Barkhad Abdi e Lupita Nyong’o integram a lista dos estreantes indicados ao Oscar

Barkhad Abdi e Lupita Nyong'o foram indicados por Capitão Phillips e 12 Anos de Escravidão (photo by www.hollywoodreporter.com)

Barkhad Abdi e Lupita Nyong’o foram indicados por Capitão Phillips e 12 Anos de Escravidão, respctivamente (photo by http://www.hollywoodreporter.com)

INDICAÇÃO AO OSCAR NO 1º TRABALHO AJUDA OU ATRAPALHA?

Quais são as chances de um ator ou atriz estreante já ser indicado ao Oscar em seu primeiro trabalho no cinema? 0,0001? Além de já ter de contar com um talento natural, o estreante precisa ter em mãos “o” projeto que lhe apresente um personagem com profundidade minimamente razoável, um diretor que saiba explorar esse dom e muita, muita, mas muita sorte!

Este ano, os sortudos são a mexicana Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão) e o somaliano Barkhad Abdi (Capitão Phillips). Enquanto ela foi criada no Quênia e educada pela Yale School of Drama, ele mudou-se para o Iêmen e depois para os EUA aos 14 anos, onde trabalhou como motorista de limosine. Como não tinha planos de ser ator, Abdi pode ficar extremamente rotulado em Hollywood, principalmente por papéis de vilão. Já Lupita, por já ter se dedicado aos estudos da área, pode ter um futuro promissor pela frente. Em Sem Escalas, seu próximo filme, ela atuará ao lado de Liam Neeson e Julianne Moore. Nada mal para um segundo filme, não?

Na história da premiação da Academia, alguns estreantes tiveram sorte e não caíram no ostracismo como Anna Paquin. Ela ganhou o Oscar aos 9 anos de idade e por mais que não tenha sido indicada novamente, estrelou a trilogia dos X-Men (2000 a 2006) e a série de TV True Blood. Já outros praticamente sumiram do mapa logo depois como a australiana Keisha Castle-Hughes, que é a atriz mais jovem a ser indicada como Melhor Atriz aos 13 anos por A Encantadora de Baleias.

Normalmente, quando um ator ou atriz mirim é indicado ao Oscar, a ordem dos votantes é não premiá-lo com intuito nobre de protegê-lo, afinal, as chances de decadência prematura é altíssima. Quando Abigail Breslin concorria como Atriz Coadjuvante por Pequena Miss Sunshine aos 10 anos, o veterano ator Alan Arkin não queria que ela vencesse pois a pressão por crescimento poderia arruinar sua carreira. Até agora, ele estava certo. Breslin vem atuando com boa freqüência e sabendo alternar produções grandes como Ender’s Game – O Jogo Exterminador com independentes como Álbum de Família, em que contracena com bons atores como Meryl Streep e Chris Cooper.

Já quando se trata de um estreante adulto, a indicação pode significar o início de uma ascensão de prestígio e fama como foram os casos de Oprah Winfrey e Glenn Close, mas pode ser apenas uma aposta promissora que não se concretiza. Particularmente, não gosto muito do Oscar concedido a um estreante porque não conhecemos ainda sua versatilidade, o que gera sério risco do ator ou atriz ser rotulado para o resto da vida. A Academia tem ótimas intenções ao indicar um estreante, mas nem sempre ela funciona.

Com a ajuda da matéria da Hollywood Reporter, confira os estreantes sortudos (ou azarados):

Quvenzhané Wallis em Beasts of the Southern Wild

Quvenzhané Wallis em A Indomável Sonhadora (photo by beyondhollywood.com)

Oscar_icon_by_reiarturQUVENZHANÉ WALLIS
• Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Indomável Sonhadora (2012)
Com uma performance que transborda energia, a pequena Quvenzhané conquistou o público com sua Hushpuppy, que mantém a esperança no meio do caos da pobreza e na doença do pai. Tornou-se a mais jovem indicada na categoria aos 9 anos. Perdeu para outra jovem candidata, Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida) aos 23 anos. Em 2014, atuará no musical Annie e dublará uma personagem na animação The Prophet.

Hailee Steinfeld em Bravura Indômita (photo by outnow.ch)

Hailee Steinfeld em Bravura Indômita (photo by outnow.ch)

Oscar_icon_by_reiarturHAILEE STEINFELD
• Indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por Bravura Indômita (2010)
Só o fato de ter sido escolhida entre inúmeras candidatas pelos irmãos Coen já seria uma honra tremenda, mas Steinfeld correspondeu à confiança e entregou uma atuação iluminada como a tagarela Mattie Ross. Quase bateu Melissa Leo (O Vencedor) no Oscar. Estrelou recentemente uma nova versão de Romeu & Julieta.

Jennifer Hudson em Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (photo by outnow.ch)

Jennifer Hudson em Dreamgirls: Em Busca de um Sonho (photo by outnow.ch)

GOLD-Icon_CampasRJENNIFER HUDSON
• Vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por Dreamgirls – Em Busca de um Sonho (2006)
Perdeu no programa de TV American Idol, mas ganhou o Oscar em seu primeira atuação cantando. Jennifer Hudson conquistou quase todos os críticos naquele ano e conseguiu a proeza de bater Cate Blanchett (Notas Sobre um Escândalo). Infelizmente, passou por um episódio trágico em que seu cunhado matou sua mãe, irmão e sobrinho. No cinema, teve apenas mais um trabalho em destaque: o drama A Vida Secreta das Abelhas.

Keisha Castle-Hughes em A Encantadora de Baleias (photo by www.outnow.ch)

Keisha Castle-Hughes em A Encantadora de Baleias (photo by http://www.outnow.ch)

Oscar_icon_by_reiarturKEISHA CASTLE-HUGHES
Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por A Encantadora de Baleias (2002)
Até 2013, era a mais jovem indicada nesta categoria aos 13 anos. Keisha perdeu para a franco-favorita do ano: Charlize Theron (Monster – Desejo Assassino). Pra dizer que não fez mais nada de relevante, fez uma breve ponta em Star Wars: Episódio III – A Vingança dos Sith como a rainha Naboo.

Gabourey Sidibe em Preciosa (photo by www.outnow.ch)

Gabourey Sidibe em Preciosa (photo by http://www.outnow.ch)

Oscar_icon_by_reiarturGABOUREY SIDIBE
Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Preciosa (2009)
Num papel pra lá de sofrido, Gabourey faz uma adolescente abusada e grávida que vive apanhando e sofrendo pressão psicológica da mãe em Preciosa. Perdeu para Sandra Bullock (Um Sonho Possível). Atuou como coadjuvante em algumas produções como Sete Psicopatas e um Shih Tzu e tem atuado em séries de TV como American Horror Story.

Catalina Sandino Moreno em Maria Cheia de Graça (photo by outnow.ch)

Catalina Sandino Moreno em Maria Cheia de Graça (photo by outnow.ch)

Oscar_icon_by_reiarturCATALINA SANDINO MORENO
• Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Maria Cheia de Graça (2004)
Num papel corajoso, a colombiana Catalina faz uma moça desespera que precisa atuar como “mula” para transportar drogas. Em sua única indicação, perdeu para Hilary Swank (Menina de Ouro). Infelizmente, ainda vive sob a margem de Hollywood. Atuou em Paris, Eu Te Amo (2006) e nos dois filmes Che, estrelado por Benicio Del Toro.

Edward Norton ao lado de Richard Gere em As Duas Faces de um Crime (photo by everett collection)

Edward Norton ao lado de Richard Gere em As Duas Faces de um Crime (photo by everett collection)

Oscar_icon_by_reiarturEDWARD NORTON
• Indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por As Duas Faces de um Crime (1996)
Em um dos raros casos em que o estreante voltou a ser indicado (como Ator por A Outra História Americana dois anos depois), Edward Norton tinha tudo pra dar certo, principalmente nessa época em que também atuou em Clube da Luta, mas algumas escolhas erradas e seu temperamento podem ter colaborado para uma decadência. Neste filme, ele interpreta um coroinha que é acusado de matar o arcebispo da igreja. Perdeu para Cuba Gooding Jr. (Jerry Maguire – A Grande Virada). Nos últimos anos, tem feito alguns filmes esquecíveis como O Ilusionista e Uma Saída de Mestre, e também falhou em engrenar como o novo Hulk, cujo papel foi parar nas mãos de um Mark Ruffalo bem mais inspirado.

Anna Paquin em O Piano (photo by cinemagia.ro)

Anna Paquin em O Piano (photo by cinemagia.ro)

GOLD-Icon_CampasRANNA PAQUIN
Vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por O Piano (1993)
Quando seu nome foi anunciado no Oscar, a pequena Anna Paquin paralisou e não conseguiu dizer uma palavra. Qual seria o futuro desta menina? Atuar em filmes infantis? Atuou no drama familiar bonitinho Voando Para Casa e trabalhou com o diretor Franco Zeffirelli em Jane Eyre – Encontro com o Amor em 1996. Quando participou de X-Men (2000), Paquin já estava mais madura com 18 anos, mas só comprovou que veio pra ficar ao estrelar a série True Blood, onde vampiros são vampiros e não usam glitter.

