‘American Honey’ e ‘Moonlight’ largam na frente no Independent Spirit Awards 2017

Sasha Lane e Shia LaBeouf em cena de American Honey, de Andrea Arnold, que conquistou seis indicações no Independent Spirit Awards (photo by moviepilot.de)

Sasha Lane e Shia LaBeouf em cena de American Honey, de Andrea Arnold, que conquistou seis indicações no Independent Spirit Awards (photo by moviepilot.de)

PREMIAÇÃO DE CINEMA INDEPENDENTE DÁ A LARGADA COM FORTES CANDIDATOS AO OSCAR

Pra quem acha que o Independent Spirit Awards é um mero coadjuvante na temporada de premiações, o blog lembra que os últimos três vencedores de Melhor Filme no Oscar saíram vitoriosos dessa premiação: Spotlight, Birdman e 12 Anos de Escravidão. Isso comprova que Hollywood e a Academia estão em sintonia em tempos de crise financeira, já que os filmes indicados ao Independent Spirit precisam ter um gasto máximo de 20 milhões de dólares. No ramo cinematográfico, muitos defendem que quanto menos dinheiro houver na produção, mais criatividade se vê na tela. Diante desse regulamento, algumas produções mais caras que estavam no burburinho do Oscar ficaram de fora como Animais Noturnos, o musical La La Land: Cantando Estações, Lion e Sete Minutos Depois da Meia-Noite. Contudo, esses mesmos filmes continuam com ótimas chances de chegar ao prêmio da Academia em fevereiro, inclusive seus atores.

O anúncio das indicações, que aconteceu no último dia 22, foi feito pelos atores Jenny Slate e Edgar Ramirez. Segue link com vídeo:

American Honey e Moonlight foram recordistas desta 32ª edição ao conquistar seis indicações cada. O primeiro, um road movie dirigido pela competente Andrea Arnold, foi indicado à Palma de Ouro no festival de Cannes, fez com que Shia LaBeouf desse a volta por cima após escândalos de plágio, e revelou o talento da novata Sasha Lane. Enquanto o segundo, um drama sobre a vida de um rapaz negro num bairro barra-pesada de Miami, teve boa passagem pelo Festival de Toronto e, embora tenha boas chances de ter atores indicados ao Oscar, nenhum deles foi reconhecido aqui, levando o prêmio Robert Altman para o elenco todo. Seria o futuro vencedor do SAG Awards de Ensemble Cast?

Mahershala Ali em cena de Moonlight (photo by moviepilot.de)

Mahershala Ali em cena de Moonlight, vencedor do prêmio Robert Altman (photo by moviepilot.de)

Manchester à Beira-Mar vem logo em seguida com cinco indicações. Curiosamente, seu diretor Kenneth Lonnergan ficou de fora de sua categoria, mas pelo menos está entre os melhores roteiros. Os atores Casey Affleck e Lucas Hedges garantiram suas vagas como Ator e Ator Coadjuvante, respectivamente, mas a veterana Michelle Williams foi esquecida como Coadjuvante. Mas alguém aqui duvida que ela conseguirá sua quarta indicação ao Oscar? Entre outras ausências sentidas nas categorias de atuação estão Jeff Bridges (A Qualquer Custo), Joel Edgerton (Loving), Sally Field (My Name is Doris), Adam Driver (Paterson), Kristen Stewart (Certain Women) e Rebecca Hall (Christine).

Michelle Williams em cena de Manchester à Beira-Mar. Sua ausência na categoria de Atriz Coadjuvante foi uma das mais sentidas. (photo by moviepilot.de)

Michelle Williams em cena de Manchester à Beira-Mar. Sua ausência na categoria de Atriz Coadjuvante foi uma das mais sentidas. (photo by moviepilot.de)

Com tantas premiações que estão por vir, acho bacana o Independent Spirit Awards conceder espaço para produções menores que dificilmente terão chances num Globo de Ouro, por exemplo. O próprio American Honey estava fadado ao esquecimento depois de Cannes, mas depois desse recorde de indicações no Independent, acredito que o filme de Arnold conseguirá melhor projeção e reconhecimento.

Falando em reconhecimento, o filme brasileiro Aquarius conseguiu o seu. Passando por cima de qualquer política mesquinha que o impediu de concorrer ao Oscar, o filme do pernambucano Kléber Mendonça Filho foi indicado para Melhor Filme Internacional ao lado de produções da Grécia (Chevalier), França (Três Lembranças da Minha Juventude), Alemanha (Toni Erdmann) e Irã (Sob a Sombra). Vale lembrar que entre esses indicados, apenas os filmes alemão e o grego podem concorrer ao Oscar de Filme em Língua Estrangeira.

Além de Aquarius, temos outro artista brasileiro reconhecido pelo Independent Spirit: o roteirista Mauricio Zacharias pelo drama de Ira Sachs, Melhores Amigos. Ele concorre com fortes candidatos: Kenneth Lonergan (Manchester à Beira-Mar), Taylor Sheridan (A Qualquer Custo), Mike Mills (20th Century Women) e Barry Jenkins (Moonlight).

Indicados ao 32º Independent Spirit Awards:

Melhor Filme
American Honey
Chronic
Jackie
Manchester à Beira-Mar (Manchester by the Sea)
Moonlight

Melhor Diretor
Andrea Arnold (American Honey)
Barry Jenkins (Moonlight)
Pablo Larraín (Jackie)
Jeff Nichols (Loving)
Kelly Reichardt (Certain Women)

Melhor Filme de Estréia
The Childhood of a Leader
The Fits
Other People
Swiss Army Man
A Bruxa

Melhor Ator
Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
David Harewood (Free in Deed)
Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
Jesse Plemons (Other People)
Tim Roth (Chronic)

Melhor Atriz
Annette Bening (20th Century Women)
Isabelle Huppert (Elle)
Sasha Lane (American Honey)
Ruth Negga (Loving)
Natalie Portman (Jackie)

Melhor Ator Coadjuvante
Ralph Fiennes (A Bigger Splash)
Ben Foster (A Qualquer Custo)
Lucas Hedges (Manchester à Beira-Mar)
Shia LaBeouf (American Honey)
Craig Robinson (Morris from America)

Melhor Atriz Coadjuvante
Edwina Findley (Free in Deed)
Paulina Garcia (Melhores Amigos)
Lily Gladstone (Certain Women)
Riley Keough (American Honey)
Molly Shannon (Other People)

Melhor Roteiro
A Qualquer Custo
Melhores Amigos
Manchester à Beira-Mar
Moonlight
20th Century Women

Melhor Roteiro de Estreante
Barry
Christine
Jean of the Joneses
Other People
A Bruxa

Mehor Filme Internacional
Aquarius (Brasil)
Chevalier (Grécia)
Três Lembranças da Minha Juventude (França)
Toni Erdmann (Alemanha)
Under the Shadow (Irã)

Melhor Documentário
13th
Cameraperson
I Am Not Your Negro
O.J.: Made in America
Sonita
Under the Sun

Melhor Fotografia
American Honey
Childhood
Free in Deed
Eyes of My Mother
Moonlight

Melhor Montagem
A Qualquer Custo
Jackie
Manchester à Beira-Mar
Moonlight
Swiss Army Man

Prêmio John Cassavetes
Free in Deed
Hunter Gatherer
Lovesong
Nakom
Spa Night

Prêmio Robert Altman
“Moonlight”

Prêmio Piaget Producers
Lisa Kjerulff
Jordana Mollick
Melody C. Roscher
Craig Shilowich

Truer Than Fiction Award
Kristi Jacobson (Solitary)
Sara Jordeno (Kiki)
Nanfu Wang (Holligan Sparrow)

Someone to Watch Award
Andrew Ahn (Spa Night)
Claire Carre (Embers)
Anna Rose Holmer (The Fits)
Ingrid Jungermann (Women Who Kill)

No topo, as atrizes Greta Gerwig e Annette Bening foram indicadas ao Independent Spirit Awards. Elas posam com Lucas Jade Zumann, Elle Fanning e Billy Crudup. (photo by cine.gr)

No topo, a atriz Annette Bening foi indicada ao Independent Spirit Awards por 20th Century Women. Ela posa com Greta Gerwig, Lucas Jade Zumann, Elle Fanning e Billy Crudup. (photo by cine.gr)

***

O 32º Spirit Awards acontecerá no dia 25 de fevereiro, tradicionalmente um dia antes da cerimônia do Oscar.

