‘Perdido em Marte’, ‘Mad Max’ e ‘O Regresso’ saem vitoriosos do ADG 2016

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

Direção de arte de Colin Gibson de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by elfilm.com)

OS TRÊS VENCEDORES CONCORREM AO OSCAR DE DIREÇÃO DE ARTE

Se o 20º ADG (Art Directors Guild) nos disse alguma coisa com as vitórias de O Regresso, Mad Max: Estrada da Fúria e Perdido em Marte, foi que não há nada definido na categoria Direção de Arte, ou como eles dizem, Production Design, uma vez que todos os três disputam esses mesmo Oscar com Ponte dos Espiões e A Garota Dinamarquesa.

À princípio, Jack Fisk sairia na frente por seu trabalho em O Regresso por se tratar de um filme considerado de época, que costuma papar quase todos os Oscars. A Academia se derrete por trabalhos de reconstrução de época como Titanic, O Grande Gatsby e Lincoln (o mesmo vale para a categoria de Figurino), contudo, ao se ver o trailer de O Regresso, são as paisagens que se destacam mais pela fotografia do que a direção de arte, representada por uma ou outra cabaninha e um forte simples. Eu concederia o prêmio ADG para as mansões de A Colina Escarlate, mas acho que como o trabalho não foi indicado ao Oscar, preferiram premiar Fisk.

Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

O Regresso: Uma pilha de crânios conta como direção de arte? (photo by cinemagia.ro)

Não muito atrás, ficam os vencedores da categoria de Filme de Fantasia. Nos anos mais recentes, a Academia premiou muitos trabalhos do gênero como O Grande Hotel Budapeste, A Invenção de Hugo Cabret, Alice no País das Maravilhas, Avatar e O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei. Este ano, pela reprodução do universo desértico pós-apocalíptico de Mad Max: Estrada da Fúria, Colin Gibson larga na frente de seus concorrentes. Alguns podem questionar a (falta) de direção de arte, já que a maior parte do filme se passa no deserto, mas os próprios veículos utilizados nas perseguições são trabalho de design. No início, também temos a cidade de Immortan Joe, com seus corredores de túneis, o cativeiro das moças, as gaiolas dos prisioneiros (foto) e a queda d’água em forma de caveira para o povo.

Já pela categoria de Direção de Arte – Contemporânea, o trabalho espacial de Arthur Max em Perdido em Marte foi o vitorioso. Apesar de ser uma produção convincente, há uma espécie de reciclagem da direção de arte de Prometheus (2012), a prequel de Alien: O Oitavo Passageiro (1979). As instalações espaciais são semelhantes, então dá a idéia de que muita coisa que não foi aproveitada no filme anterior foi utilizada aqui. Claro que não deixa de ter seus méritos (até mesmo porque Ennio Morricone também foi indicado ao Oscar este ano por Os 8 Odiados, trilha que foi descartada em 1982 da ficção científica de John Carpenter, O Enigma do Outro Mundo), mas considero a direção de arte meio futurista de Ex-Machina: Instinto Artificial mais merecedor de reconhecimento, já que com pouquíssimos elementos consegue dar o clima tecnológico necessário para ambientar a trama dos ciborgues. Este trabalho minimalista me lembra a bem-sucedida arte futurista de K.K. Barrett em Ela.

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Perdido em Marte: cenário de Perdido em Marte ou de Prometheus? (photo by cinemagia.ro)

Os vencedores do ADG, Jack Fisk e Arthur Max, já foram indicados anteriormente, mas nunca levaram o Oscar. Colin Gibson desfruta de sua primeira indicação.

Este ano, o Art Directors Guild premiou o diretor David O. Russell com o Cinematic Imagery Award. Patrizia von Brandenstein, a primeira diretora de arte mulher a ganhar o Oscar por Amadeus, recebeu o prêmio pelo conjunto da obra. William J. Newmon, o primeiro set designer negro, o artista cênico Bill Anderson e o artista matte Harrison Ellenshaw também foram honrados.

Este ano, criaram um novo prêmio nomeado William Cameron Menzies Award para diretores de arte pioneiros. Para quem não conhece Menzies, ele foi um dos artistas mais requisitados das décadas de 20 e 30, ganhou o primeiro Oscar da categoria por A Tempestade e Mulher Cobiçada, mas ficou conhecido mesmo por seu trabalho fenomenal em …E o Vento Levou, pelo qual foi reconhecido com o Oscar Honorário por usar as cores para compor a dramaticidade. O primeiro prêmio foi concedido para o crítico de cinema Robert Osborne, que não compareceu à cerimônia.

Seguem os vencedores do 20º ADG:

CINEMA

Filme de Época
Jack Fisk (O Regresso)

Fantasia
Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)

Filme Contemporâneo
Arthur Max (Perdido em Marte)

TELEVISÃO

SÉRIE DE TV DE ÉPOCA OU FANTASIA DE UM HORA, CÂMERA ÚNICA:

  • Deborah Riley (Game of Thrones) Episódios: “High Sparrow”, “Unbowed, Unbent, Unbroken” e “Hardhome”

SÉRIE DE TV CONTEMPORÂNEA, CÂMERA ÚNICA:

  • Steve Arnold (House of Cards) Episódios: “Chapter 29,” “Chapter 36”

MINISSÉRIE OU FILME DE TV, CÂMERA ÚNICA:

  • Mark Worthington (American Horror Story: Hotel) Episódio: “Checking in”
AMERICAN HORROR STORY: HOTEL -- Pictured: (top row, l-r) Mare Winningham as Miss Evers, Evan Peters as Mr. March, Cheyenne Jackson as Will Drake, Lyric Lennon as Lachlan Drake; (middle row, l-r) Finn Wittrock as Tristan, Lennon Henry as Holden Lowe, Lady Gaga as The Countess, Matt Bomer as Donovan; (front row, l-r) Kathy Bates as Iris, Denis O'Hare as Liz Taylor, Wes Bentley as John Lowe, Chloe Sevigny as Alex Lowe, Sarah Paulson as Sally, Max Greenfield as Gabriel, Angela Bassett as Ramona Royale. CR: Frank Ockenfels/FX Networks

AMERICAN HORROR STORY: HOTEL — Da cima pra baixo, esq pra direita: Mare Winningham como Miss Evers, Evan Peters como Mr. March, Cheyenne Jackson como Will Drake, Lyric Lennon como Lachlan Drake, Finn Wittrock como Tristan, Lennon Henry como Holden Lowe, Lady Gaga como The Countess, Matt Bomer como Donovan, Kathy Bates como Iris, Denis O’Hare como Liz Taylor, Wes Bentley como John Lowe, Chloe Sevigny como Alex Lowe, Sarah Paulson como Sally, Max Greenfield como Gabriel, Angela Bassett como Ramona Royale. Photo by Frank Ockenfels/FX Networks

SÉRIE DE TV DE MEIA HORA, SÉRIE DE CÂMERAS:

  • Denise Pizzini (The Muppets) Episódios: “The Ex-Factor,” “Pig’s in a Blanket”

SÉRIE DE TV DE MULTI-CÂMERAS:

  • John Shaffner (The Big Bang Theory) Episódios: “The Skywalker Incursion,” “The Mystery Date Observation,” “The Platonic Permutation”

PRÊMIOS OU EVENTOS ESPECIAIS:

  • Derek Mclane (The Oscars: 2015)

FORMATO CURTO: WEBSÉRIES, VIDEOCLIPE OU COMERCIAL:

  • Jess Gonchor (Apple Music) Episódio: “The History of Sound”

PROGRAMA DE VARIEDADE, COMPETIÇÃO, REALIDADE OU SÉRIE DE GAME SHOW:

  • Gary Kordan (Key & Peele) Episódios: “Ya’ll Ready for This?” “The End”

Alejandro González Iñárritu supera Richard Linklater no DGA Awards 2015!

