RETROSPECTIVA 2016: Um ano tenebroso

O host do Oscar 2017, Jimmy Kimmel, faz um pequeno quiz com habitante de Brooklyn

ANO FICA ASSOCIADO ÀS TRAGÉDIAS

Saudações aos cinéfilos que ficaram em casa neste fim de ano ou que conseguiram uma boa conexão de internet na praia! Primeiramente, gostaria de agradecer a todos que acompanharam aqui o blog ou pela página do Facebook, pois seu apoio significa muito pra mim, que continuo esse trabalho sem ganhar um único centavo!

Bom, acho que esse ano foi extremamente tenebroso a ponto de agradecer que estamos vivos ainda! Teve muita gente bacana partindo, muitas tragédias como a da queda do avião da Chapecoense, e para aqueles que ficaram, sobrou a crise econômica, um corrupto por dia preso pela Lava Jato (incrivelmente o Lula permanece ileso), desemprego, aumento da violência, inflação dos alimentos e agora esse calor dos infernos!

Bom, este ano foi meio atípico pra mim também, porque mudei de apartamento e acabei ocupando alguns meses para preparar e me ajeitar. Nessas horas que vejo que tinha tanta tralha em casa e deveria ter me livrado daquela coleção de VHS do James Bond! Com esses contratempos da mudança, tive bem menos tempo para assistir aos filmes, chegando num satisfatório número de 97. Não sei nem como consegui ver sete filmes na Mostra de Cinema! E não sei quanto a vocês, mas a cada ano que passa, parece que tenho mais vontade de rever os filmes que gosto do que ver filmes novos… Será que é crise de meia-idade?

Nesse post, vou tentar comentar alguns fatos relevantes de 2016. Fiquem à vontade para compartilhar seus pensamentos ou mesmo sua própria retrospectiva no final do post!

OSCAR 2016

Como há muito tempo não via, houve uma briga acirradíssima entre três filmes para ganhar o Oscar de Melhor Filme: O Regresso, A Grande Aposta e Spotlight: Segredos Revelados. Dos três, o vencedor Spotlight é o que menos gosto, porque tem menos cara de filme, e mais de televisão. Além disso, faltou um clima maior de tensão, afinal os jornalistas estavam mexendo com gente poderosa da Igreja. Cadê as ameaças? Havia uma cena que tinha um potencial enorme nesse sentido. Nela, o personagem de Mark Ruffalo está em casa falando sobre a matéria pelo telefone e a campainha toca. Seria excelente se houvesse ali uma ameaça ou iminente perigo, mas o clima simplesmente esfriou.

Enfim, a Academia foi pelo mais óbvio e se apoiou sobre um tema polêmico (pedofilia na Igreja) para justificar sua escolha. Acredito que seria mais justo premiar a ousadia da linguagem de A Grande Aposta, que além de apresentar uma montagem versátil com inserts cômicos, teve o grande mérito de saber abordar um tema chato (a crise imobiliária) num filme leve. Ou até o épico visual de Alejandro González Iñárritu, O Regresso, seria uma escolha mais sensata, porque tem cara de filme, aliás, filme de IMAX! Mas seria infinitamente mais surpreendente a vitória de Mad Max: Estrada da Fúria, porque foi o filme mais ousado de 2015, tanto que foi um sucesso entre crítica e público, além de ser um tapa na cara de todos esses produtores antiquados que só pensam em lucro. Mas enfim, a produção de George Miller ficou limitada aos prêmios técnicos.

Quanto aos prêmios de interpretação, o Oscar de Coadjuvante para Mark Rylance foi justo. Apesar de ter torcido por Stallone, todos sabíamos que seria mais pelo lado emotivo, afinal ele é uma estrela de ação extremamente carismática, reinterpretando um personagem adorado pela sétima vez. Gostaria muito de ter visto seu discurso de agradecimento, mas ainda não foi desta vez…

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Mark Rylance posa com seu Oscar por Ponte dos Espiões

Ainda não entendi o prêmio para Brie Larson como Atriz principal. Quem viu O Quarto de Jack, sabe que sua personagem é praticamente coadjuvante diante do próprio menino Jack (o ótimo Jacob Tremblay). E de qualquer forma, na minha opinião, Larson estava muito atrás de Charlotte Rampling (45 Anos) e Saoirse Ronan (Brooklyn).

E vale lembrar aqui a primeira indicação para uma animação brasileira. Só espero que O Menino e o Mundo, de Ale Abreu, consiga estimular novos animadores e, acima de tudo, o Ministério da Cultura a investir mais em cinema nacional de outros gêneros. Vejo incontáveis filmes brasileiros sendo lançados no cinema, mas que não conseguem durar mais de 2 semanas em cartaz aqui em São Paulo. Imagina em outros estados…

DESTAQUES PESSOAIS

Gostaria de citar alguns filmes que considero relevantes, mesmo não constando nas minhas listas de melhores.

RUA CLOVERFIELD, 10 (10 CLOVERFIELD LANE)
Dir: Dan Trachtenberg

Há muito tempo não via uma boa ficção científica americana com poucos recursos. Talvez a última tenha sido Gattaca – A Experiência Genética (1997). Coincidência ou não, as duas conseguiram extrair o melhor da criatividade com orçamento baixo. Rua Cloverfield, 10 se mostra minimalista ao mesmo tempo em que segura o espectador sob muita tensão no bunker. Muito se deve também à excelente performance de John Goodman como o paranóico Howard – aliás, acho a melhor interpretação de sua carreira. Pena que no final, o produtor J.J. Abrams resolveu abrir o bolso e estragou o ótimo clima.

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Mary Elisabeth Winstead em cativeiro com John Goodman em Rua Cloverfield, 10, de Dan Trachtenberg (pic by cine.gr)

DEADPOOL (DEADPOOL)
Dir: Tim Miller

Depois de tantos filmes sobre super-heróis, você acaba parando de gerar expectativas para o próximo lançamento, e foi aí que Deadpool se deu melhor. Ciente de que esse universo precisava de uma chacoalhada, os roteiristas e o diretor decidiram ousar: botaram muita violência, piadas de humor negro e sexuais, e claro, sexo. Sem esses ingredientes, Deadpool seria um fracasso monumental. A química entre Ryan Reynolds e Morena Baccarin faz com que o público simpatize com os personagens. Essa coragem foi muito bem recompensada pela bilheteria, mesmo com censura para maiores de 16 anos. E agora o filme participa de premiações importantes como o Critics’ Choice e Globo de Ouro.

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Ryan Reynolds e Morena Baccarin: o melhor casal no universo dos quadrinhos

INVOCAÇÃO DO MAL 2 (THE CONJURING 2)
Dir: James Wan

James Wan continua sendo um dos raros pólos de terror da atualidade. Seus filmes podem ter uma certa fórmula, mesmo para assustar, mas todas funcionam. São coisas básicas como uma sugestão de presença no escuro ou uma simples mudança de foco num plano fixo, mas Wan manda bem como ninguém. Nesse filme, sua ambientação dos anos 80 é muito caprichada, e ele cria uma forte empatia com o casal central vivido por Patrick Wilson e Vera Farmiga numa belíssima e tocante cena em que ele toca a música “Can’t Help Falling in Love” de Elvis Presley para as crianças da casa assombrada. Por que não ter uma cena dessas num filme de terror?

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Vera Farmiga com a freira em cena de Invocação do Mal 2 (pic by moviepilot.de)

CRÍTICAS

Vamos às listas do ano, começando com os melhores vistos nos cinemas.

TOP 5 MELHORES DO ANO NO CINEMA

5. Animais Noturnos (Nocturnal Animals/ 2016)
Dir: Tom Ford

4. A Garota Dinamarquesa (The Danish Girl/ 2015)
Dir: Tom Hooper

3. Brooklyn (Brooklyn/ 2015)
Dir: John Crowley

2. Elle (Elle/ 2016)
Dir: Paul Verhoeven

1. A Criada (Ah-ga-ssi/ 2016)
Dir: Park Chan-wook

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Elenco principal de A Criada, de Park Chan-wook (pic by moviepilot.de)

Definitivamente, a melhor produção que vi nos cinemas pela sua excelência no campo da fotografia, direção de arte e figurino.O diretor Park Chan-wook recria o início do século XX na Coréia, constrói personagens bem tridimensionais e uma estrutura narrativa que relembra o clássico de Akira Kurosawa, Rashomon. Foi uma lástima que o comitê coreano não o selecionou como representante para o Oscar, pois perdeu uma ótima chance de conseguir sua primeira indicação.

TOP 5 MELHORES EM MÍDIA DIGITAL

5. General (The General/ 1926)
Dir: Buster Keaton e Clyde Bruckman

4. O Barco: Inferno no Mar (Das Boot/ 1981)
Dir: Wolfgang Petersen

3. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut / 1956)
Dir: Robert Bresson

2. Vinhas da Ira (Grapes of Wrath/ 1940)
Dir: John Ford

1. 45 Anos (45 Years/ 2015)
Dir: Andrew Haigh

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Tom Courtenay e Charlotte Rampling em 45 Anos, de Andrew Haigh (photo by cinemagia.ro)

Não consigo parar de elogiar esse filme para todos os meus amigos. 45 Anos tem uma premissa bastante simples: Enquanto casal planeja festa de 45 anos de casamento, descobrem o corpo da ex-mulher do marido, causando um abalo sísmico no relacionamento. O filme de Andrew Haigh faz um levantamento sobre ser a segunda opção de seu parceiro. Teria sua vida valido a pena? Sua narrativa é bastante eficiente e objetiva, nunca se rendendo aos clichês que poderia facilmente cair. Atuação primorosa de Charlotte Rampling.

IN MEMORIAN

Não me recordo de um ano tão repleto de mortes como este de 2016. Logo de cara, fomos surpreendidos com a morte do ícone pop David Bowie e, mais recentemente, perdemos a nobreza intergaláctica Carrie Fisher e a estrela da era de ouro de Hollywood, Debbie Reynolds.

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O camaleão David Bowie, que também atuou em cults como Labirinto e Fome de Viver

Além de Bowie, perdemos os músicos George Michael, Prince (que venceu o Oscar de Trilha por Purple Rain – disponível no Netflix) e Leonard Cohen. Grandes escritores como Harper Lee (autora de O Sol é Para Todos) e Umberto Eco (autor de O Nome da Rosa).

Figuras emblemáticas como Gene Wilder, o eterno Willy Wonka de A Fantástica Fábrica de Chocolate; e Alan Rickman, que ficou eternizado como Hans Gruber de Duro de Matar e o professor Snape da saga Harry Potter. Vencedores do Oscar também nos deixaram: Patty Duke (Atriz Coadjuvante por O Milagre de Anne Sullivan), George Kennedy (Ator Coadjuvante por O Indomável), o diretor polonês Andrzej Wajda (Oscar Honorário), Curtis Hanson (diretor que venceu o Oscar de Roteiro Adaptado por Los Angeles – Cidade Proibida), Michael Cimino (Diretor por O Franco-Atirador) e Vilmos Szigmond (Fotografia por Contatos Imediatos do Terceiro Grau).

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Alan Rickman como Professor Snape

Grandes profissionais como Arthur Hiller (produtor de Love Story), Abbas Kiarostami (diretor responsável pelo nascimento do cinema iraniano), Robin Hardy (diretor do cult O Homem-Palha), um dos grandes diretores italianos do Neo-realismo Ettore Scola, Garry Marshall (diretor de Uma Linda Mulher), Douglas Slocombe (diretor de fotografia da trilogia Indiana Jones), o diretor de arte Gil Parrondo (responsável por Patton – Rebelde ou Herói e Nicholas e Alexandra), o jovem ator de Star Trek Anton Yelchin (que teve uma morte boba demais), o diretor dos clássicos de James Bond como 007 Contra Goldfinger, Guy Hamilton; e nossos diretores brasileiros Hector Babenco e Andrea Tonacci.

FELIZ ANO NOVO!

Depois de passar por um ano tenebroso como esse, a esperança para que 2017 seja um ano infinitamente superior cresce a cada dia. Se a economia vai estar melhor ou não, se a política brasileira vai tomar vergonha na cara ou não, se vamos ter mais “diversidade” no Oscar ou não isso eu não sei. A única coisa que quero é que cenas como essa (foto abaixo) não se repitam. Quando vi essa imagem nos jornais, fiquei estarrecido. Toda vez que olhava pra esse menino de Alepo, na Síria, que acabara de ter sua casa destruída por um bombardeio, tinha vontade de chorar. A que ponto chegamos? O menino não sabia nem o que tinha acontecido, enquanto sangrava pelo rosto todo! Esse tipo de acontecimento faz a gente perder a fé na humanidade. Por isso, meus votos para 2017 são de paz e de responsabilidade para essas pessoas e governos que muitas vidas dependem. Sejam mais conscientes de seus atos. É isso… Feliz Ano Novo para todos!

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Desnorteado, menino de Alepo sendo socorrido por uma ambulância. De cortar o coração.

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Academia convida 683 novos membros em busca de diversidade

três novos membros da Academia: Michael B. Jordan, Emma Watson e Idris Elba (Photo by Rex Shutterstock through Variety)

Três novos membros da Academia: Michael B. Jordan, Emma Watson e Idris Elba (Photo by Rex Shutterstock through Variety)

GRUPO VOTANTE DO OSCAR GANHA MAIS CORES, INTERNACIONALIDADE E EXPERIÊNCIA

Nesta quarta-feira, dia 29, a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, anunciou o convite anual para novos membros votantes. Primeiramente, vamos aos números:

São 683 novos membros: um recorde histórico, já que nos últimos anos, a média girava em torno de 270 adesões. Desses 683 convidados, 46% são mulheres e 41% são negros. Como presidente, Isaacs cumpre sua promessa de elevar o número de mulheres e minorias raciais depois da polêmica do #OscarSoWhite, que criticava a ausência de negros nas 4 categorias de atuação neste e no ano anterior.

Com essas adesões, houve um aumento de 2% da presença feminina na Academia (de 25 para 27%) e de 3% de afro-americanos (de 8 para 11%). Não parece muita coisa vendo em porcentagens, mas segundo a própria presidente, “trata-se de um grande passo para a diversidade do Oscar”. Como havia prometido no início deste ano que iria dobrar a diversidade até 2020, ela demonstra que realmente está empenhada em concretizar grandes mudanças.

A presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs (Photo by David Fisher/REX/Shutterstock

A presidente da Academia Cheryl Boone Isaacs (Photo by David Fisher/REX/Shutterstock)

Engana-se quem pensa que os convites se resumem a mulheres e negros. Dos 683 convites, 283 novos membros são internacionais vindos de 59 países, o que inclui latinos e asiáticos na conta. Também vale ressaltar que a campanha se estende também aos profissionais mais jovens, já que outra dura reclamação foi do predomínio de votantes idosos demais. A busca por “novo fôlego” já se fez necessária nas décadas de 60 e 70, quando os membros da Academia estavam envelhecendo demais.

Entre os novos membros que se destacam, temos os atores negros Idris Elba,  John Boyega, Chadwick Boseman e Michael B. Jordan, além do diretor Ryan Coogler, de Creed: Nascido Para Lutar. Na ala feminina, a vencedora do Oscar por O Quarto de Jack, Brie Larson, foi integrada ao grupo, assim como a jovem Emma Watson, Greta Gerwig, Rachel McAdams, Rose Byrne e Kate Beckinsale. Particularmente, fiquei feliz pela inclusão de grandes atrizes como Marisa Paredes e Cecilia Roth, que trabalharam com Pedro Almodóvar.

Chadwick Boseman, o Pantera Negra, no tapete vermelho do Oscar 2016. (photo by Rob Latour/REX/Shutterstock)

Chadwick Boseman, o Pantera Negra, no tapete vermelho do Oscar 2016. (photo by Rob Latour/REX/Shutterstock)

Atores asiáticos estão representados pela nova geração como Byung-Hun Lee e Daniel Dae Kim, mas o convite se estendeu a atores bem mais experientes como Tatsuya Nakadai, que trabalhou com Akira Kurosawa em Ran (1985) e Kagemusha, a Sombra de um Samurai (1980), e James Hong, o ator que deu vida a ninguém menos do que Lo Pan (!), o vilão de Os Aventureiros do Bairro Proibido (1986), além de participar de Blade Runner – O Caçador de Andróides (1982).

E pra fechar, temos America Ferrera, Luis Guzmán e Michelle Rodriguez, atores com raízes latinas. O Brasil recebeu convites também. O fotógrafo Lula Carvalho, o compositor Antonio Pinto, o animador Alê Abreu (de O Menino e o Mundo) e a diretora Anna Muylaert (de Que Horas Ela Volta?) formam essa nova safra de brasileiros na Academia.

A diretora Anna Muylaert em frente ao cartaz de Que Horas Ela Volta? (photo by ocafezinho.com)

A diretora Anna Muylaert em frente ao cartaz de Que Horas Ela Volta? (photo by ocafezinho.com)

“Estamos orgulhosos em dar as boas-vindas para estes novos membros para a Academia, e sabemos que eles enxergam isso como uma oportunidade e não apenas um convite, uma missão e não apenas uma filiação.” – declarou ainda a presidente Isaacs, que aproveitou para encorajar  a indústria cinematográfica a abrir as portas para quaisquer profissionais interessados em trabalhar.

Só por esta iniciativa da presidente Cheryl Boone Isaacs, ela já poderia ser considerada uma das melhores políticas a ocupar o cargo na Academia. Nitidamente, sua intenção ultrapassa questões político-raciais. Ela quer transformar o Cinema numa Arte aberta para todos os profissionais, enfraquecendo também sua elitização. Ela não quer incluir negros porque é politicamente correto com o intuito de agradar uma classe, mas porque o Cinema também é feito por negros, assim como é feito por mulheres, latinos, asiáticos, canadenses, russos, homossexuais e transgêneros.

O que se pode tirar dessa atitude? À princípio, o mote era trazer novas opiniões através de votos a fim de fazer escolhas mais justas. Se essa tática vai dar resultado nos próximos anos ou não, só poderemos saber com o tempo, mas independente do futuro, a porta aberta hoje certamente tende a enriquecer o grupo que forma a Academia. Se nós, como cinéfilos, muitas vezes reclamamos dos resultados do Oscar por ele ser conservador demais, talvez com essa nova leva de votantes, filmes mais ousados como o próprio Mad Max: Estrada da Fúria pudesse ter batido Spotlight – Segredos Revelados como Melhor Filme, indo muito além da questão racial apenas.

Ainda sob essa perspectiva do conservadorismo, há uma década, vimos 4 filmes ousados perderem para um filme careta, conservador e maniqueísta levar o Oscar de Melhor Filme. Este ano foi 2006, quando Crash – No Limite bateu os fortes e infinitamente superiores concorrentes: O Segredo de Brokeback Mountain, Capote, Boa Noite e Boa Sorte, e Munique. Talvez se já tivesse havido votantes mais novos e de pensamentos mais abertos naquele ano, o resultado teria sido outro, e hoje, poderiam se orgulhar mais dessa votação num clipe dos vencedores de Melhor Filme.

Jack Nicholson entre os produtores de Crash - No Limite: Cathy Schulman e Paul Haggis no Oscar 2006 (photo by grantland.com)

Jack Nicholson entre os produtores de Crash – No Limite: Cathy Schulman e Paul Haggis no Oscar 2006 (photo by grantland.com)

Contudo, é de extrema importância não se deixar levar por rótulos. Não é porque a Academia colocou mais negros que eles têm obrigação de votar para artistas negros ou filmes de temática negra. Se Idris Elba gostou mais de Gravidade, ele deve votar para Gravidade, e não para 12 Anos de Escravidão como a cartilha racial manda. Pelo menos, espero que não haja nenhum tipo de instrução por parte da Academia nesse sentido, porque senão seria patético e contraditório.

Particularmente, desse anúncio de novos membros, nada se compara à abertura internacional! E o engraçado é que na mídia, pouco se fala sobre isso! O foco está apenas em mulheres e negros, como se fossem os únicos injustiçados. Se formos dar uma olhada na lista de diretores convidados, temos nomes que vão acrescentar muito na real diversidade cinematográfica do Oscar. Só para citar alguns: o chinês Hou Hsiao-Hsien, a japonesa Naomi Kawase, o turco Nuri Bilge Ceylan, o jovem prodígio canadense Xavier Dolan, o tunisiano Abdellatif Kechiche, o iraniano Abbas Kiarostami, o britânico Ken Loach (que acaba de ganhar sua segunda Palma de Ouro em Cannes), a argentina Lucrecia Martel, o romeno Cristian Mungiu, o sul-coreano Park Chan-Wook, o dinamarquês Nicolas Winding Refn e o novo rei do terror, o malaio James Wan: são nomes tão consagrados do atual cinema mundial que é até ridículo que não eram membros da Academia ainda!

O jovem diretor Xavier Dolan, quando ganhava o Prêmio do Júri em Cannes de 2014. Além de canadense, ele tem apenas 27 aninhos. (photo by proibidoler.com)

O jovem diretor Xavier Dolan, quando ganhava o Prêmio do Júri em Cannes de 2014. Além de canadense, ele tem apenas 27 aninhos. (photo by proibidoler.com)

Na época do bafafá do #OscarSoWhite, achei muita estupidez por parte de alguns críticos politicamente corretos demais que culpavam a Academia por não haver negros entre os 20 atores indicados. Já defendi e volto a dizer aqui: a premiação apenas reflete a indústria cinematográfica. A real mudança deve acontecer na mentalidade dos produtores e dos grandes estúdios. E como o Cinema é uma Arte que depende demais da bilheteria, o público tem que dar a resposta positiva em caso de grandes mudanças.

O que achei bacana por parte da postura da Academia e de sua presidente é que, mesmo não sendo culpa deles, eles estão fazendo o possível para reverter esse quadro, convidando artistas e profissionais de todos os tipos e de todas as partes do mundo, a fim de tornar o Oscar mais globalizado e harmônico.

Eu só espero que, mesmo com essas mudanças positivas, o Oscar 2017 não conceda indicação a um ator ou atriz negros por piedade ou preencher cotas. Se for pra indicar, que seja por méritos próprios, porque do contrário, pode ser embaraçoso demais para o profissional.

A 89ª edição do Oscar já apresenta o seguinte calendário oficial:

12/Nov: Governors Awards
05/Jan: Início da votação das indicações
13/Jan: Término da votação das indicações
24/Jan: Anúncio dos Indicados ao Oscar
06/Fev: Almoço dos Indicados ao Oscar
11/Fev: Scientific and Technical Awards
13/Fev: Início da votação dos vencedores
21/Fev: Término da votação dos vencedores
26/Fev: 89º Academy Awards

Cena de The Birth of a Nation, de Nate Parker (photo by cine.gr)

Cena de The Birth of a Nation, de Nate Parker (photo by cine.gr)

Com tamanha discussão envolvendo diversidade, dois filmes já se tornaram fortes candidatos ao Oscar 2017 por sua temática racial. The Birth of a Nation é um drama de época que acompanha a trajetória de um escravo e pregador, que após testemunhar atrocidades contra seu povo, orquestra uma revolução em prol da liberdade. Obviamente, lembra bastante o recente 12 Anos de Escravidão, porém, como foi bastante elogiado em sua passagem pelo último Festival de Sundance, deve se consolidar como um favorito. E outro candidato, Loving, é um romance interracial envolvendo um branco (Joel Edgerton, numa atuação bastante aclamada) e uma negra (Ruth Negga) baseado em fatos verídicos ocorridos nos anos 50 na Virginia.

Joel Edgerton e Ruth Negga fazem um casal interracial em Loving, de Jeff Nichols (photo by cine.gr)

Joel Edgerton e Ruth Negga fazem um casal interracial em Loving, de Jeff Nichols (photo by cine.gr)

E pra quem tem curiosidade de ver a lista completa dos 683 novos membros da Academia, seguem os nomes abaixo de acordo com seu cargo:

Actors
Mahershala Ali – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Curious Case of Benjamin Button”
Anthony Anderson – “The Departed,” “Hustle & Flow”
Adam Beach – “Suicide Squad,” “Flags of Our Fathers”
Kate Beckinsale – “Love & Friendship,” “The Aviator”
Chadwick Boseman – “Captain America: Civil War,” “Get on Up”
John Boyega – “Star Wars: The Force Awakens,” “Attack the Block”
Betty Buckley – “Wyatt Earp,” “Carrie”
Rose Byrne – “X-Men: First Class,” “Bridesmaids”
Julie Carmen – “The Milagro Beanfield War,” “Gloria”
Enrique Castillo – “Déjà Vu,” “Bound by Honor”
Morris Chestnut – “G.I. Jane,” “Boyz N the Hood”
Cliff Curtis – “Live Free or Die Hard,” “Training Day”
Loretta Devine – “Crash,” “I Am Sam”
Carmen Ejogo – “Selma,” “Sparkle”
Idris Elba – “Beasts of No Nation,” “Pacific Rim”
America Ferrera – “Cesar Chavez,” “End of Watch”
Vivica A. Fox – “Kill Bill,” “Independence Day”
Andrew Garfield – “99 Homes,” “The Amazing Spider-Man”
Greta Gerwig – “Frances Ha,” “To Rome with Love”
Jesse D. Goins – “The Ugly Truth,” “Patriot Games”
Bruce Greenwood – “Flight,” “Star Trek”
Carla Gugino – “Watchmen,” “Night at the Museum”
Luis Guzmán – “Punch-Drunk Love,” “Carlito’s Way”
Dennis Haysbert – “Dear White People,” “Wreck-It Ralph”
Tom Hiddleston – “Crimson Peak,” “Marvel’s The Avengers”
James Hong – “Safe,” “Mulan”
Oscar Isaac – “Ex Machina,” “A Most Violent Year”
O’Shea “Ice Cube” Jackson* – “Ride Along,” “Friday”
Dakota Johnson – “Black Mass,” “Fifty Shades of Grey”
Cherry Jones – “Whiskey Tango Foxtrot,” “Signs”
Michael B. Jordan – “Creed,” “Fruitvale Station”
Daniel Dae Kim – “The Divergent Series: Insurgent,” “Crash”
Regina King – “Ray,” “Jerry Maguire”
Brie Larson – “Room,” “Trainwreck”
Byung-Hun Lee – “Terminator Genisys,” “G.I. Joe: The Rise of Cobra”
Nia Long – “Keanu,” “Boyz N the Hood”
Sal Lopez – “The Astronaut Farmer,” “Full Metal Jacket”
Ignacio López Tarso – “Under the Volcano,” “Nazarin”
Patti LuPone – “Parker,” “Driving Miss Daisy”
Peter Mackenzie – “Trumbo,” “42”
Rachel McAdams – “Spotlight,” “Midnight in Paris”
Eva Mendes – “The Place beyond the Pines,” “Hitch”
Tatsuya Nakadai – “Ran,” “Kagemusha”
Adepero Oduye – “The Big Short,” “12 Years a Slave”
Marisa Paredes – “The Skin I Live In,” “All about My Mother”
Nate Parker – “Beyond the Lights,” “Red Tails”
Harold Perrineau – “Zero Dark Thirty,” “28 Weeks Later”
Jorge Perugorría – “Che,” “Strawberry and Chocolate”
Silvia Pinal – “Vintage Model,” “The Exterminating Angel”
Freida Pinto – “Immortals,” “Slumdog Millionaire”
Michelle Rodriguez – “Avatar,” “Girlfight”
Anika Noni Rose – “For Colored Girls,” “Dreamgirls”
Cecilia Roth – “Lucia Lucia,” “All about My Mother”
Mark Rylance – “Bridge of Spies,” “The Other Boleyn Girl”
Pepe Serna – “The Black Dahlia,” “The Ballad of Gregorio Cortez”
Martin Starr – “I’ll See You in My Dreams,” “Adventureland”
Elizabeth Sung – “Memoirs of a Geisha,” “The Joy Luck Club”
Sharmila Tagore – “Dhadkan,” “The World of Apu”
Tessa Thompson – “Creed,” “Dear White People”
Lorraine Toussaint – “Selma,” “Middle of Nowhere”
Glynn Turman – “Super 8,” “Men of Honor”
Gabrielle Union – “Top Five,” “Bad Boys II”
Jacob Vargas – “The 33,” “Jarhead”
Alicia Vikander – “The Danish Girl,” “Ex Machina”
Emma Watson – “The Bling Ring,” “The Perks of Being a Wallflower”
Damon Wayans, Jr. – “Big Hero 6,” “Let’s Be Cops”
Marlon Wayans – “The Heat,” “Requiem for a Dream”
Rita Wilson – “It’s Complicated,” “Runaway Bride”
Daphne Zuniga – “Staying Together,” “Spaceballs”

Casting Directors
Shaheen Baig – “Youth,” “The Impossible”
Sharon Bialy – “Secret in Their Eyes,” “Mr. Holland’s Opus”
Sara Bilbatua – “Pan’s Labyrinth,” “The Devil’s Backbone”
Antoinette Boulat – “Diary of a Chambermaid,” “The Grand Budapest Hotel”
Deirdre Bowen – “Eastern Promises,” “Billy Madison”
Jacqueline Brown – “Akeelah and the Bee,” “Jackie Brown”
Carmen Cuba – “The Martian,” “Side Effects”
Christian Kaplan – “The Book of Life,” “Rio”
Moonyeenn Lee – “Avengers: Age of Ultron,” “Blood Diamond”
Natalie Lyon – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Walter Rippell – “Everybody Has a Plan,” “The Secret in Their Eyes”
Richard Rousseau – “Saint Laurent,” “Renoir”
Kim Taylor-Coleman – “Dope,” “Oldboy”
Manuel Teil – “Babel,” “Y Tu Mamá También”

