GUILLERMO DEL TORO CONFIRMA SEU FAVORITISMO NO DGA AWARDS

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Guillermo del Toro posa com seu prêmio de Melhor Diretor do DGA Awards (pic by reuters)

COM ISSO, A FORMA DA ÁGUA PRATICAMENTE GARANTE UM OSCAR

Aconteceu no último sábado a 70ª cerimônia do DGA Awards, prêmio do sindicato de diretores, que reconheceu o novo trabalho do mexicano Guillermo del Toro como o melhor de 2017.

Pra quem ainda não é familiarizado com o histórico do prêmio, em 69 anos, o DGA só não acertou o vencedor do Oscar de Direção em sete ocasiões, sendo a última em 2013, quando Ben Affleck sequer foi indicado ao Oscar por Argo numa lambança bastante incomum.

Terceiro mexicano a vencer o DGA nos últimos dez anos (os outros foram Alejandro G. Iñárritu por Birdman e O Regresso, e Alfonso Cuarón por Gravidade), Guillermo del Toro bateu três indicados ao Oscar deste ano: Greta Gerwig (Lady Bird), Jordan Peele (Corra!) e Christopher Nolan (Dunkirk). O único estranho no ninho é Paul Thomas Anderson, que foi indicado por Trama Fantasma.

Como vem se esforçando em discursos de agradecimento, del Toro novamente buscou se alinhar ao momento pró-feminista numa tentativa de tornar seu filme relevante socialmente e ganhar alguns pontos com a Academia. “Inclusão é necessária porque não estamos ouvindo todas as outras histórias que precisam ser ouvidas,” disse o diretor no DGA.

Apesar dos esforços de del Toro elevar seu filme, e de ter conquistado o PGA (prêmio do sindicato de produtores), tenho minhas sérias dúvidas se isso bastará para A Forma da Água vencer o Oscar de Melhor Filme. Não podemos esquecer que La La Land trilhou o mesmo caminho ano passado e acabou cedendo o Oscar para Moonlight aos 48 do segundo tempo.

Ok, A Forma da Água tem uma protagonista latina (representando minorias e estrangeiros), tem uma atriz secundária negra (Octavia Spencer), tem um personagem homossexual (Richard Jenkins) e todo o simbolismo da protagonista não ser ouvida (ela é muda), mas diante de tempos tão turbulentos, me parece que a Academia não vai se satisfazer com uma fábula etnicamente correta.

Nesse quesito de refletir o momento, vejo Três Anúncios Para um Crime e Lady Bird com maiores chances.

DIRETOR ESTREANTE

Desde 2016, o DGA tem uma categoria para os diretores de primeira viagem. Este ano, que me desculpem os demais concorrentes, mas não tinham como não dar o prêmio ao Jordan Peele por Corra!. Por favor, sem esse papo de politicamente correto, hein? Peele conquistou todos os prêmios, inclusive esse, por méritos próprios ao explorar seus sentimentos de minoria racial num filme de terror permeado por pitadas de humor com maestria.

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Vencedor do DGA de Diretor Estreante: Jordan Peele por Corra! (pic by inquirer.net)

Se ele vencesse o DGA principal, não seria um prêmio mal atribuído, mas obviamente, quiseram fazer uma média e reconhecer o belo trabalho de direção de Guillermo del Toro, que vem amadurecendo seu estilo.

DOCUMENTÁRIO

Sem as mesmas estatísticas certeiras da categoria principal, o DGA de Direção de Documentário foi para Matthew Heineman de City of Ghosts, que acompanha um grupo de ativistas na Síria em guerra. Este é segundo DGA para Heineman, que venceu em 2015 por Cartel Land. Um dos favoritos ao Oscar, Visages Villages, de Agnès Varda e JR, sequer estava indicado ao DGA.

TELEVISÃO

As séries The Handmaid’s Tale, Veep e Big Little Lies foram as vencedoras no DGA. Curiosamente, Jean-Marc Vallée que tinha uma filmografia interessante no cinema com títulos como Clube de Compras Dallas, A Jovem Rainha Victoria e Livre, foi trabalhar na televisão e foi reconhecido pelo hit Big Little Lies.

VENCEDORES DO 70º DGA AWARDS

DIRETOR ESTREANTE
Jordan Peele (Corra!) 

DIRETOR
Guillermo del Toro (A Forma da Água)

DOCUMENTÁRIO
Matthew Heineman (City of Ghosts)

SÉRIE DRAMÁTICA
Reed Morano (The Handmaid’s Tale) Ep: “Offred”

SÉRIE DE COMÉDIA
Beth McCarthy-Miller (Veep) Ep: “Chicklet”

FILMES PARA TV E MINISSÉRIES
Jean-Marc Vallée (Big Little Lies)

VARIEDADES/TALK SHOW/NOTÍCIAS/ESPORTES – ESPECIAIS
Glenn Weiss (The 89th Annual Academy Awards)

VARIEDADES/TALK SHOW/NOTÍCIAS/ESPORTES – PROGRAMAÇÃO REGULAR
Don Roy King (Saturday Night Live) Ep: “Host: Jimmy Fallon”

PROGRAMAS DE REALITY
Brian Smith (MasterChef) Ep: “Vegas Deluxe & Oyster Shucks”

PROGRAMAS INFANTIS
Niki Caro (Anne with an E) Ep: “Your Will Shall Decide Your Destiny”

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SEM SURPRESAS, SAG PREMIA ‘TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME’ com 3 prêmios

24th Screen Actors Guild Awards – Show – Los Angeles

Elenco de Três Anúncios Para um Crime vence prêmio de Ensemble Cast no SAG Awards (pic by Malay Mail Online)

PRÊMIO DO SINDICATO DE ATORES REPETE OS MESMOS VENCEDORES

Depois do Globo de Ouro e Critics’ Choice Awards, foi a vez do SAG repetir os atores vencedores das quatro categorias: Gary Oldman, Frances McDormand, Sam Rockwell e Allison Janney. Essa trinca de vitórias importantes consecutivas praticamente garante a estatueta do Oscar para os mesmos, mas existe um pequeno detalhe a considerar: este ano, as indicações ao Oscar serão anunciadas depois do SAG (devido às Olimpíadas de Inverno na Coréia do Sul).

Amanhã, dia 23, se o anúncio dos indicados ao Oscar revelar candidatos-surpresa como uma Kate Winslet (por Roda Gigante) ou uma Daniela Vega (atriz trans do filme chileno Uma Mulher Fantástica) por exemplo, teria Frances McDormand seu reinado garantido? E como todos sabem, a Academia sempre busca lançar alguma surpresa nessas categorias, justamente para impactar alto na temporada e conquistar maiores números de audiência.

HOSTESS PARA…?

Seguindo a tendência de protesto feminista das premiações deste ano, o SAG procurou se expressar de alguma forma, então resolveu escalar a atriz Kristen Bell como a primeira hostess da cerimônia (em 23 anos, nunca houve hosts) e convidou apenas mulheres para apresentar os prêmios da noite.

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Primeira hostess do SAG Awards, a atriz Kristen Bell: não fede, nem cheira (pic by Zimbio)

Entendo que se o SAG não fizesse absolutamente nada a respeito dos escândalos sexuais, cairia mal para os organizadores do evento e do próprio sindicato, afinal, boa parte das vítimas foram atrizes, mas achei desnecessária a presença breve de Kristen Bell, que deu apenas uma cutucadinha na Primeira Dama, Melania Trump, ao criticar o cyberbullying (do presidente Trump) e soltou umas declarações já bem batidas sobre o movimento feminista. E convenhamos que ela não tem cacife pra representar as mulheres…

Querem ser relevantes de forma eficiente sem perder a classe? Convoquem todas as atrizes que sofreram assédio ou abuso para abrir a cerimônia e dizer palavras de conforto para outras vítimas e instruções de como se portar em caso de assédio. Já que foram expostas pela mídia, poderiam dar suporte às outras colegas de trabalho de forma mais aberta, ao mesmo tempo em que mostra para o mundo que Hollywood está trabalhando para mudar o sistema.

DOS VENCEDORES

Se A Forma da Água tem fortes chances em categorias técnicas como Direção, Fotografia e Direção de Arte, o filme Três Anúncios Para um Crime tem as melhores chances nas categorias de roteiro original e de atuação. Assim, Sam Rockwell venceu o prêmio de Ator Coadjuvante pelo papel do policial que busca a redenção, e Frances McDormand venceu como Atriz pela personagem Mildred Hayes, que quer acabar com a impunidade depois do assassinato de sua filha.

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Frances McDormand e Peter Dinklage têm uma estranha relação em Três Anúncios Para um Crime (pic by imdb.com)

Aliás, Frances entrou para a história do SAG já que se tornou a primeira a ganhar duas vezes o prêmio de Melhor Atriz. Ele venceu há mais de 20 anos com Fargo em 1997. Além disso, Três Anúncios Para um Crime ficou com o cobiçado prêmio de Ensemble Cast (Elenco). Nos últimos 5 anos, três filmes que venceram o prêmio acabaram conquistando o Oscar de Melhor Filme: Spotlight, Birdman e Argo.