Marlee Matlin em Filhos do Silêncio (photo by virtual-history.com)

Marlee Matlin em Filhos do Silêncio (photo by virtual-history.com)

GOLD-Icon_CampasRMARLEE MATLIN
Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Filhos do Silêncio (1986)
Vítima da surdez desde seus 18 meses de idade, Marlee Matlin não se intimidou e buscou seu sonho de atuar nos palcos. Interpretou Dorothy numa peça de O Mágico de Oz, e quando atuou em Children of a Lesser God chamou a atenção dos produtores da adaptação para cinema. Tornou-se a mais jovem a ganhar o Oscar de Melhor Atriz aos 22 anos em 1987. Nunca mais foi indicada ao Oscar, mas foi para o Globo de Ouro como atriz de série dramática por Reasonable Doubt no início dos anos 90.

Oprah Winfrey em A Cor Púrpura (photo by everett collection)

Oprah Winfrey em A Cor Púrpura (photo by everett collection)

Oscar_icon_by_reiarturOPRAH WINFREY
Indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por A Cor Púrpura (1985)
Na época, a indignação era alta pela derrota de Oprah Winfrey para Anjelica Huston (A Honra do Poderoso Prizzi), havendo acusações de racismo contra a Academia. Aliás, nem Oprah, nem Whoopi Goldberg ganharam o Oscar naquele ano. Só em 1991, Whoopi ganhou o seu merecidamente por Ghost – Do Outro Lado da Vida. Este ano, algumas pessoas acreditavam que ela finalmente seria compensada por O Mordomo da Casa Branca, mas felizmente esse Oscar de pena não acontecerá. Como todos sabem, ela se aposentou recentemente, mas era considerada a rainha da TV americana.

John Malkovich em Um Lugar no Coração (photo by everett collection)

John Malkovich em Um Lugar no Coração (photo by everett collection)

Oscar_icon_by_reiarturJOHN MALKOVICH
Indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por Um Lugar no Coração (1984)
Atuando como um soldado cego ao lado de Sally Field e Danny Glover neste drama passado nos duros tempos de racismo no Mississipi, Malkovich conseguiu chamar a atenção e soube escolher projetos que o alavancaram como Império do Sol (1987), Ligações Perigosas (1988) e Neblina e Sombras (1991), chegando a ser indicado mais uma vez como coadjuvante por Na Linha de Fogo (1993). Perdeu para Haing S. Ngor (Os Gritos do Silêncio) e Tommy Lee Jones (O Fugitivo), respectivamente. Em 1999, conseguiu a honra de ter um filme dedicado a ele mesmo em Quero Ser John Malkovich, que se tornou um sucesso de crítica internacional, mas depois passou a optar sempre pelos mesmos tipos de papéis meio desmiolados que, de tão acostumado, ele deitava e rolava.

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Haing S. Ngor em Os Gritos do Silêncio (photo by everett collection)

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• Vencedor do Oscar de Ator Coadjuvante por Os Gritos do Silêncio (1984)
Talvez a maior maldição do Oscar: a morte. Doze anos após sua vitória, seu corpo foi encontrado na frente de sua casa em Los Angeles. Apesar de acreditarem que se tratou de uma tentativa de assalto, há fortes indícios de que o crime foi motivado por razões políticas, pois o ator defendia organizações de direitos civis e a sentença criminal para os responsáveis pelo massacre no Camboja feito pelo Khmer Vermelho. Sua atuação em Gritos do Silêncio foi fortemente baseada em sua própria experiência de vida, pois sua família foi vítima dos massacres.

Glenn Close (ao lado de Robin Williams) em O Mundo Segundo Garp (photo by myhungergames.com)

Glenn Close (ao lado de Robin Williams) em O Mundo Segundo Garp (photo by myhungergames.com)

Oscar_icon_by_reiarturGLENN CLOSE
Indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por O Mundo Segundo Garp (1982)
Com ampla experiência nos palcos e um pouco de telefilmes, Glenn Close escolheu bem o projeto de sua estréia no cinema: a adaptação do romance de John Irving. Atuou ao lado dos ascendentes Robin Williams e John Lithgow sob a direção do experiente George Roy Hill. Acabou perdendo para Jessica Lange (Tootsie), e infelizmente perderia em mais 5 ocasiões: O Reencontro (1983), Um Homem Fora de Série (1984), Atração Fatal (1987), Ligações Perigosas (1988) e mais recentemente por Albert Nobbs (2012). Ficou mundialmente conhecida por viver a vilã Cruela nas adaptações do desenho animado dos 101 Dálmatas. Espero que haja mais oportunidades de premiá-la.

MIKHAIL BARYSHNIKOV

Mikhail Baryshnikov em Momento de Decisão (photo by allposters.com.br)

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Indicado ao Oscar de Ator Coadjuvante por Momento de Decisão (1977)
O renomado bailarino russo teve uma estréia excepcional atuando ao lado das experientes Anne Bancroft e Shirley MacLaine , mas acabou fazendo poucos filmes depois como O Sol da Meia-Noite (1985). Em sua única indicação, foi derrotado por Jason Robards (Júlia). Já nos anos 2000, participou da série de TV Sex and the City.

Lily Tomlin em Nashville (photo by andthenomineesare.blogspot.com)

Lily Tomlin em Nashville (photo by andthenomineesare.blogspot.com)

Oscar_icon_by_reiarturLILY TOMLIN
Indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por Nashville (1975)
Com boa experiência em humor televisivo, Lily Tomlin surpreendeu neste drama dirigido por Robert Altman, com quem trabalhou em outras oportunidades como em Short Cuts – Cenas da Vida (1993). Perdeu para Lee Grant (Shampoo). Em 2004, trabalhou com David O. Russell em Huckabees: A Vida é uma Comédia e mais recentemente, tem feito participações em comédias bobas como A Pantera Cor de Rosa 2 e A Seleção.

Tatum ao lado do pai Ryan O'Neal em Lua de Papel (photo by www.outnow.ch)

Tatum ao lado do pai Ryan O’Neal em Lua de Papel (photo by http://www.outnow.ch)

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Vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por Lua de Papel (1973)
Atuando ao lado de seu pai, Ryan O’Neal, nesta ótima comédia dirigida por Peter Bogdanovich, a atriz-mirim tinha apenas 10 anos quando bateu outra jovem indicada, Linda Blair (O Exorcista). Participou de algumas séries de TV, mas nunca decolou. Nos últimos anos, participou de The Runaways – Garotas do Rock e Bem-Vindo aos 40.

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Diana Ross em O Ocaso de uma Estrela (photo by Everett Collection)

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Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por O Ocaso de uma Estrela (1972)

Pra quem achava que Diana Ross era apenas cantora do The Supremes, em sua única indicação, ela interpretou a cantora Billie Holiday. Perdeu para a performance elétrica de Liza Minnelli (Cabaret). Continua um ícone da música, mas atualmente somente suas canções servem o cinema.

Com Omar Shariff, Barbra Streisand em Funny Girl - A Garota Genial (photo by oscarfilmeafilme.blogspot.com.br)

Com Omar Sharif, Barbra Streisand em Funny Girl – A Garota Genial (photo by oscarfilmeafilme.blogspot.com.br)

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Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Funny Girl – A Garota Genial (1968)
Por uma diferença irrisória de votos, o presidente da Academia na época havia declarado empate técnico entre Katharine Hepburn e Barbra Streisand. Numa das mais bem-sucedidas vitórias do Oscar, ela se tornou uma estrela nas décadas de 70 e 80 com sucessos românticos como Nosso Amor de Ontem (1973) e Nasce uma Estrela (1976), pelo qual também ganhou o Oscar de Melhor Canção Original. Na década de 90, recebeu boas críticas por sua direção em O Príncipe das Marés e O Espelho Tem Duas Faces, pelos quais foi indicada como produtora (Melhor Filme) e compositora (Melhor Canção), respectivamente. Para a geração atual, além de cantora, Streisand é conhecida como uma Focker, da trilogia Entrando Numa Fria

Julie Andrews em Mary Poppins (photo by derekwinnert.com)

Julie Andrews em Mary Poppins (photo by derekwinnert.com)

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Vencedora do Oscar de Melhor Atriz por Mary Poppins (1964)
Após estrelar algumas peças musicais como Minha Bela Dama e Cinderella, Julie Andrews chamou a atenção de Walt Disney, que a convidou para estrelar Mary Poppins. Aliás, esse convite e a produção do musical foi tema do filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins. No ano seguinte, ela estrelou um dos maiores sucessos da história do cinema: A Noviça Rebelde, que além de marcá-la definitivamente como uma atriz que canta, rendeu sua segunda indicação. Foi mais uma vez indicada em 1983 por Victor ou Victoria. Tem atuado em produções infanto-juvenis como O Diário da Princesa e Shrek 2.

Karl Malden (ao fundo) com Eva Marie Saint em Sindicato de Ladrões (photo by gonemovies.com)

Karl Malden (ao fundo) com Eva Marie Saint em Sindicato de Ladrões (photo by gonemovies.com)

GOLD-Icon_CampasREVA MARIE SAINT
Vencedora do Oscar de Atriz Coadjuvante por Sindicato de Ladrões (1954)
Após atuar em inúmeras produções para TV, Eva finalmente foi descoberta pelo mestre Elia Kazan, que enxergou nela a dramaticidade que ele precisava para o papel de Edie Doyle, uma jovem que clama por justiça pela morte de seu irmão. Conseguiu contracenar com Marlon Brando, tarefa para poucos. Embora não tenha sido indicada ao Oscar novamente, estrelou algumas produções de destaque como Intriga Internacional (1959), Grand Prix (1966) e Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966). Nas décadas seguintes, teve uma carreira irregular e voltou a fazer TV.