Cinematographers
Bárbara Alvarez – “The Second Mother,” “Whisky”
C. Mitchell Amundsen – “Ride Along 2,” “Now You See Me”
Adam Arkapaw – “Macbeth,” “McFarland, USA”
Sergio Armstrong – “No,” “The Maid”
Michael Barrett – “Ted 2,” “A Million Ways to Die in the West”
Natasha Braier – “The Rover,” “The Milk of Sorrow”
Lula Carvalho – “Teenage Mutant Ninja Turtles,” “RoboCop”
Caroline Champetier – “Holy Motors,” “Of Gods and Men”
Enrique Chediak – “The 5th Wave,” “The Maze Runner”
Charlotte Bruus Christensen – “Far from the Madding Crowd,” “The Hunt”
Sofian El Fani – “Timbuktu,” “Blue Is the Warmest Color”
Mátyás Erdély – “Son of Saul,” “The Quiet Ones”
Frank Griebe – “A Hologram for the King,” “Cloud Atlas”
Kirsten Johnson* – “CitizenFour,” “This Film Is Not Yet Rated”
Judith Kaufmann – “13 Minutes,” “Inbetween Worlds”
Jeanne Lapoirie – “Gett: The Trial of Viviane Amsalem,” “My Little Princess”
Hélène Louvart – “The Wonders,” “Pina”
Félix Monti – “Our Last Tango,” “The Secret in Their Eyes”
Peter Pau – “The Forbidden Kingdom,” “Crouching Tiger Hidden Dragon”
Daniel Pearl – “Friday the 13th,” “Aliens vs. Predator – Requiem”
Poon Hang-Sang – “Ip Man 2: Legend of the Grandmaster,” “Kung Fu Hustle”
Gökhan Tiryaki – “Winter Sleep,” “Once upon a Time in Anatolia”
Kim White – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Jo Willems – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Hunger Games: Catching Fire”
Steve Yedlin – “Carrie,” “Looper”
Nelson Yu Lik-Wai – “A Simple Life,” “24 City”
Haris Zambarloukos – “Cinderella,” “Jack Ryan: Shadow Recruit”
Zhao Fei – “The Sun Also Rises,” “The Curse of the Jade Scorpion”

Costume Designers
Olivier Bériot – “Lucy,” “Taken”
Madeline Fontaine – “The Young and Prodigious T.S. Spivet,” “Yves Saint Laurent”
Pierre-Yves Gayraud – “Albert Nobbs,” “The Bourne Identity”
Sonia Grande – “Magic in the Moonlight,” “Even the Rain”
Suttirat Anne Larlarb – “Steve Jobs,” “127 Hours”
Manon Rasmussen – “Nymphomaniac,” “A Royal Affair”

Designers
Yoshihito Akatsuka – “The Left Ear,” “Warriors of the Rainbow: Seediq Bale”
Kokayi Ampah – “Knight and Day” “Flags of Our Fathers”
Jille Azis – “Magic in the Moonlight,” “Tinker Tailor Soldier Spy”
Hannah E. Beachler – “Miles Ahead,” “Creed”
Bert Berry – “Inside Out,” “Cars 2”
Celia Bobak – “The Martian,” “Shanghai”
Stephanie Carroll – “Elsa & Fred,” “Monsoon Wedding”
Sue Chan – “Gone Girl,” “300: Rise of an Empire”
Rodolfo Damaggio – “Tomorrowland,” “Terminator Genisys”
Rena DeAngelo – “Bridge of Spies,” “The Judge”
Warren Drummond – “Straight Outta Compton,” “Nightcrawler”
Colin Gibson – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet Two”
Bernhard Henrich – “Bridge of Spies,” “Unfinished Business”
Kalina Ivanov – “Max,” “Little Miss Sunshine”
Michael Anthony Jackson – “Gods of Egypt,” “Fantastic Four”
Philip Keller – “Jurassic World,” “The Last Witch Hunter”
Carolyn A. Loucks – “Batman v Superman: Dawn of Justice,” “RoboCop”
Chris Lowe – “Spectre,” “Into the Woods”
Ina Mayhew – “Barbershop: The Next Cut,” “Tyler Perry’s Good Deeds”
Alice Normington – “Suffragette,” “Nowhere Boy”
Hamish Purdy – “The Revenant,” “Step Up All In”
Peter Ramsey* – “Penguins of Madagascar,” “Shrek the Third”
Pilar Revuelta – “Exodus: Gods and Kings,” “Pan’s Labyrinth”
Mark Ricker –“Trumbo,” “Get on Up
Dena Roth – “The Wedding Ringer,” “Think Like a Man Too”
David Schlesinger – “True Story,” “Annie”
Richard Sherman – “The Gift,” “Beautiful Creatures”
Michael Standish – “The Danish Girl,” “Victor Frankenstein”
Yohei Taneda – “Monster Hunt,” “The Hateful Eight”
Lisa Thompson – “Mad Max: Fury Road,” “San Andreas”
Patrice Vermette – “Sicario,” “The Young Victoria”
Frank Walsh – “The Huntsman: Winter’s War,” “High-Rise”

Directors
Lenny Abrahamson – “Room,” “Frank”
Naji Abu Nowar – “Theeb”
Maren Ade – “Everyone Else,” “The Forest for the Trees”
Lexi Alexander – “Punisher: War Zone,” “Green Street Hooligans”
Haifaa al-Mansour – “Wadjda”
Ana Lily Amirpour – “A Girl Walks Home Alone at Night”
Amma Asante – “Belle,” “A Way of Life”
Katie Aselton – “Black Rock,” “The Freebie”
Ramin Bahrani – “99 Homes,” “At Any Price”
Anna Boden – “Mississippi Grind,” “It’s Kind of a Funny Story”
Catherine Breillat – “The Sleeping Beauty,” “Sex Is Comedy”
Israel Cárdenas – “Sand Dollars,” “Carmita”
Carlos Carrera – “Backyard,” “El Crimen del Padre Amaro”
Nuri Bilge Ceylan – “Winter Sleep,” “Once upon a Time in Anatolia”
Souleymane Cissé – “Brightness,” “The Wind”
Isabel Coixet – “Learning to Drive,” “Elegy”
Ryan Coogler* – “Creed,” “Fruitvale Station”
Scott Cooper – “Black Mass,” “Crazy Heart”
John Crowley – “Brooklyn,” “Closed Circuit”
Julie Dash – “Daughters of the Dust”
Tamra Davis – “Jean-Michel Basquiat: The Radiant Child,” “Billy Madison”
Jonathan Dayton – “Ruby Sparks,” “Little Miss Sunshine”
Dominique Deruddere – “Flying Home,” “Everybody Famous!”
Xavier Dolan – “Mommy,” “Tom at the Farm”
Cheryl Dunye – “My Baby’s Daddy,” “The Watermelon Woman”
Deniz Gamze Ergüven – “Mustang”
Valerie Faris – “Ruby Sparks,” “Little Miss Sunshine”
Shana Feste – “Endless Love,” “Country Strong”
Hannah Fidell – “A Teacher”
Anne Fletcher – “The Proposal,” “Step Up”
Ari Folman – “The Congress,” “Waltz with Bashir”
Anne Fontaine – “Gemma Bovery,” “Coco before Chanel”
Cary Joji Fukunaga – “Beasts of No Nation,” “Jane Eyre”
Nicole Garcia – “A View of Love,” “Charlie Says”
Juan Antonio Garcia Bayona – “The Impossible,” “The Orphanage”
Sarah Gavron – “Suffragette,” “Brick Lane”
Lesli Linka Glatter – “The Proposition,” “Now and Then”
Ciro Guerra* – “Embrace of the Serpent,” “The Wind Journeys”
Laura Amelia Guzmán – “Sand Dollars,” “Carmita”
Sanaa Hamri – “Just Wright,” “Something New”
Mia Hansen-Løve* – “Eden,” “The Father of My Children”
Mahamet-Saleh Haroun – “Grigris,” “Our Father”
Mary Harron – “The Notorious Bettie Page,” “American Psycho”
Marielle Heller* – “The Diary of a Teenage Girl”
Albert Hughes – “The Book of Eli,” “Dead Presidents”
Hou Hsiao-Hsien – “The Assassin,” “Three Times”
Patty Jenkins – “Wonder Woman,” “Monster”
Naomi Kawase* – “Still the Water,” “The Mourning Forest”
Abdellatif Kechiche – “Blue Is the Warmest Color,” “Black Venus”
Abbas Kiarostami – “Certified Copy,” “Taste of Cherry”
So Yong Kim – “For Ellen,” “In Between Days”
Kiyoshi Kurosawa – “Seventh Code,” “Pulse”
Karyn Kusama – “Jennifer’s Body,” “Girlfight”
Francis H. Lawrence – “The Hunger Games: Catching Fire,” “I Am Legend”
Tobias Lindholm* – “A War,” “A Hijacking”
Phyllida Lloyd – “The Iron Lady,” “Mamma Mia!”
Ken Loach – “The Wind That Shakes the Barley,” “Kes”
Julia Loktev – “The Loneliest Planet,” “Day Night Day Night”
Ami Canaan Mann – “Jackie & Ryan,” “Texas Killing Fields”
Lucrecia Martel – “The Headless Woman,” “The Holy Girl”
Adam McKay* – “The Big Short,” “Anchorman: The Legend of Ron Burgundy”
Deepa Mehta – “Midnight’s Children,” “Water”
Ursula Meier – “Sister,” “Home”
Rebecca Miller* – “The Private Lives of Pippa Lee,” “Personal Velocity”
Karen Moncrieff – “The Dead Girl,” “Blue Car”
Cristian Mungiu* – “Graduation,” “4 Months, 3 Weeks and 2 Days”
Anna Muylaert – “The Second Mother”
László Nemes* – “Son of Saul”
María Novaro – “The Good Herbs,” “Lola”
Victor Nunez – “Spoken Word,” “Ulee’s Gold”
Euzhan Palcy – “Siméon,” “A Dry White Season”
Park Chan-wook* – “Stoker,” “Oldboy”
Lucía Puenzo – “The German Doctor,” “El Niño Pez”
Lynne Ramsay – “We Need to Talk about Kevin,” “Morvern Callar”
Dee Rees – “Pariah”
Nicolas Winding Refn – “Only God Forgives,” “Drive”
Patricia Riggen – “The 33,” “Girl in Progress”
Gillian Robespierre – “Obvious Child”
Patricia Rozema – “Kit Kittredge: An American Girl,” “Mansfield Park”
Marjane Satrapi – “The Voices,” “Persepolis”
Sam Taylor-Johnson – “Fifty Shades of Grey,” “Nowhere Boy”
George Tillman, Jr. – “Notorious,” “Soul Food”
Luis Valdez – “La Bamba,” “Zoot Suit”
Melvin Van Peebles – “Identity Crisis,” “Sweet Sweetback’s Baadasssss Song”
Margarethe von Trotta – “Rosenstrasse,” “Marianne and Juliane”
Lana Wachowski – “Cloud Atlas,” “The Matrix Trilogy”
Lilly Wachowski – “Cloud Atlas,” “The Matrix Trilogy”
Taika Waititi – “Hunt for the Wilderpeople,” “What We Do in the Shadows”
James Wan – “The Conjuring,” “Saw”
Keenan Ivory Wayans* – “Scary Movie,” “A Low Down Dirty Shame”
Apichatpong Weerasethakul – “Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives,” “Tropical Malady”

Documentary
Joslyn Barnes – “The House I Live In,” “Trouble the Water”
Danielle Renfrew Behrens – “Kurt Cobain: Montage of Heck,” “The Queen of Versailles”
Joe Bini* – “Tales of the Grim Sleeper,” “Encounters at the End of the World”
Douglas Blush – “The Hunting Ground,” “The Invisible War”
Rachel Boynton – “Big Men,” “Our Brand Is Crisis”
Irene Taylor Brodsky – “The Final Inch,” “Hear and Now”
Margaret Brown – “The Great Invisible,” “The Order of Myths”
Nancy Buirski – “Afternoon of a Faun: Tanaquil Le Clercq,” “The Loving Story”
Maro Chermayeff – “Marina Abramovic The Artist Is Present,” “The Kindness of Strangers”
Ramona S. Diaz – “Don’t Stop Believin’: Everyman’s Journey,” “Imelda”
James Gay-Rees – “Amy,” “Senna”
Haile Gerima – “Teza,” “Ashes and Embers”
Laurens Grant – “The Black Panthers: Vanguard of the Revolution,” “Freedom Riders”
Richard Hankin – “Art and Craft,” “God Loves Uganda”
Kazuo Hara – “A Dedicated Life,” “The Emperor’s Naked Army Marches On”
Thomas Allen Harris – “Through a Lens Darkly: Black Photographers and the Emergence of a People,” “Twelve
Disciples of Nelson Mandela”
Matthew Heineman – “Cartel Land,” “Escape Fire: The Fight to Rescue American Healthcare”
Judith Helfand – “The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement,” “Blue Vinyl”
Amy Hobby – “What Happened, Miss Simone?,” “Shepard & Dark”
Kirsten Johnson* – “Cameraperson,” “CitizenFour”
Asif Kapadia – “Amy,” “Senna”
Aviva Kempner – “Rosenwald,” “The Life and Times of Hank Greenberg”
Pedro Kos* – “The Square,” “Waste Land”
Victor Kossakovsky – “Vivan las Antipodas!,” “The Belovs”
Anita Lee – “Stories We Tell,” “Everybody’s Children”
Shola Lynch – “Free Angela and All Political Prisoners,” “Chisholm ’72 – Unbought & Unbossed”
Louis Massiah – “W.E.B. Dubois: A Biography in Four Voices”
Amanda Micheli – “La Corona,” “Double Dare”
Spencer Nakasako – “Refugee,” “A.K.A. Don Bonus”
Emiko Omori – “Rabbit in the Moon,” “Regret to Inform”
Joshua Oppenheimer – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
Dawn Porter – “Trapped,” “Gideon’s Army”
Gini Reticker – “Pray the Devil Back to Hell,” “Asylum”
Azin Samari* – “Ethel,” “The September Issue”
Jessica Sanders – “After Innocence,” “Sing!”
Regina Scully – “The Hunting Ground,” “Alive Inside”
Signe Byrge Sørensen – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
David Teague – “Cutie and the Boxer,” “Freeheld”
Trinh T. Minh-ha – “Forgetting Vietnam,” “Surname Viet Given Name Nam”
Jean Tsien – “Shut Up & Sing,” “Scottsboro: An American Tragedy”
Elizabeth Chai Vasarhelyi – “Meru,” “Youssou N’Dour: I Bring What I Love”
Wang Bing – “Three Sisters,” “West of the Tracks”

Executives
Pam Abdy
Courtney D. Armstrong
Arturo Barquet
Arianna Bocco
Nicole Brown
Rona Cosgrove
Craig Dehmel
Zanne Devine
Lisa Ellzey
Monique Esclavissat
Pauline Fischer
DeVon Franklin
David W. Greenbaum
Matthew Greenfield
Erica Huggins
Peter Kujawski
Pamela Kunath
Christine Langan
Bonni Lee
James F. Lopez
Xavier Marchand
Anikah Elizabeth McLaren
James Rupert Jacob Murdoch
Lachlan K. Murdoch
Gigi Pritzker
Josh Sapan
Scott Shooman
Adrian Smith
Frank H. Smith
Darren Dennis Throop
Jason D. Young

Film Editors
Niels Pagh Andersen – “The Look of Silence,” “The Act of Killing”
Joe Bini* – “We Need to Talk about Kevin,” “Cave of Forgotten Dreams”
Bettina Böhler – “Phoenix,” “Barbara”
Pernille Bech Christensen – “The Salvation,” “In a Better World”
Raúl Antonio Dávalos – “The Amateurs,” “Meet Wally Sparks”
Marie-Hélène Dozo – “Two Days, One Night,” “L’Enfant”
Amy E. Duddleston – “Elegy,” “Laurel Canyon”
Suzy Elmiger – “Lola Versus,” “Mighty Fine”
Sim Evan-Jones – “Shaun the Sheep Movie,” “Shrek”
Sarah Flack – “Away We Go,” “Lost in Translation”
Affonso Gonçalves – “Carol,” “Winter’s Bone”
Matthew Hamachek – “Cartel Land,” “If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front”
Chris King – “Amy,” “Exit through the Gift Shop”
Pedro Kos* – “The Square,” “Waste Land”
Sylvie Landra – “Catwoman,” “The Fifth Element”
Tom McArdle – “Spotlight,” “The Station Agent”
Adam Nielsen – “A War,” “A Hijacking”
Kevin Nolting – “Inside Out,” “Up”
Nathan Nugent – “Room,” “Frank”
Stan Salfas – “Morning,” “Let Me In”
Azin Samari* – “Ethel,” “The September Issue”
Margaret Sixel – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet”
Mary Stephen – “Blind Mountain,” “A Tale of Winter”
Troy Takaki – “Baggage Claim,” “The Bounty Hunter”
Camilla Toniolo – “His Way,” “Company Man”
Bernat Vilaplana – “Crimson Peak,” “Pan’s Labyrinth”
Pax Wassermann – “Elaine Stritch: Shoot Me,” “Pussy Riot: A Punk Prayer”
Julia Wong – “Hercules,” “Extract”
Mark Yoshikawa – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Tree of Life”

Makeup Artists and Hairstylists
Karen Asano-Myers – “Star Wars: The Force Awakens,” “42”
Pierce Austin – “Concussion,” “After Earth”
Julie Dartnell – “The Grand Budapest Hotel,” “Les Misérables”
Beatrice De Alba – “Away We Go,” “Frida”
Dave Elsey – “Mr. Holmes,” “The Wolfman”
Camille Friend – “The Hateful Eight,” “Django Unchained”
Anita Gibson – “Beyond the Lights,” “Top Five”
Giorgio Gregorini – “The Impossible,” “Apocalypto”
Siân Grigg – “The Revenant,” “Ex Machina”
Norma Hill-Patton – “X-Men: Days of Future Past,” “The Company You Keep”
Duncan Jarman – “The Revenant,” “Rush”
Love Larson – “The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared,” “The Girl Who Played with
Fire”
Angela Levin – “Cake,” “Horrible Bosses”
Ivana Primorac – “Anna Karenina,” “The Reader”
Beverly Jo Pryor – “Straight Outta Compton,” “Selma”
Jan Sewell – “The Danish Girl,” “The Theory of Everything”
Maurizio Silvi – “The Great Gatsby,” “Moulin Rouge”
Heba Thorisdottir – “The Hateful Eight,” “Bridesmaids”
Lesley Vanderwalt – “Mad Max: Fury Road,” “The Great Gatsby”
Eva von Bahr – “The 100-Year-Old Man Who Climbed Out the Window and Disappeared,” “The Girl with the Dragon
Tattoo”

Music
Lesley Barber – “The Moth Diaries,” “Los Locos”
Wendy Blackstone – “Whitey: United States of America v. James J. Bulger,” “To Be Heard”
Mary J. Blige – “The Help,” “Precious: Based on the Novel ‘Push’ by Sapphire”
Kathryn Bostic – “Dear White People,” “The New Black”
Carl Davis – “The Understudy,” “Scandal”
Joseph S. DeBeasi – “The Revenant,” “Sicario”
Joanie Diener – “Merchants of Doubt,” “The Skulls”
Fitzgerald Diggs (RZA) – “Django Unchained,” “The Man with the Iron Fists”
Germaine Franco – “Dope,” “Mr. and Mrs. Smith”
Sia Furler – “Zootopia,” “Fifty Shades of Grey”
Peter Golub – “Audrey,” “Countdown to Zero”
Amanda Goodpaster – “Pitch Perfect 2,” “Diary of a Wimpy Kid”
Tanya Noel Hill – “Ant-Man,” “Chef”
Deborah Lurie – “Safe Haven,” “Dear John”
Heather McIntosh – “Z for Zachariah,” “Honeymoon”
Marcus Miller – “About Last Night,” “Deliver Us from Eva”
Antonio Pinto – “Amy,” “Senna”
Raphael Saadiq – “Epic,” “Love and Basketball”
Jim Schultz – “Black Mass,” “Inglourious Basterds”
Del Spiva – “Fury,” “Prometheus”
Taura Stinson – “Rio 2,” “Black Nativity”
Joseph Trapanese – “Straight Outta Compton,” “Nightcrawler”
Shigeru Umebayashi – “The Grandmaster,” “2046”
Fernando Velázquez – “Crimson Peak,” “Mama”
Will.i.am – “The Great Gatsby,” “Rio”
Marcelo Zarvos – “Rock the Kasbah,” “The Beaver”

Producers
Belén Atienza – “Out of the Dark,” “The Impossible”
Amy Baer – “A Storm in the Stars,” “Last Vegas”
David Barron – “Cinderella,” “Harry Potter and the Deathly Hallows (Parts 1 and 2)
Ram Bergman – “Don Jon,” “Looper”
Virginie Besson-Silla – “Lucy,” “The Lady”
Fernando Bovaira – “Biutiful,” “The Sea Inside”
Anne Carey – “Mr. Holmes,” “The Savages”
Debra Martin Chase – “Sparkle,” “The Sisterhood of the Traveling Pants”
Bonnie Curtis – “Albert Nobbs,” “Minority Report”
Susan Downey – “The Judge,” “Sherlock Holmes”
Ed Guiney – “Room,” “Frank”
Paul E. Hall – “Peeples,” “For Colored Girls”
Rachael Horovitz – “Maggie’s Plan,” “Moneyball”
Mark Huffam – “The Martian,” “Exodus: Gods and Kings”
Elizabeth Karlsen – “Carol,” “Made in Dagenham”
Gail Katz – “Pawn Sacrifice,” “The Perfect Storm”
Amy Kaufman – “Beasts of No Nation, “Ain’t Them Bodies Saints”
Neil Kopp – “Green Room,” “Wendy and Lucy”
Kristie Macosko Krieger – “Bridge of Spies,” “Lincoln”
David Lancaster – “Eye in the Sky,” “Whiplash”
Albert Lee – “Chinese Zodiac,” “Let the Bullets Fly”
Roy Lee – “The Lego Movie,” “Abduction”
Mynette Louie – “Land Ho!,” “Cold Comes the Night”
Daniela Taplin Lundberg – “Beasts of No Nation,” “The Kids Are All Right”
Lori McCreary – “The Magic of Belle Isle,” “Invictus”
Edward L. McDonnell – “Sicario,” “Insomnia”
Jamie Patricof – “Mississippi Grind,” “Blue Valentine”
Amanda Posey – “Brooklyn,” “An Education”
Heather Rae – “The Dry Land,” “Frozen River”
Alexander Rodnyansky – “Leviathan,” “Stalingrad”
Esther García Rodríguez – “Wild Tales,” “The Skin I Live In”
Anish Savjani – “Green Room,” “Meek’s Cutoff”
Allison Shearmur – “Pride and Prejudice and Zombies,” “Cinderella”
Michael Sugar – “Spotlight,” “The Fifth Estate”
Robert Teitel – “Barbershop: The Next Cut,” “Men of Honor”
Rodrigo Teixeira – “The Witch,” “Mistress America”
Nina Yang Bongiovi – “Dope,” “Fruitvale Station”

Public Relations
Michael S. Agulnek
Marina Bailey
Jacqueline L. Bazan
Stephen D. Bruno
Cassandra O. Butcher
Zachary Eller
Linda Guerrero
Barry Dale Johnson
Kate Lee
Amy Mastriona
R.J. Millard
Kelly Bush Novak
Fumiko Kitahara Otto
Jack Pan
Terra Potts
Arnold Robinson
David Stern
Lisa Taback
Jean-Pierre Vincent
David S. Waldman
Ryan Werner
Katherine Willing

Short Films and Feature Animation
Alê Abreu – “Boy and the World,” “Cosmic Boy”
Line K. Andersen – “The Croods,” “Monsters vs Aliens”
Bruce Anderson – “Rio 2,” “Rio”
Graham Annable – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Guillaume Aretos – “Puss in Boots,” “Shrek the Third”
Serena Armitage – “Stutterer,” “Scorned”
Sanjay Bakshi – “The Good Dinosaur,” “Monsters University”
Maxwell Boas – “Kung Fu Panda 3,” “Rise of the Guardians”
Lydia Bottegoni – “Hotel Transylvania,” “Surf’s Up”
Rebecca Wilson Bresee – “Zootopia,” “Frozen”
Mark Burton – “Shaun the Sheep Movie,” “Gnomeo & Juliet”
Chris Butler – “ParaNorman,” “Coraline”
Clément Calvet – “Cafard,” “Song of the Sea”
Tom Cardone – “Rio 2,” “Dr. Seuss’ Horton Hears a Who!”
Marci Carlin – “The Soul of Nashville,” “Human Destiny”
Galen Tan Chu – “Epic,” “Ice Age: Dawn of the Dinosaurs”
Benjamin Cleary – “Love Is a Sting,” “Stutterer”
Pam Coats – “Gnomeo & Juliet,” “Mulan”
Melissa Beth Cobb – “Kung Fu Panda 3,” “Kung Fu Panda 2”
Deborah Cook – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Jamie Oliver Donoughue – “Shok,” “Life on the Line”
Renato Dos Anjos – “Wreck-It Ralph,” “Bolt”
Jeff Draheim – “Frozen,” “The Princess and the Frog”
Karen Dufilho – “Duet,” “For the Birds”
Pato Escala – “Bear Story”
Katie Fico – “Zootopia,” “Feast”
Michael Fong – “Inside Out,” “Toy Story 3”
Lori Forte – “Epic,” “Ice Age Continental Drift”
Oorlagh George – “The Shore”
Jonathan Gibbs – “Turbo,” “The Croods”
Steven Goldberg – “Frozen,” “Tangled”
Judith Gruber-Stitzer – “Wild Life,” “When the Day Breaks”
Jorge R. Gutierrez – “The Book of Life,” “Carmelo”
Jane Hartwell – “The Croods,” “Madagascar”
Georgina Hayns – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Janet Healy – “Minions,” “Despicable Me 2”
Tang K. Heng – “Kung Fu Panda 2,” “Kung Fu Panda”
Jon W.S. Huertas – “The Box,” “Lone”
Raman Hui – “Monster Hunt,” “Shrek the Third”
Claire Jennings – “Coraline,” “Father and Daughter”
Yong Duk Jhun – “The Croods,” “Shrek Forever After”
Sahim Omar Kalifa – “Bad Hunter,” “Baghdad Messi”
Scott Kersavage – “Zootopia,” “Wreck-It Ralph”
Basil Khalil – “Ave Maria,” “Shooter”
Michael Knapp – “Epic,” “Ice Age: Dawn of the Dinosaurs”
Robert Kondo – “The Dam Keeper,” “La Luna”
Shawn Krause – “Inside Out,” “Cars 2”
Max Lang – “Room on the Broom,” “The Gruffalo”
Nicolas Marlet – “Kung Fu Panda 3,” “How to Train Your Dragon 2”
Steve Martino – “The Peanuts Movie,” “Ice Age Continental Drift”
Dale Mayeda – “Planes: Fire & Rescue,” “Frozen”
Brian McLean – “The Boxtrolls,” “ParaNorman”
Mike Mitchell – “Alvin and the Chipmunks: Chipwrecked,” “Shrek Forever After”
Joe Moshier – “Penguins of Madagascar,” “How to Train Your Dragon 2”
James Ford Murphy – “Lava,” “Cars”
Kiel Murray – “Up,” “Cars”
Yoshiaki Nishimura – “When Marnie Was There,” “The Tale of the Princess Kaguya”
Kyle Odermatt – “Big Hero 6,” “Paperman”
Linda Campos Olszewski – “Car-Ma’,” “A Bad Hair Day”
Gabriel Osorio – “Bear Story,” “Residuos”
Sanjay Patel – “Sanjay’s Super Team,” “Tokyo Mater”
Martin Pope – “Room on the Broom,” “Chico & Rita”
Christian Potalivo – “The New Tenants,” “The Pig”
Tina Price – “Dinosaur,” “Fantasia/2000”
Peter Ramsey* – “Rise of the Guardians,” “Monsters vs Aliens”
Denise Ream – “The Good Dinosaur,” “Cars 2”
Julie Roy – “Carface,” “Kali the Little Vampire”
Damon Russell – “Curfew,” “Brink”
William Salazar – “Kung Fu Panda 3,” “Monsters vs Aliens”
Scott Santoro – “Cloudy with a Chance of Meatballs 2,” “Flushed Away”
Katherine Sarafian – “Brave,” “Lifted”
Kent Seki – “Rocky and Bullwinkle,” “Megamind”
Osnat Shurer – “One Man Band,” “Boundin’”
Mireille Soria – “Home,” “Madagascar 3: Europe’s Most Wanted”
Richard Starzak – “Shaun the Sheep Movie,” “A Matter of Loaf and Death”
Michael D. Surrey – “The Princess and the Frog,” “The Lion King”
Galyn Susman – “Ratatouille,” “Toy Story 2”
Imogen Sutton – “Prologue,” “The Thief and the Cobbler”
Dice Tsutsumi – “The Dam Keeper,” “Monsters University”
Nora Twomey – “Song of the Sea,” “The Secret of Kells”
Pablo Valle – “How to Train Your Dragon 2,” “Turbo”
Michael Venturini – “The Good Dinosaur,” “Toy Story 3”
Pierre-Olivier Vincent – “How to Train Your Dragon 2,” “How to Train Your Dragon”
Patrick Vollrath – “Everything Will Be Okay (Alles Wird Gut),” “The Jacket (Die Jacke)”
Dan Wagner – “Kung Fu Panda 3,” “Kung Fu Panda 2”
Koji Yamamura – “Muybridge’s Strings,” “Mt. Head”
Hiromasa Yonebayashi – “When Marnie Was There,” “The Secret World of Arrietty”
Raymond Zibach – “Kung Fu Panda 3,” “Sinbad: Legend of the Seven Seas”

