ROGER DEAKINS CONQUISTA SEU 4º ASC e VAI RUMO AO 1º OSCAR

Blade Runner 2049 Roger Deakins.jpg

Cena de Blade Runner 2049 fotografado por Roger Deakins (pic by imdb.com)

UM DOS MAIORES DIRETORES DE FOTOGRAFIA VENCE POR BLADE RUNNER 2049

Vocês se lembram do ator Peter O’Toole? Aquele que ficou conhecido por ter sido indicado ao Oscar várias vezes (mais precisamente oito) e nunca ganhou? Até o ano de sua morte em 2013, continuou sem ganhar, mas foi homenageado com o Oscar Honorário em 2003. Claro que existem outros casos de várias indicações sem vitória como o ator Richard Burton (sete), o compositor Thomas Newman (quatorze) e o diretor de fotografia Roger Deakins, que este ano foi indicado pela décima quarta vez, por Blade Runner 2049.

Às vezes, a espera é longa mesmo, mas houve casos em que havia luz no fim do túnel como o compositor Randy Newman, que ganhou o Oscar por Monstros S.A. em 2002 já em sua 16ª indicação, e talvez o mais icônico caso: o técnico de som Kevin O’Connell, que ganhou finalmente após 21 indicações na última cerimônia por Até o Último Homem, quando deu um dos discursos mais emocionantes da noite.

Este ano, em que o Oscar completa 90 anos de história, pode ser finalmente o ano de Roger Deakins. Como cinéfilo e fã ardoroso de seu trabalho, fico na maior expectativa de seu discurso ao ganhar o Oscar. Em inúmeras entrevistas, ele sempre diz que não liga e que está feliz por fazer seu trabalho, mas todos sabem que ele merece ganhar por méritos, e não por piedade, cotas ou simplesmente por acumular indicações.

Até mesmo você, que não liga muito para o lado técnico nos filmes, se lembrar agora quais filmes Roger Deakins foi responsável pela fotografia, há de concordar com seu talento e qualidade visual. Aqui mesmo, pelo ASC, sindicato de diretores de fotografia, ele foi reconhecido três vezes: em 1995 por Um Sonho de Liberdade (que tem movimentos de câmera inesquecíveis), em 2002 por O Homem que Não Estava Lá (uma das fotografias preto-e-branco mais marcantes das últimas décadas) e em 2013 por 007 – Operação Skyfall (definitivamente o mais belo filme de James Bond, especialmente na parte da iluminação noturna).

Skyfall

Talvez a cena mais linda visualmente em 007 – Operação Skyfall. Belo trabalho de Roger Deakins.

No último fim de semana, na cerimônia do 32º ASC (American Society of Cinematographers), Roger Deakins subiu novamente ao palco para levar seu quarto prêmio. A fotografia de Blade Runner 2049 certamente foi um desafio enorme para Deakins, pois se trata de uma continuação do clássico cult de 1982, tendo a obrigação de respeitar a identidade visual criada pelo diretor de fotografia Jordan Cronenweth (morto em 1996), e claro, de criar sua própria fotografia futurista.

Coincidentemente, ele bateu os mesmos quatro concorrentes do Oscar deste ano: Bruno Delbonell (O Destino de uma Nação), Dan Laustsen (A Forma da Água), Hoyte van Hoytema (Dunkirk) e Rachel Morrison (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi) e sim, a primeira mulher indicada. Como não há qualquer disparidade entre os prêmios, as chances de dar zebra são bem baixas.

Aos 68 anos de idade, o fotógrafo que já conquistou a confiança de inúmeros diretores consagrados como Sam Mendes, os irmãos Coen, Stephen Daldry e Martin Scorsese, agora firmou parceria de sucesso criativo com o canadense Denis Villeneuve com quem trabalhou em Os Suspeitos (2013), Sicario: Terra de Ninguém (2015) e agora nesta sequência de Blade Runner: O Caçador de Andróides.

denis-villeneuve-roger-deakins-prisoners-600x400.jpg

No set de Os Suspeitos, o diretor Denis Villeneuve orienta Roger Deakins (pic by Collider)

Claro que Roger Deakins não precisa do Oscar. Seu legado está nos filmes que ajuda a filmar. Mas queremos ver um grande profissional como ele sendo reconhecido na maior premiação de cinema com direito a mais de 30 segundos de discurso e aplausos de pé.

SPOTLIGHT AWARD E OUTROS

Inaugurado em 2014, o prêmio Spotlight é concedido para fotografias de filmes menos conhecidos que dificilmente teriam chances nas premiações maiores. A edição deste ano premiou Mart Taniel pela primorosa fotografia PB de November, filme de fantasia da Estônia. Espero que esse reconhecimento lhe traga maiores oportunidades na indústria.

November Mark Taniel

Cena do filme November, fotografado por Mart Taniel (pic by imdb.com)

E o ASC selecionou os diretores de fotografia Russell Carpenter e Russell Boyd para receberem o Prêmio pelo Conjunto da Obra e o Prêmio Internacional, respectivamente. Ambos já venceram o Oscar uma vez cada: Carpenter por Titanic em 1998, e Boyd por Mestre dos Mares: O Lado Mais Distante do Mundo em 2004.

