‘O Mordomo da Casa Branca’ (The Butler), de Lee Daniels (2013)

O Mordomo da Casa Branca, de Lee Daniels

O Mordomo da Casa Branca, de Lee Daniels

O SUCESSO DO FILME NAS BILHETERIAS AMERICANAS AQUECE
A CORRIDA PELO OSCAR 2014 E REACENDE A QUESTÃO
DO RACISMO E O PÚBLICO NEGRO

Antes de começar, gostaria de esclarecer um fato que levantou certa ira do crítico Ricardo Calil da Folha de S. Paulo. O título original de O Mordomo da Casa Branca, The Butler, ficou impresso em alguns pôsteres como Lee Daniel’s The Butler, o que no univerno cinematográfico significa que o diretor já teria poderes de um autor consagrado como Federico Fellini a ponto de inserir o nome dele no título. Contudo, nesse caso, o estúdio Warner Bros. levantou uma queixa com a MPAA (Motion Pictures Association of America) solicitando a mudança do título, pois já existe um curta-metragem homônimo de 1916. Portanto, Lee Daniels’ The Butler foi originado por esta briga nos bastidores.

O diretor Lee Daniels no set de O Mordomo da Casa Branca (photo by www.outnow.ch)

O diretor Lee Daniels no set de O Mordomo da Casa Branca (photo by http://www.outnow.ch)

Contudo, apesar de ainda estar em seu quarto longa-metragem, Lee Daniels vem conquistando prestígio nos EUA, principalmente com as celebridades e o público afro-americanos (sim, esse termo politicamente correto). A resposta do público veio com a marca de 115 milhões de dólares nas bilheterias somente em território americano (estima-se que o orçamento é de apenas 30 milhões). Já as celebridades respondem se estapeando para conseguir um dos papéis em seus filmes.

Em seu filme anterior, Obsessão (2012), o diretor já colheu os frutos de seu primeiro sucesso Preciosa (2009). Conseguiu a vencedora do Oscar Nicole Kidman, Matthew McConaughey e John Cusack. Para este Mordomo, além de contar com Forest Whitaker (vencedor do Oscar por O Último Rei da Escócia), o diretor obteve a difícil confiança da rainha da TV, Oprah Winfrey, cuja última atuação nos cinemas se deu há 15 anos com Bem-Amada (1998). Obviamente, ela aceitou a proposta pelo projeto e pela ascensão do diretor, pois o cachê seria uma mera gorjeta. Aliás, talvez, esta relação com Lee Daniels pode ter começado quando Oprah elogiou a atriz novata Gabourey Sidibe no Oscar 2010.

Oprah Winfrey e Forest Whitaker formam o casal Gaines: premiações são esperadas (photo by www.elfilm.com)

Oprah Winfrey e Forest Whitaker formam o casal Gaines: premiações são esperadas (photo by http://www.elfilm.com)

Com os protagonistas definidos, Lee Daniels não teve muito trabalho para preencher os demais papéis secundários. Uma penca de estrelas estava disposta a baixar seus salários em prol do diretor: Jane Fonda, Robin Williams, James Marsden, Liev Schreiber, John Cusack, Minka Kelly, Cuba Gooding Jr., Terrence Howard (esses dois últimos buscam recuperar o prestígio há tempos) e Alan Rickman, o único que leva um pouco mais à sério o trabalho com tempo limitadíssimo de tela como Ronald Reagan.

Em entrevista, Lee Daniels teria confessado que convocou astros de Hollywood com receio de que o filme fosse um fracasso comercial. Claro que conferir grandes nomes interpretando políticos não deixa de ser uma atração à parte, mas no contexto geral, acaba resumindo os presidentes às caricaturas e se tornando uma distração desnecessária. Aliás, essa decisão mais comercial de Daniels prejudicou o filme como unidade. De um lado, temos o drama familiar do protagonista, do outro temos o passeio das estrelas no tapete vermelho. Sem contar a presença destoante de Mariah Carey como a mãe do protagonista. Se o diretor devia algo à cantora, deveria ter pensado em outra forma de pagamento…

Bom, mas antes, vamos à história. O Mordomo da Casa Branca é inspirado na vida de Eugene Allen, um mordomo negro que serviu a oito presidentes na Casa Branca por 34 anos. De lá, ele acompanhou de perto alguns fatos que marcaram a História americana como a Guerra do Vietnã e o Movimento dos Direitos Civis. Segundo relatos de seu filho, Allen ficou bastante afetado com o assassinato do presidente Kennedy: “Foi a primeira vez que vi meu pai chorar”. Sua vida foi retratada no livro The Butler – A Witness to History, de Wil Haygood, e poderia resultar num bom filme, mas nas mãos de Lee Daniels e toda a pressão afro-americana nas costas, acabou se tornando uma espécie de novela televisiva sobre racismo.