Além do fator surpresa não ter marcado presença no SAG Awards, fiquei com expectativa de que Laurie Metcalf (Lady Bird) ou Willem Dafoe (Projeto Flórida) pudessem ganhar e dar aquela embaralhada nos favoritismos de Janney e Rockwell, respectivamente. Seria algo mais “saudável” em termos de competição… mas de qualquer forma, os atores que venceram também mereceram as honrarias.

Com as derrotas de Metcalf, Saoirse Ronan e do elenco, Lady Bird foi o filme mais perdedor desta edição, saindo de mãos vazias. Havia uma possibilidade de Ronan ou Sally Hawkins (A Forma da Água) baterem McDormand se os votantes levassem em consideração que a última venceu o SAG de Atriz em Minissérie há apenas três anos com Olive Kitteridge, mas esse fato não contou muito.

 

Pelos prêmios televisivos, a maior surpresa foi Claire Foy (The Crown) derrotando a franco-favorita Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale). Talvez a saída da atriz da série seja uma forma de reconhecê-la pela última vez. E o momento mais solene foi a vitória de Julia Louis-Dreyfus como Atriz em Série de Comédia por Veep. Ela não estava presente na cerimônia, pois está se tratando do câncer de mama, revelado em setembro de 2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

VENCEDORES DO 24º SCREEN ACTORS GUILD AWARDS:

Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role:
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role:
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role:
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role:
Allison Janney (Eu, Tonya)

Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture:
Três Anúncios Para um Crime

Outstanding Performance by a Male Actor in a Television Movie or Miniseries:
Alexander Skarsgard (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Television Movie or Miniseries:
Nicole Kidman (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Drama Series:
Sterling K. Brown (This Is Us)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Drama Series:
Claire Foy (The Crown)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Comedy Series:
William H. Macy (Shameless)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Comedy Series:
Julia Louis-Dreyfus (Veep)

Outstanding Performance by an Ensemble in a Drama Series:
This Is Us

Outstanding Performance by an Ensemble in a Comedy Series:
Veep

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Comedy or Drama Series:
Game of Thrones

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Motion Picture:
Mulher-Maravilha

‘TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME’ FATURA 4 GLOBOS DE OURO em NOITE de PROTESTOS

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QUATRO GLOBOS DE OURO PARA TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME. Da esquerda pra direita: Martin McDonagh, Sam Rockwell, Frances McDormand e os produtores Graham Broadbent e Peter Czernin.

COMO ESPERADO, DISCURSOS DE PROTESTOS PREDOMINAM NA CERIMÔNIA

TAPETE VERMELHO FUNÉREO

Como forma de protesto e apoio ao movimento Time’s Up contra os assédios em Hollywood, todos os artistas se uniram e vieram ao evento trajados de preto. Parecia um grande enterro… ou uma festa num cemitério. Além da questão dos abusos que permearam 2017, o movimento buscava igualdade de tratamento e salários.

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Da esquerda pra direita: Meryl Streep com a ativista Ai-jen Poo, Gal Gadot e Viola Davis. pic by indianexpress.com)

A idéia de trazer o assunto incômodo à tona foi bem acertada. Não haveria qualquer clima de premiação se não houvesse qualquer forma de protesto. Foram raros os premiados que não fizeram qualquer menção ao tópico. Particularmente, apoio todos esses protestos, pois esse “sistema” da indústria cinematográfica não poderia mais perdurar; é necessário prover segurança a todos os artistas em sets de filmagens, sejam mulheres ou homens, a fim de evitar formas de abuso. As premiações do filme Três Anúncios Para um Crime e da série Big Little Lies demonstram que os jornalistas do Globo de Ouro assinam embaixo.

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QUATRO GLOBOS DE OURO PARA BIG LITTLE LIES. Da esquerda pra direita: Laura Dern, Nicole Kidman, Zoe Kravitz, Reese Witherspoon e Shailene Woodley. Pic by hindustantimes.com

Só achei um exagero algumas atrizes trazendo ativistas como convidadas. Me desculpem por reproduzir meu pensamento no momento que vi a cena, lembrando que não quero ofender ninguém, mas parecia que as celebridades estavam trazendo seus cachorrinhos de estimação pra desfilar no tapete vermelho, como numa espécie de competição. Mas falando sério agora, ficou a impressão de que estavam acompanhadas de suas advogadas ou guarda-costas como uma espécie de proteção, ou pior: como se fossem incapazes de se manifestar a respeito dos acontecimentos, como se não tivessem uma voz própria, sabe? As ativistas foram convidadas pelo movimento Time’s Up e falaram no tapete vermelho, mas acredito que as vozes delas seriam melhor ouvidas se todas se unissem no palco durante a cerimônia. Certamente, haveria mais repercussão do que meras entrevistas no tapete vermelho.

HOST SETH MEYERS

Desde que fora anunciado como host, fiquei com o pé atrás, pois minha preferência sempre foi Ricky Gervais, ainda mais para este ano tão conturbado em Hollywood. Tenho certeza de que ele transformaria o Globo de Ouro no evento do século, mas acho que nunca saberemos por que ele não foi host. Enfim, Seth Meyers foi convocado, e sabia que tinha que trazer piadas de assédio. Ele conseguiu mandar bem em boa parte de seu monólogo, mas fiquei com a impressão de que se essas piadas tivessem saído da boca de Gervais, o público aceitaria melhor pois já o conheceriam muito bem.

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O host da noite pela primeira vez, Seth Meyers: “o cachorro lançado no espaço”. Pic by Variety

Eis algumas piadas boas de Meyers:

Good evening, ladies and remaining gentlemen. (Boa noite, senhoras e remanescentes senhores)

Happy New Year, Hollywood! It’s 2018, marijuana is finally allowed and sexual harassment finally isn’t. (Feliz Ano Novo, Hollywood! É 2018, maconha finalmente é permitida e assédio sexual finalmente não é)

For the male nominees in the room tonight, this is the first time in three months it won’t be terrifying to hear your name read out loud. (Para os indicados masculinos desta noite, esta será a primeira vez em três meses que não será alarmante ouvir seu nome lido em voz alta).

E não poderiam faltar piadas com o presidente Donald Trump:

Hollywood Foreign Press. A string of three words that could not have been better designed to infuriate our president. The only name that could make him angrier would be the Hillary Mexico Salad Association. (Imprensa Estrangeira de Hollywood. Uma sequência de três palavras que não poderia ser melhor designada para enfurecer nosso presidente. O único nome que poderia deixá-lo mais furioso seria Associação de Salada Mexicana da Hillary).

NÚMEROS DESTA EDIÇÃO

Das seis indicações, Três Anúncios Para um Crime levou quatro prêmios e foi o maior vencedor da noite. Os mais otimistas esperavam três, mas a vitória de Sam Rockwell como coadjuvante foi um bônus. Em segundo lugar, ficaram A Forma da Água, que levou Melhor Diretor e Trilha Musical, enquanto Lady Bird levou Filme – Comédia ou Musical e Atriz – Comédia ou Musical para Saoirse Ronan.

Levando em consideração que A Forma da Água estava indicado em sete categorias, dois prêmios foi um pouco decepcionante. Contudo, o que dizer das seis indicações e NENHUMA vitória de The Post: A Guerra Secreta? Algumas matérias já acusavam Seth Meyers de ter rogado praga pra cima do filme de Spielberg com sua piada:

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Meyers: “The Post está indicado para Melhor Filme esta noite. É um filme sobre integridade jornalística, dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks e Meryl Streep…”

Além de não ter levado nada, deixou Spielberg todo embaraçado…

SURPRESAS

Numa categoria em que o sueco The Square e o russo Desamor disputavam voto a voto o prêmio de Filme em Língua Estrangeira, que tinha ainda a estrela Angelina Jolie indicada por First They Killed my Father (representante do Camboja), foi o franco-alemão Em Pedaços que ficou com a estatueta. O diretor Fatih Akin trouxe ao palco sua protagonista Diane Kruger, que estava um pouco acanhada no fundo. Não vi o filme ainda, mas vale lembrar que Em Pedaços concorreu à Palma de Ouro em Cannes e saiu vencedor do prêmio de interpretação feminina para a própria Kruger. Com essa vitória, o filme pode ganhar algum impulso para conquistar uma das cinco vagas na categoria de Filme Estrangeiro, e quem sabe Kruger como Atriz?…

Pelo burburinho que havia, muitos esperavam a vitória de Hans Zimmer pela trilha de Dunkirk, mas o Globo de Ouro preferiu premiar Alexandre Desplat por A Forma da Água. Não sei se a trilha de Desplat é boa, mas a de Zimmer não me agrada muito, porque além de repetitiva, é constante. A idéia de gerar tensão através de sua música funciona em algumas cenas, mas tinha outras que sua trilha era totalmente desnecessária e até incômoda.

Se a vitória de James Franco como Ator – Comédia ou Musical não foi nenhuma surpresa, foi bacana vê-lo chamar ao palco Tommy Wiseau, o artista em que Franco se baseou para fazer seu filme O Artista do Desastre. Quando Wiseau se aproximava para falar, Franco o interrompeu e o barrou. Estaria esse discurso guardado para uma possível vitória no Oscar?