 

VENCEDORES DO 32º ASC AWARDS:

Fotografia de Cinema
Roger Deakins ASC (Blade Runner 2049)

Spotlight Award
Mart Taniel (November)

Fotografia de Filme para TV, Minissérie ou Piloto
Mathias Herndl (Genius) Ep: “Chapter 1”

Fotografia de Episódio de Séries Para TV Não-Comercial
Adriano Goldman (The Crown) Ep: “Smoke and Mirrors”

Fotografia de Episódio de Séries Para TV Comercial
Boris Mojsovski (12 Monkeys) Ep: “Thief”

Lifetime Achievement Award
Russell Carpenter

Board of Governors Award
Angelina Jolie

Career Achievement in Television Award
Alan Caso

International Award
Russell Boyd

Presidents Award
Stephen Lighthill

***

O Oscar 2018 acontece no próximo dia 04 de março e será transmitido pela TNT.

 

Anúncios

‘TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME’ domina o SAG com 4 indicações

Three billboards 2.jpg

Sam Rockwell e Frances McDormand em cena de Três Anúncios Para um Crime (pic by CineImage)

FILME SOBRE IMPUNIDADE CONQUISTA 4 INDICAÇÕES, INCLUINDO ELENCO

Na manhã da última quarta, dia 13, as atrizes Olivia Munn e Niecy Nash se encarregaram de anunciar os indicados do SAG Awards, prêmio do sindicato de atores. Pelo menos o anúncio contou com uma TV com a imagem de cada indicado, ao contrário do precário anúncio do Globo de Ouro.

“Big Little Lies,” “Stranger Things,” and “GLOW” each scored four nods on the TV side, while “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri” landed four nominations and “Lady Bird” received three for film.

NÚMEROS

O novo filme de Martin McDonagh lidera o ranking com quatro indicações: Atriz (Frances McDormand), Ator Coadjuvante (Woody Harrelson e Sam Rockwell) e Elenco. Logo em seguida, com 3 indicações, Lady Bird conquistou Atriz (Saoirse Ronan), Atriz Coadjuvante (Laurie Metcalf) e Elenco, que curiosamente inclui Timothée Chalamet, indicado como Melhor Ator por Me Chame Pelo Seu Nome.

Já pela ala da TV, houve um empate entre Big Little Lies, Stranger Things e GLOW, cada um com quatro indicações cada. Embora não seja um acompanhador assíduo de séries, foi uma surpresa ver esse alto reconhecimento para GLOW, série da Netflix sobre a vida pessoal e profissional de mulheres que lutam Luta Livre em Los Angeles.

LGBT EM QUEDA…

O fato do filme de Luca Gudagnino ter conquistado apenas uma indicação certamente enfraqueceu a campanha do filme rumo ao Oscar. Já é possível ler uma série de comentários na internet criticando essa decaída, e por consequência, o conservadorismo da Academia que voltaria a prevalecer contra um filme de temática LGBT.

CALL ME BY YOUR NAME 3

Timothée Chalamet em cena de Me Chame Pelo Seu Nome com Armie Hammer e Michael Stuhlbarg (pic by outnow.ch)

Realmente, a Academia sempre torceu o nariz para esses filmes, mas acredito que os caubóis de Brokeback Mountain ainda podem ser vingados. Se o filme obtiver indicações relevantes no Oscar como Filme, Diretor, Ator e Roteiro Adaptado, pode haver boas chances de vitória, pois não devemos esquecer que nos últimos 3 anos, vários novos membros foram convidados para votar no Oscar, incluindo profissionais internacionais, mulheres e minorias étnicas. Resta saber se esse novo contingente pode já fazer a diferença.

… E THE POST DE FORA DA FESTA

Se o novo filme de Steven Spielberg começou bem a temporada arrebatando três prêmios no National Board of Review, e depois conquistando importantes indicações no Critics’ Choice e Globo de Ouro, acabou sendo esquecido por completo no SAG. Tom Hanks era dúvida, mas Meryl Streep parecia ser uma certeza, até mesmo porque sua atuação foi bem elogiada, ou seja, não seria uma indicação cômoda.

the post 2

Tom Hanks e Meryl Streep em The Post: A Guerra Secreta. Nenhuma indicação ao SAG. Pic by outnow.ch

Como The Post: A Guerra Secreta foi exibido para o comitê de indicações do SAG uma semana antes do encerramento, isso pode ter contribuído, e muito, para sua ausência na lista de indicados, mas acredito que não deva ser grande empecilho para o Oscar. Outro filme que passou atrasado foi Trama Fantasma, de Paul Thomas Anderson, que também falhou em indicar seus atores: Daniel Day-Lewis, Vicky Krieps e Lesley Manville.

SURPRESAS NO ELENCO

As inclusões de Lady Bird e Três Anúncios Para um Crime eram esperadas na categoria. Já as exclusões de The Post e A Forma da Água causaram certo choque. O filme de Guillermo del Toro foi indicado apenas para Atriz (Sally Hawkins) e Ator Coadjuvante (Richard Jenkins), porém Octavia Spencer, que vinha sendo reconhecida em premiações, ficou de fora como Atriz Coadjuvante.

As surpresas ficaram por conta de Doentes de Amor (The Big Sick) e Mudbound. Curiosamente, ambas as produções conquistaram apenas mais uma indicação, mais especificamente na categoria de Atriz Coadjuvante: Holly Hunter pelo primeiro, e Mary J. Blige pelo segundo. Com esse reconhecimento no SAG, as duas devem ser indicadas ao Oscar.

the-big-sick-mit-holly-hunter-und-ray-romano.jpg

Cena de Doentes de Amor com Holly Hunter e Ray Romano. Hunter obteve indicação com Coadjuvante. Pic by moviepilot.de

ESTATÍSTICAS DO SAG NO OSCAR

Nos últimos 22 anos, nenhum filme vencedor do Oscar de Melhor Filme deixou de ser pelo menos indicado a Melhor Elenco no SAG. A última vez que isso aconteceu foi em 1996, quando Coração Valente levou o Oscar, enquanto Apollo 13 papou os prêmios dos sindicatos. Este ano, La La Land não estava entre os indicados a Elenco no SAG. Resultado: Moonlight levou Melhor Filme no Oscar. Essa estatística dá uma boa brecada no hype de A Forma da Água, que vinha de dois recordes de indicação no Critics’ Choice e Globo de Ouro, mas que não consegui indicação para Elenco no SAG. Assim como Dunkirk que ficou apenas com indicação para o trabalho de Dublês, se bem que convenhamos, nenhum personagem nesse filme se destaca, mesmo Tom Hardy como o piloto.

