Academia convida 683 novos membros em busca de diversidade

três novos membros da Academia: Michael B. Jordan, Emma Watson e Idris Elba (Photo by Rex Shutterstock through Variety)

Três novos membros da Academia: Michael B. Jordan, Emma Watson e Idris Elba (Photo by Rex Shutterstock through Variety)

GRUPO VOTANTE DO OSCAR GANHA MAIS CORES, INTERNACIONALIDADE E EXPERIÊNCIA

Nesta quarta-feira, dia 29, a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, anunciou o convite anual para novos membros votantes. Primeiramente, vamos aos números:

São 683 novos membros: um recorde histórico, já que nos últimos anos, a média girava em torno de 270 adesões. Desses 683 convidados, 46% são mulheres e 41% são negros. Como presidente, Isaacs cumpre sua promessa de elevar o número de mulheres e minorias raciais depois da polêmica do #OscarSoWhite, que criticava a ausência de negros nas 4 categorias de atuação neste e no ano anterior.

Com essas adesões, houve um aumento de 2% da presença feminina na Academia (de 25 para 27%) e de 3% de afro-americanos (de 8 para 11%). Não parece muita coisa vendo em porcentagens, mas segundo a própria presidente, “trata-se de um grande passo para a diversidade do Oscar”. Como havia prometido no início deste ano que iria dobrar a diversidade até 2020, ela demonstra que realmente está empenhada em concretizar grandes mudanças.

A presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs (Photo by David Fisher/REX/Shutterstock

A presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs (Photo by David Fisher/REX/Shutterstock)

Engana-se quem pensa que os convites se resumem a mulheres e negros. Dos 683 convites, 283 novos membros são internacionais vindos de 59 países, o que inclui latinos e asiáticos na conta. Também vale ressaltar que a campanha se estende também aos profissionais mais jovens, já que outra dura reclamação foi do predomínio de votantes idosos demais. A busca por “novo fôlego” já se fez necessária nas décadas de 60 e 70, quando os membros da Academia estavam envelhecendo demais.

Entre os novos membros que se destacam, temos os atores negros Idris Elba,  John Boyega, Chadwick Boseman e Michael B. Jordan, além do diretor Ryan Coogler, de Creed: Nascido Para Lutar. Na ala feminina, a vencedora do Oscar por O Quarto de Jack, Brie Larson, foi integrada ao grupo, assim como a jovem Emma Watson, Greta Gerwig, Rachel McAdams, Rose Byrne e Kate Beckinsale. Particularmente, fiquei feliz pela inclusão de grandes atrizes como Marisa Paredes e Cecilia Roth, que trabalharam com Pedro Almodóvar.

Chadwick Boseman, o Pantera Negra, no tapete vermelho do Oscar 2016. (photo by Rob Latour/REX/Shutterstock)

Chadwick Boseman, o Pantera Negra, no tapete vermelho do Oscar 2016. (photo by Rob Latour/REX/Shutterstock)

Atores asiáticos estão representados pela nova geração como Byung-Hun Lee e Daniel Dae Kim, mas o convite se estendeu a atores bem mais experientes como Tatsuya Nakadai, que trabalhou com Akira Kurosawa em Ran (1985) e Kagemusha, a Sombra de um Samurai (1980), e James Hong, o ator que deu vida a ninguém menos do que Lo Pan (!), o vilão de Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986), além de participar de Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982).

E pra fechar, temos America Ferrera, Luis Guzmán e Michelle Rodriguez, atores com raízes latinas. O Brasil recebeu convites também. O fotógrafo Lula Carvalho, o compositor Antonio Pinto, o animador Alê Abreu (de O Menino e o Mundo) e a diretora Anna Muylaert (de Que Horas Ela Volta?) formam essa nova safra de brasileiros na Academia.

A diretora Anna Muylaert em frente ao cartaz de Que Horas Ela Volta? (photo by ocafezinho.com)

A diretora Anna Muylaert em frente ao cartaz de Que Horas Ela Volta? (photo by ocafezinho.com)

“Estamos orgulhosos em dar as boas-vindas para estes novos membros para a Academia, e sabemos que eles enxergam isso como uma oportunidade e não apenas um convite, uma missão e não apenas uma filiação.” – declarou ainda a presidente Isaacs, que aproveitou para encorajar  a indústria cinematográfica a abrir as portas para quaisquer profissionais interessados em trabalhar.

Só por esta iniciativa da presidente Cheryl Boone Isaacs, ela já poderia ser considerada uma das melhores políticas a ocupar o cargo na Academia. Nitidamente, sua intenção ultrapassa questões político-raciais. Ela quer transformar o Cinema numa Arte aberta para todos os profissionais, enfraquecendo também sua elitização. Ela não quer incluir negros porque é politicamente correto com o intuito de agradar uma classe, mas porque o Cinema também é feito por negros, assim como é feito por mulheres, latinos, asiáticos, canadenses, russos, homossexuais e transgêneros.

O que se pode tirar dessa atitude? À princípio, o mote era trazer novas opiniões através de votos a fim de fazer escolhas mais justas. Se essa tática vai dar resultado nos próximos anos ou não, só poderemos saber com o tempo, mas independente do futuro, a porta aberta hoje certamente tende a enriquecer o grupo que forma a Academia. Se nós, como cinéfilos, muitas vezes reclamamos dos resultados do Oscar por ele ser conservador demais, talvez com essa nova leva de votantes, filmes mais ousados como o próprio Mad Max: Estrada da Fúria pudesse ter batido Spotlight – Segredos Revelados como Melhor Filme, indo muito além da questão racial apenas.

Ainda sob essa perspectiva do conservadorismo, há uma década, vimos 4 filmes ousados perderem para um filme careta, conservador e maniqueísta levar o Oscar de Melhor Filme. Este ano foi 2006, quando Crash – No Limite bateu os fortes e infinitamente superiores concorrentes: O Segredo de Brokeback Mountain, Capote, Boa Noite e Boa Sorte, e Munique. Talvez se já tivesse havido votantes mais novos e de pensamentos mais abertos naquele ano, o resultado teria sido outro, e hoje, poderiam se orgulhar mais dessa votação num clipe dos vencedores de Melhor Filme.

Jack Nicholson entre os produtores de Crash - No Limite: Cathy Schulman e Paul Haggis no Oscar 2006 (photo by grantland.com)

Jack Nicholson entre os produtores de Crash – No Limite: Cathy Schulman e Paul Haggis no Oscar 2006 (photo by grantland.com)

Contudo, é de extrema importância não se deixar levar por rótulos. Não é porque a Academia colocou mais negros que eles têm obrigação de votar para artistas negros ou filmes de temática negra. Se Idris Elba gostou mais de Gravidade, ele deve votar para Gravidade, e não para 12 Anos de Escravidão como a cartilha racial manda. Pelo menos, espero que não haja nenhum tipo de instrução por parte da Academia nesse sentido, porque senão seria patético e contraditório.

Particularmente, desse anúncio de novos membros, nada se compara à abertura internacional! E o engraçado é que na mídia, pouco se fala sobre isso! O foco está apenas em mulheres e negros, como se fossem os únicos injustiçados. Se formos dar uma olhada na lista de diretores convidados, temos nomes que vão acrescentar muito na real diversidade cinematográfica do Oscar. Só para citar alguns: o chinês Hou Hsiao-Hsien, a japonesa Naomi Kawase, o turco Nuri Bilge Ceylan, o jovem prodígio canadense Xavier Dolan, o tunisiano Abdellatif Kechiche, o iraniano Abbas Kiarostami, o britânico Ken Loach (que acaba de ganhar sua segunda Palma de Ouro em Cannes), a argentina Lucrecia Martel, o romeno Cristian Mungiu, o sul-coreano Park Chan-Wook, o dinamarquês Nicolas Winding Refn e o novo rei do terror, o malaio James Wan: são nomes tão consagrados do atual cinema mundial que é até ridículo que não eram membros da Academia ainda!

O jovem diretor Xavier Dolan, quando ganhava o Prêmio do Júri em Cannes de 2014. Além de canadense, ele tem apenas 27 aninhos. (photo by proibidoler.com)

O jovem diretor Xavier Dolan, quando ganhava o Prêmio do Júri em Cannes de 2014. Além de canadense, ele tem apenas 27 aninhos. (photo by proibidoler.com)

Na época do bafafá do #OscarSoWhite, achei muita estupidez por parte de alguns críticos politicamente corretos demais que culpavam a Academia por não haver negros entre os 20 atores indicados. Já defendi e volto a dizer aqui: a premiação apenas reflete a indústria cinematográfica. A real mudança deve acontecer na mentalidade dos produtores e dos grandes estúdios. E como o Cinema é uma Arte que depende demais da bilheteria, o público tem que dar a resposta positiva em caso de grandes mudanças.

O que achei bacana por parte da postura da Academia e de sua presidente é que, mesmo não sendo culpa deles, eles estão fazendo o possível para reverter esse quadro, convidando artistas e profissionais de todos os tipos e de todas as partes do mundo, a fim de tornar o Oscar mais globalizado e harmônico.

Eu só espero que, mesmo com essas mudanças positivas, o Oscar 2017 não conceda indicação a um ator ou atriz negros por piedade ou preencher cotas. Se for pra indicar, que seja por méritos próprios, porque do contrário, pode ser embaraçoso demais para o profissional.

A 89ª edição do Oscar já apresenta o seguinte calendário oficial:

12/Nov: Governors Awards
05/Jan: Início da votação das indicações
13/Jan: Término da votação das indicações
24/Jan: Anúncio dos Indicados ao Oscar
06/Fev: Almoço dos Indicados ao Oscar
11/Fev: Scientific and Technical Awards
13/Fev: Início da votação dos vencedores
21/Fev: Término da votação dos vencedores
26/Fev: 89º Academy Awards

Cena de The Birth of a Nation, de Nate Parker (photo by cine.gr)

Cena de The Birth of a Nation, de Nate Parker (photo by cine.gr)

Com tamanha discussão envolvendo diversidade, dois filmes já se tornaram fortes candidatos ao Oscar 2017 por sua temática racial. The Birth of a Nation é um drama de época que acompanha a trajetória de um escravo e pregador, que após testemunhar atrocidades contra seu povo, orquestra uma revolução em prol da liberdade. Obviamente, lembra bastante o recente 12 Anos de Escravidão, porém, como foi bastante elogiado em sua passagem pelo último Festival de Sundance, deve se consolidar como um favorito. E outro candidato, Loving, é um romance interracial envolvendo um branco (Joel Edgerton, numa atuação bastante aclamada) e uma negra (Ruth Negga) baseado em fatos verídicos ocorridos nos anos 50 na Virginia.

Joel Edgerton e Ruth Negga fazem um casal interracial em Loving, de Jeff Nichols (photo by cine.gr)

Joel Edgerton e Ruth Negga fazem um casal interracial em Loving, de Jeff Nichols (photo by cine.gr)

E pra quem tem curiosidade de ver a lista completa dos 683 novos membros da Academia, seguem os nomes abaixo de acordo com seu cargo:

Actors
Mahershala Ali – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Curious Case of Benjamin Button”
Anthony Anderson – “The Departed,” “Hustle & Flow”
Adam Beach – “Suicide Squad,” “Flags of Our Fathers”
Kate Beckinsale – “Love & Friendship,” “The Aviator”
Chadwick Boseman – “Captain America: Civil War,” “Get on Up”
John Boyega – “Star Wars: The Force Awakens,” “Attack the Block”
Betty Buckley – “Wyatt Earp,” “Carrie”
Rose Byrne – “X-Men: First Class,” “Bridesmaids”
Julie Carmen – “The Milagro Beanfield War,” “Gloria”
Enrique Castillo – “Déjà Vu,” “Bound by Honor”
Morris Chestnut – “G.I. Jane,” “Boyz N the Hood”
Cliff Curtis – “Live Free or Die Hard,” “Training Day”
Loretta Devine – “Crash,” “I Am Sam”
Carmen Ejogo – “Selma,” “Sparkle”
Idris Elba – “Beasts of No Nation,” “Pacific Rim”
America Ferrera – “Cesar Chavez,” “End of Watch”
Vivica A. Fox – “Kill Bill,” “Independence Day”
Andrew Garfield – “99 Homes,” “The Amazing Spider-Man”
Greta Gerwig – “Frances Ha,” “To Rome with Love”
Jesse D. Goins – “The Ugly Truth,” “Patriot Games”
Bruce Greenwood – “Flight,” “Star Trek”
Carla Gugino – “Watchmen,” “Night at the Museum”
Luis Guzmán – “Punch-Drunk Love,” “Carlito’s Way”
Dennis Haysbert – “Dear White People,” “Wreck-It Ralph”
Tom Hiddleston – “Crimson Peak,” “Marvel’s The Avengers”
James Hong – “Safe,” “Mulan”
Oscar Isaac – “Ex Machina,” “A Most Violent Year”
O’Shea “Ice Cube” Jackson* – “Ride Along,” “Friday”
Dakota Johnson – “Black Mass,” “Fifty Shades of Grey”
Cherry Jones – “Whiskey Tango Foxtrot,” “Signs”
Michael B. Jordan – “Creed,” “Fruitvale Station”
Daniel Dae Kim – “The Divergent Series: Insurgent,” “Crash”
Regina King – “Ray,” “Jerry Maguire”
Brie Larson – “Room,” “Trainwreck”
Byung-Hun Lee – “Terminator Genisys,” “G.I. Joe: The Rise of Cobra”
Nia Long – “Keanu,” “Boyz N the Hood”
Sal Lopez – “The Astronaut Farmer,” “Full Metal Jacket”
Ignacio López Tarso – “Under the Volcano,” “Nazarin”
Patti LuPone – “Parker,” “Driving Miss Daisy”
Peter Mackenzie – “Trumbo,” “42”
Rachel McAdams – “Spotlight,” “Midnight in Paris”
Eva Mendes – “The Place beyond the Pines,” “Hitch”
Tatsuya Nakadai – “Ran,” “Kagemusha”
Adepero Oduye – “The Big Short,” “12 Years a Slave”
Marisa Paredes – “The Skin I Live In,” “All about My Mother”
Nate Parker – “Beyond the Lights,” “Red Tails”
Harold Perrineau – “Zero Dark Thirty,” “28 Weeks Later”
Jorge Perugorría – “Che,” “Strawberry and Chocolate”
Silvia Pinal – “Vintage Model,” “The Exterminating Angel”
Freida Pinto – “Immortals,” “Slumdog Millionaire”
Michelle Rodriguez – “Avatar,” “Girlfight”
Anika Noni Rose – “For Colored Girls,” “Dreamgirls”
Cecilia Roth – “Lucia Lucia,” “All about My Mother”
Mark Rylance – “Bridge of Spies,” “The Other Boleyn Girl”
Pepe Serna – “The Black Dahlia,” “The Ballad of Gregorio Cortez”
Martin Starr – “I’ll See You in My Dreams,” “Adventureland”
Elizabeth Sung – “Memoirs of a Geisha,” “The Joy Luck Club”
Sharmila Tagore – “Dhadkan,” “The World of Apu”
Tessa Thompson – “Creed,” “Dear White People”
Lorraine Toussaint – “Selma,” “Middle of Nowhere”
Glynn Turman – “Super 8,” “Men of Honor”
Gabrielle Union – “Top Five,” “Bad Boys II”
Jacob Vargas – “The 33,” “Jarhead”
Alicia Vikander – “The Danish Girl,” “Ex Machina”
Emma Watson – “The Bling Ring,” “The Perks of Being a Wallflower”
Damon Wayans, Jr. – “Big Hero 6,” “Let’s Be Cops”
Marlon Wayans – “The Heat,” “Requiem for a Dream”
Rita Wilson – “It’s Complicated,” “Runaway Bride”
Daphne Zuniga – “Staying Together,” “Spaceballs”

Casting Directors
Shaheen Baig – “Youth,” “The Impossible”
Sharon Bialy – “Secret in Their Eyes,” “Mr. Holland’s Opus”
Sara Bilbatua – “Pan’s Labyrinth,” “The Devil’s Backbone”
Antoinette Boulat – “Diary of a Chambermaid,” “The Grand Budapest Hotel”
Deirdre Bowen – “Eastern Promises,” “Billy Madison”
Jacqueline Brown – “Akeelah and the Bee,” “Jackie Brown”
Carmen Cuba – “The Martian,” “Side Effects”
Christian Kaplan – “The Book of Life,” “Rio”
Moonyeenn Lee – “Avengers: Age of Ultron,” “Blood Diamond”
Natalie Lyon – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Walter Rippell – “Everybody Has a Plan,” “The Secret in Their Eyes”
Richard Rousseau – “Saint Laurent,” “Renoir”
Kim Taylor-Coleman – “Dope,” “Oldboy”
Manuel Teil – “Babel,” “Y Tu Mamá También”

Cinematographers
Bárbara Alvarez – “The Second Mother,” “Whisky”
C. Mitchell Amundsen – “Ride Along 2,” “Now You See Me”
Adam Arkapaw – “Macbeth,” “McFarland, USA”
Sergio Armstrong – “No,” “The Maid”
Michael Barrett – “Ted 2,” “A Million Ways to Die in the West”
Natasha Braier – “The Rover,” “The Milk of Sorrow”
Lula Carvalho – “Teenage Mutant Ninja Turtles,” “RoboCop”
Caroline Champetier – “Holy Motors,” “Of Gods and Men”
Enrique Chediak – “The 5th Wave,” “The Maze Runner”
Charlotte Bruus Christensen – “Far from the Madding Crowd,” “The Hunt”
Sofian El Fani – “Timbuktu,” “Blue Is the Warmest Color”
Mátyás Erdély – “Son of Saul,” “The Quiet Ones”
Frank Griebe – “A Hologram for the King,” “Cloud Atlas”
Kirsten Johnson* – “CitizenFour,” “This Film Is Not Yet Rated”
Judith Kaufmann – “13 Minutes,” “Inbetween Worlds”
Jeanne Lapoirie – “Gett: The Trial of Viviane Amsalem,” “My Little Princess”
Hélène Louvart – “The Wonders,” “Pina”
Félix Monti – “Our Last Tango,” “The Secret in Their Eyes”
Peter Pau – “The Forbidden Kingdom,” “Crouching Tiger Hidden Dragon”
Daniel Pearl – “Friday the 13th,” “Aliens vs. Predator – Requiem”
Poon Hang-Sang – “Ip Man 2: Legend of the Grandmaster,” “Kung Fu Hustle”
Gökhan Tiryaki – “Winter Sleep,” “Once upon a Time in Anatolia”
Kim White – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Jo Willems – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Hunger Games: Catching Fire”
Steve Yedlin – “Carrie,” “Looper”
Nelson Yu Lik-Wai – “A Simple Life,” “24 City”
Haris Zambarloukos – “Cinderella,” “Jack Ryan: Shadow Recruit”
Zhao Fei – “The Sun Also Rises,” “The Curse of the Jade Scorpion”

Costume Designers
Olivier Bériot – “Lucy,” “Taken”
Madeline Fontaine – “The Young and Prodigious T.S. Spivet,” “Yves Saint Laurent”
Pierre-Yves Gayraud – “Albert Nobbs,” “The Bourne Identity”
Sonia Grande – “Magic in the Moonlight,” “Even the Rain”
Suttirat Anne Larlarb – “Steve Jobs,” “127 Hours”
Manon Rasmussen – “Nymphomaniac,” “A Royal Affair”

Designers
Yoshihito Akatsuka – “The Left Ear,” “Warriors of the Rainbow: Seediq Bale”
Kokayi Ampah – “Knight and Day” “Flags of Our Fathers”
Jille Azis – “Magic in the Moonlight,” “Tinker Tailor Soldier Spy”
Hannah E. Beachler – “Miles Ahead,” “Creed”
Bert Berry – “Inside Out,” “Cars 2”
Celia Bobak – “The Martian,” “Shanghai”
Stephanie Carroll – “Elsa & Fred,” “Monsoon Wedding”
Sue Chan – “Gone Girl,” “300: Rise of an Empire”
Rodolfo Damaggio – “Tomorrowland,” “Terminator Genisys”
Rena DeAngelo – “Bridge of Spies,” “The Judge”
Warren Drummond – “Straight Outta Compton,” “Nightcrawler”
Colin Gibson – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet Two”
Bernhard Henrich – “Bridge of Spies,” “Unfinished Business”
Kalina Ivanov – “Max,” “Little Miss Sunshine”
Michael Anthony Jackson – “Gods of Egypt,” “Fantastic Four”
Philip Keller – “Jurassic World,” “The Last Witch Hunter”
Carolyn A. Loucks – “Batman v Superman: Dawn of Justice,” “RoboCop”
Chris Lowe – “Spectre,” “Into the Woods”
Ina Mayhew – “Barbershop: The Next Cut,” “Tyler Perry’s Good Deeds”
Alice Normington – “Suffragette,” “Nowhere Boy”
Hamish Purdy – “The Revenant,” “Step Up All In”
Peter Ramsey* – “Penguins of Madagascar,” “Shrek the Third”
Pilar Revuelta – “Exodus: Gods and Kings,” “Pan’s Labyrinth”
Mark Ricker –“Trumbo,” “Get on Up
Dena Roth – “The Wedding Ringer,” “Think Like a Man Too”
David Schlesinger – “True Story,” “Annie”
Richard Sherman – “The Gift,” “Beautiful Creatures”
Michael Standish – “The Danish Girl,” “Victor Frankenstein”
Yohei Taneda – “Monster Hunt,” “The Hateful Eight”
Lisa Thompson – “Mad Max: Fury Road,” “San Andreas”
Patrice Vermette – “Sicario,” “The Young Victoria”
Frank Walsh – “The Huntsman: Winter’s War,” “High-Rise”

Directors
Lenny Abrahamson – “Room,” “Frank”
Naji Abu Nowar – “Theeb”
Maren Ade – “Everyone Else,” “The Forest for the Trees”
Lexi Alexander – “Punisher: War Zone,” “Green Street Hooligans”
Haifaa al-Mansour – “Wadjda”
Ana Lily Amirpour – “A Girl Walks Home Alone at Night”
Amma Asante – “Belle,” “A Way of Life”
Katie Aselton – “Black Rock,” “The Freebie”
Ramin Bahrani – “99 Homes,” “At Any Price”
Anna Boden – “Mississippi Grind,” “It’s Kind of a Funny Story”
Catherine Breillat – “The Sleeping Beauty,” “Sex Is Comedy”
Israel Cárdenas – “Sand Dollars,” “Carmita”
Carlos Carrera – “Backyard,” “El Crimen del Padre Amaro”
Nuri Bilge Ceylan – “Winter Sleep,” “Once upon a Time in Anatolia”
Souleymane Cissé – “Brightness,” “The Wind”
Isabel Coixet – “Learning to Drive,” “Elegy”
Ryan Coogler* – “Creed,” “Fruitvale Station”
Scott Cooper – “Black Mass,” “Crazy Heart”
John Crowley – “Brooklyn,” “Closed Circuit”
Julie Dash – “Daughters of the Dust”
Tamra Davis – “Jean-Michel Basquiat: The Radiant Child,” “Billy Madison”
Jonathan Dayton – “Ruby Sparks,” “Little Miss Sunshine”
Dominique Deruddere – “Flying Home,” “Everybody Famous!”
Xavier Dolan – “Mommy,” “Tom at the Farm”
Cheryl Dunye – “My Baby’s Daddy,” “The Watermelon Woman”
Deniz Gamze Ergüven – “Mustang”
Valerie Faris – “Ruby Sparks,” “Little Miss Sunshine”
Shana Feste – “Endless Love,” “Country Strong”
Hannah Fidell – “A Teacher”
Anne Fletcher – “The Proposal,” “Step Up”
Ari Folman – “The Congress,” “Waltz with Bashir”
Anne Fontaine – “Gemma Bovery,” “Coco before Chanel”
Cary Joji Fukunaga – “Beasts of No Nation,” “Jane Eyre”
Nicole Garcia – “A View of Love,” “Charlie Says”
Juan Antonio Garcia Bayona – “The Impossible,” “The Orphanage”
Sarah Gavron – “Suffragette,” “Brick Lane”
Lesli Linka Glatter – “The Proposition,” “Now and Then”
Ciro Guerra* – “Embrace of the Serpent,” “The Wind Journeys”
Laura Amelia Guzmán – “Sand Dollars,” “Carmita”
Sanaa Hamri – “Just Wright,” “Something New”
Mia Hansen-Løve* – “Eden,” “The Father of My Children”
Mahamet-Saleh Haroun – “Grigris,” “Our Father”
Mary Harron – “The Notorious Bettie Page,” “American Psycho”
Marielle Heller* – “The Diary of a Teenage Girl”
Albert Hughes – “The Book of Eli,” “Dead Presidents”
Hou Hsiao-Hsien – “The Assassin,” “Three Times”
Patty Jenkins – “Wonder Woman,” “Monster”
Naomi Kawase* – “Still the Water,” “The Mourning Forest”
Abdellatif Kechiche – “Blue Is the Warmest Color,” “Black Venus”
Abbas Kiarostami – “Certified Copy,” “Taste of Cherry”
So Yong Kim – “For Ellen,” “In Between Days”
Kiyoshi Kurosawa – “Seventh Code,” “Pulse”
Karyn Kusama – “Jennifer’s Body,” “Girlfight”
Francis H. Lawrence – “The Hunger Games: Catching Fire,” “I Am Legend”
Tobias Lindholm* – “A War,” “A Hijacking”
Phyllida Lloyd – “The Iron Lady,” “Mamma Mia!”
Ken Loach – “The Wind That Shakes the Barley,” “Kes”
Julia Loktev – “The Loneliest Planet,” “Day Night Day Night”
Ami Canaan Mann – “Jackie & Ryan,” “Texas Killing Fields”
Lucrecia Martel – “The Headless Woman,” “The Holy Girl”
Adam McKay* – “The Big Short,” “Anchorman: The Legend of Ron Burgundy”
Deepa Mehta – “Midnight’s Children,” “Water”
Ursula Meier – “Sister,” “Home”
Rebecca Miller* – “The Private Lives of Pippa Lee,” “Personal Velocity”
Karen Moncrieff – “The Dead Girl,” “Blue Car”
Cristian Mungiu* – “Graduation,” “4 Months, 3 Weeks and 2 Days”
Anna Muylaert – “The Second Mother”
László Nemes* – “Son of Saul”
María Novaro – “The Good Herbs,” “Lola”
Victor Nunez – “Spoken Word,” “Ulee’s Gold”
Euzhan Palcy – “Siméon,” “A Dry White Season”
Park Chan-wook* – “Stoker,” “Oldboy”
Lucía Puenzo – “The German Doctor,” “El Niño Pez”
Lynne Ramsay – “We Need to Talk about Kevin,” “Morvern Callar”
Dee Rees – “Pariah”
Nicolas Winding Refn – “Only God Forgives,” “Drive”
Patricia Riggen – “The 33,” “Girl in Progress”
Gillian Robespierre – “Obvious Child”
Patricia Rozema – “Kit Kittredge: An American Girl,” “Mansfield Park”
Marjane Satrapi – “The Voices,” “Persepolis”
Sam Taylor-Johnson – “Fifty Shades of Grey,” “Nowhere Boy”
George Tillman, Jr. – “Notorious,” “Soul Food”
Luis Valdez – “La Bamba,” “Zoot Suit”
Melvin Van Peebles – “Identity Crisis,” “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song”
Margarethe von Trotta – “Rosenstrasse,” “Marianne and Juliane”
Lana Wachowski – “Cloud Atlas,” “The Matrix Trilogy”
Lilly Wachowski – “Cloud Atlas,” “The Matrix Trilogy”
Taika Waititi – “Hunt for the Wilderpeople,” “What We Do in the Shadows”
James Wan – “The Conjuring,” “Saw”
Keenan Ivory Wayans* – “Scary Movie,” “A Low Down Dirty Shame”
Apichatpong Weerasethakul – “Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives,” “Tropical Malady”

Documentary
Joslyn Barnes – “The House I Live In,” “Trouble the Water”
Danielle Renfrew Behrens – “Kurt Cobain: Montage of Heck,” “The Queen of Versailles”
Joe Bini* – “Tales of the Grim Sleeper,” “Encounters at the End of the World”
Douglas Blush – “The Hunting Ground,” “The Invisible War”
Rachel Boynton – “Big Men,” “Our Brand Is Crisis”
Irene Taylor Brodsky – “The Final Inch,” “Hear and Now”
Margaret Brown – “The Great Invisible,” “The Order of Myths”
Nancy Buirski – “Afternoon of a Faun: Tanaquil Le Clercq,” “The Loving Story”
Maro Chermayeff – “Marina Abramovic The Artist Is Present,” “The Kindness of Strangers”
Ramona S. Diaz – “Don’t Stop Believin’: Everyman’s Journey,” “Imelda”
James Gay-Rees – “Amy,” “Senna”
Haile Gerima – “Teza,” “Ashes and Embers”
Laurens Grant – “The Black Panthers: Vanguard of the Revolution,” “Freedom Riders”
Richard Hankin – “Art and Craft,” “God Loves Uganda”
Kazuo Hara – “A Dedicated Life,” “The Emperor’s Naked Army Marches On”
Thomas Allen Harris – “Through a Lens Darkly: Black Photographers and the Emergence of a People,” “Twelve
Disciples of Nelson Mandela”
Matthew Heineman – “Cartel Land,” “Escape Fire: The Fight to Rescue American Healthcare”
Judith Helfand – “The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement,” “Blue Vinyl”
Amy Hobby – “What Happened, Miss Simone?,” “Shepard & Dark”
Kirsten Johnson* – “Cameraperson,” “CitizenFour”
Asif Kapadia – “Amy,” “Senna”
Aviva Kempner – “Rosenwald,” “The Life and Times of Hank Greenberg”
Pedro Kos* – “The Square,” “Waste Land”
Victor Kossakovsky – “Vivan las Antipodas!,” “The Belovs”
Anita Lee – “Stories We Tell,” “Everybody’s Children”
Shola Lynch – “Free Angela and All Political Prisoners,” “Chisholm ’72 – Unbought & Unbossed”
Louis Massiah – “W.E.B. Dubois: A Biography in Four Voices”
Amanda Micheli – “La Corona,” “Double Dare”
Spencer Nakasako – “Refugee,” “A.K.A. Don Bonus”
Emiko Omori – “Rabbit in the Moon,” “Regret to Inform”
Joshua Oppenheimer – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
Dawn Porter – “Trapped,” “Gideon’s Army”
Gini Reticker – “Pray the Devil Back to Hell,” “Asylum”
Azin Samari* – “Ethel,” “The September Issue”
Jessica Sanders – “After Innocence,” “Sing!”
Regina Scully – “The Hunting Ground,” “Alive Inside”
Signe Byrge Sørensen – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
David Teague – “Cutie and the Boxer,” “Freeheld”
Trinh T. Minh-ha – “Forgetting Vietnam,” “Surname Viet Given Name Nam”
Jean Tsien – “Shut Up & Sing,” “Scottsboro: An American Tragedy”
Elizabeth Chai Vasarhelyi – “Meru,” “Youssou N’Dour: I Bring What I Love”
Wang Bing – “Three Sisters,” “West of the Tracks”

Executives
Pam Abdy
Courtney D. Armstrong
Arturo Barquet
Arianna Bocco
Nicole Brown
Rona Cosgrove
Craig Dehmel
Zanne Devine
Lisa Ellzey
Monique Esclavissat
Pauline Fischer
DeVon Franklin
David W. Greenbaum
Matthew Greenfield
Erica Huggins
Peter Kujawski
Pamela Kunath
Christine Langan
Bonni Lee
James F. Lopez
Xavier Marchand
Anikah Elizabeth McLaren
James Rupert Jacob Murdoch
Lachlan K. Murdoch
Gigi Pritzker
Josh Sapan
Scott Shooman
Adrian Smith
Frank H. Smith
Darren Dennis Throop
Jason D. Young

