Com VITÓRIAS no WGA, ‘CORRA!’ e ‘ME CHAME PELO SEU NOME’ SAEM FORTALECIDOS na RETA FINAL do OSCAR

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Jordan Peele discursa por sua vitória no WGA por Corra! (pic by David Buchan/Variety/REX/Shutterstock)

FILMES, QUE COMEÇARAM BEM A TEMPORADA, GANHAM NOVO GÁS A POUCAS SEMANAS DO OSCAR

Quando postei sobre os indicados ao WGA no início de janeiro, eu escrevi: “De todos esses prêmios de sindicatos, o mais chato, rígido e insignificante é o dos roteiristas”. Sim, é verdade: o WGA é o mais chato e rígido, mas errei ao dizer que era “insignificante”.

As coisas mudaram a favor do prêmio do sindicato dos roteiristas. Ano passado, ele foi uma espécie de divisor de águas no caso de La La Land e Moonlight. O musical franco-favorito estava levando todos os prêmios, mas assistiu ao drama racial levar a estatueta de Roteiro e ganhar novo fôlego na reta final do Oscar, e deu no que deu.

Claro que isso não significa necessariamente que o WGA continuará como o elixir da temporada, mas que devemos subestimá-lo. É importante ressaltar também que o último filme que venceu o Oscar de Melhor Filme que não levou o WGA (quando elegível) foi Menina de Ouro, lá no longínquo ano de 2005. No caso, o filme de Clint Eastwood conseguiu um impulso enorme nas últimas semanas diante de favoritos O Aviador e Sideways.

A relevância do roteiro no Oscar permanece praticamente intocável. Tanto que o último filme a vencer o Oscar de Melhor Filme sem sequer ter indicação de Roteiro, seja Original ou Adaptado, continua sendo Titanic, em 1998.

Mas voltando ao WGA, os vencedores ganharam não apenas mais um prêmio na temporada, mas um grande impulso que podem garantir uma estatueta na cerimônia e ganhar pontos na categoria de Melhor Filme. No momento, o grande favorito é A Forma da Água por causa dos prêmios que levou até agora como o PGA e DGA, e logo em seguida, vem Três Anúncios Para um Crime que, por não contar com uma indicação para seu diretor, pode perder o posto para Lady Bird (como o maior representante do movimento feminista) ou para os vencedores do WGA: Corra! e Me Chame Pelo Seu Nome.

Particularmente, acredito no potencial de Corra! no Oscar e na possibilidade de maiores surpresas. Nesse último domingo, dia 11, Jordan Peele subiu ao palco e declarou: “Este era um projeto passional. Foi algo que trabalhei com amor, com alma, então ser reconhecido aqui significa muito,” lembrando que começou a escrever o roteiro em 2008.

Embora Corra! tenha batido fortes concorrentes que também estão indicados ao Oscar: Lady Bird, A Forma da Água e Doentes de Amor, vale lembrar que não superou Martin McDonagh e seu Três Anúncios Para um Crime, que não estava concorrendo no WGA por ser inelegível, portanto a briga estará bem mais acirrada no Oscar.

Pela categoria de Roteiro Adaptado, o cineasta veterano James Ivory subiu ao palco emocionado para discursar por Me Chame Pelo Seu Nome“Estou atônito com tudo isso! Eu só queria fazer um filme na Itália novamente”. Curiosamente esta foi a primeira indicação dele ao WGA aos 89 anos de idade.

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O cineasta britânico James Ivory aceita o prêmio de Roteiro Adaptado por Me Chame Pelo Seu Nome no WGA. (pic by abc news)

Se antes dessa vitória, ele já era o franco-favorito, agora o filme de Luca Guadagnino praticamente garante uma estatueta no Oscar. A Academia também se sentirá na obrigação de reconhecer Ivory, já que ele tem três indicações como Diretor e nunca venceu por Uma Janela Para o Amor (1985), Retorno a Howards End (1992) e Vestígios do Dia (1993).

Pela categoria de documentário, o roteirista Brett Morgen levou o prêmio por Jane. “Escrever ‘Jane’ foi estimulante porque me permitiu viver no mágico mundo de Jane Goodall por surpreendentes três anos”. Infelizmente, Jane não conseguiu indicação como Melhor Documentário no Oscar.

 

Seguem os vencedores (em laranja) da 70ª edição do WGA Awards:

ROTEIRO ORIGINAL
* Emily V. Gordon & Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
* Jordan Peele (Corra!)
* Steven Rogers (Eu, Tonya)
* Greta Gerwig (Lady Bird)
* Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (A Forma da Água)

ROTEIRO ADAPTADO
* James Ivory; Baseado no romance de André Aciman (Me Chame Pelo Seu Nome)
* Scott Neustadter e Michael H. Weber; Baseado no livro “The Disaster Artist: My Life Inside the Room, the Greatest Bad Movie Ever Made” de Greg Sestero e Tom Bissell (O Artista do Desastre)
* Scott Frank, James Mangold e Michael Green; Baseado nos personagens dos quadrinhos de X-Men (Logan)
* Aaron Sorkin; Baseado no livro de Molly Bloom (A Grande Jogada)
* Virgil Williams e Dee Rees; Baseado no romance de Hillary Jordan (Mudbound)

ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO
* Theodore Braun (Betting on Zero)
* Brett Morgen (Jane)
* Alex Gibney (No Stone Unturned)
* Barak Goodman (Oklahoma City)

A 90ª cerimônia do Oscar acontece no dia 04 de março.

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‘Boyhood: Da Infância à Juventude’ é o Melhor Filme segundo o NYFCC 2014

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

Patricia Arquette com o pequeno Ellar Coltrane em cena de Boyhood: Da Infância à Juventude

O círculo de críticos de Nova York anunciou nesta segunda-feira, dia 1º, sua lista de melhores do ano no Cinema. A aposta deste ano foi para o estudo do tempo de Boyhood: Da Infância à Juventude, o que fortalece a campanha do filme para o Oscar 2015. Nas últimas 10 edições, o NYFCC (New York Film Critics Circle) teve como Melhores Filmes: Trapaça (2013), A Hora Mais Escura (2012), O Artista (2011), A Rede Social (2010), Guerra ao Terror (2009), Milk – A Voz da Igualdade (2008), Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), Vôo United 93 (2006), O Segredo de Brokeback Mountain (2005) e Sideways – Entre umas e outras (2004).

Como dá pra perceber, as estatísticas dos nova-iorquinos em relação ao Oscar estão em baixa: três acertos em dez, mas dos mesmos dez, nove estavam entre os indicados a Melhor Filme na cerimônia do Oscar. Confira a lista dos vencedores:
MELHOR FILME
* Boyhood: Da Infância à Juventude (Boyhood), de Richard Linklater

MELHOR DIRETOR
* Richard Linklater (Boyhood: Da Infância à Juventude)

A escalada do filme começou no último Festival de Berlim, em fevereiro, de onde saiu com o Urso de Prata de direção para Linklater. A produção bastante incomum levou 12 anos para ser concluída, de 2002 a 2014, contando com a confiança dos atores e da equipe técnica para se encontrar todos os anos sem mesmo contar com um contrato, pois a legislação americana não permite contratos tão longos assim. Boyhood apresenta todas as características de um projeto despretensioso e que muito se deve ao improviso, mas foi feito de forma tão cuidadosa, que acabou ganhando proporções maiores em termos de análise dos personagens em processo de amadurecimento e da própria vida, que é refém do tão cruel tempo.

Recentemente, li algumas críticas de pessoas que viram o filme e temem que a valorização do filme se deva apenas à produção e não ao seu conteúdo. Olha, respeito a opinião, mas para essa crítica se encaixaria um Avatar, por exemplo, no qual o 3D foi o grande protagonista. Se tirássemos o 3D de Avatar, sobraria uma história batida sem muito a acrescentar. Sendo um pouco mais radical, encaixaria até o Gravidade, que rapelou 8 Oscars este ano, do qual muito se falou dos efeitos e da tecnologia aplicada, mas apresentou história rala com personagens superficiais. Boyhood passa longe dessa análise, salvo personagens terciários.