Dos últimos 24 anos, houve um número excepcional de acertos de vencedores do Oscar: 67 de 92 atores levaram ambos os prêmios. Normalmente, das quatro categorias (Ator, Atriz, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante), o SAG costuma acertar pelo menos três. A explicação para esse alto índice pode vir da porcentagem de atores membros da Academia: estima-se que dos 7 mil membros, 2 mil sejam atores.

OPINIÕES PESSOAIS

Particularmente, fiquei feliz com as indicações de Daniel Kaluuya por Corra! e Judi Dench por Victoria e Abdul, mas estou quase admitindo que ambos serão substituídos nas indicações ao Oscar. Kaluuya por Daniel Day-Lewis (pelo carinho que a Academia tem por ele, e por supostamente Trama Fantasma ser seu último trabalho como ator, já que anunciou sua aposentadoria) ou Jake Gyllenhaal (é um ator que vem se destacado em papéis interessantes e profundos como parece ser esse de O Que Te Faz Mais Forte, no qual vive personagem vítima do atentado terrorista de Boston). E Dench por Meryl Streep (também pelo carinho da Academia e porque Oscar sem Streep tem se tornado um ano bastante atípico).

get-out-mit-daniel-kaluuya (1).jpg

Daniel Kaluuya hipnotizado em ótima cena de Corra! (pic by moviepilot.de)

Nas categorias de coadjuvante, não considero um ultraje a indicação de Steve Carell como coadjuvante por A Guerra dos Sexos. Seu personagem, perante a Billie Jean King de Emma Stone, é um pouco secundário. E acredito que Woody Harrelson morre na praia e Armie Hammer tome seu lugar por Me Chame Pelo Seu Nome. O vencedor desta categoria deve ser Willem Dafoe, que tem se sobressaído diante dos demais candidatos.

battle-of-the-sexes-mit-steve-carell

Steve Carell como Coadjuvante? em A Guerra dos Sexos? pic by moviepilot.de

Já na ala feminina, gostei da indicação para a tailandesa Hong Chau, que conseguiu interpretar uma personagem que para muitos era algo impossível de ser feito em Pequena Grande Vida. Ela interpreta uma ativista vietnamita que o governo americano encolhe contra sua vontade. Pelas características de sua personagem, Ngoc Lan Tran, com forte sotaque e uma perna prostética, tinha tudo para ser algo estereotipado, mas a atriz procurou deixá-la bem equilibrada e sensível a fim de torná-la palpável. Certamente, um trabalho com o dedo do diretor Alexander Payne, que sempre busca o lado mais humano dos personagens. Na corrida pelo prêmio, não vejo nenhuma favorita, porém Laurie Metcalf conquistou a maioria dos prêmios até o momento, enquanto Allison Janney era vice ou indicada com frequência.

downsizing-mit-matt-damon-und-hong-chau.jpg

Ao lado de Matt Damon, Hong Chau interpreta ativista vietnamita em Pequena Grande Vida (pic by moviepilot.de)

Vale lembrar que assim como nas demais premiações, embora os atores Jeffrey Tambor (Transparent) e Kevin Spacey (House of Cards) tenham performances elegíveis, ambos foram excluídos devido aos escândalos sexuais.

INDICADOS AO SCREEN ACTORS GUILD AWARDS:

Outstanding Performance by a Male Actor in a Leading Role:
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
James Franco (Artista do Desastre)
Daniel Kaluuya (Corra!)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Leading Role:
Judi Dench (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
Margot Robbie (Eu, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird: É Hora de Voar)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Supporting Role:
Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Woody Harrelson (Três Anúncios Para um Crime)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Supporting Role:
Mary J. Blige (Mudbound)
Hong Chau (Pequena Grande Vida)
Holly Hunter (Doentes de Amor)
Allison Janney (Eu, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird: É Hora de Voar)

Outstanding Performance by a Cast in a Motion Picture:
Doentes de Amor
Corra!
Lady Bird: É Hora de Voar
Mudbound
Três Anúncios Para um Crime

Outstanding Performance by a Male Actor in a Television Movie or Miniseries:
Benedict Cumberbatch (Sherlock)
Jeff Daniels (Godless)
Robert De Niro (The Wizard of Lies)
Geoffrey Rush (Genius)
Alexander Skarsgard (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Television Movie or Miniseries:
Laura Dern (Big Little Lies)
Nicole Kidman (Big Little Lies)
Jessica Lange (Feud: Bette & Joan)
Susan Sarandon (Feud: Bette & Joan)
Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Drama Series:
Jason Bateman (Ozark)
Sterling K. Brown (This Is Us)
Peter Dinklage (Game of Thrones)
David Harbour (Stranger Things)
Bob Odenkirk (Better Call Saul)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Drama Series:
Millie Bobby Brown (Stranger Things)
Claire Foy (The Crown)
Laura Linney (Ozark)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Robin Wright (House of Cards)