Film Editors
Niels Pagh Andersen – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
Joe Bini* – “We Need to Talk about Kevin,” “Cave of Forgotten Dreams”
Bettina Böhler – “Phoenix,” “Barbara”
Pernille Bech Christensen – “The Salvation,” “In a Better World”
Raúl Antonio Dávalos – “The Amateurs,” “Meet Wally Sparks”
Marie-Hélène Dozo – “Two Days, One Night,” “L’Enfant”
Amy E. Duddleston – “Elegy,” “Laurel Canyon”
Suzy Elmiger – “Lola Versus,” “Mighty Fine”
Sim Evan-Jones – “Shaun the Sheep Movie,” “Shrek”
Sarah Flack – “Away We Go,” “Lost in Translation”
Affonso Gonçalves – “Carol,” “Winter’s Bone”
Matthew Hamachek – “Cartel Land,” “If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front”
Chris King – “Amy,” “Exit through the Gift Shop”
Pedro Kos* – “The Square,” “Waste Land”
Sylvie Landra – “Catwoman,” “The Fifth Element”
Tom McArdle – “Spotlight,” “The Station Agent”
Adam Nielsen – “A War,” “A Hijacking”
Kevin Nolting – “Inside Out,” “Up”
Nathan Nugent – “Room,” “Frank”
Stan Salfas – “Morning,” “Let Me In”
Azin Samari* – “Ethel,” “The September Issue”
Margaret Sixel – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet”
Mary Stephen – “Blind Mountain,” “A Tale of Winter”
Troy Takaki – “Baggage Claim,” “The Bounty Hunter”
Camilla Toniolo – “His Way,” “Company Man”
Bernat Vilaplana – “Crimson Peak,” “Pan’s Labyrinth”
Pax Wassermann – “Elaine Stritch: Shoot Me,” “Pussy Riot: A Punk Prayer”
Julia Wong – “Hercules,” “Extract”
Mark Yoshikawa – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Tree of Life”

Makeup Artists and Hairstylists
Karen Asano-Myers – “Star Wars: The Force Awakens,” “42”
Pierce Austin – “Concussion,” “After Earth”
Julie Dartnell – “The Grand Budapest Hotel,” “Les Misérables”
Beatrice De Alba – “Away We Go,” “Frida”
Dave Elsey – “Mr. Holmes,” “The Wolfman”
Camille Friend – “The Hateful Eight,” “Django Unchained”
Anita Gibson – “Beyond the Lights,” “Top Five”
Giorgio Gregorini – “The Impossible,” “Apocalypto”
Siân Grigg – “The Revenant,” “Ex Machina”
Norma Hill-Patton – “X-Men: Days of Future Past,” “The Company You Keep”
Duncan Jarman – “The Revenant,” “Rush”
Love Larson – “The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared,” “The Girl Who Played with
Fire”
Angela Levin – “Cake,” “Horrible Bosses”
Ivana Primorac – “Anna Karenina,” “The Reader”
Beverly Jo Pryor – “Straight Outta Compton,” “Selma”
Jan Sewell – “The Danish Girl,” “The Theory of Everything”
Maurizio Silvi – “The Great Gatsby,” “Moulin Rouge”
Heba Thorisdottir – “The Hateful Eight,” “Bridesmaids”
Lesley Vanderwalt – “Mad Max: Fury Road,” “The Great Gatsby”
Eva von Bahr – “The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared,” “The Girl with the Dragon
Tattoo”

Music
Lesley Barber – “The Moth Diaries,” “Los Locos”
Wendy Blackstone – “Whitey: United States of America v. James J. Bulger,” “To Be Heard”
Mary J. Blige – “The Help,” “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
Kathryn Bostic – “Dear White People,” “The New Black”
Carl Davis – “The Understudy,” “Scandal”
Joseph S. DeBeasi – “The Revenant,” “Sicario”
Joanie Diener – “Merchants of Doubt,” “The Skulls”
Fitzgerald Diggs (RZA) – “Django Unchained,” “The Man with the Iron Fists”
Germaine Franco – “Dope,” “Mr. and Mrs. Smith”
Sia Furler – “Zootopia,” “Fifty Shades of Grey”
Peter Golub – “Audrey,” “Countdown to Zero”
Amanda Goodpaster – “Pitch Perfect 2,” “Diary of a Wimpy Kid”
Tanya Noel Hill – “Ant-Man,” “Chef”
Deborah Lurie – “Safe Haven,” “Dear John”
Heather McIntosh – “Z for Zachariah,” “Honeymoon”
Marcus Miller – “About Last Night,” “Deliver Us from Eva”
Antonio Pinto – “Amy,” “Senna”
Raphael Saadiq – “Epic,” “Love and Basketball”
Jim Schultz – “Black Mass,” “Inglourious Basterds”
Del Spiva – “Fury,” “Prometheus”
Taura Stinson – “Rio 2,” “Black Nativity”
Joseph Trapanese – “Straight Outta Compton,” “Nightcrawler”
Shigeru Umebayashi – “The Grandmaster,” “2046”
Fernando Velázquez – “Crimson Peak,” “Mama”
Will.i.am – “The Great Gatsby,” “Rio”
Marcelo Zarvos – “Rock the Kasbah,” “The Beaver”

Producers
Belén Atienza – “Out of the Dark,” “The Impossible”
Amy Baer – “A Storm in the Stars,” “Last Vegas”
David Barron – “Cinderella,” “Harry Potter and the Deathly Hallows (Parts 1 and 2)
Ram Bergman – “Don Jon,” “Looper”
Virginie Besson-Silla – “Lucy,” “The Lady”
Fernando Bovaira – “Biutiful,” “The Sea Inside”
Anne Carey – “Mr. Holmes,” “The Savages”
Debra Martin Chase – “Sparkle,” “The Sisterhood of the Traveling Pants”
Bonnie Curtis – “Albert Nobbs,” “Minority Report”
Susan Downey – “The Judge,” “Sherlock Holmes”
Ed Guiney – “Room,” “Frank”
Paul E. Hall – “Peeples,” “For Colored Girls”
Rachael Horovitz – “Maggie’s Plan,” “Moneyball”
Mark Huffam – “The Martian,” “Exodus: Gods and Kings”
Elizabeth Karlsen – “Carol,” “Made in Dagenham”
Gail Katz – “Pawn Sacrifice,” “The Perfect Storm”
Amy Kaufman – “Beasts of No Nation, “Ain’t Them Bodies Saints”
Neil Kopp – “Green Room,” “Wendy and Lucy”
Kristie Macosko Krieger – “Bridge of Spies,” “Lincoln”
David Lancaster – “Eye in the Sky,” “Whiplash”
Albert Lee – “Chinese Zodiac,” “Let the Bullets Fly”
Roy Lee – “The Lego Movie,” “Abduction”
Mynette Louie – “Land Ho!,” “Cold Comes the Night”
Daniela Taplin Lundberg – “Beasts of No Nation,” “The Kids Are All Right”
Lori McCreary – “The Magic of Belle Isle,” “Invictus”
Edward L. McDonnell – “Sicario,” “Insomnia”
Jamie Patricof – “Mississippi Grind,” “Blue Valentine”
Amanda Posey – “Brooklyn,” “An Education”
Heather Rae – “The Dry Land,” “Frozen River”
Alexander Rodnyansky – “Leviathan,” “Stalingrad”
Esther García Rodríguez – “Wild Tales,” “The Skin I Live In”
Anish Savjani – “Green Room,” “Meek’s Cutoff”
Allison Shearmur – “Pride and Prejudice and Zombies,” “Cinderella”
Michael Sugar – “Spotlight,” “The Fifth Estate”
Robert Teitel – “Barbershop: The Next Cut,” “Men of Honor”
Rodrigo Teixeira – “The Witch,” “Mistress America”
Nina Yang Bongiovi – “Dope,” “Fruitvale Station”

Public Relations
Michael S. Agulnek
Marina Bailey
Jacqueline L. Bazan
Stephen D. Bruno
Cassandra O. Butcher
Zachary Eller
Linda Guerrero
Barry Dale Johnson
Kate Lee
Amy Mastriona
R.J. Millard
Kelly Bush Novak
Fumiko Kitahara Otto
Jack Pan
Terra Potts
Arnold Robinson
David Stern
Lisa Taback
Jean-Pierre Vincent
David S. Waldman
Ryan Werner
Katherine Willing

Short Films and Feature Animation
Alê Abreu – “Boy and the World,” “Cosmic Boy”
Line K. Andersen – “The Croods,” “Monsters vs Aliens”
Bruce Anderson – “Rio 2,” “Rio”
Graham Annable – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Guillaume Aretos – “Puss in Boots,” “Shrek the Third”
Serena Armitage – “Stutterer,” “Scorned”
Sanjay Bakshi – “The Good Dinosaur,” “Monsters University”
Maxwell Boas – “Kung Fu Panda 3,” “Rise of the Guardians”
Lydia Bottegoni – “Hotel Transylvania,” “Surf’s Up”
Rebecca Wilson Bresee – “Zootopia,” “Frozen”
Mark Burton – “Shaun the Sheep Movie,” “Gnomeo & Juliet”
Chris Butler – “ParaNorman,” “Coraline”
Clément Calvet – “Cafard,” “Song of the Sea”
Tom Cardone – “Rio 2,” “Dr. Seuss’ Horton Hears a Who!”
Marci Carlin – “The Soul of Nashville,” “Human Destiny”
Galen Tan Chu – “Epic,” “Ice Age: Dawn of the Dinosaurs”
Benjamin Cleary – “Love Is a Sting,” “Stutterer”
Pam Coats – “Gnomeo & Juliet,” “Mulan”
Melissa Beth Cobb – “Kung Fu Panda 3,” “Kung Fu Panda 2”
Deborah Cook – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Jamie Oliver Donoughue – “Shok,” “Life on the Line”
Renato Dos Anjos – “Wreck-It Ralph,” “Bolt”
Jeff Draheim – “Frozen,” “The Princess and the Frog”
Karen Dufilho – “Duet,” “For the Birds”
Pato Escala – “Bear Story”
Katie Fico – “Zootopia,” “Feast”
Michael Fong – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Lori Forte – “Epic,” “Ice Age Continental Drift”
Oorlagh George – “The Shore”
Jonathan Gibbs – “Turbo,” “The Croods”
Steven Goldberg – “Frozen,” “Tangled”
Judith Gruber-Stitzer – “Wild Life,” “When the Day Breaks”
Jorge R. Gutierrez – “The Book of Life,” “Carmelo”
Jane Hartwell – “The Croods,” “Madagascar”
Georgina Hayns – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Janet Healy – “Minions,” “Despicable Me 2”
Tang K. Heng – “Kung Fu Panda 2,” “Kung Fu Panda”
Jon W.S. Huertas – “The Box,” “Lone”
Raman Hui – “Monster Hunt,” “Shrek the Third”
Claire Jennings – “Coraline,” “Father and Daughter”
Yong Duk Jhun – “The Croods,” “Shrek Forever After”
Sahim Omar Kalifa – “Bad Hunter,” “Baghdad Messi”
Scott Kersavage – “Zootopia,” “Wreck-It Ralph”
Basil Khalil – “Ave Maria,” “Shooter”
Michael Knapp – “Epic,” “Ice Age: Dawn of the Dinosaurs”
Robert Kondo – “The Dam Keeper,” “La Luna”
Shawn Krause – “Inside Out,” “Cars 2”
Max Lang – “Room on the Broom,” “The Gruffalo”
Nicolas Marlet – “Kung Fu Panda 3,” “How to Train Your Dragon 2”
Steve Martino – “The Peanuts Movie,” “Ice Age Continental Drift”
Dale Mayeda – “Planes: Fire & Rescue,” “Frozen”
Brian McLean – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Mike Mitchell – “Alvin and the Chipmunks: Chipwrecked,” “Shrek Forever After”
Joe Moshier – “Penguins of Madagascar,” “How to Train Your Dragon 2”
James Ford Murphy – “Lava,” “Cars”
Kiel Murray – “Up,” “Cars”
Yoshiaki Nishimura – “When Marnie Was There,” “The Tale of the Princess Kaguya”
Kyle Odermatt – “Big Hero 6,” “Paperman”
Linda Campos Olszewski – “Car-Ma’,” “A Bad Hair Day”
Gabriel Osorio – “Bear Story,” “Residuos”
Sanjay Patel – “Sanjay’s Super Team,” “Tokyo Mater”
Martin Pope – “Room on the Broom,” “Chico & Rita”
Christian Potalivo – “The New Tenants,” “The Pig”
Tina Price – “Dinosaur,” “Fantasia/2000”
Peter Ramsey* – “Rise of the Guardians,” “Monsters vs Aliens”
Denise Ream – “The Good Dinosaur,” “Cars 2”
Julie Roy – “Carface,” “Kali the Little Vampire”
Damon Russell – “Curfew,” “Brink”
William Salazar – “Kung Fu Panda 3,” “Monsters vs Aliens”
Scott Santoro – “Cloudy with a Chance of Meatballs 2,” “Flushed Away”
Katherine Sarafian – “Brave,” “Lifted”
Kent Seki – “Rocky and Bullwinkle,” “Megamind”
Osnat Shurer – “One Man Band,” “Boundin’”
Mireille Soria – “Home,” “Madagascar 3: Europe’s Most Wanted”
Richard Starzak – “Shaun the Sheep Movie,” “A Matter of Loaf and Death”
Michael D. Surrey – “The Princess and the Frog,” “The Lion King”
Galyn Susman – “Ratatouille,” “Toy Story 2”
Imogen Sutton – “Prologue,” “The Thief and the Cobbler”
Dice Tsutsumi – “The Dam Keeper,” “Monsters University”
Nora Twomey – “Song of the Sea,” “The Secret of Kells”
Pablo Valle – “How to Train Your Dragon 2,” “Turbo”
Michael Venturini – “The Good Dinosaur,” “Toy Story 3”
Pierre-Olivier Vincent – “How to Train Your Dragon 2,” “How to Train Your Dragon”
Patrick Vollrath – “Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut),” “The Jacket (Die Jacke)”
Dan Wagner – “Kung Fu Panda 3,” “Kung Fu Panda 2”
Koji Yamamura – “Muybridge’s Strings,” “Mt. Head”
Hiromasa Yonebayashi – “When Marnie Was There,” “The Secret World of Arrietty”
Raymond Zibach – “Kung Fu Panda 3,” “Sinbad: Legend of the Seven Seas”

Sound
Pud Cusack – “Free State of Jones,” “The Mask of Zorro”
Susan Dawes – “Deadpool,” “Wild”
Chris Duesterdiek – “The Revenant,” “Elysium”
Tammy Fearing – “Trainwreck,” “Bridesmaids”
Roberto Fernandez – “St. Vincent,” “Drive”
Eric Flickinger – “The Big Short,” “World War Z”
Gabriel Gutiérrez – “Automata,” “Mama”
Matthew Harrison – “Paper Towns,” “The Maze Runner”
Nina Hartstone – “The Book Thief,” “Gravity”
Michael Hertlein – “The Hateful Eight,” “American Hustle”
Paul Hsu – “Spotlight,” “Salt”
George Lara – “Chi-Raq,” “Spotlight”
Anna MacKenzie – “Spectre,” “Prometheus”
John G. Marquis – “Godzilla,” “Beautiful Creatures”
James Harley Mather – “Mission: Impossible – Rogue Nation,” “Sherlock Holmes”
Chuck Michael – “Mad Max: Fury Road,” “X-Men: Days of Future Past”
Timothy Karl Nielsen – “Racing Extinction,” “War Horse”
Eric Norris – “Unbroken,” “Man of Steel”
Ben Osmo – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet Two”
Eliza Paley – “Miles Ahead,” “Carol”
Glenfield Payne – “Beasts of No Nation,” “Blue Jasmine”
Michele Perrone – “The Revenant,” “Straight Outta Compton”
Lisa Pinero – “Steve Jobs,” “Fury”
Mac Ruth – “The Martian,” “World War Z”
Christopher Scarabosio – “Star Wars: The Force Awakens,” “The Grand Budapest Hotel”
Paul P. Soucek – “Fright Night,” “Michael Clayton”
Nancy Nugent Title – “Spy,” “Dawn of the Planet of the Apes”
Richard Toenes – “Iron Man 3,” “Warrior”
Todd Toon – “The Revenant,” “The Princess and the Frog”
Bernard Weiser – “American Hustle,” “The Hurt Locker”
David White – “Mad Max: Fury Road,” “The Railway Man”
Byron Wilson – “Black Mass,” “True Grit”
Matthew R. Wood – “Star Wars: The Force Awakens,” “WALL-E”
Tamás Zányi – “Son of Saul,” “Delta”

Visual Effects
Kevin Baillie – “The Walk,” “Transformers: Age of Extinction”
Sara Bennett – “Ex Machina,” “Hercules”
Theo Bialek – “The Amazing Spider-Man 2,” “The Smurfs 2”
Richard Bluff – “The Big Short,” “Unbroken”
Steve Cremin – “Hail, Caesar!,” “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2)”
Lindy Wilson De Quattro – “Pacific Rim,” “Mission: Impossible – Ghost Protocol”
Adrian de Wet – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Hunger Games: Catching Fire”
Matt Dessero – “Jupiter Ascending,” “Divergent”
Deak Ferrand – “By the Sea,” “Lucy”
Ronald Frankel – “Gods of Egypt,” “Riddick”
John Gibson – “X-Men: Days of Future Past,” “Snow White and the Huntsman”
Martin Hill – “The Hunger Games: Mockingjay – Part 2,” “Furious Seven”
Bruce L. Holcomb – “Ant-Man,” “Avengers: Age of Ultron”
Andrew Jackson – “Mad Max: Fury Road,” “The Hobbit: The Battle of the Five Armies”
Matthew Jacobs – “Gods of Egypt,” “Deliver Us from Evil”
Anders Langlands – “The Martian,” “X-Men: Days of Future Past”
Seth Maury – “Night at the Museum: Secret of the Tomb,” “Maleficent”
Rich McBride – “The Revenant,” “Gravity”
Kelvin McIlwain – “Furious Seven,” “Snow White and the Huntsman”
Paul Norris – “Ex Machina,” “Mission: Impossible – Rogue Nation”
Dan Oliver – “Gods of Egypt,” “Mad Max: Fury Road”
Edward M. Pasquarello – “Paranormal Activity: The Ghost Dimension,” “Tomorrowland”
Betsy Paterson – “The Hunger Games,” “The Incredible Hulk”
Matthew Shumway – “The Revenant,” “Life of Pi”
Jason Smith – “The Revenant,” “Super 8”
Kevin Andrew Smith – “Hunt for the Wilderpeople,” “Krampus”
Simone Kraus Townsend – “Ant-Man,” “Avengers: Age of Ultron”
Stefano Trivelli – “Star Wars: The Force Awakens,” “Pan”
Adam Valdez – “Maleficent,” “World War Z”
David Vickery – “Mission: Impossible – Rogue Nation,” “Fast & Furious 6”
Steven Warner – “The Brothers Grimsby,” “The Martian”
Andrew Whitehurst – “Ex Machina,” “Paddington”
Andy Williams – “Mad Max: Fury Road,” “Fury”
Tom Wood – “Mad Max: Fury Road,” “The Last Witch Hunter”

Writers
Jonathan Aibel – “Kung Fu Panda” series, “Monsters vs Aliens”
Sherman Alexie – “The Business of Fancydancing,” “Smoke Signals”
Glenn Berger – “Kung Fu Panda” series, “Monsters vs Aliens”
Andrea Berloff – “Straight Outta Compton,” “World Trade Center”
Vera Blasi – “Tortilla Soup,” “Woman on Top”
Ryan Coogler* – “Creed,” “Fruitvale Station”
Destin Daniel Cretton – “Short Term 12,” “I Am Not a Hipster”
Emma Donoghue – “Room”
Tina Fey – “Mean Girls”
Efthimis Filippou – “The Lobster,” “Dogtooth”
Jennifer Flackett-Levin – “Little Manhattan,” “Wimbledon”
Ryan Fleck – “Mississippi Grind,” “Half Nelson”
Alex Garland – “Ex Machina,” “28 Days Later”
Drew Goddard – “The Martian,” “Cloverfield”
Ciro Guerra* – “Embrace of the Serpent,” “The Wind Journeys”
Mia Hansen-Løve* – “Eden,” “The Father of My Children”
Marielle Heller* – “The Diary of a Teenage Girl”
David Henry Hwang – “Possession,” “Golden Gate”
O’Shea “Ice Cube” Jackson* – “The Players Club,” “Friday”
Jia Zhangke – “Mountains May Depart,” “Still Life”
Miranda July – “The Future,” “Me and You and Everyone We Know”
Laeta Kalogridis – “Terminator Genisys,” “Shutter Island”
Naomi Kawase* – “Still the Water,” “Firefly”
Richard Kelly – “Domino,” “Donnie Darko”
Takeshi Kitano – “Outrage,” “Kikujiro”
Hirokazu Koreeda – “Like Father, Like Son,” “Nobody Knows”
Yorgos Lanthimos – “The Lobster,” “Dogtooth”
Lee Chang-dong – “Poetry,” “Oasis”
Sebastián Lelio – “Gloria,” “Navidad”
Mark Levin – “Journey to the Center of the Earth,” “Nim’s Island”
Tobias Lindholm* – “A War,” “The Hunt”
Adam McKay* – “The Big Short,” “The Other Guys”
Rebecca Miller* – “Maggie’s Plan,” “The Ballad of Jack and Rose”
Abi Morgan – “Suffragette,” “The Iron Lady”
Cristian Mungiu* – “Beyond the Hills,” “Occident”
Phyllis Nagy – “Carol”
László Nemes* – “Son of Saul”
Park Chan-wook* – “Thirst,” “Oldboy”
Charles Randolph – “The Big Short,” “The Life of David Gale”
Carlos Reygadas – “Silent Light,” “Battle in Heaven”
Clara Royer – “Son of Saul”
Misan Sagay – “Belle,” “The Secret Laughter of Women”
Lorene Scafaria – “The Meddler,” “Nick & Norah’s Infinite Playlist”
Josh Singer – “Spotlight,” “The Fifth Estate”
Keenan Ivory Wayans* – “White Chicks,” “A Low Down Dirty Shame”
Alice Winocour – “Mustang,” “Home”

Members-at-Large
Tina Anderson
M. James Arnett
Dana Belcastro
Schawn Belston
Katherine Beyda
Lynwen Brennan
Camille Cellucci
Annie Chang
Yolanda T. Cochran
Gary Combs
Jenny Fulle
Theodore E. Gluck
Hal H. Haenel
Ramzi Haidamus
Eunice Huthart
Jeff Imada
Stephanie A. Ito
Mike Knobloch
Ravi D. Mehta
Sunny Park
Manny Perry
Ana Maria Quintana
Nancy St. John
Philip Steuer
Keith Woulard
Susan Zwerman

Associates
Adriana Alberghetti
Michelle Bohan
David Bugliari
John Campisi
Esther Chang
Maha Dakhil
David DeCamillo
Jerome Duboz
Helen du Toit
Jeff Gorin
Julie Huntsinger
Tracey R. Jacobs
Adam J. Kanter
Craig Kestel
Franklin Leonard
Betsy A. McLane
Cameron Mitchell
Andrea Nelson Meigs
Emanuel Nunez
Joanelle Romero
Rena Ronson
Lara Sackett
Carin Sage
Phillip Sun
Joanne Roberts Wiles
Warren Zavala

Academy Awards History: A História do Oscar (1961 a 1970)

Fachada do Santa Monica Civic Auditorium para o 38º Annual Academy Awards, onde ocorreu a primeira transmissão em cores para a TV (photo by twitter.com)

Fachada do Santa Monica Civic Auditorium para o 38º Annual Academy Awards, onde ocorreu a primeira transmissão em cores para a TV (photo by twitter.com)

QUAL MERECE MAIS?

Quando cinéfilos mundo afora discutem sobre os vencedores do Oscar, é muito comum ouvirmos “Deram o Oscar pro filme errado” ou “Deveriam ter premiado o outro filme”. Quem nunca soltou uma dessas numa rodinha de cinema? A verdade é que só sabemos se foi um “erro” mesmo com o passar do tempo. Acredito que a Academia e seus membros votaram naqueles que consideraram os melhores do ano. Se o filme ou a performance vencedores vão crescer ou cair no esquecimento, só dá pra ter certeza absoluta depois.

Nos anos 60, o Oscar ainda estava naquele hype de filmes musicais, tanto que premiou quatro como Melhor Filme: Amor Sublime Amor,  Minha Bela Dama, A Noviça Rebelde e Oliver!, que foi o último antes de Chicago vencer em 2003. Sim, premiaram filmes bobos como As Aventuras de Tom Jones (que hoje poucos sabem que filme é), mas a Academia demonstrou que buscava qualidade com maturidade ao reconhecer filmes polêmicos como No Calor da Noite (pela importância da questão racial e Sidney Poitier num papel marcante) e Perdidos na Noite (pela poesia encontrada no universo underground de Nova York). Toda vez que me perguntam quais filmes realmente mereceram o Oscar de Melhor Filme, sempre cito Perdidos na Noite, de John Schlesinger.

Jon Voight como Joe Buck em cena de Perdidos na Noite, de John Schlesinger (photo by metropolisvintageonline.com)

Jon Voight como Joe Buck em cena de Perdidos na Noite, de John Schlesinger (photo by metropolisvintageonline.com)

Pena que faltou essa ousadia no ano anterior, quando resolveram premiar Oliver! no lugar do revolucionário 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, que levou seu único Oscar por Efeitos Especiais. Mas esse “deslize” é mais do que compreensível, já que 2001 seria ousado mesmo se tivesse sido lançado nos dias de hoje. Uma vez ouvi um boato de que o ator Rock Hudson teria saído no meio da sessão aos berros de reclamação de ‘que porcaria é essa?’. Não que Hudson fosse lá um expert em linguagem cinematográfica, ainda mais de ficção científica e Arthur C. Clarke, mas não é um filme fácil de digerir.

FATOS HISTÓRICOS

A partir do 33º ano, em 1961, a cerimônia do Oscar mudou de endereço. Passou da RKO Pantages Theatre para o Santa Monica Civic Auditorium para poder comportar melhor a expansão de seus membros acadêmicos, convidados e apoiadores. Foi também nesta importante década que a apresentação foi transmitida em cores pela primeira vez na História, mais precisamente em 18 de abril de 1966, ano em que o musical A Noviça Rebelde levou Melhor Filme.

Dois anos após o advento da cor na transmissão do Oscar, a Academia decidiu unificar as categorias técnicas, antes divididas em Cores e Preto-e-Branco. Assim, as categorias de Fotografia, Direção de Arte e Figurino passaram a ser únicas.

Em 1967, a cerimônia foi quase cancelada devido a uma greve do sindicato da American Federation of Television and Radio Artists (AFTRA), mas apenas três horas antes foi acalmada e o show continuou. Mas no ano seguinte, a cerimônia do Oscar sofreu novo problema no calendário. Com o assassinato de Martin Luther King Jr., o evento foi adiado em dois dias em respeito, assim como a festa do Governor’s Ball foi cancelada naquele ano. Em 1963, ano seguinte ao assassinato do presidente John F. Kennedy, talvez a Academia tenha buscado alívio e conforto ao premiar a comédia britânica As Aventuras de Tom Jones, no lugar do drama imigrante de Elia Kazan, Terra de um Sonho Distante.

Vale destacar aqui que o mestre do suspense, Alfred Hitchcock, que acumulava 5 indicações como Melhor Diretor sem vitórias, foi lembrado pela Academia em 1967, quando lhe homenagearam com o prêmio Irving G. Thalberg, concedido pela “alta qualidade de suas produções ao longo de sua incrível carreira”. Indignado, como seus inúmeros fãs, o diretor subiu ao palco, recebeu o prêmio das mãos de Robert Wise, e foi amargamente sucinto com um “Thank you” para então sair de cena. (Veja vídeo no ano respectivo abaixo)

Alfred Hitchcock (à esq) posa com o prêmio Irving G. Thalberg ao lado de Robert Wise (photo by the.hitchcock.zone)

Alfred Hitchcock (à esq) posa com o prêmio Irving G. Thalberg ao lado de Robert Wise (photo by the.hitchcock.zone)

E por que não lembrar aqui da bela homenagem a um dos atores mais carismáticos que o Cinema já teve? Indicado duas vezes como Melhor Ator na década de 40, Cary Grant recebeu o Oscar Honorário em 1970 das mãos de Frank Sinatra após um vídeo com montagem de seus trabalhos em 34 anos de carreira. Ele foi aplaudido de pé por todos os presentes na cerimônia.

CAMPANHAS APELATIVAS

Para quem acha que a Academia sofre tentativas de suborno hoje com campanhas descaradas de Harvey Weinstein e companhia, mal sabe que estes fatos já vêm ocorrendo desde essa década de 60. Os estúdios lançaram campanhas ferozes chegando ao seu ápice com o nome de Chill Wills para uma indicação como Ator Coadjuvante em 1961, tanto que a Academia sentiu a necessidade inadiável de emitir um comunicado sobre a questão: “Sentimos que devemos declarar nossa posição sobre todos os indicados em potencial. Estamos cientes de que, ao longo dos anos, a grande maioria daqueles que foram indicados ou estavam buscando indicação exerceram retenção para lembrar os membros votantes de suas realizações. Lamentavelmente, contudo, ano passado alguns recorreram a uma excessiva e vulgar solicitação de votos. Isto se tornou um sério embaraço para a Academia e para nossa indústria. Somos hesitantes em definir regras específicas quanto às propagandas e deixaremos a decisão este ano para a boa consciência dos indicados.” – O ator Chill Wills foi indicado como Coadjuvante por O Álamo, mas perdeu para Peter Ustinov (Spartacus). Não se sabe a contagem dos votos, mas muitas vezes, a publicidade excessiva pode arruinar uma performance vitoriosa.

PRIMEIROS

Em 1962, a atriz italiana Sophia Loren foi responsável pela primeira indicação e vitória de uma performance estrangeira no Oscar. Ela interpretou uma mãe viúva que é vítima de estupro com a filha por soldados marroquinos no filme Duas Mulheres, de Vittorio De Sica. Esse marca só foi alcançada novamente em 1998, quando seu compatriota Roberto Benigni levou Melhor Ator por A Vida é Bela. Já pela categoria de Atriz, apenas em 2008, com a vitória arrasadora de Marion Cotillard por Piaf – Um Hino ao Amor.

Sophia Loren em cena de Duas Mulheres, de Vittorio De Sica (photo by mubi.com)

Sophia Loren em cena de Duas Mulheres, de Vittorio De Sica (photo by mubi.com)

Foi nesse mesmo ano em que vimos pela primeira vez um ator declinando sua indicação. Sim, George C. Scott foi o primeiro dos rebeldes. Apesar de sua recusa, ele permaneceu indicado como Ator Coadjuvante por Desafio à Corrupção, mas perdeu para George Chakiris por Amor, Sublime Amor. Scott venceu seu Oscar em 1971 por Patton – Rebelde ou Herói? e, claro, recusou o prêmio. Outro grande ator, Marlon Brando, que já havia vencido em 1955 por Sindicato de Ladrões, deve ter se inspirado no colega e também recusou o prêmio por O Poderoso Chefão em 1973.

Ainda em 62, ocorreu a primeira vitória de uma dupla de diretores na categoria. O veterano Robert Wise fez uma parceria com o coreógrafo Jerome Robbins, resultando no belíssimo trabalho visual do musical Amor, Sublime Amor. A única vitória de dupla só voltaria a acontecer 46 anos depois, com a consagração dos irmãos Joel e Ethan Coen por Onde os Fracos Não Têm Vez.

E, obviamente, esta foi também a primeira década, mais precisamente em 1964, em que um ator negro ganhou como Melhor Ator. É curioso saber que mesmo tendo interpretado personagens tão fortes em relação às questões raciais como em Acorrentados (1958), Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967) e No Calor da Noite (1967), Sidney Poitier tenha vencido justamente por um papel mais light: um carpinteiro que ajuda cinco freiras a construir uma capela no deserto em Uma Voz nas Sombras (1962). Aliás, o segundo ator negro a ganhar na mesma categoria também levou o Oscar pela performance “errada”: Denzel Washington por Dia de Treinamento, em 2002, quando deveria ter levado por Malcolm X ou Hurricane – O Furacão. Premiar pelo filme errado parece ser a tônica do Oscar.

