‘Boyhood: Da Infância à Juventude’ é o Melhor Filme segundo o NYFCC 2014

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

O círculo de críticos de Nova York anunciou nesta segunda-feira, dia 1º, sua lista de melhores do ano no Cinema. A aposta deste ano foi para o estudo do tempo de Boyhood: Da Infância à Juventude, o que fortalece a campanha do filme para o Oscar 2015. Nas últimas 10 edições, o NYFCC (New York Film Critics Circle) teve como Melhores Filmes: Trapaça (2013), A Hora Mais Escura (2012), O Artista (2011), A Rede Social (2010), Guerra ao Terror (2009), Milk – A Voz da Igualdade (2008), Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Vôo United 93 (2006), O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e Sideways – Entre umas e outras (2004).

Como dá pra perceber, as estatísticas dos nova-iorquinos em relação ao Oscar estão em baixa: três acertos em dez, mas dos mesmos dez, nove estavam entre os indicados a Melhor Filme na cerimônia do Oscar. Confira a lista dos vencedores:
MELHOR FILME
* Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood), de Richard Linklater

MELHOR DIRETOR
* Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)

A escalada do filme começou no último Festival de Berlim, em fevereiro, de onde saiu com o Urso de Prata de direção para Linklater. A produção bastante incomum levou 12 anos para ser concluída, de 2002 a 2014, contando com a confiança dos atores e da equipe técnica para se encontrar todos os anos sem mesmo contar com um contrato, pois a legislação americana não permite contratos tão longos assim. Boyhood apresenta todas as características de um projeto despretensioso e que muito se deve ao improviso, mas foi feito de forma tão cuidadosa, que acabou ganhando proporções maiores em termos de análise dos personagens em processo de amadurecimento e da própria vida, que é refém do tão cruel tempo.

Recentemente, li algumas críticas de pessoas que viram o filme e temem que a valorização do filme se deva apenas à produção e não ao seu conteúdo. Olha, respeito a opinião, mas para essa crítica se encaixaria um Avatar, por exemplo, no qual o 3D foi o grande protagonista. Se tirássemos o 3D de Avatar, sobraria uma história batida sem muito a acrescentar. Sendo um pouco mais radical, encaixaria até o Gravidade, que rapelou 8 Oscars este ano, do qual muito se falou dos efeitos e da tecnologia aplicada, mas apresentou história rala com personagens superficiais. Boyhood passa longe dessa análise, salvo personagens terciários.

MELHOR ATOR
* Timothy Spall (Sr. Turner)

Timothy Spall (Mr. Turner) - photo by outnow.ch

Timothy Spall (Sr. Turner) – photo by outnow.ch

É muito difícil não se impressionar com o trabalho dos atores sob a direção do britânico Mike Leigh. Ele tem toda uma escola de atuação que faz uma baita diferença no resultado final, pois sabe valorizar uma cena supostamente banal para boa parte dos atores através de nuances e minúcias que fazem o espectador adentrar à cena. Não é à toa que muitos dos atores com quem trabalhou ganharam importantes prêmios como em Cannes: Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras), David Thewlis (Nu) e agora Timothy Spall. Contudo, a última performance indicada ao Oscar sob direção de Leigh foi em 2005, quando Imelda Staunton concorria por O Segredo de Vera Drake; e pra piorar, nenhum dos indicados ganhou até agora.

MELHOR ATRIZ
* Marion Cotillard (Era Uma Vez em Nova York/ Dois Dias, Uma Noite)

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) - photo by outnow.ch

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) – photo by outnow.ch

Quase todo ano (culpem a indústria machista, talvez?), a corrida para Melhor Atriz anda fraca. Se não é uma Meryl Streep ou uma Judi Dench pra salvar, o que seria desta categoria? Ao contrário da ala masculina, não existem favoritas, e isso pode favorecer a francesa Marion Cotillard, que venceu por duas performances: uma sob a direção de James Gray, e a outra dos irmãos Dardenne. Trata-se de uma atriz bastante versátil que tem evoluído nas escolhas de papéis e nos sotaques em outros idiomas. Estava bastante cotada para vencer o prêmio de atriz em Cannes, mas foi preterida. Este é seu primeiro grande prêmio da temporada.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

Para a grande maioria do público, J.K. Simmons continua sendo o chefe de Peter Parker, na trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi: J.J. Jameson. Mas tem firmado uma colaboração forte com o diretor Jason Reitman, valorizando papéis menores em Obrigado por Fumar, Juno e Amor Sem Escalas, assim como nos filmes dos irmãos Coen: Matadores de Velhinhas e Queime Depois de Ler. Sua atuação como instrutor de bateria em Whiplash: Em Busca da Perfeição é uma das mais elogiadas do ano e é a indicação mais garantida até o momento. Na semana passada, recebeu uma indicação para o Independent Spirit Awards também.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Embora as performances de Ellar Coltrane e Ethan Hawke sejam boas, a performance de Patricia Arquette é o grande coração da história de Boyhood. Ela faz a mãe, que enfrenta todas as adversidades de criar seus filhos solteira e depois fica indignada ao se despedir do filho que entra na faculdade. Só pela coragem de assumir um papel de 12 anos, pelo qual se comprometeu a não fazer modificação alguma no rosto devido à idade, já vale sua primeira indicação ao Oscar. Pode ser uma ótima oportunidade de alavancar a carreira de uma atriz que atuou em filmes cults como Ed Wood, Estrada Perdida e Amor à Queima Roupa.