Alejandro González Iñárritu vibra com sua vitória no DGA (photo by Getty Images)

Alejandro González Iñárritu vibra com sua vitória no DGA (photo by Getty Images)

DEPOIS DE SOBERANIA DE ‘BOYHOOD’, ‘BIRDMAN’ CRESCE NA RETA FINAL

Agora as coisas ficaram complicadas para o Oscar! Depois de uma hegemonia de Boyhood: Da Infância à Juventude, Birdman passou a conquistar importantes prêmios da indústria que abrem caminho para o Oscar. Depois de conquistar os prestigiados PGA e SAG Awards, Birdman também leva o DGA para o mexicano Alejandro González Iñárritu.

O último filme que levou os três importantes prêmios, mas não conquistou o Oscar de Melhor Filme foi Apollo 13, de 1995, que foi para Coração Valente. Depois disso, houve mais sete produções que conquistaram os mesmos prêmios e também o Oscar: Beleza Americana, Chicago, O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei, Onde os Fracos Não Têm Vez, Quem Quer Ser um Milionário?, O Discurso do Rei e Argo.
Sua vitória praticamente garantiria seu Oscar de direção, pois de todos os prêmios relacionados à temporada, o DGA é o mais acertivo em relação ao prêmio da Academia. De seus 66 vencedores, 59 ganharam o Oscar de direção. É uma marca impressionante. Outro fator curioso é que pela terceira vez consecutiva, o Oscar pode premiar Filmes e Diretores distintos. Em 2013, enquanto Argo levou Melhor Filme, Ang Lee levou Diretor por As Aventuras de Pi. Em 2014, 12 Anos de Escravidão faturou Filme, e Gravidade melhor Diretor.
E Alejandro se torna o segundo latino a vencer do DGA Awards, podendo também se tornar o segundo no Oscar, seguido por seu compatriota Alfonso Cuarón. Além de Linklater, o diretor competia com Clint Eastwood (Sniper Americano), Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) e Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste).
Alejandro González Iñárritu posa com o prêmio por Birdman (photo by pipocamoderna.com.br)

Alejandro González Iñárritu posa com o prêmio por Birdman (photo by pipocamoderna.com.br)

Já pela categoria de Documentário, Citizenfour, de Laura Poitras, levou o DGA. Enquanto pela TV, duas mulheres levaram o prêmio. Jill Soloway pela série Transparent, e Lisa Cholodenko pela minissérie Olive Kitteridge.

A diretora e criadora da série Transparent, Jill Soloway (photo by imdb.com)

A diretora e criadora da série Transparent, Jill Soloway (photo by imdb.com)

Seguem os vencedores do DGA 2015:

FILME: Alejandro González Iñárritu (Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
DOCUMENTÁRIO: Laura Poitras (Citizenfour)
SÉRIE DRAMÁTICA: Lesli Linka Glatter (Homeland) – Episódio: From A to B and Back Again
SÉRIE DE COMÉDIA: Jill Soloway (Transparent) – Episódio: Best New Girl
FILMES PARA TV OU MINISSÉRIES: Lisa Cholodenko (Olive Kitteridge)
VARIEDADES/ TALK SHOW/ NOTÍCIAS/ ESPORTES – PROGRAMAÇÃO REGULAR: Dave Diomedi (The Tonight Show With Jimmy Fallon) – Episódio #1
VARIEDADES/ TALK SHOW/ NOTÍCIAS/ ESPORTES – ESPECIAIS: Glenn Weiss (The 68th Annual Tony Awards)
REALITY: Anthony B. Sacco (The Chair: The Test)
PROGRAMA INFANTIL: Jonathan Judge (100 Things To Do Before High School) – Episódio: Piloto
COMERCIAIS: Nicolai Fuglsig, “Sapeurs,” Guinness; “Waiting,” FEMA

Logo do Art Directors Guild (photo by cinema7arte.com)

Logo do Art Directors Guild (photo by cinema7arte.com)

Aproveitando o post dos sindicatos dos diretores, o ADG (Art Directors Guild), sindicato dos diretores de arte também divulgou seus eleitos de 2014. Dividido em três categorias, o prêmio consagrou três trabalhos de design de produção bem diferentes entre si.

FILME DE ÉPOCA: Adam Stockhausen (O Grande Hotel Budapeste)

FILME DE FANTASIA: Charles Wood (Guardiões da Galáxia)

FILME CONTEMPORÂNEO: Kevin Thompson (Birdman)

Entre os vencedores, apenas o trabalho de Stockhausen por O Grande Hotel Budapeste está entre os indicados ao Oscar da categoria, dando-lhe vantagem sobre os demais concorrentes.

PRÊMIOS DA TV:

SÉRIE DE TV DE ÉPOCA OU FANTASIA DE UM HORA, CÂMERA ÚNICA: Deborah Riley (Game of Thrones) – Episódios: “The Laws of Gods and Men” e “The Mountain and the Viper”

SÉRIE DE TV CONTEMPORÂNEA, CÂMERA ÚNICA: Alex DiGerlando (True Detective) – Episódios: “The Locked Room” e “Form and Void”

MINISSÉRIE OU FILME DE TV, CÂMERA ÚNICA: Mark Worthington (American Horror Story: Freak Show) – Episódio: “Massacres and Matinees”

SÉRIE DE TV DE MEIA HORA, CÂMERA ÚNICA: Richard Toyon (Sillicon Valley) – Episódios: “Articles of Incorporation”, “Signaling Risk” e “Optimal Tip-To-Tip Efficiency”

SÉRIE DE TV DE MULTI-CÂMERAS: John Shaffner (The Big Bang Theory) – Episódios: “The Locomotive Manipulation”, “The Convention Conundrum” e “The Status Quo Combustion”

PRÊMIOS OU EVENTOS ESPECIAIS: Derek McLane (86th Annual Academy Awards)

PROGRAMA DE VARIEDADE, COMPETIÇÃO, REALIDADE OU SÉRIE DE GAME SHOW: Tyler B. Robinson (Portlandia): “Celery”

FORMATO CURTO: 

WEBSÉRIES, VIDEOCLIPE OU COMERCIAL: Sean Hargreaves (Apple): “Perspective”

Definidos os dez finalistas de Efeitos Visuais para o Oscar 2015

Motion capture ao quadrado na sequência Planeta dos Macacos: O Confronto (photo by outnow.ch)

Motion capture ao quadrado na sequência Planeta dos Macacos: O Confronto (photo by outnow.ch)

ACADEMIA AFUNILA CANDIDATOS PARA A CATEGORIA DE EFEITOS QUE CRESCE A CADA ANO

Como de costume, logo depois da definição das animações finalistas, chegou a vez dos efeitos visuais que concorrerão às cobiçadas cinco indicações ao Oscar 2015. É bastante comum ter nessa lista produções milionárias que estiveram em cartaz no verão americano, pois elas visam atingir seu público-alvo como prioridade. Se vier, o Oscar seria um mero adendo que, se bobeasse, nem seria incluso no texto da capinha do blu-ray: “Vencedor do Oscar de Efeitos Visuais”.

