ANNIE AWARDS: NETFLIX PREDOMINA com ‘KLAUS’ e ‘PERDI MEU CORPO’

Design sem nome (18)

NETFLIX: Klaus vence Melhor Longa de Animação, e Perdi Meu Corpo vence Animação Independente

COM DISNEY QUASE FIGURANTE, ANNIE AWARDS SE RENDE À NETFLIX

Enquanto o Oscar ainda tem rusgas com a Netflix, o prêmio especializado em animações reconhece a força criativa dela, que faltou aos grandes estúdios da Disney, Pixar e Dreamworks, que competiram com sequências. Na premiação, ocorrida neste último sábado, dia 26, o reinado da Disney ficou ameaçado pela empresa de streaming, que deixou de ser uma criadora de conteúdo insignificante para começar a ganhar prêmios importantes e espaço no coração do público direcionado diretamente para sua plataforma.

Claro que a Netflix ainda tem um longo caminho para percorrer para alcançar o status de uma Disney, mas esse respiro de originalidade de suas animações serviu como ótimo contraponto à estagnação de idéias originais que a Pixar sempre primou. Curiosamente, o grande vencedor da noite, Klaus, soube reciclar velhas idéias de animações da própria Disney através de uma trama natalina com aqueles elementos de magia de fim de ano. Porém, não limitou sua inventividade à trama, mas na técnica de animação que foi feita à mão, em 2D, mas com uma iluminação tridimensional inédita. E outro adendo importante: o design dos personagens foge daquele formato 3D que já estamos cansando de ver na Disney e Pixar, tanto que acabou sendo premiado justamente nesta categoria de Design de Personagens.

Klaus se tornou o recordista de prêmios ao levar no total sete Annies, com um aproveitamento de 100% em suas sete indicações. O diretor Sergio Pablos venceu como Diretor e como Melhor Storyboard, enquanto a animação também conquistou Melhor Design, Design de Produção e Editorial. Pra quem ficou curioso, Sergio Pablos já foi supervisor de animação da Disney em Tarzan (1999) e Planeta do Tesouro (2002), e seu estúdio The SPA Studios desenvolveu as histórias de Meu Malvado Favorito (2010) e PéPequeno (2018).

Quando o filme foi lançado no último mês de novembro, o pôster nos indicava uma animação mais genérica que passou a ser impulsionada pela campanha publicitária da Netflix. Depois da indicação do filme ao Oscar, conferimos a animação com certos preconceitos, mas fomos conquistados pelo belo visual da animação, pela dublagem excelente (especialmente de Jason Schwartzman como Jesper – se puderem, assistam com áudio original) e, por incrível que pareça, pela magia da história, que explorou os primórdios e a essência do que significa Natal. É uma animação que facilmente agradará o público infantil e o adulto, algo que a Pixar conseguia em 100% de suas animações.

Também da Netflix, a animação francesa Perdi Meu Corpo conquistou três Annies: Animação Independente, Trilha Musical para Dan Levy e Roteiro. Pra quem não conferiu a animação, a trama se divide em duas partes: uma acompanha Naoufel que se apaixona por Gabrielle, e a outra acompanha uma mão decepada (sim, estilo o Coisa de A Família Addams) pela cidade em busca de seu corpo. Aliás, as melhores cenas são da mão. Os movimentos da mão são impressionantes. A composição musical realmente é belíssima, e merecia até uma indicação ao Oscar.

Além desses 10 prêmios, a Netflix conquistou mais 9 em produções de formato televisivo como as séries animadas BoJack Horseman e Love, Death & Robots, que teve David Fincher na produção.

Já a Disney ficou com  cinco prêmios, sendo os destaques a premiação de Melhor Dublagem para Frozen 2 (Josh Gad fazendo a voz de Olaf) e de Melhor Animação de Personagens em Live Action para Vingadores: Ultimato. Enfim, um ano para esquecer da Disney, mas que sirva como incentivo a criar e/ou apoiar produções mais criativas. Inclusive, somos muito críticos dessa onda recente de live actions de animações. Pelo porte colossal da empresa, eles deveriam se arriscar mais em termos de originalidade, ou pelo menos ter um selo menor que tenha criatividade como essencial, senão ficará refém de suas próprias criações antigas eternamente.

Ainda nessa linha de raciocínio, tomara que perca, pelo segundo ano consecutivo (ano passado o vencedor foi Homem-Aranha no Aranha-Verso, da Sony), o Oscar de Longa de Animação, para que no dia seguinte, aquele chefão da empresa bata a mão na mesa de reunião e diga: “Esqueçam as sequências e reboots. Quero ver material novo!”. Sim, o Oscar tem esse poder de mudar o jogo, então, apesar de termos gostado de Toy Story 4, fica aqui nossa torcida para Klaus ou Perdi Meu Corpo.

Seguem os vencedores do 47º Annie Awards:

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO INDEPENDENTE

  • Perdi Meu Corpo, Xilam for Netflix

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL

  • How to Train Your Dragon Homecoming, DreamWorks Animation

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

  • Uncle Thomas: Accounting for the Days, Ciclope Filmes, National Film Board of Canada, Les Armateurs

MELHOR VR (Vitual Reality)

  • Bonfire, Baobab Studios

MELHOR COMERCIAL

  • The Mystical Journey of Jimmy Page’s ‘59 Telecaster, Nexus Studios

MELHOR TV/Media – PRÉ-ESCOLA

  • Ask the Storybots, Episode: Why Do We Have To Recycle? JibJab Bros. Studios for Netflix

MELHOR TV/Media – CRIANÇAS

  • Disney Mickey Mouse, Episode: Carried Away, Disney TV Animation/Disney Channel

MELHOR TV/Media – PÚBLICO EM GERAL

  • BoJack Horseman, Episode: The Client, Tornante Productions  for Netflix

MELHOR FILME DE ESTUDANTE

  • The Fox & The Pigeon, Michelle Chua

MELHORES EFEITOS para TV/Media

  • Love, Death & Robots, Episode: The Secret War, Blur for Netflix; FX Artist: Viktor Németh; FX Artist: Szabolcs Illés; FX Artist: Ádám Sipos; FX Artist: Vladimir Zhovna

MELHORES EFEITOS para LONGA

  • Frozen 2, Walt Disney Animation Studios; Benjamin Fiske, Alex Moaveni, Jesse Erickson; Dimitre Berberov; Kee Nam Suong

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – TV/Media

  • His Dark Materials, Episode: 8 BBC Studios; Lead Animator: Aulo Licinio; Character: Iroek

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Animation Supervisor: Sergio Martins; Character: Alva

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Live Action

  • Vingadores: Ultimato, Weta Digital; Animation Supervisor: Sidney Kombo- Kintombo

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Video Game

  • Unruly Heroes, Magic Design Studios; Character Animator: Sebastien Parodi; Characters: Heroes Kid version, Underworld NPC; Lead Animator: Nicolas Leger; Characters: Heroes (Wukong, Kihong, Sandmonk, Sanzang), All enemies (except Underworld levels) and cinematics

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM – TV/Media

  • Carmen Sandiego, Episode: The Chasing Paper Caper, Houghton Mifflin Harcourt Publishing and DHX Media for Netflix; Character Designer: Keiko Murayama; Characters: Carmen Sandiego, Paper Star, Player, Shadowsan, Chief, Julia Argent, Chase Devineaux

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Character Designer: Torsten Schrank

MELHOR DIREÇÃO – TV/Media

  • Disney Mickey Mouse, Episode: For Whom the Booth Tolls Disney TV Animation/Disney Channel; Director: Alonso Ramirez Ramos

MELHOR DIREÇÃO – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Director: Sergio Pablos

MELHOR TRILHA – TV/Media

  • Love, Death & Robots, Episode: Sonnie’s Edge Blur for Netflix; Composer/Lyricist: Rob Cairns

MELHOR TRILHA – Longa

  • Perdi Meu Corpo, Xilam for Netflix; Composer: Dan Levy

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – TV/Media

  • Love, Death & Robots, Episode: The Witness, Blur for Netflix; Production Design: Alberto Mielgo

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Production Design: Szymon Biernaki; Production Design: Marcin Jakubowski

MELHOR STORYBOARDING – TV/Media

  • Carmen Sandiego, Episode: Becoming Carmen Sandiego: Part 1, Houghton Mifflin Harcourt Publishing and DHX Media for Netflix; Storyboard Artist: Kenny Park

MELHOR STORYBOARDING – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Storyboard Artist: Sergio Pablos

MELHOR ATUAÇÃO VOCAL – TV/Media

  • Bob’s Burgers, Episode: Roamin’ Bob-iday, 20th Century Fox / Bento Box Entertainment; Cast: H. Jon Benjamin Character: Bob

MELHOR ATUAÇÃO VOCAL – Longa

  • Frozen 2, Walt Disney Animation Studios; Josh Gad: Josh Gad Character: Olaf

MELHOR ROTEIRO – TV/Media

  • Tuca & Bertie, Episode: The Jelly Lakes, Tornante Productions, LLC for Netflix; Writer: Shauna McGarry

MELHOR ROTEIRO – Longa

  • Perdi Meu Corpo, Xilam for Netflix; Writer: Jérémy Clapin; Writer: Guillaume Laurant

MELHOR EDITORIAL – TV/Media

  • Love, Death & Robots, Episode: Alternate Histories Blur for Netflix; Bo Juhl; Stacy Auckland; Valerian Zamel

MELHOR EDITORIAL – Longa

  • Klaus, Netflix Presents A Production of The Spa Studios and Atresmedia Cine; Pablo García Revert

 

SAM MENDES VENCE DGA e ROGER DEAKINS o ASC e ‘1917’ SE TORNA GRANDE FAVORITO ao OSCAR 2020

Sam Mendes 1917 DGA 2

Sam Mendes posa com o prêmio do DGA por 1917 (pic by The New York Times)

SINDICATOS DE DIRETORES E DE DIRETORES DE FOTOGRAFIA ENALTECEM TRABALHO COMPLEXO DE 1917

Neste sábado, aconteceu a cerimônia de premiação do Sindicato de Diretores (DGA) em Los Angeles, onde o diretor britânico Sam Mendes saiu vitorioso pela segunda vez, vinte anos depois de sua primeira vez por Beleza Americana.

“Tive a sorte de ganhar este prêmio duas décadas atrás. E acho que, se sou honesto comigo mesmo, não me sinto em última análise, como se realmente soubesse o que estava fazendo. É um pouco como me sinto agora.”, disse Mendes no discurso de agradecimento. “Ouvir outros diretores pensarem e falarem – é um pouco como ser alcoólatra. Você percebe que todo mundo passa pelos mesmos problemas. Foi realmente inspirador, continuou ao citar seus colegas indicados.

Em 1917, o diretor retrata a Primeira Guerra Mundial sob a perspectiva de dois soldados britânicos que precisam atravessar as linhas inimigas para entregar uma mensagem a um pelotão para evitar a morte de 1.600 homens. Para isso, ele optou por um complexo método de filmagem que no qual a câmera está sempre em movimento, e a montagem simula um grande plano-sequência durante as duas horas de projeção.

Com o prêmio, Sam Mendes se torna automaticamente o franco-favorito ao Oscar de Direção, já que o histórico do DGA em relação ao prêmio da Academia é praticamente impecável: 64 acertos em 71 anos de coexistência. São apenas SETE divergências, sendo a última em 2013, quando Ben Affleck ganhou o DGA e sequer foi indicado ao Oscar por Argo. Claro que outra exceção pode ocorrer, mas as chances de Bong Joon Ho caíram drasticamente por Parasita, que foi o trabalho mais aclamado por vários críticos, sites especializados e até nas redes sociais, o chamado #BongHive.

Conferimos os cinco filmes reconhecidos pelo DGA: 1917, O Irlandês, Era Uma Vez em… Hollywood, Jojo Rabbit e Parasita, e entendemos que a premiação do filme de guerra se deu mais pelo aspecto técnico. Para quem entende um pouco do mecanismo das filmagens, optar por planos-sequência longos como esses executados em 1917 exigem muita coragem, dedicação e perfeição de toda uma equipe, que ainda fica sujeita a vários imprevistos e erros. Claro que muito desse trabalho se deve ao grande diretor de fotografia Roger Deakins (que ganhou o prêmio de seu sindicato – ler mais abaixo), mas orquestrar tudo isso para ser executado à perfeição realmente não é um trabalho comum. Outro filme que também se sustenta em planos-sequência, que inclusive venceu o Oscar de Direção, foi Birdman, que teve aquela ótima sequência de Michael Keaton andando de cueca em Manhattan.

Contudo, fica a impressão de que o DGA prima mais pela técnica (ainda mais essa que fica em extrema evidência) do que pelo todo: direção de atores, unidade visual e mensagens de subtexto e simbolismos embutidos nas cenas. Embora reconheçamos a façanha de Sam Mendes, o aspecto técnico fica muito destacado em relação ao restante do filme, o que facilita muito na hora de selecionar o melhor trabalho de direção, pois o diretor aparece… talvez um pouco mais do que o necessário.

Por outro lado, em um nível infinitamente maior de sutileza, só o trabalho de movimentação de câmera de Parasita já o colocaria como um dos melhores do ano. Bong Joon Ho utiliza sua câmera de forma precisa para ajudá-lo a contar a história (e não ser o protagonista como em 1917), com travellings, zooms in e out, e transições perfeitas, nivelando as imagens de acordo com o contexto da família rica e da pobre. No entanto, é na mistura homogênea de gêneros que reside a maior qualidade do trabalho do diretor sul-coreano; não sabemos quando começam e terminam o drama, a comédia, o suspense e até mesmo o terror. Perder a mão firme numa mistura dessas é muito fácil, pois fazer as transições exige uma sensibilidade impecável no tom. E, finalizando nossa defesa de Bong Joon Ho, você já viu praticamente as mesmas artimanhas técnicas de 1917 em outros filmes como Festim Diabólico, Arca Russa e Birdman, e um filme como Parasita? Há quanto tempo você viu um filme como esse? Tecnicamente perfeito, com tom equilibrado e com crítica social que espelha tão bem este momento da sociedade? Esperamos que ele seja a oitava exceção na história do DGA em relação ao Oscar.

DIRETORA ESTREANTE

72nd Annual Directors Guild of America Awards, Press Room, The Ritz-Carlton, Los Angeles, USA - 25 Jan 2020

Alma Har’el com seu DGA de diretora estreante por Honey Boy (pic by Deadline)

Na categoria de Direção Estreante, a vencedora foi Alma Har’el com Honey Boy, um filme autobiográfico sobre a relação de pai e filho do ator Shia Labeouf, que interpreta seu próprio pai.