Anúncios

Ken Loach conquista sua segunda Palma de Ouro com ‘I, Daniel Blake’ em Cannes 2016

Ken Loach se mostra triunfante com sua segunda Palma de Ouro por I, Daniel Blake (photo by publico.pt)

Ken Loach se mostra triunfante com sua segunda Palma de Ouro por I, Daniel Blake (photo by publico.pt)

DIRETOR BRITÂNICO VENCEU EM 2006 COM ‘VENTOS DA LIBERDADE’

Num ano repleto de diretores renomados na competição oficial, deu Ken Loach mais uma vez! Agora ele se junta a um seleto grupo de cineastas que tem duas Palmas de Ouro no currículo: Michael Haneke, Francis Ford Coppola, Emir Kusturica, Bille August, Shohei Imamura, Alf Sjoberg e os irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardenne.

Seu mais novo filme retrata um entrave sócio-trabalhista de um carpinteiro de meia-idade que não pode mais trabalhar depois de um acidente, mas luta para conseguir seus benefícios do governo. Pela sinopse, parece aqueles filmes de forte crítica social que permearam a década de 70 como os do italiano Elio Petri, mas vale lembrar que a própria filmografia de Loach possui pinceladas de cunho social. Segundo a crítica, I, Daniel Blake seria seu melhor trabalho, justamente por amadurecer essa vertente. Contudo, parece que o lado emocional falou mais alto na decisão do júri.

Mesmo sem justificar suas escolhas, o presidente do júri, George Miller, definiu a seleção com três qualidades: “inteligência, ferocidade e beleza”. No geral, a mídia estrangeira ficou desapontada com uma escolha conservadora vinda de um autor tão inovador como Miller. Entre os indicados, os críticos apontaram alguns favoritos como a ‘dramédia’ sobre pai e filha Toni Erdmann, da alemã Maren Ade; o suspense Elle, de Paul Verhoeven; e o romance coreano The Handmaiden, de Park Chan-wook. Curiosamente, nenhum deles recebeu um prêmio de consolação sequer!

O Grande Prêmio do Júri (o segundo lugar da edição) acabou nas mãos do prodígio canadense Xavier Dolan por seu It’s Only the End of the World, um drama que destrincha uma família disfuncional. Por conquistar prêmios em Cannes desde 2009, mas sempre batendo na trave, havia altas expectativas de que este seria o ano de Dolan, mas seu novo trabalho não foi uma unanimidade no festival, chegando a ser vaiado numa das sessões.

O jovem canadense Xavier Dolan (27) ganha seu prêmio mais importante em Cannes, o Grande Prêmio do Júri, por Juste la fin du monde (photo by thestar.com)

O jovem canadense Xavier Dolan (27) ganha seu prêmio mais importante em Cannes, o Grande Prêmio do Júri, por Juste la fin du monde (photo by thestar.com)

Vencedor do mesmo prêmio no ano anterior por Filho de Saul, o diretor László Nemes saiu em defesa de Dolan: “Fiquei admirado ao ver o filme. Todos nós sentimos que era uma jornada tocante. Quando começou, você podia sentir as escolhas muito específicas do diretor.” Vale destacar que esta é a primeira vez que Xavier Dolan trabalha com atores de nome, no caso, Marion Cotillard, Léa Seydoux e Vincent Cassel.

Antes que um ser politicamente correto reclame, houve uma mulher premiada em Cannes (excetuando, obviamente, a categoria de Atriz)! E foi novamente a diretora britânica Andrea Arnold com seu American Honey, um road movie estrelado por um sempre polêmico Shia LaBeouf. Trata-se de sua terceira vitória com o Prêmio do Júri, vencido anteriormente por Marcas da Vida (Red Road) e Aquário (Fish Tank). Considero seu estilo bastante intenso, que me lembra a direção de atores de Mike Leigh.

E pra quem aguardava por premiações para atores conhecidos como Adam Driver (o Kylo Ren do novo Star Wars), Shia LaBeouf, Joel Edgerton, Marion Cotillard ou Kristen Stewart, ficou a expectativa, pois o júri reconheceu atores menos conhecidos: a filipina Jaclyn Jose de Ma’Rosa, de Brillante Mendoza; e o iraniano Shahab Hosseini de The Salesman, de Asghar Farhadi. Esta é a segunda performance sob direção de Farhadi a ganhar prêmio em Cannes; em 2014, a argentina Bérénice Bejo ganhou por O Passado. The Salesman foi o único a ganhar dois prêmios principais, já que venceu como Melhor Roteiro também.

Jaclyn Jose posa com seu prêmio de Performance Feminina por Ma'Rosa (photo by preen.inquirer.net)

Jaclyn Jose posa com seu prêmio de Performance Feminina por Ma’Rosa (photo by preen.inquirer.net)

O iraniano Shahab Hosseini ganha Performance Masculina por The Salesman (photo by themalaimailonline.com)

O iraniano Shahab Hosseini ganha Performance Masculina por The Salesman (photo by themalaimailonline.com)

Aliás, pelo burburinho, Joel Edgerton e Ruth Negga já deram o start inicial para a campanha para o Oscar 2017 por suas interpretações no drama Loving, de Jeff Nichols. Trata-de de uma história de amor interracial na Virginia de 1958, onde o casal foi preso por simplesmente se casar. Além do prestígio do diretor Nichols, a performance de Edgerton foi bastante elogiada em Cannes e, depois de todo aquele estardalhaço no Oscar por “falta de diversidade”, a Academia vai fazer um baita esforço para incluir negros, amarelos, índios, anões, albinos e imigrantes ilegais. O vilão Kylo Ren (Adam Driver) também conquistou pontos para o ano que vem por sua atuação em Paterson.

E na categoria de Diretor, houve o único empate da cerimônia, que ocorreu entre o romeno Cristian Mungiu, por The Graduation, e o francês Olivier Assayas, por Personal Shopper. Enquanto Mungiu recebeu seu terceiro prêmio (venceu a Palma de Ouro por 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias, e Roteiro por Além das Montanhas), Assayas recebeu seu primeiro prêmio após 5 indicações à Palma de Ouro! Seu filme também foi vaiado, mas ele é muito querido na crítica.