Outstanding Performance by a Male Actor in a Comedy Series:
Anthony Anderson (Black-ish)
Aziz Ansari (Master of None)
Larry David (Curb Your Enthusiasm)
Sean Hayes (Will & Grace)
William H. Macy (Shameless)
Marc Maron (GLOW)

Outstanding Performance by a Female Actor in a Comedy Series:
Uzo Aduba (Orange Is the New Black)
Alison Brie (GLOW)
Jane Fonda (Grace and Frankie)
Julia Louis-Dreyfus (Veep)
Lily Tomlin (Grace and Frankie)

Outstanding Performance by an Ensemble in a Drama Series:
The Crown
Game of Thrones
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
This Is Us

Outstanding Performance by an Ensemble in a Comedy Series:
Black-ish
Curb Your Enthusiasm
GLOW
Orange is the New Black
Veep

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Comedy or Drama Series:
Game of Thrones
GLOW
Homeland
Stranger Things
The Walking Dead

Outstanding Action Performance by a Stunt Ensemble in a Motion Picture:
Em Ritmo de Fuga
Dunkirk
Logan
Planeta dos Macacos: A Guerra
Mulher-Maravilha

***

A cerimônia do SAG Awards está marcada para o dia 21 de janeiro e terá transmissão da TNT. Pela primeira vez, a entrega de prêmios do sindicato de atores terá um host, na verdade, uma hostess: a atriz Kristen Bell.

E Morgan Freeman será homenageado com o prêmio pelo Conjunto da Obra.

‘A FORMA DA ÁGUA’ lidera o CRITICS’ CHOICE AWARDS com 14 INDICAÇÕES

shape-of-water-final-trailer

Indicada para Melhor Atriz, Sally Hawkins, em cena de A Forma da Água

EM SUA 23ª EDIÇÃO, O CRITICS’ CHOICE DESTACA NOVO FILME DO MEXICANO GUILLERMO DEL TORO

OK, acabou a brincadeira: a Bolha Assassina do Critics’ Choice Awards liberou seus quinhentos indicados em suas duzentas categorias. E como se não bastassem seis indicados por categoria, agora eles fizeram uma licença poética e ampliaram para sete indicados nas categorias de Diretor, Ator e Atriz Coadjuvante. Daqui a pouco, vai ter atores do Framboesa de Ouro entre os indicados!

Podem me considerar um crítico chato, mas a cada ano que passa, estou pegando mais “bode” do Critics’ Choice Awards. Além de ser um prêmio sem personalidade nenhuma (só se preocupam em acertar os vencedores do Oscar), eles se expandem todo ano, mas se esquecem de valorizar seus próprios convidados. Ano passado, entregaram vários prêmios no tapete vermelho (pra não dizer no porão da casa), inclusive o de Roteiro (!!!), porque obviamente não havia tempo pra tanta categoria ao vivo. Acho um descaso total; se for assim “nas coxas”, melhor excluir!

E outra coisa: eles se gabam tanto de serem a melhor prévia do Oscar (posto anteriormente ocupado pelo Globo de Ouro), mas será mesmo que a bola de cristal deles está funcionado? Dos últimos 4 vencedores do prêmio de Melhor Filme, eles acertaram dois: 12 Anos de Escravidão e Spotlight, e erraram com Boyhood e La La Land. Pra mim, prévia certeira é aquela próxima de 100%… Honestamente, não entendo o crescimento de popularidade desse prêmio, tirando o fato de que daqui a pouco vai ter mais gente indicada do que não-indicada no mundo.

CRITICS’ CHOICE E SEUS NÚMEROS

Bom, vamos aos fatos desta 23ª edição. Primeiramente, A Forma da Água conseguiu 14 indicações, um número muito alto, mas explicável por se tratar de um filme tecnicamente bem feito, possibilitando reconhecimento em Direção de Arte, Fotografia e Trilha Musical, por exemplo. Dessas 14 indicações, apenas uma pertence a uma categoria inexistente no Oscar: Melhor Filme de Ficção Científica ou Terror, portanto o filme de Guillermo del Toro pode também ser o recordista de indicações do próximo Oscar.

Curiosamente, A Forma da Água abriu uma ampla vantagem de 6 indicações em relação aos filmes que ficaram em segundo lugar. Me Chame Pelo Seu Nome, Dunkirk, Lady Bird e The Post: A Guerra Secreta obtiveram oito indicações cada. Vale ressaltar que desses quatro títulos, três ganharam prêmios de Melhor Filme recentemente: O LAFCA premiou Me Chame Pelo Seu Nome, o NYFCC premiou Lady Bird e o NBR premiou The Post, ou seja, existe uma diversidade muito boa de títulos com possibilidades de vitória no Oscar.

Ainda sobre números, importante destacar a tripla indicação para o ator e roteirista paquistanês Kumail Nanjiani. Além de ter sido indicado a Melhor Ator em Comédia e Roteiro Adaptado com o filme Doentes de Amor (The Big Sick), ele foi reconhecido por sua performance cômica na série The Sillicon Valley. Embora seja o recordista individual desta edição, existe boa possibilidade de ele ser triplo perdedor.

the-big-sick-mit-zoe-kazan-und-kumail-nanjiani.jpg

Zoe Kazan e Kumail Nanjiani em cena de Doentes de Amor (pic by moviepilot.de)

Outros artistas acumularam duas indicações individuais. São os casos da diretora e roteirista de Lady Bird, Greta Gerwig; do diretor e ator de Artista do Desastre, James Franco; da atriz Tiffany Hadish que compete como Atriz Coadjuvante e Atriz em Comédia por Viagem das Garotas; do diretor e roteirista de Três Anúncios Para um Crime, Martin McDonagh; e obviamente, do diretor e roteirista Guillermo del Toro.

