‘GREEN BOOK’ BATE ‘ROMA’ e LEVA o OSCAR DE MELHOR FILME!

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Equipe de Green Book comemora a vitória no Oscar (pic by Variety)

Tinha tudo para ser uma cerimônia extremamente chata e monótona, já que não haveria host ou hostess, e com os resultados aparentemente previsíveis. E realmente foi na primeira metade do show, mas a partir da segunda metade, o Oscar esquentou um pouco, começando com a apresentação da canção “Shallow”. Sério! Antes disso, estava tudo um marasmo.

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Assim que anunciados os nomes, Lady Gaga e Bradley Cooper se levantaram de suas poltronas para cantar “Shallow” num belo dueto (pic by Variety)

Mas vamos começar com o lance do host. Para muitos, o anfitrião não fez falta alguma. E eu digo: “Como assim, gente?”. Ok, teve gente que preferiu aquele showzinho meia-boca do Queen B com Adam Lambert não chegando aos pés de Freddie Mercury. Enfim, gosto não se discute. Mas quando se assiste ao Oscar, não vemos apenas pelos resultados, afinal, se fosse só isso, bastaria acordar no dia seguinte e ver os vencedores no jornal sem as olheiras no rosto, certo? Eu, que particularmente comecei a acompanhar o Oscar com Billy Crystal que cantava e fazia inúmeras piadas ótimas, senti falta de um host, mas um bom.

Porque se for pra ser uma tragédia como aquela chamada James Franco e Anne Hathaway em 2011 preferia que não tivesse hosts, mas peraí: “Vamos aguentar mais de três horas de apresentadores fazendo piadinhas sem graça antes de abrir o envelope?”. Melhor esperar o jornal. Um evento desse tamanho e dessa importância não se sustenta com uma locutora anunciando os apresentadores. Cadê os sketches, as brincadeiras, a interação com as celebridades? Aliás, faço já a campanha para o Oscar 2020 com Ricky Gervais, Sacha Baron Cohen, Jim Carrey… todos que podem entregar boas piadas com pitadas ou toneladas de humor politicamente incorreto, porque o mundo está chato demais. Voltando e resumindo: prefiro o host no lugar do show do Queen B, que mais agradou quem estava na platéia.

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Maya Rudolph, Tina Fey e Amy Poehler apresentaram o primeiro Oscar da noite, mas poderia ter sido o trio de hostess da cerimônia… (pic by People)

A meta de horário de 3 horas do presidente da Academia foi praticamente cumprida. O 91º Oscar teve duração aproximada de 3 horas e 15 minutos com os intervalos. Economizaram no tempo e no entretenimento. Na maioria das vezes eles pegavam no pé sobre a duração do discurso e simplesmente cortavam o microfone e apagavam as luzes, já nas categorias de atuação, eles deixavam rolar o máximo que dava como era previsto.

NÚMEROS DESTA EDIÇÃO

Embora Green Book: O Guia tenha sido eleito o Melhor Filme com 3 estatuetas, incluindo Roteiro Original e Ator Coadjuvante, o filme com maior número de prêmios da noite foi Bohemian Rhapsody, que levou 4 Oscars para casa: Ator, Montagem, Mixagem de Som e Efeitos Sonoros.

Também com 3 estatuetas ficaram: Pantera Negra, que se destacou pelas vitórias históricas de Direção de Arte e Figurino, com as profissionais Hannah Beachler e Ruth E. Carter se tornando as primeiras negras a vencer, respectivamente, além de Trilha Original. E Roma, que apesar de não ter levado Melhor Filme, ficou com os Oscars de Direção, Fotografia e Filme em Língua Estrangeira, denotando que Hollywood ainda vai levar um tempo para digerir melhor essa história de Netflix e filmes em outra língua ganhando prêmio principal do ano.

91st Annual Academy Awards - Show

A primeira figurinista negra a ganhar o Oscar de Figurino pelo filme Pantera Negra (pic by EW.com)

Ainda sobre estatísticas, vale ressaltar que Roma foi a primeira vitória do Oscar de Filme em Língua Estrangeira para o México. Esta era a nona indicação do cinema mexicano na categoria e que se tornou a primeira vitória. Assim como no ano passado, o Oscar premiou um filme latino pela primeira vez, já que Uma Mulher Fantástica coroou o Chile pela primeira vez.

Ainda sobre primeira vez, o Oscar concedido para Homem-Aranha no Aranhaverso foi o primeiro do estúdio Sony, em parceria com a Marvel Studios. Apesar de ser grande fã dos trabalhos da Pixar, é sempre bom quebrar uma hegemonia com animações fora da curva. O visual desta adaptação de Homem-Aranha foi bastante elogiada e com méritos, deixando uma crítica indireta ao visual padrão dos filmes da Pixar.

SURPRESAS DA NOITE

A grande surpresa da noite se chama Olivia Colman. Apesar de ter havido uma pequena chance de vitória, poucos acreditavam que haveria outra vencedora que não fosse Glenn Close em sua sétima indicação sem vitória, ainda mais quando a vimos desfilar no tapete vermelho com aquele vestido dourado Oscar com capa de super-heroína. Dava para perceber que Close estava bem confiante em sua primeira vitória, o que torna ainda mais dolorosa sua derrota.

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Olivia Colman chega a fazer deboche do cronômetro do Oscar em seu discurso bem humorado de Melhor Atriz por A Favorita (pic by UOL Entretenimento)

A coisa só não ficou pior porque Olivia Colman é um doce de pessoa. Além de extremamente humilde, ela tem um carisma britânico singular que se torna impossível de não gostar dela. E para quem assistiu ao filme A Favorita sabe que sua interpretação era digna de um Oscar. Em seu discurso, ela presta homenagens sinceras às colegas indicadas, especialmente Glenn, e por último para Gaga. Todos se levantaram para aplaudi-la. Foi realmente uma surpresa agradável.

Quanto à Glenn Close, é o que eu disse no post do Facebook: independente do resultado, torço para que esta nova indicação lhe traga maior projeção e papéis mais instigantes e profundos. Esta atriz talentosa e carismática tem que ganhar o Oscar dela, sim. Ela só não ganhou hoje porque muitos tinham a opinião de que ela merece ganhar por um filme melhor do que A Esposa, de fato. Estou torcendo para que um diretor de renome e em alta como Damien Chazelle, Martin Scorsese ou Clint Eastwood tenham uma personagem feita sob medida para ela poder brilhar e ganhar seu primeiro Oscar com louvor.

Também se encaixaria aqui a vitória surpreendente de Green Book: O Guia, mesmo com o prêmio do sindicato de produtores (PGA) debaixo do braço. Apesar de estar rodeado de polêmicas externas envolvendo o roteirista Nick Vallelonga e o diretor Peter Farrelly, o sistema de votos preferenciais beneficiou este filme agridoce sobre racismo, afinal, costuma ganhar aquele filme que menos desagradou os membros da Academia em geral. Agora fica a questão: Você alguma vez imaginou que veria o diretor de Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros e Quem Vai Ficar com Mary? ganhando o Oscar de Melhor Filme? Eu sou suspeito para falar porque gosto do humor politicamente incorreto dele, especialmente em Antes Só que Mal Casado.

CURIOSIDADES

Nos quatro discursos de agradecimento do filme Bohemian Rhapsody, ninguém sequer citou o nome do diretor Bryan Singer, que foi demitido da produção a duas semanas do término das filmagens por motivos investigativos de assédio sexual. Claro que ninguém quer sarna pra se coçar, ainda mais se estragar uma campanha de Oscar, mas honestamente acreditava que John Ottman, colaborador de longa data de Singer, mencionaria pelo menos o nome de seu colega, mas, como se estivessem impedidos por contrato a citar o nome dele, Singer permaneceu como diretor-fantasma no Oscar.

Rami Malek foi o que mais atacou o diretor na campanha para o Oscar, pois teria creditado a si mesmo pela saída benéfica de Singer para o bem do filme. A atitude agressiva do ator só foi deixada de lado graças ao seu belo discurso de agradecimento, que enalteceu suas origens e as origens estrangeiras de Freddie Mercury num momento em que os EUA enfrentam um dilema de xenofobia. “Penso como seria contar ao pequeno Rami que um dia isso aconteceria com ele, e acho que a mente dele explodiria. Aquela criança estava lutando contra sua identidade, tentando se descobrir, e para qualquer um que estiver lutando e tentando descobrir sua voz, ouça isso, nós fizemos um filme sobre um homem gay, um imigrante, que viveu sua vida sem pedir desculpas. E o fato de eu estar celebrando-o e sua história com vocês hoje é a prova que estamos ansiando por histórias como esta.”, falou Malek.

91st Annual Academy Awards - Show

Rami Malek sequer cita o diretor Bryan Singer em seu discurso de Melhor Ator por Bohemian Rhapsody (pic by  Exame Abril)

Sobre a categoria de Melhor Canção Original, que gerou toda a polêmica das duas canções apresentadas na cerimônia, a Academia fez questão que todas as cinco canções fossem apresentadas como manda o figurino, mas de última hora, os músicos Kendrick Lamar e SZA cancelaram suas participações alegando motivos de logística e de tempo curto. Se serve de consolo, eles também não se apresentaram no Grammy deste ano pela canção “All the Stars” de Pantera Negra.

Ainda sobre as canções, Bette Midler cantou “The Place Where Lost Things Go” de O Retorno de Mary Poppins porque Emily Blunt, que canta a música no filme, teria arregado. Falta de confiança ou muitos efeitos na gravação? O fato é que ninguém mais lembra quem é Bette Midler na fila do pão. Por que não convocar uma cantora mais atual com sotaque britânico como Jessie J, por exemplo, sei lá. Não queriam aumentar os números de audiência??

E pensando na estratégia de melhorar a audiência, não entendi a convocação de tantos nomes pouco conhecidos como Diego Luna, Amandla Stenberg e até a tenista Serena Williams (!) ou desconhecidos como o Chef José Andrés e o congressista John Lewis.

Na sessão In Memorian, apresentada pelo presidente da Academia, John Bailey, o clipe com os profissionais e artistas falecidos no último ano incluíram nomes oscarizados como os diretores Bernardo Bertolucci e Milos Forman, mas para quem prestou atenção, a Academia lembrou do diretor brasileiro Nelson Pereira dos Santos, que ficou conhecido por Rio, 40 Graus, e pela adaptação de Vidas Secas. Apesar de nunca ter sido indicado ao Oscar, foi indicado algumas vezes para o Urso de Ouro em Berlim e a Palma de Ouro em Cannes ao longo da carreira.

Nelson Pereira dos Santos

Imagem do diretor brasileiro homenageado pela Academia no In Memorian (pic by The Visuallized)

COMENTÁRIOS EXTRAS

Já que não tinha host e o tempo era curto, por que não surpreender mais nos resultados? Apesar de Mahershala Ali estar bem em Green Book, este foi seu segundo Oscar em três anos depois de Moonlight. Não poderiam ter reconhecido a atuação de Richard E. Grant por Poderia Me Perdoar? Além de uma ótima atuação, seu personagem é muito querido, tem ótimos diálogos e excelente química com a protagonista vivida por Melissa McCarthy.

Foi bacana ver Spike Lee extremamente feliz e realizado ao vencer seu primeiro Oscar competitivo (ele havia sido homenageado com o Oscar Honorário em 2016) por Infiltrado na Klan. A alegria que ele sentiu ao subir o palco e pular sobre o ator Samuel L. Jackson foi um dos melhores momentos da noite. Claro que o diretor aproveitou para dar suas cutucadas ao lembrar que era aniversário de 400 anos da chegada dos escravos africanos nos EUA, e que “A eleição presidencial de 2020 estava logo ali. Vamos todos nos mobilizar. Vamos todos estar do lado certo da história. Fazer a escolha moral entre amor contra ódio.”, declarou Spike Lee, um crítico ferrenho de Donald Trump.

E quando soube que Green Book levou o Oscar de Melhor Filme, alegou que a Academia “fez uma escolha infeliz” e tentou abandonar o Dolby Theater antes do fim do discurso dos produtores, mas teve que voltar. “Toda vez que alguém está dirigindo alguém, eu perco”, comentou em alusão à sua derrota em 1990 para Conduzindo Miss Daisy. Nem ele, nem Jordan Peele aplaudiram para Green Book, que consideram aquela típica história do “branco salvador”.

Spike Lee Oscars

Spike Lee era puro êxtase em sua vitória de Roteiro Adaptado por Infiltrado na Klan (pic by New York Daily News)

VENCEDORES DO 91º OSCAR :

FILME
* Green Book: O Guia (Green Book)

DIREÇÃO
* Alfonso Cuarón (Roma)

ATOR
* Rami Malek (Bohemian Rhapsody)

ATRIZ
* Olivia Colman (A Favorita)

ATOR COADJUVANTE
* Mahershala Ali (Green Book: O Guia)

ATRIZ COADJUVANTE
* Regina King (Se a Rua Beale Falasse)

ROTEIRO ORIGINAL
* Green Book: O Guia, Brian Hayes Currie, Peter Farrelly, Nick Vallelonga

ROTEIRO ADAPTADO
* Infiltrado na Klan, Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee

FOTOGRAFIA
* Roma, Alfonso Cuarón

MONTAGEM
* Bohemian Rhapsody, John Ottman

DESENHO DE PRODUÇÃO
* Pantera Negra, Hannah Beachler e Jay Hart

FIGURINOS
* Pantera Negra, Ruth E. Carter

MAQUIAGEM
* Vice, Greg Cannom, Kate Biscoe, Patricia Dehaney

TRILHA MUSICAL ORIGINAL
* Pantera Negra, Ludwig Göransson

CANÇÃO ORIGINAL
* “Shallow”, Nasce uma Estrela (escrita por Lady Gaga, Mark Ronson, Anthony Rossomando e Andrew Wyatt)

MIXAGEM DE SOM
* Bohemian Rhapsody

EDIÇÃO DE SOM
* Bohemian Rahpsody

EFEITOS VISUAIS
* O Primeiro Homem

ANIMAÇÃO
* Homem-Aranha no Aranhaverso

DOCUMENTÁRIO
* Free Solo

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Roma (México)

CURTA-METRAGEM
* Skin

CURTA DE ANIMAÇÃO
* Bao

DOCUMENTÁRIO-CURTA
* Absorvendo o Tabu (Period. End of Sentence.)

