‘A FORMA DA ÁGUA’ conquista SETE indicações ao GLOBO DE OURO. ‘ALL THE MONEY IN THE WORLD’ entra aos 48 do segundo tempo

 

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Cena icônica de A Forma da Água, de Guillermo del Toro. Sete indicações no Globo de Ouro.

FANTASIA DE GUILLERMO DEL TORO NOVAMENTE LIDERA INDICAÇÕES APÓS O CRITICS’ CHOICE

Não sei se sou o único que acha monótono o anúncio dos indicados, mas pra mim a forma como foi feito se classifica como amadorismo. Quatro atores: Kristen Bell, Garrett Hedlund, Alfre Woodard e Sharon Stone se revezando com papéis impressos no Word sem qualquer tipo de arte ou letreiro demonstra qualquer preparo por parte da HFPA (Hollywood Foreign Press Association). Pra quem não viu a transmissão, segue link do canal do Golden Globes:

NÚMEROS DESTA EDIÇÃO

A Forma da Água é o recordista de indicações com sete, seguido de perto por The Post: A Guerra Secreta e Três Anúncios Para um Crime, ambos conquistaram seis indicações cada.

Tanto Guillermo del Toro quanto Martin McDonagh se tornaram duplo indicados, já que ambos concorrem nas categorias de Diretor e Roteiro, por A Forma da Água e Três Anúncios Para um Crime, respectivamente.

Do lado da TV, a mini-série Big Little Lies lidera com seis indicações, seguida por Feud com quatro. Fargo, The Handmaid’s Tale e This Is Us conquistaram três indicações cada.

SURPRESAS

Claro que todo ano teremos surpresas, mas as três indicações para All the Money in the World foram o ápice desta edição. Como um filme que ainda está em fase final de edição foi incluído na votação? Esse tipo de conduta questionável que difama a HFPA, que há alguns anos tenta se livrar dos boatos de que aceitariam propina e presentes para indicar filmes e atores, como os sempre citados Burlesque e O Turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie.

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Michelle Williams e Mark Wahlberg em cena de All the Money in the World, de Ridley Scott (pic by outnow.ch)

Bom, pra quem pegou o bonde andando, o novo filme de Ridley Scott estava com seu lançamento agendado agora para dezembro, contudo, com as várias acusações de assédio contra o ator Kevin Spacey, o diretor e o estúdio decidiram que seria melhor eliminar todas as cenas em que o ator atuava e refilmá-las com o ator Christopher Plummer, que foi chamado às pressas. Além da própria produção das refilmagens, o estúdio teve que arcar com prejuízos da reformulação dos pôsteres, dos letreiros e de toda a campanha que já vinha trabalhando com uma possível indicação pra Spacey como coadjuvante.

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À esquerda, Kevin Spacey caracterizado como Paul Getty em All in the Money in the World. À direita, Christopher Plummer escalado para substitui-lo. Pic by cinema com rapadura

Com o filme incompleto até o momento (até onde se sabe, ninguém viu a versão final do filme), o estúdio e os produtores devem ter pago muitos Champagne Moët e chocolates Lindt pra cerimônia do Globo de Ouro para que o filme chegasse às principais categorias do prêmio com o intuito exclusivo de salvar o filme de um possível desastre. Claro que, embora meus comentários elaborem uma teoria da conspiração, o filme de Ridley Scott pode ser bom e as indicações merecidas, mas não deixa de ser um tanto “estranha” sua participação na premiação.

Bom, além dessa surpresa, não dá pra deixar de lado as três indicações para O Rei do Show para Melhor Filme de Comédia ou Musical, Ator – Comédia ou Musical para Hugh Jackman e Canção. Até o momento, o filme havia passado desapercebido pela temporada de premiações, mas a lembrança do Globo de Ouro pode ajudar na campanha do Oscar, pelo menos nas categorias de Direção de Arte, Figurino e Canção, já que conta com a dupla de compositores de La La Land.

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Ao centro, Hugh Jackman encarna o showbusiness man P.T. Barnum em O Rei do Show. Pic by outnow.ch

Assim como Jackman, Denzel Washington, que foi indicado por Roman J. Israel, Esq., no qual interpreta um advogado de defesa idealista, também iniciou sua campanha pelo Globo de Ouro. Particularmente, não sou muito fã do ator, ele sempre busca a mesma essência amargurada em seus últimos personagens, mas como a comunidade hollywoodiana tem muito carinho por ele, não vejo com tanta surpresa assim seu nome na lista.

ESNOBADOS

Falando ainda da categoria de Ator – Drama, Denzel acabou roubando o lugar de Jake Gyllenhaal por O Que Te Faz Mais Forte, no qual ele interpreta uma vítima do atentado terrorista da maratona de Boston, ficando sem as pernas. Quero deixar claro que o fato do personagem ser debilitado física ou mentalmente não influi diretamente na qualidade da performance. O personagem pode não ter as pernas, ter o rosto deformado, não ter dentes e ter dificuldade pra falar, mas se não tiver uma alma bem trabalhada, a atuação perde seu valor. Não vi o filme ainda, mas quem viu só o trailer, sabe que Gyllenhaal está bem. Aliás, ele vem escolhendo papéis e projetos interessantes como em O Abutre e Os Suspeitos. O Globo de Ouro perde sem sua presença na cerimônia.

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Jake Gyllenhaal como o habitante de Boston, Jeff Bauman, em O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

Outras ausências muito sentidas foi na categoria de Direção: Jordan Peele de Corra! e Greta Gerwig de Lady Bird ficaram de fora. Honestamente, eu acreditava na indicação de Gerwig na direção, e de Peele no roteiro, mas pura e simplesmente por méritos, e não por eles serem negro e mulher.

Acabei de ler uma matéria da Indiewire com o seguinte título “Globo de Ouro é criticado por excluir mulheres e minorias”. No texto, os nomes de Jordan Peele, Greta Gerwig, Dee Rees e Patty Jenkins (sim, a diretora daquele filmaço chamado Mulher-Maravilha) foram citados como os esnobados da vez, incitando ainda que suas exclusões se deram pelo quesito social, racial e de gênero. E o que dizer da exclusão do diretor de Me Chame Pelo Seu Nome, Luca Guadagnino, que ganhou vários prêmios e está em várias listas de melhores do ano? Foi esnobado por ser italiano?

E é preciso reforçar que o Globo de Ouro não é o Critics’ Choice Awards, que tem sete indicados a Melhor Diretor. Alguém tem que ser excluído! Particularmente, não acho que Ridley Scott tenha um trabalho tão bom quanto o Corra!, por exemplo, mas trata-se apenas de uma dedução até eu assistir ao filme.

Podem me chamar de antiquado, mas odeio quando o politicamente correto interfere onde não é chamado. Então, pro autor da Indiewire e os críticos, se esses nomes excluídos tivessem sido indicados pelo Globo de Ouro, estaria tudo certo e de acordo com os tempos que vivemos? Não importando qualquer análise crítica e artística dos filmes?

Das exclusões dos filmes, vale citar Doentes de Amor, que chegou a conquistar seis indicações no Critics’ Choice Awards (inclusive Melhor Filme!), e o representante da França no Oscar, 120 Batimentos Por Minuto, de Robin Campillo. Embora Em Pedaços seja co-produção francesa, havia altas expectativas de que o filme que trata do preconceito do HIV chegaria ao Globo de Ouro.

Pelas categorias de TV e streaming, a ausência da atriz Julia Louis-Dreyfus pela série Veep após cinco indicações consecutivas chamou a atenção, já que os fãs esperavam que a hora da atriz ganhar finalmente havia chegado.

REPERCUSSÃO DOS ASSÉDIOS SEXUAIS EM HOLLYWOOD

Algumas produções, sejam de cinema ou TV, sofreram algum desprezo por parte da crítica e de associações por seus vínculos com figuras públicas envolvidas em denúncias de assédios sexuais. Os casos mais evidentes foram do produtor Harvey Weinstein, que afetou a campanha do novo filme de Taylor Sheridan, Terra Selvagem, e do ator Jeffrey Tambor que, não apenas deixou de ser indicado, mas levou toda a série Transparent para o ostracismo até segunda ordem.

O único que, supostamente teria tido comportamento inapropriado com uma atriz australiana numa peça de teatro há dois anos, conseguiu ser indicado foi Geoffrey Rush pela série biográfica de Albert Einstein, Genius. E vale também citar que Christopher Plummer só está na lista de atores coadjuvantes porque Kevin Spacey foi excluído do filme de Ridley Scott, All the Money in the World.

E O QUE REALMENTE IMPORTA?

Há algumas décadas, todos os indicados, e principalmente vencedores do Globo de Ouro tinham seus lugares garantidos no Oscar, pois o prêmio da HFPA era o melhor parâmetro de todos. Mas de uns tempos pra cá, as escolhas entre as duas premiações têm divergido constantemente, inclusive na escolha do Melhor Filme, demonstrando assim mais identidade própria por parte da HFPA.

Mas uma característica do Globo de Ouro que persiste é seu amor por celebridades. Se tiverem que optar entre um ator bom e uma celebridade, normalmente eles ficam com a segunda, porque apreciam essa aproximação com as estrelas e todo o glamour. Quando indicaram o péssimo O Turista e seus atores, eles visavam a presença de Johnny Depp e Angelina Jolie. O próprio host Ricky Gervais havia ressaltado isso na época. Enfim, o Globo de Ouro se tornou um prêmio que não se deve levar tão à sério assim.  Se nem eles levam, por que você deveria levar?

Indicados ao 75º Globo de Ouro:

CINEMA

Best Motion Picture – Drama:
Me Chame Pelo Seu Nome (Call me by your Name)
Dunkirk (Dunkirk)
The Post: A Guerra Secreta (The Post)
A Forma da Água (The Shape of Water)
Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

Best Motion Picture – Musical or Comedy:
Artista do Desastre (The Disaster Artist)
Corra! (Get Out)
I, Tonya
Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
O Rei do Show (The Greatest Showman)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Drama:
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama:
Jessica Chastain (A Grande Jogada)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Michelle Williams (All the Money in the World)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Musical or Comedy:
Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
Ansel Elgort (Em Ritmo de Fuga)
James Franco (Artista do Desastre)
Hugh Jackman (O Rei do Show)
Daniel Kaluuya (Corra!)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy:
Judy Dench (Victoria e Abdul)
Helen Mirren (The Leisure Seeker)
Margot Robbie (I, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird)
Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture:
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Christopher Plummer (All the Money in the World)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture:
Mary J. Blige (Mudbound)
Hong Chau (Pequena Grande Vida)
Allison Janney (I, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

Best Director – Motion Picture:
Guillermo de Toro (A Forma da Água)
Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
Christopher Nolan (Dunkirk)
Ridley Scott (All the Money in the World)
Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

Best Screenplay:
Greta Gerwig (Lady Bird)
Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

Best Motion Picture – Foreign Language:
Em Pedaços – ALEMANHA/FRANÇA
Uma Mulher Fantástica – CHILE
First They Killed My Father – CAMBOJA
Loveless – RÚSSIA
The Square – SUÉCIA/ALEMANHA/FRANÇA

Best Motion Picture – Animated:
The Breadwinner
Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)
O Poderoso Chefinho (Baby Boss)
O Touro Ferdinando (Ferdinand)

Best Original Song – Motion Picture:
“The Star” (A Estrela de Belém)
“Mighty River” (Mudbound)
“This is Me” (O Rei do Show)
“Home” (O Touro Ferdinando)
“Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)

Best Original Score – Motion Picture:
Alexandre Desplat (A Forma da Água)
Hans Zimmer (Dunkirk)
Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
Carter Burwell (Três Anúncios Para um Crime)

TELEVISÃO

Best Television Series – Drama:
Game of Thrones
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
The Crown
This is Us

Best Television Series – Musical or Comedy:
Black-ish
Master of None
SMILF
The Marvelous Mrs. Maisel
Will & Grace

Best Performance by an Actor in a Television Series – Drama:
Bob Odenkirk (Better Call Saul)
Freddie Highmore (The Good Doctor)
Jason Bateman (Ozark)
Liev Schreiber (Ray Donovan)
Sterling K. Brown (This Is Us)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama:
Caitriona Balfe (Outlander)
Claire Foy (The Crown)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Katherine Langford (13 Reasons Why)
Maggie Gyllenhaal (The Deuce)

Best Performance by an Actor in a Television Series – Musical or Comedy:
Anthony Anderson (Black-ish)
Aziz Ansari (Master of None)
Eric McCormack (Will & Grace)
Kevin Bacon (I Love Dick)
William H. Macy (Shameless)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Musical or Comedy:
Alison Brie (GLOW)
Frankie Shaw (SMILF)
Issa Rae (Insecure)
Pamela Adlon (Better Things)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)

Best Television Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Big Little Lies
Fargo
Feud
The Sinner
Top of the Lake

Best Performance by an Actor in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Ewan McGregor (Fargo)
Geoffrey Rush (Genius)
Jude Law (The Young Pope)
Kyle MacLachlan (Twin Peaks)
Robert De Niro (The Wizard of Lies)

Best Performance by an Actress in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Jessica Biel (The Sinner)
Jessica Lange (Feud)
Nicole Kidman (Big Little Lies)
Reese Witherspoon (Big Little Lies)
Susan Sarandon (Feud)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
Chrissy Metz (This Is Us)
Laura Dern (Big Little Lies)
Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
Shailene Woodley (Big Little Lies)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
Alfred Molina (Feud)
Christian Slater (Mr. Robot)
David Harbour (Stranger Things)
David Thewlis (Fargo)

***

A 75ª cerimônia do Globo de Ouro está marcada para o dia 07 de janeiro, e terá Seth Meyers como host pela primeira vez.

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‘A FORMA DA ÁGUA’ lidera o CRITICS’ CHOICE AWARDS com 14 INDICAÇÕES

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Indicada para Melhor Atriz, Sally Hawkins, em cena de A Forma da Água

EM SUA 23ª EDIÇÃO, O CRITICS’ CHOICE DESTACA NOVO FILME DO MEXICANO GUILLERMO DEL TORO

OK, acabou a brincadeira: a Bolha Assassina do Critics’ Choice Awards liberou seus quinhentos indicados em suas duzentas categorias. E como se não bastassem seis indicados por categoria, agora eles fizeram uma licença poética e ampliaram para sete indicados nas categorias de Diretor, Ator e Atriz Coadjuvante. Daqui a pouco, vai ter atores do Framboesa de Ouro entre os indicados!

Podem me considerar um crítico chato, mas a cada ano que passa, estou pegando mais “bode” do Critics’ Choice Awards. Além de ser um prêmio sem personalidade nenhuma (só se preocupam em acertar os vencedores do Oscar), eles se expandem todo ano, mas se esquecem de valorizar seus próprios convidados. Ano passado, entregaram vários prêmios no tapete vermelho (pra não dizer no porão da casa), inclusive o de Roteiro (!!!), porque obviamente não havia tempo pra tanta categoria ao vivo. Acho um descaso total; se for assim “nas coxas”, melhor excluir!

E outra coisa: eles se gabam tanto de serem a melhor prévia do Oscar (posto anteriormente ocupado pelo Globo de Ouro), mas será mesmo que a bola de cristal deles está funcionado? Dos últimos 4 vencedores do prêmio de Melhor Filme, eles acertaram dois: 12 Anos de Escravidão e Spotlight, e erraram com Boyhood e La La Land. Pra mim, prévia certeira é aquela próxima de 100%… Honestamente, não entendo o crescimento de popularidade desse prêmio, tirando o fato de que daqui a pouco vai ter mais gente indicada do que não-indicada no mundo.