Sidney Poitier (actor), Sidney Skolsky1963 (36th)

Sidney Poitier conversando com Sidney Skolsky na cerimônia do Oscar.

Só fazendo um adendo pessoal, felizmente esta foi a última década em que o anúncio dos atores indicados era sob um silêncio fúnebre. Não rolava clipes das performances dos atores, ninguém batia palmas e os indicados ficavam com aquela cara fechada de poucos amigos, que dizia “Eu sou bom, mas eu não ligo! Anuncia logo que sou vencedor pra eu ir pra casa!”, sendo que na verdade, estavam mega apreensivos em suas poltronas, ou seja, os atores não estavam atuando bem!

THE 42nd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1970

07 de Abril de 1970

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

MELHOR FILME
– Ana dos Mil Dias (Anne of the Thousand Days)
Produtor: Hal B. Wallis
– Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid)
Produtor: John Foreman
– Alô, Dolly! (Hello, Dolly!)
Produtor: Ernest Lehman
• Perdidos na Noite (Midnight Cowboy)
Produtor: Jerome Hellman

– Z (Z)
Produtores: Jacques Perrin, Ahmed Rachedi


Uma bronzeada Elizabeth Taylor apresenta o Oscar de Melhor Filme para Perdidos na Noite

MELHOR DIRETOR
– Costa-Gavras (Z)
– George Roy Hill (Butch Cassidy)
– Arthur Penn (Deixem-nos Viver)
– Sydney Pollack (A Noite dos Desesperados)
• John Schlesinger (Perdidos na Noite) – John Schlesinger não estava presente. Jon Voight aceitou o prêmio em seu nome.


Myrna Loy cita todos os diretores antes que revelar o vencedor John Schlesinger, aceito por Jon Voight

MELHOR ATOR
– Richard Burton (Ana dos Mil Dias)
– Dustin Hoffman (Perdidos na Noite)
– Peter O’Toole (Adeus, Mr. Chips)
– Jon Voight (Perdidos na Noite)
• John Wayne (Bravura Indômita)


Barbra Streisand concede o Oscar a John Wayne

MELHOR ATRIZ
– Geneviève Bujold (Ana dos Mil Dias)
– Jane Fonda (A Noite dos Desesperados)
– Liza Minnelli (Os Anos Verdes)
– Jean Simmons (Tempo Para Amar, Tempo Para Esquecer)
• Maggie Smith (A Primavera de uma Solteirona) – Maggie Smith não estava presente. Alice Ghostley aceitou em seu nome.


Cliff Robertson apresenta o Oscar para Maggie Smith, aceito por Alice Ghostley

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Rupert Crosse (Os Rebeldes)
– Elliott Gould (Bob, Carol, Ted e Alice)
– Jack Nicholson (Sem Destino)
– Anthony Quayle (Ana dos Mil Dias)
• Gig Young (A Noite dos Desesperados)


A bela Katharine Ross apresenta o Oscar para Gig Young

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Catherine Burns (O Último Verão)
– Dyan Cannon (Bob, Carol, Ted e Alice)
• Goldie Hawn (Flor de Cacto) – Goldie Hawn não estava presente. Raquel Welch aceitou o prêmio em seu nome.
– Sylvia Miles (Perdidos na Noite)
– Susannah York (A Noite dos Desesperados)


O grande Fred Astaire apresenta o Oscar de coadjuvante.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Paul Mazursky, Larry Tucker (Bob, Carol, Ted e Alice)
William Goldman (Butch Cassidy)
– William Goldman não estava presente. Katharine Ross aceitou o prêmio em seu nome.
– Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti (Os Deuses Malditos)
– Peter Fonda, Dennis Hopper, Terry Southern (Sem Destino)
– Walon Green, Roy N. Sickner, Sam Peckinpah (Meu Ódio Será Sua Herança)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– John Hale, Bridget Boland, Richard Sokolove (Ana dos Mil Dias)
– Arnold Schulman (Paixão de Primavera)
Waldo Salt (Perdidos na Noite)
– James Poe, Robert E. Thompson (A Noite dos Desesperados)
– Jorge Semprún, Costa-Gavras (Z)

Enquanto Katharine Ross e Jon Voight apresentam Roteiro Adaptado para Waldo Salt, James Earl Jones e Ali MacGraw entregam Roteiro Original para William Goldman. MacGraw veio com um visual à la Cruela…

MELHOR FOTOGRAFIA
– Arthur Ibbetson (Ana dos Mil Dias)
– Charles Lang (Bob, Carol, Ted e Alice)
Conrad L. Hall (Butch Cassidy)
– Harry Stradling Sr. (Alô, Dolly!)
– Daniel L. Fapp (Sem Rumo no Espaço)


O grande John Wayne elogia os diretores de fotografia antes de premiar Conrad L. Hall

MELHOR MONTAGEM
– William Reynolds (Alô, Dolly!)
– Hugh A. Robertson (Perdidos na Noite)
– William A. Lyon, Earle Herdan (O Segredo de Santa Vitória)
– Fredric Steinkamp (A Noite dos Desesperados)
Françoise Bonnot (Z)


Claudia Cardinale e James Earl Jones apresentam o Oscar de Montagem para a montadora Françoise Bonnot.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
John DeCuir, Jack Martin Smith, Herman A. Blumenthal, Walter M. Scott, George James Jopkins, Raphael Bretton (Alô, Dolly!)
– Maurice Carter, Lionel Couch, Patrick McLoughlin (Ana dos Mil Dias)
– Robert F. Boyle, George B. Chan, Edward G. Boyle, Carl Biddiscombe (Uma Certa Casa em Chicago)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, Jack D. Moore (Charity, Meu Amor)
– Harry Horner, Frank R. McKelvy (A Noite dos Desesperados)

MELHOR FIGURINO
– Irene Sharaff (Alô, Dolly!)
Margaret Furse (Ana dos Mil Dias)
– Ray Aghayan (Uma Certa Casa em Chicago)
– Edith Head (Charity, Meu Amor)
– Donfeld (A Noite dos Desesperados)

MELHOR TRILHA MUSICAL (ORIGINAL OU ADAPTADA)
– Leslie Bricusse, John Williams (Adeus, Mr. Chips)
Lennie Hayton, Lionel Newman (Alô, Dolly!)
– Nelson Riddle (Os Aventureiros do Ouro)
– Cy Coleman (Charity, Meu Amor)
– Johnny Green, Albert Woodbury (A Noite dos Desesperados)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL (NÃO FILME MUSICAL)
– Georges Delerue (Ana dos Mil Dias)
• Burt Bacharach (Butch Cassidy)
– John Williams (Os Rebeldes)
– Ernest Gold (O Segredo de Santa Vitória)
– Jerry Fielding (Meu Ódio Será Sua Herança)


A dupla Cliff Robertson e Barbara McNair apresenta o Oscar de trilha para o grande músico Burt Bacharach, que também leva o Oscar de Canção pelas mãos de Candice Bergen

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Come Saturday Morning”, de Fred Karlin, Dory Previn (Os Anos Verdes)
“Raindrops Keep Fallin’ on my Head”, de Burt Bacharach, Hal David (Butch Cassidy)
“Jean”, de Rod McKuen (A Primavera de uma Solteirona)
“True Grit”, de Elmer Bernstein, Don Black (Bravura Indômita)
“What Are You Doing for the Rest of Your Life?”, de Michel Legrand, Alan Bergman, Marilyn Bergman (Tempo Para Amar, Tempo Para Esquecer)

MELHOR SOM
Jack Solomon, Murray Spivack (Alô, Dolly!)
– John Aldred (Ana dos Mil Dias)
– Bill Edmondson, David Dockendorf (Butch Cassidy)
– Robert Martin, Clem Portman (Uma Certa Casa em Chicago)
– Les Fresholtz, Arthur Piantadosi (Sem Rumo no Espaço)

Elliott Gould e Candice Bergen apresentam Melhor Som para o musical favorito de Wall-E, Alô, Dolly!

MELHORES EFEITOS VISUAIS ESPECIAIS
– Eugène Lourié, Alex Weldon (Krakatoa, O Inferno de Java)
Robie Robinson (Sem Rumo no Espaço)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Blake, de Douglas Jackson
• The Magic Machines, de Joan Keller Stern
– People Soup, de Marc Merson

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– En Marchant, de Ryan Larkin
It’s Tough to be a Bird, de Ward Kimball
– Of Men and Demons, de John Hubley, Faith Hubley

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– An Impression of John Steinbeck: Writer, de Donald Wrye
• Czechoslovakia 1968, de Denis Sanders, Robert M. Fresco
– Jenny is a Good Thing, de Joan Horvath
– Leo Beuerman, de Arthur H. Wolf, Russell A. Mosser
– The Magic Machines, de Joan Keller Stern

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Before the Mountain Was Moved, de Robert K. Sharpe
– No Ano do Porco, de Emile de Antonio
• L’Amour de la Vie – Artur Rubinstein, de Bernard Chevry
– Olimpiada en México (Film Section of the Organizing Committee for the XIX Olympic Games)
– The Wolf Men, de Irwin Rosten

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Ådalen, de Bo Widerberg – SUÉCIA
– A Batalha do Neretva (Bitka na Neretvi), de Veljko Bulajic – IUGOSLÁVIA
– Os Irmãos Karamazov (Bratya Karamazovy), de Kirill Lavrov, Ivan Pyryev, Mikhail Ulyanov – UNIÃO SOVIÉTICA
– Minha Noite com Ela (Ma nuit chez Maud), de Eric Rohmer – FRANÇA
Z (Z), de Costa-Gavras – ARGÉLIA


Claudia Cardinale e Clint Eastwood concedem as honras para a Argélia

OSCAR HONORÁRIO
• Cary Grant

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Jessel

THE 41st ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1969

14 de Abril de 1969

Oliver!, de Carol Reed

Oliver!, de Carol Reed

MELHOR FILME
– Funny Girl – A Garota Genial (Funny Girl)
Produtor: Ray Stark
– O Leão no Inverno (The Lion in Winter)
Produtor: Martin Poll
• Oliver! (Oliver!)
Produtor: John Woolf
– Rachel, Rachel (Rachel, Rachel)
Produtor: Paul Newman
– Romeu & Julieta (Romeo and Juliet)
Produtores: Anthony Havelock-Allan, John Brabourne

MELHOR DIRETOR
– Anthony Harvey (O Leão no Inverno)
– Stanley Kubrick (2001: Uma Odisséia no Espaço)
– Gillo Pontecorvo (A Batalha de Argel)
• Carol Reed (Oliver!)
– Franco Zeffirelli (Romeu & Julieta)


Um quinteto maravilhoso anuncia os diretores indicados: Natalie Wood, Ingrid Bergman, Jane Fonda, Diahann Carroll e Rosalind Russell. Em seguida, Sidney Poitier introduz os cinco indicados a Melhor Filme.

MELHOR ATOR
– Alan Arkin (Por que tem de ser Assim?)
– Alan Bates (O Homem de Kiev)
– Ron Moody (Oliver!)
– Peter O’Toole (O Leão no Inverno)
• Cliff Robertson (Os Dois Mundos de Charly) – Cliff Robertson não estava presente na cerimônia. Frank Sinatara aceitou o prêmio em seu nome.


Burt Lancaster apresenta o Oscar de Melhor Ator, aceito por Frank Sinatra.

MELHOR ATRIZ
• Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) – Empate com Barbra Streisand. Katharine Hepburn se tornou a primeira atriz a ganhar duas vezes consecutivas e a primeira a vencer três vezes como Melhor Atriz. Hepburn não estava presente na cerimônia. O diretor Anthony Harvey aceitou o prêmio em seu nome.
– Patricial Neal (A História de Três Estranhos)
– Vanessa Redgrave (Isadora)
• Barbra Streisand (Funny Girl – A Garota Genial) – Empate com Katharine Hepburn.
– Joanne Woodward (Rachel, Rachel)


Ingrid Bergman revela empate inédito na categoria entre Katharine Hepburn e Barbra Streisand

MELHOR ATOR COADJUVANTE
• Jack Albertson (A História de Três Estranhos)
– Seymour Cassel (Faces)
– Daniel Massey (A Estrela)
– Jack Wild (Oliver!)
– Gene Wilder (Primavera Para Hitler)


Frank Sinatra apresenta o Oscar para Jack Albertson

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Lynn Carlin (Faces)
• Ruth Gordon (O Bebê de Rosemary)
– Sondra Locke (Por que tem de ser Assim?)
– Kay Medford (Funny Girl – A Garota Genial)
– Estelle Parsons (Rachel, Rachel)


Tony Curtis acaba com o nervosismo das indicadas ao anunciar Ruth Gordon, a única a soltar um sorrisinho!

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Franco Solinas, Gillo Pontecorvo (A Batalha de Argel)
– John Cassavetes (Faces)
– Ira Wallach, Peter Ustinov (A Máquina de Fazer Milhões)
– Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke (2001: Uma Odisséia no Espaço)
Mel Brooks (Primavera Para Hitler)


A dupla Frank Sinatra e Don Rickles apresentam Roteiro Original com muito humor

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Neil Simon (Um Estranho Casal)
• James Goldman (O Leão no Inverno)
– Vernon Harris (Oliver!)
– Stewart Stern (Rachel, Rachel)
– Roman Polanski (O Bebê de Rosemary)


Rosalind Russell apresenta Roteiro Adaptado com Frank Sinatra

MELHOR FOTOGRAFIA
– Harry Stradling Sr. (Funny Girl – A Garota Genial)
– Daniel L. Fapp (Estação Polar Zebra)
– Oswald Morris (Oliver!)
• Pasqualino De Santis (Romeu & Julieta)
– Ernest Laszlo (A Estrela)

MELHOR MONTAGEM
• Frank P. Keller (Bullitt)
– Robert Swink, Maury Winetrobe, William Sands (Funny Girl – A Garota Genial)
– Frank Bracht (Um Estranho Casal)
– Ralph Kemplen (Oliver!)
– Fred R. Feitshans Jr., Eve Newman (Violência nas Ruas)


Walter Matthau usa luvas brancas para apresentar o Oscar de Montagem

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• John Box, Terence Marsh, Vernon Dixon, Ken Muggleston (Oliver!)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno (As Sandálias do Pescador)
– Boris Leven, Walter M. Scott, Howard Bristol (A Estrela)
– Anthony Masters, Harry Lange, Ernest Archer (2001: Uma Odisséia no Espaço)
– Mikhail Bogdanov, Gennadi Myasnikov, Georgi Koshelev, V. Uvarov (Guerra e Paz)


A princesa sexy Natalie Wood apresenta o Oscar de Direção de Arte

MELHOR FIGURINO
– Margaret Furse (O Leão no Inverno)
– Phyllis Dalton (Oliver!)
– Morton Haack (O Planeta dos Macacos)
• Danilo Donati (Romeu & Julieta)
– Donald Brooks (A Estrela)

MELHOR TRILHA MUSICAL (ORIGINAL OU ADAPTADO)
– Ray Heindorf (O Caminho do Arco-Íris)
– Walter Scharf (Funny Girl – A Garota Genial)
• Johnny Green (Oliver!)
– Lennie Hayton (A Estrela)
– Michel Legrand, Jacques Demy (Duas Garotas Românticas)


Marni Nixon e Henry Mancini fazem uma criativa apresentação musical para apresentar Trilha Musical

MELHOR TRILHA MUSICAL (FILME NÃO MUSICAL)
– Lalo Schifrin (Apenas uma Mulher)
• John Barry (O Leão no Inverno)
– Jerry Goldsmith (O Planeta dos Macacos)
– Alex North (As Sandálias do Pescador)
– Michel Legrand (Crown, o Magnífico)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Chitty Chitty Bang Bang”, de Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (O Calhambeque Mágico)
“The Windmills of Your Mind”, de Michel Legrand, Alan Bergman, Marilyn Bergman (Crown, O Magnífico)
“For Love of Ivy”, de Quincy Jones, Bob Russell (Um Homem Para Ivy)
“Funny Girl”, de Julie Styne, Bob Merrill (Funny Girl – A Garota Genial)
“Star!”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (A Estrela)

MELHOR SOM
– Bullitt
– O Caminho do Arco-Íris
– Funny Girl – A Garota Genial
• Oliver!
– A Estrela

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Stanley Kubrick (2001: Uma Odisséia no Espaço) – Stanley Kubrick não estava presente na cerimônia. Diahann Carroll e Burt Lancaster aceitaram o prêmio em seu nome.
– Hal Millar, H. McMillan Johnson (Estação Polar Zebra)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– De Düva: The Dove, de George Coe, Sidney Davis, Anthony Lover
– Pas de deux
– Prelude, de John Astin
Robert Kennedy Remembered, de Charles Guggenheim

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– La Maison de Jean-Jacques, de Wolf Koenig, Jim Mackay
– The Magic Pear Tree, de Jimmy T. Murakami
– Windy Day, de John Hubley, Faith Hubley
Ursinho Puff e o Dia Chuvoso, de Walt Disney – Prêmio póstumo

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– The House That Ananda Built, de Fali Bilimoria
– The Revolving Door, de Lee R. Bobker
– A Space to Grow, de Thomas P. Kelly Jr.
– A Way Out of the Wilderness, de Dan E. Weisburd
Why Man Creates, de Saul Bass

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– A Few Notes on Our Food Problem, de James Blue
• Journey Into Self, de Bill McGaw – Foi premiado no mês seguinte à cerimônia depois que o Board of Governs determinou que “Young Americans” era inelegível.
– Legendary Champions, de William Cayton
– Other Voices, de David H. Sawyer
– Young Americans, de Robert Cohn, Alexander Grasshoff – A Academia anulou a vitória de “Young Americans” após descobrirem que o documentário havia sido lançado no ano anterior.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Esta Rua é Nossa (A Pál utcai fiúk), de Zoltán Fábri – HUNGRIA
– O Baile dos Bombeiros (Horí, má panenko), de Milos Forman – TCHECOSLOVÁQUIA
– A Garota com a Pistola (La ragazza con la pistola), de Mario Monicelli – ITÁLIA
– Beijos Proibidos (Baisers volés), de François Truffaut – FRANÇA
• Guerra e Paz (Voyna i mir), de Sergey Bondarchuk – RÚSSIA

OSCAR HONORÁRIO
• John Chambers (O Planeta dos Macacos) – pelo trabalho de maquiagem
• Onna White (Oliver!) – pelo trabalho de coreografia

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Martha Raye

THE 40th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1968

10 de Abril de 1968

No Calor da Noite, de Norman Jewison

No Calor da Noite, de Norman Jewison

MELHOR FILME
– Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde)
Produtor: Warren Beatty
– O Fabuloso Doutor Dolittle (Dr. Dolittle)
Produtor: Arthur P. Jacobs
– A Primeira Noite de um Homem (The Graduate)
Produtor: Lawrence Turman
– Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who’s Coming to Dinner)
Produtor: Stanley Kramer
No Calor da Noite (In the Heat of the Night)
Produtor: Walter Mirisch

Julie Andres apresenta o principal prêmio da noite para No Calor da Noite

MELHOR DIRETOR
– Richard Brooks (A Sangue Frio)
– Norman Jewison (No Calor da Noite)
– Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
Mike Nichols (A Primeira Noite de um Homem)
– Arthur Penn (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)


A bela Leslie Caron apresenta o Oscar para o jovem diretor Mike Nichols

MELHOR ATOR
– Warren Beatty (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Dustin Hoffman (A Primeira Noite de um Homem)
– Paul Newman (Rebeldia Indomável)
Rod Steiger (No Calor da Noite)
– Spencer Tracy (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) – Indicação póstuma


Audrey Hepburn apresenta o Oscar de Melhor Ator para Rod Steiger.

MELHOR ATRIZ
– Anne Bancroft (A Primeira Noite de um Homem)
– Faye Dunaway (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Edith Evans (The Whisperers)
– Audrey Hepburn (Um Clarão nas Trevas)
Katharine Hepburn (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Katharine Hepburn não estava presente na cerimônia. O diretor George Cukor aceitou o prêmio em seu nome.


Sidney Poitier apresenta o segundo Oscar para Katharine Hepburn, aceito pelo diretor George Cukor

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– John Cassavetes (Os Doze Condenados)
– Gene Hackman (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Cecil Kellaway (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
George Kennedy (Rebeldia Indomável)
– Michael J. Polard (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)


A fofa Patty Duke apresenta o Oscar para George Kennedy

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Carol Channing (Positivamente Millie)
– Mildred Natwick (Descalços no Parque)
Estelle Parsons (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Beah Richards (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Katharine Ross (A Primeira Noite de um Homem)


Walter Matthau entrega o Oscar para Estelle Parsons, bastante aplaudida por seu colega de filme, Warren Beatty.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– David Newman, Robert Benton (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Robert Kaufman, Norman Lear (Divórcio à Americana)
William Rose (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Jorge Semprún (A Guerra Acabou)
– Frederic Raphael (Um Caminho Para Dois)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Donn Pearce, Frank Pierson (Rebeldia Indomável)
– Calder Willingham, Buck Henry (A Primeira Noite de um Homem)
– Richard Brooks (A Sangue Frio)
Stirling Silliphant (No Calor da Noite)
– Joseph Strick, Fred Haines (Alucinação de Ulisses)

O casal na vida real, Claire Bloom e Rod Steiger, apresenta os prêmios de roteiro

MELHOR FOTOGRAFIA
• Burnett Guffey (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Richard H. Kline (Camelot)
– Robert Surtees (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert Surtees (A Primeira Noite de um Homem)
– Conrad L. Hall (A Sangue Frio)


O casal de ‘A Primeira Noite de um Homem’, Katharine Ross e Dustin Hoffman, apresenta o Oscar de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– Frank P. Keller (Desembarque Sangrento)
– Michael Luciano (Os Doze Condenados)
– Samuel E. Beetley, Marjorie Fowler (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert C. Jones (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
• Hal Ashby (No Calor da Noite)


Dame Edith Evans apresenta os indicados com aquele sotaque clássico britânico e o Oscar para Hal Ashby

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• John Truscott, Edward Carrere, John Brown (Camelot)
– Mario Chiari, Jack Martin Smith, Ed Graves, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert Clatworthy, Frank Tuttle (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Lorenzo Mongiardino, John DeCuir, Elven Webb, Giuseppe Mariani, Dario Simoni, Luigi Gervasi (A Megera Domada)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, Howard Bristol (Positivamente Millie)

MELHOR FIGURINO
– Theodora Van Runkle (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
John Truscott (Camelot)
– Bill Thomas (Quando o Coração Não Envelhece)
– Irene Sharaff, Danilo Donati (A Megera Domada)
– Jean Louis (Positivamente Millie)


Eva Marie Saint concede a estatueta de Figurino para ‘Camelot’.

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
– Lalo Schifrin (Rebeldia Indomável)
– Leslie Bricusse (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Richard Rodney Bennett (Longe Deste Insensato Mundo)
– Quincy Jones (A Sangue Frio)
• Elmer Bernstein (Positivamente Millie)

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
• Alfred Newman, Ken Darby (Camelot)
– Lionel Newman, Alexander Courage (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Frank De Vol (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– André Previn, Joseph Gershenson (Positivamente Millie)
– John Williams (O Vale das Bonecas)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Bare Necessities”, de Terry Gilkyson (Mogli – O Menino Lobo)
“The Eyes of Love”, de Quincy Jones, Bob Russell (Um Homem em Leilão)
“The Look of Love”, de Burt Bacharach, Hal David (Casino Royale)
“Talk to the Animals”, de Leslie Bricusse (O Fabuloso Doutor Dolittle) – Leslie Bricusse não estava presente na cerimônia. Sammy Davis Jr. aceitou o prêmio em seu nome.
“Thoroughly Modern Millie”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Positivamente Millie)

MELHOR SOM
– Camelot
– Os Doze Condenados
– O Fabuloso Doutor Dolittle
• No Calor da Noite
– Positivamente Millie

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• L.B. Abbott (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Howard A. Anderson, Albert Whitlock (Tobruk)

MELHORES EFEITOS SONOROS
• John Poyner (Os Doze Condenados)
– James Richard (No Calor da Noite)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Paddle to the Sea, de Julian Biggs
• A Place to Stand, de Christopher Chapman
– Sky Over Holland, de John Fernhout
– Stop Look and Listen, de Len Janson, Chuck Menville

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• The Box, de Fred Wolf
– Hypothèse Beta, de Jean-Charles Meunier
– What on Earth!, de Robert Verrall, Wolf Koenig

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Monument to the Dream, de Charles Guggenheim
– A Place to Stand, de Christopher Chapman
• The Redwoods, de Mark Jonathan Harris, Trevor Greenwood
– See You at the Pillar, de Robert Fitchet
– While I Run This Race, de Carl V. Ragsdale

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Festival, de Murray Lerner
– Harvest, de Carroll Ballard
– A King’s Story, de Jack Levin
• La Section Anderson, de Pierre Schoendoerffer
– A Time for Burning, de Bill Jersey

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– El Amor Brujo, de Francisco Rovira Beleta – ESPANHA
– Skupljaci Perja, de Aleksandr Petrovic – IUGOSLÁVIA
• Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky), de Jirí Menzel – TCHECOSLOVÁQUIA
– Viver por Viver (Vivre pour vivre), de Claude Lelouch – FRANÇA
– Chieko-sho, de Noburo Nakamura – JAPÃO


Danny Kaye apresenta o prêmio de Filme em Língua para a Tchecoslováquia. No momento em que o vencedor foi ao palco, o locutor se confundiu e anunciou o prêmio para a Iugoslávia.

OSCAR HONORÁRIO
• Arthur Freed

IRVING G. THALBERG AWARD
• Alfred Hitchcock


Bob Hope introduz Robert Wise, que faz um breve resumo da carreira e reconhece a qualidade do homenageado Alfred Hitchcock. Por nunca ter ganhado o Oscar, ele faz o discurso mais curto da história do Thalberg: “Thank you”. 

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Gregory Peck

THE 39th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1967

10 de abril de 1967

 

O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons): 6 Oscars

O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons): 6 Oscars

MELHOR FILME
– Como Conquistar as Mulheres (Alfie)
Produtor: Lewis Gilbert
• O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons)
Produtor: Fred Zinnemann
– Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (The Russians Are Coming the Russians Are Coming)
Produtor: Norman Jewison
– O Canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles)
Produtor: Robert Wise
– Quem Tem Medo de Virginia Woolf
? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?)
Produtor: Ernest Lehman


Audrey Hepburn fecha com chave de ouro com o Oscar de Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Michelangelo Antonioni (Blow-Up – Depois Daquele Beijo)
– Richard Brooks (Os Profissionais)
– Claude Lelouch (Um Homem, Uma Mulher)
– Mike Nichols (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
Fred Zinnemann (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)


Rosalind Russell apresenta o Oscar para Zinnemann, enquanto Julie Christie concede a estatueta para Paul Scofield, recebido por Wendy Hiller.

MELHOR ATOR
– Alan Arkin (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– Richard Burton (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
-Michael Caine (Como Conquistar as Mulheres)
– Steve McQueen (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
• Paul Scofield (O Homem que Não Vendeu Sua Alma) – Paul Scofield não estava presente na cerimônia. Wendy Hiller aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR ATRIZ
– Anouk Aimée (Um Homem, Uma Mulher)
– Ida Kaminska (A Pequena Loja da Rua Principal)
– Lynn Redgrave (Georgy, a Feiticeira)
– Vanessa Redgrave (Deliciosas Loucuras de Amor)
• Elizabeth Taylor (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?) – Elizabeth Taylor não estava presente na cerimônia. Anne Bancroft aceitou o prêmio em seu nome.


Lee Marvin apresenta o Oscar de Atriz, aceito por Anne Bancroft.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Mako (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– James Mason (Georgy, a Feiticeira)
• Walter Matthau (Uma Loura por Um Milhão)
– George Segal (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
– Robert Shaw (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)


Mesmo com o braço quebrado, Walther Matthau compareceu à cerimônia pra receber seu Oscar das mãos de Shelley Winters, numa época em que poucos indicados marcavam presença.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Sandy Dennis (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
– Sandy Dennis não estava presente na cerimônia.
– Wendy Hiller (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Jocelyne LaGarde (Havaí)
– Vivien Merchant (Como Conquistar as Mulheres)
– Geraldine Page (Agora Você é um Homem)


Sidney Poitier entrega o Oscar para o diretor Mike Nichols na ausência de Sandy Dennis.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra, Edward Bond (Blow-Up – Depois Daquele Beijo)
– Billy Wilder, I.A.L. Diamond (Uma Loura por um Milhão)
– Robert Ardrey (Khartoum)
– Clint Johnston, Don Peters (A Prova do Leão)
• Claude Lelouch, Pierre Uytterhoeven (Um Homem, Uma Mulher)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Bill Naughton (Como Conquistar as Mulheres)
• Robert Bolt (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Richard Brooks (Os Profissionais)
– William Rose (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– Ernest Lehman (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

Que dupla clássica do cinema: Fred Astaire e Ginger Rogers! Eles apresentam os dois prêmios de roteiro.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Ernest Laszlo (Viagem Fantástica)
– Russell Harlan (Havaí)
Ted Moore (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Conrad L. Hall (Os Profissionais)
– Joseph MacDonald (O Canhoneiro do Yang-Tsé)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Joseph LaShelle (Uma Loura por Um Milhão)
– Kenneth Higgins (Georgy, a Feiticeira)
– Marcel Grignon (Paris Está em Chamas?)
– James Wong Howe (O Segundo Rosto)
Haskel Wexler (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

A sueca Ann-Margret e o egípcio Omar Sharif apresentam os dois prêmios de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– William B. Murphy (Viagem Fantástica)
• Fredric Steinkamp, Henry Berman, Stu Linder, Frank Santillo (Grand Prix)
Hal Ashby, J. Terry Williams (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– William Reynolds (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– Sam O’Steen (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
Jack Martin Smith, Dale Hennesy, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (Viagem Fantástica)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, John McCarthy Jr., John P. Austin (Como Possuir Lissu)
– Piero Gherardi (Julieta dos Espíritos)
– Hal Pereira, Arthur Lonergan, Robert R. Benton, James W. Payne (Confidências de Hollywood)
– Boris Leven, Walter M. Scott, John Sturtevant, William Kiernan (O Canhoneiro de Yang-Tsé)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Robert Luthardt, Edward G. Boyle (Uma Loura por Um Milhão)
– Luigi Scaccianoce (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Willy Holt, Marc Frédérix, Pierre Guffroy (Paris Está em Chamas?)
– George W. Davis, Paul Groesse, Henry Grace, Hugh Hunt (A Mulher Sem Rosto)
Richard Sylbert, George James Hopkins (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Jean Louis (Como Possuir Lissu)
– Dorothy Jeakins (Havaí)
– Piero Gherardi (Julieta dos Espíritos)
– Edith Head (Confidências de Hollywood)
Elizabeth Haffenden, Joan Bridge (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Danilo Donati (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Danilo Donati (A Mandragora)- Helen Rose (A Mulher Sem Rosto)
– Jocelyn Rickards (Deliciosas Loucuras de Amor)
Irene Sharaff (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
– Toshirô Mayuzumi (A Bíblia)
John Barry (A História de Elsa)
– Elmer Bernstein (Havaí)
– Jerry Goldsmith (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– Alex North (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
Ken Thorne (Um Escravo das Arábias em Roma)
– Luis Bacalov (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Elmer Bernstein (A Volta dos Sete Homens)
– Harry Sukman (Dominique)
– Al Ham (Stop the World: I Want to Get Off)

Mary Tyler Moore e Dick Van Dyke fazem a duplinha pra entregar os prêmios de música. E em seguida, Dean Martin apresenta Melhor Canção

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Alfie”, de Burt Bacharach, Hal David (Como Conquistar as Mulheres)
“Born Free”, de John Barry, Don Black (A História de Elsa)
“Georgy Girl”, de Tom Springfield, Jim Dale (Georgy, a Feiticeira)
“My Wishing Doll”, de Elmer Bernstein, Mack David (Havaí)
“A Time for Love”, de Johnny Mandel, Paul Francis Webster (Eu Te Verei no Inferno, Querida)

MELHOR SOM
– Waldon O. Watson (Como Possuir Lissu)
Franklin Milton (Grand Prix)
– Gordon Sawyer (Havaí)
– James Corcoran (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– George Groves (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Art Cruickshank (Viagem Fantástica)
– Linwood G. Dunn (Havaí)

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Walter Rossi (Viagem Fantástica)
Gordon Daniel (Grand Prix)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Turkey the Birdge, de Derek Williams
Wild Wings, de Edgar Anstey
– The Winning Strain, de Leslie Winik

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Wolf Koenig, Robert Verrall (The Drag)
A Herb Alpert & The Tijuana Brass Double Feature, de John Hubley, Faith Hubley
– The Pink Blueprint, de David H. DePatie, Friz Freleng

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Adolescence, de Marin Karmitz, Vladimir Forgency
– Cowboy, de Michael Ahnemann, Gary Schlosser
– The Odds Against, de Lee R. Bobker, Helen Kristt Radin
– Részletek J.S. Bach Máté passiójából
A Year Toward Tomorrow, de Edmond Levy

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Face of a Genius, de Alfred R. Kelman
– Helicopter Canada, de Peter Jones, Tom Daly
O Jogo da Guerra, de Peter Watkins
– Le Volcan Interdit, de Haroun Tazieff
– The Really Big Family, de Alexander Grasshoff

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri), de Gillo Pontecorvo – ITÁLIA
Um Homem, Uma Mulher (Un Homme et une Femme), de Claude Lelouch – FRANÇA
– Os Amores de uma Loira (Lásky Jedné Plavovlásky), de Milos Forman – TCHECOSLOVÁQUIA
– Faraó (Faraon), de Jerzy Kawalerowicz – POLÔNIA
– Tri, de Aleksandar Petrovic – IUGOSLÁVIA

Patricia Neal apresenta o prêmio para o Filme em Língua Estrangeira 

OSCAR HONORÁRIO
• Y. Frank Freeman
• Yakima Canutt – Pelas conquistas como dublê e desenvolvimento de dispositivos de segurança para proteger dublês

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Robert Wise

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Bagnall

THE 38th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1966

18 de Abril de 1966

A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de Robert Wise: 5 Oscars

A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de Robert Wise: 5 Oscars

MELHOR FILME
– Darling – A Que Amou Demais (Darling)
Produtor: Joseph Janni
– Doutor Jivago (Doctor Zhivago)
Produtor: Carlo Ponti
– A Nau dos Insensatos (Ship of Fools)
Produtor: Stanley Kramer
• A Noviça Rebelde (The Sound of Music) – Robert Wise não estava presente na cerimônia. Saul Chaplin aceitou o prêmio em seu nome.
Produtor: Robert Wise
– Mil Palhaços (A Thousand Clowns)
Produtor: Fred Coe

Jack Lemmon encerra a noite com os indicados a Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– David Lean (Doutor Jivago)
– John Schlesinger (Darling – A Que Amou Demais)
– Hiroshi Teshigahara (A Mulher da Areia)
– William Wyler (O Colecionador)
• Robert Wise (A Noviça Rebelde) – Robert Wise não estava presente na cerimônia. Julie Andrews aceitou o prêmio em seu nome.