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ALFONSO CUARÓN leva seu segundo DGA por ‘ROMA’

Alfonso Cuarón DGA Roma

Vencedor em 2018, Guillermo del Toro entrega o DGA para seu conterrâneo e amigo, Alfonso Cuarón, comprovando hegemonia mexicana (pic by WSBT)

Dentre todos os prêmios de sindicatos, o mais certeiro em relação ao Oscar é o de diretores (DGA). Portanto, dá para praticamente cravar que Alfonso Cuarón levará seu segundo Oscar de Direção… ou ainda é muito cedo pra afirmar?

Como se tratam de apenas SETE divergências na história do DGA em relação ao Oscar, é sempre válido relembrá-las:

  • Em 1968: Anthony Harvey ganhou o DGA Award por O Leão no Inverno, enquanto Carol Reed levou o Oscar por Oliver!
  • Em 1972: Francis Ford Coppola por O Poderoso Chefão (DGA) e Bob Fosse por Cabaret (Oscar).
  • Em 1985: Steven Spielberg por A Cor Púrpura (DGA), e Sydney Pollack por Entre Dois Amores (Oscar).
  • Em 1995: Ron Howard por Apollo 13 (DGA), e Mel Gibson por Coração Valente (Oscar).
  • Em 2000: Ang Lee por O Tigre e o Dragão (DGA) e Steven Soderbergh por Traffic (Oscar).
  • Em 2002: Rob Marshall por Chicago (DGA) e Roman Polanski por O Pianista (Oscar).
  • Em 2013: Ben Affleck por Argo (DGA) e Ang Lee por As Aventuras de Pi (Oscar)

Em nenhum desses casos, o vencedor do DGA tinha conquistado duas vezes o prêmio como aconteceu com Cuarón, o que pode caracterizar ou embasar uma nova divergência entre DGA e a Academia, mas principalmente porque temos um coringa entre os diretores indicados: Spike Lee.

Recapitulando: Em 1990, havia uma forte pressão para que Spike Lee se tornasse o primeiro diretor negro indicado ao Oscar de Direção pelo marcante Faça a Coisa Certa, porém a Academia o reconheceu apenas pelo roteiro e sem vitória. Sua ausência na categoria de Diretores repercutiu tanto que a Academia se sentiu na obrigação de indicar um diretor negro dois anos depois, resultando na indicação de John Singleton por Os Donos da Rua.

De lá pra cá, outros diretores afro-descendentes foram indicados ao Oscar como Lee Daniels, Steve McQueen e Jordan Peele, mas só agora Spike Lee foi indicado para Direção por Infiltrado na Klan. Portanto, os votantes da Academia podem se sentir na obrigação de compensá-lo pelas injustiças do passado (sim, esse pessoal adora compensar depois, normalmente com filmes errados). Enfim, acredito que Spike Lee ainda tenha muitas chances no Oscar, mesmo que Alfonso Cuarón tenha levado o DGA.

Se os votantes da Academia pensarem que Cuarón já conquistou um Oscar por Gravidade há 5 anos, e pode levar uma nova estatueta pela categoria de Filme em Língua Estrangeira, as chances dos demais diretores aumentam, incluindo de Spike Lee.

Dos diretores indicados ao DGA e do Oscar, houve duas divergências. No primeiro, Bradley Cooper (Nasce uma Estrela) e Peter Farrelly (Green Book) concorriam. Já no segundo, eles foram substituídos por Pawel Pawlikowski (Guerra Fria) e Yorgos Lanthimos (A Favorita).

Falando em Bradley Cooper, ele tem sido o artista mais decadente da temporada. Não que ele não tenha sido reconhecido, mas pela campanha, esperava-se uma presença mais maciça, especialmente como diretor. Aqui no DGA, por exemplo, ele estava indicado em ambas as categorias de Diretor e Diretor Estreante. Além de haver dupla chance de vitória, muitos apontavam como certa sua vitória como Estreante, mas acabaram premiando Bo Burnham por Oitava Série.

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Bo Burnham posa com seu DGA de Diretor Estreante por Oitava Série (pic by KATV)

Com boa experiência e colaboração com diretores de prestígio como Clint Eastwood e David O. Russell, Bradley conseguiu dar uma boa repaginada numa história batida de fama como a de Nasce uma Estrela, especialmente na primeira metade, porém, concordo que a melhor estréia na função foi de Bo Burnham. Com Oitava Série, ele conseguiu explorar as inseguranças da pré-adolescência ao mesmo tempo em que retratava como poucos a linguagem das redes sociais.

Pela categoria de documentário, para diversificar ainda mais, o vencedor foi Tim Wardle por Três Estranhos Idênticos, que não obteve indicação ao Oscar. E com o até então franco-favorito Won’t You Be My Neighbor fora do Oscar também, as cartas estão com Free Solo e RBG.

Pelas categorias de TV, curiosamente, os atores-diretores foram mais felizes. Ben Stiller venceu como Melhor Diretor de Filmes para TV ou Minissérie por Escape at Dannemora, enquanto Bill Hader levou pela direção de Série de Comédia por Barry. E Adam McKay, indicado pelo filme Vice, acabou levando por Série Dramática por Succession.

VENCEDORES DO 71º DGA AWARDS:

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón (Roma)

MELHOR DIRETOR ESTREANTE
Bo Burnham (Oitava Série)

MELHOR DIRETOR – DOCUMENTÁRIO
Tim Wardle (Três Estranhos Idênticos)

MELHOR DIRETOR – SÉRIE DRAMÁTICA
Adam McKay (Succession) Episódio: “Celebration”

MELHOR DIRETOR – SÉRIE DE COMÉDIA
Bill Hader (Barry)

MELHOR DIRETOR – MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Ben Stiller (Escape at Dannemora)

***

A 91ª cerimônia do Oscar está marcada para o dia 24 de fevereiro.

‘GREEN BOOK: O GUIA’ VENCE o PGA e ASSUME o FAVORITISMO ao OSCAR 2019

30th Annual Producers Guild Awards, Show, The Beverly Hilton, Los Angeles, USA - 19 Jan 2019

O diretor e produtor Peter Farrelly aceita o prêmio do PGA por Green Book: O Guia (pic by Observatório do Cinema)

DEPOIS DE GANHAR GLOBO DE OURO, FILME CONQUISTA PGA E O FAVORITISMO

No último sábado, dia 19, a “dramédia” Green Book: O Guia conquistou o prestigiado PGA Award na 30ª cerimônia anual. Normalmente, o filme que se consagra aqui acaba levando a estatueta de Melhor Filme no Oscar. Foi assim em 20 ocasiões de 29, consolidando-se como um parâmetro confiável.

Além das estatísticas positivas a seu lado, o filme de Peter Farrelly está em ascensão num momento bastante crucial da temporada, ganhando 3 Globos de Ouro (incluindo Melhor Filme – Comédia ou Musical) e agora o PGA, pois estamos a poucos dias do fechamento da votação das indicações ao Oscar, cujo anúncio acontece na próxima terça-feira, dia 22. Vale recordar que a carreira do filme começou lá no Festival de Toronto, onde levou o People’s Choice Award.

Com a queda de Nasce uma Estrela na corrida rumo ao Oscar, Green Book tem se mostrado um filme de fórmulas que tem agradado gregos e troianos, e isso conta bastante na hora da votação, principalmente de Melhor Filme. E falando em agradar, poucos já acreditavam numa vitória maior de Roma no Oscar. Além de ser uma produção Netflix, que é mal vista por muitos profissionais mais conservadores de Hollywood, Roma continua sendo um filme com idioma estrangeiro, legendas, e em preto-e-branco, e essas características afastam boa parte dos votantes americanos.

Ou seja, na ausência de um concorrente mais ideal, Green Book está sendo eleito o queridinho do ano, pois se encaixa no momento sócio-político e evita polêmicas maiores em seu tratamento ao tema do racismo. Já os cinéfilos que apreciam maior profundidade ao tema, preferem Infiltrado na Klan, de Spike Lee, ou até mesmo Pantera Negra, de Ryan Coogler, que se tornou um marco na cultura afro.

Film Title: Green Book

Viggo Mortensen e Mahershala Ali em cena de Green Book: O Guia (pic by Diamond Filmes)

Na verdade, a polêmica de Green Book existe, mas do lado de fora. Primeiramente, ainda em novembro, o ator Viggo Mortensen estava numa sessão de perguntas e respostas sobre o filme em Los Angeles quando afirmou: “Por exemplo, ninguém mais usa o termo ‘crioulo’ hoje”. Só o fato de ter citado a palavra “nigger” já causou um alvoroço exagerado, independente do contexto. Muita gente já declarava na época que as chances de Oscar de Mortensen já tinham sido enterradas.

Mais recentemente, depois da vitória no Globo de Ouro, levantaram um tweet (sempre o Twitter) antigo do roteirista Nick Vallelonga (que é filho do personagem protagonista) teria apoiado o comentário de Trump dizendo que havia muçulmanos comemorando a queda das torres gêmeas em 2001. Logo em seguida, Nick excluiu sua conta no Twitter e lançou uma declaração: “Gostaria de pedir desculpas. Passei a vida tentando encontrar um meio de levar para as telas essa história de superação de diferenças e peço desculpas a todos que estão associados à produção de Green Book. Gostaria especialmente de me desculpar com o incrível e gentil Mahershala Ali e a todos os membros da fé muçulmana pela dor que causei. Também sinto muito pelo meu falecido pai que mudou muito com a amizade do Dr. Shirley e prometo que esta lição não está perdida para mim. Green Book é uma história sobre amor, aceitação e superação de barreiras, e eu farei melhor”. Mahershala Ali, que ganhou o Globo de Ouro de Coadjuvante, e deve ser novamente indicado ao Oscar, é de religião muçulmana.

twitter nick vallelonga

Imagem retirada da conta do Twitter do produtor Jordan Horowitz, que achou a atitude nojenta.

Ainda não sabemos se estas polêmicas vão interferir diretamente na campanha do filme no Oscar, mas certamente o filme deve perder votos pela lambança do roteirista. Como já disse em posts anteriores, chequem seus Twitters pois hoje em dia não há perdão para qualquer tipo de deslize. Uma palavra mal colocada e todo o trabalho pode sofrer consequências desastrosas.

Sobre as demais categorias, a vitória de Homem-Aranha no Aranhaverso reforça a vitória da animação no Globo de Ouro e a coloca como franco-favorito no Oscar, ainda mais que seus principais concorrentes da indústria são sequências: Os Incríveis 2 e WiFi Ralph: Quebrando a Internet. Já o documentário Won’t You Be My Neighbor? começou a temporada como favorito e deve permanecer no topo da lista. Gosto do documentário, mas acredito que estão premiando mais o personagem Fred Rogers do que o documentário em si.

MELHOR PRODUÇÃO DE CINEMA

  • GREEN BOOK: O GUIA (Green Book)
    Produtores: Jim Burke, Charles B. Wessler, Brian Currie, Peter Farrelly, Nick Vallelonga

MELHOR PRODUÇÃO DE ANIMAÇÃO

  • HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO (Spider-Man: Into the Spider-Verse)
    Produtores: Avi Arad, Phil Lord, Christopher Miller, Amy Pascal, Christina Steinberg

MELHOR PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO

  • WON’T YOU BE MY NEIGHBOR?
    Produtores: Morgan Neville, Nicholas Ma, Caryn Capotosto

***

As indicações ao Oscar 2019 serão anunciadas no dia 22 de janeiro às 11h20, horário de Brasília.

‘NASCE UMA ESTRELA’ é o DESTAQUE do DGA, WGA, ASC e EDDIE AWARDS

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Indicado ao WGA: cena de Um Lugar Silencioso com John Krasinski (pic by outnow.ch)

Mal o ano começou, já tivemos as surpresas do Globo de Ouro, e agora temos o anúncios de três prêmios de sindicatos relevantes para a temporada e para a corrida do Oscar.

Vamos começar pelo mais chato e rígido de todos, o Writers Guild of America (WGA), do sindicato dos roteiristas. Pra quem está embarcando agora, o WGA é o mais complicado porque ele exige uma série de cumprimento de regras como filiação ao sindicato, e não reconhece roteiros de animações (com isso, quem sai perdendo é o próprio sindicato).

Os roteiros ausentes na lista do WGA não perdem muito, mas se forem lembrados, suas campanhas encorpam para o Oscar. Ano passado, os vencedores Corra! e Me Chame Pelo Seu Nome repetiram suas vitórias no Oscar. Apesar de serem rígidos, na última década, 2/3 dos indicados do WGA foram indicados ao Oscar também.

Este ano, entre as ausências mais notáveis que foram desqualificadas pelas toneladas de regras estão: A Favorita, Não Deixe Rastros, Domando o Destino, A Morte de Stalin, Hereditário e Sorry to Bother You, além dos estrangeiros Guerra Fria e Capernaum, e as animações Os Incríveis 2 e Ilha dos Cachorros. Já os esnobados foram Paul Schrader (No Coração da Escuridão) e Josh Singer (O Primeiro Homem).

