Critics’ Choice elege ‘Spotlight’ como Melhor Filme

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À esquerda, o produtor Steve Golin e o elenco de ‘Spotlight – Segredos Revelados’, que venceu o prêmio de Melhor Filme (photo by hollywoodreporter.com)

‘MAD MAX’ CONQUISTOU 9 PRÊMIOS, INCLUINDO O DE MELHOR DIRETOR PARA GEORGE MILLER

Como postei aqui anteriormente, o Critics’ Choice Awards, apelidado carinhosamente por mim de “A Bolha Assassina” por abranger todas as categorias possíveis, representa uma penca de críticos dos EUA e do Canadá. Agora a questão é: “Eles votam guiados por suas análises críticas ou tentam acertar os futuros vencedores do Oscar?”. Como as edições anteriores comprovam, o prêmio previu 11 vencedores de Melhor Filme dos últimos 15 anos, uma estatística bastante expressiva.

Como já discutido no blog, hoje existem muitos prêmios que buscam ser o melhor parâmetro para o Oscar, principalmente depois que o Globo de Ouro deixou o posto, mas não sabemos até quando a Academia deixará de ser previsível dessa forma, pois sabe que, por mais que tenha seu prestígio único, depende de audiência para sua cerimônia, e para isso, precisa de elementos-surpresa para atrair a atenção do público e da mídia. No entanto, até esse dia chegar, o Critics’ Choice continua sendo um bom termômetro e este ano, elegeu Spotlight – Segredos Revelados como Melhor Filme do ano, batendo os favoritos O Regresso e Mad Max: Estrada da Fúria. Seria um indicativo?

The 21st Annual Critics' Choice Awards - Show

Rachel McAdams recebe o prêmio de Elenco, representando seus colegas do filme Spotlight – Segredos Revelados. (Photo by Kevin Winter/Getty Images – Just Jared)

Sim, a vitória do drama sobre os crimes sexuais de padres católicos no Critics’ Choice demonstra um forte poder de reação do filme após definhar nos prêmios de sindicatos e no Globo de Ouro, onde perdeu para O Regresso. Por outro lado, vale lembrar que esses mesmos críticos foram na onda do momento e elegeram O Segredo de Brokeback Mountain, A Rede Social e Boyhood: Da Infância à Juventude, que depois padeceram para Crash – No Limite, O Discurso do Rei e Birdman, respectivamente, no Oscar. Particularmente nesses casos, prefiro os votos dos críticos, principalmente no ano em que o mega-maniqueísta Crash – Limite levou o Oscar.

O mesmo vale para categorias de atuação, onde alguns tinham todo o favoritismo a seu lado, mas não confirmaram seu predomínio no Oscar. Foram os casos de Eddie Murphy (Dreamgirls: Em Busca de um Sonho), Mickey Rourke (O Lutador) e Lauren Bacall (O Espelho tem Duas Faces) pra citar uns exemplos. Portanto, favoritos deste ano como Leonardo DiCaprio (O Regresso) e Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar) podem, sim, perder seus tronos nessas seis semanas seguintes.

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Desta vez, Sylvester Stallone não se esqueceu de mencionar o diretor de Creed: Nascido Para Lutar, Ryan Coogler (photo by chicagotribune.com)

Como estratégia, o Critics’ Choice insere seu prêmio bem na semana do anúncio das indicações ao Oscar. Trata-se de uma boa oportunidade de já conferir muitos dos recém-indicados ao Oscar andando no tapete vermelho e ter uma possível prévia dos vencedores e seus discursos de agradecimento. Sim, se os discursos forem chatos e longos, muitos chegam a mudar seus votos na hora da eleição na Academia. Ninguém quer outra Greer Garson… Dos vencedores das categorias de cinema, o único vencedor que não está incluso na festa do Oscar é a canção “See You Again”, do filme Velozes & Furiosos 7. Sem contar, claro, as categorias inexistentes no Oscar como Atriz de Comédia, Ator e Atriz de Filme de Ação, Ficção Científica etc.

Outro diferencial em relação à cerimônia do Oscar, que muitos apoiam, é a desnecessidade de apresentar os prêmios técnicos a fim de agilizar o evento. Num clipe de curtíssima duração, foram anunciados vários vencedores como Fotografia, Direção de Arte, Figurino etc, cuja maioria foi vencida por Mad Max. Tinha prêmios que foram anunciados do lado de fora da festa por repórteres como Melhor Animação! Tudo bem que querem reduzir a duração do evento, mas desse forma?

Eu acredito que a cerimônia do Oscar precisa dar uma recauchutada, mas não voto nas exclusões dessas categorias. Acho um crime! Por exemplo, muitos vencedores do Oscar de Curta-Metragem mal conseguem alguma projeção mesmo aparecendo na televisão, imagina se forem apenas mencionados! Se for pra limar alguma coisa, por que não reduzir as piadinhas dos apresentadores (que ninguém dá risada)?

Talvez essa indiferença do Critics’ Choice em categorias técnicas tenha causado a ausência de diretores também. Nas vitórias de Ex-Machina: Instinto Artificial como Melhor Filme de Ficção Científica e na de Mad Max: Estrada da Fúria como Filme de Ação e Melhor Diretor, Alex Garland e George Miller não estavam presentes.

Se bem que achei o nível de ausências muito alto. Corrijam-me se estiver enganado: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Brie Larson, Tom Hardy, Charlize Theron e Leonardo DiCaprio, o único que teve direito a um discurso de agradecimento pré-filmado vendido como transmissão ao vivo via satélite. Achei um pouco desrespeitoso para os concorrentes de Leo, que compareceram ao evento sem saber que iriam perder.

Dos presentes, o discurso mais aplaudido foi do pequeno Jacob Tremblay, que levou o prêmio de Melhor Jovem Ator ou Atriz por sua performance em O Quarto de Jack. Sem alcançar direito o microfone, ele teve a ajuda do apresentador para logo em seguida dizer: “Este é o melhor dia da minha vida!”. Mencionou o alto nível de talento de seus colegas da categoria, agradeceu o elenco e a equipe do filme e terminou com: “Já sei onde colocar esse prêmio: na prateleira, ao lado da minha (espaçonave) Millenium Falcon”. Pena que ele não terá essa oportunidade no Oscar, já que ficou de fora da competição.