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CHEGA PRA LÁ: James Franco impede aproximação de Tommy Wiseau do microfone em seu discurso de agradecimento por O Artista do Desastre. Pic by Variety

OPRAH WINFREY COMO PORTA-VOZ

A HFPA acertou em cheio na escolha da homenageada pelo prêmio Cecil B. DeMille Award. Além de ter um histórico excepcional como profissional da TV e cinema, e de seu trabalho filantrópico, Oprah tem credibilidade inquestionável que a permitiu falar sobre tudo de forma bastante aberta. Foi tocante ouvi-la falar quando queria servir de inspiração para outras pessoas por ser a primeira negra a ser homenageada pelo prêmio Cecil B. DeMille assim como quando Sidney Poitier venceu o Oscar em 1964.

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CECIL B. DEMILLE AWARD PARA OPRAH WINFREY: Discurso presidenciável. Pic by AOL

Oprah sabe das coisas, ou como dizem, “manja dos paranauê”. Em seu discurso muito bem elaborado, ela cita o valor inestimável da imprensa e sua busca pela verdade absoluta, e em seguida, enaltece todas as mulheres que tiveram coragem de compartilhar suas histórias de abuso. Há uma forte investida na questão da superação de obstáculos e na esperança de um futuro melhor graças aos esforços dos que lutam hoje para garantir isso. Enfim, um discurso político perfeito. Um discurso que faria dela a próxima presidente dos EUA. Um discurso que traria a paz mundial. Ponto para o Globo de Ouro, que muitos consideram ultrapassado.

O QUE ESPERAR PARA A TEMPORADA E O OSCAR

Num ano bastante competitivo entre as atrizes, as vencedoras do Globo de Ouro, Frances McDormand e Saoirse Ronan, consolidaram seus ares de favoritismo perante as demais: Meryl Streep, Sally Hawkins e Margot Robbie. Claro que tudo pode mudar com o resultado do SAG, prêmio do sindicato dos atores, que acontece no próximo dia 21, mas mesmo se McDormand vencer, Saoirse Ronan ainda tem ótimas chances de vencer no Oscar. Por quê? Porque é muito difícil conquistar uma segunda estatueta hoje em dia. McDormand levou seu Oscar em 1997 por Fargo, mas nunca havia ganhado o Globo de Ouro antes.

A vitória de Sam Rockwell como coadjuvante deu uma desacelerada no favoritismo de Willem Dafoe (Projeto Flórida), que havia ganhado todos os prêmios da crítica. Mas ainda acredito que a Academia vá favorecê-lo no caso de uma terceira indicação, porque existe muito dessa coisa de histórico na hora de votar.

Em relação aos filmes, à princípio, prevejo a típica premiação do Oscar: uma produção caprichada de fantasia (A Forma da Água) levando todos os Oscars técnicos até chegar nas categorias principais quando aquele filme mais sério (Três Anúncios Para um Crime) passa a dominar e levar Melhor Filme. Já aconteceu outras vezes como no ano passado com La La Land e Moonlight, e em 2012 com A Invenção de Hugo Cabret e O Artista. Embora a Academia tenha expandido o número de seus membros votantes, acredito que ainda seja cedo pra acreditar que filmes de temática mais moderna se sobressaiam como o Me Chame Pelo Seu Nome, ou até mesmo Lady Bird. Vamos aguardar pra ver…

VENCEDORES DO 75º GLOBO DE OURO:

CINEMA

Best Motion Picture – Drama:
• Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

Best Motion Picture – Musical or Comedy:
• Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Drama:
• Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama:
• Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Musical or Comedy:
• James Franco (Artista do Desastre)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy:
Saoirse Ronan (Lady Bird)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture:
• Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture:
• Allison Janney (I, Tonya)

Best Director – Motion Picture:
• Guillermo de Toro (A Forma da Água)

Best Screenplay:
• Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

Best Motion Picture – Foreign Language:
Em Pedaços – ALEMANHA/FRANÇA

Best Motion Picture – Animated:
• Viva – A Vida é uma Festa (Coco)

Best Original Song – Motion Picture:
• “This is Me” (O Rei do Show)

Best Original Score – Motion Picture:
• Alexandre Desplat (A Forma da Água)

TELEVISÃO

Best Television Series – Drama:
• The Handmaid’s Tale

Best Television Series – Musical or Comedy:
• The Marvelous Mrs. Maisel

Best Performance by an Actor in a Television Series – Drama:
• Sterling K. Brown (This Is Us)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama:
• Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)

Best Performance by an Actor in a Television Series – Musical or Comedy:
• Aziz Ansari (Master of None)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Musical or Comedy:
• Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)

Best Television Limited Series or Motion Picture Made for Television:
• Big Little Lies

Best Performance by an Actor in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
• Ewan McGregor (Fargo)

Best Performance by an Actress in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
• Nicole Kidman (Big Little Lies)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
• Laura Dern (Big Little Lies)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
• Alexander Skarsgård (Big Little Lies)

2018 começando com EDDIE AWARDS, PGA e WGA

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Corra!, de Jordan Peele, presente nas três listas citadas: Eddie, PGA e WGA (pic by imdb.com)

PRÊMIOS DE SINDICATO VÃO REVELANDO SEUS CANDIDATOS NUM ANO BEM DIVERSIFICADO

Hello, pessoal! Feliz Ano Novo! Espero que todos tenham passado bem a virada e que este ano de 2018 seja de recuperação econômica (que o termo “crise” fique no passado) e que a eleição de novembro passe a limpo esta tão corrupta política brasileira.

Como de costume, o primeiro post do ano serve para revelar os indicados ao Eddie Awards, que é o prêmio do sindicato de montadores, mas com o PGA (Producers Guild of America) se antecipando, e o Writers Guild na cola, matarei TRÊS coelhos com uma só cajadada.

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EDDIE AWARDS

Como já citei aqui em outras ocasiões, a montagem costuma ser mais valorizada em filmes de ação como Mad Max: Estrada da Fúria, ou em narrativas não-lineares como o vencedor do ano passado A Chegada.

Assim como no Globo de Ouro, o Eddie tem duas categorias: Drama e Comédia ou Musical. Na teoria, essa divisão possibilita que as comédias não caiam no esquecimento da temporada de premiações, mas na prática, montagem de qualidade não tem gêneros. Particularmente, considero essa divisão muito prejudicial para os filmes de terror, que têm a obrigação de apresentar uma boa montagem, pois não são comédias ou musicais, e têm dificuldade de bater os dramas.

Enfim, neste ano, a categoria de drama tem como destaque Blade Runner 2049, montado pelo último vencedor Joe Walker, e Dunkirk que tem como méritos as sequências de bombardeio e o fato de ser o primeiro filme de Christopher Nolan com duração abaixo de duas horas desde Insônia (2002). Ambos competem com as montagens de The Post: A Guerra Secreta, A Grande Jogada e A Forma da Água.

Já pela categoria de comédia, a surpresa ficou por conta da inclusão de Três Anúncios Para um Crime, que vinha competindo como drama em outras premiações, inclusive no Globo de Ouro. Claro que, para quem conhece a filmografia, o diretor Martin McDonagh tem um forte apelo para comédias de humor negro, por isso seu trabalho pode ser interpretado de formas diferentes nessa questão de gênero.

Porém, o favorito desta categoria continua sendo Eu, Tonya, que tem colecionado prêmios e indicações importantes, seguido bem de perto por Em Ritmo de Fuga e Corra!, uma vez que apresentam boas cenas de ação e tensão. Curiosamente, Lady Bird, o mais legítimo representante da verve da comédia corre por fora.

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Margot Robbie em cena de Eu, Tonya, que concorre como montagem – comédia ou musical (pic by imdb.com)

Em animação, o novo trabalho da Pixar, Viva: A Vida é uma Festa deve ser premiado, enquanto na ala dos documentários, já que um dos favoritos Faces Places (Visages, Villages) da Agnès Varda não está na lista, talvez o filme sobre protestos de Los Angeles, LA 92, fature o prêmio.

Pelas categorias televisivas, destaque para Better Call Saul e Fargo em Drama, e Curb Your Enthusiasm em Comédia.

