‘Perdido em Marte’ compete pelo Eddie Awards 2016 com ‘Mad Max’, ‘O Regresso’ e ‘Sicario’

Emily Blunt como a agente Kate Macer em Sicario: Terra de Ninguém (photo by cinemagia.ro)

Emily Blunt como a agente Kate Macer em Sicario: Terra de Ninguém (photo by cinemagia.ro)

A CATEGORIA DE DRAMA AINDA RECONHECEU ‘STAR WARS’, DEIXANDO ‘SPOTLIGHT’ DE FORA

Oláááá! Primeiramente, Feliz Ano Novo para todos que acompanham o blog! Espero que tenham passado bem a virada!

Bom, começo o ano de 2016 com o anúncio dos indicados ao Eddie Awards, o prêmio do sindicato dos montadores/editores. Como o Globo de Ouro, as categorias se dividem em Dramática e Comédia ou Musical, além, claro, de Documentário e Animação. Curiosamente, essa divisão por gêneros vem causando divergências entre os prêmios, uma vez que algumas produções não se encaixam exatamente como Drama ou Comédia. Minha sugestão oficial seria unificar em uma única categoria, porém uma consequência direta disso poderia ser a desvalorização das comédias, que naturalmente perderiam espaço na temporada de premiações. E a outra sugestão, a não-oficial, seria criar uma nova categoria intitulada “Dramédia”, mas como não é considerado nem gênero…

Nessa questão, o filme Perdido em Marte tem sofrido uma peculiaridade esquizofrênica. No Globo de Ouro, atendendo a uma campanha disposta a ganhar prêmios, foi classificado como Comédia. Como compete com filmes de menor expressão como Descompensada e A Espiã que Sabia de Menos, suas chances são infinitamente melhores do que se estivesse competindo como Drama. Mas aqui no Eddie Awards, o sindicato incluiu a ficção científica de Ridley Scott como Drama. O montador Pietro Scalia, vencedor do Oscar por Falcão Negro em Perigo em 2002, não terá vida fácil ao concorrer com Stephen Mirrione (O Regresso) e Joe Walker (Sicario: Terra de Ninguém).

Matt Damon e sua plantação de batatas em Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

Matt Damon e sua plantação de batatas em Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

Ainda sobre a categoria Drama, trata-se do primeiro reconhecimento de algum sindicato para o mega-blockbuster Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força. O novo filme da saga estelar tem números impressionantes em apenas 3 semanas de exibição nos EUA, batendo recorde atrás de recorde, com mais de 700 milhões de dólares apenas em solo americano.

Star Wars ficou com a vaga de um forte candidato ao Oscar: o drama jornalístico Spotlight – Segredos Revelados. Com um roteiro consistente e corajoso, a montagem costuma ser reconhecida juntamente, mas não foi o caso do filme de Tom McCarthy.

Kylo Ren em confronto com Finn e Rey em Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Kylo Ren em confronto com Finn e Rey em Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Curiosamente, a última produção que levou o Oscar de Melhor Filme sem contar com uma indicação ao ACE (Eddie Awards) foi Conduzindo Miss Daisy, há 26 anos, fato este que pode influenciar na trajetória de Spotlight no Oscar. Já entre os vencedores de Melhor Filme sem contar com a indicação de montagem, temos um hiato de 33 anos, de Birdman de 2015 ao Gente Como a Gente em 1981.

Pela categoria de Comédia ou Musical, o franco-favorito é A Grande Aposta. Sua trama de crise financeira, que também é forte candidata ao Oscar de Roteiro Adaptado, permite o entrelaçamento de vários personagens, o que evidencia o complexo trabalho da montagem. Entre os demais concorrentes, Joy: O Nome do Sucesso e Eu, Você e a Garota que Vai Morrer são os destaques.

Cena de vários personagens em A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

Cena de vários personagens em A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

Já na categoria de Animação, dois filmes da Pixar competem com Anomalisa, enquanto entre os documentários, temos três fortes candidatos sobre músicos, Amy, Cobain: Montage of Heck e The Wrecking Crew, competindo com um sobre a religião da Cientologia (Going Clear: Scientology and the Prison of Belief) e outro sobre a figura política da jovem Malala.

