Alejandro G. Iñárritu conquista seu segundo DGA consecutivo por ‘O Regresso’

Alejandro G. Iñárritu (centro) recebe seu segundo DGA award das mãos de Tom Hooper (direita) e o presidente do DGA Paris Barclay (esquerda). Photo by dga.com

Alejandro G. Iñárritu (centro) recebe seu segundo DGA award das mãos de Tom Hooper (direita) e o presidente do DGA Paris Barclay (esquerda). Photo by dga.org

É O PRIMEIRO CASO DE VITÓRIAS CONSECUTIVAS EM 68 ANOS DO PRÊMIO

Apesar de todo o hype sobre George Miller, foi o mexicano Alejandro G. Iñárritu que acabou levando o prestigioso prêmio do sindicato de diretores, o que o coloca como front-runner na corrida pelo Oscar. Ele bateu os também indicados ao Oscar: Tom McCarthy, Adam McKay e George Miller; além de Ridley Scott, que ficou de fora do prêmio da Academia.

Como em 67 anos, apenas em 7 ocasiões o vencedor do DGA não ganhou o Oscar, tudo indica que Alejandro G. Iñárritu repetirá o feito. E caso isso se confirme, ele será apenas o terceiro diretor a vencer o Oscar de direção por dois anos consecutivos, após Joseph L. Mankiewicz (em 1949 por Quem é o Infiel? e 1950 por A Malvada) e o mestre John Ford (em 1941 por As Vinhas da Ira e 1942 por Como Era Verde o Meu Vale). Além disso, ele entra no seleto grupo de diretores com dois DGAs: Ang Lee, Francis Ford Coppola, Clint Eastwood, George Stevens, David Lean, Ron Howard  e o já citado Joseph Mankiewicz. Steven Spielberg é o único com três DGAs.

Bastante emocionado, Iñárritu chorou ao discursar: “Nunca esperei ganhar este prêmio, de verdade. Estou paralisado. Homens durões não choram, foi o que Ridley Scott disse hoje.” – Ele citou o pai, falecido há dois anos, que acreditava que o prêmio reconhecia sua terra natal, o México, e aproveitou para cutucar o candidato republicano à presidência dos EUA, Donald Trump: “O poder deste país é a diversidade. Construir um muro (entre os EUA e o México) seria trair isso.” – Realmente, o que seriam dos EUA se não fossem os mexicanos e os zilhões de estrangeiros? O mesmo ocorre aqui no Brasil, cuja população é a miscigenação.

Leonardo DiCaprio recebe direções de Alejandro G. Iñárritu em set de O Regresso (photo by variety.com)

Leonardo DiCaprio recebe direções de Alejandro G. Iñárritu em set de O Regresso (photo by variety.com)

Assim como ocorre em Mad Max: Estrada da Fúria, a direção de Iñárritu busca proporcionar uma experiência sensorial acima de qualquer coisa, algo que deve se tornar uma tendência nos próximos anos. Esse tipo de experiência foi bem explorada pelo cineasta Terrence Malick em filmes como A Árvore da Vida, no qual o espectador se afunda numa maré de imagens belíssimas. Curiosamente, O Regresso tem em sua equipe o mesmo diretor de fotografia de Malick, Emmanuel Lubezki.

Por isso, em minha humilde opinião, acredito que por questão de detalhes, Alejandro González Iñárritu venceu George Miller, como por exemplo o fato de O Regresso ter estreado bem no final do ano, deixando o filme bem vivo na memória dos votantes, do que em relação a Mad Max: Estrada da Fúria, que esteve em cartaz no primeiro semestre de 2015.

E, alguns podem até me criticar por isso, mas o fato de Iñárritu ser latino pode ter lhe favorecido em tempos de pós-críticas racistas de falta de diversidade, o que pode se repetir no Oscar, onde, afinal, não há atores negros indicados. O fato da Academia estar sob pressão pode resultar em compensações em outras categorias. Enfim, independente da polêmica, é um prêmio merecido, que poderia também ter ido para George Miller.

Com essa vitória, O Regresso definitivamente entra na disputa por Melhor Filme no Oscar ao lado de A Grande Aposta (que levou o PGA Award) e Spotlight – Segredos Revelados (que levou o SAG e o Critics’ Choice). Outro fato curioso que é a primeira vez na história que esses prêmios de sindicatos (DGA, PGA e SAG) reconhecem três filmes distintos. Quem sabe o BAFTA, que acontece no próximo dia 14 de fevereiro, não consegue desequilibrar um pouco essa briga?

Pela categoria inédita de Diretor Estreante, Alex Garland levou o primeiro prêmio por Ex-Machina: Instinto Artificial, batendo o brasileiro Fernando Coimbra por O Lobo Atrás da Porta. Embora considere Ex-Machina um pouco maçante e óbvio, vejo bons conceitos de ficção científica e uma ótimo apuro visual minimalista.

Alex Garland com seu DGA de diretor estreante por Ex-Machina: Instinto Artificial (photo by smp.se)

VENCEDORES DO 68º DGA:

CINEMA

DIRETOR
Alejandro Gonzalez Inarritu – O Regresso

DOCUMENTÁRIO
Matthew Heineman – Cartel Land 

DIRETOR ESTREANTE
Alex Garland – Ex-Machina: Instinto Artificial

 

TELEVISÃO

SÉRIE DRAMÁTICA
David Nutter – Game of Thrones, Mother’s Mercy 

SÉRIE DE COMÉDIA
Chris Addison – Veep, Election Night

TELEFILME E MINISSÉRIES
Dee Rees – Bessie

VARIEDADE/TALK-SHOW/NOTÍCIAS/ESPORTES – REGULARES
Dave Diomedi – The Tonight Show Starring Jimmy Fallon, episode #325

VARIEDADE/TALK-SHOW/NOTÍCIAS/ESPORTES – ESPECIAIS
Don Roy King – Saturday Night Live 40th Anniversary Special  

REALITY SHOWS
Adam Vetri – Steve Austin’s Broken Skull challenge, Gods of War

PROGRAMAS INFANTIS
Kenny Ortega – Descendants

COMERCIAIS
Andreas Nilsson, Biscuit Filmworks

‘Perdido em Marte’, ‘Mad Max’ e ‘O Regresso’ saem vitoriosos do ADG 2016

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

OS TRÊS VENCEDORES CONCORREM AO OSCAR DE DIREÇÃO DE ARTE

Se o 20º ADG (Art Directors Guild) nos disse alguma coisa com as vitórias de O Regresso, Mad Max: Estrada da Fúria e Perdido em Marte, foi que não há nada definido na categoria Direção de Arte, ou como eles dizem, Production Design, uma vez que todos os três disputam esses mesmo Oscar com Ponte dos Espiões e A Garota Dinamarquesa.

À princípio, Jack Fisk sairia na frente por seu trabalho em O Regresso por se tratar de um filme considerado de época, que costuma papar quase todos os Oscars. A Academia se derrete por trabalhos de reconstrução de época como Titanic, O Grande Gatsby e Lincoln (o mesmo vale para a categoria de Figurino), contudo, ao se ver o trailer de O Regresso, são as paisagens que se destacam mais pela fotografia do que a direção de arte, representada por uma ou outra cabaninha e um forte simples. Eu concederia o prêmio ADG para as mansões de A Colina Escarlate, mas acho que como o trabalho não foi indicado ao Oscar, preferiram premiar Fisk.

Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

O Regresso: Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

Não muito atrás, ficam os vencedores da categoria de Filme de Fantasia. Nos anos mais recentes, a Academia premiou muitos trabalhos do gênero como O Grande Hotel Budapeste, A Invenção de Hugo Cabret, Alice no País das Maravilhas, Avatar e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Este ano, pela reprodução do universo desértico pós-apocalíptico de Mad Max: Estrada da Fúria, Colin Gibson larga na frente de seus concorrentes. Alguns podem questionar a (falta) de direção de arte, já que a maior parte do filme se passa no deserto, mas os próprios veículos utilizados nas perseguições são trabalho de design. No início, também temos a cidade de Immortan Joe, com seus corredores de túneis, o cativeiro das moças, as gaiolas dos prisioneiros (foto) e a queda d’água em forma de caveira para o povo.

Já pela categoria de Direção de Arte – Contemporânea, o trabalho espacial de Arthur Max em Perdido em Marte foi o vitorioso. Apesar de ser uma produção convincente, há uma espécie de reciclagem da direção de arte de Prometheus (2012), a prequel de Alien: O Oitavo Passageiro (1979). As instalações espaciais são semelhantes, então dá a idéia de que muita coisa que não foi aproveitada no filme anterior foi utilizada aqui. Claro que não deixa de ter seus méritos (até mesmo porque Ennio Morricone também foi indicado ao Oscar este ano por Os 8 Odiados, trilha que foi descartada em 1982 da ficção científica de John Carpenter, O Enigma do Outro Mundo), mas considero a direção de arte meio futurista de Ex-Machina: Instinto Artificial mais merecedor de reconhecimento, já que com pouquíssimos elementos consegue dar o clima tecnológico necessário para ambientar a trama dos ciborgues. Este trabalho minimalista me lembra a bem-sucedida arte futurista de K.K. Barrett em Ela.

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Os vencedores do ADG, Jack Fisk e Arthur Max, já foram indicados anteriormente, mas nunca levaram o Oscar. Colin Gibson desfruta de sua primeira indicação.

Este ano, o Art Directors Guild premiou o diretor David O. Russell com o Cinematic Imagery Award. Patrizia von Brandenstein, a primeira diretora de arte mulher a ganhar o Oscar por Amadeus, recebeu o prêmio pelo conjunto da obra. William J. Newmon, o primeiro set designer negro, o artista cênico Bill Anderson e o artista matte Harrison Ellenshaw também foram honrados.

Este ano, criaram um novo prêmio nomeado William Cameron Menzies Award para diretores de arte pioneiros. Para quem não conhece Menzies, ele foi um dos artistas mais requisitados das décadas de 20 e 30, ganhou o primeiro Oscar da categoria por A Tempestade e Mulher Cobiçada, mas ficou conhecido mesmo por seu trabalho fenomenal em …E o Vento Levou, pelo qual foi reconhecido com o Oscar Honorário por usar as cores para compor a dramaticidade. O primeiro prêmio foi concedido para o crítico de cinema Robert Osborne, que não compareceu à cerimônia.

