividade serve ao bem: Melhor Performance Sem Camisa é uma idiotice sem fundamento.

Embora haja mudanças, o grande calcanhar de Aquiles do MTV Movie Awards é justamente aquela que já foi uma de suas maiores proezas: o voto do público. Nos anos 90, os votos do grande público elegeram ótimos produções como O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final, Pulp Fiction – Tempo de Violência e Seven: Os Sete Pecados Capitais como Melhor Filme de seus respectivos anos. Hoje, o público elege quase todos os filmes da série Saga Crepúsculo (de 2009 a 2012) e Transformers como Melhor Filme. Que me desculpem as fãs dos vampiros assexuados que brilham, e os meninos que curtem robôs de carrinhos, mas o que aconteceu?! A lavagem cerebral dos produtores de Hollywood surtiu efeito?

Começando com o pé direito: O primeiríssimo MTV Movie premiou O Exterminador do Futuro 2. Da esquerda para direita: Edward Furlong, Robert Patrick, Arnold Schwarzenegger, James Cameron e Linda Hamilton. (photo by guycodeblog.mtv.com)

ONTEM: Começando com o pé direito: O primeiríssimo MTV Movie premiou O Exterminador do Futuro 2. Da esquerda para direita: Edward Furlong, Robert Patrick, Arnold Schwarzenegger, James Cameron e Linda Hamilton. (photo by guycodeblog.mtv.com)

Elenco de A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (com Taylor Lautner no centro e Kristen Stewart à direita) sobe ao palco para receber Melhor Filme (photo by vanamyanda.blogspot.com)

HOJE: Elenco de A Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 1 (com Taylor Lautner no centro e Kristen Stewart à direita) sobe ao palco para receber Melhor Filme (photo by vanamyanda.blogspot.com)

E com o sistema de votos pela internet, nem dá pra culpar a organização do evento, pois eles apenas divulgam os resultados das votações online. Eles até inserem alguns filmes bacanas na competição, mas o voto final acaba indo para os chamados filmes-febre. Por exemplo: este ano O Lobo de Wall Street estava entre os 5 indicados a Melhor Filme, mas acabou perdendo para Jogos Vorazes: Em Chamas. Tratava-se de uma oportunidade única de premiar um dos melhores filmes de 2013, que só não foi premiado pela Academia porque a maioria votante é conservadora demais, porém, aparentemente, o filme de Scorsese também seria muito complexa ou madura para o grande público. Uma pena.

Além dessa mudança de votos, hoje, o MTV Movie Awards deixou de ser um reconhecimento artístico alternativo para ser uma grande vitrine de produções prestes a estrear. Este ano, transmitiram um vídeo estrelado por Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx durante a cerimônia ao vivo para promover O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro, que será lançado no próximo dia 1º de maio. Claro que se trata de uma ótima estratégia de marketing, mas que acaba maquiando os reais propósitos de reconhecer a qualidade dos filmes concorrentes.

Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx fazem uma promoção deslavada de O Espetacular Homem-Aranha 2 em vídeo (photo by mtv.co.uk)

Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx fazem uma promoção deslavada de O Espetacular Homem-Aranha 2 em vídeo (photo by mtv.co.uk)

Nesse ponto do texto, talvez meu saudosismo dê lugar a uma crítica mais ferrenha deslocada, afinal, o MTV Movie Awards é algo light e muitas vezes sem fundamentos cinematográficos. No entanto, como cinéfilo, é um tanto frustrante acompanhar um prêmio que começou bastante promissor ao reconhecer produções de ótima qualidade e que dificilmente ganhariam o Oscar, mas que acabou decaindo por confiar demais no gosto do público. Particularmente, eu limitaria os votos do público a acrescentar um indicado ou funcionar como um critério de desempate, mas minha sugestão ditatorial acabaria alterando demais o formato do prêmio… Resta a nós conformar-se com os resultados.

CONFIRA OS VENCEDORES DA EDIÇÃO 2014:

Jogos Vorazes: Em Chamas levou Melhor Filme, Ator e Atriz (photo by elfilm.com)

Jogos Vorazes: Em Chamas levou Melhor Filme, Ator e Atriz (photo by elfilm.com)

FILME DO ANO
– 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
- O Hobbit: A Desolação de Smaug (The Hobbit: The Desolation of Smaug)
• Jogos Vorazes: Em Chamas (The Hunger Games: Catching Fire)

- O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
- Trapaça (American Hustle)

MELHOR ATOR
- Bradley Cooper (Trapaça)
- Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
- Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
Josh Hutcherson (Jogos Vorazes: Em Chamas)
- Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ
- Amy Adams (Trapaça)
- Jennifer Aniston (Família do Bagulho)
- Sandra Bullock (Gravidade)
• Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: Em Chamas)
- Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)

REVELAÇÃO
- Liam James (O Verão da Minha Vida)
- Michael B. Jordan (Fruitvale Station: A Última Parada)
• Will Poulter (Família do Bagulho)
- Margot Robbie (O Lobo de Wall Street)
- Miles Teller (The Spectacular Now)

MELHOR BEIJO
- Joseph Gordon-Levitt e Scarlett Johansson (Como Não Perder Essa Mulher)
- James Franco, Vanessa Hudgens e Ashley Benson (Spring Breakers: Garotas Perigosas)
- Shailene Woodley e Miles Teller (The Spectacular Now)
- Jennifer Lawrence e Amy Adams (Trapaça)
• Emma Roberts, Jennifer Aniston e Will Poulter (Família do Bagulho)

MELHOR LUTA
- Jonah Hill vs. Seth Rogen + James Franco (É o Fim)
- Will Ferrell + Paul Rudd + David Koechner + Steve Carell vs. James Marsden, Gregg Kinnear, Jim Carrey, Marion Cotillard, Sacha Baron Cohen, Liam Neeson, John C. Reilly, Kanye West, Tina Fey, Amy Poehler e Will Smith (Tudo por um Furo)
- Jennifer Lawrence + Sam Claflin + Josh Hutcherson vs. the Monkeys (Jogos Vorazes: Em Chamas)
Orlando Bloom + Evangeline Lilly vs. the Orcs (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
- Jason Bateman vs. Melissa McCarthy (Uma Ladra Sem Limites)

MELHOR PERFORMANCE EM COMÉDIA
- Kevin Hart (Ride Along)
Jonah Hill (O Lobo de Wall Street)
- Johnny Knoxville (Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha)
- Melissa McCarthy (As Bem-Armadas)
- Jason Sudeikis (Família do Bagulho)

MELHOR PERFORMANCE DE TERROR
- Rose Byrne (Sobrenatural: Capítulo 2)
- Jessica Chastain (Mama)
- Vera Farmiga (Invocação do Mal)
- Ethan Hawke (Uma Noite de Crime)
Brad Pitt (Guerra Mundial Z)

MELHOR DUPLA
- Amy Adams e Christian Bale (Trapaça)
- Matthew McConaughey e Jared Leto (Clube de Compras Dallas)
Vin Diesel e Paul Walker (Velozes & Furiosos 6)
- Ice Cube e Kevin Hart (Ride Along)
- Jonah Hill e Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)

MELHOR PERFORMANCE SEM CAMISA
- Jennifer Aniston (Família do Bagulho)
- Sam Claflin (Jogos Vorazes: Em Chamas)
- Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
• Zac Efron (Namoro ou Liberdade)
- Chris Hemsworth (Thor: O Mundo Sombrio)

#WTF MOMENT
- A batida do trailer (Tudo por um Furo)
- O concurso de beleza (Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha)
- Sexo com o carro (O Conselheiro do Crime)
A cena do lude (O Lobo de Wall Street)
- O novo animal de estimação de Danny McBride (É o Fim)

MELHOR VILÃO
- Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
- Benedict Cumberbatch (Além da Escuridão: Star Trek)
- Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)
• Mila Kunis (Oz: Mágico e Poderoso)
- Donald Sutherland (Jogos Vorazes: Em Chamas)

MELHOR TRANSFORMAÇÃO
- Christian Bale (Trapaça)
- Elizabeth Banks (Jogos Vorazes: Em Chamas)
- Orlando Bloom (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
Jared Leto (Clube de Compras Dallas)
- Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

PERSONAGEM FAVORITO
Shailene Woodley (Divergente)
- Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: Em Chamas)
- Tom Hiddleston (Thor: O Mundo Sombrio)
- Kristen Bell (Veronica Mars)
- Benedict Cumberbatch (Além da Escuridão: Star Trek)

MELHOR MOMENTO MUSICAL
Backstreet Boys, Jay Baruchel, Seth Rogen e Craig Robinson (É o Fim)
- Jennifer Lawrence cantando ‘Live and Let Die’ (Trapaça)
- Leonardo DiCaprio dançando ‘Pretty Thing’ (O Lobo de Wall Street)
- Melissa McCarthy cantando ‘Barracuda’ (Uma Ladra Sem Limites)
- Will Poulter cantando ‘Waterfalls’ (Família do Bagulho)

MELHOR PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
- Robert De Niro (Trapaça)
- Tina Fey e Amy Poehler (Tudo por um Furo)
- Kanye West (Tudo por um Furo)
- Joan Rivers (Homem de Ferro 3)
Rihanna (É o Fim)

MELHOR HERÓI
Henry Cavill como Super-Homem (O Homem de Aço)
- Robert Downey Jr. como Homem de Ferro (Homem de Ferro 3)
- Martin Freeman como Bilbo Baggins (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
- Chris Hemsworth como Thor  (Thor: O Mundo Sombrio)
- Channing Tatum como John Cale (O Ataque)

TRAILBLAZER AWARD: Channing Tatum

GENERATION AWARD: Mark Wahlberg

O Lobo de Wall Street conquistou (photo by outnow.ch)

O Lobo de Wall Street levou 2 prêmios menores: performance de comédia e wtf moment (photo by outnow.ch)

Academy Awards History: A História do Oscar (1929 a 1940)

Vencedores do 1º Oscar. No centro: o casal de atores Douglas Fairbanks e Janet Gaynor (photo by www.oscars.org)

No centro: o casal de atores Douglas Fairbanks e Janet Gaynor (photo by http://www.oscars.org)

Como se trata de um blog sobre premiação, nada mais natural do que postar os indicados e vencedores do mais cobiçado deles: o Oscar. Incontáveis vezes, várias pessoas se perguntam: “Esse filme ganhou algum Oscar? E aquele ator? Já foi indicado? Perdeu pra quem? E em qual ano isso aconteceu?”

Para quem curte recordes, vale a pena acompanhar as 22 vitórias de Walt Disney (em sua grande maioria pelas categorias de curta de animação), assim como as 20 indicações e derrotas do técnico de som Kevin O’Connell. Claro que as injustiças fazem parte da história da premiação. Só para citar duas: Alfred Hitchcock fora indicado 5 vezes como diretor, inclusive por obras-primas como Janela Indiscreta e Psicose, mas nunca levou a estatueta; Stanley Kubrick, um dos cineastas mais visionários de todos os tempos, foi indicado em 13 oportunidades como diretor, roteirista e produtor, mas acabou levando seu único Oscar justamente pelos efeitos visuais de 2001: Uma Odisséia no Espaço, o que acabou não compensando os vários anos de mega injustiça.

Inicialmente, o propósito da Academia era unicamente premiar os melhores do ano. Caso houvesse alguma injustiça, eles concediam os prêmios especiais. Contudo, em 1940, teve início um dos maiores problemas no sistema de votação: o voto por compensação. James Stewart nitidamente era o melhor ator por sua perfomance visceral em A Mulher Faz o Homem, mas resolveram premiar Robert Donat. No ano seguinte, tentaram compensar Stewart e lhe entregaram o Oscar por um papel menor na comédia Núpcias de Escândalo, entretanto, sua vitória acabou causando outra injustiça: a derrota de Henry Fonda (As Vinhas da Ira), Charles Chaplin (O Grande Ditador) e Laurence Olivier (Rebecca, a Mulher Inesquecível), criando uma bola de neve de compensações por derrotas anteriores que até hoje persiste na cabeça dos votantes.

Em 1999, Dame Judi Dench levou o Oscar de coadjuvante por sua reduzida atuação de 8 minutos em Shakespeare Apaixonado, já que perdeu injustamente no ano anterior para Helen Hunt (Melhor é Impossível) por seu estupendo trabalho em Sua Majestade Mrs. Brown. Mas essa vitória acabou causando a derrota da ótima interpretação de Lynn Redgrave em Deuses e Monstros. Embora a Arte seja subjetiva em termos de avaliação, algumas injustiças não escapam de uma análise mais crítica.

Enfim, a idéia aqui seria reunir todos os dados de cada cerimônia para que os cinéfilos possam saciar suas curiosidades sobre o Oscar. Para facilitar, os posts serão divididos por décadas, exceto pelo primeiro que abrange 1929 até 1940. Nesses primeiros anos, como a Academia ainda estava em formação, é possível detectar algumas curiosidades como as extintas categorias Melhor Diretor de Comédia (que só existiu no primeiro ano), Direção de Dança e Assistente de Direção. As categorias de ator e atriz coadjuvantes só começaram a existir a partir de 1937. Os vencedores dessas categorias só recebiam placas da Academia com seus nomes até 1944, quando passaram a receber as estatuetas como os atores principais. Aliás, muitos vencedores das categorias técnicas como Montagem só receberam estatuetas do Oscar a partir dos anos 40, época em que houve a padronização da Academia.

Além da Quebra da Bolsa de Nova York, 1929 foi um ano marcado pela integração do som no cinema. A Academia concedeu o prêmio honorário à produção pioneira no uso do som: O Cantor de Jazz. O som nos filmes só passou a ser reconhecido através de uma categoria competitiva a partir do 3º ano, em 1930, pois os profissionais ainda não sabiam avaliar corretamente a qualidade de uma tecnologia tão recente.

Quanto à origem do nome “Oscar”, que substituiu o formal “Academy Award statuette (estatueta do prêmio da Academia)”, existem umas três versões, sendo a mais famosa oriunda da bibliotecária e secretária-executiva da Academia, Margareth Herrick, que associou a figura da estatueta ao seu tio Oscar em 1931. Já a atriz Bette Davis teria alegado que a estatueta lhe lembrava seu marido Harmon Oscar Nelson. E em 1934, o jornalista Sidney Skolsky atribuiu o nome Oscar ao reportar a vitória de Katharine Hepburn.

THE 12nd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1940

29 de Fevereiro de 1940

... E o Vento Levou, de Victor Fleming

… E o Vento Levou, de Victor Fleming

MELHOR FILME
- Vitória Amarga (Dark Victory)
- Adeus, Mr. Chips (Goodbye, Mr. Chips)
• … E o Vento Levou (Gone With the Wind)
- Duas Vidas (Love Affair)
- A Mulher Faz o Homem (Mr. Smith Goes to Washington)
- Ninotchka (Ninotchka)
- Carícia Fatal (Of Mice and Men)
- No Tempo das Diligências (Stagecoach)
- O Mágico de Oz (The Wizard of Oz)
- O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Heights)

MELHOR DIRETOR
• Victor Fleming (… E o Vento Levou)
- Sam Wood (Adeus, Mr. Chips)
- Frank Capra (A Mulher Faz o Homem)
- John Ford (No Tempo das Diligências)
- William Wyler (O Morro dos Ventos Uivantes)

MELHOR ATOR
Robert Donat (Adeus, Mr. Chips)
- Clark Gable (… E o Vento Levou)
- Laurence Olivier (O Morro dos Ventos Uivantes)
- Mickey Rooney (Sangue de Artista)
- James Stewart (A Mulher Faz o Homem)

MELHOR ATRIZ
- Bette Davis (Vitória Amarga)
- Irene Dunne (Duas Vidas)
- Greta Garbo (Ninotchka)
- Greer Garson (Adeus, Mr. Chips)
• Vivien Leigh (… E o Vento Levou)

Vivien Leigh agradece o reconhecimento

MELHOR ATOR COADJUVANTE
- Brian Aherne (Juarez)
- Harry Carey (A Mulher Faz o Homem)
- Brian Donlevy (Beau Geste)
Thomas Mitchell (No Tempo das Diligências)
- Claude Rains (A Mulher Faz o Homem)

Thomas Mitchell: Vencedor do Oscar de coadjuvante por No Tempo das Diligências (photo by theacademy.tumblr.com)

Thomas Mitchell: Vencedor do Oscar de coadjuvante por No Tempo das Diligências (photo by theacademy.tumblr.com)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- Olivia de Havilland (… E o Vento Levou)
- Geraldine Fitzgerald (O Morro dos Ventos Uivantes)
• Hattie McDaniel (… E o Vento Levou) – Tornou-se a primeira afro-americana a ser indicada e ganhar um Oscar
- Edna May Oliver (Ao Rufar dos Tambores)
- Maria Ouspenskaya (Duas Vidas)

Comovida, Hattie McDaniel agradece o reconhecimento

MELHOR HISTÓRIA ORIGINAL
- Felix Jackson (Mãe por Acaso)
- Mildred Cram, Leo McCarey (Duas Vidas)
• Lewis R. Foster (A Mulher Faz o Homem)
- Melchior Lengyel (Ninotchka)
- Lamar Trotti (A Mocidade de Lincoln)

MELHOR ROTEIRO
• Sidney Howard (… E o Vento Levou) - Postumamente. O sr. Howard se tornou o primeiro caso de Oscar póstumo.
- Eric Maschwitz, R.C. Sheriff, Claudine West (Adeus, Mr. Chips)
- Sidney Buchman (A Mulher Faz o Homem)
- Charles Brackett, Walter Reisch, Billy Wilder (Ninotchka)
- Ben Hecht, Charles MacArthur (O Morro dos Ventos Uivantes)

MELHOR FOTOGRAFIA – COLORIDA
- Ray Rennahan, Bert Glennon (Ao Rufar dos Tambores)
- Georges Périnal, Osmond Borradaile (As Quatro Penas Brancas)
• Ernest Haller, Ray Rennahan (… E o Vento Levou)
- William V. Skall (O Mikado)
- Sol Polito, W. Howard Greene (Meu Reino por um Amor)
- Harold Rosson (O Mágico de Oz)

MELHOR FOTOGRAFIA – PRETO E BRANCO
- Joseph A. Valentine (O Primeiro Amor)
- Victor Milner (Sonho Maravilhoso)
- Joseph H. August (Gunga Din)
- Gregg Toland (Intermezzo: Uma História de Amor)
- Tony Gaudio (Juarez)
- Norbert Brodine (Flor dos Trópicos)
- Joseph Walker (O Paraíso Infernal)
- Arthur C. Miller (E as Chuvas Chegaram)
- Bert Glennon (No Tempo das Diligências)
• Gregg Toland (O Morro dos Ventos Uivantes)

MELHOR MONTAGEM
Hal C. Kern, James E. Newcom (… E o Vento Levou)
- Charles Frend (Adeus, Mr. Chips)
- Gene Havlick, Al Clark (A Mulher Faz o Homem)
- Barbara McLean (E as Chuvas Chegaram)
- Otho Lovering, Dorothy Spencer (No Tempo das Diligências)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- Hans Dreier, Robert Odell (Beau Geste)
- Charles D. Hall (Capitão Fúria)
- Jack Otterson, Martin Obzina (O Primeiro Amor)
• Lyle R. Wheeler (… E o Vento Levou)
- Van Nest Polglase, Alfred Herman (Duas Vidas)
- John Victor Mackay (A Grande Conquista)
- Lionel Banks (A Mulher Faz o Homem)
- Anton Grot (Meu Reino por um Amor)
- William S. Darling , George Dudley (E as Chuvas Chegaram)
- Alexander Toluboff (No Tempo das Diligências)
- Cedric Gibbons, William A. Horning (O Mágico de Oz)
- James Basevi (O Morro dos Ventos Uivantes)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
- Max Steiner (Vitória Amarga)
- Werner Janssen (Eternamente Tua)
- Victor Young (Conflitos de Duas Almas)
- Max Steiner (… E o Vento Levou)
- Victor Young (As Viagens de Gulliver)
- Lud Gluskin, Lucien Moraweck (O Máscara de Ferro)
- Victor Young (A Grande Conquista)
- Anthony Collins (A Enfermeira Edith Cavell)
- Aaron Copland (Carícia Fatal)
- Alfred Newman (E as Chuvas Chegaram)
• Herbert Stothart (O Mágico de Oz)
- Alfred Newman (O Morro dos Ventos Uivantes)