À direita, o mordomo Eugene Allen é cumprimentado pelo presidente Ronald Reagan e a pela primeira-dama Nancy Reagan (photo by Kevin Clark/The Washington Post/Getty Images)

À direita, o mordomo Eugene Allen é cumprimentado pelo presidente Ronald Reagan e a pela primeira-dama Nancy Reagan na vida real… (photo by Kevin Clark/The Washington Post/Getty Images)

Jane Fonda e Alan Rickman dão vida aos Reagan (photo by www.outnow.ch)

… e a Arte imita a vida: no filme, Jane Fonda e Alan Rickman dão vida aos Reagan (photo by http://www.outnow.ch)

Quando se trata de um tema polêmico, costuma valer a regra do grupo vitimado ter direito a fazer piadas. Por exemplo, falar mal de judeus é uma ofensa (Tatá Werneck que o diga!), mas quando um judeu fala mal do próprio judeu, aí tudo bem. Ele teria ‘propriedade’. Por isso, resolvi colher uma resenha de um escritor negro do jornal inglês The Guardian chamado Orville Lloyd Douglas. Em tom de desabafo, ele solta a seguinte frase: Frankly, why can’t black people get over slavery? (Francamente, por que os negros não superam a escravidão?)

Orville Lloyd Douglas, do The Guardian

Orville Lloyd Douglas, do The Guardian

No artigo, ele discute a decadência do Cinema atual, que parece viver apenas de temas do passado como a escravidão quando o foco é a raça negra. “Infelizmente, esses papéis são quase os únicos abertos aos negros. As pessoas querem que os atores negros de O Mordomo da Casa Branca e Twelve Years a Slave sejam indicados aos prêmios de melhor ator e atriz, mas isso soa como um retrocesso, quase como na era de …E o Vento Levou (quando negros ainda se sentavam no fundo das salas de cinema e os atores eram escalados apenas como serventes)”.

Outro forte concorrente ao Oscar 2014 também com tema da escravidão: Twelve Years a Slave, de Steve McQueen (photo by www.elfilm.com)

Outro forte concorrente ao Oscar 2014 também com tema da escravidão: Twelve Years a Slave, de Steve McQueen (photo by http://www.elfilm.com)

Ele acredita que esses filmes raciais, que ganharam novo fôlego com o sucesso de Django Livre, “foram criados para um público branco e liberal para gerar culpa pelos eventos do passado”. Confira o artigo completo no link: http://www.theguardian.com/commentisfree/2013/sep/12/why-im-not-watching-the-butler-12-years-a-slave

Concordo em partes com a crítica social de Douglas. Realmente, Hollywood e o Cinema poderiam produzir filmes com temáticas mais contemporâneas, pois parece que não houve progresso nas últimas décadas. Contudo, é preciso recordar a seguinte frase: “‘Lembrar para não repetir”, que se tornou uma espécie de lema político-cultural após as tragédias do Holocausto. Se não me engano, essa sentença é dita também no grande documentário Noite e Neblina (1955), de Alain Resnais.

Infelizmente, o racismo contra negros e minorias étnicas ainda existe, e aqui no Brasil não é diferente. Ainda há muito a avançar principalmente na área de educação, que exige uma reforma há décadas. Mas, em busca de solução fácil pra agregar mais votos, o PT tornou feriado o Dia da Consciência Negra e criou cotas para negros nas universidades. Essas atitudes não apagam ou sequer compensam o passado, tendo efeito igual ou pior do que o próprio racismo. Não estaria a cota negra afirmando que o beneficiado não teria capacidade própria de ingressar numa faculdade? E 50% das cotas para alunos de ensino público: por que não melhorar o ensino público para que não haja necessidade de cotas? Apesar da boa intenção, essa tática política gera mais regressão e preconceito.

Essas questões raciais também prejudicam o filme de Lee Daniels. A panfletagem deslavada ao presidente Barack Obama incomoda bastante. Não me entendam mal. Não se trata de partido político, mas a forma como Obama foi inserido no contexto, parece que ele se tornou a solução para todos as décadas de sofrimento racial, bem no estilo “agora que um negro está no poder, nossos problemas acabaram”. Essa simplicidade me faz recordar o final planfletário de A Vida é Bela, de Roberto Benigni, em que um tanque americano surge dando fim à guerra e ao sofrimento.

Falando em Benigni, o mesmo produtor Harvey Weinstein, assumiu a propaganda de O Mordomo da Casa Branca, o que certamente elevará as chances do filme no Oscar 2014. Forest Whitaker e Oprah Winfrey podem figurar nas indicações de ator e atriz coadjuvante, respectivamente. Dependendo do lobby, pode conquistar ainda indicação para melhor roteiro adaptado, direção e filme. Pra mim, apenas Whitaker merece uma chance, pois o papel de Oprah é pseudo-profundo. Criaram um alcoolismo e um senso de adultério para maquiar sua bidimensionalidade. O jovem David Oyelowo, que interpreta o filho mais velho e ativista, entrega algumas cenas boas de dramaticidade.