MELHOR ATOR
* Timothy Spall (Sr. Turner)

Timothy Spall (Mr. Turner) - photo by outnow.ch

Timothy Spall (Sr. Turner) – photo by outnow.ch

É muito difícil não se impressionar com o trabalho dos atores sob a direção do britânico Mike Leigh. Ele tem toda uma escola de atuação que faz uma baita diferença no resultado final, pois sabe valorizar uma cena supostamente banal para boa parte dos atores através de nuances e minúcias que fazem o espectador adentrar à cena. Não é à toa que muitos dos atores com quem trabalhou ganharam importantes prêmios como em Cannes: Brenda Blethyn (Segredos e Mentiras), David Thewlis (Nu) e agora Timothy Spall. Contudo, a última performance indicada ao Oscar sob direção de Leigh foi em 2005, quando Imelda Staunton concorria por O Segredo de Vera Drake; e pra piorar, nenhum dos indicados ganhou até agora.

MELHOR ATRIZ
* Marion Cotillard (Era Uma Vez em Nova York/ Dois Dias, Uma Noite)

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) - photo by outnow.ch

Marion Cotillard (Dois Dias, Uma Noite) – photo by outnow.ch

Quase todo ano (culpem a indústria machista, talvez?), a corrida para Melhor Atriz anda fraca. Se não é uma Meryl Streep ou uma Judi Dench pra salvar, o que seria desta categoria? Ao contrário da ala masculina, não existem favoritas, e isso pode favorecer a francesa Marion Cotillard, que venceu por duas performances: uma sob a direção de James Gray, e a outra dos irmãos Dardenne. Trata-se de uma atriz bastante versátil que tem evoluído nas escolhas de papéis e nos sotaques em outros idiomas. Estava bastante cotada para vencer o prêmio de atriz em Cannes, mas foi preterida. Este é seu primeiro grande prêmio da temporada.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* J.K. Simmons (Whiplash: Em Busca da Perfeição)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

J.K. Simmons em Whiplash: Em Busca da Perfeição (photo by elfilm.com)

Para a grande maioria do público, J.K. Simmons continua sendo o chefe de Peter Parker, na trilogia do Homem-Aranha de Sam Raimi: J.J. Jameson. Mas tem firmado uma colaboração forte com o diretor Jason Reitman, valorizando papéis menores em Obrigado por Fumar, Juno e Amor Sem Escalas, assim como nos filmes dos irmãos Coen: Matadores de Velhinhas e Queime Depois de Ler. Sua atuação como instrutor de bateria em Whiplash: Em Busca da Perfeição é uma das mais elogiadas do ano e é a indicação mais garantida até o momento. Na semana passada, recebeu uma indicação para o Independent Spirit Awards também.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Patricia Arquette (Boyhood: Da Infância à Juventude)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Patricia Arquette em Boyhood: Da Infância à Juventude (photo by elfilm.com)

Embora as performances de Ellar Coltrane e Ethan Hawke sejam boas, a performance de Patricia Arquette é o grande coração da história de Boyhood. Ela faz a mãe, que enfrenta todas as adversidades de criar seus filhos solteira e depois fica indignada ao se despedir do filho que entra na faculdade. Só pela coragem de assumir um papel de 12 anos, pelo qual se comprometeu a não fazer modificação alguma no rosto devido à idade, já vale sua primeira indicação ao Oscar. Pode ser uma ótima oportunidade de alavancar a carreira de uma atriz que atuou em filmes cults como Ed Wood, Estrada Perdida e Amor à Queima Roupa.

MELHOR ROTEIRO
* Wes Anderson e Hugo Guinness (O Grande Hotel Budapeste)

Dono de um estilo próprio como diretor, Wes Anderson tem como principais atributos a sua direção de arte refinada e seus roteiros repletos de personagens excêntricos e situações inusitadas. Há tempos vem merecendo um prêmio de maior expressividade na categoria, e com O Grande Hotel Budapeste, os louros finalmente podem vir.

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori (photo by outnow.ch)

À esquerda, Ralph Fiennes como o concierge Gustave com o seu leal lobby boy Zero, interpretado por Tony Revolori em O Grande Hotel Budapeste (photo by outnow.ch)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Darius Khondji (Era Uma Vez em Nova York)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

Fotografia de Darius Khondji em Era Uma Vez em Nova York (photo by elfilm.com)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Ida, de Pawel Pawlikowski – POLÔNIA

Olha, o filme pode até ser ótimo, mas só o fato de ser sobre judeus e nazismo, já me causa um bocejo do tipo: “De novo?”. Pra dar uma incrementada maior ainda, Ida é um filme preto-e-branco polonês. É figura garantida entre os cinco indicados a Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar.

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

O polonês Ida, de Pawel Pawlikowski. Temática judia leva vantagem automática. (photo by outnow.ch)

MELHOR ANIMAÇÃO
* Uma Aventura Lego, de Phil Lord e Christopher Miller

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

Misturebas no Lego em Uma Aventura Lego (photo by outnow.ch)

A dupla de responsável pela animação Tá Chovendo Hambúrguer e pelos dois Anjos da Lei recebeu inúmeras críticas positivas por este novo trabalho de animação que usa o brinquedo Lego como base. Vale pela mistura de universos como o de Batman com o das Tartarugas Ninja, por exemplo, mas é mais para o público infantil, pois não tem a mais sutileza da trilogia Toy Story.

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Citizenfour, de Laura Poitras

O documentário já apresenta um tema polêmico ainda em pauta: Edward Snowden, o ex-agente da CIA e NSA, que tornou público os programas de vigilância global da agência, e que por isso, permanece refugiado em território russo. A documentarista fez uma série de entrevistas com Snowden, enquanto tenta dissecar a questão da segurança e privacidade no mundo após os atentados terroristas de 11 de setembro. Alguns estão aclamando como um dos melhores documentários para entendermos este início do século XXI, o que não pode ser diminuído caso seja eliminado da corrida ao Oscar por causa do conservadorismo dos membros da Academia.

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
* The Babadook, de Jennifer Kent

The Babadook (photo by outnow.ch)

Cena de The Babadook (photo by outnow.ch)

O prêmio para a estreante Jennifer Kent não deixa de ser um destaque merecido, já que se trata de um filme de terror. Sim, um filme de terror, gênero mal visto por boa parte da crítica, e dirigido por uma mulher! Em tempos de ausência de mestres do terror como John Carpenter ou excesso de terror na linha “gore”, um terror psicológico na linha do sugestivo está cada vez mais raro e merece ser tal honraria para conquistar mais público. Jennifer Kent vem trazer sobrevida ao gênero, que está se desgastando ao depender só de talentos como os de James Wan (Sobrenatural e Invocação do Mal).


Trailer de The Babadook

PRÊMIO ESPECIAL
* Adrienne Mancia

—–

Algumas das ausências mais sentidas são a de Foxcatcher: Uma História que Chocou o Mundo, Birdman e O Jogo da Imitação, que recentemente levou 4 prêmios do Hollywood Awards. Especialistas estão apostando que Birdman será compensando pelos críticos de Los Angeles (LAFCA), cujos vencedores serão anunciados no próximo dia 07.

Top 10 dos Diretores – Parte 3

A fotografia intimista de A Árvore da Vida

A Árvore da Vida, Terrence Malick: um dos trabalhos recentes mais bem votados entre diretores e críticos (photo by outnow.ch)

SELEÇÃO DE DIRETORES APRESENTA SENSO CRÍTICO E GOSTO PESSOAL

Para quem estava acompanhando as escolhas de filmes dos diretores (1ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/ e 2ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2013/11/16/top-10-dos-diretores-parte-2/), esta é a terceira e última parte da matéria especial, lançada a cada dez anos pela revista britânica Sight & Sound. Infelizmente, a pesquisa não alcançou nomes consagrados como Steven Spielberg, Tim Burton, Clint Eastwood e Peter Jackson, mas há nomes interessantes como o do roteirista da nova trilogia de Star Wars, Lawrence Kasdan; do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que venceu a Palma de Ouro este ano; do britânico Paul Greengrass que trabalha tão bem o limite entre ficção e documentário através de câmera na mão e montagem frenética nos filmes do agente Jason Bourne e do aclamado Vôo United 93.

Particularmente, gostei bastante das escolhas de Peter Farrelly. Como um dos melhores diretores de comédias atualmente, obviamente, ele não poderia deixar de mencionar o clássico Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu, mas soube também valorizar a coragem de se fazer humor a partir de temas tabus à sociedade como fez Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, que fala sobre gênero, raça e religião de forma que ilumina preconceitos existentes.  Ele destaca o amor pela arte do humor do comediante Sacha Baron Cohen, que poderia ter sido espancado ou até morto por suas piadas infames em prol de uma boa risada. Por Borat, ele sofreu uma série de processos judiciais por se passar por um personagem ingênuo para provocar gargalhadas. Apesar de tudo isso, Farrelly ressalta a injustiça da comédia ainda ser tratada como uma espécie de sub-gênero. Claro que Farrelly ganha pontos comigo por ter selecionado Sideways – Entre Umas e Outras, um de meus filmes favoritos.