MELHOR CONDUÇÃO
- Roger Edens, George Stoll (Sangue de Artista)
- Charles Previn (O Primeiro Amor)
- Phil Boutelje, Arthur Lange (Sonho Maravilhoso)
- Alfred Newman (O Corcunda de Notre Dame)
- Louis Forbes (Intermezzo: Uma História de Amor)
- Dimitri Tiomkin (A Mulher Faz o Homem)
- Aaron Copland (Carícia Fatal)
- Erich Wolfgang Korngold (Meu Reino por um Amor)
- Cy Feuer (She Married a Cop)
• Richard Hageman, W. Franke Harling, John Leipold, Leo Shuken (No Tempo das Diligências)
- Louis Silvers (O Coração de um Trovador)
- Alfred Newman (Música, Divina Música!)
- Victor Young (Terra Abençoada)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “Faithful Forever”, de Ralph Rainger, Leo Robin (As Viagens de Gulliver)
- “I Poured My Heart Into a Song”, de Irving Berlin (Dúvidas de um Coração)
- “Wishing”, de Buddy G. DeSylva (Duas Vidas)
“Over the Rainbow”, de Harold Arlen, E.Y. Harburg (O Mágico de Oz)

MELHOR SOM
- Douglas Shearer (Balalaika)
- Thomas T. Moulton (… E o Vento Levou)
- A.W. Watkins (Adeus, Mr. Chips)
- Loren L. Ryder (Sonho Maravilhoso)
- John Aalberg (O Corcunda de Notre Dame)
- Charles L. Lootens (A Grande Conquista)
- John P. Livadary (A Mulher Faz o Homem)
- Elmer Raguse (Carícia Fatal)
- Nathan Levinson (Meu Reino por um Amor)
- Edmund H. Hansen (E as Chuvas Chegaram)
• Bernard B. Brown (Noite de Pecado)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
- Jack Cosgrove, Fred Albin, Arthur Johns (… E o Vento Levou)
- Roy Davidson, Edwin C. Hahn (O Paraíso Infernal)
- Byron Haskin, Nathan Levinson (Meu Reino por um Amor)
- Roy Seawright (Marido Mal Assombrado)
• Fred Sersen, Edmund H. Hansen (E as Chuvas Chegaram)
- Farciot Edouart, Gordon Jennings, Loren L. Ryder (Aliança de Aço)
- A. Arnold Gillespie, Douglas Shearer (O Mágico de Oz)

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
- Drunk Driving
- Five Times Five
• Sons of Liberty

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
• Busy Little Bears
- Information Please: Series 1, No. 1
- Prophet Without Honor
- Sword Fishing

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
- Detouring America
- Peace on Earth
- Como Treinar um Pointer, de Walt Disney
• Ugly Duckling, de Walt Disney

OSCAR HONORÁRIO
Douglas Fairbanks
Jean Hersholt
William Cameron Menzies (… E o Vento Levou)

JUVENILE AWARD
Judy Garland

A jovem e bela Judy Garland recebe mini Oscar e beijo de seu companheiro de tela Mickey Rooney (photo by classicosnaoantigos.blogspot.com)

A jovem e bela Judy Garland recebe mini Oscar e beijo de seu companheiro de tela Mickey Rooney (photo by classicosnaoantigos.blogspot.com)

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
David O. Selznick

11st ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1939

23 de Fevereiro de 1939

Do Mundo Nada se Leva, de Frank Capra

Do Mundo Nada se Leva, de Frank Capra

MELHOR FILME
- As Aventuras de Robin Hood (The Adventures of Robin Hood)
- A Epopéia do Jazz (Alexander’s Ragtime Band)
- Com os Braços Abertos (Boys Town)
- A Cidadela (The Citadel)
- Quatro Filhas (Four Daughters)
- A Grande Ilusão (La Grande Illusion)
- Jezebel (Jezebel)
- Pigmalião (Pygmalion)
- Piloto de Provas (Test Pilot)
• Do Mundo Nada se Leva (You Can’t Take it With You)

MELHOR DIRETOR
- Michael Curtiz (Anjos de Cara Suja)
- Michael Curtiz (Quatro Filhas)
- Norman Taurog (Com os Braços Abertos)
- King Vidor (A Cidadela)
• Frank Capra (Do Mundo Nada se Leva)

MELHOR ATOR
- Charles Boyer (Argélia)
- James Cagney (Anjos de Cara Suja)
- Robert Donat (A Cidadela)
- Leslie Howard (Pigmalião)
• Spencer Tracy (Com os Braços Abertos) - Spencer Tracy não estava presente na cerimônia. Sua esposa Louise Treadwell aceitou o prêmio por ele.

MELHOR ATRIZ
- Fay Bainter (Novos Horizontes)
• Bette Davis (Jezebel)
- Wendy Hiller (Pigmalião)
- Norma Shearer (Maria Antonieta)
- Margaret Sullavan (Três Camaradas)

Spencer Tracy e Bette Davis venceram por Com os Braços Abertos e Jezebel, respectivamente (photo by acertaincinema.com)

Spencer Tracy e Bette Davis venceram por Com os Braços Abertos e Jezebel, respectivamente (photo by acertaincinema.com)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Walter Brennan (Romance do Sul)
- John Garfield (Quatro Filhas)
- Gene Lockhart (Argélia)
- Robert Morley (Maria Antonieta)
- Basil Rathbone (Se Eu Fora Rei)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Fay Bainter (Jezebel)
- Beulah Bondi (Ingratidão)
- Billie Burke (Sua Excelência, O Chofer)
- Spring Byington (Do Mundo Nada se Leva)
- Miliza Korjus (A Grande Valsa)

MELHOR HISTÓRIA ORIGINAL
- Irving Berlin (A Epopéia do Jazz)
- Rowland Brown (Anjos de Cara Suja)
- John Howard Lawson (Bloqueio)
• Eleanore Griffin, Dore Schary (Com os Braços Abertos)
- Marcella Burke, Frederick Kohner (Louca por Música)
- Frank Wead (Piloto de Provas)

MELHOR ROTEIRO
- John Meehan, Dore Schary (Com os Braços Abertos)
- Ian Dalrymple, Elizabeth Hill, Frank Wead (A Cidadela)
- Lenore J. Coffee, Julius J. Epstein (Quatro Filhas)
• George Bernard Shaw, Ian Dalrymple, Cecil Lewis, W.P. Lipscomb (Pigmalião)
- Robert Riskin (Do Mundo Nada se Leva)

MELHOR FOTOGRAFIA
- James Wong Howe (Argélia)
- Ernest Miller, Harry J. Wild (A Pequena do Exército)
- Victor Millner (Lafitte, o Corsário)
• Joseph Ruttenberg (A Grande Valsa)
- Ernest Haller (Jezebel)
- Joseph A. Valentine (Louca por Música)
- Norbert Brodine (Sua Exceleância, o Chofer)
- J. Peverell Marley (Suez)
- Robert De Grasse (Que Papai Não Saiba)
- Joseph Walker (Do Mundo Nada se Leva)
-Leon Shamroy (Jovem no Coração)

MELHOR MONTAGEM
• Ralph Dawson (As Aventuras de Robin Hood)
- Barbara McLean (A Epopéia do Jazz)
- Tom Held (A Grande Valsa)
- Tom Held (Piloto de Provas)
- Gene Havlick (Do Mundo Nada se Leva)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• Carl Jules Weyl (As Aventuras de Robin Hood)
- Lyle R. Wheeler (As Aventuras de Tom Sawyer)
- Bernard Herzbrun, Boris Leven (Epopéia do Jazz)
- Alexander Toluboff (Argélia)
- Van Nest Polglase (Dance Comigo)
- Richard Day (Goldwyn Follies)
- Stephen Goosson, Lionel Banks (Boêmio Encantador)
- Hans Dreier, John B. Goodman (Se Eu Fora Rei)
- Jack Otterson (Louca por Música)
- Cedric Gibbons (Maria Antonieta)
- Charles D. Hall (Sua Excelência, o Chofer)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
• Erich Wolfgang Korngold (As Aventuras de Robin Hood)
- Victor Young (A Pequena do Exército)
- Werner Janssen (Bloqueio)
- Marvin Hatley (A Ceia dos Veteranos)
- Victor Young (Piruetas do Destino)
- Alfred Newman (O Cowboy e a Granfina)
- Richard Hageman (Se Eu Fora Rei)
- Herbert Stothart (Maria Antonieta)
- Robert Russell Bennett (Transpacífico)
- Louis Silvers (Suez)
- Franz Waxman (Jovem no Coração)

MELHOR CONDUÇÃO
• Alfred Newman (A Epopéia do Jazz)
- Victor Baravalle (Dance Comigo)
- Morris Stoloff, Gregory Stone (Flores da Primavera)
- Alfred Newman (Goldwyn Follies)
- Max Steiner (Jezebel)
- Charles Previn, Frank Skinner (Louca por Música)
- Cy Feuer (Tempestade Sobre Bengala)
- Herbert Stothart (Canção de Amor)
- Marvin Hatley (Aí Vai Meu Coração)
- Boris Morros (Feitiço do Trópico)
- Franz Waxman (Jovem no Coração)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “Always and Always”, de Edward Ward, Chet Forrest, Bob Wright (Manequim)
- “Change Partners and Dance With Me”, de Irving Berlin (Dance Comigo)
- “The Cowboy and the Lady”, de Lionel Newman, Arthur Quenzer (O Cowboy e a Granfina)
- “Dust”, de Johnny Marvin (Sob as Estrelas do Oeste)
- “Jeepers Creepers”, de Harry Warren, Johnny Mercer (Coragem a Muque)
- “Merrily We Live”, de Phil Charig, Arthur Quenzer (Sua Excelência, o Chofer)
- “A Mist Over the Moon”, de Oscar Hammerstein II (The Lady Objects)
- “My Own”, de Jimmy McHugh, Harold Adamson (Idade Perigosa)
- “Now it Can be Told”, de Irving Berlin (A Epopéia do Jazz)
“Thanks for the Memory”, de Ralph Rainger, Leo Robin (Folia a Bordo)

MELHOR SOM
- Charles L. Lootens (A Pequena do Exército)
• Thomas T. Moulton (O Cowboy e a Granfina)
- Nathan Levinson (Quatro Filhas)
- Loren L. Ryder (Se Eu Fora Rei)
- Elmer Raguse (Sua Excelência, o Chofer)
- Douglas Shearer (Canção de Amor)
- Edmund H. Hansen (Suez)
- Bernard B. Brown (Idade Perigosa)
- James Wilkinson (Que Papai Não Saiba)
- John P. Livadary (Do Mundo Nada se Leva)

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
• The Declaration of Independence
- Swingtime in the Movies
- A Crime Does Not Pay Subject: They’re Always Caught

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
• That Mothers Might Live
- The Great Heart
- Timber Toppers

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• Ferdinando, o Touro, de Walt Disney
- O Alfaiatezinho Valente, de Walt Disney
- Mother Goose Goes Hollywood, de Walt Disney
- Good Scouts, de Walt Disney
- Hunky and Spunky

OSCAR HONORÁRIO
Harry M. Warner
Arthur Ball

Branca de Neve e os Sete Anões, de Walt Disney
- pela inovação e pioneirismo no campo do entretenimento
• Lobos do Norte
– pelos efeitos especiais
Canção de Amor
- pela fotografia colorida

JUVENILE AWARD

Mickey Rooney e seu Juvenile Award (photo by lunaticoutpost.com)

Mickey Rooney e seu Juvenile Award (photo by lunaticoutpost.com)

Deanna Durbin
Mickey Rooney

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
Hal B. Wallis

THE 10th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1938

10 de Março de 1938

A Vida de Emile Zola, de William Dieterle

A Vida de Emile Zola, de William Dieterle

MELHOR FILME
- Cupido é Moleque Teimoso (The Awful Truth)
-
Marujo Intrépido (Captain Courageous)
- Beco Sem Saída (Dead End)
• A Vida de Emile Zola (The Life of Emile Zola)
- Terra dos Deuses (The Good Earth)
- No Velho Chicago (In Old Chicago)
- Horizonte Perdido (Lost Horizon)
- 100 Homens e uma Menina (One Hundred Men and a Girl)
- No Teatro da Vida (Stage Door)
- Nasce uma Estrela (A Star is Born)

MELHOR DIRETOR
- William Dieterle (A Vida de Emile Zola)
- Sidney Franklin (Terra dos Deuses)
- Gregory La Cava (No Teatro da Vida)
Leo McCarey (Cupido é Moleque Teimoso)
- William A. Wellman (Nasce uma Estrela)

MELHOR ASSISTENTE DE DIREÇÃO
- Charles C. Coleman (No Velho Chicago)
- Russell Saunders (A Vida de Emile Zola)
- Eric Stacey (Nasce uma Estrela)
- Hal Walker (Almas no Mar)
Robert D. Webb (No Velho Chicago)

MELHOR ATOR
-
Charles Boyer (O Romance de Madame Walewska)
- Fredric March (Nasce uma Estrela)
- Robert Montgomery (A Noite Tudo Encobre)
- Paul Muni (A Vida de Emile Zola)
Spencer Tracy (Marujo Intrépido)

MELHOR ATRIZ
- Irenne Dunne (Cupido é Moleque Teimoso)
- Greta Garbo (A Dama das Camélias)
- Janet Gaynor (Nasce uma Estrela)
Luise Rainer (Terra dos Deuses)
- Luise Rainer se tornou a primeira atriz a vencer duas vezes consecutivas
- Barbara Stanwyck (Stella Dallas, Mãe Redentora)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
- Ralph Bellamy (Cupido é Moleque Teimoso)
- Thomas Mitchell (O Furacão)
Joseph Schildkraut (A Vida de Emile Zola)
- H.B. Warner (Horizonte Perdido)
- Roland Young (A Dupla do Outro Mundo)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Alice Brady (No Velho Chicago) - Na ausência da atriz, um impostor recebeu o prêmio em seu nome. O impostor nunca foi encontrado e antes da Academia fazer justiça e entregar uma nova estatueta, Alice Brady faleceu
- Andrea Leeds (No Teatro da Vida)
- Anne Shirley (Stella Dallas, Mãe Redentora)
- Claire Trevor (Beco Sem Saída)
- Dame May Whitty (A Noite Tudo Encobre)

MELHOR HISTÓRIA ORIGINAL
- Robert Lord (Legião Negra)
- Niven Busch (No Velho Chicago)
- Heinz Herald, Geza Herczeg (A Vida de Emile Zola)
- Hanns Kräly (100 Homens e uma Menina)
• William A. Wellman, Robert Carson (Nasce uma Estrela)

MELHOR ROTEIRO
- Viña Delmar (Cupido é Moleque Teimoso)
- Marc Connelly, John Lee Mahin, Dale Van Every (Marujo Intrépido)
• Heinz Herald, Geza Herczeg, Norman Reilly Raine (A Vida de Emile Zola)
- Morrie Ryskind, Anthony Veiller (No Teatro da Vida)
- Alan Campbell, Robert Carson, Dorothy Parker (Nasce uma Estrela)

MELHOR FOTOGRAFIA
- Gregg Toland (Beco Sem Saída)
• Karl Freund (Terra dos Deuses)
- Joseph A. Valentine (Asas Sobre Honolulu)

MELHOR MONTAGEM
- Al Clark (Cupido é Moleque Teimoso)
- Elmo Veron (Marujo Intrépido)
- Basil Wrangell (Terra dos Deuses)
• Gene Havlick, Gene Milford (Horizonte Perdido)
- Bernard W. Burton (100 Homens e uma Menina)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- Cedric Gibbons, William A. Horning (O Romance de Madame Walewska)
- Carroll Clark (Cativa e Cativante)
- Richard Day (Beco Sem Saída)
- Wiard Ihnen (A Vida é uma Festa)
- Anton Grot (A Vida de Emile Zola)
• Stephen Goosson (Horizonte Perdido)
- John Victor Mackay (Artistas em Folia)
- Lyle R. Wheeler (O Prisioneiro de Zenda)
- Hans Dreier, Roland Anderson (Almas no Mar)
- Alexander Toluboff (Vogas de New York)
- William S. Darling, David S. Hall (Queridinha do Vovô)
- Jack Otterson (O Amor é uma Delícia)

MELHOR SOM
- A.E. Kaye (Ela Deu o Contra)
• Thomas T. Moulton (O Furacão)
- John Aalberg (Nas Asas da Fama)
- Nathan Levinson (A Vida de Emile Zola)
- John P. Livadary (Horizonte Perdido)
- Douglas Shearer (Primavera)
- Homer G. Tasker (100 Homens e uma Menina)
- Elmer Raguse (A Dupla do Outro Mundo)
- Loren L. Ryder (Uma Nação em Marcha)

MELHOR TRILHA MUSICAL
- Frank Churchill, Leigh Harline, Paul J. Smith (Branca de Neve e os Sete Anões)
- Alfred Newman (O Furacão)
- Louis Silvers (No Velho Chicago)
- Leo F. Forbstein (A Vida de Emile Zola)
- Morris Stoloff (Horizonte Perdido)
- Hugo Riesenfeld (Música do Coração)
Charles Previn (100 Homens e uma Menina)
- Nat W. Finston (Primavera)
- Alberto Colombo (Defesa de Mãe)
- Alfred Newman (O Prisioneiro de Zenda)
- Roy Webb (Rua da Vaidade)
- C. Bakaleinikoff (Um Motivo Para Cantar)
- Borris Morros (Almas no Mar)
- Marvin Hatley (Dois Caipiras Ladinos)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “Remember Me”, de Harry Warren, Al Dublin (O Preço da Fama)
- “The Old Feeling”, de Sammy Fain, Lew Brown (Vogas de New York)
- “They Can’t Take That Away from Me”, de George Gershwin, Ira Gershwin (Vamos Dançar?)
- “Whispers in the Dark”, de Friedrich Hollaender (Artistas e Modelos)
“Sweet Leilani”, de Harry Owens (Amor Havaiano)

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
- Deep South
- Should Wives Work?
• Torture Money

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
- A Night at the Movies
The Private Life of the Gannets
- Romance of Radium

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• O Velho Moinho, de Walt Disney
- Peixe Educado
- The Little Match Girl, de Charles Mintz

MELHOR CURTA-METRAGEM, COLORIDO
- The Man Without a Country
Penny Wisdom, de Pete Smith
- Popular Science

MELHOR DIREÇÃO DE DANÇA
“Fun House”, de Hermes Pan (Cativa e Cativante)

- “The Finale”, de Busby Berkley (Aprenda a Sorrir)
- “Too Marvelous for Words“, de Bobby Connolly (Amores de Opereta)
- “All God’s Children Got Rhythm”, de Dave Gould (Um Dia nas Corridas)
- “Swing Is Here to Stay”, de Sammy Lee (Ali Babá é Boa Bola)
- “Prince Igor Suite”, de Harry Losee (Ela e o Príncipe)
- “Luau”, de LeRoy Prinz (Amor Havaiano)

OSCAR HONORÁRIO
Mack Sennett
Edgar Bergen
(Museum of Modern Art Film Library)
W. Howard Greene (Nasce uma Estrela)

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
Darryl F. Zanuck

THE 9th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1937

04 de Março de 1937

Ziegfeld, o Criador de Estrelas, de Robert Z. Leonard

Ziegfeld, o Criador de Estrelas, de Robert Z. Leonard

MELHOR FILME
- Adversidade (Anthony Adverse)
- Fogo de Outono (Dodsworth)
- Casado com Minha Noiva (Libeled Lady)
- O Galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town)
- Romeu e Julieta (Romeo and Juliet)
- A Cidade do Pecado (San Francisco)
- A História de Louis Pasteur (The Story of Louis Pasteur)
-A Queda da Bastilha (A Tale of Two Cities)
- Três Pequenas do Barulho (Three Smart Girls)
• Ziegfeld – O Criador de Estrelas (The Great Ziegfeld)

MELHOR DIRETOR
• Frank Capra (O Galante Mr. Deeds)
- Gregory La Cava (Irene, a Teimosa)
- Robert Z. Leonard (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)
- W.S. Van Dyke (A Cidade do Pecado)
- William Wyler (Fogo de Outono)