INDICADOS AO EDDIE AWARDS:

MELHOR MONTAGEM – DRAMA
* Joe Walker (Blade Runner 2049)
* Lee Smith (Dunkirk)
* Alan Baumgarten, Josh Schaeffer, Elliot Graham (A Grande Jogada)
* Michael Kahn, Sarah Broshar (The Post: A Guerra Secreta)
* Sidney Wolinsky (A Forma da Água)

MELHOR MONTAGEM – COMÉDIA OU MUSICAL
* Jonathan Amos, Paul Machliss (Em Ritmo de Fuga)
* Gregory Plotkin (Corra!)
* Tatiana S. Riegel (Eu, Tonya)
* Nick Houy (Lady Bird: É Hora de Voar)
* Jon Gregory (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR MONTAGEM – ANIMAÇÃO
* Steve Bloom (Viva: A Vida é uma Festa)
* Clair Dodgson (Meu Malvado Favorito 3)
* David Burrows, Matt Villa, John Venzon (LEGO Batman: O Filme)

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO
* Aaron I. Butler (Cries From Syria)
* Joe Beshenkovsky, Will Znidaric, Brett Morgen (Jane)
* Ann Collins (Joan Didion: The Center Will Not Hold)
* TJ Martin, Scott Stevenson, Dan Lindsay (LA 92)

 

MELHOR MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO DE TV
* Lasse Järvi, Doug Pray (The Defiant Ones — Ep: Part 1)
* Will Znidaric (Five Came Back — Ep: The Price of Victory)
* Inbal Lessner (The Nineties” — Ep: Can We All Get Along?)
* Ben Sozanski, ACE, Geeta Gandbhir; Andy Grieve (Rolling Stone: Stories from the Edge — Ep: 01)

Best Edited Comedy Series for Commercial Television
* John Peter Bernardo, Jamie Pedroza (Black-ish — Ep: Lemons)
* Kabir Akhtar, Kyla Plewes (Crazy Ex-Girlfriend — Ep: Josh’s Ex-Girlfriend Wants Revenge)
* Heather Capps, Ali Greer, Jordan Kim (Portlandia — Ep: Amore)
* Peter Beyt (Will & Grace — Ep: Grandpa Jack)

Best Edited Comedy Series for Non-Commercial Television
MELHOR MONTAGEM DE SÉRIES DE COMÉDIA DE EPISÓDIOS DE MEIA-HORA

* Steven Rasch (Curb Your Enthusiasm — Ep: Fatwa!)
* Jonathan Corn (Curb Your Enthusiasm — Ep: The Shucker)
* William Turro (Glow — Ep: Pilot)
* Roger Nygard, Gennady Fridman (Veep — Ep: Chicklet)

MELHOR MONTAGEM DE SÉRIES DRAMÁTICAS DE EPISÓDIOS DE UMA HORA – COM COMERCIAL
* Skip Macdonald (Better Call Saul — Ep: Chicanery)
* Kelley Dixon, Skip Macdonald (Better Call Saul — Ep: Witness)
* Henk Van Eeghen (Fargo — Ep: Aporia)
* Andrew Seklir (Fargo — Ep: Who Rules the Land of Denial)

MELHOR MONTAGEM DE SÉRIES DRAMÁTICAS DE EPISÓDIOS DE UMA HORA – SEM COMERCIAL
* David Berman (Big Little Lies — Ep: You Get What You Need)
* Tim Porter (Game of Thrones — Ep: Beyond the Wall)
* Julian Clarke, Wendy Hallam Martin (The Handmaid’s Tale — Ep: Offred)
* Kevin D. Ross (Stranger Things — Ep: The Gate)

MELHOR MONTAGEM DE MINISSÉRIES OU FILMES PARA TV
* Adam Penn, Ken Ramos (Feud — Ep: Pilot)
* James D. Wilcox (Genius: Einstein — Ep: Chapter One)
* Ron Patane (The Wizard of Lies)

MELHOR MONTAGEM – SÉRIES NÃO-ROTEIRIZADAS
* Rob Butler, Ben Bulatao (Deadliest Catch — Ep: Lost at Sea)
* Reggie Spangler, Ben Simoff, Kevin Hibbard, Vince Oresman (Leah Remini: Scientology and the Aftermath — Ep: The Perfect Scientology Family)
* Tim Clancy, Cameron Dennis, John Chimples, Denny Thomas (VICE News Tonight — Ep: Charlottesville: Race & Terror)

A cerimônia do Eddie Awards acontece no dia 26 de janeiro.

***

PGA

PRODUCERS GUILD OF AMERICA (PGA)

Normalmente o filme que está na lista do PGA já tem um pé na categoria de Melhor Filme no Oscar, mas obviamente um ou outro filme deve ficar de fora. Ano passado, dos 10 indicados ao PGA, apenas Deadpool não conseguiu chegar ao tapete vermelho. Não que Deadpool precise de indicações ao Oscar, mas seria bacana ver um trabalho mais ousado e para adultos como candidato.

Seguindo a lógica e tradição, dessa nova lista, aliás, de ONZE filmes, Mulher-Maravilha deve ser o excluído da vez, mesmo num ano considerado das mulheres após os escândalos sexuais de Hollywood. Particularmente, não gosto do filme da Patty Jenkins e considero todos esses elogios e prêmios “overlooked”, mas de novo: Mulher-Maravilha não precisa de indicação ao Oscar, ainda mais depois desse sucesso estrondoso nas bilheterias.

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Chris Pine, Gal Gadot e Lucy Davis em cena de Mulher-Maravilha (pic by imdb.com)

Bom, antes de analisar à fundo, melhor revelar os onze candidatos primeiro. Aqui vão:

MELHOR PRODUÇÃO FÍLMICA:

DOENTES DE AMOR (The Big Sick)
Produtores: Judd Apatow, Barry Mendel

ME CHAME PELO SEU NOME (Call Me By Your Name)
Produtores: Peter Spears, Luca Guadagnino, Emilie Georges, Marco Morabito

DUNKIRK (Dunkirk)
Produtores: Emma Thomas, Christopher Nolan

CORRA! (Get Out)
Produtores: Sean McKittrick, Edward H. Hamm Jr., Jason Blum, Jordan Peele

EU, TONYA (I, Tonya)
Produtores: Bryan Unkeless, Steven Rogers, Margot Robbie, Tom Ackerley

LADY BIRD: É HORA DE VOAR (Lady Bird)
Produtores: Scott Rudin, Eli Bush, Evelyn O’Neill

A GRANDE JOGADA (Molly’s Game)
Producers: Mark Gordon, Amy Pascal, Matt Jackson

THE POST: A GUERRA SECRETA (The Post)
Produtores: Amy Pascal, Steven Spielberg, Kristie Macosko Krieger

A FORMA DA ÁGUA (The Shape Of Water)
Produtores: Guillermo del Toro, J. Miles Dale

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
Produtores: Graham Broadbent, Pete Czernin, Martin McDonagh

MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman)
Produtores: Charles Roven, Richard Suckle, Zack Snyder e Deborah Snyder

OK, vamos falar mal! Não, já falei de Mulher-Maravilha… haha
Bom, a lista não tem lá grandes surpresas. Temos os filmes que não podiam faltar devido ao seu bom histórico na temporada de premiações como The Post, A Forma da Água, Três Anúncios Para um Crime, Dunkirk, Lady Bird e Corra!.

Em termos de surpresas esperadas estão a inclusão de Me Chame Pelo Seu Nome e Doentes de Amor. O primeiro por duas questões: primeiro, o filme tem decaído um pouco desde seu início arrasador com os prêmios dos críticos de Los Angeles e do Independent Spirit Awards, e segundo porque ainda é um filme LGBT que precisa quebrar a barreira do conservadorismo desses prêmios. Já o segundo teve seu melhor momento quando foi lembrado em categorias principais no Critics’ Choice Awards, mas falhou miseravelmente para estar entre os indicados a Melhor Filme – Comédia ou Musical no Globo de Ouro.

Agora, de surpresa-surpresa mesmo foi a inclusão de A Grande Jogada, que vinha sendo lembrado apenas por sua atriz Jessica Chastain e um ou outro prêmio de roteiro, que foi escrito por um dos mestres do fast dialogue Aaron Sorkin. Se esse feito se repetir no Oscar, Chastain terá grandes chances de conquistar sua terceira indicação, mesmo tendo fortes candidatas pela frente como Meryl Streep, Frances McDormand, Saoirse Ronan e Sally Hawkins. E, claro, o já citado Mulher-Maravilha, cuja inclusão mais me soa como uma atitude de “fazer a média”, ainda mais por ser o 11º filme da lista ou plus one.

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Kevin Costner contracena com Jessica Chastain em A Grande Jogada (pic by imdb.com)

DOS EXCLUÍDOS

que mais senti falta foi Projeto Flórida, de Sean Baker. Tudo bem que o filme não é uma unanimidade como os favoritos, mas não li nenhuma crítica negativa que pudesse desqualificá-lo… E se formos levar em conta o contexto atual, o filme dialoga com a questão das minorias e imigrantes. Não dava pra entrar nessa lista?

Tem outro filme que supostamente era pra estar aqui, porque parece que filmes de guerra são feitos pra ganhar prêmios, que é O Destino de uma Nação. Antes de começar a temporada, todo mundo falava que esse filme ganharia o Oscar e daria finalmente o Oscar para Gary Oldman. Quando começaram os prêmios da crítica, o filme sumiu do radar, e aí as pessoas se questionavam: “Será que nem o Oscar pro Gary, vai??”. Eu sei que o ator merece há tempos uma estatueta, mas começo a ter minhas dúvidas também se ele tem mesmo toda essa chance.

E também vale citar o Mudbound, que de mais relevante conquistou uma indicação ao SAG de Melhor Elenco. Tem elementos da questão racial que estão no topic trend de Hollywood, e dirigido por uma mulher negra. Pode ser o filme a roubar a cadeira de Mulher-Maravilha no Oscar.

