‘OITAVA SÉRIE’, ‘FIRST REFORMED’ e ‘SE A RUA BEALE FALASSE’ DISPUTAM MELHOR FILME no INDEPENDENT SPIRIT AWARDS

EIGHT GRADE

Elsie Fisher e Josh Hamilton em diálogo tocante em Oitava Série (pic by IMDb)

PREMIAÇÃO AMERICANA INDEPENDENTE ANUNCIA SUA SELEÇÃO COM FAVORITOS AUSENTES POR ELEGIBILIDADE

Há algumas semanas, o Gotham Awards foi o primeiro prêmio da temporada a revelar seus indicados, mas como ainda é tradição, a corrida pelo Oscar só começa oficialmente com os indicados ao Independent Spirit Awards!

Em sua 34ª edição, a premiação tem sido um dos principais parâmetros para o Oscar. Com exceção deste ano, quando Corra! levou Melhor Filme no Spirit, nos quatro anos anteriores, todas as produções que se consagraram com o Oscar de Melhor Filme, foi vencedor no Spirit antes:  Moonlight, Spotlight, Birdman, e 12 Anos de Escravidão. Tá bom pra você?

Porém, nesta edição, por causa das regras de elegibilidade, algumas produções consideradas favoritas para esta temporada não poderão competir aqui como o mexicano Roma, de Alfonso Cuarón, e A Favorita, de Yorgos Lanthimos, por serem produções estrangeiras (teriam de ser norte-americanas). Além, claro, de terem de respeitar o teto do orçamento que é de 20 milhões de dólares, o que desqualificou A Forma da Água no ano passado, e este ano barrou franco-favoritos como Nasce uma Estrela, O Primeiro Homem e Green Book – O Guia.

Curiosamente, o anúncio dos indicados estava previsto para o próximo dia 19, mas por algum motivo foi adiantado para hoje, dia 16. O evento contou com a colaboração das atrizes Gemma Chan (do mega sucesso Podres de Ricos – muito linda e com um belo sotaque britânico!) e Molly Shannon (vencedora do Independent Spirit em 2016 pelo drama Other People). Confira o vídeo do canal oficial do Film Independent:

NÚMEROS DO INDEPENDENT SPIRIT AWARDS

Um fato bem curioso: o recordista de indicações desta edição sequer foi indicado a Melhor Filme. We the Animals, de Jeremiah Zagar, conquistou o total de 5 indicações, mas não foi incluído na principal categoria. Este drama familiar foi lançado no último festival de Sundance e agora disputa em categorias importantes como Ator Coadjuvante (Raúl Castillo) e Fotografia.

Em segundo lugar, temos duas produções da A24 (uma das produtoras mais em evidência nos últimos anos): Oitava Série e First Reformed, ambos com 4 indicações cada. E também com 4, o drama Você Nunca Esteve Realmente Aqui, de Lynne Ramsay, que apesar de ter concorrido à Palma de Ouro em Cannes em 2017, conseguiu ser distribuído em solo americano somente neste ano.

Logo em seguida, com 3 indicações, vem um dos possíveis candidatos ao Oscar 2019: Se a Rua Beale Falasse, novo trabalho do diretor de Moonlight, Barry Jenkins. A adaptação de James Baldwin foi lembrada nas categorias Filme, Diretor e Atriz Coadjuvante para Regina King. Também indicados a 3 prêmios estão Mais Uma Chance, de Tamara Jenkins, e Não Deixe Rastros, de Debra Granik, ambas diretoras indicadas na categoria de Direção.

PRIVATE LIFE

No centro, Paul Giamatti, e à direita Kathryn Hahn, conversam com Kayli Carter em cena de Mais uma Chance (pic by IMDb)

COMENTÁRIOS

Como consegui assistir já a alguns filmes indicados, consigo dar algumas impressões. Primeiramente, fiquei super feliz pelas indicações de First Reformed e Oitava Série. Não haveria Independent Spirit sem essas duas produções.