A diretora utilizou seu discurso de agradecimento para enaltecer a petição da diretora Jessica Dimmock, que coletou várias assinaturas incluindo de Ava DuVernay, Greta Gerwig, Olivia Wilde, Reed Morano, Brie Larson, Jill Soloway, Kerry Washington e Reese Witherspoon, para pedir ao sindicato maior tempo de cobertura de licença maternidade, passando de 12 a 18 meses, para que as mulheres do ofício consigam maior tempo de recuperação, para que cuidem de seus filhos e não sejam prejudicadas na carreira.

“Queremos dar às mulheres mais tempo no ano em que elas estão grávidas e se tornam mães. Para que assim, não sejam penalizadas e percam seus seguro de saúde no ano mais vulnerável delas. Amanhã é o encontro nacional do DGA, e estamos contando com o DGA para lutar pelos pais para que possam dar à luz a uma nova geração de espectadores e de cineastas.”, disse Alma Har’el no palco da premiação.

Numa temporada em que muito se discutiu sobre a ausência de mulheres nas categorias de direção, tanto no Globo de Ouro, no Oscar e no DGA (as três mulheres indicadas foram na categoria de estreante apenas), Alma Har’el fugiu do protesto meramente feminista e apontou para uma falha que prejudica as mulheres da profissão.

Acreditamos que se trata de uma questão de tempo para que as mulheres conquistem maior espaço na cadeira de diretor em produções cinematográficas, ainda mais com movimentos em prol da causa. E o mais importante: o público está começando a enxergar diferenças de uma visão feminina por trás das câmeras, e a tendência é que haja cada vez mais demanda de profissionais mulheres no ramo, e não apenas como resultado de uma “cota obrigatória”.

DIREÇÃO DE DOCUMENTÁRIO

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Julia Reichert e Steven Bognar posam com seu DGA de Documentário por Indústria Americana (pic by Ibtimes)

Na categoria de Direção de Documentário, a dupla Julia Reichert e Steven Bognar foram os premiados por Indústria Americana, que se trata de uma fábrica americana reaberta por um bilionário chinês. Produzido e exibido pela Netflix, o documentário foi o mais visto do ano e se beneficiou pela promoção do ex-presidente Barack Obama, cuja Higher Ground Productions produziu o longa.

O documentário bateu os indicados ao Oscar The Cave e Honeyland, além de One Child Nation e Maiden. Um dos grandes favoritos do ano, Apollo 11, perdeu forças por não ter sido sequer indicado aqui e no Oscar, abrindo caminho para Indústria Americana.

VENCEDORES DO DGA AWARDS:

DIREÇÃO
Sam Mendes (1917)

DIREÇÃO ESTREANTE
Alma Har’el (Honey Boy)

DIREÇÃO DE DOCUMENTÁRIO
Julia Reichert e Steven Bognan (Indústria Americana)

DIREÇÃO DE SÉRIE DRAMÁTICA
Nicole Kassel (Watchmen) episódio: “It’s Summer and We’re Running Out of Ice”

DIREÇÃO DE SÉRIE DE COMÉDIA
Bill Hader (Barry) episódio: “ronny/lily”

DIREÇÃO DE MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Johan Renck (Chernobyl)

DIREÇÃO DE PROGRAMA DE VARIEDADES/TALK SHOW/ESPORTES – ESPECIAIS
James Burrows e Andy Fisher (All in the Family) (The Jeffersons)

DIREÇÃO DE PROGRAMA DE VARIEDADES/TALK SHOW/ESPORTES – REGULARES
Don Roy King (Saturday Night Live) episódio: “E. Murphy; Lizzo”

DIREÇÃO DE REALITY SHOW
Jason Cohen (Encore!) episódio: “Annie”

DIREÇÃO DE PROGRAMA INFANTIL 
Amy Schatz (Song of Parkland)

DIREÇÃO DE COMERCIAL
Spike Jonze (MJZ)


ROGER DEAKINS VENCE PRÊMIO DO SINDICATO DE DIRETORES DE FOTOGRAFIA

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Roger Deakins aceita o ASC Award por 1917 (pic by Zimbio)

Pela quinta vez, Roger Deakins vence o ASC Awards. Ele havia vencido por Um Sonho de Liberdade, O Homem que Não Estava Lá, 007 Operação Skyfall e Blade Runner 2049. Como citado anteriormente, o trabalho complexo de 1917 garante Deakins como o melhor diretor de fotografia da atualidade. Além de toda a coreografia em perfeita sintonia nas filmagens, ele ainda consegue criar composição fotográfica com uma câmera em constante movimentação.

Deakins venceu três dos indicados ao Oscar de Fotografia: Robert Richardson (Era Uma Vez em… Hollywood), Lawrence Sher (Coringa) e Rodrigo Prieto (O Irlandês). Já Phedon Papamichael (Ford Vs Ferrari), que não foi indicado ao Oscar, cedeu sua vaga para Jarin Blaschke (O Farol), que levou o prêmio Spotlight, destinado aos filmes de menor circuito.

Pela categoria de documentário, a fotografia belíssima de Honeyland foi reconhecida. Com uma pré-fotografia que começou três anos antes das filmagens começarem, dá pra entender como o visual ficou arrebatador. “Toda minha vida sonhei estar aqui com os maiores nomes da fotografia. É uma grande honra estar aqui e ter nosso filme reconhecido pela associação. Obrigado a todos por esta grande conquista e prêmio,” disse Fejmi Daut no discurso de agradecimento.

VENCEDORES DO 25º ASC AWARDS:

FOTOGRAFIA
Roger Deakins (1917)

PRÊMIO SPOTLIGHT
Jarin Blaschke (O Farol)

DOCUMENTÁRIO
Fejmi Daut and Samir Ljuma (Honeyland)

SÉRIE NÃO-COMERCIAL
Colin Watkinson, ASC, BSC – The Handmaid’s Tale, “Night” (Hulu)

SÉRIE COMERCIAL
C. Kim Miles, CSC, MySC – Project Blue Book, “The Flatwoods Monster” (History)

MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
John Conroy, ISC – The Terror: Infamy, “A Sparrow in a Swallow’s Nest” (AMC) 

OSCAR 2020: INDICADOS a MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

27th Annual Elton John AIDS Foundation Academy Awards Viewing Party Sponsored By IMDb And Neuro Drinks Celebrating EJAF And The 91st Academy Awards - Inside

Elton John com Taron Egerton numa apresentação especial (pic by Adoro Cinema)

HORA DE CONHECER AS CINCO CANÇÕES INDICADAS AO OSCAR

Embora muitos dos espectadores que assistem ao Oscar utilizem as apresentações das músicas para fazer aquele break para o banheiro ou para buscar aquele snack na geladeira, sempre existem aqueles que amam as performances dos artistas.

Dentre as canções esnobadas que vinham sendo reconhecidas na temporada estão “Spirit” (O Rei Leão), “Beautiful Ghosts” (Cats) e “Speechless” (Aladdin), mas foi a ausência de “Glasgow (No Place Like Home)” do filme As Loucuras de Rose que realmente nos deixou decepcionadíssimos. Uma canção leve, bonita e que carrega todo o espírito do filme britânico sobre uma mulher que sonha em cantar em Nashville. A Academia perdeu uma excelente oportunidade de “compensar” a esnobada atriz Jessie Buckley ao dar a chance de ela se apresentar no palco. Uma pena. Vamos colocar o link dela no final do post para aqueles que se interessaram.

Voltando aos indicados deste ano, os cinco que vão se apresentar já confirmaram presença e já devem estar ensaiando para a cerimônia do dia 09 de Fevereiro. Conheça um pouco sobre as canções que estão concorrendo ao prêmio, vencido por “Shallow” no ano passado.

“I Can’t Let You Throw Yourself Away”  (Toy Story 4)
Música e letras por Randy Newman

Dos cinco indicados, esta foi a maior surpresa da categoria, pois a canção não vinha figurando em nenhuma lista de canções até aquele momento. Curiosamente, com esta indicação, todos os quatro filmes de Toy Story receberam indicações ao Oscar: “You’ve Got a Friend in Me” (Toy Story), “When She Loved Me” (Toy Story 2), “We Belong Together” (Toy Story 3) – que acabou levando o Oscar pelo mesmo Randy Newman – e esta nova canção. Claro que a canção é fofinha e animada como a anterior, mas ainda não entendemos essa indicação. As chances de vitória são mínimas.

“(I’m Gonna) Love Me Again” (Rocketman)
Música por Elton John e letras por Bernie Taupin

Apesar do clima triste presente em muitas cenas envolvendo família, a canção casa perfeitamente com as sequências oníricas e coloridas. E como o próprio Taupin disse, “não se trata de apenas mais uma canção de Elton John, mas uma canção feita para seu filme autobiográfico”. Entre os prêmios mais importantes, já levou o Globo de Ouro e o Critics’ Choice Awards. Com esta única indicação para Rocketman (merecia Melhor Ator, Figurino e Maquiagem), a canção pode ganhar mais força na votação. Vale lembrar que Elton John já ganhou um Oscar em 1995 pela canção “Can You Feel the Love Tonight” de O Rei Leão. E embora nada tenha sido confirmado ainda, existe a possibilidade do ator Taron Egerton, que interpretou Elton John, acompanhá-lo na apresentação no palco, o que seria gratificante para o ator, que foi esnobado.

“I’m Standing With You” (Superação: O Milagre da Fé)
Música e letras por Diane Warren. A atriz Chrissy Metz cantará a canção.

Dentre os recordistas de indicações de artistas sem vitória, temos a compositora Diane Warren que, este ano, recebeu sua 11ª indicação por Superação: O Milagre da Fé. Trata-se de uma adaptação de um livro sobre uma mãe que ora para que seu filho de 14 anos sobreviva a um afogamento. Praticamente todos os anos, a Academia gosta de indicar uma canção nesse estilo mais religioso ou espiritual, mas uma vitória aqui seria, com o perdão da palavra, um milagre. Warren teve seu auge nos anos 90 com as canções “Because You Loved Me”, “How do I Live” e “I Don’t Want to Miss a Thing”.

“Into the Unknown” (Frozen 2)
Música e letras por Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez. Cantada por Idina Menzel e Aurora

Definitivamente não tem a mesma pegada de “Let it Go” do primeiro filme, mas os compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez são bons nesse ofício. Já ganharam dois Oscars, por Frozen e Viva: A Vida é uma Festa (Remember Me”), sem contar toda a longeva tradição das canções da Disney no Oscar. Alguns podem votar na canção para compensar a ausência de Frozen 2 na categoria de Longa de Animação, mas acreditamos que não será o suficiente. Esperamos que desta vez, pelo menos, acertem o nome da Idina Menzel antes de ela se apresentar, principalmente se for John Travolta.

“Stand Up” (Harriet)
Música e letras por Joshuah Brian Campbell e Cynthia Erivo

Não sei se vocês vão se lembrar, mas esta canção muito lembra “Mighty River”, cantada pela também indicada ao Oscar Mary J. Blige pelo drama Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississippi, que concorreu como Melhor Canção em 2018. Ambas são provenientes de filmes sobre escravidão, porém Harriet se passa no século XIX. Já considerávamos esta canção uma das favoritas ao prêmio, mas sua campanha ganhou mais força ainda quando Cynthia Erivo se recusou a apresentar a canção na cerimônia do BAFTA, quando a organização tentou “compensar” a falta de atores negros indicados nas categorias de atuação. Embora um pouco radical, sua decisão andou repercutindo nessa reta final do Oscar, e agora resta saber se vai gerar consequências positivas. E já que as chances de Erivo levar Melhor Atriz, pode ser que ela leve pela canção. De qualquer forma, “Stand Up” é uma bela canção. Pena que a personagem não canta durante o filme.

A 92ª cerimônia do Oscar acontece no dia 09 de Fevereiro, a partir das 22h (horário de Brasília)


E como prometido, o link de “Glasgow (No Place Like Home)”:

‘RAMBO’ e ‘HELLBOY’ LIDERAM as INDICAÇÕES do FRAMBOESA de OURO

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Indicados ao Framboesa de Ouro 2020 (pic by razzies.com)

REPETINDO OS ÚLTIMOS ANOS, LISTA ESTÁ REPLETA DE SEQUÊNCIAS E REMAKES

O amado e detestado Framboesa de Ouro anunciou sua lista dos piores filmes do ano. Apesar de entendermos o porquê muitos artistas e até meios de comunicação fogem do tema, consideramos um prêmio de suma importância para a cultura mundial e acima de tudo para os profissionais da área.

Um artista ou profissional da área de cinema está sujeito a receber elogios e críticas pelos trabalhos realizados. Dificilmente alguém vai acertar sempre, praticamente todos têm aquela escolha de gosto duvidoso. Mas o que realmente importa após uma crítica e você saber tirar algum ensinamento dela e reunir forças para melhorar e contorná-la. Nesse sentido, valorizamos muito o Framboesa de Ouro, porque ele é como aquele seu único amigo sincero que vai apontar seus equívocos enquanto os demais vão fingir que você é perfeito.

Depois de tantas edições do prêmio, a gente se acostuma a ver alguns nomes presentes com alguma frequência como John Travolta e Sylvester Stallone, mas nesses casos específicos são atores de carreiras já consolidadas que não dão mais importância às críticas. Stallone mesmo ama de paixão seu personagem John Rambo e foi convencido de que se fizesse uma outra sequência, iria ganhar dinheiro enquanto agrada aos fãs da franquia. Fui assistir ao filme Rambo: Até o Fim no cinema para acompanhar meu pai, que adora um filme de guerra ou que haja metralhadoras e granadas, mas até ele já ficou meio saturado deste universo. MAS ele pagou ingresso e justificou o investimento do Stallone.

Em um outro nível está o diretor e roteirista M. Nigh Shyamalan, que retornou ao Framboesa com Vidro. Temos aqui um diretor indicado ao Oscar por O Sexto Sentido (1999), mas que venceu dois Framboesas por A Dama na Água (2006) e O Último Mestre no Ar (2010). O que mais admiro no diretor indiano é sua criatividade e audácia, que pode levá-lo a acertar lindamente como errar feio, mas pelo menos ele tenta sempre criar algo novo. Foi assim com Fragmentado (2016), no qual ele criou uma situação de terror psicológico, diferente do que ele havia feito até então. Mas daí, talvez empolgado com a alta bilheteria, resolveu fazer uma sequência (até aí sem grandes problemas), mas o grande erro dele foi inventar que havia todo um universo previamente planejado de Fragmentado que se ligava a Corpo Fechado (2000). Shyamalan, a gente não nasceu ontem. Foi que nem as irmãs Wachowski inventar que as sequências de Matrix já existiam antes do lançamento do primeiro filme. Matrix é um ótimo filme que se encerra em si mesmo. Citei Shyamalan como um caso à parte, porque ao contrário do Stallone, vejo que ele ainda tem sede de voltar aos holofotes de Hollywood, ele quer ainda ganhar o Oscar. Então, neste caso, o Framboesa serve como um conselho de amigo: “Shyamalan, você pode fazer coisa melhor do que Vidro.”