MELHOR ASSISTENTE DE DIREÇÃO
- Clem Beauchamp (O Último dos Moicanos)
- William H. Cannon (Adversidade)
- Joseph M. Newman (A Cidade do Pecado)
- Eric Stacey (O Jardim de Allah)
Jack Sullivan (A Carga da Brigada Ligeira)

MELHOR ATOR
- Gary Cooper (O Galante Mr. Deeds)
- Walter Huston (Fogo de Outono)
Paul Muni (A História de Louis Pasteur)
- William Powell (Irene, a Teimosa)
- Spencer Tracy (A Cidade do Pecado)

MELHOR ATRIZ
- Irene Dunne (Os Pecados de Theodora)
- Gladys George (O Crime de Ser Boa)
- Carole Lombard (Irene, a Teimosa)
Luise Rainer (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)
- Norma Shearer (Romeu e Julieta)

Da esquerda para direita: Melhor Ator Paul Muni, Melhor Atriz Luise Rainer e Melhor Diretor Frank Capra (photo by acertaincinema.com)

Da esquerda para direita: Melhor Ator Paul Muni, Melhor Atriz Luise Rainer e Melhor Diretor Frank Capra (photo by http://www.acertaincinema.com)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
- Mischa Auer (Irene, a Teimosa)
• Walter Brennan (Meu Filho é Meu Rival)
- Stuart Erwin (Loucuras de Estudantes)
- Basil Rathbone (Romeu e Julieta)
- Akim Tamiroff (O General Morreu ao Amanhecer)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
- Beulah Bondi (Mulher Sublime)
- Alice Brady (Irene, a Teimosa)
- Bonita Granville (Infâmia)
- Maria Ouspenskaya (Fogo de Outono)
• Gale Sondergaard (Adversidade)

MELHOR HISTÓRIA ORIGINAL
- Norman Krasna (Fúria)
- Robert E. Hopkins (A Cidade do Pecado)
Pierre Collings, Sheridan Gibney (A História de Louis Pasteur)
- Adele Comandini (Três Pequenas do Barulho)
- William Anthony McGuire (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)

MELHOR ROTEIRO
- Frances Goodrich, Albert Hackett (A Comédia dos Acusados)
- Sidney Howard (Fogo de Outono)
- Robert Riskin (O Galante Mr. Deeds)
Pierre Collings, Sheridan Gibney (A História de Louis Pasteur)
- Eric Hatch, Morrie Ryskind (Irene, a Teimosa)

MELHOR FOTOGRAFIA
Tony Gaudio (Adversidade)
- Victor Milner (O General Morreu ao Amanhecer)
- George J. Folsey (Mulher Sublime)

MELHOR MONTAGEM
• Ralph Dawson (Adversidade)
- Barbara McLean (Lloyd’s de Londres)
- Edward Curtiss (Meu Filho é Meu Rival)
- Otto Meyer (Os Pecados de Theodora)
- Conrad A. Nervig (A Queda da Bastilha)
- William S. Gray (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- Anton Grot (Adversidade)
Richard Day (Fogo de Outono)
- Albert S. D’Agostino, Jack Otterson (O Grande Bruto)
- William S. Darling (Lloyd’s de Londres)
- Perry Ferguson (Os Predestinados)
- Cedric Gibbons, Fredric Hope, Edwin B. Willis (Romeu e Julieta)
- Cedric Gibbons, Eddie Imazu, Edwin B. Willis (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)

MELHOR TRILHA MUSICAL
• Leo F. Forbstein (Adversidade) - composição de Erich Wolfgang Korngold
- Leo F. Forbstein (A Carga da Brigada Ligeira) – composição de Max Steiner
- Max Steiner (O Jardim de Allah) - composição de Max Steiner
- Boris Morros (O General Morreu ao Amanhecer) - composição de Werner Janssen
- Nathaniel Shilkret (Os Predestinados) – composição de Nathaniel Shilkret

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “A Melody from the Sky”, de Louis Alter, Sidney D. Mitchell (Amor e Ódio na Floresta)
- “Pennies from Heaven”, de Arthur Johnston, Johnny Burke (Dinheiro do Céu)
- “I’ve Got You Under My Skin”, de Cole Porter (Nasci Para Dançar)
- “When Did You Leave Heaven”, de Richard A. Whiting, Walter Bullock (Novos Ecos da Broadway)
“The Way You Look Tonight”, de Jerome Kern, Dorothy Fields (Ritmo Louco)
- “Did I Remember”, de Walter Donaldson, Harold Adamson (Suzy)

MELHOR SOM
- Framklin Hansen (Atiradores do Texas)
- Nathan Levinson (A Carga da Brigada Ligeira)
• Douglas Shearer (A Cidade do Pecado)
- Oscar Lagerstrom (Fogo de Outono)
- John P. Livadary (O Galante Mr. Deeds)
- Elmer Raguse (General Spanky)
- John Aalberg (A Parisiense)
- Edmund H. Hansen (Um Romance no Mississipi)
- Homer G. Tasker (Três Pequenas do Barulho)

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
- Double or Nothing
- Dummy Ache
The Public Pays

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
• Bored of Education, de Hal Roach
- Moscow Moods
- Wanted — A Master, de Pete Smith

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
- The Old Mill Pond, de Hugh Harman, Rudolf Ising
- Popeye the Sailor Meets Sindbad the Sailor, de Max Fleischer
Primo da Roça, de Walt Disney

MELHOR CURTA-METRAGEM, COLORIDO
Give Me Liberty
- La Fiesta de Santa Barbara
- Popular Science

MELHOR DIREÇÃO DE DANÇA
- “1000 Love Songs”, de Bobby Connolly (Cain e Mabel)
- “Bojangles of Harlem”, de Hermes Pan (Ritmo Louco)
- “The Finale”, de Russell Lewis (O Pirata Dançarino)
- “Love and War”, de Busby Berkeley (Cavadoras de Ouro de 1937)
“A Pretty Girl is Like a Melody”, de Seymour Felix (Ziegfeld – O Criador de Estrelas)
- “Skating Ensemble”, de Jack Haskell (A Rainha do Patim)
- “Swingin’ the Jinx”, de Dave Gould (Nasci Para Dançar)

OSCAR HONORÁRIO
W. Howard Greene, Harold Rosson (O Jardim de Allah)
– pela fotografia

8th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1936

05 de Março de 1936

O Grande Motim, de Frank Lloyd

O Grande Motim, de Frank Lloyd

MELHOR FILME
- A Mulher que Soube Amar (Alice Adams)
- Melodia da Broadway de 1936 (Broadway Melody of 1936)
- O Capitão Blood (Captain Blood)
- David Copperfield (Personal History, Adventures, Experience, & Observation of David Copperfield the Younger)
- O Delator (The Informer)
- Os Miseráveis (Les Misérables)
- Lanceiros da Índia (The Lives of a Bengal Lancer)
• O Grande Motim (Mutiny on the Bounty)
- Sonho de uma Noite de Verão (A Midsummer Night’s Dream)
- Oh, Marieta! (Naughty Marietta)
- Vamos à América (Ruggles of Red Gap)
- O Picolino (Top Hat)

MELHOR DIRETOR
John Ford (O Delator)
- Henry Hathaway (Lanceiros da Índia)
- Frank Lloyd (O Grande Motim)
- Michael Curtiz (Capitão Blood) - Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial

MELHOR ASSISTENTE DE DIREÇÃO
Clem Beauchamp, Paul Wing (Lanceiros da Índia)
- Joseph M. Newman (David Copperfield)
- Eric Stacey (Os Miseráveis)
- Sherry Shourds (Sonho de uma Noite de Verão)

MELHOR ATOR
- Clark Gable (O Grande Motim)
- Charles Laughton (O Grande Motim)
Victor McLaglen (O Delator)
- Franchot Tone (O Grande Motim)
- Paul Muni (Inferno Negro) - Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial

MELHOR ATRIZ
- Elisabeth Bergner (Contudo és Meu)
- Claudette Colbert (Mundos Íntimos)
Bette Davis (Perigosa)
– Em dezembro de 2002, Steven Spielberg anonimamente comprou o Oscar de Davis num leilão e o devolveu à Academia. A estatueta estava entre os pertences da cadeia de restaurantes Planet Hollywood que havia falido.
- Katharine Hepburn (A Mulher que Soube Amar)
- Miriam Hopkins (Vaidade e Beleza)
- Merle Oberon (O Anjo das Trevas)

Os vencedores da noite, Victor McLaglen e Bette Davis, recebem a estatueta do diretor que revolucionou o cinema, D.W. Griffith (photo by timelines.latimes.com)

Os vencedores da noite, Victor McLaglen e Bette Davis, recebem a estatueta do diretor que revolucionou o cinema, D.W. Griffith (photo by timelines.latimes.com)

MELHOR HISTÓRIA ORIGINAL
- Moss Hart (Melodia da Broadway de 1936)
Ben Hetch, Charles MacArthur (O Energúmeno)
- Don Hartman, Stephen Morehouse Avery (Sua Alteza o Garçon)
- Darryl F. Zanuck (Contra o Império do Crime) – Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial

MELHOR ROTEIRO
Dudley Nichols (O Delator) - Recusou o Oscar devido ao antagonismo entre vários sindicatos da indústria e a Academia sobre problemas sindicais. Esta foi a primeira vez que o Oscar foi recusado. Contudo, em 1949, foi constatado que Nichols estava com o Oscar uma estatueta.
- Achmed Abdullah, John L. Balderston, Grover Jones, William Slavens McNutt, Waldemar Young (Lanceiros da Índia)
- Jules Furthman, Talbot Jennings, Carey Wilson (O Grande Motim)
- Casey Robinson (O Capitão Blood) - Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial

MELHOR FOTOGRAFIA
- Ray June (Duas Almas se Encontram)
- Victor Milner (As Cruzadas)
- Gregg Toland (Os Miseráveis)
Hal Mohr (Sonho de uma Noite de Verão) - Primeira e única inclusão votada a ganhar o Oscar.

MELHOR MONTAGEM
- Robert Kern (David Copperfield)
- George Hively (O Delator)
- Barbara McLean (Os Miseráveis)
- Ellsworth Hoagland (Lanceiros da Índia)
Ralph Dawson (Sonho de uma Noite de Verão)
- Margaret Booth (O Grande Motim)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Richard Day (O Anjo das Trevas)
- Hans Dreier, Roland Anderson (Lanceiros da Índia)
- Carroll Clark, Van Nest Polglase (O Picolino)

MELHOR TRILHA MUSICAL
Max Steiner (O Delator)
- Nat W. Finston (O Grande Motim) - composição de Herbert Stothart
- Irvin Talbot (Amor Sem Fim) – composição de Ernst Toch
- Leo F. Forbstein (O Capitão Blood) - composição de Erich Wolfgang Korngold - Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
- “Cheek to Cheek”, de Irving Berlin (O Picolino)
- “Lovely to Look at”, de Jerome Kern, Dorothy Fields, Jimmy McHugh (Roberta)
“Lullaby of Broadway”, de Harry Warren, Al Dublin (Mordedoras de 1935)

MELHOR SOM
- John P. Livadary (Ama-me Sempre)
- Thomas T. Moulton (O Anjo das Trevas)
- Nathan Levinson (O Capitão Blood)
- Franklin Hansen (Lanceiros da Índia)
- Mil Dólares por Minuto
- Edmund H. Hansen (Mil Vezes Obrigado!)
- Gilbert Kurland (A Noiva de Frankenstein)
Douglas Shearer (Oh, Marieta!)
- Carl Dreher (Vivo Sonhando)

MELHOR CURTA-METRAGEM – COMÉDIA
- Dente por Dente, de Hal Roach
How to Sleep, de Jack Chertok
- Oh, My Nerves, de Jules White

MELHOR CURTA-METRAGEM – DRAMA
- Audioscopiks, de Pete Smith
- Camera Thrills
Wings Over Everest

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
- O Dragão de Chita, de Rudolf Ising, Hugh Harman
- A Flecha do Amor, de Walt Disney
Três Gatinhos Órfãos, de Walt Disney

MELHOR DIREÇÃO DE DANÇA
- “Viennese Waltz”, de LeRoy Prinz (Os Cavaleiros do Rei)
- “Elephant – It’s the Animal in Me”, de LeRoy Prinz (Ondas Musicais de 1936)
- “Playboy of Paree”, de Bobby Connolly (Esperanças Perdidas)
- “Latin from Manhattan”, de Bobby Connolly (Casino de Paris)
“I’ve got a Feeling You’re Fooling”, de Dave Gould (Melodia da Broadway de 1936)
- “Lullaby of Broadway” e “The Words are in my Heart”, de Busby Berkeley (Mordedoras de 1935)
- “Lovely Lady” e “Too Good to Be True”, de Sammy Lee (O Rei dos Empresários)
- “Hall of Kings”, de Benjamin Zemach (Ella – A Feiticeira)
- “Piccolino” e “Top Hat”, de Hermes Pan (O Picolino)
“Straw Hat“, de Dave Gould (Folies Bergère de Paris)

OSCAR HONORÁRIO
D.W. Griffith

THE 7th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1935

27 de Fevereiro de 1935

Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra

Aconteceu Naquela Noite, de Frank Capra

MELHOR FILME
• Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night)
- A Família Barrett (The Barretts of Wimpole Street)
- Cleópatra (Cleopatra)
- Miss Generala (Flirtation Walk)
- A Alegre Divorciada (The Gay Divorcee)
- Aí Vem a Marinha! (Here Comes the Navy)
- A Casa de Rothschild (The House of Rothschild)
- Imitação da Vida (Imitation of Life)
- Uma Noite de Amor (One Night of Love)
- A Ceia dos Acusados (The Thin Man)
- Viva Villa! (Viva Villa!)
- Legião das Abnegadas (The White Parade)

MELHOR DIRETOR
• Frank Capra (Aconteceu Naquela Noite)
- W.S. Van Dyke (A Ceia dos Acusados)
- Victor Schertzinger (Uma Noite de Amor)

MELHOR ASSISTENTE DE DIREÇÃO
- Scott R. Beal (Imitação da Vida)
- Cullen Tate (Cleópatra)
• John Waters (Viva Villa!)

MELHOR ATOR
• Clark Gable (Aconteceu Naquela Noite)
- Frank Morgan (As Aventuras de Cellini)
- William Powell (A Ceia dos Acusados)

O lendário Clark Gable vence seu único Oscar por Aconteceu Naquela Noite (photo by misfitstoys.net)

O lendário Clark Gable vence seu único Oscar por Aconteceu Naquela Noite (photo by misfitstoys.net)

MELHOR ATRIZ
• Claudette Colbert (Aconteceu Naquela Noite)
- Bette Davis (Escravos do Desejo) - Esta foi uma inclusão votada. Não se trata de uma indicação oficial
- Grace Moore (Uma Noite de Amor)
- Norma Shearer (A Família Barrett)

Shirley Temple entrega o Oscar para a francesa Claudette Colbert (photo by telegraph.co.uk)

Shirley Temple entrega o Oscar para a francesa Claudette Colbert (photo by telegraph.co.uk)

MELHOR ROTEIRO – HISTÓRIA ORIGINAL
- Mauri Grashin (Amor que Regenera)
- Norman Krasna (A Pequena Mais Rica do Mundo)
Arthur Caesar (Vencido Pela Lei)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
• Robert Riskin (Aconteceu Naquela Noite)
- Frances Goodrich, Albert Hackett (A Ceia dos Acusados)
- Ben Hecht (Viva Villa!)

MELHOR FOTOGRAFIA
- Charles Rosher (As Aventuras de Cellini)
Victor Milner (Cleópatra)
- George J. Folsey (A Espiã 13)

MELHOR MONTAGEM
- Anne Bauchens (Cleópatra)
• Conrad A. Nervig (Esquimó)
- Gene Milford (Uma Noite de Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- Van Nest Polglase, Carroll Clark (A Alegre Divorciada)
- Richard Day (As Aventuras de Cellini)
Cedric Gibbons, Fredric Hope (A Viúva Alegre)

MELHOR TRILHA MUSICAL
- Max Steiner (A Alegre Divorciada)
- Max Steiner (A Patrulha Perdida)
• Louis Silvers (Uma Noite de Amor)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
• “The Continental”, de Con Conrad, Herb Magodson (A Alegre Divorciada)
- “Love in Bloom”, de Ralph Rainger, Leo Robin (Demônio Louro)
- “Carioca”, de Vincent Youmans, Edward Eliscu, Gus Kahn (Voando Para o Rio)

MELHOR SOM
- Carl Dreher (A Alegre Divorciada)
- Thomas T. Moulton (As Aventuras de Cellini)
- Franklin Hansen (Cleópatra)
- Theodore Soderberg (Imitação da Vida)
- Edmund H. Hansen (Legião das Abnegadas)
- Nathan Levinson (Miss Generala)
John P. Livadary (Uma Noite de Amor)
- Douglas Shearer (Viva Villa!)

MELHOR CURTA-METRAGEM – COMÉDIA
- As Coisas Estão Pretas, de Jules White
• La Cucaracha, de Kenneth Macgowan
- What, No Men?

MELHOR CURTA-METRAGEM – DRAMA
- Bosom Friends
City of Wax, de Horace Woodard, Stacy Woodard
- Strikes and Spares, de Pete Smith

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
A Tartaruga e a Lebre, de Walt Disney
- Holiday Land, de Charles Mintz
- No Reino dos Anões, de Walter Lantz

JUVENILE AWARD
• Shirley Temple - Em reconhecimento à sua contribuição para o entretenimento cinematográfico durante o ano de 1934.