Sound
Pud Cusack – “Free State of Jones,” “The Mask of Zorro”
Susan Dawes – “Deadpool,” “Wild”
Chris Duesterdiek – “The Revenant,” “Elysium”
Tammy Fearing – “Trainwreck,” “Bridesmaids”
Roberto Fernandez – “St. Vincent,” “Drive”
Eric Flickinger – “The Big Short,” “World War Z”
Gabriel Gutiérrez – “Automata,” “Mama”
Matthew Harrison – “Paper Towns,” “The Maze Runner”
Nina Hartstone – “The Book Thief,” “Gravity”
Michael Hertlein – “The Hateful Eight,” “American Hustle”
Paul Hsu – “Spotlight,” “Salt”
George Lara – “Chi-Raq,” “Spotlight”
Anna MacKenzie – “Spectre,” “Prometheus”
John G. Marquis – “Godzilla,” “Beautiful Creatures”
James Harley Mather – “Mission: Impossible – Rogue Nation,” “Sherlock Holmes”
Chuck Michael – “Mad Max: Fury Road,” “X-Men: Days of Future Past”
Timothy Karl Nielsen – “Racing Extinction,” “War Horse”
Eric Norris – “Unbroken,” “Man of Steel”
Ben Osmo – “Mad Max: Fury Road,” “Happy Feet Two”
Eliza Paley – “Miles Ahead,” “Carol”
Glenfield Payne – “Beasts of No Nation,” “Blue Jasmine”
Michele Perrone – “The Revenant,” “Straight Outta Compton”
Lisa Pinero – “Steve Jobs,” “Fury”
Mac Ruth – “The Martian,” “World War Z”
Christopher Scarabosio – “Star Wars: The Force Awakens,” “The Grand Budapest Hotel”
Paul P. Soucek – “Fright Night,” “Michael Clayton”
Nancy Nugent Title – “Spy,” “Dawn of the Planet of the Apes”
Richard Toenes – “Iron Man 3,” “Warrior”
Todd Toon – “The Revenant,” “The Princess and the Frog”
Bernard Weiser – “American Hustle,” “The Hurt Locker”
David White – “Mad Max: Fury Road,” “The Railway Man”
Byron Wilson – “Black Mass,” “True Grit”
Matthew R. Wood – “Star Wars: The Force Awakens,” “WALL-E”
Tamás Zányi – “Son of Saul,” “Delta”

Visual Effects
Kevin Baillie – “The Walk,” “Transformers: Age of Extinction”
Sara Bennett – “Ex Machina,” “Hercules”
Theo Bialek – “The Amazing Spider-Man 2,” “The Smurfs 2”
Richard Bluff – “The Big Short,” “Unbroken”
Steve Cremin – “Hail, Caesar!,” “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2)”
Lindy Wilson De Quattro – “Pacific Rim,” “Mission: Impossible – Ghost Protocol”
Adrian de Wet – “The Hunger Games: Mockingjay (Parts 1 and 2),” “The Hunger Games: Catching Fire”
Matt Dessero – “Jupiter Ascending,” “Divergent”
Deak Ferrand – “By the Sea,” “Lucy”
Ronald Frankel – “Gods of Egypt,” “Riddick”
John Gibson – “X-Men: Days of Future Past,” “Snow White and the Huntsman”
Martin Hill – “The Hunger Games: Mockingjay – Part 2,” “Furious Seven”
Bruce L. Holcomb – “Ant-Man,” “Avengers: Age of Ultron”
Andrew Jackson – “Mad Max: Fury Road,” “The Hobbit: The Battle of the Five Armies”
Matthew Jacobs – “Gods of Egypt,” “Deliver Us from Evil”
Anders Langlands – “The Martian,” “X-Men: Days of Future Past”
Seth Maury – “Night at the Museum: Secret of the Tomb,” “Maleficent”
Rich McBride – “The Revenant,” “Gravity”
Kelvin McIlwain – “Furious Seven,” “Snow White and the Huntsman”
Paul Norris – “Ex Machina,” “Mission: Impossible – Rogue Nation”
Dan Oliver – “Gods of Egypt,” “Mad Max: Fury Road”
Edward M. Pasquarello – “Paranormal Activity: The Ghost Dimension,” “Tomorrowland”
Betsy Paterson – “The Hunger Games,” “The Incredible Hulk”
Matthew Shumway – “The Revenant,” “Life of Pi”
Jason Smith – “The Revenant,” “Super 8”
Kevin Andrew Smith – “Hunt for the Wilderpeople,” “Krampus”
Simone Kraus Townsend – “Ant-Man,” “Avengers: Age of Ultron”
Stefano Trivelli – “Star Wars: The Force Awakens,” “Pan”
Adam Valdez – “Maleficent,” “World War Z”
David Vickery – “Mission: Impossible – Rogue Nation,” “Fast & Furious 6”
Steven Warner – “The Brothers Grimsby,” “The Martian”
Andrew Whitehurst – “Ex Machina,” “Paddington”
Andy Williams – “Mad Max: Fury Road,” “Fury”
Tom Wood – “Mad Max: Fury Road,” “The Last Witch Hunter”

Writers
Jonathan Aibel – “Kung Fu Panda” series, “Monsters vs Aliens”
Sherman Alexie – “The Business of Fancydancing,” “Smoke Signals”
Glenn Berger – “Kung Fu Panda” series, “Monsters vs Aliens”
Andrea Berloff – “Straight Outta Compton,” “World Trade Center”
Vera Blasi – “Tortilla Soup,” “Woman on Top”
Ryan Coogler* – “Creed,” “Fruitvale Station”
Destin Daniel Cretton – “Short Term 12,” “I Am Not a Hipster”
Emma Donoghue – “Room”
Tina Fey – “Mean Girls”
Efthimis Filippou – “The Lobster,” “Dogtooth”
Jennifer Flackett-Levin – “Little Manhattan,” “Wimbledon”
Ryan Fleck – “Mississippi Grind,” “Half Nelson”
Alex Garland – “Ex Machina,” “28 Days Later”
Drew Goddard – “The Martian,” “Cloverfield”
Ciro Guerra* – “Embrace of the Serpent,” “The Wind Journeys”
Mia Hansen-Løve* – “Eden,” “The Father of My Children”
Marielle Heller* – “The Diary of a Teenage Girl”
David Henry Hwang – “Possession,” “Golden Gate”
O’Shea “Ice Cube” Jackson* – “The Players Club,” “Friday”
Jia Zhangke – “Mountains May Depart,” “Still Life”
Miranda July – “The Future,” “Me and You and Everyone We Know”
Laeta Kalogridis – “Terminator Genisys,” “Shutter Island”
Naomi Kawase* – “Still the Water,” “Firefly”
Richard Kelly – “Domino,” “Donnie Darko”
Takeshi Kitano – “Outrage,” “Kikujiro”
Hirokazu Koreeda – “Like Father, Like Son,” “Nobody Knows”
Yorgos Lanthimos – “The Lobster,” “Dogtooth”
Lee Chang-dong – “Poetry,” “Oasis”
Sebastián Lelio – “Gloria,” “Navidad”
Mark Levin – “Journey to the Center of the Earth,” “Nim’s Island”
Tobias Lindholm* – “A War,” “The Hunt”
Adam McKay* – “The Big Short,” “The Other Guys”
Rebecca Miller* – “Maggie’s Plan,” “The Ballad of Jack and Rose”
Abi Morgan – “Suffragette,” “The Iron Lady”
Cristian Mungiu* – “Beyond the Hills,” “Occident”
Phyllis Nagy – “Carol”
László Nemes* – “Son of Saul”
Park Chan-wook* – “Thirst,” “Oldboy”
Charles Randolph – “The Big Short,” “The Life of David Gale”
Carlos Reygadas – “Silent Light,” “Battle in Heaven”
Clara Royer – “Son of Saul”
Misan Sagay – “Belle,” “The Secret Laughter of Women”
Lorene Scafaria – “The Meddler,” “Nick & Norah’s Infinite Playlist”
Josh Singer – “Spotlight,” “The Fifth Estate”
Keenan Ivory Wayans* – “White Chicks,” “A Low Down Dirty Shame”
Alice Winocour – “Mustang,” “Home”

Members-at-Large
Tina Anderson
M. James Arnett
Dana Belcastro
Schawn Belston
Katherine Beyda
Lynwen Brennan
Camille Cellucci
Annie Chang
Yolanda T. Cochran
Gary Combs
Jenny Fulle
Theodore E. Gluck
Hal H. Haenel
Ramzi Haidamus
Eunice Huthart
Jeff Imada
Stephanie A. Ito
Mike Knobloch
Ravi D. Mehta
Sunny Park
Manny Perry
Ana Maria Quintana
Nancy St. John
Philip Steuer
Keith Woulard
Susan Zwerman

Associates
Adriana Alberghetti
Michelle Bohan
David Bugliari
John Campisi
Esther Chang
Maha Dakhil
David DeCamillo
Jerome Duboz
Helen du Toit
Jeff Gorin
Julie Huntsinger
Tracey R. Jacobs
Adam J. Kanter
Craig Kestel
Franklin Leonard
Betsy A. McLane
Cameron Mitchell
Andrea Nelson Meigs
Emanuel Nunez
Joanelle Romero
Rena Ronson
Lara Sackett
Carin Sage
Phillip Sun
Joanne Roberts Wiles
Warren Zavala

Emmanuel Lubezki leva seu 4º prêmio no ASC 2016 por ‘O Regresso’

SAMSUNG CAMERA PICTURES

Emmanuel “Chivo” Lubezki recebe seu quarto ASC award na 30ª edição por O Regresso (photo by http://www.theasc.com)

É A TERCEIRA VITÓRIA SEGUIDA DO DIRETOR DE FOTOGRAFIA MEXICANO

Se tem uma categoria este ano no Oscar em que todos os indicados merecem ganhar é Melhor Fotografia. Todos, sem exceção, apresentaram um trabalho formidável em seus respectivos filmes, o que valoriza ainda mais a vitória. Mas o que pode ser um diferencial nessa competição tão disputada?

Claro que o status do filme na temporada conta bastante. Se o filme só teve poucas indicações ou apenas Fotografia, as chances de vitória são mais baixas do que aqueles que estão concorrendo a Melhor Filme, por exemplo. Aliás, entre os cinco concorrentes ao Oscar de Fotografia, apenas dois disputam Melhor Filme: O Regresso e Mad Max: Estrada da Fúria. Mas por que o primeiro larga na frente?

Bela fotografia de Emmanuel Lubezki em O Regresso (photo by cine.gr)

Bela fotografia de Emmanuel Lubezki em O Regresso (photo by cine.gr)

Em bom português: Emmanuel Lubezki é um profissional que adora um desafio. Não basta apenas colocar a câmera no tripé e apertar o REC. O cara tem que ir lá nas montanhas congeladas do Canadá e da Argentina, ter as pernas congeladas na água, carregando uma câmera pesada no corpo. Como se fosse pouco, ele decidiu em conjunto com o diretor Alejandro González Iñárritu que deveria fazer todo o trabalho de fotografia sem utilizar luzes artificiais (refletores)!

Se formos pensar pela lógica e bom senso, essa idéia foi de “jerico”, afinal, havia dias nas montanhas, em que a luz natural durava apenas uma hora e meia! E não se trata só de tempo de filmagem estendido, mas de todo um deslocamento de equipe de filmagem e preparação para as cenas. Seria o equivalente ao método perfeccionista utilizado pelo mestre japonês Akira Kurosawa, que aguardava semanas por um pôr-do-sol ideal. Curiosamente, foram esses bastidores sacrificantes que elevaram seus esforços e os colocaram na frente pelo terceiro Oscar de Emmanuel Lubezki. Um trabalho de sobrevivência para um filme sobre sobrevivência.

THE REVENANT

Emmanuel Lubezki nos bastidores de um congelante set de O Regresso. Photo by Twentieth Century Fox Film Corporation e Regency Entertainment.

Nas duas categorias de televisão, a série épica Marco Polo e o telefilme Casanova, de Jean-Pierre Jeunet, levaram os prêmios. Já o prêmio especial Spotlight, que reconhece trabalhos alternativos do circuito de festivais, deu empate entre Adam Arkapaw (Macbeth: Ambição e Guerra) e Mátyás Erdély (Filho de Saul). A fotografia bastante plástica de Arkapaw em Macbeth foi um trabalho injustiçado na temporada. Se o filme de Justin Kurzel estivesse mais no meio do burburinho da temporada de premiação, certamente teria mais espaço.

A cerimônia de premiação prestou homenagem aos profissionais que nos deixaram nos últimos 12 meses: como Vilmos Zigmond, Haskell Wexler e Andrew Lesnie, além de contar com o reconhecimento de John Toll com o prêmio pelo conjunto da obra. Como dizia Cameron Crowe, “ele escreve com sua câmera”, e assim o fez em Além da Linha Vermelha, Lendas da Paixão e Coração Valente. Esses dois últimos lhe renderam suas duas estatuetas do Oscar consecutivas em 1995 e 1996.

Houve ainda um prêmio especial para o diretor Ridley Scott por sua “sensibilidade visual exuberante em filmes como Blade Runner: O Caçador de Andróides, Alien: O Oitavo Passageiro, Gladiador e Thelma & Louise. Fora da competição do Oscar de direção por Perdido em Marte, Scott, com seu habitual bom humor, agradeceu o prêmio através de um videoclipe.

VENCEDORES DO 30º ASC AWARDS:

FILME
Emmanuel Lubezki (O Regresso)

SÉRIE DE TV
Vanja Cernjul (Marco Polo) – Episódio: “The Fourth Step”

TELEFILME, MINISSÉRIE OU PILOTO
Pierre Gill (Casanova)

PRÊMIO SPOTLIGHT AWARD
Adam Arkapaw (Macbeth: Ambição e Guerra)
Mátyás Erdély (Filho de Saul)

Academy Awards History: A História do Oscar (1951 a 1960)

Bob Hope, o primeiro host do Oscar televisionado em 1953. (photo by savedthecat.com)

Bob Hope, o host do primeiro Oscar televisionado em 1953. (photo by savedthecat.com)

A DÉCADA PROMISSORA DO PÓS-GUERRA

O período pós-guerra trouxe consigo um momento financeiro excepcional para o Cinema, tanto que os estúdios foram obrigados a pagar salários mais altos e até porcentagens de lucro para suas estrelas. Por outro lado, a televisão passou a crescer também, e como era um entretenimento gratuito, os estúdios não permitiram que seus astros fizessem participações em programas televisivos a fim de enfraquecer a competição, além de não disponibilizar seus acervos de filmes para a programação.

Contudo, tais restrições não resistiram por muito tempo, pois os estúdios precisavam arrecadar fundos para as próximas produções. Então, gradativamente, foram liberando participações, transmissões e até passaram a usar o meio como publicidade para os filmes que estreariam em seguida. As pazes das duas mídias seriam seladas no dia 19 de março de 1953, quando a TV transmitiu pela primeira vez a cerimônia do Oscar, permitindo que muitos espectadores pudessem ver inúmeros artistas de cinema juntos pela televisão como nunca antes.

Esse primeiro Oscar televisionado já teve Bob Hope como mestre de cerimônia e incontáveis estrelas jamais vistas juntas como James Stewart, Joan Crawford, Fredric March, Anne Baxter, John Wayne e Gloria Swanson. O Maior Espetáculo da Terra foi o grande vencedor da noite e poderia ser o título da noite, pois a transmissão da cerimônia foi a maior audiência da televisão em cinco anos de existência comercial.

Charlton Heston e James Stewart em cena de O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille, que levou o Oscar de Melhor Filme. (photo by prettycleverfilms.com)

Charlton Heston e James Stewart em cena de O Maior Espetáculo da Terra, de Cecil B. DeMille, que levou o Oscar de Melhor Filme. (photo by prettycleverfilms.com)

Infelizmente, a década de 50 também abrigou os anos negros de caça às bruxas do senador Joseph McCarthy, que rastreava artistas com perfil comunista. Em 1952, dez membros da indústria cinematográfica formaram a lista “Unfriendly Ten”, que além de perderem o emprego, receberam sentenças de um ano de prisão. Assim, nesse período, muitos filmes tiveram crédito de roteiro preenchidos por pseudônimos ou simplesmente não tinham crédito a fim de evitar problemas com a política do país. Porém, a Academia era obrigada a reconhecer esses filmes pois eram elegíveis e assim, alguns vencedores, como os roteiristas de A Ponte do Rio Kwai, receberam suas estatuetas décadas depois ou muitos sequer recebiam pois já estavam mortos.

O mais célebre artista caçado nessa época foi o diretor, ator e roteirista Charles Chaplin. Suas críticas ao capitalismo em Tempos Modernos, e sua ótima sátira a Adolf Hitler em O Grande Ditador chamaram a atenção do chefe do FBI, J. Edgar Hoover, que acionou o Conselho de Atividades Não-Americanas (HUAC), obrigando Chaplin a abandonar os EUA e permanecer décadas foragido na Europa. Só em 1972, ele foi “perdoado”. A Academia concedeu-lhe o Oscar Honorário por “efeito incalculável na produção de filmes na arte do século.” Hoje, o clipe de Chaplin recebendo esse Oscar permanece como um dos pontos altos da História do Oscar.

RESULTADOS POLÊMICOS

Às vezes, acontece algo raro chamado divisão de votos. Quando a competição está extremamente acirrada entre dois indicados, os votos se dividem e surge um terceiro indicado que acaba passando uma rasteira. Um dos primeiros casos foi em 1951: enquanto as veteranas Gloria Swanson (Crepúsculo dos Deuses) e Bette Davis (A Malvada) disputavam à tapa cada voto, a jovem Judy Holliday foi anunciada vencedora de Melhor Atriz pela comédia Nascida Ontem. Talvez nem ela acreditou na vitória, pois sequer estava presente na cerimônia!

Judy Holliday em Nascida Ontem, pelo qual ganhou o Oscar ao bater as favoritas Bette Davis e Gloria Swanson (photo by newyorknatives.com)

Judy Holliday em Nascida Ontem, pelo qual ganhou o Oscar ao bater as favoritas Bette Davis e Gloria Swanson (photo by newyorknatives.com)

Em Nascida Ontem, ela interpreta a loira burra de um magnata corrupto. Holliday quase não conseguiu o papel, pois o chefe da Columbia queria muito Rita Hayworth. Mas acabou prevalecendo seu talento para o papel, uma vez que interpretou a personagem na peça da Broadway por três anos.

Em 1955, a Academia poderia ter feito História. Teve a oportunidade de premiar uma das atrizes mais intensas e queridas do cinema: Judy Garland. Ela, que já havia recebido o Juvenile Award aos 17 anos, e estrelado o clássico O Mágico de Oz, recebeu sua primeira indicação pelo musical Nasce uma Estrela. Com tamanha expectativa de sua iminente vitória, várias equipes da imprensa se deslocaram para o quarto de hospital em que a atriz indicada estava prestes a dar à luz a seu terceiro filho. Contudo, o envelope revelou Grace Kelly como vencedora, e Garland teve de se contentar e declarar que “Joey era o melhor Oscar que poderia receber aquela noite”. Como um raio, as equipes de TV e câmeras foram embora logo em seguida. Derrota amarga para Garland.

Ao lado de James Mason, Judy Garland em Nasce uma Estrela, que lhe rendeu sua primeira de duas indicações (photo by telegraph.co.uk)

Ao lado de James Mason, Judy Garland em Nasce uma Estrela, que lhe rendeu sua primeira de duas indicações (photo by telegraph.co.uk)

Já Grace Kelly voltaria no ano seguinte para apresentar o Oscar de Melhor Ator para Ernest Borgnine (Marty). Esta foi sua última aparição no Oscar, já que três meses antes havia noivado com o príncipe de Mônaco. Em 1982, já princesa de Mônaco, aos 52 anos, morreria num acidente automobilístico.

…E APENAS RESULTADOS E FATOS CURIOSOS

Quando Sinfonia de Paris foi revelado como Melhor Filme em 1952, trata-se apenas do terceiro musical a ganhar o Oscar de Melhor Filme. Anteriormente, apenas Melodia da Broadway (1928-1929) e Ziegfeld – O Criador de Estrelas (1936) tinham vencido. Embora eu reconheça a beleza das sequências dirigidas por Vincente Minnelli e as coreografias exuberantes de Gene Kelly, o melhor filme daquele ano para mim (e para muitos especialistas) era o drama trágico Um Lugar ao Sol, de George Stevens.

Elizabeth Taylor e Montgomery Clift como o casal perfeito de Um Lugar ao Sol (photo by filmkijker.files.wordpress.com)

Elizabeth Taylor e Montgomery Clift como o casal perfeito de Um Lugar ao Sol (photo by filmkijker.files.wordpress.com)

Falando em Um Lugar ao Sol, há uma história curiosa de que Shelley Winters estava tão convicta de que ganharia como Melhor Atriz que quando o nome de Vivien Leigh foi anunciado, ela teria levantado para receber o prêmio, mas teria sido impedida pelo marido no corredor do teatro.

No mesmo ano, Uma Rua Chamada Pecado foi o primeiro filme a ganhar 3 Oscars de atuação. Melhor Atriz (Vivien Leigh), Ator Coadjuvante (Karl Malden) e Atriz Coadjuvante (Kim Hunter). Já em 1954, Walt Disney se tornou o recordista em Oscars numa só noite. Ele ganhou 4 estatuetas: Melhor Documentário-Curta por The Alaskan Eskimo, Melhor Curta de Animação por Toot Whistle Plunk and Boom, Melhor Curta-Metragem de Dois Rolos por Bear Country, e Melhor Documentário por O Drama do Deserto.

Walt Disney segura seus 4 Oscars vencidos na mesmo noite, um recorde jamais batido até hoje (photo by moviepilot.com)

Walt Disney segura seus 4 Oscars vencidos na mesmo noite, um recorde jamais batido até hoje (photo by moviepilot.com)

Foi nessa década que alguns recordes foram quebrados. Em 1954, Sindicato de Ladrões havia igualado o número de Oscars vencidos de …E o Vento Levou (1939) e A Um Passo da Eternidade (1953) com oito estatuetas. Contudo, em 1959, o musical Gigi venceu nove prêmios, mas que logo no ano seguinte, foram batidos pelos 11 Oscars do épico Ben-Hur, de William Wyler. Recorde este que permanece até hoje, dividido com Titanic (1997) e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei (2003).

CRIAÇÃO DA CATEGORIA FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

A partir de 1957, filmes em língua estrangeira (que não seja o Inglês) passaram a ser agraciados com sua própria categoria competitiva. Antes disso, desde 1947, as produções estrangeiras recebiam um prêmio honorário sem indicados. E nada melhor do que começar uma categoria com o pé direito: o belíssimo e tocante A Estrada da Vida (La Strada), de Federico Fellini, levou o primeiro de muitos Oscars para a Itália.

Da esquerda para a direita: Federico Fellini, sua esposa e atriz Giulietta Masina e o produtor Dino De Laurentiis com seus Oscars por A Estrada da Vida (photo by businessinsider.com)

Da esquerda para a direita: Federico Fellini, sua esposa e atriz Giulietta Masina e o produtor Dino De Laurentiis com seus Oscars por A Estrada da Vida (photo by businessinsider.com)

Embora tenha sido uma conquista para o cinema internacional, o regulamento barra produções de nações de língua inglesa como Inglaterra e Austrália. Ao contrário da maioria, a categoria de Filme em Língua Estrangeira pouco evoluiu desde sua criação. Continua com inúmeras restrições que limitam a seleção justa dos melhores filmes como a eleição de apenas uma produção por país, além do polêmico sistema de votação formada por membros idosos judeus que concede Oscars para filmes com temática judaica, Holocausto e Segunda Guerra Mundial.

THE 32nd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1960

04 de Abril de 1960

Ben-Hur (Ben-Hur), de William Wyler: 11 Oscars (photo by wikipedia.org)

Ben-Hur (Ben-Hur), de William Wyler: 11 Oscars (photo by wikipedia.org)

MELHOR FILME
– Anatomia de um Crime (Anatomy of a Crime)
Produtor: Otto Preminger
• Ben-Hur (Ben-Hur)
Produtor: Sam Zimbalist
– O Diário de Anne Frank (The Diary of Anne Frank)
Produtor: George Stevens
– Uma Cruz à Beira do Abismo (The Nun’s Story)
Produtor: Henry Blanke
– Almas em Leilão (Room at the Top)
Produtores: John Woolf, James Woolf


John Wayne apresenta Melhor Diretor, enquanto Gary Cooper apresenta Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Jack Clayton (Almas em Leilão)
– George Stevens (O Diário de Anne Frank)
– Billy Wilder (Quanto Mais Quente Melhor)
 • William Wyler (Ben-Hur)
– Fred Zinnemann (Uma Cruz à Beira do Abismo)

MELHOR ATOR
• Charlton Heston (Ben-Hur)
– Laurence Harvey (Almas em Leilão)
– Jack Lemmon (Quanto Mais Quente Melhor)
– Paul Muni (Rebeldia de um Bravo)
– James Stewart (Anatomia de um Crime)


Susan Hayward concede o único Oscar para Charlton Heston

MELHOR ATRIZ
– Doris Day (Confidências à Meia-Noite)
– Audrey Hepburn (Uma Cruz à Beira do Abismo)
– Katharine Hepburn (De Repente, No Último Verão)
• Simone Signoret (Almas em Leilão)
– Susan Hayward (De Repente, No Último Verão)


Rock Hudson apresenta o Oscar para a francesa Simone Signoret

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Hugh Griffith (Ben-Hur) – Hugh Griffith não estava presente na cerimônia. O diretor William Wyler aceitou o prêmio em seu nome.
– Arthur O’Connell (Anatomia de um Crime)
– George C. Scott (Anatomia de um Crime)
– Robert Vaughn (O Moço de Filadélfia)
– Ed Wynn (O Diário de Anne Frank)


A graciosa Olivia De Havilland apresenta o Oscar de coadjuvante, recebido pelo diretor William Wyler.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Hermione Baddeley (Almas em Leilão)
– Susan Kohner (Imitação da Vida)
– Juanita Moore (Imitação da Vida)
– Thelma Ritter (Confidências à Meia-Noite)
Shelley Winters (O Diário de Anne Frank)


Edmond O’Brien concede o Oscar para Shelley Winters

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– François Truffaut, Marcel Moussy (Os Incompreendidos)
Russell Rouse, Clarence Greene, Stanley Shapiro, Maurice Richlin (Confidências à Meia-Noite)
– Ernest Lehman (Intriga Internacional)
– Paul King, Joseph Stone, Stanley Shapiro, Maurice Richlin (Anáguas a Bordo)
– Ingmar Bergman (Morangos Silvestres)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Wendell Mayes (Anatomia de um Crime)
– Karl Tunberg (Ben-Hur)
– Robert Anderson (Uma Cruz à Beira do Abismo)
Neil Paterson (Almas em Leilão)
– Billy Wilder, I.A.L. Diamond (Quanto Mais Quente Melhor)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
Robert Surtees (Ben-Hur)
– Lee Garmes (O Pescador da Galiléia)
– Daniel L. Fapp (A Lágrima que Faltou)
– Franz Planer (Uma Cruz à Beira do Abismo)
– Leon Shamroy (Porgy & Bess)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Sam Leavitt (Anatomia de um Crime)
– Joseph LaShelle (Calvário da Glória)
William C. Mellor (O Diário de Anne Frank)
– Charles Lang (Quanto Mais Quente Melhor)
– Harry Stradling Sr. (O Moço de Filadélfia)

MELHOR MONTAGEM
– Louis R. Loeffler (Anatomia de um Crime)
Ralph E. Winters, John D. Dunning (Ben-Hur)
– George Tomasini (Intriga Internacional)
– Walter Thompson (Uma Cruz à Beira do Abismo)
– Frederic Knudtson (A Hora Final)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
William A. Horning, Edward C. Carfagno, Hugh Hunt (Ben-Hur) – O Oscar de Horning foi póstumo.
– John DeCuir, Julia Heron (O Pescador da Galiléia)
– Lyle R. Wheeler, Franz Bachelin, Herman A. Blumenthal, Walter M. Scott, Joseph Kish (Viagem ao Centro da Terra)
– William A. Horning, Robert F. Boyle, Merrill Pye, Henry Grace, Frank R. McKelvy (Intriga Internacional)
– Richard H. Riedel, Russell A. Gausman, Ruby Levitt (Confidências à Meia-Noite)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Arthur Krams (Calvário da Glória)
Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (O Diário de Anne Frank)
– Carl Anderson, William Kiernan (Rebeldia de um Bravo)
– Ted Haworth, Edward G. Boyle (Quanto Mais Quente Melhor)
– Oliver Messel, William Kellner, Scott Slimon (De Repente, No Último Verão)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
Elizabeth Haffenden (Ben-Hur)
– Adele Palmer (Sob o Signo do Sexo)
– Renié (O Pescador da Galiléia)
– Edith Head (A Lágrima que Faltou)
– Irene Sharaff (Porgy & Bess)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Edith Head (Calvário da Glória)
– Charles Le Maire, Mary Wills (O Diário de Anne Frank)
– Helen Rose (Sem Talento Para Matar)
– Howard Shoup (O Moço de Filadélfia)
Orry-Kelly (Quanto Mais Quente Melhor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
Miklós Rózsa (Ben-Hur)
– Alfred Newman (O Diário de Anne Frank)
– Franz Waxman (Uma Cruz à Beira do Abismo)
– Ernest Gold (A Hora Final)
– Frank De Vol (Confidências à Meia-Noite)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Leith Stevens (A Lágrima que Faltou)
– Nelson Riddle, Joseph J. Lilley (Aventuras de Ferdinando)
André Previn, Ken Darby (Porgy & Bess)
– Lionel Newman (Prece Para um Pecador)
– George Burns (A Bela Adormecida)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “The Best of Everything”, de Alfred Newman, Sammy Cahn (Sob o Signo do Sexo)
– “The Five Pennies”, de Sylvia Fine (A Lágrima que Faltou)
– “The Hanging Tree”, de Jerry Livingston, Mack David (A Árvore dos Enforcados)
“High Hopes”, de Jimmy Van Heunsen, Sammy Cahn (Os Viúvos Também Sonham)
– “Strange are the Ways of Love”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (Ódio Destruidor)

MELHOR SOM
Franklin Milton (Ben-Hur)
– Carlton W. Faulkner (Viagem ao Centro da Terra)
– A.W. Watkins (A Noite é Minha Inimiga)
– George Grives (Uma Cruz à Beira do Abismo)
– Gordon Sawyer (Porgy & Bess)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
A. Arnold Gillespie, Robert MacDonald, Milo B. Lory (Ben-Hur)
– L.B. Abbott, James B. Gordon, Carlton W. Faulkner (Viagem ao Centro da Terra)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Between the Tides, de Ian Ferguson
Histoire d’un Poisson Rouge, de Jacques-Yves Cousteau
– Mysteries of the Deep, de Walt Disney
– The Running Jumping & Standing Still Film, de Peter Sellers
– Skycraper, de Shirley Clarke, Willard Van Dyke, Irving Jacoby

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Mexicali Shmoes, de John Burton
Moonbird, de John Hubley
– Noah’s Ark, de Walt Disney
– The Violinist, de Ernest Pintoff

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Donald no País da Matemágica, de Walt Disney
– From Generation to Generation, de Edward F. Cullen
Glas, de Bert Haanstra

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Ao Leste do Congo, de Bernhard Grzimek
– The Race for Space, de David L. Wolper

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– A Ponte da Desilusão (Die Brücke), de Bernhard Wicki (ALEMANHA)
– A Grande Guerra (La Grande Guerra), de Mario Monicelli (ITÁLIA)
Orfeu do Carnaval (Orfeu Negro), de Marcel Camus (FRANÇA)
– Boy from Two Worlds (Paw), de Astrid Henning-Jensen (DINAMARCA)
– Village by the River (Dorp aan de Rivier), de Fons Rademakers (HOLANDA)

OSCAR HONORÁRIO
• Buster Keaton
• Lee De Forest

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Bob Hope

THE 31st ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1959

06 de Abril de 1959

Gigi (Gigi), de Vincente Minnelli: 9 Oscars (photo by doctormacro.com)

Gigi (Gigi), de Vincente Minnelli: 9 Oscars (photo by doctormacro.com)

MELHOR FILME
– A Mulher do Século (Auntie Mame)
Produtor: Jack L. Warner
– Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof)
Produtor: Lawrence Weingarten
– Acorrentados (The Defiant Ones)
Produtor: Stanley Kramer
Gigi (Gigi)
Produtor: Arthur Freed
– Vidas Separadas (Separate Tables)
Produtor: Harold Hecht

MELHOR DIRETOR
– Richard Brooks (Gata em Teto de Zinco Quente)
– Stanley Kramer (Acorrentados)
Vincente Minnelli (Gigi)
– Mark Robson (A Morada da Sexta Felicidade)
– Robert Wise (Quero Viver!)