Entre os indicados, destaque para os sucessos comerciais de Um Lugar Silencioso, Nasce uma Estrela e Pantera Negra, que pode repetir o feito de Logan (2017), que foi indicado no WGA e Oscar, tornando-se o primeiro roteiro indicado ao Oscar baseado em quadrinhos de super-heróis.

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Indicado ao WGA: Cena de Pantera Negra (pic by outnow.ch)

Pela categoria de Documentário, o curioso foi a total ausência de trabalhos reconhecidos em premiações anteriores como Won’t You Be My Neighbor, Free Solo e RBG, mas dá notoriedade para outros como o de Michael Moore, Fahrenheit 11/09.

ROTEIRO ORIGINAL
* Bo Burnham (Oitava Série)
* Nick Vallelonga, Brian Currie e Peter Farrelly (Green Book: O Guia)
* Bryan Woods, Scott Beck e John Krasinski, história de Bryan Woods e Scott Beck (Um Lugar Silencioso)
* Alfonso Cuarón (Roma)
* Adam McKay (Vice)

ROTEIRO ADAPTADO
Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott e Spike Lee – Baseado no livro de Ron Stallworth (Infiltrado na Klan)
* Ryan Coogler, Joe Robert Cole – Baseado nos quadrinhos da Marvel Comics de Stan Lee e Jack Kirby (Pantera Negra)
* Nicole Holofcener e Jeff Whitty – Baseado no livro de Lee Israel (Poderia Me Perdoar?)
* Barry Jenkins – Baseado no romance de James Baldwin (Se a Rua Beale Falasse)
* Eric Roth, Bradley Cooper e Will Fetters – Baseado no roteiro de 1954 de Moss Hart, no roteiro de 1976 de John Gregory Dunne, Joan Didion e Frank Pierson, baseado na história William Wellman e Robert Carson (Nasce uma Estrela)

ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO
Ozzy Inguanzo & Dava Whisenant (Bathtubs Over Broadway)
* Michael Moore (Fahrenheit 11/9)
* Lauren Greenfield (Generation Wealth)
* Gabe Polsky (In Search of Greatness)

***

O anúncio dos vencedores do WGA ocorre no dia 17 de fevereiro.

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Cena dentro do cinema em Roma, de Alfonso Cuarón (pic by IMDb)

A Associação Americana de Diretores de Fotografia (ASC) também divulgou suas seleções de trabalhos. A lista demonstra diversidade técnica que vai da película de 65 mm de Roma, passando pela exploração das luzes de velas em A Favorita, até o multi-formato de O Primeiro Homem.

Felizmente, é daqueles ano em que podemos dizer “Qualquer um que ganhar merece”. Até o momento, o trabalho mais premiado foi de Alfonso Cuarón por Roma, aliás, ele se tornou o primeiro DP (director of photography) a ser indicado na categoria principal fotografando o próprio filme que dirigiu. Em 2016, Cary Joji Fukunaga conseguiu o mesmo feito por Beasts of No Nation, mas pela categoria  Spotlight Award.

Pelas estatísticas, 80% dos trabalhos nas listas do ASC vão parar na categoria de Fotografia do Oscar. Normalmente, quatro estão em ambas as listas, e um é substituído. À princípio, nessa dança das cadeiras, Matthew Libatique por Nasce uma Estrela pode perder seu lugar para um dos ausentes mais comentados: Rachel Morrison (que se tornou a primeira DP mulher indicada ao ASC e ao Oscar por Mudbound) por Pantera Negra, ou James Laxton por Se a Rua Beale Falasse.

MELHOR FOTOGRAFIA
* Alfonso Cuarón (Roma)
* Matthew Libatique (Nasce uma Estrela)
* Robbie Ryan (A Favorita)
* Linus Sandgren (O Primeiro Homem)
* Łukasz Żal (Guerra Fria)

PRÊMIO SPOTLIGHT
* Joshua James Richards (Domando o Destino)
* Giorgi Shvelidze (Namme)
* Frank van den Eeden (Girl)

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Joshua James Richards conseguiu explorar o melhor no singelo Domando o Destino (pic by IMDb)

Pela categoria do prêmio Spotlight para filmes menos conhecidos, Joshua James Richards merece o destaque por explorar a beleza natural do cenário, identificando sua luz no protagonista e seu paixão pelo cavalo em Domando o Destino, que faturou o prêmio de Melhor Filme no último Gotham Award.

***

A cerimônia do 33º ASC Awards está marcado para o dia 09 de fevereiro.

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John David Washington e Laura Harrier em cena de Infiltrado na Klan (pic by outnow.ch)

Com cerca de 1.000 membros, o sindicato de Montadores também anunciou seus indicados na última segunda. Aqui a porcentagem de acerto é um pouco melhor do que a de Fotografia com 88% considerando os últimos 25 anos.

Aqui, como no Globo de Ouro, o Eddie é dividido em duas categorias: Drama e Comédia, além das de Animação e Documentário, o que dificulta no esquecimento de alguns trabalhos mais fortes. No ano passado, Dunkirk levou Montagem – Drama e acabou ficando com o Oscar também. Normalmente, os filmes de ação e guerra têm boa vantagem em relação aos demais gêneros. E o prêmio costuma revelar o Melhor Filme. Dificilmente o filme que levar Melhor Filme não vai estar indicado ao Oscar de Montagem.

Achei curiosa a indicação de Infiltrado na Klan como Drama. Apesar do tema sério do racismo, fica nítido que Spike Lee dirigiu uma comédia. O resultado pode ser catastrófico como no Globo de Ouro, de onde saiu de mãos abanando.

MELHOR MONTAGEM (DRAMA)
* Barry Alexander Brown (Infiltrado na Klan)
* John Ottman (Bohemian Rhapsody)
* Tom Cross (O Primeiro Homem)
* Alfonso Cuarón & Adam Gough (Roma)
* Jay Cassidy (Nasce uma Estrela)

MELHOR MONTAGEM (COMÉDIA)
* Myron Kerstein (Podres de Ricos)
* Craig Alpert, Elísabet Ronaldsdóttir, Dirk Westervelt (Deadpool 2)
* Yorgos Mavropsaridis (A Favorita)
* Patrick J. Don Vito (Green Book: O Guia)
* Hank Corwin (Vice)

MELHOR MONTAGEM DE ANIMAÇÃO
* Stephen Schaffer (Os Incríveis 2)
* Andrew Weisblum, Ralph Foster, Edward Bursch (Ilha dos Cachorros)
* Robert Fisher, Jr. (Homem-Aranha no Aranhaverso)

MELHOR MONTAGEM DE DOCUMENTÁRIO
* Bob Eisenhardt (Free Solo)
* Carla Gutierrez (RBG)
* Michael Harte (Três Estranhos Idênticos)
* Jeff Malmberg, Aaron Wickenden (Won’t You Be My Neighbor?)

MELHOR MONTAGEM DE DOCUMENTÁRIO (FEITO PARA TV)
* Martin Singer (A Final Cut for Orson: 40 Years in the Making)
* Greg Finton, Poppy Das (Robin Williams: Come Inside My Mind)
* Neil Meiklejohn (Wild Wild Country, Part 3)
* Joe Beshenkovsky (The Zen Diaries of Garry Shandling)

***

A cerimônia do 69º Eddie Awards acontecerá no dia 1º de fevereiro.

'A Star Is Born' Film - 2018

Bradley Cooper explica cena para diretor de fotografia Matthew Libatique para Nasce uma Estrela (pic by Variety)

Entre todos os prêmios de sindicato, o Directors Guild of America (DGA) é o mais importante pelo seu histórico de ter apenas sete divergências entre ele e o Oscar, sendo a última em 2013, naquele episódio fatídico do Ben Affleck ficar de fora da categoria por Argo. As estatísticas, como citei, são as maiores: 90% de acerto em relação ao Oscar, ou seja, quem ganhar aqui, está com uma das mãos na estatueta dourada.

MELHOR DIREÇÃO

  • Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
  • Alfonso Cuarón (Roma)
  • Peter Farrelly (Green Book: O Guia)
  • Spike Lee (Infiltrado na Klan)
  • Adam McKay (Vice)

Apesar da vasta filmografia, Spike Lee é apenas o quinto diretor negro indicado ao DGA. O primeiro foi Lee Daniels (Preciosa) em 2010, Steve McQueen (12 Anos de Escravidão) em 2014, Barry Jenkins (Moonlight) em 2017 e Jordan Peele (Corra!) ano passado. Na verdade, esse é um dado estatístico que não costumo dar muita importância, porque parece que estou pedindo mais diretores negros indicados APENAS pela cor da pele. Gostaria de ver diretores negros mais reconhecidos apenas por seus trabalhos, assim como queria que Spike Lee tivesse sido indicado lá atrás em 1990 por Faça a Coisa Certa.

Ainda na temática politicamente correta, houve bons trabalhos de diretoras mulheres em 2018 como Poderia Me Perdoar?, da Marielle Heller, e Mais uma Chance, da Tamara Jenkins, mas particularmente, se fosse defender campanha feminina seria apenas da Chloé Zhao no independente Domando o Destino.

Voltando à lista do DGA, a inclusão de Peter Farrelly foi uma surpresa. Apesar da recente vitória de seu Green Book no Globo de Ouro ter ajudado bastante, o diretor nunca gozou de uma boa reputação como diretor em Hollywood, porque suas comédias escrachadas e politicamente incorretas sempre sofreram preconceito. Por isso, se alguém da lista não conseguir espaço no Oscar, acredito que será ele.

Por outro lado, se alguém conseguir surpreender, temos alguns nomes na fila de espera como o de Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse), Damien Chazelle (O Primeiro Homem), Yorgos Lanthimos (A Favorita) e até Ryan Coogler (Pantera Negra).

MELHOR DIRETOR ESTREANTE

  • Bo Burnham (Oitava Série)
  • Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
  • Carlos Lopez Estrada (Ponto Cego)
  • Matthew Heineman (A Private War)
  • Boots Riley (Sorry to Bother You)

Na categoria de estreantes, Bradley Cooper aparece novamente e é o que mais tem chances de vitória, a menos que ganhe Direção e o prêmio de estreante vá para outro. Se for para Bo Burnham, seria um prêmio bem justo, pois ele trouxe muita energia e vibração desta nova geração de adolescentes em Oitava Série.

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Bo Burnham dirige Elsie Fisher em cena de Oitava Série (pic by Vanity Fair)

Não vi os demais diretores indicados aqui, mas sem querer menosprezar esses trabalhos, ressalto aqui a estréia corajosa de Ari Aster em Hereditário, que mostrou muita personalidade na criação de atmosfera de terror psicológico, e Aneesh Chaganti por Buscando…, que teve ótimas sacadas para seu filme se apoiar exclusivamente de telas de celular, computador e TV.

Sobre Matthew Heineman, um fato curioso: ele foi indicado como estreante, mas já ganhou dois prêmios do DGA por Cartel Land e City Ghosts, mas como se tratam de documentários, eles consideram estréia na ficção.

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A 71ª cerimônia de premiação do DGA está agendada para o dia 02 de fevereiro. 

‘BOHEMIAN RHAPSODY’ SURPREENDE e CONQUISTA 2 GLOBOS DE OURO, INCLUINDO MELHOR FILME – DRAMA, mas noite é da NETFLIX

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Andy Samberg e Sandra Oh apresentam o Globo de Ouro (pic by Variety)

Para você que achou que Vice levaria tudo nas categorias de comédia, e que Nasce uma Estrela surrupiaria tudo nas de drama, o pessoal do Globo de Ouro resolveu bagunçar as casas de apostas. A Hollywood Foreign Press Association (HFPA) é fã de Queen!

Na reta final da cerimônia, mais precisamente no último bloco, a cinebiografia chapa branca de Bohemian Rhapsody levou Melhor Ator – Drama para Rami Malek, e em seguida, a equipe subiu ao palco, juntamente com os integrantes da banda Queen, para receber Melhor Filme. Curiosamente, o filme sequer tinha seu diretor (ou melhor, diretores Bryan Singer e Dexter Fletcher indicados), mas o sucesso comercial de mais 700 milhões arrecadados fez a diferença. Malek sequer mencionou Singer no palco, já que eles brigaram durante as filmagens, quando o diretor não comparecia nos horários. Apesar da confusão dos bastidores, as músicas da banda tocadas no filme foram a verdadeira fórmula do sucesso.

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Rami Malek agradece todos, exceto Bryan Singer, ao levar Melhor Ator por Bohemian Rhapsody.

Green Book: O Guia surpreendeu ao conquistar três prêmios, especialmente o de Roteiro e Filme – Comédia ou Musical. A premiação de Mahershala Ali como coadjuvante obviamente reforça sua campanha ao Oscar, mas é preciso lembrar duas coisas: Ele ganhou o Oscar há dois anos por Moonlight, e o Globo de Ouro não o premiou naquele ano, quando Aaron Taylor-Johnson levou por Animais Noturnos. O filme de Peter Farrelly, Green Book, é aquele típico de fórmula com história verídica de dois personagens de culturas diferentes, mas que ganha seu público com certa facilidade, tanto que levou o prestigiado prêmio de público do Festival de Toronto.

A grande produtora da noite acabou sendo a Netflix, que conquistou 5 Globos de Ouro: 2 pelo mexicano Roma,  2 pela série O Método Kominsky, e 1 pela série Bodyguard, todos disponíveis no catálogo do serviço de streaming. A vitória de Roma na categoria de Filme Estrangeiro era esperada, mas Melhor Direção ainda era incerta, já que Bradley Cooper era um candidato fortíssimo, mesmo sendo seu projeto de estréia. Acabou saindo de mãos abanando da cerimônia, apesar de ter visto Lady Gaga levando por Melhor Canção com “Shallow”. Outra que saiu sem prêmios apesar da dupla indicação foi Amy Adams, que perdeu como Coadjuvante por Vice, e como Atriz de série por Sharp Objects.