CRITICS’ CHOICE E SEUS NÚMEROS

Bom, vamos aos fatos desta 23ª edição. Primeiramente, A Forma da Água conseguiu 14 indicações, um número muito alto, mas explicável por se tratar de um filme tecnicamente bem feito, possibilitando reconhecimento em Direção de Arte, Fotografia e Trilha Musical, por exemplo. Dessas 14 indicações, apenas uma pertence a uma categoria inexistente no Oscar: Melhor Filme de Ficção Científica ou Terror, portanto o filme de Guillermo del Toro pode também ser o recordista de indicações do próximo Oscar.

Curiosamente, A Forma da Água abriu uma ampla vantagem de 6 indicações em relação aos filmes que ficaram em segundo lugar. Me Chame Pelo Seu Nome, Dunkirk, Lady Bird e The Post: A Guerra Secreta obtiveram oito indicações cada. Vale ressaltar que desses quatro títulos, três ganharam prêmios de Melhor Filme recentemente: O LAFCA premiou Me Chame Pelo Seu Nome, o NYFCC premiou Lady Bird e o NBR premiou The Post, ou seja, existe uma diversidade muito boa de títulos com possibilidades de vitória no Oscar.

Ainda sobre números, importante destacar a tripla indicação para o ator e roteirista paquistanês Kumail Nanjiani. Além de ter sido indicado a Melhor Ator em Comédia e Roteiro Adaptado com o filme Doentes de Amor (The Big Sick), ele foi reconhecido por sua performance cômica na série The Sillicon Valley. Embora seja o recordista individual desta edição, existe boa possibilidade de ele ser triplo perdedor.

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Zoe Kazan e Kumail Nanjiani em cena de Doentes de Amor (pic by moviepilot.de)

Outros artistas acumularam duas indicações individuais. São os casos da diretora e roteirista de Lady Bird, Greta Gerwig; do diretor e ator de Artista do Desastre, James Franco; da atriz Tiffany Hadish que compete como Atriz Coadjuvante e Atriz em Comédia por Viagem das Garotas; do diretor e roteirista de Três Anúncios Para um Crime, Martin McDonagh; e obviamente, do diretor e roteirista Guillermo del Toro.

SURPRESAS E AUSÊNCIAS

Eu sei, você deve ter pensado: “É possível ter ausências com sete indicados?”. Pois é, na reunião de condomínio da categoria de Melhor Diretor, faltou uma vaguinha para Sean Baker, que na semana passada foi reconhecido pelo NYFCC por Projeto Flórida. A verdade é que ele pode se ausentar de qualquer lista, EXCETO na seleção do Directors Guild of America (DGA), onde se separa o joio do trigo.

Com menos chances, poderia citar aqui também o nome de Dee Rees, a jovem diretora negra (ou como dizem hoje “afrodescendente”) do drama Mudbound. Não sei dizer se o fato do filme ser produção da Netflix e não ser exibido em telas de cinema enfraqueceu sua campanha, mas até então eu acreditava que este ano poderia ser o ano das mulheres na direção no Oscar. Além dela, existem chances para Greta Gerwig, Kathryn Bigelow, Angelina Jolie e Sofia Coppola. Não, não me venham com Patty Jenkins por Mulher-Maravilha

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Mary J. Blige recebe orientações da diretora Dee Rees em set de Mudbound

Nas categorias de atuação, por mais que haja seis (ou sete) vagas e as categorias de atuação de comédia e de ação, sempre vai haver algum nome faltando. Este ano, este ator excluído é Robert Pattison. Sempre passei longe desses filmes de Crepúsculo que ele estrelou, mas depois de ver sua atuação em Bom Comportamento, passei a enxergá-lo como um ator promissor. Acho que boa parte do crédito de sua evolução se deve ao diretor canadense David Cronenberg com quem trabalhou em Cosmópolis e Mapa Para as Estrelas. Estou torcendo para que ele saia na lista do Globo de Ouro. E ainda falando de Bom Comportamento, ficou faltando uma indicação para Daniel Lopatin por suas belas composições musicais que reverberam a tensão do filme todo.

Na ala feminina, dois nomes mais comentados são de Kate Winslet por Roda Gigante, e Judi Dench por Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha. Ambas têm chances de aparecer na lista do Globo de Ouro de Atriz – Drama e Atriz – Comédia, respectivamente. Além delas, o nome mais polêmico também ficou de fora: Daniela Vega, uma atriz transsexual que atuou no filme chileno Uma Mulher Fantástica. Se o Critics’ Choice quisesse demonstrar personalidade, perdeu uma ótima oportunidade de indicá-la. Na categoria de Coadjuvante, um dos nomes mais citados até o momento, mas ausente é o de Lois Smith, pelo filme futurista Marjorie Prime, onde ela conversa e interage com o holograma de seu marido morto há quinze anos.

Já no campo das surpresas, eu destacaria a indicação de Jake Gyllenhaal por O Que te Faz Mais Forte, onde ele interpreta uma vítima dos atentados terroristas da maratona de Boston. Embora seja daqueles papéis que costumam render prêmios, seu nome mal havia sido mencionado até o momento.

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Jake Gyllenhaal em cena de O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

E Patrick Stewart concorrendo como Ator Coadjuvante por Logan. Particularmente, gosto da atuação de Stewart como um homem idoso e debilitado, mas se formos analisar sob outro ângulo, o ator já interpretou o mesmo personagem de Professor Charles Xavier mais de quatro vezes. Acho bem difícil ele seguir adiante nessa campanha…

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Patrick Stewart como Professor Charles Xavier em Logan (pic by moviepilot.de)

Já na categoria de Filme em Língua Estrangeira, temos uma surpresa e uma ausência. A primeira atende pelo nome de Thelma, um filme norueguês que envolve eventos sobrenaturais e lesbianismo. E a segunda é a ausência do russo Loveless, do diretor Andrey Zvyagintsev, que é considerado um dos favoritos para seguir no Oscar.

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À direita, Eili Harboe interpreta a perturbada Thelma no filme homônimo. Pic by outnow.ch

ENQUANTO ISSO, NO UNIVERSO DAS SÉRIES…

A série Feud: Bette and Joan da FX, sobre a treta entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford, foi a recordista desta edição com seis indicações. Logo em seguida, com cinco indicações, aparece Big Little Lies da HBO, que conquistou vários prêmios no último Emmy. Alguém pode, por favor, me explicar por que Jessica Lange foi indicada para Melhor Atriz e Susan Sarandon não? Até onde sei, o grande chamariz dessa série foi o embate dessas duas atrizes veteranas que interpretaram duas lendas de Hollywood, não?

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Susan Sarandon como Bette Davis e Jessica Lange como Joan Crawford em Feud: Bette and Joan (pic by time.com)

Apesar disso, foi a plataforma de streaming Netflix que conquistou maior número de indicações: 20, graças à ampla variedade de conteúdo como The Crown, Stranger Things, GLOW e até a animação BoJack Horseman. Se no universo da séries a Netflix já reina, será questão de tempo até que um filme da Netflix ganhe o Oscar. Pra isso, basta eles pararem de investir apenas em filmes com Adam Sandler…

Uma curiosidade pra quem curte: Kevin Spacey não está entre os indicados de Ator em Série Dramática por House of Cards. Pelo visto, ninguém quer se comprometer e inclui-lo depois de todas as polêmicas de abuso sexual envolvendo o nome dele. Por um lado eu entendo que ele seja excluído das festinhas, mas é preciso lembrar que outros nomes envolvidos em polêmicas já foram indicados e ganharam prêmios como Roman Polanski e Woody Allen, portanto, fica essa questão no ar de saber separar artista da pessoa, e vice-versa. É possível?

INDICADOS AO CRITICS’ CHOICE AWARDS 2018:

CINEMA

MELHOR FILME
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name)
– O Destino de uma Nação (Darkest Hour)
– Dunkirk (Dunkirk)
– Projeto Flórida (The Florida Project)
– Corra! (Get Out)
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
– The Post: A Guerra Secreta (The Post)
– A Forma da Água (The Shape of Water)
– Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR DIREÇÃO
– Guillermo del Toro (A Forma da Água)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
– Christopher Nolan (Dunkirk)
– Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome)
– Jordan Peele (Corra!)
– Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR
– Timothée Chalamet (Me Chame Pelo seu Nome)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Jake Gyllenhaal (O Que Te Faz Mais Forte)
– Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
– Daniel Kaluuya (Corra!)
– Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
– Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

MELHOR ATRIZ
– Jessica Chastain (A Grande Jogada)
– Sally Hawkins (A Forma da Água)
– Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Willem Dafoe (Projeto Flórida)
– Armie Hammer (Me Chame Pelo seu Nome)
– Richard Jenkins (A Forma da Água)
– Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
– Patrick Stewart (Logan)
– Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary J. Blige (Mudbound)
– Hong Chau (Pequena Grande Vida)
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Holly Hunter (Doentes de Amor)
– Allison Janney (I, Tonya)
– Laurie Metcalf (Lady Bird)
– Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR JOVEM ATOR OU ATRIZ
– Mckenna Grace (Um Laço de Amor)
– Dafne Keen (Logan)
– Brooklynn Prince (Projeto Flórida)
– Millicent Simmonds (Sem Fôlego)
– Jacob Tremblay (Extraordinário)

MELHOR ELENCO
– Dunkirk
– Lady Bird
– Mudbound
– The Post: A Guerra Secreta
– Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– James Ivory (Me Chame Pelo seu Nome)
– Scott Neustadter, Michael H. Weber (Artista do Desastre)
– Virgil Williams, Dee Rees (Mudbound)
– Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
– Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky (Extraordinário)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Jordan Peele Corra!)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
– Guillermo del Toro, Vanessa Taylor (A Forma da Água)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR FOTOGRAFIA
– Roger Deakins (Blade Runner 2049)
– Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame Pelo seu Nome)
– Hoyte van Hoytema (Dunkirk)
– Rachel Morrison (Mudbound)
– Dan Lausten (A Forma da Água)

MELHOR FIGURINO
– Jacqueline Durran (A Bela e a Fera)
– Renée April (Blade Runner 2049)
– Mark Bridges (Trama Fantasma)
– Luis Sequeira (A Forma da Água)
– Lindy Hemming (Mulher-Maravilha)

MELHOR MONTAGEM
– Paul Machliss, Jonathan Amos (Em Ritmo de Fuga)
– Joe Walker (Blade Runner 2049)
– Lee Smith (Dunkirk)
– Michael Kahn, Sarah Broshar (The Post: A Guerra Secreta)
– Sidney Wolinsky (A Forma da Água)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
– A Bela e a Fera
– O Destino de uma Nação
– I, Tonya
– A Forma da Água
– Extraordinário

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
– Sarah Greenwood; Katie Spencer (A Bela e a Fera)
– Dennis Gassner; Alessandra Querzola (Blade Runner 2049)
– Nathan Crowley; Gary Fettis (Dunkirk)
– Jim Clay; Rebecca Alleway (Assassinato no Expresso Oriente)
– Mark Tildesley; Véronique Melery (Trama Fantasma)
– Paul Denham Austerberry; Shane Vieau, Jeff Melvin (A Forma da Água)

MELHOR TRILHA MUSICAL
– Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer (Blade Runner 2049)
– Dario Marianelli (O Destino de uma Nação)
– Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
– John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
– Alexandre Desplat (A Forma da Água)

MELHOR CANÇÃO
– “Evermore” (A Bela e a Fera)
– “Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
– “Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)
– “Stand Up for Something” (Marshall)
– “This Is Me” (O Rei do Show)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Blade Runner 2049
– Dunkirk
– A Forma da Água
– Thor: Ragnarok
– Planeta dos Macacos: A Guerra
– Mulher-Maravilha

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
– The Breadwinner
– Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
– Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)
– LEGO Batman: O Filme (The Lego Batman Movie)
– Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

MELHOR FILME DE AÇÃO
– Em Ritmo de Fuga (Baby Driver)
– Logan (Logan)
– Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok)
– Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes)
– Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

MELHOR COMÉDIA
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Artista do Desastre (The Disaster Artist)
– Viagem das Garotas (Girls Trip)
– I, Tonya
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
– Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Chris Hemsworth (Thor: Ragnarok)
– Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Adam Sandler (Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Zoe Kazan (Doentes de Amor)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA OU TERROR
– Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)
– Corra! (Get Out)
– It: A Coisa (It)
– A Forma da Água (The Shape of Water)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– 120 Batimentos Por Minuto (BPM (Beats Per Minute))
– Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)
– First They Killed My Father
– Em Pedaços (In the Fade)
– The Square
– Thelma

TELEVISÃO E STREAMING

 

Best Drama Series
– American Gods (Starz)
– The Crown (Netflix)
– Game of Thrones (HBO)
– The Handmaid’s Tale (Hulu)
– Stranger Things (Netflix)
– This Is Us (NBC)

Best Actor in a Drama Series
– Sterling K. Brown (This Is Us)
– Paul Giamatti (Billions)
– Freddie Highmore (Bates Motel)
– Ian McShane (American Gods)
– Bob Odenkirk (Better Call Saul)
– Liev Schreiber (Ray Donovan)

Best Actress in a Drama Series
– Caitriona Balfe (Outlander)
– Christine Baranski (The Good Fight)
– Claire Foy (The Crown)
– Tatiana Maslany (Orphan Black)
– Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
– Robin Wright (House of Cards)

Best Supporting Actor in a Drama Series
– Bobby Cannavale (Mr. Robot)
– Asia Kate Dillon (Billions)
– Peter Dinklage (Game of Thrones)
– David Harbour (Stranger Things)
– Delroy Lindo (The Good Fight)
– Michael McKean (Better Call Saul)

Best Supporting Actress in a Drama Series
– Gillian Anderson (American Gods)
– Emilia Clarke (Game of Thrones)
– Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
– Cush Jumbo (The Good Fight)
– Margo Martindale (Sneaky Pete)
– Chrissy Metz (This Is Us)

Best Comedy Series
– The Big Bang Theory (CBS)
– Black-ish (ABC)
– GLOW (Netflix)
– The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
– Modern Family (ABC)
– Patriot (Amazon)

Best Actor in a Comedy Series
– Anthony Anderson (Black-ish)
– Aziz Ansari (Master of None)
– Hank Azaria (Brockmire)
– Ted Danson (The Good Place)
– Thomas Middleditch (Silicon Valley)
– Randall Park (Fresh Off the Boat)

Best Actress in a Comedy Series
– Kristen Bell (The Good Place)
– Alison Brie (GLOW)
– Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Sutton Foster (Younger)
– Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Constance Wu (Fresh Off the Boat)

Best Supporting Actor in a Comedy Series
– Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Walton Goggins (Vice Principals)
– Sean Hayes (Will & Grace)
– Marc Maron (GLOW)
– Kumail Nanjiani (Silicon Valley)
– Ed O’Neill (Modern Family)

Best Supporting Actress in a Comedy Series
– Mayim Bialik (The Big Bang Theory)
– Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Betty Gilpin (GLOW)
– Jenifer Lewis (Black-ish)
– Alessandra Mastronardi (Master of None)
– Rita Moreno (One Day at a Time)

Best Limited Series
– American Vandal (Netflix)
– Big Little Lies (HBO)
– Fargo (FX)
– Feud: Bette and Joan (FX)
– Godless (Netflix)
– The Long Road Home (National Geographic)

Best Movie Made for TV
– Flint (Lifetime)
– I Am Elizabeth Smart (Lifetime)
– The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)
– Sherlock: The Lying Detective (PBS)
– The Wizard of Lies (HBO)

