National Board of Review 2014 surpreende e coloca ‘A Most Violent Year’ no mapa

Cena de A Most Violent Year, com Jessica Chastain e Oscar Isaac

Cena de A Most Violent Year, com Jessica Chastain e Oscar Isaac: ambos vencedores dos prêmios de atuação

FILME SOBRE VIOLENTO ANO DE 1981 DE NOVA YORK BATE FORTE CONCORRÊNCIA 

Se em anos anteriores, havia um papo de que não havia favoritos, este ano então a competição está mais do que nivelada. Semana passada, o Hollywood Film Awards premiou Garota Exemplar como Melhor Filme, mas foi O Jogo da Imitação que levou mais prêmios, incluindo Melhor Diretor e Ator (Benedict Cumberbatch). Na mesma semana, Birdman foi o recordista de indicações no 30º Independent Spirit Awards. Aí, na segunda-feira passada, o NYFCC elegeu Boyhood: Da Infância à Juventude como melhor filme de 2014, com seu diretor Richard Linklater premiado. Os especialistas estavam com expectativas de que Birdman ou O Jogo da Imitação retomariam a frente com o NBR, mas eles resolveram ousar e apostar no novo filme do promissor J.C. Chandor (dos elogiados Margin Call – Um Dia Antes do Fim e Até o Fim).

A presidente da organização, Annie Schulhof, argumentou em entrevista à Variety que como National Board of Review não tem histórico de servir necessariamente de parâmetro para o Oscar, teria maior liberdade de escolha. “Acho que o que podemos fazer é destacar um filme e uma performance porque anunciamos cedo. Quando você tem um filme como ‘A Most Violent Year’, nós colocamos os holofotes sobre ele. Não nos vemos como um guia. Vejo-nos dando uma ascensão para outros filmes e performances que podem não estar no bolo agora”, defendeu Annie.

Em relação à escolha, ela continua: “Isto é o que o grupo sentiu que era o melhor filme. Alguns anos atrás, J.C. Chandor venceu nosso prêmio de diretor estreante com ‘Margin Call – Um Dia Antes do Fim’. Tem uma história atrativa. Tem um estilo cinemático elegante”.

A organização formada por 126 cinéfilos de Nova York também premiou seus atores: Oscar Isaac (Melhor Ator) e Jessica Chastain (Atriz Coadjuvante), mas o prêmio de direção foi para o veterano Clint Eastwood por Sniper Americano, demonstrando que ainda está longe de ser carta fora do baralho. Julianne Moore vem confirmando seu favoritismo para Melhor Atriz com Still Alice, no qual interpreta uma mulher com Mal de Alzheimer; Michael Keaton por Birdman, que divide o prêmio de  Melhor Ator com Oscar Isaac; e Edward Norton como coadjuvante também por Birdman voltam a ser reconhecidos.

À esquerda, Bradley Cooper conversa com o diretor Clint Eastwood em set de Sniper Americano (photo by outnow.ch)

À esquerda, Bradley Cooper conversa com o diretor Clint Eastwood em set de Sniper Americano (photo by outnow.ch)

Vale citar aqui que o filme que mais tem perdido espaço até o momento é Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo. O filme recebeu o prêmio de Direção no Festival de Cannes para Bennett Miller no longínquo mês de maio, mas nas últimas semanas, só tem ganhado prêmios especiais pelo elenco para o trio formado por Channing Tatum, Steve Carell e Mark Ruffalo. Os últimos dois são considerados praticamente indicados pela Academia, mas se não houver uma sobrevida nas indicações ao Globo de Ouro, será difícil recuperar-se a tempo. Não conseguiram nem ganhar Melhor Elenco aqui no NBR, conquistado pelo elenco de Corações de Ferro!

Como a presidente do NBR disse, esses prêmios de críticos não têm o papel ou função de servir como prévia de Oscar e Globo de Ouro. Eles funcionam de forma independente e aparentemente sem nenhum interesse secundário senão o de reconhecer os melhores trabalhos sem ajuda de lobby de distribuidoras. Se vão ou não ser indicados, são “outros quinhentos”, mas tenho certeza de que esses críticos adorariam ver seus eleitos na lista de indicados da Academia. Seria uma espécie de recompensa gratificante pela lembrança nesse início da temporada de premiações, como se eles fossem responsáveis por suas descobertas artísticas.

O bacana da lista do NBR são os TOPs para Filme, Filme Estrangeiro, Documentário e Filme Independente. Todos são vencedores, pois não tem uma ordem de qualidade, ao mesmo tempo em que consegue abranger mais produções que dificilmente faturariam um prêmio oficial como Expresso do Amanhã e The Skeleton Twins.

Já o vencedor de Filme em Língua Estrangeira foi para o argentino Relatos Selvagens, de Damián Szifrón. Uma ótima reunião de histórias curtas que têm em comum situações extremas e personagens vingativos, mas sem ser piegas ou dramático, provando mais uma vez que o cinema hermano está anos luz à frente do brasileiro, que atualmente vive das comédias de tônicas dos anos 80 com cara de novelas da Globo. Quem ainda não teve a oportunidade de conferir, vá até o cinema e divirta-se. Está firme e forte em cartaz nas salas de São Paulo após mais de um mês!

