‘La La Land’ domina a premiação do Critics’ Choice Awards com 8 prêmios

No centro, os atores Emma Stone e Ryan Gosling posam ao lado do diretor Damien Chazelle. O musical La La Land levou oito prêmios.

No centro, os atores Emma Stone e Ryan Gosling posam ao lado do diretor Damien Chazelle. O musical La La Land levou oito prêmios.

MUSICAL SE SOBRESSAI NA TEMPORADA E ASSUME FAVORITISMO

Pelo visto, o plano do Critics’ Choice Awards de antecipar sua cerimônia de premiação em quase um mês deu certo pois, ao contrário da última edição, as celebridades compareceram ao evento, e acima de tudo, a “Bolha Assassina” (Critics’ Choice) conseguiu ser a primeira grande premiação do calendário cinematográfico. O problema foi que no dia seguinte, já saíram as indicações do Globo de Ouro, e dois dias depois saem as indicações ao SAG Awards, e aí pergunto aos blogueiros: Pra que dormir?

Bom, como já devem ter percebido, não gosto muito do Critics’ Choice Awards. O problema principal é sua falta de personalidade (copia todas as categorias de outros prêmios), além disso, está mais preocupado na porcentagem de acerto em relação ao Oscar do que com credibilidade, e puxa um saco danado das celebridades como o Globo de Ouro faz, mas sem ter a mesma história de décadas de afinidade com as estrelas.

Pra vocês terem uma idéia do absurdo do Critics’ Choice, existem 50 (cinquenta!) categorias de Cinema e TV. Este ano, roubaram até a categoria de Ator Convidado do Emmy for Christ sake! Daqui a pouco, eles vão incluir as categorias do MTV Movie Awards também, como Melhor Beijo, Melhor Vilão, Melhor Performance Sem Camisa… Ainda bem que as estatuetas são feitas de acrílico ou cristal, porque se fosse de ouro, iria faltar na reserva mundial! Tem tanto prêmio pra dar, que muitos dos resultados foram divulgados nos intervalos de forma bastante simples, no estilo diagrama de bolão da empresa, como se estivessem cumprindo um mero dever. Minha sugestão? Reduzam as categorias! Está nítido que eles preferem bajular os atores do que reconhecer técnicos, dos quais muitos nem foram convidados.

Sobre o anúncio dos vencedores no intervalo, quando o ator Casey Affleck subiu ao palco, quebrou as pernas dos produtores do evento: “É engraçado pular o prêmio do roteiro assim porque nenhum de nós estaríamos aqui se não fosse o roteiro. Provavelmente, eles teriam discursos interessantes para falar.” Depois dessa, colocaria o prêmio de roteiro em primeiro lugar na próxima edição!

Com um visual Joaquin Phoenix-vou-me-aposentar, Casey Affleck posa com seu Critics' Choice (pic by REUTERS/Danny Moloshok)

Com um visual Joaquin Phoenix-vou-me-aposentar, Casey Affleck posa com seu Critics’ Choice por Manchester à Beira-Mar (pic by REUTERS/Danny Moloshok)

Não ajuda também o fato de convocarem T.J. Miller pra ser host. Aonde viram graça nesse rapaz? Talvez na série Sillicon Valley ele seja um pouco mais engraçado, mas como host (e pela segunda vez consecutiva!) foi apenas sorrisos amarelos. As piadas dele pareciam forçadas demais, como se ele precisasse apelar pro tom de voz ou figurino. Enfim, se o prêmio não tem personalidade, o que dirá do host…

Host pela segunda vez, T.J. Miller se esforça pra animar a platéia (pic by getty images)

Host pela segunda vez, T.J. Miller se esforça pra animar a platéia (pic by getty images)

Gostaria também de citar aqueles prêmios especiais concedidos na cerimônia. Viola Davis recebeu um prêmio novo chamado #SeeHer com perfil feminista. Apesar do discurso bonito em que a atriz enalteceu a busca pela própria identidade, considero um prêmio desnecessário e bem politicamente correto. Hoje em dia, os discursos de agradecimento já são assim; não precisamos de mais prêmios que demandem mais discussões quadradas. O que dizer então do prêmio Entertainment Weekly’s Entertainer of the Year para Ryan Reynolds? Tudo bem que é um prêmio patrocinado pela revista homônima, mas precisa? Daqui a pouco vão entregar o prêmio da revista People para o Homem Mais Sexy do Ano! E vale lembrar que tanto Viola Davis, quanto Reynolds, ganharam os prêmios pelos quais concorriam: Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator em Comédia, respectivamente.

