‘Cinquenta Tons de Cinza’, ‘Pixels’, ‘O Destino de Júpiter’, ‘Segurança de Shopping 2’ e ‘Quarteto Fantástico’ dominam o Framboesa de Ouro 2016

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Da esquerda pra direita: Segurança de Shopping 2, Mortdecai: A Arte da Trapaça, O Destino de Júpiter, Cinquenta Tons de Cinza, Pixels e Quarteto Fantástico (photo montage by premiere.fr)

FRAMBOESA DE OURO SE MOSTRA UMA NECESSIDADE PARA A INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA

Pensa que cinema é só bons atores, ótimas tramas e conteúdo? Nada disso! Tem o lado negro da força também! O que seria dos bons filmes se não fossem os ruins?  Sim, 2015 trouxe uma boa safra de filmes, mas também foi responsável por bombas que representam a ganância de produtores hollywoodianos como comprova a 36ª edição do Framboesa de Ouro.

Dos cinco filmes indicados a Pior Filme, talvez o que mais se encaixa na irresponsabilidade dos produtores é a nova adaptação dos quadrinhos da Marvel: Quarteto Fantástico. Apesar de estar assinado com o nome do diretor Josh Trank, os bastidores do filme indicam que o estúdio Twentieth Century Fox, após ficar insatisfeito com o trabalho, ordenou a refilmagem de muitas cenas, alegando que a versão original era violenta demais. Com novas ordens do alto escalão, houve um corte tremendo na duração: de 2 horas e 20 minutos, o filme passou a ater 1 hora e 30 minutos!  São 50 minutos cortados que incluíam 3 sequências de ação que poderiam salvar a segunda metade do longa. Além disso, houve brigas e discussões no set de filmagem, incluindo supostos maus tratos do diretor com a atriz Kate Mara (a Mulher-Invisível) por ela ter sido uma escolha imposta pela Fox (Josh Trank queria Allison Williams). Resumindo: foi uma tragédia do início ao fim, que poderia ter sido evitada se tivesse um planejamento completo, porém, com o estúdio querendo aproveitar logo os direitos autorais dos personagens para lucrar, acabou fazendo tudo às pressas e deu no que deu: a pior bilheteria de um filme da Marvel Studios, que tem tanta vergonha do resultado final, que acabou nem incluindo em seu site oficial.

Cena de Quarteto Fantástico com Kate Mara e Milles Teller

Cena de Quarteto Fantástico com Kate Mara e Miles Teller (photo by outnow.ch)

E aproveitando o post dos piores, gostaria de dizer aos que defenderam a adaptação do livro Cinquenta Tons de Cinza: “Gosto literário não se discute, mas vocês não entendem muito de cinema.” Quando até a trilha é melhor do que o filme todo, a coisa tá feia! Por mais que o livro não ajude muito, fizeram péssimas escolhas pra direção (a própria autora do livro teria decidido), e no casting dos atores principais, que nitidamente não têm talento e química alguma na tela. A atuação de Dakota Johnson se limita a morder os lábios em toda cena. E podem anotar: Deve ganhar o MTV Movie Awards de Melhor Filme ainda pelo voto popular.

Dakota Johnson e os lábios em Cinquenta Tons de Cinza (photo by cinemagia.ro)

Dakota Johnson e os lábios em Cinquenta Tons de Cinza (photo by cinemagia.ro)

Em relação aos outros piores do ano, honestamente, não tive tempo pra assistir. Ou melhor, preferi não dar prioridade e foram ficando pra trás. Mas imagino que não perdi muita coisa… Bons tempos em que Adam Sandler ainda trabalhava com bons diretores como Paul Thomas Anderson em Embriagados de Amor

INDICADOS E VENCEDORES DO OSCAR TAMBÉM FALHAM

Assim como em qualquer profissão, o ator está apto a cometer erros, desde a escolha de agentes e projetos ao tom do personagem. E não é porque o ator ou atriz já foi indicado ou ganhou a estatueta dourada que está livre de cometer falhas. Prova disso são as vitórias de Sandra Bullock e Halle Berry, ambas ganhadoras do Oscar de Melhor Atriz, vencerem como Pior Atriz no Framboesa de Ouro.