Segue a lista das dez produções em ordem alfabética:

Capitão América: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier)

Godzilla (Godzilla)

Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy)

Planeta dos Macacos: O Confronto (Dawn of the Planet of the Apes)

Interestelar (Interstellar)

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit: The Battle of the Five Armies)

Malévola (Maleficent)

Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba (Night at the Museum: Secret of the Tomb)

Transformers: Era da Extinção (Transformers: Age of Extinction)

X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past)

Cena semelhante a de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (photo by outnow.ch)

Cena semelhante a de O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei de O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (photo by outnow.ch)

Entre os excluídos mais comentados estão dois filmes bíblicos: Noé e Êxodo: Deuses e Reis. Enquanto o primeiro recria incontáveis animais adentrando a arca e o dilúvio, o segundo utiliza a tecnologia moderna para partir o Mar Vermelho ao meio assim como fez Charlton Heston em Os Dez Mandamentos. Aliás, em 1957, esses efeitos ganharam o Oscar. Recriar animais em computação gráfica não é uma tarefa fácil, mesmo para experts em softwares de 3D, e os animais de Noé confirmam essa dificuldade, pois aparentam fakes demais. Por mais trabalhoso que possa ser, o diretor Darren Aronofsky deveria fazer como Steven Spielberg em Cavalo de Guerra e misturar cenas do cavalo real com cavalo robótico, aliado com o cavalo recriado digitalmente.

Quanto às previsões, está uma briga bem acirrada para dizer com certeza quais serão os cinco indicados, mas dá pra praticamente garantir uma vaga para Planeta dos Macacos: O Confronto. Por mais que não tenha vencido pelo primeiro filme deste reboot da série, os efeitos melhoraram e cresceram em quantidade de personagens símios. E o responsável pelo crescimento da tecnologia do motion capture, Joe Letteri, que ganhou “só” 4 Oscars nos últimos 11 anos, também assina pelos efeitos pela trilogia do Hobbit, podendo ser um duplo indicado em 2015. Lembrando ainda que Letteri está por trás dos efeitos das continuações Avatar 2 (2016), Avatar 3 (2017) e Avatar 4 (2018), além de Batman e Superman: Alvorecer da Justiça (2016).

Toby Kebbell em trajes de motion capture interpretando Koba (photo by nuzzel.com)

Toby Kebbell em trajes de motion capture interpretando Koba em Planeta dos Macacos: O Confronto (photo by nuzzel.com)

Como os filmes do diretor Christopher Nolan costumam frequentar as categorias técnicas (Batman: O Cavaleiro das Trevas foi indicado a Efeitos Visuais em 2009, e A Origem venceu o prêmio em 2011), e Interestelar é uma ficção científica com efeitos inovadores, acredito que também terá indicação confirmada em janeiro. E ainda aposto que o trecho mostrado na cerimônia será a da visita ao planeta das ondas aquáticas.

Não há uma fotografia realmente boa pra mostrar os efeitos desta cena do resgate no planeta das ondas, mas dá pra ver o robô TARS, uma espécie de R2D2 moderno de Interestelar (photo by idigitaltimes.com)

Não há uma fotografia realmente boa pra mostrar os efeitos desta cena do resgate no planeta das ondas, mas dá pra ver o robô TARS, uma espécie de R2D2 moderno de Interestelar (photo by idigitaltimes.com)

Grandes sucessos comerciais podem não garantir uma indicação ao Oscar, mas com certeza ajudam, e muito! Guardiões da Galáxia, nova adaptação dos quadrinhos da Marvel Comics, foi considerado o blockbuster do ano pelo prêmio Hollywood Film Awards e até ganhou o prêmio de Melhor Maquiagem. Além das naves e das várias explosões contidas no filme, os destaques de efeitos ficam por conta dos personagens Groot (um ser vegetal que só fala “I’m Groot”, dublado por Vin Diesel) e Rocket (um guaxinim falante, bem dublado por Bradley Cooper). Como fã, torço para que Guardiões da Galáxia ganhe um Oscar, independente se seja Efeitos Visuais ou Maquiagem.

Rocket e Groot em ação em Guardiões da Galáxia (photo by outnow.ch)

Rocket e Groot em ação em Guardiões da Galáxia (photo by outnow.ch)

E os efeitos por trás do filme na mesma cena (photo by outnow.ch)

E os efeitos por trás do filme na mesma cena de Guardiões da Galáxia (photo by outnow.ch)

E a última vaga, na minha opinião de quem conhece a Academia, deve ir para o quarto filme dos robôs de Transformers: A Era da Extinção. Dos 3 filmes anteriores, o primeiro e o terceiro receberam indicações de efeitos visuais. O segundo, de efeitos sonoros. Não sei o que tem de tão bom assim nesses efeitos, mas os americanos adoram. Eu gostaria de defender mais os efeitos de X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, mas no geral, só gosto da cena do personagem Mercúrio correndo no Pentágono. E não gosto do remake de Godzilla, nem dos efeitos, nem dos personagens, e muito menos do tom do filme.

Jurassic Park? Não. Transformers: A Era da Extinção já está se adiantando num reboot da franquia da série dos dinossauros (photo by outnow.ch)

Jurassic Park? Não. Transformers: A Era da Extinção já está se adiantando num reboot da franquia da série dos dinossauros (photo by outnow.ch)

Então, por enquanto, minhas apostas são:

– Guardiões da Galáxia
– O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos
– Interestelar
– Planeta dos Macacos: O Confronto
– Transformers: A Era da Extinção

Os membros da comissão de Efeitos Visuais da Academia terão acesso a trechos de 10 minutos de cada um dos concorrentes no dia 10 de janeiro, e então votar nos cinco indicados da categoria, que serão anunciadas no dia 15 de janeiro. Já a cerimônia da 87ª edição do Oscar será transmitida no dia 22 de fevereiro de 2015.

66º Emmy se rende à ‘Breaking Bad’

Vince Gilligan (centro) discursa após a vitória de sua criação (photo by bluebus.com.br)

‘BREAKING BAD’ FAZ A LIMPA POR SUA ÚLTIMA TEMPORADA

Sim, o Emmy aconteceu nessa segunda-feira pela primeira vez desde 1976. Nas últimas décadas, a cerimônia ocorria aos domingos. A decisão surgiu para evitar competição justamente com as próprias séries de TV indicadas, que disputam à tapas o horário nobre dominical. Não sei ainda o impacto dessa mudança na audiência, mas à princípio, parece-me sensata por se adequar aos moldes televisivos.

Jessica Lange conquista seu segundo Emmy por American Horror Story (photo by fionagoddess.tumblr.com)

É importante ressaltar que a própria indústria televisiva já não é mais a mesma. Nos últimos 10 anos, vimos uma evolução significativa de produções bem elaboradas e criativas como Lost, The Sopranos, 24, House, Six Feet Under, Dexter e Mad Men, todos contribuindo para o alto nível de qualidade dos roteiros. E quando os roteiros são melhores, os personagens são mais profundos, o que acaba atraindo a atenção de atores de calibre como Helen Mirren, Al Pacino, Glenn Close e Jessica Lange. Claro que os cachês também foram às alturas pelo aumento de patrocínio, causando uma espécie de migração de atores outrora de cinema para a telinha da TV. Lembro-me que há algumas décadas, a TV era somente uma espécie de estágio pra se trabalhar em cinema.