Montgomery Clift em Perdidos na Tormenta (photo by http://ocdviewer.com/)

Montgomery Clift em Perdidos na Tormenta (photo by http://ocdviewer.com/)

Oscar_icon_by_reiarturMONTGOMERY CLIFT
Indicado ao Oscar de Melhor Ator por Perdidos na Tormenta (1948)
Apesar de ter estreado sob direção de Howard Hawks em Rio Vermelho, foi com o filme Perdidos na Tormenta, lançado antes, que Clift conseguiu sua primeira indicação. Perdeu para o imbatível Laurence Olivier (Hamlet) e teve mais três oportunidades fracassadas de ganhar o Oscar. Foi considerado um dos melhores atores da geração de James Dean e Marlon Brando, mas a Academia perdeu a chance de premiá-lo. Em sua filmografia, constam grandes clássicos como Um Lugar ao Sol (1951), A Um Passo da Eternidade (1953) e Julgamento em Nuremberg (1961). Morreu muito cedo aos 45 anos.

À frente Angela Lansbury com Ingrid Bergman em À Meia Luz (photo by filmsquish.com)

À frente Angela Lansbury com Ingrid Bergman em À Meia Luz (photo by filmsquish.com)

Oscar_icon_by_reiarturANGELA LANSBURY
Indicada ao Oscar de Atriz Coadjuvante por À Meia Luz (1944)
Vencedora do Oscar Honorário no final do ano passado, Angela Lansbury teve uma estréia espetacular aos 18 anos sob direção de George Cuckor em À Meia Luz, estrelado por Ingrid Bergman. Perdeu para Ethel Barrymore (Apenas um Coração Solitário) e concorreu mais duas vezes como coadjuvante: Em 1946 por O Retrato de Dorian Gray, e em 1963 por O Sob o Domínio do Mal, mas nunca levou a estatueta. Para gerações mais novas, ficou conhecida pela série de TV Assassinato por Escrito e por sua voz de Mrs. Potts, a bule de chá, na animação A Bela e a Fera (1991).

Orson Welles em Cidadão Kane (photo by smallpicturesblog.com)

Orson Welles em Cidadão Kane (photo by smallpicturesblog.com)

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Vencedor do Oscar de Roteiro Original, e Indicado para Melhor Diretor e Ator por Cidadão Kane (1941)
O que dizer sobre o responsável por Cidadão Kane, a produção mais revolucionária do Cinema? Aos 26 anos, Welles se uniu ao excepcional diretor de fotografia Gregg Toland e explorou enquadramentos e foco como nunca, além da estrutura narrativa não-linear para contar a história de Charles Foster Kane, inspirado no magnata da imprensa William Random Hearst. O filme vencedor do Oscar naquele ano foi o drama familiar Como Era Verde o Meu Vale, de John Ford. Como Stanley Kubrick, Orson estava à frente de seu tempo e não foi devidamente reconhecido.

Martha Scott por Nossa Cidade (photo by Anthony Camerano)

Martha Scott por Nossa Cidade (photo by Anthony Camerano)

Oscar_icon_by_reiarturMARTHA SCOTT
Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Nossa Cidade (1940)
A atriz levou seu papel na peça da Broadway de Emily Webb para o cinema nesta adaptação da peça de Thornton Wilder, pela qual atuou ao lado de William Holden. Perdeu para Ginger Rogers (Kitty Foyle). Suas atuações de destaque viriam nos épicos Os Dez Mandamentos (1956) e Ben-Hur (1959). Morreu aos 90 anos em 2003.

Greer Garson com Robert Donat em Adeus Mr. Chips (photo by forums.tcm.com)

Greer Garson com Robert Donat em Adeus, Mr. Chips (photo by forums.tcm.com)

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Indicada ao Oscar de Melhor Atriz por Adeus, Mr. Chips (1939)
Com praticamente 50% de experiência em TV e a outra de cinema, Greer Garson atuou em incontáveis filmes. Trabalhou com diretores renomados como Victor Fleming, Mervyn LeRoy e William Wyler, que lhe rendeu o Oscar de Atriz por Rosa de Esperança (1942). Em sua primeira indicação, perdeu para Vivien Leigh (…E o Vento Levou), tendo concorrido em mais 5 oportunidades. Morreu aos 91 anos em 1996.

Lawrence Tibbett em Amor de Zíngaro (photo by AP photo)

Lawrence Tibbett por Amor de Zíngaro (photo by AP photo)

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Indicado ao Oscar de Ator por Amor de Zíngaro (1930)
Conhecido por ser cantor de ópera, ele estreou no cinema com a história de um bandido russo que se apaixona por uma princesa. O filme ainda conta com a participação de Stan Laurel e Oliver Hardy, conhecidos como O Gordo e o Magro. Perdeu para George Arliss (Disraeli). Atuou em apenas mais cinco produções na década de 30, e morreu em 1960, aos 63 anos.

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Quem vai ganhar o Oscar 2012?

Oscar 2012: Pronto para mais um Oscar?

Não, não tenho bola de cristal. Não sou membro da Academia. E sequer assisti a todos os filmes que estão concorrendo. Aliás, tarefa literalmente impossível para quem vive aqui no Brasil, pois algumas produções são absolutamente inalcançáveis. Alguém aí viu o documentário Undefeated? Não? Pois é, está concorrendo. E W.E. – O Romance do Século, filme dirigido pela Madonna? Não? Que azar o seu! Está concorrendo a melhor figurino! E o filme polonês In Darkness? Foi bom esse film… o quê?! Não viu? Não acredito! Vai ficar por fora da categoria de filme estrangeiro!

É, você e todo o Brasil vai ficar por fora, porque as distribuidoras, mesmo diante de uma indicação ao Oscar, parecem não se importar se você quer ver um filme com apenas uma indicação. Não tem pelo menos 5 indicações e não tem astros de Hollywood? Tá, depois eu te ligo…

Sou meio linha dura com esse negócio, mas por outro lado entendo os motivos comerciais das empresas que compram os direitos de exibir um filme aqui no Brasil. Mas peço (não tão gentilmente) para que tentem mudar esse panorama porque quanto menos oferta e diversidade houver, mais o público ficará estagnado na mesmice do cinema de blockbuster hollywoodiano. Eu mesmo conheço pessoas que já confessaram: “Estou cansado de ver essas tranqueiras do cinema. Onde posso ver filmes mais alternativos?” – Normalmente eu respondo um “Vá pra Europa ou Ásia!”. OK, eu sei, está fora de cogitação. Mas para finalizar meu conselho, costumo indicar mostras dedicadas a produções alternativas e independentes que cinemas de rua podem proporcionar (antes que acabem virando igrejas ou lojas de departamento).

Enfim, voltando à corrida do Oscar, a cada ano, os resultados parecem mais previsíveis, mas não são. A Academia adora lançar pelo menos algum favorito na fogueira, seja da categoria de atuação, filme estrangeiro ou até efeitos visuais. Vou citar exemplos recentes das 3 categorias que citei, respectivamente: Adrien Brody (nem ele acreditou que ganhou sobre 4 grandes favoritos), O Segredo dos seus Olhos (argentino que levou filme estrangeiro sobre o favorito alemão A Fita Branca) e os efeitos visuais de A Bússola de Ouro (reinando sobre o grande favorito Transformers). Então, refletindo a respeito disso, não me culpem quando houver uma bombástica surpresa. Não me responsabilizo pela saúde dos cardíacos mundo afora.

A fim de seguir um padrão, vou dar meu voto (lembrando que minhas escolhas independem da minha opinião pessoal, mas quem deve acabar levando de fato a estatueta) e por que votei nesse ou naquele filme. Não vou incluir as categorias de curtas e nem documentário. Se você está participando de um bolão, vá no bom e velho chutômetro!

MELHOR ANIMAÇÃO: Rango, de Gore Verbinski

Ok, se As Aventuras de Tintim estivesse concorrendo, poderíamos estar diante de uma briga feia, mas como não é o caso… I rest my case!

MELHOR FILME ESTRANGEIRO: A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)

É uma das mais imprevisíveis categorias, pois como disse num post anterior, tem muito velhinho judeu desocupado votando. Mas eu vi o filme iraniano e ele é bom e tem uma linguagem bastante universal que deve agradar a gregos e troianos.

MELHOR SOM: A Invenção de Hugo Cabret

Diz a lenda que o filme mais barulhento ganha e talvez este filme fique entre Transformers 3 e Cavalo de Guerra, mas pensei comigo mesmo: Quem vai premiar um terceiro filme chato de robô? E não acredito que um filme do Spielberg vá sair do Oscar apenas com um Oscar de Melhor Som! Tá, tem boas chances na Fotografia, mas não creio muito…

MELHORES EFEITOS SONOROS: A Invenção de Hugo Cabret

Normalmente, esse prêmio vai para aquele filme que tem cenas mais fantasiosas e surreais em que o efeito sonoro (aquele criado em estúdio) tem mais importância. O pensamento da categoria de Som vale aqui também, pois Transformers 3 e Cavalo de Guerra são fortes candidatos, mas só aquela sequência do trem na estação de A Invenção de Hugo Cabret já vale meu voto.