A estrela mirim que buscava derrotar as consequências econômicas da Queda da Bolsa de 1929: Shirley Temple (photo by highlighthollywood.com)

A estrela mirim que buscava derrotar as consequências econômicas da Queda da Bolsa de 1929: Shirley Temple (photo by highlighthollywood.com)

THE 6th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1934

16 de Março de 1934

Cavalgada, de Frank Lloyd

Cavalgada, de Frank Lloyd

MELHOR FILME
- Rua 42 (42nd Street)
- Adeus às Armas (A Farewell to Arms)
• Cavalgada (Cavalcade)
- O Fugitivo (I Am a Fugitive from a Chain Gang)
- Dama por um Dia (Lady for a Day)
- As Quatro Irmãs (Little Women)
- Os Amores de Henrique VIII (The Private Life of Henry VIII)
- Uma Loira Para Três (She Done Him Wrong)
- O Amor que Não Morreu (Smilin’ Through)
- Feira de Amostras (State Fair)

MELHOR DIRETOR
• Frank Lloyd (Cavalgada)
- Frank Capra (Dama por um Dia)
- George Cukor (As Quatro Irmãs)

MELHOR ASSISTENTE DE DIREÇÃO
• Charles Barton (Paramount)
• Scott R. Beal (Universal)
• Charles Dorian (MGM)
• Fred Fox (UA)
• Gordon Hollingshead (Warner Bros.)
• Dewey Starkey (RKO Radio)
• William Tummel (Fox)
- Al Alleborn (Warner Bros.)
- Sid Brod (Paramount)
- Orville O. Dull (MGM)
- Percy Ikerd (Fox)
- Arthur Jacobson (Paramount)
- Edward Killy (RKO Radio)
- Joseph A. McDonough (Universal)- William J. Reiter (Universal)
- Frank Shaw (Warner Bros.)
- Ben Silvey (UA)
- John Waters (MGM)

MELHOR ATOR
- Leslie Howard (Romance Antigo)
• Charles Laughton (Os Amores de Henrique VIII) - Charles Laughton não estava presente na cerimônia. O colega indicado Leslie Howard aceitou o prêmio em seu nome
 - Paul Muni (O Fugitivo)

MELHOR ATRIZ
• Katharine Hepburn (Manhã de Glória) - Katharine Hepburn não estava presente na cerimônia
- May Robson (Dama por um Dia)
- Diana Wynyard (Cavalgada)

MELHOR ROTEIRO, HISTÓRIA ORIGINAL
•  Robert Lord (A Única Solução)
- Frances Marion (O Pugilista e a Favorita)
- Charles MacArthur (Rasputin e a Imperatriz)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
- Robert Riskin (Dama por um Dia)
• Victor Heerman, Sarah Y. Mason (As Quatro Irmãs)
- Paul Green, Sonya Levien (Feira de Amostras)

MELHOR FOTOGRAFIA
• Charles Lang (Adeus às Armas)
- George J. Folsey (Reunião em Vienna)
- Karl Struss (O Sinal da Cruz)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• William S. Darling (Cavalgada)
- Hans Dreier, Roland Anderson (Adeus às Armas)
- Cedric Gibbons (A Rival da Esposa)

MELHOR SOM
- Nathan Levinson (Rua 42)
• Franklin Hansen (Adeus às Armas)
- Nathan Levinson (Cavadoras de Ouro)
- Nathan Levinson (O Fugitivo)

MELHOR CURTA-METRAGEM – COMÉDIA
• So This is Harris!, de Lou Brock
- Mister Mugg, de Warren Doane
- A Preferred List, de Lou Brock

MELHOR CURTA-METRAGEM – DRAMA
• Krakatoa, de Joe Rock
- Menu, de Pete Smith
- Morze

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• Os Três Porquinhos, de Walt Disney
- Arranhando o Céu, de Walt Disney
- The Merry Old Soul, de Walter Lantz

THE 5th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1932

18 de Novembro de 1932

Grande Hotel, de Edmund Goulding

Grande Hotel, de Edmund Goulding

MELHOR FILME
- Médico e Amante (Arrowsmith)
- Depois do Casamento (Bad Girl)
- O Campeão (The Champ)
- Sede de Escândalo (Five Star Final)
• Grande Hotel (Grand Hotel)
- Uma Hora Contigo (One Hour With You)
- O Expresso de Shanghai (The Shanghai Express)
- O Tenente Sedutor (The Smiling Lieutenant)

MELHOR ATOR
• Wallace Beery (O Campeão)
• Fredric March (O Médico e o Monstro)
- Alfred Lunt (Só Ela Sabe)

Wallace Beery (à esquerda) e Fredric March (à direita) formam o primeiro empate da Academia. Entre eles: os atores Lionel Barrymore e Conrad Nagel (photo by acertaincinema.com)

Wallace Beery (à esquerda) e Fredric March (à direita) formam o primeiro empate da Academia. Entre eles: os atores Lionel Barrymore e Conrad Nagel (photo by http://www.acertaincinema.com)

MELHOR ATRIZ
• Helen Hayes (O Pecado de Madelon Claudet)
- Marie Dressler (Emma)
- Lynn Fontanne (Só Ela Sabe)

MELHOR DIRETOR
• Frank Borzage (Depois do Casamento)
- King Vidor (O Campeão)
- Josef von Sternberg (O Expresso de Shanghai)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
•  Frances Marion (O Campeão)
- Grover Jones, William Slavens McNutt (Homem de Peso)
- Lucien Hubbard (O Preço do Dever)
- Adela Rogers St. Johns, Jane Murfin (Hollywood)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
- Sidney Howard (Médico e Amante)
•  Edwin J. Burke (Depois do Casamento)
- Percy Heath, Samuel Hoffenstein (O Médico e o Monstro)

MELHOR FOTOGRAFIA
- Ray June (Médico e Amante)
- Karl Struss (O Médico e o Monstro)
• Lee Garmes (O Expresso de Shanghai)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- Lazare Meerson (A Nós a Liberdade)
- Richard Day (Médico e Amante)
• Gordon Wiles (Transatlântico)

MELHOR SOM
• Paramount Publix Studio Sound Department
- MGM Studio Sound Department
– RKO Radio Studio Sound Department
– Warner Bros. – First National Studio Sound Department
– Walt Disney

MELHOR CURTA – COMÉDIA
• Caixa de Música, de Hal Roach
- The Loud Mouth, de Mack Sennett
- Stout Hearts and Willing Hands
- Scratch-As-Catch-Can

MELHOR CURTA-METRAGEM – DRAMA
• Wrestling Swordfish, de Mack Sennett
- Screen Souvenirs
- Swing High

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

Walt Disney recebe reconhecimento por sua criação: Mickey Mouse (photo by oscars.org)

Walt Disney recebe reconhecimento por sua criação: Mickey Mouse (photo by oscars.org)

• Flores e Árvores, de Walt Disney
- It’s Got Me Again!, de Leon Schlesinger
- Pai de Órfãos, de Walt Disney

OSCAR HONORÁRIO
Walt Disney - pela criação de Mickey Mouse

THE 4th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1931

10 de Novembro de 1931

Cimarron, de Wesley Ruggles

Cimarron, de Wesley Ruggles

MELHOR FILME
• Cimarron (Cimarron)
- Lágrimas de Amor (East Lyne)
- A Primeira Página (The Front Page)
- Skippy (Skippy)
- Mercador das Selvas (Trader Horn)

MELHOR ATOR
Lionel Barrymore (Uma Alma Livre)
- Jackie Cooper (Skippy)
- Richard Dix (Cimarron)
- Fredric March (The Royal Family of Broadway)
- Adolphe Menjou (A Primeira Página)

MELHOR ATRIZ
- Marlene Dietrich (Marrocos)
Marie Dressler (O Lírio do Lodo)
- Irene Dunne (Cimarron)
- Ann Harding (Holiday)
- Norma Shearer (Uma Alma Livre)

Vencedores Marie Dressler e Lionel Barrymore posam para as fotos (photo by albayark.net)

Vencedores Marie Dressler e Lionel Barrymore posam para as fotos (photo by albayark.net)

MELHOR DIRETOR
- Clarence Brown (Uma Alma Livre)
- Wesley Ruggles (Cimarron)
- Lewis Milestone (A Primeira Página)
- Josef von Sternberg (Marrocos)
•  Norman Taurog (Skippy)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
•  John Monk Saunders (A Patrulha da Madrugada)
- Rowland Brown (Caminhos do Inferno)
- Harry d’Abbadie d’Arrast, Douglas Z. Doty, Donald Ogden Stewart (O Melhor da Vida)
- John Bright, Kubec Glasmon (Inimigo Público)
- Lucien Hubbard, Joseph Jackson (As Mulheres Enganam Sempre)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
•  Howard Estabrook (Cimarron)
- Seton I. Miller, Fred Niblo Jr. (O Código Penal)
- Horace Jackson (Holiday)
- Francis Edward Faragoh, Robert N. Lee (Alma no Lodo)
- Joseph L. Mankiewicz, Sam Mintz (Skippy)

MELHOR FOTOGRAFIA
- Edward Cronjager (Cimarron)
- Lee Garmes (Marrocos)
- Charles Lang (O Direito de Amar)
- Barney McGill (Svengali)
• Floyd Crosby (Tabu)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• Max Rée (Cimarron)
- Stephen Gooson, Ralph Hammeras (Fantasias de 1980)
- Hans Dreier (Marrocos)
- Anton Grot (Svengali)
- Richard Day (Whoopee!)

MELHOR SOM
• Paramount Publix Studio Sound Department
- MGM Studio Sound Department

– RKO Radio Sound Department
– Samuel Goldwyn-United Artists Studio Sound Department

THE 3rd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1930 – 2

05 de Novembro de 1930

Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone

Sem Novidade no Front, de Lewis Milestone

MELHOR FILME
•  Sem Novidade no Front (All Quiet on the Western Front)
- O Presídio (The Big House)
- Disraeli (Disraeli)
- A Divorciada (The Divorcee)
- Alvorada do Amor (The Love Parade)

MELHOR ATOR
•  George Arliss (Disraeli)
- George Arliss (A Deusa Verde)
- Wallace Beery (O Presídio)
- Maurice Chevalier (Um Romance em Veneza)
- Maurice Chevalier (Alvorada do Amor)
- Ronald Colman (Condenados)
- Lawrence Tibbett (Amor de Zíngaro)

MELHOR ATRIZ
- Nancy Carroll (Noivado de Ambição)
- Ruth Chatterton (Sarah e seu Filho)
- Greta Garbo (Anna Christie)
- Greta Garbo (Romance)
• Norma Shearer (A Divorciada)
 - Norma Shearer (Ébrios de Amor)
- Gloria Swanson (Tudo por Amor)

Vencedora por , Norma Shearer posa com seu Oscar (photo by oscars.org)

Vencedora por A Divorciada, Norma Shearer posa com seu Oscar (photo by oscars.org)

MELHOR DIRETOR
- Clarence Brown (Anna Christie)
- Clarence Brown (Romance)
- Robert Z. Leonard (A Divorciada)
- Ernst Lubitsch (Alvorada do Amor)
• Lewis Milestone (Sem Novidade no Front)
- King Vidor (Aleluia)

MELHOR ROTEIRO
- George Abbott, Maxwell Anderson, Del Andrews (Sem Novidade no Front)
• Frances Marion (O Presídio)
- Julien Josephson (Disraeli)
- John Meehan (A Divorciada)
- Howard Estabrook (Caminhos da Sorte)

MELHOR FOTOGRAFIA
- Arthur Edeson (Sem Novidade no Front)
- William H. Daniels (Anna Christie)
- Tony Gaudio, Harry Perry (Anjos do Inferno)
•  Joseph T. Rucker, Willard Van der Veer (Com Byrd no Pólo Sul)
- Victor Milner (Alvorada do Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- William Cameron Menzies (Amante de Emoções)
• Herman Rosse (King of Jazz)
- Hans Dreier (Alvorada do Amor)
- Jack Okey (Sally)
- Hans Dreier (O Rei Vagabundo)

MELHOR SOM
• Douglas Shearer (O Presídio)
- John E. Tribby (O Estranho Caso do Sargento Grischa)
- Franklin Hansen (Alvorada do Amor)
- Oscar Lagerstrom (Raffles)
- George Groves (A Flama)

2nd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1930-1

03 de Abril de 1930

Melodia da Broadway, de Harry Beaumont

Melodia da Broadway, de Harry Beaumont

MELHOR FILME
- O Peso da Lei (Alibi)
• Melodia da Broadway (The Broadway Melody)
- Hollywood Revue (The Hollywood Revue of 1929)
- No Velho Arizona (In Old Arizona)
- Alta Traição (The Patriot)

MELHOR ATOR
- George Bancroft (O Homem de Mármore)
• Warner Baxter (No Velho Arizona)
- Chester Morris (O Peso da Lei)
- Paul Muni (The Valiant)
- Lewis Stone (Alta Traição)

MELHOR ATRIZ
- Ruth Chatterton (Madame X)
- Betty Compson (Sangue de Boêmio)
- Jeanne Eagels (A Carta)
- Corinne Griffith (A Dama Divina)
- Bessie Love (Melodia da Broadway)
• Mary Pickford (Coquete)

Vencedora por Coquete, Mary Pickford posa elegantemente (photo by goldderby.latimes.com)

Vencedora por Coquete, Mary Pickford posa elegantemente (photo by goldderby.latimes.com)

MELHOR DIRETOR
- Lionel Barrymore (Madame X)
- Harry Beaumont (Melodia da Broadway)
- Ernst Lubitsch (Alta Traição)
• Frank Lloyd (A Dama Divina)
- Frank Lloyd (Drag)
- Frank Lloyd (Regeneração)

MELHOR ROTEIRO
- Elliott J. Clawson (O Polícia)
- Tom Barry (No Velho Arizona)
- Hanns Kräly (A Cativante Viuvinha)
- Elliott J. Clawson (O Laço de Amizade)
- Josephine Lovett (Garotas Modernas)
• Hanns Kräly (Alta Traição)
- Elliott J. Clawson (Obrigado a Casar)
- Elliott J. Clawson (Hércules do Arranha-Céu)
- Tom Barry (The Valiant)
- Bess Meredyth (Mulher de Brio)
- Bess Meredyth (Prodígio das Mulheres)

MELHOR FOTOGRAFIA
- John F. Seitz (A Dama Divina)
- Ernest Palmer (Os Quatro Diabos)
- Arthur Edeson (No Velho Arizona)
- George Barnes (Garotas Modernas)
- Ernest Palmer (O Anjo das Ruas)
• Clyde De Vinna (Deus Branco)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
- William Cameron Menzies (O Peso da Lei)
- William Cameron Menzies (O Despertar de uma Mulher)
• Cedric Gibbons (A Ponte de San Luis Rey)
- Mitchell Leisen (Dinamite)
- Hans Dreier (Alta Traição)
- Harry Oliver (O Anjo das Ruas)

THE 1st ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1929

16 de Maio de 1929

Asas, de William A. Wellman: o primeiro vencedor de Melhor Filme

Asas, de William A. Wellman: o primeiro vencedor de Melhor Filme

MELHOR FILME – PRODUÇÃO
• Asas (Wings)
- A Lei dos Fortes (The Racket)
- Sétimo Céu (Seventh Heaven)

MELHOR FILME – PRODUÇÃO ARTÍSTICA
• Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans)
- Chang: A Drama of the Wilderness
- A Turba (The Crowd)

MELHOR DIRETOR – COMÉDIA
• Lewis Milestone (Dois Cavaleiros Árabes)
- Ted Wilde (O Ás da Velocidade)

MELHOR DIRETOR – DRAMA
• Frank Borzage (Sétimo Céu)
- Herbert Brenon (Lágrimas de Homem)
- King Vidor (A Turba)

MELHOR ATOR
- Richard Barthelmess (Segredo da Morte)
- Richard Barthelmess (Entre Luvas e Baionetas)
• Emil Jannings (A Última Ordem) (Tentação da Carne)

O primeiro Melhor Ator do Oscar, Emmil Jannings, também foi o primeiro ausente na cerimônia. Recebeu o prêmio já na Europa. (photo by larevista.mx)

O primeiro Melhor Ator do Oscar, Emil Jannings, também foi o primeiro ausente na cerimônia. Recebeu o prêmio já na Europa. (photo by larevista.mx)

MELHOR ATRIZ
- Louise Dresser (A Outra Pátria)
• Janet Gaynor (Aurora) (Sétimo Céu) (Anjo das Ruas)
- Gloria Swanson (Sedução do Pecado)

A bela Janet Gaynor: a primeira melhor atriz do Oscar (photo by ssasdiary.blogspot.com)

A bela Janet Gaynor: a primeira melhor atriz do Oscar (photo by ssasdiary.blogspot.com)

MELHOR ROTEIRO – HISTÓRIA ORIGINAL
- Lajos Biró (A Última Ordem)
• Ben Hecht (Paixão e Sangue)

MELHOR ROTEIRO – ADAPTAÇÃO
- Anthony Coldeway (Primavera de Espinhos)
- Alfred A. Cohn (O Cantor de Jazz)
• Benjamin Glazer (Sétimo Céu)

MELHORES LETREIROS, CRÉDITOS
Joseph Farnham
- George Marion Jr.
- Gerald C. Duffy (A Vida Privada de Helena de Tróia)

MELHOR FOTOGRAFIA
- George Barnes (A Bailarina Diabólica)
- George Barnes (A Chama do Amor)
- George Barnes (Sedução do Pecado)
• Charles Rosher, Karl Struss (Aurora)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• William Cameron Menzies (Mulher Cobiçada)
William Cameron Menzies (A Tempestade)
- Harry Oliver (Sétimo Céu)
- Rochus Gliese (Aurora)

MELHORES EFEITOS
• Roy Pomeroy (Asas)
- Nugent Slaughter
- Ralph Hammeras

OSCAR HONORÁRIO
• Cantor de Jazz, de Alan Crosland: o primeiro filme com som que revolucionou a indústria
• O Circo, de Charles Chaplin

Cena de O Cantor de Jazz: Al Jolson foi o primeiro a falar num filme (photo by billdesowitz.com)

Cena de O Cantor de Jazz: Al Jolson foi o primeiro a falar num filme (photo by billdesowitz.com)

Charles Chaplin em cena de O Circo (photo by telecinebrasil.blogspot.com)

Charles Chaplin em cena de O Circo (photo by telecinebrasil.blogspot.com)

Vencedor de 3 Oscars, ’12 Anos de Escravidão’ conquista Melhor Filme

Isso que eu chamo de comemoração: Steve McQueen em momento Matrix no Oscar (fonte: andreii-tarkovsky)

Isso que eu chamo de comemoração: Steve McQueen em momento Matrix no Oscar (fonte: andreii-tarkovsky)

E a briga entre cinema de autor e comercial deu… de autor! A pequena produção de apenas uma câmera bateu as inúmeras câmeras e artefatos digitais de um blockbuster. Na metade da cerimônia, havia fortes indícios de que 12 Anos de Escravidão perderia seu posto de Melhor Filme, pois Gravidade estava ganhando tudo, mas na reta final o filme sobre escravidão cresceu ao vencer Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado.

Aliás, a anfitriã da noite, Ellen DeGeneres, já soltou a melhor pérola da noite sobre o assunto:
“There are several possibilities for the evening. The first is that “12 Years a Slave” wins Best Picture. “Possibility No. 2: You’re all racists. (Há inúmeras possibilidades para a noite. A primeira é que ’12 Anos de Escravidão’ ganhe Melhor Filme. Possiblidade nº 2: Vocês todos são racistas).”

Em sua segunda atuação como hostess, Ellen DeGeneres estava mais soltinha. Ao comentar sobre a performance de Jonah Hill em O Lobo de Wall Street: “I have to say you showed me something in that film that I have not see for a very, very long time (Tenho que dizer que você me mostrou uma coisa no filme que eu não vejo há muito, muito tempo)” - referindo-se ao pênis de seu personagem e ao fato de que DeGeneres é homossexual. Também se mostrou mais venenosa quando chamou a atriz Liza Minelli de um homem imitando Liza Minelli. Mas os melhores momentos dela foram aqueles em que interagiu com as celebridades nos assentos, seja servindo pizza (!) ou tirando uma foto selfie com vários atores, que ela postou em seu Twitter.

Você nunca imaginou que fosse ver Brad Pitt comendo pizza no Oscar, né?

Você nunca imaginou que fosse ver Brad Pitt comendo pizza no Oscar, né? (fonte: valonqars)

Para aqueles que achavam que a pizza estava no roteiro... HA!

Para aqueles que achavam que a pizza estava no roteiro… HA!

Ellen DeGeneres reuniu a galera para um selfie

Ellen DeGeneres reuniu a galera para um selfie

O mais engraçado foi quando Ellen pegou o chapéu alto de Pharrell Williams para coletar dinheiro para pagar as pizzas. Ao abordar Brad Pitt: “20 dólares?! Você estava em dois filmes, Brad!”. Tentou arrecadar dinheiro com uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood, Sandra Bullock, e depois com o produtor Harvey Weinstein, que doou 200 dólares para a conta. Genial!

Quanto aos resultados, foi um dos Oscars mais previsíveis dos últimos anos. Eu esperava ansiosamente por uma surpresa que não vinha. Acreditei que haveria uma delas nas categorias de atuação, pois Filme e Diretor estavam praticamente certos. Como a categoria de Melhor Ator era a mais competitiva, cogitei algo radical como a vitória de Leonardo DiCaprio ou, na pior das hipóteses Chiwetel Ejiofor ou Bruce Dern.

Pra não dizer que não houve nada, a vitória de Gravidade como Montagem chega a surpreender um pouco devido à total derrota de Capitão Phillips, que já havia ganhado o Eddie Awards de edição. Quando vi Alfonso Cuarón recebendo esse prêmio, cheguei a pensar que ele poderia perder o Oscar de Diretor para Steve McQueen. Aliás, como Sidney Poitier apresentou Diretor (ao lado de Angelina Jolie), visualizei um daqueles casos de favorecimento que a Academia adorava aplicar, como quando botaram Penélope Cruz e Antonio Banderas para apresentar Filme Estrangeiro para Pedro Almodóvar ou quando chamaram Sophia Loren para conceder o Oscar para Roberto Benigni, MAS a noite era de Gravidade, e não foi desta vez que vimos o primeiro diretor negro a ganhar o Oscar, mas o primeiro hispânico.

O grande perdedor da noite foi Trapaça, que saiu de mãos abanando. No post anterior, comentei a curiosidade dos últimos filmes com 10 indicações não terem levado nada como Bravura Indômita (2010) e Gangues de Nova York (2002). Talvez seja uma maldição numérica! Mais uma pra coleção do Oscar… Mas a verdade é que o filme de David O. Russell não era melhor em nenhum das 10 categorias. Nem Jennifer Lawrence, nem Roteiro Original. Trata-se de um filme bem dirigido, atuado e escrito, mas sem grandes alardes.