Forest Whitaker e David Oyelowo têm um duelo de idealismos interessante (photo by www.elfilm.com)

Forest Whitaker e David Oyelowo têm um duelo de idealismos interessante (photo by http://www.elfilm.com)

Embora O Mordomo da Casa Branca seja daqueles típicos projetos que despertam a curiosidade, o diretor Lee Daniels desperdiçou a oportunidade de adaptá-lo ao cinema. Seu trabalho mais se associa à linguagem televisiva, tanto que se fosse dividida em episódios de 40 minutos, teríamos aqui uma minissérie ótima para vencer o Emmy. Daniels busca se inspirar no filme de Robert Zemeckis, Forrest Gump – O Contador de Histórias, pelas semelhanças no passeio pela História americana, mas fica limitado pelo roteiro de Danny Strong, que busca apenas uma perspectiva da história, desperdiçando o ótimo protagonista Cecil Gaines.

Pelo resultado final desapontador, o filme merecia avaliação ruim, mas pelo potencial do projeto e das interpretações de Whitaker e Oyelowo…

AVALIAÇÃO: REGULAR

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Um breve balanço do Oscar 2013

Atores oscarizados: Daniel Day-Lewis, Jennifer Lawrence, Anne Hathaway e Christoph Waltz

Atores oscarizados: Daniel Day-Lewis, Jennifer Lawrence, Anne Hathaway e Christoph Waltz

Passado o Oscar, vale a pena dar uma olhada nos vencedores da principais categorias e fazer algumas projeções. No geral, a premiação desse ano foi bastante democrática, tanto que o filme com mais Oscars foi a produção As Aventuras de Pi, tanto que sequer levou Melhor Filme. Provavelmente se Ben Affleck tivesse sido indicado como Diretor, Argo seria também o recordista da noite com 4 Oscars. O grande perdedor da noite acabou sendo o drama histórico Lincoln que, apesar de ter levado dois prêmios (Ator e Direção de Arte), perdeu em outras 10 categorias.

Excetuando Anne Hathaway, havia ressalvas para as vitórias de todos os outros três atores premiados. Daniel Day-Lewis seria o primeiro ator a receber 3 Oscars de Melhor Ator? Jennifer Lawrence não seria jovem demais para bater a veterana Emmanuelle Riva? Christoph Waltz ganharia seu segundo Oscar no intervalo de três anos?

Já nas categorias de Roteiro, o iniciante Chris Terrio bateu veteranos ao explorar um fato verídico em que Hollywood salvou vidas no Irã, enquanto Tarantino recebe seu segundo Oscar mesmo após controvérsias politicamente corretas. O que muda depois do Oscar? A temida maldição do Oscar pode voltar a atacar?

FUTURO DOS ATORES

Daniel Day-Lewis em seus três auges no Oscar: 1990, 2008 e 2013 (photo by nydailynews.com)

Daniel Day-Lewis em seus três auges no Oscar: 1990 (Meu Pé Esquerdo), 2013 (Lincoln)e 2008 (Sangue Negro) (photo by nydailynews.com)

Daniel Day-Lewis (Lincoln)

O que dizer do primeiro a ganhar três vezes o Oscar de Melhor Ator? O britânico Daniel Day-Lewis quebrou um recorde que atores consagrados como Sean Penn, Jack Nicholson e Tom Hanks vêm tentando há décadas. O que Day-Lewis tem que os outros não têm? Há duas grandes diferenças: 1. Escolha do projeto. Infelizmente, nem todo ator tem o privilégio de escolher apenas bons papéis em filmes menores, afinal, precisam do cachê para pagar as contas. Grandes atores já sucumbiram ao poder do dinheiro. Quem não se lembra de Marlon Brando naquele horrível A Ilha do Dr. Moreau (1996), ou mesmo aquele fato marcante do maior cachê da época por sua atuação de 10 minutos em Superman – O Filme (1978)? E como explicar Michael Caine em Tubarão 4 – A Vingança (1987)? Na filmografia de Daniel Day-Lewis, temos apenas 19 participações em filmes, um número pequeno para uma carreira que começou no início dos anos 80, mas não há uma bomba sequer a ser explorada pelos tablóides. Alguns até criticam esse exagero de seriedade na escolha de seus papéis, porque gostariam de vê-lo numa comédia ou num filme de terror, já outros buscam apenas algum defeito na figura imponente do ator.

