RETROSPECTIVA 2017: BASTIDORES SEXUAIS DE HOLLYWOOD

ANO FICOU MARCADO POR ESCÂNDALOS SEXUAIS E A EXPANSÃO DA DISNEY

Saudações aos cinéfilos de plantão! Mais um ano se passou e gostaria de entediá-los com meu resumão com os filmes. Bom, primeiramente, quero agradecer a todos que curtiram, fizeram comentários ou mesmo deram aquela breve passada no blog e na página do Facebook. Continuo não ganhando nem um centavo, mas todos os feedbacks certamente são gratificantes, então obrigado!

META DE 2017 E SUAS CONSEQUÊNCIAS

Este ano tracei como meta assistir mais daqueles filmes que quando você fala que não viu, a pessoa reage com um: “Não acredito que você não assistiu!”. Então, vi alguns clássicos pela primeira vez como o neo-realista italiano Humberto D. (1952), de Vittorio De Sica, e o tocante e singelo clássico japonês de Yasujirô Ozu, Era uma Vez em Tóquio (1953). Também incluí filmes cults como Scanners – Sua Mente Pode Destruir (um David Cronenberg “tosqueira” que ficou mais marcado pela cena da cabeça que explode) e Tomates Verdes Fritos (que honestamente não entendi toda essa aura que o transformou em cult).

Dos diretores renomados, alguns filmes me surpreendi positivamente como Razão e Sensibilidade (1995), de Ang Lee (que achava que seria um drama de época sonolento), e Arizona Nunca Mais (1987), dos irmãos Coen, quando o humor deles era mais non-sense. Já outros como A Cidade dos Amaldiçoados (1995), de John Carpenter, foi bem doído assistir até o final pelo cúmulo do ridículo das cenas (Christopher Reeve mentalizando um muro de tijolos pra bloquear a telepatia das crianças foi a cena mais “chá de cogumelo” que vi este ano).

PIORES DO ANO NO CINEMA

Todo ano eu assisto a filmes que penso: “Onde eles estavam com a cabeça?”. Normalmente, são filmes cujos produtores se acham criativos demais a ponto de não necessitarem de um diretor competente por trás das câmeras. Dá pra citar dois exemplos de como Hollywood ainda tem muito a aprender:

A MÚMIA. Se essa era a idéia de revival dos monstros clássicos da Universal, o estúdio deveria urgentemente rever seus conceitos. Claramente, quiseram criar uma espécie de universo onde a Múmia poderia interagir com o Drácula, Frankenstein e Lobisomem em futuros longas, assim como a Marvel Studios planejou e executou, mas nem todo mundo tem a visão, organização e planejamento de Kevin Feige (produtor da Marvel).

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No centro, Annabelle Wallis com Jake Johnson e Tom Cruise em cena de A Múmia (pic by moviepilot.de)

Primeiramente, Tom Cruise não tem o carisma de Brendan Fraser (que protagonizou A Múmia de 1999), e muito menos tem qualquer química com sua colega Annabelle Wallis. Sofia Boutella como uma versão feminina da múmia soou promissor nos trailers, mas o resultado final acabou comprometido com as demais escolhas equivocadas, assim como o diretor Alex Kurtzman, que só tinha uma comédia desconhecida no currículo. Felizmente, o filme foi mal nas bilheterias e deve brecar esse plano insosso da Universal.

A TORRE NEGRA. Acho bacana resgatarem um grande autor de terror como Stephen King para os cinemas, mas definitivamente esta adaptação de sua obra não funcionou em nenhum aspecto. Sinceramente não entendi o motivo de contratarem o diretor dinamarquês Nikolaj Arcel. Eles queriam uma atmosfera de filme europeu num filme nitidamente blockbuster? E embora Idris Elba e Matthew McConaughey se esforcem, é impossível se importar com seus personagens, muito menos o jovem Tom Taylor que pareceu mais perdido do que os próprios produtores.

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Idris Elba e Tom Taylor tentam alguma química em A Torre Negra (pic by moviepilot.de)

Ainda falando sobre Stephen King, achei muuuito bacana ver seu romance “It” sendo tão destacado após tantos anos da primeira adaptação para a televisão. Este novo It: A Coisa se tornou o filme de terror mais visto de todos os tempos, ultrapassando o recorde anterior de O Exorcista (1973) que era de 232 milhões de dólares. Contudo, apesar dos números gordos que certamente vão engrenar mais filmes de terror, o filme está longe de ser uma obra-prima como muitos classificaram. Se tivessem explorado mais os personagens adultos, que são mais assustadores do que o próprio palhaço Pennywise, e reduzissem o excesso de efeitos visuais na figura dele, a performance de Bill Skarsgård poderia causar mais calafrios.

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Crianças procuram pelo palhaço Pennywise em cena de It: A Coisa (pic by moviepilot.de)

E de uma forma geral, as sequências e refilmagens integraram a parte ruim da safra do ano. Hoje existe um excesso de continuações e reboots que empobrece o cinema, e que se continuar nesse ritmo, os filmes originais passarão a ser raridade no circuito. Citando apenas os que vi no cinema: O Chamado 3, Jogos Mortais: Jigsaw, Alien: Covenant (uma franquia excelente mas que enfraqueceu demais com esta nova produção), Annabelle 2: A Criação do Mal, e até mesmo Guardiões da Galáxia Vol. 2, que pecou no excesso de gags e esqueceu da trama principal.

INDO CONTRA A CORRENTE

Apesar de Hollywood ainda produzir boas continuações como Logan e Thor: Ragnarok, é nesse cenário de escassez de originalidade que temos que valorizar os novos trabalhos de Darren Aronofsky (Mãe!) e Christopher Nolan (Dunkirk). Curiosamente, ambos os filmes tiveram recepções do tipo ame ou odeie, mas é inegável o esforço que os diretores fizeram para entregar algo novo, fresco e com alguma mensagem, concorde você ou não.

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E o filme doideira do ano vai para Mãe!, de Darren Aronofsky (pic by moviepilot.de)

Apesar de ter cedido dirigir a sequência Blade Runner 2049, Denis Villeneuve é garantia de vermos algo no mínimo com um olhar diferente. A Chegada é uma das ficções científicas mais criativas dos últimos anos, principalmente no uso de recursos cinematográficos como a montagem não-linear.

E falando em originalidade, não posso deixar de citar o melhor filme que vi nos cinemas: Corra!, de Jordan Peele. Pra começar, este é um filme que nunca imaginei que veria um dia. Trata-se de um filme extremamente corajoso ao lidar com o tema do racismo, ainda mais no gênero do terror e da ficção científica. E isso só foi possível graças a Jordan Peele que, em entrevista, confessou que queria fazer um filme em que pudesse passar a péssima sensação de ser uma minoria. Antigamente, havia mais filmes assim, em que o diretor queria abordar temas polêmicos em tramas de terror e ficção científica como O Enigma do Outro Mundo (1982), de John Carpenter.