GLASS

M. Night Shyamalan passa orientações para Bruce Willis em set de Vidro (pic by IMDb)

Sobre os atores aqui indicados, claro, cada caso é um caso. Mas se você pega Anne Hathaway, é um pouco decepcionante vê-la aqui. Não porque ela já ganhou um Oscar por Os Miseráveis (aliás, aquela declaração que ela deu em 2016 dizendo que “fingiu felicidade” no Oscar e que “se sentia mal por ter vestido uma roupa mais cara do que muitas pessoas jamais teriam” foi desnecessário. Se quer retribuir ao mundo, faça como a nossa querida Audrey Hepburn, e viaje pra África e se filie às causas nobres), mas porque ela sempre buscou novos desafios. Trabalhou com Ang Lee em O Segredo de Brokeback Mountain (2005), com Jonathan Demme em O Casamento de Rachel (2008) e com Christopher Nolan em Interestelar (2014) pra depois querer fazer comédias muito bobas como este As Trapaceiras com Rebel Wilson, que se repete em TODOS os filmes? Claro que se ela quiser continuar a fazer esses filmes e ser figurinha carimbada no Framboesa, trata-se de uma opção pessoal. Mas caso ela busque um comeback, é o que sempre recomendei para Keanu Reeves aqui no blog: Troque de agente e busque papéis no cinema independente que sempre tem ofertas de papéis mais densos.

TRAPACEIRAS

Rebel Wilson e Anne Hathaway em As Trapaceiras (pic by IMDb)

Sobre os filmes indicados, honestamente, costumo fugir daqueles que já nascem com o pé esquerdo. Parece que é um preconceito estúpido, mas se você tem um orçamento baixo para razoável para ver filmes no cinema, você acaba optando por filmes que têm maiores chances de ser de qualidade. No caso de Cats, depois da enxurrada de críticas, você só vai ao cinema se: a) está mega curioso do porquê o filme é tão ruim; b) está com grana sobrando; c) é masoquista mesmo. Pelo trailer veiculado há uns meses, já tínhamos uma noção de que seria um filme de qualidade duvidosa, mas depois você vê que tem Tom Hooper na direção, Judi Dench e Ian McKellen no elenco… Será? Enfim, pra quem assistiu e quiser dar um depoimento, por favor envie um comentário no final do post!

NÚMEROS DESTE FRAMBOESA

Com nove indicações cada, Rambo: Até o Fim (o quinto filme da franquia) e o remake de Hellboy são os recordistas desta edição. Logo atrás, com sete indicações cada, vêm a sequência de Godzilla e a adaptação do musical Cats. E com seis indicações, a sequência que ninguém pediu Vidro, de M. Night Shyamalan.

Bom, já deu pra perceber que há uma predominância de sequências e remakes na lista, certo? Na história recente do Cinema, vimos que remakes e sequências costumam ser altamente lucrativos para os estúdios e para os produtores, mas ao mesmo tempo, são altamente arriscados em termos de qualidade. Contudo, algumas idéias poderiam ser facilmente evitadas se rolasse um mínimo de bom senso.

Vamos pegar o exemplo de Hellboy. O quadrinho de Mike Mignola foi adaptado há pouco tempo pelo diretor mexicano Guillermo del Toro. Mesmo que você não aprecie este universo de monstros e demônios, era possível enxergar uma paixão enorme do diretor pela temática, e que soube explorar bem o humor dos quadrinhos. Aí, onze anos depois, resolvem fazer um reboot total com diretor e atores diferentes achando que é fácil superar o padrão de qualidade de Guillermo del Toro. Resultado: fracasso de crítica e bilheterias.

HELLBOY

Sasha Lane, David Harbour e Daniel Dae Kim em Hellboy (pic by IMDb)

Outro caso que faltou totalmente com o bom senso: X-Men: Fênix Negra. Por que vão contratar um produtor que resolveu estrear na direção com uma história que já havia sido contatada de forma desleixada em 2006 em X-Men: O Confronto Final, com a Fox sendo comprada pela Disney? Era a mesma coisa de jogar dinheiro no lixo, porque os efeitos visuais são caríssimos e o elenco tinha salários altos como de Jennifer Lawrence e Michael Fassbender. Muitos dos atores, já cientes que seria um fracasso, levaram no automático (Jennifer Lawrence não queria nem mais se maquiar pra interpretar a Mística), mas foi possível ver que Sophie Turner se esforçou pra dar uma carga emocional à personagem dela. E sobrou indicação até para Jessica Chastain, que achou que iria brilhar na onda dos filmes de super-heróis, e acabou escolhendo uma barca furada.

XMEN

Sophie Turner contracena com Jessica Chastain em cena de X-Men: Fênix Negra (pic by IMDb)

Encerrando: destes filmes, além de Rambo, X-Men: Fênix Negra e Vidro, também conferi O Pintassilgo, que recebeu a indicação de Pior Roteiro. Trata-se de uma adaptação de um livro que ganhou o prêmio Pulitzer (!), e até uns meses atrás, era a maior aposta da Warner para a temporada de premiações, pois tinha John Crowley na direção (Brooklyn), Roger Deakins como diretor de fotografia (!), e Nicole Kidman e Sarah Paulson no elenco. Na teoria parecia promissor, mas quando vi o filme numa sala com apenas seis idosas, percebi que erraram em tudo ali. Era aquele caso de demolir e começar tudo de novo. Que esse Framboesa sirva como um bom puxão de orelha nos envolvidos!

pINTASSILGO

Nem Roger Deakins salva: Nicole Kidman em cena de O Pintassilgo (pic by IMDb)

INDICADOS AO 40º FRAMBOESA DE OURO:

PIOR FILME
Godzilla: Rei dos Monstros (Godzilla: King of the Monsters)
Cats (Cats)
Vidro (Glass)
Um Funeral em Família (A Madea Family Funeral)
Rambo: Até o fim (Rambo: Last Blood)
The Fanatic
Hellboy (Hellboy)

PIOR ATOR
Gerard Butler (Invasão ao Serviço Secreto)
Matthew Mcconaughey (Calmaria)
James McAvoy (Vidro)
Sylvester Stallone (Rambo: Até o fim)
John Travolta (The Fanatic)
James Franco (Zeroville)
Tyler Perry (Um Funeral em Família)
David Harbour (Hellboy)

PIOR ATRIZ
Anne Hathaway (As Trapaceiras) (Calmaria)
Hilary Duff (The Haunting of Sharon Tate)
Milla Jovovich (Hellboy)
Demi Moore (Corporate Animals)
Rebel Wilson (As Trapaceiras)
Megan Fox (Zeroville)

PIOR ATOR COADJUVANTE
Kyle Chandler (Godzilla: Rei dos Monstros)
James Corden (Cats)
Charles Dance (Godzilla: Rei dos Monstros)
Oscar Jaenada (Rambo: Até o fim)
Michael Madsen (Trading Paint)
Sergio Peris-Mencheta (Rambo: Até o fim)
Tyler Perry (Um Funeral em família)
Seth Rogen (Zeroville)
Bruce Willis (Vidro)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
Jessica Chastain (X-Men: Fênix Negra)
Cassie Davis (Um Funeral em Família)
Judi Dench (Cats)
Lydia Hearst (The Haunting of the Sharon Tate)
Sasha Lane (Hellboy)
Patrice (Um Funeral em Família)
Fenessa Pineda (Rambo: Até o fim)
Rebel Wilson (Cats)

PIOR DIRETOR
Andrea Berloff (Rainhas do Crime)
Adrian Grünberg (Rambo: Até o fim)
Michael Doherty (Godzilla: Rei dos Monstros)
Fred Durst (The Fanatic)
Neil Marshall (Hellboy)
Daniel Farrands (The Haunting of the Sharon Tate)
James Franco (Zeroville)
Noah Hawley ( Lucy in the sky )
Tom Hooper (Cats)
M. Night Shyamalan (Vidro)

PIOR ROTEIRO
Rainhas do Crime
Godzilla: Rei dos Monstros
Cats
Lucy in the sky
The Haunting of the Sharon Tate
Um Funeral em Família
Rambo: Até o fim
Vidro
Hellboy
O Pintassilgo

PIOR REMAKE OU SEQUÊNCIA
Godzilla: Rei dos monstros
X-Men: Fênix Negra
Invasão ao Serviço Secreto
Um Funeral em Família
Rambo: Até o fim
Vidro
Hellboy

PIOR DUETO EM CENA
Cats
Godzilla: Rei dos monstros
Zeroville
Hellboy
Calmaria
Um Funeral em Família
Rambo: Até o fim


Como de costume, a cerimônia do Framboesa de Ouro ocorre um dia antes do Oscar. Neste ano, o Framboesa será no dia 08 de Fevereiro.

BOLÃO do OSCAR 2020!!

BOLÃO OSCAR 2020

Prêmios do Bolão Oscar 2020: 1 blu-ray de Toy Story 4, 1 DVD de Quanto Mais Quente Melhor e O Livro de Cinema

A página CINEMA, OSCAR E AFINS traz pelo segundo ano consecutivo o BOLÃO do OSCAR. Em 2019, contamos com quase 700 inscritos pelo Brasil, e na ocasião, o vencedor acertou 19 das 24 categorias.

O regulamento está no cabeçalho do formulário (no link abaixo), mas é importante destacar que o participante deverá:

1. CURTIR a nossa página do Facebook (se já segue, certifique-se que CURTE) E/OU SEGUIR o nosso perfil no INSTAGRAM @cinemaoscareafins (Caso vc ganhe e não tenha cumprido este item, o segundo lugar ganha o bolão)

2. Não esqueça de PREENCHER seu NOME COMPLETO e ENDEREÇO de E-MAIL no formulário, pois é a forma mais fácil de contatá-lo(a) em caso de vitória

3. Maior número de acertos nas 24 categorias VENCE o BOLÃO. Em caso de EMPATE, vence quem postou PRIMEIRO e claro, CUMPRIU o REGULAMENTO.

Adoraremos se você marcar, indicar ou recomendar este bolão para amigos, parentes, namorados e ficantes, pois nos ajuda muito a divulgar o nosso trabalho!

Este ano, os prêmios para o vencedor são:
1 BLU-RAY do filme TOY STORY 4
1 DVD do filme QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (Some Like it Hot)
1 ENCICLOPÉDIA intitulada O LIVRO DO CINEMA, da editora GLOBO LIVROS

Divulgaremos o mais breve possível o vencedor ou vencedora.
Boa sorte e um ótimo Oscar para todos!

FORMULÁRIO DO BOLÃO DO OSCAR 2020

Aceitaremos o envio dos formulários até o dia 09 de fevereiro às 16h (horário de Brasília). A 92ª cerimônia do Oscar será no dia 09/02 a partir das 22h, e será transmitida pela TNT.

 

‘PARASITA’ e ‘1917’ VENCEM PRÊMIOS dos SINDICATOS e AVANÇAM para o OSCAR

parasite Eddie

À direita, o montador Jinmo Yang com o inédito Eddie para um filme em língua estrangeira (pic by https://channels.vlive.tv/EBF267/vtoday/0.12611779)

SINDICATOS DIVULGAM SEUS VENCEDORES

Nesses últimos dias, três sindicatos importantes divulgaram seus vencedores: o dos produtores (PGA), dos montadores (Eddie) e dos atores (SAG). Pedimos perdão pelo atraso no post, mas estávamos fora, para inclusive conferir a pré-estréia do filme 1917, que foi o vencedor do PGA.

Bom, para quem não costuma acompanhar, os prêmios dos sindicatos servem como uma referência para ver quais filmes têm as melhores chances, já que muitos dos votantes são os mesmos da Academia, porém não garantem que os vencedores dos sindicatos serão sempre os mesmos do Oscar, uma vez que na Academia o número de membros é o maior de todos. Pensando nisso, costumamos levantar uma tabela dos vencedores dos últimos anos para que você possa fazer um breve comparativo de como andam as relações entre sindicatos e a Academia.

Começando com o Eddie Awards, existem duas categorias para Montagem: Drama e Comédia. Nesta 70ª edição do prêmio, Jinmo Yang ganhou na categoria Drama por Parasita, tornando-se o primeiro filme em língua estrangeira a vencer, enquanto Tom Eagles venceu na categoria de Comédia por Jojo Rabbit. Ambos os vencedores estão indicados para o Oscar de Melhor Montagem.

ANO EDDIE DRAMA EDDIE COMÉDIA OSCAR
2019 Bohemian Rhapsody A Favorita Bohemian Rhapsody
2018 Dunkirk Eu, Tonya Dunkirk
2017 A Chegada La La Land Até o Último Homem
2016 Mad Max: Estrada da Fúria A Grande Aposta Mad Max: Estrada da Fúria
2015 Boyhood O Grande Hotel Budapeste Whiplash
2014 Capitão Phillips Trapaça Gravidade
2013 Argo O Lado Bom da Vida Argo
2012 O Artista Os Descendentes A Invenção de Hugo Cabret
2011 A Rede Social Alice no País das Maravilhas A Rede Social
2010 Guerra ao Terror Se Beber, Não Case! Guerra ao Terror

Embora as estatísticas não sejam ruins (seis acertos nos últimos dez anos), também não são das melhores. E no mesmo período, reparem que em nenhuma vez, o vencedor de Comédia levou o Oscar, ou seja, Jojo Rabbit está praticamente descartado para ganhar este Oscar.

Se Parasita pode repetir o feito no Oscar? Claro que pode, e deve! Porém, ao contrário do ineditismo do Eddie, em caso de vitória, este seria o segundo caso de filme em língua estrangeira a ganhar depois de décadas de Françoise Bonnot pelo clássico político Z (1969), de Costa Gavras. Contudo, é importante ressaltar outra estatística. Nesses últimos dez anos, quantos vencedores de Melhor Montagem levou o Oscar de Melhor Filme? Apenas DOIS: Guerra ao Terror e Argo.

VENCEDORES DO EDDIE 2020:

MONTAGEM – DRAMA
Jinmo Yang (Parasita)

MONTAGEM – COMÉDIA
Tom Eagles (Jojo Rabbit)

MONTAGEM – ANIMAÇÃO
Axel Geddes (Toy Story 4)

MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (Lançado em Cinema)
Todd Douglas Miller (Apollo 11)

MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (Não-lançado em Cinema)
Jake Pushinsky (What’s My Name: Muhammad Ali)


1917 PGA

Com Sam Mendes no centro, 1917 vence o PGA Awards (pic by tvi24.iol.pt)

 

1917 SE TORNA FRANCO-FAVORITO 

No último sábado, dia 18, o sindicato dos produtores anunciou que o filme da Primeira Guerra Mundial de Sam Mendes foi o grande vencedor. Com essa vitória importantíssima, o filme automaticamente se tornou o franco-favorito ao Oscar de Melhor Filme.