Best Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jeff Daniels (Godless)
– Robert De Niro (The Wizard of Lies)
– Ewan McGregory (Fargo)
– Jack O’Connell (Godless)
– Evan Peters (American Horror Story: Cult)
– Bill Pullman (The Sinner)
– Jimmy Tatro (American Vandal)

Best Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jessica Biel (The Sinner)
– Alana Boden (I Am Elizabeth Smart)
– Carrie Coon (Fargo)
– Nicole Kidman (Big Little Lies)
– Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)
– Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Best Supporting Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Johnny Flynn (Genius)
– Benito Martinez (American Crime)
– Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)
– Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
– David Thewlis (Fargo)
– Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)

Best Supporting Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Judy Davis (Feud: Bette and Joan)
– Laura Dern (Big Little Lies)
– Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)
– Regina King (American Crime)
– Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
– Mary Elizabeth Winstead (Fargo)

Best Talk Show
– Ellen (NBC)
– Harry (Syndicated)
– Jimmy Kimmel Live! (ABC)
– The Late Late Show with James Corden (CBS)
– The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (NBC)
– Watch What Happens Live with Andy Cohen (Bravo)

Best Animated Series
– Archer (FX)
– Bob’s Burgers (Fox)
– BoJack Horseman (Netflix)
– Danger & Eggs (Amazon)
– Rick and Morty (Adult Swim)
– The Simpsons (Fox)

Best Unstructured Reality Series
– Born This Way (A&E)
– Ice Road Truckers (History)
– Intervention (A&E)
– Live PD (A&E)
– Ride with Norman Reedus (AMC)
– Teen Mom (MTV)

Best Structured Reality Series
– The Carbonaro Effect (truTV)
– Fixer Upper (HGTV)
– The Profit (CNBC)
– Shark Tank (ABC)
– Undercover Boss (CBS)
– Who Do You Think You Are? (TLC)

Best Reality Competition Series
– America’s Got Talent (NBC)
– Chopped (Food Network)
– Dancing with the Stars (ABC)
– Project Runway (Lifetime)
– RuPaul’s Drag Race (VH1)
– The Voice (NBC)

Best Reality Show Host
– Ted Allen (Chopped)
– Tyra Banks (America’s Got Talent)
– Tom Bergeron (Dancing With the Stars)
– Cat Deeley (So You Think You Can Dance)
– Joanna and Chip Gaines (Fixer Upper)
– RuPaul (RuPaul’s Drag Race)

***

A 23ª cerimônia do Critics’ Choice Awards acontece no dia 11 de Janeiro, numa quinta-feira. Não me perguntem por que numa quinta.

‘ME CHAME PELO SEU NOME’ conquista 6 INDICAÇÕES ao INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2018

Call Me by Your Name - Still 1

À direita, o jovem Timithée Chalamet e Armie Hammer avaliam estátua. Mais ao fundo, Michael Stuhlbarg em cena de Me Chame Pelo seu Nome (pic by cine.gr)

PRÊMIO DO CINEMA INDEPENDENTE AMERICANO RECONHECE BONS TÍTULOS, MAS ALGUMAS AUSÊNCIAS CHEGAM A ESTRANHAR

Na manhã desta terça, dia 21, as atrizes Lily Collins e Tessa Thompson anunciaram os indicados ao 33º Independent Spirit Awards, concedido às produções de orçamento de até 20 milhões de dólares. Sim, com esse montante no Brasil, seria uma mega-produção… E sim, provavelmente desses 20 milhões, 10 estariam em malas de políticos.

Pra quem não se recorda, houve um tempo em que o prêmio Independent Spirit era o “patinho feio” da temporada, pois os vencedores passavam longe do tapete vermelho do Oscar. Agora as coisas se inverteram. As produções aqui presentes já apresentam boa vantagem em relação aos ausentes, já que dos últimos quatro vencedores do Independent acabaram ganhando o Oscar de Melhor Filme também. Para refrescar a memória:

2014: 12 Anos de Escravidão
2015: Birdman
2016: Spotlight: Segredos Revelados
2017: Moonlight: Sob a Luz do Luar

Nesta edição, o franco-favorito também se tornou o recordista com seis indicações. Me Chame Pelo seu Nome, novo trabalho do diretor italiano Luca Guadagnino, foi indicado a Filme, Diretor, Ator, Ator Coadjuvante, Fotografia e Montagem.

Não sei se é válido rotulá-lo de drama LGBT, mas a trama envolve uma relação entre um rapaz de 17 anos no auge de sua descoberta sexual e um assistente do pai dele nos anos 80 na Itália. Os atores que os interpretam, Timothée Chalamet e Armie Hammer, respectivamente, ambos indicados aqui, vêm recebendo críticas bastante positivas e devem frequentar futuras listas de melhores do ano. O diretor Guadagnino, que dirigiu o ótimo Um Sonho de Amor, costuma filmar com um olhar mais metafórico, que parece combinar com a essência mais dúbia do filme.

Com cinco indicações cada, Bom Comportamento e Corra! vêm logo em seguida. Coincidentemente, foram duas ótimas surpresas do ano. Enquanto o primeiro apresenta uma atmosfera mais crua e fria, o segundo busca ótimos artifícios cinematográficos para tornar crível a ficção. Já a diferença entre eles está nos números das bilheterias. Enquanto o tenso filme dos irmãos Josh e Bennie Safdie arrecadou apenas 2 milhões de dólares até o momento, o drama racial de Jordan Peele se tornou um sucesso comercial de mais de 250 milhões pelo mundo. Será que a Academia vai ignorar esses números na hora das indicações?

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Daniel Kaluuya em cena de desconcertante de Corra! (pic by moviepilot.de)

A ausência, se podemos dizer assim, mais sentida foi a de Três Anúncios Para um Crime na categoria de Melhor Filme. Após uma recepção extremamente favorável no Festival de Toronto, muitos especialistas já o consideravam o filme a ser batido na temporada. O novo filme de Martin McDonagh critica severamente a impunidade e a falta de eficiência policial, que embora aconteça no Missouri, é um tema bastante universal. Felizmente, a produção foi lembrada nas categorias de Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Sam Rockwell) e Roteiro (do próprio McDonagh).

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Sam Rockwell, Frances McDormand e Woody Harrelson em cena tensa de Três Anúncios Para um Crime (pic by moviepilot.de)

Outra ausência sentida foi do ator americano Willem Dafoe, que vinha num crescendo de críticas positivas por seu papel em The Florida Project, que foi indicado a Melhor Filme e Diretor. Como tem prestígio junto à Academia (foi indicado ao Oscar duas vezes: em 1987 por Platoon, e em 2001 por A Sombra do Vampiro), o ator deve ter boas chances de se integrar à categoria de Ator Coadjuvante. O diretor do filme, Sean Baker, ficou conhecido pelo drama Tangerine, que acompanha dois personagens trans com a câmera do iPhone.

 

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Willem Dafoe com a pequena Brooklynn Prince em The Florida Project (pic by moviepilot.de)

 

Após vencer o cobiçado Leão de Ouro no último Festival de Veneza, muito se falou do favoritismo do novo filme de Guillermo del Toro, A Forma da Água. Porém, além de ter ficado de fora por completo no Gotham Awards, não recebeu nenhuma indicação no Independent. As melhores chances estavam com a atriz Sally Hawkins e o próprio diretor mexicano. Curiosamente, o filme teve orçamento de 19,5 milhões, como se tivesse se planejado exclusivamente para entrar no Independent Spirit, mas seus esforços foram em vão…

Falando em atriz, a categoria apresentou seis candidatas. Até o momento, as atuações de Frances McDormand e Saoirse Ronan foram as mais comentadas, mas Margot Robbie interpretando uma patinadora de gelo em I, Tonya tem recebido boas críticas, além de Allison Janney, que atua como a mãe problemática dela.

 

 

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À esquerda, Sebastian Stan interpreta o ex-marido de Tonya (Margot Robbie) em I, Tonya. pic by myfilm.gr

Este ano, o prêmio Robert Altman pelo elenco foi para Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi, da diretora Dee Rees. Este drama acompanha o retorno de dois homens que voltam da Segunda Guerra Mundial para trabalhar numa fazenda, enquanto lidam com questões de racismo no Mississipi.

Segue lista de indicados do Independent Spirit Awards:

MELHOR FILME

  • ME CHAME PELO SEU NOME (Call Me by Your Name)
    Produtores: Peter Spears, Luca Guadagnino, Emilie Georges, Rodrigo Teixeira, Marco Morabito, James Ivory, Howard Rosenman
  • THE FLORIDA PROJECT
    Produtores: Sean Baker, Chris Bergoch, Kevin Chinoy, Andrew Duncan, Alex Saks, Francesca Silvestri, Shih-Ching Tsou
  • CORRA! (Get Out)
    Produtores: Jason Blum, Edward H. Hamm Jr., Sean McKittrick, Jordan Peele
  • LADY BIRD
    Producers: Eli Bush, Evelyn O’Neill, Scott Rudin
  • THE RIDER
    Produtores: Mollye Asher, Bert Hamelinck, Sacha Ben Harroche, Chloé Zhao

MELHOR FILME DE DIRETOR ESTREANTE

  • COLUMBUS
    Diretor: Kogonada
    Produtores: Danielle Renfrew Behrens, Aaron Boyd, Giulia Caruso, Ki Jin Kim, Andrew Miano, Chris Weitz
  • INGRID GOES WEST
    Diretor: Matt Spicer
    Produtores: Jared Ian Goldman, Adam Mirels, Robert Mirels, Aubrey Plaza, Tim White, Trevor White
  • MENASHE
    Diretor/Produtor: Joshua Z. Weinstein
    Produtores: Yoni Brook, Traci Carlson, Daniel Finkelman, Alex Lipschultz
  • OH LUCY!
    Diretor/Producer: Atsuko Hirayanagi
    Produtores: Jessica Elbaum, Yukie Kito, Han West
  • PATTI CAKE$
    Diretor: Geremy Jasper
    Produtores: Chris Columbus, Michael Gottwald, Dan Janvey, Daniela Taplin Lundberg, Noah Stahl, Rodrigo Teixeira

PRÊMIO JOHN CASSAVETES – Concedido a uma produção com orçamento abaixo de 500 mil dólares.

  • Dayveon
    Roteirista/Diretor/Produtor: Amman Abbasi
    Roteirista: Steven Reneau
    Produtores: Lachion Buckingham, Alexander Uhlmann
  • A Ghost Story
    Roteirista/Diretor: David Lowery
    Produtores: Adam Donaghey, Toby Halbrooks, James M. Johnston
  • Life and nothing more
    Roteirista/Diretor: Antonio Méndez Esparza
    Produtores: Amadeo Hernández Bueno, Alvaro Portanet Hernández, Pedro Hernández Santos
  • Most Beautiful Island
    Roteirista/Diretor/Produtor: Ana Asensio
    Produtores: Larry Fessenden, Noah Greenberg, Chadd Harbold, Jenn Wexler
  • The Transfiguration
    Roteirista/Diretor: Michael O’Shea
    Produtor: Susan Leber

MELHOR DIRETOR

  • Sean Baker (The Florida Project)
  • Jonas Carpignano (A Ciambra)
  • Luca Guadagnino (Me Chame Pelo seu Nome)
  • Jordan Peele (Corra!)
  • Benny Safdie, Josh Safdie (Bom Comportamento)
  • Chloé Zhao (The Rider)

MELHOR ROTEIRO

  • Greta Gerwig (Lady Bird)
  • Azazel Jacobs (The Lovers)
  • Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
  • Jordan Peele (Corra!)
  • Mike White (Beatriz at Dinner)

MELHOR ROTEIRO DE ESTREANTE

  • Kris Avedisian. História por: Kyle Espeleta, Jesse Wakeman (Donald Cried)
  • Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani (The Big Sick)
  • Ingrid Jungermann (Women Who Kill)
  • Kogonada (Columbus)
  • David Branson Smith, Matt Spicer (Ingrid Goes West)

MELHOR FOTOGRAFIA

  • Thimios Bakatakis (The Killing of a Sacred Deer)
  • Elisha Christian (Columbus)
  • Hélène Louvart (Beach Rats)
  • Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame Pelo seu Nome)
  • Joshua James Richards (The Rider)

MELHOR MONTAGEM

  • Ronald Bronstein, Benny Safdie (Bom Comportamento)
  • Walter Fasano (Me Chame Pelo seu Nome)
  • Alex O’Flinn (The Rider)
  • Gregory Plotkin (Corra!)
  • Tatiana S. Riegel (I, Tonya)

MELHOR ATRIZ

  • Salma Hayek (Beatriz at Dinner)
  • Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
  • Margot Robbie (I, Tonya)
  • Saoirse Ronan (Lady Bird)
  • Shinobu Terajima (Oh Lucy!)
  • Regina Williams (Life and nothing more)

MELHOR ATOR

  • Timothée Chalamet (Me Chame Pelo seu Nome)
  • Harris Dickinson (Beach Rats)
  • James Franco (Artista do Desastre)
  • Daniel Kaluuya (Corra!)
  • Robert Pattinson (Bom Comportamento)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

  • Holly Hunter (The Big Sick)
  • Allison Janney (I, Tonya)
  • Laurie Metcalf (Lady Bird)
  • Lois Smith (Marjorie Prime)
  • Taliah Lennice Webster (Bom Comportamento)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

  • Nnamdi Asomugha (Crown Heights)
  • Armie Hammer (Me Chame Pelo seu Nome)
  • Barry Keoghan (The Killing of a Sacred Deer)
  • Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
  • Benny Safdie (Bom Comportamento)

PRÊMIO ROBERT ALTMAN – Concedido ao diretor, diretor de casting e ao elenco

  • Mudbound – Lágrimas Sobre o Mississipi (Mudbound)
    Diretor: Dee Rees
    Diretores de Casting: Billy Hopkins, Ashley Ingram
    Elenco: Jonathan Banks, Mary J. Blige, Jason Clarke, Garrett Hedlund, Jason Mitchell, Rob Morgan, Carey Mulligan

MELHOR DOCUMENTÁRIO

  • The Departure
    Diretora/Produtora: Lana Wilson
  • Faces Places
    Diretores: Agnés Varda, JR
    Produtora: Rosalie Varda
  • Last Men in Aleppo
    Diretor: Feras Fayyad
    Produtores: Kareem Abeed, Søeren Steen Jespersen, Stefan Kloos
  • Motherland
    Diretora/Produtora: Ramona S. Diaz
    Produtor: Rey Cuerdo
  • Quest
    Diretor: Jonathan Olshefski
    Produtora: Sabrina Schmidt Gordon

MELHOR FILME INTERNACIONAL

  • BPM (Beats Per Minute)
    França
    Dir: Robin Campillo
  • Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)
    Chile
    Dir: Sebastián Lelio
  • I Am Not a Witch
    Zâmbia
    Dir: Rungano Nyoni
  • Lady Macbeth
    Reino Unido
    Dir: William Oldroyd
  • Loveless
    Rússia
    Dir: Andrey Zvyagintsev

PRÊMIO BONNIE – Este prêmio inaugural reconhecerá uma diretora no meio de sua carreira com um prêmio de 50 mil dólares.

  • So Yong Kim
  • Lynn Shelton
  • Chloé Zhao

PRÊMIO JEEP TRUER THAN FICTION – Concedido a um diretor emergente de não-ficção que ainda não recebeu nenhum reconhecimento significante.