Como cinéfilo, vejo essa inversão como o simbolismo da queda do cinema. Enquanto a TV respira criatividade e qualidade por todo o ano, o cinema tem vivido à base de reciclagens e continuações puramente feitas para ganhar dinheiro há tempos, principalmente nessa época do verão americano. O sucesso da refilmagem As Tartarugas Ninja e das sequências Transformers: A Era da Extinção e Os Mercenários 3 denota esse panorama. No geral, os produtores de cinema de hoje se baseiam somente nos números das bilheterias para criar os próximos filmes, tratando uma arte apenas como negócio.

A atriz Taylor Schilling da série Orange is the New Black (photo by elfilm.com)

Já os da TV estão buscando idéias diferentes para atrair mais público. Pra início de argumento, a TV está criando uma nova tendência de tranformar bons filmes em séries e minisséries. Além do vencedor da noite, Fargo, baseado no filme homônimo dos irmãos Coen, temos ainda Bates Motel, baseado em Psicose, e O Bebê de Rosemary, criado a partir do filme de Roman Polanski de 1968. Até em se tratando de refilmagem, a TV está superando o cinema. Além disso, a TV está apostando em gêneros que o cinema tem evitado pelo alto custo de produção como o medieval de Game of Thrones, está apostando em caras novas para estrelar séries como Tatiana Maslany de Orphan Black (que deveria ter sido indicada) e Taylor Schilling, de Orange is the New Black. Aliás, a TV está inovando tanto, que até apostou no formato de streaming pela internet através do Netflix. É uma pena que a Academia de Televisão Artes e Ciências não está acompanhando essa revolução pois, de um total de 31 indicações, a Netflix, que representa a novidade na indústria televisiva, incrivelmente não levou nada.

De uma forma geral, a premiação do Emmy foi bastante conservadora. Inúmeros vencedores da noite já tinham conquistado a estatueta em edições anteriores. Só para citar atores: Julianna Margulies, Jessica Lange, Julia Louis-Dreyfus, Bryan Cranston e até Jim Parsons, que tanto admiro sua interpretação de Sheldon de The Big Bang Theory. Por mais que consideremos que todos os vencedores estejam em seus devidos auges em suas séries, é impossível escapar da impressão de que muitos outros foram esnobados na votação.

Este ano foi a consagração da série Breaking Bad. Confesso que não vi a série, mas tenho curiosidade pra ver tudo por causa da repercussão. Não duvido da qualidade do roteiro da série, mas de alguma forma isso me lembra de uma coisa que não apoio em premiações: o costume de consagrar o último filme ou temporada como uma forma de compensar as derrotas anteriores. Em 2004, a Academia premiou com 11 estatuetas do Oscar o terceira e última parte da trilogia de O Senhor dos Anéis. Aonde O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei é melhor do que O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel? Lógico que os membros da Academia decidiram compensar o trabalho árduo de Peter Jackson pelo último filme. Achei bastante injusto com os demais indicados daquele ano, que viram sentados a ‘limpa’ do filme fantasioso. Cidade de Deus deveria ter levado montagem, e Eduardo Serra levado fotografia pelo belo trabalho em Moça com Brinco de Pérola, só pra citar dois exemplos.

Woody Harrelson e Matthew McConaughey em cena de True Detective (photo by elfilm.com)

Enfim, torci para True Detective, que acabou levando seu prêmio mais merecido: direção para Cary Joji Fukunaga. Havia uma expectativa muito alta de ver o protagonista Matthew McConaughey levar o Emmy de Melhor Ator, fato que o tornaria o primeiro ator a vencer o Oscar (por Clube de Compras Dallas) e o Emmy no mesmo ano (apenas Helen Hunt conseguiu esse feito em 1998 por Melhor é Impossível e a série Mad About You), mas a noite foi mesmo de Breaking Bad e seu astro Bryan Cranston. True Detective tem o grande mérito de desenvolver uma trama policial de forma densa, sob três épocas distintas, com direito a grandes sequências cinematográficas e personagens centrais tridimensionais, o que o torna o oposto do policial fast-food de um C.S.I., no qual um crime é desvendado em questão de minutos.

True Detective foi vítima da estratégia da HBO, que lançou a minissérie como série dramática no Emmy. O canal tinha a grande ambição de ganhar o principal prêmio da noite, mas se não tivesse tal ganância, poderia facilmente ter saído com os prêmios de Melhor Minissérie (que foi para Fargo) e Melhor Ator de Minissérie (que foi para Benedict Cumberbatch por Sherlock) para McConaughey.

Confira lista completa dos vencedores do 66º Emmy Awards:

VENCEDORES DO 66º EMMYS

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA: Breaking Bad

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA: Modern Family

ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA: Bryan Cranston (Breaking Bad)

ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA: Julianna Margulies (The Good Wife)

ROTEIRO – SÉRIE DRAMÁTICA: Moira Walley-Beckett (Breaking Bad) pelo episódio “Ozymandias”

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA: Anna Gunn (Breaking Bad)

DIREÇÃO – SÉRIE DRAMÁTICA: Cary Joji Fukunaga (True Detective) pelo episódio “Who Goes There”

ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA: Aaron Paul (Breaking Bad)

MELHOR PROGRAMA DE VARIEDADES: The Colbert Report

DIREÇÃO – PROGRAMA DE VARIEDADES: Glenn Weiss (The 67th Tony Awards)

ROTEIRO – PROGRAMA DE VARIEDADES: Sarah Silverman (Sarah Silverman: We Are Miracles)

MELHOR TELEFILME: The Normal Heart

MELHOR MINISSÉRIE: Fargo

ATRIZ – MINISSÉRIE OU TELEFILME: Jessica Lange (American Horror Story: Coven)

ATOR – MINISSÉRIE OU TELEFILME: Benedict Cumberbatch (Sherlock: His Last Vow)

DIREÇÃO – MINISSÉRIE OU TELEFILME: Colin Bucksey (Fargo) pelo episódio “Buridan’s Ass”

ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Martin Freeman (Sherlock: His Last Vow)

ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU TELEFILME: Kathy Bates (American Horror Story: Coven)

ROTEIRO – MINISSÉRIE, TELEFILME OU ESPECIAL DE DRAMA: Steven Moffat (Sherlock)

MELHOR PROGRAMA DE REALITY: The Amazing Race

ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA: Julia Louis-Dreyfus (Veep)

ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jim Parsons (The Big Bang Theory)

DIREÇÃO – SÉRIE DE COMÉDIA: Gail Mancuso (Modern Family) pelo episódio “Vegas”

ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Allison Janney (Mom)

ROTEIRO – SÉRIE DE COMÉDIA: Louie C.K. (Louie) pelo episódio “So Did the Fat Lady”

ATOR CODJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA: Ty Burrell (Modern Family)

Julia Louis-Dreyfus leva seu terceiro Emmy pela série Veep (photo by http://robertdeniro.tumblr.com/post/95780652769)

ROTEIRO – SÉRIE DE VARIEDADES: The Colbert Report

MELHOR HOST EM PROGRAMA DE REALITY: Jane Lynch (Hollywood Game Night)

DIREÇÃO – SÉRIE DE VARIEDADES: Don Roy King (Saturday Night Live)

ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DE COMÉDIA: Uzo Aduba (Orange is the New Black)

ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DE COMÉDIA: Jimmy Fallon (Saturday Night Live)