“Trata-se de um filme que é uma homenagem a todos aqueles que defenderam os valores que todos prezamos e lutaram na Primeira Guerra Mundial e em muitos outros conflitos. Nestes tempos de divisão e conflito em todo o mundo, é apenas um lembrete para nunca darmos como certa a paz que todos herdamos”, disse a produtora Pippa Harris em seu discurso de agradecimento no PGA.

Como já mencionado anteriormente, o PGA tem uma ótima relação com o Oscar de Melhor Filme. São 21 acertos em 30 edições do prêmio, e nos últimos dez anos, os vencedores se coincidiram em oito oportunidades (veja tabela abaixo). E vale ressaltar que o sistema de voto preferencial é exatamente o mesmo utilizado no Oscar, o que reforça ainda mais a vitória de 1917.

Claro que, após esta premiação, o filme 1917 tem as melhores chances de levar o Oscar de Melhor Filme, entretanto, não se trata apenas de sindicato. Desde o Globo de Ouro, o filme de Sam Mendes se tornou a alternativa mais viável de Melhor Filme que desvia de polêmicas. 

Para aqueles que querem fugir da Netflix por discordarem que se trata de cinema, O Irlandês e História de um Casamento são cartas fora do baralho. Para aqueles que consideram Tarantino um misógino e o filme dele um tanto violento (a meia hora final), não vão votar em Era Uma Vez em… Hollywood. E para aqueles que são xenófobos ou não conseguem ler legendas enquanto assistem a um filme, certamente não votarão em Parasita. Os outros candidatos tiveram campanhas menos expressivas. Sobra o quê? 1917.

ANO PGA FILME OSCAR FILME
2019 Green Book Green Book
2018 A Forma da Água A Forma da Água
2017 La La Land Moonlight
2016 A Grande Aposta Spotlight
2015 Birdman Birdman
2014 12 Anos de Escravidão 12 Anos de Escravidão
2013 Argo Argo
2012 O Artista O Artista
2011 O Discurso do Rei O Discurso do Rei
2010 Guerra ao Terror Guerra ao Terror

PRÊMIO DARRYL F. ZANUCK DE MELHOR PRODUÇÃO DE CINEMA:

1917
Produtores:Sam Mendes, Pippa Harris, Jayne‐Ann Tenggren, Callum McDougall

MELHOR PRODUÇÃO DE ANIMAÇÃO:

TOY STORY 4
Produtores: Mark Nielsen, Jonas Rivera

MELHOR PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO:

APOLLO 11
Producers: Todd Douglas Miller, Thomas Petersen

MELHOR PRODUÇÃO DE SÉRIE EPISÓDICA – DRAMA

Succession (Season 2)

MELHOR PRODUÇÃO DE SÉRIE EPISÓDICA – COMÉDIA

Fleabag (Season 2)

MELHOR PRODUÇÃO DE MINISSÉRIE

Chernobyl

MELHOR PRODUÇÃO DE FILMES PARA TV OU STREAMING

Apollo: Missions to the Moon

MELHOR PRODUÇÃO DE NÃO-FICÇÃO PARA TV

Leaving Neverland

MELHOR PRODUÇÃO DE ENTRETENIMENTO AO VIVO & TALK SHOW

Last Week Tonight with John Oliver (Season 6)

MELHOR PRODUÇÃO DE PROGRAMA DE COMPETIÇÃO E GAME

RuPaul’s Drag Race (Season 11)


 

parasite sag

Os atores de Parasita posam para a foto histórica com o diretor Bong Joon Ho todo orgulhoso no fundo (pic by news.yahoo.com)

PARASITA É O PRIMEIRO FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA A VENCER O SAG

No último domingo, foi a vez do sindicato de atores entregar seus prêmios na cerimônia. Infelizmente, o evento NÃO foi transmitido ao vivo na TNT como de costume por motivos contratuais. Apenas a TNT e a TBS dos EUA transmitiram a cerimônia.

Nas categorias individuais, infelizmente não tivemos nenhuma surpresa. Alguns apostavam em uma reviravolta de Lupita Nyong’o como Melhor Atriz ou Jennifer Lopez como Atriz Coadjuvante, já que ambas foram esnobadas do Oscar. Mas não aconteceu o mesmo do ano passado, quando Emily Blunt venceu o SAG de Coadjuvante por Um Lugar Silencioso sem ser indicada ao Oscar.

Então, tivemos os quatro favoritos levando o SAG pra casa: Joaquin Phoenix, Renée Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern. Embora todos os discursos de agradecimento tenham sido bacanas, os melhores foram de Phoenix, que dedicou o prêmio a Heath Ledger (que ganhou o mesmo prêmio por interpretar o Coringa – e essa “normalidade” no discurso dele o ajuda muito nessa reta final para o Oscar), e de Brad Pitt, que vai “adicionar o prêmio ao perfil do Tinder”. Nessa altura do campeonato, qualquer outro ator que vencer nas quatro categorias será uma TOTAL surpresa no Oscar.

Claro que ficamos contente por esses atores. São performances boas ou ótimas, mas como quase todo mundo, adoramos uma boa surpresa. Curiosamente, quando a cerimônia do Oscar foi adiantada quase um mês, havia a promessa de que essa alteração causaria mais surpresas. Será?

Por outro lado, na categoria de Melhor Elenco, tivemos a grata surpresa do elenco sul-coreano de Parasita. Foi apenas a segunda indicação de um filme em língua estrangeira indicado ao SAG depois do italiano A Vida é Bela, e o primeiro a levar o SAG na história. Os atores presentes subiram ao palco em êxtase total e foram aplaudidos de pé por todos os presentes no evento.

“Embora o título do filme seja Parasita, acredito que a história é sobre a coexistência e como todos nós podemos conviver juntos”, abriu seu discurso o ator Song Kang-Ho. É um filme que vinha coletando inúmeros prêmios na temporada, mas poucos para o elenco em si. Havia a expectativa de que o próprio Song Kang-Ho fosse indicado a Melhor Ator Coadjuvante no Oscar, mas não se concretizou.

E ao contrário dos demais indicados ao SAG: O Escândalo, Jojo Rabbit, O Irlandês e Era Uma Vez em… Hollywood, Parasita é o único com todos os atores interagindo fortemente entre si, inclusive participando de longas sequências juntos.

Claro que Parasita já entrou para a história do SAG, mas o objetivo maior continua sendo aquele Oscar de Melhor Filme. Será que os membros da Academia estão prontos para premiar um filme legendado em 91 anos de história?

VENCEDORES DO SAG AWARDS:

CINEMA

MELHOR ELENCO
PARASITA

MELHOR ATOR
Joaquin Phoenix (Coringa)

MELHOR ATRIZ 
Renée Zellweger (Judy)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Brad Pitt (Era Uma Vez em… Hollywood)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Laura Dern (História de um Casamento)

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS
Vingadores: Ultimato

TV/STREAMING

MELHOR ELENCO – SÉRIE DRAMÁTICA
The Crown

MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMÁTICA
Peter Dinklage (Game of Thrones)

MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMÁTICA
Jennifer Aniston (The Morning Show)

MELHOR ATOR – MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Sam Rockwell (Fosse/Verdon)

MELHOR ATRIZ – MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Michelle Williams (Fosse/Verdon)

MELHOR ELENCO – SÉRIE DE COMÉDIA
The Marvelous Mrs. Maisel

MELHOR ATOR – SÉRIE DE COMÉDIA
Tony Shalhoub (The Marvelous Mrs. Maisel)

MELHOR ATRIZ – SÉRIE DE COMÉDIA
Phoebe Waller-Bridge (Fleabag)

MELHOR ELENCO DE DUBLÊS EM SÉRIE DRAMÁTICA OU DE COMÉDIA
Game of Thrones

ONDE e QUANDO ACOMPANHAR os INDICADOS ao OSCAR 2020

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As 24 indicações da NETFLIX: Indústria Americana, Dois Papas, Perdi Meu Corpo, Democracia em Vertigem, Klaus, O Irlandês, História de um Casamento e o curta A Vida em Mim.

COM A AJUDA DA NETFLIX, GRANDE MAIORIA DOS INDICADOS JÁ FOI LANÇADA E ESTÁ DISPONÍVEL PARA O PÚBLICO

Ok, as indicações ao Oscar saíram nesta semana e você só assistiu a Coringa. A boa notícia é que você já eliminou 11 indicações de uma só vez. Na verdade, há duas boas notícias quando se trata da facilidade de acompanhar os indicados ao Oscar em relação a anos anteriores.

Primeiro, como já criticamos aqui, houve uma alta concentração de indicações em quatro filmes. Foram 11 para Coringa, 10 para Era Uma Vez em… Hollywood, 10 para 1917 e 10 para O Irlandês. São 41 indicações para quatro filmes, ou seja, se você assistir a esses quatro, já pode assistir à cerimônia no dia 09 de fevereiro com metade do embasamento. Se por um lado criticamos a falta de diversidade de títulos, nessas horas ela ajuda bastante.

Segundo, são 24 indicações para a Netflix, meu amigo. Vai poder matar um monte de filme sem sair de casa! Sei lá, pega a senha do vizinho ou da tia. Custo zero! Se até Paul Thomas Anderson usufrui da assinatura de amigos, por que você não?

Hoje em dia ficou muito mais fácil conferir os trabalhos reconhecidos pela Academia em diversas modalidades. Exemplificando com a Netflix, temos O Irlandês, História de um Casamento e Dois Papas nas principais categorias, temos duas animações concorrendo na respectiva categoria Klaus e Perdi Meu Corpo, e até o documentário brasileiro Democracia em Vertigem. E mesmo aqueles filmes lançados nos cinemas, muitos já estão em cartaz como Ford vs Ferrari, Entre Facas e Segredos e Adoráveis Mulheres, sem contar aqueles que já estão disponíveis em streaming como Era Uma Vez em… Hollywood, O Rei Leão e Toy Story 4.

Acompanhe a lista abaixo para você se programar melhor nessas próximas semanas. Não prometemos que você vai conseguir assistir tudo, mas uns 70% dá se você não ficar assistindo reprise rs.

DISPONÍVEIS EM BLU-RAY/DVD/ON DEMAND

AD ASTRA: RUMO ÀS ESTRELAS (Ad Astra)
1 indicação: EFEITOS SONOROS.

COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

DOR E GLÓRIA (Dolor y Gloria)
2 indicações: ATOR (Antonio Banderas) e FILME INTERNACIONAL.

ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD (Once Upon a Time… in Hollywood)
10 indicações: FILME, DIREÇÃO (Quentin Tarantino), ATOR (Leonardo DiCaprio), ATOR COADJUVANTE (Brad Pitt), ROTEIRO ORIGINAL, FOTOGRAFIA, DESIGN DE PRODUÇÃO, FIGURINO, SOM e EFEITOS SONOROS.

O REI LEÃO (The Lion King)
1 indicação: EFEITOS VISUAIS.

ROCKETMAN (Rocketman)
1 indicação: CANÇÃO ORIGINAL (“I’m Gonna Love Me Again”)

SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ (Breakthrough)
1 indicação: CANÇÃO ORIGINAL (“I’m Standing With You”)

TOY STORY 4 (Toy Story 4)
2 indicações: CANÇÃO (“I Can’t Let You Throw Yourself Away”) e LONGA DE ANIMAÇÃO.

VINGADORES: ULTIMATO (Avengers: Endgame)
1 indicação: EFEITOS VISUAIS.

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A polêmica cena com Bruce Lee em Era Uma Vez em… Hollywood (pic by IMDb)

DISPONÍVEL NO NETFLIX

DEMOCRACIA EM VERTIGEM
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

DOIS PAPAS (The Two Popes)
3 indicações: ATOR (Jonathan Pryce), ATOR COADJUVANTE (Anthony Hopkins) e ROTEIRO ADAPTADO.

INDÚSTRIA AMERICANA (American Factory)
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

O IRLANDÊS (The Irishman)
10 indicações: FILME, DIREÇÃO (Martin Scorsese), ATOR COADJUVANTE (Al Pacino), ATOR COADJUVANTE (Joe Pesci), ROTEIRO ADAPTADO, FOTOGRAFIA, MONTAGEM, DESIGN DE PRODUÇÃO, FIGURINO e EFEITOS VISUAIS.

KLAUS (Klaus)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

HISTÓRIA DE UM CASAMENTO (Marriage Story)
6 indicações: FILME, ATOR (Adam Driver), ATRIZ (Scarlett Johansson), ATRIZ COADJUVANTE (Laura Dern), ROTEIRO ORIGINAL e TRILHA ORIGINAL.

PERDI MEU CORPO (J’ai perdu mon corps)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

Democracia em vertigem.jpg

Cena da posse de Dilma no documentário de Petra Costa, Democracia em Vertigem (pic by IMDb)

CURTAS PELA INTERNET (Encontramos 10 dos 15 curtas indicados. Alguns links disponíveis abaixo)

BROTHERHOOD 
1 indicação: CURTA-METRAGEM (Vimeo)

DCERA (DAUGHTER)
1 indicação: CURTA DE ANIMAÇÃO

HAIR LOVE
1 indicação: CURTA DE ANIMAÇÃO (YouTube)

IN THE ABSENCE 
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA (YouTube)

KITBULL
1 indicação: CURTA DE ANIMAÇÃO (YouTube)

LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU’RE A GIRL)
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA

MÉMORABLE
1 indicação: CURTA DE ANIMAÇÃO (Vimeo)

https://vimeo.com/325835165

NEFTA FOOTBALL CLUB
1 indicação: CURTA-METRAGEM (YouTube)

THE NEIGHBOR’S WINDOW
1 indicação: CURTA-METRAGEM (Vimeo)

SARIA
1 indicação: CURTA-METRAGEM

SISTER
1 indicação: CURTA DE ANIMAÇÃO

A SISTER (UNE SOEUR)
1 indicação: CURTA-METRAGEM

ST. LOUIS SUPERMAN
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA

A VIDA EM MIM (Life Overtakes Me)
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA (Netflix)

WALK RUN CHA-CHA
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA (Vimeo)

Hair Love

Curta de Animação Hair Love

FILMES EM CARTAZ NOS CINEMAS – com base na programação de São Paulo

ADORÁVEIS MULHERES (Little Women)
6 indicações: FILME, ATRIZ (Saoirse Ronan), ATRIZ COADJUVANTE (Florence Pugh), ROTEIRO ADAPTADO, FIGURINO e TRILHA ORIGINAL.

O CASO RICHARD JEWELL (Richard Jewell)
1 indicação: ATRIZ COADJUVANTE (Kathy Bates).