Shirley MacLaine apresenta o Oscar de Direção. Na ausência de Robert Wise, Julie Andrews aceita no palco.

MELHOR ATOR
– Richard Burton (O Espião que Veio do Frio)
• Lee Marvin (Dívida de Sangue)
– Laurence Olivier (Othello)
– Rod Steiger (O Homem do Prego)
– Oskar Werner (A Nau dos Insensatos)

Bastante ovacionado, Lee Marvin agradece ao cavalo do filme Dívida de Sangue

MELHOR ATRIZ
– Julie Christie (A Noviça Rebelde)
• Julie Christie (Darling – A Que Amou Demais)
– Samantha Eggar (O Colecionador)
– Elizabeth Hartman (Quando Só o Coração Vê)
– Simone Signoret (A Nau dos Insensatos)

Uma radiante e dourada Julie Christie mal se contém em seu breve discurso de agradecimento

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Martin Balsam (Mil Palhaços)
– Ian Bannen (O Vôo da Fênix)
– Tom Courtenay (Doutor Jivago)
– Michael Dunn (A Nau dos Insensatos)
– Frank Finlay (Othello)

A encantadora Lila Kedrova concede a estatueta a Martin Balsam

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Ruth Gordon (À Procura do Destino)
– Joyce Redman (Othello)
– Maggie Smith (Othello)
• Shelley Winters (Quando Só o Coração Vê)
– Peggy Wood (A Noviça Rebelde)

Apesar do vestido horrível (que muito se deve ao babado circense), Shelley Winters leva seu segundo Oscar e faz um discurso simpático.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Agenore Incrocci, Furio Scarpelli, Mario Monicelli, Tonino Guerra, Giorgio Salvioni, Suso Cecchi D’Amico (Casanova 70)
• Frederic Raphael (Darling – A Que Amou Demais)
– Jack Davies, Ken Annakin (Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras)
– Franklin Coen, Frank Davis (O Trem)
– Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Walter Newman, Frank Pierson (Dívida de Sangue)
– Stanley Mann, John Kohn (O Colecionador)
• Robert Bolt (Doutor Jivago)
– Abby Mann (A Nau dos Insensatos)
– Herb Gardner (Mil Palhaços)

Joanne Woodward e George Peppard anunciam os roteiristas vencedores.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Leon Shamroy (Agonia e Êxtase)
– Russell Harlan (A Corrida do Século)
Freddie Young (Doutor Jivago)
– William C. Mellor, Loyal Griggs (A Maior História de Todos os Tempos) – A indicação de William C. Mellor é póstuma. Ele morreu de ataque cardíaco durante as filmagens. Loyal Griggs foi contratado para terminar as filmagens.
– Ted D. McCord (A Noviça Rebelde)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Loyal Griggs (A Primeira Vitória)
– Burnett Guffey (Rei de um Inferno)
– Robert Burks (Quando Só o Coração Vê)
– Conrad L. Hall (Morituri)
• Ernest Laszlo (A Nau dos Insensatos)

Kim Novak e Richard Johnson são chamados por Bob Hope para conceder os prêmios de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– Charles Nelson (Dívida de Sangue)
– Norman Savage (Doutor Jivago)
William Reynolds (A Noviça Rebelde)
– Michael Luciano (O Vôo da Fênix)
– Ralph E. Winters (A Corrida do Século)

Um jovem porém já grisalho Jason Robards apresenta o Oscar de montagem.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– John DeCuir, Jack Martin Smith, Dario Simoni (Agonia e Êxtase)
John Box, Terence Marsh, Dario Simoni (Doutor Jivago)
– Richard Day, William J. Creber, David S. Hall, Ray Moyer, Fred M. MacLean, Norman Rockett (A Maior História de Todos os Tempos)
– Robert Clatworthy, George James Hopkins (À Procura do Destino)
– Boris Leven, Walter M. Scott, Ruby R. Levitt (A Noviça Rebelde)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Robert Emmet Smith, Frank Tuttle (Rei de um Inferno)
– George W. Davis, Urie McCleary, Henry Grace, Charles S. Thompson (Quando Só o Coração Vê)
– Hal Pereira, Jack Poplin, Robert R. Benton, Joseph Kish (Uma Vida em Suspense)
Robert Clatworthy, Joseph Kish (A Nau dos Insensatos)
– Hal Pereira, Tambi Larsen, Ted Marshall, Josie MacAvin (O Espião que Veio do Frio)

O brotinho Warren Beatty e Debbie Reynolds se juntam para apresentar os Oscars de Direção de Arte.

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Vittorio Nino Novarese (Agonia e Êxtase)
Phyllis Dalton (Doutor Jivago)
– Vittorio Nino Novarese, Marjorie Best (A Maior História de Todos os Tempos)
– Edith Head, Bill Thomas (À Procura do Destino)
– Dorothy Jeakins (A Noviça Rebelde)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
• Julie Harris (Darling – A Que Amou Demais)
– Moss Mabry (Morituri)
– Howard Shoup (Obsessão de Amar)
– Bill Thomas, Jean Louis (A Nau dos Insensatos)
– Edith Head (Uma Vida em Suspense)

Um novinho James Garner com a bela Lana Turner apresentam os prêmios de Figurino

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
• Maurice Jarre (Doutor Jivago)
– Alex North (Agonia e Êxtase)
– Alfred Newman (A Maior História de Todos os Tempos)
– Jerry Goldsmith (Quando Só o Coração Vê)
– Michel Legrand, Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTADA OU TRATAMENTO
– Frank De Vol (Dívida de Sangue)
– Lionel Newman, Alexander Courage (Em Busca do Prazer)
Irwin Kostal (A Noviça Rebelde)
– Don Walker (Mil Palhaços)
– Michel Legrand (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Ballad of Cat Ballou”, de Jerry Levingston, Mack David (Dívida de Sangue)
“I Will Wait for You”, de Michel Legrand, Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)
“The Shadow of Your Smile”, de Johnny Mandel, Paul Francis Webster (Adeus às Ilusões)
“The Sweetheart Tree”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (A Corrida do Século)
“What’s New, Pussycat?”, de Burt Bacharach, Hal David (Que é que Há, Gatinha?)

Natalie Wood desfilando com seu belo decote antes de apresentar Melhor Canção

MELHOR SOM
– James Corcoran (Agonia e Êxtase)
– A.W. Watkins, Franklin Milton (Doutor Jivago)
– George Groves (A Corrida do Século)
– Waldon O. Watson (Shenandoah)
James Corcoran, Fred Hynes (A Noviça Rebelde)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– J. McMillan Johnson (A Maior História de Todos os Tempos)
John Stears (007 Contra a Chantagem Atômica)

Dorothy Malone apresenta o segundo Oscar para a franquia James Bond

MELHORES EFEITOS SONOROS
Treg Brown (A Corrida do Século)
– Walter Rossi (O Expresso de Von Ryan)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Fortress of Peace, de Lothar Wolff
Le Poulet, de Claude Berri
– Skaterdater, de Marshall Backlar, Noel Black
– Snow, de Edgar Anstey
– Time Piece, de Jim Henson

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Clay or the Origin of Species, de Eli Noyes
The Dot and the Line: A Romance in Lower Mathematics, de Chuck Jones, Les Goldman
– La Gazza Ladra, de Emmanuelle Luzzatti

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Mural on Our Street, de Kirk Smallman
– Nyitany
– Point of View
To Be Alive!, de Francis Thompson
– Yeats Country, de Patrick Carey, Joe Mendoza

MELHOR DOCUMENTÁRIO
The Eleanor Roosevelt Story, de Sidney Glazier
– The Forth Road Bridge, de Peter Mills
– The Battle of the Bulge… The Brave Rifles, de Laurence E. Mascott
– Let My People Go: The Story of Israel, de Marshall Flaum
– Mourir à Madrid, de Frédéric Rossif

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– As 4 Faces do Medo (Kaidan), de Masaki Kobayashi – JAPÃO
– Adorado John (Käre John), de Lars-Magnus Lindgren – SUÉCIA
A Pequena Loja da Rua Principal (Obchod na Korze), de Ján Kadár, Elmar Klos – TCHECOSLOVÁQUIA
– To Homa Vaftike Kokkino, de Vasilis Georgiadis – GRÉCIA
– Matrimônio à Italiana (Matrimonio all’italiana), de Vittorio De Sica – ITÁLIA

Gregory Peck dá um ar mais clássico ao Oscar de Filme Estrangeiro.

OSCAR HONORÁRIO
• Bob Hope – Pelos únicos e distintos serviços prestados à indústria e à Academia.

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• William Wyler

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Edmond L. DePatie

THE 37th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1965

05 de Abril de 1965

Minha Bela Dama (My Fair Lady), de George Cukor: 8 Oscars

Minha Bela Dama (My Fair Lady), de George Cukor: 8 Oscars

MELHOR FILME
– Zorba, o Grego (Alexis Zorba)
Produtor: Mihalis Kakogiannis
– Becket, o Favorito do Rei (Becket)
Produtor: Hal B. Wallis
– Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)
Produtor: Stanley Kubrick
– Mary Poppins (Mary Poppins)
Produtores: Walt Disney, Bill Walsh
• Minha Bela Dama (My Fair Lady)
Produtor: Jack L. Warner

MELHOR DIRETOR
• George Cukor (Minha Bela Dama)
– Mihalis Kakogiannis (Zorba, o Grego)
– Peter Glenville (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Kubrick (Dr. Fantástico)
– Robert Stevenson (Mary Poppins)

Enquanto Joan Crawford apresenta Diretor para George Cukor, Gregory Peck apresenta Melhor Filme.

MELHOR ATOR
– Richard Burton (Becket, o Favorito do Rei)
• Rex Harrison (Minha Bela Dama)
– Peter O’Toole (Becket, o Favorito do Rei)
– Anthony Quinn (Zorba, o Grego)
– Peter Sellers (Dr. Fantástico)

A jovem Audrey Hepburn apresenta Melhor Ator para Rex Harrison.

MELHOR ATRIZ
• Julie Andrews (Mary Poppins)
– Anne Bancroft (Crescei e Multiplicai-vos)
– Sophia Loren (Matrimônia à Italiana)
– Debbie Reynolds (A Inconquistável Molly)
– Kim Stanley (Farsa Diabólica)

Sidney Poitier entrega o Oscar para uma encantadora Julie Andrews.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– John Gielgud (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Holloway (Minha Bela Dama)
– Edmond O’Brien (Sete Dias de Maio)
– Lee Tracy (Vassalos da Ambição)
• Peter Ustinov (Topkapi) – Peter Ustinov não estava presente na cerimônia. Jonathan Winters aceitou o prêmio em seu nome.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Gladys Cooper (Minha Bela Dama)
– Edith Evans (Corações Feridos)
– Grayson Hall (A Noite do Iguana)
• Lila Kedrova (Zorba, o Grego)
– Agnes Moorehead (Com a Maldade na Alma)

Lila Kedrova abraça seu parceiro de set, Anthony Quinn, antes de receber a estatueta de Karl Malden.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Alun Owen (Os Reis do Ié-Ié-Ié)
• S. H. Barnett, Peter Stone, Frank Tarloff (Papai Ganso)
– Orville H. Hampton, Rapahel Hayes (One Potato, Two Potato)
– Agenore Incrocci, Furio Scarpelli, Mario Monicelli (Os Companheiros)
– Jean-Paul Rappeneau, Ariane Mnouchkine, Daniel Boulanger, Philippe de Broca (O Homem do Rio)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
• Edward Anhalt (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Kubrick, Peter George, Terry Southern (Dr. Fantástico)
– Bill Walsh, Don DaGradi (Mary Poppins)
– Alan Jay Lerner (Minha Bela Dama)
– Mihalis Kakogiannis (Zorba, o Grego)

A classuda Deborah Kerr apresenta os dois prêmios de Roteiro.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Geoffrey Unsworth (Becket, o Favorito do Rei)
– William H. Clothier (Crepúsculo de uma Raça)
– Edward Colman (Mary Poppins)
• Harry Stradling Sr. (Minha Bela Dama)
– Daniel L. Fapp (A Inconquistável Molly)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Philip H. Lathrop (Não Podes Comprar Meu Amor)
– Milton R. Krasner (O Destino é o Caçador)
– Joseph F. Biroc (Com a Maldade na Alma)
– Gabriel Figueroa (A Noite do Iguana)
• Walter Lassally (Zorba, o Grego)

Rock Hudson e Jean Simmons apresentam os prêmios de fotografia.

MELHOR MONTAGEM
– Anne V. Coates (Becket, o Favorito do Rei)
– Ted J. Kent (Papai Ganso)
– Michael Luciano (Com a Maldade na Alma)
• Cotton Warburton (Mary Poppins)
– William H. Ziegler (Minha Bela Dama)

Vince Edwards e um novinho Richard Chamberlain apresentam Melhor Montagem.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– John Bryan, Maurice Carter, Patrick McLoughlin, Robert Cartwright (Becket, o Favorito do Rei)
– Carroll Clark, William H. Tuntke, Emile Kuri, Hal Gausman (Mary Poppins)
• Gene Allen, Cecil Beaton, George James (Minha Bela Dama)
– George W. Davis, E. Preston Ames, Henry Grace, Hugh Hunt (A Inconquistável Molly)
– Jack Martin Smith, Ted Haworth, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (A Senhora e Seus Maridos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– George W. Davis, Hans Peter, Elliot Scott, Henry Grace, Robert R. Benton (Não Podes Comprar Meu Amor)
– William Glasgow, Rapahel Bretton (Com a Maldade na Alma)
– Stephen B. Grimes (A Noite do Iguana)
– Cary Odell, Edward G. Boyle (Sete Dias de Maio)
• Vassilis Photopoulos (Zorba, o Grego)

Elizabeth Ashley e Macdonald Carey se encarregam das categorias de direção de arte.

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Margaret Furse (Becket, o Favorito do Rei)
– Tony Walton (Mary Poppins)
• Cecil Beaton (Minha Bela Dama)
– Morton Haack (A Inconquistável Molly)
– Edith Head, Moss Mabry (A Senhora e Seus Maridos)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Edith Head (Uma Certa Casa Suspeita)
– Norma Koch (Com a Maldade na Alma)
– Howard Shoup (Aluga-se a Casa Branca)
• Dorothy Jeakins (A Noite do Iguana)
– René Hubert (A Visita)

Greer Garson e Dick Van Dyke apresentam os prêmios de figurino.

MELHOR TRILHA MUSICAL, SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Laurence Rosenthal (Becket, o Favorito do Rei)
– Dimitri Tiomkin (A Queda do Império Romano)
– Frank De Vol (Com a Maldade na Alma)
• Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (Mary Poppins)
– Henry Mancini (A Pantera Cor-de-Rosa)

Os irmãos Sherman recebem o Oscar por Mary Poppins.

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTADA OU TRATAMENTO
– George Martin (Os Reis do Ié-Ié-Ié)
– Irwin Kostal (Mary Poppins)
• André Previn (Minha Bela Dama)
– Nelson Riddle (Robin Hood de Chicago)
– Robert Armbruster, Leo Arnaud, Jack Elliot, Jack Hayes, Calvin Jackson, Leo Shuken (A Inconquistável Molly)

A adorável Debbie Reynolds apresenta o Oscar de Trilha Adaptada. Ela ficou na expectativa de seu filme vencer…

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Chim Chim Cher-ee”, de Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (Mary Poppins)
“Dear Heart”, de Henry Mancini, Jay Livingston (Coração Querido)
“Hush… Hush, Sweet Charlotte”, de Frank De Vol, Mack David (Com a Maldade na Alma)
“My Kind of Town”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Robin Hood de Chicago)
“Where Love Has Gone”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Escândalo na Sociedade)

…e os irmãos Sherman retornam para levar o Oscar de Canção Original também.

MELHOR SOM
– John Cox (Becket, o Favorito do Rei)
– Waldon O. Watson (Papai Ganso)
– Robert O. Cook (Mary Poppins)
• George Groves (Minha Bela Dama)
– Franklin Milton (A Inconquistável Molly)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Peter Ellenshaw, Hamilton Luske, Eustace Lycett (Mary Poppins)
– Jim Danforth (As 7 Faces do Dr. Lao)

O jovem astro francês Alain Delon apresenta Efeitos Visuais para Mary Poppins.

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Robert L. Bratton (Demônios da Pista)
• Norman Wanstall (007 Contra Goldfinger)

Angie Dickinson concede o primeiro Oscar para a franquia de James Bond.

MELHOR CURTA-METRAGEM
• Casals Conducts: 1964, de Edward Schreiber
– Help! My Snowman’s Burning Down, de Carson Davidson
– The Legend of Jimmy Blue Eyes, de Robert Clouse

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Christmas Cracker
– How to Avoid Friendship, de William L. Snyder
– Nudnik #2, de William L. Snyder
• A Pantera Pinta o Sete, de David H. DePatie, Friz Freleng

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Breaking the Habit, de Henry Jacobs, John Korty
– Children Without
– Eskimo Artist: Kenojuak
– 140 Days Under the World, de Geoffrey Scott, Oxley Hughan
• Nine from Little Rock

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Finest Hours, de Jack Levin
• Mundo Sem Sol, de Jacques-Yves Cousteau
– Quatro Dias em Novembro, de Mel Stuart
– Alleman, de Bert Haanstra
– 14-18, de Jean Aureal

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
• Ontem, Hoje e Amanhã (Ieri, Oggi, Domani), de Vittorio De Sica – ITÁLIA
– Kvarteret Korpen, de Bo Widerberg – SUÉCIA
– Sallah Shabati, de Ephraim Kishon – ISRAEL
– Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluis de Cherbourg), de Jacques Demy – FRANÇA
– A Mulher da Areia (Suna no Onna), de Hiroshi Teshigahara – JAPÃO

O filme italiano leva o Oscar com filme de Vittorio De Sica. Com ele ausente, Joseph E. Levine recebe o prêmio.

OSCAR HONORÁRIO
• William Tuttle (As 7 Faces do Dr. Lao) – Por suas conquistas na maquiagem

THE 36th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1964

13 de Abril de 1964

As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones), de Tony Richardson: 4 Oscars

As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones), de Tony Richardson: 4 Oscars

MELHOR FILME
– Terra do Sonho Distante (America America)
Produtor: Elia Kazan
– Cleópatra (Cleopatra)
Produtor: Walter Wanger
– A Conquista do Oeste (How the West Was Won)
Produtor: Bernard Smith
– Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field)
Produtor: Ralph Nelson
• As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones)
Produtor: Tony Richardson – Tony Richardson não estava presente na cerimônia. David V. Picker aceitou  prêmio em seu nome.

MELHOR DIRETOR
– Federico Fellini (8½)
– Elia Kazan (Terra do Sonho Distante)
– Otto Preminger (O Cardeal)
• Tony Richardson (As Aventuras de Tom Jones) – Tony Richardson não estava presente na cerimônia. Edith Evans aceitou o prêmio em seu nome.
– Martin Ritt (O Indomado)


Tony Richardson perdeu sua oportunidade única de receber a estatueta do Oscar das mãos da musa Rita Hayworth

MELHOR ATOR
– Albert Finney (As Aventuras de Tom Jones)
– Richard Harris (O Pranto de um Ídolo)
– Rex Harrison (Cleópatra)
– Paul Newman (O Indomado)
• Sidney Poitier (Uma Voz nas Sombras) – Sidney Poitier se tornou o primeiro afro-americano a ganhar o Oscar de Melhor Ator

MELHOR ATRIZ
– Leslie Caron (A Mulher que Pecou)
– Shirley MacLaine (Irma La Douce)
• Patricia Neal (O Indomado) – Patricia Neal não estava presente na cerimônia. Annabella aceitou o prêmio em seu nome.
– Rachel Roberts (O Pranto de um Ídolo)
– Natalie Wood (O Preço de um Prazer)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Nick Adams (O Crime é Homicídio)
– Bobby Darin (Pavilhão 7)
• Melvyn Douglas (O Indomado) – Melvyn Douglas não estava presente na cerimônia. Brandon De Wilde aceitou o prêmio em seu nome.
– Hugh Griffith (As Aventuras de Tom Jones)
– John Huston (O Cardeal)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Diane Cilento (As Aventuras de Tom Jones)
– Edith Evans (As Aventuras de Tom Jones)
– Joyce Redman (As Aventuras de Tom Jones)
• Margaret Rutherford (Gente Muito Importante) – Margaret Rutherford não estava presente na cerimônia. Peter Ustinov aceitou o prêmio em seu nome.
– Lilia Skala (Uma Voz nas Sombras)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Elia Kazan (Terra do Sonho Distante)
– Federico Fellini (8½)
– Pasquale Festa Campanille, Massimo Franciosa, Nanni Loy, Vasco Pratolini, Carlo Bernari (4 Dias de Rebelião)
• James R. Webb (A Conquista do Oeste)
– Arnold Schulman (O Preço de um Prazer)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Richard L. Breen, Phoebe Ephron, Henry Ephron (Pavilhão 7)
– Irving Ravetch, Harriet Frank Jr. (O Indomado)
– James Poe (Uma Voz nas Sombras)
John Osborne (As Aventuras de Tom Jones)
– Serge Bourguignon, Antoine Tudal (Sempre aos Domingos)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Leon Shamroy (O Cardeal)
Leon Shamroy (Cleópatra)
– William H. Daniels, Milton R. Krasner, Charles Lang, Joseph LaShelle (A Conquista do Oeste)
– Joseph LaShelle (Irma La Douce)
– Ernest Laszlo (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– George J. Folsey (O Balcão)
– Lucien Ballard (Almas nas Trevas)
James Wong Howe (O Indomado)
– Ernest Haller (Uma Voz nas Sombras)
– Milton R. Krasner (O Preço de um Prazer)

MELHOR MONTAGEM
– Louis R. Loeffler (O Cardeal)
– Dorothy Spencer (Cleópatra)
Harold F. Kress (A Conquista do Oeste)
– Ferris Webster (Fugindo do Inferno)
– Frederic Knudtson, Robert C. Jones, Gene Fowler Jr. (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Lyle R. Wheeler, Gene Callahan (O Cardeal)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, James W. Payne (O Bem Amado)
John DeCuir, Jack Martin Smith, Hilyard M. Brown, Herman A. Blumenthal, Elven Webb, Maurice Pelling, Boris Juraga, Walter M. Scott, Paul S. Fox, Ray Moyer (Cleópatra)
– George W. Davis, William Ferrari, Addison Hehr, Henry Grace, Don Greenwood Jr., Jack Mills (A Conquista do Oeste)
– Ralph W. Brinton, Ted Marshall, Jocelyn Herbert, Josie MacAvin (As Aventuras de Tom Jones)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
Gene Callahan (Terra do Sonhos Distante)
– Piero Gherardi (8½)
– Hal Pereira, Tambi Larsen, Sam Comer, Robert R. Benton (O Indomado)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Grace Gregory (O Preço de um Prazer)
– George W. Davis, Paul Groesse, Henry Grace, Hugh Hunt (O Crime é Homicídio)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Donald Brooks (O Cardeal)
Irene Sharaff, Vittorio Nino Novarese, Renié (Cleópatra)
– Walter Plunkett (A Conquista do Oeste)
– Piero Tosi (O Leopardo)
– Edith Head (Amor Daquele Jeito)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
Piero Gherardi (8½)
Edith Head (O Preço de um Prazer)
– Travilla (Venus à Venda)
– Bill Thomas (Na Voragem das Paixões)
– Edith Head (Esposas e Amantes)

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Alex North (Cleópatra)
– Dimitri Tiomkin (55 Dias em Peking)
– Alfred Newman, Ken Darby (A Conquista do Oeste)
– Ernest Gold (Deu a Louca no Mundo)
John Addison (As Aventuras de Tom Jones) – John Addison não estava presente na cerimônia. Elmer Bernstein aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTADA OU TRATAMENTO
– Johnny Green (Adeus, Amor)
– Leith Stevens (Amor Daquele Jeito)
André Previn (Irma La Douce)
– Maurice Jarre (Sempre aos Domingos)
– George Burns (A Espada Era a Lei)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Call me Irresponsible”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (O Estado Interessante de Papai)
“Charade”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Charada)
“It’s a Mad Mad Mad Mad World”, de Ernest Gold, Mack David (Deu a Louca no Mundo)
“More”, de Riz Ortolani, Nino Oliviero, Norman Newell (Mundo Cão)
“So Little Time”, de Dimitri Tiomkin, Paul Francis Webster (55 Dias em Peking)

MELHOR SOM
– Charles Rice (Adeus, Amor)
– Waldon O. Watson (Pavilhão 7)
– James Corcoran (Cleópatra)
Franklin Milton (A Conquista do Oeste)
– Gordon Sawyer (Deu a Louca no Mundo)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Ub Iwerks (Os Pássaros)
Emil Kosa Jr. (Cleópatra)

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Robert L. Bratton (Águias em Alerta)
Walter Elliott (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Koncert, de Ezra R. Baker
– The Home-Made Car, de James Hill
La Rivière du Hibou, de Paul de Roubaix, Marcel Ichac
– The Six-Sided Triangle, de Christopher Miles
– Thta’s Me, de Walker Stuart

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Automania 2000, de John Halas
The Critic, de Ernest Pintoff
– Igra, de Dusan Vukotic
– My Financial Career, de Colin Low, Tom Daly
– Pianissimo, de Carmen D’Avino

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
Chagall, de Simon Schiffrin
– The Five Cities of June, de George Stevens Jr.
– The Spirit of America, de Algernon G. Walker
– Thirty Million Letters, de Edgar Anstey
– To Live Again, de Mel London

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Le Maillon et la Chaîne, de Paul de Roubaix
Robert Frost: A Lover’s Quarrel with the World, de Robert Hughes
– The Yanks Are Coming, de Marshall Flaum

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
8½ (8½), de Federico Fellini – ITÁLIA
– A Faca na Água (Nóz w Wodzie), de Roman Polanski – POLÔNIA
– Los Tarantos, de Francisco Rovira Beleta – ESPANHA
– Ta Kokkina Fanaria, de Vasilis Georgiadis – GRÉCIA
– Koto, de Noboru Nakamura – JAPÃO

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Sam Spiegel

THE 35th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1963

08 de Abril de 1963

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean: 7 Oscars

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean: 7 Oscars

MELHOR FILME
• Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia)
Produtor: Sam Spiegel
– O Mais Longo dos Dias (The Longest Day)
Produtor: Darryl F. Zanuck
– O Vendedor de Ilusões (The Music Man)
Produtor: Morton DaCosta
– O Grande Motim (Mutiny on the Bounty)
Produtor: Aaron Rosenberg
– O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird)
Produtor: Alan J. Pakula

Vencedora de dois Oscars de Melhor Atriz, Olivia De Havilland apresenta o principal prêmio da noite.

MELHOR DIRETOR
– Pietro Germi (Divórcio à Italiana)
• David Lean (Lawrence da Arábia)
– Robert Mulligan (O Sol é Para Todos)
– Arthur Penn (O Milagre de Anne Sullivan)
– Frank Perry (David e Lisa)

Joan Crawford concede o segundo Oscar de David Lean.