A primeira é o novo trabalho do veterano Paul Schrader, mais conhecido por ser o roteirista de Taxi Driver e de ter dirigido Gigolô Americano e Temporada de Caça. Ele retorna com este profundo e poderoso estudo da religião frente às descrenças humanas na sociedade. Ultimamente, tem sido tão raro encontrar um filme estrelado por um padre sem envolver exorcismo, demônios ou pedofilia, que já se torna algo digno de nota. A direção de Schrader é nua e crua, mas com alguns requintes de surrealismo. E temos aqui uma ótima performance de Ethan Hawke, que merece ser lembrado nas próximas premiações.

first reformed

Ethan Hawke e Amanda Seyfried dialogam em cena de First Reformed (pic by IMDb)

Já a segunda é dirigida e escrita por um estreante com histórico youtuber Bo Burnham. Ele fez este singelo testamento da juventude e como ela lida com as relações sociais enquanto dialoga com a tecnologia. Apresenta cenas que vão do terror como a da piscina (com direito à trilha) até adoráveis como o diálogo entre pai e filha sentados em frente à fogueira. A indicação de Melhor Atriz para a jovem Elsie Fisher foi fantástica! Até então, ela era apenas conhecida por dublar uma menina na animação de Meu Malvado Favorito.

Falando em categoria de Atriz, temos uma exceção nesta edição com 6 indicadas. Além de Fisher, achei ótimas as inclusões de Helena Howard (esta menina está incrível em Madeline de Madeline, com um talento daqueles natos num filme que sobre a verdadeira natureza da atuação) e Toni Collette, que concorre pelo ótimo filme de gênero Hereditário. Também vale a pena destacar a indicação de Glenn Close por A Esposa, já que ela vem se tornando a franco-favorita para ganhar finalmente seu primeiro Oscar após 6 indicações.

MADELINE

Helena Howard é uma explosão de talento no experimental Madeline de Madeline (pic by IMDb)

Fiquei um pouco surpreso com a indicação de Melhor Ator para John Cho por Buscando…. Apesar de ele segurar a onda praticamente sozinho durante o filme todo, que se passa em telas de celular e computador, achei um pouco forçada esta indicação. E pela indicação de Adam Driver ser a única do novo filme de Spike Lee, Infiltrado na Klan, que vinha sendo bem cotado para o Oscar.

Destaque para as indicações brasileiras de Melhor Ator para Christian Malheiros e Someone to Watch Award para o diretor Alex Moratto por Sócrates. Malheiros interpreta um jovem que perde sua mãe, enquanto procura um jeito de se virar sozinho e descobre sua sexualidade. Confira o trailer:

Achei formidáveis as indicações de Fotografia para Suspiria (Sayombhu Mukdeeprom) e Mandy (Benjamin Loeb). São trabalhos bastante vistosos que mereciam esse destaque para permanecerem em alta na corrida para o Oscar. Também ressalto a indicação de Em Chamas, de Chang-dong Lee, pela Coréia do Sul na categoria de Filme Internacional. Caso avance para o Oscar, será a primeira indicação merecida para o cinema sul-coreano. Claro que a categoria de estrangeiros está bem representada também por Roma (México), Assunto de Família (Japão), A Favorita (Reino Unido) e Happy as Lazzaro (Itália).

BURNING

Cena do longa sul-coreano Em Chamas, baseado em conto do escritor Haruki Murakami (pic by IMDb)

AUSÊNCIAS

Entre as ausências mais sentidas foram de Melissa McCarthy por Poderia Me Perdoar?. Ela consegue balancear com muita graça seu lado dramático com seu conhecido timing cômico nesta cinebiografia de Lee Israel. Apesar de não ter aparecido aqui na lista, tem grandes chances de aparecer no Oscar e receber sua indicação. Curiosamente, seu colega de tela, Richard E. Grant, foi reconhecido como Ator Coadjuvante. Ainda na categoria de Atriz, Michelle Pfeiffer poderia ter sido lembrada por Where is Kyra?. Sua salvação pode ser os prêmios da crítica, o Critics’ Choice ou o Globo de Ouro.