Fiquei feliz pelo primeiro e merecido Oscar de Melhor Fotografia para Emmanuel Lubezki. Apesar de se tratar de um trabalho mais de pós do que iluminação de set, ele sabe aliar bem ambos os universos dos atores com os efeitos. Agora está faltando o Oscar para Roger Deakins, né Academia? E também da vitória da canção “Let it Go”, pois estava com receio de que “Ordinary Love” só seria premiada por causa da recente morte de Nelson Mandela. Pena que John Travolta errou completamente o nome da atriz e cantora Idina Menzel, a qual ele chamou de algo parecido como “Adele Nazeem”. Triste.

Embora estivesse torcendo por Judi Dench (que estava ausente para filmar O Exótico Marigold Hotel 2), gostei do discurso de Cate Blanchett. Além de agradecer a Woody Allen (em menção simples para não se complicar devido à recente polêmica), deu um puxão de orelha nos executivos de Hollywood ao afirmar que filmes com mulheres no papel central não são nichos, mas produções rentáveis.

Quanto à cerimônia, alguns comentários breves. Primeiro, havia números musicais em excesso. Por mais que a canção “Alone Not Yet Alone” tenha sido eliminada, resolveram incluir a performance desnecessária de Pink cantando “Somewhere Over the Rainbow” numa homenagem sem graça dos 75 anos de O Mágico de Oz, e a de Bette Midler, que se tivesse que cantar mesmo, que cantasse durante o clipe do In Memorian. Segundo: também em decorrência do excesso de músicas, havia breaks comerciais demais. Estava cansado das chamadas bregas da TNT!

Terceiro: a decoração de palco do Oscar estava muito amador. Várias máquinas de escrever ao fundo para apresentar os prêmios de roteiro? Sério mesmo?! E as lâmpadas que se assemelham a refletores de cinema que mais distraem do que decoram. Quarto: Pra que dois clipes sobre heróis?

Sem surpresa NENHUMA: todos venceram o SAG Awards (fonte: fionagoddess)

Sem surpresa NENHUMA: todos venceram o SAG Awards (fonte: fionagoddess)

Confira todos os vencedores do Oscar 2014:

MELHOR FILME
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón (Gravidade)

Um por minha montagem e outro por minha direção de Gravidade (fonte: mocriss)

Um por minha montagem e outro por minha direção de Gravidade (fonte: mocriss)

MELHOR ATOR
Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ
Cate Blanchett (Blue Jasmine)

Cate Blanchett por Blue Jasmine

Cate Blanchett por Blue Jasmine

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)

Bela imagem de Lupita Nyong'o ostentando seu Oscar de estreante (fonte: kate-mara)

Bela imagem de Lupita Nyong’o ostentando seu Oscar de estreante (fonte: kate-mara)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Spike Jonze (Ela)

"Calm down": Spike Jonze atende os jornalistas

“Calm down”: Spike Jonze atende os jornalistas

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
John Ridley (12 Anos de Escravidão)

MELHOR FOTOGRAFIA
Emmanuel Lubezki (Gravidade)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Catherine Martin, Beverley Dunn (O Grande Gatsby)

MELHOR MONTAGEM
Alfonso Cuarón, Mark Sanger (Gravidade)

MELHOR FIGURINO
Catherine Martin (O Grande Gatsby)

MELHOR MAQUIAGEM
Adruitha Lee, Robin Mathews (Clube de Compras Dallas)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
Steven Price (Gravidade)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Let It Go” – Robert Lopez, Kristen Anderson-Lopez (Frozen: Uma Aventura Congelante)

MELHOR SOM
Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead, Chris Munro (Gravidade)

MELHORES EFEITOS SONOROS
Glenn Freemantle (Gravidade)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Timothy Webber, Chris Lawrence, David Shirk, Neil Corbould (Gravidade)

MELHOR ANIMAÇÃO
Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
A Grande Beleza (Itália)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
A Um Passo do Estrelato (20 Feet from Stardom), de Morgan Neville

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
The Lady in Number 6: Music Saved My Life, de Malcolm Clarke, Carl Freed

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Mr. Hublot, de Laurent Witz, Alexandre Espigares

MELHOR CURTA-METRAGEM
Helium, de Anders Walter

APOSTAS PARA O OSCAR 2014

Cédula Oscar 1Cédula Oscar 2Cédula Oscar 3Cédula Oscar 4

OSCAR 2014 FICA DIVIDIDO ENTRE CINEMA DE AUTOR E COMERCIAL

Primeiramente, gostaria de agradecer a Naiane Sano (http://www.naisano.blogger.com.br/) por ter feito um excelente trabalho na cédula de votação do Oscar mesmo com falta de tempo na agenda! Eu levaria mais de um mês pra fazer e mesmo assim, não sairia com o mesmo capricho. Obrigado!

Bom, para aqueles que gostam de organizar bolões com amigos, fiquem à vontade para baixar e usar a cédula. Eu chamo meus amigos mais chegados desde 2002 para acompanhar a cerimônia e se divertir com essa competição de quem acerta mais vencedores. Espero que essa tradição continue por vários anos e que este blog possa criar novas tradições em outros círculos de amizade!

COMPETIÇÃO ACIRRADA

A 86ª cerimônia do Oscar denota uma competição particular entre 12 Anos de Escravidão e Gravidade. Enquanto o primeiro é uma produção de baixo orçamento com apenas uma câmera, o segundo é uma mega produção responsável por avanços tecnológicos que arrecadou mais de 700 milhões de dólares. O primeiro conquistou uma unanimidade quase imbatível entre os críticos como filme do ano (mas também há aqueles americanos que acreditam que existe uma espécie de sentimento de culpa pelos tempos escravistas), e o segundo foi abraçado pelo público e parte da crítica que elegeu seu diretor como o melhor do ano.

Além deles, a competição ganha em qualidade com a presença de O Lobo de Wall Street. Depois de ganhar o Oscar em 2007 por Os Infiltrados, Martin Scorsese tirou um peso enorme das costas e passou a se dedicar a projetos mais pessoais como A Invenção de Hugo Cabret e esta adaptação sobre a jornada econômica de Jordan Belfort. Como a produção foi financiada independentemente de um grande estúdio, Scorsese não ficou à mercê da opinião de executivos. Pela coragem do filme, parece até que se trata de um trabalho de novato repleto de energia pulsante. Embora seja quase impossível uma vitória por causa do conservadorismo da Academia, torço para que esta coragem seja recompensada.

Com menos chance, mas que deve sair com um Oscar, está o romance futurista de Ela. Formado na escola de videoclipes, o diretor Spike Jonze ficou conhecido por sua ousadia em Quero Ser John Malkovich (1999) e Adaptação (2002), voltando a se desafiar nesta história não-convencional sobre um homem que se apaixona pela voz de seu novo sistema operacional. Embora haja todo um conceito futurista mínimo que cria todo um universo, o roteiro de Jonze faz questão de nos lembrar que o ser humano terá sempre dificuldades para se relacionar com outros, independente do tempo e da tecnologia disponível.

Embora não tenha muito cara de Oscar, o drama familiar Nebraska nos dá esperança de que o cinema americano ainda pode nos oferecer entretenimento sem abrir mão da qualidade e da inteligência. Por mais que não ganhe nada, fico feliz que Alexander Payne tenha sido lembrado, pois entregou um belo e singelo filme com personagens sólidos que está cada vez mais raro de se ver. Até a fotografia preto-e-branco tem um propósito diferente do convencional ilustrativo!

A SEGUNDA VEZ É MELHOR

Ellen DeGeneres se tornou a nova rainha da TV americana depois da aposentadoria de Oprah Winfrey. Quando apresentou o Oscar pela primeira vez em 2007, digamos que ela estava se auto-afirmando nesse posto de rainha, então nada mais natural do que precisar de maior projeção na mídia. Depois de 7 anos, ela retorna por pura vontade de se desafiar, já que o cachê para ser hostess não é dos melhores. Da primeira vez, Ellen confessou que tinha sonho de ser hostess, o que aliviou a tensão. Já este ano, ela deve vir bem mais relaxada e, por isso, esperamos que ela se solte mais e alfinete mais nas piadas.

Pôster oficial do Oscar 2014 ressalta a importância da hostess Ellen DeGeneres

Pôster oficial do Oscar 2014 ressalta a importância da hostess Ellen DeGeneres

MELHOR FILME

INDICADOS:
- 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
- Capitão Phillips (Captain Phillips)
- Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club)
- Ela (Her)
- Gravidade (Gravity)
- O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)
- Nebraska (Nebraska)
- Philomena (Philomena)
- Trapaça (American Hustle)

Twelve Years a Slave

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

QUEM DEVE GANHAR: 12 Anos de Escravidão
DEVERIA GANHAR: O Lobo de Wall Street
ZEBRA: Capitão Phillips

ESNOBADOS: Os Suspeitos (Prisoners)

Numa safra boa de filmes, é de se estranhar que a Academia tenha deixado uma das dez vagas inutilizada. Por que não reconhecer mais um filme de 2013? Talvez o que mais tenha se aproximado da indicação tenha sido Blue Jasmine, cujas atrizes e roteiro foram indicados. Embora não seja dos melhores trabalhos do diretor e roteirista Woody Allen, podiam tê-lo disponibilizado para votação. Já outros filmes como Antes da Meia-Noite e Até o Fim, que só foram indicados para roteiro original e efeitos sonoros, respectivamente, e Frances Ha e Rush: No Limite da Emoção, que foram totalmente esquecidos, não teriam qualquer chance pelo número de indicações. Se não me engano, o último filme indicado em apenas mais uma categoria além de Melhor Filme foi Um Sonho Possível em 2010. Vencedor do Oscar de Melhor Atriz para Sandra Bullock, o filme se beneficiou do primeiro ano em que houve essa mudança de 10 indicados a Melhor Filme.

Quanto aos 9 indicados, trata-se de uma boa seleção de filmes. Embora a briga esteja mais acirrada entre Gravidade e 12 Anos de Escravidão, os demais filmes têm chances de saírem vitoriosos. Particularmente, acreditava que Trapaça poderia ser a grande surpresa no caso de divisão de votos entre os favoritos, mas o filme de David O. Russell foi perdendo gás na reta final da premiação. Agora, apesar das cenas de sexo e drogas, passo a dar mais credibilidade ao novo filme de Martin Scorsese, afinal O Lobo de Wall Street está concorrendo nas principais categorias: Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado. Em caso de uma vitória nessas categorias, o filme pode embalar e surpreender.

Se a briga ficar entre os favoritos, 12 Anos de Escravidão sai na frente porque tem mais cara de Melhor Filme. Dá até pra visualizar um breve trecho dele naquele clipe tradicional dos vencedores do Oscar de Melhor Filme. Seu forte tema da escravidão é um soco no estômago na História americana e agrada até mesmo os mais chatos como Spike Lee, que ano passado criticou Quentin Tarantino por ter usado o termo ‘nigger’ (crioulo) em Django Livre. Além disso, trata-se de um filme bem acadêmico de Steve McQueen, desde sua estética dos enquadramentos até a dramaticidade mais contida das cenas.

Gravidade pode ter seus avanços tecnológicos que marcam a História do cinema, mas não tem a profundidade filosófica de um 2001: Uma Odisséia no Espaço. Fico com essa impressão de que apenas o visual e a tecnologia serão lembrados daqui a uma década. Claro que se analisarmos as chances do filme por sua bilheteria, Gravidade seria o grande campeão com mais de 700 milhões de dólares arrecadados pelo mundo, sem contar mais alguns milhões após vencer algumas estatuetas do Oscar e seu lançamento em mídia digital. Porém, sua grande chance de vitória como Melhor Filme reside no nome Alfonso Cuarón. Vencedor do DGA, ele pode puxar seu filme a também ganhar Melhor Filme, ainda mais que também levou o PGA empatado com 12 Anos de Escravidão.

Com 10 indicações, Trapaça corre sério risco de sair de mãos abanando. Suas melhores chances estão nas categorias de Atriz Coadjuvante e Roteiro Original, mas como Lupita Nyong’o e Spike Jonze são franco-favoritos, respectivamente, o filme de David O. Russell pode ficar apenas observando e dar aquele sorriso amarelo. Curiosamente, os últimos filmes com 10 indicações, Gangues de Nova York e Bravura Indômita, não ganharam nada. Será uma maldição?

Como a Academia jamais elegeria Ninfomaníaca como Melhor Filme, fico com Os Suspeitos como um esnobado de 2013. O suspense de tensão crescente de Denis Villeneuve é um dos poucos que merecem ser revistos pela estranheza de suas imagens, personagens e trama.

MELHOR DIRETOR

INDICADOS:
- Alfonso Cuarón (Gravidade)
- Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)
- Alexander Payne (Nebraska)
- David O. Russell (Trapaça)
- Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street)

Alfonso Cuarón (Gravidade)

Alfonso Cuarón (Gravidade)

QUEM DEVE GANHAR: Alfonso Cuarón (Gravidade)
DEVERIA GANHAR: Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street)
ZEBRA: Alexander Payne (Nebraska)

ESNOBADOS: Spike Jonze (Ela)

Alfonso Cuarón ganhou o DGA (Directors Guild), o que praticamente garante sua vitória no Oscar, já que houve apenas sete ocasiões em que o vencedor não coincidiu. Em sua campanha, dois triunfos pesam bastante: 1º A bilheteria ultrapassou os 600 milhões de dólares e 2º Marco no campo tecnológico do cinema. Com o auxílio de seu diretor de fotografia, Emmanuel Lubezki, o diretor entrega um visual magnífico com filmagens totalmente feitas no green screen. Ao confirmar seu favoritismo, Cuarón tornar-se-á o primeiro diretor latino a ganhar na categoria.

O único que pode atrapalhar Cuarón de forma mais incisiva é Steve McQueen. Esse diretor e artista plástico britânico já vinha chamando atenção por seu apuro técnico em Fome (2008) e Shame (2011). Mesmo se tratando de projeto com tema sobre escravidão que facilmente poderia se tornar um melodrama, ele observa a crueza do período de forma distante e prefere as emoções de forma mais contida nos atores, especialmente em Chiwetel Ejiofor. Alguns questionam se a Academia separará filme e diretor pela segunda vez consecutiva, mas neste caso considero inevitável. Mas Oscar às vezes prega algumas peças, e se ele for eleito, pode se tornar o primeiro diretor negro a vencer o Oscar de direção.

Seria uma ótima surpresa se Martin Scorsese subisse ao palco para receber sua segunda estatueta, mas seu O Lobo de Wall Street não é o tipo de trabalho que costuma agradar os mais conservadores pelo “excesso” de drogas e sexo. Já David O. Russell conquista sua terceira indicação como diretor ao tentar ser Martin Scorsese. Em Trapaça, ele abusa de câmera lenta com músicas rock/pop e com um narrativa em off.

MELHOR ATOR

INDICADOS:
- Christian Bale (Trapaça)
- Bruce Dern (Nebraska)
- Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
- Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
- Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas (photo by outnow.ch)

Matthew McConaughey em Clube de Compras Dallas (photo by outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)
DEVERIA GANHAR: Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
ZEBRA: Christian Bale (Trapaça)

ESNOBADOS: Robert Redford (Até o Fim), Michael B. Jordan (Fruitvale Station: A Última Parada)

Entre as categorias de atuação, esta deve ser a mais suscetível a uma surpresa devido ao alto nível dos competidores. Com exceção de Christian Bale, todos os demais têm chances reais de sair com o Oscar nas mãos, mas com leve vantagem para Matthew McConaughey. Embora seja mais conhecido por seu carisma em comédias românticas chochas como Armações do Amor e Minhas Adoráveis Ex-Namoradas, o ator mostrou que finalmente quis dar uma guinada na vida profissional ao atuar em produções mais contundentes como Killer Joe – Matador de Aluguel, Magic Mike e Amor Bandido entre 2011 e 2012. Em Clube de Compras Dallas, ele apostou na fórmula da vitória: passou por transformação radical ao emagrecer 18 quilos. Esta é sua primeira indicação e vale lembrar que também reconhece sua participação breve em O Lobo de Wall Street como Mark Hanna, o mentor de Jordan Belfort. Até agora, venceu o Globo de Ouro, SAG e Critics’ Choice.

Do outro lado do glamour, Chiwetel Ejiofor demonstrou muita coragem ao interpretar Solomon Northup. Foi preciso o apoio do diretor Steve McQueen para convencê-lo a agarrar o papel da vida. Trata-se de uma performance contida, muito trabalhada nas expressões faciais e nos olhos nervosos de um personagem perdido numa nova realidade. Seu Solomon não busca compaixão ou sequer a torcida do público, mas apenas sobreviver para rever sua família. Seu silêncio fala muito mais do que aqueles que disparam gritos pelos cotovelos. Por seu trabalho, faturou merecidamente o BAFTA.

Ao lado de Ejiofor, o veterano Bruce Dern também vai na linha do contido. Seu Woody Grant demonstra ser menos deslocado do que aparenta com aquele olhar taciturno e de poucas falas. Não é o tipo de papel que costuma ganhar o Oscar, mas a vitória de Dern serviria como ótima consagração de Nebraska e por que não um prêmio pelo conjunto da obra? Já Christian Bale, por mais que tenha passado por um transformação de engorda e calvice, perde chances de vitória por seu recente Oscar de coadjuvante por O Vencedor.

E se existe a possibilidade de um Oscar para O Lobo de Wall Street, esta é a vitória de Leonardo DiCaprio, que está em sua 4ª indicação sem nenhum prêmio. O pessoal da internet está apoiando incansavelmente a campanha do ator: “Se DiCaprio não ganhar, nunca mais vai ganhar”. Nunca fui admirador do trabalho dele, mas assim como McConaughey, vejo mudanças na postura como profissional. Sempre considerei que DiCaprio peca pelo excesso, mas desta vez, esse excesso contribuiu para seu papel de vigarista. E aquela cena em que ele está dopado com Quaaludes demonstrou um talento físico cômico que desconhecia. Pode ser a grande surpresa das categorias principais.

MELHOR ATRIZ

INDICADAS:
- Amy Adams (Trapaça)
- Cate Blanchett (Blue Jasmine)
- Sandra Bullock (Gravidade)
- Judi Dench (Philomena)
- Meryl Streep (Álbum de Família)

Cate Blanchett em Blue Jasmine (photo by cine.gr)

Cate Blanchett em Blue Jasmine (photo by cine.gr)

QUEM DEVE GANHAR: Cate Blanchett (Blue Jasmine)
DEVERIA GANHAR: Judi Dench (Philomena)
ZEBRA: Meryl Streep (Álbum de Família)

ESNOBADA: Paulina Garcia (Gloria) e Greta Gerwig (Frances Ha)

A australiana Cate Blanchett tem se tornado uma das atrizes mais versáteis do cinema. Já interpretou a rainha Elizabeth, a atriz Katharine Hepburn, uma elfa e até o cantor Bob Dylan! Apesar de já ter ganhado um Oscar em 2005 como coadjuvante, a Academia se sente na obrigação de premiá-la como atriz principal pelo papel de uma socialite em parafuso que resgata a peça clássica de Tennesse Williams, Um Bonde Chamado Desejo, em Blue Jasmine. Blanchett ganhou praticamente todos os prêmios importantes da temporada: Globo de Ouro, SAG e Critics’ Choice. Alguns especialistas chegaram a discutir a possiblidade da atriz perder votos devido ao escândalo recente de denúncia de abuso sexual do diretor Woody Allen. Ciente disso, a atriz foi esperta no discurso do BAFTA ao dedicar seu prêmio ao recém-falecido Phillip Seymour Hoffman.

Na mesma situação de vencedora de um Oscar de coadjuvante, Dame Judi Dench também merecia mais atenção por parte da Academia. Seu trabalho em Philomena captura o lado humano do roteiro de Steve Coogan e Jeff Pope sem tornar o filme num dramalhão piegas. Dench pode não precisar de transformações físicas para viver uma senhora britânica ou mesmo mudar o sotaque característico, mas ela sabe perfeitamente o tom de equilíbrio de Philomena e vive de forma tão honesta, que fica difícil de não simpatizar com sua causa nobre de encontrar seu filho perdido.