MELHORES EFEITOS VISUAIS: Planeta dos Macacos: A Origem

Eu sei que a artilharia tá pesada, ainda mais que um tal de Harry Potter está na área, mas os efeitos do novo mago dos efeitos digitais Joe Letteri são praticamente uma unanimidade hoje. Veja seus trabalhos anteriores que, aliás, ganharam Oscars. Sente o calibre: O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei e King Kong. Só não citei o primeiro filme do Senhor dos Anéis porque não foi ele que fez, mas também ganhou Oscar…

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL: “Real in Rio” (Rio)

Muita gente pode pensar que eu estaria pensando com o coração neste voto, mas eu vi a animação Rio e acredito que a música é realmente a alma do filme. Tá, eu não vi o filme dos Muppets, mas a canção indicada em si é meio deprê…

MELHOR TRILHA MUSICAL: Ludovic Bource (O Artista)

Não que eu ache que Ludovic Bource seja melhor que John Williams ou mesmo Alberto Iglesias, mas a trilha musical de O Artista acaba chamando mais a atenção por se tratar de um filme mudo. É praticamente como ver um quadro repleto de homens em preto-e-branco com uma mulher de vermelho no centro.

MELHOR MAQUIAGEM: Harry Potter e as Relíquias da Morte

Lembra quando o último filme do Star Wars foi indicado e todo mundo achou que levaria porque a nova trilogia do titio George Lucas não ganhou nadica de nada? Pois é, na ocasião, o filme perdeu para o primeiro filme da série As Crônicas da Nárnia. Este ano, os 3 indicados têm um trabalho de maquiagem razoável. Não tem nenhum trabalho marcante e excepcional de um Rick Baker, então nesse caso, acredito que a maquiagem do sem nariz Valdemort possa contar alguns pontinhos. Ah sim, e aquela sujeirinha na cara dos atores principais pra dar aquele ar de heróis contemporâneos…

MELHOR FIGURINO: Arianne Phillips (W.E. O Romance do Século)

Talvez seja a minha escolha mais suicida, mas se você olhar bem pra categoria, verá que os figurinos são fracos. Pensei em votar na queridinha da Academia, Sandy Powell, mas os figurinos de A Invenção de Hugo Cabret não mudam quase nada e não têm tamanha importância quanto um filme de época.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Dante Ferretti e Francesca LoSchiavo (A Invenção de Hugo Cabret)

Esse foi meu primeiro voto de 100% de certeza. O trabalho de cenografia de mestre Ferretti é estupendo e se mostra a alma do filme. A estação de trem em Paris dos anos 30 e os próprios cenários recriados de Georges Méliès são um deleite para o público.

MELHOR FOTOGRAFIA: Emmanuel Lubezki (A Árvore da Vida)

Quando resolveram indicar A Árvore da Vida para Melhor Filme e Diretor, pensei: Alguém aí vai ganhar. Ok, talvez seja Terrence Malick, mas é quase impossível ignorar o trabalho de iluminação e fotografia de Lubezki. O que seria da história, atores e diretor se não fossem as belas imagens paradisíacas criadas por Emmanuel Lubezki? Tudo bem que eu já vi trabalhos tão bons quanto esse serem roubados como o de Eduardo Serra em Moça com Brinco de Pérola, mas acredito que a Academia não cometerá este mesmo erro… não neste ano!

MELHOR MONTAGEM: Kevin Tent (Os Descendentes)

Nesta categoria, a regra parece dizer que o filme com mais cortes típicos de filmes de ação deve ganhar, vide filmes vencedores como Rocky – Um Lutador, Bullitt e mais recentemente O Ultimato Bourne. O filme mais bem montado nesse sentido seria Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, mas os mesmos montadores ganharam ano passado pelo ótimo A Rede Social. Ou poderia ir para A Invenção de Hugo Cabret, mas a montadora Thelma Schoonmaker levaria seu 4º Oscar. Então, meu voto vai para a eficiente montagem de Kevin Tent, grande colaborador dos filmes de Alexander Payne, que privilegia o timing cômico de cada cena do filme Os Descendentes.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL: Michel Hazanavicius (O Artista)

Apesar da história ser bastante simples, O Artista soube trabalhar algumas minúcias dos efeitos da chegada do som nos astros do cinema mudo como aquele sonho sonoro de Valentine e aquele diálogo entre ele e Peppy Miller em que ela está dando entrevistas no restaurante. Infelizmente não vi o Margin Call, mas meu favorito seria o Woody Allen por Meia-Noite em Paris pelo misto de fantasia e filosofia que há muito não vi num filme. Mas como Woody é um outsider de premiações, não acredito que deva levar… Nessa eu até preferia estar errado. Seria a melhor surpresa da noite!

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO: Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash (Os Descendentes)

Alguns meses atrás, muito se falou que Os Descendentes venceria melhor filme. Mas, como se pode ver, recebeu “apenas” 5 indicações e tem chances remotas de ganhar nessa categoria. Por isso, deve ser compensado em outras. Talvez eu até esteja exagerando um pouco dando montagem, ator e roteiro adaptado, mas são as melhores coisas do filme de Alexander Payne. Eu também indicaria o belo trabalho de Shailene Woodley, pois a química dela com Clooney move o filme pra frente.

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Com a exclusão de Albert Brooks por Drive, o caminho fica praticamente livre para Plummer levar seu primeiro Oscar. O veterano só deve ficar preocupado com outro veterano, que já trabalhou com Ingmar Bergman incontáveis vezes, já foi exorcista e parece que é velho há 50 anos. Sim, o sueco Max von Sydow concorre pelo papel do Inquilino de Tão Forte e Tão Perto. Ele rouba a cena o filme de Stephen Daldry e pode roubar o Oscar de Plummer. Cuidado…

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
Se o filme tivesse que sair com um Oscar na noite, este seria o de atriz coadjuvante, pois já abocanhou quase todos os prêmios da categoria na temporada 2012. É claro que a bela Bérènice Bejo seria uma baita (e merecida) surpresa se ganhasse. Ainda mais se seu companheiro de tela, Jean Dujardin, não ganhasse, a Academia tentaria recompensar as performances com um prêmio de “consolação”.

MELHOR ATOR: George Clooney (Os Descendentes)

Talvez esta seja a categoria mais disputada, pois todos têm chances reais de ganhar. Sim, até mesmo o mexicano Demián Bichir, pois no quesito “para que vamos dar um Oscar para um ator já consagrado?”, ele seria o mais bem recompensado e sua carreira deslancharia de vez em Hollywood. Mas será que é isso que eles querem este ano? Premiar outro “underdog” como Adrien Brody? Acredito na figura de George Clooney como ator carismático que aceitou um papel que poderia torná-lo ridículo e, também, pela pessoa solidária que demonstra fora das telas, participando de inúmeras campanhas de caridade. E não, não porque vende mais máquinas da Nespresso…

MELHOR ATRIZ: Viola Davis (Histórias Cruzadas)

Como os americanos dizem: “It’s a tough call” – É uma decisão difícil. Finalmente dar o 3º Oscar a Meryl Streep seria algo tão difícil assim? Sim. Se olharmos para seu retrospecto de indicações ao Oscar, Meryl deu azar mesmo na maioria, pois suas concorrentes acabaram oferecendo performances mais concretas e mais laureadas por isso. Aí, quando foram ver a situação, já era meio tarde para premiá-la de qualquer maneira. Para entregar um 3º Oscar para Meryl, teria que ser um papel de enorme importância em que ela não só demonstre seu talento na dicção e pronúncia, mas na arte de virar um camaleão dentro da personagem. Seria ela Margareth Thatcher? Importância e sotaque britânico: checked! MAS a ex-Primeira Ministra nunca foi uma unanimidade e, por mais que o filme tenta buscar humanidade em sua figura fria, talvez o Oscar vá para Viola Davis… Seu papel em Histórias Cruzadas tem consistência e a cada expressão da atriz temos a impressão de que estamos vendo uma mulher verdadeira.

MELHOR DIRETOR: Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

Se já premiaram mais de uma vez diretores como John Ford, William Wyler, Billy Wilder, George Stevens e Steven Spielberg por que não Scorsese?  Ele fez obras-primas ao longo de sua carreira e tem um importante papel na restauração de filmes antigos que merece ser mais uma vez reconhecida. É claro que o Oscar pode ir para Michel Hazanavicius, pois ele ganhou o prêmio do sindicato dos diretores, mas ele ainda é jovem e certamente, se fizer as escolhas certas, terá um caminho bastante promissor.

MELHOR FILME: A Invenção de Hugo Cabret

Ok, muitos falaram que O Artista era barbada. Mas tenho que tentar ser coerente aqui. Se O Artista ganha, terminaria com 3 Oscars. E Se o filme de Scorsese ganhar, termina com 4. Além disso, A Invenção de Hugo Cabret é um filme bem mais completo do que o francês em praticamente todos os departamentos. Muito bem produzido e com uma alma que tem a cara de Scorsese e sua paixão pelo Cinema. Merece ser laureado!