SURPRESAS E AUSÊNCIAS

Eu sei, você deve ter pensado: “É possível ter ausências com sete indicados?”. Pois é, na reunião de condomínio da categoria de Melhor Diretor, faltou uma vaguinha para Sean Baker, que na semana passada foi reconhecido pelo NYFCC por Projeto Flórida. A verdade é que ele pode se ausentar de qualquer lista, EXCETO na seleção do Directors Guild of America (DGA), onde se separa o joio do trigo.

Com menos chances, poderia citar aqui também o nome de Dee Rees, a jovem diretora negra (ou como dizem hoje “afrodescendente”) do drama Mudbound. Não sei dizer se o fato do filme ser produção da Netflix e não ser exibido em telas de cinema enfraqueceu sua campanha, mas até então eu acreditava que este ano poderia ser o ano das mulheres na direção no Oscar. Além dela, existem chances para Greta Gerwig, Kathryn Bigelow, Angelina Jolie e Sofia Coppola. Não, não me venham com Patty Jenkins por Mulher-Maravilha

Roots

Mary J. Blige recebe orientações da diretora Dee Rees em set de Mudbound

Nas categorias de atuação, por mais que haja seis (ou sete) vagas e as categorias de atuação de comédia e de ação, sempre vai haver algum nome faltando. Este ano, este ator excluído é Robert Pattison. Sempre passei longe desses filmes de Crepúsculo que ele estrelou, mas depois de ver sua atuação em Bom Comportamento, passei a enxergá-lo como um ator promissor. Acho que boa parte do crédito de sua evolução se deve ao diretor canadense David Cronenberg com quem trabalhou em Cosmópolis e Mapa Para as Estrelas. Estou torcendo para que ele saia na lista do Globo de Ouro. E ainda falando de Bom Comportamento, ficou faltando uma indicação para Daniel Lopatin por suas belas composições musicais que reverberam a tensão do filme todo.

Na ala feminina, dois nomes mais comentados são de Kate Winslet por Roda Gigante, e Judi Dench por Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha. Ambas têm chances de aparecer na lista do Globo de Ouro de Atriz – Drama e Atriz – Comédia, respectivamente. Além delas, o nome mais polêmico também ficou de fora: Daniela Vega, uma atriz transsexual que atuou no filme chileno Uma Mulher Fantástica. Se o Critics’ Choice quisesse demonstrar personalidade, perdeu uma ótima oportunidade de indicá-la. Na categoria de Coadjuvante, um dos nomes mais citados até o momento, mas ausente é o de Lois Smith, pelo filme futurista Marjorie Prime, onde ela conversa e interage com o holograma de seu marido morto há quinze anos.

Já no campo das surpresas, eu destacaria a indicação de Jake Gyllenhaal por O Que te Faz Mais Forte, onde ele interpreta uma vítima dos atentados terroristas da maratona de Boston. Embora seja daqueles papéis que costumam render prêmios, seu nome mal havia sido mencionado até o momento.

stronger-mit-jake-gyllenhaal

Jake Gyllenhaal em cena de O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

E Patrick Stewart concorrendo como Ator Coadjuvante por Logan. Particularmente, gosto da atuação de Stewart como um homem idoso e debilitado, mas se formos analisar sob outro ângulo, o ator já interpretou o mesmo personagem de Professor Charles Xavier mais de quatro vezes. Acho bem difícil ele seguir adiante nessa campanha…

logan-the-wolverine-mit-patrick-stewart

Patrick Stewart como Professor Charles Xavier em Logan (pic by moviepilot.de)

Já na categoria de Filme em Língua Estrangeira, temos uma surpresa e uma ausência. A primeira atende pelo nome de Thelma, um filme norueguês que envolve eventos sobrenaturais e lesbianismo. E a segunda é a ausência do russo Loveless, do diretor Andrey Zvyagintsev, que é considerado um dos favoritos para seguir no Oscar.

Thelma

À direita, Eili Harboe interpreta a perturbada Thelma no filme homônimo. Pic by outnow.ch

ENQUANTO ISSO, NO UNIVERSO DAS SÉRIES…

A série Feud: Bette and Joan da FX, sobre a treta entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford, foi a recordista desta edição com seis indicações. Logo em seguida, com cinco indicações, aparece Big Little Lies da HBO, que conquistou vários prêmios no último Emmy. Alguém pode, por favor, me explicar por que Jessica Lange foi indicada para Melhor Atriz e Susan Sarandon não? Até onde sei, o grande chamariz dessa série foi o embate dessas duas atrizes veteranas que interpretaram duas lendas de Hollywood, não?

feud-fx-susan-sarandon-bette-davis-joan-crawford-jessica-lange

Susan Sarandon como Bette Davis e Jessica Lange como Joan Crawford em Feud: Bette and Joan (pic by time.com)

Apesar disso, foi a plataforma de streaming Netflix que conquistou maior número de indicações: 20, graças à ampla variedade de conteúdo como The Crown, Stranger Things, GLOW e até a animação BoJack Horseman. Se no universo da séries a Netflix já reina, será questão de tempo até que um filme da Netflix ganhe o Oscar. Pra isso, basta eles pararem de investir apenas em filmes com Adam Sandler…

Uma curiosidade pra quem curte: Kevin Spacey não está entre os indicados de Ator em Série Dramática por House of Cards. Pelo visto, ninguém quer se comprometer e inclui-lo depois de todas as polêmicas de abuso sexual envolvendo o nome dele. Por um lado eu entendo que ele seja excluído das festinhas, mas é preciso lembrar que outros nomes envolvidos em polêmicas já foram indicados e ganharam prêmios como Roman Polanski e Woody Allen, portanto, fica essa questão no ar de saber separar artista da pessoa, e vice-versa. É possível?