ATRIZ CONVIDADA EM SÉRIE DRAMÁTICA: Allison Janney (Masters of Sex)

ATOR CONVIDADO EM SÉRIE DRAMÁTICA: Joe Morton (Scandal)

‘Trapaça’ conquista 3 prêmios no NYFCC 2013

Vencedora do prêmio de coadjuvante, Jennifer Lawrence (à esquerda) divide cena com Amy Adams em Trapaça (photo by ww.elfilm.com)

Vencedora do prêmio de coadjuvante, Jennifer Lawrence (à esquerda) divide cena com Amy Adams em Trapaça (photo by ww.elfilm.com)

A New York Film Critics Circle, formada por críticos nova-iorquinos, divulgou sua lista anual de premiados:

FILME: Trapaça (American Hustle)
DIRETOR: Steve McQueen (12 Years a Slave)
ATOR: Robert Redford (All is Lost)
ATRIZ: Cate Blanchett (Blue Jasmine)
ATOR COADJUVANTE: Jared Leto (Dallas Buyers Club)
ATRIZ COADJUVANTE: Jennifer Lawrence (Trapaça)
ROTEIRO: Eric Singer, David O. Russell (Trapaça)
FOTOGRAFIA: Bruno Delbonnel (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
FILME ESTRANGEIRO: Azul é a Cor Mais Quente (La Vie d’Adèle), de Abdellatif Kechiche (França)
DOCUMENTÁRIO: Stories We Tell, de Sarah Polley
ANIMAÇÃO: O Vento Está Soprando, de Hayao Miyazaki
PRIMEIRO FILME: Fruitvale Station: A Última Parada, de Ryan Coogler

Os três prêmios para Trapaça surpreendeu aqueles que acompanhavam a corrida do Oscar 2014, que tinha como favoritos 12 Years a Slave, de Steve McQueen, e Gravidade, de Alfonso Cuarón. Como o editor da Variety, Tim Gray, comentou: “…the critics prizes take the pressure off each of the films as the One To Beat (os prêmios dos críticos tiram a pressão dos filmes considerados favoritos)”.

No set de 12 Years a Slave, o diretor britânico Steve McQueen faturou o prêmio de Diretor (photo by www.collider.com)

No set de 12 Years a Slave, o diretor britânico Steve McQueen faturou o prêmio de Diretor (photo by http://www.collider.com)

Além dessa virtude, os críticos têm como objetivo lembrar a variedade de bons filmes que têm chances reais de chegar ao Oscar de Melhor Filme, principalmente com 10 indicados, evitando aqueles casos de franco-favoritismo que papa mais de 10 estatuetas como fizeram os recordistas Ben-Hur e Titanic. Além dos filmes já citados, temos Nebraska, de Alexander Payne, O Lobo de Wall Street, de Martin Scorsese, Álbum de Família, de John Wells, Capitão Phillips, de Paul Greengrass, O Mordomo da Casa Branca, de Lee Daniels, e Inside Llewyn Davis, de Joel e Ethan Coen, só para citar alguns.

Apesar da vitória no NYFCC significar pontuação na corrida para o Oscar, vale ressaltar que os críticos nova-iorquinos não estão tão em sintonia com a Academia. Nos últimos 10 anos, apenas em quatro vezes os Melhores Filmes coincidiram: em 2011 com O Artista, 2009: Guerra ao Terror, 2007: Onde os Fracos Não Têm Vez, e 2003: O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. Sem contar os atores que nem chegam a ser indicados no Oscar como os vencedores do ano passado de Melhor Atriz e Ator Coadjuvante, respectivamente: Rachel Weisz (Amor Profundo) e Matthew McConaughey (Magic Mike).

Como Trapaça teve sua premiere agora nos EUA, (sim, o Brasil não tem pressa nenhuma. Estréia marcada para fevereiro de 2014!), alguns talvez façam a leitura de que o NYFCC estaria tentando compensar a ausência total de O Lado Bom da Vida, do mesmo diretor David O. Russell, da última edição. Em 2012, eles premiaram o polêmico A Hora Mais Escura, de Kathryn Bigelow. Como o filme foi acusado erroneamente de fazer apologia à tortura e gerou uma série de discussões, talvez eles quiseram deixar polêmicas de lado e apostaram em David O. Russell, que sempre fez filmes mais light. Apesar de ter ter sido premiado como diretor, recebeu a honraria de Melhor Roteiro juntamente com o colaborador Eric Singer.

Embora a vitória de Jennifer Lawrence tenha possibilidade de também se encaixar na leitura de compensação por 2012, comprova que a jovem continua no topo de Hollywood aos 23 anos. Ela sabe aliar com maestria o sonho de todo ator: sucesso de crítica e público. Seu outro trabalho de 2013, a seqüência Jogos Vorazes: Em Chamas já conquistou 300 milhões de dólares apenas em sua segunda semana nos EUA. Como a corrida da categoria de coadjuvante está relativamente mais fraca, Lawrence deve figurar entre as indicadas do Oscar 2014, mas como já ganhou este ano, não deve ter muitas chances.

No geral, a premiação do NYFCC foi bastante democrática. Lembrou bons trabalhos de 2013 como a direção de Steve McQueen em 12 Years a Slave. Apesar deste ser apenas seu terceiro longa, o diretor britânico vem conquistando muito prestígio da ala artística americana depois dos aclamados Fome (2008) e Shame (2011). O NYFCC consagra o talento e a versatilidade de Cate Blanchett, que vive uma socialite falida no novo filme de Woody Allen, Blue Jasmine, e resgata o veterano da atuação e charme em pessoa Robert Redford, por sua interpretação em All is Lost, um drama de ação em que um marinheiro encara sua mortalidade após a colisão de seu barco em alto mar.

Aos 77 anos, Robert Redford é o único ator do segundo longa do jovem J.C. Chandor, All is Lost (photo by www.elfilm.com)

Aos 77 anos, Robert Redford é o único ator do segundo longa do jovem J.C. Chandor, All is Lost (photo by http://www.elfilm.com)

Assim como eles, o ator Jared Leto, que ficou conhecido por Réquiem Para um Sonho (2001) e retornou de um afastamento de quatro anos dos cinemas, deve conquistar uma indicação pela ousadia de seu papel em Dallas Buyers Club. Na produção independente, Leto dá vida a Rayon, um gay travesti que ajuda o protagonista Ron Woodroof (Matthew McConaughey) a encontrar uma cura para o HIV em meados da década de 80. Além do homossexualismo e do travestismo já chamarem atenção para o papel, o ator também perdeu cerca de 13 quilos para viver Rayon, o que deve lhe garantir auto-publicidade até março.

Já na categoria de Filme Estrangeiro, é uma pena que Azul é a Cor Mais Quente não possa disputar o Oscar. Infelizmente, as regras arcaicas da Academia desqualificaram o filme vencedor da Palma de Ouro por estrear na França após o prazo permitido. Assim, um dos filmes mais aclamados da temporada fica de fora da categoria, mas dependendo do lobby, talvez conquista uma indicação para Direção (Abdellatif Kechiche) e Atriz (Adèle Exarchopoulos).

