Nove filmes concorrem às cinco indicações de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2015

ACADEMIA ELIMINA 74 PRODUÇÕES, ENTRE ELAS A DO BRASIL

A Academia decidiu adiantar a lista de pré-selecionados de Filmes em Língua Estrangeira este ano de janeiro para dezembro. Assim, dos 83 filmes inscritos, restaram apenas 9 produções para concorrer a 5 indicações. E mais uma vez, o sonho acabou para o Brasil: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro, está fora da disputa pelo Oscar. Embora tenha conquistado os prêmios FIPRESCI e Teddy Bear no último Festival de Berlim, não teve força entre os críticos americanos para alavancar sua campanha. Particularmente, considero o filme honesto, com o frescor de filme de estréia, mas confesso que me incomodei um pouco com a abordagem universitária. A última vez que o Brasil esteve na short-list foi em 2007 com O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias. Já entre os indicados, faz um pouco mais de tempo: em 1999, com Central do Brasil.

A short-list deste ano tem os seguintes filmes:

Accused (Lucia de B.), de Paula van der Oest – HOLANDA
Força Maior (Turist), de Ruben Ostlünd – SUÉCIA
Ida (Ida), de Pawel Pawlikowski – POLÔNIA
A Ilha dos Milharais (Simindis Kundzuli), de George Ovashvili – GEÓRGIA
Leviatã (Leviafan), de Andrey Zvyagintsev – RÚSSIA
Libertador, de Alberto Arvelo – VENEZUELA
Relatos Selvagens (Relatos Salvajes), de Damián Szifrón – ARGENTINA
Tangerines (Mandariinid), de Zaza Urushadze – ESTÔNIA
Timbuktu, de Abderrahmane Sissako – MAURITÂNIA

O grande favorito da lista é o polonês Ida, mas não tanto por seus méritos artísticos, mas pela temática da Segunda Guerra Mundial e o anti-semitismo que os votantes da Academia não cansam de premiar. Assisti ao filme de Pawel Pawlikowski ontem e realmente existem qualidades técnicas indiscutíveis como a bela fotografia PB, os enquadramentos que parecem esconder alguma coisa e a montagem elíptica, que dá uma quebrada na monotonia, mas não deixa de ser um filme acadêmico que pode cair no esquecimento. Aí quando olharmos os vencedores do Oscar daqui a 20 anos, vamos falar: “Putz, que filme é esse? Ah, aquele que bateu o argentino Relatos Selvagens!”

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

Falando nisso, a inclusão do filme argentino Relatos Selvagens é mais uma prova de que o cinema argentino não vive apenas uma onda como o cinema brasileiro. Os cineastas argentinos sabem escrever e filmar com maestria. Já no Brasil, tirando poucos profissionais, o cinema parece regredir para os anos 80 e 90, quando as comédias pastelões reinavam. Relatos Selvagens é a união de histórias curtas de personagens em situações-limite de selvageria, apresentando diálogos impagáveis e personagens bem delineados, mas sem soar piegas. Se indicado, a América do Sul estará bem representada no Oscar 2015. Claro que ainda tem o representante da Venezuela, Libertador, mas não acredito que chegará ao tapete vermelho.

Também pude conferir mais dois filmes da lista: o sueco Força Maior e o russo Leviatã, graças à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Apesar de Força Maior não apresentar elementos de guerra, oferece a desintegração de uma família a partir de uma avalanche nos alpes através de uma abordagem diferenciada que só o cinema sueco poderia criar. Trata-se de uma comédia de humor negro que não é para todos os paladares, mas merece o destaque que vem recebendo pela crítica à desvalorização da família. Curiosamente, Leviatã também apresenta uma veia de humor negro que ataca a política russa em cheio, ao mesmo tempo em que critica a Igreja através de uma releitura bíblica. O filme concorreu à Palma de Ouro e saiu merecidamente com o prêmio de Roteiro em Cannes. Pra mim, se Leviatã ou Relatos Selvagens ganhar, faço as pazes com os votantes idosos da Academia.

Roman Madyanov como o hilário prefeito em Leviatã (photo by outnow.ch)

Roman Madyanov como o hilário prefeito em Leviatã (photo by outnow.ch)

Os demais selecionados apresentam aquela gama de assuntos que costuma frequentar a categoria: guerra e suas consequências (Em Tangerines, um homem procura manter sua coleta de tangerinas em meio à guerra da Geórgia nos anos 90; em Timbuktu, acompanhamos a ocupação da cidade de Tombuctu pelos rebeldes militantes islâmicos; e em Libertador, vemos as batalhas de Simon Bolivar na América do Sul. Édgar Ramírez interpreta o líder), hábitos de terras distantes (Em A Ilha dos Milharais, o ciclo do rio mostra sua força) e temas ligeiramente polêmicos (no thriller psicológico holandês Accused, baseado em caso verídico, uma enfermeira é acusada de assassinar sete bebês e pacientes idosos no hospital).

Já entre os excluídos dos 83 filmes, as ausências mais sentidas foram do belga Dois Dias, Uma Noite, dos irmãos Dardenne, o turco Winter Sleep, de Nuri Bilge Ceylan, e o canadense Mommy, de Xavier Dolan.