Seguem os vencedores do 20º ADG:

CINEMA

Filme de Época
Jack Fisk (O Regresso)

Fantasia
Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)

Filme Contemporâneo
Arthur Max (Perdido em Marte)

TELEVISÃO

SÉRIE DE TV DE ÉPOCA OU FANTASIA DE UM HORA, CÂMERA ÚNICA:

  • Deborah Riley (Game of Thrones) Episódios: “High Sparrow”, “Unbowed, Unbent, Unbroken” e “Hardhome”

SÉRIE DE TV CONTEMPORÂNEA, CÂMERA ÚNICA:

  • Steve Arnold (House of Cards) Episódios: “Chapter 29,” “Chapter 36”

MINISSÉRIE OU FILME DE TV, CÂMERA ÚNICA:

  • Mark Worthington (American Horror Story: Hotel) Episódio: “Checking in”
AMERICAN HORROR STORY: HOTEL -- Pictured: (top row, l-r) Mare Winningham as Miss Evers, Evan Peters as Mr. March, Cheyenne Jackson as Will Drake, Lyric Lennon as Lachlan Drake; (middle row, l-r) Finn Wittrock as Tristan, Lennon Henry as Holden Lowe, Lady Gaga as The Countess, Matt Bomer as Donovan; (front row, l-r) Kathy Bates as Iris, Denis O'Hare as Liz Taylor, Wes Bentley as John Lowe, Chloe Sevigny as Alex Lowe, Sarah Paulson as Sally, Max Greenfield as Gabriel, Angela Bassett as Ramona Royale. CR: Frank Ockenfels/FX Networks

AMERICAN HORROR STORY: HOTEL — Da cima pra baixo, esq pra direita: Mare Winningham como Miss Evers, Evan Peters como Mr. March, Cheyenne Jackson como Will Drake, Lyric Lennon como Lachlan Drake, Finn Wittrock como Tristan, Lennon Henry como Holden Lowe, Lady Gaga como The Countess, Matt Bomer como Donovan, Kathy Bates como Iris, Denis O’Hare como Liz Taylor, Wes Bentley como John Lowe, Chloe Sevigny como Alex Lowe, Sarah Paulson como Sally, Max Greenfield como Gabriel, Angela Bassett como Ramona Royale. Photo by Frank Ockenfels/FX Networks

SÉRIE DE TV DE MEIA HORA, SÉRIE DE CÂMERAS:

  • Denise Pizzini (The Muppets) Episódios: “The Ex-Factor,” “Pig’s in a Blanket”

SÉRIE DE TV DE MULTI-CÂMERAS:

  • John Shaffner (The Big Bang Theory) Episódios: “The Skywalker Incursion,” “The Mystery Date Observation,” “The Platonic Permutation”

PRÊMIOS OU EVENTOS ESPECIAIS:

  • Derek Mclane (The Oscars: 2015)

FORMATO CURTO: WEBSÉRIES, VIDEOCLIPE OU COMERCIAL:

  • Jess Gonchor (Apple Music) Episódio: “The History of Sound”

PROGRAMA DE VARIEDADE, COMPETIÇÃO, REALIDADE OU SÉRIE DE GAME SHOW:

  • Gary Kordan (Key & Peele) Episódios: “Ya’ll Ready for This?” “The End”

‘Mad Max’ e ‘A Grande Aposta’ levam o 66º Eddie Awards

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cine.gr)

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cine.gr)

FILME DE AÇÃO PRIMA POR SUA MONTAGEM FRENÉTICA

No último dia 29, o Eddie Awards revelou os vencedores de suas categorias. Pelo histórico e as qualidades apresentadas, não houve surpresas. Pela categoria de drama, Margaret Sixel levou por sua trabalhosa montagem de Mad Max: Estrada da Fúria, enquanto o filme sobre a crise financeira A Grande Aposta reinou sobre a categoria de comédia. Vale lembrar que aqui Perdido em Marte concorreu como filme de drama, ao contrário do Globo de Ouro.

Como ressaltei anteriormente, o Eddie Awards não serve como parâmetro para o Oscar, já que acertou apenas dois vencedores nos últimos 5 anos (mesmo levando em consideração as duas categorias), porém são raros aqueles filmes que triunfam no Oscar sem passar aqui pelo Eddie. E nesse quesito, o mais prejudicado foi Spotlight – Segredos Revelados, já que sequer concorreu a esse prêmio do sindicato, muito embora esteja entre os indicados no prêmio da Academia.

A vitória de Mad Max: Estrada da Fúria confirma aquela velha teoria de que os filmes de ação costumam se dar bem quando se trata de edição, já que possui cortes precisos em sequências de ação alucinantes. Outros exemplos que evidenciam essa característica são: Bullitt (1968), Rocky: Um Lutador (1976) e mais recentemente O Ultimato Bourne (2007), todos levaram o Oscar.

Agora, alguns fatos curiosos sobre Margaret Sixel que você não sabia e se questiona: “Como pode uma senhora editar um filme tão frenético e violento como este?”. Primeiramente, deixe de preconceito! As mulheres ainda vão dominar o mundo! E em segundo lugar, Sixel não é uma exceção. Thelma Schoonmaker tem a aparência daquelas tias da merenda da escola e editou filmes bem violentos como Os Infiltrados, de Martin Scorsese. Voltando a Margaret Sixel, ela é uma sul-africana, que estudou cinema na Austrália, e lá conheceu seu marido: ninguém menos do que George Miller. Aí já vai ter gente pensando: “Será que vão dar o Oscar pra ela para compensar a derrota de Miller como diretor?”. Quer um conselho? Não pense demais…

A editora sul-africana Margaret Sixel ao lado de seu marido George Miller na premiere em Cannes de 2015 (photo by thefilmfatale.me)

A editora sul-africana Margaret Sixel ao lado de seu marido George Miller na premiere em Cannes de 2015 (photo by thefilmfatale.me)

Já em relação a Hank Corwin, sua colaboração com o diretor Adam McKay pode resultar em uma associação a filmes bobos de comédias, mas ledo engano. Este montador americano já trabalhou em ótimos filmes com diretores consagrados como Terrence Malick (A Árvore da Vida e O Novo Mundo), Robert Redford (Lendas da Vida e O Encantador de Cavalos) e Oliver Stone (Nixon e Assassinos por Natureza). Em A Grande Aposta, além de conseguir dosar bem o tempo de tela de vários personagens que mal se cruzam, ele consegue fazer os inserts de celebridades explicando os termos financeiros com um bom timing.

A atriz Margot Robbie num dos inserts de A Grande Aposta (photo by dailyrecord.co.uk)

A atriz Margot Robbie num dos inserts de A Grande Aposta (photo by dailyrecord.co.uk)

Pelas demais categorias, Divertida Mente e Amy levaram os prêmios em suas respectivas categorias de Animação e Documentário, o que certamente fortalece suas campanhas no Oscar. Um fato bastante curioso é que, desde que foi implantada a categoria de Montagem de Animação em 2010, todos os vencedores acabaram levando o Oscar, com a única exceção do último ano com Uma Aventura Lego.

Confira os vencedores do 66º Eddie Awards:

CINEMA

Melhor Montagem – Drama
* Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)

Melhor Montagem – Comédia ou Musical
* Hank Corwin (A Grande Aposta)

Melhor Montagem – Animação
* Kevin Nolting (Divertida Mente)

Melhor Montagem – Documentário
* Chris King (Amy)

TELEVISÃO

Melhor Montagem – Série de Episódios de Meia-Hora
* Nick Paley (Inside Amy Schumer – Episódio: 12 Angry Men)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora com Comercial
* Tom Wilson (Mad Men – Episódio: Person to Person)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora Sem Comercial
* Lisa Bronwell (House of Cards – Episódio: Chapter 39)

Melhor Montagem – Minisséries ou Telefilmes
* Brian A. Kates (Bessie)

Melhor Montagem – Séries Não-Roteirizadas
* Hunter Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown – Episódio: Bay Area)

Melhor Montagem – Documentário Televisivo
* Richard Hankin, Zac Stuart-Pontier, Caitlyn Greene, Shelby Siegel (The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst – Chapter 1)

Melhor Montagem de Estudantes
* Chris Dold – University of North Carolina School of the Arts

A 88ª cerimônia do Oscar acontece no dia 28 de fevereiro.

‘Spotlight’ leva o SAG Awards 2016

spotlight cast sag

Da esquerda para a direita: Billy Crudup, Brian d’Arcy James, Mark Ruffalo, Rachel McAdams, Michael Keaton e Liev Schreiber. Vitória de Melhor Elenco por Spotlight – Segredos Revelados (photo by abc.net.au)

DRAMA JORNALÍSTICO CONSEGUE SOBREVIDA EM CORRIDA RUMO AO OSCAR

Quando dizemos que este Oscar é o mais imprevisível dos últimos anos, não se trata de uma expressão gratuita. Acompanhe: O Regresso conquistou o Globo de Ouro, A Grande Aposta levou o PGA, e agora, Spotlight fica com o SAG, depois de faturar o Critics’ Choice. Qual deles leva o Oscar de Melhor Filme?

Este ano, os prêmios de cinema não poderiam ser mais pulverizados. Cada categoria reconheceu um filme diferente: O Regresso, O Quarto de Jack, Beasts of No Nation e A Garota Dinamarquesa foram os demais premiados. Contudo, não houve surpresas, já que Idris Elba levou Ator Coadjuvante porque Sylvester Stallone não estava concorrendo por Creed: Nascido Para Lutar.

Já pela categoria de Atriz Coadjuvante, dá pra se ter uma idéia melhor do que pode acontecer no Oscar, pois quase todas as candidatas ali presentes também disputam o Oscar: Rooney Mara, Rachel McAdams, Kate Winslet, com exceção de Jennifer Jason Leigh. Considerada a categoria mais fraudulenta deste ano por abrigar performances de papéis protagonistas, a vitória de Vikander pode soar bastante injusto para Leigh e Winslet, que claramente são secundárias. Em termos de performance, claro que a interpretação de Vikander merece inúmeros elogios e prêmios por sua Gerda de A Garota Dinamarquesa.

22nd Annual Screen Actors Guild Awards - Press Room

A belíssima Alicia Vikander posa com sua estatueta de Melhor Atriz Coadjuvante por A Garota Dinamarquesa (photo by Steve Granitz through instyle.com)

Depois da grande polêmica racista de falta de diversidade nas indicações ao Oscar, questionamos o que aconteceria com as próximas vitórias de artistas negros. O levantamento da questão: “Será que ganhou por méritos ou por causa da polêmica e defesa de cotas?” era inevitável. Como qualquer cinéfilo livre de preconceitos, eu sei que os atores negros premiados ontem merecem os devidos prêmios que ganharam unicamente por seus talentos: Viola Davis (How to Get Away with Murder), Uzo Aduba (Orange is the New Black), Queen Latifah (Bessie) e Idris Elba – duas vezes (Beasts of No Nation e Luther), mas politicamente falando, fica essa dúvida no ar. E isso é péssimo pra indústria e para a Arte em si, pois abala a credibilidade de seus próprios méritos. Vale lembrar que quando o elenco de Orange is the New Black subiu ao palco pra receber o prêmio, uma das atrizes falou algo como: “Quando se fala de diversidade, este elenco prova o contrário”, ou seja, repercute, e esse tipo de questão racial jamais deveria interferir.