INDICADOS AO CRITICS’ CHOICE AWARDS 2018:

CINEMA

MELHOR FILME
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name)
– O Destino de uma Nação (Darkest Hour)
– Dunkirk (Dunkirk)
– Projeto Flórida (The Florida Project)
– Corra! (Get Out)
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
– The Post: A Guerra Secreta (The Post)
– A Forma da Água (The Shape of Water)
– Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR DIREÇÃO
– Guillermo del Toro (A Forma da Água)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
– Christopher Nolan (Dunkirk)
– Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome)
– Jordan Peele (Corra!)
– Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR
– Timothée Chalamet (Me Chame Pelo seu Nome)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Jake Gyllenhaal (O Que Te Faz Mais Forte)
– Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
– Daniel Kaluuya (Corra!)
– Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
– Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

MELHOR ATRIZ
– Jessica Chastain (A Grande Jogada)
– Sally Hawkins (A Forma da Água)
– Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Willem Dafoe (Projeto Flórida)
– Armie Hammer (Me Chame Pelo seu Nome)
– Richard Jenkins (A Forma da Água)
– Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
– Patrick Stewart (Logan)
– Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary J. Blige (Mudbound)
– Hong Chau (Pequena Grande Vida)
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Holly Hunter (Doentes de Amor)
– Allison Janney (I, Tonya)
– Laurie Metcalf (Lady Bird)
– Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR JOVEM ATOR OU ATRIZ
– Mckenna Grace (Um Laço de Amor)
– Dafne Keen (Logan)
– Brooklynn Prince (Projeto Flórida)
– Millicent Simmonds (Sem Fôlego)
– Jacob Tremblay (Extraordinário)

MELHOR ELENCO
– Dunkirk
– Lady Bird
– Mudbound
– The Post: A Guerra Secreta
– Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– James Ivory (Me Chame Pelo seu Nome)
– Scott Neustadter, Michael H. Weber (Artista do Desastre)
– Virgil Williams, Dee Rees (Mudbound)
– Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
– Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky (Extraordinário)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Jordan Peele Corra!)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
– Guillermo del Toro, Vanessa Taylor (A Forma da Água)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR FOTOGRAFIA
– Roger Deakins (Blade Runner 2049)
– Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame Pelo seu Nome)
– Hoyte van Hoytema (Dunkirk)
– Rachel Morrison (Mudbound)
– Dan Lausten (A Forma da Água)

MELHOR FIGURINO
– Jacqueline Durran (A Bela e a Fera)
– Renée April (Blade Runner 2049)
– Mark Bridges (Trama Fantasma)
– Luis Sequeira (A Forma da Água)
– Lindy Hemming (Mulher-Maravilha)

MELHOR MONTAGEM
– Paul Machliss, Jonathan Amos (Em Ritmo de Fuga)
– Joe Walker (Blade Runner 2049)
– Lee Smith (Dunkirk)
– Michael Kahn, Sarah Broshar (The Post: A Guerra Secreta)
– Sidney Wolinsky (A Forma da Água)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
– A Bela e a Fera
– O Destino de uma Nação
– I, Tonya
– A Forma da Água
– Extraordinário

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
– Sarah Greenwood; Katie Spencer (A Bela e a Fera)
– Dennis Gassner; Alessandra Querzola (Blade Runner 2049)
– Nathan Crowley; Gary Fettis (Dunkirk)
– Jim Clay; Rebecca Alleway (Assassinato no Expresso Oriente)
– Mark Tildesley; Véronique Melery (Trama Fantasma)
– Paul Denham Austerberry; Shane Vieau, Jeff Melvin (A Forma da Água)

MELHOR TRILHA MUSICAL
– Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer (Blade Runner 2049)
– Dario Marianelli (O Destino de uma Nação)
– Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
– John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
– Alexandre Desplat (A Forma da Água)

MELHOR CANÇÃO
– “Evermore” (A Bela e a Fera)
– “Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
– “Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)
– “Stand Up for Something” (Marshall)
– “This Is Me” (O Rei do Show)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Blade Runner 2049
– Dunkirk
– A Forma da Água
– Thor: Ragnarok
– Planeta dos Macacos: A Guerra
– Mulher-Maravilha

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
– The Breadwinner
– Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
– Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)
– LEGO Batman: O Filme (The Lego Batman Movie)
– Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

MELHOR FILME DE AÇÃO
– Em Ritmo de Fuga (Baby Driver)
– Logan (Logan)
– Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok)
– Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes)
– Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

MELHOR COMÉDIA
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Artista do Desastre (The Disaster Artist)
– Viagem das Garotas (Girls Trip)
– I, Tonya
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
– Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Chris Hemsworth (Thor: Ragnarok)
– Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Adam Sandler (Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Zoe Kazan (Doentes de Amor)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA OU TERROR
– Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)
– Corra! (Get Out)
– It: A Coisa (It)
– A Forma da Água (The Shape of Water)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– 120 Batimentos Por Minuto (BPM (Beats Per Minute))
– Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)
– First They Killed My Father
– Em Pedaços (In the Fade)
– The Square
– Thelma

TELEVISÃO E STREAMING

 

Best Drama Series
– American Gods (Starz)
– The Crown (Netflix)
– Game of Thrones (HBO)
– The Handmaid’s Tale (Hulu)
– Stranger Things (Netflix)
– This Is Us (NBC)