MELHOR ROTEIRO
* Wes Anderson e Hugo Guinness (O Grande Hotel Budapeste)

Dono de um estilo próprio como diretor, Wes Anderson tem como principais atributos a sua direção de arte refinada e seus roteiros repletos de personagens excêntricos e situações inusitadas. Há tempos vem merecendo um prêmio de maior expressividade na categoria, e com O Grande Hotel Budapeste, os louros finalmente podem vir.

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori (photo by outnow.ch)

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori em O Grande Hotel Budapeste (photo by outnow.ch)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Darius Khondji (Era Uma Vez em Nova York)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Ida, de Pawel Pawlikowski – POLÔNIA

Olha, o filme pode até ser ótimo, mas só o fato de ser sobre judeus e nazismo, já me causa um bocejo do tipo: “De novo?”. Pra dar uma incrementada maior ainda, Ida é um filme preto-e-branco polonês. É figura garantida entre os cinco indicados a Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar.

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

MELHOR ANIMAÇÃO
* Uma Aventura Lego, de Phil Lord e Christopher Miller

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

A dupla de responsável pela animação Tá Chovendo Hambúrguer e pelos dois Anjos da Lei recebeu inúmeras críticas positivas por este novo trabalho de animação que usa o brinquedo Lego como base. Vale pela mistura de universos como o de Batman com o das Tartarugas Ninja, por exemplo, mas é mais para o público infantil, pois não tem a mais sutileza da trilogia Toy Story.

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Citizenfour, de Laura Poitras

O documentário já apresenta um tema polêmico ainda em pauta: Edward Snowden, o ex-agente da CIA e NSA, que tornou público os programas de vigilância global da agência, e que por isso, permanece refugiado em território russo. A documentarista fez uma série de entrevistas com Snowden, enquanto tenta dissecar a questão da segurança e privacidade no mundo após os atentados terroristas de 11 de setembro. Alguns estão aclamando como um dos melhores documentários para entendermos este início do século XXI, o que não pode ser diminuído caso seja eliminado da corrida ao Oscar por causa do conservadorismo dos membros da Academia.

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
* The Babadook, de Jennifer Kent

The Babadook (photo by outnow.ch)

Cena de The Babadook (photo by outnow.ch)

O prêmio para a estreante Jennifer Kent não deixa de ser um destaque merecido, já que se trata de um filme de terror. Sim, um filme de terror, gênero mal visto por boa parte da crítica, e dirigido por uma mulher! Em tempos de ausência de mestres do terror como John Carpenter ou excesso de terror na linha “gore”, um terror psicológico na linha do sugestivo está cada vez mais raro e merece ser tal honraria para conquistar mais público. Jennifer Kent vem trazer sobrevida ao gênero, que está se desgastando ao depender só de talentos como os de James Wan (Sobrenatural e Invocação do Mal).


Trailer de The Babadook

PRÊMIO ESPECIAL
* Adrienne Mancia

—–

Algumas das ausências mais sentidas são a de Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Birdman e O Jogo da Imitação, que recentemente levou 4 prêmios do Hollywood Awards. Especialistas estão apostando que Birdman será compensando pelos críticos de Los Angeles (LAFCA), cujos vencedores serão anunciados no próximo dia 07.

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Filme de cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, ‘Winter Sleep’, ganha a Palma de Ouro 2014

O diretor Nuri Bilge Ceylan posa com sua Palma de Ouro (photo by www.thewire.com)

O diretor Nuri Bilge Ceylan posa com sua Palma de Ouro (photo by http://www.thewire.com)

SEM GRANDES FAVORITOS, WINTER SLEEP ACABA FATURANDO A PALMA DE OURO

A 67ª edição do Festival de Cannes apresentou uma seleção de cineastas de renome como Jean-Luc Godard, Mike Leigh, os irmãos Dardenne e David Cronenberg, mas ao longo do evento, a crítica internacional foi ficando cada vez mais desapontada no final das sessões, gerando uma certa impaciência pela busca por candidatos com chances reais de ganhar a Palma de Ouro.

Havia também uma certa expectativa da presidente do júri, Jane Campion, premiar uma mulher com a Palma de Ouro (fato que só aconteceu uma vez na história do festival), o que aumentou o foco nas únicas duas representantes do sexo feminino: a japonesa Naomi Kawase e a italiana Alice Rohrwacher. Mas a competição tomou rumos inesperados na reta final, quando nenhum trabalho realmente conquistou a crítica especializada.

Ao que parece ser uma espécie de culminação de prêmios, o diretor turco Nuri Bilge Ceylan levou a Palma depois de bater na trave duas vezes ao vencer o Grande Prêmio do Júri por Distante em 2002 e Era uma vez na Anatolia em 2011, além de ter faturado o prêmio de direção em 2008 por 3 Macacos. Sua filmografia é marcada por um clima pesado e de humor negro e de relacionamentos, que também está presente neste novo trabalho vencedor, Winter Sleep, no qual os personagens interagem dentro de um hotel durante frio congelante. Vale lembrar que a duração do filme ultrapassa as 3 horas: 196 minutos.