2. Preparação e Método. Esse processo bastante exaustivo ganhou tanta fama nos bastidores que virou até piada para Seth MacFarlane no último Oscar. “E se você (ao interpretar Lincoln) visse um celular? Surtaria?”. Por isso que Daniel Day-Lewis se obriga a escolher bem seus projetos seguintes, pois ele exige demais de si mesmo numa extensa pesquisa sobre os costumes da época em que se passa o filme. Além disso, o ator reúne toda a informação para poder realmente vivenciar a experiência durante a filmagem. Dizem que enquanto filmava Gangues de Nova York, ele raramente saía do personagem Bill The Butcher e falava com sotaque nova-iorquino o dia todo, além de afiar as facas do personagem durante o almoço. Já em Lincoln, cientes dessa fama, todos no set o chamavam de “Mr. President”, inclusive o diretor Steven Spielberg, que pela primeira vez abdicou do tradicional boné para trajar terno do século XIX no set para manter o clima. Aliás, seu esforço valeu a pena. O 3º Oscar de Day-Lewis foi o primeiro de um ator sob a direção de Spielberg.

Independente dos meios, Daniel Day-Lewis consegue criar performances notáveis. Essa quebra de recorde da Academia não veio por acaso. Claro que o número de Oscars conquistados não necessariamente significa que ele é o melhor ator de todos os tempos, afinal existem profissionais renomados que nunca ganharam como Richard Burton, Cary Grant e Montogomery Clift, ou os que venceram uma vez como o grande Laurence Olivier.

Daniel Day-Lewis não tem nenhum projeto engatilhado. Ele deve repousar para abandonar a personagem, mas não deve ser fácil depois dessa declaração: “I never, ever felt that depth of love for another human being that I never met. And that’s, I think, probably the effect that Lincoln has on most people that take the time to discover him… I wish he had stayed [with me] forever. (Eu nunca na vida senti tamanha profundidade de amor por outro ser humano que nunca conheci. E isso, acredito que provavelmente seja o efeito que Lincoln causava na maioria das pessoas que levaram tempo para descobri-lo… Gostaria que ele continuasse [comigo] para sempre”.

Jean Dujardin ajuda Jennifer Lawrence com o vestido que lhe causou um tombo na escada para o palco do Oscar (photo by justjared.com)

Jean Dujardin ajuda Jennifer Lawrence com o vestido que lhe causou um tombo na escada para o palco do Oscar (photo by justjared.com)

Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

A pergunta que vem logo em seguida é: “Não seria cedo demais um Oscar para Jennifer Lawrence?” Não tanto pela idade (22 anos), afinal existem atores que começaram na infância, mas pela inexperiência. Seu primeiro papel num filme, Garden Party, foi lançado em 2008, quando ela tinha 18; são 4 anos de cinema e 1 Oscar. Nada mal.

Alguns cinéfilos também manifestaram protesto referente à sua vitória nas redes sociais, alegando que a francesa Emmanuelle Riva (86 anos) não deve ter outra chance de vencer o Oscar, enquanto Lawrence ainda teria muitas décadas a frente para conseguir o prêmio. Se analisarmos sob esse aspecto, realmente

Como muitos sabem, alguns atores mirins e jovens demais tomaram caminhos errados depois do sucesso invadir suas vidas (como nos infelizes casos de Macaulay Culkin e Edward Furlong). Felizmente, Lawrence parece ter o mesmo código genético de Jodie Foster, com quem trabalhou em Um Novo Despertar (2011), tornando-a uma jovem atriz prodígio focada em seus objetivos.

Sua grande sacada até o momento tem sido alternar projetos grandes como Jogos Vorazes com filmes independentes como Inverno da Alma e este O Lado Bom da Vida, criando uma diversidade de papéis num equilíbrio perfeito entre trabalho e diversão. Outro ator que abusa desse equilíbrio é o alemão Michael Fassbender, que fez o profundo Shame e o blockbuster Prometheus, mas atuando com a devida seriedade.

Se a atriz mantiver essa boa frequência, deve crescer bastante nos próximos anos. Jennifer Lawrence tem Serena, Jogos Vorazes: Em Chamas e um projeto sem título com o diretor David O. Russell a serem lançados este ano. Para 2014, ela já assinou contrato para reviver a mutante Mística na sequência X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Christoph Waltz com seu segundo Oscar sob direção de Quentin Tarantino (photo by zimbio.com)

Christoph Waltz com seu segundo Oscar sob direção de Quentin Tarantino (photo by zimbio.com)

Christoph Waltz (Django Livre)

Esta descoberta austríaca feita por Quentin Tarantino recebeu seu segundo Oscar de coadjuvante e se junta aos atores Dianne Wiest e Jack Nicholson, que receberam dois Oscars sob o comando do mesmo diretor: Woody Allen e James L. Brooks, respectivamente. Particularmente, não acreditava que ele venceria por seu papel apresentar semelhanças com o Coronel Hans Landa de Bastardos Inglórios (o personagem Dr. Schultz seria a versão do bem), e principalmente por ter ganhado o mesmo Oscar de coadjuvante no curtíssimo período de 3 anos. Contudo, fico feliz que Waltz tenha vencido. Era a melhor atuação entre os concorrentes.