MELHOR PRODUÇÃO DE ANIMAÇÃO:

O PODEROSO CHEFINHO (The Boss Baby)
Producer: Ramsey Naito

VIVA: A VIDA É UMA FESTA (Coco)
Producer: Darla K. Anderson

MEU MALVADO FAVORITO 3 (Despicable Me 3)
Producers: Chris Meledandri, Janet Healy

O TOURO FERDINANDO (Ferdinand)
Producers: Lori Forte, Bruce Anderson

LEGO BATMAN: O FILME (The Lego Batman Movie)
Producers: Dan Lin, Phil Lord e Christopher Miller

Na categoria de animação, não tem muito o que falar. A Pixar deve conquistar mais um PGA com este belo exemplar de inclusão de imigrantes que é Viva: A Vida é uma Festa. Sem um possível estraga-festa que poderia ser Com Amor, Van Gogh, o caminho parece bem livre para o estúdio da Disney rumo a mais um PGA.

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Viva: A Vida é uma Festa concorre no PGA (pic by imdb.com)

MELHOR PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO:

CHASING CORAL

CITY OF GHOSTS

CRIES FROM SYRIA

EARTH: ONE AMAZING DAY

JANE

JOSHUA: TEENAGER VS. SUPERPOWER

THE NEWSPAPERMAN: THE LIFE AND TIMES OF BEN BRADLEE

Entre os documentários, o mais frequente nas premiações tem sido o novo filme de Agnès Varda, Visage, Villages, mas com ele ausente aqui, Jane, o filme sobre a especialista em primatas Jane Goodall pode se sobressair.

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Imagem de arquivo do documentário Jane, estrelado por Jane Goodall (pic by imdb.com)

Os vencedores serão anunciados no próximo dia 20 no Hotel Beverly Hilton.

***

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WRITERS GUILD AWARDS (WGA)

De todos esses prêmios de sindicatos, o mais chato, rígido e insignificante é o dos roteiristas. Além de ter uma série de regras desqualificatórias que acabam eliminando todos os anos importantes concorrentes, não aceitam roteiros de animações na competição. Sim, como se os roteiros de animações fossem coisa de criança.

Não à toa, roteiristas consagrados como Quentin Tarantino torcem o nariz, não é membro desse sindicato e mesmo assim, consegue ser indicado e ganhar Oscar como o fez em 2013 por Django Livre. Bom, claro que cada sindicato com seus estatutos, mas acho que poderiam pelo menos incluir uma categoria para animações. Se até o Oscar criou um prêmio para os longas de animação desde 2002, por que não o Writers Guild também?

Este ano, talvez o roteiro mais premiado até o momento foi um dos desclassificados: Três Anúncios Para um Crime, de Martin McDonagh. Com isso, teria menos chances no Oscar? Não. Além do já citado Tarantino, em 2015, o roteiro de Birdman venceu como Original depois de ter sido inelegível pelo WGA.

Felizmente, a safra de roteiros originais de 2017 pode suprir a ausência de Três Anúncios. O roteiro de Jordan Peele por Corra! compete com fortes concorrentes como Lady Bird, de Greta Gerwig, A Forma da Água, de Guillermo del Toro e Vanessa Taylor, além de Doentes de Amor, de Kumail Nanjiani, e Eu, Tonya, de Steven Rogers. Ainda dá pra citar o roteiro de Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson, que vinha recebendo prêmios, mas foi preterido aqui.

Já na categoria de Adaptações, curiosamente, roteiros que eram considerados certos como The Post: A Guerra Secreta e até Extraordinário ficaram de fora por motivo de escolha mesmo. Como no ano passado, quando o roteiro de Deadpool concorreu, temos outro roteiro adaptado dos quadrinhos dos X-Men na lista: Logan, escrito por Scott Frank, James Mangold e Michael Green. Não tem a originalidade e ousadia de seu antecessor, mas vale a lembrança de outro bem-sucedido filme para o público mais adulto.

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Dafne Keen, Patrick Stewart e Hugh Jackman em cena de Logan, que concorre como Roteiro Adaptado no WGA (pic by imdb.com)

Entre as adaptações, os favoritos O Artista do Desastre, de Scott Neustadter e Michael H. Weber, e A Grande Jogada, de Aaron Sorkin estão concorrendo com Me Chame Pelo Seu Nome, de James Ivory (que aos 89 anos conquista sua primeira indicação ao WGA), Mudbound, de Virgil Williams e Dee Rees, além do já citado Logan.

Na categoria de documentários, temos o veterano Alex Gibney concorrendo com No Stone Unturned, além de Jane, citado nos parágrafos de PGA acima, que está pré-selecionado para o Oscar.

ROTEIRO ORIGINAL
* Emily V. Gordon & Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
* Jordan Peele (Corra!)
* Steven Rogers (Eu, Tonya)
* Greta Gerwig (Lady Bird)
* Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (A Forma da Água)

ROTEIRO ADAPTADO
* James Ivory; Baseado no romance de André Aciman (Me Chame Pelo Seu Nome)
* Scott Neustadter e Michael H. Weber; Baseado no livro “The Disaster Artist: My Life Inside the Room, the Greatest Bad Movie Ever Made” de Greg Sestero e Tom Bissell (O Artista do Desastre)
* Scott Frank, James Mangold e Michael Green; Baseado nos personagens dos quadrinhos de X-Men (Logan)
* Aaron Sorkin; Baseado no livro de Molly Bloom (A Grande Jogada)
* Virgil Williams e Dee Rees; Baseado no romance de Hillary Jordan (Mudbound)

ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO
* Theodore Braun (Betting on Zero)
* Brett Morgen (Jane)
* Alex Gibney (No Stone Unturned)
* Barak Goodman (Oklahoma City)

A 70ª edição do WGA está marcada para o dia 11 de fevereiro.

‘TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME’ domina o SAG com 4 indicações

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Sam Rockwell e Frances McDormand em cena de Três Anúncios Para um Crime (pic by CineImage)

FILME SOBRE IMPUNIDADE CONQUISTA 4 INDICAÇÕES, INCLUINDO ELENCO

Na manhã da última quarta, dia 13, as atrizes Olivia Munn e Niecy Nash se encarregaram de anunciar os indicados do SAG Awards, prêmio do sindicato de atores. Pelo menos o anúncio contou com uma TV com a imagem de cada indicado, ao contrário do precário anúncio do Globo de Ouro.

“Big Little Lies,” “Stranger Things,” and “GLOW” each scored four nods on the TV side, while “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” landed four nominations and “Lady Bird” received three for film.

NÚMEROS

O novo filme de Martin McDonagh lidera o ranking com quatro indicações: Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Woody Harrelson e Sam Rockwell) e Elenco. Logo em seguida, com 3 indicações, Lady Bird conquistou Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Elenco, que curiosamente inclui Timothée Chalamet, indicado como Melhor Ator por Me Chame Pelo Seu Nome.

Já pela ala da TV, houve um empate entre Big Little Lies, Stranger Things e GLOW, cada um com quatro indicações cada. Embora não seja um acompanhador assíduo de séries, foi uma surpresa ver esse alto reconhecimento para GLOW, série da Netflix sobre a vida pessoal e profissional de mulheres que lutam Luta Livre em Los Angeles.

LGBT EM QUEDA…

O fato do filme de Luca Gudagnino ter conquistado apenas uma indicação certamente enfraqueceu a campanha do filme rumo ao Oscar. Já é possível ler uma série de comentários na internet criticando essa decaída, e por consequência, o conservadorismo da Academia que voltaria a prevalecer contra um filme de temática LGBT.

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Timothée Chalamet em cena de Me Chame Pelo Seu Nome com Armie Hammer e Michael Stuhlbarg (pic by outnow.ch)

Realmente, a Academia sempre torceu o nariz para esses filmes, mas acredito que os caubóis de Brokeback Mountain ainda podem ser vingados. Se o filme obtiver indicações relevantes no Oscar como Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado, pode haver boas chances de vitória, pois não devemos esquecer que nos últimos 3 anos, vários novos membros foram convidados para votar no Oscar, incluindo profissionais internacionais, mulheres e minorias étnicas. Resta saber se esse novo contingente pode já fazer a diferença.

… E THE POST DE FORA DA FESTA

Se o novo filme de Steven Spielberg começou bem a temporada arrebatando três prêmios no National Board of Review, e depois conquistando importantes indicações no Critics’ Choice e Globo de Ouro, acabou sendo esquecido por completo no SAG. Tom Hanks era dúvida, mas Meryl Streep parecia ser uma certeza, até mesmo porque sua atuação foi bem elogiada, ou seja, não seria uma indicação cômoda.

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Tom Hanks e Meryl Streep em The Post: A Guerra Secreta. Nenhuma indicação ao SAG. Pic by outnow.ch

Como The Post: A Guerra Secreta foi exibido para o comitê de indicações do SAG uma semana antes do encerramento, isso pode ter contribuído, e muito, para sua ausência na lista de indicados, mas acredito que não deva ser grande empecilho para o Oscar. Outro filme que passou atrasado foi Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson, que também falhou em indicar seus atores: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps e Lesley Manville.