Cena de Winter Sleep (photo by outnow.ch)

Cena de Winter Sleep (photo by outnow.ch)

“Foi uma grande surpresa pra mim”, disse Ceylan no palco da premiação, que lembrou do aniversário de 100 anos do Cinema Turco e dedicou a honraria aos 11 jovens mortos turcos durante protestos em 2013. Embora não tenha sido logo tachado de favorito no 3º dia de exibição, Winter Sleep conquistou parte da audiência, enquanto a outra parte ficou na expectativa sobre os demais indicados. Esta é apenas a segunda vitória de um filme turco na história de Cannes: a primeira ocorreu em 1982 com o filme O Caminho, de Serif Gören e Yilmaz Güney.

Quanto à expectativa de vitória feminina, podemos dizer que foi consolidada com o Grande Prêmio do Júri para The Wonders, segundo trabalho da jovem diretora italiana Alice Rohrwacher. Enquanto a presidente Jane Campion se defendeu ao afirmar “O gênero dos cineastas nunca entrou em nossas discussões. Apenas sentimos e respondemos aos filmes”, o diretor canadense Nicolas Winding Refn, membro do júri, justificou em detalhes a escolha: “Todos nós sentimos que era um incrível filme espiritual com ótimas performances dos atores. Chorei no fim. Fui levado a um outro mundo”.

Alice Rohrwacher recebe o Grande Prêmio do Júri das mãos da atriz Sophia Loren (photo by www.kpmrtv.com)

Alice Rohrwacher recebe o Grande Prêmio do Júri das mãos da atriz Sophia Loren (photo by http://www.kpmrtv.com)

Embora os principais vencedores não falem o inglês, dois vencedores de Cannes podem ter suas chances no Oscar 2015 impulsionadas: o diretor Bennett Miller e a atriz Julianne Moore. Enquanto o primeiro já foi indicado ao Oscar por Capote, a segunda já foi indicada quatro vezes: Boogie Nights: Prazer Sem Limites (atriz coadjuvante em 1998), Fim de Caso (atriz em 2000), As Horas (coadjuvante) e Longe do Paraíso (atriz, ambos em 2003).

O último trabalho de Bennett Miller, Foxcatcher, já vinha sendo cogitado ao Oscar desde o segundo semestre de 2013, mas o estúdio decidiu adiá-lo para 2014, provavelmente alegando uma competição bastante acirrada. O filme acompanha a tragédia real do assassinato de um atleta olímpico, interpretada por um elenco inspirado: Channing Tatum, Mark Ruffalo e Steve Carrell, sendo os dois últimos muito bem cotados para a categoria de coadjuvante para o ano que vem. Com a produtora Megan Ellison em alta com a Academia (recebeu duas indicações este ano por Trapaça e Ela), Foxcatcher já se elege como forte candidato para o Oscar 2015.

Melhor Diretor: Bennett Miller (Foxcatcher). Photo by www.straitstimes.com)

Melhor Diretor: Bennett Miller (Foxcatcher). Photo by http://www.straitstimes.com)

Já a vitória de Julianne Moore foi considerada uma surpresa, pois a disputa estava entre a canadense Anne Dorval por Mommy e a francesa Marion Cotillard por Two Days, One Night, dos irmãos Dardenne. Aliás, os Dardenne saíram de mãos vazias do festival. Sob a direção de David Cronenberg, Julianne Moore atua como atriz neurótica tentando sobreviver em Hollywood em Maps to the Stars. Esse reconhecimento pode colocar Moore de volta ao caminho das premiações americanas após vários papéis menos inspirados.

Na categoria de Melhor Ator, a vitória do britânico Timothy Spall por Mr. Turner confirma a maestria na direção de atores de Mike Leigh, cujos atores Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras) e David Thewlis (Nu) já ganharam previamente a honraria. Em seu discurso, o ator cometeu a gafe de ter deixado o aparelho celular ligado e teve que contornar a situação: “Ops, mensagem de voz. Estou tentando desligar em meio às lágrimas”.

Curiosamente, no empate do Prêmio do Júri, os vencedores foram justamente o mais velho e o mais novo diretor concorrentes: Xavier Dolan com seus 25 anos, e Godard com 83. Enquanto o último estava ausente, o novato deu um belo discurso: “Para minha geração que acha que tem gosto diferente e sofre com isso: acredite e nunca abandone suas idéias”.