Romanian director Cristian Mungiu (R) and French director Olivier Assayas talk on stage wafter being awarded with the Best Director prize, respectively for the film "Graduation (Bacalaureat)" and "Personal Shopper" during the closing ceremony of the 69th Cannes Film Festival in Cannes, southern France, on May 22, 2016. / AFP PHOTO / ALBERTO PIZZOLI

Vencedores de Melhor Diretor em Cannes: à esquerda, Olivier Assayas (Personal Shopper) discursa ao lado de Cristian Mungiu  (Graduation). Photo by ALBERTO PIZZOLI

E o Brasil continuará mais um ano com apenas a Palma de Ouro de Anselmo Duarte por O Pagador de Promessas (1962). Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, saiu de mãos abanando do festival. A passagem do filme brasileiro ficou marcada pelos protestos dos atores e da equipe no tapete vermelho contra o Impeachment da “presidenta” Dilma Roussef. Dentre os vários cartazes com dizeres em inglês e francês, havia um que dizia que “54 milhões de votos (que reelegeram a Dilma) foram queimados” e que “a democracia havia dado lugar a um golpe”. Não gosto muito de ficar falando de política com tantos intolerantes à solta na internet, mas só queria dizer que somente numa democracia, esses mesmos 54 milhões de eleitores também têm o direito de mudar de posição após um péssimo governo petista. Eu mesmo conheço alguns que se arrependeram de seus votos, e pra isso também serve o Impeachment, afinal, de que outra forma a sociedade poderia destituir um presidente antes do fim de seu mandato? E vale lembrar que o vice-presidente Michel Temer veio no mesmo pacote do PT, então não adianta reclamar. Temos que torcer para que ele faça um bom governo e consiga aprovar medidas para salvar a nossa economia.

Equipe do filme Aquarius com cartazes contra o Impeachment (photo by cinema.uol.com.br)

Equipe do filme Aquarius com cartazes contra o Impeachment (photo by cinema.uol.com.br)

Vale destacar que o cinema brasileiro foi agraciado com uma menção honrosa na categoria de curta-metragem para A Moça que Dançou com o Diabo, de João Paulo Miranda Maria, e com o Olho de Ouro para o documentário Cinema Novo, de Eryk Rocha.

Seguem os vencedores desta 69ª edição do Festival de Cannes:

PALMA DE OURO
I, Daniel Blake
Dir: Ken Loach

GRANDE PRÊMIO DO JÚRI
It’s Only the End of the World
Dir: Xavier Dolan

PRÊMIO DO JÚRI
Andrea Arnold (American Honey)

DIRETOR
Olivier Assayas (Personal Shopper) & Cristian Mungiu (Graduation)

ATOR
Shahab Hosseini (The Salesman)

ATRIZ
Jaclyn Jose (Ma ‘Rosa)

ROTEIRO
Asghar Farhadi (The Salesman)

OUTROS PRÊMIOS

PALMA HONORÁRIA
Jean-Pierre Léaud

CAMERA D’Or
Divines
Dir: Houda Benyamina

PALMA DE OURO DE CURTA
Timecode
Dir: Juanjo Jimenez

MENÇÃO ESPECIAL CURTA
The Girl Who Danced With the Devil
Dir: João Paulo Miranda Maria

Ecumenical Jury Prize
It’s Only the End of the World
Dir: Xavier Dolan

PRÊMIO OLHO DE OURO
Cinema Novo
Dir: Eryk Rocha

UN CERTAIN REGARD

PRÊMIO UN CERTAIN REGARD
The Happiest Day in the Life of Olli Mäki
Dir: Juho Kuosmanen

PRÊMIO DO JÚRI
Harmonium
Dir: Koji Fukada

DIRETOR
Matt Ross (Captain Fantastic)

ROTEIRO
Delphine e Muriel Coulin (The Stopover)

PRÊMIO ESPECIAL DO JÚRI
Michael Dudok de Wit (The Red Turtle)

DIRECTORS’ FORTNIGHT

PRÊMIO ART CINEMA
Wolf and Sheep
Dir: Shahrbanoo Sadat

PRÊMIO Society of Dramatic Authors and Composers
The Together Project
Dir: Solveig Anspach

Europa Cinemas Label
Mercernary
Dir: Sacha Wolff

CRITICS’ WEEK

GRANDE PRÊMIO
Mimosas
Dir: Oliver Saxe

PRÊMIO VISIONÁRIO
Album
Dir: Mehmet Can Mertoğlu

PRÊMIO Society of Dramatic Authors and Composers
Diamond Island
Dir: Day Chou

FIPRESCI

COMPETIÇÃO
Toni Erdmann
Dir: Maren Ade

Un Certain Regard
Dogs
Dir: Bogdan Mirică

Critics’ Week
Raw
Dir: Julia Ducournau

Lars von Trier contra-ataca com os pôsteres de ‘Nymphomaniac’

Charlotte Gainsbourg

Charlotte Gainsbourg

Há quanto tempo você não ficava admirando um pôster de um filme no cinema? Considerado essencial para a venda de um filme entre as décadas de 50 e 70, o pôster (ou cartaz para alguns) foi perdendo sua importância, e hoje mais serve para como capa para DVDs e Blu-Rays. Com esse trabalho ousado, o diretor dinamarquês Lars von Trier busca o choque para chamar a atenção para seu mais novo filme: Nymphomaniac.

Com previsão de estréia no dia 25 de dezembro deste ano na Dinamarca (e obviamente sem previsão de estréia no Brasil), Nymphomanic foca numa ninfomaníaca (Charlotte Gainsbourg) que reconta suas experiências eróticas a um homem que a salvou de um espancamento. Para quem conhece a filmografia de Trier, sabe que esse tipo de trama não é nenhuma novidade, especialmente se já viu Anticristo (2009), no qual havia cenas de sexo explícito numa sequência inicial belíssima em fotografia PB.

Charlotte Gainsbourg num momento garota fiel... (photo by www.OutNow.CH)

Charlotte Gainsbourg num momento garota fiel… (photo by http://www.OutNow.CH)

Charlotte Gainsbourg num sanduíche em cena de Nymphomaniac (photo by www.OutNow.CH)

… e em seguida num momento “very nasty” num sanduíche em cena de Nymphomaniac (photo by http://www.OutNow.CH)

Pra quem desconhece Lars von Trier, vale lembrar que ele foi um dos fundadores do movimento Dogma 95, que tinha como lema a busca por um cinema voltado exclusivamente à história. Nesse período, ele lançou o polêmico Os Idiotas (1996), que já continha cenas explícitas de um grupo que se reunia no subúrbio de Copenhague para testar seus limites, e o não menos polêmico Ondas do Destino (1996), no qual Emily Watson (indicado ao Oscar) atende ao pedido do marido para fazer sexo com outros homens. Porém, antes do movimento, o diretor já era conceituado devido a filmes de forte impacto visual como Elemento de um Crime (1984) e Europa (1991).

Lars von Trier não bate muito bem da cabeça (já foi internado numa espécie de hospital psiquiátrico na Dinamarca) e às vezes se mostra tão espontâneo que acaba prejudicando seus filmes. Em 2011, quando seu filme Melancolia estava indicado à Palma de Ouro, na coletiva de imprensa no Festival de Cannes, ao ser questionado sobre suas origens germânicas, o diretor respondeu: “Eu entendo Hitler, até simpatizo com ele”. Foi um choque até para as atrizes Charlotte Gainsbourg e Kirsten Dunst que estavam ao lado. “Durante muito tempo pensei que fosse judeu e era feliz com isso. Aí conheci Susanne Bier (a diretora dinamarquesa judia que fez parte do Dogma 95) e não fiquei tão contente. Então descobri que era nazista, que minha família era alemã. O que me deu muito prazer”, continuou o diretor.