Best Actor in a Drama Series
– Sterling K. Brown (This Is Us)
– Paul Giamatti (Billions)
– Freddie Highmore (Bates Motel)
– Ian McShane (American Gods)
– Bob Odenkirk (Better Call Saul)
– Liev Schreiber (Ray Donovan)

Best Actress in a Drama Series
– Caitriona Balfe (Outlander)
– Christine Baranski (The Good Fight)
– Claire Foy (The Crown)
– Tatiana Maslany (Orphan Black)
– Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
– Robin Wright (House of Cards)

Best Supporting Actor in a Drama Series
– Bobby Cannavale (Mr. Robot)
– Asia Kate Dillon (Billions)
– Peter Dinklage (Game of Thrones)
– David Harbour (Stranger Things)
– Delroy Lindo (The Good Fight)
– Michael McKean (Better Call Saul)

Best Supporting Actress in a Drama Series
– Gillian Anderson (American Gods)
– Emilia Clarke (Game of Thrones)
– Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
– Cush Jumbo (The Good Fight)
– Margo Martindale (Sneaky Pete)
– Chrissy Metz (This Is Us)

Best Comedy Series
– The Big Bang Theory (CBS)
– Black-ish (ABC)
– GLOW (Netflix)
– The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
– Modern Family (ABC)
– Patriot (Amazon)

Best Actor in a Comedy Series
– Anthony Anderson (Black-ish)
– Aziz Ansari (Master of None)
– Hank Azaria (Brockmire)
– Ted Danson (The Good Place)
– Thomas Middleditch (Silicon Valley)
– Randall Park (Fresh Off the Boat)

Best Actress in a Comedy Series
– Kristen Bell (The Good Place)
– Alison Brie (GLOW)
– Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Sutton Foster (Younger)
– Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Constance Wu (Fresh Off the Boat)

Best Supporting Actor in a Comedy Series
– Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Walton Goggins (Vice Principals)
– Sean Hayes (Will & Grace)
– Marc Maron (GLOW)
– Kumail Nanjiani (Silicon Valley)
– Ed O’Neill (Modern Family)

Best Supporting Actress in a Comedy Series
– Mayim Bialik (The Big Bang Theory)
– Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Betty Gilpin (GLOW)
– Jenifer Lewis (Black-ish)
– Alessandra Mastronardi (Master of None)
– Rita Moreno (One Day at a Time)

Best Limited Series
– American Vandal (Netflix)
– Big Little Lies (HBO)
– Fargo (FX)
– Feud: Bette and Joan (FX)
– Godless (Netflix)
– The Long Road Home (National Geographic)

Best Movie Made for TV
– Flint (Lifetime)
– I Am Elizabeth Smart (Lifetime)
– The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)
– Sherlock: The Lying Detective (PBS)
– The Wizard of Lies (HBO)

Best Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jeff Daniels (Godless)
– Robert De Niro (The Wizard of Lies)
– Ewan McGregory (Fargo)
– Jack O’Connell (Godless)
– Evan Peters (American Horror Story: Cult)
– Bill Pullman (The Sinner)
– Jimmy Tatro (American Vandal)

Best Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jessica Biel (The Sinner)
– Alana Boden (I Am Elizabeth Smart)
– Carrie Coon (Fargo)
– Nicole Kidman (Big Little Lies)
– Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)
– Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Best Supporting Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Johnny Flynn (Genius)
– Benito Martinez (American Crime)
– Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)
– Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
– David Thewlis (Fargo)
– Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)

Best Supporting Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Judy Davis (Feud: Bette and Joan)
– Laura Dern (Big Little Lies)
– Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)
– Regina King (American Crime)
– Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
– Mary Elizabeth Winstead (Fargo)

Best Talk Show
– Ellen (NBC)
– Harry (Syndicated)
– Jimmy Kimmel Live! (ABC)
– The Late Late Show with James Corden (CBS)
– The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (NBC)
– Watch What Happens Live with Andy Cohen (Bravo)

Best Animated Series
– Archer (FX)
– Bob’s Burgers (Fox)
– BoJack Horseman (Netflix)
– Danger & Eggs (Amazon)
– Rick and Morty (Adult Swim)
– The Simpsons (Fox)

Best Unstructured Reality Series
– Born This Way (A&E)
– Ice Road Truckers (History)
– Intervention (A&E)
– Live PD (A&E)
– Ride with Norman Reedus (AMC)
– Teen Mom (MTV)

Best Structured Reality Series
– The Carbonaro Effect (truTV)
– Fixer Upper (HGTV)
– The Profit (CNBC)
– Shark Tank (ABC)
– Undercover Boss (CBS)
– Who Do You Think You Are? (TLC)

Best Reality Competition Series
– America’s Got Talent (NBC)
– Chopped (Food Network)
– Dancing with the Stars (ABC)
– Project Runway (Lifetime)
– RuPaul’s Drag Race (VH1)
– The Voice (NBC)

Best Reality Show Host
– Ted Allen (Chopped)
– Tyra Banks (America’s Got Talent)
– Tom Bergeron (Dancing With the Stars)
– Cat Deeley (So You Think You Can Dance)
– Joanna and Chip Gaines (Fixer Upper)
– RuPaul (RuPaul’s Drag Race)

***

A 23ª cerimônia do Critics’ Choice Awards acontece no dia 11 de Janeiro, numa quinta-feira. Não me perguntem por que numa quinta.

Documentário italiano ‘Fire at Sea’ leva o Urso de Ouro em Berlim

Fire at Sea

Cena do documentário Fire at Sea, de Gianfranco Rosi (photo by outnow.ch)

TEMA DA IMIGRAÇÃO EUROPÉIA CHEGA AO FESTIVAL MAIS POLÍTICO DE TODOS

No meio da correria do Oscar, o Festival de Berlim anunciou seus vencedores. Em tempos de crise imigratória e xenofobia nas manchetes internacionais, o documentário sobre o tema se mostrou quase uma unanimidade no festival. O filme acompanha a trajetória de imigrantes refugiados de seus países por motivos de guerra, violência e necessidade financeira.