Vale lembrar que Ida, Leviatã, Força Maior e Tangerines foram indicados ao Globo de Ouro. Baseado nisso, meu palpite para os indicados ao Oscar é o seguinte:

– Força Maior
– Ida
– Leviatã
– Relatos Selvagens
– Tangerines

As indicações ao Oscar 2015 serã anunciadas no dia 15 de janeiro, e a cerimônia acontece no dia 22 de fevereiro.

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114 Trilhas Musicais e 79 Canções competem por 10 indicações no Oscar 2015

Alexandre Desplat tem 5 trilhas elegíveis este ano. O homem mais compõe do que dorme (photo by nytimes.com)

Alexandre Desplat tem 5 trilhas elegíveis este ano. O homem mais compõe do que dorme (photo by Annamaria DiSanto in nytimes.com)

CATEGORIAS MUSICAIS APRESENTAM SEUS VÁRIOS CONCORRENTES PARA O OSCAR 2015

A Academia anunciou 114 trilhas musicais elegíveis para disputar as cobiçadas 5 indicações da categoria Melhor Trilha Musical Original. Trata-se de uma das mais disputadas categorias da premiação, pois além do alto número de competidores, existem regras bem rígidas que desqualificam trabalhos interessantes como aconteceu com a trilha de Howard Shore de O Aviador por apresentar trechos pré-existentes de outras composições ou a intensa trilha de Jonny Greenwood de Sangue Negro por não se encaixar na musicalidade do departamento musical acadêmico.

Este ano, dois trabalhos interessantes foram tachados de inelegíveis: as trilhas de Antonio Sanches (Birdman) e Justin Hurwitz (Whiplash: Em Busca da Perfeição). Curiosamente, ambas são compostas por bateria e, segundo as regras da Academia, não apresentariam os requisitos necessários. Só para citar um exemplo que pode ter colaborado para a desqualificação dos trabalhos, o regulamento pede para que “a trilha seja composta especificamente para o filme pelo compositor como resultado de sua interação com o diretor, não tendo sido ouvido anteriormente em lugar nenhum”, além da regra que não permite a diluição de outras músicas no trabalho final do caso O Aviador citado no primeiro parágrafo.

O compositor Antonio Sanchez ficou de fora da corrida pelo Oscar por sua trilha de Birdman (photo by remezcla.com)

O compositor Antonio Sanchez ficou de fora da corrida pelo Oscar por sua trilha de Birdman (photo by remezcla.com)

Em termos de rigidez, a categoria de Trilha Musical talvez seja a mais chata. Não é à toa que muitas composições em destaque acabam morrendo na praia, desvalorizando a competição em si. Concordo que a Academia deve manter o padrão de sua grandiosa história, mas muitos trabalhos interessantes acabam ficando no limbo por simplesmente não se encaixarem nos moldes pré-determinados. Houve uma época em que havia uma categoria de Trilhas Musicais Adaptadas que poderia acolher estas trilhas do ostracismo, mas foi extinta há muito tempo.

Já entre as trilhas que foram classificadas, o grande herói é o compositor francês Alexandre Desplat com nada menos que CINCO trabalhos elegíveis, tendo dois fortes concorrentes: O Jogo da Imitação (já indicado para o Globo de Ouro) e O Grande Hotel Budapeste. Desplat já foi indicado 6 vezes ao Oscar, mas nunca levou. Talvez seja finalmente seu ano de consagração.

Além de sua trilha, outras quatro foram indicadas ao Globo de Ouro:
– Hans Zimmer (Interstelar)
– Antonio Sanchez (Birdman)
– Trent Reznor e Atticus Ross (Garota Exemplar)
– Jóhann Jóhannsson (A Teoria de Tudo)
– Alexandre Desplat (O Jogo da Imitação)

O jovem compositor Mica Levi, que concorre por Sob a Pele, interessante filme de Jonathan Glazer (photo by m-magazine.co.uk)

O jovem compositor Mica Levi, que concorre por Sob a Pele, interessante filme de Jonathan Glazer (photo by m-magazine.co.uk)

Outro trabalho que vem chamando atenção dos críticos é a trilha de Mica Levi por Sob a Pele. Embora seja sua primeira trilha para cinema, a Academia pode muito bem encaixá-la no lugar do desqualificado Birdman

Segue a lista das 114 trilha musicais que atravessaram a praia:

American Revolutionary: The Evolution of Grace Lee Boggs, por Vivek Maddala
Anita, por Lili Haydn
Annabelle (Annabelle), por Joseph Bishara
Um Novo Amor (At Middleton), por Arturo Sandoval
Atlas Shrugged: Who Is John Galt?, por Elia Cmiral
Ursos (Bears), por George Fenton
Belle, por Rachel Portman
Grandes Olhos (Big Eyes), por Danny Elfman
Operação Big Hero 6 (Big Hero 6), por Henry Jackman
Festa no Céu (The Book of Life), por Gustavo Santaolalla e Tim Davies
Os Boxtrolls (The Boxtrolls), por Dario Marianelli
13º Distrito (Brick Mansions), por Trevor Morris
Cake, por Christophe Beck
Calvário (Calvary), por Patrick Cassidy
Capitão América: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier), por Henry Jackman
The Case against 8, por Blake Neely
Cheatin’, por Nicole Renaud
Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes), por Michael Giacchino
O Desaparecimento de Eleanor Rigby (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them), por Son Lux
Divergente (Divergent), por Tom Holkenborg
Winter, o Golfinho 2 (Dolphin Tale 2), por Rachel Portman
Drácula: A História Nunca Contada (Dracula Untold), por Ramin Djawadi
A Grande Escolha (Draft Day), por John Debney
The Drop, por Marco Beltrami e Buck Sanders
Terra Para Echo (Earth to Echo), por Joseph Trapanese
No Limite do Amanhã (Edge of Tomorrow), por Christophe Beck
Amor Sem Fim (Endless Love), por Christophe Beck e Jake Monaco
O Protetor (The Equalizer), por Harry Gregson-Williams
Êxodo: Deuses e Reis (Exodus: Gods and Kings), por Alberto Iglesias
A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars), por Mike Mogis
A Fotografia Oculta de Vivian Maier (Finding Vivian Maier), por J. Ralph
Corações de Ferro (Fury), por Steven Price
Garnet’s Gold, por J. Ralph
Girl on a Bicycle, por Craig Richey
O Doador de Memórias (The Giver), por Marco Beltrami
Godzilla (Godzilla), por Alexandre Desplat
Garota Exemplar (Gone Girl), por Trent Reznor e Atticus Ross
A Boa Mentira (The Good Lie), por Martin Léon
O Grande Hotel Budapeste (The Grand Budapest Hotel), por Alexandre Desplat
The Great Flood, por Bill Frisell
Hércules (Hercules), por Fernando Velázquez
The Hero of Color City, por Zoë Poledouris-Roché e Angel Roché Jr.
O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies), por Howard Shore
The Homesman, por Marco Beltrami
Quero Matar Meu Chefe 2 (Horrible Bosses 2), por Christopher Lennertz
Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2), por John Powell
A 100 Passos de um Sonho (The Hundred-Foot Journey), por A.R. Rahman
Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay — Part 1), por James Newton Howard
I Origins, por Will Bates e Phil Mossman
O Jogo da Imitação (The Imitation Game), por Alexandre Desplat
Vício Inerente (Inherent Vice), por Jonny Greenwood
Interestelar (Interstellar), por Hans Zimmer
A Entrevista (The Interview), por Henry Jackman
No Olho do Tornado (Into the Storm), por Brian Tyler
Jal, por Sonu Nigam e Bickram Ghosh
O Juiz (The Judge), por Thomas Newman
O Mensageiro (Kill the Messenger), por Nathan Johnson
Kochadaiiyaan, por A.R. Rahman
A Lenda de Oz (Legends of Oz: Dorothy’s Return), por Toby Chu
Uma Aventura Lego (The Lego Movie), por Mark Mothersbaugh
Libertador (The Liberator), por Gustavo Dudamel
Life Itself – A Vida de Roger Ebert (Life Itself), por Joshua Abrams
Viver é Fácil com os Olhos Fechados (Vivir es Fácil con los Ojos Cerrados), por Pat Metheny
Lucy (Lucy), por Eric Serra
Malévola (Maleficent), por James Newton Howard
Maze Runner: Correr ou Morrer (The Maze Runner), por John Paesano
Merchants of Doubt, por Mark Adler
Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm), por A.R. Rahman
Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (A Million Ways to Die in the West), por Joel McNeely
As Aventuras de Peabody & Sherman (Mr. Peabody & Sherman), por Danny Elfman
Sr. Turner (Mr. Turner), por Gary Yershon
Caçadores de Obras-Primas (The Monuments Men), por Alexandre Desplat
A Most Violent Year, por Alex Ebert
My Old Lady, por Mark Orton
Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba (Night at the Museum: Secret of the Tomb), por Alan Silvestri
O Abutre (Nightcrawler), por James Newton Howard
No God, No Master, por Nuno Malo
Noé (Noah), por Clint Mansell
Sem Escalas (Non-Stop), por John Ottman
The One I Love, por Danny Bensi e Saunder Jurriaans
Ouija – O Jogo dos Espíritos (Ouija), por Anton Sanko
As Aventuras de Paddington (Paddington), por Nick Urata
Os Pinguins de Madagascar (Penguins of Madagascar), por Lorne Balfe
Pompeia (Pompeii), por Clinton Shorter
Uma Noite de Crime: Anarquia (The Purge: Anarchy), por Nathan Whitehead
Uma Longa Viagem (The Railway Man), por David Hirschfelder
Red Army, por Christophe Beck and Leo Birenberg
Ride Along, por Christopher Lennertz
Rocks in My Pockets, por Kristian Sensini
Rosewater, por Howard Shore
Um Santo Vizinho (St. Vincent), por Theodore Shapiro
O Sal da Terra (The Salt of the Earth), por Laurent Petitgand
Selma, por Jason Moran
The Signal, por Nima Fakhrara
Expresso da Amanhã (Snowpiercer), por Marco Beltrami
Song of the Sea, por Bruno Coulais
Para Sempre Alice (Still Alice), por Ilan Eshkeri
O Conto da Princesa Kaguya (Kaguyahime no Monogatari), por Joe Hisaishi
As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles), por Brian Tyler
Namoro ou Liberdade (That Awkward Moment), por David Torn
A Teoria de Tudo (The Theory of Everything), por Jóhann Jóhannsson
Sete Dias Sem Fim (This Is Where I Leave You), por Michael Giacchino
300: A Ascensão do Império (300: Rise of an Empire), por Tom Holkenborg
Tracks, por Garth Stevenson
Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction), por Steve Jablonsky
Anjos da Lei 2 (22 Jump Street), por Mark Mothersbaugh
Invencível (Unbroken), por Alexandre Desplat
Sob a Pele (Under the Skin), por Mica Levi
Virunga, por Patrick Jonsson
Visitors, por Philip Glass
Caçada Mortal (A Walk among the Tombstones), por Carlos Rafael Rivera
Walking With the Enemy, por Timothy Williams
Relatos Selvagens (Relatos Salvajes), por Gustavo Santaolalla
X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past), por John Ottman