Como se não bastassem os comentários nazistas, Lars von Trier queria compartilhar sua tatuagem fofa de FUCK. Isso que é macho! (photo by www.20minutos.es)

Como se não bastassem os comentários nazistas, Lars von Trier queria compartilhar sua tatuagem fofa de FUCK. Isso que é macho! (photo by http://www.20minutos.es)

Depois dessa declaração, mesmo tendo pedido desculpas, o diretor foi banido do festival e teve suas chances anuladas de vencer pela segunda vez a Palma de Ouro (venceu em 2000 com o musical Dançando no Escuro). Em entrevista em abril deste ano, o diretor artístico de Cannes, Thierry Frémaux, afirmou que Lars von Trier é bem-vindo novamente, e que sua expulsão valia apenas para aquele ano. Apesar de toda a polêmica, Kirsten Dunst saiu consagrada com o prêmio de interpretação feminina.

A verdade é que Lars von Trier é um nome que o Cinema atual necessita. Em meio a tantas produções chochas, sem criatividade e que trazem mais a visão dos produtores do que do diretor, é impossível sair da exibição de um de seus filmes indiferente. As imagens grudam na nossa mente, a temáticas pedem por uma reflexão e seu cinema como linguagem busca inovar o modo como o público vê cinema. Claro que você pode ter odiado um filme ou outro dele, mas certamente perdurará muito mais tempo na memória. Alguns podem considerar exagero da minha parte, mas considero Lars von Trier do mesmo patamar de Stanley Kubrick que, além de ser um mestre visual, busca inovações em todos os gêneros do cinema. (Claro que Kubrick tinha mais acertos do que erros, mas aí seria uma outra questão…)

E pra comprovar que não é exagero, Lars tem conseguido atrair atores queridinhos de Hollywood. Além da Mary Jane de Homem-Aranha, Kirsten Dunst, temos Christian Slater (Entrevista com o Vampiro), Jamie Bell (Billy Elliot), Uma Thurman (Kill Bill vol. 1 e 2), Connie Nielsen (Gladiador), Willem Dafoe (Homem-Aranha), Stellan Skarsgård (The Avengers – Os Vingadores) e até o astro de Transformers, Shia LaBeouf.

Elenco de Nymphomaniac numa foto que tenta recriar as ilusões sexuais

Elenco de Nymphomaniac numa foto que tenta recriar as “ilusões” sexuais. Ao fundo à esquerda, o diretor Lars von Trier com uma câmera e a boca tapada por um silver tape. Homenagem à Cannes?

Voltando ao Nymphomaniac, cada um dos atores do filme estrelou seu pôster num momento bastante íntimo do orgasmo. Obviamente, já houve críticos ferrenhos contra essa arte, mas vale lembrar que estamos numa geração em que o livro best-seller, “Cinquenta Tons de Cinza”, é sobre sadomasoquismo e otras coisitas más. Obviamente, um pôster está muito mais suscetível aos olhos de uma criança que passeia pelo cinema do que um livro. Fica meio difícil para um pai ou uma mãe responder à pergunta: “Mãe, por que ela está com essa cara?”. Que fique claro que não sou a favor de NENHUM tipo de censura, mas por salas de cinema serem frequentadas por crianças, talvez os distribuidores e os exibidores devam analisar o melhor local para que esses pôsteres sejam admirados pelo público adulto. Se a rede Cinemark exibir o filme, talvez seja uma estratégia a seguir, mas se Nymphomaniac se limitar a salas de público adulto como Reserva Cultural, não haveria problema algum.

Lembrando que já está acertada a sequência The Nymphomaniac – Part 2, sem previsão de estréia. Enquanto isso, confira os demais pôsteres de Nymphomanic (posters by http://blogs.indiewire.com/theplaylist):

nymphomaniac_slater

Christian Slater

nymphomaniac_mia

Mia Goth

nymphomaniac_shia

Shia LaBeouf

nymphomaniac_stellan

Stellan Skarsgård

nymphomaniac-willem

Willem Dafoe

Jens Albinus

Jens Albinus

Connie Nielsen

Connie Nielsen

Nicolas Bro

Nicolas Bro

Udo Kier

Udo Kier

 

Sophie Kennedy Clark

Sophie Kennedy Clark

 

Stacy Martin

Stacy Martin

 

Uma Thurman

Uma Thurman

 

 

Nova geração de atores

James Dean

Marlon Brando, James Dean, Bette Davis…

Jack Nicholson, Meryl Streep, Paul Newman…

Sean Penn, Daniel Day-Lewis, Cate Blanchett…

Quais atores podem preencher seus lugares? Ou melhor: Existe esperança para o futuro? Particularmente, tenho uma visão apocalíptica, pois toda vez que um ator de qualidade nos abandona, bate logo um desânimo em mim: “Paul Newman nos deixa e sobra um Orlando Bloom…”

Mas é por causa desse pessimismo que resolvi escrever este post na tentativa de me convencer de que pode haver talento para as próximas gerações de cinéfilos admirarem. Claro que ninguém vai conseguir se equiparar a um Marlon Brando ou James Dean, mas ao analisar o trabalho de atores mais jovens, é possível perceber que há semelhanças que, se bem desenvolvidas, podem amadurecer o profissional.

Além disso, para classificar bem um ator, não basta conferir suas habilidades de interpretação ou se ele manda bem no método Stanislávski. Ele precisa saber escolher bem seus papéis em busca de novos desafios, afinal o ator que opta sempre pelos mesmos tipos de papéis acaba rotulado e limitado. É claro que vez ou outra, o ator pode (e deve) assinar um contrato milionário para pagar as contas (ainda mais se ganhou ou foi indicado ao Oscar recentemente), mas sua ânsia e ambição como intérprete deve ser sua prioridade.

Obviamente, essas “regras” que mencionei acima valem para o ator ideal, que sabe equilibrar trabalhos mais autorais com comerciais. A alternância entre ambos se mostra bastante saudável, pois em muitos trabalhos autorais, o ator esgota suas forças em nome de um personagem mais intenso, e um filme comercial em seguida tende a aliviar a pressão.

Heath Ledger (by Wireimage)

Minha melhor aposta dessa geração era Heath Ledger. Com seu constante progresso, acreditava que ele poderia ser o James Dean do século XXI, mas assim como o ídolo, acabou partindo cedo demais. Ledger alternava trabalhos comerciais com autoriais: fazia comédias comerciais como 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999) e Coração de Cavaleiro (2001) e dramas autorais como O Segredo de Brokeback Mountain (2005), Candy (2006) e Não Estou Lá (2007). Contudo, tratava qualquer trabalho com muita seriedade, mesmo se tratando de um blockbuster como O Patriota (2000) ou tendo um papel menor como em A Última Ceia (2001). Infelizmente, teve seu maior reconhecimento postumamente por sua incrível atuação como Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) pelo qual ganhou o Oscar.

A lista a seguir não está em ordem de qualidade ou preferência, mas Michael Fassbender merecia estar no topo por tratar a profissão de forma mais séria.

Michael Fassbender

MICHAEL FASSBENDER

Nascido em 02 de abril de 1977 – Baden-Württemberg, Alemanha

Melhores performances: Fome (2008), X-Men: Primeira Classe (2011), Shame (2011) e Prometheus (2012)

O ator alemão tem se tornado o talento mais almejado por diretores renomados como Ridley Scott e Steven Soderbergh. Apesar do currículo ainda ser pequeno, Fassbender tem procurado selecionar papéis mais densos que possa explorar seus limites como ator.