Só para constar, nos 5 anos anteriores, o ACE previu apenas dois vencedores do Oscar: William Goldenberg (Argo) e Angus Wall e Kirk Baxter (A Rede Social), mesmo contando vencedores das duas categorias.

Pelas categorias de televisão e streaming, séries que costumam marcar presença no Globo de Ouro e Emmy concorrem por seus episódios. Comédias como Silicon Valley e Veep, e dramas como Games of Thrones e Better Call Saul foram indicadas.

Seguem os indicados para o 66º Eddie Awards:

CINEMA

Melhor Montagem – Drama
– Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)
– Pietro Scalia (Perdido em Marte)
– Stephen Mirrione (O Regresso)
– Joe Walker (Sicario: Terra de Ninguém)
– Maryann Brandon & Mary Jo Markey (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

Melhor Montagem – Comédia ou Musical
– Dan Lebental & Colby Parker, Jr. (Homem-Formiga)
– Hank Corwin (A Grande Aposta)
– Jay Cassidy, Alan Baumgarten, Christopher Tellefsen & Tom Cross (Joy: O Nome do Sucesso)
– David Trachtenberg (Eu, Você e a Garota que Vai Morrer)
– William Kerr & Paul Zucker (Descompensada)

Melhor Montagem – Animação
– Garret Elkins (Anomalisa)
– Kevin Nolting (Divertida Mente)
– Stephen Schaffer (O Bom Dinossauro)

Melhor Montagem – Documentário
– Chris King (Amy)
– Joe Beshenkovsky & Brett Morgen (Cobain: Montage of Heck)
– Andy Grieve (Going Clear: Scientology and the Prison of Belief)
– Greg Finton, Brian Johnson & Brad Fuller (He Named me Malala)
– Claire Scanlon (The Wrecking Crew)

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by cinemagia.ro)

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by cinemagia.ro)

TELEVISÃO

Melhor Montagem – Série de Episódios de Meia-Hora
– Nick Paley (Inside Amy Schumer – Episódio: 12 Angry Men)
– Brian Merken (Silicon Valley – Episódio: Two Days of the Condor)
– Gary Dollner (Veep – Episódio: Election Night)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora com Comercial
– Kelley Dixon (Better Call Saul – Episódio: Five-O)
– Skip Macdonald (Better Call Saul – Episódio: Uno)
– Skip Macdonald & Curtis Thurber (Fargo – Episódio: Did You Do This? No, You Did It!)
– Scott Vickrey (The Good Wife – Episódio: Restrain)
– Tom Wilson (Mad Men – Episódio: Person to Person)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora Sem Comercial
– Katie Weiland (Game of Thrones – Episódio: The Dance of Dragons)
– Tim Porter (Game of Thrones – Episódio: Hardhome)
– Harvey Rosenstock (Homeland – Episódio: The Tradition of Hospitality)
– Lisa Bronwell (House of Cards – Episódio: Chapter 39)
– Mary Ann Bernard (The Knick – Episódio: Wonderful Surprises)

Melhor Montagem – Minisséries ou Telefilmes
– Brian A. Kates (Bessie)
– Maysie Hoy (Dolly Parton’s Coat of Many Colors)
– William Turro (Orange is the New Black – Episódio: Trust No Bitch (episódio de 90 minutos))

Melhor Montagem – Séries Não-Roteirizadas
– Hunter Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown – Episódio: Bay Area)
– Josh Earl & Ben Bulatao (Deadliest Catch – Episódio: Zero Hour)
– Eric Driscoll, Nik Jamgocyan, Chris Kirkpatrick, David Michael Maurer, Greg McDonald, Marcus Miller & Alexandria Scott (Whale Wars – Episódio: The Darkest Hour)

Melhor Montagem – Documentário Televisivo
– Joshua L. Pearson (Keith Richards: Under the Influence)
– Richard Hankin, Zac Stuart-Pontier, Caitlyn Greene, Shelby Siegel (The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst – Chapter 1)
– Chris A. Peterson (The Seventies: The United State vs. Nixon)

Bob Odenkirk como Jimmy McGill em cena de Better Call Saul (photo by cinemagia.ro)

Bob Odenkirk como Jimmy McGill em cena de Better Call Saul (photo by cinemagia.ro)

O 66º Eddie Awards acontece no dia 29 de janeiro. E o Oscar 2016 no dia 28 de fevereiro.