  • Shevaun Mizrahi
    Diretor de Distant Constellation
  • Jonathan Olshefski
    Diretor de Quest
  • Jeff Unay
    Diretor de The Cage Fighter

PRÊMIO KIEHL’S SOMEONE TO WATCH – Reconhece um cineasta talentoso de visão singular que ainda não recebeu nenhum reconhecimento apropriado.

  • Amman Abbasi
    Diretor de Dayveon
  • Justin Chon
    Diretor de Gook
  • Kevin Phillips
    Diretor de Super Dark Times

PRÊMIO PIAGET DE PRODUTORES – Honra produtores emergentes, que com poucos recursos, demonstram criatividade, tenacidade e visão necessários para produzir filmes independentes de qualidade.

  • Giulia Caruso & Ki Jin Kim
  • Ben LeClair
  • Summer Shelton

***

Como já é de costume, a cerimônia do Independent Spirit acontece um dia antes do Oscar, neste caso, no dia 03 de março.

Preview Cinema 2013

Fila de Cinema (Ilustração por estudandosampa.zip.net)

Fila de Cinema (Ilustração por estudandosampa.zip.net)

Como todo ano afirmo que a safra de filmes piora, este post pode tentar me provar do contrário. Como os Maias estavam enganados e o ano não acabou em 2012, parece que Hollywood quer nos convencer de que desse ano não passa o apocalipse. Pelo menos sete produções focam num futuro sombrio, seja com zumbis ou com invasões alienígenas. Minha preocupação pessoal nessa questão é que os americanos destruíam tantas vezes Nova York nos filmes que Bin Laden acabou concretizando esse desejo. Agora, com tantas previsões do fim do mundo, outro gênio da lâmpada pode aparecer.

Para quem não quer ver mortos-vivos ou cenários de destruição, não se preocupe. Temos uma nova enxurrada de adaptações de quadrinhos. Três filmes devem confirmar o ápice do reinado Marvel Comics: Homem de Ferro 3, Wolverine – Imortal e Thor: The Dark World, enquanto a DC Comics busca um recomeço depois do fim da trilogia de Batman com um novo reboot de Super-Homem. Dizem que se este filme for bem recebido, existe a possibilidade de haver um filme da Liga da Justiça, como houve com Os Vingadores.

Dos filmes considerados blockbuster, se pudesse escolher apenas um, acredito que Star Trek Into Darkness seja a melhor aposta. Mesmo não sendo um fã desse universo, o trabalho de J.J. Abrams impressiona já pelo trailer. Ao contrário de 80% dos filmes, o 3D realmente está sendo bem utilizado. Além disso, existe uma certa expectativa quanto à performance de Benedict Cumberbatch como o novo vilão Khan.

Também acho que vale a pena conferir o primeiro trabalho do diretor sul-coreano Chan-wook Park nos EUA com atores americanos como Nicole Kidman e o britânico Matthew Goode. Além da aguardada adaptação do romance de F. Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby, pelas idéias mirabolantes de Baz Luhrmann.

Independente de seu gosto cinematográfico, espero que a safra 2013 seja melhor do que anos anteriores e que o Cinema possa sair mais fortalecido como Arte, e menos como produto comercial. Bons filmes!

CAÇA AOS GÂNGSTERES (Gangster Squad)

Dir: Ruben Fleischer

Elenco: Sean Penn, Ryan Gosling, Josh Brolin, Emma Stone

Previsão de estréia: 01/02 (Brasil)

The-Gangster-Squad-2012

Caça aos Gângsteres: Adiamento para 2013

Curiosamente, Caça aos Gângsteres estava previsto para estrear em setembro de 2012. Seu trailer foi retirado dos cinemas depois que houve o atentado em Colorado, pois havia uma cena em que gângsteres atiravam dentro da sala de cinema. Aproveitaram o adiamento para filmar novas sequências para o lançamento em janeiro. Sem querer menosprezar, mas não entendi o motivo de entregarem um filme grande desse com elenco de estrelas nas mãos de um diretor novato e sem experiência no gênero como Ruben Fleischer, que havia dirigido apenas a comédia Zumbilândia. Inicialmente, Caça aos Gângsteres era tratado como material para Oscar, mas seu lançamento em janeiro comprova que os produtores perderam a fé no filme.

MEU NAMORADO É UM ZUMBI (Warm Bodies)

Dir: Jonathan Levine

Elenco: Nicholas Hoult, Teresa Palmer, John Malkovich

Previsão de estréia: 01/02 (Brasil e EUA)

Meu Namorado é um Zumbi, título brasileiro que visa maiores bilheterias (photo by BeyondHollywood.com)

Meu Namorado é um Zumbi, tradução que visa vender o filme através do título brasileiro (photo by BeyondHollywood.com)

Um tempo atrás, existia a “ondinha” do cinema de terror japonês, que trouxe títulos como O Chamado e O Grito. Recentemente, as salas de cinema do mundo foram invadidas por vampiros e lobisomens (uma tal Saga Crepúsculo), dando continuidade na TV com séries como True Blood e Vampire Diaries. Atualmente, a moda são os zumbis, outrora criação do mestre do terror George Romero (A Noite dos Mortos-Vivos, de 1968). Além de dúzias de filmes como Extermínio, Madrugada dos Mortos e Resident Evil, nossos amigos sedentos por cérebro estão fazendo sucesso com a série The Walking Dead. Por se tratar de um tipo de história muito propício ao humor, já surgiram boas sátiras como Zumbilândia (2009), e esse Meu Namorado é um Zumbi tem tudo pra se tornar outro sucesso para agradar jovens de ambos os sexos. A grande idéia do filme é mostrar que o amor pode destruir barreiras, inclusive sobrenaturais. Pode um zumbi se apaixonar por uma mulher? O título original Warm Bodies (Corpos Quentes) já responde a pergunta. Muita gente acredita que as sátiras são um tipo de filme inútil. Ok, concordo que a maioria atual é uma perda de tempo (mesmo se tratando de 80 a 90 minutos por filme). Mas é uma qualidade única do cinema norte-americano que, desde os anos 80 com Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu, sabe fazer uma auto-análise como nenhum outro país e tirar sarro do próprio cinema e da sua indústria.

SIDE EFFECTS

Dir: Steven Soderbergh

Elenco: Jude Law, Rooney Mara, Channing Tatum, Catherine Zeta-Jones

Previsão de estréia: 08/02 (EUA)

Pôster de Side Effects, de Steven Soderbergh (photo by beyondhollywood.com)

Pôster que copia uma receita médica de Side Effects, de Steven Soderbergh (photo by beyondhollywood.com)

O diretor Steven Soderbergh, que ficou conhecido pelo ótimo trabalho com elenco numeroso e histórias alternadas de Traffic, volta a reunir bons atores em prol de uma trama envolvendo relacionamentos, medicamentos e crime. Devido ao lançamento do filme no começo do ano, acredita-se que não há pretensões de Oscar, mas em se tratando de um filme de Soderbergh, sempre existe essa possibilidade de reconhecimento, ainda mais que temos uma Rooney Mara inspirada, fazendo o papel de uma mulher que toma remédios controlados para reduzir sua ansiedade com a liberação de seu marido da prisão. E Channing Tatum em ascensão através de papéis mais profundos. Vale ressaltar que este pode ser o último filme lançado no cinema de Soderbergh, uma vez que ele está em busca de meios mais alternativos de fazer cinema direto para a TV.

DURO DE MATAR: UM BOM DIA PARA MORRER (A Good Day to Die Hard)

Dir: John Moore

Elenco: Bruce Willis, Mary Elizabeth Winstead, Patrick Stewart

Previsão de estréia: 15/02 (EUA) e 22/02 (Brasil)

Bruce Willis e Jai Courtney (McClane pai e McClane filho) em Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (photo by BeyondHollywood.com)

Bruce Willis e Jai Courtney (McClane pai e McClane filho) em Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer (photo by BeyondHollywood.com)

Para quem já não acreditava que haveria um Duro de Matar 4.0 (2007), doze anos depois do terceiro filme da série, não deve mais se incomodar com o lançamento do quinto, certo? Bruce Willis, que vive o azarado e persistente policial John McClane, retorna depois de alguns anos bastante produtivos em sua carreira. Participou de Planeta Terror, Red – Aposentados e Perigosos, Looper: Assassinos do Futuro e Moonrise Kingdom, que gerou um burburinho de premiação. Ao lado de colegas de gênero como Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Willis ainda mostra disposição para ação e aventura. A presença deles nas bilheterias americanas denota um certo saudosismo daquele cinema americano dos anos 80 e 90 em que tudo era mais politicamente incorreto. Era possível chamar o vilão de mother fucker nigger e dar boas risadas. Desta vez, seu personagem vai à Rússia, onde se alia a seu filho, agente da CIA, para frustrar planos com armas nucleares.

A GLIMPSE INSIDE THE MIND OF CHARLES SWAN III

Dir: Roman Coppola

Elenco: Charlie Sheen, Bill Murray, Mary-Elizabeth Winstead, Jason Schwartzman

Previsão de estréia nos EUA: 15/02 (EUA)

A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III: Charlie Sheen bebendo ao lado de mulheres. Two and a Half Men no cinema?

A Glimpse Inside the Mind of Charles Swan III: Charlie Sheen bebendo ao lado de mulheres. Two and a Half Men no cinema? (photo by cinemagia.ro)

Há um bom tempo Charlie Sheen ficou associado ao Charlie de Two and a Half Men, sitcom da Warner. Com o fim de seu contrato por motivos de briga com o produtor da série, ele retorna aos filmes a pedido de Roman Coppola, colaborador de Wes Anderson no roteiro de Moonrise Kingdom, e filho de um certo diretor chamado Francis Ford Coppola… Acostumado a ser diretor de segunda unidade dos filmes da irmã Sofia Coppola e de Wes Anderson, Roman dirige seu segundo longa com traços bastante non-sense semelhantes ao humor de seu colaborador. Quando via seu nome nos créditos, já imaginava que Roman iria seguir seu próprio caminho, afinal seu sobrenome tem um peso muito forte na indústria hollywoodiana. Aos cinéfilos cabe decidir se o jovem tem talento ou foi uma criação de produtores e agentes. A Glimpse Inside the Mind of Charlie Swann III conta uma história de término de relacionamento, mas como tende a estrear apenas em salas mais cults em São Paulo, não tem previsão de estréia por aqui.

STOKER

Dir: Chan-wook Park

Elenco: Nicole Kidman, Matthew Goode, Mia Wasikowska, Jacki Weaver

Previsão de estréia nos EUA: 01/03

Stoker: Mia Wasikowska e Matthew Goode em clima familiar estranho

Stoker: Mia Wasikowska e Matthew Goode em clima familiar estranho (photo by BeyondHollywood.com)

A primeira vez que ouvi falar de Stoker, acreditava que se tratava de uma trama envolvendo o criador de Drácula, Bram Stoker. Contudo, quando li a sinopse e vi o trailer, o filme mais se assemelhava ao clássico de Alfred Hitchcock, A Sombra de uma Dúvida (1943). Ambos têm um personagem misterioso chamado Tio Charlie, que surge do nada e esconde alguns segredos da família. Talvez exista alguma inspiração livre sobre Hitchcock, porém não creditada do roteiro de Wentworth Miller (sim, o protagonista da série Prison Break). Além dessa curiosa ligação, Stoker apresenta um diferencial chamativo: o diretor sul-coreano Chan-wook Park, de Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005). Quanta violência coreana Hollywood estaria disposta a liberar? Além disso, o elenco é bastante promissor: Nicole Kidman (que quando quer ser bizarra, ela consegue), Jacki Weaver, Mia Wasikowska e um intrigante Matthew Goode. A produção também conta o ótimo compositor Clint Mansell, colaborador de Darren Aronosfky (Cisne Negro).

JACK – O MATADOR DE GIGANTES (Jack the Giant Slayer)

Dir: Bryan Singer

Elenco: Nicholas Hoult, Ewan McGregor, Stanley Tucci, Bill Nighy, Ian McShane

Previsão de estréia nos EUA: 01/03 (EUA) e 22/03 (Brasil)

Jack - O Matador de Gigantes: Bryan Singer pode ter seu barco afundado mais uma vez

Jack – O Matador de Gigantes: Bryan Singer pode ter seu barco afundado mais uma vez (photo by BeyondHollywood.com)

2012 foi o ano de Branca de Neve e os Sete Anões virarem personagens de carne e osso. Este ano, além de João e Maria: Caçadores de Bruxas (que conretiza um futuro sombrio para as crianças que seriam comidas pela Bruxa), aquele conto de fada normalmente intitulada “João e o Pé de Feijão” ganhou finalmente sua versão cinematográfica pelas mãos do talentoso Bryan Singer. Apesar do diretor ter um currículo que inclui sucessos comerciais e de crítica como Os Suspeitos (1995) e X-Men (2000), a super-produção ainda é vista com certa cautela pelos especialistas na mídia devido ao fracasso comercial de algumas adaptações de contos e fada. Acrescento também certo receio devido a qualidade duvidosa dos efeitos digitais que criaram os gigantes. Não se deve esquecer que Singer sujou um pouco sua reputação com o desastre de Superman – O Retorno (2006), e que Nicholas Hoult nunca estrelou de fato um filme desse tamanho. Se a sátira Meu Namorado é um Zumbi for bem, a presença do jovem pode somar pontos.

OZ: MÁGICO E PODEROSO (Oz the Great and Powerful)

Dir: Sam Raimi

Elenco: James Franco, Mila Kunis, Michelle Williams, Rachel Weisz, Bruce Campbell

Previsão de estréia: 08/03 (Brasil e EUA)

Oz: Mágico e Poderoso: Michelle Williams está encantadora com a feiticeira Glinda (photo by BeyondHollywood.com)

Oz: Mágico e Poderoso: Michelle Williams está encantadora com a feiticeira Glinda (photo by BeyondHollywood.com)

Há muito, muito tempo que Hollywood queria refazer um novo O Mágico de Oz, clássico musical de 1939, estrelado pela jovem Judy Garland. Então, já dá pra imaginar as expectativas criadas sobre um projeto desse tamanho. E este aspecto pode custar muito caro ao sucesso do filme, pois não sabemos exatamente o quanto de liberdade artística a Disney, produtora, deu para seu diretor Sam Raimi trabalhar. Ao ver o trailer, as imagens são muito semelhantes ao Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton, até mesmo com o mesmo mote: uma terra que aguarda por seu salvador. O elenco está bem escalado com Rachel Weisz, Michelle Williams, James Franco e uma belíssima Mila Kunis, mas apesar de todo o esforço coletivo, Oz: Mágico e Poderoso pode naufragar pelas críticas. O filme também pode servir de ótima prévia para saber qual o tratamento da Disney em relação à nova trilogia de Star Wars.