 

Seguem os vencedores do 21º Critics’ Choice Awards:

CINEMA

FILME
Spotlight – Segredos Revelados (Spotlight)

ATOR
Leonardo DiCaprio (O Regresso)

ATRIZ
Brie Larson (O Quarto de Jack)

ATOR COADJUVANTE
Sylvester Stallone (Creed: Nascido Para Lutar)

ATRIZ COADJUVANTE
Alicia Vikander (A Garota Dinamarquesa)

DIRETOR: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)

COMÉDIA
A Grande Aposta (The Big Short)

ATOR EM COMÉDIA
Christian Bale (A Grande Aposta)

ATRIZ EM COMÉDIA
Amy Schumer (Descompensada)

ROTEIRO ORIGINAL
Josh Singer e Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados)

ROTEIRO ADAPTADO
Charles Randolph e Adam McKay (A Grande Aposta)

ELENCO
Spotlight – Segredos Revelados

JOVEM ATOR OU ATRIZ
Jacob Tremblay (O Quarto de Jack)

TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Ex-Machina: Instinto Artificial (Ex Machina)

FILME DE AÇÃO
Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

LONGA DE ANIMAÇÃO
Divertida Mente (Inside Out)

ATOR EM FILME DE AÇÃO
Tom Hardy (Mad Max: Estrada da Fúria)

ATRIZ EM FILME DE AÇÃO
Charlize Theron (Mad Max: Estrada da Fúria)

FOTOGRAFIA
Emmanuel Lubezki (O Regresso)

DIREÇÃO DE ARTE
Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)

MONTAGEM
Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)

FIGURINO
Jenny Beavan (Mad Max: Estrada da Fúria)

MAQUIAGEM E CABELO
Mad Max: Estrada da Fúria

EFEITOS VISUAIS
Mad Max: Estrada da Fúria

CANÇÃO
“See You Again” (Velozes & Furiosos 7)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Filho de Saul (Saul Fia)

DOCUMENTÁRIO
Amy (Amy)

TRILHA MUSICAL
Ennio Morricone (Os 8 Odiados)

TELEVISÃO

SÉRIE DE COMÉDIA
Master of None

SÉRIE DRAMÁTICA
Mr. Robot

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Rami Malek (Mr. Robot)

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Carrie Coon (The Leftovers)

ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
 Jeffrey Tambor (Transparent)

ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Bloom (Crazy Ex-Girlfriend)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Andre Braugher (Brooklyn Nine-Nine)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Mayim Bialik (The Big Bang Theory)

FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Fargo

ATOR EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Idris Elba (Luther)

ATRIZ EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Kirsten Dunst (Fargo)

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Christian Slater (Mr. Robot)

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Constance Zimmer (UnREAL)

ATOR OU ATRIZ CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA
Margo Martindale (The Good Wife)

ATOR OU ATRIZ CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA
Timothy Olyphant (The Grinder)

REALITY SHOW – COMPETIÇÃO
The Voice

ATOR COADJUVANTE EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Jesse Plemons (Fargo)

ATRIZ COADJUVANTE EM FILME FEITO PARA TV OU MINISSÉRIE
Jean Smart (Fargo)

SÉRIE ANIMADA
BoJack Horseman

HOST DE REALITY SHOW
James Lipton (Inside the Actors)

REALITY SHOW ESTRUTURADO
Shark Tank

TALK SHOW
Last Week Tonight with John Oliver

REALITY SHOW NÃO-ESTRUTURADO
Anthony Bourdain: Parts Unknown

OUTROS

MVP AWARD: Amy Schumer

GENIUS AWARD : Industrial Light and Magic

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Calendário do Oscar 2014… com Justin Timberlake?

Preparativos para o Oscar 2014?? Sim, já está tudo combinado... (photo by zimbio.com)

Preparativos para o Oscar 2014?? Sim, já está tudo combinado… (photo by zimbio.com)

O Oscar 2013 mal esfriou e a Academia resolveu já esquentar os motores para 2014. Primeiramente, a data do Oscar 2014 já está marcada: dia 02 de março de 2014. Continua no domingo, mas pulou de fevereiro para março. Essa mudança tem uma explicação oficial: Devido aos Jogos Olímpicos de Inverno da Rússia, que ocorre entre os dias 07 a 23 de fevereiro, resolveram adiar para o início de março para não haver conflito de interesses na TV.

Além do óbvio motivo de não dividir as atenções com a competição esportiva, a Academia anda estudando os impactos positivos das alterações de calendários desse ano e vem cogitando manter algumas decisões como o anúncio dos indicados na segunda semana de janeiro. A idéia inicial dessa estratégia era reduzir a previsibilidade dos resultados e, ao mesmo tempo, estrear o sistema de votação online, mas como também houve considerável aumento nas rendas das bilheterias para os filmes indicados, a intenção é que 2014 possa repetir o feito lucrativo através desse intervalo maior entre o anúncio dos indicados e a cerimônia de premiação.

Então, o calendário oficial fica assim:

16/11/13: The Governors Awards

02/12/13: Official Screen Credits

27/12/13: Início da votação dos indicados

08/01/14: Término da votação dos indicados

16/01/14: Anúncio dos indicados ao Oscar

10/02/14: Almoço dos indicados (Nominees Luncheon)

14/02/14: Início da votação final

15/02/14: Scientific and Technical Awards

25/02/14: Término da votação final

GOLD-Icon_CampasR02/03/14: 86th Academy Awards

E como em 2015, não haverá jogos olímpicos de Inverno, o Oscar 2015 já tem data definida: 22/02/15.

E enquanto ocorria a divulgação do calendário, corriam boatos de que o host do Oscar 2014 já estaria decidido: o cantor e ator Justin Timberlake. Os sites que confirmavam diziam que ele seria uma boa opção por seu apelo com o público jovem. Além disso, poderia fazer números musicais mais caprichados que o antecessor Seth MacFarlane.

Seann William Scott e Justin Timberlake como hosts do MTV Movie Awards 2003. Faz tempo, mas está no currículo. (photo by mtv.com)

Seann William Scott e Justin Timberlake como hosts do MTV Movie Awards 2003. Faz tempo, mas está no currículo. (photo by mtv.com)

Por outro lado, outros sites desmentem, alegando que se tratariam de boatos infundados, uma vez que o anúncio do host normalmente ocorre no segundo semestre e até lá, muita água ainda rolaria. Essa justificativa soa muito mais plausível, principalmente pela questão da antecipação de data, mas Justin Timberlake tem chances reais de se tornar o próximo host, levando em conta que já tem experiência no MTV Movie Awards (apresentou ao lado do ator Seann William Scott em 2003) e seus últimos filmes tem conquistado o público como a comédia romântica Amizade Colorida (2011) e A Rede Social (2010), em que interpreta o criador do Napster, Sean Parker.

James Franco e Anne Hathaway: Que isso não se repita! (photo by guardian.co.uk)

James Franco e Anne Hathaway: Que isso não se repita! (photo by guardian.co.uk)

Particularmente, tenho uma visão diferente dos produtores da Academia. Não acredito que quanto mais jovem o host for, maior a audiência. Quer prova melhor do que o fracasso da dupla Anne Hathaway e James-não-estou-sob-efeito-de-tóxicos-Franco? A idéia só parecia promissora, mas a realidade foi enganosa, pra ficar no adjetivo classudo. Se for contratar alguém mais jovem, que seja na linha de Chris Rock, que já tem experiência como comediante stand up. Claro que seria necessário controlar seu linguajar afiado, mas os cinco segundos de delay servem pra isso, certo?

Gostava muito do Billy Crystal, mas seu último ano foi bem decepcionante. Ficou bem claro que Crystal estava enferrujado para o cargo. Seus números musicais perderam aquele vigor com notas críticas aos filmes e a política. Em se tratando de musicais, seu substituto natural, Hugh Jackman, seria uma boa pedida para agradar todas as faixas etárias. Com menos pressão nesse possível retorno, Jackman estaria mais tranquilo para atuar e entreter o público do palco.