Vencedor da Palma de Ouro e do prêmio do NYFCC, Azul é a Cor Mais Quente está fora da corrida pelo Oscar de Filme Estrangeiro. Porém a bela Adèle Exarchopoulos pode ser uma surpresa (photo by www.elfilm.com)

Vencedor da Palma de Ouro e do prêmio do NYFCC, Azul é a Cor Mais Quente está fora da corrida pelo Oscar de Filme Estrangeiro. Porém a bela Adèle Exarchopoulos pode ser uma surpresa (photo by http://www.elfilm.com)

O prêmio de Melhor Fotografia para Bruno Delbonnel deve reforçar a campanha para sua 4ª indicação ao Oscar. Após ter sido indicado por O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (2001), Eterno Amor (2004) e Harry Potter e o Enigma do Príncipe (2009), o diretor de fotografia francês pode vencer, caso o franco-favorito mexicano Emmanuel Lubezki não figurar na lista por Gravidade. E, espero que a vitória da animação japonesa O Vento Está Soprando também se transforme em indicação e segundo Oscar para o mestre Hayao Miyazaki. Considerado um ano fraco para animações dos grandes estúdios, Miyazaki e seu Studio Ghibli podem se consagrar mais uma vez na Academia.

O diretor de fotografia francês Bruno Delbonnel dá o toque artístico ao visual de Inside Llewyn Davis, dos irmãos Coen (photo by www.elfilm.com)

O diretor de fotografia francês Bruno Delbonnel dá o toque artístico ao visual de Inside Llewyn Davis, dos irmãos Coen (photo by http://www.elfilm.com)

O prêmio de Primeiro Filme acabou indo para Fruitvale Station: A Última Parada, que visa não apenas o merecimento do diretor Ryan Coogler, mas de todo o elenco formado por Michael B. Jordan, Melonie Diaz, Octavia Spencer e Chad Michael Murray. A produção independente foi bastante aplaudida no último Festival de Cannes, e mais recentemente, recebeu 3 indicações ao Independent Spirit Awards. Com a benção do lobby de Harvey Weinstein, o filme pode surpreender ainda mais espaço nessa corrida ao Oscar.

E como Melhor Documentário, um trabalho singelo da diretora e atriz canadense Sarah Polley intitulado Stories We Tell. Ao contrário da maioria dos documentários que visa temas polêmicos, ela opta por um trabalho mais intimista ao atuar como entrevistadora num experimento que busca identificar mitos e verdades sobre sua família. Aliás, o documentário foi pré-selecionado para competir no Oscar de Melhor Documentário.

A diretor e atriz canadense Sarah Polley foi premiada por seu documentário intimista (photo by www.outnow.ch)

A diretor e atriz canadense Sarah Polley foi premiada por seu documentário intimista (photo by http://www.elfilm.com)

Veja lista dos 15 semi-finalistas:

– O Ato de Matar (The Act of Killing), de Joshua Oppenheimer
– The Armstrong Lie, de Alex Gibney
– Blackfish, de Gabriela Cowperthwaite
– The Crash Reel, de Lucy Walker
– Cutie and the Boxer, de Zachary Heinzerling
– Dirty Wars, de Rick Rowley
– First Cousin Once Removed, de Alan Berliner
– God Loves Uganda, de Roger Ross Williams
– Life According to Sam, de Sean Fine, Andrea Nix
– Pussy Riot: A Punk Prayer, de Mike Lerner, Maxim Pozdorovkin
– The Square, de Jehane Noujaim
– Stories We Tell, de Sarah Polley
– Tim’s Vermeer, de Teller
– 20 Feet from Stardom, de Morgan Neville
– Which Way Is the Front Line from Here? The Life and Time of Tim Hetherington, de Sebastian Junger

The Armstrong Lie, de Alex Gibney, destrincha os altos e baixos do campeão Lance Armstrong que venceu 7 Tour de France, mas perdeu após exame anti-dopping (photo by www.outnow.ch)

The Armstrong Lie, de Alex Gibney, destrincha os altos e baixos do campeão Lance Armstrong que venceu 7 Tour de France, mas perdeu após exame anti-dopping (photo by http://www.outnow.ch)

Oscar 2013 menos dependente do Globo de Ouro

Será que em 2013 essa realidade muda? (ilustração pelo site Hollywood Reporter)

Nos últimos anos… ou melhor, nas últimas décadas, o Oscar tem se tornado uma premiação cada vez mais previsível, tanto nas indicações, quanto nos vencedores. Hoje existem até regrinhas que facilitam nas previsões dos vencedores para ganhar aquele bolão ou aquela promoção do site do Cinemark! Sob a perspectiva otimista, o Oscar se tornou aquele reconhecimento final da temporada, aquele que fecha com chave de ouro. Já pela perspectiva pessimista, o Oscar tem sido atropelado pelos demais prêmios, perdendo por completo aquele frescor. Lembro que em 2004, ano que O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei levou tudo, foi uma das edições mais fracas e previsíveis que já vi.

Há alguns anos, os membros da Academia queriam mudar esse cenário a fim de valorizar mais a estatueta dourada. Além de terem aumentado o número de indicados para Melhor Filme a partir de 2010, a primeira grande investida nesse sentido foi a evolução no sistema de votação. Até o ano passado, os votantes ainda recebiam envelopes pelo correio! A partir de 2013, se nenhum hacker estiver desocupado, os votos serão computados online. Esse movimento teria duas grandes vantagens: 1) Ecologicamente sustentável (evitando o desperdício óbvio de papel e tinta) e 2) A agilidade no processo de votação.

Para fechar essa estratégia para um Oscar menos previsível, a Academia acaba de anunciar que as indicações serão divulgadas no dia 10 de janeiro, 3 dias antes da cerimônia do Globo de Ouro. Concordo que as indicações do Globo de Ouro, que serão anunciadas no dia 13 de dezembro deste ano, ainda servirão como termômetro para o Oscar, mas só o fato de não depender tanto dos vencedores do prêmio da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood já dá uma bela embaralhada para confundir os gurus que prevêem os resultados.

Os vencedores nas categorias de atuação no Globo de Ouro: (da esq para direita) George Clooney, Michelle Williams, Meryl Streep e Jean Dujardin. Os dois últimos levaram o Oscar.

Apesar da notícia afetar diretamente o Globo de Ouro, essa alteração no calendário certamente acarretará em modificações nos demais prêmios da temporada. SAG Awards (sindicato de atores), DGA (diretores), PGA (produtores), WGA (roteiristas) e o BAFTA (prêmio da Academia Britânica). Ninguém quer ficar por último nessa corrida, porque depois que o Oscar revela os vencedores, nenhum outro prêmio importaria.

Em tais circunstâncias, o maior receio ficaria por conta do prazo para se analisar se um filme está apto a receber uma indicação. Como a maioria das produções destinadas ao Oscar estréiam em dezembro, quase na virada do ano, muitos votantes e cinéfilos passam a se preocupar se haverá tempo hábil para conferir todos os candidatos.

A Universal Studios é o primeiro grande estúdio de Hollywood que já se pronunciou sobre essa alteração, já que sua melhor aposta, a adaptação musical Les Miserables, pode ter sua estréia adiada para o dia 25 de dezembro porque não estaria 100% pronta. Esta seria a última data dentro do prazo estipulado pela Academia para concorrer em 2013. Além dessa preocupação, o filme de Tom Hooper pode não participar da disputa pelo Globo de Ouro e pelo New York Film Critics Circle (NYFCC) Awards.