SURPRESAS NO ELENCO

As inclusões de Lady Bird e Três Anúncios Para um Crime eram esperadas na categoria. Já as exclusões de The Post e A Forma da Água causaram certo choque. O filme de Guillermo del Toro foi indicado apenas para Atriz (Sally Hawkins) e Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), porém Octavia Spencer, que vinha sendo reconhecida em premiações, ficou de fora como Atriz Coadjuvante.

As surpresas ficaram por conta de Doentes de Amor (The Big Sick) e Mudbound. Curiosamente, ambas as produções conquistaram apenas mais uma indicação, mais especificamente na categoria de Atriz Coadjuvante: Holly Hunter pelo primeiro, e Mary J. Blige pelo segundo. Com esse reconhecimento no SAG, as duas devem ser indicadas ao Oscar.

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Cena de Doentes de Amor com Holly Hunter e Ray Romano. Hunter obteve indicação com Coadjuvante. Pic by moviepilot.de

ESTATÍSTICAS DO SAG NO OSCAR

Nos últimos 22 anos, nenhum filme vencedor do Oscar de Melhor Filme deixou de ser pelo menos indicado a Melhor Elenco no SAG. A última vez que isso aconteceu foi em 1996, quando Coração Valente levou o Oscar, enquanto Apollo 13 papou os prêmios dos sindicatos. Este ano, La La Land não estava entre os indicados a Elenco no SAG. Resultado: Moonlight levou Melhor Filme no Oscar. Essa estatística dá uma boa brecada no hype de A Forma da Água, que vinha de dois recordes de indicação no Critics’ Choice e Globo de Ouro, mas que não consegui indicação para Elenco no SAG. Assim como Dunkirk que ficou apenas com indicação para o trabalho de Dublês, se bem que convenhamos, nenhum personagem nesse filme se destaca, mesmo Tom Hardy como o piloto.

Dos últimos 24 anos, houve um número excepcional de acertos de vencedores do Oscar: 67 de 92 atores levaram ambos os prêmios. Normalmente, das quatro categorias (Ator, Atriz, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante), o SAG costuma acertar pelo menos três. A explicação para esse alto índice pode vir da porcentagem de atores membros da Academia: estima-se que dos 7 mil membros, 2 mil sejam atores.

OPINIÕES PESSOAIS

Particularmente, fiquei feliz com as indicações de Daniel Kaluuya por Corra! e Judi Dench por Victoria e Abdul, mas estou quase admitindo que ambos serão substituídos nas indicações ao Oscar. Kaluuya por Daniel Day-Lewis (pelo carinho que a Academia tem por ele, e por supostamente Trama Fantasma ser seu último trabalho como ator, já que anunciou sua aposentadoria) ou Jake Gyllenhaal (é um ator que vem se destacado em papéis interessantes e profundos como parece ser esse de O Que Te Faz Mais Forte, no qual vive personagem vítima do atentado terrorista de Boston). E Dench por Meryl Streep (também pelo carinho da Academia e porque Oscar sem Streep tem se tornado um ano bastante atípico).

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Daniel Kaluuya hipnotizado em ótima cena de Corra! (pic by moviepilot.de)

Nas categorias de coadjuvante, não considero um ultraje a indicação de Steve Carell como coadjuvante por A Guerra dos Sexos. Seu personagem, perante a Billie Jean King de Emma Stone, é um pouco secundário. E acredito que Woody Harrelson morre na praia e Armie Hammer tome seu lugar por Me Chame Pelo Seu Nome. O vencedor desta categoria deve ser Willem Dafoe, que tem se sobressaído diante dos demais candidatos.

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Steve Carell como Coadjuvante? em A Guerra dos Sexos? pic by moviepilot.de

Já na ala feminina, gostei da indicação para a tailandesa Hong Chau, que conseguiu interpretar uma personagem que para muitos era algo impossível de ser feito em Pequena Grande Vida. Ela interpreta uma ativista vietnamita que o governo americano encolhe contra sua vontade. Pelas características de sua personagem, Ngoc Lan Tran, com forte sotaque e uma perna prostética, tinha tudo para ser algo estereotipado, mas a atriz procurou deixá-la bem equilibrada e sensível a fim de torná-la palpável. Certamente, um trabalho com o dedo do diretor Alexander Payne, que sempre busca o lado mais humano dos personagens. Na corrida pelo prêmio, não vejo nenhuma favorita, porém Laurie Metcalf conquistou a maioria dos prêmios até o momento, enquanto Allison Janney era vice ou indicada com frequência.

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Ao lado de Matt Damon, Hong Chau interpreta ativista vietnamita em Pequena Grande Vida (pic by moviepilot.de)

Vale lembrar que assim como nas demais premiações, embora os atores Jeffrey Tambor (Transparent) e Kevin Spacey (House of Cards) tenham performances elegíveis, ambos foram excluídos devido aos escândalos sexuais.

INDICADOS AO SCREEN ACTORS GUILD AWARDS:

Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role:
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
James Franco (Artista do Desastre)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role:
Judi Dench (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role:
Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para um Crime)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role:
Mary J. Blige (Mudbound)
Hong Chau (Pequena Grande Vida)
Holly Hunter (Doentes de Amor)
Allison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)

Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture:
Doentes de Amor
Corra!
Lady Bird: É Hora de Voar
Mudbound
Três Anúncios Para um Crime

Outstanding Performance by a Male Actor in a Television Movie or Miniseries:
Benedict Cumberbatch (Sherlock)
Jeff Daniels (Godless)
Robert De Niro (The Wizard of Lies)
Geoffrey Rush (Genius)
Alexander Skarsgard (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Television Movie or Miniseries:
Laura Dern (Big Little Lies)
Nicole Kidman (Big Little Lies)
Jessica Lange (Feud: Bette & Joan)
Susan Sarandon (Feud: Bette & Joan)
Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Drama Series:
Jason Bateman (Ozark)
Sterling K. Brown (This Is Us)
Peter Dinklage (Game of Thrones)
David Harbour (Stranger Things)
Bob Odenkirk (Better Call Saul)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Drama Series:
Millie Bobby Brown (Stranger Things)
Claire Foy (The Crown)
Laura Linney (Ozark)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Robin Wright (House of Cards)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Comedy Series:
Anthony Anderson (Black-ish)
Aziz Ansari (Master of None)
Larry David (Curb Your Enthusiasm)
Sean Hayes (Will & Grace)
William H. Macy (Shameless)
Marc Maron (GLOW)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Comedy Series:
Uzo Aduba (Orange Is the New Black)
Alison Brie (GLOW)
Jane Fonda (Grace and Frankie)
Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Lily Tomlin (Grace and Frankie)

Outstanding Performance by an Ensemble in a Drama Series:
The Crown
Game of Thrones
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
This Is Us

Outstanding Performance by an Ensemble in a Comedy Series:
Black-ish
Curb Your Enthusiasm
GLOW
Orange is the New Black
Veep

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Comedy or Drama Series:
Game of Thrones
GLOW
Homeland
Stranger Things
The Walking Dead

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Motion Picture:
Em Ritmo de Fuga
Dunkirk
Logan
Planeta dos Macacos: A Guerra
Mulher-Maravilha

***

A cerimônia do SAG Awards está marcada para o dia 21 de janeiro e terá transmissão da TNT. Pela primeira vez, a entrega de prêmios do sindicato de atores terá um host, na verdade, uma hostess: a atriz Kristen Bell.

E Morgan Freeman será homenageado com o prêmio pelo Conjunto da Obra.

‘A FORMA DA ÁGUA’ lidera o CRITICS’ CHOICE AWARDS com 14 INDICAÇÕES

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Indicada para Melhor Atriz, Sally Hawkins, em cena de A Forma da Água

EM SUA 23ª EDIÇÃO, O CRITICS’ CHOICE DESTACA NOVO FILME DO MEXICANO GUILLERMO DEL TORO

OK, acabou a brincadeira: a Bolha Assassina do Critics’ Choice Awards liberou seus quinhentos indicados em suas duzentas categorias. E como se não bastassem seis indicados por categoria, agora eles fizeram uma licença poética e ampliaram para sete indicados nas categorias de Diretor, Ator e Atriz Coadjuvante. Daqui a pouco, vai ter atores do Framboesa de Ouro entre os indicados!

Podem me considerar um crítico chato, mas a cada ano que passa, estou pegando mais “bode” do Critics’ Choice Awards. Além de ser um prêmio sem personalidade nenhuma (só se preocupam em acertar os vencedores do Oscar), eles se expandem todo ano, mas se esquecem de valorizar seus próprios convidados. Ano passado, entregaram vários prêmios no tapete vermelho (pra não dizer no porão da casa), inclusive o de Roteiro (!!!), porque obviamente não havia tempo pra tanta categoria ao vivo. Acho um descaso total; se for assim “nas coxas”, melhor excluir!

E outra coisa: eles se gabam tanto de serem a melhor prévia do Oscar (posto anteriormente ocupado pelo Globo de Ouro), mas será mesmo que a bola de cristal deles está funcionado? Dos últimos 4 vencedores do prêmio de Melhor Filme, eles acertaram dois: 12 Anos de Escravidão e Spotlight, e erraram com Boyhood e La La Land. Pra mim, prévia certeira é aquela próxima de 100%… Honestamente, não entendo o crescimento de popularidade desse prêmio, tirando o fato de que daqui a pouco vai ter mais gente indicada do que não-indicada no mundo.