CORINGA (Joker)
11 indicações: FILME, DIREÇÃO (Todd Phillips), ATOR (Joaquin Phoenix), ROTEIRO ADAPTADO, FOTOGRAFIA, MONTAGEM, FIGURINO, MAQUIAGEM E CABELO, TRILHA ORIGINAL, SOM e EFEITOS SONOROS.

ENTRE FACAS E SEGREDOS (Knives Out)
1 indicação: ROTEIRO ORIGINAL.

O ESCÂNDALO (Bombshell)
3 indicações: ATRIZ (Charlize Theron), ATRIZ COADJUVANTE (Margot Robbie) e MAQUIAGEM E CABELO.

O FAROL (The Lighthouse)
1 indicação: FOTOGRAFIA.

FROZEN 2 (Frozen II)
1 indicação: CANÇÃO ORIGINAL (“Into the Unknown”).

PARASITA (Gisaengchung)
6 indicações: FILME, DIREÇÃO (Bong Joon Ho), ROTEIRO ORIGINAL, MONTAGEM, DESIGN DE PRODUÇÃO e FILME INTERNACIONAL.

STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER (Star Wars: The Rise of Skywalker)
3 indicações: TRILHA ORIGINAL, EFEITOS VISUAIS e EFEITOS SONOROS.

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“É um chimpanzé, né?”. Cena de Parasita, ainda em cartaz. Corra pra ver! (pic by IMDb)

PREVISÃO DE ESTRÉIA – Datas previstas para São Paulo, que podem sofrer alterações de acordo com as distribuidoras

16/01: JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS (Judy)
2 indicações: ATRIZ (Renée Zellweger) e MAQUIAGEM E CABELO.

16/01: OS MISERÁVEIS (Les Miserábles)
1 indicação: FILME INTERNACIONAL.

23/01: 1917 (1917)
10 indicações: FILME, DIREÇÃO (Sam Mendes), ROTEIRO ORIGINAL, FOTOGRAFIA, DESIGN DE PRODUÇÃO, MAQUIAGEM E CABELO, TRILHA ORIGINAL, EFEITOS VISUAIS, SOM e EFEITOS SONOROS.

23/01: UM LINDO DIA NA VIZINHANÇA (A Beautiful Day in the Neighborhood)
1 indicação: ATOR COADJUVANTE (Tom Hanks)

06/02: HARRIET (Harriet)
2 indicações: ATRIZ (Cynthia Erivo) e CANÇÃO ORIGINAL (“Stand Up”).

06/02: JOJO RABBIT (Jojo Rabbit)
6 indicações: FILME, ATRIZ COADJUVANTE (Scarlett Johansson), ROTEIRO ADAPTADO, MONTAGEM, DESIGN DE PRODUÇÃO e FIGURINO.

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Cena de Harriet, que conta a inspirada performance de Cynthia Erivo. Estréia para 06/02. (pic by IMDb)

FORA DE CARTAZ E AGUARDANDO LANÇAMENTO EM BLU-RAY/DVD

FORD VS FERRARI (Ford V Ferrari)
4 indicações: FILME, MONTAGEM, SOM e EFEITOS SONOROS.

LINK PERDIDO (Missing Link)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

05/02: MALÉVOLA: DONA DO MAL (Maleficent: Mistress of Evil)
1 indicação: MAQUIAGEM E CABELO.

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Vencedor do Globo de Ouro de Longa de Animação, Link Perdido. Pic by IMDb

SEM PREVISÃO DE ESTRÉIA (mas se você tem uma boa conexão de internet…)

CORPUS CHRISTI (Boze Cialo)
1 indicação: FILME INTERNACIONAL

FOR SAMA
1 indicação: DOCUMENTÁRIO.

HONEYLAND
2 indicações: FILME INTERNACIONAL e DOCUMENTÁRIO.

THE CAVE
1 indicação: DOCUMENTÁRIO.

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Cena do documentário For Sama, ainda indisponível no Brasil (pic by IMDb)

COM 11 INDICAÇÕES, ‘CORINGA’ LIDERA o OSCAR 2020

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Todos os NOVE indicados a MELHOR FILME no Oscar 2020, de cima pra baixo, da esquerda pra direita: Coringa, Era Uma Vez em… Hollywood, O Irlandês, 1917, Parasita, Jojo Rabbit, Adoráveis Mulheres, História de um Casamento e Ford vs Ferrari

PELA PRIMEIRA VEZ, A NETFLIX É A CAMPEÃ DE INDICAÇÕES COM 24

Às 10h18 da manhã em ponto, horário de Brasília, o anúncio das indicações ao Oscar foram transmitidas ao vivo por meio dos canais oficiais da Academia no YouTube e Facebook, direto do Museu da Academia em Los Angeles. As instalações estão quase prontas para inaugurarem ainda este ano.

De lá, os atores John Cho e Issa Rae leram todos os indicados das 24 categorias em meio a umas piadinhas bobas, que muito lembram o anúncio do ano passado com Kumail Nanjiani e Tracee Ellis Ross. As piadas e comentários rasos a gente suporta, mas o que não entendemos é a falta de ilustratividade do evento. Custa colocar fotos dos indicados de cada categoria? Estão economizando no que ao fazer esse powerpoint simples e sem graça? Como se estivessem prevendo as indicações, colocaram o ator sul-coreano John Cho para acertar na pronúncia dos nomes coreanos. Já Issa Rae foi discreta mas direto no alvo ao dizer “Parabéns àqueles homens”, com uma expressão de “já sabia que não indicar mulheres”.

Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, segue link:

NÚMEROS DESTE OSCAR

Assim como no BAFTA, Coringa lidera com 11 indicações, o que ultrapassa, e muito, a estimativa já otimista da Warner de 8 indicações. Havia dúvidas se o filme conseguiria reconhecimento nas categorias de Som, Efeitos Sonoros, Figurino e para seu diretor Todd Phillips, que corria risco de ceder sua vaga para Greta Gerwig. Com uma bilheteria que ultrapassa 1 bilhão de dólares pelo mundo, esta adaptação dos quadrinhos realmente ganhou torcida e certamente deve atrair maior audiência para a cerimônia do Oscar, no dia 09 de Fevereiro, novamente sem um host. Vale ressaltar que Coringa é apenas a segunda adaptação de quadrinhos a ser indicada a Melhor Filme após Pantera Negra (2018), mas bateu o recorde com 11 indicações. Apesar dessas conquistas, permanecemos céticos em relação a uma vitória de Melhor Filme, uma vez que é um filme violento demais para os padrões da Academia e que dividiu a crítica. Joaquin Phoenix e a trilha são apostas mais seguras de vitórias no momento.

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Joaquin Phoenix recebe sua 4ª indicação ao Oscar por Coringa (pic by IMDb)

Em segundo lugar, empatados com 10 indicações, estão 3 três filmes: 1917, O Irlandês e Era Uma Vez em… Hollywood. Enquanto o primeiro surpreendeu ao ganhar o Globo de Ouro de Melhor Filme e Diretor para Sam Mendes, o segundo vem perdendo espaço, ganhando apenas o prêmio de Melhor Elenco no Critics’ Choice Awards. Apesar dessa queda notável, o filme de Martin Scorsese conquistou indicações em categorias-chave para vencer o Oscar de Melhor Filme: Roteiro Adaptado e Montagem. Pena que Al Pacino e Joe Pesci vão se anular e dar o Oscar para Brad Pitt, o que nos leva ao terceiro filme, que assim como 1917, pode ser uma alternativa viável para os membros da Academia que não querem prestigiar a Netflix.

Já em terceiro lugar, empatados com seis indicações cada, estão 4 filmes: Jojo Rabbit, História de um Casamento, Adoráveis Mulheres e Parasita, todos indicados a Melhor Filme. Desses quatro impressiona o crescimento de Adoráveis Mulheres, que ficou ausente dos prêmios iniciais da crítica, mas agora conquista indicações para suas duas atrizes Saoirse Ronan e Florence Pugh, Roteiro Adaptado para Gerwig, além das já previsíveis de Trilha Original e Figurino.

Num consenso geral, em nossa humilde opinião, numa safra tão rica e diversa de produções, pareceu-nos uma limitação concentrar tantas indicações em poucos filmes. Tivemos tantos filmes bons que ficaram de fora que é no mínimo injusto esse acúmulo. Só pra citar alguns: Jóias Brutas (podiam indicar para Filme, Direção, Ator, Roteiro Original, Montagem e Trilha), Nós (Atriz, Roteiro Original e Trilha), Fora de Série (Roteiro Original), As Golpistas (Atriz Coadjuvante), Luce (Ator, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado), O Relatório (Atriz Coadjuvante) e The Farewell (Roteiro Original).

E na contagem de indicações por estúdios, em ordem decrescente: Netflix (24), Sony (20), Disney (17), Warner (12), Universal (11), Neon (8), Fox Searchlight (6), Lionsgate (4) e Focus Features (2).

SEM MULHERES DISPUTANDO DIREÇÃO, MAS CYNTHIA ERIVO GARANTIU A DIVERSIDADE

Como já era esperado, apesar da onda de protestos, a categoria de Direção não indicou nenhuma mulher. Embora alguns nomes estivessem no caldeirão como Lulu Wang, Alma Har’el, Olivia Wilde e Melina Matsoukas, Greta Gerwig era o nome com maior potencial entre elas, mas seu filme Adoráveis Mulheres não foi uma unanimidade na temporada, e ela acabou ficando apenas com a indicação de Roteiro Adaptado.

Pelo menos, não haverá protestos em relação à diversidade étnica que teve o BAFTA, que indicou apenas atores brancos. A Academia excluiu a latina Jennifer Lopez, mas indicou Cynthia Erivo por sua corajosa performance em Harriet, no qual ela interpreta a escrava Harriet Tubman, que conseguiu fugir de seus patronos e voltou para resgatar vários outros escravos.

Cynthia Erivo

Cynthia Erivo indicada para Melhor Atriz por Harriet (pic by IMDb)

Ficamos felizes pelo reconhecimento dela, que também foi indicada pela Canção Original “Stand Up”, que vai cantar na cerimônia. Mas sentimento muito pela ausência de Lupita Nyong’o por aquela brilhante e inovadora atuação em Nós. Claro que muitos já previam que a atriz ficaria de fora da disputa por se tratar de um filme de terror/sci-fi, mas consideramos isso inadmissível. Lupita segue a mesma crucificação que sofreu Toni Collette por Hereditário no ano passado. Se a Academia tivesse indicado Nyong’o, mataria dois coelhos com uma cajadada: diversidade étnica e diversidade de gênero de cinema. Uma pena.

CORÉIA DO SUL DEBUTANDO COM FORÇA NO OSCAR

Nunca na história de 91 anos da Academia, um filme sul-coreano foi indicado em qualquer categoria. Com Parasita, tudo mudou num piscar de olhos. Indicado a 6 Oscars, o filme de Bong Joon Ho tem tudo para levar a primeira estatueta para o país, principalmente na categoria de Filme Internacional.

parasite

A família Kim de Parasita, primeiro filme sul-coreano a ganhar a Palma de Ouro e o primeiro a ser indicado ao Oscar (pic by IMDb)

Lançado em outubro nos EUA, Parasita já conquistou mais de 30 milhões de dólares nas bilheterias e mais de 100 milhões ao redor do mundo. Com as indicações, o filme deve ser relançado em circuito comercial e ganhar ainda mais visibilidade. Quem sabe com o apoio popular Parasita também não leva o Oscar de Melhor Filme? Sabemos que não é uma luta fácil para um filme em idioma estrangeiro (Roma que o diga!), mas não é nada impossível para um filme que vem colhendo apenas críticas positivas.

Vale lembrar que a Coréia do Sul também foi indicada a Melhor Documentário-Curta por In the Absence, sobre o naufrágio de um cruzeiro que acarretou em centenas de mortes por falta de prevenção e socorro emergencial.

DESTAQUES ENTRE AUSÊNCIAS E SURPRESAS

Vamos fazer uma breve análise por categoria, mas de longe dá pra destacar alguns fatos baseados no que foi a temporada até o momento. Lupita Nyong’o, Jennifer Lopez, Awkwafina, Adam Sandler, Christian Bale, Eddie Murphy e Taron Egerton são as ausências mais sentidas se levarmos em conta o histórico das performances. Acontece, claro, ainda mais num ano repleto de filmes e interpretações de qualidade (quem nos dera se todo ano fosse rico assim…).

Outras ausências notáveis são Frozen 2 (Longa de Animação, mas foi indicado à Canção), Atlantique (Filme Internacional), Apollo 11 (Documentário), O Rei Leão (pela canção “Spirit” da Beyoncé) e As Loucuras de Rose (Atriz para Jessie Buckley e Canção pela tocante “Glasgow (No Place Like Home)”).

Não sei se é porque estamos mergulhados profundamente nas águas da temporada de premiações, mas nenhuma indicação aqui realmente nos surpreendeu de fato. Não teve nenhuma Marina de Tavira, Lesley Manville, Lenny Abrahamson ou Benh Zeitlin pra virar assunto na capa. Ninguém caiu de pára-quedas. Esperávamos que Jóias Brutas pudesse surpreender na reta final, mas pelo visto a ala conservadora da Academia ainda continua uma maioria maciça. Aliás, com um ano tão rico, a Academia indicou nove filmes a Melhor Filme. Por que não 10?

Confira todas as indicações e uma breve análise de cada:

MELHOR FILME

  • 1917 Pippa Harris, Callum McDougall, Sam Mendes, Jayne-Ann Tenggren
  • FORD VS FERRARI Peter Chernin, Jenno Topping, James Mangold
  • O IRLANDÊS Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff
  • JOJO RABBIT Carthew Neal, Taika Waititi
  • CORINGA Bradley Cooper, Todd Phillips, Emma Tillinger Koskoff
  • ADORÁVEIS MULHERES Amy Pascal
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Noah Baumbach, David Heyman
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD David Heyman, Shannon McIntosh, Quentin Tarantino
  • PARASITA Bong Joon-ho, Kwak Sin-ae

DIREÇÃO

  • 1917 Sam Mendes
  • O IRLANDÊS Martin Scorsese
  • CORINGA Todd Phillips
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
  • PARASITA Bong Joon Ho

Os protestos feministas podem se espernear, mas a verdade é que a temporada de premiações já havia definido esses diretores há um bom tempo. Dos cinco indicados, apenas Todd Phillips não estava indicado ao DGA, que preferiu Taika Waititi (Jojo Rabbit). No Globo de Ouro, deu Sam Mendes. No Critics’ Choice deu empate entre Sam Mendes e Bong Joon Ho. Mas o que realmente vai definir é o vencedor do DGA, que é muito parelho em relação ao Oscar.