A Academia também anunciou as 79 canções que vão disputar vaga nas 5 indicações na categoria Canção Original. Esperamos que eles tenham feito os devidos ajustes para que o deslize desse ano não volte a acontecer. Uma das canções indicadas, “Alone Yet Not Alone”, acabou desqualificada depois que descobriram que o compositor Bruce Broughton comprou votos se aproveitando de seu cargo anterior de chefe de departamento musical da Academia. Irredutível, a Academia não substituiu a canção desclassificada pela mais votada não-indicada, prejudicando o trabalho de outros compositores (veja matéria completa: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2014/01/30/oscar-corta-indicacao-de-alone-yet-not-alone-como-melhor-cancao-original/)

Dentre os 79 selecionáveis, existem muitas canções pertencentes aos gêneros de animação. Uma Aventura Lego, Como Treinar o Seu Dragão 2, Os Boxtrolls, Festa no Céu, Operação Big Hero 6, The Hero of Color City, As Aventuras de Peabody & Sherman, Aviões 2: Heróis do Fogo ao ResgateRio 2 correspondem ao total de 14 pré-indicados, sendo que só Rio 2 já apresenta 4 canções elegíveis.

A animação Rio 2, do brasileiro Carlos Saldanha, concorre com 4 canções originais. Pelo primeiro filme, foi indicado por "Real in Rio", mas perdeu para o filme dos Muppets (photo by outnow.ch)

A animação Rio 2, do brasileiro Carlos Saldanha, concorre com 4 canções originais. Pelo primeiro filme, foi indicado por “Real in Rio”, mas perdeu para o filme dos Muppets (photo by outnow.ch)

Apesar de nos últimos anos, muitos vencedores desta categoria serem desconhecidos do grande público como a dupla Kristen-Anderson Lopez e Robert Lopez de Frozen: Uma Aventura Congelante (“Let it Go”) e o casal Glen Hansard e Markéta Irglová de Apenas Uma Vez (“Falling Slowly”), a Academia adora indicar artistas renomados para a festa. Assim, nomes do meio musical como Coldplay (pela canção “Miracles” de Invencível) e a jovem Lorde (pela canção “Yellow Flicker Beat” de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1) são aguardados no tapete vermelho.

A cantora Lorde em premiere do filme Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 1 em Londres (photo by creativejeniusreport.com)

A cantora Lorde em premiere do filme Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1 em Londres (photo by creativejeniusreport.com)

Embora nos últimos 5 anos apenas 2 vencedores da categoria tenham coincidido, vale lembrar que os 5 indicados do Globo de Ouro desta edição são:
– “Opportunity” de Annie
– “Mecy Is” de Noé
– “Glory” de Selma
– “Big Eyes” de Grandes Olhos
– “Yellow Flicker Beat” de Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1

Segue a lista das 79 canções:

“It’s on Again” de O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2)
“Opportunity” de Annie
“Lost Stars” from Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again)
“Grateful” de Além das Luzes (Beyond the Lights)
“Big Eyes” de Grandes Olhos (Big Eyes)
“Immortals” de Operação Big Hero 6 (Big Hero 6)
“The Apology Song” de Festa no Céu (The Book of Life)
“I Love You Too Much” de Festa no Céu (The Book of Life)
“The Boxtrolls Song” de Os The Boxtrolls (The Boxtrolls)
“Quattro Sabatino” de Os Boxtrolls (The Boxtrolls)
“Ryan’s Song” de Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood)
“Split the Difference” de Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood)
“No Fate Awaits Me” de O Desaparecimento de Eleanor Rigby (The Disappearance of Eleanor Rigby: Them)
“Brave Souls” de Winter, o Golfinho 2 (Dolphin Tale 2)
“You Got Me” de Winter, o Golfinho (Dolphin Tale 2)
“All Our Endless Love”de Amor Sem Fim
“Let Me In” de A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)
“Not About Angels” de A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)
“Until the End” de Garnet’s Gold
“It Just Takes a Moment” de Girl on a Bicycle
“Last Stop Paris” de Girl on a Bicycle
“Ordinary Human” de O Doador de Memórias (The Giver)
“I’m Not Gonna Miss You” de Glen Campbell…I’ll Be Me
“Find a Way” de A Boa Mentira (The Good Lie)
“Color the World” de The Hero of Color City
“The Last Goodbye” de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies)
“Chariots” de The Hornet’s Nest
“Follow Me” de The Hornet’s Nest
“Something to Shoot For” de Hot Guys with Guns
“For the Dancing and the Dreaming” de Como Treinar o Seu Dragão 2 (How to Train Your Dragon 2)
“Afreen” de A 100 Passos de um Sonho (The Hundred-Foot Journey)
“Yellow Flicker Beat” de Jogos Vorazes: A Esperança — Parte 1 (The Hunger Games: Mockingjay – Part 1)
“Heart Like Yours” de Se Eu Ficar (If I Stay)
“I Never Wanted to Go” de Se Eu Ficar (If I Stay)
“Mind” de Se Eu Ficar (If I Stay)
“Everything Is Awesome” de Uma Aventura Lego (The Lego Movie)
“Call Me When You Find Yourself” de Life Inside Out
“Coming Back to You” de Life of an Actress The Musical
“The Life of an Actress” de Life of an Actress The Musical
“Sister Rust” de Lucy (Lucy)
“You Fooled Me” de Merchants of Doubt
“Million Dollar Dream” de Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm)
“Spreading the Word/Makhna” de Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm)
“We Could Be Kings” de Arremesso de Ouro (Million Dollar Arm)
“A Million Ways to Die” de Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola (A Million Ways to Die in the West)
“Way Back When” de As Aventuras de Peabody & Sherman (Mr. Peabody & Sherman)
“America for Me” de A Most Violent Year
“I’ll Get You What You Want (Cockatoo in Malibu)” de Muppets 2: Procurados e Amados (Muppets Most Wanted)
“Something So Right” de Muppets 2: Procurados e Amados (Muppets Most Wanted)
“We’re Doing a Sequel” de Muppets 2: Procurados e Amados (Muppets Most Wanted)
“Mercy Is” de Noé (Noah)
“Seeds” de Occupy the Farm
“Grant My Freedom” de The One I Wrote for You
“The One I Wrote For You” de The One I Wrote for You
“Hal” de Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive)
“Shine” de As Aventuras de Paddington (Paddington)
“Still I Fly” de Aviões 2: Heróis do Fogo ao Resgate (Planes: Fire & Rescue)
“Batucada Familia” de Rio 2 (Rio 2)
“Beautiful Creatures” de Rio 2 (Rio 2)
“Poisonous Love” de Rio 2 (Rio 2)
“What Is Love” de Rio 2 (Rio 2)
“Over Your Shoulder” de Rudderless
“Sing Along” de Rudderless
“Stay With You” de Rudderless
“Everyone Hides” de Um Santo Vizinho (St. Vincent)
“Why Why Why” de Um Santo Vizinho (St. Vincent)
“Glory” de Selma
“The Morning” de A Small Section of the World
“Special” de Special
“Gimme Some” de #Stuck
“The Only Thing” de Third Person
“Battle Cry” de Transformers: A Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction)
“Miracles” de Invencível (Unbroken)
“Summer Nights” de Under the Electric Sky
“We Will Not Go” de Virunga
“Heavenly Father” de Wish I Was Here
“So Now What” de Wish I Was Here
“Long Braid” de WWW: Work Weather Wife
“Moon” de WWW: Work Weather Wife

As indicações ao Oscar 2015 acontece no dia 15 de janeiro. E a cerimônia será transmitida ao vivo no dia 22 de fevereiro.

‘Hoje Eu Quero Voltar Sozinho’ representará o Brasil no Oscar 2015

Pôster nacional de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (photo by jornalpontoinicial.com.br)

Pôster nacional de Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (photo by jornalpontoinicial.com.br)

LONGA DE ESTRÉIA DE DANIEL RIBEIRO BATE CINEASTAS EXPERIENTES

Nesta última quinta-feira, dia 18/09, o Ministério da Cultura (MinC) anunciou o representante do Brasil no Oscar 2015 na categoria Melhor Filme em Língua Estrangeira. O primeiro longa-metragem do jovem Daniel Ribeiro, Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, bateu outras 17 produções nacionais e tentará conquistar uma das cinco vagas finalistas a serem anunciadas no dia 15 de janeiro.


Vídeo extraído de canal ministeriodacultura do Youtube

A comissão especial responsável pela decisão era composta por Jefferson De (diretor, produtor e roteirista), Luis Erlanger (jornalista), Sylvia Regina Bahiense Naves (coordenadora-geral de Desenvolvimento Sustentável do Audiovisual da Secretaria do Audiovisual do MinC), Orlando de Salles Senna (presidente do conselho da Televisão América Latina) e George Torquato Firmeza (ministro do Departamento Cultural do Minstério das Relações Exteriores). Eles tiveram a tarefa de selecionar apenas um filme entre os seguintes:

A Grande Vitória, de Stefano Capuzzi
A Oeste do Fim do Mundo, de Paulo Nascimento
Amazônia, de Thierry Ragobert
Dominguinhos, de Eduardo Nazarian, Joaquim Castro e Mariana Aydar
Entre Nós, de Paulo Morelli
Exercício do Caos, de Frederico Caos
Getúlio, de João Jardim
Hoje Eu Quero Voltar Sozinho, de Daniel Ribeiro
Jogo de Xadrez, de Luís Antônio Pereira
Minhocas, de Paolo Conti e Arthur Nunes
Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho, de Daniel Augusto
O Homem das Multidões, de Marcelo Gomes e Cao Guimarães
O Lobo atrás da Porta, de Fernambo Coimbra
O Menino e o Mundo, de Alê Abreu
O Menino no Espelho, de Guilherme Fiúza Zenha
Praia do Futuro, de Karim Aïnouz
Serra Pelada, de Heitor Dhalia
Tatuagem, de Hilton Lacerda

Confesso que estava receoso de que o MinC optaria por uma das produções da Globo Filmes (Getúlio, Minhocas, Entre Nós ou Serra Pelada) simplesmente pelo nome e poder de publicidade da produtora, mas felizmente, assim como ocorreu no ano passado, a comissão soube escolher com coerência. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho marcou presença no último Festival de Berlim, de onde conquistou o FIPRESCI award (concedido pela federação de crítica internacional) e o Teddy Bear, uma espécie de Urso de Ouro para filmes com temática LGBT. Vale destacar que também ganhou prêmios do público em festivais como o L.A. Outfest (EUA) e o Festival de Guadalajara (México).

O filme, que ganhou o título internacional The Way He Looks, acompanha o amadurecimento do jovem estudante cego Leonardo (Ghilherme Lobo) a partir da chegada de um novo colega de classe, Gabriel, enquanto tenta lidar com a superproteção dos pais. O diretor Daniel Ribeiro procura evitar cenas clichês sobre homossexualismo, deixando os sentimentos se desenvolverem naturalmente e sem pressa. Curiosamente, a produção se baseia no curta-metragem de título semelhante (Eu Não Quero Voltar Sozinho) do mesmo diretor e com os mesmos atores centrais nos mesmos papéis, lançado em 2010.

Da esquerda para a direita: os atores (photo by berlinda.org)

Da esquerda para a direita: os atores Fabio Audi, Tess Amorim e Ghilherme Lobo (photo by berlinda.org)

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, elogiou a escolha do júri e defendeu o selecionado: “… uma produção de linguagem universal, aberta à compreensão e a conexão com os mais diversos públicos”. Se no ano anterior, a aposta era na temática da insegurança em O Som ao Redor, este ano, a universalidade do tema homossexual na adolescência pode ser uma boa alternativa para que o Brasil consiga finalmente sua 5ª indicação na categoria. As demais foram: O Pagador de Promessas (em 1963), O Quatrilho (1996), O Que é Isso, Companheiro? (1998) e Central do Brasil (1999).

A Ministra da Cultura Marta Suplicy (aquela do "relaxa e goza!") com membros da comissão durante anúncio do Oscar (photo by Thaís Mallon em www.cultura.gov.br)

A Ministra da Cultura Marta Suplicy (aquela do “relaxa e goza!”) com membros da comissão durante anúncio do Oscar (photo by Thaís Mallon em http://www.cultura.gov.br)

SEXO E A POLÍTICA

Em tempos em que a política brasileira tenta intervir demais na sexualidade de jovens, nada mais propício que a sexóloga  e ministra Marta Suplicy (PT) anuncie um filme de temática homossexual como vencedor. Sempre  ligada aos eventos como a Parada Gay de São Paulo, ela defendeu o uso do “kit gay”, que contém material informativo sobre homossexualismo em vídeos e livros como “Homem Brinca de Boneca?”, de Marcos Ribeiro, para crianças de 6 anos em escolas públicas. Em 2012, a medida polêmica foi veementemente criticada por colegas de profissão como o deputado Jair Bolsonaro (PP), gerando um conflito sem solução.

É triste ver que a sexualidade se tornou apenas uma pauta dos programas de governo de candidatos. Marina Silva, do PSB, por exemplo, vinha defendendo o casamento gay, mas para obter apoio da Igreja Evangélica, teve que recuar e dizer “Casamento é entre pessoas de sexo diferente”. Além disso, retirou uma proposta que criminalizaria a homofobia no Brasil. Tal mudança foi elogiada pelo pastor Silas Malafaia, da Assembléia de Deus: “O ativismo gay está irado com Marina! Começo a ficar satisfeito! Valeu a pressão de todos. Não estamos aqui pra engolir agenda gay.”

A política retrógrada brasileira busca rotular por gênero, sexo e cor simplesmente para obter votos. Uma das piores medidas do governo petista foi a criação das cotas raciais para universidades, o que apenas atesta que para eles o negro não tem capacidade de conquistar sua própria vaga nas universidades.

CONCORRÊNCIA NO OSCAR 2015

Havia uma expectativa de que o representante brasileiro pudesse concorrer com outro filme LGBT: o francês Azul é a Cor Mais Quente, de Abdellatif Kechiche. Fora da disputa no Oscar deste ano por ter sido lançado na França fora do prazo estipulado, o filme que aborda o relacionamento lésbico entre duas jovens foi recentemente abandonado pela comissão francesa, que preferiu lançar Saint Laurent, de Bertrand Bonello. Curiosamente, a produção que centra no universo da moda e na vida do estilista Yves Saint Laurent, também tem Léa Seydoux no elenco.