Contudo, meus votos seriam para os apresentadores da TV: Jon Stewart (do The Daily Show) e Ellen DeGeneres (do Ellen Show). Ambos já foram hosts do Oscar, tendo o primeiro apresentado duas vezes (2006 e 2008), e a segunda apenas uma em 2007, e têm amplo público fiel televisivo. Alguns discordam de Stewart para o cargo porque ele teria um “excesso político” no tradicional monólogo de abertura. Ele nunca escondeu o fato de ser eleitor do partido Democrata, tanto que costuma fazer piada contra Republicanos. Mas ele tem uma visão bem irônica que agrada o público de artistas, ainda mais que a maioria é Democrata também.

Jon Stewart e suas piadas políticas teriam um público-alvo mais maduro (photo by oscars.org)

Jon Stewart e suas piadas políticas teriam um público-alvo mais maduro (photo by oscars.org)

Ellen DeGeneres seria a opção mais agradável, hors concours. Suas piadas são mais inofensivas, analisando peculiaridades dos astros de Hollywood, com um teor bem mais saudável de política do que Jon Stewart. Porém, como ela anda extremamente ocupada com seu show, Ellen pode recusar o convite.

Agora, se pudesse sugerir um nome, ficaria com Jim Carrey. Como todos sabem, ele fez grande sucesso com comédias exageradas como Debi & Lóide – Dois Idiotas em Apuros, O Máskara e Ace Ventura – Um Detetive Diferente na primeira metade dos anos 90. Depois, buscou o tão sonhado Oscar com duas interpretações mais sérias em O Show de Truman – O Show da Vida (1998) e O Mundo de Andy (1999), mas só ficou mesmo com os Globos de Ouro. Quando levou um prêmio da MTV Movie Awards, Carrey foi trajado de hippie com o discurso de que havia jogado a toalha em relação à Academia, pois sequer fora indicado.

Jim Carrey apresentando o Oscar Honorário para o diretor e roteirista Blake Edwards em 2004 (photo by mundodse.com)

Jim Carrey apresentando o Oscar Honorário para o diretor e roteirista Blake Edwards em 2004 (photo by mundodse.com)

Jim Carrey já apresentou alguns prêmios na cerimônia do Oscar e mostrou ótima desenvoltura. Tomei como exemplo sua aparição no Oscar 1996, no qual ele cria piadas sobre os filmes com extrema facilidade ao fazer imitações perfeitas, satiriza a política internacional e ainda ironiza o universo por trás das câmeras. Claro que ele puxaria a sardinha para seu lado ao chorar que nunca foi reconhecido pela Academia, mas sua escolha como host serviria como ótimo alento. Veja clipe dele no Oscar 96, apresentando o prêmio de Melhor Fotografia (sem legendas):

E, numa qualidade bastante sofrível, temos o vídeo em que ele apresenta o Oscar de Melhor Montagem (com tradução simultânea em polonês, mas com legendas em inglês). No ano em que seria indicado para Melhor Ator por O Show de Truman – O Show da Vida, ele brinca com a sua exclusão da categoria, mas com muito bom humor. O pior desse ano foi o fato do vencedor ter sido Roberto Benigni por A Vida é Bela, pois para quem conhece o ator italiano, ele sempre atua do mesmo jeito em todos os filmes.

E você? Qual sua opinião sobre o próximo host? Justin Timberlake seria uma boa escolha? E Eddie Murphy? Ele seria o host desse ano, mas acabou saindo depois que o produtor do show, o diretor Brett Ratner, falou algumas besteiras numa entrevista. Vote na enquete abaixo:

Prévia do Oscar 2013: Ator Coadjuvante

O último vencedor da categoria, Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor.

Criada em 1937, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante passou a suprir a demanda de atores hollywoodianos que mereciam reconhecimento, mesmo não estrelando uma produção. O maior vencedor foi o americano Walter Brennan, que levou para casa três vezes o prêmio por Meu Filho é Meu Rival (1936), Kentucky (1938) e A Última Fronteira (1940). Normalmente, vence aquele que tem um papel que costuma roubar a cena, como aconteceu com Sean Connery em Os Intocáveis (1987) ou Christoph Waltz em Bastardos Inglórios (2009). A categoria, que antes era considerada menos importante, passou a ganhar relevância quando atores do quilate de Walter Huston (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), George Sanders (A Malvada, 1950), Jack Lemmon (Mister Roberts, 1955) e Peter Ustinov (Spartacus, 1960) se sagraram vencedores.

Vencedor de três Oscars de coadjuvante: Walter Brennan. Além de ter atuado em muitos westerns, trabalhou com grandes atores como Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Gary Cooper e John Wayne.

Nas últimas décadas, as categorias de coadjuvante serviram como reduto de atores renomados. Nos bastidores, a estratégia da Academia seria de compensar atores de peso que não ganharam em oportunidades prévias. Claro que oficialmente, ninguém vai confirmar essa informação, mas a vitória de Morgan Freeman por Menina de Ouro em 2005 é um exemplo disso, pois o ator fora indicado em outras três vezes, mas nunca levou a estatueta. Essa leitura da premiação acredita que as chances de ele levar Melhor Ator (principal) nos próximos anos seriam pequenas e que, por isso, sua vitória como coadjuvante seria uma forma de garantir que Freeman encerre sua carreira como vencedor do Oscar.

Morgan Freeman em Menina de Ouro: Oscar de coadjuvante. Antes tarde do que nunca?

Com certeza, muitos fãs de Morgan Freeman vão discordar dessa opinião, mas as mesmas pessoas sabem que ele mereceu mais por Conduzindo Miss Daisy ou Um Sonho de Liberdade. Particularmente, sou contra esse sistema de compensação, pois pode desbancar a melhor performance do ano que, nesse ano, deveria ter ido para Thomas Haden Church (Sideways – Entre Umas e Outras) ou Clive Owen (Closer – Perto Demais).

Claro que adoraria ver atores veteranos e consagrados ganhando o Oscar pela primeira vez como aconteceu com Christopher Plummer este ano, mas nem sempre a maré está a favor deles. Nesses casos, existe o Oscar Honorário, que costuma premiar profissionais do cinema que nunca tiveram a oportunidade de levar a estatueta pra casa. Vencedores recentes atestam: James Earl Jones, Eli Wallach, Lauren Bacall e o compositor italiano Ennio Morricone, todos foram previamente indicados mas nunca venceram nas respectivas categorias.

Este ano, temos fortes candidatos vencedores do Oscar. Alan Arkin, Robert De Niro, Philip Seymour Hoffman, Russell Crowe e Tommy Lee Jones podem voltar ao tapete vermelho como indicados. O retorno mais triunfal seria o de Robert De Niro, que teve sua época de glória nas décadas de 70, 80 e 90, mas que não figura na lista há vinte anos (!). Tem também indicados prévios, mas que nunca ganharam e agora podem ter a chance de ouro como Leonardo DiCaprio, que concorreu três vezes, e em 2013, pode finalmente passar para o time dos Academy Award Winners.