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Embora trate-se de uma matéria sobre diretores, vale destacar as escolhas do recém-falecido crítico de cinema Roger Ebert. Esta é a quinta vez que ele vota para a pesquisa da Sight & Sound, e confessa que é um desafio enorme incluir um filme novo a cada década. Para esta eleição, estava na dúvida entre Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman e A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Optou pelo último por acreditar que sua importância crescerá ao longo dos anos. Sua lista contempla uma abrangência da década de 40 até a atual, recordando grandes diretores como Federico Fellini, Yasujirô Ozu, Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick.

É interessante verificar também as escolhas de três diretores brasileiros: Walter Salles e Tata Amaral, que elegeram trabalhos brasileiros como fonte rica de inspiração como O Bandido da Luz Vermelha, Terra em Transe e Vidas Secas, que reflete a ternura e a crueza do nordeste brasileiro em Central do Brasil e Abril Despedaçado de Walter Salles.

Lawrence Kasdan

Nasceu em janeiro de 1949 – Florida, EUALawrence Kasdan
Trabalhos em destaque: Corpos Ardentes (1981), O Reencontro (1983), O Turista Acidental (1988), Grand Canyon – Ansiedade de uma Geração (1991)

  • O Exército das Sombras (L’Armée des Ombres/ 1969, dir. Jean-Pierre Melville)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb/ 1964, dir. Stanley Kubrick)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath/ 1940, dir. John Ford)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Fuga ao Passado (Out of the Past/ 1947, dir. Jacques Tourneur)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre/ 1948, dir. John Huston)

Lone Scherfig

Nasceu em maio de 1959 – Copenhague, Dinamarcalonescherfig_250x375
Trabalhos em destaque: Italiano Para Principiantes (2000), Educação (2009), Um Dia (2011).

  • 1900 (Novecento/ 1976, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Ondas do Destino (Breaking the Waves/ 1996, dir. Lars von Trier)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Vidas Amargas (East of Eden/ 1955, dir. Elia Kazan)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Desejo e Perigo (Se, jie/ 2007, dir. Ang Lee)
  • Songs from the Second Floor (Sånger från andra våningen/ 2000, dir. Roy Andersson)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)
  • Ventos da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley/ 2006, dir. Ken Loach)

Lukas Moodysson

Nasceu em janeiro de 1969 – Skåne Iän, SuéciaLukas+Moodysson+Best+Portraits+Toronto+jwY182nqFqZl
Trabalhos em destaque: Amigas de Colégio (1998), Bem-Vindos (2000), Para Sempre Lilya (2002), Corações em Conflito (2009).

  • 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptâmani si 2 Zile/ 2007, dir. Cristian Mungiu)
  • O Barco – Inferno no Mar (Das Boot/ 1981, dir. Wolfgang Petersen)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Hotel do Norte (Hôtel Du Nord/ 1938, dir. Marcel Carné)
  • A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie/ 1976, dir. John Cassavetes)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • The Man on the Roof (Mannen på taket/ 1976, dir. Bo Widerberg)
  • Margot e o Casamento (Margot at the Wedding/ 2007, dir. Noah Baumbach)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Swedish Love Story (En Kärlekshistoria/ 1970, dir. Roy Andersson)

Manoel de Oliveira

Nasceu em dezembro de 1908 – Oporto, PortugalManoel de Oliveira
Trabalhos em destaque: A Divina Comédia (1991), Cada um Com seu Cinema (2007), Singularidades de uma Loira (2009), O Estranho Caso de Angélica (2010).

  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Gertrud (Gertrud/ 1964, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir. Charles Chaplin)
  • O Delator (The Informer/ 1935, dir. John Ford)
  • Ivan, o Terrível (Ivan Groznyy/ 1944, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Romance na Itália (Viaggio in Italia/ 1954, dir. Roberto Rossellini)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Marc Webb

Nasceu em agosto de 1974 – Indiana, EUAmarc-webb
Trabalhos em destaque: (500) Dias com Ela(2009), O Espetacular Homem-Aranha (2012), O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall/ 1977, dir. Woody Allen)
  • A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/ 1957, dir. David Lean)
  • Filhos da Esperança (Children of Men/ 2006, dir. Alfonso Cuarón)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society/ 1989, dir. Peter Weir)
  • A Primeira Noite de um Homem (The Graduate/ 1967, dir. Mike Nichols)
  • Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir. Gene Kelly e Stanley Donen)
  • A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • O Ano em que Vivemos em Perigo (The Year of Living Dangerously/ 1982, dir. Peter Weir)

Mark Romanek

Nasceu em setembro de 1959 – Illinois, EUAmark_romanek_getty_225
Trabalhos em destaque: Static (1985), Retratos de uma Obsessão (2002), Não me Abandone Jamais (2010)

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Barry Lyndon (Barry Lyndon/ 1975, dir. Stanley Kubrick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Cinzas no Paraíso (Days of Heaven/ 1978, dir. Terrence Malick)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate/ 1980, dir. Michael Cimino)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)

Martin McDonagh

Nasceu em março de 1970 – Londres, InglaterraMartin_McDonagh
Trabalhos em destaque: Six Shooter (2004), Na Mira do Chefe (2008), Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2011).

  • Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir. Terrence Malick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Manhattan (Manhattan/ 1979, dir. Woody Allen)
  • Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death/ 1946, dir. Michael Powell e Eric Pressburger)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Matthew Vaughn

Nasceu em março de 1971 – Londres, InglaterraMatthew Vaughn
Trabalhos em destaque: Nem Tudo é o que Parece (2004), Stardust: O Mistério da Estrela (2007), Kick Ass: Quebrando Tudo (2010), X-Men: Primeira Classe (2011).

  • De Volta Para o Futuro (Back to the Future/ 1985, dir. Robert Zemeckis)
  • Muito Além do Jardim (Being There/ 1979, dir. Hal Ashby)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark/ 1981, dir. Steven Spielberg)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • Rocky III (Rocky III/ 1982, dir. Sylvester Stallone)
  • Scarface (Scarface/ 1983, dir. Brian De Palma)
  • Guerra nas Estrelas (Star Wars/ 1977, dir. George Lucas)

Michael Apted

Nasceu em fevereiro de 1941 – Buckinghamshire, InglaterraMichael+Apted+Chronicles+Narnia+London+Premiere+c-IJPcC89ozl
Trabalhos em destaque: O Destino Mudou Sua Vida (1980), Nas Montanhas dos Gorilas (1988), Nell (1994), 007 – O Mundo Não é o Bastante (1999).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir. Robert Rossen)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)

Mika Kaurismäki

Nasceu em setembro de 1955 – Orimatilla, FinlândiaMika Kaurismaki
Trabalhos em destaque: Absolutamente Los Angeles (1998), Moro no Brasil (2002), O Ciúme Mora ao Lado (2009).

  • Os Profissionais do Crime (Le Deuxième Souffle/ 1966, dir. Jean-Pierre Melville)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • O Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings/ 1939, dir. Howard Hawks)
  • Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir. Samuel Fuller)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)
  • Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be/ 1946, dir. Ernst Lubitsch)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Mike Figgis

Nasceu em fevereiro de 1948 – Cumberland, InglaterraFilm director Mike Figgis sits for a portrait in London, 12th August 2011.
Trabalhos em destaque: Despedida em Las Vegas (1995), Por uma Noite Apenas (1997), Timecode (2000), Garganta do Diabo (2010).

  • Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde/ 1967, dir. Arthur Penn)
  • Amargo Pesadelo (Deliverance/ 1972, dir. John Boorman)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • I Am Curious Yellow (Jag är nyfiken – en film i gult/ 1967, dir. Vilgot Sjöman)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur objet du Désir/ 1977, dir. Luis Buñuel)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Week-End à Francesa (Week End/ 1967, dir. Jean-Luc Godard)

Mike Newell

Nasceu em março de 1942 – Hertfordshire, Inglaterramike-newell-024-20772
Trabalhos em destaque: Quatro Casamentos e um Funeral (1994), Donnie Brasco (1997), O Sorriso de Mona Lisa (2003), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky/ 1966, dir. Jirí Menzel)
  • Os Bons Companheiros (The Goodfellas/ 1990, dir. Martin Scorsese)
  • A Grande Ilusão (La Grande Illusion/ 1937, dir. Jean Renoir)
  • O Leopardo (Il Gattopardo, 1963, dir. Luchino Visconti)
  • Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate/ 1962, dir. John Frankenheimer)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • A Estrada da Vida (La Strada/ 1954, dir. Federico Fellini)
  • Pacto Sinistro (Strangers on a Train/ 1951, dir. Alfred Hitchcock)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)

Nuri Bilge Ceylan

Nasceu em janeiro de 1959 – Istambul, Turquianuri bilge ceylan
Trabalhos em destaque: Distante (2002), 3 Macacos (2008), Era uma Vez na Anatolia (2011), Winter Sleep (2014).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir. Robert Bresson)
  • A Aventura (L’Avventura/ 1960, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • Pai e Filha (Banshun/ 1949, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Vergonha (Skammen/ 1968, dir. Ingmar Bergman)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)

Olivier Assayas

Nasceu em janeiro de 1955 – Paris, FrançaOlivier Assayas
Trabalhos em destaque: Espionagem na Rede (2002), Clean (2004), Paris, Te Amo (2006), Horas de Verão (2008), Depois de Maio (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Ludwig (Ludwig/ 1972, dir. Luchino Visconti)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Napoleão (Napoléon/ 1927, dir. Abel Gance)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Van Gogh (Van Gogh/ 1991, dir. Maurice Pialat)

Pablo Larraín

Nasceu em agosto de 1976 – Santiago, Chile67th Venice Film Festival - 'Post Mortem' Photocall
Trabalhos em destaque: Fuga (2006), Tony Manero (2008), Post Mortem (2010), No (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo/ 1962, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Palavra (Ordet/ 1955, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Rashomon (Rashômon/ 1950, dir. Akira Kurosawa)
  • Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd./ 1950, dir. Billy Wilder)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yazujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Viver a Vida (Vivre sa vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir. Jean-Luc Godard)

Pablo Stoll

Nasceu em 1954 – Montevidéu, UruguaiPabloStoll
Trabalhos em destaque: 25 Watts (2001), Whisky (2004), Hiroshima – Um Musical Silencioso (2009), 3(2012).

  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • The Dependent (El Dependiente/ 1969, dir. Leonardo Favio)
  • Eleição (Election/ 1999, dir. Alexander Payne)
  • O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir. Luis García Berlanga)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead/ 1968, dir. George Romero)
  • Rio 40 Graus (Rio 40 Graus/  1955, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Onde Começa o Inferno (Rio Bravo/ 1959, dir. Howad Hawks)
  • Estranhos no Paraíso (Stranger than Paradise/ 1984, dir. Jim Jarmusch)
  • O Pântano (La Ciénaga/ 2001, dir. Lucrecia Martel)

Pablo Trapero

Nasceu em outubro de 1971 – Buenos Aires, ArgentinaPablo Trapero
Trabalhos em destaque: Mundo Grúa (1999), Leonera (2008), Abutres (2010), Elefante Branco (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir. Charles Chaplin)
  • Não Amarás (Krótki film o milosci/ 1988, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Os Imperdoáveis (Unforgiven/ 1992, dir. Clint Eastwood)
  • Viridiana (Viridiana/ 1961, dir. Luis Buñuel)

Paul Greengrass

Nasceu em agosto de 1955 – Surrey, Inglaterra The Great British Talent Event
Trabalhos em destaque: Domingo Sangrento (2002), A Supremacia Bourne (2004), Vôo United 93 (2006), O Ultimato Bourne (2007), Capitão Phillips (2013).

  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Jogo da Guerra (The War Game/ 1965, dir. Peter Watkins)
  • Z (Z/ 1969, dir. Costa-Gavras)

Paul Schrader

Nasceu em julho de 1946 – Michigan, EUAPaul Schrader
Trabalhos em destaque: Gigolô Americano (1980), A Marca da Pantera (1982), Temporada de Caça (1997), Auto Focus (2002).

  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Amor à Flor da Pele (Fa Yeung nin Wa/ 2000, dir. Wong Kar-Wai)
  • As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir. Preston Sturges)
  • Orfeu (Orphée/ 1950, dir. Jean Cocteau)
  • O Batedor de Carteiras (Pickpocket/ 1959, dir. Robert Bresson)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Peter Davis

Nasceu em janeiro de 1937 – California, EUAPeter Davis
Trabalhos em destaque: Corações e Mentes (1974), Winnie and Nelson Mandela (1986), Nelson Mandela: Prisoner to President (1994).

  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Casablanca (Casablanca/ 1942, dir. Michael Curtiz)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la bourgeoisie/ 1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d’Avray/ 1962, dir. Serge Bourguignon)
  • Laços Humanos (A Tree Grows in Brooklyn/ 1945, dir. Elia Kazan)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

Peter Farrelly

Nasceu em dezembro de 1956 – Pennsylvania, EUAPeter+Farrelly
Trabalhos em destaque: Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros (1994), Quem Vai Ficar com Mary? (1998), O Amor é Cego (2001), Ligado em Você (2003), Antes Só do que Mal Casado (2007).

  • Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu (Airplane!/ 1980, dir. Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker)
  • Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan/ 2006, dir. Larry Charles)
  • A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1946, dir. Frank Capra)
  • Tubarão (Jaws/ 1975, dir. Steven Spielberg)
  • Perdidos na Noite (Midnight Cowboy/ 1969, dir. John Schlesinger)
  • Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir. Milos Forman)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • A Lista de Schindler (Schindler’s List/ 1993, dir. Steven Spielberg)
  • Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways/ 2004, dir. Alexander Payne)
  • O Mágico de Oz (The Wizard of Oz/ 1939, dir. Victor Fleming)

Roger Ebert

Nasceu em junho de 1942 – Illinois, EUABookstore Appearance By Roger Ebert
Trabalhos em destaque: “Sneak Previews” (1975-1983), “At the Movies” (1982 – 1986), “Siskel & Ebert” e mais recentemente, crítico de cinema pelo jornal The Chicago Sun.

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir. Martin Scorsese)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Sam Mendes

Nasceu em agosto de 1965 – Berkshire, InglaterraCharlie and the Chocolate Factory - opening night
Trabalhos em destaque: Beleza Americana (1999), Estrada Para Perdição (2002), Foi Apenas um Sonho (2008), 007 – Operação Skyfall (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir. David Lynch)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir. Roman Polanski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Sangue Negro (There Will be Blood/ 2007, dir. Paul Thomas Anderson)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Susanne Bier

Nasceu em abril de 1960 – Copenhague, Dinamarcasusannebier
Trabalhos em destaque: Brothers (2004), Depois do Casamento (2006), Em um Mundo Melhor (2010), Serena (2014).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Morte em Veneza (Morte a Venezia/ 1971, dir. Luchino Visconti)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night/ 1934, dir. Frank Capra)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir. Alfred Hitchcock)

Suzana Amaral

Nasceu em março de 1932 – São Paulo, BrasilSuzana Amaral
Trabalhos em destaque: A Hora da Estrela (1991), Uma Vida em Segredo (2001), Hotel Atlântico (2009).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Berlin Alexanderplatz (Berlin Alexanderplatz/ 1980, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle/ 1974, dir. Werner Herzog)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Informante (The Insider/ 1999, dir. Michael Mann)
  • Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir. Quentin Tarantino)
  • O Tambor (Die Blechtrommel/ 1979, dir. Volker Schlöndorff)

Tata Amaral

Nasceu em setembro de 1960 – São Paulo, Brasiltata_amaral_29052007_01
Trabalhos em destaque: Um Céu de Estrelas (1986), Através da Janela (2000), Antônia: O Filme (2006), Hoje (2011).

  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon/ 1975, dir. Sidney Lumet)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • Nostalgia de la Luz (Nostalgia de la Luz/ 2010, dir: Patricio Guzmán)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Paranoid Park (Paranoid Park/ 2007, dir. Gus Van Sant)
  • O Bandido da Luz Vermelha (O Bandido da Luz Vermelha/ 1968, dir. Rogério Sganzerla)
  • Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli/ 1960, dir. Luchino Visconti)
  • Terra em Transe (Terra em Transe/ 1967, dir. Glauber Rocha)

Terry Jones

Nasceu em fevereiro de 1942 – Colwyn Bay, País de GalesTerry_Jones
Trabalhos em destaque: Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979), Monty Python – O Sentido da Vida (1983).

  • Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir. Woody Allen)
  • E.T. – O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial/ 1982, dir. Steven Spielberg)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Feitiço do Tempo (Groundhog Day/ 1993, dir. Harold Ramis)
  • Eles e Elas (Guys and Dolls/ 1955, dir. Joseph L. Mankiewicz)
  • Santa Não Sou (I’m no Angel/ 1933, dir. Wesley Ruggles)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937, dir. David Hand)
  • Toy Story 3 (Toy Story 3/ 2010, dir. Lee Unkrich)

Tsai Ming-Liang

Nasceu em outubro de 1957 – Sarawak, Malásiatsai-ming-Liang
Trabalhos em destaque: Vive L’Amour (1994), O Rio (1997), O Buraco (1998), Adeus, Dragon Inn (2003), O Sabor da Melancia (2005).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Medo Consome a Alma (Angst essen Seele auf/ 1974, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Adeus, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir. Tsai Ming-Liang)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Filho Único (Hitori Musuko/ 1936, dir. Yasujirô Ozu)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Spring in a Small Town (Xiao cheng zhi chun/ 1948, dir. Fei Mu)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)

Walter Salles

Nasceu em abril de 1956 – Rio de Janeiro, Brasilwalter-salles
Trabalhos em destaque: Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001), Diários de Motocicleta (2004), Linha de Passe (2008), Na Estrada (2012).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Profissão: Repórter (Professione: Reporter/ 1975, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou/ 1965, dir: Jean-Luc Godard)
  • Vidas Secas (Vidas Secas/ 1963, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

 

 

‘Gravidade’ e ‘Trapaça’ lideram as indicações ao Oscar 2014

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COM TODAS AS CATEGORIAS BEM PREENCHIDAS, HOUVE POUCO ESPAÇO PARA SURPRESAS, SEJAM AGRADÁVEIS OU INDESEJÁVEIS

OK. Depois de vários anos convidando atrizes para anunciar as indicações ao Oscar, as indicadas finalmente tiveram o prazer de terem seus nomes pronunciados pelo sotaque australiano de Chris Hemsworth. E pelo visto, o tom mais cômico e informal do ano passado criado pela dupla Seth MacFarlane e Emma Stone não deve ter agradado a todos. A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, retoma a presença da comissão oficial ao palanque. E a ordem alfabética dos indicados foi reestabelecida.

NÚMEROS DO OSCAR 2014

Os grandes recordistas de indicações este ano são Gravidade e Trapaça com 10 indicações. Logo atrás, 12 Anos de Escravidão vem com 9 indicações. Os três estão competindo nas principais categorias, entre elas: Melhor Filme e Diretor.

Nos últimos anos, o recorde de indicações no ano não tem significado garantia de Oscar de Melhor Filme. No ano passado, por exemplo, Lincoln teve 12 indicações e acabou chupando os dedos com apenas dois Oscars, enquanto Argo se tornou Melhor Filme com 7 indicações.

Com 6 indicações, temos Nebraska e Capitão Phillips. Com 5: O Lobo de Wall Street, Ela e Clube de Compras Dallas, seguidos por Philomena com 4.

SURPRESAS OU PEQUENAS ALTERAÇÕES NOS INDICADOS?

Apesar deste ano haver pouca chance para surpresas pelo elevada quantidade de competidores de alto nível, algumas trocas chegaram a surpreender. Contrariando o mais parelho de todos os prêmios, o DGA, Alexander Payne (Nebraska) substituiu Paul Greengrass (Capitão Phillips), denotando um prestígio colossal de Payne em Hollywood. Esta é sua 3ª indicação como diretor (foi indicado por Sideways e Os Descendentes), e já ganhou 2 vezes como roteirista (Sideways e Os Descendentes). Nebraska totaliza seis indicações e pode render o Oscar para o veterano Bruce Dern.

À direita, Alexander Payne dirige o veterano Bruce Dern em set de Nebraska. Ele conseguiu sua 3ª indicação como diretor (photo by www.collider.com)

À direita, Alexander Payne dirige o veterano Bruce Dern em set de Nebraska. Ele conseguiu sua 3ª indicação como diretor (photo by http://www.collider.com)

Aliás, em sua categoria de Mehor Ator, Tom Hanks (Capitão Phillips) foi cortado de última hora. Embora não tenha vencido nenhum prêmio expressivo por essa atuação, ele vinha figurando em quase todas as listas dos melhores de 2013. Hanks também fica de fora da categoria de coadjuvante pelo filme Walt nos Bastidores de Mary Poppins. Recém-vitorioso no Globo de Ouro, Leonardo DiCaprio conseguiu sua 4ª indicação após ser ignorado pela Academia no ano passado por Django Livre.

Havia um certo hype para indicarem o galã veterano Robert Redford por Até o Fim, mas não se concretizou. Apesar de ser conhecido como ator, ele ganhou seu único Oscar como diretor em 1981 pelo drama Gente Como a Gente. Até o Fim (All is Lost) venceu o Globo de Ouro de Melhor Triha Musical, mas teve que se contentar com a única indicação para Melhores Efeitos Sonoros.

Já na ala feminina, a vencedora do Globo de Ouro, Amy Adams (Trapaça) finalmente obteve sua primeira indicação como Melhor Atriz. Suas quatro indicações anteriores foram sempre como Atriz Coadjuvante. Num ano em que teve três trabalhos em destaque (além de Trapaça, houve Ela e O Homem de Aço), sua indicação comprova essa extrema ascensão em Hollywood. Ela não é bem do tipo que se transforma fisicamente e sequer usa maquiagem para ficar mais feia (sim, ela sempre tem esse rostinho lindo de patricinha), mas ela sabe encarnar bem personagens bem distintos. Já foi garçonete, princesa, cozinheira e freira. Podia talvez ter modificado um pouco sua aparência para O Mestre, mas ela consegue entregar uma performance diferente num papel ameaçador que merecia mais tempo no filme de Paul Thomas Anderson.

Amy Adams em personagem no filme Trapaça. 1ª indicação como atriz principal (photo by www.collider.com)

Amy Adams em personagem no filme Trapaça. 1ª indicação como atriz principal (photo by http://www.collider.com)

E temos mais um novo recorde para Meryl Streep. 18ª indicação ao Oscar! Apesar de ter vencido há 2 anos por A Dama de Ferro, Meryl é sempre uma forte candidata mesmo quando sua personagem em Álbum de Família é grossa e amarga. Ela perdeu o Globo de Ouro para Amy Adams, mas consegue a vaga que poderia ter sido da britânica Emma Thompson (por Walt nos Bastidores de Mary Poppins). Aliás, o filme sobre a autora e criadora de Mary Poppins só não ficou totalmente de fora do Oscar 2014, porque a trilha musical de Thomas Newman salvou o filme do esquecimento.

Continuando nos atores, vale destacar a segunda indicação para o jovem Jonah Hill por O Lobo de Wall Street. Ele havia sido indicado anteriormente por O Homem que Mudou o Jogo na mesma categoria. Seu reconhecimento comprova o prestígio que Scorsese tem na direção de atores, pois se dependesse do currículo de comédias, dificilmente Hill teria chances no Oscar. Particularmente, adoro Jonah Hill em Superbad – É Hoje (2007), e me surpreendi com o amadurecimento do ator em tão pouco tempo. Sem 2012 ele tirou Albert Brooks da categoria, este ano ele tirou a boa atuação de Daniel Brühl (Rush: No Limite da Emoção), que vinha aparecendo em todas as listas de coadjuvante.

Jonah Hill conquista sua segunda indicação com apenas 30 anos (photo by movies.yahoo.com)

Jonah Hill conquista sua segunda indicação com apenas 30 anos (photo by movies.yahoo.com)

Entre as mulheres, havia uma forte pressão para que a Academia indicasse a estrela maior da TV americana, Oprah Winfrey por O Mordomo da Casa Branca, pois ela traria peso ao tapete vermelho do Oscar. Felizmente, os membros votantes não se intimidaram com a figura de Oprah e indicaram a britânica Sally Hawkins, por uma performance e personagens mais consistentes em Blue Jasmine.