Em seu primeiro papel de destaque no filme independente Hunger, ele vive o ativista político Bobby Sands que faz greve de fome na prisão. Assim como fez Christian Bale no thriller O Operário, Fassbender perdeu muito peso para dar mais verossimilhança ao personagem. Ele chegou a perder 14 quilos, ficando com 59kg, ou seja, dedicação do nível de Robert De Niro.

Depois de ser descoberto, preferiu ser eclético em suas escolhas. No filme britânico Fish Tank (2009), interpretou Connor, um homem que tem um relacionamento com uma mãe solteira e com a filha adolescente dela. Já no cult de Tarantino, Bastardos Inglórios, dá vida ao Tenente Archie Hicox numa das melhores cenas do filme que se passa num bar.

E mesmo aceitando uma proposta alta para um blockbuster como X-Men: Primeira Classe, Michael Fassbender não desaponta. Ele encarna Erik Lensherr, o mutante Magneto, com muita propriedade e seriedade (que muitas vezes faltam a atores que consideram histórias em quadrinhos algo infantil). A atuação dele como Magneto em nada perde para a interpretação do veterano Ian McKellen na trilogia anterior dos X-Men e ainda lhe serve de complemento. Toda a dor e angústia do personagem que teve seus pais mortos no campo de concentração transborda em seu olhar do início ao fim do filme.

Em 2011, foi bastante elogiado por sua coragem e atuação em sua segunda parceria com o diretor Steve McQueen, Shame. Nele, Fassbender faz um viciado em sexo (paquera no metrô, pornografia na internet, prostitutas) que vê sua rotina interrompida quando sua irmã mais nova passa uns dias em seu apartamento. Shame se mostra um ótimo estudo de personagem e possibilita o público de acompanhar sua degradação até o fundo do poço, e felizmente, não tem a intenção de julgar e dar lição de moral. Como um solitário numa metrópole como Nova York, o ator explora a linguagem corporal e de olhares, tendo que abdicar de diálogos.

Recentemente, foi escolhido para dar vida ao ciborgue David em Prometheus (2012), considerado um prequel de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), do mesmo Ridley Scott. Seguindo uma tradição de ciborgues na série Alien, Fassbender consegue apresentar algumas sutilezas que o tornam no melhor personagem do filme. Seu lado mecânico é quase imperceptível, seja através do tom de voz, pelas pausas entre as frases, por algum movimento de sua cabeça e em seu cabelo arrumadinho (!).

Fique de olho em: 12 Years a Slave (2013) e O Conselheiro do Crime (2013).

BEN FOSTER

Nascido em 29 de outubro de 1980 – Massachusetts, EUA

Melhores performances:Os Indomáveis (2007), O Mensageiro (2009)

Para o grande público, talvez a participação mais destacada dele seja como o mutante Anjo em X-Men 3 – O Confronto Final, mas para quem conferiu o bom western Os Indomáveis, sabe que ele está longe de ser um ator de rostinho bonito. Foster, assim como o grande ator Daniel Day-Lewis, abre mão de sua imagem para construir a do personagem. Com dois bons atores como Russell Crowe e Christian Bale, ele consegue roubar a cena ao viver o pistoleiro letal Charlie Prince. Para incrementar sua performance, foi treinado por um renomado especialista em armas de Hollywood.

Mas para chegar ao patamar das estrelas, Ben Foster teve um longo caminho desde o final dos anos 90, quando começou a atuar em filmes, vivendo o irmão do então desconhecido Adrien Brody em Ruas da Liberdade (1999) e conquistando seu papel de protagonista no drama Bang, Bang! Você Morreu! (2002), cujo personagem é um estudante que sofre de bullying.

Porém, o filme que lhe trouxe certa projeção foi em Refém (2005), estrelado por Bruce Willis. Ben Foster não fazia o tipo físico que o papel exigia (era bem forte e pesado), mas ele decidiu compensar a aparência seguindo uma outra direção. Baseou seu personagem num assassino real que viu seus pais morrerem e passou a ter um fetiche por meninas e observar pessoas morrerem.

Em 2009, já mais experiente, no drama de guerra O Mensageiro, o ator impressiona pela economia e as nuances. Seu personagem, o sargento Will Montgomery, é incumbido da ingrata tarefa de informar aos familiares a morte de soldados na guerra. Como o protocolo manda, não deve haver sentimento ou qualquer contato físico no momento do aviso, mas ele acaba se envolvendo com a viúva interpretada por Samantha Morton. Ambos juntamente com Woody Harrelson formam uma fortíssima trinca de atores, o que acabou valorizando ainda mais Ben Foster.

Recentemente, fez dois filmes de ação. Um ao lado do veterano cara-de-pedra Jason Statham em Assassino a Preço Fixo (2011) e outro com Mark Whalberg em Contrabando (2012), nos quais deve aprimorar sua técnica com armas de fogo e forma física (pra não se limitar aos papéis de homens magrelos!). Também trabalhou sob o comando de Fernando Meirelles no inédito por aqui 360, que contou com Anthony Hopkins, Jude Law e Rachel Weisz.

Fique de olho em: Kill Your Darlings (2013), Ain’t Them Bodies Saints (2013)

James Franco

JAMES FRANCO

Nascido em 19 de abril de 1978 – Califórnia, EUA

Melhores performances: Trilogia de Homem-Aranha (2002/2004/2007), Segurando as Pontas (2008), Milk – A Voz da Igualdade (2008) e 127 Horas (2010)

A primeira vez que vi James Franco, ele estava subindo ao palco do Globo de Ouro para receber o prêmio de melhor ator em minissérie. Ele interpretou a lenda James Dean (que aliás tem uma aparência bem semelhante) na série James Dean e ganhou notoriedade juntamente com o sucesso da série Freaks & Geeks, sobre a vida colegial. Atualmente, faz sucesso com sua participação em General Hospital.

Já no cinema, aceitou o papel de Norman Osborn, melhor amigo de Peter Parker, nos 3 filmes do Homem-Aranha e sua carreira decolou. Dirigido por Sam Raimi, seu personagem foi se tornando mais denso até o terceiro filme, quando tem de confrontar o fantasma de seu pai, o Duende Verde, e destruir seu outrora melhor amigo, Peter Parker (Tobey Maguire).

Mais recentemente, foi indicado ao Oscar pelo ciclista aventureiro de 127 Horas, Aaron Ralston. Foi um grande teste de fogo para o talento de Franco, que segurou praticamente o filme todo sozinho, uma vez que seu personagem (verídico) fica preso a uma rocha nos Canyons em Utah.

Sua escolha de papéis tem sido bem eclética. Além de Franco ter feito comédias como Segurando as Pontas e Sua Alteza?, foi bastante elogiado pelo papel do ativista homossexual Scott Smith de Milk – A Voz da Igualdade e provou ter carisma necessário para estrelar o Planeta dos Macacos: A Origem.

Talvez sua melhor qualidade seja seu lado eclético em relação a gêneros (dramas, comédias, romances, ficção científica) e linguagem (cinema, TV e minissérie).