Seu personagem Dr. King Schultz, que anda numa carroça com um dente atado a uma mola, tem os diálogos mais bem humorados que, com a desenvoltura do ator, cresce absurdamente na tela. Waltz atua com uma naturalidade que impressiona e suas falas parecem cantadas como uma música. Infelizmente, a Academia não indicou Samuel L. Jackson pelo mesmo filme, porque poderia haver uma disputa mais acirrada ainda.

Depois que trabalhou com Tarantino pela primeira vez, Christoph topou participar de três filmes de cachê alto: Besouro Verde, Os Três Mosqueteiros e Água Para Elefantes, todos lançados em 2011, mas também estava em Deus da Carnificina sob a direção do brilhante Roman Polanski, que gerou um interessante embate entre atores como Jodie Foster e Kate Winslet. Como tarefa de casa para os próximos anos, ele deverá provar ao mundo que consegue atuações do mesmo nível ao colaborar com outros profissionais além de Quentin Tarantino, que escreve papéis sob medida para o ator.

Christoph Waltz empresta sua voz para a animação Epic, de Chris Wedge, e seu talento no drama The Zero Theorem, de Terry Gilliam para 2013. E preparem-se que Waltz interpretará o político russo Mikhail Gorbachev, contracenando com Michael Douglas como Ronald Reagan em Reykjavik, provável lançamento para 2014.

Anne Hathaway ostenta seu Oscar (photo by movies.yahoo.com)

Anne Hathaway ostenta seu Oscar (photo by movies.yahoo.com)

Anne Hathaway (Os Miseráveis)

Num ano considerado fraco entre as atrizes coadjuvantes, a vitória de Anne Hathaway já estava prevista logo no começo de janeiro, quando ganhou o Globo de Ouro. A receita pode ser resumida em: a) Emagrecer mais de 10 quilos para o papel; b) Ter seu cabelo cortado em cena; c) Monólogo cantado dramaticamente em close-ups. Sua breve atuação como Fantine no musical Os Miseráveis poderia ter durado mais, pois oferece um respiro ao público que se cansa de cantorias que soam banais nos 160 minutos do filme.

Hathaway, que passou a chamar atenção através do filme da Disney, O Diário de uma Princesa (2001), teve uma virada na carreira a partir de 2005. Apesar de ter atuado num papel menor no drama O Segredo de Brokeback Mountain, ela conseguiu provar que tinha potencial a ser explorado, e logo no ano seguinte, ela estrelou o sucesso mundial O Diabo Veste Prada. Claro que ficou meio de canto por causa do brilho de Meryl Streep como a chefe Miranda Priestly, mas já deixava de ser uma aspirante a estrela de Hollywood. Seu talento foi finalmente reconhecido pela Academia em 2009, quando fora indicada pelo drama O Casamento de Rachel. O diretor Jonathan Demme conseguiu forte comprometimento da atriz, que pesquisou clínicas de reabilitação pra viver sua personagem Kym.

Para interpretar Fantine, Anne bateu inúmeras candidatas como Amy Adams, Jessica Biel, Kate Winslet e Marion Cotillard, ajudada pelo protagonista Hugh Jackman com quem cantou no monólogo do Oscar 2009 a sátira ao filme Frost/Nixon. O burburinho de uma possível premiação no Oscar começou quando espalharam a notícia de que logo em seu primeiro teste, ela já havia deixado todos aos prantos ao cantar “I Dreamed a Dream”. À princípio, ela não tem o perfil de quem será vítima da maldição do Oscar, contanto que saiba escolher bem seus próximos projetos.

Anne Hathaway atualmente está dublando novamente a voz de sua personagem Jewel na sequência da animação Rio 2 (2014), mas terá um filme lançado este ano: a comédia Don Jon’s Addiction, dirigida pelo ator Joseph Gordon-Levitt.

O ÚNICO DIRETOR ASIÁTICO AGORA COM 2 OSCARS  E UM SANDUÍCHE

Já tentou comer um lanche com uma mão? Ang Lee consegue essa proeza sem se desgrudar do seu Oscar (photo by inquisitr.com)

Já tentou comer um lanche com uma mão? Ang Lee consegue essa proeza sem se desgrudar do seu Oscar (photo by inquisitr.com)

Ang Lee (As Aventuras de Pi)

Apesar de ter uma boa filmografia de Taiwan como Banquete de Casamento (1993), Ang Lee passou a trabalhar nos EUA a partir da adaptação de Jane Austen, Razão e Sensibilidade (1995), com o qual venceu o Globo de Ouro de Melhor Filme – Drama, o Urso de Ouro em Berlim e o National Board of Review. Com isso, dirigiu mais duas produções americanas: Tempestade de Gelo (1997) e Cavalgada com o Diabo (1999), mas preferiu voltar à sua terra natal para filmar O Tigre e o Dragão (2000), que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar de direção e ainda levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Resultado: foi convidado a dirigir a adaptação da HQ do personagem verde da Marvel Comics.