Claro que as escolhas não as redimem, mas o fato de elas terem comparecido à festa e subido ao palco para receber o prêmio em mãos demonstra enorme profissionalismo e humildade. Se fosse aqui no Brasil, nenhum ator ou atriz Global compareceria ao evento e ainda mandaria seu advogado processar o prêmio por danos morais. Abaixo, segue bem-humorado e belo discurso de Halle Berry. Tem uma parte em que ela cita a mãe como inspiração: “Se você não pode ser um bom perdedor, não tem como ser um bom vencedor” – uma das verdades da vida pra tudo.


Halle Berry faz discurso engraçado e honesto ao receber sua Framboesa de Ouro por Mulher-Gato em 2004

Entre os indicados deste ano que já passaram pelo tapete vermelho da Academia são, curiosamente, dois atores que provavelmente estarão no Oscar este ano (mas por filmes diferentes, claro): Eddie Redmayne e Rooney Mara. Acho que o maior pecado de Redmayne na ficção científica O Destino de Júpiter é levar o papel à sério demais (essa postura dele me lembrou a Kate Beckinsale que achava que estava fazendo uma peça de Shakespeare no horrível blockbuster Van Helsing: O Caçador de Monstros). Com seus gritos esquizofrênicos, ele parece estar num filme totalmente à parte. E quanto à Mara, claramente distante e perdida, não mostra nenhum recurso pra enriquecer sua personagem Tiger Lily na adaptação fria de Joe Wright de Peter Pan.

Eddie Redmayne em cena de O Destino de Júpiter (photo by cinemagia.ro)

Eddie Redmayne em cena de O Destino de Júpiter (photo by cinemagia.ro)

Além deles, temos Julianne Moore por O Sétimo Filho e Johnny Depp por Mordecai: A Arte da Trapaça, que parecem ser casos de más escolhas de projetos. E claro que o pessoal do Framboesa de Ouro adora pegar carona em celebridades que estão em alta para tornar a cerimônia mais relevante, senão só premiaram atores menos conhecidos ano após ano. Mas engana-se aquele que pensa que o Framboesa impede o ator ou atriz de ganhar o Oscar. Claro que também não ajuda nem um pouco, mas em 2010, Sandra Bullock levou ambos os prêmios: o Oscar por Um Sonho Possível e o Framboesa por Maluca Paixão. Felizmente, ela soube levar tudo com jogo de cintura.

REDENÇÃO

Em seu segundo ano de existência, o prêmio Redentor busca consolar o profissional que já frequentou (ou até mesmo ganhou) o Framboesa no passado, mas agora está num momento melhor. Dos cinco concorrentes, o destaque fica por conta de Sylvester Stallone, que depois de anos fazendo essas dragas de Os Mercenários e outras produções igualmente ralas, finalmente embarcou num projeto com um diretor bom (Ryan Coogler). Por sua performance em Creed: Nascido Para Lutar, que seria o “Rocky VII”, o ator conquistou o Globo de Ouro de Ator Coadjuvante e tem tudo para conquistar sua terceira indicação ao Oscar. Em 1977, ele foi indicado como Ator e Roteiro Original por Rocky – Um Lutador.

Seguem os indicados ao 36º Framboesa de Ouro:

PIOR ATOR
– Johnny Depp (Mortdecai: A Arte da Trapaça)
– Jamie Dornan (Cinquenta Tons de Cinza)
– Kevin James (Segurança de Shopping 2)
– Adam Sandler (Pixels) (Trocando os Pés)
– Channing Tatum (O Destino de Júpiter)

PIOR ATOR COADJUVANTE
– Chevy Chase (A Ressaca 2) (Férias Frustradas)
– Josh Gad (Pixels) (Padrinhos LTDA)
– Kevin James (Pixels)
– Jason Lee (Alvin e os Esquilos: Na Estrada)
– Eddie Redmayne (O Destino de Júpiter)

PIOR ATRIZ
– Katherine Heigl (Home Sweet Hell)
– Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Mila Kunis (O Destino de Júpiter)
– Jennifer Lopez (O Garoto da Casa ao Lado)
– Gwyneth Paltrow (Mortdecai: A Arte da Trapaça)

PIOR ATRIZ COADJUVANTE
– Kaley Cuoco-Sweeting (Alvin e os Esquilos: Na Estrada) (Padrinhos LTDA)
– Rooney Mara (Peter Pan)
– Michelle Monaghan (Pixels)
– Julianne Moore (O Sétimo Filho)
– Amanda Seyfried (Peter Pan) (O Natal dos Coopers)