Fique de olho em: Spring Breakers: Garotas Perigosas (2013), Lovelace (2013) e Oz: Mágico e Poderoso (2013)

RYAN GOSLING

Nascido em 12 de novembro de 1980 – Ontário, Canadá

Ryan Gosling

Melhores performances: Half Nelson (2006), A Garota Ideal (2007), Tudo Pelo Poder (2011), Drive (2011)

Para quem conheceu este ator canadense pelo filme romântico Diário de uma Paixão (2004), pode ter se levado pelas aparências. “Lá vem mais um galã sem talento de Hollywood”. Ledo engano. Gosling é o ator mais preciso de sua geração. Cada gesto, cada olhar, cada movimento tem um peso significante para a cena. Se você piscar, pode perder muita coisa.

Isso certamente se reflete em suas escolhas. A maioria de seus personagens possui um comportamento mais introspectivo. O motorista-dublê de Drive, o assessor político Stephen Meyers de Tudo Pelo Poder e obviamente, o tímido Lars que encontra sua paixão numa boneca inflável em A Garota Ideal apresentam essa característica em comum. O silêncio, assim como a distância emocional, costuma ser um item relevante para  a escolha do próximo trabalho de Gosling, que faz valer aquele velho ditado: “Menos é mais”. Enquanto tem ator “se esgoelando e se esperneando” sem necessidade, ele resolve com minúcias.

Foi indicado ao Oscar em 2007 pela interpretação do professor de colégio Dan Dunne que tem o hábito de se drogar de Half Nelson – Encurralados.

Fique de olho em: Caça aos Gângsteres (2012), Only God Forgives (2012)

Carey Mulligan

CAREY MULLIGAN

Nascida em 28 de maio de 1985 – Londres, Inglaterra

Melhores performances: Educação (2009), Não me Abandone Jamais (2010), Shame (2011), Drive (2011)

Esta jovem inglesa começou no cinema sem grande alarde num papel menor em Orgulho e Preconceito (2005). Seus traços de menina ajudaram a conquistar a vaga da protagonista Jenny de Educação, mas foi graças ao seu talento que pôde interpretar o momento de amadurecimento de sua personagem e consequentemente ter sido reconhecida com uma indicação ao Oscar.

Em seguida, foi escalada pelo veterano Oliver Stone para atuar na sequência de Wall Street como a filha de Michael Douglas. Muita gente fala do Shia LaBeouf, protagonista dessa sequência, mas sinceramente vejo Mulligan como uma das grandes descobertas dos últimos anos.

Como seu parceiro de tela Ryan Gosling, Carey soube trabalhar nuances com sua personagem quieta e acanhada de Drive, como já fizera no drama futurista de Mark Romanek, Não me Abandone Jamais. E já em Shame, foi a falastrona e carente irmã do personagem de Michael Fassbender. Esse trabalho pôde comprovar a consistência do talento de Mulligan. Voltar a ser indicada e ganhar o Oscar é mera questão de tempo.

Fique de olho em: O Grande Gatsby (2012) e Inside Llewyn Davis (2013)

CHLOE GRACE MORETZ

Nascida em 10 de fevereiro de 1997 – Georgia, EUA

Chloë Grace-Moretz

Melhores performances: Kick-Ass – Quebrando Tudo (2010), Deixe-me Entrar (2010), A Invenção de Hugo Cabret (2011)

Eu sei que ainda pode ser cedo demais para incluir uma menina como Moretz aqui, mas ela muito me lembra Jodie Foster, que foi um prodígio aos 12 anos trabalhando com Martin Scorsese em Alice Não Mora Mais Aqui (1974) e em Taxi Driver (1976), que surpreendeu a todos como a prostituta Iris.

Apesar de ainda não ter vivido uma prostituta, Moretz costuma escolher papéis adultos para crianças. A postura de suas personagens têm maturidade avançada que lhe cai como uma luva. Mesmo em sua curta participação na comédia romântica (500) Dias com Ela, sua jovem Rachel parece bem mais preparada para o romance do que Tom, o protagonista adulto vivido por Joseph Gordon-Levitt.

Na refilmagem do sueco Let the Right One In, intitulado Deixe-me Entrar, ela vive uma vampira de 12 anos, cuja idade real supera os 60 anos. Sua interpretação foi elogiada pela crítica e graças a ela, ofereceram o papel da problemática Carrie White da refilmagem Carrie (1976).

Seu trabalho tem atraído a atenção de diretores renomados como Tim Burton, que a chamou para viver Carolyn Stoddard em Sombras da Noite. A trajetória de sucesso de Chloë Grace Moretz parece bem traçada, mas como se trata de uma garota, precisa ser bem amparada pelos pais e agente para que não tome rumos obscuros como o de Macaulay Culkin ou Edward Furlong.

Fique de olho em: Carrie – A Estranha (2013), The Drummer (2013)

Jennifer Lawrence

JENNIFER LAWRENCE

Nascida em 15 de Agosto de 1990 – Kentucky, EUA

Melhores performances: Inverno da Alma (2010), X-Men: Primeira Classe (2011)

Um dos primeiros trabalhos de Jennifer no cinema foi com o roteirista mexicano Guillermo Arriaga no drama Vidas que se Cruzam (2008). Apesar de ter atuado ao lado de atrizes experientes como Charlize Theron e Kim Basinger, ela só conseguiu se destacar com o drama independente Inverno da Alma (2010), no qual interpretou uma jovem em busca do pai traficante em terrenos perigosos a fim de tentar manter a casa de sua família. Para viver Ree Dolly, Lawrence abdicou de qualquer beleza e glamour (filmado no estilo documentário), reforçando seu comprometimento com a personagem. Além disso, mesmo sua atuação sendo bastante contida, consegue demonstrar a frieza e determinação que o papel exigia. Acabou indicada para o Oscar de melhor atriz, que a levaria a assinar contratos milionários com a série nova dos X-Men e a adaptação dos best-sellers Jogos Vorazes.

Como a substituta de Rebecca Romjin-Stamos, trouxe a instabilidade e insegurança da mutante Mística na juventude, especialmente em relação à sua aparência física. Era possível enxergar a personagem imatura e indecisa sobre que lado ela defenderia com seus poderes. Recentemente, assinou para a sequência de X-Men: Primeira Classe, previsto para 2014.

E em outras produções, mesmo atuando como coadjuvante, Jennifer Lawrence rouba suas cenas. Em Like Crazy (2011), como a namorada preterida de Jacob, que encara os sentimentos de forma silenciosa. Ou em Um Novo Despertar (2011), onde vive a líder de torcida Norah, que não consegue digerir a morte de seu irmão. Numa entrevista de making of, a atriz e diretora do filme, Jodie Foster, confessa que gostaria de ter descoberto o talento de Jennifer, mas que sua escolha para o papel foi mais do que acertada.

Fique de olho em: Serena (2013), Jogos Vorazes: Em Chamas (2013), Trapaça (2013)

EMMA STONE

Emma Stone

Nascida em 06 de novembro de 1988 – Arizona, EUA

Melhores performances: A Mentira (2010), Histórias Cruzadas (2012)

Apesar de ter feito trabalhos mais dramáticos, Emma Stone claramente tem uma veia cômica que deve ser melhor explorada. Mesmo em meio ao clima tenso de racismo do Mississipi no drama Histórias Cruzadas, sua personagem Skeeter consegue aliviar e divertir com seus modismos fora dos padrões da sociedade e consegue conquistar o público.

Mas o forte mesmo de Emma Stone são as comédias, tanto que seu histórico não nega: Superbad – É Hoje (2007), O Roqueiro (2008), A Casa das Coelhinhas (2008), Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (2009) e Zumbilândia (2009). Desde sua estréia em Superbad, ela se mostra mais inclinada para o gênero, pois é bastante desinibida e como muitos atores que marcaram pela comédia, a ruiva não se importa em se expôr ao rídiculo.