22nd Annual Screen Actors Guild Awards - Press Room

Idris Elba vence duas vezes na mesma noite por Beasts of No Nation como Ator Coadjuvante e por Luther como Ator de Telefilme ou Minissérie. (Photo by Frazer Harrison/Getty Images through huffingtonpost.ca)

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Viola Davis vence como Melhor Atriz em Série Dramática por How to Get Away with Murder (photo by sandiegouniontribune.com)

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Queen Latifah leva o prêmio de Atriz em Telefilme ou Minissérie por Bessie (photo by theboombox.com)

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Uzo Aduba também levou dois prêmios na mesma noite. Um como Atriz em Série de Comédia ou outro como Elenco de Comédia, ambos por Orange is the New Black (photo by REX/Shutterstock through metro.co.uk)

Confira os vencedores do 22 SAG Awards:

CINEMA

ELENCO: Spotlight

ATOR: Leonardo diCaprio (O Regresso)

ATRIZ: Brie Larson (O Quarto de Jack)

ATOR COADJUVANTE: Idris Elba (Beasts of No Nation)

ATRIZ COADJUVANTE: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

TELEVISÃO

ELENCO DRAMA: Downton Abbey

ELENCO COMÉDIA: Orange is the New Black

ATOR DRAMA: Kevin Spacey (House of Cards)

ATRIZ DRAMA: Viola Davis (How to Get Away with Murder)

ATOR COMÉDIA: Jeffrey Tambor (Transparent)

ATRIZ COMÉDIA: Uzo Aduba (Orange is the New Black)

ATOR EM TELEFILME OU MINISSÉRIE: Idris Elba (Luther)

ATRIZ EM TELEFILME OU MINISSÉRIE: Queen Latifah (Bessie)

DUBLÊS CINEMA: Mad Max: Estrada da Fúria

DUBLÊS TV: Game of Thrones

Pra elevar a imprevisibilidade do Oscar, ‘A Grande Aposta’ leva o PGA Awards

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Os produtores Dede Gardner e Jeremy Kleiner recebem o PGA Awards por A Grande Aposta (photo by thehollywoodreporter.com)

COMÉDIA ESTRELADA POR STEVE CARELL E CHRISTIAN BALE BATE FAVORITOS

Pra quem imaginava que o Oscar de Melhor Filme estaria entre Spotlight e O Regresso, eis que surge sua mais nova alternativa: A Grande Aposta! A comédia sobre a origem da crise econômica de 2008 levou o prêmio Darryl F. Zanuck de Melhor Produção do Ano, o que o coloca automaticamente como front-runner do Oscar.

Essa escolha foi tão inusitada que até os produtores do filme, Jeremy Kleiner e Dede Gardner, subiram ao palco chocados. Infelizmente, Brad Pitt, também produtor, não estava presente na cerimônia, e o diretor Adam McKay, estava ausente devido à nevasca que assolou parte dos EUA. “Nós tivemos privilégio em nossas mãos como contadores de histórias. Precisamos contar histórias que refletem nosso mundo em cada esquina.” – disse Gardner no discurso de agradecimento. Vale lembrar que Gardner, Kleiner e Pitt ganharam o PGA em 2014 com 12 Anos de Escravidão.

Agora, com boa parte dos mesmos produtores que elegeram A Grande Aposta votando no Oscar, as chances da comédia levar Melhor Filme na Academia são muito boas. Apesar de O Regresso e Mad Max: Estrada da Fúria terem reinado nas indicações, com 12 e 10, respectivamente, o prêmio do PGA costuma ser um ótimo parâmetro para o Oscar.

The Big Short PGA

Cena de A Grande Aposta com Steve Carell e Ryan Gosling (photo by outnow.ch)

Ano passado mesmo, Boyhood: Da Infância à Juventude era o franco-favorito até perder para Birdman no PGA. As estatísticas comprovam a eficácia do Producers Guild: 19 acertos em 26 anos de existência do PGA, tendo acertado os últimos oito anos. O último “erro” foi em 2007, quando eles votaram em Pequena Miss Sunshine, e o Oscar elegeu Os Infiltrados.

Claro que não tem nada ganho ainda. Embora o PGA seja um ótimo prognóstico, não tem nada definido ainda. Algumas coisas devem ser consideradas nessas próximas semanas, como por exemplo o SAG Awards. Apesar de muitos negarem, o prêmio de Ensemble Cast (Elenco) ajuda na hora do desempate, ainda mais por que estará concorrendo com o elenco de Spotlight, outro forte concorrente de Melhor Filme.

Outro poderoso indicativo nessas horas é o DGA Awards, que acontece no dia 06 de fevereiro. Se Adam McKay levar o prêmio, podemos dizer que A Grande Aposta está com a taça nas mãos. E se George Miller (Mad Max) ou Alejandro G. Iñárritu (O Regresso) levarem? Aí já pode enfraquecer a campanha do filme, já que a Academia não costuma separar os prêmios de Filme e Diretor. E se Tom McCarthy (Spotlight) ou Ridley Scott (Perdido em Marte) levarem o DGA? Bem, aí eu diria que este será o Oscar mais porra-louca da história! Do tipo tudo-pode-acontecer!

Se a Academia, como cerimônia e evento de televisão, visa conquistar audiência depois dessa polêmica do #OscarStillSoWhite, esta pode ser a oportunidade que estava esperando: já que não existem favoritos, por que não surpreender?

Por outro lado, pelas demais categorias, o favoritismo se confirmou com as vitórias de Amy como Melhor Documentário e Divertida Mente como Animação.

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Cena de Divertida Mente, que levou mais um prêmio rumo ao Oscar (photo by outnow.ch)

Pelos trabalhos de televisão, a Melhor Minissérie ficou com Fargo, a Melhor Série com Game of Thrones, por sua quinta temporada, e Melhor de Comédia foi para Transparent, por sua primeira temporada.

Durante a cerimônia do PGA, a polêmica racista do Oscar teve desdobramentos. A co-presidente do sindicato de produtores, Lori McCreary, declarou: “Produtores sempre serviram a indústria como líderes e hoje estamos pedindo a todos vocês para tomar uma decisão consciente para desafiar o status quo sobre nossos elencos, nossas equipes, e nossas companhias a serem tão diversas como nosso público para quem fazemos disso entretenimento.”

Acredito que esse recado é destinado somente para aqueles maus profissionais que preferem dar oportunidade a um branco só por ser branco, porque ele é preconceituoso. Já os verdadeiros profissionais, que não precisam ouvir essa ladainha, contratam de acordo com o profissionalismo e talento da pessoa apenas.

Seguem os vencedores do 27º PGA:

CINEMA

PRÊMIO Darryl F. Zanuck DE MELHOR FILME:

A Grande Aposta (The Big Short)
Produtores: Brad Pitt & Dede Gardner, Jeremy Kleiner

MELHOR PRODUÇÃO DE ANIMAÇÃO:

Divertida Mente (Inside Out)
Produtor: Jonas Rivera

MELHOR PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO:

Amy (Amy)
Produtor: James Gay-Rees

TELEVISÃO

MELHOR SÉRIE DE LONGA-DURAÇÃO OU FILME PARA TV:

Fargo (Season 2)
Produtores: Noah Hawley, John Cameron, Ethan Coen, Joel Coen, Warren Littlefield, Kim Todd 

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Kirsten Dunst em cena da minissérie Fargo (FX).

MELHOR SÉRIE EPISÓDICA – DRAMA:

Game of Thrones (Season 5)
Produtores: David Benioff, D.B. Weiss, Bernadette Caulfield, Frank Doelger, Carolyn Strauss, Bryan Cogman, Lisa McAtackney, Chris Newman, Greg Spence 

MELHOR SÉRIE EPISÓDICA – COMÉDIA:

Transparent (Season 1)
Producers: Jill Soloway, Andrea Sperling, Victor Hsu, Nisha Ganatra, Rick Rosenthal, Bridget Bedard

MELHOR PRODUÇÃO DE NÃO-FICÇÃO DE TELEVISÃO:

The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst (Season 1)
Produtores: Marc Smerling, Andrew Jarecki, Jason Blum

MELHOR PRODUÇÃO DE COMPETIÇÃO DE TV:

The Voice (Seasons 7 and 8)
Produtores: Audrey Morrissey, Mark Burnett, John de Mol, Marc Jansen, Lee Metzger, Chad Hines, Jim Roush, Kyra Thompson, Mike Yurchuk, Amanda Zucker, Carson Daly

MELHOR PRODUÇÃO DE ENTRETENIMENTO AO VIVO E ENTREVISTA:

Last Week Tonight with John Oliver (Season 2)
Produtores: Tim Carvell, John Oliver, Liz Stanton

MELHOR PROGRAMA DE ESPORTES:

Real Sports with Bryant Gumbel

MELHOR SÉRIE DIGITAL

Comedians in Cars Getting Coffee

MELHOR PROGRAMA INFANTIL:

Sesame Street

Oscar 2016: “O Oscar Branco”

Da esquerda para direita: Will Smith, O'Shea Jackson Jr., Michael B. Jordan e Idris Elba (photo by Variety)

Da esquerda para direita: Will Smith, Jason Mitchell, Michael B. Jordan e Idris Elba (photo by variety.com)

20 ATORES BRANCOS E NENHUMA VAGA PARA NEGROS PELO SEGUNDO ANO CONSECUTIVO AGITA OS BASTIDORES DO OSCAR 2016

Diante das repercussões supostamente racistas da Academia, resolvi abrir um post para discutir o assunto e adoraria ouvir a opinião de quem acompanha ou apenas está lendo o texto. Vamos do início: Este é o segundo ano consecutivo em que todos os 20 indicados nas 4 categorias de atuação são brancos (caucasianos), o que gerou incontáveis críticas nas mídias, protestos de artistas, e resgatando o hashtag #OscarSoWhite do ano passado, quando as ausências mais comentadas foram da diretora Ava DuVernay e do ator David Oyelowo, ambos de Selma: Uma Luta Pela Igualdade.

Entre os nomes ausentes citados e reclamados este ano que poderiam estar na lista de indicados estão:

  • Will Smith (Um Homem Entre Gigantes) – Melhor Ator
  • Idris Elba (Beasts of No Nation) – Melhor Ator Coadjuvante
  • Michael B. Jordan (Creed: Nascido Para Lutar) – Melhor Ator
  • Tessa Thompson (Creed: Nascido Para Lutar) – Melhor Atriz Coadjuvante
  • Jason Mitchell (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.) – Melhor Ator

Além dos atores, o diretor F. Gary Gray (também negro) e seu filme, Straight Outta Compton: A História do N.W.A., que teve uma das maiores bilheterias de 2015, também foram citados nas matérias. O filme sobre rap recebeu uma única indicação para Roteiro Original, e curiosamente, seus quatro roteiristas são brancos: Andrea Berloff, Jonathan Herman, S. Leigh Savidge e Alan Wenkus. Por Creed: Nascido Para Lutar, o diretor Ryan Coogler, ausente, também foi bastante lembrado.

O diretor F. Gary Gray no set de Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (photo by latimes.com)

O diretor F. Gary Gray no set de Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (photo by latimes.com)

Revoltados com a predominância branca, a atriz Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, foi uma das primeiras a reclamar publicamente sobre a falta de diversidade. Em seguida, ela foi apoiada pelo diretor Spike Lee, que planeja boicotar a cerimônia do Oscar e busca apoio da comunidade negra (ou afro-americana). Não sabemos ainda se esse movimento vai crescer nas próximas semanas a ponto de causar algum estardalhaço significativo no evento, mas é fato que a ausência do diretor será mais notável, já que, por ter sido homenageado com o Oscar Honorário em novembro passado, ele compareceria no Oscar para ser aplaudido no palco ou na platéia mesmo.

A atriz Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, protestou sobre ausência de negros (photo by philly.com)

A atriz Jada Pinkett Smith, esposa de Will Smith, protestou sobre ausência de negros (photo by philly.com)

Ao longo dos últimos dias, algumas pessoas do ramo estão dando declarações sobre o assunto. Um dos primeiros foi o produtor-executivo William Packer, de Straight Outta Compton, que alegou: “… é completamente embaraçoso dizer que o mais alto padrão de qualidade cinematográfica só foi alcançada por brancos.”