PIOR DIRETOR
– Andy Fickman (Segurança de Shopping 2)
– Tom Six (Centopéia Humana 3)
– Sam Taylor-Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Josh Trank (Quarteto Fantástico)
– Andy e Lana Wachowski (O Destino de Júpiter)

PIOR FILME
– Quarteto Fantástico (Fantastic Four)
– Cinquenta Tons de Cinza (Fifty Shades of Grey)
– O Destino de Júpiter (Jupiter Ascending)
– Segurança de Shopping 2 (Paul Blart: Mall Cop 2)
– Pixels (Pixels)

PIOR SEQUÊNCIA, REFILMAGEM OU SPIN-OFF
– Alvin e os Esquilos: Na Estrada
– Quarteto Fantástico (Fantastic Four)
– A Ressaca 2 (Hot Tube Machine 2)
– Centopéia Humana 3 (Human Centipede 3)
– Segurança de Shopping 2 (Paul Blart: Mall Cop 2)

PIOR COMBO
– Os quatro fantásticos (Quarteto Fantástico)
– Johnny Depp e seus bigodes colados (Mortdecai: A Arte da Trapaça)
– Jamie Dornan e Dakota Johnson (Cinquenta Tons de Cinza)
– Kevin James e seu segue ou seu bigode colado (Segurança de Shopping 2)
– Adam Sandler e qualquer par de sapatos (Trocando os Pés)

PIOR ROTEIRO
– Simon Kinberg, Jeremy Slater e Josh Trank (Quarteto Fantástico)
– Kelly Marcel (Cinquenta Tons de Cinza)
– Andy e Lana Wachowski (O Destino de Júpiter)
– Kevin James e Nick Bakay (Segurança de Shopping 2)
– Tim Herlihy e Timothy Dowling (Pixels)

REDENTOR DO FRAMBOESA
– Elizabeth Banks (pela direção de A Escolha Perfeita 2) * sinceramente não sei onde isso representa algum progresso…
– M. Night Shyamalan (pela direção de A Visita)
– Will Smith (pela atuação em Um Homem Entre Gigantes)
– Sylvester Stallone (pela atuação em Creed: Nascido Para Lutar)

A cerimônia de entrega do 36º Framboesa de Ouro acontece no dia 27 de Fevereiro.

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‘Mad Max: Estrada da Fúria’ conquista 3 prêmios no LAFCA Awards 2015, mas ‘Spotlight’ leva Melhor Filme

Elenco de Spotlight (photo by Open Road)

Elenco de Spotlight da esquerda para a direita: Rachel McAdams, Mark Ruffalo, Brian D’Arcy James, Michael Keaton e John Slattery (photo by Open Road)

FILME FUTURISTA VINHA COLETANDO PRÊMIOS, MAS MORREU NA PRAIA

Foi bom enquanto durou. A possibilidade de Mad Max: Estrada da Fúria conquistar Melhor Filme com os críticos de Los Angeles estava prestes a se tornar realidade. Após conquistar o prestigiado National Board of Review na semana passada, um novo reconhecimento selaria a aprovação necessária para que o filme pudesse ser levado à sério nas cerimônias de premiação, mas bateu na trave. Contudo, o filme de George Miller ainda ficou com o segundo lugar e pode sonhar com mais do que categorias técnicas…

Impecavelmente perfeito nos quesitos em que saiu vitorioso: Direção, Fotografia e Direção de Arte, o filme só não se consagrou por causa de seu calcanhar de Aquiles: o roteiro, justamente o que fez com que Spotlight arrancasse o prêmio de Melhor Filme de suas mãos. O drama de Tom McCarthy prima por sua pesquisa jornalística sobre os fatos dos abusos dos padres católicos, tanto que levou o prêmio de Melhor Roteiro, o que praticamente o garante na categoria de Roteiro Original no Oscar.