Na categoria masculina, senti falta do Ben Foster pelo indicado Não Deixe Rastros, assim como Timothée Chalamet ou Lucas Hedges por Beautiful Boy e Boy Erased, respectivamente, na categoria de Ator Coadjuvante. E o já citado Spike Lee, pelo menos na categoria de Roteiro por Infiltrado na Klan.

INDICADOS AO INDEPENDENT SPIRIT AWARDS 2019:

MELHOR FILME

  • Oitava Série (Eighth Grade)
  • First Reformed
  • Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk)
  • Não Deixe Rastros (Leave no Trace)
  • Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)

MELHOR DIREÇÃO

  • Debra Granik (Não Deixe Rastros)
  • Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse)
  • Tamara Jenkins (Mais Uma Chance)
  • Lynne Ramsay (Você Nunca Esteve Realmente Aqui)
  • Paul Schrader (First Reformed)

FILME DE ESTRÉIA

  • Hereditário (Hereditary)
  • Sorry to Bother You
  • O Conto (The Tale)
  • We the Animals
  • Vida Selvagem (Wildlife)

MELHOR ATOR

  • John Cho (Buscando…)
  • Daveed Diggs (Ponto Cego)
  • Ethan Hawke (First Reformed)
  • Christian Malheiros (Sócrates)
  • Joaquin Phoenix (Você Nunca Esteve Realmente Aqui)

MELHOR ATRIZ

  • Glenn Close (A Esposa)
  • Toni Collette (Hereditário)
  • Elsie Fisher (Oitava Série)
  • Regina Hall (Support the Girls)
  • Helena Howard (Madeline de Madeline)
  • Carey Mulligan (Vida Selvagem)
  • Kayli Carter (Mais Uma Chance)
  • Tyne Daly (A Bread Factory)
  • Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
  • Thomasin Harcourt McKenzie (Não Deixe Rastros)
  • J. Smith-Cameron (Nancy)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
  • Raúl Castillo (We the Animals)
  • Adam Driver (Infiltrado na Klan)
  • Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
  • Josh Hamilton (Oitava Série)
  • John David Washington (Monsters and Men)

MELHOR FOTOGRAFIA

  • Ashley Connor (Madeline de Madeline)
  • Diego Garcia (Vida Selvagem)
  • Benjamin Loeb (Mandy)
  • Sayombhu Mukdeeprom (Suspiria)
  • Zak Mulligan (We the Animals)


MELHOR ROTEIRO

  • Richard Glatzer, Rebecca Lenkiewicz, Wash Westmoreland (Colette)
  • Nicole Holofcener & Jeff Whitty (Poderia Me Perdoar?)
  • Tamara Jenkins (Mais Uma Chance)
  • Boots Riley (Sorry to Bother You)
  • Paul Schrader (First Reformed)

MELHOR ROTEIRO DE ESTREANTE

  • Bo Burnham (Oitava Série)
  • Christina Choe (Nancy)
  • Cory Finley (Puro-Sangue)
  • Jennifer Fox (O Conto)
  • Quinn Shephard, Laurie Shephard (Blame)

MELHOR DOCUMENTÁRIO

  • Hale County this Morning, This Evening
  • Minding the Gap
  • Of Fathers and Sons
  • On Her Shoulders
  • Shirkers
  • Won’t You be my Neighbor?

MELHOR FILME INTERNACIONAL

  • Em Chamas. Dir: Chang-dong Lee (Coréia do Sul)
  • A Favorita. Dir: Yorgos Lanthimos (Reino Unido)
  • Happy as Lazzaro. Dir: Alice Rohrwacher (Itália)
  • Roma. Dir: Alfonso Cuarón (México)
  • Assunto de Família. Dir: Hirokazu Koreeda (Japão)

TRUER THAN FICTION AWARD

  • Alexandria Bombach (On Her Shoulders)
  • Bing Liu (Minding the Gap)
  • RaMell Ross (Hale County This Morning, This Evening)

PRODUCERS AWARD

  • Jonathan Duffy, Kelly Williams
  • Gabrielle Nadig
  • Shrihari Sathe


THE SOMEONE TO WATCH AWARD

  • Alex Moratto (Sócrates)
  • Ioana Uricaru (Lemonade)
  • Jeremiah Zagar (We the Animals)