Viola Davis posa com seu Critics' Choice de Coadjuvante por Fences (pic by Global Grind)

Viola Davis posa com seu Critics’ Choice de Coadjuvante por Fences (pic by Global Grind)

Quanto aos resultados, o grande vencedor da noite foi La La Land, que levou oito prêmios: Filme, Diretor, Roteiro Original, Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Trilha Musical e Canção. Já esperava essa chuva de prêmios técnicos, mas confesso que fiquei meio surpreso com a vitória de Damien Chazelle como Diretor, e de Fotografia. Achei que ambos os prêmios iriam para o drama Moonlight, que vinha dividindo as atenções com a crítica. Mas o filme de Barry Jenkins saiu com os prêmios importantes de Ator Coadjuvante para Mahershala Ali, e de Elenco, que podem se repetir no SAG Awards.

Já o drama independente Manchester à Beira-Mar conquistou o prêmio de Roteiro Original, Ator para Casey Affleck e de Jovem Ator para Lucas Hedges. Embora estejam em alta com a crítica, são dois atores meio desconhecidos do grande público, fato que pode prejudicá-los na corrida ao Oscar.

E outro grande vencedor da noite foi Jackie, de Pablo Larraín. Além de ganhar como Melhor Maquiagem e Figurino, teve sua protagonista reconhecida como Melhor Atriz: Natalie Portman. Achava que o prêmio estaria entre Emma Stone e Isabelle Huppert, mas pelo visto, a atriz está no páreo para ganhar seu segundo Oscar.

Grávida do segundo filho, Natalie Portman usa uma espécie de poncho estampado ao receber o Critics' Choice Awards (pic by gotceleb.com)

Grávida do segundo filho, Natalie Portman usa uma espécie de poncho estampado ao receber o Critics’ Choice Awards (pic by gotceleb.com)

Do lado das comédias, eu gosto de Deadpool, mas ganhar como Melhor Comédia do Ano? Será? Tudo bem que a competição também não ajudava muito, mas… Engraçado que antes de revelar o vencedor, o apresentador lembrou que os últimos quatro vencedores da categoria foram indicados a Melhor Filme no Oscar. Não vejo Deadpool indicado a Filme pela Academia… talvez Maquiagem.

Com esse adiantamento da cerimônia para dezembro, não houve tempo hábil para projeção de possíveis candidatos ao Oscar como a ficção científica de Morten Tyldum, Passageiros, o novo filme da franquia Rogue One: Uma História Star Wars, e o ambicioso projeto de Martin Scorsese, Silêncio. Todos ficaram de fora da premiação… e aí a pergunta que fica é: haverá tempo para se recuperarem até o Oscar?

Nas categorias de televisão e mídia, embora Game of Thrones tenha vencido como Melhor Série Dramática, foi a minissérie contundente The People v. O.J. Simpson que acabou levando a maioria dos prêmios. O polêmico caso envolvendo o ex-ator e ex-jogador de futebol americano O.J. Simpson também protagoniza o documentário O.J.: Made in America, de Ezra Edelman, que está entre os favoritos ao Oscar da categoria.

VENCEDORES DO 22º CRITICS’ CHOICE AWARDS:

CINEMA

MELHOR FILME
La La Land: Cantando Estações

MELHOR ATOR
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)

MELHOR ATRIZ
Natalie Portman (Jackie)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Moonlight)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Viola Davis (Fences)

MELHOR ATOR OU ATRIZ JOVEM
Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)

MELHOR ELENCO
Moonlight

MELHOR DIRETOR
Damien Chazelle (La La Land)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL – Empate
Damien Chazelle (La La Land)
Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Eric Heisserer (A Chegada)

MELHOR FOTOGRAFIA
Linus Sandgren (La La Land)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
David Wasco, Sandy Reynolds-Wasco (La La Land)

MELHOR MONTAGEM
Tom Cross (La La Land)

MELHOR FIGURINO
Madeline Fontaine (Jackie)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Jackie

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Mogli: O Menino Lobo

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Zootopia

MELHOR FILME DE AÇÃO
Até o Último Homem

MELHOR ATOR EM FILME DE AÇÃO
Andrew Garfield (Até o Último Homem)

MELHOR ATRIZ EM FILME DE AÇÃO
Margot Robbie (Esquadrão Suicida)

MELHOR COMÉDIA
Deadpool

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
Ryan Reynolds (Deadpool)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA OU TERROR
A Chegada

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Elle, de Paul Verhoeven

MELHOR CANÇÃO
“City of Stars” (La La Land)

MELHOR TRILHA MUSICAL
Justin Hurwitz (La La Land)

TV

MELHOR SÉRIE – DRAMA
Game of Thrones

MELHOR ATOR – SÉRIE DRAMA
Bob Odenkirk (Better Call Saul)

MELHOR ATRIZ – SÉRIE DRAMA
Evan Rachel Wood (Westworld)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE DRAMA
John Lithgow (The Crown)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE DRAMA
Thandie Newton (Westworld)

MELHOR PERFORMANCE CONVIDADA EM SÉRIE DRAMA
Jeffrey Dean Morgan (The Walking Dead)

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Silicon Valley

MELHOR ATRIZ – SÉRIE COMÉDIA
Kate McKinnon (Saturday Night Live)