MELHOR ATOR
– Burt Lancaster (O Homem de Alcatraz)
– Jack Lemmon (Vício Maldito)
– Marcello Mastroianni (Divórcio à Italiana)
– Peter O’Toole (Lawrence da Arábia)
• Gregory Peck (O Sol é Para Todos)

MELHOR ATRIZ
• Anne Bancroft (O Milagre de Anne Sullivan) – Anne Bancroft não estava presente na cerimônia. Joan Crawford aceitou o prêmio em seu nome.
– Bette Davis (O Que Aconteceu com Baby Jane?)
– Katharine Hepburn (Longa Jornada Noite Adentro)
– Geraldine Page (Doce Pássaro da Juventude)
– Lee Remick (Vício Maldito)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ed Begley (Doce Pássaro da Juventude)
– Victor Buono (O Que Aconteceu com Baby Jane?)
– Telly Savalas (O Homem de Alcatraz)
– Omar Sharif (Lawrence da Arábia)
– Terence Stamp (O Vingador dos Mares)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary Badham (O Sol é Para Todos)
• Patty Duke (O Milagre de Anne Sullivan)
– Shirley Knight (Doce Pássaro da Juventude)
– Angela Lansbury (Sob o Domínio do Mal)
– Thelma Ritter (O Homem de Alcatraz)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Ennio De Concini, Alfredo Giannetti, Pietro Germi (Divórcio à Italiana)
– Charles Kaufman, Wolfgang Reinhardt (Freud – Além da Alma)
– Alain Robbe-Grillet (O Ano Passado em Marienbad)
– Stanley Shapiro, Nate Monaster (Carícios de Luxo)
– Ingmar Bergman (Através de um Espelho)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Eleanor Parker (David e Lisa)
– Robert Bolt, Michael Wilson (Lawrence da Arábia) – A indicação de Wilson foi confrmada apenas em 26 de setembro de 1995, uma vez que ele estava na lista negra de Hollywood na época.
– Vladimir Nabokov (Lolita)
– William Gibson (O Milagre de Anne Sullivan)
• Horton Foote (O Sol é Para Todos) – Horton Foote não estav presente na cerimônia. Alan J. Pakula aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Harry Stradling Sr. (Em Busca de um Sonho)
Freddie Young (Lawrence da Arábia)
– Russell Harlan (Hatari!)
– Robert Surtees (O Grande Motim)
– Paul Vogel (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Burnett Guffey (O Homem de Alcatraz)
Jean Bourgoin, Walter Wottitz (O Mais Longo dos Dias)
– Russell Harlan (O Sol é Para Todos)
– Ted D. McCord (Dois na Gangorra)
– Ernest Haller (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHOR MONTAGEM
Anne V. Coates (Lawrence da Arábia)
– Samuel E. Beetley (O Mais Longo dos Dias)
– Ferris Webster (Sob o Domínio do Mal)
– William H. Ziegler (Vendedor de Ilusões)
– John McSweeney Jr. (O Grande Motim)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
John Box, John Stoll, Dario Simoni (Lawrence da Arábia)
– Paul Groesse, George James Hopkins (Vendedor de Ilusões)
– George W. Davis, J. McMillan Johnson, Henry Grace, Hugh Hunt (O Grande Motim)
– Alexander Golitzen, Robert Clatworthy, George Milo (Carícias de Luxo)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno, Henry Grace, Richard Pefferle (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Joseph C. Wright, George James Hopkins (Vício Maldito)
– Ted Haworth, Léon Barsacq, Vincent Korda, Gabriel Béchir (O Mais Longo dos Dias)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno, Henry Grace, Richard Pefferle (Contramarcha Nupcial)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Frank R. McKelvy (O Pombo que Conquistou Roma)
• Alexander Golitzen, Henry Bumstead, Oliver Emert (O Sol é Para Todos)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Bill Thomas (Bon Voyage, Enfim Paris!)
– Orry-Kelly (Em Busca de um Sonho)
– Dorothy Jeakins (Vendedor de Ilusões)
– Edith Head (Minha Doce Gueixa)
Mary Wills (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Donfeld (Vício Maldito)
– Edith Head (O Homem que Matou o Facínora)
– Ruth Morley (O Milagre de Anne Sullivan)
– Theoni V. Aldredge (Profanação)
Norma Koch (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Jerry Goldsmith (Freud – Além da Alma)
Maurice Jarre (Lawrence da Arábia)
– Bronislau Kaper (O Grande Motim)
– Franz Waxman (Taras Bulba)
– Elmer Bernstein (O Sol é Para Todos)

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
– George Stoll (A Mais Querida do Mundo)
– Michel Magne (Gigot)
– Frank Perkins (Em Busca de um Sonho)
Ray Heindorf (Vendedor de Ilusões)
– Leigh Harline (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Days of Wine and Roses”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Vício Maldito)
“Love Song from Mutiny on the Bounty (Follow Me)”, de Bronislau Kaper, Paul Francis Webster (O Grande Motim)
“Song from Two for the Seesaw (Second Chance)”, de André Previn, Dory Previn (Dois na Gangorra)
“Tender is the Night (1962)”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Suave é a Noite)
“Walk on the Wild Side”, de Elmer Bernstein, Mack Davis (Pelos Bairros do Vício)

MELHOR SOM
– Robert O. Cook (Bon Voyage, Enfim Paris!)
John Cox (Lawrence da Arábia)
– George Groves (Vendedor de Ilusões)
– Waldon O. Watson (Carícias de Luxo)
– Joseph D. Kelly (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Robert MacDonald, Jacques Maumont (O Mais Longo dos Dias)
– A. Arnold Gillespie, Milo B. Lory (O Grande Motim)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Big City Blues, de Martina Huguenot van der Linden, Charles Huguenot van der Linden
– The Cadillac, de Robert Clouse
– The Cliff Dwellers, de Hayward Anderson
Heureux Anniversaire, de Pierre Étaix, Jean-Claude Carrière
– Pan, de Herman van der Horst

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
The Hole, de John Hubley, Faith Hubley
– Icarus Montgolfier Wright, de Jules Engel
– Now Hear This
– Self Defense… for Cowards, de William L. Snyder
– A Symposium on Popular Songs, de Walt Disney

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
Dylan Thomas, de Jack Howells
– The John Glenn Story, de William L. Hendricks
– The Road to the Wall, de Robert Saudek

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Alvorada, de Hugo Niebeling
A Raposa Negra, de Louis Clyde Stoumen

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Sempre aos Domingos (Les Dimanches de Ville d’Avray), de Serge Bourguignon – FRANÇA
– Electra, a Vingadora (Ilektra), de Mihalis Kakogiannis – GRÉCIA
– 4 Dias de Rebelião (Le Quattro Giornate di Napoli), de Nanni Loy – ITÁLIA
– O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte – BRASIL
– Tlayucan, de Luis Alcoriza – MÉXICO

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Steve Broidy

THE 34th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1962

09 de Abril de 1962

Amor, Sublime Amor (West Side Story), de Robert Wise e Jerome Robbins: 10 Oscars

Amor, Sublime Amor (West Side Story), de Robert Wise e Jerome Robbins: 10 Oscars

MELHOR FILME
– Fanny (Fanny)
Produtor: Joshua Logan
– Os Canhões de Navarone (The Guns of Navarone)
Produtor: Carl Foreman
– Desafio à Corrupção (The Hustler)
Produtor: Robert Rossen
– Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg)
Produtor: Stanley Kramer
• Amor, Sublime Amor (West Side Story)
Produtor: Robert Wise


O grande mestre do sapateado, Fred Astaire, apresenta o Oscar de Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Federico Fellini (A Doce Vida)
– Stanley Kramer (Julgamento em Nuremberg)
– Robert Rossen (Desafio à Corrupção)
– J. Lee Thompson (Os Canhões de Navarone)
• Robert Wise & Jerome Robbins (Amor, Sublime Amor) – Pela primeira vez, o prêmio é compartilhado


Rosalind Russell apresenta com bastante entusiasmo o primeiro Oscar de direção para dois diretores.

MELHOR ATOR
– Charles Boyer (Fanny)
– Paul Newman (Desafio à Corrupção)
• Maximillian Schell (Julgamento em Nuremberg)
– Spencer Tracy (Julgamento em Nuremberg)
– Stuart Whitman (A Marca do Cárcere)


Joan Crawford apresenta o Oscar de Ator para Maximillian Schell

MELHOR ATRIZ
– Audrey Hepburn (Bonequinha de Luxo)
– Piper Laurie (Desafio à Corrupção)
• Sophia Loren (Duas Mulheres) – Sophia Loren não estava presente na cerimônia. Greer Garson aceitou o prêmio em seu nome.
– Geraldine Page (O Anjo de Pedra)
– Natalie Wood (Clamor do Sexo)


Burt Lancaster anuncia o nome da primeira italiana e estrangeira a ganhar o Oscar de atriz em sua própria língua. Pena que a vencedora não estava presente na cerimônia.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
• George Chakiris (Amor, Sublime Amor)
– Montgomery Clift (Julgamento em Nuremberg)
– Peter Falk (Dama por um Dia)
– Jackie Gleason (Desafio à Corrupção)
– George C. Scott (Desafio à Corrupção) – Recusou-se a ser indicado. Foi o primeiro caso na História da Academia.


A vencedora do ano anterior, Shirley Jones, apresenta o Oscar para George Chakiris

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Fay Bainter (Infâmia)
– Judy Garland (Julgamento em Nuremberg)
– Lotte Lenya (Em Roma na Primavera)
– Una Merkel (O Anjo de Pedra)
• Rita Moreno (Amor, Sublime Amor)


Rock Hudson assume o posto de apresentador na ausência de Peter Ustinov para apresentar Melhor Atriz Coadjuvante. Rita Moreno agradece apenas com um “I can’t believe that!”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Valentin Ezhov, Grigoriy Chukhray (A Balada do Soldado)
– Sergio Amidei, Diego Fabbri, Indro Montanelli (De Crápula a Herói)
– Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano, Brunello Rondi (A Doce Vida)
• William Inge (Clamor do Sexo)
– Stanley Shapiro, Paul Henning (Volta Meu Amor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– George Axelrod (Bonequinha de Luxo)
– Carl Foreman (Os Canhões de Navarone)
– Sidney Carroll, Robert Rossen (Desafio à Corrupção)
• Abby Mann (Julgamento em Nuremberg)
– Ernest Lehman (Amor, Sublime Amor)


O casal do filme Vício Maldito, Lee Remick e Jack Lemmon, apresenta os dois Oscars de Roteiro 

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Jack Cardiff (Fanny)
– Russell Metty (Flor de Lotus)
– Harry Stradling Sr. (Do Outro Lado da Ponte)
– Charles Lang (A Face Oculta)
Daniel L. Fapp (Amor, Sublime Amor)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Edward Colman (O Fantástico Super-Homem)
– Franz Planer (Infâmia)
Eugen Schüfftan (Desafio à Corrupção)
– Ernest Laszlo (Julgamento em Nuremberg)
– Daniel L. Fapp (Cupido Não Tem Bandeira)

MELHOR MONTAGEM
– William Reynolds (Fanny)
– Alan Osbiston (Os Canhões de Navarone)
– Frederic Knudtson (Julgamento em Nuremberg)
– Philip W. Anderson (O Grande Amor de Nossas Vidas)
Thomas Stanford (Amor, Sublime Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Ray Moyer (Bonequinha de Luxo)
– Veniero Colasanti, John Moore (El Cid)
– Alexander Golitzen, Joseph C. Wright, Howard Bristol (Flor de Lotus)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Arthur Krams (O Anjo de Pedra)
Boris Leven, Victor A. Gangelin (Amor, Sublime Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Carroll Clark, Emile Kuri, Hal Gausman (O Fantástico Super-Homem)
– Fernando Carrere, Edward G. Boyle (Infâmia)
Harry Horner, Gene Callahan (Desafio à Corrupção)
– Rudolph Sternad, George Milo (Julgamento em Nuremberg)
– Piero Gherardi (A Doce Vida)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Bill Thomas (O Mundo Encantado dos Brinquedos)
– Jean Louis (Esquina do Pecado)
– Irene Sharaff (Flor de Lotus)
– Edith Head, Walter Plunkett (Dama por um Dia)
Irene Sharaff (Amor, Sublime Amor)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Dorothy Jeakins (Infâmia)
– Howard Shoup (Com Pecado no Sangue)
– Jean Louis (Julgamento em Nuremberg)
Piero Gherardi (A Doce Vida)
– Yoshirô Muraki (Yojimbo – O Guarda-Costas)


Dina Merrill e Eddie Albert apresentam Figurino com direito a desfile dos figurinos indicados no palco.

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– George Bruns (O Mundo Encantado dos Brinquedos)
– Alfred Newman, Ken Darby (Flor de Lotus)
– Dmitri Shostakovich (Khovanshchina)
– Duke Ellington (Paris Vive à Noite)
Saul Chaplin, Johnny Green, Sid Ramin, Irwin Kostal (Amor, Sublime Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
Henry Mancini (Bonequinha de Luxo)
– Miklós Rósza (El Cid)
– Morris Stoloff, Harry Sukman (Fanny)
– Dimitri Tiomkin (Os Canhões de Navarone)
– Elmer Bernstein (O Anjo de Pedra)


Tony Martin e a bela Cyd Charisse apresentam os dois Oscars de trilha musical.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Bachelor in Paradise”, de Henry Mancini, Mack David (Solteiro no Paraíso)
“Love Theme from El Cid (The Falcon and the Dove)”, de Miklós Rózsa, Paul Francis Webster (El Cid)
“Moon River”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Bonequinha de Luxo)
“Pocketful of Miracles”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Dam por um Dia)
“Town Without Pity”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (Cidade Sem Compaixão)


Debbie Reynolds concede o Oscar para a dupla Mancini e Mercer

MELHOR SOM
– Gordon Sawyer (Infâmia)
– Waldon O. Watson (Flor de Lotus)
– John Cox (Os Canhões de Navarone)
– Robert O. Cook (O Grande Amor de Nossas Vidas)
Fred Hynes, Gordon Sawyer (Amor, Sublime Amor)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Bill Warrington, Chris Greenham (Os Canhões de Navarone)
– Robert A. Mattey, Eustace Lycett (O Fantástico Super-Homem)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Ballon Vole
– The Face of Jesus, de John D. Jennings
– Rooftops of New York
Seawards the Great Ships
– Very Nice, Very Nice

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Aquamania, de Walt Disney
– Beep Prepared, de Chuck Jones
– Nelly’s Folly, de Chuck Jones
– The Pied Piper of Guadalupe, de Friz Freleng
Surogat

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Breaking the Language Barrier
– Cradle of Genius, de Jim O’Connor, Tom Hayes
– Kahi
– L’Uomo in Grigio, de Benedetto Benedetti
Project Hope, de Frank P. Bibas

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– La Grande Olimpiade
Le Ciel et la Boue, de Arthur Cohn, René Lafuite

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Harry og Kammerjeneren, de Bent Christensen – DINAMARCA
– O Inesquecível (Eien no Hito), de Keisuke Kinoshita – JAPÃO
– Ánimas Trujano (El Hombre Importante), de Ismael Rodríguez – MÉXICO
– Plácido, de Luis García Berlanga – ESPANHA
Através de um Espelho (Såsomi i en Spegel), de Ingmar Bergman – SUÉCIA


O presidente da Warner Bros., Jack L. Warner, introduz Eric Johnston para apresentar o Oscar de Filme em Língua Estrangeira novamente para a Suécia de Ingmar Bergman. Desta vez, a atriz Harriet Andersson aceita o prêmio.

OSCAR HONORÁRIO
• William L. Hendricks (A Force in Readiness)
• Fred L. Metzler
• Jerome Robbins

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Stanley Kramer

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Seaton

THE 33rd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1961

17 de Abril de 1961

Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment), de Billy Wilder: 6 Oscars

Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment), de Billy Wilder: 5 Oscars

MELHOR FILME
– O Álamo (The Alamo)
Produtor: John Wayne
• Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment)
Produtor: Billy Wilder
– Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry)
Produtor: Bernard Smith
– Filhos e Amantes (Sons and Lovers)
Produtor: Jerry Wald
– Peregrino da Esperança (The Sundowners)
Produtor: Fred Zinnemann


Audrey Hepburn apresenta o Oscar de Filme para Se Meu Apartamento Falasse

MELHOR DIRETOR
– Jack Cardiff (Filhos e Amantes)
– Jules Dassin (Nunca aos Domingos)
– Alfred Hitchcock (Psicose)
• Billy Wilder (Se Meu Apartamento Falasse)
– Fred Zinnemann (Peregrino da Esperança)


Gina Lollobrigida entrega o Oscar para Billy Wilder. E lá se vai a última chance de Alfred Hitchcock…

MELHOR ATOR
– Trevor Howard (Filhos e Amantes)
• Burt Lancaster (Entre Deus e o Pecado)
– Jack Lemmon (Se Meu Apartamento Falasse)
– Laurence Olivier (Vida de Solteiro)
– Spencer Tracy (O Vento Será Tua Herança)


Greer Garson apresenta o Oscar para Burt Lancaster, que estava comovido com a honraria

MELHOR ATRIZ
– Greer Garson (Dez Passos Imortais)
– Deborah Kerr (Peregrino da Esperança)
– Shirley MacLaine (Se Meu Apartamento Falasse)
– Melina Mercouri (Nunca aos Domingos)
• Elizabeth Taylor (Disque Butterfield 8)


Elizabeth Taylor aceita seu primeiro Oscar das mãos de Yul Brynner. Bastante emocionada, ela apenas agradece de todo o coração. 

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Peter Falk (Assassinato S.A.)
– Jack Kruschen (Se Meu Apartamento Falasse)
– Sal Mineo (Exodus)
• Peter Ustinov (Spartacus)
– Chill Wills (O Álamo)


Peter Ustinov se torna o único ator a ganhar o Oscar sob a direção do mestre Stanley Kubrick

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Glynis Johns (Peregrino da Esperança)
• Shirley Jones (Entre Deus e o Pecado)
– Shirley Knight (Sombras no Fim da Escada)
– Janet Leigh (Psicose)
– Mary Ure (Filhos e Amantes)


Hugh Griffith aproveita a deixa para agradecer o Oscar que ganhou no ano anterior, já que estava ausente, antes de apresentar para a bela Shirley Jones

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Billy Wilder, I.A.L. Diamond (Se Meu Apartamento Falasse)
– Richard Gregson, Michael Craig, Bryan Forbes (Momentos de Angústia)
– Norman Panama, Melvin Frank (O Jogo Proibido do Amor)
– Marguerite Duras (Hiroshima Meu Amor)
– Jules Dassin (Nunca aos Domingos)


Kitty Carlisle e Moss Hart entregam o Oscar para a dupla Wilder e Diamond

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Nedrick Young, Harold Jacob Smith (O Vento Será Tua Herança)
• Richard Brooks (Entre Deus e o Pecado)
– Gavin Lambert, T.E.B. Clarke (Filhos e Amantes)
– Isobel Lennart (Peregrino da Esperança)
– James Kennaway (Glória Sem Mácula)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– William H. Clothier (O Álamo)
– Joseph Ruttenberg, Charles Harten (Disque Butterfield 8)
– Sam Leavitt (Exodus)
– Joseph MacDonald (Pepe)
Russell Metty (Spartacus)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Joseph LaShelle (Se Meu Apartamento Falasse)
– Charles Lang (O Jogo Proibido do Amor)
– Ernest Laszlo (O Vento Será Tua Herança)
– John L. Russell (Piscose)
Freddie Francis (Filhos e Amantes)

MELHOR MONTAGEM
– Stuart Gilmore (O Álamo)
Daniel Mandell (Se Meu Apartamento Falasse)
– Frederic Knudtson (O Vento Será Tua Herança)
– Viola Lawrence, Al Clark (Pepe)
– Robert Lawrence (Spartacus)


Betty Comden e Adolph Green ressaltam a importância dos montadores antes de entregar o Oscar para Daniel Mandell

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– George W. Davis, Addison Hehr, Henry Grace, Hugh Hunt, Otto Siegel (Cimarron)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Arrigo Breschi (Começou em Nápoles)
– Ted Haworth, William Kiernan (Pepe)
Alexander Golitzen, Eric Orbom, Russell A. Gausman, Julia Heron (Spartacus)
– Edward Carrere, George James Hopkins (Dez Passos Imortais)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
Alexandre Trauner, Edward G. Boyle (Se Meu Apartamento Falasse)
– J. McMillan Johnson, Kenneth A. Reid, Ross Dowd (O Jogo Proibido do Amor)
– Joseph Hurley, Robert Clatworthy, George Milo (Psicose)
– Thomas N. Morahan, Lionel Couch (Filhos e Amantes)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Arthur Krams (Rabo de Foguete)


Tony Randall e Tina Louise apresentam a categoria de Direção de Arte PB e em seguida Colorida

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Irene Sharaff (Can-Can)
– Irene (A Teia de Renda Negra)
– Edith Head (Pepe)
Valles, Bill Thomas (Spartacus)
– Marjorie Best (Dez Passos Imortais)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
Edith Head, Edward Stevenson (O Jogo Proibido do Amor)
– Theoni V. Aldredge (Nunca aos Domingos)
– Howard Shoup (O Rei dos Facínoras)
– Bill Thomas (Sete Ladrões)
– Marik Vos-Lundh (A Fonte da Donzela)


Robert Stack e Barbara Rush apresentam os prêmios de figurino

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– André Previn (Essa Loira Vale um Milhão)
– Nelson Riddle (Can-Can)
– Lionel Newman, Earle Hagen (Adorável Pecadora)
– Johnny Green (Pepe)
Morris Stoloff, Harry Sukman (Sonho de Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Dimitri Tiomkin (O Álamo)
– André Previn (Entre Deus e o Pecado)
Ernest Gold (Exodus)
– Elmer Bernstein (Sete Homens e um Destino)
– Alex North (Spartacus)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Facts of Life”, de Johnny Mercer (O Jogo Proibido do Amor)
“Faraway Part of Town”, de André Previn, Dory Previn (Pepe)
“The Green Leaves of Summer”, de Dimitri Tiomkin, Paul Francis Webster (O Álamo)
“The Second Time Around”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Dizem que é Amor)
“Ta Paidia tou Peiraia (Never on Sunday)”, de Manos Hatzidakis (Nunca aos Domingos) – Pela primeira vez na História da Academia, vence uma canção oriunda de filme em língua estrangeira.

MELHOR SOM
Gordon Sawyer, Fred Hynes (O Álamo)
– Gordon Sawyer (Se Meu Apartamento Falasse)
– Franklin Milton (Cimarron)
– Charles Rice (Pepe)
– George Groves (Dez Passos Imortais)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Gene Warren, Tim Baar (A Máquina do Tempo)
– Augie Lohman (A Última Viagem)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– The Creation of Woman, de Charles F. Schwep, Ismail Merchant
Day of the Painter, de Robert P. Davis
– Islands of the Sea, de Walt Disney
– A Sport is Born, de Leslie Wink

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Goliath II, de Walt Disney
– High Note
– Mouse and Garden
– O Místo na Slunci, de Frantisek Vystrcil
Munro, de William L. Snyder

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Beyond Silence
– En by Ved Navn København
Giuseppina, de James Hill
– George Grosz’ Interregnum, de Charles Carey, Altina Carey
– Universe, de Colin Low

MELHOR DOCUMENTÁRIO
The Horse with the Flying Tail, de Larry Lansburgh
– Rebel in Paradise, de Robert D. Fraser

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Fonte da Donzela (Jungfrukälan), de Ingmar Bergman – SUÉCIA
– Kapò, de Gillo Pontecorvo – ITÁLIA
– A Verdade (La Vérité), de Henri-Georges Clouzot – FRANÇA
– Macario, de Roberto Gavaldón – MÉXICO
– Deveti Krug, de France Stiglic – IUGOSLÁVIA


Eric Johnston apresenta o prêmio internacional, que é aceito por Cyrus J. Harvey.

JUVENILE AWARD
• Hayley Mills (Pollyanna)

OSCAR HONORÁRIO
• Gary Cooper – O ator estava ausente da cerimônia. James Stewart aceitou o honraria em seu nome, fez um belo discurso emocional que causou especulação de que Cooper estaria doente. E estava. Faleceu dali a um mês em 31 de Maio de 1961.
• Stan Laurel

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Sol Lesser

Ken Loach conquista sua segunda Palma de Ouro com ‘I, Daniel Blake’ em Cannes 2016

Ken Loach se mostra triunfante com sua segunda Palma de Ouro por I, Daniel Blake (photo by publico.pt)

Ken Loach se mostra triunfante com sua segunda Palma de Ouro por I, Daniel Blake (photo by publico.pt)

DIRETOR BRITÂNICO VENCEU EM 2006 COM ‘VENTOS DA LIBERDADE’

Num ano repleto de diretores renomados na competição oficial, deu Ken Loach mais uma vez! Agora ele se junta a um seleto grupo de cineastas que tem duas Palmas de Ouro no currículo: Michael Haneke, Francis Ford Coppola, Emir Kusturica, Bille August, Shohei Imamura, Alf Sjoberg e os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne.

Seu mais novo filme retrata um entrave sócio-trabalhista de um carpinteiro de meia-idade que não pode mais trabalhar depois de um acidente, mas luta para conseguir seus benefícios do governo. Pela sinopse, parece aqueles filmes de forte crítica social que permearam a década de 70 como os do italiano Elio Petri, mas vale lembrar que a própria filmografia de Loach possui pinceladas de cunho social. Segundo a crítica, I, Daniel Blake seria seu melhor trabalho, justamente por amadurecer essa vertente. Contudo, parece que o lado emocional falou mais alto na decisão do júri.

Mesmo sem justificar suas escolhas, o presidente do júri, George Miller, definiu a seleção com três qualidades: “inteligência, ferocidade e beleza”. No geral, a mídia estrangeira ficou desapontada com uma escolha conservadora vinda de um autor tão inovador como Miller. Entre os indicados, os críticos apontaram alguns favoritos como a ‘dramédia’ sobre pai e filha Toni Erdmann, da alemã Maren Ade; o suspense Elle, de Paul Verhoeven; e o romance coreano The Handmaiden, de Park Chan-wook. Curiosamente, nenhum deles recebeu um prêmio de consolação sequer!

O Grande Prêmio do Júri (o segundo lugar da edição) acabou nas mãos do prodígio canadense Xavier Dolan por seu It’s Only the End of the World, um drama que destrincha uma família disfuncional. Por conquistar prêmios em Cannes desde 2009, mas sempre batendo na trave, havia altas expectativas de que este seria o ano de Dolan, mas seu novo trabalho não foi uma unanimidade no festival, chegando a ser vaiado numa das sessões.

O jovem canadense Xavier Dolan (27) ganha seu prêmio mais importante em Cannes, o Grande Prêmio do Júri, por Juste la fin du monde (photo by thestar.com)

O jovem canadense Xavier Dolan (27) ganha seu prêmio mais importante em Cannes, o Grande Prêmio do Júri, por Juste la fin du monde (photo by thestar.com)

Vencedor do mesmo prêmio no ano anterior por Filho de Saul, o diretor László Nemes saiu em defesa de Dolan: “Fiquei admirado ao ver o filme. Todos nós sentimos que era uma jornada tocante. Quando começou, você podia sentir as escolhas muito específicas do diretor.” Vale destacar que esta é a primeira vez que Xavier Dolan trabalha com atores de nome, no caso, Marion Cotillard, Léa Seydoux e Vincent Cassel.

Antes que um ser politicamente correto reclame, houve uma mulher premiada em Cannes (excetuando, obviamente, a categoria de Atriz)! E foi novamente a diretora britânica Andrea Arnold com seu American Honey, um road movie estrelado por um sempre polêmico Shia LaBeouf. Trata-se de sua terceira vitória com o Prêmio do Júri, vencido anteriormente por Marcas da Vida (Red Road) e Aquário (Fish Tank). Considero seu estilo bastante intenso, que me lembra a direção de atores de Mike Leigh.

E pra quem aguardava por premiações para atores conhecidos como Adam Driver (o Kylo Ren do novo Star Wars), Shia LaBeouf, Joel Edgerton, Marion Cotillard ou Kristen Stewart, ficou a expectativa, pois o júri reconheceu atores menos conhecidos: a filipina Jaclyn Jose de Ma’Rosa, de Brillante Mendoza; e o iraniano Shahab Hosseini de The Salesman, de Asghar Farhadi. Esta é a segunda performance sob direção de Farhadi a ganhar prêmio em Cannes; em 2014, a argentina Bérénice Bejo ganhou por O Passado. The Salesman foi o único a ganhar dois prêmios principais, já que venceu como Melhor Roteiro também.

Jaclyn Jose posa com seu prêmio de Performance Feminina por Ma'Rosa (photo by preen.inquirer.net)

Jaclyn Jose posa com seu prêmio de Performance Feminina por Ma’Rosa (photo by preen.inquirer.net)

O iraniano Shahab Hosseini ganha Performance Masculina por The Salesman (photo by themalaimailonline.com)

O iraniano Shahab Hosseini ganha Performance Masculina por The Salesman (photo by themalaimailonline.com)

Aliás, pelo burburinho, Joel Edgerton e Ruth Negga já deram o start inicial para a campanha para o Oscar 2017 por suas interpretações no drama Loving, de Jeff Nichols. Trata-de de uma história de amor interracial na Virginia de 1958, onde o casal foi preso por simplesmente se casar. Além do prestígio do diretor Nichols, a performance de Edgerton foi bastante elogiada em Cannes e, depois de todo aquele estardalhaço no Oscar por “falta de diversidade”, a Academia vai fazer um baita esforço para incluir negros, amarelos, índios, anões, albinos e imigrantes ilegais. O vilão Kylo Ren (Adam Driver) também conquistou pontos para o ano que vem por sua atuação em Paterson.

E na categoria de Diretor, houve o único empate da cerimônia, que ocorreu entre o romeno Cristian Mungiu, por The Graduation, e o francês Olivier Assayas, por Personal Shopper. Enquanto Mungiu recebeu seu terceiro prêmio (venceu a Palma de Ouro por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, e Roteiro por Além das Montanhas), Assayas recebeu seu primeiro prêmio após 5 indicações à Palma de Ouro! Seu filme também foi vaiado, mas ele é muito querido na crítica.

Romanian director Cristian Mungiu (R) and French director Olivier Assayas talk on stage wafter being awarded with the Best Director prize, respectively for the film "Graduation (Bacalaureat)" and "Personal Shopper" during the closing ceremony of the 69th Cannes Film Festival in Cannes, southern France, on May 22, 2016. / AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI

Vencedores de Melhor Diretor em Cannes: à esquerda, Olivier Assayas (Personal Shopper) discursa ao lado de Cristian Mungiu  (Graduation). Photo by ALBERTO PIZZOLI

E o Brasil continuará mais um ano com apenas a Palma de Ouro de Anselmo Duarte por O Pagador de Promessas (1962). Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, saiu de mãos abanando do festival. A passagem do filme brasileiro ficou marcada pelos protestos dos atores e da equipe no tapete vermelho contra o Impeachment da “presidenta” Dilma Roussef. Dentre os vários cartazes com dizeres em inglês e francês, havia um que dizia que “54 milhões de votos (que reelegeram a Dilma) foram queimados” e que “a democracia havia dado lugar a um golpe”. Não gosto muito de ficar falando de política com tantos intolerantes à solta na internet, mas só queria dizer que somente numa democracia, esses mesmos 54 milhões de eleitores também têm o direito de mudar de posição após um péssimo governo petista. Eu mesmo conheço alguns que se arrependeram de seus votos, e pra isso também serve o Impeachment, afinal, de que outra forma a sociedade poderia destituir um presidente antes do fim de seu mandato? E vale lembrar que o vice-presidente Michel Temer veio no mesmo pacote do PT, então não adianta reclamar. Temos que torcer para que ele faça um bom governo e consiga aprovar medidas para salvar a nossa economia.

Equipe do filme Aquarius com cartazes contra o Impeachment (photo by cinema.uol.com.br)

Equipe do filme Aquarius com cartazes contra o Impeachment (photo by cinema.uol.com.br)

Vale destacar que o cinema brasileiro foi agraciado com uma menção honrosa na categoria de curta-metragem para A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, e com o Olho de Ouro para o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha.

Seguem os vencedores desta 69ª edição do Festival de Cannes:

PALMA DE OURO
I, Daniel Blake
Dir: Ken Loach

GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
It’s Only the End of the World
Dir: Xavier Dolan

PRÊMIO DO JÚRI
Andrea Arnold (American Honey)

DIRETOR
Olivier Assayas (Personal Shopper) & Cristian Mungiu (Graduation)

ATOR
Shahab Hosseini (The Salesman)

ATRIZ
Jaclyn Jose (Ma ‘Rosa)

ROTEIRO
Asghar Farhadi (The Salesman)

OUTROS PRÊMIOS

PALMA HONORÁRIA
Jean-Pierre Léaud

CAMERA D’Or
Divines
Dir: Houda Benyamina

PALMA DE OURO DE CURTA
Timecode
Dir: Juanjo Jimenez

MENÇÃO ESPECIAL CURTA
The Girl Who Danced With the Devil
Dir: João Paulo Miranda Maria

Ecumenical Jury Prize
It’s Only the End of the World
Dir: Xavier Dolan

PRÊMIO OLHO DE OURO
Cinema Novo
Dir: Eryk Rocha

UN CERTAIN REGARD

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD
The Happiest Day in the Life of Olli Mäki
Dir: Juho Kuosmanen

PRÊMIO DO JÚRI
Harmonium
Dir: Koji Fukada

DIRETOR
Matt Ross (Captain Fantastic)

ROTEIRO
Delphine e Muriel Coulin (The Stopover)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Michael Dudok de Wit (The Red Turtle)

DIRECTORS’ FORTNIGHT

PRÊMIO ART CINEMA
Wolf and Sheep
Dir: Shahrbanoo Sadat

PRÊMIO Society of Dramatic Authors and Composers
The Together Project
Dir: Solveig Anspach

Europa Cinemas Label
Mercernary
Dir: Sacha Wolff

CRITICS’ WEEK

GRANDE PRÊMIO
Mimosas
Dir: Oliver Saxe

PRÊMIO VISIONÁRIO
Album
Dir: Mehmet Can Mertoğlu

PRÊMIO Society of Dramatic Authors and Composers
Diamond Island
Dir: Day Chou

FIPRESCI

COMPETIÇÃO
Toni Erdmann
Dir: Maren Ade

Un Certain Regard
Dogs
Dir: Bogdan Mirică

Critics’ Week
Raw
Dir: Julia Ducournau

Cannes: Indicados à Palma de Ouro 2016

Pôster da 69ª edição do Festival de Cannes: homenagem ao filme O Desprezo, de Jean-Luc Godard (photo by thehollywoodreporter.com)

Pôster da 69ª edição do Festival de Cannes: homenagem ao filme O Desprezo, de Jean-Luc Godard (photo by thehollywoodreporter.com)

GRANDES NOMES DO CINEMA INTERNACIONAL ESTÃO REUNIDOS NESTA EDIÇÃO DO FESTIVAL DE CANNES

Não me recordo de um ano tão repleto de nomes consagrados como este em Cannes. Olha o naipe dos profissionais: Pedro Almodóvar, Olivier Assayas, Jean-Pierre e Luc Dardenne, Cristian Mungiu, Andrea Arnold, Park Chan-wook, Ken Loach, Xavier Dolan, Jeff Nichols, Nicolas Winding Refn, Jim Jarmusch, Sean Penn e um dos meus favoritos: Paul Verhoeven. Isso sem contar aqueles que não estão competindo como Woody Allen, Steven Spielberg e Jodie Foster. Resumindo: O presidente do júri, George Miller, indicado ao Oscar pelo fenomenal Mad Max: Estrada da Fúria, terá muito trabalho para garimpar os melhores. Esperamos que suas escolhas sejam tão ousadas como seus filmes!