Hoje foram as vezes da presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, e do ator George Clooney. Cheryl, a primeira sul-africana a ocupar o cargo de presidente, se diz “frustrada com a falta de diversidade” e afirma que nos últimos 4 anos, lutou muito para que houvesse maior inclusão racial entre os novos membros da Academia, justamente para que houvesse mais votos que pudessem equilibrar um pouco mais a balança. Ela lembrou que nos anos 60 e 70, os então presidentes se viram forçados a convidar membros mais jovens para que a Academia não se tornasse ultrapassada e antiquada. Por outro lado, Clooney acredita que está havendo um retrocesso: “Se você lembrar, há 10 anos, a Academia estava fazendo um trabalho melhor. Em 2005, havia Morgan Freeman (que levou o Oscar de coadjuvante por Menina de Ouro), Don Cheadle…” – e também Sophie Okonedo, que concorreu como Atriz Coadjuvante por Hotel Ruanda.

A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs (Photo by Tommaso Boddi/Getty Images)

A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs (Photo by Tommaso Boddi/Getty Images)

Vencedor do Oscar por Jerry Maguire – A Grande Virada, Cuba Gooding Jr. preferiu ser menos radical em suas declarações:  “Eu queria que Straight Outta Compton fosse indicado. Mas é esse tipo de conversa que faz com que as pessoas pensem melhor quando as indicações saírem no próximo ano.”

Ok, ouvimos as reclamações e os argumentos, mas acho que o mais importante é: Cinema é uma Arte que é despida de cor, raça, religião e sexo. Acho tão chato transformar um evento que celebra o cinema, mesmo que industrial e comercial, numa discussão político-racial. E como ficam aqueles que foram reconhecidos com os próprios méritos? Para aqueles que não acompanham os posts, sempre me posicionei contra as cotas raciais. Acredito que quando o governo interfere inserindo um estudante numa faculdade pública só pelo fato de ele se declarar negro, automaticamente está afirmando que todo negro é incapaz de conseguir uma vaga por mérito próprio. E isso, sim, é uma forma de racismo, e claro, uma solução muito fácil de um governo agir e recrutar novos eleitores. Por que não eliminar logo o mal pela raiz e fazer uma reforma educacional e de fato investir boa parte de seu PIB na educação?

Voltando à discussão ao Oscar, realmente, a maioria dos mais de 6.000 membros da Academia são homens brancos e com uma média de idade de 50 a 60 anos, e isso reflete na votação (principalmente na categoria de Filme em Língua Estrangeira), por isso, a presidente Cheryl Boone Isaacs está fazendo o que pode para melhorar esse quadro ao convidar pessoas de diversas etnias e sexualidades.

Mas vamos lembrar de duas coisas: 1º Parafraseando George Clooney em seu discurso de agradecimento em 2006: “Esta Academia premiou uma negra em 1940, quando negros ainda se sentavam no fundo das salas de cinema”. Tudo bem que o primeiro ator negro a ganhar o Oscar de Melhor Ator (principal) foi Sidney Poitier em 1963, mas o Oscar teve muitos artistas negros, e outras minorias, indicados e vencedores ao longo de sua história de 88 anos. Só para citar alguns vencedores negros: Denzel Washington (Tempo de Glória e Dia de Treinamento), Halle Berry (A Última Ceia), Whoopi Goldberg (Ghost: Do Outro Lado da Vida), Jamie Foxx (Ray), Jennifer Hudson (Dreamgirls: Em Busca de um Sonho), Louis Gossett Jr. (A Força do Destino), Cuba Gooding Jr. (Jerry Maguire), Morgan Freeman (Menina de Ouro), Forest Whitaker (O Último Rei da Escócia), Hattie MacDaniel (…E o Vento Levou), Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão) e Octavia Spencer (Histórias Cruzadas).

Sidney Poitier (actor), Sidney Skolsky1963 (36th)

Sidney Poitier (à direita) com o roteirista Sidney Skolsky (photo by americanismo.com.br)

O Cinema, como toda Arte, reflete seu tempo, e por muitas décadas, foi predominada por homens caucasianos. E isso não se muda da noite para o dia; demanda muito tempo, esforço e a colaboração de todos. O Cinema depende demais dos números de seu público. Se as produções com atores e temática negros passarem a ter boa resposta e render, consequentemente, os estúdios e produtores investirão mais nesse filão e esses filmes passarão a ter mais chances no Oscar. Esse mesmo pensamento também se aplica no caso do salário igualitário das mulheres. Por quanto tempo o Cinema foi feito exclusivamente por homens? Muito. Só para ficarmos no exemplo do Oscar, a primeira diretora a ser indicada na categoria foi a italiana Lina Wertmüller em 1977, por Pasqualino Sete Belezas, e a primeira a ganhar foi a bem recente Kathryn Bigelow, que venceu por Guerra ao Terror em 2010. Se o público der maior resposta em filmes estrelados por mulheres, eles contarão com maior investimento e terão destaque superior em premiações. Mas repito: isso leva tempo.

E 2º Desses artistas não-indicados este ano citados pelos protestos, o único que vinha sendo reconhecido com maior frequência por premiações é Idris Elba por sua performance em Beasts of No Nation. Ele concorreu como Melhor Ator Coadjuvante no Globo de Ouro, concorre ao BAFTA, Independent Spirit e SAG, mas não foi sequer mencionado pelos críticos americanos do LAFCA, NYFCC e National Board of Review. Já os demais estavam com campanhas bastante irregulares e tinham poucas chances de figurar na lista do Oscar, até mesmo porque a competição está bastante acirrada. Na categoria de ator, por exemplo, os indicados ao Oscar estavam presentes em quase todas as listas: Bryan Cranston, Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Michael Fassbender e Eddie Redmayne. Will Smith foi apenas indicado pelo Globo de Ouro. Então, peraí, não é porque é negro ou minoria, que deveria ter sido indicado.

Idris Elba em cena de Beasts of No Nation (photo by cinemagia.ro)

Idris Elba em cena de Beasts of No Nation (photo by cinemagia.ro)

E quanto ao boicote de Spike Lee, ele faz o que bem entender, mas o que vou falar de um diretor talentoso que se revolta com Quentin Tarantino porque ele colocou o termo “nigger” (crioulo) no roteiro de Django Livre? O filme se passa na época do Mississipi racista e do Ku Klux Klan! Ele queria que os personagens racistas da época falassem “Ei! Seu afro-americano de merda!”?

O diretor Spike Lee com seu Oscar Honorário (photo by Getty Images through wsoctv.com)

O diretor Spike Lee com seu Oscar Honorário (photo by Getty Images through wsoctv.com)

Eu entendo que é um assunto bem delicado, principalmente nos EUA, onde alguns negros foram vítimas da crueldade policial no ano passado, mas não dá pra jogar tudo nas costas da Academia. Por se tratar de um prêmio de grande prestígio e de enorme visibilidade, muitos o utilizam como palanque para protestar. Mas e o Cinema? É mero pano de fundo?

E outra coisa importante: Apesar dos EUA serem um país de conflitos raciais entre brancos e negros, temos que lembrar que existem outras raças: latinos, asiáticos, índios… Sexualidades: gays, bissexuais, transgêneros… As atrizes transsexuais de Tangerine, Kitana Kiki Rodriguez e Mya Taylor, que foram indicadas ao Independent Spirit, também ficaram de fora. Não seria o caso de incluí-las no protesto também?

Enfim, este é um post que visa explicar o ambiente que está rolando no Oscar 2016, abrir uma discussão para coletar o maior número de perspectivas, analisar se está havendo algum tipo de exagero, se está sendo coerente, e conversar sobre a arte do cinema, de fato. Sem hipocrisia, não acredito que esteja havendo algum tipo de preconceito por parte da Academia para justificar a ausência de qualquer ator ou atriz negros. Se tivéssemos a seguinte situação: “Jamie Foxx, que estava ganhando quase tudo por sua interpretação do músico Ray Charles, não foi sequer indicado para Melhor Ator” – isso, sim, seria um ultraje racista. Deu pra perceber a diferença? Não houve nenhum destaque espetacular de um ator negro cuja ausência seria injustificável. E a Academia não é obrigada a preencher uma cota racial. Só isso.

Sinceramente, espero que não tenha ofendido ninguém aqui. Procuro ser uma pessoa livre de preconceitos. E torço para que haja mais negros, asiáticos, gays, latinos, deficientes trabalhando nos filmes. Mas somente por méritos, e nunca por pena.

 

Curiosamente, este ano, o host da 88ª cerimônia do Oscar será o ator e comediante Chris Rock. Se ele já não costuma pegar leve nas piadas, imaginem agora que deve ser o único negro da festa? Em seu Twitter, ele já soltou um “The Oscars. The White BET Awards” (O Oscar. O BET Awards branco – o BET (Black Entertainment Television) Awards premia apenas artistas negros).

Host do Oscar 2016: Chris Rock (photo by moviefone.com)

Host do Oscar 2016: Chris Rock (photo by moviefone.com)

O Oscar 2016 será transmitido no dia 28 de fevereiro pela TNT.

Critics’ Choice elege ‘Spotlight’ como Melhor Filme

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À esquerda, o produtor Steve Golin e o elenco de ‘Spotlight – Segredos Revelados’, que venceu o prêmio de Melhor Filme (photo by hollywoodreporter.com)

‘MAD MAX’ CONQUISTOU 9 PRÊMIOS, INCLUINDO O DE MELHOR DIRETOR PARA GEORGE MILLER

Como postei aqui anteriormente, o Critics’ Choice Awards, apelidado carinhosamente por mim de “A Bolha Assassina” por abranger todas as categorias possíveis, representa uma penca de críticos dos EUA e do Canadá. Agora a questão é: “Eles votam guiados por suas análises críticas ou tentam acertar os futuros vencedores do Oscar?”. Como as edições anteriores comprovam, o prêmio previu 11 vencedores de Melhor Filme dos últimos 15 anos, uma estatística bastante expressiva.

Como já discutido no blog, hoje existem muitos prêmios que buscam ser o melhor parâmetro para o Oscar, principalmente depois que o Globo de Ouro deixou o posto, mas não sabemos até quando a Academia deixará de ser previsível dessa forma, pois sabe que, por mais que tenha seu prestígio único, depende de audiência para sua cerimônia, e para isso, precisa de elementos-surpresa para atrair a atenção do público e da mídia. No entanto, até esse dia chegar, o Critics’ Choice continua sendo um bom termômetro e este ano, elegeu Spotlight – Segredos Revelados como Melhor Filme do ano, batendo os favoritos O Regresso e Mad Max: Estrada da Fúria. Seria um indicativo?

The 21st Annual Critics' Choice Awards - Show

Rachel McAdams recebe o prêmio de Elenco, representando seus colegas do filme Spotlight – Segredos Revelados. (Photo by Kevin Winter/Getty Images – Just Jared)

Sim, a vitória do drama sobre os crimes sexuais de padres católicos no Critics’ Choice demonstra um forte poder de reação do filme após definhar nos prêmios de sindicatos e no Globo de Ouro, onde perdeu para O Regresso. Por outro lado, vale lembrar que esses mesmos críticos foram na onda do momento e elegeram O Segredo de Brokeback Mountain, A Rede Social e Boyhood: Da Infância à Juventude, que depois padeceram para Crash – No Limite, O Discurso do Rei e Birdman, respectivamente, no Oscar. Particularmente nesses casos, prefiro os votos dos críticos, principalmente no ano em que o mega-maniqueísta Crash – Limite levou o Oscar.