Gente, bom Oscar 2012 para todos! Aconselho assistirem à cerimônia, obviamente, pelo TNT, porque, como todos sabem, a Globo prefere passar essa tranqueira de Big Brother. Aliás, só comprou os direitos do Oscar para que o SBT ou qualquer outra emissora não passe. Ditadura na TV é uma m****.

Enquanto isso, assistam a esse engraçado vídeo intitulado: Kids Predict the 2012 Oscars, que prova que não sabemos de nada mesmo…

Um pouco de pimenta no tempero do Oscar 2012

O Ditador feliz com seus dois ingressos para o Oscar

Se a festa do Oscar não conta com um anfitrião bêbado e de língua solta como Ricky Gervais, talvez o ator e comediante Sacha Baron Cohen (dos filmes Borat e Bruno) possa dar um jeito nisso.

Há poucos dias da cerimônia, os produtores do evento barraram Cohen na festa, pois ele declarou que sua intenção era comparecer ao tapete vermelho trajado como seu personagem O Ditador a fim de promover seu filme com a mídia “gratuita” do Oscar. Tudo acabou sendo um mal entendido. Brian Grazer, produtor deste ano do Oscar e até então, vilão da história, foi bastante sucinto e formal, rebatendo as manchetes da seguinte maneira: “We absolutely respect him as an artist and he’s allowed to come. He’s part of the show… as himself.” (Nós o respeitamos de forma absoluta como um artista e ele está permitido a vir. Ele é parte do show…. como ele mesmo).

Independente do desfecho dessa história (se a Academia vai barrá-lo como apresentador no palco ou não), Sacha Baron Cohen já conseguiu o que queria. Publicidade! Bem naquela do “falem mal, mas falem de mim”. Grazer até tem seus motivos concretos para tentar evitar uma catástrofe, pois na festa do MTV Movie Awards de 2009, a fim de promover seu filme Bruno, o comediante armou uma surpresa: vestiu-se de anjo e foi parar no colo do rapper Eminem, formando um 69 um tanto inusitado.

Sacha Baron Cohen: um anjo caindo do céu...

...direto para o colo do Capeta Eminem

É claro que nenhum produtor vai concordar com o que vou dizer, mas esse tipo de improviso faz com que os milhares de telespectadores esqueçam a caretice e previsibilidade da premiação. E não sou eu apenas que digo. Você pode ver que em muitas edições da Oscar, eles apresentam clipes com os “melhores momentos” e sempre rola esses momentos inusitados como o famoso streaker que subiu ao palco.

Streaker cortando o barato de David Niven: ou seria o inverso?

Para a infelicidade do sujeito nu, o apresentador era David Niven e ele está sempre preparado: “Well, ladies and gentlemen, that was almost bound to happen… But isn’t it fascinating to think that probably the only laugh that man will ever get in his life is by stripping off and showing his shortcomings?” (Bem, senhoras e senhores, aquilo estava quase certo de que aconteceria… Mas não é fascinante pensar que provavelmente a única risada que aquele homem vai conseguir na vida é se despindo e mostrando seus defeitos?). Isso é Oscar também!

Com 3 indicações ao Oscar, vale a pena adiantar a estréia, certo?

Bom, também gostaria de aproveitar o post para fazer alguns esclarecimentos. Num dos posts anteriores, publiquei as previsões de datas de estréia dos filmes que concorrem ao Oscar, mas as distribuidoras me passaram a perna e me desmentiram! Malditos caça-níqueis! Então, algumas das minhas mentiras desmascaradas foram:

Albert Nobbs e Tão Forte e Tão Perto tiveram suas estréias antecipadas para o dia 24 de fevereiro para que nós, cinéfilos e consumidores, pudéssemos ter a honra de conferir os 9 filmes indicados a Melhor Filmes antes do Oscar. (Joinha pra vocês!).

E Drive que tinha tudo pra estrear foi adiado porque recebeu uma mísera indicação a Melhores Efeitos Sonoros. (Sim, what the fuck!? Mas lero-lero pra vocês, porque eu assisti ANTES. HA!)

Bom, é isso. Vou ver se corro para ver os filmes que faltam antes do Oscar porque as distribuidoras mandam nesse país. Beijos.

(Se der tempo, mando as minhas previsões ao Oscar)

Indicações ao Oscar 2012!

Jennifer Lawrence e Tom Sherak anunciam os Indicados

As indicações ao Oscar foram anunciadas esta manhã, com um ligeiro atraso. Aqui no Brasil, o anúncio foi transmitido pelo canal Globo News. Mas para quem piscou e perdeu, confira no youtube pelo canal oficial da Academia:

http://www.youtube.com/watch?v=ODy4Z2Lp_jE&feature=g-all-u&context=G22f03c4FAAAAAAAAAAA

Infelizmente, Jennifer Lawrence não contribuiu muito para os americanos acordarem melhor. Sua roupa não favoreceu muito… E o presidente da Academia, Tom Sherak, se enrolou na pronúncia do nome de Michel Hazanavicius.

MELHOR FILME (Best Motion Picture of the Year)

– O Artista (The Artist)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

– A Árvore da Vida (The Tree of Life)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

MELHOR DIRETOR (Achievement in Directing)

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Alexander Payne (Os Descendentes)

– Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Terrence Malick (A Árvore da Vida)

MELHOR ATOR (Performance by an Actor in a Leading Role)

– Demián Bichir (A Better Life)

– George Clooney (Os Descendentes)

– Jean Dujardin (O Artista)

– Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)

– Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)

MELHOR ATRIZ (Performance by an Actress in a Leading Role)

Glenn Close (Albert Nobbs)

– Viola Davis (Histórias Cruzadas)

– Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)

– Meryl Streep (A Dama de Ferro)

– Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

MELHOR ATOR COADJUVANTE (Performance by an Actor in a Supporting Role)

Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)

– Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)

– Nick Nolte (Guerreiro)

– Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

– Max Von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (Performance by an Actress in a Supporting Role)

– Bérénice Bejo (O Artista)

– Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

– Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)

– Janet McTeer (Albert Nobbs)

– Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL (Screenplay Written Directly for the Screen)

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Kristen Wiig, Annie Mumolo (Missão Madrinha de Casamento)

– J. C. Chandor (Margin Call – O Dia Antes do Fim)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Asghar Farhadi (A Separação)

ROTEIRO ADAPTADO (Screenplay Based on Material Previously Produced or Published)

– Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash (Os Descendentes)

– John Logan (A Invenção de Hugo Cabret)

– George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (Tudo Pelo Poder)

– Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin (O Homem que Mudou o Jogo)