Agora, se considerarmos que apenas Amy Adams não venceu o Oscar entre as candidatas, ela tem as melhores chances. A última vez em que isso aconteceu, Adrien Brody bateu os oscarizados Nicolas Cage, Michael Caine, Daniel Day-Lewis e Jack Nicholson. Sempre indicada como coadjuvante, Adams finalmente teve a oportunidade de demonstrar seu talento num papel mais significativo. Como a vigarista Sydney, ela entrega a performance da performance já que sua personagem passa de uma stripper americana para uma nobre britânica a fim de ganhar dinheiro à custa dos otários. Se ela não ganhar desta vez, certamente terá grandes chances em 2015 pelo filme Big Eyes, de Tim Burton.

Nunca fui muito fã da Sandra Bullock, mas se não fosse sua performance afetiva em Gravidade, o filme não passaria de marcos históricos no campo da tecnologia. Ela reforça a necessidade de sobrevivência diante do desastre espacial mesmo com um papel meio supérfluo. E quem diria que Meryl Streep seria uma zebra? Em sua 18ª indicação, a rainha do Oscar já se sente feliz por ter sido lembrada por uma interpretação obscura na qual prima seu humor negro e ácido. Certamente não se trata de um personagem querido por todos, mas sem sombra de dúvida, ali está o talento de uma grande atriz.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

INDICADOS:
- Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
- Bradley Cooper (Trapaça)
- Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)
- Jonah Hill (O Lobo de Wall Street)
- Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

Jared Leto (photo by outnow.ch)

Jared Leto (photo by outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Jared Leto (Clube de Compras Dallas)
DEVERIA GANHAR: Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
ZEBRA: Jonah Hill (O Lobo de Wall Street)

ESNOBADO: Daniel Brühl (Rush: No Limite da Emoção)

Vencedor do Globo de Ouro e SAG, Jared Leto está com a mão na estatueta. Embora esta seja sua primeira indicação, o ator foi na mesma fórmula de sucesso do colega Matthew McConaughey e sofreu uma transformação ao emagrecer 13 quilos. Além desse esforço muito bem recompensado pela Academia, seu papel representa um arquétipo do transexual que agrada a todos com sua voz aveludada e carisma. O tipo de papel de Leto me lembra o do vencedor do Oscar Christopher Plummer em Toda Forma de Amor: idoso, gay e doente terminal. Além disso tudo, Jared Leto tem um plus a mais para ganhar o Oscar: sua popularidade com sua banda 30 Seconds to Mars.

Embora eu seja contra premiar estreantes, acho que Barkhad Abdi teve a melhor performance aqui. Seu personagem carrega nos olhos uma aura de mistério. Não sabemos o que ele está pensando enquanto toma posse do navio até os momentos finais no bote. Ele representa a expressão do terceiro mundo esquecido, que busca sobrevivência num ataque suicida a uma embarcação de primeiro mundo. Desde sua frase famosa “I’m the Captain now” até sua compaixão por Phillips, Abdi consegue desenvolver seu personagem sem soar óbvio demais como vilão. Na ausência de Jared Leto, ele levou o BAFTA de ator coadjuvante. Se premiado no Oscar, espero que lhe sirva como ótima inspiração a projetos igualmente instigantes.

Não entendi o motivo da total exclusão do filme de Fórmula 1 de Ron Howard, Rush: No Limite da Emoção, do Oscar. No Globo de Ouro, chegou até a ser indicado como Melhor Filme – Drama… Além da qualidade das imagens que reproduzem as corridas nos anos 70 e da montagem dinâmica, o ator alemão Daniel Brühl merecia uma indicação aqui. Baseado na lenda viva do automobilismo, Nikki Lauda, seu personagem passa de “vilão” a herói improvável depois de passar por sério acidente que desfigurou seu rosto. A performance do ator é o grande ponto de equilíbrio do filme, que tem a rivalidade como foco central.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

INDICADAS:
- Sally Hawkins (Blue Jasmine)
- Jennifer Lawrence (Trapaça)
- Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)
- Julia Roberts (Álbum de Família)
- June Squibb (Nebraska)

Lupita Nyong'o em 12 Anos de Escravidão (photo by cine.gr)

Lupita Nyong’o em 12 Anos de Escravidão (photo by cine.gr)

QUEM DEVE GANHAR: Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)
DEVERIA GANHAR: June Squibb (Nebraska)
ZEBRA: Sally Hawkins (Blue Jasmine)

ESNOBADA: Uma Thurman (Ninfomaníaca)

Jennifer Lawrence ganhou o Globo de Ouro e o BAFTA. É uma das atrizes e celebridades mais em alta no momento devido ao sucesso comercial de Jogos Vorazes. Tem um carisma de humildade que espanta. Nesse cenário, fica clara a chance de ganhar seu segundo Oscar aos 23 anos, tornando-se a mais jovem a ter duas estatuetas. MAS é justamente a primeira eatueta que ganhou ano passado que deve prejudicar sua campanha este ano. São raríssimos os casos em que o ator ou atriz ganha de forma consecutiva. Aconteceu apenas duas vezes com Spencer Tracy na década de 30 e Tom Hanks nos anos 90.

Com esse calcanhar de Aquiles, a estreante Lupita Nyong’o, formada em Yale, tem as melhores chances. Como a escrava Patsey, ela é tratada como capacho e objeto de desejo do senhor Edwin Epps (Michael Fassbender). Apesar de ter feito ‘A’ cena do Oscar quando ela rouba um sabonete para tomar banho e leva chibatadas, sua personagem fica meio deslocada em boa parte do filme.

Embora já tenha sido previamente indicada ao Oscar por seu papel em Pulp Fiction em 1995, Uma Thurman representa um pesadelo aos votantes acadêmicos: 1) Está num filme sobre sexo (com cenas explícitas) de protagonista ninfomaníaca e 2) O diretor Lars von Trier “entende” Hitler. Aí afasta qualquer votante judeu… Mas Thurman está brilhante na sequência da Mrs. H de Ninfomaníaca. A forma como ela lida com emoções diante da traição e abandono do marido são inéditas pelo humor do absurdo. Seu escândalo perante a situação constrangedora rouba a cena e me faz lembrar da ótima Judy Davis em Maridos e Esposas (1992).

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

INDICADOS:
- Eric Warren Singer, David O. Russell (Trapaça)
- Woody Allen (Blue Jasmine)
- Craig Borten, Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas)
- Spike Jonze (Ela)
- Bob Nelson (Nebraska)

Joaquin Phoenix no futurista Ela, de Spike Jonze, que faturou o National Board of Review (photo by www.cine.gr)

Joaquin Phoenix no futurista Ela, de Spike Jonze, que faturou o National Board of Review (photo by http://www.cine.gr)

QUEM DEVE GANHAR: Spike Jonze (Ela)
DEVERIA GANHAR: Spike Jonze (Ela)
ZEBRA: Craig Borten, Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas)

A melhor qualidade de Ela é seu roteiro original. Spike Jonze cria um universo de um futuro não muito distante, onde as relações humanas dividem atenção com os sistemas operacionais. Também apresenta a mesma genialidade nos diálogos, desde os mais filosóficos como: “I think anybody who falls in love is a freak. It’s a crazy thing to do. It’s kind of like a form of socially acceptable insanity” até as mais engraçadas proferidas por um menino alienígena: I did not know you were a little pussy. Is that why you don’t have a girlfriend? I’m going out on that date and fuck her brains out and show you how its done. You can watch and cry”. Jonze busca discutir a essência de um relacionamento com todas as suas alegrias e suas tristezas ao expôr o protagonista a uma candidata perfeita (feita pela voz de Scarlett Johansson).

Após muitas tentativas frustradas de tentar levar o roteiro de Borten e Wallack às telas (Marc Forster e Brad Pitt foram os últimos a tentar), o diretor francês Jean-Marc Vallée assumiu o projeto e acertou nas escolhas dos atores. Serve como bom retrato do início da epidemia da AIDS nos anos 80 e o comportamento defensivo do governo americano. No mais, lembra a velha fórmula de Davi e Golias já explorada em Erin Brockovich – Uma Mulher de Talento (2000).

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

INDICADOS:
- Richard Linklater, Julie Delpy, Ethan Hawke (Antes da Meia-Noite)
- Billy Ray (Capitão Phillips)
- Steve Coogan, Jeff Pope (Philomena)
- John Ridley (12 Anos de Escravidão)
- Terence Winter (O Lobo de Wall Street)

Lupita Nyong'o (Twelve Years a Slave)

Michael Fassbender, Lupita Nyong’o e Chiwetel Ejiofor em 12 Anos de Escravidão

QUEM DEVE GANHAR: John Ridley (12 Anos de Escravidão)
DEVERIA GANHAR: Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke (Antes da Meia-Noite)
ZEBRA: Richard Linklater, Julie Delpy e Ethan Hawke (Antes da Meia-Noite)

No Writers Guild (WGA), apesar da vitória ter sido de Billy Ray por Capitão Phillips, o fato mais relevante foi a ausência de John Ridley (12 Anos de Escravidão) entre os indicados por motivos de regulamento. Felizmente, no prêmio da Academia, muitos que foram deixados de lado pelo WGA acabam compensados pelo Oscar como aconteceu ano passado com Quentin Tarantino e seu Django Livre. A adaptação dos escritos do verdadeiro Solomon Northup de 1853 se destaca pelo retrato seco da vivência do cotidiano cruel escravista, algo que foi pouco explorado no cinema, mas bem feito na minissérie de 1977, Raízes, que o canal SBT cansou de passar nos anos 90. E verdade seja dita, nos últimos anos, as categorias de roteiros têm tido a importante função de definir o Melhor Filme do Ano. Foi assim com Argo e O Discurso do Rei. Se 12 Anos vencer, tem ótimas chances de se sagrar Melhor Filme.

Pena que o roteiro e o próprio filme Antes da Meia-Noite caia no esquecimento após a cerimônia do Oscar. A terceira parte da trilogia do casal Jesse e Celine aborda uma nova porém triste fase de um relacionamento: o felizes para sempre. Uma discussão que não agrada a maioria dos casais, mas que é essencial para a convivência. Richard Linklater recentemente ganhou o Urso de Prata de Direção por seu Boyhood, projeto em que aguardou 12 anos para terminar as filmagens com o mesmo ator-mirim já crescido. Um Oscar para o trio de roteiristas seria a melhor surpresa da noite.

MELHOR FOTOGRAFIA

INDICADOS:
- Philippe Le Sourd (O Grande Mestre)
- Emmanuel Lubezki (Gravidade)
- Bruno Delbonnel (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
- Phedon Papamichael (Nebraska)
- Roger Deakins (Os Suspeitos)

Cena belíssima de filmada com perfeição por Emmanuel Lubezki em Gravidade

Cena belíssima de filmada com perfeição por Emmanuel Lubezki em Gravidade

QUEM DEVE GANHAR: Emmanuel Lubezki (Gravidade)
DEVERIA GANHAR: Emmanuel Lubezki (Gravidade)
ZEBRA: Philippe Le Sourd (O Grande Mestre)

Em vários anos, a categoria Fotografia me decepcionou profundamente. Alguns dos nitidamente melhores trabalhos perderam para outros mais convencionais. Foi assim em 2004 quando Eduardo Serra (Moça com Brinco de Pérola) perdeu para Russell Boyd (Mestre dos Mares – O Lado Mais Distante do Mundo), em 2007, quando Emmanuel Lubezki (Filhos da Esperança) perdeu para Guillermo Navarro (O Labirinto do Fauno), e em 2012, quando o mesmo Lubezki (A Árvore da Vida) inacreditavelmente perdeu para Robert Richardson (A Invenção de Hugo Cabret).

Mas desta vez, Lubezki finalmente é o franco-favorito da categoria. Venceu o ASC (American Society of Cinematographers) e esta é sua sexta indicação ao Oscar sem nenhuma vitória. Trata-se de um prêmio 99,9% certo para Gravidade, uma vez que é uma das melhores qualidades do filme de Cuarón e que avança tecnicamente no campo de 3D, cada vez mais em ascensão em Hollywood.

Apesar do visual artístico da película asiática de O Grande Mestre, Philippe Le Sourd deve ter poucas chances por esta ser sua primeira indicação e primeiro trabalho de destaque. Ele havia feito a fotografia de Sete Vidas (2008) e Um Bom Ano (2006).

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

INDICADOS:
- Judy Becker, Heather Loeffler (Trapaça)
- Andy Nicholson, Rosie Goodwin (Gravidade)
- Catherine Martin, Beverley Dunn (O Grande Gatsby)
- K.K. Barrett, Gene Serdena (Ela)
- Adam Stockhausen, Alice Baker (12 Anos de Escravidão)

Meticuloso trabalho de direção de arte de Catherine Martin em O Grande Gatsby (photo by www.beyondhollywood.com)

Meticuloso trabalho de direção de arte de Catherine Martin em O Grande Gatsby (photo by http://www.beyondhollywood.com)

QUEM DEVE GANHAR: Gravidade
DEVERIA GANHAR: O Grande Gatsby
ZEBRA: 12 Anos de Escravidão

De todos os indicados, apenas Catherine Martin já foi previamente indicada e vencedora do Oscar por Moulin Rouge – Amor em Vermelho, o que a torna favorita ao prêmio, ainda mais depois que levou o BAFTA. Inspirada pelos anos 20, a designer se esbalda com o alto orçamento da Warner Bros, mas engana-se aquele que pensa que houve algum tipo de desperdício. Cada centavo está bem aplicado nas decorações, móveis, carros e figurinos. E como a Academia cai de amores por filmes de época, O Grande Gatsby deve sair com pelo menos um Oscar.

MELHOR FIGURINO

INDICADOS:
- Michael Wilkinson (Trapaça)
- William Chang Suk Ping (O Grande Mestre)
- Catherine Martin (O Grande Gatsby)
- Michael O’Connor (The Invisible Woman)
- Patricia Norris (12 Anos de Escravidão)

Figurino de O Grande Gatsby (photo by outnow.ch)

Figurino de O Grande Gatsby (photo by outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Catherine Martin (O Grande Gatsby)
DEVERIA GANHAR: Catherine Martin (O Grande Gatsby)
ZEBRA: Michael O’Connor (The Invisible Woman)

Continuando o espetáculo de Catherine Martin, o figurino também salta aos olhos do público. Normalmente, o figurino premiado com o Oscar deve ter um peso maior e se possível até na trama. Foi assim com Anna Karenina, Maria Antonieta e Memórias de uma Gueixa. O único empecilho de Catherine Martin não sair com as estatuetas de Direção de Arte e Figurino é o baixo desempenho do filme nas bilheterias americanas e as críticas que o tacharam de espetáculo vazio. E caso isso vingue, o figurino de Michael Wilkinson (Trapaça) pode surgir como vencedor, já que as roupas usadas por Amy Adams têm sua importância na trama.

MELHOR MAQUIAGEM

INDICADOS:
- Adruitha Lee, Robin Mathews (Clube de Compras Dallas)
- Steve Prouty (Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha)
- Joel Harlow, Gloria Pasqua Casny (O Cavaleiro Solitário)

Maquiagem literalmente de Clube de Compras Dallas (photo by outnow.ch)

Maquiagem literalmente de Clube de Compras Dallas (photo by outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Clube de Compras Dallas
DEVERIA GANHAR: Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha
ZEBRA: O Caveleiro Solitário

Assim que Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha foi anunciado como indicado, choveram comentários maldosos que criticavam a presença de um filme considerado vulgar na festa do Oscar. Claro que não é sempre que um filme de humor mais escrachado é lembrado pela Academia (em 2008, Norbit sofreu o mesmo bullying), mas vale ressaltar que se trata de um reconhecimento aos profissionais da maquiagem. E do ponto de vista técnico, o trabalho de Steve Prouty é notadamente o mais chamativo, afinal, transforma o jovem Johnny Knoxville num idoso mau humorado de 86 anos.

Como não dá pra depender do bom senso dos votantes, acredito que vão na aposta segura: Clube de Compras Dallas, um candidato a Melhor Filme que acumularia mais uma estatueta. Porém, o que talvez eles não se dêem conta é que a maquiagem aqui é mínima. O real trabalho de “maquiagem” vem da dieta radical dos atores. Como a Academia já premiou a monocelha de Frida em 2003 no lugar da maquiagem de efeito bem superior de A Máquina do Tempo, o feito pode se repetir este ano.

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL

INDICADOS:
- John Williams (A Menina que Roubava Livros)
-
Steven Price (Gravidade)
- William Butler e Owen Pallett (Ela)
- Thomas Newman (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)
- Alexandre Desplat (Philomena)

Steven Price (Gravidade)

Steven Price (Gravidade) – photo by schmoesknow.com

QUEM DEVE GANHAR: Steven Price (Gravidade)
DEVERIA GANHAR: Steven Price (Gravidade)
ZEBRA: Thomas Newman (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)

ESNOBADO: Hans Zimmer (12 Anos de Escravidão) e Alex Ebert (Até o Fim)

Em 2001: Uma Odisséia no Espaço, o diretor Stanley Kubrick usufruiu das músicas clássicas como de Richard Strauss para preencher o silêncio do espaço sideral. Mesmo ciente da importância da música em tal cenário, o diretor Alfonso Cuarón resolveu apostar no novato Steven Price. Felizmente, a colaboração funcionou muito bem. O compositor abusa de tons eletrônicos para não apenas ilustrar as cenas (como a maioria das trilhas atuais), mas para se tornar um personagem à parte que acompanha a evolução emotiva da protagonista. Embora compita com veteranos como John Williams e Thomas Newman, o trabalho musical de Steven Price merece esse reconhecimento dada sua relevância para o filme.

De forma mais experimental, aprecio a trilha pop meio futurista de Ela. William Butler (da banda Arcade Fire) desenvolveu a música mais discreta entre os indicados, mas que tem papel fundamental para acompanhar as emoções melancólicas e passionais de Theodore (Joaquin Phoenix). Seria uma surpresa agradável na ausência das trilhas de Até o Fim e 12 Anos de Escravidão.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

INDICADOS:
-
“Happy” – Pharrell Williams (Meu Malvado Favorito 2)
- “Let It Go” – Robert Lopez, Kristen Anderson-Lopez (Frozen: Uma Aventura Congelante)
- “Ordinary Love” – Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. (Mandela: Long Walk to Freedom)
- “The Moon Song” – Karen O, Spike Jonze (Ela)

QUEM DEVE GANHAR: “Let it Go” (Frozen: Uma Aventura Congelante)
DEVERIA GANHAR: “Let it go” (Frozen: Uma Aventura Congelante)
ZEBRA: “Happy” (Meu Malvado Favorito 2)

No começo, com a vitória de “Ordinary Love” no Globo de Ouro, pensei que o Oscar para a banda U2 seria inevitável. Tratava-se de uma oportunidade de ouro para premiar uma das mais prestigiadas bandas de rock/pop da atualidade depois da derrota em 2003 pela canção “The Hands That Built America” de Gangues de Nova York. Mas ao ouvir a canção, é impossível não perceber que a musicalidade em si não cresce. Se ganhar, será meramente pelo casamento entre U2 e o recém-falecido Mandela.

Embora não tenha o mesmo lirismo de um Alan Menken da Disney, a canção de Frozen: Uma Aventura Congelante, “Let it Go” tem uma boa pegada e melodia que também ajuda no desenvolvimento da personagem Elsa, que passa a aceitar suas diferenças e poderes. Confirmada para se apresentar ao vivo, a atriz que dublou a personagem, Idina Menzel cantará “Let it Go”, o que deve aumentar as chances de Oscar.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

INDICADOS:
- Alabama Monroe (The Broken Circle Breakdown), de Felix Van Groeningen – BÉLGICA
- A Grande Beleza (La Grande Bellezza), de Paolo Sorrentino – ITÁLIA
- A Caça (Jagten), de Thomas Vinterberg – DINAMARCA
- A Imagem que Falta (L’image Manquante), de Rithy Panh – CAMBOJA
- Omar (Omar), de Hany Abu-Assad – PALESTINA

Cena de La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino (photo by www.outnow.ch)

Cena de La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino (photo by http://www.outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: A Grande Beleza (Itália)
DEVERIA GANHAR: A Caça, de Thomas Vinterberg (Dinamarca)
ZEBRA: Omar, de Hany Abu-Assad (Palestina)

ESNOBADOS: Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche (França) e O Passado, de Asghar Farhadi (Irã)

Paolo Sorrentino é um dos cineastas italianos mais elogiados dos últimos anos e é um dos responsáveis por tentar trazer o cinema italiano de volta ao primeiro patamar. Seu consagrado A Grande Beleza, que já ganhou o Globo de Ouro e vários prêmios da crítica, cria imagens de extrema beleza com um teor felliniano de absurdo como em La Nave Va. Sua trama sobre escritor de 65 anos em crise certamente gerou identificação da maioria esmagadora dos votantes da Academia.