Anne Hathaway em Les Miserables: vamos torcer para que esteja pronto a tempo para o Oscar 2013

Enfim, vai ser um baita congestionamento nas últimas semanas de dezembro: teremos Zero Dark Thirty, de Kathryn Bigelow; o drama do tsunami The Impossible, de Juan Antonio Bayona; e o western Django Livre, de Quentin Tarantino. Será que isso acelera as coisas aqui no Brasil também ou até isso vai chegar atrasado por aqui?

Indicados ao PGA e Encurtando a lista de VFX (Visual Effects)

PGA

PGA

Assim como o SAG Awards, prêmio do Sindicato de Atores, serve como uma prévia para as categorias de atuação no Oscar, o PGA (Producers Guild of America) serve da mesma maneira para a categoria de Melhor Filme. Hoje, saíram os 10 indicados, revelando algumas surpresas e confirmações.

Contudo, antes de revelar os indicados, vale lembrar que este ano, a Academia decidiu que, dependendo da votação, pode não haver 10 filmes finalistas concorrendo a Melhor Filme. Se antes, 10 filmes eram obrigados a preencher as vagas, hoje a regra mudou. Por quê? Na humilde opinião deste cinéfilo e “Oscar freak” (apelido dado pelo meu amigo), a Academia percebeu que nesses 2 anos de 10 indicados, houve um ou outro filme que não merecia concorrer e possivelmente ganhar, mesmo que fosse uma chance em 100 mil. Você, fã de Cinema, que acompanha a cerimônia todo ano, há de concordar que seria quase impossível preencher merecidamente 10 indicações a Melhor Filme, e todos com grandes chances de ganhar. Se às vezes com 5 filmes já é difícil eleger um bom, imagina com 10?!

Obviamente, a Academia, em sua ampla sabedoria, teve essa idéia de aumentar de 5 para 10 filmes indicados a Melhor Filme com o intuito de promover mais filmes, estendendo ainda mais o marketing. Como muitos devem se lembrar, o grande causador dessa mudança foi a ausência de Batman – O Cavaleiro das Trevas na categoria em 2009, uma vez que tinha conseguido 8 indicações. Mas quando anunciaram essa mudança, o então presidente da Academia, Sid Gannis, vendeu essa idéia como uma “volta às origens do Oscar”, já que até 1944, 10 filmes concorriam a Melhor Filme.

Mas este ano, a Academia volta um pouco atrás por causa dessa falta de qualidade nos filmes que podem preencher as cobiçadas vagas, deixando em aberto a quantidade de filmes na categoria de acordo com a porcentagem dos votos (por exemplo, se um filme sequer atingir 5% dos votos, nem deve figurar).

Fazendo um balanço desses 2 anos, tivemos os seguintes indicados a Melhor Filme:

Em 2010

1. Avatar (idem) 2. Um Sonho Possível (The Blind Side) 3. Distrito 9 (District 9) 4. Educação (An Education) 5. Guerra ao Terror (The Hurt Locker) 6. Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) 7. Preciosa (Precious) 8. Um Homem Sério (A Serious Man) 9. Up – Altas Aventuras (Up) 10. Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Gostei que Distrito 9, um filme de ficção científica sobre extraterrestres na África do Sul, foi indicado, mas Um Sonho Possível?? Eu também tiraria Preciosa, um melodrama choroso e supérfluo, e Up – Altas Aventuras por já concorrer como Melhor Animação e também por não ser um trabalho tão primoroso da Pixar.

Em 2011

1. 127 Horas (127 Hours) 2. Cisne Negro (Black Swan) 3. O Vencedor (The Fighter) 4. A Origem (Inception) 5. Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) 6. O Discurso do Rei (The King’s Speech) 7. A Rede Social (Social Network) 8. Toy Story 3 (idem) 9. Bravura Indômita (True Grit) 10. Inverno da Alma (Winter’s Bone)

O remake de Bravura de Indômita só esteve indicado por causa da importância dos irmãos Coen e porque coletou mais 9 indicações, mas não acho que mereça estar na lista. Quem viu o original sabe que tem muita coisa copiada e que, com todo respeito ao Jeff Bridges, ninguém se compara a John Wayne. Mas a menina Hailee Steinfeld consegue superar Kim Darby no papel de Mattie Ross. Já o drama Inverno da Alma, apesar de ter sua qualidade de filme independente, nitidamente está apenas preenchendo uma vaga.

É claro que em se tratando de escolhas, nunca dá pra agradar a todos. Mas a Academia quer, com essa decisão de reduzir os indicados, tentar evitar uma catástrofe acidental. Vamos imaginar a seguinte hipótese: digamos que o filme Alvin e os Esquilos 3 preencheu uma das 10 vagas para Melhor Filme. Automaticamente, ele terá chances reais de ganhar, mas improvavéis se considerarmos o trabalho. Mas vai que os membros da Academia ficam indignados e se juntam pra votar no Alvin e os Esquilos 3 como forma de protesto (assim como elegeram o Tiririca deputado)? A Academia perderia todo o prestígio e fecharia no dia seguinte!

Então, talvez a solução ideal seria essa de indicar apenas a quantidade de filmes que passaram dessa “nota de corte”. Apesar de poder soar bastante estranho, por exemplo, 7 indicados a Melhor Filme, evitaria acidentes de percurso. Mas, para isso acontecer de forma harmoniosa, os membros devem votar com bastante critério fílmico (e não comercial). Impossível também?

Os indicados do PGA Awards são:

– O Artista (The Artist)

– Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tattoo)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Tudo Pelo Poder (The Ides of March)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

Meia-Noite em Paris: Woody Allen de volta com estilo

Apesar de só ter visto da lista Meia-Noite em Paris, que aliás é bastante merecedor da indicação e traz Woody Allen em forma, acredito que muitos pensaram como eu: Missão Madrinha de Casamento? Ok, já ouvi boas críticas em relação ao filme, mas acho que ficou um pouco deslocado. Não que A Árvore da Vida fosse o melhor substituto para a comédia, mas pelos prêmios que vem recebendo, o filme de Terrence Malick (ou melhor, a ausência dele) foi a maior surpresa. Tudo bem, se formos parar pra pensar, A Árvore da Vida seria mais um filme autoral de Malick do que de um produtor.

Já na categoria de Melhor Filme de Animação, temos:

– As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin)

Rango: Referências a Sergio Leone

– Carros 2 (Cars 2)

– O Gato de Botas (Puss in Boots)

– Kung Fu Panda 2 (idem)

– Rango (idem)

A briga deve ficar entre Tintim e Rango. Vi recentemente Rango e se mostrou uma animação muito boa, repleta de referências do mundo western, além de contar com o inestimável carisma de Johnny Depp, que dubla o protagonista camaleão. Falta conferir a adaptação feita com motion capture do personagem famoso do belga Hergé, dirigida por Steven Spielberg. Não gostei da técnica em O Expresso Polar, de Robert Zemeckis, por causar uma impressão um tanto artifical de movimentos, mas gostei em A Casa Monstro, de Gil Kenan. Como terá se saído Spielberg? De qualquer forma, as imagens do trailer impressionam pela qualidade dos efeitos utilizados.