– Bridget O’Connor, Peter Straughan (O Espião que Sabia Demais)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO (Best Animated Feature Film of the Year)
– Um Gato em Paris, de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli
– Chico & Rita, de Fernando Trueba, Javier Mariscal
– Kung Fu Panda 2, de Jennifer Yuh
– Gato de Botas, de Chris Miller
– Rango, de Gore Verbinski
MELHOR FILME ESTRANGEIRO (Best Foreign Language Film of the Year)
– Bullhead, de Michael R. Roskan (Bélgica)
– Footnote, de Joseph Cedar (Israel)
– In Darkness, de Agnieszka Holland (Polônia)
– Monsieur Lazhar, de Philippe Falardeau (Canadá)
– A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)
MELHOR FOTOGRAFIA (Best Achievement in Cinematography) 
– Guillaume Schiffman (O Artista)
– Jeff Cronenweth (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Robert Richardson (A Invenção de Hugo Cabret)
– Emmanuel Lubezki (A Árvore da Vida)
– Janusz Kaminski (Cavalo de Guerra)
MELHOR MONTAGEM (Best Achievement in Editing)
– Anne-Sophie Bion, Michel Hazanavicius (O Artista)
– Kevin Tent (Os Descendentes)
– Angus Wall, Kirk Baxter (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Thelma Schoonmaker (A Invenção de Hugo Cabret)
– Christopher Tellefsen (O Homem que Mudou o Jogo)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE (Best Achievement in Art Direction)
– Laurence Bennett, Robert Gould (O Artista)
– Stuart Craig, Stephenie McMillan (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Dante Ferretti, Francesca LoSchiavo (A Invenção de Hugo Cabret)
– Anne Seibel, Hélène Dubreuil (Meia-Noite em Paris)
– Rick Carter, Lee Sandales (Cavalo de Guerra)
MELHOR FIGURINO (Best Achievement in Costume Design)
– Lisy Christl (Anonymous)
– Mark Bridges (O Artista)
– Sandy Powell (A Invenção de Hugo Cabret)
– Michael O’Connor (Jane Eyre)
– Arianne Phillips (W.E. – O Romance do Século)
MELHOR MAQUIAGEM (Best Achievement in Makeup)
– Martial Corneville, Lynn Johnson, Matthew W. Mungle (Albert Nobbs)
– Nick Dudman, Amanda Knight, Lisa Tomblin (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Mark Coulier, J. Roy Helland (A Dama de Ferro)
MELHOR TRILHA MUSICAL (Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score)
– John Williams (As Aventuras de Tintim)
– Ludovic Bource (O Artista)
– Howard Shore (A Invenção de Hugo Cabret)
– Alberto Iglesias (O Espião que Sabia Demais)
– John Williams (Cavalo de Guerra)
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL (Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song)
– “Man or Muppet”, de Bret McKenzie (Os Muppets)
– “Real in Rio”, de Sergio Mendes, Carlinhos Brown, Siedah Garrett (Rio)
MELHOR SOM (Best Achievement in Sound Mixing)
– David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce, Bo Persson (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Tom Fleischman, John Midgley (A Invenção de Hugo Cabret)
– Deb Adair, Ron Bochar, David Giammarco, Ed Novick (O Homem que Mudou o Jogo)
– Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush, Peter J. Devlin (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
– Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson, Stuart Wilson (Cavalo de Guerra)
MELHORES EFEITOS SONOROS (Best Achievement in Sound Editing)
– Lon Bender, Victor Ray Ennis (Drive)
– Ren Klyce (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Philip Stockton, Eugene Gearty (A Invenção de Hugo Cabret)
– Ethan Van der Ryn, Erik Aadahl (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
– Richard Hymns, Gary Rydstrom (Cavalo de Guerra)
MELHORES EFEITOS VISUAIS (Best Achievement in Visual Effects)
– Tim Burke, David Vickery, Greg Butler, John Richardson (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Robert Legato, Joss Williams, Ben Grossmann, Alex Henning (A Invenção de Hugo Cabret)
– Erik Nash, John Rosengrant, Danny Gordon Taylor, Swen Gillberg (Gigantes de Aço)
– Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White, Daniel Barrett (Planeta dos Macacos: A Origem)
– Scott Farrar, Scott Benza, Matthew E. Butler, John Frazier (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
MELHOR DOCUMENTÁRIO (Best Documentary, Features)
– Hell and Back Again, de Danfung Dennis, Mike Lerner
– If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front, de Marshall Curry, Sam Cullman
– Paradise Lost 3: Purgatory, de Joe Berlinger, Bruce Sinofsky
– Pina, de Wim Wenders, Gian-Piero Ringel
– Undefeated, de Daniel Lindsay, T. J. Martin, Rich Middlemas
MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA (Best Documentary, Short Subjects)
– The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement, de Robin Fryday, Gail Dolgin
– God is the Bigger Elvis, de Rebecca Cammisa, Julie Anderson
– Incident in New Baghdad, de James Spione
– Saving Face, de Daniel Junge, Sharmeen Obaid-Chinoy
– The Tsunami and the Cherry Blossom, de Lucy Walker, Kira Cartensen
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO (Best Short Film, Animated)
– Dimanche, de Patrick Doyon
– The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce, Brandon Oldenburg
– La Luna, de Enrico Casarosa
– A Morning Stroll, de Grant Orchard, Sue Goffe
– Wild Life, de Amanda Forbis, Wendy Tilby
MELHOR CURTA-METRAGEM (Best Short Film, Live Action)
– Pentecost, de Peter McDonald
– Raju, de MaxZähle, Stefan Gieren
– The Shore, de Terry George, Oorlagh George
– Time Freak, de Andrew Bowler, Gigi Causey
– Tuba Atlantic, de Hallvar Witzø
Nove para Melhor Filme? No post anterior, comentei a forte possibilidade de indicarem um número incomum como 7 ou 9. Dito e feito. Foram nove filmes que passaram da nova nota de corte do Oscar. O filme de Stephen Daldry, Tão Forte e Tão Perto conseguiu uma vaga e só mais uma outra indicação: ator coadjuvante. Curiosamente, no anúncio dos indicados, o filme foi deixado propositadamente por último, realçando que se tratava do nono filme.
Agora, se a Academia resolvesse arredondar para 10 filmes, provavelmente a comédia Missão Madrinha de Casamento teria entrado na briga.

Tão Forte e Tão Perto: O nono filme

Recordista de Indicações: Como previsto, o filme de Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret, levou 11 indicações e foi o recordista, o que aumenta muito suas chances de ganhar Melhor Filme. Logo em seguida, vem O Artista com 10 indicações. Nesse quesito de número de indicações, Os Descendentes sai um pouco atrás porque levou apenas 5.
Atores na Lista e Outros Esquecidos: Nunca é possível agradar a todos nas categorias de atuação. Sempre fica faltando alguém que acaba se juntando ao grupo “Os injustiçados do Oscar”.  Talvez a maior surpresa tenha ficado por conta do veterano Max von Sydow, que foi indicado para ator coadjuvante, batendo nomes como Albert Brooks, Viggo Mortensen e Armie Hammer. Sydow ficou mundialmente conhecido pelo papel de Padre Merrin em O Exorcista e foi parceiro fiel do diretor Ingmar Bergman nas produções suecas. O mexicano Démian Bichir também pode ser considerado uma surpresa na categoria de Melhor Ator, mesmo tendo sido indicado pelo SAG Awards.

Max von Sydow: já era idoso desde 1973 em O Exorcista

A ausência que mais senti foi do ator Michael Fassbender pelo drama Shame. O ator alemão vem conquistando público e crítica desde seu trabalho no filme independente Hunger e mais recentemente em Um Método Perigoso e no blockbuster X-Men: Primeira Classe. Merecia uma indicação, mas talvez o fato de seu filme apresentar cenas de nudez frontal tenha assustado os membros mais reservados da Academia. Uma pena…
Pelo lado feminino, senti a falta da Tilda Swinton pelo drama Precisamos Falar Sobre o Kevin. Sua atuação foi bastante elogiada e vem conquistando alguns prêmios importantes, mas provavelmente pelo fato do filme tratar de um tema forte (Kevin é um jovem que matou colegas na escola), Swinton tenha perdido sua chance mais pelo conservadorismo. Outro erro da Academia…
Dos nomes mais frequentes em premiações, a jovem Shailene Woodley pelo filme Os Descendentes também ficou de fora na disputa de atriz coadjuvante. Melissa McCarthy roubou a cena na comédia Missão Madrinha de Casamento e sua vaga, aparentemente. Mas Shailene é um rosto jovem e novo no mercado e acredito que terá muitas oportunidades. Só espero que ela não desande em refilmagens de terror teenagers.

Shailene Woodley: Que seu talento não seja desperdiçado em tranqueiras

Ryan Gosling foi outro nome que apareceu bastante nas listas, mas não conseguiu chegar à final. Apesar de ter feito 3 trabalhos em 2011: Drive, Tudo Pelo Poder e Amor à Toda Prova, Gosling fica de mãos abanando. Mas se ele apresentar um bom trabalho em 2012, certamente ele voltará ao Oscar no ano que vem.
Pra não dizerem que só reclamo, gostei da indicação de Gary Oldman. O ator britânico já tem uma extensa filmagrafia e com essa nova ascensão, merecia um reconhecimento por parte da Academia. Espero que sua carreira decole ainda mais e papéis mais interessantes cheguem mais à sua mesa.
Dois Robôs nos Efeitos: Não botava fé que o terceiro filme do Transformers fosse conseguir uma vaga na categoria de efeitos visuais. OK, votei no quarto filme do Piratas do Caribe, mas pelo menos os efeitos sempre apresentam algo diferente, tipo criaturas feitas de vegetais ou com tentáculos como barba. E fizeram uma campanha tão forte para que o último filme do Harry Potter vingasse em categorias principais, mas não deu certo. Tiveram que se contentar com direção de arte, efeitos visuais e maquiagem. E deve ganhar pela maquiagem, mais como conjunto da obra dos 8 filmes.
Filmes Estrangeiros Estranhos: Cadê a França, Itália, Japão, Alemanha e Espanha? O representante alemão, Pina, de Wim Wenders foi compensando da eliminação pela indicação na categoria de documentário (sim, veja como a mágica do planejamento do Oscar funciona). Se em edições anteriores, o Oscar de Filme Estrangeiro foi uma surpresa, este ano não deve escapar do favorito: o iraniano A Separação.
Animações Estranhas: Lembram-se dos filmes franceses e espanhóis que faltaram na categoria de Filme Estrangeiro? Mudaram-se para a categoria de Melhor Animação! Um Gato em Paris e Chico & Rita. Conhecem? Prazer! Fiquei com a mesma cara de dúvida no anúncio dos indicados. “Que raio de animações são essas?” Mas não sei se é porque a categoria de animação é nova, mas o Oscar tem mantido uma tradição boa de trazer alguns trabalhos meio desconhecidos para o holofote e revelar novos talentos.

Chico & Rita: Trabalho mais da linha adulta

Um Gato em Paris: produção francesa com traços fortes

Indicados ao 18º Screen Actors Guild Awards

SAG Awards

Eu sei que a esta altura do campeonato, todo mundo já está de saco cheio de ler sobre premiações, de NYFCC, de LAFCA, de Globo de Ouro… Calma! Só faltam 57 prêmios até o Oscar. Estamos apenas começando! O Screen Actors Guild Awards, ou SAG Awards, é um dos prêmios mais recentes da indústria do Cinema. Apesar do Sindicato dos Atores ser bastante antigo, seu prêmio só começou a ser distribuído em 1995. Antes disso, só reconhecia atores pelo conjunto da obra, como Barbara Stanwyck, James Stewart, Gregory Peck, Edward G. Robinson, Charlton Heston, Katharine Hepburn e James Cagney.

É claro que o Sindicato ainda reconhece atores consagrados pela carreira, mas desde a criação de seus prêmios para os melhores do ano, passou a ser o melhor parâmetro para as categorias de atuação e até para direção para o Oscar, pois o SAG Awards criou uma categoria de Best Ensemble, ou seja, elege o melhor conjunto de atores, o que normalmente significa qual elenco foi melhor dirigido.