Apesar de não apresentar o mesmo apuro técnico do italiano, o dinamarquês A Caça tem a coragem de abordar o complicado tema de abuso sexual infantil. Acusado de forma precipitada por uma menina, o professor da escola (Mads Mikkelsen em atuação inspirada) vai do céu ao inferno ao encarar os preconceitos de uma pequena cidade. As analogias com a relação caça e caçador são um pouco óbvias, mas não tira o brilho do filme por seu terror psicológico.

Muito elogiado, o representante iraniano O Passado acabou ficando de fora na pré-seleção. Trata-se do primeiro filme de Asghar Farhadi depois do contundente A Separação. Já o romance baseado na HQ de Julie Maroh, Azul é a Cor Mais Quente, acabou eliminado pelo regulamento arcaico da Academia. Precisava ter estreado na França até setembro, mas foi lançado no início de outubro. A cerimônia do Oscar perde com a ausência do vencedor da Palma de Ouro de 2013 e sua poderosa história de amor entre Adèle e Emma.

MELHOR ANIMAÇÃO

INDICADOS:
- Os Croods (The Croods)
- Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2)
- Ernést & Celestine (Ernést et Celestine)
- Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)
- Vidas ao Vento (Kaze tachinu)

Frozen: Uma Aventura Congelante conquistou 2 prêmios e parte rumo ao Oscar (photo by www.outnow.ch)

Frozen: Uma Aventura Congelante (photo by http://www.outnow.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)
DEVERIA GANHAR: Vidas ao Vento (The Wind Rises)
ZEBRA: Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2)

Enquanto comemorava a indicação de duas produções estrangeiras (a francesa Ernést & Celestine e a japonesa Vidas ao Vento), fui acompanhando a ascensão da Disney com Frozen: Uma Aventura Congelante. Não entendi o auê em torno dessa animação convencional na temporada de premiação. Claro que é um trabalho simpático, mas que já estaria muito bem reconhecido com uma indicação. Fico com a impressão de que o favoritismo aqui gira em torna do poderio da Disney e sua bilheteria esmagadora que teve início no Natal de 2013.

Em entrevista concedida na época do último Festival de Veneza, o diretor Hayao Miyazaki declarou que Vidas ao Vento seria sua última animação. Se for verdade, esta pode ser a última oportunidade de premiar um dos melhores (ou o melhor?) animadores do cinema. Aquele Oscar de A Viagem de Chihiro é muito pouco para um artista que inspirou tantos outros trabalhos como Up – Altas Aventuras. Embora não seja tão fantasioso como seus filmes anteriores, Vidas ao Vento se mostra um trabalho mais adulto, que disseca a crueldade da guerra diante de sonhos humanos.

MELHOR SOM

INDICADOS:
- Gravidade
- O Hobbit: A Desolação de Smaug
- Capitão Phillips
- Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum
- O Grande Herói

O som de Gravidade faz parte dos avanços técnicos (photo by beyondhollywood.com)

O som de Gravidade faz parte dos avanços técnicos (photo by beyondhollywood.com)

QUEM DEVE GANHAR: Gravidade
DEVERIA GANHAR: Gravidade
ZEBRA: Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum

Pensou em categoria mais técnica, pensou em Gravidade. Normalmente a regra aqui é “o filme mais barulhento ganha”, o que premiaria a segunda parte da trilogia O Hobbit, mas a repercussão dos avanços técnicos da obra de Alfonso Cuarón foi tão grande que não conceder este Oscar e o de Efeitos Sonoros seria uma desfeita diante do sucesso e popularidade do filme.

MELHORES EFEITOS SONOROS

INDICADOS:
- Até o Fim
- Capitão Phillips
- Gravidade
- O Hobbit: A Desolação de Smaug
- O Grande Herói

QUEM DEVE GANHAR: Gravidade
DEVERIA GANHAR: Gravidade
ZEBRA: Até o Fim

Estilhaços de um satélite fazem muito barulho. Ainda mais em IMAX. Só aquela sequência do acidente espacial já vale o prêmio. Não existe competição para Gravidade em termos de som.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

INDICADOS:
- Gravidade
- O Hobbit: A Desolação de Smaug
- Homem de Ferro 3
- O Cavaleiro Solitário
- Além da Escuridão: Star Trek

A magia do cinema no set de Gravidade (photo by filmmakeriq.com)

A magia do cinema no set de Gravidade (photo by filmmakeriq.com)

QUEM DEVE GANHAR: Gravidade
DEVERIA GANHAR: Gravidade
ZEBRA: O Cavaleiro Solitário

Provavelmente o Oscar mais garantido desta edição: efeitos visuais para Gravidade. Aliando perfeitamente efeitos digitais com os atores, o filme espacial tem seu potencial explorado ao máximo numa sala de IMAX em 3D. Se até o ditador James Cameron aplaudiu, estamos diante de um novo patamar dos efeitos visuais da indústria hollywoodiana.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

INDICADOS:
- O Ato de Matar
- Cutie and the Boxer
- Guerras Sujas
- The Square
- A Um Passo do Estrelato

O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer (photo by outnow.ch)

O Ato de Matar, de Joshua Oppenheimer (photo by elfilm.com)

QUEM DEVE GANHAR: O Ato de Matar
DEVERIA GANHAR: The Square
ZEBRA: Cutie and the Boxer

ESNOBADO: Histórias que Contamos

Só a idéia de reencenação do massacre na Indonésia através de gêneros cinematográficos já garantiria uma indicação ao Oscar, mas O Ato de Matar já ganhou mais de 30 prêmios, incluindo o BAFTA. Muito se falou sobre A Um Passo do Estrelato, documentário sobre os back-vocals, mas acredito que The Square, sobre revolucionários egípcios, pode surpreender por se tratar de uma produção da ascendente Netflix e por ter vencido o DGA.

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA

INDICADOS:
- CaveDigger
- Facing Fear
- Karama Has no Walls
- The Lady In Number 6
- Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

Facing Fear (photo by huffingtonpost.com)

Facing Fear (photo by huffingtonpost.com)

QUEM DEVE GANHAR: Facing Fear
DEVERIA GANHAR: CaveDigger
ZEBRA: Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall

Como todos os candidatos estão bem parelhos, acredito que o tema social que envolve um neo-nazista e um gay pode despertar mais atenção.

MELHOR CURTA-METRAGEM

INDICADOS:
- Aquel no era Yo
- Just Before Losing Everything
- Helium
- Do I Have to Take Care of Everything?
- The Voorman Problem

The Voorman Problem (photo by coolconnections.ru)

The Voorman Problem (photo by coolconnections.ru)

QUEM DEVE GANHAR: The Voorman Problem
DEVERIA GANHAR: Just Before Losing Everything
ZEBRA: Do I Have to Take Care of Everything?

Um médico trata de um paciente que diz que é deus. O médico é Martin Freeman da trilogia O Hobbit.

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

INDICADOS:
- Feral
- É Hora de Viajar
- Mr. Hublot
- Possessions (Tsukumo)
- Room on the Broom

Mr Hublot (photo by animationsfilme.ch)

Mr Hublot (photo by animationsfilme.ch)

QUEM DEVE GANHAR: Mr Hublot
DEVERIA GANHAR: Mr Hublot
ZEBRA: Possessions

Mr Hublot se assemelha a uma animação da Pixar mas com elementos franceses como o humor de Jacques Tati. Por mais que haja Mickey Mouse na competição com É Hora de Viajar, a animação francesa deve levar a melhor.

BAFTA consagra ’12 Anos de Escravidão’, mas não esquece de ‘Gravidade’

BAFTA de Melhor Filme para 12 Anos de Escravidão (photo by arts.nationalpostc

MELHOR FILME: 12 ANOS DE ESCRAVIDÃO. Da esquerda para a direita: Christoph Waltz (que entregou o prêmio) e os produtores Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Steve McQueen e Brad Pitt (photo by Carl Court in arts.nationalpost.com)

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO LEVA DOIS PRÊMIOS, ENQUANTO GRAVIDADE LEVA SEIS

Ehr… vamos lá. Como estávamos na matemática de Melhor Filme mesmo? 12 Anos de Escravidão 3 X 2 Gravidade. Enquanto o primeiro levou o Globo de Ouro, Critics’ Choice Awards e o PGA, o segundo conquistou o LAFCA e o PGA. Para quem considerava que o ano tinha um favorito, a ascensão de Gravidade tem ameaçado o reinado de 12 Anos de Escravidão.

Apesar do filme de escravidão de Steve McQueen ter conquistado o BAFTA de Melhor Filme, foi a mega-produção espacial de Alfonso Cuarón que foi considerado o grande vencedor pela mídia, afinal, levou 6 dos 11 prêmios a que estava indicado, inclusive o BAFTA de Melhor Filme Britânico. Aliás, essa história do filme americano ter competido como filme britânico soou estranho desde o começo. Cheirava mais como um complô para garantir um prêmio importante para Gravidade. Segundo alguns especialistas, o filme contou com muitos profissionais britânicos e isso o qualificaria para competir. Em seu discurso de agradecimento, como se tivesse sido obrigado a dizer, o diretor soltou um “I consider myself a part of the British industry (Eu me considero parte da indústria britânica)”. Aham.

MELHOR FILME BRITÂNICO: GRAVIDADE. À esquerda, o diretor Alfonso Cuarón ao lado do produtor David Heyman (photo by metro.co.uk)

MELHOR FILME BRITÂNICO: GRAVIDADE. À esquerda, o diretor Alfonso Cuarón ao lado do produtor David Heyman (photo by metro.co.uk)

OK. Não quero ser estraga-prazeres porque Gravidade realmente merece prêmios importantes (exceto o de roteiro), mas a questão é que o filme está ocupando vaga de uma produção genuinamente britânica. E qualquer sinal de armação colocaria em risco toda a história da premiação cinematográfica. Acho muito bacana e válido o BAFTA ter alterado seu calendário para antes do Oscar a fim de ganhar mais visibilidade, mas deviam rever seus conceitos e regras classificatórias e também não ficar dependente demais da Academia americana.

Ainda sobre a categoria Filme Britânico, se a produção hollywoodiana estive fora do páreo, seria 99% de certeza de que Philomena ganharia nesta categoria. A história verídica sobre a busca pelo filho perdido de Philomena Lee vem conquistando o público pelo humanismo que o roteiro explora bem, tanto que ganhou o BAFTA de Roteiro Adaptando, desbancando o até então favorito John Ridley de 12 Anos de Escravidão. Gostaria muito de ter visto Judi Dench premiada, mas infelizmente suas chances são baixas.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: PHILOMENA. Jeff Pope e Steve Coogan ostentam o prêmio (photo by pipocamoderna.com)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: PHILOMENA. Jeff Pope e Steve Coogan ostentam o prêmio (photo by pipocamoderna.com)

Dada a bronca, o “empate técnico” entre 12 Anos de Escravidão e Gravidade no Producers Guild (PGA) ganhou mais um capítulo com essas vitórias no BAFTA, retomando a possibilidade que alguns jornalistas e críticos estão considerando sobre um empate inédito também no Oscar. Particularmente, não acredito nessa teoria devido ao alto número de membros votantes dessa categoria. Se fosse uma categoria menor como Efeitos Sonoros, haveria maior chance disso ocorrer como em 2013.

À parte da premiação em si, o embate entre as duas produções já é no mínimo interessante do ponto de vista artístico, afinal, um representa a linha mais autoral e visceral do cinema, enquanto o outro se tornou símbolo do cinema mais técnico e comercial devido ao sucesso nas bilheterias. Em 2010, no último confronto desse naipe, o autoral bateu o comercial: Guerra ao Terror derrotou o gigante Avatar.

Nos prêmios de atuação, houve surpresa justamente nas categorias em que os favoritos não concorreram: Ator e Ator Codjuvante. Matthew McConaughey e Jared Leto não foram sequer indicados provavelmente porque Clube de Compras Dallas não estreou a tempo em solo britânico, o que os qualificaria apenas para 2015! Na ausência deles, os beneficiados foram Chiwetel Ejiofor e Barkhad Abdi, cujas vitórias espantam o clima de “já-ganhou” e dá uma agitada na casa de apostas.

A campanha de Ejiofor começou bem com alguns prêmios da crítica em dezembro e janeiro, mas foi perdendo espaço para McConaughey desde o Globo de Ouro. Ele pode não apresentar uma transformação espantosa como a de McConaughey, mas é a performance mais consistente. Seu personagem Solomon Northup passa longe de ser um herói, mas sua vontade de sobreviver para voltar para sua família é digna de nota. Assim como Solomon, Chiwetel Ejiofor não busca atenção para si, mas para a história. É a alma do filme.

MELHOR ATOR: CHIWETEL EJIOFOR (12 ANOS DE ESCRAVIDÃO). O ator foi bastante aplaudido no Royal Opera House em Londres (photo by Reuters)

MELHOR ATOR: CHIWETEL EJIOFOR (12 ANOS DE ESCRAVIDÃO). O ator foi bastante aplaudido no Royal Opera House em Londres (photo by Reuters)

Já no caso de Barkhad Abdi, sem querer desmerecer sua vitória, acredito que o BAFTA foi um caso isolado. Se existe uma performance garantida no Oscar, esta é a de Jared Leto. Além de emagrecer horrores pro papel, ele ainda é transexual e aidético, uma mistura que chama a atenção. Como o somaliano Abdi é um estreante, só a indicação ao Oscar já pode lhe proporcionar novos projetos. Caberá a ele decidir qual rumo seguir no cinema.

Também havia forte possibilidade de Leonardo DiCaprio ganhar, mas O Lobo de Wall Street saiu de mãos vazias. Não sei se sou apenas eu, mas em tudo quanto é site e fórum, estou vendo torcida para o Leo. E todas do tipo: “Se Leo não ganhar desta vez, nunca mais ganha!”. Tá parecendo que ele tem 80 anos e nunca mais vai ser indicado! Espero que em caso de derrota no Oscar, ele saia fortalecido e que abrace mais projetos diferenciados que amadureçam ainda mais seu estilo de atuação.

Ao subir no palco para receber sua estatueta, Cate Blanchett não apenas evitou polêmicas (lembrando aqui o recente caso de denúncia de abuso sexual de Woody Allen com a filha de Mia Farrow, Dylan), mas soube conquistar a compaixão de toda a platéia ao dedicar o prêmio ao recém-falecido Philip Seymour Hoffman. A atriz australiana é esperta. Ela sabe que a única coisa que pode prejudicar sua campanha no Oscar é essa briga judicial envolvendo seu diretor, então nada melhor do que evitar menções diretas.

MELHOR ATRIZ: CATE BLANCHETT (BLUE JASMINE). Blanchett praticou a boa e velha política no discurso (photo by Suzanne Plunkett/ Reuters)

MELHOR ATRIZ: CATE BLANCHETT (BLUE JASMINE). Blanchett praticou a boa e velha política no discurso (photo by Suzanne Plunkett/ Reuters)

Já na categoria de atriz coadjuvante, a vitória de Jennifer Lawrence não chega a ser uma surpresa. Embora Lupita Nyong’o seja a franco-favorita desde o SAG, Lawrence perdeu ano passado na categoria de atriz para a veterana Emmanuelle Riva (Amor), fato que pode ter colaborado muito com este BAFTA. Ocupada com filmagem, Jennifer não estava presente na cerimônia, e o diretor David O. Russell aceitou o prêmio em seu nome. Atrás apenas de Melhor Filme, esta é a categoria que mais levanta dúvidas sobre o vencedor no Oscar. Alguns dizem que estão interligadas: Se 12 Anos de Escravidão ganhar, Lupita perde. Se Gravidade ou Trapaça ganhar, Jenny perde. Enfim, é uma teoria da conspiração sem fim!

Vencedor do Globo de Ouro de Filme em Língua Estrangeira, o italiano A Grande Beleza repetiu o feito no BAFTA. O belo filme de Paolo Sorrentino caminha para o primeiro Oscar para a Itália desde A Vida é Bela em 1999. Também se garantindo para o Oscar, Frozen: Uma Aventura Congelante e O Ato de Matar  venceram o BAFTA de Melhor Animação e Documentário, respectivamente.

Os únicos vencedores do BAFTA que não asseguram nada são das categorias Montagem e Maquiagem, uma vez que eles sequer competem pelo prêmio da Academia. Os editores de Rush: No Limite da Emoção bateram o franco-favorito Christopher Rouse (Capitão Phillips), enquanto os maquiadores que abusaram das perucas em Trapaça derrotaram a trabalhosa maquiagem fantasiosa de O Hobbit: A Desolação de Smaug.

VENCEDORES DO BAFTA 2014:

FILME: 12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)

DIRETOR: Alfonso Cuarón (Gravidade)

ATOR: Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)

ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)

ATOR COADJUVANTE: Barkhad Abdi (Capitão Phillips)

ATRIZ COADJUVANTE: Jennifer Lawrence (Trapaça)

ROTEIRO ORIGINAL: Eric Warren Singer, David O. Russell (Trapaça)

ROTEIRO ADAPTADO: Steve Coogan, Jeff Pope (Philomena)

FOTOGRAFIA: Emmanuel Lubezki (Gravidade)

DIREÇÃO DE ARTE: Catherine Martin (O Grande Gatsby)

FIGURINO: Catherine Martin (O Grande Gatsby)

MAQUIAGEM: Trapaça

MONTAGEM: Daniel P. Hanley, Mike Hill (Rush: No Limite da Emoção)

SOM: Gravidade

EFEITOS VISUAIS: Gravidade

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: A Grande Beleza (La Grande Bellezza), de Paolo Sorrentino – Itália

ANIMAÇÃO: Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)

DOCUMENTÁRIO: O Ato de Matar (The Act of Killing)

CURTA DE ANIMAÇÃO: Sleeping with the Fishes

CURTA-METRAGEM: Room 8

FILME DE ESTRÉIA DE DIRETOR, ROTEIRISTA OU PRODUTOR BRITÂNICO: Kelly + Victor, de Kieran Evans

RISING STAR: Will Poulter

CONTRIBUIÇÃO BRITÂNICA PARA O CINEMA EM 2014: Peter Greenaway

FELLOWSHIP: Helen Mirren

RISING STAR: WILL POULTER (photo by holymoly.com)

RISING STAR: WILL POULTER (photo by holymoly.com)

Contrariando expectativas, filme chinês ‘Black Coal, Thin Ice’ leva o Urso de Ouro 2014

À esquerda, o ator Liao Fan ao lado do diretor Yi'nan Diao, vencedor do Urso de Ouro por Black Coal, Thin Ice (photo by www.thelocal.de)

À esquerda, o ator Liao Fan ao lado do diretor Yi’nan Diao, vencedor do Urso de Ouro por Black Coal, Thin Ice (photo by http://www.thelocal.de)

Por se tratar de um festival na Alemanha, a imprensa do país estava com altas expectativas de que o Urso de Ouro pudesse vir para casa, ainda mais por haver quatro produções alemãs em disputa, mas o presidente do júri, James Schamus (mais conhecido por produzir filmes do diretor Ang Lee), não estava interessado em patriotagem (talvez com receio de repetir o que Bernardo Bertolucci fez no último Festival de Veneza) e apenas um desses filmes recebeu o prêmio de roteiro: Kreuzweg (Stations of the Cross), que aborda a religião de ponto de vista familiar.

Outro que caiu do cavalo foi o diretor americano Richard Linklater, mundialmente conhecido por sua trilogia: Antes do Amanhecer (1995), Antes do Pôr-do-Sol (2004) e Antes da Meia-Noite (2013). Como suas sessões foram ovacionadas ao final e o filme fora muito bem cotado pela crítica especializada, Linklater aguardava pelo prêmio máximo como reconhecimento de sua ousadia em filmar uma história em 12 anos, mas acabou premiado apenas como Melhor Diretor (ele já havia sido premiado anteriormente por Antes do Amanhecer). Boyhood (sem título e sem previsão de estréia no Brasil) acompanha a vida e o amadurecimento do menino Mason dos 5 até os 17 anos de idade, mas sem exigir a troca de ator, já que ele esperou 12 anos pelo crescimento do ator Ellar Coltrane.