Saint Laurent, de Bertrand Bonello (photo by outnow.ch)

Helmut Berger em cena de Saint Laurent, de Bertrand Bonello (photo by outnow.ch)

Até o momento, a lista de representantes estrangeiros no Oscar 2015 está assim:

  • AFEGANISTÃO: A Few Cubic Meters of Love
    Dir: Jamshid Mahmoudi
  • ALEMANHA: Beloved Sisters
    Dir: Dominik Graf
  • ARGENTINA: Relatos Selvagens (Relatos Salvajes)
    Dir: Damián Szifrón
  • AUSTRÁLIA: Charlie’s Country
    Dir: Rolf de Heer
  • ÁUSTRIA: The Dark Valley
    Dir: Andreas Prochaska
  • AZERBAIJÃO: Nabat
    Dir: Elchin Musaoglu
  • BANGLADESH: Glow of the Firefly
    Dir: Khlaid Mahmood Mithu
  • BÉLGICA: Two Days, One Night
    Dir: Jean-Pierre e Luc Dardenne
  • BOLÍVIA: Forgotten
    Dir: Carlos Bolado
  • BÓSNIA HERZEGOVINA: With Mom
    Dir: Faruk Loncarevic
  • BRASIL: Hoje Eu Quero Voltar Sozinho
    Dir: Daniel Ribeiro
  • BULGÁRIA: Bulgarian Rhapsody
    Dir: Ivan Nitchev
  • CANADÁ: Mommy
    Dir: Xavier Dolan
  • CHILE: Matar um Homem
    Dir: Alejandro Fernández Almendras
  • CHINA: The Nightingale
    Dir: Philippe Muyl
  • COLÔMBIA: Mateo
    Dir: Maria Gamboa
  • CORÉIA DO SUL: Sea Fog
    Dir: Sung Bo Shim
  • COSTA RICA: Red Princesses
    Dir: Laura Astorga
  • CROÁCIA: Cowboys
    Dir: Tomislav Mrsic
  • CUBA: Conducta
    Dir: Ernesto Daranas
  • DINAMARCA: Sorrow and Joy
    Dir: Nils Malmros
  • EQUADOR: Silence in Dreamland
    Dir: Tito Molina
  • ESLOVÁQUIA: A Step Into the Dark
    Dir: Miloslav Luther
  • ESLOVÊNIA: Seduce Me
    Dir: Marko Santic
  • ESPANHA: Living is Easy with Eyes Closed
    Dir: David Trueba
  • ESTÔNIA: Tangerines
    Dir: Zaza Urushadze
  • ETIÓPIA: Difret
    Dir: Zeresenay Berhane Mehari
  • FILIPINAS: Norte, the End of History
    Dir: Lav Diaz
  • FINLÂNDIA: Concrete Night
    Dir: Pirjo Honkasalo
  • FRANÇA: Saint Laurent
    Dir: Bertrand Bonello
  • GEORGIA: Corn Island
    Dir: Giorgi Ovashvili
  • GRÉCIA: Little England
    Dir: Pantelis Voulgaris
  • HOLANDA: Accused
    Dir: Paula van der Oest
  • HONG KONG: The Golden Era
    Dir: Ann Hui
  • HUNGRIA: White God
    Dir: Kornél Mundruczó
  • ÍNDIA: Liar’s Dice
    Dir: Gheetu Mohandas
  • INDONÉSIA: Soekarno
    Dir: Hanung Bramantyo
  • IRÃ: Today
    Dir: Reza Mir-Karimi
  • IRAQUE: Mardan
    Dir: Batin Ghobadi
  • IRLANDA: The Gift
    Dir: Tommy Collins
  • ISLÂNDIA: Life in a Fishbowl
    Dir: Baldvin Zophoníasson
  • ISRAEL: Gett: The Trial of Viviane Amsalem
    Dir: Ronit Elkabetz, Shlomi Elkabetz
  • ITÁLIA: Human Capital
    Dir: Paolo Virzi
  • JAPÃO: The Light Shines Only There
    Dir: Mipo Oh
  • KOSOVO: Three Windows and a Hanging
    Dir: Isa Qosja
  • MACEDÔNIA: To the Hilt
    Dir: Stole Popov
  • LETÔNIA: Rocks in My Pockets
    Dir: Signe Baumane
  • LÍBANO: Ghadi
    Dir: Amin Dora
  • LITUÂNIA: The Gambler
    Dir: Ignas Jonynas
  • LUXEMBURGO: Never Die Young
    Dir: Pol Cruchten
  • MARROCOS: The Red Moon
    Dir: Hassan Benjelloun
  • MAURITÂNIA: Timbuktu
    Dir: Abderrahmane Sissako
  • MÉXICO: Cantinflas
    Dir: Sebastian del Amo
  • MOLDÁVIA: The Unsaved
    Dir: Igor Cobileanski
  • MONTENEGRO: The Boys from Marx and Engels Street
    Dir: Nikoa Vukcevic
  • NEPAL: Jhola
    Dir: Yadavkumar Bhattarai
  • NORUEGA: 1001 grams
    Dir: Bent Hamer
  • NOVA ZELÂNDIA: The Dead Lands
    Dir: Toa Fraser
  • PALESTINA: Eyes of a Thief
    Dir: Najwa Najjar
  • PANAMÁ: Invasion
    Dir: Abner Benaim
  • PAQUISTÃO: Dukhtar
    Dir: Afia Nathaniel
  • PERU: The Gospel of the Flesh
    Dir: Eduardo Mendoza de Echave
  • POLÔNIA: Ida
    Dir: Pawel Pawlikowski
  • PORTUGAL: E Agora? Lembra-me
    Dir: Joaquim Pinto
  • QUIRGUISTÃO: Kurmanjan Datka: Queen of the Mountains
    Dir: Sadyk Sher-Niyaz
  • REINO UNIDO: Little Happiness
    Dir: Nihat Seven
  • REPÚBLICA DOMINICANA: Cristo Rey
    Dir: Leticia Tonos
  • REPÚBLICA TCHECA: Fair Play
    Dir: Andrea Sedlackova
  • ROMÊNIA: The Japanese Dog
    Dir: Tudor Cristian Jurgiu
  • RÚSSIA: Leviatã (Leviathan)
    Dir: Andrey Zvyagintsev
  • SÉRVIA: See You in Montevideo
    Dir: Dragan Bjelogrlic
  • SINGAPURA: My Beloved Dearest
    Dir: Sanif Olek
  • SUÉCIA: Força Maior (Force Majeure)
    Dir: Ruben Ostlund
  • SUÍÇA: The Circle
    Dir: Stefan Haupt
  • TAILÂNDIA: Teacher’s Diary
    Dir: Nithiwat Tharathorn
  • TAIWAN: Ice Poison
    Dir: Midi Z
  • TURQUIA: Winter Sleep
    Dir: Nuri Bilge Ceylan
  • UCRÂNIA: The Guide
    Dir: Oles Sanin
  • URUGUAI: Mr. Kaplan
    Dir: Álvaro Brechner
  • VENEZUELA: Libertador
    Dir: Alberto Arvelo
Cena de Winter Sleep (photo by outnow.ch)