VENCEDORES DE CANNES 2014:

PALMA DE OURO: Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan

DIRETOR: Bennet Miller (Foxcatcher)

GRANDE PRÊMIO DO JÚRI: The Wonders, de Alice Rohrwacher

PREMIO DO JÚRI: Mommy, de Xavier Dolan E Goodbye To Language, de Jean-Luc Godard

ATOR: Timothy Spall (Mr. Turner)

ATRIZ: Julianne Moore (Maps to the Stars)

ROTEIRO: Andrey Zvyagintsev e Oleg Negin (Leviathan)

CAMERA D’OR: Party Girl, de Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis

Melhor Ator: Timothy Spall (Mr. Turner). Photo by www.dailymail.co.uk)

Melhor Ator: Timothy Spall (Mr. Turner) recebe o prêmio da musa Monica Belucci. Photo by http://www.dailymail.co.uk)

Os 49 Melhores Filmes Britânicos de todos os tempos

BAFTA: British Academy of Film and Television Arts

“O Oscar Britânico”: BAFTA – British Academy of Film and Television Arts

Para celebrar o prêmio da Academia Britânica de Filmes, BAFTA, o crítico de cinema Barry Norman fez uma seleção dos 49 melhores filmes de todos os tempos. O 50º seria eleito pelos leitores da publicação mensal sobre cinema, tv e rádio: Radio Times. Contudo, ao contrário do que costuma ocorrer em listas de filmes, Barry não estipulou uma ordem de qualidade. Os selecionados foram postados em ordem alfabética dos títulos originais no site do jornal The Telegraph.

O crítico de cinema Barry Norman

O crítico de cinema Barry Norman

Sua lista abrange 75 anos de cinema britânico, relembrando consagrados cineastas como Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick até talentos mais contemporâneos como Sam Mendes e Tom Hooper.

Contudo, dependendo da escolha, sua seleção pode indicar que a relevância no cenário fílmico pode ser maior do que a própria qualidade do filme, como foi o caso de 007 – Operação Skyfall.

Não me entendam mal. Gosto do 23º filme da franquia de James Bond, mas seria injusto posicioná-lo no mesmo patamar de um Laranja Mecânica, de Kubrick. Se a lista fosse sobre os filmes de maior relevância na história do cinema britânico, a inclusão do filme seria mais pertinente, uma vez que resgatou o respeito da série do espião mundialmente.

Com essa seleção, também é possível confirmar como a Academia (Oscar) tem forte preferência pelo cinema britânico. Dessas 49 produções, sete ganharam o Oscar de Melhor Filme: A Ponte do Rio Kwai, Lawrence da Arábia, Carruagens de Fogo, Gandhi, Shakespeare Apaixonado, Gladiador e O Discurso do Rei. Sem contar as performances premiadas de atores britânicos como Alec Guinness, Ben Kingsley e Colin Firth.

Curiosamente, os diretores mais presentes nessa lista de Barry Norman com cinco inclusões, Michael Powell e Emeric Pressburger (Narciso Negro, Coronel Blimp – Vida e Morte, ‘I Know Where I’m Going’, Neste Mundo e no Outro e Sapatinhos Vermelhos), nunca levaram o Oscar. Ambos receberam uma única indicação como roteiristas pelo filme E… um Avião Não Regressou (One of Our Aircraft is Missing/ 1942). Powell, que firmou uma parceria com o imigrante húngaro Pressburger para uma série de filmes, foi pouco valorizado em sua época, só ganhando maior notoriedade quando os diretores americanos Francis Ford Coppola e Martin Scorsese o redescobriram e ofereceram propostas para novos projetos no final dos anos 60. Scorsese foi além e apresentou sua editora Thelma Schoonmaker, que se tornou sua terceira esposa até sua morte em 1990 de câncer.

À esquerda, Michael Powell ao lado de seu colaborador assíduo Emeric Pressburger (photo by www.filmreference.com)

À esquerda, Michael Powell ao lado de seu colaborador assíduo Emeric Pressburger (photo by http://www.filmreference.com)

Outros esnobados pela Academia, Alfred Hitchcock (5 indicações, nenhuma vitória) e Stanley Kubrick (13 indicações e um único Oscar por Efeitos Visuais!), têm dois filmes na lista cada. Mike Leigh, reconhecido por seu talento singular na direção de atores, já foi indicado sete vezes, mas em todas as vezes permaneceu sentado na cerimônia da entrega do Oscar.

Na contramão, o segundo nome mais presente nessa lista é de David Lean, que conquistou 2 Oscars de direção no total de 11 indicações (como diretor, roteirista e até montador). Lean foi consagrado pela Academia com grandes produções como A Ponte do Rio Kwai e Lawrence da Arábia entre as décadas de 50 e 60.

Apesar do atual cenário do cinema britânico ter decaído nas últimas décadas, é possível perceber que as produções estão tentando resgatar o brilho das décadas de ouro. Por mais que não ganhem mais a notoriedade de antes no Oscar, filmes mais alternativos são devidamente reconhecidos pela Academia Britânica através da categoria MELHOR FILME BRITÂNICO, o que certamente incentiva e aquece a indústria cultural do país.