Minha maior alegria foi ver duas produções estrangeiras concorrendo no Oscar de Melhor Animação: o japonês Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki, e o francês Ernest & Celestine, de Benjamin Renner e Didier Brunner, comprovando a força da escola francesa de animação. Apesar de admirar os filmes da Pixar, acho que ultimamente eles não têm acertado na escolha dos projetos. Fazer sequências nem sempre é o melhor negócio. Universidade Monstros não concorre ao Oscar. Não sei se a vitória será de um dos estrangeiros, mas se tiver de ser americana, torço por Os Croods.

Ernest & Celestine (França) e Vidas ao Vento (Japão) fazem uma mini briga de filme estrangeiro na categoria de Animação pela primeira vez (www.cartoonbrew.com)

Ernest & Celestine (França) e Vidas ao Vento (Japão) fazem uma mini briga de filme estrangeiro na categoria de Animação pela primeira vez (www.cartoonbrew.com)

O musical dos irmãos Coen, Inside Llewyn Davis, teve de se contentar com as indicações para Melhor Fotografia para Bruno Delbonnel e Melhor Som. Esperava-se que haveria pelo menos uma indicação para Melhor Canção Original, mas também ficou de fora. O filme teve boa aceitação da crítica, mas o público não abraçou o novo filme dos Coen. Em 2011, Bravura Indômita concorreu em 10 categorias, mas não ganhou nada.

Já a inclusão da comédia Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha na categoria Maquiagem foi uma surpresa. Tudo bem que já haviam indicado Norbit na mesma categoria alguns anos atrás, mas o tipo de humor pornográfico e escatológico dificilmente adentra as categorias do Oscar. Com certeza, a hostess Ellen DeGeneres fará alguma piada em cima disso…

À direita, Johnny Knoxville transformado no vovô politicamente incorreto de Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha (photo by www.geeksofdoom.com)

À direita, Johnny Knoxville transformado no vovô politicamente incorreto de Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha (photo by http://www.geeksofdoom.com)

Se o Oscar pode indicar um filme desses, por que não perdoar e acolher o fracasso comercial O Cavaleiro Solitário? Repleto de altas expectativas, o filme estreou no verão americano, mas não obteve boa resposta nas bilhererias. A Academia deu uma nova chance ao filme de Gore Verbinski arrecadar dinheiro, reconhecendo-o nas categorias de Maquiagem e Efeitos Visuais. Aliás, ele roubou a vaga dos efeitos digitais dos ótimos monstros de Círculo de Fogo.

Gostei também da indicação para William Butler e Owen Pallett para Trilha Musical Original por Ela. Trata-se de um importante reconhecimento para a música e a canção “The Moon Song” do mesmo filme. Essa aliança, que se repete depois de Onde Vivem os Monstros, reforça o prestígio que o diretor Spike Jonze tem com os artistas musicais Karen O e a banda Arcade Fire.

Na categoria de Filme Estrangeiro, na ausência do francês Azul é a Cor Mais Quente (desqualificado pelas regras da Academia), a briga deve ficar acirrada entre o dinamarquês A Caça e o italiano A Grande Beleza, que venceu o Globo de Ouro no último domingo. Contudo, o representante belga The Broken Circle Breakdown pode surpreender em caso de empate de votos. A indicação de The Missing Picture entra para a História como a primeira do Camboja. O filme ganhou o prêmio Un Certain Regard em Cannes em 2013.

Toni Servillo em cena de A Grande Beleza (photo by www.outnow.ch)

Toni Servillo em cena de A Grande Beleza (photo by http://www.outnow.ch)

A grande surpresa aqui é a exclusão de O Grande Mestre, de Wong Kar-Wai (Hong Kong), mesmo tendo conquistado indicações nas categorias técnicas de Fotografia e Figurino. É uma pena que Kar-Wai não tenha sido indicado, pois seria uma oportunidade rara de reconhecer um dos cineastas mais ousados das últimas duas décadas. Em sua filmografia, constam títulos como Amores Expressos, Feliz Juntos, Amor à Flor da Pele e 2046 – Os Segredos do Amor.

Tudo bem que a fotografia e o figurino são os campos em destaque de O Grande Mestre, mas e a indicação para Filme Estrangeiro? (photo by themovieblog.com)

Tudo bem que a fotografia e o figurino são os campos em destaque de O Grande Mestre, mas e a indicação para Filme Estrangeiro? (photo by themovieblog.com)

Na categoria de Documentário, a ausência de Histórias que Contamos (Stories We Tell), de Sarah Polley, foi a mais surpreendente, afinal venceu três grandes prêmios da crítica americana: National Board of Review, Los Angeles Film Critics Association e New York Film Critics Circle. Se alguém souber de um motivo oficial, por favor comente abaixo! O prêmio deve ficar entre O Ato de Matar e A Um Passo do Estrelato.

Pra quem perdeu ao vivo, confira o vídeo do anúncio dos indicados:

MELHOR FILME
Trapaça (American Hustle)
Capitão Phillips (Captain Phillips)
Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club)
Gravidade (Gravity)
Ela (Her)
Nebraska
Philomena
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)

MELHOR DIRETOR
Alfonso Cuarón (Gravidade)
Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)
Alexander Payne (Nebraska)
David O. Russell (Trapaça)
Martin Scorsese (O Lobo de Wall Street)

MELHOR ATOR
Christian Bale (Trapaça)
Bruce Dern (Nebraska)
Leonardo DiCaprio (O Lobo de Wall Street)
Chiwetel Ejiofor (12 Anos de Escravidão)
Matthew McConaughey (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ
Amy Adams (Trapaça)
Cate Blanchett (Blue Jasmine)
Sandra Bullock (Gravidade)
Judi Dench (Philomena)
Meryl Streep (Álbum de Família)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Barkhad Abdi (Capitão Phillips)
Bradley Cooper (Trapaça)
Michael Fassbender (12 Anos de Escravidão)
Jonah Hill (O Lobo de Wall Street)
Jared Leto (Clube de Compras Dallas)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Sally Hawkins (Bue Jasmine)
Jennifer Lawrence (Trapaça)
Lupita Nyong’o (12 Anos de Escravidão)
Julia Roberts (Álbum de Família)
June Squibb (Nebraska)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Eric Warren Singer, David O. Russell (Trapaça)
Woody Allen (Blue Jasmine)
Craig Borten, Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas)
Spike Jonze (Ela)
Bob Nelson (Nebraska)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
Richard Linklater, Julie Delpy, Ethan Hawke (Antes da Meia-Noite)
Billy Ray (Capitão Phillips)
Steve Coogan, Jeff Pope (Philomena)
John Ridley (12 Anos de Escravidão)
Terence Winter (O Lobo de Wall Street)

MELHOR FOTOGRAFIA
Philippe Le Sourd (O Grande Mestre)
Emmanuel Lubezki (Gravidade)
Bruno Delbonnel (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
Phedon Papamichael (Nebraska)
Roger Deakins (Os Suspeitos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Judy Becker, Heather Loeffler (Trapaça)
Andy Nicholson, Rosie Goodwin (Gravidade)
Catherine Martin, Beverley Dunn (O Grande Gatsby)
K.K. Barrett, Gene Serdena (Ela)
Adam Stockhausen, Alice Baker (12 Anos de Escravidão)

MELHOR MONTAGEM
Alan Baumgarten, Jay Cassidy, Crispin Struthers (Trapaça)
Christopher Rouse (Capitão Phillips)
John Mac McMurphy, Martin Pensa (Clube de Compras Dallas)
Alfonso Cuarón, Mark Sanger (Gravidade)
Joe Walker (12 Anos de Escravidão)

MELHOR FIGURINO
Michael Wilkinson (Trapaça)
William Chang Suk Ping (O Grande Mestre)
Catherine Martin (O Grande Gatsby)
Michael O’Connor (The Invisible Woman)
Patricia Norris (12 Anos de Escravidão)

MELHOR MAQUIAGEM
Adruitha Lee, Robin Mathews (Clube de Compras Dallas)
Steve Prouty (Jackass Apresenta: Vovô Sem Vergonha)
Joel Harlow, Gloria Pasqua Casny (O Cavaleiro Solitário)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
John Williams (A Menina que Roubava Livros)
Steven Price (Gravidade)
William Butler e Owen Pallett (Ela)
Thomas Newman (Walt nos Bastidores de Mary Poppins)
Alexandre Desplat (Philomena)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Happy” – Pharrell Williams (Meu Malvado Favorito 2)
“Let It Go” – Robert Lopez, Kristen Anderson-Lopez (Frozen: Uma Aventura Congelante)
“Ordinary Love” – Bono, Adam Clayton, The Edge, Larry Mullen Jr. (Mandela: Long Walk to Freedom)
“The Moon Song” – Karen O, Spike Jonze (Ela)
“Alone Yet Not Alone” – Bruce Broughton, Dennis Spiegel (Alone Yet Not Alone)