MELHOR ATOR – SÉRIE COMÉDIA
Donald Glover (Atlanta)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE – SÉRIE COMÉDIA
Jane Krakowski (Unbreakable Kimmy Schmidt)

MELHOR ATOR COADJUVANTE – SÉRIE COMÉDIA
Louie Anderson (Baskets)

MELHOR PERFORMANCE CONVIDADA EM SÉRIE COMÉDIA
Alec Baldwin (Saturday Night Live)

MELHOR SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

MELHOR SÉRIE COMPETITIVA DE REALITY
The Voice

MELHOR SÉRIE DE REALITY ESTRUTURADA
Shark Tank 

MELHOR SÉRIE DE REALITY NÃO-ESTRUTURADA
Anthony Bourdain: Parts Unknown

MELHOR TALK SHOW
The Late Late Show with James Corden

MELHOR HOST DE REALITY
Anthony Bourdain – Anthony Bourdain: Parts Unknown

MELHOR FILME PARA TV OU MINISSÉRIE
The People v. O.J. Simpson

MELHOR ATOR EM FILME PARA TV OU MINISSÉRIE
Courtney B. Vance (The People v. O.J. Simpson)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME PARA TV OU MINISSÉRIE
Sterling K. Brown (The People v. O.J. Simpson)

MELHOR ATRIZ EM FILME PARA TV OU MINISSÉRIE
Sarah Paulson (The People v. O.J. Simpson)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME PARA TV OU MINISSÉRIE
Regina King (American Crime)

 

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‘Perdido em Marte’ compete pelo Eddie Awards 2016 com ‘Mad Max’, ‘O Regresso’ e ‘Sicario’

Emily Blunt como a agente Kate Macer em Sicario: Terra de Ninguém (photo by cinemagia.ro)

Emily Blunt como a agente Kate Macer em Sicario: Terra de Ninguém (photo by cinemagia.ro)

A CATEGORIA DE DRAMA AINDA RECONHECEU ‘STAR WARS’, DEIXANDO ‘SPOTLIGHT’ DE FORA

Oláááá! Primeiramente, Feliz Ano Novo para todos que acompanham o blog! Espero que tenham passado bem a virada!

Bom, começo o ano de 2016 com o anúncio dos indicados ao Eddie Awards, o prêmio do sindicato dos montadores/editores. Como o Globo de Ouro, as categorias se dividem em Dramática e Comédia ou Musical, além, claro, de Documentário e Animação. Curiosamente, essa divisão por gêneros vem causando divergências entre os prêmios, uma vez que algumas produções não se encaixam exatamente como Drama ou Comédia. Minha sugestão oficial seria unificar em uma única categoria, porém uma consequência direta disso poderia ser a desvalorização das comédias, que naturalmente perderiam espaço na temporada de premiações. E a outra sugestão, a não-oficial, seria criar uma nova categoria intitulada “Dramédia”, mas como não é considerado nem gênero…

Nessa questão, o filme Perdido em Marte tem sofrido uma peculiaridade esquizofrênica. No Globo de Ouro, atendendo a uma campanha disposta a ganhar prêmios, foi classificado como Comédia. Como compete com filmes de menor expressão como Descompensada e A Espiã que Sabia de Menos, suas chances são infinitamente melhores do que se estivesse competindo como Drama. Mas aqui no Eddie Awards, o sindicato incluiu a ficção científica de Ridley Scott como Drama. O montador Pietro Scalia, vencedor do Oscar por Falcão Negro em Perigo em 2002, não terá vida fácil ao concorrer com Stephen Mirrione (O Regresso) e Joe Walker (Sicario: Terra de Ninguém).

Matt Damon e sua plantação de batatas em Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

Matt Damon e sua plantação de batatas em Perdido em Marte (photo by cinemagia.ro)

Ainda sobre a categoria Drama, trata-se do primeiro reconhecimento de algum sindicato para o mega-blockbuster Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força. O novo filme da saga estelar tem números impressionantes em apenas 3 semanas de exibição nos EUA, batendo recorde atrás de recorde, com mais de 700 milhões de dólares apenas em solo americano.

Star Wars ficou com a vaga de um forte candidato ao Oscar: o drama jornalístico Spotlight – Segredos Revelados. Com um roteiro consistente e corajoso, a montagem costuma ser reconhecida juntamente, mas não foi o caso do filme de Tom McCarthy.

Kylo Ren em confronto com Finn e Rey em Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Kylo Ren em confronto com Finn e Rey em Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força (photo by cinemagia.ro)

Curiosamente, a última produção que levou o Oscar de Melhor Filme sem contar com uma indicação ao ACE (Eddie Awards) foi Conduzindo Miss Daisy, há 26 anos, fato este que pode influenciar na trajetória de Spotlight no Oscar. Já entre os vencedores de Melhor Filme sem contar com a indicação de montagem, temos um hiato de 33 anos, de Birdman de 2015 ao Gente Como a Gente em 1981.