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O diretor Alfonso Cuarón venceu por Filme Estrangeiro e Direção por Roma (pic by Vanity Fair)

Gostei da vitória de Glenn Close como Melhor Atriz por A Esposa (previsão de estréia aqui no dia 10 de janeiro). Com todo o hype em cima de Lady Gaga, até ela ficou surpresa quando anunciaram seu nome. O filme em si é meio fraquinho, mas a personagem dela é bem interessante e atual. Ela faz a esposa de um escritor que ganha o prêmio Nobel de Literatura, mas vamos descobrindo que ela abdicou sua vida profissional em prol do casamento e bons costumes da época. E no discurso de agradecimento, Glenn Close citou sua mãe, que passou pela mesma situação, concluindo que, apesar das dificuldades e da maternidade, “nós [as mulheres] temos que dizer ‘Eu posso fazer aquilo e eu deveria se permitir fazer aquilo”. O público presente ficou emocionado e a ovacionou. Certamente, um discurso que alavanca sua campanha rumo ao primeiro Oscar às alturas.

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Glenn Close aceita seu Globo de Ouro por A Esposa.

Muito boas as vitórias de Trilha Musical para Justin Hurwitz em O Primeiro Homem, e Melhor Longa de Animação para o fantástico Homem-Aranha no Aranhaverso. Não vi o filme Vice, mas só pelo discurso de Christian Bale agradecendo Satã pela inspiração para interpretar Dick Cheney é memorável! E adorei quando Olivia Colman chamou Emma Stone e Rachel Weisz de “my bitches” quando levou Melhor Atriz – Comédia ou Musical por A Favorita. A vitória de Regina King como Coadjuvante por Se a Rua Beale Falasse ajuda, mas não apaga o fato de ela estar ausente da lista no SAG Awards.

Sobre a apresentação dos hosts Andy Samberg e Sandra Oh, eu poderia dizer “nice try” (boa tentativa). Tiveram alguns momentos engraçados como a “expulsão” de Jim Carrey da seção dos artistas de cinema, mas o melhor momento mesmo foi quando Sandra Oh levou o prêmio de Atriz em série por Killing Eve. Ela agradeceu a equipe e aos pais presentes, dizendo “Pai, mãe, eu amo vocês” em coreano.

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Sandra Oh posa com seu Globo de Ouro de Melhor Atriz pela série Killing Eve

Ainda aproveitando o momento emotivo, bela homenagem a Jeff Bridges que, só pela montagem de clipes, dá pra ver que ele fez muitos filmes bons com ótimos diretores. E também pela singela homenagem a Carol Burnett, que teve o prêmio para TV batizado com seu nome. “Isso significa que terei que aceitar o prêmio todo ano?”, brincou Burnett.

E só mais um adendo: equipe da TNT Brasil, pelamor, vamos melhorar essa transmissão! Inúmeros erros de datilografia na legenda das imagens do tipo “Golen Globe” e confundindo uma atriz com Constance Wu, sem contar ainda com as péssimas entrevistas no tapete vermelho que parecem aquelas de campo de futebol.

VENCEDORES DO 76º GLOBO DE OURO

MELHOR FILME – DRAMA
Bohemian Rhapsody (Bohemian Rhapsody)

MELHOR ATRIZ – DRAMA
Glenn Close (A Esposa)

MELHOR ATOR – DRAMA
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)

MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL
Green Book: O Guia (Green Book)

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL
Olivia Colman (A Favorita)

MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL
Christian Bale (Vice)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Green Book: O Guia)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Homem-Aranha no Aranhaverso (Spider-Man: Into the Spider-Verse)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Roma (Roma) – MÉXICO

MELHOR DIREÇÃO
Alfonso Cuarón (Roma)

MELHOR ROTEIRO
Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Brian Currie (Green Book: O Guia)

MELHOR TRILHA MUSICAL
Justin Hurwitz (O Primeiro Homem)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Shallow” (Nasce uma Estrela)

MELHOR SÉRIE – DRAMA
The Americans

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Sandra Oh (Killing Eve)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Richard Madden (Bodyguard)

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
“The Kominsky Method” (Netflix)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
Michael Douglas (The Kominsky Method)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Patricia Arquette (Escape at Dannemora)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Patricia Clarkson (Sharp Objects)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Ben Whishaw (A Very English Scandal)

‘PANTERA NEGRA’, ‘BOHEMIAN RHAPSODY’ e ‘PODRES DE RICOS’ são INDICADOS ao PGA

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Michelle Yeoh, Henry Golding e Constance Wu em cena de Podres de Ricos (pic by Warner Bros)

Olá! Feliz Ano Novo! Primeiras saudações de 2019!

O blog começa com a divulgação dos indicados ao 30º Producers Guild of America (PGA), prêmio do sindicato de produtores. Pelo histórico, três quartos dos indicados costumam ser lembrados pela Academia na categoria de Melhor Filme. O outro quarto costuma ser aquele sucesso comercial que o Oscar tende a trocar por filmes mais conceituados.

MELHOR PRODUÇÃO DE CINEMA:

  • BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody)
    Produtor: Graham King
  • A FAVORITA (The Favourite)
    Produtores: Ceci Dempsey, Ed Guiney, Lee Magiday, Yorgos Lanthimos
  • GREEN BOOK: O GUIA (Green Book)
    Produtores: Jim Burke, Charles B. Wessler, Brian Currie, Peter Farrelly, Nick Vallelonga
  • INFILTRADO NA KLAN (BlacKkKlansman)
    Produtores: Sean McKittrick, Jason Blum, Raymond Mansfield, Jordan Peele, Spike Lee
  • UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place)
    Produtores: Michael Bay, Andrew Form, Brad Fuller
  • NASCE UMA ESTRELA (A Star is Born)
    Produtores: Bill Gerber, Bradley Cooper, Lynette Howell Taylor
  • PANTERA NEGRA (Black Panther)
    Produtor: Kevin Feige
  • PODRES DE RICOS (Crazy Rich Asians)
    Produtores: Nina Jacobson, Brad Simpson, John Penotti
  • ROMA (Roma)
    Produtores: Gabriela Rodríguez, Alfonso Cuarón
  • VICE
    Produtores: Dede Gardner, Jeremy Kleiner, Kevin Messick, Adam McKay

E no caso, acho que a exceção para o Oscar será Um Lugar Silencioso, que deve ser substituído por um Se a Rua Beale Falasse ou mesmo O Retorno de Mary Poppins, por exemplo, que foram esnobados aqui.

Dessa lista de 10, assisti a sete filmes. E honestamente, não sei se estou muito chato, mas não acho que esta lista representa uma boa seleção de filmes de 2018. Jamais colocaria Um Lugar Silencioso. Tem gente que adorou esse filme, mas achei tão bobo e genérico. Pegue até o Fim dos Tempos, do M. Night Shyamalan, e teremos um exemplo melhor de filme pós-apocalíptico do que este dirigido por John Krasinski, que foi elevado ao patamar de novo mestre do terror da noite para o dia. Shyamalan pode ter seus defeitos, mas é inegável que sabe filmar e aproveitar melhor o material que tem nas mãos. Apesar de nitidamente a sua seleção ter sido embasada nos números das bilheterias, pelo menos se trata de um filme de terror, que sempre foi um gênero excluído da cerimônia.

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Emily Blunt em cena de Um Lugar Silencioso (pic by Columbia Pictures)

Contudo, a grande discussão que podemos abordar aqui é: O que realmente está em análise para a escolha de um filme? Se for apenas por qualidade fílmica, as escolhas estão bem medianas. Se for considerar o sucesso comercial, indo na onda do suspenso Oscar de Filme Popular, está melhor balanceado com Pantera Negra (o recordista entre os indicados com 1.3 bilhão de dólares arrecadados), Bohemian Rhapsody (cerca de 700 milhões), Nasce uma Estrela (cerca de 380 milhões) e Podres de Ricos (cerca de 240 milhões), faltando Vingadores: Guerra Infinita (mais de 2 bilhões).

Porém o que parece realmente importar para a comissão votante é a importância do filme no cenário politicamente correto. E nesse quesito, os maiores beneficiados foram Pantera Negra, que definitivamente foi um fenômeno cultural e foi motivo de orgulho de toda a raça negra), e Podres de Ricos, com seu elenco formado exclusivamente por asiáticos, que sempre foram coadjuvantes em produções americanas.

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Lupita Nyong’o, Chadwick Boseman e Danai Gurira em cena de Pantera Negra (pic by Marvel Studios)

Como estamos vivendo novos tempos de caça às bruxas na internet, preciso ressaltar que não crucifico esses filmes por serem direcionados de forma política, pois são um reflexo dos novos tempos, mas a pergunta que faço é: Se os analisarmos apenas como cinema, são realmente bons filmes? É como se tirássemos os óculos 3D de Avatar, o filme continua ótimo e memorável?

Deixando de lado a polêmica, a indicação de Pantera Negra recompensa os esforços descomunais do produtor Kevin Feige, o homem por trás de todo o incrível planejamento dos filmes da Marvel Studios, que completou 10 anos em 2018 com o lançamento do fenomenal Vingadores: Guerra Infinita.

Entre os excluídos, além de Se a Rua Beale Falasse, temos O Primeiro Homem (filme que despencou na temporada de premiações), Oitava Série, No Coração da Escuridão e Poderia Me Perdoar?.

Pra quem fica antenado em estatísticas, o PGA acertou 20 dos últimos 29. E a última vez que houve divergência foi quando o PGA premiou La La Land, e o Oscar preferiu Moonlight.

MELHOR PRODUÇÃO DE ANIMAÇÃO

  • O GRINCH (Dr. Seuss’ The Grinch)
    Produtores: Chris Meledandri, Janet Healy
  • OS INCRÍVEIS 2 (Incredibles 2)
    Produtores: John Walker, Nicole Grindle
  • ILHA DOS CACHORROS (Isle of Dogs)
    Produtores: Ainda não determinados*
  • WIFI RALPH: QUEBRANDO A INTERNET (Ralph Breaks the Internet)
    Produtor: Clark Spencer
  • HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO (Spider-Man: Into the Spider-Verse)
    Produtores: Avi Arad, Phil Lord, Christopher Miller, Amy Pascal, Christina Steinberg

Pela categoria de animações, quatro dos cinco indicados estão presentes em praticamente todas as listas até o momento. A única variável é O Grinch, que já foi substituído pelo japonês Mirai em ocasiões anteriores.

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Homem-Aranha no Aranhaverso (pic by Sony Pictures)

Já entre os cinco, o que mais tem crescido nas últimas semanas é Homem-Aranha no Aranhaverso. Além de super bem recebido pela crítica especializada, apresenta inovações nas técnicas de animação, misturando vários estilos de traços, com o grand finale do bilheteria engordando a cada semana pelo mundo.

MELHOR PRODUÇÃO DE DOCUMENTÁRIO

  • THE DAWN WALL
    Produtores: Josh Lowell, Peter Mortimer, Philipp Manderla
  • FREE SOLO
    Produtores: Elizabeth Chai Vasarhelyi, Jimmy Chin, Evan Hayes, Shannon Dill
  • HAL
    Produtores: Christine Beebe, Jonathan Lynch, Brian Morrow
  • INTO THE OKAVANGO
    Produtor: Neil Gelinas
  • RBG
    Produtores: Betsy West, Julie Cohen
  • TRÊS ESTRANHOS IDÊNTICOS (Three Identical Strangers)
    Produtores: Becky Read, Grace Hughes-Hallett
  • WON’T YOU BE MY NEIGHBOR?
    Produtores: Morgan Neville, Nicholas Ma, Caryn Capotosto

Este ano, o PGA resolveu ser mais generoso na categoria de documentário, indicando sete filmes. Quatro deles: Free Solo, RBG, Três Estranhos Idênticos e Won’t You Be My Neighbor estão entre os mais citados nos prêmios anteriores. Talvez a ausência mais sentida aqui seja Minding the Gap.

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Imagens de arquivo do diretor Hal Ashby do documentário Hal (pic by Oscilloscope)

Curiosamente, Hal, que achei que era sobre a criação do personagem HAL 9000 de 2001: Uma Odisséia no Espaço, é um documentário sobre o cineasta americano Hal Ashby, responsável por pérolas do cinema alternativo como Ensina-me a Viver (1971), Shampoo (1975), Amargo Regresso (1978) e Muito Além do Jardim (1979).

***

Os vencedores do PGA serão anunciados já no dia 19 de janeiro no Hotel Beverly Hilton.

Com 14 INDICAÇÕES, ‘A FAVORITA’ LIDERA o CRITICS’ CHOICE AWARDS

The Favourite Emma Stone Olivia Colman

Emma Stone agradando a Rainha Anne (Olivia Colman) em cena de A Favorita (pic by IMDb)

FILME DE ÉPOCA DO GREGO YORGOS LANTHIMOS TEM TUDO PARA REPETIR O FEITO NO BAFTA E NO OSCAR

Nesta segunda, dia 10/12, foram anunciadas as indicações ao Critics’ Choice Awards, ou como gostamos de chamar carinhosamente de “A Bolha Assassina” (quer ser todos os prêmios, mas não é nenhum). Explicando rapidamente: o Critics’ Choice está apenas em sua 24ª edição, mas a cada ano que passa, o prêmio gosta de agregar novas categorias, tipo aquele vizinho chato que quer convidar o bairro inteiro para a festa dele só pra dizer que é a melhor? Já “roubou” a categoria de Melhor Elenco do SAG, e Melhor Terror e Sci-Fi do Saturn Awards. Daqui a pouco, pegam Melhor Beijo do MTV Movie Awards. Este ano, inventaram que deveriam ter 7 (sete!) indicados nas categorias de direção e atuação. Daqui a pouco até o Keanu Reeves vai ser indicado. Cadê a seletividade nesse negócio?