Como Hulk (2003) foi considerado um fracasso principalmente pelo roteiro, Ang Lee pensou em se aposentar por acreditar que não tinha mais nada a acrescentar como artista. Ledo engano. Dois anos depois, quem diria que ele reencontraria o bom cinema numa história de homossexualismo no cenário americano de O Segredo de Brokeback Mountain? Primeiro Oscar de direção para um asiático. Mas desta vez, ele não caiu na mesma armadilha e logo retornou a Taiwan, onde filmou o drama de espionagem Desejo e Perigo, que venceu o Leão de Ouro em Veneza.

Quando o projeto de adaptar o romance Life of Pi, de Yann Martel foi considerado “infilmável” pelas recusas dos diretores M. Night Shyamalan, Jean-Pierre Jeunet e Alfonso Cuarón, o nome de Ang Lee surgiu por se tratar de um diretor que gosta de desafios. Trabalhando diretamente com efeitos de computação gráfica, as filmagens de As Aventuras de Pi se passaram muito em estúdios com green screen. O filme prima pelo aspecto técnico, que envolve desde os efeitos até a fotografia de Claudio Miranda, rendendo muitos elogios da crítica e finalizando com 11 indicações ao Oscar.

Com o deslize da Academia em ignorar Ben Affleck e Kathryn Bigelow na categoria de direção, Ang Lee acabou sendo o grande beneficiado, batendo o favoritismo de Steven Spielberg. O diretor que tem em seu currículo: 2 Globos de Ouro, 2 Ursos de Ouro (Festival de Berlim), 2 Leões de Ouro (Festival de Veneza) e agora, 2 Oscars. Fica faltando apenas a Palma de Ouro de Cannes entre os principais prêmios do cinema internacional.

Por enquanto, Ang Lee não está anexado a nenhum projeto, mas eu sugeriria um filme de terror ou filme de prisão que ainda faltam em sua carreira eclética.

ARGO FUCK YOURSELF!

Os produtores galãs de Argo (da esquerda para a direita): George Clooney (finjam que não conheçam), Ben Affeck e Grant Heslov (photo thefilmspy.tumblr.com)

Os produtores galãs de Argo (da esquerda para a direita): George Clooney (finjam que não conheçam), Ben Affeck e Grant Heslov (photo thefilmspy.tumblr.com)

George Clooney, Ben Affleck e Grant Heslov (Argo)

Depois de ser esnobado na categoria de direção, eu tinha certeza de que a Academia o compensaria com o prêmio de Melhor Filme, justamente por Ben Affleck também ter crédito como produtor ao lado de George Clooney e Grant Heslov. Nesse Oscar 2013, o nome mais comentado foi o de Ben Affleck. Como ignorar o diretor do filme mais premiado do ano? Ele também havia vencido o DGA (Directors Guild of America), que é o melhor parâmetro para o Oscar, com apenas sete divergências de vencedores. Mas já era tarde: Ben Affleck ficou de fora da disputa de direção, que ficou com Ang Lee.

Além de premiar o diretor de outra maneira, a Academia também reconhece a reviravolta vitoriosa dele. De roteirista premiado com o Oscar por Gênio Indomável em 1998 para ator-protagonista de filmes pouco expressivos nos anos seguintes até a consagração como diretor a partir do bom drama Medo da Verdade (2007). Apesar de ter desapontado como intérprete, Affleck estava aprendendo o ofício com diretores renomados como John Frankenheimer, Gus Van Sant e Kevin Smith. Recentemente, ele continuou sua aprendizado ao atuar sob o comando do veterano Terrence Malick em To the Wonder, que deve ser lançado este ano depois de passar em Veneza. Também atua no drama Runner, Runner, mas até o momento, sem projetos como diretor.

Quanto à dupla George Clooney e Grant Heslov, que começou a parceria de sucesso em 2005 com Boa Noite e Boa Sorte, está se especializando em projetos de cunho político. Em 2011, produziram Tudo Pelo Poder, sobre os bastidores de uma campanha política para presidente dos EUA, e agora com Argo, sobre o resgate de diplomatas políticos no Irã. George Clooney ainda atua este ano na ficção científica Gravidade e em seu drama sob sua direção, The Monuments Men. Ambos também produzem August: Osage County, que conta com Meryl Streep, Julia Roberts, Chris Cooper, Abigail Breslin e Benedict Cumberbatch.

INICIANTES E VETERANOS

Chris Terrio (Argo)

A vida de roteiristas já é mais complicada. Às vezes, um roteiro pode demorar mais de três anos por causa de pesquisas. O iniciante Chris Terrio acertou em cheio na escolha do projeto Argo, baseado num artigo da revista Wired. Ele pode não ter a mesma sorte no próximo roteiro, mas já demonstrou que pode transformar boas histórias em idéias que funcionam no universo mais visual do cinema. Numa das brigas mais acirradas da noite, Chris Terrio saiu vitorioso entre David O. Russell (O Lado Bom da Vida) e o dramaturgo Tony Kushner (Lincoln).