Pela categoria de Comédia ou Musical, o franco-favorito é A Grande Aposta. Sua trama de crise financeira, que também é forte candidata ao Oscar de Roteiro Adaptado, permite o entrelaçamento de vários personagens, o que evidencia o complexo trabalho da montagem. Entre os demais concorrentes, Joy: O Nome do Sucesso e Eu, Você e a Garota que Vai Morrer são os destaques.

Cena de vários personagens em A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

Cena de vários personagens em A Grande Aposta (photo by cinemagia.ro)

Já na categoria de Animação, dois filmes da Pixar competem com Anomalisa, enquanto entre os documentários, temos três fortes candidatos sobre músicos, Amy, Cobain: Montage of Heck e The Wrecking Crew, competindo com um sobre a religião da Cientologia (Going Clear: Scientology and the Prison of Belief) e outro sobre a figura política da jovem Malala.

Só para constar, nos 5 anos anteriores, o ACE previu apenas dois vencedores do Oscar: William Goldenberg (Argo) e Angus Wall e Kirk Baxter (A Rede Social), mesmo contando vencedores das duas categorias.

Pelas categorias de televisão e streaming, séries que costumam marcar presença no Globo de Ouro e Emmy concorrem por seus episódios. Comédias como Silicon Valley e Veep, e dramas como Games of Thrones e Better Call Saul foram indicadas.

Seguem os indicados para o 66º Eddie Awards:

CINEMA

Melhor Montagem – Drama
– Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)
– Pietro Scalia (Perdido em Marte)
– Stephen Mirrione (O Regresso)
– Joe Walker (Sicario: Terra de Ninguém)
– Maryann Brandon & Mary Jo Markey (Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força)

Melhor Montagem – Comédia ou Musical
– Dan Lebental & Colby Parker, Jr. (Homem-Formiga)
– Hank Corwin (A Grande Aposta)
– Jay Cassidy, Alan Baumgarten, Christopher Tellefsen & Tom Cross (Joy: O Nome do Sucesso)
– David Trachtenberg (Eu, Você e a Garota que Vai Morrer)
– William Kerr & Paul Zucker (Descompensada)

Melhor Montagem – Animação
– Garret Elkins (Anomalisa)
– Kevin Nolting (Divertida Mente)
– Stephen Schaffer (O Bom Dinossauro)

Melhor Montagem – Documentário
– Chris King (Amy)
– Joe Beshenkovsky & Brett Morgen (Cobain: Montage of Heck)
– Andy Grieve (Going Clear: Scientology and the Prison of Belief)
– Greg Finton, Brian Johnson & Brad Fuller (He Named me Malala)
– Claire Scanlon (The Wrecking Crew)

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by cinemagia.ro)

Leonardo DiCaprio em cena de O Regresso (photo by cinemagia.ro)

TELEVISÃO

Melhor Montagem – Série de Episódios de Meia-Hora
– Nick Paley (Inside Amy Schumer – Episódio: 12 Angry Men)
– Brian Merken (Silicon Valley – Episódio: Two Days of the Condor)
– Gary Dollner (Veep – Episódio: Election Night)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora com Comercial
– Kelley Dixon (Better Call Saul – Episódio: Five-O)
– Skip Macdonald (Better Call Saul – Episódio: Uno)
– Skip Macdonald & Curtis Thurber (Fargo – Episódio: Did You Do This? No, You Did It!)
– Scott Vickrey (The Good Wife – Episódio: Restrain)
– Tom Wilson (Mad Men – Episódio: Person to Person)

Melhor Montagem – Série de Episódios de Uma Hora Sem Comercial
– Katie Weiland (Game of Thrones – Episódio: The Dance of Dragons)
– Tim Porter (Game of Thrones – Episódio: Hardhome)
– Harvey Rosenstock (Homeland – Episódio: The Tradition of Hospitality)
– Lisa Bronwell (House of Cards – Episódio: Chapter 39)
– Mary Ann Bernard (The Knick – Episódio: Wonderful Surprises)

Melhor Montagem – Minisséries ou Telefilmes
– Brian A. Kates (Bessie)
– Maysie Hoy (Dolly Parton’s Coat of Many Colors)
– William Turro (Orange is the New Black – Episódio: Trust No Bitch (episódio de 90 minutos))

Melhor Montagem – Séries Não-Roteirizadas
– Hunter Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown – Episódio: Bay Area)
– Josh Earl & Ben Bulatao (Deadliest Catch – Episódio: Zero Hour)
– Eric Driscoll, Nik Jamgocyan, Chris Kirkpatrick, David Michael Maurer, Greg McDonald, Marcus Miller & Alexandria Scott (Whale Wars – Episódio: The Darkest Hour)

Melhor Montagem – Documentário Televisivo
– Joshua L. Pearson (Keith Richards: Under the Influence)
– Richard Hankin, Zac Stuart-Pontier, Caitlyn Greene, Shelby Siegel (The Jinx: The Life and Deaths of Robert Durst – Chapter 1)
– Chris A. Peterson (The Seventies: The United State vs. Nixon)

Bob Odenkirk como Jimmy McGill em cena de Better Call Saul (photo by cinemagia.ro)

Bob Odenkirk como Jimmy McGill em cena de Better Call Saul (photo by cinemagia.ro)

O 66º Eddie Awards acontece no dia 29 de janeiro. E o Oscar 2016 no dia 28 de fevereiro.