Apesar de ainda estar cedo para favoritismos, Robert De Niro está na frente pelo sucesso de Silver Linings Playbook. O filme de David O. Russell vem arrancando aplausos pelos festivais que passa, especialmente o de Toronto (Canadá), de onde saiu com o prêmio People’s Choice Award. Particularmente, mesmo que ainda não tenha conferido sua performance, gostaria que esse retorno de De Niro fosse coroado para que sirva de incentivo ao ator para escolher projetos mais ousados e não somente pelo alto cachê, como vinha fazendo nas últimas duas décadas. Contudo, Philip Seymour Hoffman pode ser a pedra no meio do caminho com sua presença magnética no novo filme de Paul Thomas Anderson, The Master, que já lhe rendeu o prêmio Volpi Cup de Melhor Ator (juntamente com Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza.

Alan Arkin em Argo

ALAN ARKIN (Argo)

Muita gente conhece Alan Arkin como o vovô maconheiro e tutor da pequena Olive de Pequena Miss Sunshine, papel pelo qual ele ganhou seu único Oscar em 2007, batendo o favorito Eddie Murphy de Dreamgirls, mas este ator americano de 78 anos é um veterano em Hollywood, tendo participado de alguns clássicos como a comédia de guerra de Norman Jewison, Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966) e no suspense Um Clarão nas Trevas (1967), ao lado de Audrey Hepburn. Chegou a atuar no filme brasileiro indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, O que é isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Nessa idade e já com um Oscar em casa, alguns críticos já aposentavam Alan Arkin, mas com Argo, ele prova que tem muito ainda a ensinar e mostrar. Ele interpreta o produtor de Hollywood, Lester Siegel, que ajuda o maquiador John Chambers na missão de vender um filme fictício para encobrir a saída de seis americanos do Irã durante a Revolução Iraniana em 1980. Ao lado de John Goodman, que vive Chambers, Alan Arkin rouba a cena com seu humor escrachado repleto de palavrões, muito semelhante ao revoltado vovô de Miss Sunshine.

É claro que o fato de Arkin já ter ganhado o Oscar recentemente implica em perda de pontos na corrida, afinal os votantes certamente consideram o histórico do ator. Mas se os votos se dividirem entre Robert De Niro e Philip Seymour Hoffman, Alan Arkin viria logo em seguida para roubar a cena na cerimônia.

Russell Crowe em Les Misérables

RUSSELL CROWE (Les Miserábles)

Depois de um início fenomenal em seus primeiros anos de Hollywood com três indicações ao Oscar, Russell Crowe deu uma relaxada. Quer dizer, ainda trabalha em projetos ambiciosos e com diretores consagrados como Ridley Scott e Peter Weir, mas suas atuações deram uma estabilizada. Em O Informante, Crowe engordou para interpretar Jeffrey Wigand. Já em Gladiador, ganhou massa muscular e fez cara de mau. A Academia reconheceu oficialmente seu esforço, premiando-o com o Oscar de Melhor Ator em 2001 pelo épico Gladiador.

Talvez, com esta adaptação musical do clássico literário de Victor Hugo, Russell Crowe volte aos holofotes pelas performances na tela, e não pelos escândalos de porrada em papparazzi ou que bateu na pobre esposa. Na mega-produção, o ator neozelandês dá vida ao Inspetor Javert, que fica na cola do protagonista Jean Valjean (Hugh Jackman).

Particularmente, nunca ouvi nenhuma faixa da banda australiana de Russell Crowe, 30 Odd Foot of Grunts. Mas pelos comentários, vale aquele bom e velho ditado: “Como cantor, Russell Crowe é um ótimo ator”. E pelo que me informei, não há playbacks nas canções, tanto que os atores cantavam ao vivo no set usando um fone que tocava piano para manter o ritmo. A música era acrescentada na montagem final. Será que Crowe se saiu bem ou todo mundo aplaudia por educação e com medo de levar um soco? Só vendo mesmo, mas se ele não se saiu no mínimo bem, esquece a indicação…

Robert De Niro em cena de Silver Linings Playbook

ROBERT DE NIRO (Silver Linings Playbook)

Que Robert De Niro não precisa provar mais nada pra ninguém, isso todo mundo já sabe. Afinal, não é qualquer ator que fez Taxi Driver (1976), O Poderoso Chefão: Parte II (1974), Touro Indomável (1980), Os Bons Companheiros (1990) e aterrorizou como o presidiário Max Cady em Cabo do Medo (1991). Tem dois Oscars na bagagem, mas um terceiro pode estar por vir.

Com Silver Linings Playbook, o veterano de Hollywood pode ressuscitar na temporada de prêmios. Ele faz o pai protetor e conselheiro de Pat (Bradley Cooper), que acaba de sair de uma instituição psicológica depois de pegar sua mulher traindo. Pelo trailer, já é possível ver que De Niro já se desvencilha da típica atuação de mafioso ou gângster que praticamente impregnou sua pele, crédito do ótimo diretor de atores David O. Russell.

O retorno de Robert De Niro aos bons papéis era há muito aguardada, pois o ator passou por duas décadas de filmes medianos e alguns claramente para poder pagar as contas como a comédia As Aventuras de Rocky & Bullwinkle (podem falar o que quiser do filme, mas está nítido que o contrato foi gordo).

Aí você vai se perguntar: “Mas se o De Niro já tem dois Oscars, por que ele ganharia um terceiro?”. Realmente, se levarmos em consideração o histórico vitorioso, existem outros atores da nova geração que são tão merecedores quanto ele. Mas Hollywood e sua comunidade admiram Robert De Niro e gostariam de vê-lo no topo depois de tanto tempo. Muitos acreditam que o grande ator ainda existe, mas que não teve as devidas oportunidades nas últimas duas décadas. Infelizmente, só vamos poder comprovar o potencial do papel em fevereiro, quando está prevista a estréia no Brasil.

Leonardo DiCaprio em Django Livre

LEONARDO DiCAPRIO (Django Livre)

Desde que estrelou Titanic como o pobretão galã Jack e se tornou pôster de milhões de quartos de menininhas, Leo DiCaprio decidiu virar o disco e se tornar um ator de respeito. Sua tática era formar parcerias com profissionais consagrados como forma de aprendizado e se destacar como ator e não apenas ídolo teen. Como cinéfilo, admiro bastante sua disposição para mover montanhas, mas ainda não me convenci de que ele é um bom ator. DiCaprio é esforçado: aprendeu o sotaque sul-africano para filmar Diamante de Sangue, tomou uma nova aparência mais nojenta em O Aviador e mais velha em J. Edgar, mas ainda não apresenta algumas nuances e tonalidade de voz diferenciada. Ele precisa trabalhar mais o interior do que o exterior. Pode-se dizer que Leonardo DiCaprio é um diamante bruto que precisa ser esculpido.