OBLIVION

Dir: Joseph Kosinski

Elenco: Tom Cruise, Olga Kurylenko, Morgan Freeman, Melissa Leo

Previsão de estréia: 12/04 (Brasil), 19/04 (EUA)

Oblivion: Tom Cruise em nova ficção científica depois de Minority Report (photo by BeyondHollywood.com)

Oblivion: Tom Cruise em nova ficção científica depois de Minority Report (photo by BeyondHollywood.com)

Trata-se do segundo filme do diretor Joseph Kosinski de Tron – O Legado. Mesmo que tenha sido uma sequência de Tron – Uma Odisséia Eletrônica (1982), o trabalho visual de Kosinski foi bastante elogiado pelos especialistas em ficção científica, pois criara um novo universo respeitando o filme original. Originalmente, Oblivion fora concebido como um projeto no formato de graphic novel (quadrinhos) em 2007, mas com o sucesso de Tron e a entrada de Tom Cruise, acabou se tornando um filme no cenário pós-apocalíptico, que promete inovações na área de design e figurino. No elenco, Cruise atuará ao lado de Morgan Freeman, Olga Kurylenko e Andrea Risenborough. Na equipe de roteiro, a colaboração de Michael Arndt pode ter ajudado em sua escalação para ser roteirista de Star Wars: Episode VII, previsto para 2015.

jOBS

Dir: Joshua Michael Stern

Elenco: Ashton Kutcher, Dermot Mulroney, James Woods, Josh Gad

Previsão de estréia: 19/04 (EUA)

jOBS: Ashton Kutcher como o criador da Apple, Steve Jobs?

jOBS: Ashton Kutcher como o criador da Apple, Steve Jobs? (photo by businessinsider.com)

Nunca acreditei que Ashton Kutcher fosse um bom ator. Nem mesmo boto fé em seu carisma para essas comédias românticas bobas ou como substituto de Charlie Sheen na série Two and a Half Men. É tão nítido seu esforço em fazer rir que chega a cansar o espectador. Então, quando soube que ele pegou o papel de Steve Jobs no cinema, achei que era o fim do mundo. Mas esse mesmo mundo dá voltas, e esta pode ser a oportunidade de ouro que Kutcher estava aguardando para virar o jogo. Pela foto acima e uns trechos do filme, é possível detectar algumas semelhanças físicas entre ambos, mas apesar da barba e o figurino dos anos 70, Kutcher ainda está muito bonito para um nerd. Apesar do tom pessimista dessa prévia, sempre torço para que eu esteja enganado.

HOMEM DE FERRO 3 (Iron Man 3)

Dir: Shane Black

Elenco: Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Ben Kingsley, Guy Pearce

Previsão de estréia: 03/05 (Brasil e EUA)

Homem de Ferro 3: Sim, o Homem de Ferro consegue cruzar as pernas (photo by OutNow.CH)

Homem de Ferro 3: Sim, o Homem de Ferro consegue cruzar as pernas (photo by OutNow.CH)

Foi graças ao grande sucesso do primeiro filme Homem de Ferro (2008), que a produtora Marvel Comics conseguiu deslanchar as adaptações seguintes como O Incrível Hulk, Capitão América: O Primeiro Vingador e consequentemente Os Vingadores. Os primeiros dois filmes do personagem foram dirigidos pelo carismático Jon Favreau (que vive o motorista de Tony Stark, Happy Hogan), mas esta sequência foi passada para Shane Black. Assim como aconteceu com Favreau, Shane Black se mostra uma aposta um pouco arriscada, pois só dirigiu Beijos e Tiros (2005), um filme policial descontraído com o próprio Robert Downey Jr. e Val Kilmer. Contudo, Black foi responsável pela criação de Máquina Mortífera (1987), um filme que praticamente definiu o gênero policial nos anos 90, e também tem o apoio de Kevin Feige, o jovem produtor por trás do sucesso da Marvel no cinema, que se mostra bastante sensato nas entrevistas contidas nos extras de DVD e Blu-ray. Em Homem de Ferro 3, Stark terá seu mundo destruído pelo arqui-vilão Mandarim (Ben Kingsley) e enfrentará uma jornada para saber se ele pode se virar sem sua armadura. Esta produção deve conter elementos para preparar o público para Os Vingadores 2, previsto para 2015, e com a presença do Homem-Formiga.

O GRANDE GATSBY (The Great Gatsby)

Dir: Baz Luhrmann

Elenco: Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire, Carey Mulligan

Previsão de estréia: 10/05/13 (EUA) e 14/06 (Brasil)

O Grande Gatsby: Lançamento adiado para 2013 será benéfico?

O Grande Gatsby: Lançamento adiado para 2013 será benéfico? (photo by OutNow.CH)

O novo filme de Baz Luhrmann estava previsto para estrear no final de 2012, mas os produtores do estúdio acreditavam que o filme continha elementos jovens que atrairiam o público no verão americano de 2013, aumentando os lucros. Embora considere uma decisão estranha pelo tipo de filme mais sério que O Grande Gatsby deve ser, a mudança no planejamento pode funcionar.  Com um elenco bastante promissor liderado por Leonardo DiCaprio, Tobey Maguire e a talentosa Carey Mulligan, Baz Luhrmann volta a dirigir um longa desde 2008, quando lançou o épico Austrália. Muito apoiado ainda pelo sucesso do musical Moulin Rouge – Amor em Vermelho (2001), o diretor pode surpreender pelo tom mais sério e trágico devido ao romance de F. Scott Fitzgerald, porém pode frustrar aqueles fãs que esperavam por um espetáculo musical.

STAR TREK INTO DARKNESS

Dir: J.J. Abrams

Elenco: Chris Pine, Zachary Quinto, Benedict Cumberbatch, Zoe Saldana

Previsão de estréia: 17/05 (EUA) e 23/07 (Brasil)

Star Trek Into Darkness: Cumberbatch (centro) é o novo Khan

Star Trek Into Darkness: Cumberbatch (centro) é o novo Khan (photo by OutNow.CH)

Sabe qual foi a melhor coisa de ter assistido a O Hobbit: Uma Jornada Inesperada no cinema? Ter conferido um trecho do filme Star Trek Into Darkness em ótimo 3D antes! Confesso que nunca fui muito fã da série criada por Gene Roddenberry, mas J.J. Abrams fez um belo trabalho na revitalização da cinessérie com Star Trek (2009) e agora tem tudo para fazer um dos melhores filmes de ficção científica da atualidade. A maioria dos fãs da série e dos filmes anteriores aponta que Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (1982) foi o melhor filme de todos, portanto existe uma imensa expectativa de que esta sequência represente o mesmo nesta nova geração. Se depender do ator que interpreta o vilão, Benedict Cumberbatch (o novo Sherlock Holmes da série da BBC), Star Trek Into Darkness já é o novo favorito.

DEPOIS DA TERRA (After Earth)

Dir: M. Night Shyamalan

Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Sophie Okonedo

Previsão de estréia: 07/06 (Brasil e EUA)

After Earth: Nova tentativa de Will Smith na ficção científica depois de Eu Sou a Lenda (photo by BeyondHollywood.com)

After Earth: Nova tentativa de Will Smith na ficção científica depois de Eu Sou a Lenda (photo by BeyondHollywood.com)

Ok, todos sabemos que M. Night Shyamalan estourou com O Sexto Sentido (1999) e depois entrou em decadência. Tem gente que odeia Sinais (2002), A Dama na Água (2006) e Fim dos Tempos (2008). Já eu pertenço ao grupo dos que não gostam de A Vila (2004). Alguns amigos e eu já discutimos seriamente sobre a carreira do diretor indiano M. Night Shyamalan, quero dizer, o que aconteceu? Teve apenas um lampejo de inspiração que deu certo? Claro que em proporções bem menores, seria ele uma espécie de Orson Welles, cujo primeiro filme Cidadão Kane fora seu ápice? Talvez a causa resida no fato de Shyamalan trabalhar apenas com roteiros de sua autoria. Nessa teoria, talvez Depois da Terra signifique um recomeço em sua carreira como diretor, pois pela primeira vez, trabalha com roteiro escrito por outro profissional: Stephen Gaghan, que ganhou o Oscar por Traffic (2000). Depois da Terra conta com Will Smith e seu filho Jaden Smith na história de uma nave que cai em um planeta evacuado por humanos há mil anos. Shyamalan tem talento para criar cenas, mas suas idéias como roteirista podem estar atrapalhando há um bom tempo.

MUCH ADO ABOUT NOTHING

Dir: Joss Whedon

Elenco: Nathan Fillion, Clark Gregg, Amy Acker, Alexis Denisof

Previsão de estréia: 05/04 (Brasil) e 07/06 (EUA)

Much Ado About Nothing: filme despretensioso de Joss Whedon (photo by movieplayer.it)

Much Ado About Nothing: filme despretensioso de Joss Whedon (photo by movieplayer.it)

Por que falar apenas sobre grandes produções se há incontáveis gemas na programação? Este pequeno e despretensioso filme baseado numa peça de William Shakespeare foi filmado em segredo em apenas 12 dias logo depois que Joss Whedon acabara de dirigir a mega produção Os Vingadores. Tratava-se de um projeto pessoal há tempos idealizado, mas que só foi concretizado graças à esposa dele, Kai Cole, que decorou a casa onde a ação do filme se passa. Much Ado About Nothing é uma comédia clássica sobre dois casais com diferentes abordagens sobre amor. O filme estreou no último Festival de Toronto e deve criar espectadores fiéis de Whedon, criador da série Firefly e Buffy: A Caça-Vampiros.

O HOMEM DE AÇO (Man of Steel)

Dir: Zack Snyder

Elenco: Henry Cavill, Amy Adams, Russell Crowe, Kevin Costner, Diane Lane, Michael Shannon

Previsão de estréia: 14/06 (EUA) e 12/07 (Brasil)

O Homem de Aço: Depois de Christopher Reeve e Brandon Routh, chegou a vez de Henry Cavill (photo by BeyondHollywood.com)

O Homem de Aço: Depois de Christopher Reeve e Brandon Routh, chegou a vez de Henry Cavill (photo by BeyondHollywood.com)

A idéia da DC Comics é criar um novo Superman – O Filme (1978), mostrando as origens da Kal-El, o alienígena de Krypton mais conhecido como Super-Homem. Para isso, contrataram Zack Snyder, que ficou conhecido por seu estilo com câmeras lentas do épico espartano 300 e da adaptação do clássico graphic novel de Alan Moore, Watchmen. Pessoalmente, não gosto do personagem, nem de seus quadrinhos. Milhares de fãs vão querer me esganar, mas acredito que o mote de Super-Homem é fraco. Ao contrário de seu colega Batman, o personagem criado por Jerry Siegel e Joe Shuster é um alienígena que ganha poderes na Terra e os usa para o bem da humanidade. Ele tem um alter-ego jornalista chamado Clark Kent e seu ponto fraco é kryptonita, que seu vilão Lex Luthor sempre tem uma. Claro que com Zack Snyder como diretor e Christopher Nolan como produtor, esta nova versão de Super-Homem deve entregar sequências de ação memoráveis. O roteiro de David S. Goyer, colaborador na trilogia de Batman, deve buscar recriar o universo do personagem de forma mais realista, mas talvez não seja a melhor pedida num filme com alienígenas. Independente do resultado final, o elenco deve valer a pena: Russell Crowe como o pai de Superman, Amy Adams como Lois Lane, Kevin Costner e Diane Lane como os Kent, e minha maior expectativa: Michael Shannon como o General Zod. O jovem Henry Cavill pode ser uma boa aposta para o papel principal.

UNIVERSIDADE MONSTROS (Monsters University)

Dir: Dan Scanlon

Elenco: (Vozes de) Billy Crystal, John Goodman, Steve Buscemi

Previsão de estréia: 21/06 (Brasil e EUA)

Universidade Monstros: Pixar traz personagens queridos de volta (photo by BeyondHollywood.com)

Universidade Monstros: Pixar traz personagens queridos de volta (photo by BeyondHollywood.com)

Não é porque funcionou com a trilogia Toy Story que vai funcionar com outros sucessos da Pixar. Embora seja muito comum haver sequências de animações, a Pixar costuma rejeitar essa idéia porque acredita que o bom cinema vem de boas histórias e não apenas de lucro. Contudo, depois que o estúdio foi comprado pela Disney, algumas políticas mudaram e logo veio a primeira sequência: Toy Story 3. Tinha tudo para dar errado, afinal fazia 11 anos que Toy Story 2 havia sido lançado e tudo indicava que só queriam fazer a terceira parte por motivos comerciais. Felizmente, eu estava bem enganado. Mas uma continuação de Monstros S.A.?! O original já não tinha história o suficiente para suportar um longa… Espero estar enganado novamente. Universidade Monstros é uma prequência de Monstros S.A., que revela como a amizade entre Mike e Sulley começou.

GUERRA MUNDIAL Z (World War Z)

Dir: Marc Forster

Elenco: Brad Pitt, Matthew Fox, Mireille Enos

Previsão de estréia: 21/06 (EUA) e 28/06 (Brasil)

Guerra Mundial Z: outra produção pós-apocalíptica envolvendo zumbis (photo by BeyondHollywood.com)

Guerra Mundial Z: outra produção pós-apocalíptica envolvendo zumbis (photo by BeyondHollywood.com)

Marc Forster dirigiu dois bons dramas: Gritos na Noite e A Última Ceia. Quando resolveu aceitar a proposta de assumir 007 – Quantum of Solace (2008), arriscou sua reputação de bom diretor de dramas para se aventurar com James Bond. O resultado foi meio catastrófico, pois além de Forster perder a mão na direção, entregando um filme decepcionante depois do sucesso de 007 – Cassino Royale, acabou pedindo desculpas publicamente pelo fracasso. E este Guerra Mundial Z está com cara de repeteco desse pedido de desculpas. Nada contra a presença de Brad Pitt nesse filme-catástrofe, mas fiquei com a impressão de que o ator aceitou a proposta apenas pelo cachê milionário. Tudo bem que tem uns 17 filhos pra cuidar em casa, mas não acho que justifique.

O CAVALEIRO SOLITÁRIO (The Lone Ranger)

Dir: Gore Verbinski

Elenco: Armie Hammer, Johnny Depp, Helen Bonham Carter, Tom Wilkinson

Previsão de estréia: 05/07 (EUA) e 12/07 (Brasil)

O Cavaleiro Solitário: Johnny Depp e Armie Hammer fazem dupla que faz justiça no velho oeste (photo by BeyondHollywood.com)

O Cavaleiro Solitário: Johnny Depp e Armie Hammer fazem dupla que faz justiça no velho oeste (photo by BeyondHollywood.com)

Todo mundo está careca de saber que a parceria entre Johnny Depp e Tim Burton costuma render bons frutos. Contudo, sua colaboração com o diretor Gore Verbinski nos filme de Piratas do Caribe e na criativa animação Rango, Depp passou a firmar essa nova sintonia. Desta vez, eles se unem para trazer uma dupla que fez sucesso na TV durante a década de 50. Tudo parece muito promissor, mas existe uma certa maldição que ronda Hollywood de transpor séries televisivas antigas para o cinema. Alguns exemplos de fracasso são Agente 86 e A Feiticeira. Será que esta parceria resistirá a isso?

CÍRCULO DE FOGO (Pacific Rim)

Dir: Guillermo del Toro

Elenco: Ron Perlman, Charlie Hunnam, Idris Elba, Rinko Kikuchi

Previsão de estréia: 12/07 (EUA) e 09/08 (Brasil)

Círculo de Fogo:

Círculo de Fogo: humanos pilotam robôs em novo filme de Guillermo del Toro (photo by BeyondHollywood.com)

Reconhecido por seus filmes fantasiosos como O Labirinto do Fauno (2006) e dos dois filmes de Hellboy, aparentemente o diretor mexicano Guillermo del Toro também tem paixão por ficção científica. Depois que sua tentativa de dirigir O Hobbit: Uma Jornada Inesperada fracassou, ele decidiu filmar essa aventura pós-apocalíptica em que humanos pilotam robôs gigantes para combater uma raça alienígena que invadiu a Terra. Novamente ele conta com seu ator-fetiche Ron Perlman, e escalou Idris Elba quando Tom Cruise resolveu filmar Oblivion. Pelo fato de não haver uma estrela no elenco, sempre existe uma possibilidade de fracasso comercial, mas acredito que o talento de del Toro compense até demais essa ausência.