‘Boyhood’ e ‘O Grande Hotel Budapeste’ conquistam o Eddie Awards 2015

Oito momentos da vida de Ellar Coltrane em Boyhood: Da Infância à Juventude, vencedor do Eddie Award (photo by http://staticvosf5b.lavozdelinterior.com.ar/sites/default/files/styles/landscape_642_366/public/nota_periodistica/boy)

Oito momentos da vida de Ellar Coltrane em Boyhood: Da Infância à Juventude, vencedor do Eddie Award (photo by http://staticvosf5b.lavozdelinterior.com.ar/sites/default/files/styles/landscape_642_366/public/nota_periodistica/boy)

INDICADOS AO OSCAR DE MONTAGEM IMPULSIONAM SUA CAMPANHA

O sindicato de editores, ACE (American Cinema Editors), elegeu Boyhood: Da Infância à Juventude e O Grande Hotel Budapeste como melhores montagens nas categorias de Drama e Comédia ou Musical, respectivamente. Trata-se de um grande passo rumo ao Oscar, pois o vencedor do Eddie Awards costuma ser eleito também o Melhor Filme pela Academia pelo menos em sete oportunidades nos últimos 12 anos. E segundo as estatísticas favoráveis, dos últimos 34 anos, todo vencedor do Oscar de Melhor Filme recebeu indicação ao Eddie.

Claro que, por mais que esses números sejam promissores, não garantem estatueta nenhuma. Veja o caso por exemplo do ano passado: Christopher Rouse (Capitão Phillips) venceu com louvor o Eddie, mas perdeu para a enxurrada de prêmios de Gravidade. Embora ambos tenham trabalhado bem a questão da tensão, os cortes foram mais eficientes no sequestro do navio pelos piratas somalianos. E em 2012, Kevin Tent levou o Eddie por Os Descendentes, mas foi a dupla Kirk Baxter e Angus Wall que ganhou seu segundo Oscar consecutivo por Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres depois de faturar por A Rede Social.

A editora Sandra Adair de Boyhood (photo by austinchronicle.com)

A editora Sandra Adair de Boyhood (photo by austinchronicle.com)

Tanto Boyhood quanto O Grande Hotel Budapeste estão concorrendo ao Oscar de Montagem. Enquanto Sandra Adair teve de comprimir material bruto de 12 anos em um pouco menos de 3 horas de filme com o acerto de não inserir divisão de anos, Barney Pilling fez uma bela compilação de personagens sem perder o ritmo e extraindo humor de seus cortes. Se um desses trabalhos sair com o Oscar, a categoria estará bem representada, assim como o belo trabalho de edição de Tom Cross, por Whiplash: Em Busca da Perfeição. Como o filme é sobre música, ele se guia pela mesma para criar jump cuts para sincronizar as imagens com o áudio, mas de forma imperceptível.

Pela categorias de Animação, o Eddie foi para Uma Aventura Lego, enquanto de Documentário, Citizenfour se consagrou como o melhor, elevando um pouco mais suas chances no Oscar de Melhor Documentário. Gostaria de aproveitar e fazer uma espécie de crítica, pois a Academia não inclui montagens de documentários e animações na categoria. Talvez pela comodidade, só reconhece edições de ficções (dramas, comédias, musicais, policiais, suspenses etc), acumulando o reconhecimento todo desses dois gêneros para os Oscars de Melhor Documentário e Melhor Longa de Animação. Sei que tem muita gente que acha que a edição de documentário é tudo igual (estilo entrevista e imagens de arquivo), mas existem trabalhos bem inventivos do gênero como o dinamismo de Kurt Engfehr de Tiros em Columbine (2002), que utiliza até animação para explicar a História das armas nos EUA. Ou o mais recente O Ato de Matar (2012), que ousa ao reencenar o massacre da Indonésia em gêneros cinematográficos.