Creio que o diretor Martin Scorsese também pensou o mesmo a respeito dele. Contratou-o para filmar Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006) e A Ilha do Medo (2010). Claro que depois do curso intensivo de Scorsese, Leo ficou melhor, tanto que conseguiu mais duas indicações ao Oscar (a primeira foi aos 19 anos como coadjuvante por Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador) por O Aviador e Diamante de Sangue.

Agora, em sua primeira participação num filme de Quentin Tarantino, as esperanças se renovam, ainda mais que o diretor conseguiu um Oscar de coadjuvante para Christoph Waltz em Bastardos Inglórios há dois anos. No western Django Livre, Leonardo DiCaprio interpreta o vilão, no caso, o proprietário de terras brutal de Mississipi, Calvin Candie, que tem posse da mulher do herói Django (Jamie Foxx). As expectativas sempre são altas quando se fala de um filme de Tarantino. Espera-se que a performance de DiCaprio também esteja no mesmo nível.

John Goodman em Argo

JOHN GOODMAN (Argo)

Para o público brasileiro em geral, John Goodman ficou marcado por viver Fred Flinstone nos cinemas e dar sua voz ao personagem Sully na animação Monstros S.A.. Chegou a cantar a canção “If I Didn’t Have You”, que venceu o Oscar para Randy Newman em 2002. Mas para os cinéfilos de carteirinha, o ator robusto ficará marcado eternamente pelo papel de Walter Sobchak, o sem-noção traumatizado da Guerra do Vietnã na comédia de humor negro O Grande Lebowski (1998), dos irmãos Coen.

De lá pra cá, além das participações nos filmes dos Coen, Goodman tem sido escalado para papéis menores que exigem uma presença de tela. Foi assim no blockbuster Speedy Racer, na comédia Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e no último vencedor do Oscar, O Artista. Com o sucesso de Argo, espera-se que ele finalmente consiga sua primeira indicação ao Oscar e consequentemente, melhores ofertas de papéis.

No filme de Ben Affleck, John Goodman se destaca em todas as cenas em que aparece como o maquiador de Hollywood, John Chambers. É realmente uma pena que seu personagem não tenha mais tempo de tela, porque sua atuação merecia mais alguns minutos. Apesar da curta duração, uma indicação a Goodman se mostra bastante plausível devido ao reconhecimento da figura de Chambers com um Oscar Honorário pelas próteses inovadoras de O Planeta dos Macacos (1968).

Philip Seymour Hoffman em The Master

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN (The Master)

Philip Seymour Hoffman começou a atuar em filmes no começo dos anos 90. Felizmente, nunca foi do tipo galã, então teve que ralar bastante para conquistar seu lugar ao sol. Mesmo em papéis menores, teve oportunidade de conhecer e atuar com grandes atores como Paul Newman, Al Pacino, James Woods e Ellen Burstyn, buscando construir seu próprio estilo de interpretação. Na maioria de seus trabalhos, percebe-se que Hoffman prioriza a atuação mais contida, mesmo com seu trabalho premiado pela Academia em Capote (2005), em que teve que copiar alguns trejeitos típicos do romancista Truman Capote, ele procurou reprimir a sexualidade de seu personagem.

Além do aprendizado com referências de Hollywood, outro fator notável na carreira de Hoffman foi o início de uma parceria forte com o jovem cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson que, aos 26 anos, realizou seu primeiro longa, Jogada de Risco (1996). Com o diretor, Philip Seymour Hoffman voltou a trabalhar em Boogie Nights – Prazer Sem Limites (1997), Magnólia (1999), Embriagado de Amor (2002) e agora no tão aguardado The Master, no qual dá vida ao filósofo carismático Lacaster Dodd, que seria baseado na figura do criador da Cientologia, L. Ron Hubbard.

Pelo filme, Philip Seymour Hoffman já ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator (compartilhado com seu colega Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza, de onde Paul Thomas Anderson também saiu premiado como Melhor Diretor. Hoffman já foi indicado três vezes ao Oscar: Melhor Ator por Capote (2005), Melhor Ator Coadjuvante por Jogos do Poder (2007) e Dúvida (2008), tendo levado pelo primeiro.

Tommy Lee Jones em Lincoln

TOMMY LEE JONES (Lincoln)

Muita gente conhece Tommy Lee Jones como o agente K da trilogia de Homens de Preto, que com sua expressão de pedra, contrabalanceou muito bem com o humor mais extrovertido de Will Smith. Contudo, Jones já possui uma extensa filmografia, que começou lá em 1970 no bem-sucedido romance Love Story – Uma História de Amor, num papel menor. Apesar de ganhar notoriedade ao atuar ao lado de Sissy Spacek na biografia da cantora country Loretta Lynn em 1980, Tommy Lee Jones só teve seu talento reconhecido nos anos 90, quando trabalhou com Oliver Stone no aclamado JFK – A Pergunta que Não Quer Calar e no polêmico Assassinos por Natureza. Em 1995, ganhou seu único Oscar de coadjuvante pelo thriller policial O Fugitivo, no qual interpreta o agente do FBI Samuel Gerard que tem a missão de perseguir Kimble (Harrison Ford), acusado de matar sua própria esposa.

Como muitos atores, Tommy desfrutou de seu sucesso tardio em Hollywood e assinou contrato para alguns filmes blockbusters como o fraco Volcano (1997) e no carnavalesco Batman Eternamente (1995), em que deu vida ao vilão Duas-Caras. Mais recentemente, estrelou o western pós-moderno dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), foi indicado ao Oscar pela atuação no policial No Vale das Sombras (2007) e em 2005, ganhou o prêmio de ator no Festival de Cannes pelo ótimo Três Enterros, primeiro longa sob sua direção.

2012 foi um ano cheio para Tommy Lee Jones. Quatro produções em que participou estrearam este ano: Lincoln, Homens de Preto 3, Emperor e Um Divã Para Dois. Além do sucesso comercial de Homens de Preto 3, sua atuação na comédia romântica Um Divã Para Dois ao lado de Meryl Streep já havia chamado a atenção da crítica, o que certamente aumenta as chances de indicação pelo filme político de Steven Spielberg. Em Lincoln, ele interpreta o vice-presidente abolicionista Thadeus Stevens, que tem suma-importância como o braço direito do presidente. Na grande produção de época de Spielberg, existem vários bons atores em papéis secundários como David Strathairn, Jackie Earle Haley, John Hawkes, Joseph Gordon-Levitt, James Spader e Hal Holbrook, mas pelas críticas, Tommy Lee Jones deve representar todo o elenco secundário masculino no Oscar.

William H. Macy em The Sessions

WILLIAM H. MACY (The Sessions)

Este ator franzino norte-americano parece ter nascido para papéis secundários. Hollywood nunca lhe deu uma real oportunidade de protagonista, mas já trabalhou com diretores renomados como Woody Allen (A Era do Rádio e Neblina e Sombras), Rob Reiner (Fantasmas do Passado), Paul Thomas Anderson (Boogie Nights – Prazer Sem Limites e Magnólia), Barry Levinson (Mera Coincidência) e os irmãos Coen (Fargo), pelo qual conseguiu sua única indicação ao Oscar, como coadjuvante, claro. Na TV, William H. Macy teve mais sorte ao estrelar o filme televisivo De Porta em Porta, no qual se destaca como o vendedor ambulante com problemas mentais Bill Porter.