THE BONNIE AWARD

  • Debra Granik
  • Tamara Jenkins
  • Karyn Kusama
ROBERT ALTMAN AWARD
SUSPIRIA
Diretor: Luca Guadagnino
Diretores de Casting: Avy Kaufman, Stella Savino
Elenco: Malgosia Bela, Ingrid Caven, Lutz Ebersdorf, Elena Fokina, Mia Goth, Jessica Harper, Dakota Johnson, Gala Moody, Chloë Grace Moretz, Renée Soutendijk, Tilda Swinton, Sylvie Testud, Angela Winkler
***
A 34ª cerimônia do Independent Spirit Awards está marcada para o dia 23 de fevereiro, um dia antes do Oscar, na praia de Santa Monica.
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Lars von Trier contra-ataca com os pôsteres de ‘Nymphomaniac’

Charlotte Gainsbourg

Charlotte Gainsbourg

Há quanto tempo você não ficava admirando um pôster de um filme no cinema? Considerado essencial para a venda de um filme entre as décadas de 50 e 70, o pôster (ou cartaz para alguns) foi perdendo sua importância, e hoje mais serve para como capa para DVDs e Blu-Rays. Com esse trabalho ousado, o diretor dinamarquês Lars von Trier busca o choque para chamar a atenção para seu mais novo filme: Nymphomaniac.

Com previsão de estréia no dia 25 de dezembro deste ano na Dinamarca (e obviamente sem previsão de estréia no Brasil), Nymphomanic foca numa ninfomaníaca (Charlotte Gainsbourg) que reconta suas experiências eróticas a um homem que a salvou de um espancamento. Para quem conhece a filmografia de Trier, sabe que esse tipo de trama não é nenhuma novidade, especialmente se já viu Anticristo (2009), no qual havia cenas de sexo explícito numa sequência inicial belíssima em fotografia PB.

Charlotte Gainsbourg num momento garota fiel... (photo by www.OutNow.CH)

Charlotte Gainsbourg num momento garota fiel… (photo by http://www.OutNow.CH)

Charlotte Gainsbourg num sanduíche em cena de Nymphomaniac (photo by www.OutNow.CH)

… e em seguida num momento “very nasty” num sanduíche em cena de Nymphomaniac (photo by http://www.OutNow.CH)

Pra quem desconhece Lars von Trier, vale lembrar que ele foi um dos fundadores do movimento Dogma 95, que tinha como lema a busca por um cinema voltado exclusivamente à história. Nesse período, ele lançou o polêmico Os Idiotas (1996), que já continha cenas explícitas de um grupo que se reunia no subúrbio de Copenhague para testar seus limites, e o não menos polêmico Ondas do Destino (1996), no qual Emily Watson (indicado ao Oscar) atende ao pedido do marido para fazer sexo com outros homens. Porém, antes do movimento, o diretor já era conceituado devido a filmes de forte impacto visual como Elemento de um Crime (1984) e Europa (1991).

Lars von Trier não bate muito bem da cabeça (já foi internado numa espécie de hospital psiquiátrico na Dinamarca) e às vezes se mostra tão espontâneo que acaba prejudicando seus filmes. Em 2011, quando seu filme Melancolia estava indicado à Palma de Ouro, na coletiva de imprensa no Festival de Cannes, ao ser questionado sobre suas origens germânicas, o diretor respondeu: “Eu entendo Hitler, até simpatizo com ele”. Foi um choque até para as atrizes Charlotte Gainsbourg e Kirsten Dunst que estavam ao lado. “Durante muito tempo pensei que fosse judeu e era feliz com isso. Aí conheci Susanne Bier (a diretora dinamarquesa judia que fez parte do Dogma 95) e não fiquei tão contente. Então descobri que era nazista, que minha família era alemã. O que me deu muito prazer”, continuou o diretor.