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Segue lista completa dos vencedores do Eddie Awards 2015:

MELHOR MONTAGEM – DRAMA
Sandra Adair (Boyhood: Da Infância à Juventude)

MELHOR MONTAGEM –  COMÉDIA OU MUSICAL
Barney Pilling (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO
David Burrows, Chris McKay (Uma Aventura Lego)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO
Mathilde Bonnefoy (Citizenfour)

Edward Snowden em Citizenfour (photo by outnow.ch)

Edward Snowden em Citizenfour (photo by outnow.ch)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (TELEVISÃO)
Erik Ewers (The Roosevelts: An Intimate History) – Episódio 3: The Fire of Life

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE MEIA-HORA
Anthony Boys (Veep) – Episódio: “Special Relationship”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA COM COMERCIAL
Yan Miles (Sherlock) – Episódio: “His Last Vow”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA SEM COMERCIAL
Affonso Gonçalvez (True Detective) – Episódio: “Who Goes There”

MELHOR MONTAGEM – MINISSÉRIE OU FILME FEITO PARA TV
Adam Penn (The Normal Heart)

MELHOR MONTAGEM – SÉRIES NÃO ROTEIRIZADAS
Hugo Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown) – Episódio: “Iran”

MELHOR MONTAGEM DE ESTUDANTE
Johnny Sepulveda (Video Symphony)

‘Boyhood’, ‘Birdman’ e ‘Garota Exemplar’ competem pelo Eddie Awards 2015

Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude) - photo by elfilm.com

Ellan Coltrane e Ethan Hawke em Boyhood: Da Infância à Juventude – photo by elfilm.com

PRÊMIO DO SINDICATO JÁ PINCELA OS POSSÍVEIS INDICADOS AO OSCAR

Primeiramente, Feliz Ano Novo para todos! Espero que tenham passado bem as festas de fim de ano. Como fiquei em São Paulo este ano, acabei vendo dois filmes no cinema que recomendo: o sombrio O Abutre, com atuação assombrosa de Jake Gyllenhaal, e o clichê porém simpático A Família Bélier, que traz uma mensagem bastante positiva de amadurecimento para começar bem o ano.

Bom, o ano mal começou e o sindicato de editores já lançou seus indicados para 2015. Assim como o Globo de Ouro, os filmes são dividos entre as categorias de Drama e Comédia ou Musical, até mesmo porque a montagem possui estilos diferentes de acordo com o gênero. Aliás, adoraria ver uma categoria exclusiva para filmes de terror, ou pelo menos algo como Terror ou Ação. O Eddie Awards ainda apresenta categorias de Animação, Documentário e relativos à televisão.

Pela categoria Drama, houve um empate pela segunda vez na história do prêmio, pois houve seis indicados. A grande favorita é Sandra Adair pelo filme Boyhood: Da Infância à Juventude, afinal, ela cortou um material bruto de nada menos do que 12 anos! Mas independente do seu esforço de uma década, seu trabalho é digno de reconhecimento, pois suas quase 3 horas de duração não pesam como muitos pensam antes de assistir ao filme. A passagem do tempo não é interrompida por letreiros ou telas pretas, mas flui como um rio. Particularmente, só não acho perfeita porque eu reduziria a sequência da faculdade do protagonista Mason, que pouco acrescenta no contexto.

Mas Boyhood não pode relaxar, pois tem fortes concorrentes na categoria, especialmente Kirk Baxter (Garota Exemplar), que levou dois Oscars consecutivos por A Rede Social e Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, e William Goldenberg (O Jogo da Imitação), que faturou a estatueta em 2013 por Argo.

Rosamund Pike em momento Amazing Amy de Garota Exemplar (photo by elfilm.com)

Rosamund Pike em momento Amazing Amy de Garota Exemplar (photo by elfilm.com)

Já pela categoria de Comédia ou Musical, as águas parecem mais calmas para Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância), pois além da força de sua campanha rumo ao Oscar de Melhor Filme, apresenta alternância entre cenas de realidade e devaneios do personagem de Michael Keaton, que denota facilmente a força da montagem. Quanto à concorrência, por se tratar de um filme de ação, Guardiões da Galáxia pode representar algum perigo. Como não vi Birdman ainda, concederia o prêmio a O Grande Hotel Budapeste, pelo ótimo ritmo obtido pela combinação entre os cortes, roteiro e atuação do elenco.

Edward Norton em cena de O Grande Hotel Budapeste (photo by cinemagia.ro)

Edward Norton em cena de O Grande Hotel Budapeste (photo by cinemagia.ro)

Entre as três animações indicadas, apesar da explosão que foi Uma Aventura Lego, acredito que Operação Big Hero pode levar o prêmio pelo ritmo mais frenético. Quanto aos documentários, Citizenfour tem se destacado por contar a trajetória de Edward Snowden através de uma entrevista.

Quanto aos fatos curiosos, embora não tenha uma acertividade tão alta (dos últimos 5 anos, acertou 3 em relação ao Oscar), o Eddie Awards é considerado um bom precursor do prêmio da Academia, pois segundo nota deles: “Nenhum filme ganhou o Oscar de Melhor Filme sem ter recebido pelo menos uma indicação ao Eddie desde ‘Gente Como a Gente’ em 1981”. O Eddie Awards existe desde 1962.