ATRIZ

  • CYNTHIA ERIVO (Harriet)
  • SCARLETT JOHANSSON (História de um Casamento)
  • SAOIRSE RONAN (Adoráveis Mulheres)
  • CHARLIZE THERON (O Escândalo)
  • RENÉE ZELLWEGER (Judy: Muito Além do Arco-Íris)

Infelizmente, Lupita Nyong’o foi esnobada, mesmo conseguindo uma indicação ao SAG. É realmente triste ver que os membros da Academia ainda têm tamanho preconceito com o gênero de terror e ficção científica. Na época do lançamento do filme em Março, estávamos tão empolgados com a possibilidade de Lupita ser indicada e ganhar o Oscar de Melhor Atriz, que já víamos as manchetes: “Lupita se torna a segunda negra a ganhar o Oscar depois de Halle Berry”, mas… não contávamos com tanto conservadorismo.

Cynthia Erivo estava nas possibilidades com Awkwafina, Lupita e Alfre Woodard, mas chamou muita atenção quando foi convidada a cantar no BAFTA, mas recusou em nome da falta de diversidade no evento. Ela também foi indicada pela canção “Stand Up”. Caso vença em uma das duas categorias, Erivo se tornará a mais jovem vencedora do EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).

ATOR

  • ANTONIO BANDERAS (Dor e Glória)
  • LEONARDO DICAPRIO (Era uma Vez em… Hollywood)
  • ADAM DRIVER (História de um Casamento)
  • JOAQUIN PHOENIX (Coringa)
  • JONATHAN PRYCE (Dois Papas)

Muito bacana ver uma indicação à atuação em língua estrangeira de Antonio Banderas, ainda mais por se tratar de um reconhecimento muito raro. E apenas três atores conseguiram vencer com outro idioma: Sophia Loren, Roberto Benigni (pois é) e Marion Cotillard. Banderas interpreta ninguém menos do que o alter-ego do diretor espanhol Pedro Almodóvar em Dor e Glória, nesta que é sua oitava colaboração com o diretor.

Antonio Banderas Dolor.jpg

Antonio Banderas recebe sua primeira indicação e por um papel em espanhol de Dor e Glória (pic by IMDb)

Se existe uma surpresa nesta edição, esta foi de Taron Egerton injustamente esnobado por Rocketman. Não se trata apenas de uma cópia ou cosplay do cantor Elton John, mas uma intepretação de um ícone, cantando com sua própria voz as músicas e oferecendo densidade ao personagem, que facilmente seria uma caricatura nas mãos de outro ator. Embora Jonathan Pryce seja um ator veterano que há muito merecia uma indicação, trocaríamos ele por Taron.

ATRIZ COADJUVANTE

  • KATHY BATES (O Caso Richard Jewell)
  • LAURA DERN (História de um Casamento)
  • SCARLETT JOHANSSON (Jojo Rabbit)
  • FLORENCE PUGH (Adoráveis Mulheres)
  • MARGOT ROBBIE (O Escândalo)

Embora tenha ficado de fora do SAG por um erro imperdoável da distribuidora que inscreveu Kathy Bates como Atriz principal, sua indicação foi mais possível pela campanha que Clint Eastwood fez na reta final do ano, especialmente na festa da AFI, e claro, pelo prestígio que Bates tem junto à Academia. Esta é sua quarta indicação.

Jennifer Lopez estava investindo pesado na campanha de As Golpistas, onde ela vive uma stripper que busca vingança contra seus clientes. Sua vaga era dada como certa, pois nunca esteve tão bem num filme, contudo, a partir do momento em que ficou de fora do BAFTA, ela também foi excluída do Oscar. E isso culminou com o crescimento citado de Adoráveis Mulheres e de Florence Pugh na disputa, sem contar a dupla indicação para Scarlett Johansson. Nunca indicam a atriz, e quando indicam, indicam duas vezes no mesmo ano. As chances de Scarlett ganhar são mínimas, principalmente pela divisão de votos consigo mesma.

ATOR COADJUVANTE

  • TOM HANKS (Um Lindo Dia na Vizinhança)
  • ANTHONY HOPKINS (Dois Papas)
  • AL PACINO (O Irlandês)
  • JOE PESCI (O Irlandês)
  • BRAD PITT (Era Uma Vez em… Hollywood)

Os indicados desta categoria era a mais estável de todas as quatro. Willem Dafoe corria muito por fora por sua performance em O Farol. Nesse esquema que está, o franco-favorito Brad Pitt está em ampla vantagem, já que seus competidores mais fortes, Al Pacino e Joe Pesci, vão certamente dividir os votos por O Irlandês. Muito bacana ver Anthony Hopkins e Tom Hanks de volta. Eles não concorriam desde 1998 (Amistad) e 2001 (Náufrago), respectivamente.

ROTEIRO ORIGINAL

  • 1917 Sam Mendes, Krysty Wilson-Cairns
  • ENTRE FACAS E SEGREDOS Rian Johnson
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Noah Baumbach
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
  • PARASITA Han Jin Won, Bong Joon-ho

Com a inclusão de 1917 nesta categoria, o filme de Sam Mendes ganha ainda mais força para disputar o Oscar de Melhor Filme, pois sem um bom roteiro, dificilmente a produção ganha o prêmio da noite. Contudo, o prêmio deve ficar entre Quentin Tarantino e Noah Baumbach. Muito bacana ver o roteiro mirabolante de Rian Johnson de Entre Facas e Segredos, demonstrando que há sempre espaço para criatividade na categoria. Ficou faltando o roteiro de Fora de Série, mas talvez o aspecto de comédia teenager tenha afastado os votantes mais velhos.

ROTEIRO ADAPTADO

  • O IRLANDÊS Steven Zaillian
  • JOJO RABBIT Taika Waititi
  • CORINGA Todd Phillips, Scott Silver
  • ADORÁVEIS MULHERES Greta Gerwig
  • DOIS PAPAS Anthony McCarten

O prêmio estava praticamente entregue a Steven Zaillian pelo épico de Martin Scorsese, até a indicação de Greta Gerwig, que deve angariar muitos votos femininos, pois elogios não faltaram para esta nova e moderna adaptação do livro de Louisa May Alcott. A inclusão do roteiro de Coringa surpreende um pouco, mas totalmente justificável pela campanha.

FOTOGRAFIA

  • 1917 Roger Deakins
  • O IRLANDÊS Rodrigo Prieto
  • CORINGA Lawrence Sher
  • O FAROL Jarin Blaschke
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Robert Richardson

Dos diretores de fotografia indicados ao ASC, sindicato respectivo, apenas Phedon Papamichael (Ford vs Ferrari) ficou de fora, dando lugar para o belo PB texturizado de O Farol. O filme de Robert Eggers merecia esse reconhecimento pela aposta ousada e arriscada de filmar em locação, em película e com um formato mais antigo que remete ao século XIX. Roger Deakins, indicado por 1917, tem as melhores chances de levar seu segundo Oscar pela complexidade das filmagens para simular uma única tomada.

MONTAGEM

  • O IRLANDÊS Thelma Schoonmaker
  • JOJO RABBIT Tom Eagles
  • CORINGA Jeff Groth
  • FORD VS FERRARI Andrew Buckland, Michael McCusker
  • PARASITA Jinmo Yang

Não se trata de uma regra oficial, mas pelas estatísticas, se você quer ganhar o Oscar de Melhor Filme, no mínimo tem que estar indicado a Melhor Montagem. Claro que isso já foi uma verdade incontestável, principalmente na época de Rocky (1976), mas ainda hoje ela tem extrema importância na disputa. Apesar do trabalho de Thelma Schoonmaker ser o mais elogiado até aqui por dar ritmo às 3 horas e meia de filme, ainda são 3 horas e meia, e tem muita gente falando: “se tivesse cortado uns 20 minutos finais seria ainda melhor”. Além disso, a montadora já ganhou 3 estatuetas com filmes do próprio Scorsese antes: Touro Indomável, O Aviador e Os Infiltrados. Nosso favorito, e que pode surpreender, é a montagem precisa de Parasita. Embora desconhecido do grande público Jinmo Yang já editou os sucessos sul-coreanos Okja (2017) e Invasão Zumbi (2016).

DESIGN DE PRODUÇÃO

  • 1917 Dennis Gassner, Lee Sandales
  • O IRLANDÊS Bob Shaw, Regina Graves
  • JOJO RABBIT Ra Vincent, Nora Sopková
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Barbara Ling, Nancy Haigh
  • PARASITA Ha-jun Lee, Won-Woo Cho

Pela viagem à era de ouro de Hollywood nos anos 60, o filme de Tarantino leva boa vantagem. São casas, trailers, carros e sets de filmagens reconstruídos para contar a história de Rick Dalton e Cliff Booth. Mas vale destacar a mansão da família Park em Parasita, cuja importância é tão grande que se assemelha a um personagem à parte.

FIGURINO

  • O IRLANDÊS Christopher Peterson, Sandy Powell
  • JOJO RABBIT Mayes C. Rubeo
  • CORINGA Mark Bridges
  • ADORÁVEIS MULHERES Jacqueline Durran
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Arianne Phillips

A Academia adora premiar filmes de época nesta categoria, então naturalmente os figurinos de Adoráveis Mulheres larga na frente. Jacqueline Durran já foi premiada por Anna Karenina. Embora gostemos do figurino de Scarlett Johansson (inclusive o chapéu) em Jojo Rabbit, indicaríamos os figurinos da pequena vila sueca de Midsommar.

MAQUIAGEM E CABELO

  • 1917 Naomi Donne
  • O ESCÂNDALO Vivian Baker, Kazu Hiro, Anne Morgan
  • CORINGA Kay Georgiou, Nicki Ledermann
  • JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS Jeremy Woodhead
  • MALÉVOLA: DONA DO MAL Paul Gooch, Arjen Tuiten, David White

Toda vez dizemos a mesma coisa sobre maquiagem: “Aaaa… como sentimos falta de Rick Baker!”. Bom, é a primeira vez que a categoria tem cinco indicados (que se tornará comum a partir desta edição), o que sempre ajuda a reconhecer mais filmes, porém pode ter ano que vão sofrer pra achar boa maquiagem pra reconhecer. Desta leva, destacamos o trabalho excepcional de O Escândalo, que transformou Charlize Theron na repórter Megyn Kelly, e John Lithgow em Roger Ailes, com próteses. Também indicaríamos aquela criaturazinha estranha de Midsommar, mesmo que para alguns seja uma visão indigesta.

TRILHA ORIGINAL

  • 1917 Thomas Newman
  • CORINGA Hildur Guđnadóttir
  • ADORÁVEIS MULHERES Alexandre Desplat
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Randy Newman
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER John Williams

Esnobado injustamente, Michael Abels provavelmente criou a melhor trilha do ano, mas ficou de fora também por preconceito em relação ao gênero. A curiosidade aqui é a disputa familiar entre os primos Randy e Thomas Newman. Mas enquanto Randy já ganhou dois Oscars, Thomas está em sua 15ª indicação sem vitória. Será que é desta vez? Se a islandesa Hildur Guđnadóttir (Coringa) permitir… E esta é a 52ª indicação para John Williams. Aos 87 anos, ele já tem 5 Oscars, mas não ganha desde A Lista de Schindler, láaa em 1994, e foi indicado ao Oscar pelos três filmes desta nova trilogia de Star Wars.

CANÇÃO ORIGINAL

  • “I Can’t Let You Throw Yourself Again”, de TOY STORY 4
  • “I’m Gonna Love Me Again”, de ROCKETMAN
  • “I’m Standing With You”, de SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ
  • “Into the Unknown”, de FROZEN 2
  • “Stand Up”, de HARRIET

Apesar da canção de Elton John ser uma unanimidade, as canções de Harriet e Frozen 2 podem ultrapassar Rocketman, ainda mais pelo filme ter perdido força nas outras categorias como Ator e Figurino. Gostaríamos de ter visto a canção “Glasgow (No Place Like Home)” indicada para coroar a performance de Jessie Buckley em As Loucuras de Rose, que foi indicada ao BAFTA de Melhor Atriz. A canção de Toy Story 4 não vinha sendo reconhecida, porém levou a vaga das outras produções da Disney: O Rei Leão e Aladdin.

SOM

  • AD ASTRA Gary Rydstrom, Tom Johnson, Mark Ulano
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Michael Minkler, Christian P. Minkler, Mark Ulano
  • 1917 Scott Millan, Oliver Tarney, Rachael Tate, Mark Taylor, Stuart Wilson
  • CORINGA Tod Maitland, Alan Robert Murray, Tom Ozanich, Dean Zupancic
  • FORD VS FERRARI David Giammarco, Paul Massey, Steven A. Morrow, Donald Sylvester

A grande surpresa aqui é a inclusão de Ad Astra, que inicialmente foi promovido como grande candidato, mas caiu drasticamente na temporada. Essa indicação muito lembra a de Um Lugar Silencioso do ano passado, a única do filme. Embora o som de Ford vs Ferrari ser incrível, 1917 deve levar o prêmio pelas inúmeras explosões e tiros da Primeira Guerra Mundial. Chama a atenção a exclusão de Rocketman, já que musicais costumam se dar bem na categoria, que ano passado premiou Bohemian Rhapsody.

EFEITOS SONOROS

  • FORD VS FERRARI Donald Sylvester
  • CORINGA Alan Robert Murray
  • 1917 Oliver TarneyRachael Tate
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Wylie Stateman
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER Matthew WoodDavid Acord

Assim na categoria de Som, a briga deve ficar entre 1917 e Ford vs Ferrari. São filmes que são extremamente bem explorados no aspecto sonoro e são melhor apreciados em salas de alta qualidade de som com a IMAX e XD. Os outros três indicados estão praticamente fazendo figuração na categoria, que poderia dar espaço para John Wick 3: Parabellum, por exemplo.

EFEITOS VISUAIS

  • 1917 Greg Butler, Guillaume Rocheron, Dominic Tuohy
  • VINGADORES: ULTIMATO Dan Deleeuw, Dan Sudick
  • O IRLANDÊS Leandro Estebecorena, Stephane Grabli, Pablo Helman
  • O REI LEÃO Andrew R. Jones, Robert Legato, Elliot Newman, Adam Valdez
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER Roger Guyett, Paul Kavanagh, Neal Scanlan, Dominic Tuohy

Apesar de todos merecerem as indicações, os efeitos de Alita: Anjo de Combate poderia ter entrada na disputa. Talvez o aspecto visual estilo animé da protagonista tenha espantado os votantes, que buscam realismo nos efeitos.