Vencedor do BAFTA de Melhor Filme Britânico e Melhor Trilha Musical por 007 - Operação Skyfall. Na primeira foto, da esquerda para a direita: o roteirista Robert Wade, o diretor Sam Mendes, os produtores Barbra Broccoli e Michael G. Wilson, e o roteirista Neal Purvis. Na segunda foto, o compositor Thomas Newman (photo by www.007magazine.co.uk)

Vencedores do BAFTA de Melhor Filme Britânico e Melhor Trilha Musical por 007 – Operação Skyfall. Na primeira foto, da esquerda para a direita: o roteirista Robert Wade, o diretor Sam Mendes, os produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson, e o roteirista Neal Purvis. Na segunda foto, o compositor Thomas Newman (photo by http://www.007magazine.co.uk)

Nas últimas edições do BAFTA, os vencedores foram:

2013: 007 – Operação Skyfall, de Sam Mendes
2012: O Espião que Sabia Demais, de Tomas Alfredson
2011: O Discurso do Rei, de Tom Hooper
2010: Fish Tank, de Andrea Arnold
2009: O Equilibrista, de James Marsh
2008: This is England, de Shane Meadows
2007: O Último Rei da Escócia, de Kevin Macdonald
2006: Wallace & Gromit – A Batalha dos Vegetais, de Steve Box e Nick Park
2005: Meu Amor de Verão, de Pawel Pawlikowski
2004: Tocando o Vazio, de Kevin Macdonald

E você? Algum palpite ou sugestão para o 50º filme britânico para essa lista?

Barry Lyndon (1975), de Stanley Kubrick

Barry Lyndon, de Stanley Kubrick (photo by Moviestore Collection/ Rex Feature)

Barry Lyndon (1975). Dir: Stanley Kubrick. Com Ryan O’Neal e Marisa Berenson.

BaftaVencedor do BAFTA de Direção e Fotografia
Indicado ao BAFTA de Filme, Direção de Arte e Figurino

Narciso Negro (1947), de Michael Powell e

Narciso Negro, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Narciso Negro (Black Narcissus/1947). Dir: Michael Powell e Emeric Pressburger. Com Deborah Kerr e Jean Simmons.

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/ 1957), de David Lean

A Ponte do Rio Kwai, de David Lean (photo by Everett Collection/ Rex Features)

A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/1957). Dir: David Lean. Com William Holden, Alec Guinness e Jack Hawkins.

BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Filme Britânico, Ator Britânico (Alec Guinness) e Roteiro Britânico.

Desencanto (Brief Encounter/ 1945), de David Lean

Desencanto, de David Lean (photo by ITV Global Entertainment Ltda/ Rex Features)

Desencanto (Brief Encounter/1945). Dir: David Lean. Com Celia Johnson e Trevor Howard.

Carruagens de Fogo (Chariots of Fire/ 1981), de Hugh Hudson

Carruagens de Fogo, de Hugh Hudson (photo by 20th Century Fox/ Everett/ Rex Features)

Carruagens de Fogo (Chariots of Fire/ 1981). Dir: Hugh Hudson. Com Ben Cross, Ian Charleson , Ian Holm e Nigel Havers.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Ator Coadjuvante (Ian Holm) e Figurino.
Indicado ao BAFTA de Direção, Ator Coadjuvante (Nigel Havers), Roteiro, Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Trilha Musical e Som.

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange/1971), de Stanley Kubrick

Laranja Mecânica, de Stanley Kubrick (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Laranja Mecânica (A Clockwork Orange/ 1971). Dir: Stanley Kubrick. Com Malcolm McDowell e Patrick Magee.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme, Direção, Roteiro, Fotografia, Montagem, Direção de Arte e Trilha Musical.

Coronel Blimp - Vida e Morte, de Michael Powell e Emeric Pressburger

Coronel Blimp – Vida e Morte, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Coronel Blimp – Vida e Morte (The Life and Death of Colonel Blimp/ 1947). Dir: Michael Powell e Emeric Pressburger. Com Roger Livesey, Anton Walbrook e Deborah Kerr.

Mar Cruel (The Cruel Sea/ 1953), de Charles Frend

Mar Cruel, de Charles Frend (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Mar Cruel (The Cruel Sea/ 1953). Dir: Charles Frend. Com Jack Hawkins, Donald Sinden e Virginia McKenna.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme, Filme Britânico e Ator Britânico (Jack Hawkins)

Labaredas de Fogo

Labaredas de Fogo, de Michael Anderson (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Labaredas do Inferno (The Dam Busters/ 1955). Dir: Michael Anderson. Com Richard Todd e Michael Redgrave.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme, Filme Britânico e Roteiro Britânico

Inverno de Sangue em Veneza, de Nicolas Roeg

Inverno de Sangue em Veneza, de Nicolas Roeg (photo by Moviestore Collection/ Rex Features)

Inverno de Sangue em Veneza (Don’t Look Now/ 1973). Dir: Nicolas Roeg. Com Julie Christie e Donald Sutherland.
BaftaVencedor do BAFTA de Fotografia
Indicado ao BAFTA de Filme, Direção, Ator (Donald Sutherland), Atriz (Julie Christie), Montagem e Trilha Musical

007 Contra o Satânico Dr. No, de Terence Young

007 Contra o Satânico Dr. No, de Terence Young (photo by Everett Collection/ Rex Features)

007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No/ 1962). Dir: Terence Young. Com Sean Connery e Ursula Andress.

O Vampiro da Noite, de

O Vampiro da Noite, de Terence Fisher (photo by Everett Collection/ Rex Features)

O Vampiro da Noite (Dracula/ 1958). Dir: Terence Fisher. Com Christopher Lee e Peter Cushing.