Duvida? Vejamos. Este ano, O Discurso do Rei levou o prêmio de Ensemble. Quem ganhou melhor diretor no Oscar? Tom Hooper, diretor de O Discurso do Rei. Em 2009, Quem Quer Ser um Milionário? foi reconhecido no SAG e seu diretor Danny Boyle como Melhor Diretor no Oscar. Em 2008, foi a vez de Onde os Fracos Não Têm Vez coincidir elenco e diretor. Então, nos últimos 4 anos, 3 vencedores da categoria levaram Melhor Diretor. Portanto, fique de olhos abertos para isso no próximo bolão do Oscar!

Cowboys & Aliens: Concorrendo como Melhor Equipe de Dublês

Vale a pena ressaltar que desde 2008, o SAG também passou a reconhecer os melhores trabalhos de equipes de dublês. Os dublês podem não se expressar com seus rostos, mas seus corpos compõem as performances de atores, na maioria das vezes em cenas de ação ou simplesmente como dublês de corpo para aquelas cenas de nudez em que o ator ou atriz não têm o corpo exigido para o papel. Obviamente, os vencedores da categoria são filmes de ação: O Ultimato Bourne, Batman – O Cavaleiro das Trevas, Star

Trek, A Origem. Alguns anos atrás, tentaram incluir a categoria no Oscar, mas acho que o conservadorismo de pedra dos membros falou mais alto. Apesar de achar que a cerimônia em si já está longa demais, sou favorável a essa inclusão, afinal a profissão de dublê praticamente nasceu junto com o Cinema.

Este ano, Cowboys & Aliens, Os Agentes do Destino, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, Transformers –  O Lado Oculto da Lua e X-Men: Primeira Classe estão na disputa. Quem é o favorito? Ninguém. Todos têm chances iguais de ganhar. Porém, aposto no filme do Harry Potter pelo número grande de dublês e pelas várias cenas de ação.

Bom, mas voltando aos indicados, para quem acompanhou a trajetória dos prêmios concedidos anteriormente, não há nenhuma grande surpresa. Talvez a maior seja a indicação de Demián Bichir. Nascido na Cidade do México, o ator já pode ser considerado um veterano, pois já atua desde 1985 em produção mexicanas, ganhando destaque no cult Perdita Durango (1997), ao lado de Javier Bardem, Rosie Perez e James Gandolfini, além disso, em 2001, na comédia espanhola Sem Notícias de Deus, atuou com Penélope Cruz e Victoria Abril. Apesar de sua extensa filmografia, foi com os dois filmes de Steven Soderbergh, Che e Che 2: A Guerrilha (2008), interpretando ninguém menos que Fidel Castro, que Demián chamou a atenção da mídia (e não Rodrigo Santoro, como a imprensa brasileira dizia…). Foi indicado por um drama social intitulado A Better Life (sem título em português e previsão de estréia no Brasil, claro), em que vive um jardineiro em Los Angeles que tenta afastar seu filho de gangues de drogas e agentes da imigração.

Apesar do mundo de premiação de Cinema ser um pouco como futebol em termos de imprevisibilidade de resultados, Demián Bichir tem 1% de chance de vitória e já pode ser considerado, literalmente, o patinho feio da categoria, pois temos competindo: George Clooney, Brad Pitt, Leonardo DiCaprio (só faltou Tom Cruise para deixar a mulherada babando na frente da TV) e o ainda desconhecido do grande público mas que não deixa a desejar, Jean Dujardin. Boa sorte, Demián Bichir! Você vai precisar.

Demián Bichir: Quem é o feio aqui?

Para Melhor Conjunto de Elenco, apesar de fortes candidatos como Os Descendentes e O Artista disputarem com pequenas surpresas como Missão Madrinha de Casamento e Meia-Noite em Paris, o prêmio deve ficar entre os dois favoritos, ou seja, Alexander Payne contra Michel Hazanavicius.

Confira as indicações ao SAG Awards, que será transmitido pelo canal pago TNT no dia 29 de janeiro de 2012.

* Apenas uma curiosidade: Quando você achou que veria uma Primeira-Dama francesa indicada como atriz? Nicolas Sarkozy deve estar orgulhoso.

Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role
DEMIÁN BICHIR / Carlos Galindo – “A BETTER LIFE” (Summit Entertainment)
GEORGE CLOONEY / Matt King – “THE DESCENDANTS” (Fox Searchlight Pictures)
LEONARDO DiCAPRIO / J. Edgar Hoover – “J. EDGAR” (Warner Bros. Pictures)
JEAN DUJARDIN / George – “THE ARTIST” (The Weinstein Company)
BRAD PITT / Billy Beane – “MONEYBALL” (Columbia Pictures)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role
GLENN CLOSE  / Albert Nobbs – “ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MERYL STREEP / Margaret Thatcher – “THE IRON LADY” (The Weinstein Company)
TILDA SWINTON / Eva – “WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN” (Oscilloscope Laboratories)
MICHELLE WILLIAMS / Marilyn Monroe – “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role
KENNETH BRANAGH / Sir Laurence Olivier – “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)
ARMIE HAMMER / Clyde Tolson – “J. EDGAR” (Warner Bros. Pictures)
JONAH HILL / Peter Brand – “MONEYBALL” (Columbia Pictures)
NICK NOLTE / Paddy Conlon – “WARRIOR” (Lionsgate)
CHRISTOPHER PLUMMER / Hal – “BEGINNERS” (Focus Features)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role
BÉRÉNICE BEJO / Peppy – “THE ARTIST” (The Weinstein Company)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MELISSA McCARTHY / Megan – “BRIDESMAIDS” (Universal Pictures)
JANET McTEER / Hubert Page – “ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)

Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture
THE ARTIST (The Weinstein Company)
BÉRÉNICE BEJO / Peppy
JAMES CROMWELL / Clifton
JEAN DUJARDIN / George
JOHN GOODMAN / Al Zimmer
PENELOPE ANN MILLER / Doris

BRIDESMAIDS (Universal Pictures)
ROSE BYRNE / Helen
JILL CLAYBURGH / Annie’s Mom
ELLIE KEMPER / Becca
MATT LUCAS  / Gil
MELISSA McCARTHY / Megan
WENDI McLENDON-COVEY / Rita
CHRIS O’DOWD / Rhodes
MAYA RUDOLPH / Lillian
KRISTEN WIIG / Annie

THE DESCENDANTS (Fox Searchlight Pictures)
BEAU BRIDGES / Cousin Hugh
GEORGE CLOONEY / Matt King
ROBERT FORSTER / Scott Thorson
JUDY GREER  / Julie Speer
MATTHEW LILLARD  / Brian Speer
SHAILENE WOODLEY  / Alexandra King

THE HELP (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark
BRYCE DALLAS HOWARD / Hilly Holbrook
ALLISON JANNEY / Charlotte Phelan
CHRIS LOWELL / Stuart Whitworth
AHNA O’REILLY / Elizabeth Leefolt
SISSY SPACEK / Missus Walters
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson
MARY STEENBURGEN / Elaine Stein
EMMA STONE / Skeeter Phelan
CICELY TYSON / Constantine Jefferson
MIKE VOGEL / Johnny Foote

MIDNIGHT IN PARIS (Sony Pictures Classics)
KATHY BATES / Gertrude Stein
ADRIEN BRODY / Salvador Dali
CARLA BRUNI / Museum Guide
MARION COTILLARD / Adriana
RACHEL McADAMS / Inez
MICHAEL SHEEN / Paul
OWEN WILSON / Gil

Outstanding Performance by a Stunt Ensemble in a Motion Picture
THE ADJUSTMENT BUREAU (UNIVERSAL PICTURES)
COWBOYS & ALIENS (UNIVERSAL PICTURES)
HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 2 (WARNER BROS. PICTURES)
TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (PARAMOUNT PICTURES)
X-MEN: FIRST CLASS (20TH CENTURY FOX)

Golden Globe Nominations 2011 (Indicações ao Globo de Ouro)

69º Globo de Ouro

Apesar de todos os outros prêmios de críticos e organizações dizerem que o Globo de Ouro não serve mais como parâmetro para o Oscar, é imposível não associar ambos mesmo que as escolhas não sejam mais tão iguais como alguns décadas atrás. Para quem desconhece a premiação, uma das coisas mais bacanas é que a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (que comanda o Globo de Ouro) apresenta duas divisões: Drama e outra de Comédia ou Musical, para as categorias de atuação e filmes. Eu sei que isso pode soar ridículo se levarmos em conta que hoje não há mais como dividir os filmes como uma locadora fazia no século XX através de gênero, mas certamente isso possibilita que mais filmes sejam indicados e, consequentemente, mais divulgados e vistos. Atitude também tomada pela Academia, que desde 2010, resolveu indicar 10 filmes para Melhor Filme, fato que não ocorria desde 1944.

Enfim, as indicações saíram nesta quinta-feira, dia 15, e já é possível tirar algumas conclusões. A primeira coisa que se percebe ao ver as indicações é a total ausência do filme A Árvore da Vida e de seu diretor consagrado Terrence Mallick. O filme ganhou a Palma de Ouro em Cannes e vinha coletando alguns prêmios de críticos americanos, mas não passou do corte desta vez. Além disso, pesou o fato de que o filme é daquele tipo “ame ou odeie”, e parece que os membros da Associção foram mais no “Odeie”. É claro que se for pensar bem, os atores de A Árvore da Vida, Brad Pitt e Jessica Chastain, foram indicados como Melhor Ator – Drama e Melhor Atriz Coadjuvante, contudo por outros filmes: O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball) e Histórias Cruzadas (The Help).