Cena inicial de Relatos Selvagens: uma história para conquistar qualquer espectador (photo by elfilm.com)

Cena inicial de Relatos Selvagens: uma história para conquistar qualquer espectador (photo by elfilm.com)

Como cinéfilo e acompanhante das escolhas dos críticos, confesso que são os prêmios que mais gosto de saber o resultado pela pureza das escolhas. E entre os três principais (NBR, NYFCC e LAFCA), o que mais gosto é o LAFCA, Los Angeles Film Critics Association, por seu histórico de filmes de qualidade bem reconhecidos. Claro que é impossível agradar 100%, mas do meu ponto de vista, é a organização que “menos erra”. O anúncio do LAFCA será no próximo dia 07. Já a cerimônia de entrega do NBR será no dia 06 de janeiro em Nova York.

Confira lista completa dos vencedores do National Board of Review 2014:

FILME: A Most Violent Year, de J.C. Chandor

DIRETOR: Clint Eastwood (Sniper Americano)

ATOR (Empate): Oscar Isaac (A Most Violent Year) e Michael Keaton (Birdman)

ATRIZ: Julianne Moore (Still Alice)

Julianne Moore como Dra. Alice Howland em Still Alice (photo by elfilm.com)

Julianne Moore como Dra. Alice Howland em Still Alice (photo by elfilm.com)

ATOR COADJUVANTE: Edward Norton (Birdman)

ATRIZ COADJUVANTE: Jessica Chastain (A Most Violent Year)

ROTEIRO ORIGINAL: Phil Lord e Christopher Miller (Uma Aventura Lego)

ROTEIRO ADAPTADO: Paul Thomas Anderson (Vício Inerente)

ANIMAÇÃO: Como Treinar Seu Dragão 2, de Dean DeBlois

PERFORMANCE REVELAÇÃO: Jack O’Connell (Starred Up e Invencível)

ESTRÉIA NA DIREÇÃO: Gillian Robespierre (Obvious Child)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: Relatos Selvagens (Relatos Salvajes), de Damián Szifrón – ARGENTINA

DOCUMENTÁRIO: Life Itself – A Vida de Roger Ebert (Life Itself), de Steve James

PRÊMIO WILLIAM K. EVERSON FILM HISTORY: Scott Eyman

ELENCO: Corações de Ferro (Fury)

PRÊMIO SPOTLIGHT: Chris Rock por escrever, dirigir e estrelar Top Five

PRÊMIO NBR Freedom of Expression: Rosewater

PRÊMIO NBR Freedom of Expression: Selma

Gael García Bernal em cena de Rosewater, filme de estréia de Jon Stewart, apresentador do The Daily Show (photo by outnow.ch)

Gael García Bernal em cena de Rosewater, filme de estréia de Jon Stewart, apresentador do The Daily Show (photo by outnow.ch)

TOP 10 FILMES
Sniper Americano (American Sniper)
Birdman
Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood)
Corações de Ferro (Fury)
Garota Exemplar (Gone Girl)
O Jogo da Imitação (The Imitation Game)
Vício Inerente (Inherent Vice)
Uma Aventura Lego (The Lego Movie)
O Abutre (Nightcrawler)
Invencível (Unbroken)

Cena de Invencível, segundo filme de Angelina Jolie como diretora (photo by elfilm.com)

Cena de Invencível, segundo filme de Angelina Jolie como diretora (photo by elfilm.com)

TOP 5 FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Força Maior (Force Majeure) – SUÉCIA
Gett: The Trial of Vivian Amsalem – ISRAEL
Leviatã (Leviafan) – RÚSSIA
Dois Dias, Uma Noite (Deux Jours, Une Nuit) – BÉLGICA
Nós Somos as Melhores! (Vi är bäst!) – SUÉCIA

Vencedor do prêmio de roteiro em Cannes, o russo Leviatã é um dos melhores filmes de 2014 (photo by outnow.ch)

Vencedor do prêmio de roteiro em Cannes, o russo Leviatã é um dos melhores filmes de 2014 (photo by outnow.ch)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS
Art and Craft
Duna de Jodorowsky (Jodorowsky’s Dune)
Keep On Keepin’ On
The Kill Team
Last Days in Vietnam

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES
Blue Ruin
Locke
O Homem Mais Procurado (A Most Wanted Man)
Sr. Turner (Mr. Turner)
Obvious Child
The Skeleton Twins
Expresso do Amanhã (Snowpiercer)
Stand Clear of the Closing Doors
Starred Up
Still Alice

Cena do independente Obvious Child, reconhecida entre os 10 melhores (photo by elfilm.com)

Cena do independente Obvious Child, reconhecida entre os 10 melhores (photo by elfilm.com)

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‘Birdman’ lidera as indicações ao Independent Spirit Awards 2015

Michael Keaton e Emma Stone em cena de Birdman: ambos foram indicados para ator e atriz coadjuvante. (photo by outnow.ch)

Michael Keaton e Emma Stone em cena de Birdman: ambos foram indicados para ator e atriz coadjuvante. (photo by outnow.ch)