Presidente do Júri de Cannes 2016: George Miller (photo by Carl Court/AFP)

Presidente do Júri de Cannes 2016: George Miller (photo by Carl Court/AFP)

Para nós, brasileiros, a grande notícia vem com a participação de um filme brasileiro após 4 anos na competição oficial. O último havia sido Na Estrada (2012), de Walter Salles, que na verdade é uma co-produção entre Brasil, Argentina, EUA, Reino Unido, França e Canadá. Se for contar uma produção 100% brasileira, ainda assim, a marca fica com Walter Salles; ele competiu com o drama urbano Linha de Passe em 2008, e saiu com o prêmio de interpretação feminina para Sandra Corveloni. A bola da vez atende pelo nome de Kleber Mendonça Filho, que ficou conhecido por O Som ao Redor, drama que aborda a questão da violência numa rua de Recife.
Da esquerda para a direita: os atores Julia Bernat, Sonia Braga e Pedro Queiroz em cena do longa Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (photo by folha.com.br)

Da esquerda para a direita: os atores Julia Bernat, Sonia Braga e Pedro Queiroz em cena do longa Aquarius, de Kleber Mendonça Filho (photo by folha.com.br)

Ele trilha o caminho dos críticos da revista francesa Cahiers du Cinema, como François Truffaut, que deixaram as críticas e se tornaram cineastas. Seu segundo longa, intitulado Aquarius, aparentemente possui uma sinopse com tons fantasiosos: No Recife, uma viúva de 60 anos briga com uma construtora que está querendo comprar seu apartamento para demolir todo o edifício. Ela teria habilidades de viajar no tempo (!). Um dos grandes trunfos do filme seria a presença magnética da madame do cinema nacional Sonia Braga. Indicada a três Globos de Ouro nas décadas de 80 e 90, ainda possui prestígio em produções internacionais, e pode (por que não?) iniciar uma nova fase em sua carreira. A respeito de sua escolha como protagonista, o diretor explicou em entrevista à Folha de S. Paulo: “A personagem é muito específica, surpreendentemente, uma pessoa 3D num filme não 3D. Tinha que ser alguém interessante e profissional. Numa reunião com amigos, alguém disse ‘Sonia Braga’. Respondi ‘puta que o pariu, seria incrível’.”
Elle Faning em cena de The Neon Demon, novo trabalho de Nicolas Winding Refn (photo by cine.gr)

Elle Faning em cena de The Neon Demon, novo trabalho de Nicolas Winding Refn (photo by cine.gr)

Além de penca de diretores renomados, o tapete vermelho de Cannes contará com celebridades hollywoodianas como Charlize Theron, George Clooney, Julia Roberts, Russell Crowe, Ryan Gosling, Kristen Stewart, Jesse Eisenberg, Shia LaBeouf, Mark Rylance, Rebecca Hall, além de astros internacionais como Marion Cotillard, Léa Seydoux, Vincent Cassel, Isabelle Huppert e Javier Bardem. Atores que se tornaram diretores como Jodie Foster e Sean Penn também devem ter presença garantida no evento.
Dentre as 20 produções indicadas à Palma de Ouro, apenas uma é latino-americana: justamente o Aquarius. 13 são europeus, 3 americanos, um canadense e dois asiáticos. Curiosamente, não há filmes italianos em busca do prêmio máximo; apenas na mostra Un Certain Regard. Alguns jornalistas também reclamaram da ausência de produções mexicanas, mas enfim, é muito difícil agradar a todos, já que quando se trata de Arte, não existem cotas. No quesito competição, temos três diretores vencedores da Palma de Ouro: o britânico Ken Loach, o romeno Cristian Mungiu e os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne, que já venceram duas vezes.
Isabelle Huppert em cena de Elle, de Paul Verhoeven (photo by cine.gr)

Isabelle Huppert em cena de Elle, de Paul Verhoeven (photo by cine.gr)

Ao contrário das premiações hollywoodianas, é difícil prever algum tipo de vencedor em Cannes, uma vez que os membros do júri mudam todos os anos. Se formos levar em consideração os filmes de ação (os 4 Mad Max) do presidente do júri, George Miller, os filmes mais estranhos e de estética dinâmica têm seu favoritismo. São os casos do sul-coreano The Handmaiden, do diretor de Oldboy, Park Chan-wook; o dinamarquês The Neon Demon, de Nicolas Winding Refn; e Elle, do holandês Paul Verhoeven. Todos sabem filmar muito bem, com um estilo bem peculiar e têm suas obsessões bizarras. MAS… Vale lembrar que o mesmo George Miller já dirigiu dramas chorosos como O Óleo de Lorenzo e a animação familiar Happy Feet: O Pinguim.
Cena do filme sul-coreano The Handmaiden, de Park Chan-wook (photo by cine.gr)

Cena do filme sul-coreano The Handmaiden, de Park Chan-wook (photo by cine.gr)

Particularmente, considero o cinema sul-coreano muito bonito esteticamente, mas suas bizarrices e alto teor de violência acabam minando suas chances em premiações (o país nunca recebeu uma única indicação ao Oscar de Filme em Língua Estrangeira), já que muitos votantes são senhores que evitam tramas violentas demais. Talvez com um presidente do júri mais adepto a esse “gênero”, existem altas expectativas para que o cinema sul-coreano ganhe sua primeira Palma de Ouro. Em 2003, ele levou o Grande Prêmio do Júri por Oldboy (uma espécie de segundo lugar), quando Quentin Tarantino era presidente do júri.

INDICADOS À PALMA DE OURO:

FILME DE ABERTURA

  • Cafe Society
    Dir: Woody Allen
Jesse Eisenberg e Kristen Stewart recebem direções de Woody Allen em set de Café Society (photo by cine.gr)

Jesse Eisenberg e Kristen Stewart recebem direções de Woody Allen em set de Café Society (photo by cine.gr)

COMPETIÇÃO

  • Acquarius
    Dir: Kleber Mendonca Filho
  • American Honey
    Dir: Andrea Arnold
  • Baccalaureat
    Dir: Cristian Mungiu
  • Elle
    Dir: Paul Verhoeven
  • From the Land of the Moon
    Dir: Nicole Garcia
  • The Handmaiden
    Dir: Park Chan-wook
  • I, Daniel Blake
    Dir: Ken Loach
  • It’s Only the End of the World
    Dir: Xavier Dolan
  • Julieta
    Dir: Pedro Almodóvar
  • The Last Face
    Dir: Sean Penn
  • Loving
    Dir: Jeff Nichols
  • Ma’ Rosa
    Dir: Brillante Mendoza
  • The Neon Demon
    Dir: Nicolas Winding Refn
  • Paterson
    Dir: Jim Jarmusch
  • Personal Shopper
    Dir: Olivier Assayas
  • Sierra-Nevada
    Dir: Cristi Puiu
  • Slack Bay
    Dir: Bruno Dumont
  • Staying Vertical
    Dir: Alain Guiraudie
  • Toni Erdmann
    Dir: Maren Ade
  • The Unknown Girl
    Dir: Jean-Pierre e Luc Dardenne
Cena do novo filme de Pedro Almodóvar, Julieta, com Emma Suárez e Adriana Ugarte (photo by outnow.ch)

Cena do novo filme de Pedro Almodóvar, Julieta, com Emma Suárez e Adriana Ugarte (photo by outnow.ch)

FORA DE COMPETIÇÃO

– The BFG
Dir: Steven Spielberg

– Goksung
Dir: Na Hong-jin

Money Monster
Dir: Jodie Foster

– Nice Guys
Dir: Shane Black

Ruby Barnhill em cena de O Bom Gigante Amigo, de Steven Spielberg (photo by cine.gr)

Ruby Barnhill em cena de O Bom Gigante Amigo, de Steven Spielberg (photo by cine.gr)

UN CERTAIN REGARD

* After the Storm
Dir: Hirokazu Kore-eda

* Apprentice
Dir: Boo Junfeng

* Beyond the Mountains and Hills
Dir: Eran Kolirin

Captain Fantastic
Dir: Matt Ross
* Clash
Dir: Mohmaed Diab
* The Dancer
Dir: Stephanie Di Giusto
* The Disciple
Dir: Kirill Serebrennikov
* Dogs
Dir: Bogdan Mirica
* The Happiest Day in the Life of Olli Maki
Dir: Juho Kuosmanen
* Harmonium
Dir: Fukada Koji
* Inversion
Dir: Behnam Behzadi
* The Long Night of Francisco Sanctis
Dir: Andrea Testa
* Pericles the Black Man
Dir: Stefano Mordini
* Personal Affairs
Dir: Maha Haj
* The Red Turtle
Dir: Michael Dudok de Wit
The Transfiguration
Dir: Michael O’Shea
* Voir du Pays
Dir: Delphine Coulin, Muriel Coulin

MIDNIGHT SCREENINGS

* Gimme Danger
Dir: Jim Jarmusch

* Train to Busan
Dir: Yeon Sang-ho

SPECIAL SCREENINGS

* Le Cancre
Dir: Paul Vecchiali

* Exil
Dir: Rithy Panh
* A Chad Tragedy
Dir: Mahamat-Saleh Haroun
* The Last Beach
Dir: Thanos Anastopoulos, Davide Del Degan
* Last Days of Louis XIV
Dir: Albert Serra
A 69ª edição do Festival de Cannes começa no dia 11 de maio e vai até o dia 22.

‘Star Wars’ conquista o MTV Movie Awards 2016 e uma nova geração de fãs

BURBANK, CALIFORNIA - APRIL 09: Writer/director J.J. Abrams and actress Daisy Ridley (both C) accept the Movie of the Year award for 'Star Wars: The Force Awakens' with co-hosts Kevin Hart (L) and Dwayne Johnson (R) onstage during the 2016 MTV Movie Awards at Warner Bros. Studios on April 9, 2016 in Burbank, California. MTV Movie Awards airs April 10, 2016 at 8pm ET/PT. (Photo by Kevork Djansezian/Getty Images)

No centro, o diretor J.J. Abrams e a atriz Daisy Ridley recebem o prêmio de Melhor Filme do Ano por Star Wars: O Despertar da Força ao lado dos hosts da premiação Kevin Hart e Dwayne Johnson no MTV Movie Awards 2016 (Photo by Kevork Djansezian/Getty Images)

PRIMEIRO FILME DA NOVA TRILOGIA STAR WARS DOMINA PREMIAÇÃO DE VOTO PÚBLICO

Vocês se lembram daquela atração da Rede Globo chamada Intercine? Eles davam duas opções de filmes para passar na noite seguinte, aí o público ligava e eles anunciavam o vencedor com maior número de votos. Não sei se é porque sempre sou desconfiado, mas sempre achei uma farsa! Pra mim, as ligações eram pra medir a audiência e, no fim, eles passavam o filme que eles bem queriam!

Quando eu falo sobre MTV Movie Awards, imagino algo do tipo ou senão uma cena bizarra: Um monte daqueles nerds gordinhos sentados à frente do computador, votando incessantemente para seus filmes favoritos: O Senhor dos Anéis, Batman e Star Wars. Só deram um break naqueles anos em que a Saga Crepúsculo ganhou…

Nesta edição, Star Wars: O Despertar da Força levou 3 baldinhos de pipoca dourada, incluindo Melhor Filme do Ano. Em seguida, Deadpool e A Escolha Perfeita 2 levaram dois prêmios cada. No geral, os prêmios foram bem distribuídos, como se não quisessem desagradar nenhum concorrente. E falando em desagradar, ficaram com tanto receio de que Will Smith boicotasse o MTV Movie Awards que resolveram lhe dar o Generation Award, uma espécie de prêmio pelo conjunto da obra. A que ponto chegamos com essa coisa do #OscarSoWhite… lamentável.

Will Smith e seu consolo pelo Oscar racista... (photo by youtube.com)

Will Smith e seu consolo pelo Oscar racista… (photo by youtube.com)

No post anterior, eu havia colocado minhas preferências na cor laranja. A maioria dos meus votos foram para Deadpool. Não que o filme tenha sido brilhante, mas de todas as adaptações de quadrinhos, esta é a única que tira sarro de si mesma, explorando suas próprias deficiências como o baixo orçamento que teria impedido a participação de mais personagens dos X-Men. E é um filme Rated R, ou seja, tem sangue (quando foi a última vez que você viu sangue nessas adaptações?), tem violência gratuita, tem muitos palavrões e tem sexo. E com Morena Baccarin fica ainda melhor!

Ryan Reynolds vence como Comedic Performance por Deadpool (photo by estrelando.com.br)

Ryan Reynolds vence como Comedic Performance por Deadpool (photo by estrelando.com.br)

A vitória de Star Wars: O Despertar da Força indica que a saga estelar criada por George Lucas continua firme e forte em seu reinado no universo geek, mesmo após quase 40 anos do primeiro filme de 1977. Mesmo tendo um potencial avassalador, vale lembrar que este filme só saiu depois que a Disney comprou os direitos da Lucasfilm. Para os fãs mais xiitas, podem reclamar e espernear contra essa pasteurização da Disney, mas temos que dar o braço a torcer. Eles conseguiram uma das maiores bilheterias de todos os tempos, conquistaram uma nova horda de fãs dessas gerações atuais e ainda vão lucrar muito com novos filmes, produtos e atrações temáticas nos inúmeros parques de diversão.

Achei muita sacanagem o Mad Max: Estrada da Fúria ficar de fora da competição de Melhor Filme do Ano. Tenho certeza de que se tivesse colocado o filme de George Miller na votação, ele teria grandes chances de vitória. Mas enfim, o longa levou um merecidíssimo prêmio de Female Performance para Charlize Theron e sua Furiosa.

Charlize Theron aceita seu baldinho de pipoca por Mad Max: Estrada da Fúria (photo by Getty Images)

Charlize Theron aceita seu baldinho de pipoca por Mad Max: Estrada da Fúria (photo by Getty Images)

Apesar do tom bem mais light do MTV Movie Awards e até de sua decadência nas últimas duas décadas, dá pra notar que ainda é um reconhecimento importante do público, que lota as salas de cinema, por isso acho bacana a presença dos artistas indicados. Os fãs querem ver seus ídolos no tapete vermelho ou pela televisão, então para quem não compareceu, acho um pouco falta de consideração. Se fosse um Oscar, aí teria tempo na agenda…

Seguem todos os vencedores do MTV Movie Awards 2016:

MOVIE OF THE YEAR (Filme do Ano)
· Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron)
· Creed: Nascido Para Lutar (Creed)
· Deadpool (Deadpool)
· Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World)
· Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens)
· Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)

TRUE STORY (História Verídica)
· Um Homem Entre Gigantes (Concussion)
· Joy: O Nome do Sucesso (Joy)
· Steve Jobs (Steve Jobs)
· Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)
· A Grande Aposta (The Big Short)
· O Regresso (The Revenant)

DOCUMENTÁRIO
·
Amy
· Cartel Land
· He Named Me Malala
· The Hunting Ground
· The Wolfpack
· What Happened, Miss Simone?

BEST FEMALE PERFORMANCE (Performance Feminina)
· Alicia Vikander (Ex-Machina: Instinto Artificial)
· Anna Kendrick (A Escolha Perfeita 2)
· Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
· Morena Baccarin (Deadpool)

BEST MALE PERFORMANCE (Performance Masculina)
· Chris Pratt (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros)
· Leonardo DiCaprio (O Regresso)
· Matt Damon (Perdido em Marte)
· Michael B. Jordan (Creed: Nascido Pra Lutar)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Will Smith (Um Homem Entre Gigantes)

BREAKTHROUGH PERFORMANCE (Revelação)
· Amy Schumer (Descompensada)
· Brie Larson (O Quarto de Jack)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
· John Boyega (Star Wars: O Despertar da Força)
· O’Shea Jackson Jr. (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.)

Daisy Ridley aceita o prêmio de Melhor Revelação pelo papel de Rey em Star Wars (photo by Getty Images)

Daisy Ridley aceita o prêmio de Melhor Revelação pelo papel de Rey em Star Wars (photo by Getty Images)

BEST COMEDIC PERFORMANCE (Performance cômica)
· Amy Schumer (Descompensada)
· Kevin Hart (Policial em Apuros 2)
· Melissa McCarthy (A Espiã que Sabia de Menos)
· Rebel Wilson (A Escolha Perfeita 2)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Will Ferrell (O Durão)

BEST ACTION PERFORMANCE (Performance de Ação)
· Chris Pratt (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros)

· Dwayne Johnson (Terremoto: A Falha de San Andreas)
· Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final)
· John Boyega (Star Wars: O Despertar da Força)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Vin Diesel (Velozes & Furiosos 7)

BEST HERO (Herói)
· Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
· Chris Evans (Vingadores: Era de Ultron)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Dwayne Johnson (Terremoto: A Falha de San Andreas)
· Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final)
· Paul Rudd (Homem-Formiga)

BEST VILLAIN (Vilão)
· Adam Driver (Star Wars: O Despertar da Força)

· Ed Skrein (Deadpool)
· Hugh Keays-Byrne (Mad Max: Estrada da Fúria)
· James Spader (Vingadores: Era de Ultron)
· Samuel L. Jackson (Kingsman: Serviço Secreto)
· Tom Hardy (O Regresso)

BEST VIRTUAL PERFORMANCE (Performance Virtual)
· Amy Poehler (Divertida Mente)

· Andy Serkis (Star Wars: O Despertar da Força)
· Jack Black (Kung Fu Panda 3)
· James Spader (Vingadores: Era de Ultron)
· Lupita Nyong’o (Star Wars: O Despertar da Força)
· Seth MacFarlane (Ted 2)

ENSEMBLE CAST (Elenco)
· Vingadores: Era de Ultron
· Velozes & Furiosos 7
· A Escolha Perfeita 2
· Star Wars: O Despertar da Força
· Jogos Vorazes: A Esperança – O Final
· Descompensada

BEST KISS (Beijo)
· Amy Schumer & Bill Hader (Descompensada)
· Dakota Johnson & Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
· Leslie Mann & Chris Hemsworth (Férias Frustradas)
· Margot Robbie & Will Smith (Golpe Duplo)
· Morena Baccarin & Ryan Reynolds (Deadpool)
· Rebel Wilson & Adam DeVine (A Escolha Perfeita 2)

BEST FIGHT (Luta)
· Deadpool (Ryan Reynolds) vs. Ajax (Ed Skrein) – Deadpool

· Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) vs. A Ursa – O Regresso
· Imperator Furiosa (Charlize Theron) vs. Max Rockatansky (Tom Hardy) – Mad Max: Estrada da Fúria
· Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) vs. Hulk (Mark Ruffalo) – Vingadores: Era de Ultron
· Rey (Daisy Ridley) vs. Kylo Ren (Adam Driver) – Star Wars: O Despertar da Força
· Susan Cooper (Melissa McCarthy) vs. Lia (Nargis Fakhri) – A Espiã que Sabia de Menos)

‘Star Wars’ domina as indicações ao MTV Movie Awards 2016

MTV Movie Awards 2016

MTV Movie Awards 2016 (photo by hfmagazineonline.com)

PREMIAÇÃO DE VOTO PÚBLICO SE RENDE AOS BLOCKBUSTERS

Depois do Oscar, nada melhor do que o MTV Movie Awards pra dar aquela relaxada! Nada de filmes sérios ou que exijam neurônios demais predominam pelas 14 categorias. Se bem que neste ano, eles resolveram acrescentar três categorias com cara de prêmio dos críticos: True Story (Baseado em fatos verídicos), Documentário e Ensemble Cast (Elenco). E felizmente, excluíram outras categorias bem inúteis como o Shirtless Performance e o WTF Moment.

E imitando a “bolha assassina” do Critics’ Choice Awards, agora todas as categorias têm 6 indicados cada, e com isso, mais filmes são reconhecidos e com maior número de indicações. Campeão de bilheteria, Star Wars: O Despertar da Força foi o recordista desta edição com 11 indicações, puxando a tendência na qual os filmes mais vistos pelo público conseguem maior visibilidade na premiação, vide a presença de Vingadores: Era de Ultron, Jurassic World e o recente Deadpool, que se tornou o filme com censura Rated R mais visto das últimas décadas.

Cena do recordista de indicações Star Wars: O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Cena do recordista de indicações Star Wars: O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Eu gosto da indicação de Deadpool, não apenas por se de uma boa adaptação de quadrinhos, mas que também prova para os produtores caretas de Hollywood, que é possível fazer um filme de super-herói para um público adulto, com qualidades e ainda sair lucrando! Só pela ousadia de sair do arquétipo, já deveria ganhar todos os prêmios. Mas deve sair pelo menos com o de Melhor Beijo pela ótima química de Ryan Reynolds e a belíssima Morena Baccarin.

Altas químicas rolam entre Ryan Reynolds e Morena Baccarin em Deadpool (photo by cinemagia.ro)

Altas químicas rolam entre Ryan Reynolds e Morena Baccarin em Deadpool (photo by cinemagia.ro)

Igualmente pela ousadia, outro filme que merece todos os prêmios é Mad Max: Estrada da Fúria. Infelizmente e curiosamente, o filme de George Miller, que acaba de conquistar 6 Oscars, sequer foi indicado a Melhor Filme. Acho muito estranha essa ausência, já que foi um filme bem idolatrado pelo público jovem e internauta. Acredito que deve levar o prêmio de Female Performance para Charlize Theron.

Trocaria facilmente a vaga de Vingadores: Era de Ultron por Mad Max. Apesar dos números expressivos de bilheteria, é uma sequência muito fraca, com um roteiro ralo (cadê as belas tiradas do nível do primeiro filme, Joss Whedon?) e sequências de ação pouco empolgantes. Parecia que o filme todo estava ligado no piloto automático! Como fã da Marvel Comics, achei uma grande pena que o filme, que tinha tudo para ser um dos melhores, não correspondeu às expectativas.

E não poderia deixar de destacar que todos aqueles “excluídos” do #OscarSoWhite ganharam abrigo e compaixão do MTV Movie Awards como Straight Outta Compton, que foi indicado a Melhor Filme, e o chorão do boicotador Will Smith. Não sei quanto a vocês, mas peguei um bode do Will Smith! Na categoria de Melhor Ator, temos também o merecido reconhecimento de Michael B. Jordan por Creed: Nascido Para Lutar. Curiosamente, teve apenas duas indicações: Melhor Filme e Ator.

Isso merece uma comemoração: Will Smith conseguiu um indicação! E pode levar seu baldinho de pipoca dourada! (photo by cinemagia.ro)

Isso merece uma comemoração: Will Smith conseguiu um indicação! E pode levar seu baldinho de pipoca dourada! (photo by cinemagia.ro)

A ausência mais sentida na minha opinião foi do pequeno talento Jacob Tremblay, que no mínimo, merecia uma indicação de Melhor Revelação por O Quarto de Jack, e não sua companheira de tela, Brie Larson, que já é conhecida há alguns anos. Outra importante mancada do MTV Movie Awards foi deixar de lado Spotlight – Segredos Revelados na categoria séria do True Story.

Ao contrário do ano passado, não consegui votar para os meus favoritos nesta edição. O site da MTV acusa que não está disponível para a minha localização. Cinéfilos do Terceiro Mundo não têm vez! De qualquer forma, para quem estiver interessado na cerimônia, ela acontece no dia 10 de abril, com a apresentação dos hosts Dwayne Johnson (o The Rock) e Kevin Hart (não sei de onde acham tanta graça nele), e deve ser transmitido ao vivo pelo canal da MTV Brasil.

Assinalei meus “votos” na cor laranja na lista de indicados, que segue abaixo:

MOVIE OF THE YEAR (Filme do Ano)
· Vingadores: Era de Ultron (Avengers: Age of Ultron)
· Creed: Nascido Para Lutar (Creed)
· Deadpool (Deadpool)
· Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (Jurassic World)
· Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens)
· Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)

TRUE STORY (História Verídica)
· Um Homem Entre Gigantes (Concussion)
· Joy: O Nome do Sucesso (Joy)
· Steve Jobs (Steve Jobs)
· Straight Outta Compton: A História do N.W.A. (Straight Outta Compton)
· A Grande Aposta (The Big Short)
· O Regresso (The Revenant)

DOCUMENTÁRIO
· Amy
· Cartel Land
· He Named Me Malala
· The Hunting Ground
· The Wolfpack
· What Happened, Miss Simone?

BEST FEMALE PERFORMANCE (Performance Feminina)
· Alicia Vikander (Ex-Machina: Instinto Artificial)
· Anna Kendrick (A Escolha Perfeita 2)
· Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
· Morena Baccarin (Deadpool)

BEST MALE PERFORMANCE (Performance Masculina)
· Chris Pratt (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros)
· Leonardo DiCaprio (O Regresso)
· Matt Damon (Perdido em Marte)
· Michael B. Jordan (Creed: Nascido Pra Lutar)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Will Smith (Um Homem Entre Gigantes)

BREAKTHROUGH PERFORMANCE (Revelação)
· Amy Schumer (Descompensada)
· Brie Larson (O Quarto de Jack)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
· John Boyega (Star Wars: O Despertar da Força)
· O’Shea Jackson Jr. (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.)

BEST COMEDIC PERFORMANCE (Performance cômica)
· Amy Schumer (Descompensada)
· Kevin Hart (Policial em Apuros 2)
· Melissa McCarthy (A Espiã que Sabia de Menos)
· Rebel Wilson (A Escolha Perfeita 2)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Will Ferrell (O Durão)

BEST ACTION PERFORMANCE (Performance de Ação)
· Chris Pratt (Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros)
· Dwayne Johnson (Terremoto: A Falha de San Andreas)
· Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final)
· John Boyega (Star Wars: O Despertar da Força)
· Ryan Reynolds (Deadpool)
· Vin Diesel (Velozes & Furiosos 7)

BEST HERO (Herói)
· Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)
· Chris Evans (Vingadores: Era de Ultron)
· Daisy Ridley (Star Wars: O Despertar da Força)
· Dwayne Johnson (Terremoto: A Falha de San Andreas)
· Jennifer Lawrence (Jogos Vorazes: A Esperança – O Final)
· Paul Rudd (Homem-Formiga)

BEST VILLAIN (Vilão)
· Adam Driver (Star Wars: O Despertar da Força)
· Ed Skrein (Deadpool)
· Hugh Keays-Byrne (Mad Max: Estrada da Fúria)
· James Spader (Vingadores: Era de Ultron)
· Samuel L. Jackson (Kingsman: Serviço Secreto)
· Tom Hardy (O Regresso)

BEST VIRTUAL PERFORMANCE (Performance Virtual)
· Amy Poehler (Divertida Mente)
· Andy Serkis (Star Wars: O Despertar da Força)
· Jack Black (Kung Fu Panda 3)
· James Spader (Vingadores: Era de Ultron)
· Lupita Nyong’o (Star Wars: O Despertar da Força)
· Seth MacFarlane (Ted 2)

ENSEMBLE CAST (Elenco)
· Vingadores: Era de Ultron
· Velozes & Furiosos 7
· A Escolha Perfeita 2
· Star Wars: O Despertar da Força
· Jogos Vorazes: A Esperança – O Final
· Descompensada

BEST KISS (Beijo)
· Amy Schumer & Bill Hader (Descompensada)
· Dakota Johnson & Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
· Leslie Mann & Chris Hemsworth (Férias Frustradas)
· Margot Robbie & Will Smith (Golpe Duplo)
· Morena Baccarin & Ryan Reynolds (Deadpool)
· Rebel Wilson & Adam DeVine (A Escolha Perfeita 2)

BEST FIGHT (Luta)
· Deadpool (Ryan Reynolds) vs. Ajax (Ed Skrein) – Deadpool
· Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) vs. A Ursa – O Regresso
· Imperator Furiosa (Charlize Theron) vs. Max Rockatansky (Tom Hardy) – Mad Max: Estrada da Fúria
· Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) vs. Hulk (Mark Ruffalo) – Vingadores: Era de Ultron
· Rey (Daisy Ridley) vs. Kylo Ren (Adam Driver) – Star Wars: O Despertar da Força
· Susan Cooper (Melissa McCarthy) vs. Lia (Nargis Fakhri) – A Espiã que Sabia de Menos)

Mesmo abaixo da média, Vingadores: Era de Ultron conseguiu conquistar X indicações (photo by outnow.ch)

Mesmo abaixo da média, Vingadores: Era de Ultron conseguiu conquistar 6 indicações (photo by outnow.ch)

‘Spotlight’ leva o Oscar de Melhor Filme e de Roteiro Original

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O produtor Michael Sugar discursa pela vitória de Spotlight – Segredos Revelados ao lado de equipe e elenco. (photo by g1.globo.com)

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Actors photo, da esquerda para direita: Mark Rylance, Brie Larson, Leonardo DiCaprio e Alicia Vikander (photo by telegraph.co.uk)

COMO HÁ MUITO NÃO SE VIA, ‘SPOTLIGHT’ FOI O GRANDE VENCEDOR COM APENAS DUAS ESTATUETAS DO OSCAR

Embora tenha sido um dos favoritos a ganhar Melhor Filme, a vitória de Spotlight – Segredos Revelados surpreendeu a todos porque até pouco antes do anúncio só tinha levado Roteiro Original. Literalmente, levou o primeiro e o último prêmio da noite! Trata-se da primeira  produção a vencer apenas com duas estatuetas depois de O Melhor Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille, no longínquo ano de 1953.

Spotlight se consagrou por sua temática de denúncia de abusos sexuais cometidos por padres católicos, revelados pelo Boston Globe. É um filme sério, com um bom elenco, mas à parte de seu tema, convencional e com cara de telefilme. Acho que o prêmio de Roteiro Original já estava de bom tamanho para o filme de Tom McCarthy. Indo além, teria indicado Liev Schreiber como Ator Coadjuvante e premiado o ator, pra dar aquela “incrementada” nessa campanha! Será que foi uma boa escolha? Só o tempo dirá, mas está com cara daquelas futuras injustiças do tipo “Nossa, deveria ter perdido para Mad Max!”

E falando nele, o maior vencedor da noite foi Mad Max: Estrada da Fúria, com 6 estatuetas: Montagem, Direção de Arte, Figurino, Maquiagem, Som e Efeitos Sonoros. Foi engraçado porque o filme de George Miller estava ganhando tudo desde o início! Como muitos sabem, essa alegria dura pouco no Oscar. Eu previa que Mad Max teria o mesmo destino de A Invenção de Hugo Cabret, que no final, perdeu para O Artista, que no caso seria O Regresso. Mas foi Spotlight que roubou a cena! Se George Miller não foi coroado como Melhor Diretor, pelo menos, ele viu sua esposa, Margaret Sixel, levar o Oscar de Montagem.