Equipe de Boyhood, da esquerda para a direita: Ethan Hawke, Ellar Coltrane, Patricia Arquette e o diretor Richard Linklater. No detalhe, o menino Coltrane (bigger photo by LA times)

Equipe de Boyhood, da esquerda para a direita: Ethan Hawke, Ellar Coltrane, Patricia Arquette e o diretor Richard Linklater. No detalhe, o menino Coltrane (bigger photo by LA times)

Na coletiva de imprensa dos vencedores, Richard Linklater procurou amenizar a decepção: “Quando a gente faz um filme, é porque sente necessidade de expressar alguma coisa, não é pensando em prêmios. O cinema não é, nem deve ser uma competição. Há espaço para todos.” A produção do filme teve que se virar para levantar a grana, pois nenhum investidor queria apostar dinheiro num filme que levaria mais de 12 anos para ser finalizado e distribuído. A idéia de aguardar por mais de uma década a retomada de uma filmagem soa como ousada e merecia mais reconhecimento, contudo é preciso conferir se essa exigência do diretor foi realmente devida e bem aplicada no filme, e não mera frescura experimental. Segundo depoimento, Linklater teria assemelhado sua idéia aos filmes de François Truffaut estrelados por Jean-Pierre Léaud que acompanham o amadurecimento do personagem Antoine Doinel: Os Incompreendidos (1959), Amor aos 20 Anos (1962), Beijos Proibidos (1968), Domicílio Conjugal (1970) e O Amor em Fuga (1979).

Com tanta insatisfação, a vitória do filme chinês Black Coal, Thin Ice, de Yi’nan Diao só podia ficar indigesta. Pra piorar o quadro, Schamus também premiou o ator Liao Fan. Trata-se apenas do terceiro filme de Diao, que retoma o tema da violência da China contemporânea explorada recentemente por Jia Zhang-Ke em Um Toque de Pecado (que ganhou Melhor Roteiro em Cannes 2013), mas com uma vertente cinema noir detetivesco. Obviamente, o cinema chinês está em alta, mas não significa que todos os filmes de lá são imprescindíveis.

Cena de Black Coal, Thin Ice (photo by elfilm.com)

Cena de Black Coal, Thin Ice (photo by elfilm.com)

Na matéria publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo por Luiz Carlos Merten, ele fala em “incompetência do júri”, metendo o pau no James Schamus. Particularmente, não acredito em más escolhas no âmbito da Arte. Ele foi apenas convidado pelos organizadores do evento e deu seu voto como realizador. Se ele votasse nos melhores segundo a imprensa, não haveria necessidade de um júri, certo? Nessa questão, sou apenas contra a escalação de um júri composto por artistas previamente envolvidos com os concorrentes, seja profissional ou amorosamente, pois permite equívocos como o Leão de Ouro para Um Lugar Qualquer, de Sofia Coppola (ex-namorada do presidente do júri, Quentin Tarantino) e ambigüidades como a Palma de Ouro para A Fita Branca, de Michael Haneke, concedido por sua atriz favorita Isabelle Huppert.

Com um elenco inflado de celebridades internacionais como Ralph Fiennes, Edward Norton, Jude Law, Tilda Swinton, Saoirse Ronan, Léa Seydoux, Owen Wilson, Adrien Brody, Bill Murray, Jeff Goldblum, Willem Dafoe, Harvey Keitel, Tom Wilkinson, F. Murray Abraham e Jason Schwartzman (seria mais fácil citar quem NÃO está no filme!), o diretor Wes Anderson acompanha a rotina do concierge Gustave (Fiennes) no hotel que dá nome ao filme The Grand Budapest Hotel. Como em seus filmes anteriores, Anderson busca extrair um humor inusitado e nada comum de seus atores. No festival, saiu com o Grande Prêmio do Júri (espécie de segundo lugar), e se sobreviver ao ano todo, pode até concorrer nas categorias de Melhor Elenco de 2014…

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori (photo by outnow.ch)

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori em The Grand Budapest Hotel (photo by outnow.ch)

Embora o brasileiro Praia do Futuro, de Karim Aïnouz, não ter levado nenhum prêmio como os demais concorrentes sul-americanos, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, filme de estréia de Daniel Ribeiro, levou o Teddy Bear, concedido à melhor produção de temática homossexual.

Vencedores do 64º Festival de Berlim:

URSO DE OURO: Black Coal, Thin Ice (Bai ri yan huo), de Yi’nan Diao

MELHOR DIRETOR: Richard Linklater (Boyhood)

MELHOR ATOR: Liao Fan (Black Coal, Thin Ice)

MELHOR ATRIZ: Haru Kuroki (Little House)

MELHOR ROTEIRO: Dietrich Brüggemann e Anna Brüggemann (Stations of the Cross)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI: Wes Anderson (The Grand Budapest Hotel)

ALFRED BAUER PRIZE: Amar, Beber, Cantar (Aimer, boire et chanter), de Alain Resnais

URSO DE PRATA POR CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA: Zeng Jian pela fotografia de Blind Massage

TEDDY BEAR: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro

A japonesa Haru Kuroki recebe o Urso de Prata de Melhor Atriz das mãos do vencedor do Oscar Christoph Waltz (photo by japantimes.co.jp)

A japonesa Haru Kuroki recebe o Urso de Prata de Melhor Atriz das mãos do vencedor do Oscar Christoph Waltz (photo by japantimes.co.jp)

Concorrentes ao Oscar, ‘Gravidade’, ‘Ela’ e ‘O Grande Gatsby’, ganham o Art Directors Guild

O vencedor da categoria Filme Contemporâneo, K.K. Barrett, pela arte de Ela (photo by zimbio.com)

O vencedor da categoria Filme Contemporâneo, K.K. Barrett, pela arte de Ela (photo by zimbio.com)

Existem 3 categorias de Direção de Arte no Art Directors Guild (ADG): Filme de Época, Fantasia e Contemporâneo. Nesses 18 anos de premiação da AGD, nunca um concorrente a contemporâneo venceu o Oscar. Embora todas as artes sejam trabalhosas, fica muito injusta uma competição entre cenários de décadas ou até mesmo séculos anteriores com cenários mais atuais. Contudo, este ano, o vencedor da categoria Filme Contemporâneo apresenta características futuristas que podem finalmente render um Oscar.

Claro que a briga não será nada fácil, afinal, a Academia adora produções de época. Aliás, a categoria de figurino também é afetada diretamente por essa predileção. O trabalho de arte de Ela apresenta pequenas mudanças ecologicamente corretas e no estilo “clean” (que faria qualquer designer da Apple se ajoelhar), já dando impressão de um futuro próximo. Talvez 2018. Não há carros voadores, nem nada tecnológico demais. Pra se ter uma idéia, o protagonista (Joaquin Phoenix) dita cartas que o computador escreve automaticamente. Apesar de econômica, a direção de arte é de extrema importância para o filme e seus personagens.

Confira os vencedores das categorias:

Trabalho primoroso de Catherine Martin (photo by outnow.ch)

Trabalho primoroso de Catherine Martin (photo by outnow.ch)

Filme de Época (Period Film)
♦ Judy Becker (Trapaça)
♦ Catherine Martin (O Grande Gatsby)
♦ Jess Gonchor (Inside Llewyn Davis)
♦ Michael Corenblith (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)
♦ Adam Stockhausen (12 Anos de Escravidão)

Colaboradora assídua e esposa do diretor Baz Luhrmann, Catherine Martin recriou os anos 20 de uma América de riquezas retratada pelo escritor F. Scott Fitzgerald. Não é presunção em dizer que a direção de arte e o figurino (ambas de autoria de Martin) são as melhores coisas desta nova adaptação de O Grande Gatsby. Com este prêmio da ADG, ela se torna a grande favorita a ganhar o Oscar (ela venceu anteriormente por Moulin Rouge – Amor Em Vermelho em 2002), mas o fracasso nas bilheterias americanas e com a crítica pode se tornar o maior empecilho em relação à sua vitória na Academia.

Sandra Bullock em cena de Gravidade (photo by www.elfilm.com)

Sandra Bullock em cena de Gravidade (photo by http://www.elfilm.com)

Filme de Fantasia ou Fantástico
♣ Philip Ivey (Elysium)
♣ Andy Nicholson (Gravidade)
♣ Dan Hennah (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
♣ Darren Gilford (Oblivion)
♣ Scott Chambliss (Além da Escuridão: Star Trek)

Ao contrário da arte dos concorrentes Elysium ou Oblivion, o trabalho vencedor de Andy Nicholson prima pela recriação. Através de uma pesquisa aprofundada, ele transpõe as estações espaciais de forma meticulosa, chegando a receber elogios de astronautas da NASA. A estação espacial russa Soyeuz, por exemplo, apresenta o painel com todos os botões na ordem real e em russo! Pode não envolver criatividade, mas a direção de arte, em colaboração com os efeitos visuais e a fotografia, consistentemente transporta o público para o espaço para que foque apenas na sobrevivência dos personagens. É a primeira indicação de Nicholson ao Oscar, e pode se tornar o primeiro prêmio caso os votantes levem em conta o fracasso de O Grande Gatsby.

Com poucos elementos, a direção de arte indica um futuro próximo (photo by whorange.net)

Com poucos elementos, a direção de arte indica um futuro próximo (photo by whorange.net)

Filme Contemporâneo
♠ David Gropman (Álbum de Família)
♠ Santo Loquasto (Blue Jasmine)
♠ Paul Kirby (Capitão Phillips)
♠ K.K. Barrett (Ela)
♠ Bob Shaw (O Lobo de Wall Street)

A direção de arte de Capitão Phillips busca recriar os interiores da embarcação invadida pelos somalianos em 2009, mas vale destacar a arte de O Lobo de Wall Street com todos os cômodos da mansão com piscina de Jordan Belfort, dos escritórios enormes e dos restaurantes chiquérrimos. Nenhum país consegue bater a excelência na direção de arte americana. Talvez a China em produções como O Clã das Adagas Voadoras

Fechando a matéria, seguem os indicados ao Oscar de Direção de Arte:

- Judy Becker, Heather Loeffler (Trapaça)
- Andy Nicholson, Rosie Goodwin (Gravidade)
- Catherine Martin, Beverley Dunn (O Grande Gatsby)
- K.K. Barrett, Gene Serdena (Ela)
- Adam Stockhausen, Alice Baker (12 Anos de Escravidão)

O vencedor será conhecido em 02 de março.

‘Capitão Phillips’ conquista o Eddie Awards e pode ter garantido seu único Oscar

Tom Hanks e Barkhad Abdi no bote claustrofóbico de Capitão Phillips (photo by outnow.ch)

Tom Hanks e Barkhad Abdi no bote claustrofóbico de Capitão Phillips (photo by outnow.ch)

Com as ausências de Tom Hanks e seu diretor, Paul Greengrass, entre os indicados ao Oscar, as chances de Capitão Phillips tiveram queda expressiva, mesmo que tenha sido indicado a Melhor Filme. Contudo, na semana passada, o filme conquistou o prêmio de roteiro adaptado (WGA), e agora, o de montagem – drama no ACE – Eddie Awards, reconhecimento de extrema importância concedido pelo sindicato de montadores.

Excetuando o ano de 2012, quando a montagem de Kirk Baxter e Angus Wall (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres) bateu o vencedor do Eddie, Kevin Tent (Os Descendentes), o Oscar de montagem coincide desde 2002. Então nessa lógica, Capitão Phillips pode ter garantido seu único Oscar da noite para seu montador Christopher Rouse, uma vez que o WGA não contava com um dos favoritos: John Ridley (12 Anos de Escravidão).

Christopher Rouse recebe o Eddie de Leonardo DiCaprio (photo by)

Christopher Rouse recebe o Eddie de Leonardo DiCaprio (photo by deadline.com)

Colaborador assíduo de Paul Greengrass, Christopher Rouse está em sua 3ª indicação ao Oscar e já ganhou um pelo ótimo trabalho em O Ultimato Bourne (2007). Trata-se de um dos melhores montadores da atualidade, pois consegue criar tensão através de cortes rápidos, aliando-se ao material bruto de Greengrass repleto de “câmeras nervosas”. Em Capitão Phillips, assim que a abordagem dos piratas somalianos têm início, os cortes rápidos acompanham as ações desesperadas dos tripulantes a fim de evitar uma catástrofe até a cena final em que o conflito se resolve. Rouse não deixa o espectador respirar, fazendo com que o público sinta a mesma tensão que os personagens estão passando. A seqüência no bote é claustrofóbica e interminável, no bom sentido.

O prêmio do Sindicato de Montadores, o famoso Eddie (de Editors) - photo by goldderby.com

MELHOR MONTAGEM – DRAMA

- Joe Walker (12 Anos de Escravidão)
• Christopher Rouse (Capitão Phillips)
- Alfonso Cuarón, Mark Sanger (Gravidade)
- Eric Zumbrunnen, Jeff Buchanan (Ela)
- Mark Livolsi (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)

Jennifer Lawrence em seu momento 'Live and Let Die' (photo by elfilm.com)

Jennifer Lawrence em seu momento ‘Live and Let Die’ (photo by elfilm.com)

Já na categoria de Comédia ou Musical, a dupla Jay Cassidy e Crispin Struthers (aliados a Alan Baumgarten) voltou a ganhar o mesmo prêmio do ano passado por O Lado Bom da Vida. Mérito também do roteiro do diretor David O. Russell, que possibilita a montagem quebra-cabeça policial, que destaca o plano genial do protagonista. Além disso, vale destacar também algumas seqüências musicadas por “Goodbye Yellow Brickroad” de Elton John, “How Can You Mend a Broken Heart” dos Bee Gees, e especialmente “Live and Let Die” de Paul McCartney, em que Rosalyn, personagem de Jennifer Lawrence, interage com a música do ex-beatle enquanto limpa a casa.

O trio Crispin Struthers, Jay Cassidy e Alam Baumgraten recebem o Eddie (photo by zimbio/getty images)

Da esquerda para direita: O trio Crispin Struthers, Jay Cassidy e Alam Baumgarten recebem o Eddie (photo by zimbio/getty images)

MELHOR MONTAGEM – COMÉDIA OU MUSICAL

• Jay Cassidy, Crispin Struthers, Alan Baumgarten (Trapaça)
- Stephen Mirrione (Álbum de Família)
- Ethan Coen, Joel Coen (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
- Kevin Tent (Nebraska)
- Thelma Schoonmaker (O Lobo de Wall Street)

Sonho de neve: O boneco Olaf em cena de Frozen: Uma Aventura Congelante (photo by elfilm.com)

Sonho de neve: O boneco Olaf em cena de Frozen: Uma Aventura Congelante (photo by elfilm.com)

Entre as animações, Frozen: Uma Aventura Congelante continua sua coleta de prêmios após o Globo de Ouro e o Critics’ Choice Awards. A animação feita pela Disney (não confundir com Pixar) está quase atingindo a marca de 400 milhões de dólares em sua 11ª semana de exibição só nos EUA. Esses números encorajam os executivos a não ficarem tão dependentes das produções da Pixar.

Na categoria documentário, A Um Passo do Estrelato explora o universo dos backup singers que, embora fiquem atrás dos holofotes, são responsáveis pela harmonia de inúmeras bandas. Esse prêmio traz ainda mais equilíbrio à categoria no Oscar, pois The Square ganhou o DGA, enquanto O Ato de Matar, o European Film Awards.

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO

- Gregory Perler (Meu Malvado Favorito 2)
• Jeff Draheim (Frozen: Uma Aventura Congelante)
- Greg Snyder (Universidade Monstros)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO

• Douglas Blush, Kevin Klauber, Jason Zeldes (A Um Passo do Estrelato)
- Eli B. Despres (Blackfish: Fúria Animal)
- Patrick Sheffield (Tim’s Vermeer)

A 86ª cerimônia do Oscar acontece no dia 02 de março e será transmitido pela TNT.

Cena de A Um Passo do Estrelato (photo by outnow.com)

Cena do documentário A Um Passo do Estrelato (photo by outnow.com)

‘Gravidade’ e ‘Ela’ confirmam favoritismo no ASC e WGA

Cena belíssima de filmada com perfeição por Emmanuel Lubezki em Gravidade

Cena belíssima de filmada com perfeição por Emmanuel Lubezki em Gravidade (photo by johslikesmovies.tumblr.com)

Brasão da ASC: American Society of Cinematographers (photo by btlnews.com)

Brasão da ASC: American Society of Cinematographers (photo by btlnews.com)

O fato é que o diretor de fotografia mexicano Emmanuel Lubezki já vem merecendo o Oscar faz tempo. Suas parcerias com Alfonso Cuarón, Tim Burton e Terrence Malick estão rendendo obras-primas em matéria de iluminação e enquadramentos. Seu trabalho em si já vale o ingresso. Olhem suas indicações no Oscar:

1996: A Princesinha
2000: A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
2006: O Novo Mundo
2007: Filhos da Esperança
2012: A Árvore da Vida

Com este novo trabalho em Gravidade, Lubezki consegue avanços tecnológicos que impressionam até James Cameron. Juntamente com o diretor, ele buscou meios técnicos para retratar a sensação do espaço de forma verossímil, tanto que foi considerado um 2001: Uma Odisséia no Espaço moderno, com os atores flutuando em frente à câmera, conciliando perfeitamente os efeitos digitais inseridos posteriormente.

Na opinião deste cinéfilo, ele já deveria ter sido reconhecido pelo Oscar em suas últimas duas indicações, mas foi batido por Robert Richardson (por A Invenção de Hugo Cabret em 2012) e Guillermo Navarro (por O Labirinto do Fauno em 2007). Com a alta dos filmes em 3D (Avatar e As Aventuras de Pi ganharam o Oscar da categoria) e os números elevados nas bilheterias, Lubezki só não ganha seu primeiro Oscar se acontecer uma tragédia grega.

WGA: Writers Guild Awards 2013 (logo in theartsyfilmblog.com)

WGA: Writers Guild Awards 2013 (logo in theartsyfilmblog.com)

Já no WGA (Writers Guild), Spike Jonze coleciona mais um prêmio pelo roteiro original de Ela. Ganhou o Globo de Ouro e o Critics’ Choice Award. Sua vitória significa a melhor prévia de todas, afinal, bateu os mesmos concorrentes que terá no Oscar: Eric Warren Singer e David O. Russell (Trapaça), Woody Allen (Blue Jasmine), Craig Borten e Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas) e Bob Nelson (Nebraska). Além disso, sua ausência na categoria de direção deve indicar uma compensação como roteirista.

Bastante humilde em seu discurso de agradecimento, Jonze disse: “É uma alta honra vinda de escritores. É como um prêmio pela dor. Uma dor específica que escritores conhecem. Os altos e baixos de se sentar ali sozinho. Agradeço a vocês por isso”. Spike Jonze já foi indicado como Melhor Diretor pelo fantástico Quero Ser John Malkovich em 2000, e este ano, além de roteiro, está indicado como compositor de canção e produtor.

Por outro lado, na categoria de Roteiro Adaptado, houve uma surpresa. Aproveitando-se da ausência do favorito John Ridley (12 Anos de Escravidão), Billy Ray faturou o prêmio por Capitão Phillips. Em seu discurso de agradecimento, ele diz que está “em dívida com o próprio Capitão Richard Phillips, que sobreviveu a algo que ele provavelmente teria o matado”. Com filmes como Volcano – A Fúria, Plano de Vôo e Jogos Vorazes em sua filmografia, Ray tem se especializado em retratar dramas em filmes de ação e o prêmio WGA deve lhe dar mais visibilidade no mercado.

À esquerda, Spike Jonze com seu WGA award. E Billy Ray por Capitão Phillips (photo by blogs.diariodonordeste.com.br)

À esquerda, Spike Jonze com seu WGA award por Ela. E Billy Ray por Capitão Phillips (photo by blogs.diariodonordeste.com.br)

Na categoria Documentário, a vencedora foi Sarah Polley por Histórias que Contamos, que vinha coletando inúmeros prêmios da crítica, mas sequer foi indicada ao Oscar. Polley já foi indicada anteriormente pelo roteiro adaptado de Longe Dela (2006).

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