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‘Boyhood’ e ‘O Grande Hotel Budapeste’ conquistam o Eddie Awards 2015

Oito momentos da vida de Ellar Coltrane em Boyhood: Da Infância à Juventude, vencedor do Eddie Award (photo by http://staticvosf5b.lavozdelinterior.com.ar/sites/default/files/styles/landscape_642_366/public/nota_periodistica/boy)

Oito momentos da vida de Ellar Coltrane em Boyhood: Da Infância à Juventude, vencedor do Eddie Award (photo by http://staticvosf5b.lavozdelinterior.com.ar/sites/default/files/styles/landscape_642_366/public/nota_periodistica/boy)

INDICADOS AO OSCAR DE MONTAGEM IMPULSIONAM SUA CAMPANHA

O sindicato de editores, ACE (American Cinema Editors), elegeu Boyhood: Da Infância à Juventude e O Grande Hotel Budapeste como melhores montagens nas categorias de Drama e Comédia ou Musical, respectivamente. Trata-se de um grande passo rumo ao Oscar, pois o vencedor do Eddie Awards costuma ser eleito também o Melhor Filme pela Academia pelo menos em sete oportunidades nos últimos 12 anos. E segundo as estatísticas favoráveis, dos últimos 34 anos, todo vencedor do Oscar de Melhor Filme recebeu indicação ao Eddie.

Claro que, por mais que esses números sejam promissores, não garantem estatueta nenhuma. Veja o caso por exemplo do ano passado: Christopher Rouse (Capitão Phillips) venceu com louvor o Eddie, mas perdeu para a enxurrada de prêmios de Gravidade. Embora ambos tenham trabalhado bem a questão da tensão, os cortes foram mais eficientes no sequestro do navio pelos piratas somalianos. E em 2012, Kevin Tent levou o Eddie por Os Descendentes, mas foi a dupla Kirk Baxter e Angus Wall que ganhou seu segundo Oscar consecutivo por Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres depois de faturar por A Rede Social.

A editora Sandra Adair de Boyhood (photo by austinchronicle.com)

A editora Sandra Adair de Boyhood (photo by austinchronicle.com)

Tanto Boyhood quanto O Grande Hotel Budapeste estão concorrendo ao Oscar de Montagem. Enquanto Sandra Adair teve de comprimir material bruto de 12 anos em um pouco menos de 3 horas de filme com o acerto de não inserir divisão de anos, Barney Pilling fez uma bela compilação de personagens sem perder o ritmo e extraindo humor de seus cortes. Se um desses trabalhos sair com o Oscar, a categoria estará bem representada, assim como o belo trabalho de edição de Tom Cross, por Whiplash: Em Busca da Perfeição. Como o filme é sobre música, ele se guia pela mesma para criar jump cuts para sincronizar as imagens com o áudio, mas de forma imperceptível.

Pela categorias de Animação, o Eddie foi para Uma Aventura Lego, enquanto de Documentário, Citizenfour se consagrou como o melhor, elevando um pouco mais suas chances no Oscar de Melhor Documentário. Gostaria de aproveitar e fazer uma espécie de crítica, pois a Academia não inclui montagens de documentários e animações na categoria. Talvez pela comodidade, só reconhece edições de ficções (dramas, comédias, musicais, policiais, suspenses etc), acumulando o reconhecimento todo desses dois gêneros para os Oscars de Melhor Documentário e Melhor Longa de Animação. Sei que tem muita gente que acha que a edição de documentário é tudo igual (estilo entrevista e imagens de arquivo), mas existem trabalhos bem inventivos do gênero como o dinamismo de Kurt Engfehr de Tiros em Columbine (2002), que utiliza até animação para explicar a História das armas nos EUA. Ou o mais recente O Ato de Matar (2012), que ousa ao reencenar o massacre da Indonésia em gêneros cinematográficos.