Emma conquistou muitos fãs depois que atuou na comédia teen A Mentira (2010). Com muitas caras e bocas, a atriz gera o carisma necessário para que o público apoie sua personagem em suas boas intenções e mentiras brancas. Stone assume a visão divertida da história, possibilitando que a comédia dê certo. E a Associação de Imprensa Estrangeira viu esse dom da atriz e reconheceu seu trabalho com uma indicação ao Globo de Ouro.

No blockbuster deste ano, O Espetacular Homem-Aranha, apesar de não haver muito espaço, ela se desdobra numa sequência aparentemente simples para esconder Peter de seu pai que está escondido em seu quarto. Também apresentou boa química com Andrew Garfield e deve estar na sequência.

Fique de olho em: Caça aos Gângsteres (2012), Os Croods (2013)

Jeremy Renner

JEREMY RENNER

Nascido em 07 de janeiro de 1971 – Califórnia, EUA

Melhores performances: Guerra ao Terror (2008), Atração Perigosa (2010), Os Vingadores (2012)

Curiosamente, desde a época da escola, Renner gostava de atuar como policial em peças de teatro, pois estava dividido entre seguir a carreira de ator e agente da lei. Desde meados dos anos 90, o ator participou de produções menores como a comédia Senior Trip (1995), mas só captou a atenção dos críticos como o serial killer Jeffrey Dahmer em Dahmer (2002), que lhe rendeu uma indicação no Independent Spirit Award.

Cansado da época das vacas magras, Jeremy aceitou atuar na adaptação da série de TV da década de 70, S.W.A.T. – Comando Especial (2003) ao lado de um ascendente Colin Farrell e experiente Samuel L. Jackson. Seguindo seu treinamento (e provavelemente sede) por armas de fogo, viveu o atirador de elite de zumbis Doyle em Extermínio 2 (2007) e como coadjuvante no faroeste O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007).

Apesar de suas habilidades policiais e bélicas, a diretora Kathryn Bigelow ficou impressionada com a interpretação humanista dele como serial killer no independente Dahmer e ofereceu o papel que mudou sua carreira: o sargento William James de Guerra ao Terror (2008). Ao dar profundidade ao especialista em desarme de bombas, Jeremy Renner foi indicado ao Oscar de melhor ator e felizmente, esse reconhecimento lhe trouxe melhores oportunidades que logo abraçou.

Aceitou participar do segundo filme dirigido por Ben Affleck, Atração Perigosa (2010), mas desta vez num papel do outro lado da lei: um assaltante de bancos. De volta a um personagem coadjuvante, Jeremy imprime tridimensionalidade ao seu personagem em poucas cenas, trabalhando como ninguém o comportamento violento e instável. Novamente foi indicado ao Oscar.

Agora, com seu talento mais do que provado, o ator passa a colher frutos. Nesse ano, viveu o herói Gavião Arqueiro no mega-sucesso Os Vingadores – The Avengers, demonstrando segurança e a frieza necessárias para um arqueiro, e neste segundo semestre, ele assume o papel de protagonista nos filmes do agente Jason Bourne em O Legado Bourne. Não, ele não toma o papel que era de Matt Damon, mas um outro agente que participou do mesmo programa do governo. À princípio, fiquei meio receoso por achar que se tratava apenas de uma produção que se aproveitaria da fama do personagem, mas se você conferir o trailer, deve mudar de idéia.

Fique de olho em: O Legado Bourne (2012), Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas (2013), Trapaça (2013)

MARK RUFFALO 

Mark Ruffalo

Nascido em 22 de novembro de 1967 – Wisconsin, EUA

Melhores performances: Conte Comigo (2000), Colateral (2004), Zodíaco (2007), Minhas Mães e Meu Pai (2010)

No meio de tantos jovens, Mark já parece um veterano. Começou a atuar em filmes desde 1993, mas foi só em 200o que passou a chamar a atenção. Sua atuação como Terry, um irmão há muito sumido que aparece para pedir dinheiro emprestado da irmã (Laura Linney) em Conte Comigo mostrou que uma nova face de atores contidos estava surgindo no horizonte. Ruffalo conquistou alguns prêmios na época como coadjuvante e inclusive o New Generation Award da Associação de Críticos de Los Angeles.

Em seus próximos trabalhos, ele continuou atuando como coadjuvante em bons dramas como Minha Vida Sem Mim (2003) da diretora espanhola Isabel Coixet, no polêmico Em Carne Viva (2005) de Jane Campion e até em filmes de ação como A Última Fortaleza (2001) e Códigos de Guerra (2002).

Felizmente, novas oportunidades surgiram para que Mark Ruffalo pudesse mostrar seu talento. Tornou-se aquilo que os diretores chamam de “coadjuvante de luxo”, ou seja, ótimo ator para servir de apoio para o protagonista. E foi exatamente isso que ele fez com maestria em: Colateral, vivendo um policial mais malandro que investiga os crimes de Vincent (Tom Cruise); Em Zodíaco, vive o inspetor Toschi que está obstinado pela busca do serial killer Zodíaco por décadas (particularmente, considero esta sua melhor atuação); E no drama familiar Minhas Mães e Meu Pai, interpretando o solteirão Paul que enfrenta a paternidade de forma inusitada. Por este papel, Ruffalo finalmente recebeu uma indicação ao Oscar.

Também vale ressaltar que, apesar de Mark parecer estar sempre aguardando uma oportunidade para ser um ator-protagonista, tem um imenso carisma que pode ser conferido nas comédias De Repente 30 (2004) e E se Fosse Verdade… (2005). E agora que roubou a cena no blockbuster de 2012, Os Vingadores, vivendo Bruce Banner, poderiam finalmente produzir um filme solo do Hulk para ele, certo?

Fique de olho em: Thanks for Sharing (2012), Now You See Me (2013), The Normal Heart (2014)

Saoirse Ronan

SAOIRSE RONAN (pronuncia-se “Sãr-shã”)

Nascida em 12 de abril de 1994 – Nova York, EUA

Melhores performances: Desejo e Reparação (2007), Um Olhar do Paraíso (2009), Hanna (2011)

Aos 13 anos, Saoirse Ronan abraçou sua personagem dedo-duro Briony Tallis do drama Desejo e Reparação, baseado no ótimo romance de Ian McEwan, Atonement, e deixou de ser mais uma atriz-mirim para alcançar o estrelato com uma merecida indicação ao Oscar de atriz coadjuvante. Ao contrário da maioria dos jovens talentos, ela não partiu para os papéis destinados a crianças e pré-adolescentes. Não. Saoirse tinha fome de desafios e foi o que Peter Jackson lhe propôs no drama extraordinário Um Olhar do Paraíso, uma vez que interpreta uma jovem assassinada, que assiste do céu à degradação de sua família após seu assassinato. Curiosamente, ainda desconhecida na época, ela enviou uma fita de teste da Irlanda (país que morou desde os 3 anos). Todos ficaram tão impressionados que ela foi escolhida sem ter que encontrá-la antes.

Continuando sua escalada de desafios, foi chamada novamente pelo diretor Joe Wright (de Desejo e Reparação) para ser a protagonista de Hanna. No filme, Saoirse é uma jovem de 16 anos treinada pelo pai para ser a assassina perfeita para cumprir uma missão na Europa. Ela é perseguida incansavelmente pela agente Marissa (Cate Blanchett) e busca sua sobrevivência do início ao fim. Devido ao alto nível de exigência física, a atriz se submeteu a um rigoroso treinamento de 4 horas diárias por 2 meses para alcançar o patamar necessário da personagem. Saoirse Ronan não decepciona, sendo um equilíbrio de frieza e delicadeza que a história precisava.