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Margaret Sixel leva o Oscar de Montagem para Mad Max: Estrada da Fúria, dirigido por seu marido George Miller. O filme levou seis estatuetas de categorias técnicas. (photo by Getty through businessinsider.com.au)

O Regresso tinha tudo para ser o grande vencedor da noite: havia ganhado Melhor Fotografia, Diretor (aliás, o segundo consecutivo de Alejandro G. Iñárritu, e o terceiro consecutivo para um mexicano!) e Ator. Talvez a experiência transcendental não tenha sido comprada pela maioria dos votantes, e querendo ou não, a falta de uma indicação a Roteiro fez falta.

De qualquer forma, é o filme que finalmente trouxe o Oscar para Leonardo DiCaprio. Sim, agora chega desses memes, viu povo da internet? No clipe que mostram antes do anúncio, colocaram um trecho em que DiCaprio fala a língua indígena como se quisessem dizer: “Tá vendo? Estamos dando o Oscar para ele porque ele também fala outro idioma, e não só porque foi mordido pela ursa!”. DiCaprio foi ovacionado pela platéia, denotando que se trata de um ator muito querido por seus colegas de trabalho. Kate Winslet foi uma das mais exaltadas com a vitória dele, já que são amigos de longa data, desde Titanic!

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Não, não é uma montagem! Leonardo DiCaprio finalmente ganha seu Oscar e põe fim a jejum e aos memes da internet. (photo by indiatvnews.com)

E quanto às surpresas da noite? Acho que a maior foi a vitória de Mark Rylance sobre Sylvester Stallone. Não que o primeiro não merecesse ganhar (que por sinal, rouba todas as cenas em que aparece em Ponte dos Espiões), mas depois de toda a torcida desde o Globo de Ouro, todos esperavam uma vitória bastante emotiva. Quando ele perdeu, na hora, pensei: “Depois dessa, nunca mais vai haver outra chance de premiar Stallone!”.

Esta foi a surpresa negativa, na minha opinião. Já a surpresa positiva foi a derrota de Lady Gaga na categoria de Melhor Canção Original. Não sei quem acompanhou, mas a cantora estava com um excesso de exposição na mídia que, sinceramente, cansei. No ano passado, ela já fez aquela homenagem desnecessária cantando as trocentas músicas de A Noviça Rebelde, aí este ano, ela ganha aquele Globo de Ouro duvidoso de American Horror Story: Hotel. Desde o início do ano, ela vinha fazendo uma campanha ferrenha pela canção “Til It Happens to You” e do documentário The Hunting Ground, que acabou gerando até uma controvérsia no Twitter, quando uma colaboradora revelou que Lady Gaga não teria contribuído de fato na composição da canção, entrando de gaiato ao lado de Diane Warren. Pena que Gaga perdeu para uma canção meia-boca de James Bond.

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Lady Gaga canta sua canção “Til it Happens to You” na cerimônia do Oscar (photo by sandiegouniontribune.com)

Gostei da premiação de Ex-Machina: Instinto Artificial como Melhores Efeitos Visuais. Com tantas produções repletas de efeitos de computação megalomaníacos e em peso, é interessante ver que a Academia conseguiu enxergar o trabalho minucioso e conciso de efeitos digitais nesta modesta ficção científica. Acho que independente da época, os efeitos são bons quando bem utilizados e realmente necessários.

Para o hall dos meus likes, adorei ver o mestre Ennio Morricone premiado com um Oscar competitivo. Tudo bem que ele já havia sido honrado com o Oscar Honorário em 2007, mas convenhamos que ganhar numa categoria é infinitamente melhor! Quando seu nome foi anunciado, ele foi aplaudido de pé por todos os presentes, e entregou um discurso em italiano, passado para o inglês por um tradutor que o acompanhou. Foi bacana ver que Morricone ganhou seu Oscar graças a Quentin Tarantino, um fã obecado por western spaghettis, cujas trilhas foram compostas pelo mesmo Ennio Morricone.

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Mestre Ennio Morricone discursa em italiano, traduzido para o inglês pelo tradutor ao lado (photo by panorama.it)

A grande surpresa que estava aguardando não aconteceu. Saoirse Ronan batendo Brie Larson! Ela interpretou Eilis de forma tão cativante que gostaria muito que ela ganhasse. Mas Larson foi mais esperta e fez uma campanha impecável. Ela literalmente esteve lá, em tudo quanto é festival, cerimônias e entrevistas. Pela dedicação, ganhou status de queridinha do cinema americano. Só espero que ela aproveite esse Oscar e possa fazer escolhas sábias para futuros projetos, já que ela é uma vencedora do Oscar agora.

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Brie Larson recebe seu Oscar das mãos de Eddie Redmayne por O Quarto de Jack (photo by theverge.com)

Embora tenha achado super estranho, não desaprovo a idéia de botar aqueles letreiros correndo na parte de baixo da tela para adiantar os agradecimentos dos vencedores na tentativa de reduzir os discursos longos e chatos. A idéia teve boas intenções, mas acho que não funcionou de fato, especialmente com Alejandro González Iñárritu, que queria uns 3 minutos de agradecimento. Fico imaginando a cena de todos os indicados tentando lembrar todas as pessoas que o indivíduo quer agradecer caso vença para um estagiário anotando tudo num iPad. Só em Hollywood mesmo!

Mas todo ano faço a mesma reclamação: se estão tentando reduzir tanto tempo asssim, por que insistem em manter essas piadinhas de apresentadores que parecem intermináveis? Só porque está escrito num teleprompter? A pior de todas foi a Sarah Silverman, que falou, falou e falou, e não conseguia arrancar nem sorrisos amarelos da platéia. Por favor, Academia, vamos rever essas introduções e escolher melhores apresentadores!

Quanto à cerimônia em si, apesar dos esforços, acho que Chris Rock pegou leve nas críticas. Na verdade, ele falou algumas verdades que precisavam ser ditas após a polêmica envolvendo atores negros não terem sido indicados. “Nos anos 50 e 60, também houve Oscars sem nenhum ator negro indicado, mas ninguém protestava. E você sabe por quê? Porque tínhamos coisas reais para se protestar na época. Estávamos ocupados demais sendo estuprados e linchados para nos importar com quem iria ganhar Melhor Fotografia! Quando sua avó está enforcada na árvore, é difícil se importar com curta-documentário estrangeiro”  – e isso reflete bastante o que vivemos hoje, com essa vigilância politicamente correta constante que enxerga tudo como uma ofensa. Ele cutucou também o boicote: “Jada Pinkett Smith boicotando o Oscar é como eu boicotar a calcinha da Rihanna. Eu não fui convidado!” – se eu estivesse lá, aplaudiria de pé esse comentário. Foi bom que Chris Rock foi o host da noite, pois por ser negro, permitiu falar abertamente sobre essa tal polêmica com propriedade. Imaginem um branco falando essas coisas… seria crucificado e queimado vivo!

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Chris Rock faz seu monólogo de abertura com piadas sobre as controvérsias do Oscar “racista”. (Photo by Chris Pizzello/Invision/AP)

Chris Rock e outros artistas negros fizeram uma boa paródia ao estilo de Billy Crystal, inserindo-se em cenas de filmes protagonizados por atores brancos. A melhor foi do próprio Rock, substituindo Matt Damon em cena de Perdido em Marte. Na central de comando da Nasa, os personagens de Jeff Daniels e Kristen Wiig discutem o resgate do astronauta em Marte: “Vamos gastar 25 milhões de dólares para trazer um astronauta negro de volta?”. Definitivamente, um jeito criativo de cutucar sem soar racista ou quadrado.

Ele fez uma encenação com as supostas filhas dele, vendendo biscoitos de escoteiras para as celebridades. Embora tenha ficado bom, Ellen DeGeneres fez algo semelhante há dois anos, mas de forma muito mais inusitada e despretensiosa, quando pediu pizza e foi coletar dinheiro para pagar a conta. “Onde está Harvey Weinstein? Sem pressão! Apenas um bilhão de pessoas assistindo”.

A homenagem In Memoriam aos falecidos ficou bonita, ainda mais com a interpretação de “Blackbird” (escolha bastante coerente) por Dave Grohl ao vivo. Grandes perdas relembradas ficaram mais emocionantes.

No final, acho que os resultados condisseram com o inesperado. Spotlight levando dois Oscars, Mark Rylance batendo Stallone, 007 Contra Spectre batendo o circo em volta de Lady Gaga e os efeitos simples de Ex-Machina batendo os peixes grandes como Star Wars e Mad Max. Uma premiação atípica para um ano atípico.

Seguem todos os vencedores do Oscar 2016:

MELHOR FILME
* Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)

MELHOR DIRETOR
* Alejandro González Iñárritu (O Regresso)

MELHOR ATOR
* Leornardo DiCaprio (O Regresso)

MELHOR ATRIZ
* Brie Larson (O Quarto de Jack)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

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Mark Rylance levou Ator Coadjuvante por Ponte dos Espiões, batendo Sylvester Stallone. (photo by themalaimailonline.com)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
* Josh Singer, Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
* Charles Randolph, Adam McKay (A Grande Aposta)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Emmanuel Lubezki (O Regresso)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
* Colin Gibson, Katie Sharrock, Lisa Thompson (Mad Max: Estrada da Fúria)

MELHOR MONTAGEM
* Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)

MELHOR FIGURINO
* Jenny Beavan (Mad Max: Estrada da Fúria)

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
* Mad Max: Estrada da Fúria

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
* Ennio Morricone (Os 8 Odiados)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
* “Writing’s on the Wall”, de Jimmy Napes e Sam Smith (007 Contra Spectre)

MELHOR SOM
* Mad Max

MELHORES EFEITOS SONOROS
* Mad Max: Estrada da Fúria

MELHORES EFEITOS VISUAIS
* Ex-Machina: Instinto Artificial

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Filho de Saul, de László Nemes (HUNGRIA)

MELHOR ANIMAÇÃO
* Divertida Mente

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Amy

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
* A Girl in the River: The Price of Forgiveness

MELHOR CURTA-METRAGEM
* Stutterer

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
* Bear Story

E pra fechar com chave de ouro, a mais belamente vestida da noite: Saoirse Ronan.

88th Annual Academy Awards - Arrivals

Saoirse Ronan no tapete vermelho num belo vestido esmeralda da Calvin Klein Collection. (Photo by Jason Merritt/Getty Images through Just Jared)

88th Annual Academy Awards - Arrivals

Saoirse Ronan e sua fenda nas costas ousada. (Photo by Jason Merritt/Getty Images through Just Jared)

Apostas para o Oscar 2016

Pôster do Oscar 2016 com o host da noite, Chris Rock (art by oscar.go)

Pôster do Oscar 2016 com o host da noite, Chris Rock (art by oscar.go)

TRÊS TÍTULOS DISPUTAM O COBIÇADO PRÊMIO DA ACADEMIA EM ANO BEM ATÍPICO

OK! It’s Oscar time!  Quem você quer que ganhe o Oscar? Ah é? Esqueça, que não vai acontecer! haha Talvez Leonardo DiCaprio, o rei dos memes, seja a aposta mais certa do ano! Quem diria! Num ano repleto de incertezas como não vejo há muito tempo, prever um vencedor se tornou uma tarefa bastante ingrata, principalmente a categoria de Melhor Filme, que praticamente se divide entre A Grande Aposta, O Regresso e Spotlight. Existe gente ainda na internet já dizendo que O Quarto de Jack teria boas chances por haver essa indecisão.

Acredito que pode haver terceiros beneficiados em uma ou outra categoria, porque muitos votos estão indecisos, mesmo naquelas categorias em que há um favorito, como na de Ator Coadjuvante. Sylvester Stallone definitivamente corre na frente pelos votos mais guiados pela emoção, mas vale lembrar que ele não concorreu no BAFTA e no SAG Awards, vencidos por Mark Rylance e Idris Elba, respectivamente.

Falando em Idris Elba, espere muuuuuitas piadas do host Chris Rock envolvendo a tal “falta de diversidade” do Oscar branco. Depois do anúncio dos 20 atores brancos indicados nas 4 categorias, houve boicotes declarados pelo diretor Spike Lee (que deveria comparecer à cerimônia, já que foi homenageado pelo Governos Awards em novembro), e pelos atores Jada Pinkett Smith e Will Smith. Particularmente, acho que a Academia não deveria nunca mais indicar esses boicotadores, já que não é obrigada a reconhecer ninguém, muito menos por cor, raça, religião ou opção sexual.

Há poucos dias, o primeiro transsexual indicado ao Oscar (sim, ele existe!), o compositor Antony Hegarty (conhecido como Anohni), decidiu não comparecer ao evento. Mas no caso dele, não se trata de uma baboseira de protesto racial, mas por que a canção pelo qual foi indicado “Manta Ray” do documentário Racing Extinction não será apresentada no palco. A Academia errou feio ao convidar apenas os “famosos” para cantar no palco: Sam Smith, Lady Gaga e o The Weeknd. A outra exclusão ficou por conta da canção “Simple Song # 3” de Juventude. Curiosamente, não é a primeira vez que a Academia comete essa gafe. Em 2013, quando a canção “Skyfall” de Adele venceu, dois indicados sequer se apresentaram porque não foram convidados. Aí eu concordo plenamente em boicote, e sem qualquer punição! Se não for pra apresentar, pra que indicar?

Antony Hegart (Anohni) não vai ao Oscar 2016 (photo by musictimes.com)

Antony Hegart (Anohni) não vai ao Oscar 2016 por sua canção “Manta Ray” de Racing Extinction (photo by musictimes.com)

Vendo a lista de apresentadores, estou vendo que a Academia está preocupada em abafar o caso da polêmica racial. Convidou artistas diversificados como Chadwick Boseman, Abraham Attah, Michael B. Jordan (atores negros), Priyanka Chopra (indiana), Byung-hun Lee (sul-coreano) e Sofía Vergara (colombiana), então acredito que pode haver vencedores influenciados por essa controvérsia. Acho bastante desagradável essa coisa imposta por uma polêmica que não existe, pois prejudica aqueles que estão indicados e os próximos atores negros indicados, pois levantará a seguinte questão: “Será que foi indicado por merecimento ou por cota racial?”.

Em relação ao indicados, temos bons filmes presentes nas categorias como Mad Max: Estrada da Fúria, que deve competir diretamente com O Regresso pelos prêmios mais técnicos. Dentre os indicados a Melhor Filme, tenho admiração por Brooklyn e Ponte dos Espiões. Não são filmes inovadores, mas são tão bem feitos que é impossível não se encantar.

Sim, tenho torcida pessoal por alguns indicados esta noite como as atrizes Charlotte Rampling (mesmo depois de seu comentário mal interpretado), Saoirse Ronan, Alicia Vikander (quero me casar com a personagem dela), Eddie Redmayne, George Miller, Roger Deakins (sempre perde, mas sempre estou torcendo por ele!), Anomalisa e Shaun: O Carneiro. Como sempre faço, coloquei meus votos na seção “Deveria Ganhar”, então sem mais delongas, vamos às categorias:

MELHOR FILME

* A Grande Aposta (The Big Short)
* Ponte dos Espiões (Bridge of Spies)
* Brooklyn (Brooklyn)
* Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)
* Perdido em Marte (The Martian)
* O Regresso (The Revenant)
* O Quarto de Jack (Room)
* Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)

DEVE GANHAR: A Grande Aposta ou O Regresso ou Spotlight
DEVERIA GANHAR: Ponte dos Espiões
ZEBRA: Brooklyn

ESNOBADO: 45 Anos

Existia uma teoria de que este ano poderíamos ter 5 ou 10 indicados, pois o sistema de votação exige que o filme deve ter pelo menos 5% de votos de 1º lugar do ano. E já que tivemos muitas boas produções, havia essa disputa que poderia proporcionar esse cenário. No final, oito filmes foram indicados a Melhor Filme. Alguns críticos, incluindo eu, levantaram a questão: Por que não preencher as demais 2 vagas?

Desde 2010, a Academia passou a oferecer 10 vagas na principal categoria, basicamente porque Batman – O Cavaleiro das Trevas foi excluído em 2009, ou seja, eles queriam indicar mais filmes de outros gêneros justamente para trazer o público mais jovem à frente da tv no dia da cerimônia. Este ano, Mad Max parece suprir essa demanda, mas seguindo essa lógica, por que não indicar também Star Wars: O Despertar da Força? Particularmente não gosto tanto do novo filme dos jedis, mas ei! É a maior bilheteria dos últimos tempos.

Enfim… Oito filmes. O que mais tem cara de Melhor Filme é Spotlight. Um drama jornalístico que cutuca a Igreja Católica por abusos de seus padres em Boston. Possui uma história verídica por trás, o que lhe confere maior credibilidade como Melhor Filme do ano, e que lembra um pouco outro filme sobre jornalistas: Todos os Homens do Presidente. É claro que o filme de Alan J. Pakula é superior ao de Tom McCarthy, mas muitos críticos levantaram essa comparação. Considero Spotlight um bom filme para conferirmos a engenharia da notícia, mas como filme (parece telefilme) e como crítica à Igreja, ficou aquém de suas pretensões.

O Regresso parece ter as maiores chances como Melhor Filme por ter praticamente garantido o Oscar de Ator para DiCaprio e Fotografia. Ao contrário da maioria dos indicados, é um filme de enormes proporções e pretensões, mas com roteiro simples. Se ganhar, será o primeiro filme a levar Melhor Filme sem ter sido indicado a Roteiro desde Titanic (1997), e o primeiríssimo a ganhar Melhor Filme do mesmo diretor (Alejandro G. Iñárritu) consecutivamente.

E A Grande Aposta é um filme que tem a leveza a seu favor mesmo abordando um assunto extremamente sério e chato: a crise econômica que assolou o mundo em 2008. Como tem grandes chances de levar Roteiro Adaptado e possivelmente Montagem, o filme de Adam McKay pode surpreender nesta categoria, ainda mais depois que levou o PGA Awards, que costuma acertar no Oscar com uma frequência assustadora.

MELHOR DIRETOR

* Adam McKay (A Grande Aposta)
* Alejandro González Iñárritu (O Regresso)
* George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack)
* Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

George Miller ao lado de Tom Hardy em set de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by collider.com)

George Miller ao lado de Tom Hardy em set de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by collider.com)

DEVE GANHAR: Alejandro G. Iñárritu (O Regresso)
DEVERIA GANHAR: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
ZEBRA: Lenny Abrahamson (O Quarto de Jack)

ESNOBADO: Steven Spielberg (Ponte dos Espiões)

Três questões podem tirar o Oscar de George Miller: 1) O lançamento de Mad Max: Estrada da Fúria em maio. Como muitos sabem, os votantes têm memória curta, por isso os candidatos ao Oscar costumam ficar entre outubro e dezembro. 2) Com a repercussão da polêmica de “falta de diversidade” de Spike Lee e Jada Pinkett Smith, a Academia pode se sentir obrigada a compensar a falta de atores negros competindo com a premiação de um latino (Alejandro G. Iñárritu). E 3) O próprio Alejandro ganhou o DGA award, que costuma ter alta porcentagem de acerto no Oscar.

É uma pena que Alejandro G. Iñárritu entrou no caminho de George Miller. Seria uma premiação bastante louvada por todos. Tirando o diretor australiano de Mad Max, o diretor mexicano Iñárritu não tem uma competição tão forte assim, o que reforça o pensamento dos votantes de não haver problemas de eleger o mesmo diretor duas vezes seguidas. Além disso, vamos convir de que seu trabalho em O Regresso tem inúmeras qualidades, especialmente nesse âmbito mais sensorial, que lembra os filmes de Terrence Malick.

Sim, pode acontecer aqui a divisão de votos e beneficiar Tom McCarthy, Adam McKay ou mesmo Lenny Abrahamson, mas acho pouco provável.

MELHOR ATOR

* Bryan Cranston (Trumbo – Lista Negra)
* Matt Damon (Perdido em Marte)
* Leonardo DiCaprio (O Regresso)
* Michael Fassbender (Steve Jobs)
* Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)

Leonardo DiCaprio em O Regresso (photo by telegraph.co.uk)

Leonardo DiCaprio em O Regresso (photo by telegraph.co.uk)

DEVE GANHAR: Leonardo DiCaprio (O Regresso)
DEVERIA GANHAR: Eddie Redmayne (A Garota Dinamarquesa)
ZEBRA: Matt Damon (Perdido em Marte)

ESNOBADO:

Se Peter O’Toole e Richard Burton pudessem ter contado com o apoio dos fãs da internet como o DiCaprio com seus trocentos memes, quem sabe eles teriam vencido em suas épocas? Leo tem incontáveis fãs ao redor do mundo, que reconhecem seu esforço para ganhar essa estatueta. Este ano, foi até visitar o Papa Francisco! Particularmente, acho que ele merecia mais pela performance em O Lobo de Wall Street, mas acredito que o ator está progredindo nessa parte do exagero que mais critico a seu respeito. O papel de Hugh Glass também ajuda, já que seu personagem é de poucas palavras.

Honestamente falando, não vi nenhum ator este ano que eu defendesse ferrenhamente. Mas acredito que o que mais se aproximou disso foi Eddie Redmayne. E não me refiro apenas à sua transformação para transsexual em A Garota Dinamarquesa, uma vez que ele também já havia impressionado em A Teoria de Tudo, mas pela atuação mesmo. Ele consegue demonstrar de forma sensível o quanto Lili está perdida, indecisa e dividida entre sua mulher e quem realmente é. Nas mãos de um ator menos qualificado, provavelmente teríamos uma performance mais caricata, pois o papel permite muito isso, mas com Redmayne, o filme ganha força e motivação do início ao fim sem soar piegas.

Em segundo lugar, ficaria com Bryan Cranston em Trumbo – Lista Negra. Ele incorpora o roteirista Dalton Trumbo ao peitar o sistema hollywoodiano que caça os comunistas. Trata-se de um grande papel para um grande ator. E com essa interpretação, Cranston consegue comprovar que é muito mais do que Walter White de Breaking Bad.

MELHOR ATRIZ

* Cate Blanchett (Carol)
* Brie Larson (O Quarto de Jack)
* Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)
* Charlotte Rampling (45 Anos)
* Saoirse Ronan (Brooklyn)

Charlotte Rampling em 45 Anos (photo by outnow.ch)

Charlotte Rampling em 45 Anos (photo by outnow.ch)

DEVE GANHAR: Brie Larson (O Quarto de Jack)
DEVERIA GANHAR: Charlotte Rampling (45 Anos) ou Saoirse Ronan (Brooklyn)
ZEBRA: Jennifer Lawrence (Joy: O Nome do Sucesso)

É difícil ir contra a maioria dos prêmios quando eles focam na mesma atriz. Globo de Ouro, Critics’ Choice, SAG e o Independent Spirit Awards reconheceram Brie Larson, praticamente uma unanimidade. Contudo, não considero sua atuação a melhor do ano. Larson é uma atriz empenhada, sim, mas seu papel é secundário na trama e poderia ser bem mais tridimensional, concedendo momentos mais profundos para a personagem Ma. Se ganhar, será uma forma de premiar o filme como um todo, ainda mais que o pequeno Jacob Tremblay, a jóia do filme, sequer foi indicado.

Charlotte Rampling e Saoirse Ronan nitidamente são as melhores da categoria. Aliás, se não houvesse as manobras marqueteiras, e Alicia Vikander e Rooney Mara estivessem concorrendo como Melhor Atriz (e não Coadjuvante), teríamos a melhor disputa de Atriz em décadas! Infelizmente, já existem justificativas para Rampling e Ronan perderem: a primeira teve suas chances reduzidas drasticamente depois que declarou numa rádio que o “boicote ao Oscar é racismo contra os brancos”. Sua interpretação dos fatos não é errada, mas veio em momento errado. E isso não deve passar desapercebido pelos votantes da Academia… uma pena! E quanto a Ronan, bem… aposto que muitas pensaram: “Ela é nova demais para ganhar um prêmio desses”. Ela tem 21 anos de idade, mas em Brooklyn, ela provou que tem talento de veterana! Ela foi previamente indicada como Coadjuvante por Desejo em Reparação em 2008, então, poderiam lhe conceder o Oscar nesta segunda indicação… Caso não vença, anotem o que digo: Ela ainda vai ganhar sua estatueta.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

* Christian Bale (A Grande Aposta)
* Tom Hardy (O Regresso)
* Mark Ruffalo (Spotlight – Segredos Revelados)
* Mark Rylance (Ponte dos Espiões)
* Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

Sylvester Stallone em Creed: Nascido Para Lutar (photo by cinemagia.ro)

Sylvester Stallone em Creed: Nascido Para Lutar (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)
DEVERIA GANHAR: Tom Hardy (O Regresso)
ZEBRA: Christian Bale (A Grande Aposta)

ESNOBADO: Jacob Tremblay (O Quarto de Jack)

É difícil não premiar um ator que concorreu pelo mesmo papel há 40 anos e agora retorna como Ator Coadjuvante. A Academia reconhece essa trajetória como a de um vencedor. Além disso, o nome de Sylvester Stallone foi o mais ovacionado no Globo e Ouro e no anúncio dos indicados ao Oscar, o que é garantia de voto popular. Aí você vai pensar: “Quando vão ter outra oportunidade de premiar Stallone com um Oscar? Nunca mais!”

Sou fã de Stallone desde criança, principalmente depois das três conchas do banheiro de O Demolidor, mas acho que a melhor performance este ano é de Tom Hardy. Só o olhar de psico dele bate muitas performances, e seu personagem ganancioso Fitzgerald que faz o filme ir pra frente.

Alguns estão apostando em Mark Ruffalo como válvula de escape caso Spotlight venha a ganhar Melhor Filme, mas sua atuação destoa dos demais. E eu, particularmente, estava aguardando uma revelação dele no final, dizendo que teria sido vítima de abuso quando criança, o que não aconteceu.

E quanto à ausência de Jacob Tremblay, muitos profissionais e críticos elogiaram a Academia por não indicar sua performance, porque tiraria o peso da responsabilidade das costas do menino. Alan Arkin fez o mesmo comentário sobre a derrota de Abigail Breslin em 2007 por Pequena Miss Sunshine. Todos temem que haja novos Macaulay Culkins ou Hayley Joel Osments.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

* Jennifer Jason Leigh (Os 8 Odiados)
* Rooney Mara (Carol)
* Rachel McAdams (Spotlight – Segredos Revelados)
* Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
* Kate Winslet (Steve Jobs)

Alicia Vikander em A Garota Dinamarquesa (photo by cine.gr)

Alicia Vikander em A Garota Dinamarquesa (photo by cine.gr)

DEVE GANHAR: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
DEVERIA GANHAR: Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)
ZEBRA: Rachel McAdams (Spotlight – Segredos Revelados)

ESNOBADAS: Kristen Stewart (Acima das Nuvens) e Marion Cotillard (Macbeth)

Não existe personagem mais adorável do que Alicia Vikander este ano em A Garota Dinamarquesa. Ok, talvez Saoirse Ronan em Brooklyn. Sua Gerda Wegener é tão compreensiva diante da transformação e perda de seu marido que leva qualquer um às lágrimas. Infelizmente, por ser um rosto novo em Hollywood (ela veio da Suécia), rebaixaram-na para a categoria de coadjuvante, sendo que seu personagem claramente é principal. Mas os fãs mais ardorosos como eu, até que não se incomodaram tanto pelo fato de ela ter maiores chances de vitória como Coadjuvante.

Em segundo lugar, ficaria com Rooney Mara (outro caso de manobra para outra categoria) e Jennifer Jason Leigh. As duas conseguem extrair o melhor das personagens com detalhes e pequenos gestos como um olhar.

E a indicação de Rachel McAdams pra mim foi a mais preguiçosa do ano, do tipo “vamos inclui-la para agradar Spotlight“. Acho que Kristen Stewart e Marion Cotillard poderiam ficar com essa vaga para haver maior competitividade na categoria, pois são trabalhos infinitamente mais consistentes.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL

* Matt Charman, Ethan Coen, Joel Coen (Ponte dos Espiões)
* Alex Garland (Ex-Machina: Instinto Artificial)
* Pete Docter, Meg LeFauve, Josh Cooley, Ronnie Del Carmen (Divertida Mente)
* Josh Singer, Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)
* Andrea Berloff, Jonathan Herman, S. Leigh Savidge, Alan Wenkus (Straight Outta Compton: A História do N.W.A.)

Elenco de Spotlight (photo by Open Road)

Elenco de Spotlight – Segredos Revelados (photo by Open Road)

DEVE GANHAR: Spotlight – Segredos Revelados ou Straight Outta Compton: A História do N.W.A.
DEVERIA GANHAR: Ponte dos Espiões
ZEBRA: Divertida Mente

ESNOBADO: Joel Edgerton (O Presente) e Woody Allen (O Homem Irracional)

De todas as vezes que os roteiros da Pixar foram indicados na categoria (Procurando Nemo, Os Incríveis, Ratatouille e Toy Story 3), todos ganharam o Oscar de Animação, mas sempre perderam Roteiro, por isso Divertida Mente se torna a zebra aqui. Além disso, perdoem-me fãs da Pixar, considero a história fraca para sustentar um longa-metragem, assim como foi em Monstros S.A.

Embora todos elogiem bastante o roteiro de Spotlight – Segredos Revelados, vejo o possível Oscar como uma forma de reconhecer a coragem dos jornalistas por trás das denúncias de abusos sexuais, e não como qualidade de trama, construção de personagens e diálogos. De qualquer forma, é um jeito de premiar o diretor Tom McCarthy caso ele perca na categoria de Direção, já que é um co-roteirista ao lado de Josh Singer.

Votei como o melhor roteiro aqui o de Ponte dos Espiões. Além da reconstrução de uma época extremamente paranóica da Guerra Fria, ele apresenta bons diálogos entre o advogado (Tom Hanks), líderes como o juiz e os comunistas, e o espião (Mark Rylance) que se torna seu cliente. Mas acima de tudo, a característica que mais se destaca nesse roteiro é a capacidade de refletir o momento atual xenófobo numa história que se passa nos anos 50/60, passando-nos a mensagem de que pouca coisa mudou de lá pra cá, mas que a Constituição deve ser nossa base para uma sociedade melhor.

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO

* Charles Randolph, Adam McKay (A Grande Aposta)
* Nick Hornby (Brooklyn)
* Phyllis Nagy (Carol)
* Drew Goddard (Perdido em Marte)
* Emma Donoghue (O Quarto de Jack)

Cena de vários personagens em A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

Cena de A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

 

DEVE GANHAR: A Grande Aposta
DEVERIA GANHAR: A Grande Aposta
ZEBRA: Brooklyn

ESNOBADO: Andrew Haigh (45 Anos), Aaron Sorkin (Steve Jobs) e Charlie Kaufman (Anomalisa)

Qual o grande mérito de um bom roteiro que se baseia num livro ou peça existentes? Fazer funcionar no filme. Manter a essência da história original e saber moldá-la no formato de cinema é basicamente a melhor qualidade para eleger o melhor desta categoria. E, na minha opinião, nenhum trabalho foi melhor do que o da dupla Charles Randolph e Adam McKay em A Grande Aposta. Além do mérito de adaptar, eles souberam “traduzir” a chatice de um livro sobre economia num filme divertido para uma grande massa. Apesar de ter seu lado didático com as inserções de celebridades explicando termos técnicos, o filme procura não subestimar a inteligência do espectador.

Embora Brooklyn tenha recebido uma indicação de Melhor Filme, a grande base do filme é a atuação de Saoirse Ronan, e em segunda instância, seu roteiro. Por mais que seja a segunda indicação do célebre escritor Nick Hornby (a primeira foi em 2010 por Educação), ainda não deve ser a vez dele no Oscar.

Não sou fã dos mais calorosos do roteiro de Aaron Sorkin, mas certamente ele tem suas qualidades e é a grande base do filme Steve Jobs ao lado de seus atores.

MELHOR FOTOGRAFIA

* Ed Lachman (Carol)
* Robert Richardson (Os 8 Odiados)
* John Seale (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Emmanuel Lubezki (O Regresso)
* Roger Deakins (Sicario: Terra de Ninguém)

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Fotografia de Emmanuel Lubezki (O Regresso)
photo by Twentieth Century Fox Film Corporation/Regency Entertainment/ Inc. and Monarchy Enterprises S.a.r.l.