APROXIMAÇÃO DE INDEPENDENT SPIRIT AO OSCAR NOS ÚLTIMOS ANOS GERA RETOMADA DE FOCO EM PRODUÇÕES MENOS VISADAS

Com o anúncio das indicações ao Independent Spirit Award (veja vídeo abaixo), que ocorreu nesta terça, dia 25 de novembro, foi dada a largada para a temporada de premiações 2015. Em sua 30ª edição, o prêmio tem se tornado cada vez mais um holofote para os votantes da Academia, tanto que este ano 12 Anos de Escravidão, Matthew McConaughey, Jared Leto, Cate Blanchett e Lupita Nyong’o inacreditavelmente ganharam tanto o Independent quanto o Oscar. Claro que isso naturalmente beneficia mais seus indicados, contudo, este ano o comitê da organização resolveu valorizar mais os filmes menores.

Entre os indicados, o novo filme do mexicano Alejandro González Iñárritu, Birdman, conquistou seis indicações: Filme, Diretor, Ator (Michael Keaton), Ator Coadjuvante (Edward Norton), Atriz Coadjuvante (Emma Stone) e Fotografia (Emmanuel Lubezki). A história de uma estrela de cinema decadente que busca uma retomada nos palcos já agradou a crítica quando passou no último Festival de Veneza, onde muitos alegaram que Keaton merecia o prêmio de atuação, concedido a Adam Driver. Se o filme permanecer nas listas de indicações dos prêmios seguintes, Michael Keaton tem tudo para conseguir sua primeira indicação ao Oscar, e quem sabe até a vitória.

Logo atrás de Birdman, com 5 indicações cada, vêm Boyhood: Da Infância à Juventude, O Abutre e Selma. De acordo com as previsões, o destaque a Boyhood não se trata de surpresa alguma devido à grande veia independente de seu projeto, mas a ascensão de O Abutre, primeiro filme de Dan Gilroy, que era então mais conhecido por escrever os roteiros de Gigantes de Aço e O Legado Bourne, realmente impressiona. Alguns apostam até em uma indicação meio azarão de Melhor Filme no Oscar e Melhor Ator para Jake Gyllenhaal, que emagreceu bastante para viver o paparazzo de Los Angeles.

O paparazzo vivido por Jake Gyllenhaal em O Abutre (photo by outnow.ch)

O paparazzo vivido por Jake Gyllenhaal em O Abutre (photo by outnow.ch)

Selma ainda é uma incógnita para a sequência de premiações pois, por mais que apresente um retrato forte da conquista dos direitos civis por Martin Luther King, não tem uma diretora e roteirista experientes por trás das câmeras, e seu protagonista é interpretado por David Oyelowo, conhecido apenas por O Mordomo da Casa Branca, de Lee Daniels. Aliás, o filme de Ava DuVernay se assemelha ao de Daniels no aspecto das questões raciais e também nas participações de celebridades em papéis menores como Cuba Gooding Jr., Tim Roth, Tom Wilkinson e mais uma vez, Oprah Winfrey. Lembrando que O Mordomo não recebeu nenhuma indicação ao Oscar.

David Oyelowo como Martin Luther King (photo by outnow.ch)

David Oyelowo como Martin Luther King em Selma (photo by outnow.ch)

O Independent Spirit Award poderia reconhecer algumas produções bem cotadas como O Jogo da Imitação, que levou 4 prêmios no Hollywood Film Awards na semana passada, St. Vincent, Mesmo Se Nada Der Certo e Grandes Olhos (que levou apenas uma indicação de roteiro), todas distribuídas pela famigerada Weinstein Co., mas percebeu que nos últimos anos o prêmio, que deveria consagrar mais produções menores, aproximou-se demais do Oscar e está correndo sério risco de perder a sua própria identidade. Assim, além de todas essas produções acima, que receberão ótima campanha pela Weinstein Co., o Independent Spirit também resolveu não indicar Livre, de Jean-Marc Vallée, produzido pela Fox Searchlight.

Essa preocupação do Independent Spirit reflete o cenário de contenção de custos que passa o atual cinema norte-americano. Aquelas apostas de estúdio de mais de 200 milhões estão em extinção, com raras exceções às adaptações de livros best-sellers, quadrinhos e diretores associados ao sucesso como Christopher Nolan. A crise financeira atingiu o cinema de tal forma, que acabou transformando a premiação exclusivamente independente numa prévia genérica do Oscar.

Claro que o Independent Spirit ganhou notoriedade que nunca teve em 30 anos, portanto, fica difícil de não agradar algumas produções que não se adequaram ao regulamento. Muitas produções foram desclassificadas por ultrapassar a barreira dos 20 milhões de dólares de orçamento (que inclui a pós-produção), como Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, de Bennett Miller, e Vício Inerente, de Paul Thomas Anderson. Contudo, o comitê ficou impressionado com esses trabalhos e resolveu conceder prêmios especiais para ambos. Enquanto Vício Inerente receberá o prêmio Robert Altman pelo elenco e o diretor de elenco, Foxcatcher ficará com o Special Distinction Award, uma espécie de prêmio de consolação.