MELHOR SOM
– Chris Burdon, Mark Taylor, Mike Prestwood Smith, Chris Munro (Capitão Phillips)
– Skip Lievsay, Niv Adiri, Christopher Benstead, Chris Munro (Gravidade)
– Christopher Boyes, Michael Hedges, Michael Semanick, Tony Johnson (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
– Skip Lievsay, Greg Orloff, Peter F. Kurland (Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum)
– Andy Koyama, Beau Borders, David Bronlow (O Grande Herói)

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Steve Boeddeker, Richard Hymns (Até o Fim)
– Oliver Tarney (Capitão Phillips)
– Glenn Freemantle (Gravidade)
– Brent Burge (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
– Wylie Stateman (O Grande Herói)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Timothy Webber, Chris Lawrence, David Shirk, Neil Corbould (Gravidade)
– Joe Letteri, Eric Saindon, David Clayton, Eric Reynolds (O Hobbit: A Desolação de Smaug)
– Christopher Townsend, Guy Williams, Erik Nash, Daniel Sudick (Homem de Ferro 3)
– Tim Alexander, Gary Brozenich, Edson Williams, John Frazier (O Cavaleiro Solitário)
– Roger Guyett, Pat Tubach, Ben Grossmann, Burt Dalton (Além da Escuridão – Star Trek)

MELHOR ANIMAÇÃO
– Os Croods (The Croods)
– Meu Malvado Favorito (Despicable Me 2)
– Ernest & Celestine (idem)
– Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)
– Vidas ao Vento (The Wind Rises)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
– The Broken Circle Breakdown (Bélgica)
– A Grande Beleza (Itália)
– A Caça (Dinamarca)
– The Missing Picture (Camboja)
– Omar (Palestina)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– O Ato de Matar (The Act of Killing), de Joshua Oppenheimer, Signe Byrge Sørensen
– Cutie and the Boxer, de Zachary Heinzerling, Lydia Dean Pilcher
– Guerras Sujas (Dirty Wars), de Rick Rowley, Jeremy Scahill
– The Square (Al Midan), de Jehane Noujaim, Karim Amer
– A Um Passo do Estrelato (20 Feet from Stardom), de Morgan Neville

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– CaveDigger, de Jeffrey Karoff
– Facing Fear, de Jason Cohen
– Karama Has No Walls, de Sara Ishaq
– The Lady in Number 6: Music Saved My Life, de Malcolm Clarke, Carl Freed
– Prison Terminal: The Last Days of Private Jack Hall, de Edgar Barens

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Feral, de Daniel Sousa, Dan Golden
– É Hora de Viajar, de Lauren MacMullan, Dorothy McKim
– Mr. Hublot, de Laurent Witz, Alexandre Espigares
– Possessions, de Shuhei Morita
– Room on the Broom, de Max Lang, Jan Lachauer

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Aquel No Era Yo (That Wasn’t Me), de Esteban Crespo
– Avant Que De Tout Perdre (Just Before Losing Everything), de Xavier Legrand
– Helium, de Anders Walter
– Do I Have to Take Care of Everything?, de Selma Vilhunen
– The Voorman Problem, de Mark Gill

Rapidinhas de Cannes – Parte 2

A atriz Kristin Scott Thomas e o diretor Nicolas Winding Refn em coletiva do filme Only God Forgives em Cannes 2013

A atriz Kristin Scott Thomas e o diretor Nicolas Winding Refn em coletiva do filme Only God Forgives em Cannes 2013

Ok, estamos entrando na reta final do Festival de Cannes. Alguns filmes foram vaiados na exibição e devem ter suas chances reduzidas ao mínimo. Porém, vale ressaltar que nem sempre vaias significam que a qualidade do filme está abaixo da média, mas que dividiram o público, como foi o caso do polêmico A Árvore da Vida, de Terrence Malick, que acabou levando a Palma de Ouro em 2011.

No caso do novo trabalho do diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn, Only God Forgives, resumidamente se tratou de um excesso de expectativas. O sucesso de Drive (prêmio de direção de Cannes 2011) comprovou que era possível realizar um filme de ação inteligente e com estilo, mas nem sempre o repeteco agrada. Assim como em Drive, temos um submundo do crime como cenário, personagens frios e cenas de violência extrema.

Na entrevista, Nicolas teria dado duas justificativas. A artística seria: “… grande arte — coisa horrível de se dizer — mas arte foi feita para dividir, porque senão não penetra, e se não penetra, você apenas a consome.” E a pessoal seria: “Não sou fã de filmes de pancadaria, mas estava passando por um período existencialista com a gravidez da minha mulher, que teve nossa segunda filha. Estava raivoso e agressivo sem explicação. Achei que era culpa de Deus. Como não conseguia canalizar esses sentimentos, fiz o filme”. Entretanto, a maioria da crítica presente em Cannes não ligou para a explicação do diretor. Um crítico do site Hollywood Elsewhere, por exemplo, soltou uma sentença mais cruel em relação ao filme: “…temos um diretor misericordioso que acha que qualquer coisa que ele caga vale o nosso tempo”.

Já na exibição do japonês Wara no Tate (Shield of Straw), digamos que foi um caso à parte, porque o diretor Takashi Miike já tem alguns parafusos soltos, o que o torna automaticamente uma incógnita em festivais. Seu maior sucesso foi um filme “para toda a família”: Itchi the Killer (2001), uma história de máfia japonesa que tem como centro um assassino psicótico reprimido que explora o sadomasoquismo. Obviamente sua escolha pelos organizadores do festival se apóia no nome do diretor e, quem sabe, causar certas controvérsias que possam destacar o evento nas mídias.

Wara no Tate, um dos únicos vaiados este ano em Cannes (photo by www.outnow.ch)

Wara no Tate, um dos únicos vaiados este ano em Cannes (photo by http://www.outnow.ch)

Contudo, o tiro saiu pela culatra. Wara no Tate acabou sendo vaiado por se assemelhar a um típico filme de ação hollywoodiano, gênero que sempre foi um pesadelo nessa roda de autores. “Eu acho que o cinema japonês perdeu a capacidade de fazer cenas espetaculares, então decidi me desafiar a fazer um filme de ação”, justificou Takashi Miike, que ainda foi duramente criticado por furos grotescos no roteiro policial. Apesar de não haver elementos do grotesco que costumam preencher seus filmes, este trabalho tem um mote inicial interessante, baseado no livro de Kazuhiro Kiuchi, no qual policiais têm a missão de transferir um assassino de uma menina para a prisão, mas sofrem pressão pela proposta financeira irrecusável do avô dela para matá-lo no trajeto.

Infelizmente, não tenho como opinar ainda sobre os filmes vaiados em questão, mas compartilho da perspectiva de Nicolas Winding Refn a respeito da unanimidade artística. Prefiro um cineasta que faça um filme ruim, mas que tentou realizar algo inovador, do que um bom filme que preencherá a massa da mesmice.

Infelizmente, os novos filmes de Asghar Farhadi, Le Passé (The Past), e de James Gray, The Immigrant, não agradaram a crítica. Enquanto o primeiro foi criticado pela repetição sem a mesma força da fórmula que deu certo em A Separação (vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro pelo Irã), o segundo apresentou um triângulo amoroso ingênuo que de certa forma desperdiça o talento do elenco formado por Joaquin Phoenix, Jeremy Renner e a musa Marion Cotillard.

Deixando as decepções de lado, a exibição de Behind the Candelabra foi um momento que pode entrar para a história, pois pode ser o último filme de Steven Soderbergh, pelo menos a ser lançado nos cinemas. Cansado de discutir com os grandes estúdios, que inclusive recusaram esse projeto por acharem “gay demais”, o diretor declarou sua aposentadoria precoce desse sistema hollywoodiano. “Se for meu último filme, saio orgulhoso do cinema”, revelou Soderbergh.

Michael Douglas literalmente brilha em Behind the Candelabra ao lado de Matt Damon. Chances no Oscar 2014?

Michael Douglas literalmente brilha em Behind the Candelabra ao lado de Matt Damon. Chances no Oscar 2014?