Aliás, vamos dar o braço a torcer este ano para o Critics’, afinal ele está fazendo escola até no Oscar, que está inventando de criar uma nova categoria para “Filmes Populares”. No Critics’, isso já existe faz tempo: Melhor Filme de Comédia, Melhor Filme de Ação e Melhor Filme de Terror e Ficção Científica. Podiam criar Melhor Filme de Arte! Vamos chamar os diretores europeus e asiáticos pra roda, ué!

E uma coisa que detestamos na cerimônia do Critics’ Choice é a apresentação de prêmios seletiva no palco. Eles têm cerca de 50 categorias, mas só querem apresentar umas 20 no palco. Os outros menos populares passam nos intervalos com seus nomes expostos em quadros, tipo resultado de loteria. Muito capenga!

NÚMEROS DA BOLHA

Como dito anteriormente, 14 indicações para A Favorita. Não é nenhuma surpresa, já que os filmes de época tendem a conquistar indicações em categorias técnicas como Direção de Arte, Figurino e Maquiagem, pelo menos. Além disso, as três atrizes do filme foram reconhecidas, o que expande ainda mais o espaço do filme na premiação. Desse total, apenas 3 indicações são de categorias que não existem no Oscar: Comédia, Atriz de Comédia e Elenco, ou seja, o filme de Yorgos Lanthimos deve conquistar entre 10 ou 11 indicações em janeiro.

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Michael B. Jordan e Chadwick Boseman em cena de Pantera Negra (pic by IMDb)

 

Em segundo lugar, o blockbuster conceitual politicamente correto Pantera Negra acumula 12 indicações, com destaque para Michael B. Jordan como Coadjuvante e Ryan Coogler concorrendo por Roteiro Adaptado. Em terceiro, vem O Primeiro Homem, que estava em franca decadência na temporada, com 10 indicações. Essas três produções concorrem com Nasce uma Estrela (9 indicações), Vice (9), O Retorno de Mary Poppins (9), Roma (8), Green Book: O Guia (7), Se a Rua Beale Falasse (5) e Infiltrado na Klan (4) o prêmio de Melhor Filme.

Nas categorias alternativas, estão filmes que até pouco tempo atrás estavam mega cotados para serem indicados ao novo Oscar de Filme Popular, tais como Vingadores: Guerra Infinita, Missão: Impossível – Efeito Fallout, Podres de Ricos, e Um Lugar Silencioso.

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Awkwafina e Constance Wu em cena de Podres de Ricos (pic by IMDb)

AUSÊNCIAS

Sim, mesmo com sete indicados em 583 categorias, é possível ter ausências. Ano que vem, o Critics’s Choice aumenta para 12 indicados. Claro que nenhuma ausência assim tão alternativa para direcionar um pouco de atenção para filmes menores porém de qualidade, afinal, o Critics’ Choice está unicamente preocupado em acertar os vencedores do Oscar.

Pelas categorias de atuação, dá pra citar os ausentes Lucas Hedges (Boy Erased), Sam Rockwell (Vice), Rosamund Pike (A Private War) e John David Washington (Infiltrado na Klan), todos foram recentemente indicados ao Globo de Ouro. Tem ainda Ben Foster (Não Deixe Rastros), que estava indicado ao Gotham Awards e ficou em segundo lugar no LAFCA, e Joaquin Phoenix (Você Nunca Esteve Realmente Aqui), que levou o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes e foi indicado ao Independent Spirit Awards.

Com certeza ficou faltando a indicação para a fenomenal Helena Howard (A Madeline de Madeline) na categoria de Jovem Atriz, e por que não incluir Kayli Carter por Mais Uma Chance? Ambas foram merecidamente lembradas pelo Independent Spirit.

Também ressalto a ausência das belas fotografias Lukasz Zal (Guerra Fria) e de Sayombhu Mukdeeprom no remake de Suspiria. Pelo menos o filme de Luca Guadanigno foi reconhecido na categoria de Filme de Terror ou Sci-Fi, e Cabelo e Maquiagem.

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No centro, Dakota Johnson lidera grupo de bailarinas em Suspiria (pic by IMDb)

PELA TELEVISÃO…

Muitas séries e minisséries previamente reconhecidos pelo Globo de Ouro repetem suas indicações aqui no Critics’ como é o caso do The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story, The Americans e Escape from Dannemora, que conquistaram 5 indicações cada, liderando o quadro de indicações, enquanto Sharp Objects acumulou 4.

Já na divisão por produtoras, a HBO lidera com 20 indicações, seguida por FX com 17, Amazon com 12, e NBC e Netflix com 11 cada.

INDICADOS AO 24º CRITICS’ CHOICE AWARDS:

CINEMA

MELHOR FILME
A Favorita (The Favourite)
Green Book: O Guia (Green Book)
Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman)
Nasce uma Estrela (A Star is Born)
Pantera Negra (Black Panther)
O Primeiro Homem (First Man)
O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns)
Roma (Roma)
Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk)
Vice

MELHOR ATOR
Christian Bale (Vice)
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Ryan Gosling (O Primeiro Homem)
Ethan Hawke (First Reformed)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

MELHOR ATRIZ
Yalitza Aparicio (Roma)
Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins)
Glenn Close (A Esposa)
Toni Collette (Hereditário)
Olivia Colman (A Favorita)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
Timothée Chalamet (Querido Menino)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Michael B. Jordan (Pantera Negra)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (Vice)
Claire Foy (O Primeiro Homem)
Nicole Kidman (Boy Erased: Uma Verdade Anulada)
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR JOVEM ATOR OU ATRIZ
Elsie Fisher (Oitava Série)
Thomasin McKenzie (Não Deixe Rastros)
Ed Oxenbould (Vida Selvagem)
Millicent Simmonds (Um Lugar Silencioso)
Amandla Stenberg (O Ódio que Você Semeia)
Sunny Suljic (Mid90s)

MELHOR ELENCO
Pantera Negra
Podres de Ricos
A Favorita
Vice
As Viúvas

MELHOR DIREÇÃO
Damien Chazelle (O Primeiro Homem)
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Alfonso Cuarón (Roma)
Peter Farrelly (Green Book: O Guia)
Yorgos Lanthimos (A Favorita)
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Bo Burnham (Oitava Série)
Alfonso Cuarón (Roma)
Deborah Davis, Tony McNamara (A Favorita)
Adam McKay (Vice)
Paul Schrader (First Reformed)
Nick Vallelonga, Brian Hayes Currie, Peter Farrelly (Green Book: O Guia)
Bryan Woods, Scott Beck, John Krasinski (Um Lugar Silencioso)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Ryan Coogler, Joe Robert Cole (Pantera Negra)
Nicole Holofcener, Jeff Whitty (Poderia Me Perdoar?)
Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse)
Eric Roth, Bradley Cooper, Will Fetters (Nasce uma Estrela)
Josh Singer (O Primeiro Homem)
Charlie Wachtel, David Rabinowitz, Kevin Willmott, Spike Lee (Infiltrado na Klan)

MELHOR FOTOGRAFIA
Alfonso Cuarón (Roma)
James Laxton (Se a Rua Beale Falasse)
Matthew Libatique (Nasce uma Estrela)
Rachel Morrison (Pantera Negra)
Robbie Ryan (A Favorita)
Linus Sandgren (O Primeiro Homem)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Hannah Beachler, Jay Hart (Pantera Negra)
Eugenio Caballero, Barbara Enriquez (Roma)
Nelson Coates, Andrew Baseman (Podres de Ricos)
Fiona Crombie, Alice Felton (A Favorita)
Nathan Crowley, Kathy Lucas (O Primeiro Homem)
John Myhre, Gordon Sim (O Retorno de Mary Poppins)

MELHOR MONTAGEM
Jay Cassidy (Nasce uma Estrela)
Hank Corwin (Vice)
Tom Cross (O Primeiro Homem)
Alfonso Cuarón, Adam Gough (Roma)
Yorgos Mavropsaridis (A Favorita)
Joe Walker (As Viúvas)

MELHOR FIGURINO
Alexandra Byrne (Duas Rainhas)
Ruth Carter (Pantera Negra)
Julian Day (Bohemian Rhapsody)
Sandy Powell (A Favorita)
Sandy Powell (O Retorno de Mary Poppins)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
Pantera Negra
Bohemian Rhapsody
A Favorita
Duas Rainhas
Suspiria
Vice

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
O Primeiro Homem
O Retorno de Mary Poppins
Missão: Impossível – Efeito Fallout
Jogador Nº 1

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
O Grinch
Os Incríveis 2
Ilha dos Cachorros
Mirai
WiFi Ralph: Quebrando a Internet
Homem-Aranha no Aranhaverso

MELHOR FILME DE AÇÃO
Vingadores: Guerra Infinita
Pantera Negra
Deadpool 2
Missão: Impossível – Efeito Fallout
Jogador Nº 1
As Viúvas

MELHOR COMÉDIA
Podres de Ricos
Deadpool 2
A Morte de Stalin
A Favorita
A Noite do Jogo
Sorry to Bother You

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
Christian Bale (Vice)
Jason Bateman (A Noite do Jogo)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)
John C. Reilly (Stan & Ollie)
Ryan Reynolds (Deadpool 2)
Lakeith Stanfield (Sorry to Bother You)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins)
Olivia Colman (A Favorita)
Elsie Fisher (Oitava Série)
Rachel McAdams (A Noite do Jogo)
Charlize Theron (Tully)
Constance Wu (Podres de Ricos)

MELHOR TERROR OU FICÇÃO CIENTÍFICA
Aniquilação (Annihilation)
Halloween (Halloween)
Hereditário (Hereditary)
Um Lugar Silencioso (A Quiet Place)
Suspiria

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Em Chamas
Cafarnaum
Guerra Fria
Roma
Assunto de Família

MELHOR CANÇÃO
All the Stars (Pantera Negra)
Girl in the Movies (Dumplin’)
I’ll Fight (RBG)
The Place Where Lost Things Go (O Retorno de Mary Poppins)
Shallow (Nasce uma Estrela)
Trip a Little Light Fantastic (O Retorno de Mary Poppins)

MELHOR TRILHA MUSICAL
Kris Bowers (Green Book: O Guia)
Nicholas Britell (Se a Rua Beale Falasse)
Alexandre Desplat (Ilha dos Cachorros)
Ludwig Göransson (Pantera Negra)
Justin Hurwitz (O Primeiro Homem)
Marc Shaiman (O Retorno de Mary Poppins)

TELEVISÃO E STREAMING

MELHOR SÉRIE DRAMÁTICA
The Americans (FX)
Better Call Saul (AMC)
The Good Fight (CBS All Access)
Homecoming (Amazon)
Killing Eve (BBC America)
My Brilliant Friend (HBO)
Pose (FX)
Succession (HBO)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Freddie Highmore – “The Good Doctor” (ABC)
Diego Luna – “Narcos: Mexico” (Netflix)
Richard Madden – “Bodyguard” (Netflix)
Bob Odenkirk – “Better Call Saul” (AMC)
Billy Porter – “Pose” (FX)
Matthew Rhys – “The Americans” (FX)
Milo Ventimiglia – “This Is Us” (NBC)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Jodie Comer – “Killing Eve” (BBC America)
Maggie Gyllenhaal – “The Deuce” (HBO)
Elisabeth Moss – “The Handmaid’s Tale” (Hulu)
Sandra Oh – “Killing Eve” (BBC America)
Elizabeth Olsen – “Sorry For Your Loss” (Facebook Watch)
Julia Roberts – “Homecoming” (Amazon)
Keri Russell – “The Americans” (FX)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Richard Cabral – “Mayans M.C.” (FX)
Asia Kate Dillon – “Billions” (Showtime)
Noah Emmerich – “The Americans” (FX)
Justin Hartley – “This Is Us” (NBC)
Matthew Macfadyen – “Succession” (HBO)
Richard Schiff – “The Good Doctor” (ABC)
Shea Whigham – “Homecoming” (Amazon)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DRAMÁTICA
Dina Shihabi – “Jack Ryan” (Amazon)
Julia Garner – “Ozark” (Netflix)
Thandie Newton – “Westworld” (HBO)
Rhea Seehorn – “Better Call Saul” (AMC)
Yvonne Strahovski – “The Handmaid’s Tale” (Hulu)
Holly Taylor – “The Americans” (FX)

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA
Atlanta (FX)
Barry (HBO)
The Good Place (NBC)
The Kominsky Method (Netflix)
The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
The Middle (ABC)
One Day at a Time (Netflix)
Schitt’s Creek (Pop)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA
Hank Azaria – “Brockmire” (IFC)
Ted Danson – “The Good Place” (NBC)
Michael Douglas – “The Kominsky Method” (Netflix)
Donald Glover – “Atlanta” (FX)
Bill Hader – “Barry” (HBO)
Jim Parsons – “The Big Bang Theory” (CBS)
Andy Samberg – “Brooklyn Nine-Nine” (Fox)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA
Rachel Bloom – “Crazy Ex-Girlfriend” (The CW)
Rachel Brosnahan – “The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)
Allison Janney – “Mom” (CBS)
Justina Machado – “One Day at a Time” (Netflix)
Debra Messing – “Will & Grace” (NBC)
Issa Rae – “Insecure” (HBO)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
William Jackson Harper – “The Good Place” (NBC)
Sean Hayes – “Will & Grace” (NBC)
Brian Tyree Henry – “Atlanta” (FX)
Nico Santos – “Superstore” (NBC)
Tony Shalhoub – “The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)
Henry Winkler – “Barry” (HBO)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE DE COMÉDIA
Alex Borstein – “The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)
Betty Gilpin – “GLOW” (Netflix)
Laurie Metcalf – “The Conners” (ABC)
Rita Moreno – “One Day at a Time” (Netflix)
Zoe Perry – “Young Sheldon” (CBS)
Annie Potts – “Young Sheldon” (CBS)
Miriam Shor – “Younger” (TV Land)