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Segue lista completa dos vencedores do Eddie Awards 2015:

MELHOR MONTAGEM – DRAMA
Sandra Adair (Boyhood: Da Infância à Juventude)

MELHOR MONTAGEM –  COMÉDIA OU MUSICAL
Barney Pilling (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO
David Burrows, Chris McKay (Uma Aventura Lego)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO
Mathilde Bonnefoy (Citizenfour)

Edward Snowden em Citizenfour (photo by outnow.ch)

Edward Snowden em Citizenfour (photo by outnow.ch)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (TELEVISÃO)
Erik Ewers (The Roosevelts: An Intimate History) – Episódio 3: The Fire of Life

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE MEIA-HORA
Anthony Boys (Veep) – Episódio: “Special Relationship”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA COM COMERCIAL
Yan Miles (Sherlock) – Episódio: “His Last Vow”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA SEM COMERCIAL
Affonso Gonçalvez (True Detective) – Episódio: “Who Goes There”

MELHOR MONTAGEM – MINISSÉRIE OU FILME FEITO PARA TV
Adam Penn (The Normal Heart)

MELHOR MONTAGEM – SÉRIES NÃO ROTEIRIZADAS
Hugo Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown) – Episódio: “Iran”

MELHOR MONTAGEM DE ESTUDANTE
Johnny Sepulveda (Video Symphony)

‘Capitão Phillips’ conquista o Eddie Awards e pode ter garantido seu único Oscar

Tom Hanks e Barkhad Abdi no bote claustrofóbico de Capitão Phillips (photo by outnow.ch)

Tom Hanks e Barkhad Abdi no bote claustrofóbico de Capitão Phillips (photo by outnow.ch)

Com as ausências de Tom Hanks e seu diretor, Paul Greengrass, entre os indicados ao Oscar, as chances de Capitão Phillips tiveram queda expressiva, mesmo que tenha sido indicado a Melhor Filme. Contudo, na semana passada, o filme conquistou o prêmio de roteiro adaptado (WGA), e agora, o de montagem – drama no ACE – Eddie Awards, reconhecimento de extrema importância concedido pelo sindicato de montadores.

Excetuando o ano de 2012, quando a montagem de Kirk Baxter e Angus Wall (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres) bateu o vencedor do Eddie, Kevin Tent (Os Descendentes), o Oscar de montagem coincide desde 2002. Então nessa lógica, Capitão Phillips pode ter garantido seu único Oscar da noite para seu montador Christopher Rouse, uma vez que o WGA não contava com um dos favoritos: John Ridley (12 Anos de Escravidão).

Christopher Rouse recebe o Eddie de Leonardo DiCaprio (photo by)

Christopher Rouse recebe o Eddie de Leonardo DiCaprio (photo by deadline.com)

Colaborador assíduo de Paul Greengrass, Christopher Rouse está em sua 3ª indicação ao Oscar e já ganhou um pelo ótimo trabalho em O Ultimato Bourne (2007). Trata-se de um dos melhores montadores da atualidade, pois consegue criar tensão através de cortes rápidos, aliando-se ao material bruto de Greengrass repleto de “câmeras nervosas”. Em Capitão Phillips, assim que a abordagem dos piratas somalianos têm início, os cortes rápidos acompanham as ações desesperadas dos tripulantes a fim de evitar uma catástrofe até a cena final em que o conflito se resolve. Rouse não deixa o espectador respirar, fazendo com que o público sinta a mesma tensão que os personagens estão passando. A seqüência no bote é claustrofóbica e interminável, no bom sentido.

O prêmio do Sindicato de Montadores, o famoso Eddie (de Editors) - photo by goldderby.com

MELHOR MONTAGEM – DRAMA

– Joe Walker (12 Anos de Escravidão)
• Christopher Rouse (Capitão Phillips)
– Alfonso Cuarón, Mark Sanger (Gravidade)
– Eric Zumbrunnen, Jeff Buchanan (Ela)
– Mark Livolsi (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)

Jennifer Lawrence em seu momento 'Live and Let Die' (photo by elfilm.com)

Jennifer Lawrence em seu momento ‘Live and Let Die’ (photo by elfilm.com)

Já na categoria de Comédia ou Musical, a dupla Jay Cassidy e Crispin Struthers (aliados a Alan Baumgarten) voltou a ganhar o mesmo prêmio do ano passado por O Lado Bom da Vida. Mérito também do roteiro do diretor David O. Russell, que possibilita a montagem quebra-cabeça policial, que destaca o plano genial do protagonista. Além disso, vale destacar também algumas seqüências musicadas por “Goodbye Yellow Brickroad” de Elton John, “How Can You Mend a Broken Heart” dos Bee Gees, e especialmente “Live and Let Die” de Paul McCartney, em que Rosalyn, personagem de Jennifer Lawrence, interage com a música do ex-beatle enquanto limpa a casa.