FILME INTERNACIONAL

  • CORPUS CHRISTI Jan Komasa – POLÔNIA
  • HONEYLAND Tamara Kotevska, Ljubomir Stefanov – MACEDÔNIA DO NORTE
  • OS MISERÁVEIS Ladj Ly – FRANÇA
  • DOR E GLÓRIA Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar – ESPANHA
  • PARASITA Bong Joon-ho – CORÉIA DO SUL

Dos 10 filmes pré-selecionados, havia algumas certezas como as indicações de Parasita, Dor e Glória, e Os Miseráveis. As outras duas vagas eram uma incógnita. O documentário sobre a apicultora de Honeyland surpreendeu por conquistar dupla indicação por Filme Internacional pela Macedônia do Norte (eu sei, você nem sabia que tinha uma, ainda mais do norte) e por Melhor Documentário. Assim como Scarlett Johansson, duplamente indicada, Honeyland deve ficar sentado a cerimônia inteira. A ausência mais notada aqui foi de Atlantique, do Senegal, produzido pela Netflix. A surpresa da categoria reside no representante polonês Corpus Christi, que aborda uma transformação espiritual que resulta numa paróquia. Apesar de não ter entendido a indicação do filme, é curioso que não há nenhum filme indicado que trate de Holocausto desta vez. uma raridade. Porém Jojo Rabbit já satisfez a sede pelo tema nas demais categorias.

DOCUMENTÁRIO

  • THE CAVE Feras Fayyad, Kirstine Barfod, Sigrid Dyekjaer
  • DEMOCRACIA EM VERTIGEM Petra Costa, Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan
  • HONEYLAND Tamara Kotevska, Ljubomir Stefanov
  • AMERICAN FACTORY Steven Bognar, Julia Reichert
  • FOR SAMA Waad al-Kateab, Edward Watts

É sempre muito bacana ver um filme brasileiro entre os indicados. Mesmo não apreciando muito o documentário que apela para o emocional, Petra Costa teve uma visão instigante sobre o que aconteceu na política brasileira, especialmente no trecho em que analisa a postura de um Michel Temer ainda vice-presidente. Pra quem ainda não conferiu, vale a pena ver na Netflix.

Houve duas ausências aqui: Apollo 11, um documentário que impressiona pelo material rico do lançamento do foguete à Lua, e One Child Nation, sobre a política de natalidade da China. Com isso, o franco-favorito se torna For Sama, uma experiência feminina em tempos de guerra.

LONGA DE ANIMAÇÃO

  • KLAUS Sergio Pablos, Jinko Gotoh, Marisa Roman
  • TOY STORY 4 Josh Cooley, Mark Nielsen, Jonas Rivera
  • COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 3 Dean DeBloisBradford LewisBonnie Arnold
  • PERDI MEU CORPO Jérémy ClapinMarc Du Pontavice
  • LINK PERDIDO Chris ButlerArianne SutnerTravis Knight

Pois é, cadê Frozen 2? Apesar do sucesso comercial e popular, esta sequência não foi tão bem assim de crítica. Se o primeiro filme se baseou no sucesso da canção “Let it Go”, não podemos dizer o mesmo de Frozen 2 e a canção “Into the Unknown” que ainda não emplacou. Destaque para a presença da Netflix através de Klaus e Perdi Meu Corpo.

CURTA DE ANIMAÇÃO

  • DCERA (DAUGHTER) Daria Kashcheeva
  • HAIR LOVE Matthew A. CherryKaren Rupert Toliver
  • KITBULL Rosana SullivanKathryn Hendrickson
  • MEMORABLE Bruno ColletJean-François Le Corre
  • SISTER Siqi Song

DOCUMENTÁRIO-CURTA

  • IN THE ABSENCE Seung-jun YiGary Byung-Seok Kam
  • LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU’RE A GIRL) Carol DysingerElena Andreicheva
  • LIFE OVERTAKES ME Kristine SamuelsonJohn Haptas
  • ST. LOUIS SUPERMAN Sami KhanSmriti Mundhra
  • WALK RUN CHA-CHA Laura NixColette Sandstedt

CURTA-METRAGEM 

  • BROTHERHOOD Meryam JoobeurMaria Gracia Turgeon
  • NEFTA FOOTBALL CLUB Yves PiatDamien Megherbi
  • THE NEIGHBOR’S WINDOW Marshall Curry
  • SARIA Bryan BuckleyMatt Lefebvre
  • A SISTER Delphine Girard

Os trabalhos de curta das três categorias ainda precisam ser vistos, e mais pra frente podemos oferecer uma análise melhor da qualidade dos filmes e das chances de cada um para você votar no seu bolão.

‘ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD’ LEVA MELHOR FILME no CRITICS’ CHOICE AWARDS

quentin-tarantino

Quentin Tarantino discursa após a vitória de Melhor Filme de Era Uma Vez em… Hollywood (pic by femalefirst.co.uk)

A 25ª EDIÇÃO CONTOU COM DOIS EMPATES: DIREÇÃO E CANÇÃO

Transmitida pelo canal TNT, a cerimônia do Critics’ Choice Awards premiou o filme de Tarantino em 4 categorias: Filme, Roteiro Original, Ator Coadjuvante (Brad Pitt) e Design de Produção e se tornou o grande vencedor da noite, enquanto o maior perdedor foi O Irlandês, que havia acumulado 14 indicações e acabou ficando apenas com o prêmio de consolação de Melhor Elenco.

Apesar da Netflix ter conquistado o total de nove prêmios na noite (bem mais do que os dois Globos de Ouro na semana passada): quatro prêmios para seus filmes e cinco para suas séries e telefilmes, a tendência desta temporada de premiar filmes lançados em salas de cinema ganhou mais um capítulo a favor, já que Era Uma Vez em… Hollywood foi lançado em circuito comercial. Se a Netflix com seus O Irlandês e História de um Casamento for esnobado no sindicato de produtores (PGA), acreditamos que o Oscar também seguirá os mesmos passos.

Embora sejamos muito a favor das plataformas de streaming e a série de benefícios que elas trazem para o público, especialmente aquele que fica mais impossibilitado de frequentar cinemas, é inegável que o novo filme de Martin Scorsese de três horas e meia de duração seria um filme melhor apreciado numa tela grande com caixas de som de alta qualidade. Claro que o boicote às produções da Netflix nas premiações existe de fato, mas também tem essa questão do meio em que o filme é exibido.

Falando em lançamentos de cinema, 1917 foi o segundo maior vencedor da noite com três prêmios: Fotografia (Roger Deakins imbatível nesta temporada), Montagem (Lee Smith ganhou o Oscar há dois anos por outro filme de guerra, Dunkirk) e Direção para Sam Mendes, que estava ausente da festa. Ele dividiu o prêmio com o diretor sul-coreano Bong Joon Ho por Parasita, também lançado nos cinemas, tornando-se uma das maiores bilheterias de um filme de língua estrangeira nos EUA.

Bong+Joon+Ho

O diretor Bong Joon Ho leva o prêmio de Direção por Parasita, acompanhado de sua tradutora Choi Sung-jae (Sharon).

Pelo menos, o prêmio de Direção foi entregue ao vivo e no palco para Bong Joon Ho, porque lamentavelmente o de Filme em Língua Estrangeira foi concedido ali mesmo no tapete vermelho como se fosse um chaveiro de brinde. Como questionamos na última postagem sobre o Critics’ Choice, pra que ter 42 categorias se entregam apenas uns 20 prêmios no palco? Melhor cortar da lista ou mandar pelo correio!

Outro empate muito bacana foi o de Melhor Canção Original. Claro que a canção de Rocketman é a franco-favorita e deve também levar o Oscar, muito por causa do prestígio de Elton John, mas ver o reconhecimento para “Glasgow (No Place Like Home)” do pequeno filme As Loucuras de Rose foi excepcional. Composta pela atriz Mary Steenburgen e cantada pela protagonista Jessie Buckley, a canção consegue capturar a essência da mensagem do filme independente britânico, e assim esperamos que ela também seja indicada ao Oscar para que possa ser tocada no palco do Dolby Theater.

Pelas categorias de atuação, não houve nenhuma surpresa. Renée Zellweger, Laura Dern, Brad Pitt e Joaquin Phoenix, que desta vez trouxe um discurso mais light dedicado à mãe (provavelmente aconselhado pelo agente: “Se você criticar de novo a elite hollywoodiana, esqueça o Oscar”), confirmaram seus favoritismos e chegam com bastante força um dia antes das indicações ao Oscar.

Design sem nome

Renée Zellweger, Joaquin Phoenix e Laura Dern vencem nas categorias de atuação. Vencedor de Ator Coadjuvante, Brad Pitt não comparece.

Pra fechar, vale a pena destacar o prêmio dado a Greta Gerwig pelo Roteiro Adaptado de Adoráveis Mulheres. Com a categoria de Direção dominada por homens na temporada, Gerwig é o nome feminino mais cotado para conseguir uma indicação ao Oscar. Ainda não sabemos se isso vai acontecer, mas o Critics’ Choice passou claramente a mensagem de que apóia esse reconhecimento para ela.

E gostamos das premiações de Vingadores: Ultimato como Melhor Filme de Ação e Efeitos Visuais, assim como a de Nós como Melhor Ficção Científica ou Terror. Meu Nome é Dolemite merecia o prêmio de Figurino, mas o de Melhor Comédia daríamos para Fora de Série.

Na seção de TV, destaque para o três prêmios para Fleabag, da Amazon, e os dois de Succession, Watchmen e When They See Us.

Confira todos os vencedores destacados em vermelho e roxo.

CINEMA

MELHOR FILME
1917
Ford vs Ferrari (Ford v Ferrari)
O Irlandês (The Irishman)
Jojo Rabbit
Coringa (Joker)
Adoráveis Mulheres (Little Women)
História de um Casamento (Marriage Story)
Era uma Vez em… Hollywood (Once Upon a Time… in Hollywood)
Parasita (Parasite)
Uncut Gems

MELHOR ATOR
Antonio Banderas (Dor e Glória)
Robert De Niro (O Irlandês)
Leonardo DiCaprio (Era uma Vez em… Hollywood)
Adam Driver (História de um Casamento)
Eddie Murphy (Meu Nome é Dolemite)
Joaquin Phoenix (Coringa)
Adam Sandler (Uncut Gems)

MELHOR ATRIZ
Awkwafina (The Farewell)
Cynthia Erivo (Harriet)
Scarlett Johansson (História de um Casamento)
Lupita Nyong’o (Nós)
Saoirse Ronan (Adoráveis Mulheres)
Charlize Theron (O Escândalo)
Renée Zellweger (Judy: Muito Além do Arco-Íris)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Willem Dafoe (O Farol)
Tom Hanks (Um Lindo Dia na Vizinhança)
Anthony Hopkins (Dois Papas)
Al Pacino (O Irlandês)
Joe Pesci (O Irlandês)
Brad Pitt (Era uma Vez em… Hollywood)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Laura Dern (História de um Casamento)
Scarlett Johansson (Jojo Rabbit)
Jennifer Lopez (As Golpistas)
Florence Pugh (Adoráveis Mulheres)
Margot Robbie (O Escândalo)
Zhao Shuzhen  (The Farewell)

MELHOR ATOR OU ATRIZ JOVEM
Julia Butters (Era uma Vez em… Hollywood)
Roman Griffin Davis (Jojo Rabbit)
Noah Jupe (Honey Boy)
Thomasin McKenzie (Jojo Rabbit)
Shahadi Wright Joseph (Nós)
Archie Yates (Jojo Rabbit)

MELHOR ELENCO
O Escândalo
O Irlandês
Entre Facas e Segredos
Adoráveis Mulheres
História de um Casamento
Era uma Vez em… Hollywood
Parasita

MELHOR DIREÇÃO
Noah Baumbach (História de um Casamento)
Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres)
Bong Joon Ho (Parasita)
Sam Mendes(1917)
Josh Safdie e Benny Safdie (Uncut Gems)
Martin Scorsese (O Irlandês)
Quentin Tarantino (Era uma Vez em… Hollywood)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Noah Baumbach (História de um Casamento)
Rian Johnson (Entre Facas e Segredos)
Bong Joon Ho and Han Jin Won (Parasita)
Quentin Tarantino (Era uma Vez em… Hollywood)
Lulu Wang (The Farewell)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Greta Gerwig (Adoráveis Mulheres)
Noah Harpster and Micah Fitzerman-Blue (Um Lindo Dia na Vizinhança)
Anthony McCarten (Dois Papas)
Todd Phillips & Scott Silver (Coringa)
Taika Waititi (Jojo Rabbit)
Steven Zaillian  (O Irlandês)

MELHOR FOTOGRAFIA
Jarin Blaschke (O Farol)
Roger Deakins (1917)
Phedon Papamichael (Ford vs Ferrari)
Rodrigo Prieto (O Irlandês)
Robert Richardson (Era uma Vez em… Hollywood)
Lawrence Sher (Coringa)

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
Mark Friedberg, Kris Moran (Coringa)
Dennis Gassner, Lee Sandales  (1917)
Jess Gonchor, Claire Kaufman (Adoráveis Mulheres)
Lee Ha Jun (Parasita)
Barbara Ling, Nancy Haigh (Era uma Vez em… Hollywood)
Bob Shaw, Regina Graves (O Irlandês)
Donal Woods, Gina Cromwell (Downton Abbey)

MELHOR MONTAGEM
Ronald Bronstein, Benny Safdie (Jóias Brutas)
Andrew Buckland, Michael McCusker (Ford vs Ferrari)
Yang Jinmo  (Parasita)
Fred Raskin (Era uma Vez em… Hollywood)
Thelma Schoonmaker (O Irlandês)
Lee Smith (1917)

MELHOR FIGURINO
Ruth E. Carter (Meu Nome é Dolemite)
Julian Day (Rocketman)
Jacqueline Durran (Adoráveis Mulheres)
Arianne Phillips (Era uma Vez em… Hollywood)
Sandy Powell, Christopher Peterson (O Irlandês)
Anna Robbins (Downton Abbey)

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
O Escândalo
Meu Nome é Dolemite
O Irlandês
Coringa
Judy: Muito Além do Arco-Íris
Era uma Vez em… Hollywood
Rocketman

MELHORES EFEITOS VISUAIS
1917
Ad Astra
The Aeronauts
Vingadores: Ultimato
Ford vs Ferrari
O Irlandês
O Rei Leão

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Abominável (Abominable)
Frozen 2 (Frozen II)
Como Treinar o Seu Dragão 3 (How to Train Your Dragon: The Hidden World)
Perdi Meu Corpo (I Lost My Body)
Link Perdido (Missing Link)
Toy Story 4 (Toy Story 4)

MELHOR FILME DE AÇÃO
1917
Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)
Ford vs Ferrari (Ford v Ferrari)
John Wick 3: Parabellum (John Wick: Chapter 3 – Parabellum)
Homem-Aranha: Longe de Casa (Spider-Man: Far From Home)

MELHOR COMÉDIA
Fora de Série (Booksmart)
Meu Nome é Dolemite (Dolemite Is My Name)
The Farewell
Jojo Rabbit
Entre Facas e Segredos (Knives Out)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA E TERROR
Ad Astra: Rumo às Estrelas (Ad Astra)
Vingadores: Ultimato (Avengers: Endgame)
Midsommar: O Mal Não Espera a Noite (Midsommar)
Nós (Us)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Atlantique (Atlantics)
Les Misérables
Dor e Glória (Pain and Glory)
Parasita (Parasite)
Retrato de uma Jovem em Chamas (Portrait of a Lady on Fire)