Vincente Minnelli recebe o Oscar de Gary Cooper e Millie Perkins

MELHOR ATOR
– Tony Curtis (Acorrentados)
– Paul Newman (Gata em Teto de Zinco Quente)
David Niven (Vidas Separadas)
– Sidney Poitier (Acorrentados)
– Spencer Tracy (O Velho e o Mar)


Irene Dunne e John Wayne apresentam o Oscar de Ator para David Niven

MELHOR ATRIZ
Susan Hayward (Quero Viver!)
– Deborah Kerr (Vidas Separadas)
– Shirley MacLaine (Deus Sabe Quanto Amei)
– Rosalind Russell (A Muher do Século)
– Elizabeth Taylor (Gata em Teto de Zinco Quente)


James Cagney e Kim Novak apresentam o Oscar de Atriz para Susan Hayward

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Theodore Bikel (Acorrentados)
– Lee J. Cobb (Os Irmãos Karamazov)
Burl Ives (Da Terra Nascem os Homens)
– Arthur Kennedy (Deus Sabe Quanto Amei)
– Gig Young (Um Amor de Professora)


Bette Davis e Anthony Quinn fazem as honras para Burl Ives

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Peggy Cass (A Mulher do Século)
• Wendy Hiller (Vidas Separadas) – Wendy Hiller não estava presente na cerimônia. O produtor Harold Hecht aceitou o prêmio em seu nome.
– Martha Hyer (Deus Sabe Quanto Amei)
– Maureen Stapleton (Por um Pouco de Amor)
– Cara Williams (Acorrentados)


Shelley Winters e Red Buttons apresentam o prêmio para Harold Hecht, na ausência de Wendy Hiller

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Paddy Chayefsky (A Deusa)
– Melville Shavelson, Jack Rose (Tentação Morena)
Nedrick Young, Harold Jacob Smith (Acorrentados) – Como Nedrick Young estava na lista negrea de Hollywood, o Oscar foi para seu pseudônimo ‘Nathan E. Douglas’. Em 1993, a Academia restaurou seu crédito a pedido de sua viúva e pelo departamento dos roteiristas.
– William Bowers, James Edward Grant (O Irresistível Forasteiro)
– Fay Kanin, Michael Kanin (Um Amor de Professora)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Richard Brooks, James Poe (Gata em Teto de Zinco Quente)
– Alec Guinness (Maluco Genial)
– Nelson Gidding, Don Mankiewicz (Quero Viver!)
Alan Jay Lerner (Gigi)
– Terence Rattigan, John Gray (Vidas Separadas)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Harry Stradling Sr. (A Mulher do Século)
– William H. Daniels (Gata em Teto de Zinco Quente)
Joseph Ruttenberg (Gigi)
– James Wong Howe (O Velho e o Mar)
– Leon Shamroy (No Sul do Pacífico)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
• Sam Leavitt (Acorrentados)
– Daniel L. Fapp (Desejo)
– Lionel Lindon (Quero Viver!)
– Charles Lang (Vidas Separadas)
– Joseph MacDonald (Os Deuses Vencidos)

MELHOR MONTAGEM
– William H. Ziegler (A Mulher do Século)
– William A. Lyon, Al Clark (Como Nasce um Bravo)
– Frederick Knudtson (Acorrentados)
Adrienne Fazan (Gigi)
– William Hornbeck (Quero Viver!)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA OU PRETO E BRANCO
– Malcolm C. Bert, George James Hopkins (A Mulher do Século)
• William A. Horning, E. Preston Ames, Henry Grace, F. Keogh Gleason (Gigi) – A indicação e vitória de William A. Horning foi póstuma. Ele morreu enquanto trabalhava em Ben-Hur e Intriga Internacional, que lhe renderam indicações no ano seguinte e uma vitória por Ben-Hur.
– Cary Odell, Louis Diage (Sortilégio do Amor)
– Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Walter M. Scott, Paul S. Fox (Um Certo Sorriso)
– Hal Pereira, Henry Bumstead, Sam Comer, Frank R. McKelvy (Um Corpo que Cai)

MELHOR FIGURINO COLORIDO OU PRETO E BRANCO
– Jean Louis (Sortilégio no Amor)
– Ralph Jester, Edith Head, John Jensen (Corsário Sem Pátria)
– Charles Le Maire, Mary Wills (Um Certo Sorriso)
Cecil Beaton (Gigi)
– Walter Plunkett (Deus Sabe Quanto Amei)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
Dimitri Tiomkin (O Velho e o Mar)
– Jerome Moross (Da Terra Nascem os Homens)
– David Raksin (Vidas Separadas)
– Oliver Wallace (White Wilderness)
– Hugo Friedhofer (Os Deuses Vencidos)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Yuri Faier, Gennadi Rozhdestvensky (O Ballet Bolshoi)
André Previn (Gigi)
– Ray Heindorf (O Parceiro de Satanás)
– Lionel Newman (As Noites de Mardi Gras)
– Alfred Newman, Ken Darby (No Sul do Pacífico)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “Almost in Your Arms (Love Song from Houseboat)”, de Jay Livingston, Ray Evans (Tentação Morena)
– “A Certain Smile”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Um Certo Sorriso)
“Gigi”, de Frederick Loewe, Alan Jay Lerner (Gigi)
– “To Love and Be Loved”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Deus Sabe Quanto Amei)
– “A Very Precious Love”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Até o Último Alento)

MELHOR SOM
– Gordon Sawyer (Quero Viver!)
– Leslie I. Carey (Amar e Sofrer)
Fred Hynes (No Sul do Pacífico)
– George Dutton (Um Corpo que Cai)
– Carlton W. Faulkner (Os Deuses Vencidos)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Tom Howard (O Pequeno Polegar)
– A. Arnold Gillespie, Harold Humbrock (Torpedo!)

MELHOR CURTA-METRAGEM
Grand Canyon, de Walt Disney
– Journey Into Spring, de Ian Ferguson
– The Kiss, de John Hayes
– Snows of Aorangi
– T is for Tumbleweed, de James A. Lebenthal

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Knighty Knight Bugs, de John W. Burton
– Paul Bunyan, de Walt Disney
– Sidney’s Family Tree, de William M. Weiss

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
Ama Girls, de Ben Sharpsteen – James Algar aceitou o prêmio em seu nome.
– Employees Only, de Kenneth G. Brown
– Journey Into Spring, de Ian Ferguson
– The Living Stone, de Tom Daly
– Oeuverture, de Thorold Dickinson

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Antarctic Crossing, de James Carr
– The Hidden World, de Robert Snyder
– Psychiatric Nursing, de Nathan Zucker
White Wilderness, de Ben Sharpsteen – James Algar aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Arms and the Man (Helden), de Franz Peter Wirth (ALEMANHA)
– Os Eternos Desconhecidos (I Soliti Ignoti), de Mario Monicelli (ITÁLIA)
– The Year Long Road (Cesta Duga Godinu Dana), de Giuseppe De Santis (IUGOSLÁVIA)
Meu Tio (Mon Oncle), de Jacques Tati (FRANÇA)
– A Vingança (La Venganza), de Juan Antonio Bardem (ESPANHA)

OSCAR HONORÁRIO
• Maurice Chevalier

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Jack L. Warner

 

THE 30th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1958

26 de Março de 1958

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai), de David Lean: 7 Oscars (photo by impawards.com)

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai), de David Lean: 7 Oscars (photo by impawards.com)

MELHOR FILME
• A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai)
Produtor: Sam Spiegel
– A Caldeira do Diabo (Peyton Place)
Produtor: Jerry Wald
– Sayonara (Sayonara)
Produtor: William Goetz
– 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men)
Produtor: Henry Fonda, Reginald Rose
– Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution)
Produtor: Arthur Hornblow Jr.


Já uma lenda em Hollywood, Gary Cooper apresenta Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
• David Lean (A Ponte do Rio Kwai)
– Joshua Logan (Sayonara)
– Sidney Lumet (12 Homens e uma Sentença)
– Mark Robson (A Caldeira do Diabo)
– Billy Wilder (Testemunha de Acusação)


O espetáculo Sophia Loren entrega o Oscar para David Lean, o diretor de espetáculos

MELHOR ATOR
– Marlon Brando (Sayonara)
– Anthony Franciosa (Cárcere Sem Grades)
Alec Guinness (A Ponte do Rio Kwai) – Alec Guinness não estava presente na cerimônia. Jean Simmons aceitou o prêmio em seu nome.
– Charles Laughton (Testemunha de Acusação)
– Anthony Quinn (A Fúria da Carne)


Cary Grant lamenta a ausência de Guinness

MELHOR ATRIZ
– Deborah Kerr (O Céu é Testemunha)
– Anna Magnani (A Fúria da Carne)
– Elizabeth Taylor (A Árvore da Vida)
– Lana Turner (A Caldeira do Diabo)
Joanne Woodward (As Três Máscaras de Eva)


Duas honras para Woodward: o Oscar e John Wayne apresentando

MELHOR ATOR COADJUVANTE
• Red Buttons (Sayonara)
– Vittorio De Sica (Adeus às Armas)
– Sessue Hayakawa (A Ponte do Rio Kwai)
– Arthur Kennedy (A Caldeira do Diabo)
– Russ Tamblyn (A Caldeira do Diabo)


E duas alegrias para Buttons: o Oscar e Lana Turner apresentando

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Carolyn Jones (Despedida de Solteiro)
– Elsa Lanchester (Testemunha de Acusação)
– Hope Lange (A Caldeira do Diabo)
Miyoshi Umeki (Sayonara)
– Diane Varsi (A Caldeira do Diabo)


Anthony Quinn apresenta a primeira japonesa a ganhar o Oscar

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Leonard Gershe (Cinderela em Paris)
George Wells (Teu Nome é Mulher)
– Ralph Wheelwright, R. Wright Campbell, Ivan Goff, Ben Roberts (O Homem das Mil Caras)
– Barney Slater, Joel Kane, Dudley Nichols (O Homem dos Olhos Frios)
– Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli (Os Boas Vidas)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Pierre Boulle, Carl Foreman, Michael Wilson (A Ponte do Rio Kwai) – Carl Foreman e Michael Wilson não foram creditados pelo filme por estarem na lista negra de Hollywood. Eles foram premiados em 1984. Pierre Boulle não estava presente na cerimônia. Kim Novak aceitou o prêmio em seu nome.
– John Lee Mahin, John Huston (O Céu é Testemunha)
– John Michael Hayes (A Caldeira do Diabo)
– Paul Osborn (Sayonara)
– Reginald Rose (12 Homens e uma Sentença)

MELHOR FOTOGRAFIA
– Milton R. Krasner (Tarde Demais Para Esquecer)
Jack Hildyard (A Ponte do Rio Kwai)
– Ray June (Cinderela em Paris)
– William C. Mellor (A Caldeira do Diabo)
– Ellsworth Fredericks (Sayonara)

MELHOR MONTAGEM
– Warren Low (Sem Lei e Sem Alma)
Peter Taylor (A Ponte do Rio Kwai)
– Viola Lawrence, Jerome Thoms (Meus Dois Carinhos)
– Arthur P. Schmidt, Philip W. Anderson (Sayonara)
– Daniel Mandell (Testemunha de Acusação)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
– Hal Pereira, George W. Davis, Sam Comer, Ray Moyer (Cinderela em Paris)
– William A. Horning, Gene Allen, Edwin B. Willis, Richard Pefferle (Les Girls)
– Walter Holscher, William Kiernan, Louis Diage (Meus Dois Carinhos)
Ted Haworth, Robert Priestley (Sayonara)
– William A. Horning, Urie McCleary, Edwin B. Willis, Hugh Hunt (A Árvore da Vida)

MELHOR FIGURINO
– Charles Le Maire (Tarde Demais Para Esquecer)
– Edith Head, Hubert de Givenchy (Cinderela em Paris)
Orry-Kelly (Les Girls)
– Jean Louis (Meus Dois Carinhos)
– Walter Plunkett (A Árvore da Vida)

MELHOR TRILHA MUSICAL
– Hugo Friedhofer (Tarde Demais Para Esquecer)
Malcolm Arnold (A Ponte do Rio Kwai)
– Hugo Friedhofer (A Lenda da Estátua Nua)
– Paul J. Smith (No Coração da Floresta)
– Johnny Green (A Árvore da Vida)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“All the Way”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Chorei por Você)
– “An Affair to Remember”, de Harry Warren, Harold Adamson, Leo McCarey (Tarde Demais Para Esquecer)
– “April Love”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Primavera do Amor)
– “Tammy”, de Ray Evans, Jay Livingston (A Flor do Pântano)
– “Wild is the Wind”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (A Fúria da Carne)

MELHOR SOM
– George Dutton (Sem Lei e Sem Alma)
– Wesley C. Miller (Les Girls)
– John P. Livadary (Meus Dois Carinhos)
George Groves (Sayonara)
– Gordon Sawyer (Testemunha de Acusação)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
– Louis Lichtenfield (Águia Solitária)
Walter Rossi (A Raposa do Mar)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– A Chairy Tale, de Norman McLaren
– City of Gold, de Tom Daly
– Foothold on Antarctica, de James Carr
– Portugal, de Ben Sharpsteen
The Wetback Hound, de Larry Lansburgh

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Birds Anonymous, de Edward Selzer
– One Droopy Knight, de William Hanna, Joseph Barbera
– Tabasco Road, de Edward Selzer
– Trees and Jamaica Daddy, de Stephen Bosustow
– The Truth About Mother Goose, de Walt Disney

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Albert Schweitzer, de Jerome Hill
– On the Bowery, de Lionel Rogosin
– Toureiro, de Manuel Barbachano Ponce

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– O Diabo Ataca à Noite (Nachts, wenn der Teufel kam), de Robert Siodmak (ALEMANHA)
– Por Ternura Também se Mata (Porte des Lilas), de René Clair (FRANÇA)
– Honrarás Tua Mãe (Mother India), de Mehboob Khan (ÍNDIA)
Noites de Cabíria (Le Notti di Cabiria), de Federico Fellini (ITÁLIA)
– Nove Vidas (Ni liv), de Arne Skouen (NORUEGA)

OSCAR HONORÁRIO
• Charles Brackett
• B.B. Kahane
• Gilbert M. ‘Bronco Billy’ Anderson

THE 29th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1957

23 de Março de 1950

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days), de Michael Anderson: 5 Oscars (photo by moviepostershop.com)

A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (Around the World in Eighty Days), de Michael Anderson: 5 Oscars (photo by moviepostershop.com)

MELHOR FILME
• A Volta ao Mundo em 80 Dias (Around the World in 80 Days)
Produtor: Michael Todd
– Sublime Tentação (Friendly Persuasion)
Produtor: William Wyler
– Assim Caminha a Humanidade (Giant)
Produtor: George Stevens, Henry Ginsberg
– O Rei e Eu (The King and I)
Produtor: Charles Brackett
– Os Dez Mandamentos (The Ten Commandments)
Produtor: Cecil B. DeMille


Jerry Lewis introduz a vencedora do primeiro Oscar de Atriz, Janet Gaynor, que apresenta o Oscar de Melhor Filme para o produtor Michael Todd

MELHOR DIRETOR
– Michael Anderson (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Walter Lang (O Rei e Eu)
• George Stevens (Assim Caminha a Humanidade)
– King Vidor (Guerra e Paz)
– William Wyler (Sublime Tentação)


Jerry Lewis e Celest Holm introduzem Ingrid Bergman direto de Paris para anunciar os indicados

MELHOR ATOR
• Yul Brynner (O Rei e Eu)
– James Dean (Assim Caminha a Humanidade) – Esta é a segunda indicação póstuma de James Dean
– Kirk Douglas (Sede de Viver)
– Rock Hudson (Assim Caminha a Humanidade)
– Laurence Olivier (Richard III)


Anna Magnani apresenta o Oscar para o russo Yul Brynner

MELHOR ATRIZ
– Carroll Baker (Boneca de Carne)
Ingrid Bergman (Anastácia, a Princesa Esquecida) – Ingrid Bergman não estava presente na cerimônia. Cary Grant aceitou o prêmio em seu nome.
– Katharine Hepburn (Lágrimas do Céu)
– Nancy Kelly (A Semente Maldita)
– Deborah Kerr (O Rei e Eu)


Ernest Borgnine concede o prêmio a Cary Grant, que aceitou em nome de Bergman

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Don Murray (Nunca Fui Santa)
– Anthony Perkins (Sublime Tentação)
Anthony Quinn (Sede de Viver)
– Mickey Rooney (O Preço da Audácia)
– Robert Stack (Palavras ao Vento)


Nancy Kelly apresenta o Oscar de coadjuvante para Anthony Quinn, visivelmente emocionado 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mildred Dunnock (Boneca de Carne)
– Eileen Heckart (A Semente Maldita)
Dorothy Malone (Palavras ao Vento)
– Mercedes McCambridge (Assim Caminha a Humanidade)
– Patty McCormack (A Semente Maldita)


Jack Lemmon faz Dorothy Malone transbordar felicidade

MELHOR ROTEIRO
Albert Lamorisse (O Balão Vermelho)
– Robert Lewin (O Preço da Audácia)
– Andrew L. Stone (Julie)
– Federico Fellini, Tullio Pinelli (A Estrada da Vida)
– William Rose (Quinteto da Morte)

MELHOR HISTÓRIA
Dalton Trumbo (Arenas Sangrentas) – Incluído na lista negra de Hollywood, Trumbo recebeu a indicação sob o pseudônimo Robert Rich. Só em 2 de maio de 1975, ele finalmente recebeu seu Oscar, pouco antes de sua morte.
– Leo Katcher (Melodia Imortal)
– Edward Bernds, Elwood Ullman (High Society) – A Academia revogou a indicação por ter confundido com filme homônimo musical de Cole Porter. Os roteiristas graciosamente e voluntariamente recusaram a indicação.
– Jean-Paul Sartre (Les Orgueilleux)
– Cesare Zavattini (Humberto D.)

MELHOR ROTEIRO – ADAPTADO
James Poe, John Farrow, S.J. Perelman (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Tennessee Williams (Boneca de Carne)
– Fred Guiol, Ivan Moffat (Assim Caminha a Humanidade)
– Norman Corwin (Sede de Viver)
– Michael Wilson (Sublime Tentação) – Incluído na lista negra de Hollywood, Wilson sequer recebeu crédito pelo filme, tornando-se inelegível pela Academia. Só em dezembro de 2002, a Academia reintegrou sua indicação.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
Lionel Lindon (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Harry Stradling Sr. (Melodia Imortal)
– Leon Shamroy (O Rei e Eu)
– Loyal Griggs (Os Dez Mandamentos)
– Jack Cardiff (Guerra e Paz)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Boris Kaufman (Boneca de Carne)
– Harold Rosson (A Semente Maldita)
– Burnett Guffey (A Trágica Farsa)
– Walter Strenge (Prisioneiro do Ouro)
Joseph Ruttenberg (Marcado Pela Sarjeta)

MELHOR MONTAGEM
Gene Ruggiero, Paul Weatherwax (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Merrill G. White (Arenas Sangrentas)
– William Hornbeck, Philip W. Anderson, Fred Bohanan (Assim Caminha a Humanidade)
– Albert Akst (Marcado Pela Sarjeta)
– Anne Bauchens (Os Dez Mandamentos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– James W. Sullivan, Ken Adam, Ross Dowd (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Boris Leven, Ralph S. Hurst (Assim Caminha a Humanidade)
Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Walter M. Scott, Paul S. Fox (O Rei e Eu)
– Cedric Gibbons, Hans Peters, E. Preston Ames, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason (Sede de Viver)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Albert Nozaki, Sam Comer, Ray Moyer (Os Dez Mandamentos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Hal Pereira, A. Earl Hedrick, Sam Comer, Frank R. McKelvy (O Fruto do Pecado)
– Takashi Matsuyama (Os Sete Samurais)
– Ross Bellah, William Kiernan, Louis Diage (O Cadillac de Ouro)
– Lyle R. Wheeler, Jack Martin Smith, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (Alma Rebelde)
Cedric Gibbons, Malcolm Brown, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason (Marcado Pela Sarjeta)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Miles White (A Volta ao Mundo em 80 Dias)
– Moss Mabry, Marjorie Best (Assim Caminha a Humanidade)
Irene Sharaff (O Rei e Eu)
– Edith Head, Ralph Jester, John Jensen, Dorothy Jeakins, Arnold Friberg (Os Dez Mandamentos)
– Maria De Matteis (Guerra e Paz)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Helen Rose (Os Grandes Deste Mundo)
– Edith Head (O Fruto do Pecado)
Jean Louis (O Cadillac de Ouro)
– Kôhei Ezaki (Os Sete Samurais)
– Charles Le Maire, Mary Wills (Alma Rebelde)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Alfred Newman (Anastácia, a Princesa Esquecida)
Victor Young (A Volta ao Mundo em 80 Dias) – Postumamente
– Hugo Friedhofer (Entre o Céu e o Inferno)
– Dimitri Tiomkin (Assim Caminha a Humanidade)
– Alex North (Lágrimas do Céu)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Lionel Newman (O Encanto de Viver)
Alfred Newman, Ken Darby (O Rei e Eu)
– Morris Stoloff, George Duning (Melodia Imortal)
– Johnny Green, Saul Chaplin (Alta Sociedade)
– George Stoll, Johnny Green (Viva Las Vegas)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “Friendly Persuasion (Thee I Love)”, de Dimitri Tiomkin, Paul Francis Webster (Sublime Tentação)
– “Julie”, de Leith Stevens, Tom Adair (Julie)
– “True Love”, de Cole Porter (Alta Sociedade)
“Whatever Will Be, Will Be (Que Sera, Sera)”, de Jay Livingston, Ray Evans
– “Written on the Wind”, de Victor Young, Sammy Cahn (Palavras ao Vento)

MELHOR SOM
– Buddy Myers (Arenas Sangrentas)
– John P. Livadary (Melodia Imortal)
Carlton W. Faulkner (O Rei e Eu)
– Gordon R. Glennan, Gordon Sawyer (Sublime Tentação)
– Loren L. Ryder (Os Dez Mandamentos)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
– A. Arnold Gillespie, Irving G. Ries, Wesley C. Miller (Planeta Proibido)
John P. Fulton (Os Dez Mandamentos)

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
The Bespoke Overcoat, de George K. Arthur
– Cow Dog, de Larry Lansburgh
– The Dark Wave, de John Healy
– Samoa, de Walt Disney

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
Crashing the Water Barrier, de Konstantin Kalser
– I Never Forget a Face, de Robert Youngson
– Time Stood Still, de Cedric Francis

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Gerald McBoing! Boing! on Planet Moo, de Stephen Bosustow
– The Jaywalker, de Stephen Bosustow
Magoo’s Puddle Jumper, de Stephen Bosustow

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– A City Decides
– The Dark Wave, de John Healy
– The House Without a Name, de Valentine Davies
– Abertura Disneylândia, de Ward Kimball
The True Story of the Civil War, de Louis Clyde Stoumen

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Naked Eye, de Louis Clyde Stoumen
O Mundo Silencioso, de Jacques-Yves Cousteau
– Hvor Bjergene Sejler

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– O Cabo de Koepenick, de Gyula Trebitsch, Walter Koppel (ALEMANHA)
– Gervaise – A Flor do Lodo, de Agnès Delahaie (FRANÇA)
– Não Deixarei os Mortos (A Harpa Birmana), de Masayuki Takagi (JAPÃO)
– Qivitoq, de O. Dalsgaard-Olsen (DINAMARCA)
• A Estrada da Vida, de Federico Fellini (ITÁLIA)


O presidente da Academia, George Seaton, apresenta o primeiro Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira para o produtor de A Estrada da Vida, Dino De Laurentiis

OSCAR HONORÁRIO
• Eddie Cantor

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Y. Frank Freeman

THE 28th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1956

21 de Março de 1956

Marty (Marty), de Delbert Mann: 4 Oscars (photo by impawards.com)

Marty (Marty), de Delbert Mann: 4 Oscars (photo by impawards.com)

MELHOR FILME
– Suplício de uma Saudade (Love is a Many-Splendored Thing)
• Marty (Marty)
Produtor: Harold Hecht
– Mister Roberts (Mister Roberts)
Produtor: Leland Hayward
– Férias de Amor (Picnic)
Produtor: Fred Kohlmar
– A Rosa Tatuada (The Rose Tattoo)
Produtor: Hal B. Wallis


Audrey Hepburn já era encarregada da responsabilidade de apresentar Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Elia Kazan (Vidas Amargas)
– David Lean (Quando o Coração Floresce)
– Joshua Logan (Férias de Amor)
Delbert Mann (Marty)
– John Sturges (Conspiração do Silêncio)


A dupla formada pela atriz Jennifer Jones e pelo diretor Joseph L. Mankiewicz apresenta o Oscar de diretor para Delbert Mann

MELHOR ATOR
•  Ernest Borgnine (Marty)
– James Cagney (Ama-me ou Esquece-me)
– James Dean (Vidas Amargas) – Esta foi a primeira indicação póstuma de atuação na História da Academia
– Frank Sinatra (O Homem do Braço de Ouro)
– Spencer Tracy (Conspiração do Silêncio)


A encantadora Grace Kelly entrega o Oscar nas mãos de Ernest Borgnine, que bateu nomes fortes como James Dean e Spencer Tracy

MELHOR ATRIZ
– Susan Hayward (Eu Chorarei Amanhã)
– Katharine Hepburn (Quando o Coração Floresce)
– Jennifer Jones (Suplício de uma Saudade)
Anna Magnani (A Rosa Tatuada)
– Anna Magnani não estava presente na cerimônia. Marisa Pavan aceitou o prêmio em seu nome.
– Eleanor Parker (Melodia Interrompida)


Marlon Brando apresenta o prêmio de Melhor Atriz para a ausente Magnani.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Arthur Kennedy (A Fúria dos Justos)
Jack Lemmon (Mister Roberts)
– Joe Mantell (Marty)
– Sal Mineo (Juventude Transviada)
– Arthur O’Connell (Férias de Amor)


Eva Marie Saint volta para entregar o Oscar de coadjuvante para Jack Lemmon

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Betsy Blair (Marty)
Jo Van Fleet (Vidas Amargas)
– Peggy Lee (Taverna Maldita)
– Marisa Pavan (A Rosa Tatuada)
– Natalie Wood (Juventude Transviada)


Edmond O’Brien apresenta Oscar de coadjuvante para Jo Van Fleet, que começa o discurso com “I’m so happy”.