Fora de competição por ultrapassar os 20 milhões de dólares, Vício Inerete foi lembrado pelo prêmio Robert Altman, que reconhece a força de seu elenco, aqui representado por Joaquin Phoenix e Benicio Del Toro (photo by outnow.ch)

Fora de competição por ultrapassar os 20 milhões de dólares, Vício Inerente foi lembrado pelo prêmio Robert Altman, que reconhece a força de seu elenco, aqui representado por Joaquin Phoenix e Benicio Del Toro (photo by outnow.ch)

Ao indicar produções menos conhecidas como Obvious Child, Amantes Eternos e Kumiko, the Treasure Hunter (que aliás tem uma ótima sinopse*), o Independent Spirit quer fazer com que a Academia e seus membros olhem com mais carinho esses filmes artesanais e por que não alavancá-los ao tapete vermelho também?

Ainda está cedo pra fazer previsão, mas vou apostar nos possíveis vencedores do Oscar nas categorias de atuação: Michael Keaton, Julianne Moore, J.K. Simmons e Patricia Arquette. Se isso acontecer, será bacana que nenhum deles venceu anteriormente. Já diretor e filme, apostaria em Boyhood: Da Infância à Juventude por ter a cara do prêmio independente.

J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição) - photo by elfilm.com

Entre os coadjuvantes, J.K. Simmons tem uma das atuações mais elogiadas do ano por Whiplash: Em Busca da Perfeição – photo by elfilm.com

INDICAÇÕES AO INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2015:

MELHOR FILME
• Birdman (Birdman (or The Unexpected Virtue of Ignorance)
Produtores: Alejandro González Iñárritu, John Lesher, Arnon Milchan, James W. Skotchdopole
• Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood)
Produtores: Richard Linklater, Jonathan Sehring, John Sloss, Cathleen Sutherland
• O Amor é Estranho (Love Is Strange)
Produtores: Lucas Joaquin, Lars Knudsen, Ira Sachs, Jayne Baron Sherman, Jay Van Hoy
• Selma
Produtores: Christian Colson, Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Oprah Winfrey
Whiplash: Em Busca da Perfeição (Whiplash)
Produtores: Jason Blum, Helen Estabrook, David Lancaster, Michael Litvak

DIRETOR
Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição)
Ava DuVernay (Selma)
Alejandro González Iñárritu (Birdman)
Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)
David Zellner (Kumiko, the Treasure Hunter)

ATRIZ
Marion Cotillard (Era Uma Vez em Nova York)
Rinko Kikuchi (Kumiko, the Treasure Hunter)
Julianne Moore (Still Alice)
Jenny Slate (Obvious Child)
Tilda Swinton (Amantes Eternos)

ATOR
André Benjamin (All Is by My Side)
Jake Gyllenhaal (O Abutre)
Michael Keaton (Birdman)
John Lithgow (O Amor é Estranho)
David Oyelowo (Selma)

ATRIZ COADJUVANTE
Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Jessica Chastain (A Most Violent Year)
Carmen Ejogo (Selma)
Andrea Suarez Paz (Stand Clear of the Closing Doors)
Emma Stone (Birdman)

ATOR COADJUVANTE
Riz Ahmed (O Abutre)
Ethan Hawke (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Alfred Molina (O Amor é Estranho)
Edward Norton (Birdman)
J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

MELHOR FOTOGRAFIA
Darius Khondji (Era Uma Vez em Nova York)
Emmanuel Lubezki (Birdman)
Sean Porter (Parece Amor)
Lyle Vincent (A Girl Walks Home Alone at Night)
Bradford Young (Selma)

MELHOR MONTAGEM
Sandra Adair (Boyhood: Da Infância à Juventude)
Tom Cross (Whiplash: Em Busca da Perfeição)
John Gilroy (O Abutre)
Ron Patane (A Most Violent Year)
Adam Wingard (The Guest)

MELHOR ROTEIRO
Scott Alexander, Larry Karaszewski (Grandes Olhos)
J.C. Chandor (A Most Violent Year)
Dan Gilroy (O Abutre)
Jim Jarmusch (Amantes Eternos)
Ira Sachs, Mauricio Zacharias (O Amor é Estranho)

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
• A Girl Walks Home Alone at Night
Diretora: Ana Lily Amirpour
Produtores: Justin Begnaud, Sina Sayyah
Dear White People
Diretor-produtor: Justin Simien
Produtores: Effie T. Brown, Ann Le, Julia Lebedev, Angel Lopez, Lena Waithe
• O Abutre (Nightcrawler)
Diretor: Dan Gilroy
Produtores: Jennifer Fox, Tony Gilroy, Jake Gyllenhaal, David Lancaster, Michel Litvak
Obvious Child
Diretora: Gillian Robespierre
Produtora: Elisabeth Holm
• She’s Lost Control
Diretor-produtor: Anja Marquardt
Produtores: Mollye Asher, Kiara C. Jones

PRIMEIRO ROTEIRO
Desiree Akhavan (Appropriate Behavior)
Sara Colangelo (Little Accidents)
Justin Lader (The One I Love)
Anja Marquardt (She’s Lost Control)
Justin Simien (Dear White People)