Quatro Casamentos e um Funeral, de Mike Newell (photo by

Quatro Casamentos e um Funeral, de Mike Newell (photo by Polygram)

Quatro Casamentos e um Funeral (Four Weddings and a Funeral/ 1994). Dir: Mike Newell. Com Hugh Grant e Andie MacDowell.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Direção, Ator (Hugh Grant) e Atriz Coadjuvante (Kristin Scott Thomas)
Indicado ao BAFTA de Ator Coadjuvante (Simon Callow), Ator Coadjuvante (John Hannah), Atriz Coadjuvante (Charlotte Coleman), Roteiro Original, Montagem, Trilha Musical e Figurino

Ou Tudo ou Nada, de Peter Cattaneo (photo by

Ou Tudo ou Nada, de Peter Cattaneo (photo by Channel Four Films)

Ou Tudo ou Nada (The Full Monty/ 1997). Dir: Peter Cattaneo. Com Robert Carlyle, Mark Addy e Tom Wilkinson.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Ator (Robert Carlyle) e Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson)
Indicado ao BAFTA de Direção, Ator Coadjuvante (MArk Addy), Atriz Coadjuvante (Lesley Sharp), Roteiro Original, Montagem, Trilha Musical e Som

Gandhi, de Richard Attenborough (photo by

Gandhi, de Richard Attenborough (photo by Columbia Pictures)

Gandhi (1982). Dir: Richard Attenborough. Com Ben Kingsley, John Gielgud e Candice Bergen.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Direção, Ator (Ben Kingsley), Atriz Coadjuvante (Rohini Hattangadi) e Revelação (Ben Kingsley)
Indicado ao BAFTA de Ator Coadjuvante (Edward Fox), Ator Coadjuvante (Roshan Seth), Atriz Coadjuvante (Candice Bergen), Fotografia, Roteiro, Montagem, Direção de Arte, Figurino, Trilha Musical, Som e Maquiagem

Carter - O Vingador, de

Carter – O Vingador, de Mike Hodges (photo by SNAP/ Rex Features)

Carter – O Vingador (Get Carter/ 1971). Dir: Mike Hodges. Com Michael Caine.
BaftaIndicado ao BAFTA de Ator Coadjuvante (Ian Hendry)

Gladiador, de Ridley Scott (photo by

Gladiador, de Ridley Scott (photo by Dreamworks)

Gladiador (Gladiator/ 2000). Dir: Ridley Scott. Com Russell Crowe, Joaquin Phoenix, Oliver Reed e Djimon Hounsou.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Fotografia, Montagem e Direção de Arte
Indicado ao BAFTA de Direção, Ator (Russell Crowe), Ator Coadjuvante (Joaquin Phoenix), Ator Coadjuvante (Oliver Reed), Roteiro Original, Trilha Musical, Figurino, Som, Efeitos Visuais e Maquiagem

Grandes Esperanças, de David Lean (photo by

Grandes Esperanças, de David Lean (photo by ITV/ Rex Features)

Grandes Esperanças (Great Expectations/ 1946). Dir: David Lean. Com John Mills, Jean Simmons e Martita Hunt.

A Paixão de Gregory, de

A Paixão de Gregory, de Bill Forsyth (photo by SGoldwyn)

A Paixão de Gregory (Gregory’s Girl/ 1981). Dir: Bill Forsyth. Com John Gordon Sinclair e Dee Hepburn.
BaftaVencedor do BAFTA de Roteiro
Indicado ao BAFTA de Filme e Direção

Henrique V, de Laurence Olivier (photo by

Henrique V, de Laurence Olivier (photo by ITV/ Rex Features)

Henrique V (Henry V/ 1944). Dir: Laurence Olivier. Com Laurence Olivier.

'I Know Where I'm Going

‘I Know Where I’m Going!’, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by ITV/ Rex Features)

‘I Know Where I’m Going!’ (1945). Dir: Michael Powell e Emeric Pressburger. Com Wendy Hiller e Roger Livesey.

Se..., de Lindsay

Se…, de Lindsay Anderson (photo by http://www.cineol.net)

Se… (If…/ 1968). Dir: Lindsay Anderson. Com Malcolm McDowell.
BaftaIndicado ao BAFTA de Direção e Roteiro

Ipcress

Ipcress: Arquivo Confidencial, de Sidney J. Furie (photo by ITV/ Rex Features)

Ipcress: Arquivo Confidencial (The Ipcress File/ 1965). Dir: Sidney J Furie. Com Michael Caine.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme Britânico, Fotografia Britânica e Direção de Arte Britânica
Indicado ao BAFTA de Ator Britânico (Michael Caine) e Roteiro Britânico

Kes, de Ken Loach (photo by

Kes, de Ken Loach (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Kes (1969). Dir: Ken Loach. Com David Bradley e Colin Welland.
BaftaVencedor do BAFTA de Ator Coadjuvante (Colin Welland) e Revelação (David Bradley)
Indicado ao BAFTA de Filme, Direção e Roteiro

As Oito Vítimas, de

As Oito Vítimas, de Robert Hamer (photo by http://www.cinemotions.com)

As Oito Vítimas (Kind Hearts and Coronets/ 1949). Dir: Robert Hamer. Com Alec Guinness como os oito membros da família D’Ascoyne.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme Britânico

O Discurso do Rei, de Tom Hooper (photo by

O Discurso do Rei, de Tom Hooper (photo by The Weinstein Company)