MELHOR MINISSÉRIE
A Very English Scandal (Amazon)
American Vandal (Netflix)
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Escape at Dannemora (Showtime)
Genius: Picasso (National Geographic)
Sharp Objects (HBO)

MELHOR FILME PARA TV
Icebox (HBO)
Jesus Christ Superstar Live in Concert (NBC)
King Lear (Amazon)
My Dinner with Hervé (HBO)
Notes from the Field (HBO)
The Tale (HBO)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Antonio Banderas – “Genius: Picasso” (National Geographic)
Darren Criss – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (FX)
Paul Dano – “Escape at Dannemora” (Showtime)
Benicio Del Toro – “Escape at Dannemora” (Showtime)
Hugh Grant – “A Very English Scandal” (Amazon)
John Legend – “Jesus Christ Superstar Live in Concert” (NBC)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Amy Adams – “Sharp Objects” (HBO)
Patricia Arquette – “Escape at Dannemora” (Showtime)
Connie Britton – “Dirty John” (Bravo)
Carrie Coon – “The Sinner” (USA Network)
Laura Dern – “The Tale” (HBO)
Anna Deavere Smith – “Notes From the Field” (HBO)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Brandon Victor Dixon – “Jesus Christ Superstar Live in Concert” (NBC)
Eric Lange – “Escape at Dannemora” (Showtime)
Alex Rich – “Genius: Picasso” (National Geographic)
Peter Sarsgaard – “The Looming Tower” (Hulu)
Finn Wittrock – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (FX)
Ben Whishaw – “A Very English Scandal” (Amazon)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Ellen Burstyn – “The Tale” (HBO)
Patricia Clarkson – “Sharp Objects” (HBO)
Penelope Cruz – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (FX)
Julia Garner – “Dirty John” (Bravo)
Judith Light – “The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story” (FX)
Elizabeth Perkins – “Sharp Objects” (HBO)

MELHOR SÉRIE ANIMADA
Adventure Time (Cartoon Network)
Archer (FX)
Bob’s Burgers (Fox)
BoJack Horseman (Netflix)
The Simpsons (Fox)
South Park (Comedy Central)

***

A cerimônia de premiação está marcada para o dia 13 de janeiro, e deve ser transmitida ao vivo pela TNT.

‘VICE’, de Adam McKay, LIDERA o GLOBO DE OURO com 6 INDICAÇÕES

Vice Adam McKay

No centro, o diretor Adam McKay dirige Sam Rockwell e Christian Bale em Vice no cenário da Casa Branca (pic by IMDb)

FILME DE ADAM McKAY DESPONTA COMO O FAVORITO COM TRÊS ATORES INDICADOS

Na manhã desta quinta, dia 06, foram anunciadas as indicações ao 76º Globo de Ouro diretamente do Beverly Hilton Hotel, onde será a cerimônia em janeiro. A presidente da Hollywood Foreign Press Association (HFPA), Meher Tatna, contou com a colaboração de quatro atores para a tarefa: Christian Slater, Danai Gurira, Terry Crews e Leslie Mann. Confira o vídeo abaixo:

A grande surpresa foi também a recordista de indicações nesta edição. Vice, novo trabalho do diretor de A Grande Aposta (2015), Adam McKay, até então contava apenas com burburinho, pois havia passado desapercebido por prêmios anteriores, e agora foi agraciado enormemente com seis indicações, inclusive Melhor Filme de Comédia ou Musical, Direção e Roteiro. As demais indicações foram para o elenco: Christian Bale, Amy Adams e Sam Rockwell.

Logo em seguida, com 5 indicações cada, temos Nasce uma Estrela, A Favorita e Green Book. Ainda sobre números, na ala televisiva, o recordista foi a minissérie The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story que obteve 4 indicações, enquanto Barry, The Kominsky Method, Homecoming, Sharp Objects, The Marvelous Mrs. Maisel, e A Very English Scandal acumularam 3 cada.

Vale destacar que Amy Adams retorna à temporada de premiação com 2 indicações: Atriz Coadjuvante por Vice, e Atriz em Série Dramática por Sharp Objects, com chances reais de ganhar ambos. Será que agora o Oscar vai desta vez? Curiosamente, a outra atriz que está duplamente indicada é Regina King, que também concorre nas mesmas categorias de Amy Adams. King disputa por Se a Rua Falasse e pela série Seven Seconds.

Amy Adams Sharp Objects_

Amy Adams em cena da série Sharp Objects, pela qual também foi indicada (pic by IMDb)

AUSÊNCIAS SENTIDAS

Primeiramente, para nós cinéfilos, apesar de torcermos por nossos favoritos, o importante da temporada de premiações reside no fato do reconhecimento abrangente. De nada adiantaria todos os prêmios nomearem sempre os mesmos filmes e trabalhos, ainda mais hoje que contamos com uma variedade absurda de títulos de qualidade. Aliás, felizmente, até a Netflix está melhorando a qualidade de seus originais de cinema, vide Roma, de Alfonso Cuarón.

Dito isso, é triste dizer que First Reformed ficou de fora (acreditava que haveria pelo menos 2 indicações: Ator para Ethan Hawke e Roteiro), assim como Toni Collette pela ótima atuação em Hereditário, levando ainda em consideração que os dois filmes saíram premiados recentemente do Gotham Awards. Outro que estava decolando com a recente premiação do NYFCC, Sam Elliott, acabou ficando de fora da categoria de Ator Coadjuvante por Nasce uma Estrela.

Viúvas, de Steve McQueen, que foi muito comentado no mês passado, estava com esperanças de que o Globo de Ouro pudesse deslanchar a campanha do filme, mas acabou de mãos abanando. Nem a roteirista Gillian Flynn, nem Viola Davis se salvaram…

Embora Se a Rua Beale Falasse tenha conquistado 3 indicações (Filme, Atriz Coadjuvante e Roteiro), muitos deram falta de Barry Jenkins na lista de Direção. Aliás, muito foi discutido da total ausência feminina na categoria. Ano passado, como vocês devem lembrar, Natalie Portman  (aliás, outra ausência por Vox Lux) ressaltou enfaticamente que só havia diretores homens indicados. Claro, adoraria ver Marielle Heller (Poderia Me Perdoar?), Lynne Ramsay (Você Nunca Esteve Realmente Aqui) ou Tamara Jenkins (Mais uma Chance), mas se for pra incluir meramente por preencher cota feminina, o intuito da premiação cai por terra.

Particularmente, fiquei sentido pela ausência do filme sul-coreano Em Chamas (Burning), de Lee Chang-dong, que concorria como Melhor Filme em Língua Estrangeira. Espero que ganhe alguns prêmios importantes ou seja indicado em outros para ter chances no Oscar.

SURPRESAS

Nas categorias de cinema, é possível cravar que Rosamund Pike é a maior surpresa deste ano. Nenhum prêmio ou mesmo crítico destacou seu filme A Private War até agora. O Globo de Ouro certamente fez com que muitos incluíssem o filme sobre uma correspondente de guerra em muitas watchlists.

Rosamund Pike A Private War_

Rosamund Pike como a corresponde de guerra Marie Colvin em A Private War (pic by IMDb)

As indicações de John David Washington como Ator – Drama por Infiltrado na Klan, e de John C. Reilly como Ator – Comédia ou Musical por Stan & Ollie chamam a atenção e certamente deverão reforçar a campanha rumo ao Oscar. Uma surpresa não tão surpresa assim foi a de Elsie Fisher na categoria de Atriz – Comédia ou Musical por Oitava Série. Já que o filme não foi lembrado nas categorias de Filme, Direção e Roteiro, foi um alívio vê-la representando esta pequena gema no Globo de Ouro!

John C. Reilly Stan Ollie_

John C. Reilly atua como o comediante Oliver Hardy em Stan & Ollie (pic by IMDb)

Pela televisão, a indicação de Sacha Baron Cohen como Ator de Comédia foi a mais comentada na rede. Em seu novo programa intitulado Who is America?, o ator britânico conhecido por Borat, traveste-se de sete personagens distintos para entrevistar ou mesmo enfrentar situações com pessoas patriotas, inclusive políticos republicanos como ex-vice presidente Dick Cheney, deixando-os em situação constrangedora.

INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2019:

MELHOR FILME – DRAMA
Pantera Negra (Black Panther)
Infiltrado na Klan (BlacKkKlansman)
Bohemian Rhapsody (Bohemian Rhapsody)
Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk)
Nasce uma Estrela (A Star Is Born)

MELHOR ATRIZ – DRAMA
Glenn Close (A Esposa)
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)
Nicole Kidman (O Peso do Passado)
Melissa McCarthy (Poderia Me Perdoar?)
Rosamund Pike (A Private War)

MELHOR ATOR – DRAMA
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Willem Dafoe (No Portal da Eternidade)
Lucas Hedges (Boy Erased: Uma Verdade Anulada)
Rami Malek (Bohemian Rhapsody)
John David Washington (Infiltrado na Klan)

MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL
Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)
A Favorita (The Favourite)
Green Book: O Guia (Green Book)
O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns)
Vice

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL
Emily Blunt (O Retorno de Mary Poppins)
Olivia Colman (A Favorita)
Elsie Fisher (Oitava Série)
Charlize Theron (Tully)
Constance Wu (Podres de Ricos)

MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL
Christian Bale (Vice)
Lin-Manuel Miranda (O Retorno de Mary Poppins)
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)
Robert Redford (The Old Man & the Gun)
John C. Reilly (Stan & Ollie)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams (Vice)
Claire Foy (O Primeiro Homem)
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)
Emma Stone (A Favorita)
Rachel Weisz (A Favorita)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Mahershala Ali (Green Book: O Guia)
Timothée Chalamet (Querido Menino)
Adam Driver (Infiltrado na Klan)
Richard E. Grant (Poderia Me Perdoar?)
Sam Rockwell (Vice)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
Os Incríveis 2 (Incredibles 2)
Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs)
Mirai
WiFiRalph: Quebrando a Internet (Ralph Breaks the Internet)
Homem-Aranha no Aranhaverso (Spider-Man: Into the Spider-Verse)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Capernaum – LÍBANO
Girl – BÉLGICA
Never Look Away – ALEMANHA
Roma (Roma) – MÉXICO
Assunto de Família (Shoplifters) – JAPÃO

MELHOR DIREÇÃO
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)
Alfonso Cuaron (Roma)
Peter Farrelly (Green Book: O Guia)
Spike Lee (Infiltrado na Klan)
Adam McKay (Vice)

MELHOR ROTEIRO
Alfonso Cuaron (Roma)
Deborah Davis, Tony McNamara (A Favorita)
Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse)
Adam McKay (Vice)
Peter Farrelly, Nick Vallelonga, Brian Currie (Green Book: O Guia)

MELHOR TRILHA MUSICAL
Marco Beltrami (Um Lugar Silencioso)
Alexandre Desplat (Ilha de Cachorros)
Ludwig Göransson (Pantera Negra)
Justin Hurwitz (O Primeiro Homem)
Marc Shaiman (O Retorno de Mary Poppins)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“All the Stars” (Pantera Negra)
“Girl in the Movies” (Dumplin’)
“Requiem For a Private War” (A Private War)
“Revelation’ (Boy Erased: Uma Verdade Anulada)
“Shallow” (Nasce uma Estrela)

MELHOR SÉRIE – DRAMA
The Americans
Bodyguard
Homecoming
Killing Eve
Pose

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DRAMÁTICA
Caitriona Balfe (Outlander)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Sandra Oh (Killing Eve)
Julia Roberts (Homecoming)
Keri Russell (The Americans)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DRAMÁTICA
Jason Bateman (Ozark)
Stephan James (Homecoming)
Richard Madden (Bodyguard)
Billy Porter (Pose)
Matthew Rhys (The Americans)

MELHOR SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
“Barry” (HBO)
“The Good Place” (NBC)
“Kidding” (Showtime)
“The Kominsky Method” (Netflix)
“The Marvelous Mrs. Maisel” (Amazon)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
Kristen Bell (The Good Place)
Candice Bergen (Murphy Brown)
Alison Brie (Glow)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
Debra Messing (Will & Grace)

MELHOR ATOR EM SÉRIE DE COMÉDIA OU MUSICAL
Sacha Baron Cohen (Who Is America?)
Jim Carrey (Kidding)
Michael Douglas (The Kominsky Method)
Donald Glover (Atlanta)
Bill Hader (Barry)

MELHOR MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
The Alienist (TNT)
The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story (FX)
Escape at Dannemora (Showtime)
Sharp Objects (HBO)
A Very English Scandal (Amazon)

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Amy Adams (Sharp Objects)
Patricia Arquette (Escape at Dannemora)
Connie Britton (Dirty John)
Laura Dern (The Tale)
Regina King (Seven Seconds)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Antonio Banderas (Genius: Picasso)
Daniel Bruhl (The Alienist)
Darren Criss (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Benedict Cumberbatch (Patrick Melrose)
Hugh Grant (A Very English Scandal)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
Patricia Clarkson (Sharp Objects)
Penelope Cruz (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Thandie Newton (Westworld)
Yvonne Strahovski (The Handmaid’s Tale)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV
Alan Arkin (The Kominsky Method)
Kieran Culkin (Succession)
Edgar Ramirez (The Assassination of Gianni Versace: American Crime Story)
Ben Whishaw (A Very English Scandal)
Henry Winkler (Barry)

***

A cerimônia da 76ª edição do Globo de Ouro está marcada para o próximo dia 06 de janeiro, e contará com os atores Sandra Oh e Andy Samberg como hostess e host. Como de costume, o evento deve ser transmitido ao vivo pela TNT.