Também se mostra bem dedicada ao ofício em se tratando de idiomas. Pelo filme de fuga e guerra de Peter Weir, Caminho da Liberdade (2010), ela aprendeu a falar russo e comprovou seu dom para sotaques.

Nesses aspectos, ela lembra bastante uma jovem Cate Blanchett que, além do forte comprometimento para viver as personagens, seja através de pesquisa e/ou mudanças físicas, busca papéis sérios de mulheres fortes e seguras. Podem anotar: Saoirse Ronan tem um futuro brilhante pela frente.

Fique de olho em: Byzantium (2012), A Hospedeira (2013), Noah (2014)

ROONEY MARA

Rooney Mara

Nascida em 17 de abril de 1985 – Nova York, EUA

Melhores performances: A Rede Social (2010), Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

Apesar da família da jovem Rooney Mara ser envolvida com time de futebol americano (seu pai é executivo do New York Giants), ela seguiu carreira de atriz como sua irmã, Kate Mara, tanto que ambas estrelaram o filme Lenda Urbana 3 – A Vingança de Mary (2005). Porém, foi só 2 anos depois que ganhou o papel principal no drama Tanner Hall (2009). Originalmente, ela seria escalada para um personagem coadjuvante, mas a diretora ficou impressionada e a tornou protagonista. E, de degrau em degrau, Rooney finalmente conseguiu estrelar uma grande produção: a refilmagem do clássico de terror A Hora do Pesadelo (2010).

Como em 90% das refilmagens, o filme do novo Freddy Kruger desapontou o público. Contudo, a culpa do fracasso passou longe do trabalho de Rooney Mara. Ela faz o que pode com o papel, tentando atualizar e criar novas dificuldades. Felizmente, alguns críticos enxergaram isso e ela acabou escolhida para viver a universitária Erica Albright que dá um pé na bunda do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, no filme que definiu uma geração: A Rede Social (2010).

Sua personagem tem apenas 2 cenas chaves: o diálogo rápido sobre classes sociais no começo do filme e a discussão fria num bar com o mesmo Zuckerberg. Pouco tempo em cena, mas suficiente para comprovar o talento da moça que ficou com o tão almejado papel da hacker Lisbeth Salander em outra refilmagem (desta vez do sueco) Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011). Pra se ter uma idéia da briga por esse papel, pelo menos 17 atrizes famosas tiveram seus nomes relacionados, sendo alguns de destaque: Carey Mulligan, Ellen Page, Eva Green, Kristen Stewart, Natalie Portman, Scarlett Johansson, Anne Hathaway e até da própria atriz sueca Noomi Rapace, que atuou na trilogia original.

Para quem viu a atuação de Rapace, fica difícil não comparar com Rooney Mara, mas a americana reproduz a face sem expressão da personagem e um pouco também da aparência andrógina, mantendo uma aura de mistério importante para o andamento da trama. E de forma geral, Rooney costuma emprestar uma forte intensidade muito característica sua em cada personagem que vive, me fazendo lembrar de Gena Rowlands.

Fique de olho em: The Bittel Pill (2013), Ain’t them Bodies Saints (2013), Brooklyn (2014).

Tom Hardy

TOM HARDY

Nascido em 15 de setembro de 1977 – Londres, Inglaterra

Melhores performances: Bronson (2008), A Origem (2010), Guerreiro (2011)

Hardy começou no cinema com alguns papéis menores em filmes de relevância como Falcão Negro em Perigo (2001), Maria Antonieta (2006) e até viveu o vilão Shinzon de Star Trek: Nêmesis (2002). Após essas conquistas, ele passou a ter problemas de alcoolismo e drogas, tendo como consequência o término de um casamento de 5 anos. Mas esses tempos chuvosos não impediram Tom Hardy de voltar a exercer a profissão; pelo contrário, fortaleceram suas energias e inspirações.

Em 2003, já voltou aos palcos londrinos e nos 5 anos seguintes, participou de algumas séries televisivas como Elizabeth I: A Rainha Virgem (2005) e Oliver Twist (2007). Seu retorno ao cinema ficou marcado por dois personagens que comprovaram seu alcance físico e psicológico como profissional: o gay Handsom Bob do badalado filme de Guy Ritchie, Rock’n Rolla – A Grande Roubada (2008) e o lutador careca e bigodudo Charles Bronson de Bronson (2008. Em ambos os filmes, o ator se mostra irreconhecível, o que inevitavelmente chama a atenção de críticos e diretores de cinema.

Entre esse grupo de interessados no talento dele, felizmente, estava um dos melhores diretores e roteiristas da atualidade: Christopher Nolan, que o chamou para ingressar a trupe de atores de A Origem (2010). Apesar de contar com inúmeras estrelas como Leonardo DiCaprio, Michael Caine e Marion Cotillard, foi Tom Hardy que mais chamou a atenção nesse blockbuster com neurônios e isso já lhe rendeu um excelente reconhecimento: foi escalado novamente por Nolan para dar vida ao vilão Bane no terceiro filme do Homem-Morcego: Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), que estréia neste dia 27 de julho por aqui.

Com certeza, sua atuação deve receber incontáveis e merecidos elogios, até mesmo pela repercussão mundial que a tão aguardada sequência de Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) terá, o que certamente colaborará para que o público se interesse por seus trabalhos anteriores como no bom filme de luta Guerreiro (2011). Mesmo intepretando um anti-herói, ele conquista o espectador com sua postura quieta e introspectiva, ganhando torcedores até a luta final da trama. E tais características são perfeitas para sua nova performance no filme Mad Max: Fury Road, dirigido pelo mesmo George Miller dos filmes anteriores da série protagonizada por Mel Gibson.

Só uma observação: é impressão minha ou ele tem um olhar meio Marlon Brando?

Fique de olho em: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), Mad Max: Fury Road (2013)

***

Obviamente, ainda existem inúmeros novos talentos surgindo no âmbito do Cinema e com certeza absoluta, serei crucificado aqui por ter me esquecido de fulano e ciclano, e ainda posso ser acusado de ter dado preferência aos americanos. Mas em minha defesa, queria dizer que escolhi esses treze atores porque acredito que todos já apresentaram trabalhos de alto nível e têm potencial enorme para assumir postos de astros de Hollywood dessa geração. Se o ator ou atriz que você realmente admira não consta na lista, provavelmente significa que não conferi trabalhos suficientes para inclui-lo(a).

Inicialmente, alguns nomes como Ellen Page, Andrew Garfield, Elle Fanning, Hailee Steinfeld, Shailene Woodley, Jesse Eisenberg, Rebecca Hall, Sam Riley e Abigail Breslin foram lembrados com carinho, mas não passaram da peneira por talvez ser um pouco cedo pra apostar. Frequentemente, muitos começam com o pé direito, mas se revelam atores de um papel só. Os 13 selecionados já mataram essa dúvida.

É claro que tem aqueles que (ainda) não acho nada e são tratados como grandes esperanças, tipo um tal de Shia LaBeouf…

Espero que tenham gostado do post e gostaria de fazer novas listas promissoras num futuro não tão distante. Aguardo comentários e não esqueça de votar na enquete abaixo!