WOLVERINE – IMORTAL (The Wolverine)

Dir: James Mangold

Elenco: Hugh Jackman, Will Yun Lee, Tao Okamoto

Previsão de estréia: 26/07 (Brasil e EUA)

Wolverine na terra do sol nascente em Wolverine - Imortal (photo by OutNow.CH)

Wolverine na terra do sol nascente em Wolverine – Imortal (photo by OutNow.CH)

Depois dos créditos finais de X-Men Origens: Wolverine (2009), existe uma cena em que o personagem está num bar no Japão, o que já indicava que o próximo filme do mutante com garras de adamantium se passaria na terra do sol nascente, mais precisamente adaptando uma famosa saga escrita por Frank Miller e Chris Claremont no universo dos quadrinhos dos anos 80. Será a sexta aparição de Hugh Jackman como Wolverine e o primeiro filme sem “X-Men” no título. Nesta aventura, ele treinará com um samurai e terá como oponente o Samurai de Prata.

ELYSIUM

Dir: Neill Blomkamp

Elenco: Matt Damon, Jodie Foster, Sharlto Copley, Alice Braga

Previsão de estréia: 09/08 (EUA) e 16/08 (Brasil)

Matt Damon em Elysium (photo by OutNow.CH)

Matt Damon em Elysium (photo by OutNow.CH)

No ano de 2159, os milionários vivem numa estação espacial enquanto o resto da população vive numa Terra arruinada e destruída. Existe uma missão que busca trazer um pouco mais de igualdade nesse abismo social. Este é o segundo longa de Neill Blomkamp, depois do sucesso de Distrito 9, que conquistou quatro indicações no Oscar, incluindo Melhor Filme. De volta ao cenário do futuro, Blomkamp promete uma abordagem diferente (sem alienígenas), mas mantendo um forte senso de crítica sócio-política.

GRAVIDADE (Gravity)

Dir: Alfonso Cuarón

Elenco: George Clooney, Sandra Bullock

Previsão de estréia: 04/10 (EUA)

Drama sobre astronautas que querem voltar para casa após acidente na espaçonave. Sim, você já viu esse filme e tem nome: Apollo 13 (1995). Mas no lugar de Tom Hanks falando “Houston we have a problem”, temos George Clooney e Sandra Bullock. Pouco se sabe ainda sobre o filme, mas só o fato de Alfonso Cuarón estar na cadeira de diretor já podemos esperar algo acima da média pelo menos. Seu último filme, Filhos da Esperança (2006) foi uma das melhores ficções científicas contemporâneas, sem nem mesmo contar com efeitos digitais e altos orçamentos.

OLDBOY

Dir: Spike Lee

Elenco: Josh Brolin, Elizabeth Olsen, Samuel L. Jackson

Previsão de estréia: 11/10 (EUA)

Será engraçado e curioso ver esta refilmagem do sucesso sul-coreano de mesmo título de 2003 querendo surpreender o público com a mesma revelação do final original. Na época, o filme asiático foi muito bem recebido no Festival de Cannes, ganhando o Grande Prêmio do Júri. Por isso, talvez a história de vingança doentia e bem arquitetada tenha que passar por algumas alterações se quiser agradar a todos. Será que a cena das marteladas no corredor vai sobreviver ao corte final? Definitivamente o polvo não fará parte do cardápio de Josh Brolin.

CAPTAIN PHILLIPS

Dir: Paul Greengrass

Elenco: Tom Hanks, Catherine Keener

Previsão de estréia: 11/10 (EUA) e 18/10 (Brasil)

A história verídica do Capitão Richard Phillips e o sequestro de um navio cargueiro americano por piratas somálios em 2009. Como fez nos sucessos de Domingo Sangrento (2002) e Vôo United 93 (2007), ambos baseados em fatos reais, o diretor Paul Greengrass deve abusar de câmeras na mão para nos contar como foi esse crime que mistura o mundo contemporâneo com o mundo antigo dos piratas. Pode se tornar um papel importante para Tom Hanks numa possível indicação ao Oscar 2014.

CARRIE, A ESTRANHA (Carrie)

Dir: Kimberly Peirce

Elenco: Chloë Grace Moretz, Julianne Moore, Judy Greer

Previsão de estréia: 18/10 (EUA)

Pôster da refilmagem Carrie, a Estranha. Sai Sissy Spacek. Entra Chloe Grace-Moretz.

Pôster da refilmagem Carrie, a Estranha. Sai Sissy Spacek. Entra Chloe Grace-Moretz.

Há tempos que essa refilmagem quer sair do papel. Desde 1976, houve uma sequência intitulada A Maldição de Carrie (1999) e o filme feito para TV Carrie, a Estranha (2002), ambos fracassos. Nas mãos da diretora Kimberly Peirce, o romance de Stephen King sobre garota que sofre bullying e tem poderes telecinéticos pode realmente ganhar uma nova roupagem, uma vez que ela trabalhou bem a questão do preconceito em Meninos Não Choram (1999). No elenco, Chloë Grace Moretz e Julianne Moore têm talento para substituírem Sissy Spacek e Piper Perabo, respectivamente.

THE WORLD’S END

Dir: Edgar Wright

Elenco: Simon Pegg, Martin Freeman, Rosamund Pike, Paddy Considine

Previsão de estréia: 25/10 (EUA)

The World's End: nova comédia de Edgar Wright (photo by BeyondHollywood.com)

The World’s End: nova comédia de Edgar Wright (photo by BeyondHollywood.com)

Que tal um pouco de comédia no assunto fim do mundo? Edgar Wright, conhecido por sua sátira inovadora Todo Mundo Quase Morto (2004), volta à questão pós-apocalíptica sobre grupo de cinco amigos que se reúnem num pub há 20 anos e que podem ser a única esperança da humanidade. Como em seus filmes anteriores, diálogos britânicos marcantes e o tipo de comédia física devem predominar nessa aguardada sátira.

THOR: THE DARK WORLD

Dir: Alan Taylor

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Christopher Eccleston, Anthony Hopkins

Previsão de estréia: 08/11 (EUA) e 22/11 (Brasil)

Thor: The Dark World:

Thor: The Dark World: Terceiro filme da Marvel em 2013

Depois de um início shakespearino com Kenneth Brannagh na direção, Thor ganha um clima mais medieval nas mãos do criador da série de sucesso Game of Thrones. Com todo o elenco de volta, inclusive Natalie Portman (que aceitou o papel por causa de Brannagh) e Tom Hiddleston, Thor: The Dark World apresenta o novo vilão Malekith, vivido por Christopher Eccleston, que controla uma horda de Elfos Negros para destruir a Terra.

JOGOS VORAZES: EM CHAMAS (The Hunger Games: Catching Fire)

Dir: Francis Lawrence

Elenco: Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemsworth, Elizabeth Banks, Philip Seymour Hoffman

Previsão de estréia: 22/11 (Brasil e EUA)

Jogos Vorazes: Em Chamas: Jennifer Lawrence em ascensão

Jogos Vorazes: Em Chamas: Jennifer Lawrence em ascensão

Depois que o público jovem ficou órfão de Harry Potter, a série Jogos Vorazes entrou em cena para tentar suprir esse consumismo com incontáveis produtos de marketing com a imagem de Katniss, a protagonista defendida por Jennifer Lawrence. Gary Ross, um bom roteirista mas limitado como diretor, dá lugar a Francis Lawrence, mais conhecido por dirigir videoclipes e a adaptação dos quadrinhos do selo Vertigo, Constantine (2005). Felizmente, ele contará com o trabalho do roteirista vencedor do Oscar por Quem Quer Ser um Milionário?, Simon Beaufoy. Outro importante plus nesta sequência é a presença de Philip Seymour Hoffman como Plutarch Heavensbee. Nada como um ator experiente para ensinar algo de valor pra essa garotada.

THE HOBBIT: THE DESOLATION OF SMAUG

Dir: Peter Jackson

Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Andy Serkis, Benedict Cumberbatch

Previsão de estréia: 13/12 (EUA) e 20/12 (Brasil)

The Hobbit: The Desolation of Smaug: Martin Freeman em meio ao ouro dos duendes (photo by BeyondHollywood.com)

The Hobbit: The Desolation of Smaug: Martin Freeman em meio ao ouro dos duendes (photo by BeyondHollywood.com)

Admito que não sou fã do universo de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien, mas meu comentário seguinte nada tem a ver com essa opinião: Por que transformar um livro em três filmes de três horas? Eu entendo que a escrita de Tolkien é muito descritiva e minuciosa, mas não justifica essa adaptação desproporcional. Claro que os produtores do estúdio querem lucrar três vezes mais com os filmes, mas acho que Peter Jackson, como diretor e contador de histórias, deveria ter interferido na decisão de fazer três produções longas. Talvez por isso mesmo que Guillermo del Toro tenha saído da cadeira de diretor. E se o primeiro filme desta nova trilogia já se mostrou fraca, a previsão para os próximos dois não é nada boa. Perdoem-me, fãs de Tolkien, mas esse requentadão de O Senhor dos Anéis só teve propósitos nitidamente lucrativos até agora.

Prévia do Oscar 2013: Ator Coadjuvante

O último vencedor da categoria, Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor.

Criada em 1937, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante passou a suprir a demanda de atores hollywoodianos que mereciam reconhecimento, mesmo não estrelando uma produção. O maior vencedor foi o americano Walter Brennan, que levou para casa três vezes o prêmio por Meu Filho é Meu Rival (1936), Kentucky (1938) e A Última Fronteira (1940). Normalmente, vence aquele que tem um papel que costuma roubar a cena, como aconteceu com Sean Connery em Os Intocáveis (1987) ou Christoph Waltz em Bastardos Inglórios (2009). A categoria, que antes era considerada menos importante, passou a ganhar relevância quando atores do quilate de Walter Huston (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), George Sanders (A Malvada, 1950), Jack Lemmon (Mister Roberts, 1955) e Peter Ustinov (Spartacus, 1960) se sagraram vencedores.

Vencedor de três Oscars de coadjuvante: Walter Brennan. Além de ter atuado em muitos westerns, trabalhou com grandes atores como Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Gary Cooper e John Wayne.

Nas últimas décadas, as categorias de coadjuvante serviram como reduto de atores renomados. Nos bastidores, a estratégia da Academia seria de compensar atores de peso que não ganharam em oportunidades prévias. Claro que oficialmente, ninguém vai confirmar essa informação, mas a vitória de Morgan Freeman por Menina de Ouro em 2005 é um exemplo disso, pois o ator fora indicado em outras três vezes, mas nunca levou a estatueta. Essa leitura da premiação acredita que as chances de ele levar Melhor Ator (principal) nos próximos anos seriam pequenas e que, por isso, sua vitória como coadjuvante seria uma forma de garantir que Freeman encerre sua carreira como vencedor do Oscar.

Morgan Freeman em Menina de Ouro: Oscar de coadjuvante. Antes tarde do que nunca?

Com certeza, muitos fãs de Morgan Freeman vão discordar dessa opinião, mas as mesmas pessoas sabem que ele mereceu mais por Conduzindo Miss Daisy ou Um Sonho de Liberdade. Particularmente, sou contra esse sistema de compensação, pois pode desbancar a melhor performance do ano que, nesse ano, deveria ter ido para Thomas Haden Church (Sideways – Entre Umas e Outras) ou Clive Owen (Closer – Perto Demais).

Claro que adoraria ver atores veteranos e consagrados ganhando o Oscar pela primeira vez como aconteceu com Christopher Plummer este ano, mas nem sempre a maré está a favor deles. Nesses casos, existe o Oscar Honorário, que costuma premiar profissionais do cinema que nunca tiveram a oportunidade de levar a estatueta pra casa. Vencedores recentes atestam: James Earl Jones, Eli Wallach, Lauren Bacall e o compositor italiano Ennio Morricone, todos foram previamente indicados mas nunca venceram nas respectivas categorias.

Este ano, temos fortes candidatos vencedores do Oscar. Alan Arkin, Robert De Niro, Philip Seymour Hoffman, Russell Crowe e Tommy Lee Jones podem voltar ao tapete vermelho como indicados. O retorno mais triunfal seria o de Robert De Niro, que teve sua época de glória nas décadas de 70, 80 e 90, mas que não figura na lista há vinte anos (!). Tem também indicados prévios, mas que nunca ganharam e agora podem ter a chance de ouro como Leonardo DiCaprio, que concorreu três vezes, e em 2013, pode finalmente passar para o time dos Academy Award Winners.

Apesar de ainda estar cedo para favoritismos, Robert De Niro está na frente pelo sucesso de Silver Linings Playbook. O filme de David O. Russell vem arrancando aplausos pelos festivais que passa, especialmente o de Toronto (Canadá), de onde saiu com o prêmio People’s Choice Award. Particularmente, mesmo que ainda não tenha conferido sua performance, gostaria que esse retorno de De Niro fosse coroado para que sirva de incentivo ao ator para escolher projetos mais ousados e não somente pelo alto cachê, como vinha fazendo nas últimas duas décadas. Contudo, Philip Seymour Hoffman pode ser a pedra no meio do caminho com sua presença magnética no novo filme de Paul Thomas Anderson, The Master, que já lhe rendeu o prêmio Volpi Cup de Melhor Ator (juntamente com Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza.

Alan Arkin em Argo

ALAN ARKIN (Argo)

Muita gente conhece Alan Arkin como o vovô maconheiro e tutor da pequena Olive de Pequena Miss Sunshine, papel pelo qual ele ganhou seu único Oscar em 2007, batendo o favorito Eddie Murphy de Dreamgirls, mas este ator americano de 78 anos é um veterano em Hollywood, tendo participado de alguns clássicos como a comédia de guerra de Norman Jewison, Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966) e no suspense Um Clarão nas Trevas (1967), ao lado de Audrey Hepburn. Chegou a atuar no filme brasileiro indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, O que é isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Nessa idade e já com um Oscar em casa, alguns críticos já aposentavam Alan Arkin, mas com Argo, ele prova que tem muito ainda a ensinar e mostrar. Ele interpreta o produtor de Hollywood, Lester Siegel, que ajuda o maquiador John Chambers na missão de vender um filme fictício para encobrir a saída de seis americanos do Irã durante a Revolução Iraniana em 1980. Ao lado de John Goodman, que vive Chambers, Alan Arkin rouba a cena com seu humor escrachado repleto de palavrões, muito semelhante ao revoltado vovô de Miss Sunshine.

É claro que o fato de Arkin já ter ganhado o Oscar recentemente implica em perda de pontos na corrida, afinal os votantes certamente consideram o histórico do ator. Mas se os votos se dividirem entre Robert De Niro e Philip Seymour Hoffman, Alan Arkin viria logo em seguida para roubar a cena na cerimônia.

Russell Crowe em Les Misérables

RUSSELL CROWE (Les Miserábles)

Depois de um início fenomenal em seus primeiros anos de Hollywood com três indicações ao Oscar, Russell Crowe deu uma relaxada. Quer dizer, ainda trabalha em projetos ambiciosos e com diretores consagrados como Ridley Scott e Peter Weir, mas suas atuações deram uma estabilizada. Em O Informante, Crowe engordou para interpretar Jeffrey Wigand. Já em Gladiador, ganhou massa muscular e fez cara de mau. A Academia reconheceu oficialmente seu esforço, premiando-o com o Oscar de Melhor Ator em 2001 pelo épico Gladiador.