Chris Terrio segurando seu bebê (photo by theurbandaily.com)

Chris Terrio segurando seu bebê (photo by theurbandaily.com)

Quentin Tarantino (Django Livre)

Conhecido por seus personagens incomuns e diálogos brilhantes, Quentin Tarantino sai fortalecido com seu segundo Oscar por Django Livre, superando ainda uma controvérsia boba originada pelo diretor Spike Lee, que criticou o uso do termo “nigger” (crioulo). O cinema americano deve muito à criatividade de Tarantino, especialmente na reciclagem que faz do mundo da cultura pop. Django Livre poderia ser um ótimo final para a segunda fase de sua carreira, que começou com os dois volumes de Kill Bill, passando por À Prova de Morte (2007) e Bastardos Inglórios (2009), que exalta o intenso elemento da vingança. Mas talvez ele retorne desnecessariamente ao universo da Noiva (Beatrix Kiddo) em Kill Bill: Vol. 3. Não sei se trata de uma pressão do produtor ou do estúdio, mas acredito que não haja nada a acrescentar à história de vingança contra Bill. Mas como já queimei a língua ao ter o mesmo argumento quando retomaram Toy Story 3 onze anos depois de Toy Story 2, podemos esperar tudo de Tarantino…

Quentin Tarantino com seu segundo Oscar. O primeiro foi em 1995 por Pulp Fiction - Tempo de Violência (photo by womanandhome.com)

Quentin Tarantino com seu segundo Oscar. O primeiro foi em 1995 por Pulp Fiction – Tempo de Violência (photo by womanandhome.com)

MALDIÇÃO DUPLA

Adele (007 – Operação Skyfall)

Tenho uma teoria de que compôr a canção-tema de um filme da série de James Bond não é um bom negócio. Afinal, todos os cantores e bandas que contribuíram para os filmes acabaram no limbo, exceto os já consagrados Paul McCartney e Madonna.

Veja alguns exemplos de artistas que decaíram depois de 007: Carly Simon, Sheena Easton, Duran Duran, A-Ha, Tina Turner, Sheryl Crow, Garbage, Chris Cornell e apesar de ainda ser um pouco cedo pra declarar o limbo: Alicia Keys e Jack White, responsáveis pelo penúltimo filme 007 – Quantum of Solace.

Do outro lado, existe sempre a temerosa maldição do Oscar. Existem alguns vencedores que nunca mais fizeram nada de relevante, provavelmente por acreditarem que atingiram o ápice com o prêmio da Academia. Ainda na categoria de Canção Original, temos alguns nomes mais recentes que não vingaram mais depois do Oscar: Jorge Drexler, Annie Lennox, Eminem e Phil Collins.

Como a cantora Adele venceu finalmente o primeiro Oscar por uma canção de James Bond, a questão que fica é: uma maldição anularia a outra? Espero que resulte numa mistura positiva.

Adele foi a primeira a vencer um Oscar com uma canção-tema de James Bond (photo by gloss.abril.com.br)

Adele foi a primeira a vencer um Oscar com uma canção-tema de James Bond (photo by gloss.abril.com.br)

Jodie Foster receberá prêmio Cecil B. DeMille no Globo de Ouro 2013

Jodie Foster no tapete vermelho do Globo de Ouro deste ano

Enquanto a Academia tem o Oscar Honorário, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood tem o prêmio Cecil B. DeMille, uma honraria que reconhece o conjunto da obra de um artista de cinema, que existe desde 1952, quando foi concedido ao próprio diretor Cecil B. DeMille, conhecido pelos filmes-espetáculo como Os Dez Mandamentos (1956) e O Maior Espetáculo da Terra (1952).

Em sua longa jornada, o Cecil B. DeMille Award já consagrou inúmeras carreiras de grandes nomes como Walt Disney, Fred Astaire, Judy Garland, James Stewart, John Wayne, Jack Nicholson, Martin Scorsese e Charlton Heston, o mais novo a receber o prêmio aos 42 anos. A homenageada de 2013, a atriz americana Jodie Foster será a segunda mais nova aos 50 anos de idade.

Apesar da idade, Foster iniciou sua carreira artística muito nova. Quando ainda era um bebê de 3 anos, estrelou comerciais na TV do protetor solar Coppertone. Aos 7, participou do programa humorístico de TV, o The Doris Day Show, e aos 9, estrelava seu primeiro filme ao lado de Michael Douglas em Napoleon e Samantha (1972), de Bernard McEveety.

Segue trecho do programa de TV Ellen, no qual Jodie Foster fica um pouco constrangida com o comercial de Coppertone:

Aos 12 anos, escolheu uma opção que mudaria sua vida para sempre. Foi escalada para viver a prostituta Iris em Taxi Driver (1976), dirigido por Martin Scorsese e atuando ao lado de um promissor Robert De Niro. Era espantoso ver a performance de uma garota tão jovem num papel tão sério e intenso. A Academia concordou e Jodie recebeu sua primeira indicação ao Oscar.