Outro que ficou completamente fora da festa foi o drama Extremely Loud and Incredibly Close (ainda sem título traduzido), dirigido por Stephen Daldry (Billy Elliot e As Horas). Trata-se de uma história de um menino de 9 anos que procura uma fechadura em New York que encaixa a chave deixada por seu pai, que morreu no atentado terrorista de 11 de Setembro. Levando em consideração o diretor e a história, o trailer já anuncia um drama meio meloso, ainda mais se tratando do atentado, além disso, dá a impressão de que o final é daqueles repletos de moral e mensagem de “ame o próximo”. O filme vinha sendo bastante cogitado para a temporada de premiações, pois além do diretor consagrado, as estrelas são Tom Hanks e Sandra Bullock, ambos vencedores de Oscar.

Nesta edição, os recordistas em número de indicações são: O Artista (The Artist), liderando com 6. Os Descendentes (The Descendants) e Histórias Cruzadas (The Help) vêm logo atrás com 5 indicações cada. A produção francesa O Artista vêm conquistando a crítica com sua história de conversão de cinema mudo para o falado nos anos 20 de Hollywood, além de apresentar um espetáculo visual através de fotografia preto-e-branco e direção de arte. Dessa forma, sua vitória já pode ser considerada certa como Melhor Filme – Comédia ou Musical.

O Artista

Os Descendentes

Histórias Cruzadas

Uma surpresa acabou sendo as 4 indicações para o drama político Tudo Pelo Poder (The Ides of March), dirigido por George Clooney (triplamente indicado: como roteirista e diretor, além de ator por Os Descendentes). O longa-metragem tenta recontar o caso amoroso entre o então presidente americano Bill Clinton com a estagiária Monica Lewinski, ocorrido no final dos anos 90, mas com uma dose de ficção e nomes fictícios, claro. Tudo Pelo Poder estava perdendo fôlego nos últimos meses nos prêmios de críticos, mas agora com o reconhecimento do Globo de Ouro, pode ser que ganhe mais espaço no Oscar.

Já o épico drama de guerra dirigido por Steven Spielberg, War Horse (ainda sem título brasileiro), foi apontado por uma penca de críticos e especialistas do site oscarcentral.com como o favorito da temporada. Ok, é compreensível que qualquer filme de Spielberg já seja um papa-prêmios, ainda mais um filme de guerra. Mas quando fui ver o trailer, achei muito estúpido. Perdoe-me o mestre Spielberg (sou fã de Tubarão, Encurralado e os primeiros trabalhos dele), mas por que ele foi aceitar dirigir um filme sobre um cavalo na guerra? Olhem a sinopse e me digam se gostariam de ver: “O jovem Albert se alista no Exército para a Segunda Guerra Mundial depois que seu amado cavalo, Joey, é vendido para a Cavalaria. A jornada cheia de esperança de Albert o leva para fora da Inglaterra e Europa quando a guerra estoura”. Ainda estão aí? Eu já estava dormindo faz tempo… Vi o trailer agora há pouco e na hora me veio à cabeça aquela draga de filme chamado Seabiscuit – Alma de Herói (2003). Alguém aí se lembra? Além disso, dá vontade de vomitar ao ver aqueles longos planos de câmera lenta cobertos por aquela trilha melosa do John Williams para ressaltar o espírito equino de guerra! Já deve ter gente querendo me jogar pedra, mas não estou querendo desmerecer o trabalho de ninguém e posso estar errado porque ainda não vi o filme, mas pelo trailer, parece que estão querendo transformar o cavalo do filme num candidato à presidência americana! Felizmente, só foi indicado a Melhor Filme e Melhor Trilha Musical.

Além das indicações para Os Descendentes e O Artista, gostei que o Globo de Ouro reconheceu o ator Christopher Plummer pelo filme Toda Forma de Amor, em que vive um recém-viúvo que se descobre gay e com doença terminal. Como eu disse no post anterior, não gosto quando a Academia premia alguém simplesmente por tentar compensar derrotas anteriores ou anos de carreira sem uma indicação, mas quando o artista ganha por puro mérito. E parece que Plummer chegou a seu merecido ápice como ator.

Tilda Swinton

Também já estou torcendo pela atriz Tilda Swinton por sua performance em Precisamos Falar Sobre o Kevin. Sempre digo em conversas com amigos que um bom ator ou atriz não é somente aquele que sabe atuar, mas que sabe escolher projetos que propiciem novos desafios com profundidade. E a inglesa Swinton se encaixa nesse perfil. Tirando o blockbuster As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, que serviu para pagar suas contas e atendido pedido do filho, suas escolhas têm coerência, seja pelo papel, seja pelo diretor ou pelo elenco.

Morgan Freeman

Lembrando também que o veterano ator Morgan Freeman receberá o prêmio Cecil B. DeMille pelo conjunto da obra. Freeman que teve seu auge nos anos 80 e 90 com filmes como Conduzindo Miss Daisy (1989), Um Sonho de Liberdade (1994) e Seven – Os Sete Crimes Capitais (1995), passou a se tornar coadjuvante de luxo de alguns filmes grandes como Batman – O Cavaleiro das Trevas (2008)e Menina de Ouro (2004) pelo qual ganhou seu único Oscar, sem esquecer que é dono de uma voz idolatrada por documentaristas para ser o narrador como no sucesso A Marcha dos Pinguins (2005). Receber o prêmio Cecil B. DeMille certamente é uma honra, levando-se em consideração que nomes como Jack Nicholson, Elizabeth Taylor, Harrison Ford e Steven Spielberg já receberam.

A 69ª edição do Globo de Ouro será transmitido pelo canal pago Sony no dia 15 de Janeiro de 2012.

Segue a lista dos indicados ao Globo de Ouro:

Melhor Filme – Drama

Os Descendentes

Histórias Cruzadas

A Invenção de Hugo Cabret

Tudo pelo Poder

O Homem Que Mudou o Jogo

War Horse

Melhor Filme – Musical ou Comédia

O Artista

Missão Madrinha de Casamento

50%

Meia-Noite em Paris

My Week with Marilyn

Melhor Ator – Drama

George Clooney  (Os Descendentes)

Leonardo DiCaprio (J. Edgar)

Michael Fassbender (Shame)

Ryan Gosling (Tudo pelo Poder)

Brad Pitt (O Homem Que Mudou o Jogo)

Melhor Atriz – Drama

Glenn Close (Albert Nobbs)

Viola Davis (Histórias Cruzadas)

Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)

Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Tilda Swinton (Precisamos Conversar Sobre o Kevin)

Melhor Ator – Musical ou Comédia

Jean Dujardin (O Artista)

Brendan Gleeson (O Guarda)

Joseph Gordon-Levitt (50%)

Ryan Gosling (Amor a Toda Prova)

Owen Wilson (Meia-Noite em Paris)

Melhor Atriz – Musical ou Comédia

Jodie Foster (Carnage)

Charlize Theron (Jovens Adultos)

Kristen Wiig (Missão Madrinha de Casamento)

Michelle Williams (My Week with Marilyn)

Kate Winslet (Carnage)

Melhor Ator Coadjuvante

Kenneth Branagh (My Week with Marilyn)

Albert Brooks (Drive)

Jonah Hill (O Homem Que Mudou o Jogo)

Viggo Mortensen (Um Método Perigoso)

Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Melhor Atriz Coadjuvante

Bérénice Bejo (O Artista)

Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

Janet McTeer (Albert Nobbs)

Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Shailene Woodley (Os Descendentes)

Melhor Diretor

Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

George Clooney (Tudo Pelo Poder)

Michel Hazanavicius (O Artista)

Alexander Payne (Os Descendentes)

Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

Melhor Roteiro

Michel Hazanavicius (O Artista)

Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash (Os Descendentes)

George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (Tudo Pelo Poder)

Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin (O Homem que Mudou o Jogo)

 

Melhor Canção

Brian Byrne, Glenn Close(“Lay Your Head Down”) – Albert Nobbs

Elton John, Bernie Taupin(“Hello Hello”) – Gnomeu e Julieta

Mary J. Blige, Thomas Newman, Harvey Mason Jr., Damon Thomas(“The Living Proof”) – Histórias Cruzadas

Chris Cornell(“The Keeper”) – Redenção

Madonna, Julie Frost, Jimmy Harry(“Masterpiece”) – W.E. – O Romance do Século

Melhor Trilha Musical

Ludovic Bource (O Artista)

Trent Reznor, Atticus Ross (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)

Howard Shore (A Invenção de Hugo Cabret)

John Williams (War Horse)

Abel Korzeniowski (W.E. – O Romance do Século)

 

Melhor Animação

As Aventuras de Tintim

Operação Presente

Carros 2

Gato de Botas

Rango

Melhor Filme Estrangeiro

Jin líng shí san chai (China)

In the Land of Blood and Honey (EUA)

O Garoto de Bicicleta (Bélgica)

A Separação (Irã)

A Pele que Habito (Espanha)