Talvez, com esta adaptação musical do clássico literário de Victor Hugo, Russell Crowe volte aos holofotes pelas performances na tela, e não pelos escândalos de porrada em papparazzi ou que bateu na pobre esposa. Na mega-produção, o ator neozelandês dá vida ao Inspetor Javert, que fica na cola do protagonista Jean Valjean (Hugh Jackman).

Particularmente, nunca ouvi nenhuma faixa da banda australiana de Russell Crowe, 30 Odd Foot of Grunts. Mas pelos comentários, vale aquele bom e velho ditado: “Como cantor, Russell Crowe é um ótimo ator”. E pelo que me informei, não há playbacks nas canções, tanto que os atores cantavam ao vivo no set usando um fone que tocava piano para manter o ritmo. A música era acrescentada na montagem final. Será que Crowe se saiu bem ou todo mundo aplaudia por educação e com medo de levar um soco? Só vendo mesmo, mas se ele não se saiu no mínimo bem, esquece a indicação…

Robert De Niro em cena de Silver Linings Playbook

ROBERT DE NIRO (Silver Linings Playbook)

Que Robert De Niro não precisa provar mais nada pra ninguém, isso todo mundo já sabe. Afinal, não é qualquer ator que fez Taxi Driver (1976), O Poderoso Chefão: Parte II (1974), Touro Indomável (1980), Os Bons Companheiros (1990) e aterrorizou como o presidiário Max Cady em Cabo do Medo (1991). Tem dois Oscars na bagagem, mas um terceiro pode estar por vir.

Com Silver Linings Playbook, o veterano de Hollywood pode ressuscitar na temporada de prêmios. Ele faz o pai protetor e conselheiro de Pat (Bradley Cooper), que acaba de sair de uma instituição psicológica depois de pegar sua mulher traindo. Pelo trailer, já é possível ver que De Niro já se desvencilha da típica atuação de mafioso ou gângster que praticamente impregnou sua pele, crédito do ótimo diretor de atores David O. Russell.

O retorno de Robert De Niro aos bons papéis era há muito aguardada, pois o ator passou por duas décadas de filmes medianos e alguns claramente para poder pagar as contas como a comédia As Aventuras de Rocky & Bullwinkle (podem falar o que quiser do filme, mas está nítido que o contrato foi gordo).

Aí você vai se perguntar: “Mas se o De Niro já tem dois Oscars, por que ele ganharia um terceiro?”. Realmente, se levarmos em consideração o histórico vitorioso, existem outros atores da nova geração que são tão merecedores quanto ele. Mas Hollywood e sua comunidade admiram Robert De Niro e gostariam de vê-lo no topo depois de tanto tempo. Muitos acreditam que o grande ator ainda existe, mas que não teve as devidas oportunidades nas últimas duas décadas. Infelizmente, só vamos poder comprovar o potencial do papel em fevereiro, quando está prevista a estréia no Brasil.

Leonardo DiCaprio em Django Livre

LEONARDO DiCAPRIO (Django Livre)

Desde que estrelou Titanic como o pobretão galã Jack e se tornou pôster de milhões de quartos de menininhas, Leo DiCaprio decidiu virar o disco e se tornar um ator de respeito. Sua tática era formar parcerias com profissionais consagrados como forma de aprendizado e se destacar como ator e não apenas ídolo teen. Como cinéfilo, admiro bastante sua disposição para mover montanhas, mas ainda não me convenci de que ele é um bom ator. DiCaprio é esforçado: aprendeu o sotaque sul-africano para filmar Diamante de Sangue, tomou uma nova aparência mais nojenta em O Aviador e mais velha em J. Edgar, mas ainda não apresenta algumas nuances e tonalidade de voz diferenciada. Ele precisa trabalhar mais o interior do que o exterior. Pode-se dizer que Leonardo DiCaprio é um diamante bruto que precisa ser esculpido.

Creio que o diretor Martin Scorsese também pensou o mesmo a respeito dele. Contratou-o para filmar Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006) e A Ilha do Medo (2010). Claro que depois do curso intensivo de Scorsese, Leo ficou melhor, tanto que conseguiu mais duas indicações ao Oscar (a primeira foi aos 19 anos como coadjuvante por Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador) por O Aviador e Diamante de Sangue.

Agora, em sua primeira participação num filme de Quentin Tarantino, as esperanças se renovam, ainda mais que o diretor conseguiu um Oscar de coadjuvante para Christoph Waltz em Bastardos Inglórios há dois anos. No western Django Livre, Leonardo DiCaprio interpreta o vilão, no caso, o proprietário de terras brutal de Mississipi, Calvin Candie, que tem posse da mulher do herói Django (Jamie Foxx). As expectativas sempre são altas quando se fala de um filme de Tarantino. Espera-se que a performance de DiCaprio também esteja no mesmo nível.

John Goodman em Argo

JOHN GOODMAN (Argo)

Para o público brasileiro em geral, John Goodman ficou marcado por viver Fred Flinstone nos cinemas e dar sua voz ao personagem Sully na animação Monstros S.A.. Chegou a cantar a canção “If I Didn’t Have You”, que venceu o Oscar para Randy Newman em 2002. Mas para os cinéfilos de carteirinha, o ator robusto ficará marcado eternamente pelo papel de Walter Sobchak, o sem-noção traumatizado da Guerra do Vietnã na comédia de humor negro O Grande Lebowski (1998), dos irmãos Coen.

De lá pra cá, além das participações nos filmes dos Coen, Goodman tem sido escalado para papéis menores que exigem uma presença de tela. Foi assim no blockbuster Speedy Racer, na comédia Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e no último vencedor do Oscar, O Artista. Com o sucesso de Argo, espera-se que ele finalmente consiga sua primeira indicação ao Oscar e consequentemente, melhores ofertas de papéis.

No filme de Ben Affleck, John Goodman se destaca em todas as cenas em que aparece como o maquiador de Hollywood, John Chambers. É realmente uma pena que seu personagem não tenha mais tempo de tela, porque sua atuação merecia mais alguns minutos. Apesar da curta duração, uma indicação a Goodman se mostra bastante plausível devido ao reconhecimento da figura de Chambers com um Oscar Honorário pelas próteses inovadoras de O Planeta dos Macacos (1968).

Philip Seymour Hoffman em The Master

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN (The Master)

Philip Seymour Hoffman começou a atuar em filmes no começo dos anos 90. Felizmente, nunca foi do tipo galã, então teve que ralar bastante para conquistar seu lugar ao sol. Mesmo em papéis menores, teve oportunidade de conhecer e atuar com grandes atores como Paul Newman, Al Pacino, James Woods e Ellen Burstyn, buscando construir seu próprio estilo de interpretação. Na maioria de seus trabalhos, percebe-se que Hoffman prioriza a atuação mais contida, mesmo com seu trabalho premiado pela Academia em Capote (2005), em que teve que copiar alguns trejeitos típicos do romancista Truman Capote, ele procurou reprimir a sexualidade de seu personagem.

Além do aprendizado com referências de Hollywood, outro fator notável na carreira de Hoffman foi o início de uma parceria forte com o jovem cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson que, aos 26 anos, realizou seu primeiro longa, Jogada de Risco (1996). Com o diretor, Philip Seymour Hoffman voltou a trabalhar em Boogie Nights – Prazer Sem Limites (1997), Magnólia (1999), Embriagado de Amor (2002) e agora no tão aguardado The Master, no qual dá vida ao filósofo carismático Lacaster Dodd, que seria baseado na figura do criador da Cientologia, L. Ron Hubbard.

Pelo filme, Philip Seymour Hoffman já ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator (compartilhado com seu colega Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza, de onde Paul Thomas Anderson também saiu premiado como Melhor Diretor. Hoffman já foi indicado três vezes ao Oscar: Melhor Ator por Capote (2005), Melhor Ator Coadjuvante por Jogos do Poder (2007) e Dúvida (2008), tendo levado pelo primeiro.

Tommy Lee Jones em Lincoln

TOMMY LEE JONES (Lincoln)

Muita gente conhece Tommy Lee Jones como o agente K da trilogia de Homens de Preto, que com sua expressão de pedra, contrabalanceou muito bem com o humor mais extrovertido de Will Smith. Contudo, Jones já possui uma extensa filmografia, que começou lá em 1970 no bem-sucedido romance Love Story – Uma História de Amor, num papel menor. Apesar de ganhar notoriedade ao atuar ao lado de Sissy Spacek na biografia da cantora country Loretta Lynn em 1980, Tommy Lee Jones só teve seu talento reconhecido nos anos 90, quando trabalhou com Oliver Stone no aclamado JFK – A Pergunta que Não Quer Calar e no polêmico Assassinos por Natureza. Em 1995, ganhou seu único Oscar de coadjuvante pelo thriller policial O Fugitivo, no qual interpreta o agente do FBI Samuel Gerard que tem a missão de perseguir Kimble (Harrison Ford), acusado de matar sua própria esposa.

Como muitos atores, Tommy desfrutou de seu sucesso tardio em Hollywood e assinou contrato para alguns filmes blockbusters como o fraco Volcano (1997) e no carnavalesco Batman Eternamente (1995), em que deu vida ao vilão Duas-Caras. Mais recentemente, estrelou o western pós-moderno dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), foi indicado ao Oscar pela atuação no policial No Vale das Sombras (2007) e em 2005, ganhou o prêmio de ator no Festival de Cannes pelo ótimo Três Enterros, primeiro longa sob sua direção.

2012 foi um ano cheio para Tommy Lee Jones. Quatro produções em que participou estrearam este ano: Lincoln, Homens de Preto 3, Emperor e Um Divã Para Dois. Além do sucesso comercial de Homens de Preto 3, sua atuação na comédia romântica Um Divã Para Dois ao lado de Meryl Streep já havia chamado a atenção da crítica, o que certamente aumenta as chances de indicação pelo filme político de Steven Spielberg. Em Lincoln, ele interpreta o vice-presidente abolicionista Thadeus Stevens, que tem suma-importância como o braço direito do presidente. Na grande produção de época de Spielberg, existem vários bons atores em papéis secundários como David Strathairn, Jackie Earle Haley, John Hawkes, Joseph Gordon-Levitt, James Spader e Hal Holbrook, mas pelas críticas, Tommy Lee Jones deve representar todo o elenco secundário masculino no Oscar.

William H. Macy em The Sessions

WILLIAM H. MACY (The Sessions)

Este ator franzino norte-americano parece ter nascido para papéis secundários. Hollywood nunca lhe deu uma real oportunidade de protagonista, mas já trabalhou com diretores renomados como Woody Allen (A Era do Rádio e Neblina e Sombras), Rob Reiner (Fantasmas do Passado), Paul Thomas Anderson (Boogie Nights – Prazer Sem Limites e Magnólia), Barry Levinson (Mera Coincidência) e os irmãos Coen (Fargo), pelo qual conseguiu sua única indicação ao Oscar, como coadjuvante, claro. Na TV, William H. Macy teve mais sorte ao estrelar o filme televisivo De Porta em Porta, no qual se destaca como o vendedor ambulante com problemas mentais Bill Porter.

Casado com a atriz Felicity Huffman, da série de TV Desperate Housewives, William H. Macy tem enorme carinho por colegas de trabalho, pois costuma emprestar seu carisma para seus papéis. Desta vez, ele interpreta um padre, que enfrenta uma questão eticamente controversa. No filme independente The Sessions, seu amigo e fiel Mark O’Brien (John Hawkes) tem condições médicas delicadas e pouco tempo de vida, o que o leva a querer perder sua virgindade antes que o pior aconteça. Como padre e conselheiro, ele tenta guiar Mark pelo melhor caminho sem afetar sua fé.

No último Festival de Sundance, o filme ganhou o prêmio de público e um reconhecimento especial do júri pela atuação do elenco todo. Dependendo de como vai se sair entre os prêmios da crítica americana como o National Board of Review, New York Film Critics Circle e o Los Angeles Film Critics Association, William H. Macy tem boas chances de aparecer na lista de Melhor Ator Coadjuvante em 2013. Seria sua segunda indicação ao Oscar.

Matthew McConaughey em Magic Mike

MATTHEW McCONNAUGHEY (Magic Mike)

Galã de segunda linha, Matthew McConnaughey costuma estrelar comédias românticas com atrizes regulares como Sarah Jessica Parker e Kate Hudson, tanto que o público feminino o conhece como o conquistador de Como Perder um Homem em 10 Dias (2003). Mas de vez em quando, o ator decide participar de alguns projetos mais ambiciosos como a ficção científica Contato (1997), o filme de época de Spielberg, Amistad (1997) e ganhou certo prestígio ao interpretar advogados em Tempo de Matar (1996) e em O Poder e a Lei (2011).

Trabalhando com o diretor Steven Soderbergh (vencedor do Oscar por Traffic) em Magic Mike, McConnaughey faz o papel de Dallas, um veterano do mundo do striptease masculino no clube de mulheres. Ele rouba a cena ao passar seus ensinamentos eróticos para o jovem Mike (Channing Tatum) e, claro, em seus shows que levam as mulheres ao delírio.

Com tantas performances boas nessa categoria, McConnaughey corre por fora nessa competição. Contudo, como a maioria dos relacionados já foi indicada ou ganhou um Oscar, existe uma possibilidade do ator ser o único a conquistar a primeira indicação. A votantes femininas podem dar uma mãozinha.

 

POSSÍVEIS SURPRESAS

As categorias de coadjuvante costumam ser as mais imprevisíveis. Na reta final, surge alguém para roubar a vaga garantida de outro ator. Este ano, o veterano sueco Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto) foi a surpresa, passando uma rasteira em Albert Brooks (Drive) e Armie Hammer (J. Edgar), ambos indicados ao Globo de Ouro e SAG Awards, respectivamente. Alguns sites como IndieWire, colocaram alguns nomes que podem figurar como supresa na lista final. Confira:

– Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)

– Don Cheadle (Flight)

– James D’Arcy (Hitchcock)

– Michael Fassbender (Prometheus)

– James Gandolfini (O Homem da Máfia)

– Dwight Henry (Indomável Sonhadora)

– Hal Holbrook (Promised Land)

– Ewan McGregor (O Impossível)

– Ian McKellen (O Hobbit – Uma Jornada Inesperada)

– Guy Pearce (Os Infratores)

Também considero baixas as possibilidades desses atores entrarem na lista, mas adoraria ver Michael Fassbender ser incluso de última hora por Prometheus, uma vez que o ator alemão já merecia uma indicação este ano pelo drama independente Shame. Além de seu ciborgue David ser muito convincente e deixar todo o resto do elenco no chão, ele demonstra a calma na fala mansa e pausada, e ainda empresta um carisma que às vezes se mostra mais humano do que os personagens humanos. Com certeza, um grande ator em extrema ascensão que merece ser reconhecido pela Academia, que só tem a ganhar com sua inclusão na categoria.

Michael Fassbender como o ciborgue David em Prometheus

Como fã de James Bond, seria uma grata surpresa ver Javier Bardem e seu vilão Raoul Silva de 007 – Operação Skyfall indicado ao Oscar, mas acho bastante improvável pelo papel ser parecido com o Coringa de Heath Ledger. Entretanto, o mega sucesso das bilheterias do 23º filme de Bond pode mexer na corrida.

Espelho, Espelho Meu (Mirror Mirror), de Tarsem Singh (2012)

Espelho, Espelho Meu

Filme capricha em aspecto estético, mas se perde no tom

Assim como eu, 99% das pessoas ainda associa os contos de fada às animações da Disney, afinal, foram décadas de pioneirismo na arte da animação. Hoje, mesmo após a revolução satírica que Shrek causou nesse universo em 2001, a universalidade das fábulas ainda se mostra uma mina de ouro para Hollywood. Como prova disso, este ano, duas produções que adaptaram o conto Branca de Neve serão lançadas nos cinemas: este Espelho, Espelho Meu e em junho, Branca de Neve e o Caçador. Enquanto o primeiro busca agradar todas as faixas etárias, o segundo visa despertar o interesse do público pelo lado mais sombrio da história.