Quando soube que Robert Pattison estava bem cotado pra ganhar o prêmio de interpretação masculina em Cannes por Bom Comportamento (Good Time), fiquei pensando se não seria exagero da mídia, afinal estamos falando daquele rapaz sem graça daqueles filmes mais sem graça ainda do Crepúsculo. Pelo visto suas duas colaborações com o diretor canadense David Cronenberg, Cosmópolis e Mapas Para as Estrelas, fizeram muito bem para desinflar seu ego e mostrar que ele tem potencial. Nesse filme dos irmãos Benny e Josh Safdie, Pattison vive um ladrão de bancos que, após uma tentativa frustrada de assalto, precisa resgatar seu irmão antes que ele volte para a prisão. Além do ator, o filme foi uma grata surpresa. Muito bem dirigido, montado e com uma ótima trilha musical de Daniel Lopatin, Bom Comportamento consegue gerar tensão do início ao fim e nunca se torna previsível.

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Robert Pattison em cena de Bom Comportamento (pic by moviepilot.de)

OSCAR 2017: A CERIMÔNIA QUE NÃO ACABOU

A cerimônia do Oscar ficou tão marcada com a lambança histórica de troca de envelopes e anúncio de filme errado que às vezes você até esquece qual indicado ganhou Melhor Filme, o que acabou apagando um pouco o brilho da vitória de Moonlight: Sob a Luz do Luar. Esse deslize diminuiu o fato da Academia premiar pela primeira vez em seus 89 anos um filme sobre homossexualismo e composto por um elenco totalmente negro.

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Gafes do Oscar: Warren Beatty e Jimmy Kimmel com caras de “O que eu vou falar agora??”

Claro, é importante quebrar barreiras e desbravar novos mares, mas deixando essa parte politicamente correta de lado, não considero Moonlight um bom filme. Barry Jenkins reuniu uma série de clichês de homossexualismo e de vício de drogas, colocou uma fotografia mais estilizada com câmera lenta, e uma estrutura narrativa convencional em três tempos da vida do protagonista. As melhores qualidades do filme são a trilha de Nicholas Britell e Mahershala Ali, que ficou muito limitado no primeiro terço do filme. Quer ver filme bom de homossexualismo? Veja O Segredo de Brokeback Mountain, veja Weekend, veja Azul é a Cor Mais Quente, veja Antes do Anoitecer, veja Morte em Veneza, enfim, são tantas opções melhores…

ISABELLE HUPPERT. Antes quero deixar claro que sou e sempre fui contra aqueles Oscars concedidos com intenção de compensar derrotas anteriores ou várias indicações sem vitórias, pois esses prêmios costumam gerar novas injustiças e transformar tudo num ciclo vicioso. Francamente, achava que Isabelle Huppert nem seria indicada por Elle por se tratar de uma performance corajosa num filme igualmente ousado, mas já que ela foi indicada, por que não premiá-la? A grande maioria dos críticos americanos a reconheceu como a melhor performance feminina do ano, mas no Oscar resolveram premiar a America’s sweetheart Emma Stone em La La Land, que certamente terá inúmeras outras oportunidades de ganhar uma estatueta.

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Emma Stone e seu Oscar de Atriz por La La Land

Claro que também fiquei indignado com a ausência de Elle na categoria de Filme em Língua Estrangeira. Além do filme ser muito bom, a Academia perdeu uma excelente oportunidade de premiar Paul Verhoeven, um diretor holandês que muito contribuiu para Hollywood nos anos 80 e 90, com clássicos modernos como RoboCop – O Policial do Futuro, Instinto Selvagem O Vingador do Futuro. Se depois viessem com Oscar Honorário, se fosse Verhoeven, eu nem me daria ao trabalho de comparecer à cerimônia.

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Isabelle Huppert e o diretor Paul Verhoeven divulgam Elle no tapete vermelho de Cannes (pic by LA Times)

EXPANDE MONOPÓLIO DA DISNEY

Lembra lá no colégio, quando seu professor de História te ensinou sobre as consequências do monopólio? Que, como não há forte concorrência, a empresa controla o mercado? Como eu havia comentado há dois anos e já me preocupava com essa situação fora de controle, a Disney já comprou a Pixar, a Marvel, a Lucas Films (Star Wars) e agora a Fox e suas derivadas Twentieth Century Fox, Fox Searchlight e FX, essa última em especial se tornou referências em séries mais ousadas como American Horror Story e Fargo, material que não vemos na Disney.

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Inicialmente, os fãs da Marvel comemoraram o fato de vários personagens poderem participar do mesmo universo dos filmes da Marvel/Disney, como Deadpool e os X-Men. Sim, pelo lado dos fãs de quadrinhos, é uma ótima notícia pela integração, mas é justamente aí que reside uma grande preocupação. Será possível um filme como Deadpool, repleto de sangue, palavrões, humor negro e sexo, sob o comando da empresa-família Disney? Se os figurões da Disney forem espertos, eles mantém o logo da Fox e continuarão produzindo filmes para o público adulto como Logan, já que foi comprovado o sucesso comercial e de crítica.

Mas não se trata apenas desse microcosmo da Marvel. Toda forma de Arte precisa de diversidade para sobreviver, por isso, quanto menos pasteurizada for a safra de novos filmes, o cinema terá vida longa.

OS ASSÉDIOS DE HOLLYWOOD

Embora muitos acreditem que o terremoto começou com o produtor Harvey Weinstein, Hollywood já ficou em estado de alerta com relatos de assédio envolvendo o último vencedor do Oscar de Melhor Ator, Casey Affleck, que teria tratado com machismo colegas de trabalho chamando-as de “vacas” e chegando a mostrar seu órgão genital para Amanda White, produtora de seu mockumentary  I’m Still Here.

Obviamente, o caso de Harvey Weinstein, dono da ex-distribuidora Miramax e atual Weinstein Co., é o mais grave de todos. Ele teria assediado mais de oitenta mulheres (segundo o USA Today), com destaque para atrizes como Ashley Judd (que foi a primeira a erguer a mão), Asia Argento, Rosanna Arquette, Kate Beckinsale, Cara Delevingne, Claire Forlani, Romola Garai, Heather Graham, Eva Green, Daryl Hannah, Salma Hayek, Angelina Jolie, Rose McGowan, Lupita Nyong’o, Mira Sorvino e Gwyneth Paltrow. Seus avanços normalmente seguiam uma tática de chamar a vítima até seu quarto de hotel, onde ele já a esperava trajado com roupão de banho, oferecia e pedia massagens e forçava beijos. Caso as vítimas se recusassem, ele as ameaçava dizendo que “acabaria com a carreira delas”. E elas sabiam que ele tinha poder para isso.

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O produtor Harvey Weinstein à esquerda com algumas de suas vítimas (montage by Archy World News)

Nessa confusão toda, sobrou até pra Meryl Streep, que foi acusada de saber dos abusos e não reportar, assim como Matt Damon, que teria ajudado a encobrir um dos escândalos a pedido de Weinstein em 2004. Primeiramente, muita calma nessa hora. Como jogaram merda no ventilador, é preciso apurar tudo antes de sair acusando todo mundo, pois carreiras e vidas estão em jogo.

Todas essas acusações mexeram demais com a indústria, tanto que a Academia decidiu expulsar o produtor Harvey Weinstein de sua associação. Ele foi indicado ao Oscar de Melhor Filme por Gangues de Nova York em 2003, e ganhou o Oscar em 1999 por Shakespeare Apaixonado. Inclusive acredito na teoria da conspiração que o Oscar de Melhor Atriz para Gwyneth Paltrow foi comprado com o intuito de fazê-la esquecer do “incidente” (talvez só assim pra explicar como ela bateu Cate Blanchett e Fernanda Montenegro naquele ano…). Pode ser que mais membros envolvidos na polêmica sejam futuramente expulsos também.