CRITICS’ CHOICE E SEUS NÚMEROS

Bom, vamos aos fatos desta 23ª edição. Primeiramente, A Forma da Água conseguiu 14 indicações, um número muito alto, mas explicável por se tratar de um filme tecnicamente bem feito, possibilitando reconhecimento em Direção de Arte, Fotografia e Trilha Musical, por exemplo. Dessas 14 indicações, apenas uma pertence a uma categoria inexistente no Oscar: Melhor Filme de Ficção Científica ou Terror, portanto o filme de Guillermo del Toro pode também ser o recordista de indicações do próximo Oscar.

Curiosamente, A Forma da Água abriu uma ampla vantagem de 6 indicações em relação aos filmes que ficaram em segundo lugar. Me Chame Pelo Seu Nome, Dunkirk, Lady Bird e The Post: A Guerra Secreta obtiveram oito indicações cada. Vale ressaltar que desses quatro títulos, três ganharam prêmios de Melhor Filme recentemente: O LAFCA premiou Me Chame Pelo Seu Nome, o NYFCC premiou Lady Bird e o NBR premiou The Post, ou seja, existe uma diversidade muito boa de títulos com possibilidades de vitória no Oscar.

Ainda sobre números, importante destacar a tripla indicação para o ator e roteirista paquistanês Kumail Nanjiani. Além de ter sido indicado a Melhor Ator em Comédia e Roteiro Adaptado com o filme Doentes de Amor (The Big Sick), ele foi reconhecido por sua performance cômica na série The Sillicon Valley. Embora seja o recordista individual desta edição, existe boa possibilidade de ele ser triplo perdedor.

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Zoe Kazan e Kumail Nanjiani em cena de Doentes de Amor (pic by moviepilot.de)

Outros artistas acumularam duas indicações individuais. São os casos da diretora e roteirista de Lady Bird, Greta Gerwig; do diretor e ator de Artista do Desastre, James Franco; da atriz Tiffany Hadish que compete como Atriz Coadjuvante e Atriz em Comédia por Viagem das Garotas; do diretor e roteirista de Três Anúncios Para um Crime, Martin McDonagh; e obviamente, do diretor e roteirista Guillermo del Toro.

SURPRESAS E AUSÊNCIAS

Eu sei, você deve ter pensado: “É possível ter ausências com sete indicados?”. Pois é, na reunião de condomínio da categoria de Melhor Diretor, faltou uma vaguinha para Sean Baker, que na semana passada foi reconhecido pelo NYFCC por Projeto Flórida. A verdade é que ele pode se ausentar de qualquer lista, EXCETO na seleção do Directors Guild of America (DGA), onde se separa o joio do trigo.

Com menos chances, poderia citar aqui também o nome de Dee Rees, a jovem diretora negra (ou como dizem hoje “afrodescendente”) do drama Mudbound. Não sei dizer se o fato do filme ser produção da Netflix e não ser exibido em telas de cinema enfraqueceu sua campanha, mas até então eu acreditava que este ano poderia ser o ano das mulheres na direção no Oscar. Além dela, existem chances para Greta Gerwig, Kathryn Bigelow, Angelina Jolie e Sofia Coppola. Não, não me venham com Patty Jenkins por Mulher-Maravilha

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Mary J. Blige recebe orientações da diretora Dee Rees em set de Mudbound

Nas categorias de atuação, por mais que haja seis (ou sete) vagas e as categorias de atuação de comédia e de ação, sempre vai haver algum nome faltando. Este ano, este ator excluído é Robert Pattison. Sempre passei longe desses filmes de Crepúsculo que ele estrelou, mas depois de ver sua atuação em Bom Comportamento, passei a enxergá-lo como um ator promissor. Acho que boa parte do crédito de sua evolução se deve ao diretor canadense David Cronenberg com quem trabalhou em Cosmópolis e Mapa Para as Estrelas. Estou torcendo para que ele saia na lista do Globo de Ouro. E ainda falando de Bom Comportamento, ficou faltando uma indicação para Daniel Lopatin por suas belas composições musicais que reverberam a tensão do filme todo.

Na ala feminina, dois nomes mais comentados são de Kate Winslet por Roda Gigante, e Judi Dench por Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha. Ambas têm chances de aparecer na lista do Globo de Ouro de Atriz – Drama e Atriz – Comédia, respectivamente. Além delas, o nome mais polêmico também ficou de fora: Daniela Vega, uma atriz transsexual que atuou no filme chileno Uma Mulher Fantástica. Se o Critics’ Choice quisesse demonstrar personalidade, perdeu uma ótima oportunidade de indicá-la. Na categoria de Coadjuvante, um dos nomes mais citados até o momento, mas ausente é o de Lois Smith, pelo filme futurista Marjorie Prime, onde ela conversa e interage com o holograma de seu marido morto há quinze anos.

Já no campo das surpresas, eu destacaria a indicação de Jake Gyllenhaal por O Que te Faz Mais Forte, onde ele interpreta uma vítima dos atentados terroristas da maratona de Boston. Embora seja daqueles papéis que costumam render prêmios, seu nome mal havia sido mencionado até o momento.

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Jake Gyllenhaal em cena de O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

E Patrick Stewart concorrendo como Ator Coadjuvante por Logan. Particularmente, gosto da atuação de Stewart como um homem idoso e debilitado, mas se formos analisar sob outro ângulo, o ator já interpretou o mesmo personagem de Professor Charles Xavier mais de quatro vezes. Acho bem difícil ele seguir adiante nessa campanha…

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Patrick Stewart como Professor Charles Xavier em Logan (pic by moviepilot.de)

Já na categoria de Filme em Língua Estrangeira, temos uma surpresa e uma ausência. A primeira atende pelo nome de Thelma, um filme norueguês que envolve eventos sobrenaturais e lesbianismo. E a segunda é a ausência do russo Loveless, do diretor Andrey Zvyagintsev, que é considerado um dos favoritos para seguir no Oscar.

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À direita, Eili Harboe interpreta a perturbada Thelma no filme homônimo. Pic by outnow.ch

ENQUANTO ISSO, NO UNIVERSO DAS SÉRIES…

A série Feud: Bette and Joan da FX, sobre a treta entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford, foi a recordista desta edição com seis indicações. Logo em seguida, com cinco indicações, aparece Big Little Lies da HBO, que conquistou vários prêmios no último Emmy. Alguém pode, por favor, me explicar por que Jessica Lange foi indicada para Melhor Atriz e Susan Sarandon não? Até onde sei, o grande chamariz dessa série foi o embate dessas duas atrizes veteranas que interpretaram duas lendas de Hollywood, não?

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Susan Sarandon como Bette Davis e Jessica Lange como Joan Crawford em Feud: Bette and Joan (pic by time.com)

Apesar disso, foi a plataforma de streaming Netflix que conquistou maior número de indicações: 20, graças à ampla variedade de conteúdo como The Crown, Stranger Things, GLOW e até a animação BoJack Horseman. Se no universo da séries a Netflix já reina, será questão de tempo até que um filme da Netflix ganhe o Oscar. Pra isso, basta eles pararem de investir apenas em filmes com Adam Sandler…

Uma curiosidade pra quem curte: Kevin Spacey não está entre os indicados de Ator em Série Dramática por House of Cards. Pelo visto, ninguém quer se comprometer e inclui-lo depois de todas as polêmicas de abuso sexual envolvendo o nome dele. Por um lado eu entendo que ele seja excluído das festinhas, mas é preciso lembrar que outros nomes envolvidos em polêmicas já foram indicados e ganharam prêmios como Roman Polanski e Woody Allen, portanto, fica essa questão no ar de saber separar artista da pessoa, e vice-versa. É possível?

INDICADOS AO CRITICS’ CHOICE AWARDS 2018:

CINEMA

MELHOR FILME
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name)
– O Destino de uma Nação (Darkest Hour)
– Dunkirk (Dunkirk)
– Projeto Flórida (The Florida Project)
– Corra! (Get Out)
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
– The Post: A Guerra Secreta (The Post)
– A Forma da Água (The Shape of Water)
– Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR DIREÇÃO
– Guillermo del Toro (A Forma da Água)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
– Christopher Nolan (Dunkirk)
– Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome)
– Jordan Peele (Corra!)
– Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR
– Timothée Chalamet (Me Chame Pelo seu Nome)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Jake Gyllenhaal (O Que Te Faz Mais Forte)
– Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
– Daniel Kaluuya (Corra!)
– Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
– Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

MELHOR ATRIZ
– Jessica Chastain (A Grande Jogada)
– Sally Hawkins (A Forma da Água)
– Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Willem Dafoe (Projeto Flórida)
– Armie Hammer (Me Chame Pelo seu Nome)
– Richard Jenkins (A Forma da Água)
– Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
– Patrick Stewart (Logan)
– Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary J. Blige (Mudbound)
– Hong Chau (Pequena Grande Vida)
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Holly Hunter (Doentes de Amor)
– Allison Janney (I, Tonya)
– Laurie Metcalf (Lady Bird)
– Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR JOVEM ATOR OU ATRIZ
– Mckenna Grace (Um Laço de Amor)
– Dafne Keen (Logan)
– Brooklynn Prince (Projeto Flórida)
– Millicent Simmonds (Sem Fôlego)
– Jacob Tremblay (Extraordinário)