Um dos favoritos até o momento: o turco Winter Sleep, que venceu a Palma de Ouro 2014 (photo by outnow.ch)

Por enquanto, o turco Winter Sleep, que venceu a Palma de Ouro em Cannes este ano, larga na frente. Logo atrás, o canadense Mommy, que estava entre os indicados de Cannes, ganha notoriedade por seu jovem diretor Xavier Dolan, de 25 anos. Embora contenha elementos que afastam os votantes idosos da Academia como trilha musical bem pop com Dido e Counting Crows, a profundidade emocional extraída de seus atores pode ser um diferencial nesta disputa tão acirrada por uma vaga no Oscar. Existe ainda a possibilidade (mesmo que remota) da atriz de Mommy, Anne Dorval, participar de um burburinho na categoria de atriz. Também não é possível esquecer os irmãos belgas Dardenne. Embora Two Days, One Night não tenha conquistado prêmio algum em Cannes, ainda tem o poder de emocionar os votantes.

Anne Dorval em cena do canadense Mommy, de Xavier Dolan (photo by outnow.ch)

Anne Dorval em cena do canadense Mommy, de Xavier Dolan (photo by outnow.ch)

Entretanto, para alguns especialistas no gosto dos votantes do Oscar, o representante polonês tem ampla vantagem. Protagonizado por uma freira judia, Ida desenterra segredos do passado dela durante o Holocausto. Imagina se a maioria votante composta por judeus vai gostar?! Tudo que estiver relacionado à 2ª Guerra Mundial e/ou envolver judeus já contará com algum favoritismo. Prova disso é o último filme do Brasil a alcançar à semi-final: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, que apresenta personagens da comunidade judaica em São Paulo. Sempre fui contra as regras da Academia em relação à esta categoria, pois praticamente limita os votos para idosos judeus, os únicos que conseguem assistir a todos os concorrentes em sessões vespertinas. Quando teremos um presidente da Academia que reformule tais regras arcaicas? Enfim, a Polônia tem sua chance de ouro, pois já foi indicada oito vezes ao Oscar de Filme Estrangeiro e nunca levou.

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

Outra nação que vive batendo na trave é o México, com as mesmas oito indicações. A última vez que concorreu foi em 2011 com Biutiful, de Alejandro González Iñárritu, que também já disputara com Amores Brutos em 2001. Este ano, o representante Cantiflas, de Sebastian del Amo, conta com o apoio da ótima bilheteria em solo americano de 6 milhões de dólares e por se tratar da vida do ator mexicano homônimo, que trabalhou ao lado de David Niven no clássico A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, que faturou o Oscar de Melhor Filme em 1957.

Antes das indicações ao Oscar, haverá um corte para 9 semi-finalistas em janeiro. A 87ª cerimônia do Oscar acontecerá no dia 22 de fevereiro de 2015.