Depois de Weinstein, o caso mais em evidência foi do ator Kevin Spacey. Sua vida se tornou um inferno depois que o ator Anthony Rapp, da série Star Trek: Discovery, revelou que aos 14 anos, ele foi abusado por Spacey depois de uma festa. Em resposta pelo Twitter, Kevin Spacey pediu desculpas, mas sugeriu que seu comportamento inapropriado teria acontecido por ele ser gay. Obviamente, a declaração não caiu bem e deixou a comunidade gay em fúria. Em seguida, vieram outras acusações envolvendo jovens atores de seu grupo teatral britânico Old Vic. Vendo a bola de neve crescer rapidamente, a Netflix logo anunciou que cancelaria série House of Cards, protagonizada por Spacey, enquanto o diretor Ridley Scott decidiu apagar todas as cenas já filmadas com Spacey e substitui-lo por Christopher Plummer no filme All the Money in the World. Estava anunciado o fim da carreira de Kevin Spacey, que teria se internado numa espécie de clínica de reabilitação.

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Envolvido em escândalos, o ator Kevin Spacey foi retirado integralmente do filme de Ridley Scott, All the Money in the World (montage by Digital Spy)

Tendo o mesmo comportamento inapropriado, o diretor Bryan Singer foi recentemente demitido da produção de Bohemian Rhapsody, filme biográfico do vocalista do Queen, Freddie Mercury. Inicialmente, inventaram uma desculpa de que ele tinha problemas familiares, mas novas acusações surgiram contra ele e assim estava justificada sua demissão. Segundo relatos, Singer oferecia papéis a jovens atores (incluindo menores) em troca de sexo.

Ao longo dos últimos meses, várias acusações surgiram contra outros profissionais da área de cinema e de TV. Para citar os mais importantes: o diretor e produtor Brett Ratner, os atores e vencedores do Oscar Dustin HoffmanRichard Dreyfuss (que teriam provocado e oferecido propostas indecentes), e os atores de séries Jeffrey Tambor (de Transparent, que tem futuro incerto) e Louis C.K. (de Louie, que também não deve continuar e ainda cancelou futuros projetos). Todos se afastaram dos holofotes e devem esperar a poeira abaixar um pouco.

 

Alguns especialistas acreditam que o Oscar 2018 pode dar preferência às mulheres devido aos acontecimentos. Portanto, podem pintar candidatas e vencedoras mulheres em categorias normalmente dominadas por homens como Direção e Fotografia. Eu, particularmente, sou contra essa tendência de premiar de acordo com os tempos como aconteceu com Moonlight, que mais foi premiado como forma de protesto contra o governo de Trump do que pelos próprios méritos.

CRÍTICAS

Vamos às listas do ano, começando com os melhores vistos nos cinemas.

TOP 5 MELHORES DO ANO NO CINEMA

5. Bom Comportamento (Good Time/ 2017)
Dir: Benny Safdie, Josh Safdie

4. Custódia (Jusqu’à la garde/ 2017)
Dir: Xavier Legrand

3. Ao Cair da Noite (It Comes at Night/ 2017)
Dir: Trey Edward Shults

2. A Qualquer Custo (Hell or High Water/ 2016)
Dir: David Mackenzie

1. Corra! (Get Out/ 2017)
Dir: Jordan Peele

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Daniel Kaluuya e Allison Williams em cena de Corra!

TOP 5 MELHORES EM MÍDIA DIGITAL

5. Your Name (Kimi no na wa/ 2016)
Dir: Makoto Shinkai

4. Desamor (Loveless/ 2017)
Dir: Andrey Zvyagintsev

3. Pais e Filhos (Soshite chichi ni naru / 2013)
Dir: Hirokazu Kore-eda

2. El Topo (El Topo/ 1970)
Dir: Alejandro Jodorowsky

1. Era uma vez em Tóquio (Tôkyô monogatari/ 1953)
Dir: Yasujirô Ozu

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Era uma Vez em Tóquio, de Yasujirô Ozu. Pic by imdb.com

IN MEMORIAN

Comparado ao ano passado, é possível dizer que tivemos poucas perdas no mundo do cinema. Particularmente, pra mim foi muito difícil dizer adeus a um dos melhores diretores que Hollywood produziu: o americano Jonathan Demme. Como sou fã incondicional de O Silêncio dos Inocentes, e considero Filadélfia um marco contra o preconceito da Aids, tenho um carinho enorme pelos seus filmes.

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O diretor Jonathan Demme com a atriz Jodie Foster em set de O Silêncio dos Inocentes (pic by The New York Times)

Outra perda irreparável para os cinéfilos fãs de terror foi o mestre George Romero, conhecido como o pai dos zumbis que hoje estrelam vários filmes, séries e quadrinhos. Apesar de admirar seus trabalhos com os mortos-vivos, gostaria de ter visto mais filmes de outras temáticas como o ótimo Martin (1978), no qual um rapaz acredita que é um vampiro.

Perdemos os vencedores do Oscar: Martin Landau, vencedor do Oscar de Coadjuvante pela excepcional performance como Bela Lugosi em Ed Wood (1994); e o diretor John G. Avildsen, considerado o diretor dos filmes de esporte e montagem Rocky, um Lutador (1976) e Karatê Kid (1984).

Grandes atores indicados ao Oscar também partiram: John Hurt (por O Expresso da Meia-Noite e O Homem Elefante), Mary Tyler Moore (por Gente Como a Gente); Sam Shepard (por Os Eleitos). E nomes que serão lembrados por seu talento e carisma: Harry Dean StantonBill PaxtonJerry LewisAdam West (o eterno Batman da série de TV), Roger Moore (o ator que mais interpretou James Bond), e o músico Chris Cornell (criou a trilha e canção de 007 – Cassino Royale).

FELIZ ANO NOVO!

Embora nosso querido governo pise cada vez mais em nós, seja criando mais leis inúteis, seja criando mais impostos para cobrir seus próprios roubos, ou pior: soltando presos corruptos como faz um certo ministro do Supremo, precisamos tocar nossas vidas. 2018 é uma grande incógnita na política, e tenho muito receio de que o PT volte ao poder e de uma possível ascensão da extrema direita.

Que em 2018, sejam lançados mais filmes de qualidade, filmes alternativos e por que não filmes nacionais melhores? O cinema brasileiro parece ter perdido aquele gás dos anos 2000 e se rendido a comédias típicas de televisão. Bingo: O Rei das Manhãs foi uma boa surpresa de Daniel Rezende, mas precisamos de mais.

‘Perdido em Marte’, ‘Mad Max’ e ‘O Regresso’ saem vitoriosos do ADG 2016

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

OS TRÊS VENCEDORES CONCORREM AO OSCAR DE DIREÇÃO DE ARTE

Se o 20º ADG (Art Directors Guild) nos disse alguma coisa com as vitórias de O Regresso, Mad Max: Estrada da Fúria e Perdido em Marte, foi que não há nada definido na categoria Direção de Arte, ou como eles dizem, Production Design, uma vez que todos os três disputam esses mesmo Oscar com Ponte dos Espiões e A Garota Dinamarquesa.