MELHOR ELENCO
– Dunkirk
– Lady Bird
– Mudbound
– The Post: A Guerra Secreta
– Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– James Ivory (Me Chame Pelo seu Nome)
– Scott Neustadter, Michael H. Weber (Artista do Desastre)
– Virgil Williams, Dee Rees (Mudbound)
– Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
– Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky (Extraordinário)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Jordan Peele Corra!)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
– Guillermo del Toro, Vanessa Taylor (A Forma da Água)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR FOTOGRAFIA
– Roger Deakins (Blade Runner 2049)
– Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame Pelo seu Nome)
– Hoyte van Hoytema (Dunkirk)
– Rachel Morrison (Mudbound)
– Dan Lausten (A Forma da Água)

MELHOR FIGURINO
– Jacqueline Durran (A Bela e a Fera)
– Renée April (Blade Runner 2049)
– Mark Bridges (Trama Fantasma)
– Luis Sequeira (A Forma da Água)
– Lindy Hemming (Mulher-Maravilha)

MELHOR MONTAGEM
– Paul Machliss, Jonathan Amos (Em Ritmo de Fuga)
– Joe Walker (Blade Runner 2049)
– Lee Smith (Dunkirk)
– Michael Kahn, Sarah Broshar (The Post: A Guerra Secreta)
– Sidney Wolinsky (A Forma da Água)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
– A Bela e a Fera
– O Destino de uma Nação
– I, Tonya
– A Forma da Água
– Extraordinário

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
– Sarah Greenwood; Katie Spencer (A Bela e a Fera)
– Dennis Gassner; Alessandra Querzola (Blade Runner 2049)
– Nathan Crowley; Gary Fettis (Dunkirk)
– Jim Clay; Rebecca Alleway (Assassinato no Expresso Oriente)
– Mark Tildesley; Véronique Melery (Trama Fantasma)
– Paul Denham Austerberry; Shane Vieau, Jeff Melvin (A Forma da Água)

MELHOR TRILHA MUSICAL
– Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer (Blade Runner 2049)
– Dario Marianelli (O Destino de uma Nação)
– Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
– John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
– Alexandre Desplat (A Forma da Água)

MELHOR CANÇÃO
– “Evermore” (A Bela e a Fera)
– “Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
– “Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)
– “Stand Up for Something” (Marshall)
– “This Is Me” (O Rei do Show)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Blade Runner 2049
– Dunkirk
– A Forma da Água
– Thor: Ragnarok
– Planeta dos Macacos: A Guerra
– Mulher-Maravilha

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
– The Breadwinner
– Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
– Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)
– LEGO Batman: O Filme (The Lego Batman Movie)
– Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

MELHOR FILME DE AÇÃO
– Em Ritmo de Fuga (Baby Driver)
– Logan (Logan)
– Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok)
– Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes)
– Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

MELHOR COMÉDIA
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Artista do Desastre (The Disaster Artist)
– Viagem das Garotas (Girls Trip)
– I, Tonya
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
– Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Chris Hemsworth (Thor: Ragnarok)
– Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Adam Sandler (Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Zoe Kazan (Doentes de Amor)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA OU TERROR
– Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)
– Corra! (Get Out)
– It: A Coisa (It)
– A Forma da Água (The Shape of Water)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– 120 Batimentos Por Minuto (BPM (Beats Per Minute))
– Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)
– First They Killed My Father
– Em Pedaços (In the Fade)
– The Square
– Thelma

TELEVISÃO E STREAMING

 

Best Drama Series
– American Gods (Starz)
– The Crown (Netflix)
– Game of Thrones (HBO)
– The Handmaid’s Tale (Hulu)
– Stranger Things (Netflix)
– This Is Us (NBC)

Best Actor in a Drama Series
– Sterling K. Brown (This Is Us)
– Paul Giamatti (Billions)
– Freddie Highmore (Bates Motel)
– Ian McShane (American Gods)
– Bob Odenkirk (Better Call Saul)
– Liev Schreiber (Ray Donovan)

Best Actress in a Drama Series
– Caitriona Balfe (Outlander)
– Christine Baranski (The Good Fight)
– Claire Foy (The Crown)
– Tatiana Maslany (Orphan Black)
– Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
– Robin Wright (House of Cards)

Best Supporting Actor in a Drama Series
– Bobby Cannavale (Mr. Robot)
– Asia Kate Dillon (Billions)
– Peter Dinklage (Game of Thrones)
– David Harbour (Stranger Things)
– Delroy Lindo (The Good Fight)
– Michael McKean (Better Call Saul)

Best Supporting Actress in a Drama Series
– Gillian Anderson (American Gods)
– Emilia Clarke (Game of Thrones)
– Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
– Cush Jumbo (The Good Fight)
– Margo Martindale (Sneaky Pete)
– Chrissy Metz (This Is Us)

Best Comedy Series
– The Big Bang Theory (CBS)
– Black-ish (ABC)
– GLOW (Netflix)
– The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
– Modern Family (ABC)
– Patriot (Amazon)

Best Actor in a Comedy Series
– Anthony Anderson (Black-ish)
– Aziz Ansari (Master of None)
– Hank Azaria (Brockmire)
– Ted Danson (The Good Place)
– Thomas Middleditch (Silicon Valley)
– Randall Park (Fresh Off the Boat)

Best Actress in a Comedy Series
– Kristen Bell (The Good Place)
– Alison Brie (GLOW)
– Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Sutton Foster (Younger)
– Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Constance Wu (Fresh Off the Boat)

Best Supporting Actor in a Comedy Series
– Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Walton Goggins (Vice Principals)
– Sean Hayes (Will & Grace)
– Marc Maron (GLOW)
– Kumail Nanjiani (Silicon Valley)
– Ed O’Neill (Modern Family)

Best Supporting Actress in a Comedy Series
– Mayim Bialik (The Big Bang Theory)
– Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Betty Gilpin (GLOW)
– Jenifer Lewis (Black-ish)
– Alessandra Mastronardi (Master of None)
– Rita Moreno (One Day at a Time)

Best Limited Series
– American Vandal (Netflix)
– Big Little Lies (HBO)
– Fargo (FX)
– Feud: Bette and Joan (FX)
– Godless (Netflix)
– The Long Road Home (National Geographic)

Best Movie Made for TV
– Flint (Lifetime)
– I Am Elizabeth Smart (Lifetime)
– The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)
– Sherlock: The Lying Detective (PBS)
– The Wizard of Lies (HBO)

Best Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jeff Daniels (Godless)
– Robert De Niro (The Wizard of Lies)
– Ewan McGregory (Fargo)
– Jack O’Connell (Godless)
– Evan Peters (American Horror Story: Cult)
– Bill Pullman (The Sinner)
– Jimmy Tatro (American Vandal)

Best Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jessica Biel (The Sinner)
– Alana Boden (I Am Elizabeth Smart)
– Carrie Coon (Fargo)
– Nicole Kidman (Big Little Lies)
– Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)
– Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Best Supporting Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Johnny Flynn (Genius)
– Benito Martinez (American Crime)
– Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)
– Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
– David Thewlis (Fargo)
– Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)

Best Supporting Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Judy Davis (Feud: Bette and Joan)
– Laura Dern (Big Little Lies)
– Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)
– Regina King (American Crime)
– Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
– Mary Elizabeth Winstead (Fargo)

Best Talk Show
– Ellen (NBC)
– Harry (Syndicated)
– Jimmy Kimmel Live! (ABC)
– The Late Late Show with James Corden (CBS)
– The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (NBC)
– Watch What Happens Live with Andy Cohen (Bravo)

Best Animated Series
– Archer (FX)
– Bob’s Burgers (Fox)
– BoJack Horseman (Netflix)
– Danger & Eggs (Amazon)
– Rick and Morty (Adult Swim)
– The Simpsons (Fox)

Best Unstructured Reality Series
– Born This Way (A&E)
– Ice Road Truckers (History)
– Intervention (A&E)
– Live PD (A&E)
– Ride with Norman Reedus (AMC)
– Teen Mom (MTV)

Best Structured Reality Series
– The Carbonaro Effect (truTV)
– Fixer Upper (HGTV)
– The Profit (CNBC)
– Shark Tank (ABC)
– Undercover Boss (CBS)
– Who Do You Think You Are? (TLC)

Best Reality Competition Series
– America’s Got Talent (NBC)
– Chopped (Food Network)
– Dancing with the Stars (ABC)
– Project Runway (Lifetime)
– RuPaul’s Drag Race (VH1)
– The Voice (NBC)

Best Reality Show Host
– Ted Allen (Chopped)
– Tyra Banks (America’s Got Talent)
– Tom Bergeron (Dancing With the Stars)
– Cat Deeley (So You Think You Can Dance)
– Joanna and Chip Gaines (Fixer Upper)
– RuPaul (RuPaul’s Drag Race)

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A 23ª cerimônia do Critics’ Choice Awards acontece no dia 11 de Janeiro, numa quinta-feira. Não me perguntem por que numa quinta.