MELHOR ROTEIRO
– Millard Kaufman (Conspiração do Silêncio)
– Richard Brooks (Sementes de Violência)
– Paul Osborn (Vidas Amargas)
Paddy Chayesfsky (Marty)
– Daniel Fuchs, Isobel Lennart (Ama-me ou Esquece-me)

MELHOR HISTÓRIA
– Joe Connelly, Bob Mosher (A Guerra Íntima do Major Benson)
– Nicholas Ray (Juventude Transviada)
– Jean Marsan, Henry Troyat, Jacques Perret, Henri Verneuil, Raoul Ploquin (O Carneiro de Cinco Patas)
– Beirne Lay Jr. (Comandos do Ar)
Daniel Fuchs (Ama-me ou Esquece-me)

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Milton Sperling, Emmet Lavery (Seu Último Comando)
– Betty Comden, Adolph Green (Dançando nas Nuvens)
Milton Ludwig, Sonya Levien (Melodia Interrompida)
– Jacques Tati, Henri Marquet (As Férias do Sr. Hulot)
– Melville Shavelson, Jack Rose (Um Coringa e Sete Ases)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Harry Stradling Sr. (Eles e Elas)
– Leon Shamroy (Suplício de uma Saudade)
– Harold Lipstein (Para Todo o Sempre)
– Robert Surtees (Oklahoma!)
Robert Burks (Ladrão de Casaca)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Russell Harlan (Sementes de Violência)
– Arthur E. Arling (Eu Chorarei Amanhã)
– Joseph LaShelle (Marty)
James Womg Howe (A Rosa Tatuada)
– Charles Lang (Os Amores Secretos de Eva)

MELHOR MONTAGEM
– Ferris Webster (Sementes de Violência)
– Alma Macrorie (As Pontes de Toko-Ri)
– Gene Ruggiero, George Boemler (Oklahoma!)
Charles Nelson, William A. Lyon (Férias de Amor)
– Warren Low (A Rosa Tatuada)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE  COLORIDA
– Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Walter M. Scott, Paul S. Fox (Papai Pernilongo)
– Oliver Smith, Joseph C. Wright, Howard Bristol (Eles e Elas)
William Flannery, Jo Mielziner, Robert Priestley (Férias de Amor)
– Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Walter M. Scott, Jack Stubbs (Suplício de uma Saudade)
– Hal Pereira, J. McMillan Johnson, Sam Comer, Arthur Krams (Ladrão de Casaca)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE  PRETO E BRANCO
– Cedric Gibbons, Randall Duell, Edwin B. Willis, Henry Grace (Sementes de Violência)
– Cedric Gibbons, Malcolm Brown, Edwin B. Willis, Hugh Hunt (Eu Chorarei Amanhã)
– Joseph C. Wright, Darrell Silvera (O Homem do Braço de Ouro)
– Ted Haworth, Walter M. Simonds, Robert Priestley (Marty)
Hal Pereira, Tambi Larsen, Sam Comer, Arthur Krams (A Rosa Tatuada)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Irene Sharaff (Eles e Elas)
– Helen Rose (Melodia Interrompida)
Charles Le Maire (Suplício de uma Saudade)
– Edith Head (Ladrão de Casaca)
– Charles Le Maire, Mary Wills (A Rainha Tirana)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
Helen Rose (Eu Chorarei Amanhã)
– Beatrice Dawson (The Pickwick Papers)
– Jean Louis (Os Amores Secretos de Eva)
– Edith Head (A Rosa Tatuada)
– Tadaoto Kainosho (Contos da Lua Vaga)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Max Steiner (Qual Será Nosso Amanhã)
Alfred Newman (Suplício de uma Saudade)
– Elmer Bernstein (O Homem do Braço de Ouro)
– George Duning (Férias de Amor)
– Alex North (A Rosa Tatuada)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Alfred Newman (Papai Pernilongo)
– Jay Blackton, Cyril J. Mockridge (Eles e Elas)
– André Previn (Dançando nas Nuvens)
– Percy Faith, George Stoll (Ama-me ou Esquece-me)
Robert Russell Bennett, Jay Blackton, Adolph Deutsch (Oklahoma!)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “I’ll Never Stop Loving You”, de Nicholas Brodszky, Sammy Cahn (Ama-me ou Esquece-me)
– “Something’s Gotta Give”, de Johnny Mercer (Papai Pernilongo)
“Love is a Many-Splendored Thing”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Suplício de uma Saudade)
– “(Love is) The Tender Trap”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Armadilha Amorosa)
– “Unchained Melody”, de Alex North, Hy Zaret (Fuga Desesperada)

MELHOR SOM
– Carlton W. Faulkner (Suplício de uma Saudade)
– Wesley C. Miller (Ama-me ou Esquece-me)
– William A. Mueller (Mister Roberts)
– Watson Jones (Não Serás um Estranho)
Fred Hynes (Oklahoma!)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
– Labaredas do Inferno
As Pontes de Toko-Ri
– As Chuvas de Ranchipur

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
– The Battle of Gettysburg, de Dore Schary
The Face of Lincoln, de Wilbur T. Blume
– On the Twelfth Day…, de George K. Arthur
– Switzerland, de Walt Disney
– 24 Hour Alert, de Cedric Francis

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– Gadgets Galore, de Robert Youngson
– 3rd Ave. El, de Carson Davidson
Survival City, de Edmund Reek
– Three Kisses, de Justin Herman

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Good Will to Men, de Fred Quimby, William Hanna, Joseph Barbera
– A Lenda do Pico da Canção de Ninar, de Walter Lantz
– No Hunting, de Walt Disney
Speedy Gonzalez, de Edward Selzer

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– The Battle of Gettusburg, de Dore Schary
– The Face of Lincoln, de Wilbur T. Blume
Men Against the Arctic, de Walt Disney

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Crèvecoeur, de René Risacher
The Unconquered, de Nancy Hamilton

OSCAR HONORÁRIO
• Miyamoto Musashi (Miyamoto Musashi), de Hiroshi Inagaki (Japão)

THE 27th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1955

30 de Março de 1955

Sindicato de Ladrões (On the Waterfront), de Elia Kazan: 8 Oscars

Sindicato de Ladrões (On the Waterfront), de Elia Kazan: 8 Oscars (photo by impawards.com)

MELHOR FILME
– A Nave da Revolta (The Caine Mutiny)
Produtor: Stanley Kramer
– Amar é Sofrer (The Country Girl)
Produtor: William Perlberg
• Sindicato de Ladrões (On the Waterfront)
Produtor: Sam Spiegel
– Sete Noivas Para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers)
Produtor: Jack Cummings
– A Fonte dos Desejos (Three Coins on the Fountain)
Produtor: Sol C. Siegel


Bob Hope introduz o produtor Buddy Adler para apresentar o Oscar de Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Alfred Hitchcock (Janela Indiscreta)
• Elia Kazan (Sindicato de Ladrões)
– George Seaton (Amar é Sofrer)
– William A. Wellman (Um Fio de Esperança)
– Billy Wilder (Sabrina)


Marlon Brando e Thelma Ritter entregam o Oscar de Direção para Kazan

MELHOR ATOR
– Humphrey Bogart (A Nave da Revolta)
• Marlon Brando (Sindicato de Ladrões)
– Bing Crosby (Amar é Sofrer)
– James Mason (Nasce uma Estrela)
– Dan O’Herlihy (Aventuras de Robinson Crusoé)


Bette Davis, com seu chapéu chocolate Kiss, apresenta o Oscar de Ator para Marlon Brando

MELHOR ATRIZ
– Dorothy Dandridge (Carmen Jones) – Tornou-se a primeira negra a ser indicada para Melhor Atriz
– Judy Garland (Nasce uma Estrela) – Não esteve presente na cerimônia, pois estava dando luz a seu terceiro filho
– Audrey Hepburn (Sabrina)
• Grace Kelly (Amar é Sofrer)
– Jane Wyman (Sublime Obsessão)


William Holden apresenta o Oscar para Grace Kelly. Logo após o anúncio, a equipe de filmagem abandonou Judy Garland no hospital. Uma lástima.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Lee J. Cobb (Sindicato de Ladrões)
– Karl Malden (Sindicato de Ladrões)
• Edmond O’Brien (A Condessa Descalça)
– Rod Steiger (Sindicato de Ladrões)
– Tom Tully (A Nave da Revolta)


Vencedora no ano anterior, Donna Reed, apresenta o Oscar de coadjuvante para Edmond O’Brien

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Nina Foch (Um Homem e Dez Destinos)
– Katy Jurado (Lança Partida)
• Eva Marie Saint (Sindicato de Ladrões)
– Jan Sterling (Um Fio de Esperança)
– Claire Trevor (Um Fio de Esperança)


Frank Sinatra concede a honra para a grávidíssima Eva Marie Saint: “I may have the baby right here!”

MELHOR ROTEIRO
– Stanley Roberts (A Nave da Revolta)
• George Seaton (Amar é Sofrer)
– John Michael Hayes (Janela Indiscreta)
– Billy Wilder, Samuel A. Taylor, Ernest Lehman (Sabrina)
– Albert Hackett, Frances Goodrich, Dorothy Kingsley (Sete Noivas Para Sete Irmãos)

MELHOR HISTÓRIA
• Phillip Yordan (Lança Partida)
– Ettore Maria Margadonna (Pão, Amor e Fantasia)
– François Boyer (Brinquedo Proibido)
– Jed Harris, Tom Reed (A Sombra da Noite)
– Lamar Trotti (O Mundo da Fantasia)

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Joseph L. Mankiewicz (A Condessa Descalça)
– William Rose (Genevieve)
– Valentine Davies, Oscar Brodney (Música e Lágrimas)
• Budd Schulberg (Sindicato de Ladrões)
– Norman Panama, Melvin Frank (Cabeça de Pau)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Leon Shamroy (O Egípcio)
– Robert Burks (Janela Indiscreta)
– George J. Folsey (Sete Noivas Para Sete Irmãos)
– William V. Skall (O Cálice Sagrado)
• Milton R. Krasner (A Fonte dos Desejos)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– John F. Warren (Amar é Sofrer)
– George J. Folsey (Um Homem e Dez Destinos)
– John F. Seitz (Pecado e Redenção)
• Boris Kaufman (Sindicato de Ladrões)
– Charles Lang (Sabrina)

MELHOR MONTAGEM
– William A. Lyon, Henry Batista (A Nave da Revolta)
– Ralph Dawson (Um Fio de Esperança)
• Gene Milford (Sindicato de Ladrões)
– Ralph E. Winters (Sete Noivas Para Sete Irmãos)
– Elmo Williams (20.000 Léguas Submarinas)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Cedric Gibbons, E. Preston Ames, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason (A Lenda dos Beijos Proibidos)
– Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Walter M. Scott, Paul S. Fox (Désirée)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Ray Moyer (Ligas Encarnadas)
– Malcolm C. Bert, Gene Allen, Irene Sharaff, George James Hopkins (Nasce uma Estrela)
• John Meehan, Emile Kuri (20.000 Léguas Submarinas)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Grace Gregory (Amar é Sofrer)
– Cedric Gibbons, Edward C. Carfagno, Edwin B. Willis, Emile Kuri (Um Homem e Dez Destinos)
• Richard Day (Sindicato de Ladrões)
– Max Ophuls (O Prazer)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Ray Moyer (Sabrina)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Irene Sharaff (A Lenda dos Beijos Perdidos)
– Charles Le Maire, René Hubert (Désirée)
– Jean Louis, Mary Ann Nyberg, Irene Sharaff (Nasce uma Estrela)
– Charles Le Maire, Travilla, Miles White (O Mundo da Fantasia)
• Mitsuzô Wada (Portal do Inferno)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Georges Annenkov, Rosine Delamare (Desejos Proibidos)
– Helen Rose (Um Homem e Dez Destinos)
– Christian Dior (Quando a Mulher Erra)
– Jean Louis (Demônio de Mulher)
• Edith Head (Sabrina)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Max Steiner (A Nave da Revolta)
– Larry Adler (Genevieve)
• Dimitri Tiomkin (Um Fio de Esperança)
– Leonard Bernstein (Sindicato de Ladrões)
– Franz Waxman (O Cálice Sagrado)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Herschel Burke Gilbert (Carmen Jones)
– Joseph Gershenson, Henry Mancini (Música e Lágrimas)
– Ray Heindorf (Nasce uma Estrela)
– Alfred Newman, Lionel Newman (O Munda da Fantasia)
• Adolph Deutsch, Saul Chaplin (Sete Noivas Para Sete Irmãos)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “Count Your Blessings Instead of Sheep”, de Irving Berlin (Natal Branco)
– “The High and the Mighty”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (Um Fio de Esperança)
– “Hold My Hand”, de Jack Lawrence, Richard Myers (Romance de Minha Vida)
– “The Man that Got Away”, de Harold Arlen, Ira Gershwin (Nasce uma Estrela)
• “Three Coins in the Fountain”, de Jule Styne, Sammy Cahn (A Fonte dos Desejos)

MELHOR SOM
– Wesley C. Miller (A Lenda dos Beijos Perdidos)
– John P. Livadary (A Nave da Revolta)
• Leslie I. Carey (Música e Lágrimas)
– Loren L. Ryder (Janela Indiscreta)
– John Aalberg (Romance de Minha Vida)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
– Tormenta Sob os Mares
– O Mundo em Perigo
• 20.000 Léguas Submarinas

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
– Beauty and the Bull, de Cedric Francis
– Jet Carrier, de Otto Lang
– Siam, de Walt Disney
• A Time Out of War, de Denis Sanders, Terry Sanders

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– The First Piano Quartette, de Otto Lang
• This Mechanical Age, de Robert Youngson
– Strauss Fantasy, de Johnny Green

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Misturada Louca, de Walter Lantz
– Pigs is Pigs, de Walt Disney
– Sandy Claws, de Edward Selzer
– Touché, Pussy Cat!, dee Fred Quimby
• When Magoo Flew, de Stephen Bosustow

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Jet Carrier, de Otto Lang
– Rembrandt: A Self-Portrait, de Morrie Roizman
• Thurday’s Children

MELHOR DOCUMENTÁRIO
• A Planície Imensa, de Walt Disney
– The Stratford Adventure, de Guy Glover

HONORARY OSCAR
• Greta Garbo
• Dannye Kaye
• Jon Whiteley (Os Raptores)
• Vincent Whiteley (Os Raptores)

• Portal do Inferno (Jigokumon), de Teinosuke Kinugasa (Japão)

THE 26th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1954

25 de Março de 1954

A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity), de Fred Zinnemann: 8 Oscars

A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity), de Fred Zinnemann: 8 Oscars

MELHOR FILME
• A Um Passo da Eternidade (From Here to Eternity)
Produtor: Buddy Adler
– Júlio César (Julius Caesar)
Produtor: John Houseman
– O Manto Sagrado (The Robe)
Produtor: Frank Ross
– A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday)
Produtor: William Wyler
– Os Brutos Também Amam (Shane)
Produtor: George Stevens

MELHOR DIRETOR
– George Stevens (Os Brutos Também Amam)
– Charles Walters (Lili)
– Billy Wilder (O Inferno Nº 17)
– William Wyler (A Princesa e o Plebeu)
• Fred Zinnemann (A Um Passo da Eternidade)

MELHOR ATOR
– Marlon Brando (Júlio César)
– Richard Burton (O Manto Sagrado)
– Montgomery Clift (A Um Passo da Eternidade)
• William Holden (O Inferno Nº 17)
– Burt Lancaster (A Um Passo da Eternidade)


Shirley Booth apresenta o Oscar para William Holden com uma encenação num camarim com Donald O’Connor

MELHOR ATRIZ
– Leslie Caron (Lili)
– Ava Gardner (Mogambo)
• Audrey Hepburn (A Princesa e o Plebeu)
– Deborah Kerr (A Um Passo da Eternidade)
– Maggie McNamara (Ingênua Até Certo Ponto)


Direto do México, Gary Cooper apresenta o Oscar para Audrey Hepburn, que estava em Nova York

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Eddie Albert (A Princesa e o Plebeu)
– Brandon De Wilde (Os Brutos Também Amam)
– Jack Palance (Os Brutos Também Amam)
• Frank Sinatra (A Um Passo da Eternidade)
– Robert Strauss (O Inferno Nº 17)


Mercedes McCambridge concede o Oscar para Sinatra, que tem sua carreira ressuscitada logo depois

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Grace Kelly (Mogambo)
– Geraldine Page (Caminhos Ásperos)
– Marjorie Rambeau (Se Eu Soubesse Amar)
• Donna Reed (A Um Passo da Eternidade)
– Thelma Ritter (Anjo do Mal)


Vencedor de 3 Oscars de Coadjuvante, Walter Brennan apresenta o Oscar para Donna Reed

MELHOR ROTEIRO
– Eric Ambler (Mar Cruel)
• Daniel Taradash (A Um Passo da Eternidade)
– Helen Deutsch (Lili)
– Ian McLellan, John Dighton (A Princesa e o Plebeu)
– A.B. Guthrie Jr. (Os Brutos Também Amam)

MELHOR HISTÓRIA
– Beirne Lay Jr. (Seu Nome e Sua Honra)
– Alec Coppel (As Chaves do Paraíso)
– Louis L’Amour (Caminhos Ásperos) – A indicação foi cancelada quando descobriram que o filme era baseado numa história existente.
– Ray Ashley, Morris Engel, Ruth Orkin (O Pequeno Fugitivo)
• Dalton Trumbo (A Princesa e o Plebeu) – Originalmente, o crédito pertenceu a Ian McLellan Hunter, que recebeu por Dalton Trumbo numa época conturbada pela caça às bruxas. A Academia o premiou postumamente em 1993 através de sua esposa.

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Betty Comden, Adolph Green (A Roda da Fortuna)
– Richard Murphy (Ratos do Deserto)
– Sam Rolfe, Harold Jack Bloom (O Preço de um Homem)
– Millard Kaufman (Dá-me Tua Mão)
• Charles Brackett, Walter Reisch, Richard L. Breen (Náufragos do Titanic)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– George J. Folsey (Todos os Irmãos Eram Valentes)
– Edward Cronjager (Rochedos da Morte)
– Robert H. Planck (Lili)
– Leon Shamroy (O Manto Sagrado)
Loyal Griggs (Os Brutos Também Amam)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Hal Mohr (The Four Poster)
• Burnett Guffey (A Um Passo da Eternidade)
– Joseph Ruttenberg (Júlio César)
– Joseph C. Brun (Martim Lutero)
– Franz Planer, Herni Alekan (A Princesa e o Plebeu)

MELHOR MONTAGEM
– Cotton Warburton (Crazylegs)
– Otto Ludwig (Ingênua Até Certo Ponto)
• William A. Lyon (A Um Passo da Eternidade)
– Robert Swink (A Princesa e o Plebeu)
– Everett Douglas (A Guerra dos Mundos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Alfred Junge, Hans Peters, John Jarvis (Os Cavaleiros da Távola Redonda)
– Cedric Gibbons, Paul Groesse, Edwin B. Willis, Arthur Krams (Lili)
• Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Walter M. Scott, Paul S. Fox (O Manto Sagrado)
– Cedric Gibbons, E. Preston Ames, Edward C. Carfagno, Gabriel Scognamillo, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason, Arthur Krams, Jack D. Moore (A História de Três Amores)
– Cedric Gibbons, Urie McCleary, Edwin B. Willis, Jack D. Moore (A Rainha Virgem)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Paul S. Fox (O Destino Me Persegue)
• Cedric Gibbons, Edward C. Carfagno, Edwin B. Willis, Hugh Hunt (Júlio César)
– Fritz Maurischat, Paul Markwitz (Martim Lutero)
– Lyle R. Wheeler, Maurice Ransford, Stuart A. Reiss (Náufragos do Titanic)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler (A Princesa e o Plebeu)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Charles Le Maire, Travilla (Como Agarrar um Milionário)
– Mary Ann Nyberg (A Roda da Fortuna)
– Irene Sharaff (Sua Excelência, a Embaixatriz)
• Charles Le Maire, Emile Santiago (O Manto Sagrado)
– Walter Plunkett (A Rainha Virgem)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Jean Louis (A Um Passo da Eternidade)
– Charles Le Maire, Renié (O Destino Me Persegue)
– Walter Plunkett (Papai Não Quer)
• Edith Head (A Princesa e o Plebeu)
– Helen Rose, Herschel McCoy (Quem é Meu Amor?)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Hugo Friedhofer (Seu Nome e Sua Honra)
– Morris Stoloff, George Duning (A Um Passo da Eternidade)
– Miklós Rózsa (Júlio César)
• Bronislau Kaper (Lili)
– Louis Forbes (This is Cinerama)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Adolph Deutsch (A Roda da Fortuna)
– Ray Heindorf (Ardida Como Pimenta)
– Friedrich Hollaender, Morris Stoloff (Os 5.000 Dedos do Dr. T)
– André Previn, Saul Chaplin (Dá-me um Beijo)
• Alfred Newman (Sua Excelência, a Embaixatriz)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “The Moon is Blue”, de Herschel Burke Gilbert , Sylvia Fine (Ingênua Até Certo Ponto)
– “My Flaming Heart”, de Nicholas Brodszky, Leo Robin (Senhorita Inocência)
– “Sadie Thompson’s Song (Blue Pacific Blues)”, de Lester Lee, Ned Washington (A Mulher de Satã)
– “That’s Amore”, de Harry Warren, Jack Brooks (Sofrendo da Bola)
• “Secret Love”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Ardida Como Pimenta)

MELHOR SOM
• John P. Livadary (A Um Passo da Eternidade)
– William A. Mueller (Ardida Como Pimenta)
– Leslie I. Carey (O Aventureiro do Mississippi)
– A.W. Watkins (Os Cavaleiros da Távola Redonda)
– Loren L. Ryder (A Guerra dos Mundos)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
A Guerra dos Mundos

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
– Ben e Eu, de Walt Disney
• Bear Country, de Walt Disney
– Return to Glennascaul
– Vesuvius Express, de Otto Lang
– Wnter Paradise, de Cedric Francis

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– Christ Among the Primitives, de Vincenzo Lucci-Chiarissi
– Herring Hunt
– Joy of Living, de Boris Vermont
• Overture to the Merry Wives of Windsor, de Johnny Green
– Wee Water Wonders, de Jack Eaton

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Christopher Crumpet, de Stephen Bosustow
– From A to Z-Z-Z-Z, de Edward Selzer
– Rugged Bear, de Walt Disney
– O Coração Delator, de Stephen Bosustow
• Toot Whistle Plunk and Boom, de Walt Disney

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
• The Alaskan Eskimo, de Walt Disney
– The Living City, de John Barnes
– Operation Blue Jay
– They Planted a Stone, de James Carr
– The Word, de John Healy, John Adams

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– A Conquista do Everest, de John Taylor, Leon Clore, Grahame Tharp
• O Drama do Deserto, de Walt Disney
– A Queen is Crowned, de Castleton Knight

OSCAR HONORÁRIO
• Pete Smith
• Joseph I. Breen

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• George Stevens

THE 25th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1953

19 de Março de 1953

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth), de Cecil B. DeMille: 2 OSCARS

O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth), de Cecil B. DeMille: 2 OSCARS

MELHOR FILME
– Ivanhoé, o Vingador do Rei (Ivanhoe)
Produtor: Pandro S. Berman
– Matar ou Morrer (High Noon)
Produtor: Stanley Kramer
• O Maior Espetáculo da Terra (The Greatest Show on Earth)
Produtor: Cecil B. DeMille
– Moulin Rouge (Moulin Rouge)
Produtor: John Huston
– Depois do Vendaval (The Quiet Man)
Produtores: John Ford, Merian C. Cooper


Uma lenda de Hollywood, Mary Pickford, apresenta o Oscar para Cecil B. DeMille

MELHOR DIRETOR
– Cecil B. DeMille (O Maior Espetáculo da Terra)
• John Ford (Depois do Vendaval)
– John Huston (Moulin Rouge)
– Joseph L. Mankiewicz (Cinco Dedos)
– Fred Zinnemann (Matar ou Morrer)


John Wayne aceita o Oscar por John Ford, concedido por Olivia de Havilland

MELHOR ATOR
– Marlon Brando (Viva Zapata!)
• Gary Cooper (Matar ou Morrer)
– Gary Cooper não estava presente na cerimônia. John Wayne aceitou o prêmio em seu nome
– Kirk Douglas (Assim Estava Escrito)
– José Ferrer (Moulin Rouge)
– Alec Guinness (O Mistério da Torre)


John Wayne aceita outro Oscar, mas desta vez por Gary Cooper

MELHOR ATRIZ
• Shirley Booth (A Cruz da Minha Vida)
– Joan Crawford (Precipícios d’Alma)
– Bette Davis (Lágrimas Amargas)
– Julie Harris (The Member of the Wedding)
– Susan Hayward (Meu Coração Canta)


Ronald Colman apresenta Melhor Atriz para Shirley Booth, provavelmente a única indicada presente

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Richard Burton (Eu te Matarei, Querida!)
– Arthur Hunnicutt (O Rio da Aventura)
– Victor McLaglen (Depois do Vendaval)
– Jack Palance (Precipícios d’Alma)
• Anthony Quinn (Viva Zapata!) – Anthony Quinn não estava presente na cerimônia. Sua esposa Katherine DeMille aceitou o prêmio em seu nome


Greer Garson entrega o prêmio para Katherine DeMille, esposa de Quinn

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Gloria Grahame (Assim Estava Escrito)
– Jean Hagen (Cantando na Chuva)
– Colette Marchand (Moulin Rouge)
– Terry Moore (A Cruz da Minha Vida)
– Thelma Ritter (Meu Coração Canta)


O eterno Papai Noel, Edmund Gwenn, entrega o Oscar para Gloria Grahame

MELHOR ROTEIRO
Charles Schnee (Assim Estava Escrito)
– Michael Wilson (Cinco Dedos)
– Carl Foreman (Matar ou Morrer)
– Roger MacDougall, John Dighton, Alexander Mackendrick (O Homem do Terno Branco)
– Frank S. Nugent (Depois do Vendaval)

MELHOR HISTÓRIA
– Leo McCarey (Não Desonres o teu Sangue)
– Martin Goldsmith, Jack Leonard (Rumo ao Inferno)
Fredric M. Frank, Theodore St. John, Frank Cavett (O Maior Espetáculo da Terra)
– Guy Trosper (The Pride of St. Louis)
– Edna Anhalt, Edward Anhalt (Volúpia de Matar)

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Sydney Boehm (A Cidade Atômica)
– Terence Rattigan (Sem Barreira no Céu)
T.E.B. Clarke (O Mistério da Torre)
– Ruth Gordon, Garson Kanin (A Mulher Absoluta)
– John Steinbeck (Viva Zapata!)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Harry Stradling Sr. (Hans Christian Andersen)
– Freddie Young (Ivanhoé, o Vingador do Rei)
– George J. Folsey (A Rainha do Mar)
Winton C. Hoch, Archie Stout (Depois do Vendaval)
– Leon Shamroy (As Neves do Kilimanjaro)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
Robert Surtees (Assim Estava Escrito)
– Russell Harlan (O Rio da Aventura)
– Joseph LaShelle (Eu te Matarei, Querida!)
– Virgil Miller (Navajo)
– Charles Lang (Precipícios d’Alma)

MELHOR MONTAGEM
– Warren Low (A Cruz da Minha Vida)
– William Austin (Flat Top)
– Anne Bauchens (O Maior Espetáculo da Terra)
Elmo Williams, Harry W. Gerstad (Matar ou Morrer)
– Ralph Kemplen (Moulin Rouge)


O diretor Frank Capra apresenta o Oscar de montagem para Matar ou Morrer

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Richard Day, Antoni Clave, Howard Bristol (Hans Christian Andersen)
– Cedric Gibbons, Paul Groesse, Edwin B. Willis, Arthur Krams (A Viúva Alegre)
Paul Sheriff, Marcel Vertès (Moulin Rouge)
– Frank Hotaling, John McCarthy Jr., Charles S. Thompson (Depois do Vendaval)
– Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Thomas Little, Paul S. Fox (As Neves do Kilimanjaro)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
• Cedric Gibbons, Edward C. Carfagno, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason (Assim Estava Escrito)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Emile Kuri (Perdição de Amor)
– Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Walter M. Scott (Eu te Matarei, Querida!)
– Takashi Matsuyama, H. Motsumoto (Rashomon)
– Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Thomas Little, Claude E. Carpenter (Viva Zapata!)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Edith Head, Dorothy Jeakins, Miles White (O Maior Espetáculo da Terra)
– Antoni Clave, Mary Wills, Barbara Karinska (Hans Christian Andersen)
– Helen Rose, Gile Steele (A Viúva Alegre)
Marcel Vertès (Moulin Rouge)
– Charles Le Maire (Meu Coração Canta)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Jean Louis (Uma Viúva em Trinidad)
Helen Rose (Assim Estava Escrito)
– Edith Head (Perdição por Amor)
– Charles Le Maire, Dorothy Jeakins (Eu te Matarei, Querida!)
– Shiela O’Brien (Precipícios d’Alma)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Miklós Rózsa (Ivanhoé, o Vingador do Rei)
– Max Steiner (A Virgem de Fátima)
Dimitri Tiomkin (Matar ou Morrer)
– Herschel Burke Gilbert (O Ladrão Silencioso)
– Alex North (Viva Zapata!)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Walter Scharf (Hans Christian Andersen)
– Ray Heindorf, Max Steiner (O Cantor de Jazz)
– Gian Carlo Menotti (The Medium)
Alfred Newman (Meu Coração Canta)
– Lennie Hayton (Cantando na Chuva)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “Am I in Love”, de Jack Brooks (O Filho do Treme-Treme)
– “Because You’re Mine”, de Nicholas Brodszky, Sammy Cahn (Tu és Minha Paixão)
“High Noon (Do Not Forsake me, Oh My Darlin’)”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (Matar ou Morrer)
– “Thumbelina”, de Frank Loesser (Hans Christian Andersen)
– “Zing a Little Zong”, de Harry Warren, Leo Robin (Filhos Esquecidos)

MELHOR SOM
– Gordon Sawyer (Hans Christian Andersen)
– Às Voltas com Três Mulheres
– Daniel J. Bloomberg (Depois do Vendaval)
– Thomas T. Moulton (Meu Coração Canta)
Sem Barreira no Céu

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
• O Veleiro da Aventura

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
– Bridge of Time
– Devil Take Us, de Herbert Morgan
– Thar She Blows!, de Gordon Hollingshead
 Water Birds, de Walt Disney

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– Athletes of the Saddle, de Jack Eaton
– Desert Killer, de Gordon Hollingshead
Light in the Window, de Boris Vermont
– Neighbours, de Norman McLaren
– Royal Scotland

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Johann Mouse, de Fred Quimby
– Little Johnny Jet, de Fred Quimby
– Madeline, de Stephen Bosustow
– Pink and Blue Blues, de Stephen Bosustow
– The Romance of Transportation in Canada, de Tom Daly

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Devil Take Us, de Herbert Morgan
– Epeira Diadema, de Alberto Ancilotto
– Man Alive!, de Stephen Bosustow
Neighbours, de Norman McLaren

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Hoaxters, de Dore Schary
O Mar que nos Cerca, de Irwin Allen
– Navajo, de Hall Bartlett

OSCAR HONORÁRIO
• Harold Lloyd
• Bob Hope
• Merian C. Cooper
• George Alfred Mitchell
• Joseph M. Schenck
• Brinquedo Proibido (Jeux Interdits), de René Clément (França)


O presidente da Academia, Charles Brackett, rasga elogios a Harold Lloyd antes de lhe entregar o prêmio honorário


O presidente da Academia, Charles Brackett, introduz Luise Rainer que apresenta o Oscar especial para Jacques Bergerac

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Cecil B. DeMille

THE 24th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1952

20 de Março de 1952

Sinfonia de Paris (An American in Paris), de Vincente Minnelli: 6 OSCARS

Sinfonia de Paris (An American in Paris), de Vincente Minnelli: 6 OSCARS

MELHOR FILME
• Sinfonia de Paris (An American in Paris)
Produtor: Arthur Freed
– Decisão Antes do Amanhecer (Decision Before Dawn)
Produtores: Anatole Litvak, Frank McCarthy
– Um Lugar ao Sol (A Place in the Sun)
Produtores: George Stevens
– Quo Vadis (Quo Vadis)
Produtor: Sam Zimbalist
– Uma Rua Chamada Pecado (A Streetcar Named Desire)
Produtor: Charles K. Feldman


Jesse L. Lasky apresenta o Melhor Filme do ano

MELHOR DIRETOR
– John Huston (Uma Aventura na África)
– Elia Kazan (Uma Rua Chamada Pecado)
– Vincente Minnelli (Sinfonia de Paris)
• George Stevens (Um Lugar ao Sol)
– William Wyler (Chaga de Fogo)


Joseph L. Mankiewicz premia o grande trabalho de George Stevens

MELHOR ATOR
• Humphrey Bogart (Uma Aventura na África)
– Marlon Brando (Uma Rua Chamada Pecado)
– Montgomery Clift (Um Lugar ao Sol)
– Arthur Kennedy (Só Resta a Lembrança)
– Fredric March (A Morte do Caixeiro Viajante)


Greer Garson entrega a estatueta a Humphrey Bogart

MELHOR ATRIZ
– Katharine Hepburn (Uma Aventura na África)
• Vivien Leigh (Uma Rua Chamada Pecado) – Vivien Leigh não estava presente na cerimônia. Greer Garson aceitou o prêmio em seu nome
– Eleanor Parker (Chaga de Fogo)
– Shelley Winters (Um Lugar ao Sol)
– Jane Wyman (Ainda Há Sol em Minha Vida)


Ronald Colman interage com o host Danny Kaye antes de entregar a estatueta a Greer Garson, que aceitou por Vivien Leigh. Felizmente, desta vez, ela só levou 10 segundos.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Leo Genn (Quo Vadis)
• Karl Malden (Uma Rua Chamada Pecado)
– Kevin McCarthy (A Morte do Caixeiro Viajante)
– Peter Ustinov (Quo Vadis)
– Gig Young (Degradação Humana)


Claire Trevor apresenta o Oscar para Karl Malden, que dá um discurso sucinto

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Joan Blondell (Ainda Há Sol em Minha Vida)
– Mildred Dunnock (A Morte do Caixeiro Viajante)
– Lee Grant (Chaga de Fogo)
• Kim Hunter (Uma Rua Chamada Pecado) – Kim Hunter não estava presente na cerimônia. Bette Davis aceitou o prêmio em seu nome.
– Thelma Ritter (O Quarto Mandamento)


Vencedor no ano anterior, George Sanders anuncia Kim Hunter. Bette Davis agradece com humor.