À princípio, Jack Fisk sairia na frente por seu trabalho em O Regresso por se tratar de um filme considerado de época, que costuma papar quase todos os Oscars. A Academia se derrete por trabalhos de reconstrução de época como Titanic, O Grande Gatsby e Lincoln (o mesmo vale para a categoria de Figurino), contudo, ao se ver o trailer de O Regresso, são as paisagens que se destacam mais pela fotografia do que a direção de arte, representada por uma ou outra cabaninha e um forte simples. Eu concederia o prêmio ADG para as mansões de A Colina Escarlate, mas acho que como o trabalho não foi indicado ao Oscar, preferiram premiar Fisk.

Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

O Regresso: Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

Não muito atrás, ficam os vencedores da categoria de Filme de Fantasia. Nos anos mais recentes, a Academia premiou muitos trabalhos do gênero como O Grande Hotel Budapeste, A Invenção de Hugo Cabret, Alice no País das Maravilhas, Avatar e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Este ano, pela reprodução do universo desértico pós-apocalíptico de Mad Max: Estrada da Fúria, Colin Gibson larga na frente de seus concorrentes. Alguns podem questionar a (falta) de direção de arte, já que a maior parte do filme se passa no deserto, mas os próprios veículos utilizados nas perseguições são trabalho de design. No início, também temos a cidade de Immortan Joe, com seus corredores de túneis, o cativeiro das moças, as gaiolas dos prisioneiros (foto) e a queda d’água em forma de caveira para o povo.

Já pela categoria de Direção de Arte – Contemporânea, o trabalho espacial de Arthur Max em Perdido em Marte foi o vitorioso. Apesar de ser uma produção convincente, há uma espécie de reciclagem da direção de arte de Prometheus (2012), a prequel de Alien: O Oitavo Passageiro (1979). As instalações espaciais são semelhantes, então dá a idéia de que muita coisa que não foi aproveitada no filme anterior foi utilizada aqui. Claro que não deixa de ter seus méritos (até mesmo porque Ennio Morricone também foi indicado ao Oscar este ano por Os 8 Odiados, trilha que foi descartada em 1982 da ficção científica de John Carpenter, O Enigma do Outro Mundo), mas considero a direção de arte meio futurista de Ex-Machina: Instinto Artificial mais merecedor de reconhecimento, já que com pouquíssimos elementos consegue dar o clima tecnológico necessário para ambientar a trama dos ciborgues. Este trabalho minimalista me lembra a bem-sucedida arte futurista de K.K. Barrett em Ela.

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Os vencedores do ADG, Jack Fisk e Arthur Max, já foram indicados anteriormente, mas nunca levaram o Oscar. Colin Gibson desfruta de sua primeira indicação.

Este ano, o Art Directors Guild premiou o diretor David O. Russell com o Cinematic Imagery Award. Patrizia von Brandenstein, a primeira diretora de arte mulher a ganhar o Oscar por Amadeus, recebeu o prêmio pelo conjunto da obra. William J. Newmon, o primeiro set designer negro, o artista cênico Bill Anderson e o artista matte Harrison Ellenshaw também foram honrados.

Este ano, criaram um novo prêmio nomeado William Cameron Menzies Award para diretores de arte pioneiros. Para quem não conhece Menzies, ele foi um dos artistas mais requisitados das décadas de 20 e 30, ganhou o primeiro Oscar da categoria por A Tempestade e Mulher Cobiçada, mas ficou conhecido mesmo por seu trabalho fenomenal em …E o Vento Levou, pelo qual foi reconhecido com o Oscar Honorário por usar as cores para compor a dramaticidade. O primeiro prêmio foi concedido para o crítico de cinema Robert Osborne, que não compareceu à cerimônia.

Seguem os vencedores do 20º ADG:

CINEMA

Filme de Época
Jack Fisk (O Regresso)

Fantasia
Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)

Filme Contemporâneo
Arthur Max (Perdido em Marte)

TELEVISÃO

SÉRIE DE TV DE ÉPOCA OU FANTASIA DE UM HORA, CÂMERA ÚNICA:

  • Deborah Riley (Game of Thrones) Episódios: “High Sparrow”, “Unbowed, Unbent, Unbroken” e “Hardhome”

SÉRIE DE TV CONTEMPORÂNEA, CÂMERA ÚNICA:

  • Steve Arnold (House of Cards) Episódios: “Chapter 29,” “Chapter 36”

MINISSÉRIE OU FILME DE TV, CÂMERA ÚNICA:

  • Mark Worthington (American Horror Story: Hotel) Episódio: “Checking in”
AMERICAN HORROR STORY: HOTEL -- Pictured: (top row, l-r) Mare Winningham as Miss Evers, Evan Peters as Mr. March, Cheyenne Jackson as Will Drake, Lyric Lennon as Lachlan Drake; (middle row, l-r) Finn Wittrock as Tristan, Lennon Henry as Holden Lowe, Lady Gaga as The Countess, Matt Bomer as Donovan; (front row, l-r) Kathy Bates as Iris, Denis O'Hare as Liz Taylor, Wes Bentley as John Lowe, Chloe Sevigny as Alex Lowe, Sarah Paulson as Sally, Max Greenfield as Gabriel, Angela Bassett as Ramona Royale. CR: Frank Ockenfels/FX Networks

AMERICAN HORROR STORY: HOTEL — Da cima pra baixo, esq pra direita: Mare Winningham como Miss Evers, Evan Peters como Mr. March, Cheyenne Jackson como Will Drake, Lyric Lennon como Lachlan Drake, Finn Wittrock como Tristan, Lennon Henry como Holden Lowe, Lady Gaga como The Countess, Matt Bomer como Donovan, Kathy Bates como Iris, Denis O’Hare como Liz Taylor, Wes Bentley como John Lowe, Chloe Sevigny como Alex Lowe, Sarah Paulson como Sally, Max Greenfield como Gabriel, Angela Bassett como Ramona Royale. Photo by Frank Ockenfels/FX Networks

SÉRIE DE TV DE MEIA HORA, SÉRIE DE CÂMERAS:

  • Denise Pizzini (The Muppets) Episódios: “The Ex-Factor,” “Pig’s in a Blanket”

SÉRIE DE TV DE MULTI-CÂMERAS:

  • John Shaffner (The Big Bang Theory) Episódios: “The Skywalker Incursion,” “The Mystery Date Observation,” “The Platonic Permutation”

PRÊMIOS OU EVENTOS ESPECIAIS:

  • Derek Mclane (The Oscars: 2015)

FORMATO CURTO: WEBSÉRIES, VIDEOCLIPE OU COMERCIAL:

  • Jess Gonchor (Apple Music) Episódio: “The History of Sound”

PROGRAMA DE VARIEDADE, COMPETIÇÃO, REALIDADE OU SÉRIE DE GAME SHOW:

  • Gary Kordan (Key & Peele) Episódios: “Ya’ll Ready for This?” “The End”

‘Boyhood: Da Infância à Juventude’ é o Melhor Filme segundo o NYFCC 2014

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

O círculo de críticos de Nova York anunciou nesta segunda-feira, dia 1º, sua lista de melhores do ano no Cinema. A aposta deste ano foi para o estudo do tempo de Boyhood: Da Infância à Juventude, o que fortalece a campanha do filme para o Oscar 2015. Nas últimas 10 edições, o NYFCC (New York Film Critics Circle) teve como Melhores Filmes: Trapaça (2013), A Hora Mais Escura (2012), O Artista (2011), A Rede Social (2010), Guerra ao Terror (2009), Milk – A Voz da Igualdade (2008), Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Vôo United 93 (2006), O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e Sideways – Entre umas e outras (2004).