PRÊMIO JOHN CASSAVETES – Para produções feitas abaixo de 500 mil dólares.
• Blue Ruin
Diretor-roteirista: Jeremy Saulnier
Produtores: Richard Peete, Vincent Savino, Anish Savjani
• Parece Amor (It Felt Like Love)
Diretor-produtor: Eliza Hittman
Produtores: Shrihari Sathe, Laura Wagner
• Land Ho!
Diretores-roteiristas: Aaron Katz, Martha Stephens
Produtores: Christina Jennings, Mynette Louie, Sara Murphy
• Man From Reno
Diretor-roteirista: Dave Boyle
Roteiristas: Joel Clark, Michael Lerman
Produtor: Ko Mori
• Test
Diretor-roteirista-produtor: Chris Mason Johnson
Produtor: Chris Martin

MELHOR DOCUMENTÁRIO
• 20.000 Dias na Terra (20,000 Days on Earth)
Diretores: Iain Forsyth, Jane Pollard
Produtores: Dan Bowen, James Wilson
• CitizenFour
Diretora-produtora: Laura Poitras
Produtores: Mathilde Bonnefoy, Dirk Wilutzky
• Stray Dog
Diretora: Debra Granik
Produtora: Anne Rosellini
• O Sal da Terra (The Salt of the Earth)
Diretores: Juliano Ribeiro Salgado, Wim Wenders
Produtor: David Rosier
• Virunga
Diretor-produtor: Orlando von Einsiedel
Produtora: Joanna Natasegara

FILME INTERNACIONAL
• Força Maior (Force Majeure) – SUÉCIA
Diretor: Ruben Östlund
• Ida – POLÔNIA
Diretor: Pawel Pawlikowski
• Leviatã (Leviafan) – RÚSSIA
Diretor: Andrey Zvyagintsev
• Mommy – CANADÁ
Diretor: Xavier Dolan
Norte, the End of History – FILIPINAS
Diretor: Lav Diaz
• Sob a Pele (Under the Skin) – REINO UNIDO
Diretor: Jonathan Glazer

PRÊMIO ROBERT ALTMAN – Concedido a um diretor, diretor de elenco e elenco
• Vício Inerente (Inherent Vice)
Diretor: Paul Thomas Anderson
Diretor de Casting: Cassandra Kulukundis
Elenco: Josh Brolin, Martin Donovan, Jena Malone, Joanna Newsom, Joaquin Phoenix, Eric Roberts, Maya Rudolph, Martin Short Serena Scott Thomas, Benicio Del Toro, Katherine Waterston, Michael Kenneth Williams, Owen Wilson, Reese Witherspoon

SPECIAL DISTINCTION AWARD
• Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo (Foxcatcher)
Diretor/Produtor: Bennett Miller
Produtores: Anthony Bregman, Megan Ellison, Jon Kilik
Roteiristas: E. Max Frye, Dan Futterman
Atores: Steve Carell, Mark Ruffalo, Channing Tatum

PRODUCERS AWARD
Chad Burris
Elisabeth Holm
Chris Ohlson

SOMEONE TO WATCH AWARD
• A Girl Walks Home Alone at Night
Diretora: Ana Lily Amirpour
• H.
Diretores: Rania Attieh & Daniel Garcia
• The Retrieval
Diretor: Chris Eska

TRUER THAN FICTION AWARD
• Approaching the Elephant
Diretor: Amanda Rose Wilder
• Evolution of a Criminal
Diretor: Darius Clark Monroe
• The Kill Team
Diretor: Dan Krauss
• The Last Season
Diretora: Sara Dosa

O 30º Independent Spirit Awards acontece no dia 21 de fevereiro de 2015, como de costume, um dia antes da cerimônia do Oscar.

* Ah sim! A sinopse de Kumiko, the Treasure Hunter é a seguinte: Uma mulher japonesa descobre a fita VHS do filme Fargo (1996) e acredita que se trata de um mapa para a localização de uma mala cheia de dinheiro. Essa idéia é baseada na lenda urbana de que algumas pessoas teriam ido a Minnesota para procurar a maleta de dinheiro enterrada na neve do filme Fargo, porque os diretores irmãos Coen incluíram letreiro no início do filme dizendo que se tratava de uma história baseada em fatos verídicos, o que na verdade, é uma mentira usada para atrair mais a atenção do espectador.

Rinko Kikuchi em cena de Kumiko, the Treasure Hunter (photo by elfilm.com)

Rinko Kikuchi em cena de Kumiko, the Treasure Hunter (photo by elfilm.com)

‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ representará o Brasil no Oscar 2015

Pôster nacional de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (photo by jornalpontoinicial.com.br)

Pôster nacional de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (photo by jornalpontoinicial.com.br)

LONGA DE ESTRÉIA DE DANIEL RIBEIRO BATE CINEASTAS EXPERIENTES

Nesta última quinta-feira, dia 18/09, o Ministério da Cultura (MinC) anunciou o representante do Brasil no Oscar 2015 na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. O primeiro longa-metragem do jovem Daniel Ribeiro, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, bateu outras 17 produções nacionais e tentará conquistar uma das cinco vagas finalistas a serem anunciadas no dia 15 de janeiro.


