Apresentação

Olá a todos! Meu nome é Winston. Antes de sair publicando (leia-se falando mal dos filmes), resolvi dar algumas explicações.

O nome de batismo deste blog começou lá em 2004, na então febre chamada Orkut, onde fundei uma comunidade homônima. Desde aquela época, nunca tive a pretensão de divulgar e ter zilhões de membros de forma gratuita, por isso sempre me mantive no anonimato com o único intuito de falar sobre cinema (os 30 fiéis membros que o digam!).

O Oscar acaba tendo um lugar especial aqui porque foi um dos motivos que passei a me interessar pela Sétima Arte. Acreditem ou não, o Oscar de 1998, aquele ano em que o colossal Titanic ganhou quase tudo, foi a primeira cerimônia de premiação a que assisti por inteiro. E como gravei tudo em VHS, assisti tantas vezes que até gastei a pobre da fita! Sobre os resultados, fiquei meio indignado que o melhor da noite, Los Angeles – Cidade Proibida, só levou 2 estatuetas pra casa, mas isso acabou sendo o de menos, pois fiquei fascinado por alguns clipes exibidos, especialmente um que reúne trechos dos 69 vencedores de Melhor Filme. Ao mesmo tempo em que era possível ver a evolução técnica dos filmes, o clipe em si gerava ainda mais curiosidade. E uma vez que esta foi a 70ª premiação, houve um quadro extraordinário chamado de “Oscar Family Album”, no qual reuniram quase todos os atores vencedores de Oscar vivos até então. Figuras ilustres que há muito tempo não eram vistas publicamente pipocaram na tela como Vanessa Redgrave, Anne Bancroft, Teresa Wright e Harold Russell.

Como já afirmei, assisti incontáveis vezes que acabei memorizando vários nomes de filmes, nomes de atores, diretores, roteiristas, anos de produção que correr atrás de mais informações foi o próximo movimento inevitável. Naquela época, a internet que eu usava na minha escola foi bastante útil para preencher várias das lacunas que o Oscar 98 deixara. A fome por cinema foi ganhando proporções tão inimagináveis que optei por cursar Cinema na faculdade. Eu sei, que loucura! Fiz o curso, contrariando todos os membros da minha família e a “parentaiada”, simplesmente por amor à Arte.

Como estudante, participei de vários curtas-metragens, sendo a maioria como roteirista e diretor. Felizmente minha incursão como ator não passou de 2 vezes! Antes da comunidade orkutiana, escrevia resenhas para o site Mnemocine (fundado por um professor da faculdade), talvez com mais intuito de informar do que criticar um filme. Acredito que a maioria dos espectadores de hoje odeia críticas (e críticos, especialmente da Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo), e em partes, até entendo as razões, mas de uns 5 anos pra cá, confesso que estou bastante desanimado com a produção cinematográfica que chega às salas de cinema. Se antes, havia 1 bom filme a cada 5, hoje é 1 pra cada 50. E uma das conclusões é bastante simples: o Cinema tem se tornado cada vez mais um produto. E com os produtores covardes que temos hoje, ninguém quer arriscar em algo inovador, diferente e ousado, criando assim incontáveis refilmagens de filmes (não necessariamente antigos) ou filmes que se baseiam em algo de sucesso como os vários personagens de histórias em quadrinhos que ainda estão invadindo os cinemas. Mas até quando vai essa onda de HQs? É claro que ainda existem inúmeros bons diretores e autores  que conseguem contar uma boa história (e o lucro viria por consequência, e não como único objetivo), como é o caso de um Steven Soderbergh ou um Frank Darabont, mas casos como os deles infelizmente têm se tornado exceção.

E nesse contexto, entra o Oscar! Sim, porque por mais que você possa discordar de um ou outro vencedor ou que o prêmio em si não tem mérito artístico, o Oscar atrai bom material todo ano. Pode ser que aquele bom filme não ganhe o merecido prêmio, mas as chances de receber uma indicação em algumas categorias é grande. Além disso, O Oscar gera uma projeção incontestável através da mídia. É uma espécie de selo de qualidade que atiça o espectador. E esses filmes que foram reconhecidos pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas chovem nos cinemas (aqui no Brasil entre janeiro e março) para tentar salvar a safra ruim de um ano repleto de filmes-produtos. É claro que não vou deixar de lado filmes dos festivais de Cannes, Veneza e Berlim.

Bom, acho que já deu pra conhecer um pouco das minhas perspectivas e visões apocalípticas em relação a Cinema. Espero sinceramente que eu possa publicar mais sobre bons filmes do que filmes medíocres em 2012 em diante. Mantenho minhas esperanças a cada virada de ano! Exemplificando, estou com um pouco ansioso para ver The Descendants, novo trabalho de Alexander Payne, The Girl With the Dragon Tattoo, de David Fincher, A Invenção de Hugo Cabret, de Martin Scorsese e Shame, de Steve McQueen.