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria (photo by cine.gr)

Cena de Mad Max: Estrada da Fúria com Charlize Theron e Tom Hardy (photo by cine.gr)

Também com dois prêmios, Anomalisa, de Charlie Kaufman e Duke Johnson, bateu o favoritismo da animação da Pixar, Divertida Mente (acredito eu pela qualidade do roteiro também), e lança luz no trabalho do compositor Carter Burwell, conhecido pela trilha de Fargo, e que nunca recebeu uma única indicação ao Oscar. Aqui ele ganhou pela trilha da animação e também pelo drama Carol, de Todd Haynes. Mas vale lembrar que Burwell teve um ano excepcional: além desses dois trabalhos, compôs para Sr. Holmes e Legend.

Imbatível, o filme húngaro, O Filho de Saul, conquistou mais um prêmio e deve ser o Oscar mais batido dos últimos anos. Honestamente, esperava um pouco mais de audácia por parte dos críticos de Los Angeles, já que o filme de László Nemes não oferece perspectiva tão inovadora num tema tão batido como o Holocausto. Seria mais justo se o segundo lugar, o ucraniano A Gangue, levasse o prêmio pela coragem de fazer um filme bem violento usando apenas linguagem de sinais.

Cena do filme ucraniano de Miroslav Slaboshpitsky, A Gangue (photo by outnow,ch)

Cena do filme ucraniano de Miroslav Slaboshpitsky, A Gangue (photo by outnow.ch)

Pelas categorias de atuação, de acordo com seu histórico, era esperada a vitória de um ator ou atriz estrangeiros, consolidada pela premiação da britânica Charlotte Rampling no drama 45 Anos. Ela interpreta uma esposa que fica de escanteio quando o marido descobre o corpo perdido da ex-mulher em pleno aniversário de 45 anos de casamento. Por sua performance, ela levou o Urso de Prata de Melhor Atriz no último Festival de Berlim, e seu companheiro de tela, Tom Courtenay, levou Melhor Ator na ocasião. As chances de Rampling no Oscar são mínimas, mas elas existem. Em segundo lugar, Saoirse Ronan (Brooklyn) cresce um pouco na competição, enquanto Brie Larson (O Quarto de Jack), Carey Mulligan (As Sufragistas) e Cate Blanchett (Carol) despencam.

Tom Courtenay em cena com Charlotte Rampling em 45 Anos, de Andrew Haigh (photo by outnow.ch)

Tom Courtenay em cena com Charlotte Rampling em 45 Anos, de Andrew Haigh (photo by outnow.ch)

Na ala masculina, Michael Fassbender confirma seu crescimento entre os críticos com seu retrato do criador da Apple em Steve Jobs. Apesar do filme de Danny Boyle não ter ido bem nas bilheterias nos EUA, a atuação de Fassbender tem saído ilesa, muito pelas classificações de “performance de possessão”, como aquelas em que o ator se torna outra pessoa, como Daniel Day-Lewis é craque em fazer. Além disso, Fassbender superou a desconfiança de que seu sotaque alemão pudesse arruinar o personagem americano, e a Academia, por mais que o tenha indicado a Coadjuvante por 12 Anos de Escravidão, sabe que está em dívida com ele por Fome (2008) e Shame (2011).

Michael Fassbender como o criador da Apple em Steve Jobs (photo by outnow.ch)

Michael Fassbender como o criador da Apple em Steve Jobs (photo by outnow.ch)

Nas categorias de coadjuvante, duas produções independentes que podem ter sido ajudadas pelo LAFCA para a temporada: 99 Homes e Ex-Machina: Instinto Artificial. Gosto do trabalho de Michael Shannon, mas aqui ele interpreta um corretor ambicioso que quer passar por cima de tudo e de todos. No entanto, independente de sua performance, só acho que ele deve tomar cuidado pra não ser rotulado por suas escolhas de papéis. Todo filme que vejo dele, o ator faz um papel de psicótico, psicopata ou maluco, vide: Foi Apenas um Sonho, Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, O Abrigo e até no blockbuster O Homem de Aço, onde vive o vilão megalomaníaco General Zod.