Mas adaptar os contos de fada, especialmente os escritos pelos irmãos Grimm, podem se tornar grandes armadilhas, afinal todo mundo praticamente nasce conhecendo as histórias, portanto seria necessário buscar perspectivas inovadoras sem desrespeitar o material original. Além disso, como os contos carregam essa essência cruel e até sexual que muitos pais “cortam” ao ler para os filhos pequenos antes de dormir, os filmes teriam que saber lidar com essas entrelinhas se quiserem conquistar os adultos também, afinal, são eles que levam as crianças para assistir ao filme.

Seguindo essa lógica, quando contrataram o cineasta indiano Tarsem Singh (conhecido por explorar o universo de um serial killer no filme A Cela) para comandar Espelho, Espelho Meu, achei que essa questão estaria bem resolvida: enquanto a produção se encarregaria do visual colorido para o público infantil, o diretor entreteria os mais velhos com as entrelinhas. Na teoria funciona, mas na prática o filme se perde em vários tons indefinidos e não sabe a quem agradar. As crianças podem até se encantar com a história e umas gags, mas o público mais velho corre sério risco de ficar entediado na sala, pois nessa salada toda, ficou faltando o tempero da ambiguidade que o conto original permite.

Tarsem Singh dirigindo suas atrizes

Obviamente, o filme é bem feito nos mínimos detalhes como uma grande produção hollywoodiana manda. Além dos efeitos visuais (tirando o monstro tosco), a direção de arte enche os olhos, especialmente os aposentos do castelo da Rainha Má e o casebre dos anões na floresta. Mas nada se destaca tanto quanto o trabalho de figurino de Eiko Ishioka, que são um espetáculo à parte. A atriz Julia Roberts deveria ser a mais agradecida à figurinista, já que sua atuação ganhou ares mais maléficos e cômicos que o papel requer. Apesar do árduo esforço de usar vestimentas pesadas, a atriz se destaca devidamente como celebridade do primeiro escalão.

Trabalho primoroso de Eiko Ishioka

Infelizmente, este foi o último trabalho da figurinista japonesa Eiko Ishioka. Ela faleceu em janeiro aos 73 anos, encerrando uma forte parceria com o diretor Tarsem Singh que vinha desde A Cela (2000). Venceu o Oscar da categoria em 1993 por Drácula de Bram Stoker, e com este trabalho lançado postumamente, deve voltar a concorrer como Melhor Figurino em 2013.

Tarsem Singh tem uma forte veia visual em seus trabalhos, o que o faz se assemelhar a Tim Burton, responsável por títulos como Edward Mãos-de-Tesoura e Noiva Cadáver. Curiosamente, ambos resolveram adaptar fábulas para o cinema, mas foram um pouco vítimas do sistema predominado por produtores de Hollywood. Seria algo como: “Vamos contratá-lo pelo seu nome e seu forte apelo estético, mas a palavra final é do estúdio”. Hoje em dia, os produtores (e detentores do dinheiro) não se arriscam em mais nada. Preferem refilmar algo de sucesso ou adaptar um livro best-seller como Jogos Vorazes a apostar em novos formatos e inovações de linguagem. Se não gostam do final, dispensam o diretor e assinam um novo final; simples assim.

Alice no País das Maravilhas: Quando o cartaz foi lançado, todos já queriam ver o filme

Por um lado até entendo, afinal, Alice no País das Maravilhas custou cerca de 200 milhões de dólares, mas quais as chances de Tim Burton naufragar um filme como esse? A bilheteria mundial certamente se encarregaria de um fracasso em território americano. E esse forte receio do fracasso comercial que tem ditado as regras dos filmes americanos de hoje, que também vitimou Espelho, Espelho Meu.

Ok, o filme tem um orçamento bem menor de 85 milhões de dólares e o diretor é bem menos conhecido que Burton, mas acredito que se dessem mais carta branca ao diretor, o resultado final teria sido bem mais instigante e chamativo. Ao que parece, Tarsem não teve como apitar na escalação do elenco. Lily Collins e Armie Hammer já eram escolhas certas para viver o casal Branca de Neve e o Príncipe Alcott, mas os jovens atores não conseguem demonstrar empatia alguma em cena, algo que seria fundamental para o bom andamento da trama e principalmente para conquistar a torcida do público. Eu mesmo queria que a Rainha Má matasse logo todo mundo!

“Mais empatia?”

Espelho, Espelho Meu tenta inverter alguns papéis como forma de atualizar o conto do século XIX, transformando a jovem princesa numa aventureira e o príncipe num covarde que vive levando a pior, mas é a Rainha Má e seu lacaio Brighton (Nathan Lane) que roubam a cena com momentos mais engraçadinhos. Seus personagens discutem formas de administração de um reinado, formas de salvar a política econômica (reflexo da crise na Europa?) e até moda e beleza! Tratamentos estéticos contra a velhice são um dos poucos ápices bem explorados do contos dos Grimm. A Rainha Má faz uso de alguns deles que são bastante reais como os excrementos de papagaio para passar no rosto (foto abaixo), manicure feita por pequenos peixes que comem a pele velha, massagem de cobra e lábios à la Angelina Jolie com o auxílio de picadas de abelha (mas este último parece que não existe mesmo).

Vai um pouco de cocô de papagaio fresco?

Como todo filme dirigido por Tarsem Singh, ele oferece um espetáculo visual de tirar o chapéu. Os cenários foram feitos para suportar um ótimo resultado final, mas sem o essencial, que seriam química entre os atores e personagens e diálogos mais afiados, o filme inevitavelmente vai ficando chato e monótono. Aqueles 100 minutos parecem 200 e no final, Espelho, Espelho Meu não passa de um aperitivo para Branca de Neve e o Caçador (Snow White and the Huntsman), que tem previsão de estréia no Brasil para 1º de junho. Confira o trailer para ver se também te apetece:

http://www.youtube.com/watch?v=0Moa6lGuhw4&feature=fvst

Indicados ao 18º Screen Actors Guild Awards

SAG Awards

Eu sei que a esta altura do campeonato, todo mundo já está de saco cheio de ler sobre premiações, de NYFCC, de LAFCA, de Globo de Ouro… Calma! Só faltam 57 prêmios até o Oscar. Estamos apenas começando! O Screen Actors Guild Awards, ou SAG Awards, é um dos prêmios mais recentes da indústria do Cinema. Apesar do Sindicato dos Atores ser bastante antigo, seu prêmio só começou a ser distribuído em 1995. Antes disso, só reconhecia atores pelo conjunto da obra, como Barbara Stanwyck, James Stewart, Gregory Peck, Edward G. Robinson, Charlton Heston, Katharine Hepburn e James Cagney.

É claro que o Sindicato ainda reconhece atores consagrados pela carreira, mas desde a criação de seus prêmios para os melhores do ano, passou a ser o melhor parâmetro para as categorias de atuação e até para direção para o Oscar, pois o SAG Awards criou uma categoria de Best Ensemble, ou seja, elege o melhor conjunto de atores, o que normalmente significa qual elenco foi melhor dirigido.

Duvida? Vejamos. Este ano, O Discurso do Rei levou o prêmio de Ensemble. Quem ganhou melhor diretor no Oscar? Tom Hooper, diretor de O Discurso do Rei. Em 2009, Quem Quer Ser um Milionário? foi reconhecido no SAG e seu diretor Danny Boyle como Melhor Diretor no Oscar. Em 2008, foi a vez de Onde os Fracos Não Têm Vez coincidir elenco e diretor. Então, nos últimos 4 anos, 3 vencedores da categoria levaram Melhor Diretor. Portanto, fique de olhos abertos para isso no próximo bolão do Oscar!

Cowboys & Aliens: Concorrendo como Melhor Equipe de Dublês

Vale a pena ressaltar que desde 2008, o SAG também passou a reconhecer os melhores trabalhos de equipes de dublês. Os dublês podem não se expressar com seus rostos, mas seus corpos compõem as performances de atores, na maioria das vezes em cenas de ação ou simplesmente como dublês de corpo para aquelas cenas de nudez em que o ator ou atriz não têm o corpo exigido para o papel. Obviamente, os vencedores da categoria são filmes de ação: O Ultimato Bourne, Batman – O Cavaleiro das Trevas, Star

Trek, A Origem. Alguns anos atrás, tentaram incluir a categoria no Oscar, mas acho que o conservadorismo de pedra dos membros falou mais alto. Apesar de achar que a cerimônia em si já está longa demais, sou favorável a essa inclusão, afinal a profissão de dublê praticamente nasceu junto com o Cinema.

Este ano, Cowboys & Aliens, Os Agentes do Destino, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, Transformers –  O Lado Oculto da Lua e X-Men: Primeira Classe estão na disputa. Quem é o favorito? Ninguém. Todos têm chances iguais de ganhar. Porém, aposto no filme do Harry Potter pelo número grande de dublês e pelas várias cenas de ação.

Bom, mas voltando aos indicados, para quem acompanhou a trajetória dos prêmios concedidos anteriormente, não há nenhuma grande surpresa. Talvez a maior seja a indicação de Demián Bichir. Nascido na Cidade do México, o ator já pode ser considerado um veterano, pois já atua desde 1985 em produção mexicanas, ganhando destaque no cult Perdita Durango (1997), ao lado de Javier Bardem, Rosie Perez e James Gandolfini, além disso, em 2001, na comédia espanhola Sem Notícias de Deus, atuou com Penélope Cruz e Victoria Abril. Apesar de sua extensa filmografia, foi com os dois filmes de Steven Soderbergh, Che e Che 2: A Guerrilha (2008), interpretando ninguém menos que Fidel Castro, que Demián chamou a atenção da mídia (e não Rodrigo Santoro, como a imprensa brasileira dizia…). Foi indicado por um drama social intitulado A Better Life (sem título em português e previsão de estréia no Brasil, claro), em que vive um jardineiro em Los Angeles que tenta afastar seu filho de gangues de drogas e agentes da imigração.

Apesar do mundo de premiação de Cinema ser um pouco como futebol em termos de imprevisibilidade de resultados, Demián Bichir tem 1% de chance de vitória e já pode ser considerado, literalmente, o patinho feio da categoria, pois temos competindo: George Clooney, Brad Pitt, Leonardo DiCaprio (só faltou Tom Cruise para deixar a mulherada babando na frente da TV) e o ainda desconhecido do grande público mas que não deixa a desejar, Jean Dujardin. Boa sorte, Demián Bichir! Você vai precisar.

Demián Bichir: Quem é o feio aqui?

Para Melhor Conjunto de Elenco, apesar de fortes candidatos como Os Descendentes e O Artista disputarem com pequenas surpresas como Missão Madrinha de Casamento e Meia-Noite em Paris, o prêmio deve ficar entre os dois favoritos, ou seja, Alexander Payne contra Michel Hazanavicius.

Confira as indicações ao SAG Awards, que será transmitido pelo canal pago TNT no dia 29 de janeiro de 2012.

* Apenas uma curiosidade: Quando você achou que veria uma Primeira-Dama francesa indicada como atriz? Nicolas Sarkozy deve estar orgulhoso.

Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role
DEMIÁN BICHIR / Carlos Galindo – “A BETTER LIFE” (Summit Entertainment)
GEORGE CLOONEY / Matt King – “THE DESCENDANTS” (Fox Searchlight Pictures)
LEONARDO DiCAPRIO / J. Edgar Hoover – “J. EDGAR” (Warner Bros. Pictures)
JEAN DUJARDIN / George – “THE ARTIST” (The Weinstein Company)
BRAD PITT / Billy Beane – “MONEYBALL” (Columbia Pictures)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role
GLENN CLOSE  / Albert Nobbs – “ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MERYL STREEP / Margaret Thatcher – “THE IRON LADY” (The Weinstein Company)
TILDA SWINTON / Eva – “WE NEED TO TALK ABOUT KEVIN” (Oscilloscope Laboratories)
MICHELLE WILLIAMS / Marilyn Monroe – “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role
KENNETH BRANAGH / Sir Laurence Olivier – “MY WEEK WITH MARILYN” (The Weinstein Company)
ARMIE HAMMER / Clyde Tolson – “J. EDGAR” (Warner Bros. Pictures)
JONAH HILL / Peter Brand – “MONEYBALL” (Columbia Pictures)
NICK NOLTE / Paddy Conlon – “WARRIOR” (Lionsgate)
CHRISTOPHER PLUMMER / Hal – “BEGINNERS” (Focus Features)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role
BÉRÉNICE BEJO / Peppy – “THE ARTIST” (The Weinstein Company)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
MELISSA McCARTHY / Megan – “BRIDESMAIDS” (Universal Pictures)
JANET McTEER / Hubert Page – “ALBERT NOBBS” (Roadside Attractions)
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson – “THE HELP” (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)

Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture
THE ARTIST (The Weinstein Company)
BÉRÉNICE BEJO / Peppy
JAMES CROMWELL / Clifton
JEAN DUJARDIN / George
JOHN GOODMAN / Al Zimmer
PENELOPE ANN MILLER / Doris

BRIDESMAIDS (Universal Pictures)
ROSE BYRNE / Helen
JILL CLAYBURGH / Annie’s Mom
ELLIE KEMPER / Becca
MATT LUCAS  / Gil
MELISSA McCARTHY / Megan
WENDI McLENDON-COVEY / Rita
CHRIS O’DOWD / Rhodes
MAYA RUDOLPH / Lillian
KRISTEN WIIG / Annie

THE DESCENDANTS (Fox Searchlight Pictures)
BEAU BRIDGES / Cousin Hugh
GEORGE CLOONEY / Matt King
ROBERT FORSTER / Scott Thorson
JUDY GREER  / Julie Speer
MATTHEW LILLARD  / Brian Speer
SHAILENE WOODLEY  / Alexandra King

THE HELP (DreamWorks Pictures / Touchstone Pictures)
JESSICA CHASTAIN / Celia Foote
VIOLA DAVIS / Aibileen Clark
BRYCE DALLAS HOWARD / Hilly Holbrook
ALLISON JANNEY / Charlotte Phelan
CHRIS LOWELL / Stuart Whitworth
AHNA O’REILLY / Elizabeth Leefolt
SISSY SPACEK / Missus Walters
OCTAVIA SPENCER / Minny Jackson
MARY STEENBURGEN / Elaine Stein
EMMA STONE / Skeeter Phelan
CICELY TYSON / Constantine Jefferson
MIKE VOGEL / Johnny Foote

MIDNIGHT IN PARIS (Sony Pictures Classics)
KATHY BATES / Gertrude Stein
ADRIEN BRODY / Salvador Dali
CARLA BRUNI / Museum Guide
MARION COTILLARD / Adriana
RACHEL McADAMS / Inez
MICHAEL SHEEN / Paul
OWEN WILSON / Gil

Outstanding Performance by a Stunt Ensemble in a Motion Picture
THE ADJUSTMENT BUREAU (UNIVERSAL PICTURES)
COWBOYS & ALIENS (UNIVERSAL PICTURES)
HARRY POTTER AND THE DEATHLY HALLOWS: PART 2 (WARNER BROS. PICTURES)
TRANSFORMERS: DARK OF THE MOON (PARAMOUNT PICTURES)
X-MEN: FIRST CLASS (20TH CENTURY FOX)