Casado com a atriz Felicity Huffman, da série de TV Desperate Housewives, William H. Macy tem enorme carinho por colegas de trabalho, pois costuma emprestar seu carisma para seus papéis. Desta vez, ele interpreta um padre, que enfrenta uma questão eticamente controversa. No filme independente The Sessions, seu amigo e fiel Mark O’Brien (John Hawkes) tem condições médicas delicadas e pouco tempo de vida, o que o leva a querer perder sua virgindade antes que o pior aconteça. Como padre e conselheiro, ele tenta guiar Mark pelo melhor caminho sem afetar sua fé.

No último Festival de Sundance, o filme ganhou o prêmio de público e um reconhecimento especial do júri pela atuação do elenco todo. Dependendo de como vai se sair entre os prêmios da crítica americana como o National Board of Review, New York Film Critics Circle e o Los Angeles Film Critics Association, William H. Macy tem boas chances de aparecer na lista de Melhor Ator Coadjuvante em 2013. Seria sua segunda indicação ao Oscar.

Matthew McConaughey em Magic Mike

MATTHEW McCONNAUGHEY (Magic Mike)

Galã de segunda linha, Matthew McConnaughey costuma estrelar comédias românticas com atrizes regulares como Sarah Jessica Parker e Kate Hudson, tanto que o público feminino o conhece como o conquistador de Como Perder um Homem em 10 Dias (2003). Mas de vez em quando, o ator decide participar de alguns projetos mais ambiciosos como a ficção científica Contato (1997), o filme de época de Spielberg, Amistad (1997) e ganhou certo prestígio ao interpretar advogados em Tempo de Matar (1996) e em O Poder e a Lei (2011).

Trabalhando com o diretor Steven Soderbergh (vencedor do Oscar por Traffic) em Magic Mike, McConnaughey faz o papel de Dallas, um veterano do mundo do striptease masculino no clube de mulheres. Ele rouba a cena ao passar seus ensinamentos eróticos para o jovem Mike (Channing Tatum) e, claro, em seus shows que levam as mulheres ao delírio.

Com tantas performances boas nessa categoria, McConnaughey corre por fora nessa competição. Contudo, como a maioria dos relacionados já foi indicada ou ganhou um Oscar, existe uma possibilidade do ator ser o único a conquistar a primeira indicação. A votantes femininas podem dar uma mãozinha.

 

POSSÍVEIS SURPRESAS

As categorias de coadjuvante costumam ser as mais imprevisíveis. Na reta final, surge alguém para roubar a vaga garantida de outro ator. Este ano, o veterano sueco Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto) foi a surpresa, passando uma rasteira em Albert Brooks (Drive) e Armie Hammer (J. Edgar), ambos indicados ao Globo de Ouro e SAG Awards, respectivamente. Alguns sites como IndieWire, colocaram alguns nomes que podem figurar como supresa na lista final. Confira:

– Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)

– Don Cheadle (Flight)

– James D’Arcy (Hitchcock)

– Michael Fassbender (Prometheus)

– James Gandolfini (O Homem da Máfia)

– Dwight Henry (Indomável Sonhadora)

– Hal Holbrook (Promised Land)

– Ewan McGregor (O Impossível)

– Ian McKellen (O Hobbit – Uma Jornada Inesperada)

– Guy Pearce (Os Infratores)

Também considero baixas as possibilidades desses atores entrarem na lista, mas adoraria ver Michael Fassbender ser incluso de última hora por Prometheus, uma vez que o ator alemão já merecia uma indicação este ano pelo drama independente Shame. Além de seu ciborgue David ser muito convincente e deixar todo o resto do elenco no chão, ele demonstra a calma na fala mansa e pausada, e ainda empresta um carisma que às vezes se mostra mais humano do que os personagens humanos. Com certeza, um grande ator em extrema ascensão que merece ser reconhecido pela Academia, que só tem a ganhar com sua inclusão na categoria.

Michael Fassbender como o ciborgue David em Prometheus

Como fã de James Bond, seria uma grata surpresa ver Javier Bardem e seu vilão Raoul Silva de 007 – Operação Skyfall indicado ao Oscar, mas acho bastante improvável pelo papel ser parecido com o Coringa de Heath Ledger. Entretanto, o mega sucesso das bilheterias do 23º filme de Bond pode mexer na corrida.

Tony Scott (1944 – 2012)

Tony Scott

Nesse último domingo, dia 19 de agosto, o diretor britânico Tony Scott cometeu suicídio ao pular de uma ponte em Los Angeles. A suspeita se confirmou quando encontraram um bilhete de suicídio em seu escritório. Testemunhas reportaram que ele saiu de seu carro por volta do meio-dia e meia, escalou uma grade do lado sul da construção e pulou sem hesitar.

O diretor Duncan Jones, discípulo de Scott

No dia seguinte, as notícias confirmavam a existência de um diagnóstico que acusava um câncer cerebral, que teria desencadeado a tragédia. Embora exista um motivo, a ocorrência chocou a comunidade hollywoodiana por envolver duas questões delicadas: suicídio e eutanásia. Um de seus discípulos, o diretor Duncan Jones (Lunar e Contra o Tempo) comentou no Twitter: “Acabei de ficar sabendo do Tony. Horrível… Tony foi um homem verdadeiramente amável que me colocou debaixo de sua asa e acendeu minha paixão para fazer filmes. Oh, Tony… Queria que você tivesse sentido que havia um jeito de continuar. Que triste desperdício. Meus pensamentos ficam com sua mulher e seus lindos filhos”.

Tony Scott ao lado de seu irmão mais velho Ridley Scott (a esquerda).

Outras incontáveis mensagens de condolências de amigos e colegas de trabalho choveram pela internet . Tony Scott, 68 anos, deixa a esposa, a atriz Donna Scott (conheceram-se no set de filmagens de Dias de Trovão, quando ainda era Donna Wilson), dois filhos gêmeos Frank e Max, e o irmão mais velho, Ridley Scott, consagrado diretor de Alien – O Oitavo Passageiro, Blade Runner – O Caçador de Andróides e mais recentemente Prometheus. Os irmãos eram sócios na Scott Free Production, que além de colaborar na produção dos filmes de ambos, atuava nas séries televisivas Numb3rs e The Good Wife.

Todas as notícias chamam Tony Scott de “o diretor de Top Gun – Ases Indomáveis” por se tratar de um de seus maiores sucessos comerciais, que alavancou a carreira do jovem Tom Cruise na década de 80, mas na opinião deste humilde blogueiro, seu melhor filme foi Fome de Viver (1983). Na época, vampiros eram vampiros, aquela perfeita mistura de charme, crueldade e erotismo. Não essa baboseira de hoje de vampiros andróginos e capados (sem querer ofender a determinados filmes de hoje). O filme cult ofuscava a platéia com uma plasticidade de encher os olhos, contava com uma química avassaladora de David Bowie e das ninfas Susan Sarandon e Catherine Deneuve (numa antológica cena de amor lésbico). O trabalho primoroso de Stephen Goldblatt muito deve à influência visual do filme do irmão Ridley, Blade Runner, lançado no ano anterior.