Como se não bastassem os comentários nazistas, Lars von Trier queria compartilhar sua tatuagem fofa de FUCK. Isso que é macho! (photo by www.20minutos.es)

Como se não bastassem os comentários nazistas, Lars von Trier queria compartilhar sua tatuagem fofa de FUCK. Isso que é macho! (photo by http://www.20minutos.es)

Depois dessa declaração, mesmo tendo pedido desculpas, o diretor foi banido do festival e teve suas chances anuladas de vencer pela segunda vez a Palma de Ouro (venceu em 2000 com o musical Dançando no Escuro). Em entrevista em abril deste ano, o diretor artístico de Cannes, Thierry Frémaux, afirmou que Lars von Trier é bem-vindo novamente, e que sua expulsão valia apenas para aquele ano. Apesar de toda a polêmica, Kirsten Dunst saiu consagrada com o prêmio de interpretação feminina.

A verdade é que Lars von Trier é um nome que o Cinema atual necessita. Em meio a tantas produções chochas, sem criatividade e que trazem mais a visão dos produtores do que do diretor, é impossível sair da exibição de um de seus filmes indiferente. As imagens grudam na nossa mente, a temáticas pedem por uma reflexão e seu cinema como linguagem busca inovar o modo como o público vê cinema. Claro que você pode ter odiado um filme ou outro dele, mas certamente perdurará muito mais tempo na memória. Alguns podem considerar exagero da minha parte, mas considero Lars von Trier do mesmo patamar de Stanley Kubrick que, além de ser um mestre visual, busca inovações em todos os gêneros do cinema. (Claro que Kubrick tinha mais acertos do que erros, mas aí seria uma outra questão…)

E pra comprovar que não é exagero, Lars tem conseguido atrair atores queridinhos de Hollywood. Além da Mary Jane de Homem-Aranha, Kirsten Dunst, temos Christian Slater (Entrevista com o Vampiro), Jamie Bell (Billy Elliot), Uma Thurman (Kill Bill vol. 1 e 2), Connie Nielsen (Gladiador), Willem Dafoe (Homem-Aranha), Stellan Skarsgård (The Avengers – Os Vingadores) e até o astro de Transformers, Shia LaBeouf.

Elenco de Nymphomaniac numa foto que tenta recriar as ilusões sexuais

Elenco de Nymphomaniac numa foto que tenta recriar as “ilusões” sexuais. Ao fundo à esquerda, o diretor Lars von Trier com uma câmera e a boca tapada por um silver tape. Homenagem à Cannes?

Voltando ao Nymphomaniac, cada um dos atores do filme estrelou seu pôster num momento bastante íntimo do orgasmo. Obviamente, já houve críticos ferrenhos contra essa arte, mas vale lembrar que estamos numa geração em que o livro best-seller, “Cinquenta Tons de Cinza”, é sobre sadomasoquismo e otras coisitas más. Obviamente, um pôster está muito mais suscetível aos olhos de uma criança que passeia pelo cinema do que um livro. Fica meio difícil para um pai ou uma mãe responder à pergunta: “Mãe, por que ela está com essa cara?”. Que fique claro que não sou a favor de NENHUM tipo de censura, mas por salas de cinema serem frequentadas por crianças, talvez os distribuidores e os exibidores devam analisar o melhor local para que esses pôsteres sejam admirados pelo público adulto. Se a rede Cinemark exibir o filme, talvez seja uma estratégia a seguir, mas se Nymphomaniac se limitar a salas de público adulto como Reserva Cultural, não haveria problema algum.

Lembrando que já está acertada a sequência The Nymphomaniac – Part 2, sem previsão de estréia. Enquanto isso, confira os demais pôsteres de Nymphomanic (posters by http://blogs.indiewire.com/theplaylist):

nymphomaniac_slater

Christian Slater

nymphomaniac_mia

Mia Goth

nymphomaniac_shia

Shia LaBeouf

nymphomaniac_stellan

Stellan Skarsgård

nymphomaniac-willem

Willem Dafoe

Jens Albinus

Jens Albinus

Connie Nielsen

Connie Nielsen

Nicolas Bro

Nicolas Bro

Udo Kier

Udo Kier

 

Sophie Kennedy Clark

Sophie Kennedy Clark

 

Stacy Martin

Stacy Martin

 

Uma Thurman

Uma Thurman