Como dá pra perceber, as estatísticas dos nova-iorquinos em relação ao Oscar estão em baixa: três acertos em dez, mas dos mesmos dez, nove estavam entre os indicados a Melhor Filme na cerimônia do Oscar. Confira a lista dos vencedores:
MELHOR FILME
* Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood), de Richard Linklater

MELHOR DIRETOR
* Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)

A escalada do filme começou no último Festival de Berlim, em fevereiro, de onde saiu com o Urso de Prata de direção para Linklater. A produção bastante incomum levou 12 anos para ser concluída, de 2002 a 2014, contando com a confiança dos atores e da equipe técnica para se encontrar todos os anos sem mesmo contar com um contrato, pois a legislação americana não permite contratos tão longos assim. Boyhood apresenta todas as características de um projeto despretensioso e que muito se deve ao improviso, mas foi feito de forma tão cuidadosa, que acabou ganhando proporções maiores em termos de análise dos personagens em processo de amadurecimento e da própria vida, que é refém do tão cruel tempo.

Recentemente, li algumas críticas de pessoas que viram o filme e temem que a valorização do filme se deva apenas à produção e não ao seu conteúdo. Olha, respeito a opinião, mas para essa crítica se encaixaria um Avatar, por exemplo, no qual o 3D foi o grande protagonista. Se tirássemos o 3D de Avatar, sobraria uma história batida sem muito a acrescentar. Sendo um pouco mais radical, encaixaria até o Gravidade, que rapelou 8 Oscars este ano, do qual muito se falou dos efeitos e da tecnologia aplicada, mas apresentou história rala com personagens superficiais. Boyhood passa longe dessa análise, salvo personagens terciários.

MELHOR ATOR
* Timothy Spall (Sr. Turner)

Timothy Spall (Mr. Turner) - photo by outnow.ch

Timothy Spall (Sr. Turner) – photo by outnow.ch

É muito difícil não se impressionar com o trabalho dos atores sob a direção do britânico Mike Leigh. Ele tem toda uma escola de atuação que faz uma baita diferença no resultado final, pois sabe valorizar uma cena supostamente banal para boa parte dos atores através de nuances e minúcias que fazem o espectador adentrar à cena. Não é à toa que muitos dos atores com quem trabalhou ganharam importantes prêmios como em Cannes: Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras), David Thewlis (Nu) e agora Timothy Spall. Contudo, a última performance indicada ao Oscar sob direção de Leigh foi em 2005, quando Imelda Staunton concorria por O Segredo de Vera Drake; e pra piorar, nenhum dos indicados ganhou até agora.

MELHOR ATRIZ
* Marion Cotillard (Era Uma Vez em Nova York/ Dois Dias, Uma Noite)

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) - photo by outnow.ch

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) – photo by outnow.ch

Quase todo ano (culpem a indústria machista, talvez?), a corrida para Melhor Atriz anda fraca. Se não é uma Meryl Streep ou uma Judi Dench pra salvar, o que seria desta categoria? Ao contrário da ala masculina, não existem favoritas, e isso pode favorecer a francesa Marion Cotillard, que venceu por duas performances: uma sob a direção de James Gray, e a outra dos irmãos Dardenne. Trata-se de uma atriz bastante versátil que tem evoluído nas escolhas de papéis e nos sotaques em outros idiomas. Estava bastante cotada para vencer o prêmio de atriz em Cannes, mas foi preterida. Este é seu primeiro grande prêmio da temporada.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

Para a grande maioria do público, J.K. Simmons continua sendo o chefe de Peter Parker, na trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi: J.J. Jameson. Mas tem firmado uma colaboração forte com o diretor Jason Reitman, valorizando papéis menores em Obrigado por Fumar, Juno e Amor Sem Escalas, assim como nos filmes dos irmãos Coen: Matadores de Velhinhas e Queime Depois de Ler. Sua atuação como instrutor de bateria em Whiplash: Em Busca da Perfeição é uma das mais elogiadas do ano e é a indicação mais garantida até o momento. Na semana passada, recebeu uma indicação para o Independent Spirit Awards também.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Embora as performances de Ellar Coltrane e Ethan Hawke sejam boas, a performance de Patricia Arquette é o grande coração da história de Boyhood. Ela faz a mãe, que enfrenta todas as adversidades de criar seus filhos solteira e depois fica indignada ao se despedir do filho que entra na faculdade. Só pela coragem de assumir um papel de 12 anos, pelo qual se comprometeu a não fazer modificação alguma no rosto devido à idade, já vale sua primeira indicação ao Oscar. Pode ser uma ótima oportunidade de alavancar a carreira de uma atriz que atuou em filmes cults como Ed Wood, Estrada Perdida e Amor à Queima Roupa.

MELHOR ROTEIRO
* Wes Anderson e Hugo Guinness (O Grande Hotel Budapeste)

Dono de um estilo próprio como diretor, Wes Anderson tem como principais atributos a sua direção de arte refinada e seus roteiros repletos de personagens excêntricos e situações inusitadas. Há tempos vem merecendo um prêmio de maior expressividade na categoria, e com O Grande Hotel Budapeste, os louros finalmente podem vir.

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori (photo by outnow.ch)

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori em O Grande Hotel Budapeste (photo by outnow.ch)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Darius Khondji (Era Uma Vez em Nova York)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Ida, de Pawel Pawlikowski – POLÔNIA

Olha, o filme pode até ser ótimo, mas só o fato de ser sobre judeus e nazismo, já me causa um bocejo do tipo: “De novo?”. Pra dar uma incrementada maior ainda, Ida é um filme preto-e-branco polonês. É figura garantida entre os cinco indicados a Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar.

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

MELHOR ANIMAÇÃO
* Uma Aventura Lego, de Phil Lord e Christopher Miller

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

A dupla de responsável pela animação Tá Chovendo Hambúrguer e pelos dois Anjos da Lei recebeu inúmeras críticas positivas por este novo trabalho de animação que usa o brinquedo Lego como base. Vale pela mistura de universos como o de Batman com o das Tartarugas Ninja, por exemplo, mas é mais para o público infantil, pois não tem a mais sutileza da trilogia Toy Story.

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Citizenfour, de Laura Poitras

O documentário já apresenta um tema polêmico ainda em pauta: Edward Snowden, o ex-agente da CIA e NSA, que tornou público os programas de vigilância global da agência, e que por isso, permanece refugiado em território russo. A documentarista fez uma série de entrevistas com Snowden, enquanto tenta dissecar a questão da segurança e privacidade no mundo após os atentados terroristas de 11 de setembro. Alguns estão aclamando como um dos melhores documentários para entendermos este início do século XXI, o que não pode ser diminuído caso seja eliminado da corrida ao Oscar por causa do conservadorismo dos membros da Academia.