Vídeo extraído de canal ministeriodacultura do Youtube

A comissão especial responsável pela decisão era composta por Jefferson De (diretor, produtor e roteirista), Luis Erlanger (jornalista), Sylvia Regina Bahiense Naves (coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do MinC), Orlando de Salles Senna (presidente do conselho da Televisão América Latina) e George Torquato Firmeza (ministro do Departamento Cultural do Minstério das Relações Exteriores). Eles tiveram a tarefa de selecionar apenas um filme entre os seguintes:

A Grande Vitória, de Stefano Capuzzi
A Oeste do Fim do Mundo, de Paulo Nascimento
Amazônia, de Thierry Ragobert
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Entre Nós, de Paulo Morelli
Exercício do Caos, de Frederico Caos
Getúlio, de João Jardim
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
Jogo de Xadrez, de Luís Antônio Pereira
Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes
Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho, de Daniel Augusto
O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães
O Lobo atrás da Porta, de Fernambo Coimbra
O Menino e o Mundo, de Alê Abreu
O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza Zenha
Praia do Futuro, de Karim Aïnouz
Serra Pelada, de Heitor Dhalia
Tatuagem, de Hilton Lacerda

Confesso que estava receoso de que o MinC optaria por uma das produções da Globo Filmes (Getúlio, Minhocas, Entre Nós ou Serra Pelada) simplesmente pelo nome e poder de publicidade da produtora, mas felizmente, assim como ocorreu no ano passado, a comissão soube escolher com coerência. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho marcou presença no último Festival de Berlim, de onde conquistou o FIPRESCI award (concedido pela federação de crítica internacional) e o Teddy Bear, uma espécie de Urso de Ouro para filmes com temática LGBT. Vale destacar que também ganhou prêmios do público em festivais como o L.A. Outfest (EUA) e o Festival de Guadalajara (México).

O filme, que ganhou o título internacional The Way He Looks, acompanha o amadurecimento do jovem estudante cego Leonardo (Ghilherme Lobo) a partir da chegada de um novo colega de classe, Gabriel, enquanto tenta lidar com a superproteção dos pais. O diretor Daniel Ribeiro procura evitar cenas clichês sobre homossexualismo, deixando os sentimentos se desenvolverem naturalmente e sem pressa. Curiosamente, a produção se baseia no curta-metragem de título semelhante (Eu Não Quero Voltar Sozinho) do mesmo diretor e com os mesmos atores centrais nos mesmos papéis, lançado em 2010.

Da esquerda para a direita: os atores (photo by berlinda.org)

Da esquerda para a direita: os atores Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo (photo by berlinda.org)

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, elogiou a escolha do júri e defendeu o selecionado: “… uma produção de linguagem universal, aberta à compreensão e a conexão com os mais diversos públicos”. Se no ano anterior, a aposta era na temática da insegurança em O Som ao Redor, este ano, a universalidade do tema homossexual na adolescência pode ser uma boa alternativa para que o Brasil consiga finalmente sua 5ª indicação na categoria. As demais foram: O Pagador de Promessas (em 1963), O Quatrilho (1996), O Que é Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999).

A Ministra da Cultura Marta Suplicy (aquela do "relaxa e goza!") com membros da comissão durante anúncio do Oscar (photo by Thaís Mallon em www.cultura.gov.br)

A Ministra da Cultura Marta Suplicy (aquela do “relaxa e goza!”) com membros da comissão durante anúncio do Oscar (photo by Thaís Mallon em http://www.cultura.gov.br)

SEXO E A POLÍTICA

Em tempos em que a política brasileira tenta intervir demais na sexualidade de jovens, nada mais propício que a sexóloga  e ministra Marta Suplicy (PT) anuncie um filme de temática homossexual como vencedor. Sempre  ligada aos eventos como a Parada Gay de São Paulo, ela defendeu o uso do “kit gay”, que contém material informativo sobre homossexualismo em vídeos e livros como “Homem Brinca de Boneca?”, de Marcos Ribeiro, para crianças de 6 anos em escolas públicas. Em 2012, a medida polêmica foi veementemente criticada por colegas de profissão como o deputado Jair Bolsonaro (PP), gerando um conflito sem solução.

É triste ver que a sexualidade se tornou apenas uma pauta dos programas de governo de candidatos. Marina Silva, do PSB, por exemplo, vinha defendendo o casamento gay, mas para obter apoio da Igreja Evangélica, teve que recuar e dizer “Casamento é entre pessoas de sexo diferente”. Além disso, retirou uma proposta que criminalizaria a homofobia no Brasil. Tal mudança foi elogiada pelo pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus: “O ativismo gay está irado com Marina! Começo a ficar satisfeito! Valeu a pressão de todos. Não estamos aqui pra engolir agenda gay.”

A política retrógrada brasileira busca rotular por gênero, sexo e cor simplesmente para obter votos. Uma das piores medidas do governo petista foi a criação das cotas raciais para universidades, o que apenas atesta que para eles o negro não tem capacidade de conquistar sua própria vaga nas universidades.