 Já entre os indicados de produções de televisão, a ótima série da HBO, True Detective, desponta como uma das favoritas justamente por seu tratamento de cinema na montagem de seus episódios não-lineares.

Segue lista dos indicados ao 65º Eddie Awards:

MELHOR MONTAGEM – DRAMA
– Joel Cox, Gary Roach (Sniper Americano)
– Sandra Adair (Boyhood: Da Infância à Juventude)
– Kirk Baxter (Garota Exemplar)
– William Goldenberg (O Jogo da Imitação)
– John Gilroy (O Abutre)
– Tom Cross (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

MELHOR MONTAGEM – COMÉDIA OU MUSICAL
– Douglas Crise, Stephen Mirrione (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância))
– Fred Raskin, Hughes Winborne, Craig Wood (Guardiões da Galáxia)
– Wyatt Smith (Caminhos da Floresta)
– Leslie Jones (Vício Inerente)
– Barney Pilling (O Grande Hotel Budapeste)

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO
 Tim Mertens (Operação Big Hero)
– Edie Ichioka (Os Boxtrolls)
– David Burrows, Chris McKay (Uma Aventura Lego)

Operação Big Hero, da Disney (photo by cinemagia.ro)

Operação Big Hero, da Disney (photo by cinemagia.ro)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO
– Mathilde Bonnefoy (Citizenfour)
– Aaron Wickenden (A Fotografia Oculta de Vivian Maier)
– Elisa Bonora (Glen Campbell: I’ll Be Me)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (TELEVISÃO)
– John Duffy, Michael O’Halloran, Eric Lea (Cosmos: A SpaceTime Odyssey: Standing Up in the Milky Way)
– Troy Takaki, Joey Vigour (Pauly Shore Stands Alone)
– Erik Ewers (The Roosevelts: An Intimate History: Episode 3 / The Fire of Life)

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE MEIA-HORA
– Brian Merken, Tim Roche (Sillicon Valley) – Episódio: “Optimal Tip to Tip Efficiency”
– Anthony Boys (Veep) – Episódio: “Special Relationship”
– Catherine Haight (Transparent) – Episódio: “Piloto”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA COM COMERCIAL
– Scott Powell (24 Horas) – Episódio: “10pm to 11am
– Christopher Gay (Mad Men) – Episódio: “Waterloo”
– Elena Maganini, Michael Ornstein (Madam Secretary) – Episódio: “Piloto”
– Yan Miles (Sherlock) – Episódio: “His Last Vow”
– Scott Vickrey (The Good Wife) – Episódio: “A Few Words”

MELHOR MONTAGEM – SÉRIE DE TV DE UMA HORA SEM COMERCIAL
– Affonso Gonçalves (True Detective) – Episódio: “Who Goes There”
– Alex Hall (True Detective) – Episódio: “The Secret Fate of All Life”
– Byron Smith (House of Cards) – Episódio: “Chapter 14”

Woody Harrelson e Matthew McConaughey em cena de True Detective, série da HBO (photo by cinemagia.ro)

Woody Harrelson e Matthew McConaughey em cena de True Detective, série da HBO (photo by cinemagia.ro)

MELHOR MONTAGEM – MINISSÉRIE OU FILME FEITO PARA TV
– Regis Kumble (Fargo) – Episódio: “Buridan’s Ass”
– Jeffrey M. Werner (Olive Kitteridge) – Episódio: “A Different Road”
– Adam Penn (The Normal Heart)

MELHOR MONTAGEM – SÉRIES NÃO ROTEIRIZADAS
– Hunter Gross (Anthony Bourdain: Parts Unknown) – Episódio: “Iran”
– Josh Earl, Johnny Bishop (Deadliest Catch) – Episódio: “Lost At Sea”
– Joe Langford, Nick Carew (Vice) – Episódio: “Greenland is Melting & Bonded Labor”

O Eddie Awards será entregue no dia 30 de janeiro em cerimônia no hotel Beverly Hilton.

‘Gravidade’ e ’12 Anos de Escravidão’ fazem o 1º empate na história do PGA Awards

Os produtores David Heyman (à esquerda) e Alfonso Cuarón recebem o PGA de Melhor Filme (photo by AFP in www.channelnewsasia.com)

Os produtores de Gravidade: David Heyman (à esquerda) e Alfonso Cuarón recebem o PGA de Melhor Filme (photo by AFP in http://www.channelnewsasia.com)

CONSIDERADO MELHOR PARÂMETRO PARA VENCEDOR DO OSCAR DE MELHOR FILME, O PGA FICA NO EMPATE HISTÓRICO

 

Pra quem acha que 12 Anos de Escravidão já garantiu seu Oscar de Melhor Filme, o PGA (Producers Guild of America) resolveu bagunçar essa previsibilidade. Pela primeira vez em 25 anos de história, o prêmio foi concedido a duas produções: Gravidade e 12 Anos de Escravidão.