Bom, como reportado num post anterior, 15 filmes tinham sido pré-selecionados para competir na categoria Melhores Efeitos Visuais. Contudo, com a nova lista divulgada hoje, 5 filmes dão adeus à indicação. Os 10 filmes finalistas são:

– Capitão América – O Primeiro Vingador

– Harry Potter e as Relíquias Macabras – Parte 2

– A Invenção de Hugo Cabret

– Missão: Impossível 4 – Protocolo Fantasma

– Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

– Gigantes de Aço

– Planeta dos Macacos: A Origem

– Transformers – O Lado Oculto da Lua

– A Árvore da Vida

– X-Men: Primeira Classe

Saíram da competição: 1. Cowboys & Aliens 2. Sherlock Holmes 2 3. Sucker Punch – Mundo Surreal 4. Super 8 5. Thor. Muita gente elegeu em fóruns de discussão que os efeitos de Sucker Punch – Mundo Surreal eram os melhores. Discordo. Os efeitos lembram aqueles de Capitão Sky e o Mundo do Amanhã (2004), no qual tudo parece estar envolto numa neblina e escuridão para disfarçar as deficiências. Curiosamente, os efeitos de Sucker Punch lembram os de 300, ambos do mesmo diretor Zack Snyder, que adora um blue/green screen para lotar de efeitos, que nem sempre são necessários.

Alguns dados curiosos dos 10 finalistas: 2 dos 7 filmes do Harry Potter receberam indicação de efeitos, mas nunca ganharam nada, por isso mesmo, pode ser considerado o grande favorito. Todos os 3 filmes anteriores da série Piratas do Caribe foram indicados, mas apenas o segundo, Piratas do Caribe – O Baú da Morte (2006), ganhou. Já as séries Missão: Impossível, X-Men e Planeta dos Macacos nunca foram indicadas.

Andy Serkis dando vida ao chimpanzé Cesar

Contudo, vale ressaltar que os macacos dos filmes anteriores da série Planeta dos Macacos eram todos feitos com excelente trabalho de maquiagem, que chegou a ganhar um Oscar Honorário em 1969, recebido pelo criador do design de maquiagem, John Chambers. E agora, este Planeta dos Macacos: A Origem passa a utilizar a mesma técnica para criar o Gollum da trilogia O Senhor dos Anéis e o recente King Kong para criar o macaco Cesar. Como na foto acima, a técnica motion capture aplica pontos de expressão de um ator, no caso o ótimo Andy Serkis (que fez o Gollum e King Kong), e transpõe num personagem animado em 3D. O guru desta técnica, Joe Letteri, já ganhou 4 Oscar por O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (2002), O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (2003), King Kong (2005) e Avatar (2009), ou seja, nome de peso para enfrentar Harry Potter.

Os 5 indicados da categoria só serão conhecidos no dia 24 de janeiro de 2012, quando as indicações ao Oscar serão divulgadas. A cerimônia ocorre no dia 26 de Fevereiro, com Billy Crystal  como host.

Efeitos Visuais e Miss Golden Globe 2011

Harry Potter: Desta vez vai?

A Academia já resolveu esquentar um pouco a categoria de Melhores Efeitos Visuais, revelando uma lista de 15 filmes cujos efeitos foram pré-aprovados. Dessa lista, ainda deve haver mais uma peneira reduzindo para 10 filmes, e só no dia 24 de Janeiro, quando as indicações forem anunciadas, que conheceremos os 5 finalistas.

Com tantas adaptações de histórias em quadrinhos lançadas este ano, não poderiam faltar na lista Thor, Capitão América – O Primeiro Vingador e X-Men: Primeira Classe (Só faltaria Conan – O Bárbaro pra completar a lista de lançamentos da Marvel Comics). Apesar de todos os filmes terem sido sucesso de bilheteria, as chances de indicação são baixas, pois a concorrência está bastante acirrada. Correndo na frente estão Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, O Planeta dos Macacos: A Origem e Super 8, uma vez que foram bem divulgados e obtiveram uma ótima arrecadação. E como os filmes do bruxo Harry Potter nunca ganharam um Oscar sequer em 8 filmes da série, é bem capaz que ganhe este ano para tentarem compensar injustiças anteriores (atitude que costumo abominar, pois isso acaba gerando mais insatisfação e novos injustiçados, como foi o caso do Oscar 2004, no qual O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei levou todas as 11 estatuetas a que estava indicado, deixando de premiar melhores filmes como Sobre Meninos e Lobos e Cidade de Deus)

Segue a lista dos pré-aprovados:

Capitão América – O Primeiro Vingador (Captain America: The First Avenger)

Cowboys & Aliens (idem)

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows – Part 2)

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (M:I 4 – Ghost Protocol)

Gigantes de Aço (Real Steel)

Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas (Pirates of the Caribbean: On Strange Tides)

O Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes)

Sherlock Holmes – O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game of Shadows)

Sucker Punch – Mundo Surreal (Sucker Punch)

Super 8 (idem)

Thor (idem)

Transformers – O Lado Oculto da Lua (Transformers: Dark of the Moon)

A Árvore da Vida (The Tree of Life)

X-Men – Primeira Classe (X-Men: First Class)

Confesso que dessa lista de 15, conferi apenas 3 trabalhos: Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, Thor e X-Men – Primeira Classe. Mas pelo que já vi em trailers, na minha opinião, os cinco finalistas devem ser:

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (Além dos efeitos estarem bem feitos, a Academia com certeza não deve ignorar o último filme de uma longa série de sucesso)

Sucker Punch – Mundo Surreal

Sucker Punch – Mundo Surreal (Dizem alguns especialistas que, em termos de mérito real, o filme de Zack Snyder sai disparado na frente, pois além de qualidade, apresenta efeitos de muita criatividade. Olha a sinopse e me diga se o roteiro não é baseado em LSD: uma jovem é internada num hospício pelo padrasto e passa a fantasiar e viver em outra realidade pós-apocalíptica, na qual ela e outras colegas são guerreiras habilidosas que precisam encontrar 5 itens secretos para fugir antes que seja tarde demais e ocorra uma lobotomia nela… Não falei?). Apesar da “viagem”, Sucker Punch deve perder por ter sido um fracasso comercial – não que 36 milhões de dólares seja uma arrecadação baixa, mas se formos levar em consideração o orçamento de 82 milhões, fecharam no vermelho nos EUA)

A Invenção de Hugo Cabret (A Academia adora elevar o número de indicações de um filme para torná-lo favorito – vide Titanic e O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei. Este ano, deve ser a vez de A Invenção de Hugo Cabret, que deve concorrer em Direção de Arte, Figurino e Fotografia)

Super 8 (Um filme produzido por Steven Spielberg sobre alienígenas com certeza merece uma indicação. Só a sequência do acidente de trem já deve garantir uma vaga na categoria)

O Planeta dos Macacos: A Origem (Quem acompanhou os filmes antigos da série ou mesmo a refilmagem de Tim Burton de 2001, sabe que a qualidade técnica melhorou bastante nessa nova revisita ao mundo habitado por macacos. Veja a sequência de ataque dos macacos na ponte).

Rainey Qualley: Miss Golden Globe 2011

Foi anunciado também que Rainey Qualley, filha da atriz Andie MacDowell, será a Miss Golden Globe de 2011. Para quem não acompanha a premiação, Miss Golden Globe (ou às vezes Mr. Golden Globe) é uma seleção tradicional de filho ou filha de um artista de cinema ou TV com a finalidade de assistir na entrega dos prêmios no palco. Curiosamente, atores consagrados de hoje já foram Mr. ou Miss Golden Globe, como Melanie Griffith (filha de Tippi Hedren), Laura Dern (filha de Bruce Dern e Diane Ladd) e Freddie Prinze Jr. (filho de Freddie e Kathy Prinze… é nesse último caso, troque o “consagrado” por “conhecido”).