O Discurso do Rei (The King’s Speech/ 2010). Dir: Tom Hooper. Com Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Filme Britânico, Ator (Colin Firth), Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush), Atriz Coadjuvante (Helena Bonham Carter), Roteiro Original e Trilha Musical
Indicado ao BAFTA de Direção, Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Figurino, Som e Maquiagem

Quinteto da Morte, de

Quinteto da Morte, de Alexander Mackendrick (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Quinteto da Morte (The Ladykillers/ 1955). Dir: Alexander Mackendrick. Com Alec Guinness, Peter Sellers e Herbert Lom.
BaftaVencedor do BAFTA de Atriz Britânica (Katie Johnson) e Roteiro Britânico
Indicado ao BAFTA de Filme e Filme Britânico

A Dama Oculta, de Alfred Hitchcock (photo by

A Dama Oculta, de Alfred Hitchcock (photo by Moviestore Collection/ Rex Features)

A Dama Oculta (The Lady Vanishes/ 1938). Dir: Alfred Hitchcock. Com Margaret Lockwood, Michael Redgrave e Dame May Whitty.

Lawrence da Arábia, de David Lean (photo by www.britannica.com)

Lawrence da Arábia, de David Lean (photo by http://www.britannica.com)

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962). Dir: David Lean. Com Peter O’Toole, Alec Guinness, Anthony Quinn e Omar Sharif.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Filme Britânico, Ator Britânico (Peter O’Toole) e Roteiro Britânico
Indicado ao BAFTA de Ator Estrangeiro (Anthony Quinn)

Momento Inesquecível, de

Momento Inesquecível, de Bill Forsyth (photo by Moviestore/ Rex Features)

Momento Inesquecível (Local Hero/ 1983). Dir: Bill Forsyth. Com Peter Riegert, Burt Lancaster e Chris Rozycki.
BaftaVencedor do BAFTA de Direção
Indicado ao BAFTA de Film, Ator Coadjuvante (Burt Lancaster), Roteiro Original, Fotografia, Montagem e Trilha Musical

Caçada

Caçada na Noite, de John Mackenzie (photo by http://www.outnow.ch)

Caçada na Noite (The Long Good Friday/ 1980). Dir: John Mackenzie. Com Bob Hoskins e Helen Mirren.
BaftaIndicado ao BAFTA de Ator (Bob Hoskins)

Neste Mundo e no Outro, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by www.guardian.co.uk)

Neste Mundo e no Outro, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by http://www.guardian.co.uk)

Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death/ 1946). Dir: Michael Powell e Emeric Pressburger. Com David Niven e Kim Hunter.

A Vida de Brian, de Terry Jones (photo by www.moviepilot.de)

A Vida de Brian, de Terry Jones (photo by http://www.moviepilot.de)

A Vida de Brian (Life of Brian/ 1979). Dir: Terry Jones. Com Graham Chapman, John Cleese, Michael Palin, Eric Idle, Terry Gilliam e Terry Jones.

Naked, de Mike Leigh (photo by www.criterion.com)

Naked, de Mike Leigh (photo by http://www.criterion.com)

Naked (1993). Dir: Mike Leigh. Com David Thewlis, Katrin Cartlidge, Greg Cruttwell e Lesley Sharp.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme Britânico

Quando o Coração Bate Mais Forte, de (photo by www.flickeringmyth.com)

Quando o Coração Bate Mais Forte, de Lionel Jeffries (photo by http://www.flickeringmyth.com)

Quando o Coração Bate Mais Forte (The Railway Children/ 1970). Dir: Lionel Jeffries. Com Dinah Sheridan, Bernard Cribbins, Gary Warren, Sally Thomsett e Jenny Agutter.
BaftaIndicado ao BAFTA de Ator Coadjuvante (Bernard Cribbins), Revelação (Sally Thomsett) e Trilha Musical

Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell e Emeric Pressburger

Sapatinhos Vermelhos, de Michael Powell e Emeric Pressburger (photo by Granada International/ Rex Features)

Sapatinhos Vermelhos (The Red Shoes/ 1948). Dir: Michael Powell e Emeric Pressburger. Com Anton Walbrook, Marius Goring e Moira Shearer.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme Britânico

Vestígios do Dia, de James Ivory

Vestígios do Dia, de James Ivory (photo by SNAP/ Rex features)

Vestígios do Dia (The Remains of the Day/ 1993). Dir: James Ivory. Com Anthony Hopkins e Emma Thompson.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme, Direção, Ator (Anthony Hopkins), Atriz (Emma Thompson), Roteiro Adaptado e Fotografia

Tudo Começou num Sábado, de

Tudo Começou num Sábado, de Karel Reisz (photo by Moviestore/ Rex Features)

Tudo Começou num Sábado (Saturday Night And Sunday Morning/ 1960). Dir: Karel Reisz. Com Albert Finney e Shirley Anne Field.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme Britânico, Atriz Britânica (Rachel Roberts) e Revelação (Albert Finney)
Indicado ao BAFTA de Filme, Ator Britânico (Albert Finney) e Roteiro Britânico

Segredos e Mentiras, de Mike Leigh (photo by www.screenfanatic.com)

Segredos e Mentiras, de Mike Leigh (photo by http://www.screenfanatic.com)