MELHOR ROTEIRO
– James Agee, John Huston (Uma Aventura na África)
– Philip Yordan, Robert Wyler (Chaga de Fogo)
– Jacques Natanson, Max Ophüls (Conflitos de Amor)
• Michael Wilson, Harry Brown (Um Lugar ao Sol)
– Tennessee Williams (Uma Rua Chamada Pecado)

MELHOR HISTÓRIA
– Budd Boetticher, Ray Nazarro (Paixão de Toureiro)
– Oscar Millard (Homens Rãs)
– Robert Riskin, Liam O’Brien (Órfãos da Tempestade)
– Alfred Hayes, Stewart Stern (Teresa)
• Paul Dehn, James Bernard (Ultimatum)

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Billy Wilder, Lesser Samuels, Walter Newman (A Montanha dos Sete Abutres)
• Alan Jay Lerner (Sinfonia de Paris)
– Philip Dunne (David e Betsabá)
– Robert Pirosh (Todos São Valentes)
– Clarence Greene, Russell Rouse (O Poço da Angústia)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
• Alfred Gilks, John Alton (Sinfonia de Paris)
– Leon Shamroy (David e Betsabá)
– Robert Surtees, William V. Skall (Quo Vadis)
– Charles Rosher (O Barco das Ilusões)
– John F. Seitz, W. Howard Greene (O Fim do Mundo)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Franz Planer (A Morte do Caixeiro Viajante)
– Norbert Brodine (Homens Rãs)
• William C. Mellor (Um Lugar ao Sol)
– Robert Burks (Pacto Sinistro)
– Harry Stradling Sr. (Uma Rua Chamada Pecado)

MELHOR MONTAGEM
– Adrienne Fazan (Sinfonia de Paris)
– Dorothy Spencer (Decisão Antes do Amanhecer)
• William Hornbeck (Um Lugar ao Sol)
– Ralph E. Winters (Quo Vadis)
– Chester W. Schaeffer (O Poço da Angústia)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
• Cedric Gibbons, E. Preston Ames, Edwin B. Willis, F. Keogh Gleason (Sinfonia de Paris)
– Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Thomas Little, Paul S. Fox (David e Betsabá)
– Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Joseph C. Wright, Thomas Little, Walter M. Scott (Escândalos na Riviera)
– William A. Horning, Cedric Gibbons, Edward C. Carfagno, Hugh Hunt (Quo Vadis)
– Hein Heckroth (Contos de Hoffmann)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Thomas Little, Fred J. Rode (Horas Intermináveis)
– Lyle R. Wheeler, John DeCuir, Thomas Little, Paul S. Fox (Terível Suspeita)
– Jean d’Eaubonne (Conflitos de Amor)
– Cedric Gibbons, Paul Groesse, Edwin B. Willis, Jack D. Moore (Cedo Para Beijar)
• Richard Day, George James Hopkins (Uma Rua Chamada Pecado)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
• Orry-Kelly, Walter Plunkett, Irene Sharaff (Sinfonia de Paris)
– Charles Le Maire, Edward Stevenson (David e Betsabá)
– Helen Rose, Gile Steele (O Grande Caruso)
– Herschel McCoy (Quo Vadis)
– Hein Heckroth (Contos de Hoffmann)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
– Walter Plunkett, Gile Steele (Bondade Fatal)
– Charles Le Maire, Renié (The Model and the Marriage Broker)
– Edward Stevenson, Margaret Furse (O Garoto e a Rainha)
• Edith Head (Um Lugar ao Sol)
– Lucinda Ballard (Uma Rua Chamada Pecado)


Zsa Zsa Gabor apresenta os dois prêmios de figurino

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Alfred Newman (David e Betsabá)
– Alex North (A Morte do Caixeiro Viajante)
• Franz Waxman (Um Lugar ao Sol)
– Miklós Rózsa (Quo Vadis)
– Alex North (Uma Rua Chamada Pecado)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– Oliver Wallace (Alice no País das Maravilhas)
• Johnny Green, Saul Chaplin (Sinfonia de Paris)
– Peter Herman Adler, Johnny Green (O Grande Caruso)
– Alfred Newman (Escândalos na Riviera)
– Adolph Deutsch, Conrad Salinger (O Barco das Ilusões)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “A Kiss to Build a Dream on”, de Bert Kalmar, Harry Ruby, Oscar Hammerstein II (Amei e Errei)
“In the Cool, Cool, Cool of the Evening”, de Hoagy Carmichael, Johnny Mercer (Órfãos da Tempestade)
– “Never”, de Lionel Newman, Eliot Daniel (A Vênus de Ouro)
– “Too Late Now”, de Burton Lane, Alan Jay Lerner (Núpcias Reais)
– “Wonder Why”, de Nicholas  Brodszky, Sammy Cahn (Rica, Bonita e Solteira)

MELHOR SOM
– Leslie I. Carey (Só Resta a Lembrança)
• Douglas Shearer (O Grande Caruso)
– Gordon Sawyer (Não Quero Dizer-te Adeus)
– Nathan Levinson (Uma Rua Chamada Pecado)
– John Aalberg (Vinho, Mulheres e Música)

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
• O Fim do Mundo


Sally Forrest apresenta prêmio especial para os efeitos de O Fim do Mundo, uma vez que não houve competição este ano.

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
– Balzac
– Danger Under the Sea, de Tom Mead
• Nature’s Half Acre, de Walt Disney

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– Ridin’ the Rails, de Jack Eaton
– The Story of Time, de Robert G. Leffingwell
• World of Kids, de Robert Youngson

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Cordeiro, o Leão Medroso, de Walt Disney
– Rooty Toot Toot, de Stephen Bosustow
• The Two Mouseketeers, de Fred Quimby


Danny Kaye introduz a estrela de TV Lucille Ball, que apresenta três Oscars numa tacada só.

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
• Benjy, de Fred Zinnemann
– One Who Came Back, de Owen Crump
– The Seeing Eye, de Gordon Hollingshead

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Fui Comunista para o F.B.I., de Bryan Foy
• Kon-Tiki, de Thor Heyerdahl

OSCAR HONORÁRIO
• Gene Kelly
• Rashomon (Rashomon), de Akira Kurosawa (Japão)


A bela Leslie Caron entrega o prêmio especial para o membro oficial do governo japonês Ken Yoshida

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Arthur Freed


Stanley Donen aceita por Gene Kelly, enquanto Arthur Freed recebe seu prêmio especial

THE 23rd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1951

29 de Março de 1951

A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Mankiewicz: 6 OSCARS

A Malvada (All About Eve), de Joseph L. Mankiewicz: 6 OSCARS

MELHOR FILME
• A Malvada (All About Eve)
– Nascida Ontem (Born Yesterday)
– O Papai da Noiva (Father of the Bride)
– As Minas do Rei Salomão (King Solomon’s Mines)
– Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd.)

MELHOR DIRETOR
– George Cukor (Nascida Ontem)
– John Huston (O Segredo das Jóias)
• Joseph L. Mankiewicz (A Malvada)
– Carol Reed (O Terceiro Homem)
– Billy Wilder (Crepúsculo dos Deuses)


Vencedor como Melhor Diretor em 1938 e 1945, Leo McCarey apresenta o Oscar para Joseph L. Mankiewicz

MELHOR ATOR
– Louis Calhern (Nobre Rebelde)
• José Ferrer (Cyrano de Bergerac)
– William Holden (Crepúsculo dos Deuses)
– James Stewart (Meu Amigo Harvey)
– Spencer Tracy (O Papai da Noiva)


Helen Hayes apresenta o prêmio para José Ferrer, que aceitou de Nova York.

Como Cyrano de Bergerac, José Ferrer faturou seu único Oscar (photo by acertaincinema.com)

Como Cyrano de Bergerac, José Ferrer faturou seu único Oscar (photo by acertaincinema.com)

MELHOR ATRIZ
– Anne Baxter (A Malvada)
– Bette Davis (A Malvada)
• Judy Holliday (Nascida Ontem) – Judy Holliday não estava presente na cerimônia. Ethel Barrymore aceitou o prêmio em seu nome.
– Eleanor Parker (À Margem da Vida)
– Gloria Swanson (Crepúsculo dos Deuses)


Broderick Crawford apresenta as indicadas e entrega para Ethel Barrymore

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Jeff Chandler (Flechas de Fogo)
– Edmund Gwenn (Senhor 880)
– Sam Jaffe (O Segredo das Jóias)
• George Sanders (A Malvada)
– Erich von Stroheim (Crepúsculo dos Deuses)


Vencedora no ano anterior, Mercedes McCambridge concede o Oscar para George Sanders

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Hope Emerson (À Margem da Vida)
– Celeste Holm (A Malvada)
• Josephine Hull (Meu Amigo Harvey)
– Nancy Olson (Crepúsculo dos Deuses)
– Thelma Ritter (A Malvada)


Dean Jagger anuncia Josephine Hull, que faz um discurso acalorado

MELHOR ROTEIRO
Joseph L. Mankiewicz (A Malvada)
– Ben Maddow, John Huston (O Segredo das Jóias)
– Albert Mannheimer (Nascida Ontem)
– Albert Maltz (Flechas de Fogo)
– Frances Goodrich, Albert Hackett (O Papai da Noiva)

MELHOR HISTÓRIA
– Giuseppe De Santis, Carlo Lizzani (Arroz Amargo)
– William Bowers, André De Toth (O Matador)
– Leonard Spigelgass (A Noite de 23 de Maio)
• Edna Anhalt, Edward Anhalt (Pânico nas Ruas)
– Sy Gomberg (When Willie Comes Marching Home)

MELHOR HISTÓRIA E ROTEIRO
– Ruth Gordon, Garson Kanin (A Costela de Adão)
– Virginia Kellogg, Bernard C. Schoenfeld (À Margem da Vida)
– Carl Foreman (Espíritos Indômitos)
– Joseph L. Mankiewicz, Lesser Samuels (O Ódio é Cego)
• Charles Brackett, Billy Wilder, D.M. Marshman Jr. (Crepúsculo dos Deuses)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Charles Rosher (Bonita e Valente)
– Ernest Palmer (Flechas de Fogo)
– Ernest Haller (O Gavião e a Flecha)
• Robert Surtees (As Minas do Rei Salomão)
– George Barnes (Sansão e Dalila)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO E BRANCO
– Milton R. Krasner (A Malvada)
– Harold Rosson (O Segredo das Jóias)
– Victor Milner (Almas em Fúria)
• Robert Krasker (O Terceiro Homem)
– John F. Seitz (Crepúsculo dos Deuses)

MELHOR MONTAGEM
– Barbara McLean (A Malvada)
– James E. Newcom (Bonita e Valente)
Ralph E. Winters, Conrad A. Nervig (As Minas do Rei Salomão)
– Arthur P. Schmidt, Doane Harrison (Crepúsculo dos Deuses)
– Oswald Hafenrichter (O Terceiro Homem)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Cedric Gibbons, Paul Groesse, Edwin B. WIllis, Richard Pefferle (Bonita e Valente)
– Ernst Fegté, George Sawley (Destino à Lua)
Hans Dreier, Walter H. Tyler, Sam Comer, Ray Moyer (Sansão e Dalila)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO E BRANCO
– Lyle R. Wheeler, George W. Davis, Thomas Little, Walter M. Scott (A Malvada)
– Cedric Gibbons, Hans Peters, Edwin B. Willis, Hugh Hunt (Danúbio Vermelho)
Hans Dreier, John Meehan, Sam Comer, Ray Moyer (Crepúsculo dos Deuses)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Michael Whittaker (A Rosa Negra)
– Walter Plunkett, Valles (A Glória de Amar)
Edith Head, Dorothy Jeakins, Elois Jenssen, Gile Steele, Gwen Wakeling (Sansão e Dalila)

MELHOR FIGURINO PRETO E BRANCO
Edith Head, Charles Le Maire (A Malvada)
– Jean Louis (Nascida Ontem)
– Walter Plunkett (Nobre Rebelde)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Alfred Newman (A Malvada)
– Max Steiner (O Gavião e a Flecha)
– George Duning (Destino Amargo)
– Victor Young (Sansão e Dalila)
Franz Waxman (Crepúsculo dos Deuses)

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
Adolph Deutsch, Roger Edens (Bonita e Valente)
– Oliver Wallace, Paul J. Smith (Cinderela)
– Lionel Newman (De Corpo e Alma)
– André Previn (Três Palavrinhas)
– Ray Heindorf (Conquistando West Point)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
– “Be My Love”, de Nicholas Brodszky, Sammy Cahn (Quando Eu Te Amei)
– “Bibbdi-Bobbdi-Boo”, de Mack David, Al Hoffman, Jerry Livingston (Cinderela)
“Mona Lisa”, de Ray Evans, Jay Livingston (Missão de Vingança)
– “Mule Train”, de Fred Glickman, Hy Heath, Johnny Lange (Audácia dos Fortes)
– “Wilhelmina”, de Josef Myrow, Mack Gordon (Noiva que Não Beija)


O host Fred Astaire introduz o colega de dança Gene Kelly, que apresenta os três Oscars musicais

MELHOR SOM
Thomas T. Moulton (A Malvada)
– C.O. Slyfield (Cinderela)
– Leslie I. Carey (Os Noivos de Mamãe)
– Gordon Sawyer (Vida de Minha Vida)
– Cyril Crowhurst (Três Destinos)


A graciosa Marylin Monroe apresenta o prêmio para o filme em que atuou, A Malvada

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Destino à Lua
– Sansão e Dalila

MELHOR CURTA-METRAGEM, DOIS ROLOS
Beaver Valley, de Walt Disney
– Grandma Moses
– My Country ‘Tis of Thee, de Gordon Hollingshead

MELHOR CURTA-METRAGEM, UM ROLO
– Blaze Busters, de Robert Youngson
Grandad of Races, de Gordon Hollingshead
– Wrong Way Butch, de Pete Smith

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
Gerald McBoing-Boing, de Stephen Bosustow
– Jerry’s Cousin, de Fred Quimby
– Trouble Indemnity, de Stephen Bosustow

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– The Fight : Science Against Cancer
– The Stairs
Why Korea?, de Edmund Reek

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Kon-Tiki, de Olle Nordemar
– The Titan: Story of Michelangelo
– With These Hands, de Jack Arnold, Lee Goodman

OSCAR HONORÁRIO
• George Murphy
• Louis B. Mayer
• Três Dias de Amor (Le Mura di Malapaga), de René Clément (França/ Itália)

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Darryl F. Zanuck

BIBLIOGRAFIA:
* Osborne, Robert A. 80 Years of Oscar: the official history of the Academy Awards. Abbeville Press, 2008.
* Ewald Filho, Rubens. Rubens Ewald Filho: O Oscar e eu. São Paulo. Companhia Editora Nacional, 2003.

Top 10 dos Diretores – Parte 3

A fotografia intimista de A Árvore da Vida

A Árvore da Vida, Terrence Malick: um dos trabalhos recentes mais bem votados entre diretores e críticos (photo by outnow.ch)

SELEÇÃO DE DIRETORES APRESENTA SENSO CRÍTICO E GOSTO PESSOAL

Para quem estava acompanhando as escolhas de filmes dos diretores (1ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/ e 2ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2013/11/16/top-10-dos-diretores-parte-2/), esta é a terceira e última parte da matéria especial, lançada a cada dez anos pela revista britânica Sight & Sound. Infelizmente, a pesquisa não alcançou nomes consagrados como Steven Spielberg, Tim Burton, Clint Eastwood e Peter Jackson, mas há nomes interessantes como o do roteirista da nova trilogia de Star Wars, Lawrence Kasdan; do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que venceu a Palma de Ouro este ano; do britânico Paul Greengrass que trabalha tão bem o limite entre ficção e documentário através de câmera na mão e montagem frenética nos filmes do agente Jason Bourne e do aclamado Vôo United 93.

Particularmente, gostei bastante das escolhas de Peter Farrelly. Como um dos melhores diretores de comédias atualmente, obviamente, ele não poderia deixar de mencionar o clássico Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu, mas soube também valorizar a coragem de se fazer humor a partir de temas tabus à sociedade como fez Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, que fala sobre gênero, raça e religião de forma que ilumina preconceitos existentes.  Ele destaca o amor pela arte do humor do comediante Sacha Baron Cohen, que poderia ter sido espancado ou até morto por suas piadas infames em prol de uma boa risada. Por Borat, ele sofreu uma série de processos judiciais por se passar por um personagem ingênuo para provocar gargalhadas. Apesar de tudo isso, Farrelly ressalta a injustiça da comédia ainda ser tratada como uma espécie de sub-gênero. Claro que Farrelly ganha pontos comigo por ter selecionado Sideways – Entre Umas e Outras, um de meus filmes favoritos.

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Embora trate-se de uma matéria sobre diretores, vale destacar as escolhas do recém-falecido crítico de cinema Roger Ebert. Esta é a quinta vez que ele vota para a pesquisa da Sight & Sound, e confessa que é um desafio enorme incluir um filme novo a cada década. Para esta eleição, estava na dúvida entre Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman e A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Optou pelo último por acreditar que sua importância crescerá ao longo dos anos. Sua lista contempla uma abrangência da década de 40 até a atual, recordando grandes diretores como Federico Fellini, Yasujirô Ozu, Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick.

É interessante verificar também as escolhas de três diretores brasileiros: Walter Salles e Tata Amaral, que elegeram trabalhos brasileiros como fonte rica de inspiração como O Bandido da Luz Vermelha, Terra em Transe e Vidas Secas, que reflete a ternura e a crueza do nordeste brasileiro em Central do Brasil e Abril Despedaçado de Walter Salles.

Lawrence Kasdan

Nasceu em janeiro de 1949 – Florida, EUALawrence Kasdan
Trabalhos em destaque: Corpos Ardentes (1981), O Reencontro (1983), O Turista Acidental (1988), Grand Canyon – Ansiedade de uma Geração (1991)

  • O Exército das Sombras (L’Armée des Ombres/ 1969, dir. Jean-Pierre Melville)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb/ 1964, dir. Stanley Kubrick)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath/ 1940, dir. John Ford)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Fuga ao Passado (Out of the Past/ 1947, dir. Jacques Tourneur)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre/ 1948, dir. John Huston)

Lone Scherfig

Nasceu em maio de 1959 – Copenhague, Dinamarcalonescherfig_250x375
Trabalhos em destaque: Italiano Para Principiantes (2000), Educação (2009), Um Dia (2011).

  • 1900 (Novecento/ 1976, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Ondas do Destino (Breaking the Waves/ 1996, dir. Lars von Trier)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Vidas Amargas (East of Eden/ 1955, dir. Elia Kazan)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Desejo e Perigo (Se, jie/ 2007, dir. Ang Lee)
  • Songs from the Second Floor (Sånger från andra våningen/ 2000, dir. Roy Andersson)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)
  • Ventos da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley/ 2006, dir. Ken Loach)

Lukas Moodysson

Nasceu em janeiro de 1969 – Skåne Iän, SuéciaLukas+Moodysson+Best+Portraits+Toronto+jwY182nqFqZl
Trabalhos em destaque: Amigas de Colégio (1998), Bem-Vindos (2000), Para Sempre Lilya (2002), Corações em Conflito (2009).

  • 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptâmani si 2 Zile/ 2007, dir. Cristian Mungiu)
  • O Barco – Inferno no Mar (Das Boot/ 1981, dir. Wolfgang Petersen)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Hotel do Norte (Hôtel Du Nord/ 1938, dir. Marcel Carné)
  • A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie/ 1976, dir. John Cassavetes)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • The Man on the Roof (Mannen på taket/ 1976, dir. Bo Widerberg)
  • Margot e o Casamento (Margot at the Wedding/ 2007, dir. Noah Baumbach)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Swedish Love Story (En Kärlekshistoria/ 1970, dir. Roy Andersson)

Manoel de Oliveira

Nasceu em dezembro de 1908 – Oporto, PortugalManoel de Oliveira
Trabalhos em destaque: A Divina Comédia (1991), Cada um Com seu Cinema (2007), Singularidades de uma Loira (2009), O Estranho Caso de Angélica (2010).

  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Gertrud (Gertrud/ 1964, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir. Charles Chaplin)
  • O Delator (The Informer/ 1935, dir. John Ford)
  • Ivan, o Terrível (Ivan Groznyy/ 1944, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Romance na Itália (Viaggio in Italia/ 1954, dir. Roberto Rossellini)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Marc Webb

Nasceu em agosto de 1974 – Indiana, EUAmarc-webb
Trabalhos em destaque: (500) Dias com Ela(2009), O Espetacular Homem-Aranha (2012), O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall/ 1977, dir. Woody Allen)
  • A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/ 1957, dir. David Lean)
  • Filhos da Esperança (Children of Men/ 2006, dir. Alfonso Cuarón)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society/ 1989, dir. Peter Weir)
  • A Primeira Noite de um Homem (The Graduate/ 1967, dir. Mike Nichols)
  • Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir. Gene Kelly e Stanley Donen)
  • A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • O Ano em que Vivemos em Perigo (The Year of Living Dangerously/ 1982, dir. Peter Weir)

Mark Romanek

Nasceu em setembro de 1959 – Illinois, EUAmark_romanek_getty_225
Trabalhos em destaque: Static (1985), Retratos de uma Obsessão (2002), Não me Abandone Jamais (2010)

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Barry Lyndon (Barry Lyndon/ 1975, dir. Stanley Kubrick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Cinzas no Paraíso (Days of Heaven/ 1978, dir. Terrence Malick)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate/ 1980, dir. Michael Cimino)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)

Martin McDonagh

Nasceu em março de 1970 – Londres, InglaterraMartin_McDonagh
Trabalhos em destaque: Six Shooter (2004), Na Mira do Chefe (2008), Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2011).

  • Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir. Terrence Malick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Manhattan (Manhattan/ 1979, dir. Woody Allen)
  • Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death/ 1946, dir. Michael Powell e Eric Pressburger)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Matthew Vaughn

Nasceu em março de 1971 – Londres, InglaterraMatthew Vaughn
Trabalhos em destaque: Nem Tudo é o que Parece (2004), Stardust: O Mistério da Estrela (2007), Kick Ass: Quebrando Tudo (2010), X-Men: Primeira Classe (2011).

  • De Volta Para o Futuro (Back to the Future/ 1985, dir. Robert Zemeckis)
  • Muito Além do Jardim (Being There/ 1979, dir. Hal Ashby)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark/ 1981, dir. Steven Spielberg)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • Rocky III (Rocky III/ 1982, dir. Sylvester Stallone)
  • Scarface (Scarface/ 1983, dir. Brian De Palma)
  • Guerra nas Estrelas (Star Wars/ 1977, dir. George Lucas)

Michael Apted

Nasceu em fevereiro de 1941 – Buckinghamshire, InglaterraMichael+Apted+Chronicles+Narnia+London+Premiere+c-IJPcC89ozl
Trabalhos em destaque: O Destino Mudou Sua Vida (1980), Nas Montanhas dos Gorilas (1988), Nell (1994), 007 – O Mundo Não é o Bastante (1999).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir. Robert Rossen)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)

Mika Kaurismäki

Nasceu em setembro de 1955 – Orimatilla, FinlândiaMika Kaurismaki
Trabalhos em destaque: Absolutamente Los Angeles (1998), Moro no Brasil (2002), O Ciúme Mora ao Lado (2009).

  • Os Profissionais do Crime (Le Deuxième Souffle/ 1966, dir. Jean-Pierre Melville)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • O Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings/ 1939, dir. Howard Hawks)
  • Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir. Samuel Fuller)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)
  • Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be/ 1946, dir. Ernst Lubitsch)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Mike Figgis

Nasceu em fevereiro de 1948 – Cumberland, InglaterraFilm director Mike Figgis sits for a portrait in London, 12th August 2011.
Trabalhos em destaque: Despedida em Las Vegas (1995), Por uma Noite Apenas (1997), Timecode (2000), Garganta do Diabo (2010).

  • Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde/ 1967, dir. Arthur Penn)
  • Amargo Pesadelo (Deliverance/ 1972, dir. John Boorman)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • I Am Curious Yellow (Jag är nyfiken – en film i gult/ 1967, dir. Vilgot Sjöman)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur objet du Désir/ 1977, dir. Luis Buñuel)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Week-End à Francesa (Week End/ 1967, dir. Jean-Luc Godard)

Mike Newell

Nasceu em março de 1942 – Hertfordshire, Inglaterramike-newell-024-20772
Trabalhos em destaque: Quatro Casamentos e um Funeral (1994), Donnie Brasco (1997), O Sorriso de Mona Lisa (2003), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky/ 1966, dir. Jirí Menzel)
  • Os Bons Companheiros (The Goodfellas/ 1990, dir. Martin Scorsese)
  • A Grande Ilusão (La Grande Illusion/ 1937, dir. Jean Renoir)
  • O Leopardo (Il Gattopardo, 1963, dir. Luchino Visconti)
  • Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate/ 1962, dir. John Frankenheimer)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • A Estrada da Vida (La Strada/ 1954, dir. Federico Fellini)
  • Pacto Sinistro (Strangers on a Train/ 1951, dir. Alfred Hitchcock)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)

Nuri Bilge Ceylan

Nasceu em janeiro de 1959 – Istambul, Turquianuri bilge ceylan
Trabalhos em destaque: Distante (2002), 3 Macacos (2008), Era uma Vez na Anatolia (2011), Winter Sleep (2014).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir. Robert Bresson)
  • A Aventura (L’Avventura/ 1960, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • Pai e Filha (Banshun/ 1949, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Vergonha (Skammen/ 1968, dir. Ingmar Bergman)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)

Olivier Assayas

Nasceu em janeiro de 1955 – Paris, FrançaOlivier Assayas
Trabalhos em destaque: Espionagem na Rede (2002), Clean (2004), Paris, Te Amo (2006), Horas de Verão (2008), Depois de Maio (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Ludwig (Ludwig/ 1972, dir. Luchino Visconti)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Napoleão (Napoléon/ 1927, dir. Abel Gance)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Van Gogh (Van Gogh/ 1991, dir. Maurice Pialat)

Pablo Larraín

Nasceu em agosto de 1976 – Santiago, Chile67th Venice Film Festival - 'Post Mortem' Photocall
Trabalhos em destaque: Fuga (2006), Tony Manero (2008), Post Mortem (2010), No (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo/ 1962, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Palavra (Ordet/ 1955, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Rashomon (Rashômon/ 1950, dir. Akira Kurosawa)
  • Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd./ 1950, dir. Billy Wilder)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yazujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Viver a Vida (Vivre sa vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir. Jean-Luc Godard)

Pablo Stoll

Nasceu em 1954 – Montevidéu, UruguaiPabloStoll
Trabalhos em destaque: 25 Watts (2001), Whisky (2004), Hiroshima – Um Musical Silencioso (2009), 3(2012).