O documentário foca nas jornadas sacrificantes de incontáveis imigrantes oriundos do continente africano, asiático e Oriente Médio até esta ilha italiana chamada Lampedusa. “Nesse momento, tive que pensar em todas aquelas pessoas que não conseguiram sobreviver até chegar a Lampedusa,” ressaltou o diretor Gianfranco Rosi em discurso de agradecimento. “Lampedusa é um lugar generoso. É um reduto de pescadores, e eles sempre abrem seus braços para aqueles que vêm do mar.”

Nesta 66ª edição, a presidente do júri foi ninguém menos do que Meryl Streep. Ela liderou um júri formado por mais sete profissionais, tendo como único pacto “deixar a mente aberta”, ou seja, não ser influenciado pela mídia. Não sei se foi possível atenderem a esse pedido pela pressão que vem dos noticiários diariamente, mas por enquanto, acredito que o documentário foi premiado por suas habilidades de retratar um momento tão triste e desolador da História contemporânea.

O Urso de Prata foi para o drama bósnio de Danis Tanovic, Death in Sarajevo, no qual um hotel hospeda uma delegação de diplomacia internacional, e sua repercussão da equipe de serviço e dos demais hóspedes. Apesar do diretor Tanovic ser frequentador de festivais internacionais, ficou conhecido pelo Oscar de Filme em Língua Estrangeira por Terra de Ninguém em 2002.

E ao contrário do que acontece no Oscar, em Berlim, uma mulher foi coroada melhor diretora. A francesa Mia Hansen-Løve ganhou o prêmio pelo drama Things to Come, protagonizado pela veterana Isabelle Huppert como uma professora de filosofia que precisa lidar com a morte da mãe, sua demissão e com a traição do marido.

Cena de Things to Come, com Isabelle Huppert (photo by outnow.ch)

Cena de Things to Come, com Isabelle Huppert (photo by outnow.ch)

Nas categorias de atuação, a dinamarquesa Trine Dyrholm levou como Melhor Atriz por The Commune, sob a direção de Thomas Vinterberg, que já havia trabalhado antes no icônico filme do Dogma 95, Festa de Família. Já na ala masculina, o estreante Majd Mastoura faturou o prêmio de Ator pelo drama tunisiano Hedi, que também levou o prêmio de Filme de Estréia.

Vencedora de Melhor Atriz por The Commune, Trine Dyrholm (photo by antenna.gr)

Vencedora de Melhor Atriz por The Commune, Trine Dyrholm (photo by antenna.gr)

Concedido para produções inovadoras, o prêmio Alfred Bauer deste ano foi para o filipino Lav Diaz. Seu filme, intitulado A Lullaby to the Sorrowful Mystery, tem a duração light de oito horas. Sim, 485 minutos de puro entretenimento! A sessão teria iniciado às 9h30 da manhã e terminado às 19h, com direito a um intervalo de uma hora! A trama do filme se passa no século XIX, quando estava ocorrendo a revolução das Filipinas contra a Espanha, com destaque para a figura de Andres Bonifacio. A produtora Bianca Balbuena agradeceu à comissão do festival, que permitiu sua inclusão na competição sem impôr qualquer tipo de corte.

A bela fotografia PB do filme A Lullaby to the Sorrowful Mystery, de oito horas. (photo by outnow.ch)

A bela fotografia PB do filme A Lullaby to the Sorrowful Mystery, de oito horas. (photo by outnow.ch)

Embora a presidente do júri seja um ícone hollywoodiano (Streep), não houve qualquer premiação para as produções estreladas por hollywoodianos como o filme Genius, com Colin Firth e Jude Law; ou Alone in Berlin, com Emma Thompson e Brendan Gleeson; ou Midnight Special, novo filme de Jeff Nichols protagonizado por Michael Shannon e Joel Egerton.

Seguem os vencedores da 66ª edição do Festival de Veneza:

URSO DE OURO
Fire At Sea
Dir: Gianfranco Rosi

URSO DE PRATA GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
Death in Sarajevo
Dir: Danis Tanović

PRÊMIO ALFRED BAUER para filme que abre novas perspectivas
A Lullaby To The Sorrowful Mystery
Dir: Lav Diaz

MELHOR DIRETOR
Mia Hansen-Løve (Things To Come)

MELHOR ATRIZ
Trine Dyrholm (The Commune)

MELHOR ATOR
Majd Mastoura (Hedi)

Vencedor de Melhor Ator, Majd Mastoura por Hedi (photo by rbb-online.de)

Vencedor de Melhor Ator, Majd Mastoura por Hedi (photo by rbb-online.de)

MELHOR ROTEIRO
Tomasz Wasilewski (United States Of Love)

PRÊMIO DE CONTRIBUIÇÃO ARTÍSTICA
Mark Lee Ping-Bing pela fotografia de Crosscurrent

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
Hedi (Inhebbek Hedi)
Dir: Mohamed Ben Attia

URSO DE OURO DE CURTA-METRAGEM
Balada De Um Batráquio
Dir: Leonor Teles

URSO DE PRATA PRÊMIO DO JÚRI DE CURTA-METRAGEM

A Man Returned
Dir: Mahdi Fleifel

PRÊMIO AUDIO DE CURTA-METRAGEM
Jin Zhi Xia Mao
Dir: Chiang Wei Liang