O trio Crispin Struthers, Jay Cassidy e Alam Baumgraten recebem o Eddie (photo by zimbio/getty images)

Da esquerda para direita: O trio Crispin Struthers, Jay Cassidy e Alam Baumgarten recebem o Eddie (photo by zimbio/getty images)

MELHOR MONTAGEM – COMÉDIA OU MUSICAL

• Jay Cassidy, Crispin Struthers, Alan Baumgarten (Trapaça)
– Stephen Mirrione (Álbum de Família)
– Ethan Coen, Joel Coen (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
– Kevin Tent (Nebraska)
– Thelma Schoonmaker (O Lobo de Wall Street)

Sonho de neve: O boneco Olaf em cena de Frozen: Uma Aventura Congelante (photo by elfilm.com)

Sonho de neve: O boneco Olaf em cena de Frozen: Uma Aventura Congelante (photo by elfilm.com)

Entre as animações, Frozen: Uma Aventura Congelante continua sua coleta de prêmios após o Globo de Ouro e o Critics’ Choice Awards. A animação feita pela Disney (não confundir com Pixar) está quase atingindo a marca de 400 milhões de dólares em sua 11ª semana de exibição só nos EUA. Esses números encorajam os executivos a não ficarem tão dependentes das produções da Pixar.

Na categoria documentário, A Um Passo do Estrelato explora o universo dos backup singers que, embora fiquem atrás dos holofotes, são responsáveis pela harmonia de inúmeras bandas. Esse prêmio traz ainda mais equilíbrio à categoria no Oscar, pois The Square ganhou o DGA, enquanto O Ato de Matar, o European Film Awards.

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO

– Gregory Perler (Meu Malvado Favorito 2)
• Jeff Draheim (Frozen: Uma Aventura Congelante)
– Greg Snyder (Universidade Monstros)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO

• Douglas Blush, Kevin Klauber, Jason Zeldes (A Um Passo do Estrelato)
– Eli B. Despres (Blackfish: Fúria Animal)
– Patrick Sheffield (Tim’s Vermeer)

A 86ª cerimônia do Oscar acontece no dia 02 de março e será transmitido pela TNT.

Cena de A Um Passo do Estrelato (photo by outnow.com)

Cena do documentário A Um Passo do Estrelato (photo by outnow.com)

Indicações ao Oscar 2012!

Jennifer Lawrence e Tom Sherak anunciam os Indicados

As indicações ao Oscar foram anunciadas esta manhã, com um ligeiro atraso. Aqui no Brasil, o anúncio foi transmitido pelo canal Globo News. Mas para quem piscou e perdeu, confira no youtube pelo canal oficial da Academia:

http://www.youtube.com/watch?v=ODy4Z2Lp_jE&feature=g-all-u&context=G22f03c4FAAAAAAAAAAA

Infelizmente, Jennifer Lawrence não contribuiu muito para os americanos acordarem melhor. Sua roupa não favoreceu muito… E o presidente da Academia, Tom Sherak, se enrolou na pronúncia do nome de Michel Hazanavicius.

MELHOR FILME (Best Motion Picture of the Year)

– O Artista (The Artist)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud & Incredibly Close)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

– A Árvore da Vida (The Tree of Life)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

MELHOR DIRETOR (Achievement in Directing)

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Alexander Payne (Os Descendentes)

– Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Terrence Malick (A Árvore da Vida)

MELHOR ATOR (Performance by an Actor in a Leading Role)

– Demián Bichir (A Better Life)

– George Clooney (Os Descendentes)

– Jean Dujardin (O Artista)

– Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)

– Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)

MELHOR ATRIZ (Performance by an Actress in a Leading Role)

Glenn Close (Albert Nobbs)

– Viola Davis (Histórias Cruzadas)

– Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)

– Meryl Streep (A Dama de Ferro)

– Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)

MELHOR ATOR COADJUVANTE (Performance by an Actor in a Supporting Role)

Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)

– Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)

– Nick Nolte (Guerreiro)

– Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

– Max Von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE (Performance by an Actress in a Supporting Role)

– Bérénice Bejo (O Artista)

– Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)

– Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)

– Janet McTeer (Albert Nobbs)

– Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL (Screenplay Written Directly for the Screen)

– Michel Hazanavicius (O Artista)

– Kristen Wiig, Annie Mumolo (Missão Madrinha de Casamento)

– J. C. Chandor (Margin Call – O Dia Antes do Fim)

– Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

– Asghar Farhadi (A Separação)

ROTEIRO ADAPTADO (Screenplay Based on Material Previously Produced or Published)

– Alexander Payne, Nat Faxon, Jim Rash (Os Descendentes)

– John Logan (A Invenção de Hugo Cabret)

– George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon (Tudo Pelo Poder)

– Steven Zaillian, Aaron Sorkin, Stan Chervin (O Homem que Mudou o Jogo)

– Bridget O’Connor, Peter Straughan (O Espião que Sabia Demais)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO (Best Animated Feature Film of the Year)
– Um Gato em Paris, de Alain Gagnol e Jean-Loup Felicioli
– Chico & Rita, de Fernando Trueba, Javier Mariscal
– Kung Fu Panda 2, de Jennifer Yuh
– Gato de Botas, de Chris Miller
– Rango, de Gore Verbinski
MELHOR FILME ESTRANGEIRO (Best Foreign Language Film of the Year)
– Bullhead, de Michael R. Roskan (Bélgica)
– Footnote, de Joseph Cedar (Israel)
– In Darkness, de Agnieszka Holland (Polônia)
– Monsieur Lazhar, de Philippe Falardeau (Canadá)
– A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)
MELHOR FOTOGRAFIA (Best Achievement in Cinematography) 
– Guillaume Schiffman (O Artista)
– Jeff Cronenweth (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Robert Richardson (A Invenção de Hugo Cabret)
– Emmanuel Lubezki (A Árvore da Vida)
– Janusz Kaminski (Cavalo de Guerra)
MELHOR MONTAGEM (Best Achievement in Editing)
– Anne-Sophie Bion, Michel Hazanavicius (O Artista)
– Kevin Tent (Os Descendentes)
– Angus Wall, Kirk Baxter (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Thelma Schoonmaker (A Invenção de Hugo Cabret)
– Christopher Tellefsen (O Homem que Mudou o Jogo)
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE (Best Achievement in Art Direction)
– Laurence Bennett, Robert Gould (O Artista)
– Stuart Craig, Stephenie McMillan (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Dante Ferretti, Francesca LoSchiavo (A Invenção de Hugo Cabret)
– Anne Seibel, Hélène Dubreuil (Meia-Noite em Paris)
– Rick Carter, Lee Sandales (Cavalo de Guerra)
MELHOR FIGURINO (Best Achievement in Costume Design)
– Lisy Christl (Anonymous)
– Mark Bridges (O Artista)
– Sandy Powell (A Invenção de Hugo Cabret)
– Michael O’Connor (Jane Eyre)
– Arianne Phillips (W.E. – O Romance do Século)
MELHOR MAQUIAGEM (Best Achievement in Makeup)
– Martial Corneville, Lynn Johnson, Matthew W. Mungle (Albert Nobbs)
– Nick Dudman, Amanda Knight, Lisa Tomblin (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Mark Coulier, J. Roy Helland (A Dama de Ferro)
MELHOR TRILHA MUSICAL (Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Score)
– John Williams (As Aventuras de Tintim)
– Ludovic Bource (O Artista)
– Howard Shore (A Invenção de Hugo Cabret)
– Alberto Iglesias (O Espião que Sabia Demais)
– John Williams (Cavalo de Guerra)
MELHOR CANÇÃO ORIGINAL (Best Achievement in Music Written for Motion Pictures, Original Song)
– “Man or Muppet”, de Bret McKenzie (Os Muppets)
– “Real in Rio”, de Sergio Mendes, Carlinhos Brown, Siedah Garrett (Rio)
MELHOR SOM (Best Achievement in Sound Mixing)
– David Parker, Michael Semanick, Ren Klyce, Bo Persson (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Tom Fleischman, John Midgley (A Invenção de Hugo Cabret)
– Deb Adair, Ron Bochar, David Giammarco, Ed Novick (O Homem que Mudou o Jogo)