CONCORRÊNCIA NO OSCAR 2015

Havia uma expectativa de que o representante brasileiro pudesse concorrer com outro filme LGBT: o francês Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche. Fora da disputa no Oscar deste ano por ter sido lançado na França fora do prazo estipulado, o filme que aborda o relacionamento lésbico entre duas jovens foi recentemente abandonado pela comissão francesa, que preferiu lançar Saint Laurent, de Bertrand Bonello. Curiosamente, a produção que centra no universo da moda e na vida do estilista Yves Saint Laurent, também tem Léa Seydoux no elenco.

Saint Laurent, de Bertrand Bonello (photo by outnow.ch)

Helmut Berger em cena de Saint Laurent, de Bertrand Bonello (photo by outnow.ch)

Até o momento, a lista de representantes estrangeiros no Oscar 2015 está assim:

  • AFEGANISTÃO: A Few Cubic Meters of Love
    Dir: Jamshid Mahmoudi
  • ALEMANHA: Beloved Sisters
    Dir: Dominik Graf
  • ARGENTINA: Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
    Dir: Damián Szifrón
  • AUSTRÁLIA: Charlie’s Country
    Dir: Rolf de Heer
  • ÁUSTRIA: The Dark Valley
    Dir: Andreas Prochaska
  • AZERBAIJÃO: Nabat
    Dir: Elchin Musaoglu
  • BANGLADESH: Glow of the Firefly
    Dir: Khlaid Mahmood Mithu
  • BÉLGICA: Two Days, One Night
    Dir: Jean-Pierre e Luc Dardenne
  • BOLÍVIA: Forgotten
    Dir: Carlos Bolado
  • BÓSNIA HERZEGOVINA: With Mom
    Dir: Faruk Loncarevic
  • BRASIL: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
    Dir: Daniel Ribeiro
  • BULGÁRIA: Bulgarian Rhapsody
    Dir: Ivan Nitchev
  • CANADÁ: Mommy
    Dir: Xavier Dolan
  • CHILE: Matar um Homem
    Dir: Alejandro Fernández Almendras
  • CHINA: The Nightingale
    Dir: Philippe Muyl
  • COLÔMBIA: Mateo
    Dir: Maria Gamboa
  • CORÉIA DO SUL: Sea Fog
    Dir: Sung Bo Shim
  • COSTA RICA: Red Princesses
    Dir: Laura Astorga
  • CROÁCIA: Cowboys
    Dir: Tomislav Mrsic
  • CUBA: Conducta
    Dir: Ernesto Daranas
  • DINAMARCA: Sorrow and Joy
    Dir: Nils Malmros
  • EQUADOR: Silence in Dreamland
    Dir: Tito Molina
  • ESLOVÁQUIA: A Step Into the Dark
    Dir: Miloslav Luther
  • ESLOVÊNIA: Seduce Me
    Dir: Marko Santic
  • ESPANHA: Living is Easy with Eyes Closed
    Dir: David Trueba
  • ESTÔNIA: Tangerines
    Dir: Zaza Urushadze
  • ETIÓPIA: Difret
    Dir: Zeresenay Berhane Mehari
  • FILIPINAS: Norte, the End of History
    Dir: Lav Diaz
  • FINLÂNDIA: Concrete Night
    Dir: Pirjo Honkasalo
  • FRANÇA: Saint Laurent
    Dir: Bertrand Bonello
  • GEORGIA: Corn Island
    Dir: Giorgi Ovashvili
  • GRÉCIA: Little England
    Dir: Pantelis Voulgaris
  • HOLANDA: Accused
    Dir: Paula van der Oest
  • HONG KONG: The Golden Era
    Dir: Ann Hui
  • HUNGRIA: White God
    Dir: Kornél Mundruczó
  • ÍNDIA: Liar’s Dice
    Dir: Gheetu Mohandas
  • INDONÉSIA: Soekarno
    Dir: Hanung Bramantyo
  • IRÃ: Today
    Dir: Reza Mir-Karimi
  • IRAQUE: Mardan
    Dir: Batin Ghobadi
  • IRLANDA: The Gift
    Dir: Tommy Collins
  • ISLÂNDIA: Life in a Fishbowl
    Dir: Baldvin Zophoníasson
  • ISRAEL: Gett: The Trial of Viviane Amsalem
    Dir: Ronit Elkabetz, Shlomi Elkabetz
  • ITÁLIA: Human Capital
    Dir: Paolo Virzi
  • JAPÃO: The Light Shines Only There
    Dir: Mipo Oh
  • KOSOVO: Three Windows and a Hanging
    Dir: Isa Qosja
  • MACEDÔNIA: To the Hilt
    Dir: Stole Popov
  • LETÔNIA: Rocks in My Pockets
    Dir: Signe Baumane
  • LÍBANO: Ghadi
    Dir: Amin Dora
  • LITUÂNIA: The Gambler
    Dir: Ignas Jonynas
  • LUXEMBURGO: Never Die Young
    Dir: Pol Cruchten
  • MARROCOS: The Red Moon
    Dir: Hassan Benjelloun
  • MAURITÂNIA: Timbuktu
    Dir: Abderrahmane Sissako
  • MÉXICO: Cantinflas
    Dir: Sebastian del Amo
  • MOLDÁVIA: The Unsaved
    Dir: Igor Cobileanski
  • MONTENEGRO: The Boys from Marx and Engels Street
    Dir: Nikoa Vukcevic
  • NEPAL: Jhola
    Dir: Yadavkumar Bhattarai
  • NORUEGA: 1001 grams
    Dir: Bent Hamer
  • NOVA ZELÂNDIA: The Dead Lands
    Dir: Toa Fraser
  • PALESTINA: Eyes of a Thief
    Dir: Najwa Najjar
  • PANAMÁ: Invasion
    Dir: Abner Benaim
  • PAQUISTÃO: Dukhtar
    Dir: Afia Nathaniel
  • PERU: The Gospel of the Flesh
    Dir: Eduardo Mendoza de Echave
  • POLÔNIA: Ida
    Dir: Pawel Pawlikowski
  • PORTUGAL: E Agora? Lembra-me
    Dir: Joaquim Pinto
  • QUIRGUISTÃO: Kurmanjan Datka: Queen of the Mountains
    Dir: Sadyk Sher-Niyaz
  • REINO UNIDO: Little Happiness
    Dir: Nihat Seven
  • REPÚBLICA DOMINICANA: Cristo Rey
    Dir: Leticia Tonos
  • REPÚBLICA TCHECA: Fair Play
    Dir: Andrea Sedlackova
  • ROMÊNIA: The Japanese Dog
    Dir: Tudor Cristian Jurgiu
  • RÚSSIA: Leviatã (Leviathan)
    Dir: Andrey Zvyagintsev
  • SÉRVIA: See You in Montevideo
    Dir: Dragan Bjelogrlic
  • SINGAPURA: My Beloved Dearest
    Dir: Sanif Olek
  • SUÉCIA: Força Maior (Force Majeure)
    Dir: Ruben Ostlund
  • SUÍÇA: The Circle
    Dir: Stefan Haupt
  • TAILÂNDIA: Teacher’s Diary
    Dir: Nithiwat Tharathorn
  • TAIWAN: Ice Poison
    Dir: Midi Z
  • TURQUIA: Winter Sleep
    Dir: Nuri Bilge Ceylan
  • UCRÂNIA: The Guide
    Dir: Oles Sanin
  • URUGUAI: Mr. Kaplan
    Dir: Álvaro Brechner
  • VENEZUELA: Libertador
    Dir: Alberto Arvelo
Cena de Winter Sleep (photo by outnow.ch)