Cena caliente entre David Bowie e Catherine Deneuve no cult Fome de Viver (1983)

Nos anos 80 e 90, Tony passou a ganhar notoriedade em Hollywood ao encontrar um equilíbrio fundamental entre ação, romance e comédia. O sucesso nas bilheterias de Top Gun – Ases Indomáveis (1986), Um Tira da Pesada II (1987), Dias de Trovão (1990), Revenge – A Vingança (1990), Amor à Queima Roupa (1993) e Maré Vermelha (1995). Consequentemente, muitos atores tiveram seus contratos com cifras maiores depois da parceria com Scott; dentre eles: Eddie Murphy, Nicole Kidman, Kevin Costner, Christian Slater, Patricia Arquette, Denzel Washington e Bruce Willis.

Amor bandido: Patricia Arquette e Christian Slater têm química em Amor à Queima Roupa (1993)

Contudo, nos últimos anos, Tony Scott passou a se dedicar a filmes mais policiais com tramas de reviravoltas previsíveis e com visual padrão de fotografia, especialmente Chamas da Vingança (2004), Domino – A Caçadora de Recompensa (2005) e Déjà vu (2006). O diretor ainda faria a refilmagem O Sequestro do Metrô 123 (2009) e seu último filme, Incontrolável (2010), sobre um trem carregado de material químico tóxico prestes a colidir e dizimar a população de uma cidade. Estava desenvolvendo uma sequência para Top Gun, que contaria com o retorno do astro Tom Cruise ao papel do piloto de caça Maverick.

O sucesso Top Gun – Ases Indomáveis, estrelado pelo casal Kelly McGillis e Tom Cruise, quem diria! teria uma sequência! Fala sério…

Top Gun – Ases Indomáveis foi o único filme de Tony Scott a ganhar um Oscar: o de melhor canção para Take My Breath Away, pela voz de Berlin. Quem não comprou a fita cassete naquela época? O diretor nunca foi indicado ao prêmio da Academia, mas levou o Emmy pela direção da série de TV The Gathering Storm em 2003.

Segue o clipe da música vencedora do Oscar, que deixou muitos casais enamorados e menininhas sonhando acordadas com Tom Cruise:

Vencedores do Oscar 2012

Turma de O Artista: virada no Oscar

Ok, confesso. Não fui tão bem nas minhas previsões do Oscar este ano. Mas pelo menos ganhei o bolão da minha turma! Das 20 categorias que postei aqui, acertei apenas 9. Como iria adivinhar que o filme A Invenção de Hugo Cabret iria morrer na praia? Começou ganhando tudo e depois foi entregar tudo de mão beijada para O Artista! Pena que não postei minhas apostas para os curtas. Acertei todos os 3: curta, curta-documentário e curta de animação!

Billy Crystal: Talvez esteja na hora de se aposentar do Oscar?

Bom, antes de começar a comentar os resultados, não curti tanto o Billy Crystal. Ele está meio enferrujado nas músicas e na língua, que era mais afiada antes. Não acreditei que ele fosse cantar “It’s aaaaa wonderful night for Oscar! Oscar! Oscar! Who will win?” com 9 (nove!) filmes indicados a Melhor Filme, mas no fim nem fez tanta diferença porque foi tudo muito rápido. Não é de hoje que defendo a volta de Jon Stewart (do Daily Show), que apresentou muito bem em 2006 e 2008. Também gostaria de ver a Ellen DeGeneres pelo menos mais uma vez. Mas dá pra dar um desconto para o Billy Crystal porque ele foi chamado às pressas para substituir Eddie Murphy, que teve que pular fora do barco por causa do cabeça-oca do Brett Ratner, ex-produtor do Oscar que andou falando mais do que devia em programas de entrevistas.

Mas minha maior crítica talvez seja a produção do Oscar em si. Achei que o produtor Brian Grazer estava tão preocupado em respeitar o horário do show que esqueceu dos demais atrativos. Sabe aquela expressão “by the book”? A cerimônia em si ficou quadrada e fraquinha. Nem sequer teve bons clipes (aquele da opinião de O Mágico de Oz tinha boa intenção, mas parou por aí), os diálogos dos apresentadores estavam batidos e aquele número do Cirque du Soleil estava parecendo um repeteco genérico de 2002. Poxa, custava fazer algo mais inovador? Ah sim, tinha as moças jeitosas (cigarette girls) servindo saquinhos de pipocas nos corredores! Aliás, vou repassar essa ótima idéia para a Rede Cinemark (que é “muito mais que cinema”).

Ok, vamos aos resultados. O balanço final ficou assim:

O Artista e A Invenção de Hugo Cabret empataram com 5 Oscars, sendo que o primeiro ficou com os principais prêmios da noite.

Direção de Arte esplendorosa de Hugo: recriação e criação

A Dama de Ferro com 2 Oscars.

Os Descendentes, Histórias Cruzadas, Meia-Noite em Paris, Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres, Toda Forma de Amor, Rango, A Separação e Os Muppets todos levaram uma estatueta para casa, confirmando assim uma espécie de distribuição democrática de prêmios.

Talvez os maiores perdedores da noite foram o filme de beisebol, O Homem que Mudou o Jogo, e o drama bélico, Cavalo de Guerra, que saíram de mãos vazias da cerimônia. As duas produções são boas e não mereciam ficar de fora do Oscar democrático. Enquanto o filme de Brad Pitt tinha um roteiro forte com diálogos rápidos e bons atores, o filme de Spielberg tem um classicismo à la John Ford que ressalta a boa e velha catarse com uma bela fotografia e enquadramento do pôr-do-sol. Porém, em ambos os casos, acabaram não ganhando porque tiveram fortes concorrentes em suas categorias.

A fotografia intimista de A Árvore da Vida

Apesar de ter gostado de A Invenção de Hugo Cabret, não concordo em tanto reconhecimento técnico. Por exemplo, gosto da fotografia, mas não dava para esnobar o trabalho de Emmanuel Lubezki em A Árvore da Vida. Não somente pelo aspecto National Geographic das cenas da Natureza, mas pela forma intimista que Lubezki trata a família, como uma espécie de entidade divina, que faz com que o filme de Malick seja interpretado desta maneira. Além disso, os efeitos visuais de Planeta dos Macacos: A Origem mereciam o prêmio pelo ótimo realismo dos personagens símios (e seria uma excelente forma de compensar toda a série e o trabalho excepcional de maquiagem). E para finalizar, o Oscar de som poderia ter ido para Cavalo de Guerra, que trabalha minuciosamente os sons dos armamentos da Primeira Guerra Mundial.