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
* The Babadook, de Jennifer Kent

The Babadook (photo by outnow.ch)

Cena de The Babadook (photo by outnow.ch)

O prêmio para a estreante Jennifer Kent não deixa de ser um destaque merecido, já que se trata de um filme de terror. Sim, um filme de terror, gênero mal visto por boa parte da crítica, e dirigido por uma mulher! Em tempos de ausência de mestres do terror como John Carpenter ou excesso de terror na linha “gore”, um terror psicológico na linha do sugestivo está cada vez mais raro e merece ser tal honraria para conquistar mais público. Jennifer Kent vem trazer sobrevida ao gênero, que está se desgastando ao depender só de talentos como os de James Wan (Sobrenatural e Invocação do Mal).


Trailer de The Babadook

PRÊMIO ESPECIAL
* Adrienne Mancia

—–

Algumas das ausências mais sentidas são a de Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Birdman e O Jogo da Imitação, que recentemente levou 4 prêmios do Hollywood Awards. Especialistas estão apostando que Birdman será compensando pelos críticos de Los Angeles (LAFCA), cujos vencedores serão anunciados no próximo dia 07.

Top 10 dos Diretores – Parte 2

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores (photo by http://www.cineol.net)

Atendendo a pedidos dos leitores do blog, volto a divulgar a lista dos 10 filmes favoritos de alguns diretores. Infelizmente, alguns diretores consagrados não participaram da pesquisa da Sight & Sound, então nomes como Steven Spielberg, Tim Burton e Peter Jackson estão fora. Estou dividindo a matéria em mais duas partes por ordem alfabética. Caso alguém queira ver a primeira parte, confira o link: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/

O interessante dessa listagem é verificar a fonte de inspiração dos diretores. Linguagem, ritmo e até temas recorrentes numa filmografia podem ter ligação muito forte com os 10 filmes escolhidos por cada um. Por exemplo, os argentinos Alejandro Agresti e Juan José Campanella incluíram filmes do diretor e roteirista Billy Wilder, que certamente influenciaram essa nova onda do Cinema Argentino, cujo roteiro e o tom humanista são o ponto forte. Já o canadense Guy Maddin, que tem um estilo bastante particular em termos imagéticos, não poderia deixar de fora o mexicano Luis Buñuel e o americano David Lynch pela alta concentração de surrealismo. Os brasileiros Fernando Meirelles e o estreante Kleber Mendonça Filho não poderiam se esquecer de algumas produções nacionais como fonte de inspiração. Pena que nem Walter Salles e José Padilha estão presentes na pesquisa.

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Nascido em julho de 1951 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: O Rei de Nova York (1990), Vício Frenético (1992), Os Chefões (1996)

1. Armadilha do Destino (Cul-de-Sac/ 1966, dir: Roman Polanski)
2. Os Demônios (The Devils/ 1971, dir: Ken Russell
3. Gaviões e Passarinhos (Uccellacci e uccellini/ 1966, dir: Pier Paolo Pasolini)
4. Prisão (Fängelse/ 1949, dir: Ingmar Bergman)
5. Lolita (idem/ 1961, dir: Stanley Kubrick)
6. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
7. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
8. A Marca da Maldade (Touch of Evil/ 1958, dir: Orson Welles)
9. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)
10. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Nascido em abril de 1951 – Orimattila, Finlândia
Trabalhos em destaque: Cowboys de Lenigrado Vão Para a América (1989), Contratei um Matador Profissional (1990), O Homem Sem Passado (2002), O Porto (2011)

1. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
2. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
3. Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Bodu Saved from Drowning (Bodu Sauvé des Aeux/ 1932, dir: Jean Renoir)
5. Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir: Charles Chaplin)
6. Meu Tio (Mon Oncle/ 1958, dir: Jacques Tati)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Z (idem/ 1968, dir: Costa-Gavras)

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Nascido em junho de 1961 – Buenos Aires, Argentina
Principais filmes: Buenos Aires Vice-Versa (1996), Valentin (2002) e A Casa do Lago (2006)

1. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
2. O Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle/ 1950, dir: John Huston)
3. Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives/ 1946, dir: William Wyler)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. O Pecado de Cluny Brown (Cluny Brown/ 1946, dir: Ernst Lubitsch)
6. Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters/ 1986, dir: Woody Allen)
7. Ainda Há Fogo Sob as Cinzas (Kotch/ 1971, dir: Jack Lemmon)
8. Trágico Amanhecer (Le Jour se Lève/ 1939, dir: Marcel Carné)
9. Rio Vermelho (Red River/ 1948, dir: Howard Hawks, Arthur Rosson)
10. Almas em Chamas (Twelve O’Clock High/ 1949/ dir: Henry King)

Amos Gitai

Amos Gitai

Amos Gitai

Nasceu em Outubro de 1950 – Haifa, Israel
Trabalhos em destaque: Kadosh (1999), O Dia do Perdão (2000), Free Zone (2005), Ana Arabia (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Alemanha, Ano Zero (Germania Anno Zero/ 1948, dir: Roberto Rossellini)
3. O Desprezo (Le Mépris/ 1963, dir: Jean-Luc Godard)
4. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
5. A Sala de Música (Jalsaghar/ 1958, dir: Satyajit Ray)
6. O Fundo do Coração (One from the Heart/ 1982, dir: Francis Ford Coppola)
7. Depois do Vendaval (The Quiet Man/ 1952, dir: John Ford)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir: Samuel Fuller)
10. O Garoto Selvagem (L’Enfant Sauvage/ 1970, dir: François Truffaut)

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Nasceu em 1963 – Wellington, Nova Zelândia
Trabalhos em destaque: Chopper – Memórias de um Criminoso (2000), O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007), O Homem da Máfia (2012)

1. Apocalyse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
3. Barry Lyndon (idem/ 1975, dir: Stanley Kubrick)
4. Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir: David Lynch)
5. Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie/ 1964, dir: Alfred Hitchcock)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1951, dir: Charles Laughton)
8. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. O Inquilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Nasceu em Julho de 1970 – Bangkok, Tailândia
Trabalhos em destaque: Mal dos Trópicos (2004), Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010)

1. A Brighter Summer Day (Gu Ling jie Shao Nian Sha ren Shi Jian/ 1991, dir: Edward Yang)
2. A Conversação (The Conversation/ 1974, dir: Francis Ford Coppola)
3. La Captive (idem/ 2000, dir: Chantal Akerman)
4. Empire (idem/ 1964, dir: Andy Warhol)
5. Nascido Para Matar (Full Metal Jacket/ 1987, dir: Stanley Kubrick)
6. A General (The General/ 1926, dir: Buster Keaton)
7. Goodbye, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir: Tsai Ming-Liang)
8. Rain (idem/ 1929, dir: Joris Ivens)
9. Sátántangó (idem/ 1994, dir: Béla Tarr)
10. Valentin de las Sierras (idem/ 1971, dir: Bruce Baillie)

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Nasceu em Isfahan, Irã
Principais trabalhos: A Separação (2011), O Passado (2013)

1. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)
2. The Road (Fang Xiang zhi lu/ 2006, dir: Zhang Jiarui)
3. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
4. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yazujirô Ozu)
5. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
6. A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir: Krzysztof Kieslowski)
7. Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run/ 1969, dir: Woody Allen)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)
10. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Nasceu em Julho de 1960 – Cairo, Egito
Principais trabalhos: O Doce Amanhã (1997), Ararat (2002), Verdade Nua (2005)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Acossado (À bout de souffle/ 1960, dir: Jean-Luc Godard)
5. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
6. Metrópolis (Metropolis/ 1927, dir: Fritz Lang)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir: Quentin Tarantino)
10. Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir: Alfred Hitchcock)

Béla Tarr

Béla Tarr

Béla Tarr

Nasceu em julho de 1955 – Pécs, Hungria
Trabalhos em destaque: Sátántangó (1994), A Hamronia Werckmeister (2000), O Cavalo de Turín (2011)

1. Cavaleiros de Ferro (Aleksandr Nevskiy/ 1938, dir: Sergei M. Eisenstein)
2. A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
3. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder)
4. Frenesi (Frenzy/ 1972, dir: Alfred Hitchcock)
5. M, o Vampiro de Düsseldorf (M/ 1931, dir: Fritz Lang)
6. O Homem da Câmera (Chelovek s kino-apparatom/ 1929, dir: Dziga Vertov)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Os Sem Esperança (Szegénylegények/ 1966, dir: Miklós Jancsó)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Viver a Vida (Vivre Sa Vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir: Jean-Luc Godard)

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Nasceu em Outubro de 1971 – Distrito Federal, México
Principais trabalhos: Japón (2002), Batalha no Céu (2005), Luz Sileciosa (2007), Post Tenebras Lux (2012)

1. Andrei Rublev – O Artista Maldito (Andrei Rublev/ 1966, dir: Andrei Tarkovsky)
2. Vozes Distantes (Distant Voices, Still Lives/ 1988, dir: Terence Davies)
3. O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir: Luis García Berlanga)
4. Vida Sem Destino (Gummo/ 1997, dir: Harmony Korine)
5. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Mãe e Filho (Mat i Syn/ 1997, dir: Aleksandr Sokurov)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingman Bergman)
9. Intendente Sansho (Sanshô Dayû/ 1954, dir: Kenji Mizoguchi)
10. A Harmonia Werckmeister (Werckmeister harmóniák/ 2000, dir: Béla Tarr)

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Nasceu em novembro de 1955 – São Paulo, Brasil
Trabalhos em destaque: Cidade de Deus (2002), O Jardineiro Fiel (2005), Ensaio Sobre a Cegueira (2008)

1. Apocalypse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. As Mil e Uma Noites (Il Fiore Delle Mille e Una Notte/ 1974, dir: Pier Paolo Pasolini)
3. Enter the Void (2009, dir: Gaspar Noé)
4. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
5. Iracema – Uma Transa Amazônica (1975, dir: Jorge Bodanzky, Orlando Senna)
6. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
7. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)
8. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
9. Vidas Secas (1963, dir: Nelson Pereira dos Santos)
10. Zabriskie Point (1970, dir: Michelangelo Antonioni)

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Nasceu em dezembro de 1963 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: Seul Contre Tous (1998), Irreversível (2000), Enter the Void (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. Amor (Amour/ 2011, dir: Michael Haneke)
3. Angst (1983, dir: Gerald Kargl)
4. Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou/ 1928, dir: Luis Buñuel)
5. Eraserhead (idem/ 1976, dir: David Lynch)
6. Eu Sou Cuba (Soy Cuba/ 1964, dir: Mikhail Kalatozov)
7. King Kong (idem/ 1933, dir: Merian C. Cooper, Ernest B. Schoedsack)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Scorpio Rising (1964, dir: Kenneth Anger)
10. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)

Gregg Araki

Gregg Araki

Gregg Araki

Nasceu em dezembro de 1959 – Los Angeles, EUA
Trabalhos em destaque: Mistérios da Carne (2004), Geração Maldita (2005), Kaboom (2010)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. O Diabo, Provavelmente (Le Diable Probablement/ 1977, dir: Robert Bresson)
3. A Dupla Vida de Veronique (La Double Vie de Véronique/ 1991, dir: Krzysztof Kieslowski)
4. Felizes Juntos (Chun Gwong cha sit/ 1997, dir: Wong Kar-Wai)
5. As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir: Preston Sturges)
6. Masculino-Feminino (Masculin Féminin/ 1966, dir: Jean-Luc Godard)
7. Psicose (Psycho/ 1960, dir: Alfred Hitchcock)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr./1928, dir: Buster Keaton)
10. Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (Twin Peaks: Fire Walk With Me/ 1992, dir: David Lynch)

Guy Maddin

Guy Maddin

Guy Maddin

Nasceu em fevereiro de 1956 – Manitoba, Canadá
Trabalhos em destaque: Dracula: Pages from a Virgin’s Diary (2002), A Música Mais Triste do Mundo (2003), Cowards Bend the Knee or the Blue Hands (2003)

1. Depois da Vida (Wandâfuru raifu/ 1998, dir: Hirokazu Koreeda)
2. A Idade do Ouro (L’âge D’Or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
3. Carta de uma Desconhecida (Letter From an Unknown Woman/ 1948, dir: Max Ophüls)
4. Um Perigoso Adeus (The Long Goodbye/ 1973, dir: Robert Altman)
5. O Paraíso de um Homem (Man’s Castle/ 1933, dir: Frank Borzage)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2010, dir: Terrence Malick)
8. O Monstro do Circo (The Unknown/ 1927, dir: Tod Browning)
9. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)
10. Zvenigora (1928, dir: Aleksandr Dovzhenko)

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Nasceu em junho de 1962 – Tóquio, Japão
Trabalhos em destaque: Depois da Vida (1998), Ninguém Pode Saber (2002), Andando (2008), Like Father, Like Son (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Dust in the Wind (Lian lian feng chen/ 1987, dir: Hsiao-Hsien Hou)
3. Floating Clouds (Ukigumo/ 1955, dir: Mikio Naruse)
4. Frankenstein (idem/ 1931, dir: James Whale)
5. Kes (idem/ 1969, dir: Ken Loach)
6. A Viagem dos Comediantes (O thiasos/ 1975, dir: Theo Angelopoulos)
7. Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria/ 1957, dir: Federico Fellini)
8. Sol Secreto (Milyang/ 2007, dir: Chang-Dong Lee)
9. Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg/ 1964, dir: Jacques Demy)
10. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Nasceu em Outubro de 1960 – Seul, Coréia do Sul
Trabalhos em destaque: Oh! Soo-Jung (2000), Woman is the Furture of Man (2004), A Visitante Francesa (2012)

1. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
2. Boat Leaving the Port (Barque Sortant du Port/ 1895, dir: Louis Lumière)
3. Boudu Saved from Drowning (Boudu Sauvé des Eaux/ 1932, dir: Jean Renoir)
4. Também Fomos Felizes (Bakushû/ 1951, dir: Yasujirô Ozu)
5. O Raio Verde (Le Rayon Vert/ 1986, dir: Eric Rohmer)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Nazarin (Nazarín/ 1959, dir: Luis Buñuel)
9. A Palavra (Ordet/ 1955, dir: Carl Theodor Dreyer)
10. A Mocidade de Lincoln (Young Mr. Lincoln/ 1939, dir: John Ford)