– Greg P. Russell, Gary Summers, Jeffrey J. Haboush, Peter J. Devlin (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
– Gary Rydstrom, Andy Nelson, Tom Johnson, Stuart Wilson (Cavalo de Guerra)
MELHORES EFEITOS SONOROS (Best Achievement in Sound Editing)
– Lon Bender, Victor Ray Ennis (Drive)
– Ren Klyce (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)
– Philip Stockton, Eugene Gearty (A Invenção de Hugo Cabret)
– Ethan Van der Ryn, Erik Aadahl (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
– Richard Hymns, Gary Rydstrom (Cavalo de Guerra)
MELHORES EFEITOS VISUAIS (Best Achievement in Visual Effects)
– Tim Burke, David Vickery, Greg Butler, John Richardson (Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2)
– Robert Legato, Joss Williams, Ben Grossmann, Alex Henning (A Invenção de Hugo Cabret)
– Erik Nash, John Rosengrant, Danny Gordon Taylor, Swen Gillberg (Gigantes de Aço)
– Joe Letteri, Dan Lemmon, R. Christopher White, Daniel Barrett (Planeta dos Macacos: A Origem)
– Scott Farrar, Scott Benza, Matthew E. Butler, John Frazier (Transformers: O Lado Oculto da Lua)
MELHOR DOCUMENTÁRIO (Best Documentary, Features)
– Hell and Back Again, de Danfung Dennis, Mike Lerner
– If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front, de Marshall Curry, Sam Cullman
– Paradise Lost 3: Purgatory, de Joe Berlinger, Bruce Sinofsky
– Pina, de Wim Wenders, Gian-Piero Ringel
– Undefeated, de Daniel Lindsay, T. J. Martin, Rich Middlemas
MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA (Best Documentary, Short Subjects)
– The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement, de Robin Fryday, Gail Dolgin
– God is the Bigger Elvis, de Rebecca Cammisa, Julie Anderson
– Incident in New Baghdad, de James Spione
– Saving Face, de Daniel Junge, Sharmeen Obaid-Chinoy
– The Tsunami and the Cherry Blossom, de Lucy Walker, Kira Cartensen
MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO (Best Short Film, Animated)
– Dimanche, de Patrick Doyon
– The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce, Brandon Oldenburg
– La Luna, de Enrico Casarosa
– A Morning Stroll, de Grant Orchard, Sue Goffe
– Wild Life, de Amanda Forbis, Wendy Tilby
MELHOR CURTA-METRAGEM (Best Short Film, Live Action)
– Pentecost, de Peter McDonald
– Raju, de MaxZähle, Stefan Gieren
– The Shore, de Terry George, Oorlagh George
– Time Freak, de Andrew Bowler, Gigi Causey
– Tuba Atlantic, de Hallvar Witzø
Nove para Melhor Filme? No post anterior, comentei a forte possibilidade de indicarem um número incomum como 7 ou 9. Dito e feito. Foram nove filmes que passaram da nova nota de corte do Oscar. O filme de Stephen Daldry, Tão Forte e Tão Perto conseguiu uma vaga e só mais uma outra indicação: ator coadjuvante. Curiosamente, no anúncio dos indicados, o filme foi deixado propositadamente por último, realçando que se tratava do nono filme.
Agora, se a Academia resolvesse arredondar para 10 filmes, provavelmente a comédia Missão Madrinha de Casamento teria entrado na briga.

Tão Forte e Tão Perto: O nono filme

Recordista de Indicações: Como previsto, o filme de Martin Scorsese, A Invenção de Hugo Cabret, levou 11 indicações e foi o recordista, o que aumenta muito suas chances de ganhar Melhor Filme. Logo em seguida, vem O Artista com 10 indicações. Nesse quesito de número de indicações, Os Descendentes sai um pouco atrás porque levou apenas 5.
Atores na Lista e Outros Esquecidos: Nunca é possível agradar a todos nas categorias de atuação. Sempre fica faltando alguém que acaba se juntando ao grupo “Os injustiçados do Oscar”.  Talvez a maior surpresa tenha ficado por conta do veterano Max von Sydow, que foi indicado para ator coadjuvante, batendo nomes como Albert Brooks, Viggo Mortensen e Armie Hammer. Sydow ficou mundialmente conhecido pelo papel de Padre Merrin em O Exorcista e foi parceiro fiel do diretor Ingmar Bergman nas produções suecas. O mexicano Démian Bichir também pode ser considerado uma surpresa na categoria de Melhor Ator, mesmo tendo sido indicado pelo SAG Awards.