À direita, Michael Shannon em cena de 99 Homes (photo by elfilm.com)

À direita, Michael Shannon em cena de 99 Homes (photo by elfilm.com)

Por outro lado, a bela atriz sueca Alicia Vikander está buscando variedade de papéis. Após se destacar como a jovem rainha em O Amante da Rainha, fez a adaptação de Tolstói, Anna Karenina, e mais recentemente os blockbusters O Sétimo Filho e O Agente da U.N.C.L.E. Este ano, ela concorre por A Garota Dinamarquesa (pelo qual já ganhou o Hollywood Film Award) e por este Ex-Machina: Instinto Artificial, no qual interpreta uma ciborgue chamada Ava, que fica confinada no subsolo de uma mansão para ser testada. Vikander explora os limites do real e do virtual de acordo com a proposta do filme, e acaba salvando o filme de Alex Garland. No Oscar, pela campanha, ela deve concorrer por A Garota Dinamarquesa.

Alicia Vikander como Ava em Ex-Machina: Instinto Artificial (photo by cinemagia,ro)

Alicia Vikander como Ava em Ex-Machina: Instinto Artificial (photo by cinemagia.ro)

Com as vitórias de Spotlight, Mad Max, Carol e Anomalisa aqui, juntando com outros fortes concorrentes como Perdido em Marte, A Garota Dinamarquesa, Ponte dos Espiões, Steve JobsBrooklyn e Os 8 Odiados, já dá pra se ter uma idéia dos possíveis concorrentes ao Globo de Ouro 2016, cujos indicados serão revelados no próximo dia 10 de dezembro. E ainda acredito que George Miller leve o Globo de Ouro de Direção.

Recebendo prêmio especial, a montadora britânica Anne V. Coates, vencedora do Oscar pelo clássico de David Lean, Lawrence da Arábia (1962), e conceituada pelos trabalhos de edição em O Homem Elefante (1980), Na Linha do Fogo (1993) e Irresistível Paixão (1998), será homenageada aos 89 anos. Será apenas a segunda montadora a receber tal honraria na história do prêmio depois da falecida Dede Allen. Ela ficou mundialmente conhecida pelos cortes precisos nesta cena de Lawrence da Arábia, em que vemos a ação do personagem soprando o fósforo para chegar ao belo deserto.

VENCEDORES DO LAFCA AWARDS 2015:

MELHOR FILME: Spotlight
2º Lugar: Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road)

MELHOR DIRETOR: George Miller (Mad Max: Estrada da Fúria)
2º Lugar: Todd Haynes (Carol)

MELHOR ATOR: Michael Fassbender (Steve Jobs)
2º Lugar: Géza Röhrig (O Filho de Saul)

MELHOR ATRIZ: Charlotte Rampling (45 Anos)
2º Lugar: Saoirse Ronan (Brooklyn)

MELHOR ATOR COADJUVANTE: Michael Shannon (99 Homes)
2º Lugar: Mark Rylance (Ponte dos Espiões)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE: Alicia Vikander (Ex-Machina: Instinto Artificial)
2º Lugar: Kristen Stewart (Acima das Nuvens)

MELHOR ROTEIRO: Tom McCarthy e Josh Singer (Spotlight)
2º Lugar: Charlie Kaufman (Anomalisa)

MELHOR FOTOGRAFIA: John Seale (Mad Max: Estrada da Fúria)
2º Lugar: Edward Lachman (Carol)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA: O Filho de Saul, de László Nemes (Hungria)
2º Lugar: A Gangue, de Miroslav Slaboshpitsky (Ucrânia)

MELHOR TRILHA MUSICAL: Carter Burwell (Anomalisa) (Carol)
2º Lugar: Ennio Morricone (Os 8 Odiados)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE: Colin Gibson (Mad Max: Estrada da Fúria)
2º Lugar: Judy Becker (Carol)

MELHOR MONTAGEM: Hank Corwin (A Grande Aposta)
2º Lugar: Margaret Sixel (Mad Max: Estrada da Fúria)

MELHOR ANIMAÇÃO: Anomalisa, de Charlie Kaufman e Duke Johnson
2º Lugar: Divertida Mente, de Pete Docter

PRÊMIO NEW GENERATION: Ryan Coogler (Creed: Nascido Para Lutar)

MELHOR DOCUMENTÁRIO: Amy, de Asif Kapadia
2º Lugar: The Look of Silence, de Joshua Oppenheimer

PRÊMIO PELO CONJUNTO DA OBRA: Anne V. Coates

Amy, de Asif Kapadia, levou o prêmio de Melhor Documentário (photo by outnow.ch)

Amy, de Asif Kapadia, levou o prêmio de Melhor Documentário (photo by outnow.ch)