Já a direção de arte de A Invenção de Hugo Cabret é um trabalho primoroso de Dante Ferretti e Francesca LoSchiavo, pois consegue recriar os sets de filmagens de Georges Méliès de forma majestosa e cria toda uma estação de trem da Paris dos anos 30. Esse Oscar ninguém tirava…

Meryl Streep e o Oscar: feitos um para o outro.

Se a cerimônia em si foi meio previsível, pelo menos duas surpresas me agradaram bastante. Quer dizer, não dá pra classificar exatamente como “surpresa”, mas acho que a vitória de Woody Allen e Meryl Streep me agradaram bastante. Até pouco antes de começar o Oscar, achava que a Viola Davis roubaria a 3ª estatueta de Meryl Streep, mas felizmente eu estava errado. Até a Meryl Streep estava mais confiante desta vez, usando um vestido todo dourado! Mas parabéns a ela, pois trata-se de uma das maiores e melhores atrizes em atividade no mundo. Espero que ela consiga ganhar um quarto ou quinto Oscar, pois a longevidade de sua carreira muito se assemelha à recordista do Oscar de atriz: a grande Katharine Hepburn, vencedora 4 vezes como melhor atriz.

E Woody Allen sempre é uma boa surpresa. Mesmo que seja um outsider e não goste de marcar presença em premiações (apesar que ele estava presente no último Festival de Cannes), o cineasta é muito querido pelo seu público e com este filme, Meia-Noite em Paris, ele consegue atingir uma gama ainda maior de espectadores com a sua inatingível paixão por Paris e por seus escritores. Gostaria muito de ter visto Woody recebendo o prêmio, sendo aplaudido de pé por todos e dando um discurso belíssimo e bem-humorado. Mas seu filme já faz isso por ele e nós, cinéfilos, só temos que agradecer à Academia por premiá-lo depois de tanto tempo.

Asghar Farhadi recebendo o 1º Oscar do Irã das mãos da poliglota Sandra Bullock

Jean Dujardin, Octavia Spencer e Christopher Plummer confirmaram seus favoritismos, assim como o diretor Michel Hazanavicius. Rango e o iraniano A Separação também ganharam em suas categorias e merecidamente. Aliás, foi a primeira produção iraniana a ganhar um Oscar! Quem diria? O cinema iraniano pode não ter grandes recursos, estrelas e nem trabalho de direção de arte (pois segue a escola neo-realista italiana), mas tem bons atores e um intenso roteiro. Pode soar banal dizer isso, mas são justamente os problemas do cinema brasileiro. Ok, temos um ótimo Tropa de Elite 2, Cidade de Deus, Central do Brasil e outros filmes bons, mas ainda há muito a progredir. Como muitos filmes ainda dependem demais da captação de recursos de leis de incentivo e de empresas, o cinema fica restrito à opinião de terceiros para que saia do papel. Então, materiais mais alternativos como filmes de terror, suspense, fantasia, épicos são poucos ou quase inexistentes no cenário nacional. Espero e torço para que filmes mais ousados consigam recursos e que criem escolas de atuação PARA CINEMA, pois o que me incomoda são atores “globais” atuando no cinema como se estivessem fazendo novela, com caras e bocas! Isso precisa parar. São dois meios de comunicação completamente diferentes.

Jim Henson e seus filhos

E fazendo um adendo, infelizmente, a canção de Rio não ganhou. Perdemos para os Muppets! A canção deles não era tão boa, mas entendo que a Academia queria premiar o legendário e falecido criador dos Muppets, Jim Henson, que foi o pioneiro em produções envolvendo bonecos como Labirinto – A Magia do Tempo.

Bom, mas voltando aos vencedores, gostei que a Academia premiou 2 ótimos filmes que tratam justamente do Cinema em seus primórdios. Enquanto A Invenção de Hugo Cabret presta uma bela homenagem ao pioneiro dos efeitos visuais, Georges Méliès, através de um filme em 3D, o filme francês O Artista discute os efeitos da chegada do som no cinema mudo, sempre valorizando um cinema de qualidade independente dos recursos técnicos, deixando nítido uma crítica em relação ao cinema atual, repleto de pirotecnias, efeitos de computador e estrelas, mas vazios de conteúdo. A Academia pode ser considerada muito conservadora, mas nesse aspecto de apoiar filmes que têm essa perspectiva sai ganhando pontos valiosos de nós, cinéfilos e espectadores de Cinema.

E fechando, os vestidos do tapete vermelho do Oscar:

Jessica Chastain: acertou em tudo...

Jessica Chastain não acertou só no vestido. Acertou nos cabelos um pouco presos (valorizando seu belo cabelo ruivo) e seus brincos. A cor preta do vestido valoriza sua pele bastante alva e os bordados em dourado dão o tom de festa. Não sou especialista em moda, mas da minha opinião masculina, a atriz foi a mais bela do tapete vermelho. Um essshpetáculo!!!

... e errou tudo: Viola Davis

E por outro lado, quem errou completamente em tudo foi a atriz Viola Davis. Não entendi até agora seu traje. Seu vestido a deixou com um ar meio vulgar por deixar seus seios muito… (caham!) cheios e à mostra. E seu cabelo curtinho e tingido de uma cor que não combina com nada ficou muito bizarro… Ok, eu cheguei a cogitar uma defesa para Viola. Quem sabe ela não está filmando uma produção em que a personagem dela tem esse cabelo? Sim, é possível, mas mesmo assim, acho que cabia uma peruquinha ou aplique, não? Sinto muito, Viola Davis. Você é uma excelente atriz, mas está precisando de uma consultora de moda urgente!

Lista dos vencedores do Oscar 2012:

Christopher Plummer é como vinho: Melhora com o tempo

Melhor Filme: O Artista (The Artist)

Melhor Atriz: Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Melhor Ator: Jean Dujardin (O Artista)

Melhor Atriz Coadjuvante: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Ator Coadjuvante: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

Melhor Diretor: Michel Hazanavicius (O Artista)

Melhor Edição: Millennium – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Melhor Documentário: Undefeated, de Daniel Lindsay, T.J. Martin e Rich Middlemas

Melhor Animação: Rango, de Gore Verbinski

Melhor Trilha Musical: O Artista, Ludovic Bource

Melhor Canção Original: Man or Muppet, Os Muppets (Bret McKenzie)

Melhor Roteiro Original: Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

Melhor Roteiro Adaptado: Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash (Os Descendentes)

Melhor Som: A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Efeitos Sonoros: A Invenção de Hugo Cabret

Melhores Efeitos Visuais: A Invenção de Hugo Cabret

Melhor Documentário-Curta: Saving Face

Melhor Curta-Metragem: The Shore, de Terry George e Oorlagh George

Melhor Curta-Metragem de Animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce, Brandon Oldenburg

Melhor Filme Estrangeiro: A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)

Melhor Maquiagem: A Dama de Ferro

Melhor Figurino: O Artista, Mark Bridges

Melhor Direção de Arte: A Invenção de Hugo Cabret, Dante Ferretti e Francesco LoSchiavo

Melhor Fotografia: A Invenção de Hugo Cabret, Robert Richardson

Alexander Payne saiu com o Oscar de Roteiro Adaptado: mericidíssimo!