O mesmo vale para categorias de atuação, onde alguns tinham todo o favoritismo a seu lado, mas não confirmaram seu predomínio no Oscar. Foram os casos de Eddie Murphy (Dreamgirls: Em Busca de um Sonho), Mickey Rourke (O Lutador) e Lauren Bacall (O Espelho tem Duas Faces) pra citar uns exemplos. Portanto, favoritos deste ano como Leonardo DiCaprio (O Regresso) e Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar) podem, sim, perder seus tronos nessas seis semanas seguintes.

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Desta vez, Sylvester Stallone não se esqueceu de mencionar o diretor de Creed: Nascido Para Lutar, Ryan Coogler (photo by chicagotribune.com)

Como estratégia, o Critics’ Choice insere seu prêmio bem na semana do anúncio das indicações ao Oscar. Trata-se de uma boa oportunidade de já conferir muitos dos recém-indicados ao Oscar andando no tapete vermelho e ter uma possível prévia dos vencedores e seus discursos de agradecimento. Sim, se os discursos forem chatos e longos, muitos chegam a mudar seus votos na hora da eleição na Academia. Ninguém quer outra Greer Garson… Dos vencedores das categorias de cinema, o único vencedor que não está incluso na festa do Oscar é a canção “See You Again”, do filme Velozes & Furiosos 7. Sem contar, claro, as categorias inexistentes no Oscar como Atriz de Comédia, Ator e Atriz de Filme de Ação, Ficção Científica etc.

Outro diferencial em relação à cerimônia do Oscar, que muitos apoiam, é a desnecessidade de apresentar os prêmios técnicos a fim de agilizar o evento. Num clipe de curtíssima duração, foram anunciados vários vencedores como Fotografia, Direção de Arte, Figurino etc, cuja maioria foi vencida por Mad Max. Tinha prêmios que foram anunciados do lado de fora da festa por repórteres como Melhor Animação! Tudo bem que querem reduzir a duração do evento, mas desse forma?

Eu acredito que a cerimônia do Oscar precisa dar uma recauchutada, mas não voto nas exclusões dessas categorias. Acho um crime! Por exemplo, muitos vencedores do Oscar de Curta-Metragem mal conseguem alguma projeção mesmo aparecendo na televisão, imagina se forem apenas mencionados! Se for pra limar alguma coisa, por que não reduzir as piadinhas dos apresentadores (que ninguém dá risada)?

Talvez essa indiferença do Critics’ Choice em categorias técnicas tenha causado a ausência de diretores também. Nas vitórias de Ex-Machina: Instinto Artificial como Melhor Filme de Ficção Científica e na de Mad Max: Estrada da Fúria como Filme de Ação e Melhor Diretor, Alex Garland e George Miller não estavam presentes.

Se bem que achei o nível de ausências muito alto. Corrijam-me se estiver enganado: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Brie Larson, Tom Hardy, Charlize Theron e Leonardo DiCaprio, o único que teve direito a um discurso de agradecimento pré-filmado vendido como transmissão ao vivo via satélite. Achei um pouco desrespeitoso para os concorrentes de Leo, que compareceram ao evento sem saber que iriam perder.

Dos presentes, o discurso mais aplaudido foi do pequeno Jacob Tremblay, que levou o prêmio de Melhor Jovem Ator ou Atriz por sua performance em O Quarto de Jack. Sem alcançar direito o microfone, ele teve a ajuda do apresentador para logo em seguida dizer: “Este é o melhor dia da minha vida!”. Mencionou o alto nível de talento de seus colegas da categoria, agradeceu o elenco e a equipe do filme e terminou com: “Já sei onde colocar esse prêmio: na prateleira, ao lado da minha (espaçonave) Millenium Falcon”. Pena que ele não terá essa oportunidade no Oscar, já que ficou de fora da competição.

 

Seguem os vencedores do 21º Critics’ Choice Awards:

CINEMA

FILME
Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)

ATOR
Leonardo DiCaprio (O Regresso)

ATRIZ
Brie Larson (O Quarto de Jack)

ATOR COADJUVANTE
Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

ATRIZ COADJUVANTE
Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

DIRETOR: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)

COMÉDIA
A Grande Aposta (The Big Short)

ATOR EM COMÉDIA
Christian Bale (A Grande Aposta)

ATRIZ EM COMÉDIA
Amy Schumer (Descompensada)

ROTEIRO ORIGINAL
Josh Singer e Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

ROTEIRO ADAPTADO
Charles Randolph e Adam McKay (A Grande Aposta)

ELENCO
Spotlight – Segredos Revelados

JOVEM ATOR OU ATRIZ
Jacob Tremblay (O Quarto de Jack)

TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Ex-Machina: Instinto Artificial (Ex Machina)

FILME DE AÇÃO
Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

LONGA DE ANIMAÇÃO
Divertida Mente (Inside Out)

ATOR EM FILME DE AÇÃO
Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria)

ATRIZ EM FILME DE AÇÃO
Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)

FOTOGRAFIA
Emmanuel Lubezki (O Regresso)

DIREÇÃO DE ARTE
Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)

MONTAGEM
Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)

FIGURINO
Jenny Beavan (Mad Max: Estrada da Fúria)

MAQUIAGEM E CABELO
Mad Max: Estrada da Fúria

EFEITOS VISUAIS
Mad Max: Estrada da Fúria

CANÇÃO
“See You Again” (Velozes & Furiosos 7)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Filho de Saul (Saul Fia)

DOCUMENTÁRIO
Amy (Amy)

TRILHA MUSICAL
Ennio Morricone (Os 8 Odiados)

TELEVISÃO

SÉRIE DE COMÉDIA
Master of None

SÉRIE DRAMÁTICA
Mr. Robot

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Rami Malek (Mr. Robot)

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Carrie Coon (The Leftovers)

ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
 Jeffrey Tambor (Transparent)

ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Andre Braugher (Brooklyn Nine-Nine)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Mayim Bialik (The Big Bang Theory)

FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Fargo

ATOR EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Idris Elba (Luther)

ATRIZ EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Kirsten Dunst (Fargo)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Christian Slater (Mr. Robot)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Constance Zimmer (UnREAL)

ATOR OU ATRIZ CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Margo Martindale (The Good Wife)

ATOR OU ATRIZ CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Timothy Olyphant (The Grinder)

REALITY SHOW – COMPETIÇÃO
The Voice

ATOR COADJUVANTE EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Jesse Plemons (Fargo)

ATRIZ COADJUVANTE EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Jean Smart (Fargo)

SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

HOST DE REALITY SHOW
James Lipton (Inside the Actors)

REALITY SHOW ESTRUTURADO
Shark Tank

TALK SHOW
Last Week Tonight with John Oliver

REALITY SHOW NÃO-ESTRUTURADO
Anthony Bourdain: Parts Unknown

OUTROS

MVP AWARD: Amy Schumer

GENIUS AWARD : Industrial Light and Magic

Onde e quando acompanhar os indicados ao Oscar 2016

À esquerda, John Krasinski e Cheryl Boone Isaacs divulgam os indicados a Melhor Ator (photo by gettyimages from npr.org)

À esquerda, John Krasinski e Cheryl Boone Isaacs divulgam os indicados a Melhor Ator (photo by gettyimages from npr.org)

GUIA COMPLETO PARA O OSCAR 2016

Quer assistir ao maior número de indicados antes da cerimônia de entrega? Estamos a seis semanas da cerimônia no dia 28 de fevereiro, então dá pra conferir os filmes indicados sem precisar apelar pra maratonas de 48 horas consecutivas de filmes. A maior parte dos trabalhos já está disponível, seja em mídia digital ou em cartaz nos cinemas, o que facilita bastante na jornada. Eu, particularmente, como sei que é bem difícil conferir TODOS os indicados, pelo menos procuro manter a meta de assistir a todos os indicados a Melhor Filme, o que sempre ajuda a não boiar na cerimônia.

Uma das coisas que mais gostei das indicações foi o recado indireto dado pela Academia: “Assista aos filmes no cinema!”, ou seja, “nada de computadores, tablets ou smartphones. Os filmes que reconhecemos merecem ser vistos numa sala de projeção!”. Prova disso são as 12 indicações para O Regresso e as 10 de Mad Max: Estrada da Fúria, já que são produções grandiosas em escalas do tipo Cecil B. DeMille e David Lean, que proporcionam uma experiência. Sou meio purista nessa parte, então faço questão de assistir a essas produções em salas IMAX, cujas telas enormes têm medida padrão de 22m de comprimento e 16m de altura. Até onde sei, aqui no estado de São Paulo, existem 4 salas com tecnologia IMAX: Shopping Bourbon Pompéia, Shopping Anália Franco, Shopping Granja Viana e Shopping JK Iguatemi. Infelizmente, o filme de George Miller já saiu de cartaz (e está disponível em DVD e Blu-ray), mas pra quem quiser ver O Regresso, o filme estréia no dia 04 de fevereiro (podendo haver pré-estréia na semana anterior).

Mad Max: Estrada da Fúria: o filme já vale por causa do roqueiro com guitarra que expele fogo! É uma experiência única. (photo by cine.gr)

Mad Max: Estrada da Fúria: o filme já vale por causa do roqueiro com guitarra que expele fogo! É uma experiência única. (photo by cine.gr)

Também incluiria nessa lista de filmes que merecem ser vistos no cinema pela sua alta qualidade visual e sonora, que ainda estão em cartaz: Os 8 Odiados, Carol, Ponte dos Espiões e Star Wars: O Despertar da Força. Todos serão melhor degustados com os olhos com uma projeção boa, e no caso do novo filme da saga Star Wars, todo o trabalho de som, efeitos sonoros e, claro, a trilha musical de John Williams, estão impecáveis. Se eu puder dar um conselho como cinéfilo, eu diria: “Assista a esses filmes no cinema. Não estou ganhando absolutamente nada com isso, mas faça um favor para si mesmo e confira esses belos trabalhos na sala escura, livre de interrupções e celulares”.

Aqui em São Paulo, alguns filmes estão no fim de suas trajetórias nas salas de cinema como o documentário Amy e o filme de Steven Spielberg, Ponte dos Espiões. Talvez haja a possibilidade de estenderem por mais umas semanas suas permanências nas salas de cinema. Já a animação brasileira O Menino e o Mundo, de Alê Abreu, deve voltar à programação, pelo menos em sessões especiais. A Folha de S. Paulo divulgou duas reprises nos dias 20/01 e 30/01 no Festival de Cinema Infantil Buster On Tour (Buster on Tour). Além disso, o Espaço Itaú de Cinema da Augusta anunciou que exibirá todos os 5 indicados de Longa de Animação: Divertida Mente, Shaun: O Carneiro, As Memórias de Marnie (ou Quando Estou com Marnie), O Menino e o Mundo e Anomalisa. Apesar do anúncio falar dos 5 indicados, não houve menção oficial ao filme de Charlie Kaufman e Duke Johnson, Anomalisa.