NATIONAL BOARD OF REVIEW premia ‘GREEN BOOK: O GUIA’ como MELHOR FILME

 

Film Title: Green Book

Viggo Mortensen contracena com Mahershala Ali em cena de Green Book: O Guia

FILME-FÓRMULA SOBRE RELAÇÃO INTER-RACIAL CONQUISTA O NBR

O National Board of Review divulgou sua seleção de 2018 hoje, dia 27 de novembro. De todos os prêmios da crítica, o NBR é o que mais perdeu credibilidade nos últimos anos. Não somente por não prever os filmes do Oscar, mas por reconhecer produções de qualidade meio duvidosa.

Em 2017, a organização composta por cineastas, profissionais e acadêmicos concedeu o prêmio de Melhor Filme para The Post: A Guerra Secreta. Fala sério! Até o Spielberg sabe que este foi um de seus piores trabalhos! Em 2015, deram os prêmios de Ator para Matt Damon e Diretor para Ridley Scott por Perdido em Marte. E em 2014, premiaram O Ano Mais Violento como Melhor Filme e seus atores Oscar Isaac e Jessica Chastain.

Este ano, o NBR premiou Green Book: O Guia como Melhor Filme, e reconheceram Viggo Mortensen como Melhor Ator. Até então, o filme dirigido por Peter Farrelly tinha como maior reconhecimento em seu currículo o prêmio do People’s Choice Award no Festival de Toronto. Pode ser um ótimo filme? Sim, claro. Mas pelas críticas até o momento, o filme seria uma versão masculina da fórmula batida de Estrelas Além do Tempo e Histórias Cruzadas, ambos indicados ao Oscar de Melhor Filme. A questão racial continua em alta em Hollywood e Green Book certamente fará a alegria da ideologia do politicamente correto.

A Star is Born

Vencedores do NBR, Lady Gaga e Bradley Cooper em cena de Nasce uma Estrela (pic by OutNow.CH)

Pelas categorias de atuação, o histórico dos últimos cinco anos não é nada bom. Três acertos em 20 possíveis em relação ao Oscar, ou seja, Viggo Mortensen, Lady Gaga, Sam Elliott e Regina King não se animem muito! Com exceção de Elliott, acredito que os outros três vencedores estarão entre os futuros indicados pela Academia, mas mesmo assim, as chances de vitória ainda são relativamente baixas.

Pelas categorias de Roteiro, tanto Paul Schrader, que acabou de levar o Gotham Awards por First Reformed, como Barry Jenkins por Se a Rua Beale Falasse, devem ser figuras presentes durante toda esta temporada. Por se tratar de um filme meio pesado pela temática e até filosófico demais para o Oscar, acreditava que Schrader morreria na praia, mas com esses prêmios recentes, sua campanha pode deslanchar de vez. Já Jenkins, já premiado por Moonlight, não deve encontrar dificuldades de ser indicado novamente.

Honestamente, fiquei um pouco surpreso com a vitória de Bradley Cooper como Diretor por Nasce uma Estrela. Não que não mereça tal honraria, mas por se tratar de uma estréia na direção, poderiam tê-lo premiado como Diretor Estreante, que foi para Bo Burnham, merecidamente, por Oitava Série.

Dentre os filmes totalmente ignorados pelo NBR estão A Favorita, do Yorgos Lanthimos (nenhuma das três atrizes deu as caras por aqui), O Primeiro Homem, de Damien Chazelle, o Vice, de Adam McKay, e o Infiltrado na Klan, de Spike Lee.

Por preferência pessoal, votaria em Ilha dos Cachorros no lugar de Os Incríveis 2 como Melhor Longa de Animação, e votaria no sul-coreano Em Chamas no lugar do polonês Guerra Fria como Filme em Língua Estrangeira. Aliás, foi uma surpresa Roma, de Alfonso Cuarón, não ter sido o premiado aqui, mas ficou entre os cinco melhores.

Cold War 2

Joanna Kulig e Tomasz Kot em cena de Guerra Fria (pic by OutNow.CH)

Apesar da lista de vencedores já ter sido divulgada, a cerimônia de entrega dos prêmios só acontecerá no dia 08 de janeiro em Nova York.

Vencedores do National Board of Review 2018:

FILME
Green Book: O Guia (Green Book)

DIREÇÃO
Bradley Cooper (Nasce uma Estrela)

ATOR
Viggo Mortensen (Green Book: O Guia)

ATRIZ
Lady Gaga (Nasce uma Estrela)

ATOR COADJUVANTE
Sam Elliott (Nasce uma Estrela)

ATRIZ COADJUVANTE
Regina King (Se a Rua Beale Falasse)

ROTEIRO ORIGINAL
Paul Schrader (First Reformed)

ROTEIRO ADAPTADO
Barry Jenkins (Se a Rua Beale Falasse)

LONGA DE ANIMAÇÃO
Os Incríveis 2 (Incredibles 2)

REVELAÇÃO
Thomasin McKenzie (Não Deixe Rastros)

DIRETOR ESTREANTE
Bo Burnham (Oitava Série)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Guerra Fria (Zimna wojna), de Pawel Pawlikowski

DOCUMENTÁRIO
RBG, de Julie Cohen e Betsy West

ELENCO
Podres de Ricos (Crazy Rich Asians)

WILLIAM K. EVERSON FILM HISTORY AWARD
O Outro Lado do Vento (The Other Side of the Wind), de Orson Welles

Serei Amado Quando Morrer (They’ll Love Me When I’m Dead), de Morgan Neville

NBR FREEDOM OF EXPRESSION AWARD
22 de Julho (22 July), de Paul Greengrass
On Her Shoulders, de Alexandria Bombach

TOP 10 FILMES (em ordem alfabética)
The Ballad of Buster Scruggs
Pantera Negra (Black Panther)
Poderia me Perdoar? (Can You Ever Forgive Me?)
Oitava Série (Eighth Grade)
First Reformed
Se a Rua Beale Falasse (If Beale Street Could Talk)
O Retorno de Mary Poppins (Mary Poppins Returns)
Um Lugar Silencioso (A Quiet Place)
Roma
Nasce uma Estrela (A Star Is Born)

TOP 5 FILMES EM LÍNGUA ESTRANGEIRA (in alphabetical order)
Em Chamas (Beoning)
Custódia (Jusqu’à la garde)
A Culpa (Den skyldige)
Happy as Lazzaro (Lazzaro Felice)
Assunto de Família (Manbiki kazoku)

TOP 5 DOCUMENTÁRIOS (in alphabetical order)
Crime + Punishment
Free Solo
Minding the Gap
Three Identical Strangers
Won’t You Be My Neighbor?

TOP 10 FILMES INDEPENDENTES (in alphabetical order)
A Morte de Stalin (The Death of Stalin)
A Rota Selvagem (Lean on Pete)
Não Deixe Rastros (Leave No Trace)
Mid90s
The Old Man & the Gun
Domando o Destino (The Rider)
Buscando… (Searching)
Sorry to Bother You
We the Animals
Você Nunca Esteve Realmente Aqui (You Were Never Really Here)

Top 10 dos Diretores – Parte 3

A fotografia intimista de A Árvore da Vida

A Árvore da Vida, Terrence Malick: um dos trabalhos recentes mais bem votados entre diretores e críticos (photo by outnow.ch)

SELEÇÃO DE DIRETORES APRESENTA SENSO CRÍTICO E GOSTO PESSOAL

Para quem estava acompanhando as escolhas de filmes dos diretores (1ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/ e 2ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2013/11/16/top-10-dos-diretores-parte-2/), esta é a terceira e última parte da matéria especial, lançada a cada dez anos pela revista britânica Sight & Sound. Infelizmente, a pesquisa não alcançou nomes consagrados como Steven Spielberg, Tim Burton, Clint Eastwood e Peter Jackson, mas há nomes interessantes como o do roteirista da nova trilogia de Star Wars, Lawrence Kasdan; do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que venceu a Palma de Ouro este ano; do britânico Paul Greengrass que trabalha tão bem o limite entre ficção e documentário através de câmera na mão e montagem frenética nos filmes do agente Jason Bourne e do aclamado Vôo United 93.

Particularmente, gostei bastante das escolhas de Peter Farrelly. Como um dos melhores diretores de comédias atualmente, obviamente, ele não poderia deixar de mencionar o clássico Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu, mas soube também valorizar a coragem de se fazer humor a partir de temas tabus à sociedade como fez Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, que fala sobre gênero, raça e religião de forma que ilumina preconceitos existentes.  Ele destaca o amor pela arte do humor do comediante Sacha Baron Cohen, que poderia ter sido espancado ou até morto por suas piadas infames em prol de uma boa risada. Por Borat, ele sofreu uma série de processos judiciais por se passar por um personagem ingênuo para provocar gargalhadas. Apesar de tudo isso, Farrelly ressalta a injustiça da comédia ainda ser tratada como uma espécie de sub-gênero. Claro que Farrelly ganha pontos comigo por ter selecionado Sideways – Entre Umas e Outras, um de meus filmes favoritos.

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Embora trate-se de uma matéria sobre diretores, vale destacar as escolhas do recém-falecido crítico de cinema Roger Ebert. Esta é a quinta vez que ele vota para a pesquisa da Sight & Sound, e confessa que é um desafio enorme incluir um filme novo a cada década. Para esta eleição, estava na dúvida entre Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman e A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Optou pelo último por acreditar que sua importância crescerá ao longo dos anos. Sua lista contempla uma abrangência da década de 40 até a atual, recordando grandes diretores como Federico Fellini, Yasujirô Ozu, Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick.

É interessante verificar também as escolhas de três diretores brasileiros: Walter Salles e Tata Amaral, que elegeram trabalhos brasileiros como fonte rica de inspiração como O Bandido da Luz Vermelha, Terra em Transe e Vidas Secas, que reflete a ternura e a crueza do nordeste brasileiro em Central do Brasil e Abril Despedaçado de Walter Salles.

Lawrence Kasdan

Nasceu em janeiro de 1949 – Florida, EUALawrence Kasdan
Trabalhos em destaque: Corpos Ardentes (1981), O Reencontro (1983), O Turista Acidental (1988), Grand Canyon – Ansiedade de uma Geração (1991)

  • O Exército das Sombras (L’Armée des Ombres/ 1969, dir. Jean-Pierre Melville)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb/ 1964, dir. Stanley Kubrick)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath/ 1940, dir. John Ford)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Fuga ao Passado (Out of the Past/ 1947, dir. Jacques Tourneur)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre/ 1948, dir. John Huston)

Lone Scherfig

Nasceu em maio de 1959 – Copenhague, Dinamarcalonescherfig_250x375
Trabalhos em destaque: Italiano Para Principiantes (2000), Educação (2009), Um Dia (2011).

  • 1900 (Novecento/ 1976, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Ondas do Destino (Breaking the Waves/ 1996, dir. Lars von Trier)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Vidas Amargas (East of Eden/ 1955, dir. Elia Kazan)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Desejo e Perigo (Se, jie/ 2007, dir. Ang Lee)
  • Songs from the Second Floor (Sånger från andra våningen/ 2000, dir. Roy Andersson)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)
  • Ventos da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley/ 2006, dir. Ken Loach)

Lukas Moodysson

Nasceu em janeiro de 1969 – Skåne Iän, SuéciaLukas+Moodysson+Best+Portraits+Toronto+jwY182nqFqZl
Trabalhos em destaque: Amigas de Colégio (1998), Bem-Vindos (2000), Para Sempre Lilya (2002), Corações em Conflito (2009).

  • 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptâmani si 2 Zile/ 2007, dir. Cristian Mungiu)
  • O Barco – Inferno no Mar (Das Boot/ 1981, dir. Wolfgang Petersen)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Hotel do Norte (Hôtel Du Nord/ 1938, dir. Marcel Carné)
  • A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie/ 1976, dir. John Cassavetes)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • The Man on the Roof (Mannen på taket/ 1976, dir. Bo Widerberg)
  • Margot e o Casamento (Margot at the Wedding/ 2007, dir. Noah Baumbach)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Swedish Love Story (En Kärlekshistoria/ 1970, dir. Roy Andersson)

Manoel de Oliveira

Nasceu em dezembro de 1908 – Oporto, PortugalManoel de Oliveira
Trabalhos em destaque: A Divina Comédia (1991), Cada um Com seu Cinema (2007), Singularidades de uma Loira (2009), O Estranho Caso de Angélica (2010).

  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Gertrud (Gertrud/ 1964, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir. Charles Chaplin)
  • O Delator (The Informer/ 1935, dir. John Ford)
  • Ivan, o Terrível (Ivan Groznyy/ 1944, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Romance na Itália (Viaggio in Italia/ 1954, dir. Roberto Rossellini)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Marc Webb

Nasceu em agosto de 1974 – Indiana, EUAmarc-webb
Trabalhos em destaque: (500) Dias com Ela(2009), O Espetacular Homem-Aranha (2012), O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall/ 1977, dir. Woody Allen)
  • A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/ 1957, dir. David Lean)
  • Filhos da Esperança (Children of Men/ 2006, dir. Alfonso Cuarón)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society/ 1989, dir. Peter Weir)
  • A Primeira Noite de um Homem (The Graduate/ 1967, dir. Mike Nichols)
  • Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir. Gene Kelly e Stanley Donen)
  • A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • O Ano em que Vivemos em Perigo (The Year of Living Dangerously/ 1982, dir. Peter Weir)

Mark Romanek

Nasceu em setembro de 1959 – Illinois, EUAmark_romanek_getty_225
Trabalhos em destaque: Static (1985), Retratos de uma Obsessão (2002), Não me Abandone Jamais (2010)

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Barry Lyndon (Barry Lyndon/ 1975, dir. Stanley Kubrick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Cinzas no Paraíso (Days of Heaven/ 1978, dir. Terrence Malick)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate/ 1980, dir. Michael Cimino)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)

Martin McDonagh

Nasceu em março de 1970 – Londres, InglaterraMartin_McDonagh
Trabalhos em destaque: Six Shooter (2004), Na Mira do Chefe (2008), Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2011).

  • Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir. Terrence Malick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Manhattan (Manhattan/ 1979, dir. Woody Allen)
  • Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death/ 1946, dir. Michael Powell e Eric Pressburger)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Matthew Vaughn

Nasceu em março de 1971 – Londres, InglaterraMatthew Vaughn
Trabalhos em destaque: Nem Tudo é o que Parece (2004), Stardust: O Mistério da Estrela (2007), Kick Ass: Quebrando Tudo (2010), X-Men: Primeira Classe (2011).

  • De Volta Para o Futuro (Back to the Future/ 1985, dir. Robert Zemeckis)
  • Muito Além do Jardim (Being There/ 1979, dir. Hal Ashby)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark/ 1981, dir. Steven Spielberg)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • Rocky III (Rocky III/ 1982, dir. Sylvester Stallone)
  • Scarface (Scarface/ 1983, dir. Brian De Palma)
  • Guerra nas Estrelas (Star Wars/ 1977, dir. George Lucas)

Michael Apted

Nasceu em fevereiro de 1941 – Buckinghamshire, InglaterraMichael+Apted+Chronicles+Narnia+London+Premiere+c-IJPcC89ozl
Trabalhos em destaque: O Destino Mudou Sua Vida (1980), Nas Montanhas dos Gorilas (1988), Nell (1994), 007 – O Mundo Não é o Bastante (1999).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir. Robert Rossen)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)

Mika Kaurismäki

Nasceu em setembro de 1955 – Orimatilla, FinlândiaMika Kaurismaki
Trabalhos em destaque: Absolutamente Los Angeles (1998), Moro no Brasil (2002), O Ciúme Mora ao Lado (2009).

  • Os Profissionais do Crime (Le Deuxième Souffle/ 1966, dir. Jean-Pierre Melville)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • O Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings/ 1939, dir. Howard Hawks)
  • Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir. Samuel Fuller)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)
  • Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be/ 1946, dir. Ernst Lubitsch)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Mike Figgis

Nasceu em fevereiro de 1948 – Cumberland, InglaterraFilm director Mike Figgis sits for a portrait in London, 12th August 2011.
Trabalhos em destaque: Despedida em Las Vegas (1995), Por uma Noite Apenas (1997), Timecode (2000), Garganta do Diabo (2010).

  • Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde/ 1967, dir. Arthur Penn)
  • Amargo Pesadelo (Deliverance/ 1972, dir. John Boorman)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • I Am Curious Yellow (Jag är nyfiken – en film i gult/ 1967, dir. Vilgot Sjöman)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur objet du Désir/ 1977, dir. Luis Buñuel)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Week-End à Francesa (Week End/ 1967, dir. Jean-Luc Godard)

Mike Newell

Nasceu em março de 1942 – Hertfordshire, Inglaterramike-newell-024-20772
Trabalhos em destaque: Quatro Casamentos e um Funeral (1994), Donnie Brasco (1997), O Sorriso de Mona Lisa (2003), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky/ 1966, dir. Jirí Menzel)
  • Os Bons Companheiros (The Goodfellas/ 1990, dir. Martin Scorsese)
  • A Grande Ilusão (La Grande Illusion/ 1937, dir. Jean Renoir)
  • O Leopardo (Il Gattopardo, 1963, dir. Luchino Visconti)
  • Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate/ 1962, dir. John Frankenheimer)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • A Estrada da Vida (La Strada/ 1954, dir. Federico Fellini)
  • Pacto Sinistro (Strangers on a Train/ 1951, dir. Alfred Hitchcock)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)

Nuri Bilge Ceylan

Nasceu em janeiro de 1959 – Istambul, Turquianuri bilge ceylan
Trabalhos em destaque: Distante (2002), 3 Macacos (2008), Era uma Vez na Anatolia (2011), Winter Sleep (2014).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir. Robert Bresson)
  • A Aventura (L’Avventura/ 1960, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • Pai e Filha (Banshun/ 1949, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Vergonha (Skammen/ 1968, dir. Ingmar Bergman)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)

Olivier Assayas

Nasceu em janeiro de 1955 – Paris, FrançaOlivier Assayas
Trabalhos em destaque: Espionagem na Rede (2002), Clean (2004), Paris, Te Amo (2006), Horas de Verão (2008), Depois de Maio (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Ludwig (Ludwig/ 1972, dir. Luchino Visconti)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Napoleão (Napoléon/ 1927, dir. Abel Gance)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Van Gogh (Van Gogh/ 1991, dir. Maurice Pialat)

Pablo Larraín

Nasceu em agosto de 1976 – Santiago, Chile67th Venice Film Festival - 'Post Mortem' Photocall
Trabalhos em destaque: Fuga (2006), Tony Manero (2008), Post Mortem (2010), No (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo/ 1962, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Palavra (Ordet/ 1955, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Rashomon (Rashômon/ 1950, dir. Akira Kurosawa)
  • Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd./ 1950, dir. Billy Wilder)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yazujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Viver a Vida (Vivre sa vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir. Jean-Luc Godard)

Pablo Stoll

Nasceu em 1954 – Montevidéu, UruguaiPabloStoll
Trabalhos em destaque: 25 Watts (2001), Whisky (2004), Hiroshima – Um Musical Silencioso (2009), 3(2012).

  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • The Dependent (El Dependiente/ 1969, dir. Leonardo Favio)
  • Eleição (Election/ 1999, dir. Alexander Payne)
  • O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir. Luis García Berlanga)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead/ 1968, dir. George Romero)
  • Rio 40 Graus (Rio 40 Graus/  1955, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Onde Começa o Inferno (Rio Bravo/ 1959, dir. Howad Hawks)
  • Estranhos no Paraíso (Stranger than Paradise/ 1984, dir. Jim Jarmusch)
  • O Pântano (La Ciénaga/ 2001, dir. Lucrecia Martel)

Pablo Trapero

Nasceu em outubro de 1971 – Buenos Aires, ArgentinaPablo Trapero
Trabalhos em destaque: Mundo Grúa (1999), Leonera (2008), Abutres (2010), Elefante Branco (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir. Charles Chaplin)
  • Não Amarás (Krótki film o milosci/ 1988, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Os Imperdoáveis (Unforgiven/ 1992, dir. Clint Eastwood)
  • Viridiana (Viridiana/ 1961, dir. Luis Buñuel)

Paul Greengrass

Nasceu em agosto de 1955 – Surrey, Inglaterra The Great British Talent Event
Trabalhos em destaque: Domingo Sangrento (2002), A Supremacia Bourne (2004), Vôo United 93 (2006), O Ultimato Bourne (2007), Capitão Phillips (2013).

  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Jogo da Guerra (The War Game/ 1965, dir. Peter Watkins)
  • Z (Z/ 1969, dir. Costa-Gavras)

Paul Schrader

Nasceu em julho de 1946 – Michigan, EUAPaul Schrader
Trabalhos em destaque: Gigolô Americano (1980), A Marca da Pantera (1982), Temporada de Caça (1997), Auto Focus (2002).

  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Amor à Flor da Pele (Fa Yeung nin Wa/ 2000, dir. Wong Kar-Wai)
  • As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir. Preston Sturges)
  • Orfeu (Orphée/ 1950, dir. Jean Cocteau)
  • O Batedor de Carteiras (Pickpocket/ 1959, dir. Robert Bresson)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Peter Davis

Nasceu em janeiro de 1937 – California, EUAPeter Davis
Trabalhos em destaque: Corações e Mentes (1974), Winnie and Nelson Mandela (1986), Nelson Mandela: Prisoner to President (1994).

  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Casablanca (Casablanca/ 1942, dir. Michael Curtiz)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la bourgeoisie/ 1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d’Avray/ 1962, dir. Serge Bourguignon)
  • Laços Humanos (A Tree Grows in Brooklyn/ 1945, dir. Elia Kazan)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

Peter Farrelly

Nasceu em dezembro de 1956 – Pennsylvania, EUAPeter+Farrelly
Trabalhos em destaque: Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros (1994), Quem Vai Ficar com Mary? (1998), O Amor é Cego (2001), Ligado em Você (2003), Antes Só do que Mal Casado (2007).

  • Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu (Airplane!/ 1980, dir. Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker)
  • Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan/ 2006, dir. Larry Charles)
  • A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1946, dir. Frank Capra)
  • Tubarão (Jaws/ 1975, dir. Steven Spielberg)
  • Perdidos na Noite (Midnight Cowboy/ 1969, dir. John Schlesinger)
  • Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir. Milos Forman)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • A Lista de Schindler (Schindler’s List/ 1993, dir. Steven Spielberg)
  • Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways/ 2004, dir. Alexander Payne)
  • O Mágico de Oz (The Wizard of Oz/ 1939, dir. Victor Fleming)

Roger Ebert

Nasceu em junho de 1942 – Illinois, EUABookstore Appearance By Roger Ebert
Trabalhos em destaque: “Sneak Previews” (1975-1983), “At the Movies” (1982 – 1986), “Siskel & Ebert” e mais recentemente, crítico de cinema pelo jornal The Chicago Sun.

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir. Martin Scorsese)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Sam Mendes

Nasceu em agosto de 1965 – Berkshire, InglaterraCharlie and the Chocolate Factory - opening night
Trabalhos em destaque: Beleza Americana (1999), Estrada Para Perdição (2002), Foi Apenas um Sonho (2008), 007 – Operação Skyfall (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir. David Lynch)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir. Roman Polanski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Sangue Negro (There Will be Blood/ 2007, dir. Paul Thomas Anderson)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Susanne Bier

Nasceu em abril de 1960 – Copenhague, Dinamarcasusannebier
Trabalhos em destaque: Brothers (2004), Depois do Casamento (2006), Em um Mundo Melhor (2010), Serena (2014).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Morte em Veneza (Morte a Venezia/ 1971, dir. Luchino Visconti)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night/ 1934, dir. Frank Capra)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir. Alfred Hitchcock)

Suzana Amaral

Nasceu em março de 1932 – São Paulo, BrasilSuzana Amaral
Trabalhos em destaque: A Hora da Estrela (1991), Uma Vida em Segredo (2001), Hotel Atlântico (2009).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Berlin Alexanderplatz (Berlin Alexanderplatz/ 1980, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle/ 1974, dir. Werner Herzog)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Informante (The Insider/ 1999, dir. Michael Mann)
  • Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir. Quentin Tarantino)
  • O Tambor (Die Blechtrommel/ 1979, dir. Volker Schlöndorff)

Tata Amaral

Nasceu em setembro de 1960 – São Paulo, Brasiltata_amaral_29052007_01
Trabalhos em destaque: Um Céu de Estrelas (1986), Através da Janela (2000), Antônia: O Filme (2006), Hoje (2011).

  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon/ 1975, dir. Sidney Lumet)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • Nostalgia de la Luz (Nostalgia de la Luz/ 2010, dir: Patricio Guzmán)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Paranoid Park (Paranoid Park/ 2007, dir. Gus Van Sant)
  • O Bandido da Luz Vermelha (O Bandido da Luz Vermelha/ 1968, dir. Rogério Sganzerla)
  • Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli/ 1960, dir. Luchino Visconti)
  • Terra em Transe (Terra em Transe/ 1967, dir. Glauber Rocha)

Terry Jones

Nasceu em fevereiro de 1942 – Colwyn Bay, País de GalesTerry_Jones
Trabalhos em destaque: Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979), Monty Python – O Sentido da Vida (1983).

  • Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir. Woody Allen)
  • E.T. – O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial/ 1982, dir. Steven Spielberg)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Feitiço do Tempo (Groundhog Day/ 1993, dir. Harold Ramis)
  • Eles e Elas (Guys and Dolls/ 1955, dir. Joseph L. Mankiewicz)
  • Santa Não Sou (I’m no Angel/ 1933, dir. Wesley Ruggles)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937, dir. David Hand)
  • Toy Story 3 (Toy Story 3/ 2010, dir. Lee Unkrich)

Tsai Ming-Liang

Nasceu em outubro de 1957 – Sarawak, Malásiatsai-ming-Liang
Trabalhos em destaque: Vive L’Amour (1994), O Rio (1997), O Buraco (1998), Adeus, Dragon Inn (2003), O Sabor da Melancia (2005).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Medo Consome a Alma (Angst essen Seele auf/ 1974, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Adeus, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir. Tsai Ming-Liang)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Filho Único (Hitori Musuko/ 1936, dir. Yasujirô Ozu)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Spring in a Small Town (Xiao cheng zhi chun/ 1948, dir. Fei Mu)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)

Walter Salles

Nasceu em abril de 1956 – Rio de Janeiro, Brasilwalter-salles
Trabalhos em destaque: Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001), Diários de Motocicleta (2004), Linha de Passe (2008), Na Estrada (2012).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Profissão: Repórter (Professione: Reporter/ 1975, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou/ 1965, dir: Jean-Luc Godard)
  • Vidas Secas (Vidas Secas/ 1963, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)