Max von Sydow: já era idoso desde 1973 em O Exorcista

A ausência que mais senti foi do ator Michael Fassbender pelo drama Shame. O ator alemão vem conquistando público e crítica desde seu trabalho no filme independente Hunger e mais recentemente em Um Método Perigoso e no blockbuster X-Men: Primeira Classe. Merecia uma indicação, mas talvez o fato de seu filme apresentar cenas de nudez frontal tenha assustado os membros mais reservados da Academia. Uma pena…
Pelo lado feminino, senti a falta da Tilda Swinton pelo drama Precisamos Falar Sobre o Kevin. Sua atuação foi bastante elogiada e vem conquistando alguns prêmios importantes, mas provavelmente pelo fato do filme tratar de um tema forte (Kevin é um jovem que matou colegas na escola), Swinton tenha perdido sua chance mais pelo conservadorismo. Outro erro da Academia…
Dos nomes mais frequentes em premiações, a jovem Shailene Woodley pelo filme Os Descendentes também ficou de fora na disputa de atriz coadjuvante. Melissa McCarthy roubou a cena na comédia Missão Madrinha de Casamento e sua vaga, aparentemente. Mas Shailene é um rosto jovem e novo no mercado e acredito que terá muitas oportunidades. Só espero que ela não desande em refilmagens de terror teenagers.

Shailene Woodley: Que seu talento não seja desperdiçado em tranqueiras

Ryan Gosling foi outro nome que apareceu bastante nas listas, mas não conseguiu chegar à final. Apesar de ter feito 3 trabalhos em 2011: Drive, Tudo Pelo Poder e Amor à Toda Prova, Gosling fica de mãos abanando. Mas se ele apresentar um bom trabalho em 2012, certamente ele voltará ao Oscar no ano que vem.
Pra não dizerem que só reclamo, gostei da indicação de Gary Oldman. O ator britânico já tem uma extensa filmagrafia e com essa nova ascensão, merecia um reconhecimento por parte da Academia. Espero que sua carreira decole ainda mais e papéis mais interessantes cheguem mais à sua mesa.
Dois Robôs nos Efeitos: Não botava fé que o terceiro filme do Transformers fosse conseguir uma vaga na categoria de efeitos visuais. OK, votei no quarto filme do Piratas do Caribe, mas pelo menos os efeitos sempre apresentam algo diferente, tipo criaturas feitas de vegetais ou com tentáculos como barba. E fizeram uma campanha tão forte para que o último filme do Harry Potter vingasse em categorias principais, mas não deu certo. Tiveram que se contentar com direção de arte, efeitos visuais e maquiagem. E deve ganhar pela maquiagem, mais como conjunto da obra dos 8 filmes.
Filmes Estrangeiros Estranhos: Cadê a França, Itália, Japão, Alemanha e Espanha? O representante alemão, Pina, de Wim Wenders foi compensando da eliminação pela indicação na categoria de documentário (sim, veja como a mágica do planejamento do Oscar funciona). Se em edições anteriores, o Oscar de Filme Estrangeiro foi uma surpresa, este ano não deve escapar do favorito: o iraniano A Separação.
Animações Estranhas: Lembram-se dos filmes franceses e espanhóis que faltaram na categoria de Filme Estrangeiro? Mudaram-se para a categoria de Melhor Animação! Um Gato em Paris e Chico & Rita. Conhecem? Prazer! Fiquei com a mesma cara de dúvida no anúncio dos indicados. “Que raio de animações são essas?” Mas não sei se é porque a categoria de animação é nova, mas o Oscar tem mantido uma tradição boa de trazer alguns trabalhos meio desconhecidos para o holofote e revelar novos talentos.

Chico & Rita: Trabalho mais da linha adulta

Um Gato em Paris: produção francesa com traços fortes