Segredos e Mentiras (Secrets & Lies/ 1996). Dir: Mike Leigh. Com Timothy Spall e Brenda Blethyn.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme Britânico, Atriz (Brenda Blethyn) e Roteiro Original
Indicado ao BAFTA de Filme, Direção, Ator (Timothy Spall), Atriz Coadjuvante (Marianne Jean-Baptiste)

Razão e Sensibilidade, de Ang Lee (photo by

Razão e Sensibilidade, de Ang Lee (photo by Columbia Pictures/ Everett/ Rex Features)

Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility/ 1995). Dir: Ang Lee. Com Emma Thompson, Kate Winslet, James Fleet e Greg Wise.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Atriz (Emma Thompson) e Atriz Coadjuvante (Kate Winslet)
Indicado ao BAFTA de Direção (Ang Lee), Ator Coadjuvante (Alan Rickman), Atriz Coadjuvante (Elizabeth Spriggs), Roteiro Adaptado, Fotografia, Direção de Arte, Figurino e Trilha Musical

O Criado, de

O Criado, de Joseph Losey (photo by Studio Canal Films/ Rex Features)

O Criado (The Servant/ 1963). Dir: Joseph Losey. Com Dirk Bogarde, Sarah Miles e James Fox.
BaftaVencedor do BAFTA de Ator Britânico (Dick Bogarde), Fotografia Britânica (PB) e Revelação (James Fox)
Indicado ao BAFTA de Filme, Filme Britânico, Atriz Britânica (Sarah Miles), Revelação (Wendy Craig), Roteiro Britânico

Shakespeare Apaixonado, de John Madden

Shakespeare Apaixonado, de John Madden (nansaawebs.blogspot.com)

Shakespeare Apaixonado (Shakespeare in Love/ 1998). Dir: John Madden. Com Gwyneth Paltrow, Joseph Fiennes, Geoffrey Rush e Judi Dench.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme, Atriz Coadjuvante (Judi Dench) e Montagem
Indicado ao BAFTA de Direção, Ator (Joseph Fiennes), Atriz (Gwyneth Paltrow), Ator Coadjuvante (Geoffrey Rush), Ator Coadjuvante (Tom Wilkinson), Roteiro Original, Fotografia, Direção de Arte, Figurino, Trilha Musical, Som e Maquiagem

007 - Operação Skyfall, de Sam Mendes (photo by www.beyondhollywood.com)

007 – Operação Skyfall, de Sam Mendes (photo by http://www.beyondhollywood.com)

007 – Operação Skyfall (Skyfall/ 2012). Dir: Sam Mendes. Com Daniel Craig, Javier Bardem, Judi Dench, Ralph Fiennes e Albert Finney.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme Britânico e Trilha Musical Original
Indicado ao BAFTA de Ator Coadjuvante (Javier Bardem), Atriz Coadjuvante (Judi Dench), Fotografia, Montagem, Direção de Arte e Som

O Terceiro Homem, de Carol Reed

O Terceiro Homem, de Carol Reed (photo by Rex Features)

O Terceiro Homem (The Third Man/ 1949). Dir: Carol Reed. Com Orson Welles e Joseph Cotten.
BaftaVencedor do BAFTA de Filme Britânico
Indicado ao BAFTA de Filme

Os 39 Degraus, de Alfred Hitchcock (photo by

Os 39 Degraus, de Alfred Hitchcock (photo by Everett Collection/ Rex Features)

Os 39 Degraus (The 39 Steps/ 1935). Dir: Alfred Hitchcock. Com Robert Donat e Madeleine Carroll.

O Pranto de um Ídolo, de

O Pranto de um Ídolo, de Lindsay Anderson (photo by ITV/ Rex Features)

O Pranto de um Ídolo (This Sporting Life/ 1963). Dir: Lindsay Anderson. Com Richard Harris, Rachel Roberts e Colin Blakely.
BaftaVencedor do BAFTA de Atriz Britânica (Rachel Roberts)
Indicado ao BAFTA de Filme, Filme Britânico, Ator Britânico (Richard Harris) e Roteiro Britânico

Trainspotting - Sem Limites, de Danny Boyle (photo by www.outnow.ch)

Trainspotting – Sem Limites, de Danny Boyle (photo by http://www.outnow.ch)

Trainspotting – Sem Limites (Trainspotting/ 1996). Dir: Danny Boyle. Com Robert Carlyle, Kelly Macdonald, Jonny Lee Miller, Ewen Bremner e Ewan McGregor.
BaftaVencedor do BAFTA de Roteiro Adaptado
Indicado ao BAFTA de Filme Britânico

Whisky Galore!, de

Whisky Galore!, de Alexander Mackendrick

Whisky Galore! (1949). Dir: Alexander Mackendrick. Com Basil Radford, Joan Greenwood e Catherine Lacey.
BaftaIndicado ao BAFTA de Filme Britânico

Zulu, de

Zulu, de Cy Endfield (photo by Allstar/ Cinetext/ Paramount)

Zulu (1964). Dir: Cy Endfield. Com Stanley Baker, Jack Hawkins e Michael Caine.
BaftaIndicado ao BAFTA de Direção de Arte Britânica