Jan Troell

Jan Troell

Jan Troell

Nasceu em julho de 1931 – Skåne län, Suécia
Trabalhos em destaque: Os Emigrantes (1971), O Preço do Triunfo (1972), Momentos Eternos de Maria Larssons (2008)

1. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
2. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo/ 2011, dir: Martin Scorsese)
3. Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (1962, dir: François Truffaut)
4. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
5. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
6. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir: Charles Laughton)
8. Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Jean-Marc Valléejean-marc vallee

Nasceu em março de 1963 – Montreal, Canadá
Trabalhos em destaque: C.R.A.Z.Y. (2005), A Jovem Rainha Vitória (2009), Dallas Buyers Club (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain/ 2001, dir: Jean-Pierre Jeunet)
3. Beleza Americana (American Beauty/ 1999, dir: Sam Mendes)
4. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
5. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
6. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
7. Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir: Milos Forman)
8. O Profeta (Un Prophète/ 2009, dir: Jacques Audiard)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Nasceu em dezembro de 1978 – Arkansas, EUA
Trabalhos em destaque: Shotgun Stories (2007), O Abrigo (2011), Amor Bandido (2012)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid/1969, dir: George Roy Hill)
3. Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke/ 1967, dir: Stuart Rosenberg)
4. Assassinato por Encomenda (Fletch/ 1985, dir: Michael Ritchie)
5. O Indomado (Hud/ 1962, dir: Martin Ritt)
6. Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir: Robert Rossen)
7. Tubarão (Jaws/ 1975, dir: Steven Spielberg)
8. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
9. Intriga Internacional (North by Northwest/ 1959, dir: Alfred Hitchcock)
10. No Tempo das Diligências (Stagecoach/ 1939, dir: John Ford)

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Nasceu em março de 1965 – Londres, Inglaterra
Trabalhos em destaque: Sexy Beast (2000), Reencarnação (2004), Under the Skin (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
4. A Grande Testemunha (Au hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
5. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder) – série de TV
6. O Evangelho Segundo São Mateus (Il vangelo secondo Matteo/ 1964, dir: Pier Paolo Pasolini)
7. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
8. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
9. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
10. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Nasceu em agosto de 1968 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: Fogueira (2004), Beaufort (2007), Nota de Rodapé (2011)

1. Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Boogie Nights/ 1997, dir: Paul Thomas Anderson)
2. Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir: Woody Allen)
3. Kramer vs. Kramer (idem/ 1979, dir: Robert Benton)
4. Sindicato de Ladrões (On the Waterfront/ 1954, dir: Elia Kazan)
5. Glória Feita de Sangue (Paths of Glory/ 1957, dir: Stanley Kubrick)
6. Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir: Alfred Hitchcock)
7. O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir: Roman Polanski)
8. A Rede Social (The Social Network/ 2010, dir: David Fincher)
9. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Juan Antonio Bayona (J.A. Bayona)

J.A. Bayona

J.A. Bayona

Nasceu em 1975 – Barcelona, Espanha
Trabalhos em destaque: O Orfanato (2007), O Impossível (2012)

1. O Turista Acidental (The Accidental Tourist/ 1988, dir: Lawrence Kasdan)
2. E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial/ 1982, dir: Steven Spielberg)
3. O Incrível Homem que Encolheu (The Incredible Shrinking Man/ 1957, dir: Jack Arnold)
4. Os Inocentes (The Innocents/ 1961, dir: Jack Clayton)
5. Idade da Inocência (L’argent de poche/ 1976, dir: François Truffaut)
6. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
7. Superman – O Filme (Superman: The Movie/ 1978, dir: Richard Donner)
8. O Inquiilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)
9. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
10. Que Eu Fiz Para Merecer Isto? (¿Qué he hecho yo para merecer esto!!/ 1984, dir: Pedro Almodóvar)

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Nasceu em julho de 1959 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: O Filho da Noiva (2001), Clube da Lua (2004), O Segredo dos Seus Olhos (2009)

1. O Show Deve Continuar (All That Jazz/ 1979, dir: Bob Fosse)
2. Amarcord (idem/ 1972, dir: Federico Fellini)
3. Os Eternos Desconhecidos (I soliti ignoti/ 1958, dir: Mario Monicelli)
4. Casablanca (idem/ 1942, dir: Michael Curtiz)
5. Em Nome do Papa Rei (In nome del papa re/ 1977, dir: Luigi Magni)
6. A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1947, dir: Frank Capra)
7. Amor na Tarde (Love in the Afternoon/ 1957, dir: Billy Wilder)
8. A Loja da Esquina (The Shop Around the Corner/ 1940, dir: Ernst Lubitsch)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Nós que Nos Amávamos Tanto (C’eravamo tanto amati/ 1974, dir: Ettore Scola)

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Nasceu em dezembro de 1960 – Belfast, Irlanda do Norte
Trabalhos em destaque: Henrique V (1989), Frankenstein de Mary Shelley (1994), Hamlet (1996)

1. Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants/ 1987, dir: Louis Malle)
2. Narciso Negro (Black Narcissus/ 1947, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
3. Desencanto (Brief Encounter/ 1945, dir: David Lean)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. Manhattan (idem/ 1979, dir: Woody Allen)
6. Napoleão (Napoléon/ 1927, dir: Abel Gance)
7. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
8. Rastros de Ódio (The Searchers/ 1956, dir: John Ford)
9. O Terceiro Homem (The Third Man/ 1949, dir: Carol Reed)
10. Tootsie (idem/ 1982, dir: Sydney Pollack)

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Nasceu em outubro de 1967 – Glasgow, Escócia
Trabalhos em destaque: Tocando o Vazio (2003), O Último Rei da Escócia (2006), Intrigas do Estado (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. The Ascent (Voskhozhdeniye/ 1977, dir: Larisa Shepitko)
3. Os Boas Vidas (I vitelloni/ 1953, dir: Federico Fellini)
4. O Leopardo (Il Gattopardo/ 1963, dir: Luchino Visconti)
5. Coronel Blimp – Vida e Morte (The Life and Death of Colonel Blimp/ 1978, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
6. Soberba (The Magnificent Ambersons/ 1942, dir: Orson Welles)
7. Shoah (idem/ 1985, dir: Claude Lanzmann)
8. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Tênue Linha da Morte (The Thin Blue Line/ 1988, dir: Errol Morris)

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Nasceu em 1968 – Pernambuco, Brasil
Trabalhos em destaque: Eletrodoméstica (2005), Crítico (2008), O Som ao Redor (2012)

1. Assalto à 13º DP (Assault on Precinct 13/ 1976, dir: John Carpenter)
2. O Estranho que Nós Amamos (The Beguilled/ 1970, dir: Don Siegel)
3. Vá e Veja (Idi i smotri/ 1985, dir: Elem Klimov)
4. Intervenção Divina (Yadon ilaheyya/ 2002, dir: Elia Suleiman)
5. Fitzcarraldo (idem/ 1981, dir: Werner Herzog)
6. A Mosca (The Fly/ 1986, dir: David Cronenberg)
7. Jackie Brown (idem/ 1997, dir: Quentin Tarantino)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. Cabra Marcado Para Morrer (1985, dir: Eduardo Coutinho)

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