Indicado a Longa de Animação, o japonês Quando Estou com Marnie mantém a tradição do Japão no Oscar (photo by cinemagia.ro)

Indicado a Longa de Animação, o japonês Quando Estou com Marnie mantém a tradição do Japão no Oscar (photo by cinemagia.ro)

Já que a programação dos cinemas nessa época gira muito em torno do Oscar, gostaria que as distribuidoras se esforçassem mais pra manter alguns filmes nas salas e também de trazer os inéditos para as telas, mesmo aqueles com apenas uma indicação ao Oscar como o sueco The 100 Year-Old Man Who Climbed Out a Window and Disappeared, que concorre apenas na categoria de Maquiagem. Entre esses inéditos, a ausência mais absurda é a de Brooklyn, que está concorrendo como Melhor Filme, Atriz (Saoirse Ronan) e Roteiro Adaptado, mas sequer tem previsão de estréia (!).

Outra coisa que fico possesso é o atraso de lançamento por causa de “falha nas indicações”. Só porque A Garota Dinamarquesa ficou de fora das categorias principais como Filme e Diretor, o longa de Tom Hooper foi empurrado pra frente. Sua previsão de estréia está marcada para o dia 25 de fevereiro, três dias antes da entrega dos prêmios.

DISPONÍVEIS EM BLU-RAY/DVD/ON DEMAND

Cinderela (Cinderella)
1 indicação: Figurino

Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey)
1 indicação: Canção Original (“Earned it”)

Divertida Mente (Inside Out)
2 indicações: Roteiro Original e Longa de Animação.

Ex-Machina: Instinto Artificial (Ex Machina)
2 indicações: Roteiro Original e Efeitos Visuais.

Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
10 indicações: Filme, Diretor (George Miller), Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Som.

Shaun: O Carneiro (Shaun the Sheep Movie)
1 indicação: Longa de Animação.

Sicario: Terra de Ninguém (Sicario)
3 indicações: Fotografia, Trilha Musical Original e Efeitos Sonoros.

Shaun: O Carneiro, indicado a Melhor Longa de Animação (photo by cinemagia.ro)

Shaun: O Carneiro, indicado a Melhor Longa de Animação (photo by cinemagia.ro)

DISPONÍVEL NO NETFLIX

Cartel Land
1 indicação: Documentário

What Happened, Miss Simone?
1 indicação: Documentário

What Happened, Miss Simone?, que aborda a vida da cantora Nina Simone, concorre como Documentário (photo by cine.gr)

What Happened, Miss Simone?, que aborda a vida e carreira da cantora Nina Simone, concorre como Documentário (photo by cine.gr)

FILMES EM CARTAZ NOS CINEMAS – com base na programação de São Paulo

007 Contra Spectre (Spectre)
1 indicação: Canção Original (“Writing’s on the Wall”)

Amy (Amy)
1 indicação: Documentário

Carol (Carol)
5 indicações: Atriz (Cate Blanchett), Atriz Coadjuvante (Rooney Mara), Roteiro Adaptado, Fotografia e Figurino.

Cinco Graças (Mustang) – Em pré-estréia
1 indicação: Filme em Língua Estrangeira (França)

Creed: Nascido Para Lutar (Creed)
1 indicação: Ator Coadjuvante (Sylvester Stallone)

A Grande Aposta (The Big Short)
5 indicações: Filme, Diretor (Adam McKay), Ator Coadjuvante (Christian Bale), Roteiro Adaptado e Montagem.

Os 8 Odiados (The Hateful Eight)
3 indicações: Atriz Coadjuvante (Jennifer Jason Leigh), Fotografia e Trilha Musical Original.

Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
6 indicações: Filme, Ator Coadjuvante (Mark Rylance), Roteiro Original, Direção de Arte, Trilha Musical Original e Som.

Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)
6 indicações: Filme, Diretor (Tom McCarthy), Ator Coadjuvante (Mark Ruffalo), Atriz Coadjuvante (Rachel McAdams), Roteiro Original e Montagem.

Star Wars – O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens)
4 indicações: Montagem, Trilha Musical Original, Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Som.

Steve Jobs (Steve Jobs)
2 indicações: Ator (Michael Fassbender), Atriz Coadjuvante (Kate Winslet).

Os 8 Odiados concorre por Atriz Coadjuvante, Fotografia e Trilha Musical (photo by cinemagia.ro)

Os 8 Odiados concorre por Atriz Coadjuvante, Fotografia e Trilha Musical (photo by cinemagia.ro)

PREVISÃO DE ESTRÉIA – Datas previstas para São Paulo, que podem sofrer alterações de acordo com as distribuidoras

21/01: Joy: O Nome do Sucesso (Joy)
1 indicação: Atriz (Jennifer Lawrence)

28/01: Anomalisa (Anomalisa)
1 indicação: Longa de Animação.

04/02: Filho de Saul (Saul fia)
1 indicação: Filme em Língua Estrangeira (Hungria).

04/02: O Regresso (The Revenant)
12 indicações: Filme, Diretor (Alejandro G. Iñárritu), Ator (Leonardo DiCaprio), Ator Coadjuvante (Tom Hardy), Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Som.

11/02: Brooklin (Brooklyn)
3 indicações: Filme, Atriz (Saoirse Ronan) e Roteiro Adaptado.

11/02: A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl)
4 indicações: Ator (Eddie Redmayne), Atriz Coadjuvante (Alicia Vikander), Direção de Arte e Figurino.

18/02: O Quarto de Jack (Room)
4 indicações: Filme, Diretor (Lenny Abrahamson), Atriz (Brie Larson) e Roteiro Adaptado.

18/02: O Lobo do Deserto (Theeb)
1 indicação: Filme em Língua Estrangeira

18/02: Trumbo – Lista Negra (Trumbo)
1 indicação: Ator (Bryan Cranston).

25/02: O Abraço da Serpente (El Abrazo de la Serpiente)
1 indicação: Filme em Língua Estrangeira

A Garota Dinamarquesa compete nas categorias de Ator, Atriz Coadjuvante, Direção de Arte e Figurino (photo by cinemagia.ro)

A Garota Dinamarquesa compete nas categorias de Ator, Atriz Coadjuvante, Direção de Arte e Figurino (photo by cinemagia.ro)

FORA DE CARTAZ E AGUARDANDO LANÇAMENTO EM BLU-RAY/DVD

45 Anos (45 Years)
1 indicação: Atriz (Charlotte Rampling)

O Menino e o Mundo
1 indicação: Longa de Animação

Perdido em Marte (The Martian)
7 indicações: Filme, Ator (Matt Damon), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Efeitos Visuais, Efeitos Sonoros e Som.

Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)
1 indicação: Roteiro Original

O Menino e o Mundo concorre como Melhor Longa de Animação (photo by omeninoeomundo.blogspot.com)

O Menino e o Mundo concorre como Melhor Longa de Animação (photo by omeninoeomundo.blogspot.com)

SEM PREVISÃO DE ESTRÉIA (*caham!* Mas pra isso existe a internet…)

The 100 Year-Old Man Who Climed Out a Window and Disappeared (Hundraåringen som klev ut genom fönstret och försvann)
1 indicação: Maquiagem

The Hunting Ground
1 indicação: Canção Original (“Til it Happens to You”)

Juventude (Youth)
1 indicação: Canção Original (“Simple Song #3”)

The Look of Silence
1 indicação: Documentário

Quando Estou com Marnie (Omoide no Mânî)
1 indicação: Longa de Animação

Racing Extinction
1 indicação: Canção Original (“Manta Ray”)

A War (Krigen)
1 indicação: Filme em Língua Estrangeira

Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom
1 indicação: Documentário

Juventude foi indicado apenas por Canção Original (photo by cinemagia.ro)

Juventude foi indicado apenas por Canção Original (photo by cinemagia.ro)

A cerimônia da 88ª edição do Oscar será no dia 28 de fevereiro, e transmitida pelo canal pago TNT.

‘O Regresso’ lidera com 12 indicações ao Oscar 2016

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BRASIL ESTÁ REPRESENTADO POR ALÊ ABREU E SEU LONGA DE ANIMAÇÃO: ‘O MENINO E O MUNDO’

OSCAR EM NÚMEROS

O recorde de indicações para O Regresso reflete o crescimento absurdo que o filme de Alejandro González Iñárritu teve nas últimas duas semanas com a presença nos prêmios de sindicato. Como o filme teve um lançamento tardio, muitos acreditavam que ele não ocuparia tanto espaço no Oscar. Agora com 12 indicações, até a campanha para o primeiro Oscar para Leonardo DiCaprio passa a caminhar sozinha rumo à vitória.

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by outnow.ch)

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by outnow.ch)

Logo em seguida, com 10 indicações, o blockbuster aclamado pela crítica, Mad Max: Estrada da Fúria, felizmente conquistou mais do que apenas indicações técnicas. Além do diretor George Miller (esta é sua primeira indicação como Diretor), o filme está na seleta lista das oito melhores produções do ano. Essa mudança do número de indicados para Melhor Filme que acontece desde 2010 foi criada com esse propósito de abraçar produções mais ousadas como Mad Max, então uma vitória e tanto para a Academia!

Em terceiro lugar, vem a ficção científica Perdido em Marte com sete indicações. Apesar de estar entre os indicados a Melhor Filme, a ausência de Ridley Scott como Melhor Diretor enfraquece a campanha do filme. Por outro lado, Spotlight – Segredos Revelados (com 6 indicações) e A Grande Aposta (com 5) aumentaram consideravelmente suas chances com a inclusão de seus diretores na categoria.

Contudo, o que mais chama a atenção é a exclusão dos filmes Carol e Ponte dos Espiões. Ambos conquistaram 6 indicações cada, mas ficaram de fora da categoria de Melhor Filme. Soou incoerente demais. Se Todd Haynes e Steven Spielberg tivessem se classificado, seus respectivos filmes provavelmente acumulariam 8 indicações no total. No caso do drama de temática lésbica Carol, a justificativa de sua exclusão pode significar algum clima homofóbico de boa parte dos membros da Academia. Já pelo filme de espionagem, apesar de Spielberg ser uma das figuras da religião judaica mais fortes de Hollywood, talvez a mensagem contra o xenofobismo tenha sido a causa de seu naufrágio.


Os diretores Guillermo del Toro e Ang Lee, e o ator John Krasinski e a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, anunciam os indicados ao Oscar 2016

SURPRESAS

Embora esteja desapontado pela eliminação do longa brasileiro Que Horas Ela Volta? na categoria de Filme em Língua Estrangeira, o país está muito bem representado pela animação O Menino e o Mundo, de Alê Abreu. Trata-se do primeiro longa brasileiro de animação a disputar na categoria (em 2004, Carlos Saldanha havia sido indicado para Melhor Curta de Animação por Aventura Perdida de Scrat), e agora terá forte concorrência com Divertida Mente, Anomalisa, Shaun: O Carneiro e o japonês Quando Estou com Marnie.

Cena de O Menino e o Mundo, de Alê Abreu (photo by cine.gr)

Cena de O Menino e o Mundo, de Alê Abreu (photo by cine.gr)

Acredito que a maior surpresa foi a inclusão do diretor Lenny Abrahamson pelo drama independente O Quarto de Jack. Ele não vinha figurando em nenhum lista dos grandes prêmios, exceto pelo Independent Spirit Award. Indicados ao DGA, Adam McKay (A Grande Aposta) e Tom McCarthy (Spotlight), confirmaram suas candidaturas, e agora competem com os veteranos George Miller (Mad Max) e Alejandro González Iñárritu.