  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • The Dependent (El Dependiente/ 1969, dir. Leonardo Favio)
  • Eleição (Election/ 1999, dir. Alexander Payne)
  • O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir. Luis García Berlanga)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead/ 1968, dir. George Romero)
  • Rio 40 Graus (Rio 40 Graus/  1955, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Onde Começa o Inferno (Rio Bravo/ 1959, dir. Howad Hawks)
  • Estranhos no Paraíso (Stranger than Paradise/ 1984, dir. Jim Jarmusch)
  • O Pântano (La Ciénaga/ 2001, dir. Lucrecia Martel)

Pablo Trapero

Nasceu em outubro de 1971 – Buenos Aires, ArgentinaPablo Trapero
Trabalhos em destaque: Mundo Grúa (1999), Leonera (2008), Abutres (2010), Elefante Branco (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir. Charles Chaplin)
  • Não Amarás (Krótki film o milosci/ 1988, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Os Imperdoáveis (Unforgiven/ 1992, dir. Clint Eastwood)
  • Viridiana (Viridiana/ 1961, dir. Luis Buñuel)

Paul Greengrass

Nasceu em agosto de 1955 – Surrey, Inglaterra The Great British Talent Event
Trabalhos em destaque: Domingo Sangrento (2002), A Supremacia Bourne (2004), Vôo United 93 (2006), O Ultimato Bourne (2007), Capitão Phillips (2013).

  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Jogo da Guerra (The War Game/ 1965, dir. Peter Watkins)
  • Z (Z/ 1969, dir. Costa-Gavras)

Paul Schrader

Nasceu em julho de 1946 – Michigan, EUAPaul Schrader
Trabalhos em destaque: Gigolô Americano (1980), A Marca da Pantera (1982), Temporada de Caça (1997), Auto Focus (2002).

  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Amor à Flor da Pele (Fa Yeung nin Wa/ 2000, dir. Wong Kar-Wai)
  • As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir. Preston Sturges)
  • Orfeu (Orphée/ 1950, dir. Jean Cocteau)
  • O Batedor de Carteiras (Pickpocket/ 1959, dir. Robert Bresson)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Peter Davis

Nasceu em janeiro de 1937 – California, EUAPeter Davis
Trabalhos em destaque: Corações e Mentes (1974), Winnie and Nelson Mandela (1986), Nelson Mandela: Prisoner to President (1994).

  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Casablanca (Casablanca/ 1942, dir. Michael Curtiz)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la bourgeoisie/ 1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d’Avray/ 1962, dir. Serge Bourguignon)
  • Laços Humanos (A Tree Grows in Brooklyn/ 1945, dir. Elia Kazan)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

Peter Farrelly

Nasceu em dezembro de 1956 – Pennsylvania, EUAPeter+Farrelly
Trabalhos em destaque: Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros (1994), Quem Vai Ficar com Mary? (1998), O Amor é Cego (2001), Ligado em Você (2003), Antes Só do que Mal Casado (2007).

  • Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu (Airplane!/ 1980, dir. Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker)
  • Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan/ 2006, dir. Larry Charles)
  • A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1946, dir. Frank Capra)
  • Tubarão (Jaws/ 1975, dir. Steven Spielberg)
  • Perdidos na Noite (Midnight Cowboy/ 1969, dir. John Schlesinger)
  • Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir. Milos Forman)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • A Lista de Schindler (Schindler’s List/ 1993, dir. Steven Spielberg)
  • Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways/ 2004, dir. Alexander Payne)
  • O Mágico de Oz (The Wizard of Oz/ 1939, dir. Victor Fleming)

Roger Ebert

Nasceu em junho de 1942 – Illinois, EUABookstore Appearance By Roger Ebert
Trabalhos em destaque: “Sneak Previews” (1975-1983), “At the Movies” (1982 – 1986), “Siskel & Ebert” e mais recentemente, crítico de cinema pelo jornal The Chicago Sun.

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir. Martin Scorsese)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Sam Mendes

Nasceu em agosto de 1965 – Berkshire, InglaterraCharlie and the Chocolate Factory - opening night
Trabalhos em destaque: Beleza Americana (1999), Estrada Para Perdição (2002), Foi Apenas um Sonho (2008), 007 – Operação Skyfall (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir. David Lynch)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir. Roman Polanski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Sangue Negro (There Will be Blood/ 2007, dir. Paul Thomas Anderson)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Susanne Bier

Nasceu em abril de 1960 – Copenhague, Dinamarcasusannebier
Trabalhos em destaque: Brothers (2004), Depois do Casamento (2006), Em um Mundo Melhor (2010), Serena (2014).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Morte em Veneza (Morte a Venezia/ 1971, dir. Luchino Visconti)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night/ 1934, dir. Frank Capra)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir. Alfred Hitchcock)

Suzana Amaral

Nasceu em março de 1932 – São Paulo, BrasilSuzana Amaral
Trabalhos em destaque: A Hora da Estrela (1991), Uma Vida em Segredo (2001), Hotel Atlântico (2009).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Berlin Alexanderplatz (Berlin Alexanderplatz/ 1980, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle/ 1974, dir. Werner Herzog)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Informante (The Insider/ 1999, dir. Michael Mann)
  • Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir. Quentin Tarantino)
  • O Tambor (Die Blechtrommel/ 1979, dir. Volker Schlöndorff)

Tata Amaral

Nasceu em setembro de 1960 – São Paulo, Brasiltata_amaral_29052007_01
Trabalhos em destaque: Um Céu de Estrelas (1986), Através da Janela (2000), Antônia: O Filme (2006), Hoje (2011).

  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon/ 1975, dir. Sidney Lumet)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • Nostalgia de la Luz (Nostalgia de la Luz/ 2010, dir: Patricio Guzmán)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Paranoid Park (Paranoid Park/ 2007, dir. Gus Van Sant)
  • O Bandido da Luz Vermelha (O Bandido da Luz Vermelha/ 1968, dir. Rogério Sganzerla)
  • Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli/ 1960, dir. Luchino Visconti)
  • Terra em Transe (Terra em Transe/ 1967, dir. Glauber Rocha)

Terry Jones

Nasceu em fevereiro de 1942 – Colwyn Bay, País de GalesTerry_Jones
Trabalhos em destaque: Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979), Monty Python – O Sentido da Vida (1983).

  • Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir. Woody Allen)
  • E.T. – O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial/ 1982, dir. Steven Spielberg)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Feitiço do Tempo (Groundhog Day/ 1993, dir. Harold Ramis)
  • Eles e Elas (Guys and Dolls/ 1955, dir. Joseph L. Mankiewicz)
  • Santa Não Sou (I’m no Angel/ 1933, dir. Wesley Ruggles)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937, dir. David Hand)
  • Toy Story 3 (Toy Story 3/ 2010, dir. Lee Unkrich)

Tsai Ming-Liang

Nasceu em outubro de 1957 – Sarawak, Malásiatsai-ming-Liang
Trabalhos em destaque: Vive L’Amour (1994), O Rio (1997), O Buraco (1998), Adeus, Dragon Inn (2003), O Sabor da Melancia (2005).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Medo Consome a Alma (Angst essen Seele auf/ 1974, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Adeus, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir. Tsai Ming-Liang)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Filho Único (Hitori Musuko/ 1936, dir. Yasujirô Ozu)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Spring in a Small Town (Xiao cheng zhi chun/ 1948, dir. Fei Mu)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)

Walter Salles

Nasceu em abril de 1956 – Rio de Janeiro, Brasilwalter-salles
Trabalhos em destaque: Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001), Diários de Motocicleta (2004), Linha de Passe (2008), Na Estrada (2012).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Profissão: Repórter (Professione: Reporter/ 1975, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou/ 1965, dir: Jean-Luc Godard)
  • Vidas Secas (Vidas Secas/ 1963, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

 

 

Top 10 dos Diretores – Parte 2

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores (photo by http://www.cineol.net)

Atendendo a pedidos dos leitores do blog, volto a divulgar a lista dos 10 filmes favoritos de alguns diretores. Infelizmente, alguns diretores consagrados não participaram da pesquisa da Sight & Sound, então nomes como Steven Spielberg, Tim Burton e Peter Jackson estão fora. Estou dividindo a matéria em mais duas partes por ordem alfabética. Caso alguém queira ver a primeira parte, confira o link: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/

O interessante dessa listagem é verificar a fonte de inspiração dos diretores. Linguagem, ritmo e até temas recorrentes numa filmografia podem ter ligação muito forte com os 10 filmes escolhidos por cada um. Por exemplo, os argentinos Alejandro Agresti e Juan José Campanella incluíram filmes do diretor e roteirista Billy Wilder, que certamente influenciaram essa nova onda do Cinema Argentino, cujo roteiro e o tom humanista são o ponto forte. Já o canadense Guy Maddin, que tem um estilo bastante particular em termos imagéticos, não poderia deixar de fora o mexicano Luis Buñuel e o americano David Lynch pela alta concentração de surrealismo. Os brasileiros Fernando Meirelles e o estreante Kleber Mendonça Filho não poderiam se esquecer de algumas produções nacionais como fonte de inspiração. Pena que nem Walter Salles e José Padilha estão presentes na pesquisa.

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Nascido em julho de 1951 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: O Rei de Nova York (1990), Vício Frenético (1992), Os Chefões (1996)

1. Armadilha do Destino (Cul-de-Sac/ 1966, dir: Roman Polanski)
2. Os Demônios (The Devils/ 1971, dir: Ken Russell
3. Gaviões e Passarinhos (Uccellacci e uccellini/ 1966, dir: Pier Paolo Pasolini)
4. Prisão (Fängelse/ 1949, dir: Ingmar Bergman)
5. Lolita (idem/ 1961, dir: Stanley Kubrick)
6. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
7. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
8. A Marca da Maldade (Touch of Evil/ 1958, dir: Orson Welles)
9. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)
10. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Nascido em abril de 1951 – Orimattila, Finlândia
Trabalhos em destaque: Cowboys de Lenigrado Vão Para a América (1989), Contratei um Matador Profissional (1990), O Homem Sem Passado (2002), O Porto (2011)

1. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
2. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
3. Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Bodu Saved from Drowning (Bodu Sauvé des Aeux/ 1932, dir: Jean Renoir)
5. Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir: Charles Chaplin)
6. Meu Tio (Mon Oncle/ 1958, dir: Jacques Tati)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Z (idem/ 1968, dir: Costa-Gavras)

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Nascido em junho de 1961 – Buenos Aires, Argentina
Principais filmes: Buenos Aires Vice-Versa (1996), Valentin (2002) e A Casa do Lago (2006)

1. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
2. O Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle/ 1950, dir: John Huston)
3. Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives/ 1946, dir: William Wyler)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. O Pecado de Cluny Brown (Cluny Brown/ 1946, dir: Ernst Lubitsch)
6. Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters/ 1986, dir: Woody Allen)
7. Ainda Há Fogo Sob as Cinzas (Kotch/ 1971, dir: Jack Lemmon)
8. Trágico Amanhecer (Le Jour se Lève/ 1939, dir: Marcel Carné)
9. Rio Vermelho (Red River/ 1948, dir: Howard Hawks, Arthur Rosson)
10. Almas em Chamas (Twelve O’Clock High/ 1949/ dir: Henry King)

Amos Gitai

Amos Gitai

Amos Gitai

Nasceu em Outubro de 1950 – Haifa, Israel
Trabalhos em destaque: Kadosh (1999), O Dia do Perdão (2000), Free Zone (2005), Ana Arabia (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Alemanha, Ano Zero (Germania Anno Zero/ 1948, dir: Roberto Rossellini)
3. O Desprezo (Le Mépris/ 1963, dir: Jean-Luc Godard)
4. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
5. A Sala de Música (Jalsaghar/ 1958, dir: Satyajit Ray)
6. O Fundo do Coração (One from the Heart/ 1982, dir: Francis Ford Coppola)
7. Depois do Vendaval (The Quiet Man/ 1952, dir: John Ford)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir: Samuel Fuller)
10. O Garoto Selvagem (L’Enfant Sauvage/ 1970, dir: François Truffaut)

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Nasceu em 1963 – Wellington, Nova Zelândia
Trabalhos em destaque: Chopper – Memórias de um Criminoso (2000), O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007), O Homem da Máfia (2012)

1. Apocalyse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
3. Barry Lyndon (idem/ 1975, dir: Stanley Kubrick)
4. Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir: David Lynch)
5. Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie/ 1964, dir: Alfred Hitchcock)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1951, dir: Charles Laughton)
8. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. O Inquilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Nasceu em Julho de 1970 – Bangkok, Tailândia
Trabalhos em destaque: Mal dos Trópicos (2004), Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010)

1. A Brighter Summer Day (Gu Ling jie Shao Nian Sha ren Shi Jian/ 1991, dir: Edward Yang)
2. A Conversação (The Conversation/ 1974, dir: Francis Ford Coppola)
3. La Captive (idem/ 2000, dir: Chantal Akerman)
4. Empire (idem/ 1964, dir: Andy Warhol)
5. Nascido Para Matar (Full Metal Jacket/ 1987, dir: Stanley Kubrick)
6. A General (The General/ 1926, dir: Buster Keaton)
7. Goodbye, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir: Tsai Ming-Liang)
8. Rain (idem/ 1929, dir: Joris Ivens)
9. Sátántangó (idem/ 1994, dir: Béla Tarr)
10. Valentin de las Sierras (idem/ 1971, dir: Bruce Baillie)

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Nasceu em Isfahan, Irã
Principais trabalhos: A Separação (2011), O Passado (2013)

1. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)
2. The Road (Fang Xiang zhi lu/ 2006, dir: Zhang Jiarui)
3. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
4. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yazujirô Ozu)
5. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
6. A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir: Krzysztof Kieslowski)
7. Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run/ 1969, dir: Woody Allen)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)
10. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Nasceu em Julho de 1960 – Cairo, Egito
Principais trabalhos: O Doce Amanhã (1997), Ararat (2002), Verdade Nua (2005)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Acossado (À bout de souffle/ 1960, dir: Jean-Luc Godard)
5. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
6. Metrópolis (Metropolis/ 1927, dir: Fritz Lang)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir: Quentin Tarantino)
10. Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir: Alfred Hitchcock)

Béla Tarr

Béla Tarr

Béla Tarr

Nasceu em julho de 1955 – Pécs, Hungria
Trabalhos em destaque: Sátántangó (1994), A Hamronia Werckmeister (2000), O Cavalo de Turín (2011)

1. Cavaleiros de Ferro (Aleksandr Nevskiy/ 1938, dir: Sergei M. Eisenstein)
2. A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
3. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder)
4. Frenesi (Frenzy/ 1972, dir: Alfred Hitchcock)
5. M, o Vampiro de Düsseldorf (M/ 1931, dir: Fritz Lang)
6. O Homem da Câmera (Chelovek s kino-apparatom/ 1929, dir: Dziga Vertov)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Os Sem Esperança (Szegénylegények/ 1966, dir: Miklós Jancsó)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Viver a Vida (Vivre Sa Vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir: Jean-Luc Godard)

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Nasceu em Outubro de 1971 – Distrito Federal, México
Principais trabalhos: Japón (2002), Batalha no Céu (2005), Luz Sileciosa (2007), Post Tenebras Lux (2012)

1. Andrei Rublev – O Artista Maldito (Andrei Rublev/ 1966, dir: Andrei Tarkovsky)
2. Vozes Distantes (Distant Voices, Still Lives/ 1988, dir: Terence Davies)
3. O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir: Luis García Berlanga)
4. Vida Sem Destino (Gummo/ 1997, dir: Harmony Korine)
5. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Mãe e Filho (Mat i Syn/ 1997, dir: Aleksandr Sokurov)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingman Bergman)
9. Intendente Sansho (Sanshô Dayû/ 1954, dir: Kenji Mizoguchi)
10. A Harmonia Werckmeister (Werckmeister harmóniák/ 2000, dir: Béla Tarr)

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Nasceu em novembro de 1955 – São Paulo, Brasil
Trabalhos em destaque: Cidade de Deus (2002), O Jardineiro Fiel (2005), Ensaio Sobre a Cegueira (2008)

1. Apocalypse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. As Mil e Uma Noites (Il Fiore Delle Mille e Una Notte/ 1974, dir: Pier Paolo Pasolini)
3. Enter the Void (2009, dir: Gaspar Noé)
4. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
5. Iracema – Uma Transa Amazônica (1975, dir: Jorge Bodanzky, Orlando Senna)
6. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
7. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)
8. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
9. Vidas Secas (1963, dir: Nelson Pereira dos Santos)
10. Zabriskie Point (1970, dir: Michelangelo Antonioni)

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Nasceu em dezembro de 1963 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: Seul Contre Tous (1998), Irreversível (2000), Enter the Void (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. Amor (Amour/ 2011, dir: Michael Haneke)
3. Angst (1983, dir: Gerald Kargl)
4. Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou/ 1928, dir: Luis Buñuel)
5. Eraserhead (idem/ 1976, dir: David Lynch)
6. Eu Sou Cuba (Soy Cuba/ 1964, dir: Mikhail Kalatozov)
7. King Kong (idem/ 1933, dir: Merian C. Cooper, Ernest B. Schoedsack)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Scorpio Rising (1964, dir: Kenneth Anger)
10. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)

Gregg Araki

Gregg Araki

Gregg Araki

Nasceu em dezembro de 1959 – Los Angeles, EUA
Trabalhos em destaque: Mistérios da Carne (2004), Geração Maldita (2005), Kaboom (2010)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. O Diabo, Provavelmente (Le Diable Probablement/ 1977, dir: Robert Bresson)
3. A Dupla Vida de Veronique (La Double Vie de Véronique/ 1991, dir: Krzysztof Kieslowski)
4. Felizes Juntos (Chun Gwong cha sit/ 1997, dir: Wong Kar-Wai)
5. As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir: Preston Sturges)
6. Masculino-Feminino (Masculin Féminin/ 1966, dir: Jean-Luc Godard)
7. Psicose (Psycho/ 1960, dir: Alfred Hitchcock)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr./1928, dir: Buster Keaton)
10. Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (Twin Peaks: Fire Walk With Me/ 1992, dir: David Lynch)

Guy Maddin

Guy Maddin

Guy Maddin

Nasceu em fevereiro de 1956 – Manitoba, Canadá
Trabalhos em destaque: Dracula: Pages from a Virgin’s Diary (2002), A Música Mais Triste do Mundo (2003), Cowards Bend the Knee or the Blue Hands (2003)

1. Depois da Vida (Wandâfuru raifu/ 1998, dir: Hirokazu Koreeda)
2. A Idade do Ouro (L’âge D’Or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
3. Carta de uma Desconhecida (Letter From an Unknown Woman/ 1948, dir: Max Ophüls)
4. Um Perigoso Adeus (The Long Goodbye/ 1973, dir: Robert Altman)
5. O Paraíso de um Homem (Man’s Castle/ 1933, dir: Frank Borzage)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2010, dir: Terrence Malick)
8. O Monstro do Circo (The Unknown/ 1927, dir: Tod Browning)
9. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)
10. Zvenigora (1928, dir: Aleksandr Dovzhenko)

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Nasceu em junho de 1962 – Tóquio, Japão
Trabalhos em destaque: Depois da Vida (1998), Ninguém Pode Saber (2002), Andando (2008), Like Father, Like Son (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Dust in the Wind (Lian lian feng chen/ 1987, dir: Hsiao-Hsien Hou)
3. Floating Clouds (Ukigumo/ 1955, dir: Mikio Naruse)
4. Frankenstein (idem/ 1931, dir: James Whale)
5. Kes (idem/ 1969, dir: Ken Loach)
6. A Viagem dos Comediantes (O thiasos/ 1975, dir: Theo Angelopoulos)
7. Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria/ 1957, dir: Federico Fellini)
8. Sol Secreto (Milyang/ 2007, dir: Chang-Dong Lee)
9. Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg/ 1964, dir: Jacques Demy)
10. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Nasceu em Outubro de 1960 – Seul, Coréia do Sul
Trabalhos em destaque: Oh! Soo-Jung (2000), Woman is the Furture of Man (2004), A Visitante Francesa (2012)

1. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
2. Boat Leaving the Port (Barque Sortant du Port/ 1895, dir: Louis Lumière)
3. Boudu Saved from Drowning (Boudu Sauvé des Eaux/ 1932, dir: Jean Renoir)
4. Também Fomos Felizes (Bakushû/ 1951, dir: Yasujirô Ozu)
5. O Raio Verde (Le Rayon Vert/ 1986, dir: Eric Rohmer)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Nazarin (Nazarín/ 1959, dir: Luis Buñuel)
9. A Palavra (Ordet/ 1955, dir: Carl Theodor Dreyer)
10. A Mocidade de Lincoln (Young Mr. Lincoln/ 1939, dir: John Ford)

Jan Troell

Jan Troell

Jan Troell

Nasceu em julho de 1931 – Skåne län, Suécia
Trabalhos em destaque: Os Emigrantes (1971), O Preço do Triunfo (1972), Momentos Eternos de Maria Larssons (2008)

1. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
2. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo/ 2011, dir: Martin Scorsese)
3. Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (1962, dir: François Truffaut)
4. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
5. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
6. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir: Charles Laughton)
8. Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Jean-Marc Valléejean-marc vallee

Nasceu em março de 1963 – Montreal, Canadá
Trabalhos em destaque: C.R.A.Z.Y. (2005), A Jovem Rainha Vitória (2009), Dallas Buyers Club (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain/ 2001, dir: Jean-Pierre Jeunet)
3. Beleza Americana (American Beauty/ 1999, dir: Sam Mendes)
4. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
5. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
6. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
7. Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir: Milos Forman)
8. O Profeta (Un Prophète/ 2009, dir: Jacques Audiard)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Nasceu em dezembro de 1978 – Arkansas, EUA
Trabalhos em destaque: Shotgun Stories (2007), O Abrigo (2011), Amor Bandido (2012)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid/1969, dir: George Roy Hill)
3. Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke/ 1967, dir: Stuart Rosenberg)
4. Assassinato por Encomenda (Fletch/ 1985, dir: Michael Ritchie)
5. O Indomado (Hud/ 1962, dir: Martin Ritt)
6. Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir: Robert Rossen)
7. Tubarão (Jaws/ 1975, dir: Steven Spielberg)
8. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
9. Intriga Internacional (North by Northwest/ 1959, dir: Alfred Hitchcock)
10. No Tempo das Diligências (Stagecoach/ 1939, dir: John Ford)

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Nasceu em março de 1965 – Londres, Inglaterra
Trabalhos em destaque: Sexy Beast (2000), Reencarnação (2004), Under the Skin (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
4. A Grande Testemunha (Au hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
5. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder) – série de TV
6. O Evangelho Segundo São Mateus (Il vangelo secondo Matteo/ 1964, dir: Pier Paolo Pasolini)
7. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
8. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
9. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
10. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Nasceu em agosto de 1968 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: Fogueira (2004), Beaufort (2007), Nota de Rodapé (2011)

1. Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Boogie Nights/ 1997, dir: Paul Thomas Anderson)
2. Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir: Woody Allen)
3. Kramer vs. Kramer (idem/ 1979, dir: Robert Benton)
4. Sindicato de Ladrões (On the Waterfront/ 1954, dir: Elia Kazan)
5. Glória Feita de Sangue (Paths of Glory/ 1957, dir: Stanley Kubrick)
6. Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir: Alfred Hitchcock)
7. O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir: Roman Polanski)
8. A Rede Social (The Social Network/ 2010, dir: David Fincher)
9. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Juan Antonio Bayona (J.A. Bayona)

J.A. Bayona

J.A. Bayona

Nasceu em 1975 – Barcelona, Espanha
Trabalhos em destaque: O Orfanato (2007), O Impossível (2012)

1. O Turista Acidental (The Accidental Tourist/ 1988, dir: Lawrence Kasdan)
2. E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial/ 1982, dir: Steven Spielberg)
3. O Incrível Homem que Encolheu (The Incredible Shrinking Man/ 1957, dir: Jack Arnold)
4. Os Inocentes (The Innocents/ 1961, dir: Jack Clayton)
5. Idade da Inocência (L’argent de poche/ 1976, dir: François Truffaut)
6. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
7. Superman – O Filme (Superman: The Movie/ 1978, dir: Richard Donner)
8. O Inquiilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)
9. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
10. Que Eu Fiz Para Merecer Isto? (¿Qué he hecho yo para merecer esto!!/ 1984, dir: Pedro Almodóvar)

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Nasceu em julho de 1959 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: O Filho da Noiva (2001), Clube da Lua (2004), O Segredo dos Seus Olhos (2009)

1. O Show Deve Continuar (All That Jazz/ 1979, dir: Bob Fosse)
2. Amarcord (idem/ 1972, dir: Federico Fellini)
3. Os Eternos Desconhecidos (I soliti ignoti/ 1958, dir: Mario Monicelli)
4. Casablanca (idem/ 1942, dir: Michael Curtiz)
5. Em Nome do Papa Rei (In nome del papa re/ 1977, dir: Luigi Magni)
6. A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1947, dir: Frank Capra)
7. Amor na Tarde (Love in the Afternoon/ 1957, dir: Billy Wilder)
8. A Loja da Esquina (The Shop Around the Corner/ 1940, dir: Ernst Lubitsch)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Nós que Nos Amávamos Tanto (C’eravamo tanto amati/ 1974, dir: Ettore Scola)

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Nasceu em dezembro de 1960 – Belfast, Irlanda do Norte
Trabalhos em destaque: Henrique V (1989), Frankenstein de Mary Shelley (1994), Hamlet (1996)

1. Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants/ 1987, dir: Louis Malle)
2. Narciso Negro (Black Narcissus/ 1947, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
3. Desencanto (Brief Encounter/ 1945, dir: David Lean)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. Manhattan (idem/ 1979, dir: Woody Allen)
6. Napoleão (Napoléon/ 1927, dir: Abel Gance)
7. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
8. Rastros de Ódio (The Searchers/ 1956, dir: John Ford)
9. O Terceiro Homem (The Third Man/ 1949, dir: Carol Reed)
10. Tootsie (idem/ 1982, dir: Sydney Pollack)

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Nasceu em outubro de 1967 – Glasgow, Escócia
Trabalhos em destaque: Tocando o Vazio (2003), O Último Rei da Escócia (2006), Intrigas do Estado (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. The Ascent (Voskhozhdeniye/ 1977, dir: Larisa Shepitko)
3. Os Boas Vidas (I vitelloni/ 1953, dir: Federico Fellini)
4. O Leopardo (Il Gattopardo/ 1963, dir: Luchino Visconti)
5. Coronel Blimp – Vida e Morte (The Life and Death of Colonel Blimp/ 1978, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
6. Soberba (The Magnificent Ambersons/ 1942, dir: Orson Welles)
7. Shoah (idem/ 1985, dir: Claude Lanzmann)
8. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Tênue Linha da Morte (The Thin Blue Line/ 1988, dir: Errol Morris)

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Nasceu em 1968 – Pernambuco, Brasil
Trabalhos em destaque: Eletrodoméstica (2005), Crítico (2008), O Som ao Redor (2012)

1. Assalto à 13º DP (Assault on Precinct 13/ 1976, dir: John Carpenter)
2. O Estranho que Nós Amamos (The Beguilled/ 1970, dir: Don Siegel)
3. Vá e Veja (Idi i smotri/ 1985, dir: Elem Klimov)
4. Intervenção Divina (Yadon ilaheyya/ 2002, dir: Elia Suleiman)
5. Fitzcarraldo (idem/ 1981, dir: Werner Herzog)
6. A Mosca (The Fly/ 1986, dir: David Cronenberg)
7. Jackie Brown (idem/ 1997, dir: Quentin Tarantino)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. Cabra Marcado Para Morrer (1985, dir: Eduardo Coutinho)

Vencedores do Festival de Veneza 2012

O grande vencedor de 2012: Kim Ki-duk por seu filme Pietà (foto por Domenico Stinellis/ Associated Press)

Produção sul-coreana, Pietà, leva prêmio máximo de Veneza batendo The Master

Enfim o festival de cinema mais antigo elegeu seu filme favorito entre 18 concorrentes. O presidente do júri desta 69ª edição, o diretor norte-americano Michael Mann, juntamente com os demais membros do júri (entre eles o diretor israelense Ari Folman, a atriz britânica Samantha Morton, o diretor italiano Matteo Garrone e o argentino Pablo Trapero), divulgaram a lista dos premiados e nitidamente, tentaram ser democráticos.

Embora The Master, de Paul Thomas Anderson, tenha sido mais embalado pela mídia, foi o filme sul-coreano, Pietà, que conseguiu maior consenso entre os membros do júri. No discurso de agradecimento do Leão de Ouro, o diretor Kim Ki-duk dedicou o filme “à humanidade e à nossa situação difícil numa crise capitalista extrema”. O drama narra a jornada de um cobrador de dívidas que mutila os devedores sem piedade para que recebam prêmios do seguro de acidente de trabalho e enfim, possam pagá-lo. A brutalidade desse universo chocou alguns espectadores, mas se mostrou bastante atual em tempos de crise.