 

Ao lado delas, concorriam Trapaça, Blue Jasmine, Capitão Phillips, Clube de Compras Dallas, Ela, Nebraska, Walt nos Bastidores de Mary Poppins e O Lobo de Wall Street. Exceto por Blue Jasmine e Walt nos Bastidores, todas as demais produções também competem pelo prêmio no Oscar, o que torna a vitória ainda mais importante.

Considerado o melhor parâmetro para prever qual filme ganhará o Oscar, o PGA acertou 17 vezes em 24 anos,  tendo previsto os últimos seis vencedores do Oscar.

Com o SAG de Melhor Elenco, concedido no último domingo para Trapaça, a corrida pelo Oscar de Melhor Filme pode trazer alguma surpresa, pois esse empate não define nada. 12 Anos de Escravidão tem sido ovacionado pela crítica e tem vencido mais prêmios até o momento, enquanto Gravidade possui a maior bilheteria mundial entre os indicados, com mais de 600 milhões de dólares, e o apoio popular que abraçou o filme espacial. Já Trapaça possui um elenco super qualificado e seu diretor David O. Russell já vem batendo na trave há alguns anos com O Vencedor (2010) e O Lado Bom da Vida (2012).

Brad Pitt recebe o prêmio PGA como produtor de 12 Anos de Escravidão (photo by www.abclocal.go.com)

Brad Pitt recebe o prêmio PGA como produtor de 12 Anos de Escravidão (photo by http://www.abclocal.go.com)

Ao contrário de toda essa briga, a categoria de Melhor Animação tem sido bem tranqüila. A super-produção da Disney, Frozen: Uma Aventura Congelante, venceu o PGA. Tirando um ou outro prêmio da crítica para o japonês Vidas ao Vento, a vitória de Frozen tem sido uma unanimidade até o momento.

E na categoria de documentário, ficou mais fácil para We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks, de Alex Gibney, ganhar o prêmio com as ausências dos maiores concorrentes: Histórias que Contamos e O Ato de Matar.

Já em televisão, Breaking Bad continua coletando todos os prêmios fechando com chave de ouro a série, e Modern Family foi reconhecida como Melhor Produção de Comédia. Veja lista completa abaixo:

 

MELHOR FILME (empate)
Gravidade (Gravity)
Produtores: Alfonso Cuarón, David Heyman

12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
Produtores: Anthony Katagas, Jeremy Kleiner, Steve McQueen, Brad Pitt, Dede Gardner

MELHOR ANIMAÇÃO
Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)
Produtor: Peter Del Vecho

MELHOR DOCUMENTÁRIO
We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks
Produtores: Alexis Bloom, Alex Gibney, Marc Shmuger

MELHOR SÉRIE DE TV Drama:
Breaking Bad
Produtores: Melissa Bernstein, Sam Catlin, Bryan Cranston, Vince Gilligan, Peter Gould, Mark Johnson, Stewart Lyons, Michelle MacLaren, George Mastras, Diane Mercer, Thomas Schnauz, Moira Walley-Beckett

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV:
Minha Vida com Liberace (Behind the Candelabra)
Produtores: Susan Ekins, Gregory Jacobs, Michael Polaire, Jerry Weintraub

MELHOR SÉRIE DE TV Comédia:
Modern Family
Produtores: Paul Corrigan, Abraham Higginbotham, Ben Karlin, Elaine Ko, Steven Levitan, Christopher Lloyd, Jeffrey Morton, Dan O’Shannon, Jeffrey Richman, Chris Smirnoff, Brad Walsh, Bill Wrubel, Danny Zuker

MELHOR PROGRAMA DE TV NÃO-FICÇÃO:
Anthony Bourdain: Parts Unknown
Produtores: Anthony Bourdain, Christopher Collins, Lydia Tenaglia, Sandra Zweig

MELHOR PROGRAMA DE ENTRETENIMENTO AO VIVO E ENTREVISTA:
The Colbert Report
Produtores: Meredith Bennett, Stephen T. Colbert, Richard Dahm, Paul Dinello, Barry Julien, Matt Lappin, Emily Lazar, Tanya Michnevich Bracco, Tom Purcell, Jon Stewart

MELHOR PROGRAMA DE COMPETIÇÃO:
The Voice
Produtores: Stijn Bakkers, Mark Burnett, John de Mol, Chad Hines, Lee Metzger, Audrey Morrissey, Jim Roush, Kyra Thompson, Nicolle Yaron, Mike Yurchuk, Amanda Zucker

MELHOR PROGRAMA DE ESPORTE:
SportsCenter (ESPN)

MELHOR PROGRAMA INFANTIL:
Vila Sésamo (Sesame Street)

MELHOR SÉRIE DIGITAL:
Wired: What’s Inside

STANLEY KRAMER AWARD:
Fruitvale Station: A Última Parada (Fruitvale Station)
Produtores: Ryan Coogler, Nina Yang Bongiovi, Forest Whitaker