No centro, Lenny Abrahamson dirige o menino Jacob Tremblay e Brie Larsen no set de O Quarto de Jack (photo by montrealgazette.com)

No centro, Lenny Abrahamson dirige o menino Jacob Tremblay e Brie Larsen no set de O Quarto de Jack (photo by montrealgazette.com)

Charlotte Rampling foi uma das ótimas surpresas! Inicialmente, não imaginava que ela seria selecionada por 45 Anos, mas como Alicia Vikander foi deslocada para a categoria de Atriz Coadjuvante por A Garota Dinamarquesa, a atriz britânica veterana foi incluída. Esta é sua primeira indicação ao Oscar! Sua presença na categoria certamente vai valorizar ainda mais as performances das demais indicadas. Ponto pra Academia. Dá pra incluir nos acertos é indicação para Sylvester Stallone para Ator Coadjuvante por Creed: Nascido Para Lutar. Quando seu nome foi anunciado, a platéia se derreteu em aplausos. Stallone se torna um dos raros casos de um ator ser indicado pelo mesmo personagem duas vezes.

Premiados em Berlim: Tom Courtenay e Charlotte Rampling em 45 Years (photo by outnow.ch)

Tom Courtenay e Charlotte Rampling em 45 Anos (photo by outnow.ch)

Apesar de ter sido lançado bem no final do ano, o filme de maior bilheteria de todos os tempos, Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força, conseguiu acumular 5 indicações: Trilha Musical para John Williams (que aliás bateu seu próprio recorde com esta 50ª indicação ao Oscar!), Montagem, Som, Efeitos Sonoros e Efeitos Visuais. Alguns fãs da série já reclamam nas redes sociais pelo filme não ter sido indicado a Melhor Filme, e pra eles eu digo: bilheteria nem sempre significa qualidade.

Em primeiro plano, o compositor John Williams, que conquistou sua 50ª indicação, com a equipe de Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força: O diretor J.J. Abrams e os produtores Kathleen Kennedy e (photo by blackfilm.com)

Em primeiro plano, o compositor John Williams, que conquistou sua 50ª indicação, com a equipe de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força: O diretor J.J. Abrams, a produtora Kathleen Kennedy e o roteirista Lawrence Kasdan (photo by blackfilm.com)

AUSÊNCIAS

Na categoria de direção, Ridley Scott ficou de fora da disputa. Até então considerado um dos favoritos a levar o Oscar, mais por uma questão de conjunto da obra do que pelo trabalho em Perdido em Marte. Se ao perder por Gladiador em 2001 já fez a cara mais feia de mau perdedor, imagina agora que nem foi indicado pela prêmio que todos diziam que ele ganharia? Particularmente, também não acho sua direção na ficção científica como algo digno de indicação ao Oscar. Contudo, com sua ausência, imaginava que a Academia concederia sua vaga para Steven Spielberg por Ponte dos Espiões ou para Todd Haynes por Carol. Aliás, com suas ausências, seus filmes perdem demais em chances reais de vitória, já que são casos raríssimos em que a Academia premia um filme sem ter seu diretor indicado.

Já estou lendo sobre alguns protestos racistas pela ausência de profissionais negros no Oscar. Dentre as ausências em destaque, Idris Elba é uma das mais sentidas. Sua performance no drama Beasts of No Nation vinha sendo reconhecida em alguns prêmios como no Globo de Ouro, mas não era considerada uma unanimidade. Espero que ninguém faça muito alarde por causa dessa questão, senão terei de protestar pela ausência do compositor Ryuichi Sakamoto na categoria de Trilha Musical Original por O Regresso pela falta de indicações para asiáticos!

Uma ausência bem estranha foi do roteirista Aaron Sorkin por Steve Jobs. Como no domingo passado, ele havia ganhado o Globo de Ouro de Roteiro, tudo indicava que ele seria no mínimo indicado. Outro fato estranho foi a indicação da canção “Earned it” do filme Cinquenta Tons de Cinza. Até o momento, a única canção do filme que estava sendo reconhecida era o hit “Love me Like You Do”. E ainda na categoria de Canção Original, vale destacar a indicação de Lady Gaga pela música do documentário The Hunting Ground, que denuncia e protesta sobre estupros em campus universitários. A cantora acaba de levar o Globo de Ouro, mas como atriz, pela minissérie American Horror Story: Hotel. Além do poder da própria canção, esta indicação é uma forma de retribuição que a Academia deve à Lady Gaga pela homenagem que ela prestou em 2015 ao cantar as canções de A Noviça Rebelde. Se ela vencer o Oscar, definitivamente, voltará ao topo.

Fiquei torcendo por algumas indicações que infelizmente não aconteceram. 1º Kristen Stewart por Acima das Nuvens. Pena que a categoria de Atriz Coadjuvante está de alto nível este ano, mas sua performance está definitivamente a anos-luz em relação a de Rachel McAdams em Spotlight. 2º Marion Cotillard por Macbeth. Elogiada atuação de Lady Macbeth até por Cate Blanchett, a atriz francesa ficou de fora.

Ao ler as matérias de outros sites, listei algumas ausências mencionadas, que são muitas! Mas vale ressaltar que 2015 foi um ano de boa safra e as vagas do Oscar são sempre as mesmas cinco por categorias, ou seja, muitas boas performances teriam de ficar de fora:

  • Ridley Scott (Perdido em Marte) – Diretor
  • Todd Haynes (Carol) – Diretor
  • Steven Spielberg (Ponte dos Espiões) – Diretor
  • Will Smith (Um Homem Entre Gigantes) – Ator
  • Michael B. Jordan (Creed: Nascido Para Lutar) – Ator
  • Steve Carell (A Grande Aposta)
  • Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
  • Idris Elba (Beasts of No Nation) – Ator Coadjuvante
  • Michael Shannon (99 Homes) – Ator Coadjuvante
  • Michael Keaton (Spotlight – Segredos Revelados) – Ator Coadjuvante
  • Jacob Tremblay (O Quarto de Jack) – Ator Coadjuvante
  • Kristen Stewart (Acima das Nuvens) – Atriz Coadjuvante
  • Alicia Vikander (Ex-Machina: Instinto Artificial) – Atriz Coadjuvante
  • Helen Mirren (Trumbo – Lista Negra) – Atriz Coadjuvante
  • Aaron Sorkin (Steve Jobs) – Roteiro Adaptado

INDICADOS AO 88th ACADEMY AWARDS:

MELHOR FILME
* A Grande Aposta (The Big Short)
* Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
* Brooklyn (Brooklyn)
* Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
* Perdido em Marte (The Martian)
* O Regresso (The Revenant)
* O Quarto de Jack (Room)
* Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)

MELHOR DIRETOR
* Adam McKay (A Grande Aposta)
* Alejandro González Iñárritu (O Regresso)
* George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack)
* Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

MELHOR ATOR
* Bryan Cranston (Trumbo – Lista Negra)

* Matt Damon (Perdido em Marte)
* Leornardo DiCaprio (O Regresso)
* Michael Fassbender (Steve Jobs)
* Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)

MELHOR ATRIZ
* Cate Blanchett (Carol)

* Brie Larson (O Quarto de Jack)
* Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
* Charlotte Rampling (45 Anos)
* Saoirse Ronan (Brooklyn)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* Christian Bale (A Grande Aposta)
* Tom Hardy (O Regresso)
* Mark Ruffalo (Spotlight – Segredos Revelados)
* Mark Rylance (Ponte dos Espiões)
* Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados)
* Rooney Mara (Carol)

* Rachel McAdams (Spotlight – Segredos Revelados)
* Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
* Kate Winslet (Steve Jobs)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
* Matt Charman, Ethan Coen, Joel Coen (Ponte dos Espiões)
* Alex Garland (Ex-Machina: Instinto Artificial)
* Pete Docter, Meg LeFauve, Josh Cooley, Ronnie Del Carmen (Divertida Mente)
* Josh Singer, Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)
* Andrea Berloff, Jonathan Herman, S. Leigh Savidge, Alan Wenkus (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
* Charles Randolph, Adam McKay (A Grande Aposta)
* Nick Hornby (Brooklyn)
* Phyllis Nagy (Carol)
* Drew Goddard (Perdido em Marte)
* Emma Donoghue (O Quarto de Jack)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Ed Lachman (Carol)
* Robert Richardson (Os 8 Odiados)
* John Seale (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Emmanuel Lubezki (O Regresso)
* Roger Deakins (Sicario: Terra de Ninguém)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
* Adam Stockhausen, Rena DeAngelo, Bernhard Henrich (Ponte dos Espiões)
* Colin Gibson, Katie Sharrock, Lisa Thompson (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Arthur Max, Celia Bobak, Zoltán Horváth (Perdido em Marte)
* Jack Fisk, Hamish Purdy (O Regresso)
* Eve Stewart, Michael Standish (A Garota Dinamarquesa)

MELHOR MONTAGEM
* Hank Corwin (A Grande Aposta)

* Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Stephen Mirrione (O Regresso)
* Tom McArdle (Spotlight – Segredos Revelados)
* MaryAnn Brandon, Mary Jo Markey (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

MELHOR FIGURINO
* Sandy Powell (Carol)
* Sandy Powell (Cinderela)
* Paco Delgado (A Garota Dinamarquesa)
* Jenny Beavan (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Jacqueline West (O Regresso)

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
* Mad Max: Estrada da Fúria
* The 100 Year-Old Man Who Climbed Out a Window and Disappeared
* O Regresso

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
* Thomas Newman (Ponte dos Espiões)
* Carter Burwell (Carol)
* Jóhann Jóhannsson (Sicario: Terra de Ninguém)
* Ennio Morricone (Os 8 Odiados)
* John Williams (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
* “Earned It”, de Abel Tesfaye, Ahmad Balshe, Jason Daheala Quenneville, Stephan Moccio (Cinquenta Tons de Cinza)

* “Manta Ray”, de J. Ralph, Antony Hegarty (Racing Extinction)
* “Simple Song #3”, de David Lang (Juventude)
* “Til it Happens to You”, de Diane Warren, Lady Gaga (The Hunting Ground)
* “Writing’s on the Wall”, de Jimmy Napes e Sam Smith (007 Contra Spectre)

MELHOR SOM
* Ponte dos Espiões
* Mad Max
* Perdido em Marte
* O Regresso
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

MELHORES EFEITOS SONOROS
* Perdido em Marte
* Mad Max: Estrada da Fúria
* O Regresso 
* Sicario: Terra de Ninguém
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

MELHORES EFEITOS VISUAIS
* Ex-Machina: Instinto Artificial

* Mad Max: Estrada da Fúria
* Perdido em Marte
* O Regresso
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra (COLÔMBIA)
* Cinco Graças, de Deniz GamzeErgüven (FRANÇA)
* Filho de Saul, de László Nemes (HUNGRIA)
* Theeb, de Naji Abu Nowar (JORDÂNIA)
* A War, de Tobias Lindholm (DINAMARCA)

MELHOR ANIMAÇÃO
* Anomalisa
* Divertida Mente
* Shaun: O Carneiro 
* Quando Estou com Marnie
* O Menino e o Mundo

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Amy
* Cartel Land
* The Look of Silence
* What Happened, Miss Simone?
* Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
* Body Team 12
* Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
* A Girl in the River: The Price of Forgiveness
* War Within the Walls
* Last Day of Freedom

MELHOR CURTA-METRAGEM
* Ave Maria
* Day One
* Everything Will be OK (Alles Wird Gut)
* Shok 
* Stutterer

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
* Bear Story
* We Can’t Live Without Cosmos
* Prologue
* Sanjay’s Super Team
* World of Tomorrow

A cerimônia do Oscar 2016 acontece no dia 28 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelo canal pago TNT.