Um dos favoritos até o momento: o turco Winter Sleep, que venceu a Palma de Ouro 2014 (photo by outnow.ch)

Por enquanto, o turco Winter Sleep, que venceu a Palma de Ouro em Cannes este ano, larga na frente. Logo atrás, o canadense Mommy, que estava entre os indicados de Cannes, ganha notoriedade por seu jovem diretor Xavier Dolan, de 25 anos. Embora contenha elementos que afastam os votantes idosos da Academia como trilha musical bem pop com Dido e Counting Crows, a profundidade emocional extraída de seus atores pode ser um diferencial nesta disputa tão acirrada por uma vaga no Oscar. Existe ainda a possibilidade (mesmo que remota) da atriz de Mommy, Anne Dorval, participar de um burburinho na categoria de atriz. Também não é possível esquecer os irmãos belgas Dardenne. Embora Two Days, One Night não tenha conquistado prêmio algum em Cannes, ainda tem o poder de emocionar os votantes.

Anne Dorval em cena do canadense Mommy, de Xavier Dolan (photo by outnow.ch)

Anne Dorval em cena do canadense Mommy, de Xavier Dolan (photo by outnow.ch)

Entretanto, para alguns especialistas no gosto dos votantes do Oscar, o representante polonês tem ampla vantagem. Protagonizado por uma freira judia, Ida desenterra segredos do passado dela durante o Holocausto. Imagina se a maioria votante composta por judeus vai gostar?! Tudo que estiver relacionado à 2ª Guerra Mundial e/ou envolver judeus já contará com algum favoritismo. Prova disso é o último filme do Brasil a alcançar à semi-final: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que apresenta personagens da comunidade judaica em São Paulo. Sempre fui contra as regras da Academia em relação à esta categoria, pois praticamente limita os votos para idosos judeus, os únicos que conseguem assistir a todos os concorrentes em sessões vespertinas. Quando teremos um presidente da Academia que reformule tais regras arcaicas? Enfim, a Polônia tem sua chance de ouro, pois já foi indicada oito vezes ao Oscar de Filme Estrangeiro e nunca levou.

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

Outra nação que vive batendo na trave é o México, com as mesmas oito indicações. A última vez que concorreu foi em 2011 com Biutiful, de Alejandro González Iñárritu, que também já disputara com Amores Brutos em 2001. Este ano, o representante Cantiflas, de Sebastian del Amo, conta com o apoio da ótima bilheteria em solo americano de 6 milhões de dólares e por se tratar da vida do ator mexicano homônimo, que trabalhou ao lado de David Niven no clássico A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, que faturou o Oscar de Melhor Filme em 1957.

Antes das indicações ao Oscar, haverá um corte para 9 semi-finalistas em janeiro. A 87ª cerimônia do Oscar acontecerá no dia 22 de fevereiro de 2015.