DEVE GANHAR: Emmanuel Lubezki (O Regresso)
DEVERIA GANHAR: Emmanuel Lubezki (O Regresso)
ZEBRA: Ed Lachamn (Carol)

ESNOBADO: Janusz Kaminski (Ponte dos Espiões)

Definitivamente, a categoria mais nivelada desta edição, tanto que é impossível dizer qual não tem chances de ganhar. Elegi Ed Lachamn, porque se trata de sua segunda indicação, e ele concorre com monstros como Lubezki e Deakins, e porque Carol sofreu um “rebaixamento” depois que não foi indicado a Melhor Filme e Diretor. Mas certamente é um belíssimo trabalho de fotografia em 16mm que visa destacar o lado poético do romance das protagonistas, e que adoraria ver premiado.

A fotografia de O Regresso foi uma das mais comentadas pelo preciosismo. Dois motivos, ou melhor, duas maluquices: 1) a fotografia não utiliza luzes artificiais, usufruindo apenas a luz natural. 2) aí você vai pensar: “Então vamos para um lugar onde tenha muita luz do sol!” – Não. A equipe se deslocou para lugares exóticos em que a luz era extremamente escassa. Há boatos de que havia dias em que a luz durava uma hora e meia! Se o mexicano Emmanuel Lubezki ganhar, esta será sua terceira vitória consecutiva depois de Gravidade e Birdman. É possível? Sim. Já aconteceu antes 3 vitórias consecutivas? NUNCA!

Como fã assíduo do conjunto da obra de Roger Deakins, sempre torço por ele. Acho que ele já merecia o Oscar em pelo menos 3 ocasiões: Fargo, O Homem que Não Estava Lá e 007: Operação Skyfall. O homem já tem 13 indicações sem nenhuma vitória. Até quando teremos que esperar, Academia? Place your bets.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE

* Adam Stockhausen, Rena DeAngelo, Bernhard Henrich (Ponte dos Espiões)
* Colin Gibson, Katie Sharrock, Lisa Thompson (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Arthur Max, Celia Bobak, Zoltán Horváth (Perdido em Marte)
* Jack Fisk, Hamish Purdy (O Regresso)
* Eve Stewart, Michael Standish (A Garota Dinamarquesa)

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

DEVE GANHAR: Mad Max
DEVERIA GANHAR: Mad Max
ZEBRA: A Garota Dinamarquesa

ESNOBADO: Thomas E. Sanders (A Colina Escarlate)

Primeiro, deixe eu fazer um comentário nessa categoria. Onde está a direção de arte de O Regresso? Claro, tem um forte que aparece pouco e um barquinho, mas concorrer ao Oscar? Não me levem a mal, gosto do trabalho de Jack Fisk em Sangue Negro, mas acho que aqui ele preencheu uma cota, que poderia ter ido para o caprichado cenário de A Colina Escarlate, de Guillermo del Toro. Só aquelas mansões já poderiam render o Oscar da categoria.

Os trabalhos de Ponte dos Espiões e A Garota Dinamarquesa são bons, mas são de recriações das décadas de 50 e 20, respectivamente. Ambos merecem suas indicações. Contudo, não existe melhor trabalho de design de produção do que de Mad Max: Estrada da Fúria. Ok, a maioria do filme se passa no deserto, mas todos aqueles carros e caminhões já mereciam um prêmio. A cidade desértica do vilão Immortan Joe apresenta características importantes desse universo pós-apocalíptico como as gaiolas de prisioneiros, o cativeiro das grávidas e a queda d’água que abastece a população sedenta. Se esse Oscar não for para Colin Gibson, aí eu não entendo mais nada de Oscar.

MELHOR MONTAGEM

* Hank Corwin (A Grande Aposta)
* Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Stephen Mirrione (O Regresso)
* Tom McArdle (Spotlight – Segredos Revelados)
* MaryAnn Brandon, Mary Jo Markey (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cine.gr)

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cine.gr)

DEVE GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
DEVERIA GANHAR: A Grande Aposta
ZEBRA: Star Wars: O Despertar da Força

ESNOBADO: Joe Walker (Sicario: Terra de Ninguém)

Normalmente, os vencedores desta categoria tem uma montagem rápida, típica dos filmes de ação como Bullitt, Rocky – Um Lutador e mais recentemente, O Ultimato Bourne, então é garantido dizer que a montagem de Mad Max corre na frente. Vale lembrar que a montadora é ninguém menos do que Margaret Sixel, esposa do diretor George Miller. Então, caso ele não ganhe, pode servir também como bom prêmio de consolação. O mesmo já ocorreu em 2002, quando Baz Luhrmann ficou sentado a cerimônia inteira, enquanto sua esposa Catherine Martin levou dois Oscars por Moulin Rouge – Amor em Vermelho.

É claro que o caminho de Mad Max nesta categoria não está tão fácil assim. Se existe algo de destaque no outro grande favorito ao Oscar, A Grande Aposta, que não seja seu roteiro, é a montagem. Além da estrutura não-linear, aquelas inserções de celebridades explicando os termos econômicos para o espectador são dignas de um Oscar.

A montagem de Stephen Mirrione em O Regresso fica em terceiro, podendo sobrar votos em caso de divisão. E gostaria que a montagem de Joe Walker fosse reconhecida com uma indicação por Sicario: Terra de Ninguém. Só aquelas sequência final nos túneis subterrâneos já considero bem melhor do que Star Wars ou mesmo Spotlight.

MELHOR FIGURINO

* Sandy Powell (Carol)
* Sandy Powell (Cinderela)
* Paco Delgado (A Garota Dinamarquesa)
* Jenny Beavan (Mad Max: Estrada da Fúria)
* Jacqueline West (O Regresso)

Cena de Carol com figurino de Sandy Powell (photo by cinemagia.ro)

Cena de Carol com figurino de Sandy Powell (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
DEVERIA GANHAR: Carol
ZEBRA: Cinderela

ESNOBADO: Kate Hawley (A Colina Escarlate)

Embora Sandy Powell seja uma das melhores figurinistas da atualidade, sua dupla indicação reduz suas chances de vitória (com a divisão de votos) e ainda tira a oportunidade de reconhecer o trabalho de outra talentosa figurinista: Kate Hawley de A Colina Escarlate, que baseou seus figurinos em pinturas. Enfim, em sua ausência, prefiro o trabalho de Powell em Carol.

Premiado pelo sindicato de figurinistas, o trabalho de Jenny Beavan por Mad Max pode ser coroado aqui. Esta é sua 10ª indicação como figurinista e pode ser seu segundo Oscar depois de vencer por Uma Janela Para o Amor em 1987. Gosto daquela espécie de armadura de Immortan Joe, mas os demais personagens apresentam figurinos mais fracos como as grávidas, que usam uns trapos.

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO

* Mad Max: Estrada da Fúria
* The 100 Year-Old Man Who Climbed Out a Window and Disappeared
* O Regresso

Personagens maquiados de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cinemagia.ro)

Personagens maquiados de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
DEVERIA GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
ZEBRA: The 100 Year-Old Man Who Climbed Out a Window and Disappeared

ESNOBADO: Sr. Sherlock Holmes

Como se trata de uma explosão visual, é complicado enxergarmos onde necessariamente termina o trabalho de direção de arte, onde começa os figurinos e a maquiagem de Mad Max. Existem personagens como os lacaios de Immortan Joe que têm a maquiagem em seus corpos como figurinos. Mas certamente é o melhor trabalho de maquiagem e cabelo do ano.

Acho bacana que a Academia resolveu indicar este pequeno filme da Suécia: The 100 Year-Old Man Who Climbed Out a Window and Disappeared. E engana-se aquele que pensa que a maquiagem de envelhecimento é a única razão de estar concorrendo ao Oscar. O personagem é uma espécie de Forrest Gump velhinho, que passou por grandes momentos da História, conhecendo figuras emblemáticas como Stalin e Gorbachev, ou seja, existe maquiagem para recriar essas figuras na tela.

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL

* Thomas Newman (Ponte dos Espiões)
* Carter Burwell (Carol)
* Jóhann Jóhannsson (Sicario: Terra de Ninguém)
* Ennio Morricone (Os 8 Odiados)
* John Williams (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

KURT RUSSELL and SAMUEL L. JACKSON star in THE HATEFUL EIGHT

Kurt Russell e Samuel L. Jackson em cena de Os 8 Odiados (photo by cine.gr)

DEVE GANHAR: Ennio Morricone (Os 8 Odiados)
DEVERIA GANHAR: Jóhann Jóhannsson (Sicario: Terra de Ninguém)
ZEBRA: Thomas Newman (Ponte dos Espiões)

ESNOBADO: Alexandre Desplat (A Garota Dinamarquesa) e Ryuichi Sakamoto (O Regresso)

Até alguns anos atrás, Ennio Morricone estava naquela temida lista de artistas que foram indicados ao Oscar e nunca ganharam na vida. É uma lista que a Academia vem tentando reduzir. Infelizmente, eles não podem ressuscitar Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick ou Orson Welles, então Morricone está aqui, em sua sexta indicação. Ele concorreu com obras-primas como a trilha de A Missão e Os Intocáveis, mas nada de Oscar. Em 2007, foi agraciado com um Oscar Honorário concedido por Clint Eastwood, mas como todos sabem, não é a meeeesma coisa. Sua trilha em Os Oito Odiados teria sido uma das trilhas descartadas por John Carpenter para o clássico O Enigma do Outro Mundo (1982), mas que caiu como uma luva neste novo filme de Quentin Tarantino. É uma música-tema que levanta um ar de mistério, perfeita para o clima do western.

Os demais trabalhos são bons, especialmente o de Jóhann Jóhannsson em Sicario: Terra de Ninguém, mas acredito que ninguém bate Morricone. Thomas Newman está em sua 13ª indicação sem vitórias e deve se manter assim por pelo menos mais um ano. E o mestre John Williams, com sua trilha clássica de Star Wars, pode sequer comparecer ao evento já que já está com seus 84 aninhos.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

* “Earned It”, de Abel Tesfaye, Ahmad Balshe, Jason Daheala Quenneville, Stephan Moccio (Cinquenta Tons de Cinza)
* “Manta Ray”, de J. Ralph, Antony Hegarty (Racing Extinction)
* “Simple Song #3”, de David Lang (Juventude)
* “Til it Happens to You”, de Diane Warren, Lady Gaga (The Hunting Ground)
* “Writing’s on the Wall”, de Jimmy Napes e Sam Smith (007 Contra Spectre)

Stephanie Sigman e Daniel Craig em cena inicial de 007 Contra Spectre (photo by cinemagia.ro)

Stephanie Sigman e Daniel Craig em cena inicial de 007 Contra Spectre (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: “Writing’s on the Wall” ou “Til it Happens to You”
DEVERIA GANHAR: “Manta Ray”
ZEBRA: “Manta Ray”

ESNOBADO: “See You Again” (Velozes & Furiosos 7) e “Love me Like You do” (Cinquenta Tons de Cinza)

A categoria de Canção Original tem se tornado uma das mais difíceis de se prever o resultado, principalmente depois daquele ano de 2006, quando aquele funk horroroso “It’s Hard Out Here for a Pimp”, de Ritmo de um Sonho, levou o Oscar. Antigamente, bastava ter um artista famoso como Celine Dion ou ser da Disney, que já era favorito ao Oscar. Este ano, a categoria sofreu duas quedas inesperadas com a ausência de “Love me Like You” e “See You Again”, que vinham competindo em todas as listas. Mas no Globo de Ouro, a canção-tema de 007 Contra Spectre acabou ganhando. Sua concorrência mais forte vem do documentário The Hunting Ground, sobre estudantes universitárias vítimas de abuso sexual nos campus. A canção “Til it Happens to You” tem o pedigree de Lady Gaga e da grande compositora Diane Warren.

Acho que o prêmio deveria ir para “Manta Ray”. O protesto de seu compositor, Antony Hegarty, faz todo o sentido e deveria ser compensado pela injustiça de ficar de fora das apresentações.

MELHOR SOM

* Ponte dos Espiões
* Mad Max
* Perdido em Marte
* O Regresso
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

Stormtroopers em ação em Star Wars: O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Stormtroopers em ação em Star Wars: O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: Mad Max
DEVERIA GANHAR: Mad Max
ZEBRA: Ponte dos Espiões

Provavelmente um técnico de som saberia avaliar melhor o som dos filmes. São tantas minúcias que muitas vezes nem percebemos o bom trabalho de captação e edição desses sons. Normalmente, como a cartilha leiga diz, o filme mais barulhento costuma levar o Oscar. Este ano, acho que não houve filme que balançasse mais as caixas de som do que Mad Max, com aquele monte de carros se batendo, tiros e explosões. Em seguida, viria O Regresso, com tiros, cavalos trotando e flechadas.

MELHORES EFEITOS SONOROS

* Perdido em Marte
* Mad Max: Estrada da Fúria
* O Regresso
* Sicario: Terra de Ninguém
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

Tempestade no início de Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

Tempestade no início de Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: O Regresso
DEVERIA GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
ZEBRA: Sicario: Terra de Ninguém

Aqui o prêmio vai para o som feito nos estúdios, como a tempestade de areia em Perdido em Marte (foto) e em Mad Max. Se o Oscar for para um desses filmes ou O Regresso, será um prêmio merecido.

MELHORES EFEITOS VISUAIS

* Ex-Machina: Instinto Artificial
* Mad Max: Estrada da Fúria
* Perdido em Marte
* O Regresso
* Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força

Cena de Ex-Machina: Instinto Artificial (photo by cinemagia.ro)

Cena de Ex-Machina: Instinto Artificial (photo by cinemagia.ro)

DEVE GANHAR: Star Wars: O Despertar da Força
DEVERIA GANHAR: Mad Max: Estrada da Fúria
ZEBRA: Perdido em Marte

O novo filme de Star Wars não apresenta nenhum efeito inovador. Sabres de luz, espaçonaves e personagens feitos em computação gráfica, tudo o que já vimos na trilogia anterior. Mas o filme tem a seu favor a maior bilheteria de todos os tempos. E isso a Academia deve reconhecer com pelo menos uma estatueta. Das 5 categorias em que o filme de J.J. Abrams concorre, esta parece ser a mais viável para uma vitória. Será?

Caso não aconteça o Oscar compensatório para Star Wars, ele deve ir para Mad Max. No campo da computação gráfica, o maior feito é a tempestade de areia, mas sua grande qualidade são os efeitos práticos no set de filmagem, incluindo o trabalho árduo de dublês.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

* O Abraço da Serpente, de Ciro Guerra (COLÔMBIA)
* Cinco Graças, de Deniz GamzeErgüven (FRANÇA)
* Filho de Saul, de László Nemes (HUNGRIA)
* O Lobo do Deserto, de Naji Abu Nowar (JORDÂNIA)
* A War, de Tobias Lindholm (DINAMARCA)

Cena de O Filho de Saul, ainda sem previsão de estréia no Brasil (photo by cine.gr)

Cena de Filho de Saul (photo by cine.gr)

DEVE GANHAR: Filho de Saul
DEVERIA GANHAR: O Lobo do Deserto
ZEBRA: O Lobo do Deserto

ESNOBADO: A Assassina, de Hou Hsiao-Hsien (TAIWAN)

Esse prêmio é a maior mamata deste ano ao lado de Melhor Animação. O filme húngaro Filho de Saul levou todos os prêmios possíveis como Filme em Língua Estrangeira. Além disso, tem a seu favor, a grande comunidade judia votante no Oscar. Como estou saturadíssimo de filmes de temática do Holocausto, considero um filme regular, com destaque para a câmera colada no protagonista, que parece mais uma solução para driblar o baixo orçamento do que uma opção estética.

MELHOR ANIMAÇÃO

* Anomalisa (Anomalisa)
* Divertida Mente (Inside Out)
* Shaun: O Carneiro (Shaun the Sheep Movie)
* Quando Estou com Marnie (Omoide no Mânî)
* O Menino e o Mundo

Cena de Shaun: O Carneiro (photo by cine.gr)

Cena de Shaun: O Carneiro, de Mike Burton e Richard Starzak (photo by cine.gr)

DEVE GANHAR: Divertida Mente
DEVERIA GANHAR: Anomalisa ou Shaun: O Carneiro
ZEBRA: O Menino e o Mundo

ESNOBADO: Hotel Transilvânia 2

Por sua qualidade e forte personalidade visual, jamais a animação brasileira O Menino e o Mundo seria a zebra, mas por se tratar do menor concorrente aqui, ele tem as menores chances. As técnicas de desenho aplicadas lembram um pouco o belíssimo trabalho manual de O Conto da Princesa Kaguya, que disputou o mesmo Oscar ano passado, porém o diretor Alê Abreu se utiliza de colagens também, já que critica com veemência a publicidade e a sociedade consumista. A indicação para esta pequena gema da animação pode não lhe render o prêmio, mas já proporciona acréscimo de público nas salas, maior atenção do governo em relação às animações nacionais e, principalmente, gerar inspiração para futuros animadores brasileiros.

Apesar de todo o hype em volta do filme da Pixar, sendo até elogiado como um dos melhores trabalhos do estúdio, considero sua trama mais específica para um média ou curta-metragem. Alguns roteiros da Pixar têm uma criatividade incrível para bolar tramas e universos, mas peca pelo desenvolvimento da história.

Felizmente, consegui conferir todos os trabalhos indicados aqui e posso afirmar que ficaria tremendamente feliz se o Oscar fosse para Anomalisa ou Shaun: O Carneiro. O primeiro possui uma trama bastante adulta e o segundo, mais infantil, porém ambos universais. Mas o que me chama a atenção nesses dois trabalhos é a atenção minuciosa nos detalhes da própria animação. Em Anomalisa, a cena de Lisa cantando “Girls Just Wanna Have Fun” e a cena de sexo são tão excepcionais que se tornam sublimes. Em Shaun: O Carneiro, a dupla de diretores demonstra controle absoluto na expressividade de todos os personagens sem precisar de um diálogo sequer, e no caso do fazendeiro, nem mesmo olhos! Aliás, ele lembra o personagem francês de Jacques Tati, Monsieur Hulot.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

* Amy
* Cartel Land
* O Peso do Silêncio
* What Happened, Miss Simone?
* Winter on Fire: Ukraine’s Fight for Freedom

DEVE GANHAR: Amy
DEVERIA GANHAR: O Peso do Silêncio
ZEBRA: Winter on Fire

ESNOBADO: Going Clear: Scientology and the Prison of Belief

Cena do documentário sobre a cantora Amy Winehouse, morta em 2011. (photo by cine.gr)

Cena do documentário sobre a cantora Amy Winehouse, morta em 2011. (photo by cine.gr)

O documentário Amy se deu bem em todos esses prêmios de cerimônia como o Critics’ Choice Awards e o BAFTA, enquanto O Peso do Silêncio foi o preferido dos críticos. Acho Amy um bom documentário convencional, e a popularidade da cantora falecida Amy Winehouse não deve prevalecer aqui como uma vantagem. Por O Peso do Silêncio, Joshua Oppenheimer, pode conquistar o prêmio, mas seu tema do genocídio na Indonésia não ajuda muito. Talvez o documentário da Netflix, What Happened Miss Simone? seja uma alternativa provável, ainda mais no #OscarSoWhite.

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA

* Body Team 12
* Claude Lanzmann: Spectres of the Shoah
* A Girl in the River: The Price of Forgiveness
* War Within the Walls
* Last Day of Freedom

MELHOR CURTA-METRAGEM

* Ave Maria
* Day One
* Everything Will be OK (Alles Wird Gut)
* Shok
* Stutterer

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

* Bear Story
* We Can’t Live Without Cosmos
* Prologue
* Sanjay’s Super Team
* World of Tomorrow

Esses curtas-metragens são muitas vezes inacessíveis para o grande público. Os curtas de animação da Pixar ainda passam antes do longa nos cinemas pelo menos. Acho que a Academia poderia impôr a exibição dos indicados no YouTube por um mês.

A 88ª cerimônia do Oscar acontece hoje, dia 28 de fevereiro, e será transmitida pelo canal pago TNT. Por favor, não dêem audiência para a Globo, que prefere passar aquele lixo de Big Brother.

‘Spotlight’ é o grande vencedor do Independent Spirit Awards 2016

Spotlight Independent

Tom MacCarthy faz discurso de agradecimento de Melhor Filme no Independent Spirit Awards com seu elenco no fundo por Spotlight – Segredos Revelados. (photo by http://www.bostonglobe.com)

COM GRANDES ASPIRAÇÕES E SEIS INDICAÇÕES AO OSCAR, ‘SPOTLIGHT’ LEVA CINCO PRÊMIO DO INDEPENDENT SPIRIT

Habitualmente, a cerimônia do Independent Spirit Awards acontece um dia antes do Oscar, como se quisessem demonstrar o enorme contraste entre o pequeno e o mega-colossal evento. Até os anos 90, os vencedores do primeiro tinham quase 0% de chance de levar o segundo, mas a partir da década seguinte, os filmes menores passaram a ganhar espaço e credibilidade, conseguindo se firmar nos anos seguintes com a crise econômica que reduziu consideravelmente os orçamentos milionários dos grandes estúdios a partir desta década. Hoje, os filmes premiados no Independent valem ouro no Oscar.

Nesta 31ª edição, Spotlight foi o grande vencedor com 5 prêmios no total: Filme, Diretor (Tom McCarthy), Roteiro Original, Montagem e Elenco. O drama que narra a história verídica dos jornalistas do Boston Globe que revelaram os escândalos de abuso sexual de padres católicos concorre neste domingo a seis Oscars, mas terá o mesmo fôlego dos vencedores passados como Birdman, 12 Anos de Escravidão e O Artista, que levaram ambos os prêmios?

A campanha de Spotlight – Segredos Revelados se mostrou eficiente no início da temporada, quando conquistou prêmios importantes como o Critics’ Choice Awards, mas este ano, a competição está bem mais acirrada e os prêmios relevantes se dividiram entre este drama, A Grande Aposta e O Regresso. Todos têm chances reais, mas para Spotlight, não basta o Oscar de Roteiro Original para levar Melhor Filme.

Logo atrás, Beasts of No Nation da Netflix e O Quarto de Jack faturaram dois Independent Spirit cada. O primeiro levou Melhor Ator e Ator Coadjuvante para Abraham Attah e Idris Elba, respectivamente, e o segundo ficou com Melhor Atriz para Brie Larson (a que mais tem chances de levar o Oscar também) e Primeiro Roteiro para Emma Donoghue.

Idris Elba Beasts Independent

Idris Elba aceita seu prêmio de Ator Coadjuvante por Beasts of No Nation, ao lado de Abraham Attah, sem saber que logo depois, ele ganharia o prêmio de Ator (photo by 6abc.com)

Este ano, o Independent Spirit Awards fez história ao premiar pela primeira vez um transgênero: a atriz coadjuvante Mya Taylor pelo filme Tangerina. Trata-se de um pequeno filme filmado com um iPhone sobre duas transsexuais que buscam vingança sobre seu cafetão. Sua companheira de filme, a atriz Kitana Kiki Rodriguez estava indicada a Melhor Atriz também, mas perdeu. Acho um grande passo para a comunidade cinematográfica, que enxerga apenas o talento e não a pessoa, e por que não para a humanidade? Não sei em quando a Academia vai fazer o mesmo, mas espero que seja ainda neste século!

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Vencedora de Melhor Atriz Coadjuvante por Tangerina, Mya Taylor agradece no palco pelo prêmio. (Photo by Kevork Djansezian/Getty Images through huffingtonpost.com)

Só fazendo um adendo: Vale lembrar que o primeiro transgênero indicado ao Oscar, o compositor Antony Hegarty (Anohni), decidiu não comparecer à cerimônia hoje como forma de protesto por sua canção “Manta Ray” não ser apresentada no palco como as dos famosos Sam Smith, The Weeknd e Lady Gaga, e com toda razão. Direitos iguais para todos!

E também queria acrescentar que adorei a premiação de Ed Lachman como Melhor Fotografia pelo filme Carol. É um trabalho visual primoroso que não poderia passar desapercebido da temporada de premiações.

VENCEDORES DO 31º INDEPENDENT SPIRIT AWARDS:

MELHOR FILME
Spotlight – Segredos Revelados
Produtores: Blye Pagon Faust, Steve Golin, Nicole Rocklin, Michael Sugar

MELHOR ATRIZ
Brie Larson (O Quarto de Jack)

MELHOR ATOR
Abraham Attah (Beasts Of No Nation)

MELHOR DIRETOR
Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Mya Taylor (Tangerina)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Idris Elba (Beasts Of No Nation)

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Filho de Saul (Hungria)
Diretor: László Nemes

MELHOR ROTEIRO
Tom McCarthy & Josh Singer (Spotlight – Segredos Revelados)

PRÊMIO JOHN CASSAVETES (Filme com orçamento abaixo de 500 mil dólares)
Krisha
Roteirista/Diretor/Produtor: Trey Edward Shults
Produtores: Justin R. Chan, Chase Joliet, Wilson Smith

MELHOR FOTOGRAFIA
Ed Lachman (Carol)

MELHOR MONTAGEM
Tom McArdle (Spotlight – Segredos Revelados)

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
O Diário de uma Adolescente (The Diary of a Teenage Girl)
Diretora: Marielle Heller
Produtores: Miranda Bailey, Anne Carey, Bert Hamelinck, Madeline Samit

PRÊMIO ROBERT ALTMAN (ELENCO)
Spotlight – Segredos Revelados
Diretor: Tom McCarthy
Casting: Kerry Barden e Paul Schnee
Elenco: Billy Crudup, Paul Guilfoyle, Neal Huff, Brian d’Arcy James, Michael Keaton, Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Liev Schreiber, Jamey Sheridan, John Slattery, Stanley Tucci

MELHOR DOCUMENTÁRIO
O Peso do Silêncio (The Look Of Silence)
Director: Joshua Oppenheimer
Producer: Signe Byrge Sørensen

MELHOR ROTEIRO DE ESTREANTE
Emma Donoghue (O Quarto de Jack)

PRÊMIO DE PRODUTORES PIAGET
Mel Eslyn

PRÊMIO Truer Than Fiction
Incorruptible
Diretor: Elizabeth Chai Vasarhelyi

PRÊMIO Someone to Watch Award
King Jack
Diretor: Felix Thompson

2016 Film Independent Spirit Awards - Show

Brie Larson adiciona mais um importante prêmio rumo ao Oscar por O Quarto de Jack. (Photo by Kevork Djansezian/Getty Images through extratv.com)

Documentário italiano ‘Fire at Sea’ leva o Urso de Ouro em Berlim

Fire at Sea

Cena do documentário Fire at Sea, de Gianfranco Rosi (photo by outnow.ch)

TEMA DA IMIGRAÇÃO EUROPÉIA CHEGA AO FESTIVAL MAIS POLÍTICO DE TODOS

No meio da correria do Oscar, o Festival de Berlim anunciou seus vencedores. Em tempos de crise imigratória e xenofobia nas manchetes internacionais, o documentário sobre o tema se mostrou quase uma unanimidade no festival. O filme acompanha a trajetória de imigrantes refugiados de seus países por motivos de guerra, violência e necessidade financeira.

O documentário foca nas jornadas sacrificantes de incontáveis imigrantes oriundos do continente africano, asiático e Oriente Médio até esta ilha italiana chamada Lampedusa. “Nesse momento, tive que pensar em todas aquelas pessoas que não conseguiram sobreviver até chegar a Lampedusa,” ressaltou o diretor Gianfranco Rosi em discurso de agradecimento. “Lampedusa é um lugar generoso. É um reduto de pescadores, e eles sempre abrem seus braços para aqueles que vêm do mar.”

Nesta 66ª edição, a presidente do júri foi ninguém menos do que Meryl Streep. Ela liderou um júri formado por mais sete profissionais, tendo como único pacto “deixar a mente aberta”, ou seja, não ser influenciado pela mídia. Não sei se foi possível atenderem a esse pedido pela pressão que vem dos noticiários diariamente, mas por enquanto, acredito que o documentário foi premiado por suas habilidades de retratar um momento tão triste e desolador da História contemporânea.

O Urso de Prata foi para o drama bósnio de Danis Tanovic, Death in Sarajevo, no qual um hotel hospeda uma delegação de diplomacia internacional, e sua repercussão da equipe de serviço e dos demais hóspedes. Apesar do diretor Tanovic ser frequentador de festivais internacionais, ficou conhecido pelo Oscar de Filme em Língua Estrangeira por Terra de Ninguém em 2002.

E ao contrário do que acontece no Oscar, em Berlim, uma mulher foi coroada melhor diretora. A francesa Mia Hansen-Løve ganhou o prêmio pelo drama Things to Come, protagonizado pela veterana Isabelle Huppert como uma professora de filosofia que precisa lidar com a morte da mãe, sua demissão e com a traição do marido.

Cena de Things to Come, com Isabelle Huppert (photo by outnow.ch)

Cena de Things to Come, com Isabelle Huppert (photo by outnow.ch)

Nas categorias de atuação, a dinamarquesa Trine Dyrholm levou como Melhor Atriz por The Commune, sob a direção de Thomas Vinterberg, que já havia trabalhado antes no icônico filme do Dogma 95, Festa de Família. Já na ala masculina, o estreante Majd Mastoura faturou o prêmio de Ator pelo drama tunisiano Hedi, que também levou o prêmio de Filme de Estréia.

Vencedora de Melhor Atriz por The Commune, Trine Dyrholm (photo by antenna.gr)

Vencedora de Melhor Atriz por The Commune, Trine Dyrholm (photo by antenna.gr)

Concedido para produções inovadoras, o prêmio Alfred Bauer deste ano foi para o filipino Lav Diaz. Seu filme, intitulado A Lullaby to the Sorrowful Mystery, tem a duração light de oito horas. Sim, 485 minutos de puro entretenimento! A sessão teria iniciado às 9h30 da manhã e terminado às 19h, com direito a um intervalo de uma hora! A trama do filme se passa no século XIX, quando estava ocorrendo a revolução das Filipinas contra a Espanha, com destaque para a figura de Andres Bonifacio. A produtora Bianca Balbuena agradeceu à comissão do festival, que permitiu sua inclusão na competição sem impôr qualquer tipo de corte.

A bela fotografia PB do filme A Lullaby to the Sorrowful Mystery, de oito horas. (photo by outnow.ch)

A bela fotografia PB do filme A Lullaby to the Sorrowful Mystery, de oito horas. (photo by outnow.ch)

Embora a presidente do júri seja um ícone hollywoodiano (Streep), não houve qualquer premiação para as produções estreladas por hollywoodianos como o filme Genius, com Colin Firth e Jude Law; ou Alone in Berlin, com Emma Thompson e Brendan Gleeson; ou Midnight Special, novo filme de Jeff Nichols protagonizado por Michael Shannon e Joel Egerton.

Seguem os vencedores da 66ª edição do Festival de Veneza:

URSO DE OURO
Fire At Sea
Dir: Gianfranco Rosi

URSO DE PRATA GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
Death in Sarajevo
Dir: Danis Tanović

PRÊMIO ALFRED BAUER para filme que abre novas perspectivas
A Lullaby To The Sorrowful Mystery
Dir: Lav Diaz

MELHOR DIRETOR
Mia Hansen-Løve (Things To Come)

MELHOR ATRIZ
Trine Dyrholm (The Commune)

MELHOR ATOR
Majd Mastoura (Hedi)

Vencedor de Melhor Ator, Majd Mastoura por Hedi (photo by rbb-online.de)

Vencedor de Melhor Ator, Majd Mastoura por Hedi (photo by rbb-online.de)

MELHOR ROTEIRO
Tomasz Wasilewski (United States Of Love)

PRÊMIO DE CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA
Mark Lee Ping-Bing pela fotografia de Crosscurrent

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
Hedi (Inhebbek Hedi)
Dir: Mohamed Ben Attia

URSO DE OURO DE CURTA-METRAGEM
Balada De Um Batráquio
Dir: Leonor Teles

URSO DE PRATA PRÊMIO DO JÚRI DE CURTA-METRAGEM

A Man Returned
Dir: Mahdi Fleifel

PRÊMIO AUDIO DE CURTA-METRAGEM
Jin Zhi Xia Mao
Dir: Chiang Wei Liang

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