‘Cinquenta Tons de Cinza’, ‘Pixels’, ‘O Destino de Júpiter’, ‘Segurança de Shopping 2’ e ‘Quarteto Fantástico’ dominam o Framboesa de Ouro 2016

razzie

Da esquerda pra direita: Segurança de Shopping 2, Mortdecai: A Arte da Trapaça, O Destino de Júpiter, Cinquenta Tons de Cinza, Pixels e Quarteto Fantástico (photo montage by premiere.fr)

FRAMBOESA DE OURO SE MOSTRA UMA NECESSIDADE PARA A INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA

Pensa que cinema é só bons atores, ótimas tramas e conteúdo? Nada disso! Tem o lado negro da força também! O que seria dos bons filmes se não fossem os ruins?  Sim, 2015 trouxe uma boa safra de filmes, mas também foi responsável por bombas que representam a ganância de produtores hollywoodianos como comprova a 36ª edição do Framboesa de Ouro.

Dos cinco filmes indicados a Pior Filme, talvez o que mais se encaixa na irresponsabilidade dos produtores é a nova adaptação dos quadrinhos da Marvel: Quarteto Fantástico. Apesar de estar assinado com o nome do diretor Josh Trank, os bastidores do filme indicam que o estúdio Twentieth Century Fox, após ficar insatisfeito com o trabalho, ordenou a refilmagem de muitas cenas, alegando que a versão original era violenta demais. Com novas ordens do alto escalão, houve um corte tremendo na duração: de 2 horas e 20 minutos, o filme passou a ater 1 hora e 30 minutos!  São 50 minutos cortados que incluíam 3 sequências de ação que poderiam salvar a segunda metade do longa. Além disso, houve brigas e discussões no set de filmagem, incluindo supostos maus tratos do diretor com a atriz Kate Mara (a Mulher-Invisível) por ela ter sido uma escolha imposta pela Fox (Josh Trank queria Allison Williams). Resumindo: foi uma tragédia do início ao fim, que poderia ter sido evitada se tivesse um planejamento completo, porém, com o estúdio querendo aproveitar logo os direitos autorais dos personagens para lucrar, acabou fazendo tudo às pressas e deu no que deu: a pior bilheteria de um filme da Marvel Studios, que tem tanta vergonha do resultado final, que acabou nem incluindo em seu site oficial.

Cena de Quarteto Fantástico com Kate Mara e Milles Teller

Cena de Quarteto Fantástico com Kate Mara e Miles Teller (photo by outnow.ch)

E aproveitando o post dos piores, gostaria de dizer aos que defenderam a adaptação do livro Cinquenta Tons de Cinza: “Gosto literário não se discute, mas vocês não entendem muito de cinema.” Quando até a trilha é melhor do que o filme todo, a coisa tá feia! Por mais que o livro não ajude muito, fizeram péssimas escolhas pra direção (a própria autora do livro teria decidido), e no casting dos atores principais, que nitidamente não têm talento e química alguma na tela. A atuação de Dakota Johnson se limita a morder os lábios em toda cena. E podem anotar: Deve ganhar o MTV Movie Awards de Melhor Filme ainda pelo voto popular.

Dakota Johnson e os lábios em Cinquenta Tons de Cinza (photo by cinemagia.ro)

Dakota Johnson e os lábios em Cinquenta Tons de Cinza (photo by cinemagia.ro)

Em relação aos outros piores do ano, honestamente, não tive tempo pra assistir. Ou melhor, preferi não dar prioridade e foram ficando pra trás. Mas imagino que não perdi muita coisa… Bons tempos em que Adam Sandler ainda trabalhava com bons diretores como Paul Thomas Anderson em Embriagados de Amor

INDICADOS E VENCEDORES DO OSCAR TAMBÉM FALHAM

Assim como em qualquer profissão, o ator está apto a cometer erros, desde a escolha de agentes e projetos ao tom do personagem. E não é porque o ator ou atriz já foi indicado ou ganhou a estatueta dourada que está livre de cometer falhas. Prova disso são as vitórias de Sandra Bullock e Halle Berry, ambas ganhadoras do Oscar de Melhor Atriz, vencerem como Pior Atriz no Framboesa de Ouro.

Claro que as escolhas não as redimem, mas o fato de elas terem comparecido à festa e subido ao palco para receber o prêmio em mãos demonstra enorme profissionalismo e humildade. Se fosse aqui no Brasil, nenhum ator ou atriz Global compareceria ao evento e ainda mandaria seu advogado processar o prêmio por danos morais. Abaixo, segue bem-humorado e belo discurso de Halle Berry. Tem uma parte em que ela cita a mãe como inspiração: “Se você não pode ser um bom perdedor, não tem como ser um bom vencedor” – uma das verdades da vida pra tudo.


Halle Berry faz discurso engraçado e honesto ao receber sua Framboesa de Ouro por Mulher-Gato em 2004

Entre os indicados deste ano que já passaram pelo tapete vermelho da Academia são, curiosamente, dois atores que provavelmente estarão no Oscar este ano (mas por filmes diferentes, claro): Eddie Redmayne e Rooney Mara. Acho que o maior pecado de Redmayne na ficção científica O Destino de Júpiter é levar o papel à sério demais (essa postura dele me lembrou a Kate Beckinsale que achava que estava fazendo uma peça de Shakespeare no horrível blockbuster Van Helsing: O Caçador de Monstros). Com seus gritos esquizofrênicos, ele parece estar num filme totalmente à parte. E quanto à Mara, claramente distante e perdida, não mostra nenhum recurso pra enriquecer sua personagem Tiger Lily na adaptação fria de Joe Wright de Peter Pan.

Eddie Redmayne em cena de O Destino de Júpiter (photo by cinemagia.ro)

Eddie Redmayne em cena de O Destino de Júpiter (photo by cinemagia.ro)

Além deles, temos Julianne Moore por O Sétimo Filho e Johnny Depp por Mordecai: A Arte da Trapaça, que parecem ser casos de más escolhas de projetos. E claro que o pessoal do Framboesa de Ouro adora pegar carona em celebridades que estão em alta para tornar a cerimônia mais relevante, senão só premiaram atores menos conhecidos ano após ano. Mas engana-se aquele que pensa que o Framboesa impede o ator ou atriz de ganhar o Oscar. Claro que também não ajuda nem um pouco, mas em 2010, Sandra Bullock levou ambos os prêmios: o Oscar por Um Sonho Possível e o Framboesa por Maluca Paixão. Felizmente, ela soube levar tudo com jogo de cintura.

REDENÇÃO

Em seu segundo ano de existência, o prêmio Redentor busca consolar o profissional que já frequentou (ou até mesmo ganhou) o Framboesa no passado, mas agora está num momento melhor. Dos cinco concorrentes, o destaque fica por conta de Sylvester Stallone, que depois de anos fazendo essas dragas de Os Mercenários e outras produções igualmente ralas, finalmente embarcou num projeto com um diretor bom (Ryan Coogler). Por sua performance em Creed: Nascido Para Lutar, que seria o “Rocky VII”, o ator conquistou o Globo de Ouro de Ator Coadjuvante e tem tudo para conquistar sua terceira indicação ao Oscar. Em 1977, ele foi indicado como Ator e Roteiro Original por Rocky – Um Lutador.

Seguem os indicados ao 36º Framboesa de Ouro:

PIOR ATOR
– Johnny Depp (Mortdecai: A Arte da Trapaça)
– Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
– Kevin James (Segurança de Shopping 2)
– Adam Sandler (Pixels) (Trocando os Pés)
– Channing Tatum (O Destino de Júpiter)

PIOR ATOR COADJUVANTE
– Chevy Chase (A Ressaca 2) (Férias Frustradas)
– Josh Gad (Pixels) (Padrinhos LTDA)
– Kevin James (Pixels)
– Jason Lee (Alvin e os Esquilos: Na Estrada)
– Eddie Redmayne (O Destino de Júpiter)

PIOR ATRIZ
– Katherine Heigl (Home Sweet Hell)
– Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Mila Kunis (O Destino de Júpiter)
– Jennifer Lopez (O Garoto da Casa ao Lado)
– Gwyneth Paltrow (Mortdecai: A Arte da Trapaça)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
– Kaley Cuoco-Sweeting (Alvin e os Esquilos: Na Estrada) (Padrinhos LTDA)
– Rooney Mara (Peter Pan)
– Michelle Monaghan (Pixels)
– Julianne Moore (O Sétimo Filho)
– Amanda Seyfried (Peter Pan) (O Natal dos Coopers)

PIOR DIRETOR
– Andy Fickman (Segurança de Shopping 2)
– Tom Six (Centopéia Humana 3)
– Sam Taylor-Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Josh Trank (Quarteto Fantástico)
– Andy e Lana Wachowski (O Destino de Júpiter)

PIOR FILME
– Quarteto Fantástico (Fantastic Four)
– Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey)
– O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending)
– Segurança de Shopping 2 (Paul Blart: Mall Cop 2)
– Pixels (Pixels)

PIOR SEQUÊNCIA, REFILMAGEM OU SPIN-OFF
– Alvin e os Esquilos: Na Estrada
– Quarteto Fantástico (Fantastic Four)
– A Ressaca 2 (Hot Tube Machine 2)
– Centopéia Humana 3 (Human Centipede 3)
– Segurança de Shopping 2 (Paul Blart: Mall Cop 2)

PIOR COMBO
– Os quatro fantásticos (Quarteto Fantástico)
– Johnny Depp e seus bigodes colados (Mortdecai: A Arte da Trapaça)
– Jamie Dornan e Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Kevin James e seu segue ou seu bigode colado (Segurança de Shopping 2)
– Adam Sandler e qualquer par de sapatos (Trocando os Pés)

PIOR ROTEIRO
– Simon Kinberg, Jeremy Slater e Josh Trank (Quarteto Fantástico)
– Kelly Marcel (Cinquenta Tons de Cinza)
– Andy e Lana Wachowski (O Destino de Júpiter)
– Kevin James e Nick Bakay (Segurança de Shopping 2)
– Tim Herlihy e Timothy Dowling (Pixels)

REDENTOR DO FRAMBOESA
– Elizabeth Banks (pela direção de A Escolha Perfeita 2) * sinceramente não sei onde isso representa algum progresso…
– M. Night Shyamalan (pela direção de A Visita)
– Will Smith (pela atuação em Um Homem Entre Gigantes)
– Sylvester Stallone (pela atuação em Creed: Nascido Para Lutar)

A cerimônia de entrega do 36º Framboesa de Ouro acontece no dia 27 de Fevereiro.

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