No início dos anos 80, enquanto a atriz estava cursando a universidade de Yale, um maluco e fã obcecado por Jodie Foster, John Hinckley, atirou no então presidente americano Ronald Reagan só para impressioná-la. A idéia surgiu de Taxi Driver, no qual Travis Bickle (De Niro) tenta matar um político para impressionar uma moça. Pelos boatos, Hinckley assistiu ao filme quinze vezes seguidamente. Antes do atentado, mandava cartas com poemas para a residência da atriz para que ela o notasse. Depois de ser preso, permanece internado numa clínica psiquiátrica mantido sob vigilância.

Após esse período negro, Foster ressurgiu para o mundo aos 26 anos, quando seu trabalho em Acusados chamou a atenção dos críticos. No filme, ela vive a jovem Sarah Tobias, que se torna vítima de um brutal estupro num bar por três homens. Contudo, Acusados não se trata de um filme comum. Pela personagem de Foster ter um histórico conturbado (foi presa por porte de drogas), e pelo fato de estar bêbada e se insinuar dançando para um homem igualmente bêbado no bar, o julgamento ganha proporções maiores, ainda mais que os acusados têm fortes conexões na justiça.

Jodie Foster em Acusados (1988): primeiro Oscar

Além da escolha ousada do projeto, Jodie Foster impressionou com a fragilidade da condição humana pela dificuldade de se expressar na corte. Sua personagem se vê obrigada a amadurecer e criar responsabilidade por seus atos. Como a mensagem do filme é bem difícil de entender, a performance da atriz se mostra fundamental para que o público entenda que os acusados do filme são apenas figurantes do crime. Por este trabalho, Jodie Foster recebeu sua segunda indicação e saiu vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1989.

Em 1991, outro ano de sua ascensão, Foster estrelou a adaptação do best-seller de Thomas Harris, O Silêncio dos Inocentes, que lhe rendeu seu segundo Oscar de atriz. Curiosamente, ela não foi a primeira opção do diretor Jonathan Demme, que preferia Michelle Pfeiffer, com quem havia trabalhado em De Caso com a Máfia (1988). Então, Demme recorreu à sugestão do roteirista Ted Tally.

Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes: prova de que beleza e inteligência podem coexistir

Para interpretar a agente do FBI, Clarice Starling, a atriz passou por um curso intensivo com agentes reais, como mostrado durante o filme. Com isso, deu credibilidade ao seu papel, que se encontra num caso de superação ao investigar os assassinatos de Buffalo Bill com a ajuda de Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, em momento de extrema inspiração).

Ainda naquele ano, Jodie decidiu se aventurar na cadeira de diretora. Com roteiro original de Scott Frank, o filme Mentes que Brilham trata da trajetória de uma criança superdotada. Conhecida por seu alto QI, Jodie Foster se identificou com o menino da história e apostou no projeto que, embora tenha recebido boas críticas, não foi tão bem nas bilheterias.

Jodie Foster ao lado do pequeno Adam Hann-Byrd em Mentes que Brilham, estréia de Foster na direção

Em 1994, teve destaque ao interpretar a eremita Nell, que vivia afastada na selva. Em entrevista com James Lipton no programa Inside the Actors Studio, Jodie revelou que Nell foi seu melhor trabalho como atriz, uma vez que a personagem havia criado uma linguagem completamente nova e se comunicava com todo o seu corpo e expressão. Por este papel, ganhou o SAG Award, recebeu sua quarta indicação ao Oscar, mas perdeu para Jessica Lange (Céu Azul),

Nas décadas seguintes, já consagrada, Jodie Foster embarcou em produções mais comerciais como Maverick (1993), Contato (1997), O Quarto do Pânico (2002) e Plano de Vôo (2005), mas por mais que sejam voltados ao grande público, todos apresentam bons roteiros.

Apesar de ter cara de blockbuster, Plano de Vôo é um bom suspense que aborda a questão da paranóia americana, terrorismo e racismo.

Em 2013, a atriz retornará às telas de cinema com Elysium, novo filme de Neill Blomkamp, diretor da inovadora ficção científica indicada ao Oscar de Melhor Filme, Distrito 9. No elenco, além de Matt Damon, contam com a presença de dois brasileiros: Wagner Moura e Alice Braga.

Jodie Foster receberá o Cecil B. DeMille award durante cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2013, que ocorre no dia 13 de janeiro.

No Globo de Ouro, a atriz já soma sete indicações:

1977: Indicada a Melhor Atriz – Comédia ou Musical por Se Eu Fosse Minha Mãe

1989: Vencedora de Melhor Atriz – Drama por Acusados

1992: Vencedora de Melhor Atriz – Drama por O Silêncio dos Inocentes

1995: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Nell

1998: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Contato

2008: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Valente

2012: Indicada a Melhor Atriz – Comédia ou Musical por Deus da Carnificina