MELHOR CANÇÃO
“Glasgow (No Place Like Home)” (As Loucuras de Rose)
“(I’m Gonna) Love Me Again” (Rocketman)
“I’m Standing With You” (Superação: O Milagre da Fé)
“Into the Unknown” (Frozen 2)
“Speechless” (Aladdin)
“Spirit” (O Rei Leão)
“Stand Up” (Harriet)

MELHOR TRILHA
Michael Abels (Nós)
Alexandre Desplat   (Adoráveis Mulheres)
Hildur Guðnadóttir (Coringa)
Randy Newman (História de um Casamento)
Thomas Newman  (1917)
Robbie Robertson (O Irlandês)

TELEVISÃO/STREAMING

SÉRIE DRAMÁTICA
The Crown (Netflix)
David Makes Man (OWN)
Game of Thrones (HBO)
The Good Fight (CBS All Access)
Pose (FX)
Succession (HBO)
This Is Us (NBC)
Watchmen (HBO)

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Sterling K. Brown – This Is Us (NBC)
Mike Colter – Evil (CBS)
Paul Giamatti – Billions (Showtime)
Kit Harington – Game of Thrones (HBO)
Freddie Highmore – The Good Doctor (ABC)
Tobias Menzies – The Crown (Netflix)
Billy Porter – Pose (FX)
Jeremy Strong – Succession (HBO)

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Christine Baranski – The Good Fight (CBS All Access)
Olivia Colman – The Crown (Netflix)
Jodie Comer – Killing Eve (BBC America)
Nicole Kidman – Big Little Lies (HBO)
Regina King – Watchmen (HBO)
Mj Rodriguez – Pose (FX)
Sarah Snook – Succession (HBO)
Zendaya – Euphoria (HBO)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Asante Blackk – This Is Us (NBC)
Billy Crudup – The Morning Show (Apple)
Asia Kate Dillon – Billions (Showtime)
Peter Dinklage – Game of Thrones (HBO)
Justin Hartley – This Is Us (NBC)
Delroy Lindo – The Good Fight (CBS All Access)
Tim Blake Nelson – Watchmen (HBO)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Helena Bonham Carter – The Crown (Netflix)
Gwendoline Christie – Game of Thrones (HBO)
Laura Dern – Big Little Lies (HBO)
Audra McDonald – The Good Fight (CBS All Access)
Jean Smart – Watchmen (HBO)
Meryl Streep – Big Little Lies (HBO)
Susan Kelechi Watson – This Is Us (NBC)

SÉRIE DE COMÉDIA
Barry (HBO)
Fleabag (Amazon)
The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
Mom (CBS)
One Day at a Time (Netflix)
Pen15 (Hulu)
Schitt’s Creek (Pop)

ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Ted Danson – The Good Place (NBC)
Walton Goggins – The Unicorn (CBS)
Bill Hader – Barry (HBO)
Eugene Levy – Schitt’s Creek (Pop)
Paul Rudd – Living with Yourself (Netflix)
Bashir Salahuddin – Sherman’s Showcase (IFC)
Ramy Youssef – Ramy (Hulu)

ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Christina Applegate – Dead to Me (Netflix)
Alison Brie – GLOW (Netflix)
Rachel Brosnahan – The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
Kirsten Dunst – On Becoming a God in Central Florida (Showtime)
Julia Louis-Dreyfus – Veep (HBO)
Catherine O’Hara – Schitt’s Creek (Pop)
Phoebe Waller-Bridge – Fleabag (Amazon)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Andre Braugher – Brooklyn Nine-Nine (NBC)
Anthony Carrigan – Barry (HBO)
William Jackson Harper – The Good Place (NBC)
Daniel Levy – Schitt’s Creek (Pop)
Nico Santos – Superstore (NBC)
Andrew Scott – Fleabag (Amazon)
Henry Winkler – Barry (HBO)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alex Borstein – The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
D’Arcy Carden – The Good Place (NBC)
Sian Clifford – Fleabag (Amazon)
Betty Gilpin – GLOW (Netflix)
Rita Moreno – One Day at a Time (Netflix)
Annie Murphy – Schitt’s Creek (Pop)
Molly Shannon – The Other Two (Comedy Central)

MINISSÉRIE
Catch-22 (Hulu)
Chernobyl (HBO)
Fosse/Verdon (FX)
The Loudest Voice (Showtime)
Unbelievable (Netflix)
When They See Us (Netflix)
Years and Years (HBO)

FILME PARA TV
Brexit (HBO)
Deadwood: The Movie (HBO)
El Camino: Um Filme de Breaking Bad (El Camino: A Breaking Bad Movie) (Netflix)
Guava Island (Amazon)
Native Son (HBO)
Patsy & Loretta (Lifetime)

ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Christopher Abbott – Catch-22 (Hulu)
Mahershala Ali – True Detective (HBO)
Russell Crowe – The Loudest Voice (Showtime)
Jared Harris – Chernobyl (HBO)
Jharrel Jerome – When They See Us (Netflix)
Sam Rockwell – Fosse/Verdon (FX)
Noah Wyle – The Red Line (CBS)

ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Kaitlyn Dever – Unbelievable (Netflix)
Anne Hathaway – Modern Love (Amazon)
Megan Hilty – Patsy & Loretta (Lifetime)
Joey King – The Act (Hulu)
Jessie Mueller – Patsy & Loretta (Lifetime)
Merritt Wever – Unbelievable (Netflix)
Michelle Williams – Fosse/Verdon (FX)

ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Asante Blackk – When They See Us (Netflix)
George Clooney – Catch-22 (Hulu)
John Leguizamo – When They See Us (Netflix)
Dev Patel – Modern Love (Amazon)
Jesse Plemons – El Camino: Um Filme Breaking Bad (Netflix)
Stellan Skarsgård – Chernobyl (HBO)
Russell Tovey – Years and Years (HBO)

ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Patricia Arquette – The Act (Hulu)
Marsha Stephanie Blake – When They See Us (Netflix)
Toni Collette – Unbelievable (Netflix)
Niecy Nash – When They See Us (Netflix)
Margaret Qualley – “Fosse/Verdon” (FX)
Emma Thompson – Years and Years (HBO)
Emily Watson – Chernobyl (HBO)

SÉRIE ANIMADA
“Big Mouth” (Netflix)
“BoJack Horseman” (Netflix)
“The Dark Crystal: Age of Resistance” (Netflix)
“She-Ra and the Princesses of Power” (Netflix)
“The Simpsons” (Fox)
“Undone” (Amazon)

TALK SHOW
“Desus & Mero” (Showtime)
“Full Frontal with Samantha Bee” (TBS)
“The Kelly Clarkson Show” (NBC)
“Last Week Tonight with John Oliver” (HBO)
“The Late Late Show with James Corden” (CBS)
“Late Night with Seth Meyers” (NBC)

ESPECIAL DE COIMÉDIA
“Amy Schumer: Growing” (Netflix)
“Jenny Slate: Stage Fright” (Netflix)
“Live in Front of a Studio Audience: Norman Lear’s ‘All in the Family’ and ‘The Jeffersons’” (ABC)
“Ramy Youssef: Feelings” (HBO)
“Seth Meyers: Lobby Baby” (Netflix)
“Trevor Noah: Son of Patricia” (Netflix)
“Wanda Sykes: Not Normal” (Netflix)

TAIKA WAITITI (JOJO RABBIT) É INDICADO ao DGA

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Bong Joon Ho, Quentin Tarantino, Sam Mendes, Martin Scorsese e Taika Waititi (centro) são os indicados do DGA

DIRETOR DE JOJO RABBIT ASSUME A ÚLTIMA VAGA DO DGA NO LUGAR DE TODD PHILLIPS (CORINGA)

Quando se trata de Sindicato de Diretores, estamos falando do prêmio mais certeiro em relação ao Oscar. Desde que começou a premiar os melhores diretores do ano em 1949, o DGA só divergiu com a Academia SETE vezes (cerca de 90%!). Como são poucas, é sempre válido relembrá-las:

ANO DGA OSCAR
2013 Ben Affleck (Argo) Ang Lee (As Aventuras de Pi)
2002 Rob Marshall (Chicago) Roman Polanski (O Pianista)
2000 Ang Lee (O Tigre e o Dragão) Steven Soderbergh (Traffic)
1995 Ron Howard (Apollo 13) Mel Gibson (Coração Valente)
1985 Steven Spielberg (A Cor Púrpura) Sydney Pollack (Entre Dois Amores)
1975 Francis Ford Coppola (O Poderoso Chefão) Bob Fosse (Cabaret)
1968 Anthony Harvey (O Leão no Inverno) Carol Reed (Oliver!)

Portanto, quem ganhar aqui já estará com uma mão na taça, meu amigo! Então, vamos aos indicados:

MELHOR DIREÇÃO

  • BONG JOON HO (Parasita)
  • SAM MENDES (1917)
  • MARTIN SCORSESE (O Irlandês)
  • QUENTIN TARANTINO (Era Uma Vez em… Hollywood)
  • TAIKA WAITITI (Jojo Rabbit)

Sim, nosso querido Hitler imaginário conseguiu uma prestigiada indicação ao DGA por sua sátira Jojo Rabbit. Vimos o filme, mas honestamente não embarcamos no universo. Para quem desconhece (sim, sem spoilers!), a trama envolve um garoto alemão que se alista aos nazistas na Segunda Guerra Mundial, enquanto sua mãe esconde uma judia no sótão da casa. Bom, primeiramente, como estamos saturadíssimos do tema Segunda Guerra Mundial e Holocausto, qualquer abordagem bem diferente já é um ponto positivo. Waititi, que é conhecido pelas comédias O Que Fazemos nas Sombras (2014), A Incrível Aventura de Rick Baker (2016) e Thor: Ragnarok (2017), buscou extrair humor de uma tragédia, o que é bastante arriscado em termos de tom e de resposta do público mais conservador. Agora seria um mini-spoiler! O problema é que ele simplesmente debocha dos nazistas como se fossem mais estúpidos do que mortos-vivos dos anos 70, aplicando um humor mais bobo do que inteligente, e da metade para o final, a sátira dá lugar a um romance adolescente estilo Moonrise Kingdom. Aliás, parece um filme de Wes Anderson, tanto no visual quanto na montagem. O filme em si não é de todo ruim, mas se fosse para fazer uma comédia, que fosse de um nível mais alto de inteligência como um Primavera Para Hitler (1967) ou O Grande Ditador (1940).

Na disputa, os franco-favoritos continuam sua busca pelo Oscar: Martin Scorsese (O Irlandês), Sam Mendes (1917), Quentin Tarantino (Era Uma Vez em… Hollywood) e Bong Joon Ho (Parasita). Qual deles vai ganhar o DGA e consequentemente o Oscar?

Nessa hora, é importante destacar que no último mês de Junho, o DGA divulgou uma nova regra que pode indicar os possíveis vencedores. A partir desta edição do prêmio, só poderão disputar a categoria principal aqueles filmes que estrearam primeiro nas salas de cinema. Se o filme estreou no cinema no mesmo dia em que estreou na plataforma de streaming, perde o direito de competir como Melhor Diretor, apenas na categoria de Diretor Estreante.

“O DGA orgulhosamente afirma que o primeiro lançamento feito nos cinemas é um elemento distintivo do nosso prêmio. Celebramos o importante papel que as salas de cinema desempenharam ao reunir o público para experimentar coletivamente os filmes como os cineastas queriam que fossem vistos. Também temos muito orgulho em reconhecer todo o trabalho criado por nossos membros através das muitas categorias e formatos que fazem parte do DGA Awards”, comunicou o presidente do sindicato Thomas Schlamme. Resumindo o gringo: A gente vai avaliar todos os filmes, seja em cinema ou streaming, mas claramente damos preferência aos lançados nas salas de projeção e a categoria de Diretor Estreante é tão importante quanto de Melhor Diretor, viu? Portanto, mulheres do mundo, não se sintam menosprezadas! – só completando o pensamento: se for dar preferência a lançamentos de cinema: Martin Scorsese, volte pra casa!

Todd Phillips, diretor de Coringa, indicado ao Globo de Ouro, acabou ficando de fora. Seu trabalho na direção foi um divisório de águas. Particularmente, não gostamos muito. Apesar de ter havido uma boa idéia de resgatar a violenta década de 70, ele se utiliza em excesso dos filmes de Martin Scorsese, especialmente O Rei da Comédia. Parece queele fez um remake com Joaquin Phoenix no lugar de Robert De Niro, que agora faz o papel de Jerry Lewis. E se formos comparar os trabalhos, o de Scorsese tem muito mais consistência (reparem que não há uma única cena sequer desnecessária) e contexto. Pra quem ainda não viu, recomendamos assistir ao filme de 1982 antes de (re)ver Coringa.

No lugar de Taika Waititi? Fácil. Colocaríamos os irmãos Josh e Benny Safdie pelo excepcional Jóias Brutas (Uncut Gems). Considerados os novos irmãos Coen, eles têm um frescor de um cinema imprevisível que foi mais lapidado depois do também ótimo Bom Comportamento (2017). É uma pena que o trabalho deles ficou tão esquecido na temporada, pois seria uma ótima oportunidade para eles terem maior visibilidade e poderem realizar projetos mais ambiciosos.

Bom, na falta de uma diretora na categoria principal, botaram TRÊS na categoria de Diretor Estreante:

DIRETORES ESTREANTES

  • MATI DIOP (Atlantique)
  • ALMA HAR’EL (Honey Boy)
  • MELINA MATSOUKAS (Queen & Slim)
  • TYLER NILSON E MICHAEL SCHWARTZ (The Peanut Butter Falcon)
  • JOE TALBOT (O Último Homem Negro em São Francisco)
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Começando de cima da esquerda para direita: Melina Matsoukas, Tyler Nilson e Michael Schwartz, Joe Talbot, Mati Diop e Alma Har’el. Todos indicados a Diretor Estreante

As três diretoras Mati Diop, Alma Ha’rel e Melina Matsoukas foram as três representantes femininas, cujos filmes tiveram uma boa repercussão, especialmente Mati Diop, que foi a primeira mulher negra indicada à Palma de Ouro com seu filme senegalês da Netflix, que ainda pode ser indicado ao Oscar de Filme Internacional. Com poucos recursos, ela conta uma história diferente da relação de seu país com a onda imigratória.

Ainda incluiríamos Olivia Wilde pela comédia Fora de Série. Realmente não entendemos como um dos nomes femininos mais badalados ficou de fora. Teriam achado uma comédia muito teenager?


A cerimônia do 72º Directors Guild Award será no dia 25 de Janeiro em Los Angeles. 

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