Cena de Pietà: Cho Min-Soo e Lee Jung-jin

Para quem desconhece a filmografia de Kim Ki-duk, ele tem uma veia violenta, mas nunca gratuita. Seus filmes mais conhecidos por aqui são Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera (2003) e Casa Vazia (2004). Geralmente, essa violência de seus personagens vem à tona quando estes não entendem a situação e agem por impulso. Para quem acompanha os festivais internacionais, o diretor é uma figura carimbada que já levou prêmios importantes como o Urso de Prata para Melhor Diretor em 2004 por Samaria (Berlim), Un Certain Regard por Arirang em 2011 (Cannes), Melhor Diretor por Casa Vazia em 2004 (Veneza), mas nunca chegou ao Oscar. Aliás, o cinema sul-coreano como um todo jamais foi reconhecido pela Academia nem com uma mera indicação. Pra maioria dos votantes da Academia, filme asiático tem que ser de Akira Kurosawa ou uma pintura como os filmes de Zhang Yimou: Herói (2002) e O Clã das Adagas Voadoras (2004), assim como quase toda a Europa aposta num representante com tema judeu e Segunda Guerra para levar Melhor Filme Estrangeiro.

Michael Mann, presidente do júri da 69ª edição do Festival de Veneza (foto Pascal le Segretain/Getty Images Europe)

Até um dia anterior à premiação, o favoritismo ao Leão de Ouro estava nas mãos de Paul Thomas Anderson e seu The Master, carregando seus 75%. Em seguida, vinha o sul-coreano Pietà com 15% e por último, o italiano Bella Addormentata, de Marco Bellochio, com 10%. Coincidência ou não, todos os três apresentaram temas polêmicos, acarretando em discussões mais acaloradas entre os jornalistas e espectadores presentes. Nessa briga, The Master aborda o nascimento da Cientologia e Bella Addormentata discute a eutanásia ao adaptar um caso verídico.

Muitos jornalistas davam como certa a vitória do filme norte-americano, uma vez que o filme asiático continha cenas de violência extrema e até de incesto. Mas o que muitos não contavam era que Michael Mann tem temas violentos em sua filmografia, vide Fogo Contra Fogo, O Último dos Moicanos e Colateral, ea palavra final do júri é dele. Entretanto, como dito no começo, a premiação foi democrática.

Se The Master não levou o Leão de Ouro, saiu com dois prêmios: Melhor Diretor (Paul Thomas Anderson) e Melhor Ator para a dupla de protagonistas Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman, reconhecimento que automaticamente os coloca na corrida para o Oscar 2013, com uma ligeira vantagem para Phoenix, pois seu papel tem uma carga mais dramática. O prêmio de Melhor Atriz foi considerada a maior surpresa, pois todos esperavam pelo nome da atriz coreana Cho Min-Soo (Pietà), mas como o filme levou o maior prêmio, concederam esse reconhecimento para a jovem Hadas Yaron, protagonista do filme israelense Fill the Void, de Rama Burshtein e Yigal Bursztyn.

Philip Seymour Hoffman com a taça Volpi Cup de Melhor Ator. Joaquin Phoenix não esteve presente (foto por Joel Ryan/ Associated Press)

Os ares de Veneza ficam mais graciosos com Hadas Yaron, recebendo o Volpi Cup de Melhor Atriz por Fill the Void (foto por Tiziana Fabi/ AFP photo)

O prêmio especial do júri ficou com o austríaco Ulrich Seidl por Paradise: Faith, considerada a segunda parte de uma trilogia, iniciada com Paradise: Love, que foi indicada à Palma de Ouro em Cannes este ano. O cineasta francês Olivier Assayas ficou com Melhor Roteiro por Après mai (Somehting in the Air), enquanto que o prêmio de consolação patriota ficou com o italiano Daniele Ciprì por È stato il Figlio pela contribuição artística (fotografia). O grande favorito italiano, Bella Addormentata, acabou ficando apenas com o prêmio Marcello Mastroianni, dedicado ao jovem ator Fabrizio Falco, que atuou também em È stato il Figlio.

Entre os maiores perdedores do festival estão To the Wonder, novo filme do controverso Terrence Malick, e o retorno de Brian De Palma a uma competição importante com Passion. Ambos os trabalhos não foram bem recebidos pela crítica e pelo público. Como era de se esperar, o filme de Malick dividiu as opiniões e acabou prevalecendo a crítica negativa. Quanto a De Palma, muitos receberam seu filme friamente e o motivo principal seria sua falta de criatividade. Segundo os comentários, ele teria abusado do auto-plágio, acumulando referências de seus filmes anteriores, mas sem o mesmo frescor.

A revelação sueca Noomi Rapace demonstrando seu carinho pelo diretor Brian De Palma, que, após o festival precisa dar um “atualizar” (foto por Associated Press)

Assim como o Oscar, Globo de Ouro e SAG, nenhuma premiação consegue satisfazer o público de forma plena e soberana. Mas ao contrário do prêmio da Academia que muitas vezes padece por motivos comerciais e de lobby dos estúdios, os festivais internacionais sofrem de um pseudo-patriotismo por parte do júri. Se o presidente do júri for norte-americano e o filme que venceu o prêmio máximo também, uma discussão mais grave seria questão de tempo. Um dos casos mais graves ocorreu em 2010, quando Quentin Tarantino era presidente do júri de Veneza e decidiu entregar o Leão de Ouro à compatriota e ex-namorada, Sofia Coppola, pelo drama Um Lugar Qualquer. Por mais que o filme seja merecedor do ouro, haverá uma inevitável desconfiança do público. Seria como escalar um árbitro brasileiro para apitar uma partida entre Brasil e Argentina.

Nesta edição de Veneza, um repórter teria questionado o porquê de nenhum filme italiano ter conquistado um dos principais prêmios para o conterrâneo Matteo Garrone, membro do júri. Quando ia responder, o presidente Michael Mann interveio e proibiu qualquer explicação de critérios.

Infelizmente, a Arte caminha junto com interesses econômicos desde a época do mecenato e muitas vezes, isso acaba tirando o foco da própria Arte. Na maior parte das vezes, a melhor solução seria interpretar as escolhas dos melhores filmes como algo puramente subjetivo (preferencialmente defendido com argumentos válidos). Atitude essa permitida pela grandeza da Arte.

Veja lista completa dos prêmios concedidos em Veneza:

LEÃO DE OURO
PIETÀ de Kim Ki-duk (Coréia do Sul)
 
LEÃO DE PRATA para Melhor Diretor:
THE MASTER de Paul Thomas Anderson (EUA)
 
PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI:
Paradise: Faith de Ulrich Seidl (Áustria, Alemanha, França)
 
VOLPI CUP para Melhor Ator:
Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix (The Master/ EUA)
VOLPI CUP para Melhor Atriz:
Hadas Yaron (Fill the Void/ Israel)
 
PRÊMIO MARCELLO MASTROIANNI para Melhor Novo Ator Jovem:
Fabrizio Falco (Bella Addormentata e È stato il Figlio)
 
PRÊMIO DE MELHOR ROTEIRO:
Olivier Assayas (Apres Mai – Somehting in the Air)
PRÊMIO PELA MELHOR CONTRIBUIÇÃO TÉCNICA (FOTOGRAFIA):
Daniele Ciprì (È stato il Figlio)
 
 
LEÃO DO FUTURO – PRÊMIO “LUIGI DE LAURENTIIS” PARA PRIMEIRO FILME:
KÜF (MOLD), de Ali Aydin (Turquia, Alemanha)
 
PRÊMIOS ORIZZONTI:
para MELHOR FILME:
SAN ZI MEI (Three Sisters), de Wang Bing (França, Hong Kong)
para  PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI ORIZZONTI:
TANGO LIBRE de Frédéric Fonteyne (França, Bélgica, Luxemburgo)
para PRÊMIO YOUTUBE PARA MELHOR CURTA-METRAGEM ORIZZONTI:
CHO-DE de Yoo Min-young (Coréia do Sul)
para PRÊMIOS DE FILMES EUROPEUS 2012 EFA:
TITLOI TELOUS de Yorgos Zois (Grécia)
 
LEÃO DE OURO PELO CONJUNTO DA OBRA 2012:
Francesco Rosi
 
JAEGER-LECOULTRE GLÓRIA PARA O CINEASTA:
Spike Lee
PRÊMIO PERSOL
Michael Cimino
PRÊMIO L’ORÉAL PARIS PELO CINEMA
Giulia Bevilacqua
Confira o trailer do vencedor do Leão de Ouro, Pietà (com legendas em inglês):

Top 10 dos diretores

Touro Indomável, de Martin Scorsese: praticamente uma unanimidade entre os diretores

Depois da repercussão da lista dos 50 melhores filmes de todos os tempos eleita pela publicação britânica Sight & Sound (postada aqui anteriormente: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/03/vertigo-quebra-hegemonia-de-cidadao-kane/), foram divulgadas algumas listas individuais por diretor, que originaram a lista final dos 50 longas.

Para quem detesta esse lance de listas de melhores e piores, bom… depois que parar de xingar o blog e o autor, gostaria que olhasse essas listas sob outra perspectiva. Por exemplo: Por quais motivos tal diretor escolheu esses 10 filmes? Que relação seus votos têm com sua filmografia? De que forma teria essa seleção influenciado em seu estilo? Se não sabe as respostas, vale a pena conferir os trabalhos eleitos de seus diretores favoritos a fim de compreendê-los melhor.

O mestre sueco Ingmar Bergman sempre serviu de inspiração para Woody Allen, tanto que seu filme Interiores (1978) é considerado seu trabalho mais bergmaniano, explorando personagens que adotam o silêncio como linguagem. Já o cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho tem um interesse mórbido por crimes sem solução, portanto, nada mais natural que Zodíaco (2007), de David Fincher esteja em sua lista.

Apaixonado por criaturas bizarras, o mexicano Guillermo del Toro não poderia deixar de citar o clássico de Tod Browning, Os Monstros (1932), que conta com atores com deformidades de nascença. E o francês Michel Hazanavicius praticamente deve seu Oscar de melhor diretor desse ano aos filmes de Charles Chaplin, citando o belíssimo Luzes da Cidade (1931). Michael Mann pode ter se apaixonado pela violência cinematográfica ao assistir ao clássico western de Sam Peckinpah: Meu Ódio Será sua Herança (1969), cujos momentos de slow motion (câmera lenta) deve ter influenciado diretamente John Woo. E falando em western, o ex-atendente de videolocadora, Quentin Tarantino, deve muito de seu cinema ao mestre italiano Sergio Leone e seus western spaghettis. Três Homens em Conflito (1966) serviu como bíblia para Kill Bill: Volume 2 (2004) e para seu mais novo filme Django Livre (2012).

É a Arte influenciando a Arte. É uma corrente que não deve ter fim. E para isso, o Cinema não pode ficar à mercê apenas de lucro e produtores sem um pingo de coragem.

Woody Allen

Woody Allen

Nascido em dezembro de 1935 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1979), Crimes e Pecados (1989), Ponto Final – Match Point (2005).

  • Ladrões de Bicicleta (1948, dir. Vittorio De Sica)
  • O Sétimo Selo (1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Amarcord (1973, dir. Federico Fellini)
  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
  • Os Incompreendidos (1959, dir. François Truffaut)
  • Rashomon (1950, dir. Akira Kurosawa)
  • A Grande Ilusão (1937, dir. Jean Renoir)
  • O Discreto Charme da Burguesia (1972, dir. Luis Bunuel)
  • Glória Feita de Sangue (1957, dir. Stanley Kubrick)

Bong Joon-Ho

Bong Joon-Ho

Nascido em setembro de 1969 – Coréia do Sul

Trabalhos em destaque: Memórias de um Assassino (2003), O Hospedeiro (2006), Mother – A Busca Pela Verdade (2009).

  • A City of Sadness (1989, dir. Hou Hsiao-hsien)
  • Cure (1997, dir. Kiyoshi Kurosawa)
  • Hanyo, a Empregada (1960, dir. Kim Ki-young)
  • Fargo (1996, dir. the Coen Brothers)
  • Psicose (1960, dir. Alfred Hitchcock)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • A Marca da Maldade (1958, dir. Orson Welles)
  • Vengeance Is Mine (1973, dir. Shohei Imamura)
  • O Salário do Medo (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
  • Zodíaco (2007, dir. David Fincher)

Francis Ford Coppola

Francis Ford Coppola

Nascido em abril de 1939 – Michigan, EUA

Trabalhos em destaque: O Poderoso Chefão (1972), A Conversação (1974), O Poderoso Chefão – Parte II (1974), Apocalypse Now (1979).

  • Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
  • Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946, dir William Wyler)
  • Os Boas-Vidas (1953, dir. Federico Fellini)
  • Homem Mau Dorme Bem (1960, dir. Akira Kurosawa)
  • Yojimbo (1961, dir. Akira Kurosawa)
  • Cantando na Chuva (1952, dir. Stanley Donen and Gene Kelly)
  • O Rei da Comédia (1983, dir Martin Scorsese)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Se Meu Apartmento Falasse (1960s, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (1927, dir. F.W. Murnau)

Guillermo Del Toro

Guillermo del Toro

Nascido em abril de 1964 – Jalisco, México

Trabalhos em destaque: Cronos (1993), A Espinha do Diabo (2001), Blade II – O Caçador de Vampiros (2002), Hellboy (2004), O Labirinto do Fauno (2006)

  • Frankenstein (1931, dir. James Whale)
  • Monstros (1932, dir. Todd Browning)
  • A Sombra de uma Dúvida (1943, dir. Alfred Hitchcock)
  • Greed (1925, dir. Erich Von Stroheim)
  • Tempos Modernos (1936, dir. Charlie Chaplin)
  • A Bela e a Fera (1946, dir. Jean Cocteau)
  • Os Bons Companheiros (1990, dir. Martin Scorsese)
  • Os Esquecidos (1950, dir. Luis Buñuel)
  • Nosferatu (1922, dir. F.W. Murnau)
  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)

Jean-Pierre e Luc Dardenne

Jean-Pierre e Luc Dardenne

Nascido em abril de 1951 – Prov. Liège, Bélgica

Nascido em março de 1954 – Awirs, Bélgica

Trabalhos em destaque: Rosetta (1999), A Criança (2005), O Silêncio de Lorna (2008), O Garoto de Bicicleta (2011)

  • Accatone (1961, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Os Corruptos (1953, dir. Fritz Lang)
  • Dodes’ka-den (1970, dir. Akira Kurosawa)
  • Alemanha Ano Zero (1948, dir. Roberto Rossellini)
  • Loulou (1980, dir. Maurice Pialat)
  • Tempos Modernos (1936, dir. Charlie Chaplin)
  • Rastros de Ódio (1956, dir. John Ford)
  • Shoah (1985, dir. Claude Lanzmann)
  • Street of Shame (1956, dir. Kenji Mizoguchi)
  • Aurora (1927, dir. F.W. Murnau)

Michel Hazavanicius

Michel Hazanavicius

Nascido em março de 1967 – Paris, França

Trabalho em destaque: O Artista (2011)

  • City Girl (1930, dir. F.W. Murnau)
  • Luzes da Cidade (1931, dir. Charlie Chaplin)
  • To Be Or Not To Be (1942, dir. Ernst Lubitsch)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Se Meu Apartmento Falasse (1960, dir. Billy Wilder)
  • O Iluminado (1980, dir. Stanley Kubrick)
  • Intriga Internacional (1959, dir. Alfred Hitchcock)
  • O Terceiro Homem (1949, dir. Carol Reed)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (1937, dir. Walt Disney)

Mike Leigh

Mike Leigh

Nascido em fevereiro de 1943 – Greater Manchester, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Segredos e Mentiras (1996), Topsy-Turvy (1999), O Segredo de Vera Drake (2004), Simplesmente Feliz (2008).

  • Loucura Americana (1932, dir. Frank Capra)
  • Andrei Rublev – O Artista Maldito (1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Eu Sou Cuba (1964, dir. Mikhai Kalatozov)
  • Os Emigrantes (1971, dir. Jan Troell)
  • How a Mosquito Operates (1912, dir. Winsor McCay)
  • Jules E Jim – Uma Mulher Para Dois (1962, dir. Francois Truffaut)
  • A Era do Rádio (1987, dir. Woody Allen)
  • Songs From the Second Floor (2000, dir. Roy Andersson)
  • Era uma vez em Tóquio (1953, dir. Yasujiro Ozu)

Michael Mann

Michael Mann

Nascido em fevereiro de 1943 – Chicago, EUA

Trabalhos em destaque: Caçador de Assassinos (1986), O Último dos Moicanos (1992), Fogo Contra Fogo (1995), O Informante (1999), Inimigos Públicos (2009)

  • Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Encouraçado Potemkin (1925, dir. Sergei Eisenstein)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Avatar (2009, dir. James Cameron)
  • Dr. Fantástico (1964, dir. Stanley Kubrick)
  • Biutiful (2010, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)
  • Paixão dos Fortes (1946, dir. John Ford)
  • A Paixão de Joana D’Arc (1928, dir. Carl theodor Dreyer)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (1969, dir. Sam Peckinpah)

Steve McQueen

Steve McQueen

Nascido em outubro de 1969 – Londres, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Hunger (2008), Shame (2011)

  • A Batalha de Argel (1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Zero de Conduite (1933, dir. Jean Vigo)
  • A Regra do Jogo (1939, dir. Jean Renoir)
  • Era uma Vez em Tóquio (1953, dir. Yasujiro Ozu)
  • Couch (1964, dir. Andy Warhol)
  • O Desprezo (1963, dir. Jean-Luc Godard)
  • Beau Travail (1998, dir. Claire Denis)
  • Era uma Vez na América (1984, dir. Sergio Leone)
  • O Salário do Medo (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
  • Faça a Coisa Certa (1989, dir. Spike Lee)

David O. Russell

David O. Russell

Nascido em agosto de 1958 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Três Reis (1999), Huckabees – A Vida é uma Comédia (2004), O Vencedor (2010)

  • A Felicidade Não se Compra (1946, dir. Frank Capra)
  • Chinatown (1974, dir. Roman Polanski)
  • Os Bons Companheiros (1990, dir. Martin Scorsese)
  • Vertigo – Um Corpo que Cai (1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Pulp Fiction – Tempos de Violência (1994, dir. Quentin Tarantino)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • O Jovem Frankenstein (1974, dir. Mel Brooks)
  • O Discreto Charme da Burguesia (1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Poderoso Chefão (1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Veludo Azul (1986, dir. David Lynch)
  • Feitiço do Tempo (1993, dir. Harold Ramis)

Martin Scorsese

Martin Scorsese

Nascido em novembro de 1942 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980), O Rei da Comédia (1983), Os Bons Companheiros (1990), Gangues de Nova York (2002), Os Infiltrados (2006)

  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • O Leopardo (1963, dir. Luchino Visconti)
  • Paisà (1946, dir. Roberto Rossellini)
  • Sapatinhos Vermelhos (1948, dir. Michael Powell and Emeric Pressburger)
  • O Rio Sagrado (1951, dir. Jean Renoir)
  • Salvatore Giuliano (1962, dir. Francesco Rosi)
  • Rastros de Ódio (1956, dir. John Ford)
  • Contos da Lua Vaga (1953, dir. Kenji Mizoguchi)
  • Vertigo – Um Corpo que Cai (1958, dir. Alfred Hitchcock)

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino

Nascido em março de 1963 – Tennessee, EUA

Trabalhos em destaque: Cães de Aluguel (1992), Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994), Jackie Brown (1997), Kill Bill (2003/2004), Bastardos Inglórios (2009).

  • Três Homens em Conflito (1966, dir. Sergio Leone)
  • Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Garotos em Ponto de Bala (1976, dir. Michael Ritchie)
  • Carrie, a Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
  • Jovens, Loucos e Rebeldes (1993, dir. Richard Linklater)
  • Fugindo do Inferno (1963, dir. John Sturges)
  • Jejum de Amor (1940, dir. Howard Hawks)
  • Tubarão (1975, dir. Steven Spielberg)
  • Pretty Maids All in a Row (1971, dir. Roger Vadim)
  • Rolling Thunder (1977, dir. John Flynn)
  • Sorcerer (1977, dir. William Friedkin)
  • Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorsese)

Edgar Wright

Edgar Wright

Nascido em abril de 1974 – Dorset, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Todo Mundo Quase Morto (2004), Chumbo Grosso (2007), Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010)

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Um Lobisomem Americano em Londres (1981, dir. John Landis)
  • Carrie, a Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
  • Dames (1934, dir. Ray Enright and Busby Berkeley)
  • Inverno de Sangue em Veneza (1973, dir. Nicolas Roeg)
  • O Diabo a Quatro (1933, dir. Leo McCarey)
  • Psicose (1960, dir. Alfred Hitchcock)
  • Arizona Nunca Mais (1987, dir. the Coen Brothers)
  • Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (1969, dir. Sam Peckinpah)

Vertigo quebra hegemonia de Cidadão Kane

Capa do mês de Agosto de 2012 da tradicional revista britânica Sight & Sound

Para quem não conhece a publicação mensal britânica da Sight & Sound, os editores têm essa tradição de eleger os melhores filmes de todos os tempos uma vez por década desde 1952, quando o clássico neo-realista italiano Ladrões de Bicicleta (1948), de Vittorio De Sica, ocupou a 1ª posição. Contudo, desde 1962, o filme revolucionário de Orson Welles, Cidadão Kane (1941), conquistou o caneco consecutiva e indiscutivelmente até 2002.

Este ano, com a colaboração de vários diretores renomados como Martin Scorsese e Quentin Tarantino, o vencedor finalmente mudou. Vertigo (1958), que aqui no Brasil, ganhou o sub-título Um Corpo que Cai, quebrou a hegemonia de cinco vitórias consecutivas de Cidadão Kane, e isso tem gerado um certo burburinho nos fóruns de discussão. Em sua maioria, o teor dessas discussões giram em torno da comparação da alta relevância das inovações estéticas e narrativas do filme de Welles com a trama mirabolante e de altas reviravoltas de Vertigo. Muitos cinéfilos e cineastas defendem uma espécie de hors concours (lugar cativo) para Cidadão Kane pela contribuição incomensurável para a história do Cinema.

Além disso, existiria uma outra discussão acalorada dentre os fãs do diretor britânico Alfred Hitchcock. Seria Vertigo o melhor trabalho dele? Por que não eleger outros excelentes trabalhos da vasta filmografia hitchcockiana? Por que não Psicose, pela construção da tensão constante? E Janela Indiscreta, que deixa o espectador como cúmplice? Por que deixar de lado o inovador Festim Diabólico com seus planos-sequência? Quando o diretor possui um talento incontestável e um ecleticismo de gêneros, como é o caso também de Stanley Kubrick, eleger apenas um trabalho passa a ser tarefa bastante ingrata.

Vertigo: o melhor filme de todos os tempos, segundo a Sight & Sound

Inúmeras vezes, já li na internet e já ouvi em conversas de bar a questão sobre o valor dessas listas. Seria realmente necessário reunir e classificar trabalhos ou obras? Por que isto ou aquilo ocupa a primeira colocação? Quem decide a sentença final? E, talvez, o mais importante: seria possível criar listas sem pressão e influências externas? Obviamente, as pessoas que estão por trás da lista que geram seu nível de relevância no cenário artístico. Há muitos cinéfilos que preferem a lista anual do escritor Stephen King à lista da Sight & Sound, por exemplo. E com isso, chegamos ao real valor dessas listas que é justamente gerar essas discussões saudáveis (se o ego não falar mais alto, claro!) a respeito das qualidades de um filme.

Mas voltando à eleição da Sight & Sound, os fãs de Orson Welles não devem arrancar os cabelos. Cidadão Kane caiu apenas uma posição e fica em 2º lugar até 2022! Além disso, acredito que essa lista consegue agradar de forma geral todos os admiradores da Sétima Arte, seja pela diversidade de países participantes, seja pelos diretores consagrados e até mesmo pelos anos de produção. É claro que a maioria dos filmes eleitos são mais antigos, concentrando-se nas décadas de 20 a 60, mas existem dois filmes bem mais recentes como Amor à Flor da Pele (2000), de Wong Kar-Wai, e Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch.

David Lynch dirige Naomi Watts em Cidade dos Sonhos (2001)

Para quem tem curiosidade de saber as razões de determinados filmes marcarem presença nessa lista, existe grande possibilidade de descobrir novas jóias e eleger como novos favoritos. É claro que as locadoras agradecem pela força e por retirarem o pó das capinhas dos DVDs encostados nas prateleiras, mas acho que os interessados não devem se limitar aos discos e procurar por mostras especiais de cinema de sua cidade, pois alguns dos filmes participantes batem ponto nesses eventos que muitas vezes são gratuitos.

Confiram a lista e façam seus comentários com possíveis injustiças e ausências mais sentidas.

 Top 50 dos Melhores Filmes de Todos os Tempos:

1. Vertigo – Um Corpo que Cai (Alfred Hitchcock, 1958)
2. Cidadão Kane (Orson Welles, 1941)
3. Era uma Vez em Tóquio (Yazujiro Ozu, 1953)
4. A Regra do Jogo (Jean Renoir, 1939)
5. Aurora (F.W. Murnau, 1927)
6. 2001: Uma Odisséia no Espaço (Stanley Kubrick, 1968)
7. Rastros de Ódio (John Ford, 1956)
8. O Homem da Câmera (Dziga Vertov, 1929)
9. A Paixão de Joana D’Arc (Carl Theodor Dreyer, 1927)
10. 8 ½ (Federico Fellini, 1963)
11. O Encouraçado Potemkin (Sergei Eisenstein, 1925)
12. O Atalante (Jean Vigo, 1934)
13. Acossado (Jean-Luc Godard, 1960)
14. Apocalypse Now (Francis Ford Coppola, 1979)
15. Pai e Filha (Yasujiro Ozu, 1949)
16. A Grande Testemunha (Robert Bresson, 1966)
17. Os Sete Samurais (Akira Kurosawa, 1954)
17. Persona – Quando Duas Mulheres Pecam (Ingmar Bergman, 1966)
19. Espelho (Andrei Tarkovsky, 1974)
19. Cantando na Chuva (Stanley Donen & Gene Kelly, 1951)
21. A Aventura (Michelangelo Antonioni, 1960)
21. O Desprezo (Jean-Luc Godard, 1963)
21. O Poderoso Chefão (Francis Ford Coppola, 1972)
24. A Palavra (Carl Theodor Dreyer, 1955)
24. Amor à Flor da Pele (Wong Kar-Wai, 2000)
26. Rashomon (Akira Kurosawa, 1950)
26. Andrei Rublev – O Artista Maldito (Andrei Tarkovsky, 1966)
28. Cidade dos Sonhos (David Lynch, 2001)
29. Stalker (Andrei Tarkovsky, 1979)
29. Shoah (Claude Lanzmann, 1985)
31. O Poderoso Chefão II (Francis Ford Coppola, 1974)
31. Taxi Driver (Martin Scorsese, 1976)
33. Ladrões de Bicicleta (Vittoria De Sica, 1948)
34. A General (Buster Keaton & Clyde Bruckman, 1926)
35. Metrópolis (Fritz Lang, 1927)
35. Psicose (Alfred Hitchcock, 1960)
35. Jeanne Dielman, 23 quai du Commerce 1080 Bruxelles (Chantal Akerman, 1975)
35. Sátántangó (Béla Tarr, 1994)
39. Os Incompreendidos (François Truffaut, 1959)
39. A Doce Vida (Federico Fellini, 1960)
41. Viagem Pela Itália (Roberto Rossellini, 1954)
42. A Canção da Estrada (Satyajit Ray, 1955)
42. Quanto Mais Quente Melhor (Billy Wilder, 1959)
42. Gertrud (Carl Theodor Dreyer, 1964)
42. O Demônio das Onze Horas Pierrot le fou (Jean-Luc Godard, 1965)
42. Play Time – Tempo de Diversão (Jacques Tati, 1967)
42. Close-Up (Abbas Kiarostami, 1990)
48. A Batalha de Argel (Gillo Pontecorvo, 1966)
48. Histoire(s) du cinéma (Jean-Luc Godard, 1998)
50. Luzes da Cidade (Charles Chaplin, 1931)
50. Contos da Lua Vaga (Mizoguchi Kenji, 1953)
50. La Jetée (Chris Marker, 1962)

Cena antológica da escadaria de Odessa em O Encouraçado Potemkin (1925). Filme soviético esteve presente nas primeiras posições em todas as listas da Sight & Sound.

Curiosamente, dessa lista, dois filmes estão em cartaz pela mostra Traffic – 1º Festival de Cinema e Cultura Asiática de São Paulo, exibidas no Cine Olido, no centro:

Era uma Vez em Tóquio, de Yazujiro Ozu

Contos da Lua Vaga, de Mizoguchi Kenji

Veja a programação completa pelo site: http://www.trafficfestival.com.br/

E o clássico Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, volta à sala 3 do Espaço Unibanco Augusta, em homenagem aos 50 anos da morte da diva Marylin Monroe.

Quanto à seleção da Sight & Sound, particularmente, senti falta de alguns filmes:

M, O Vampiro de Dusseldorf, de Fritz Lang (1931)

Tempos Modernos, de Charles Chaplin (1936)

Casablanca, de Michael Curtiz (1942)

O Terceiro Homem, de Carol Reed (1949)

Doze Homens e uma Sentença, de Sidney Lumet (1957)

Hiroshima, meu Amor, de Alain Resnais (1959)

O Anjo Exterminador, de Luis Buñuel (1962)

O Bebê de Rosemary, de Roman Polanski (1968)

Era uma vez no Oeste, de Sergio Leone (1968)

Teorema, de Pier Paolo Pasolini (1968)

Morte em Veneza, de Luchino Visconti (1971)

Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen (1977)

Alien, o Oitavo Passageiro, de Ridley Scott (1979)

De Volta Para o Futuro, de Robert Zemeckis (1985)

O Silêncio dos Inocentes, de Jonathan Demme (1991)

Short Cuts – Cenas da Vida, de Robert Altman (1993)

Ed Wood, de Tim Burton (1994)

A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki (2001)

Fale com Ela, de Pedro Almodóvar (2002)

Zodíaco, de David Fincher (2007)

Retrato de uma obsessão em Morte em Veneza, de Luchino Visconti