O filme que trata do caso de amor subversivo entre o pianista Lee Liberace e Scott Thorson, jovem 40 anos mais novo, foi bastante aplaudido pelo público, especialmente o nome de seu protagonista, Michael Douglas, o que lhe devolveu a auto-estima que perdeu ao longo dos anos e após a cura milagrosa do câncer na garganta que teve em 2012. “Vou agradecer eternamente a Steven (Soderbergh) e Matt (Damon)”, declarou um comovido Douglas. Com essas vitórias na tela e na vida pessoal, o ator pode ser lembrado pelo júri de Cannes e até ganhar um fôlego para o Oscar 2014.

Outro que já abre caminho para o prêmio da Academia é o diretor Alexander Payne, que retorna ao festival, pelo qual foi previamente indicado por As Confissões de Schmidt em 2002. Seu road movie intimista, Nebraska, que tem como personagem central um idoso que atravessa o país para exigir uma premiação de um milhão de dólares lembra o filme de David Lynch, A História Real (1999), no qual Richard Farnsworth atravessa os Estados Unidos de trator para reencontrar o irmão.

Bruce Dern e Will Forte em Nebraska, de Alexander Payne, um dos favoritos à Palma de Ouro (photo by www.outnow.ch)

Bruce Dern e Will Forte em Nebraska, de Alexander Payne, um dos favoritos à Palma de Ouro (photo by http://www.outnow.ch)

Payne, que já ganhou 2 Oscars de roteiro adaptado, tem ótima reputação também como diretor de atores. Em sua curta carreira, já foi responsável pelas indicações ao Oscar de Jack Nicholson e Kathy Bates (por As Confissões de Schmidt), Thomas Haden Church e Virginia Madsen (por Sideways – Entre Umas e Outras), e George Clooney (por Os Descendentes). Com Nebraska, ele resgata um ícone há muito sumido: o ator veterano Bruce Dern, considerado uma grande promessa dos anos 70 e 80 que não vingou. Antes mesmo do filme ser exibido em Cannes, Dern já contava com um burburinho forte para uma indicação ao Oscar 214, que seria a sua segunda depois de Melhor Ator Coadjuvante pelo drama Amargo Regresso (1978).

Já o concorrente francês com mais chances é um com cenas bem calientes e praticamente explícitas, o filme La Vie d’Adèle (Blue is the Warmest Color), de Abdellatif Kechiche, aborda um caso de amor entre duas garotas. Jocelyne (Adèle Exarchopoulos, que arrancou elogios da crítica por sua coragem e entrega ao papel) é uma adolescente de 15 anos que seguia sua heterossexualidade até o dia em que grudou os olhos numa garota de cabelos azuis chamada Emma (a bela Léa Seydoux). Através dessa paixão relâmpago, ela passa a amadurecer como como mulher e como pessoa adulta.

Comparado a Stanley Kubrick por seu perfeccionismo nos enquadramentos milimétricos e nos incontáveis takes das filmagens (exaurindo as forças do elenco e da equipe à procura do 100% ideal), o diretor tunisiano Abdellatif Kechiche conquistou alguns prêmios no Festival de Veneza com os aclamados O Segredo do Grão (2007) e Vênus Negra (2010). Desta vez, ele tenta a sorte em Cannes e tem grandes chances na categoria de atuação feminina.

Blue is the Warmest Color: talvez seja quente demais para um conservador como Spielberg

Adèle Exarchopoulos e Léa Seydoux em Blue is the Warmest Color: talvez seja quente demais para um conservador como Spielberg (photo by http://www.outnow.ch)

Correndo por fora, o novo filme do italiano Paolo Sorrentino pode surpreender. Em sua quinta indicação à Palma de Ouro (sendo a última em 2011 pelo drama Aqui é o Meu Lugar com um Sean Penn à la Robert Smith do The Cure), o diretor teve seu filme aplaudido três vezes, tornando-o um forte concorrente na disputa. Ousado, La Grande Bellezza tece críticas à elite italiana, seja nos campos político, religioso, econômico e intelectual através de personagens que refletem figuras reais e dos diálogos afiados, lembrando a coragem de Federico Fellini em seus filmes-devaneio.

Embora La Grande Bellezza tenha um excesso de narrativa e peripécias técnicas, na hora de eleger o vencedor, o histórico de Sorrentino no festival pode contar muito a favor. Em suas cinco participações, só levou o Prêmio do Júri por Il Divo em 2008, que também chegou a concorrer pelo Oscar de Melhor Maquiagem.

Cena de La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino (photo by www.outnow.ch)

Cena de La Grande Bellezza, de Paolo Sorrentino (photo by http://www.outnow.ch)

Ainda faltam alguns filmes de autores consagrados como La Vénus à la Fourrure, de Roman Polanski, e Only Lovers Left Alive, de Jim Jarmusch, serem exibidos para que a seleção dos vencedores possa chegar à decisão derradeira do júri, que ocorre neste domingo, dia 26.

Particularmente, acredito que Steven Spielberg vai manter sua pose de bom mocinho e escolher filmes mais comportados. E Nebraska, de Alexander Payne, tem um potencial enorme se levarmos em conta sua história de relação entre pai e filho no coração da América. Os irmãos Coen podem ser compensados pelo prêmio de ator para Oscar Isaacs (Inside Llewyn Davis), enquanto muitos duvidam que a atriz Adèle Exarchopoulos (La Vie d’Adèle (Blue is the Warmest Color)) possa ser reconhecida como interpretação feminina por Spielberg, o puritano. Vamos torcer para que sim…

WGA elege os 101 Melhores Roteiros

Cena antológica do roteiro de Casablanca, o primeiro colocado da lista da WGA

Cena antológica do roteiro de Casablanca, o primeiro colocado da lista da WGA

O Writers Guild of America (WGA) não se limita apenas a eleger os melhores trabalhos de roteiro do ano para que a Academia use de parâmetro no Oscar. Não. Nas horas vagas, eles também fazem listinhas! Afinal, que tipo de cinéfilo não curte listas?

O intuito dessa nova lista seria a inclusão de filmes mais recentes como o cult romântico Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004) e o metalingüístico Adaptação. (2002), ambos de autoria de Charlie Kaufman, um dos mais inovadores roteiristas da nova geração. Alguns filmes da década de 90 também se misturam entre os grandes clássicos do Cinema: Beleza Americana (1999), Los Angeles – Cidade Proibida (1997), Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994), Um Sonho de Liberdade (1994), Os Suspeitos (1995) e Thelma & Louise (1991).

Sendo o Cinema a Sétima e mais nova Arte, alguns filmes são figuras carimbadas nesses quase 120 anos de existência. São obras tão fundamentais que dificilmente largam as primeiras posições: Casablanca (1943), Cidadão Kane (1941), O Poderoso Chefão (1972) e Chinatown (1974) sempre servem como filmes de análise de roteiro em livros como os dos experts de Hollywood Robert McKee e Syd Field.

Claro que, como toda lista, esta serve como ótima referência para aqueles que buscam uma luz no conhecimento dos filmes. “Por que aqueles críticos dos jornais falam tão mal do filme em cartaz nos cinemas?”, muitos se perguntam. Seriam os críticos pessoas azedas por natureza? Um ou outro, sim. Mas a maioria assistiu aos filmes inclusos nessa lista abaixo e não há como ficar indiferente depois.

Vale ressaltar que o diretor/roteirista/ator Woody Allen é o recordista na lista com 4 trabalhos: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan, Crimes e Pecados e Hannah e Suas Irmãs.

Particularmente, senti falta dos roteiros de Horton Foote de A Força do Carinho e Regresso Para Bountiful. E como se trata de uma lista de 101 filmes, inevitavelmente há vários roteiros famosos de ficaram de fora, como os oscarizados Fale com Ela, de Pedro Almodóvar, O Segredo de Brokeback Mountain, de Larry McMurtry e Diana Ossana, e Pequena Miss Sunshine, de Michael Arndt. Por outro lado, note que a maioria foi pelo menos indicada ao Oscar.

1. CASABLANCA
Roteiro de Julius J. & Philip G. Epstein e Howard Koch.
Baseado na peça “Everybody Comes to Rick’s” de Murray Burnett e Joan AlisonGOLD-Icon_CampasR
Vencedor do Oscar de Roteiro (1944)
2. O PODEROSO CHEFÃO (THE GODFATHER)
Roteiro de Mario Puzo e Francis Ford Coppola. Baseado no romance de Mario Puzo
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1973)
3. CHINATOWN
Escrito por Robert Towne
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1975)
4. CIDADÃO KANE (CITIZEN KANE)
Escrito por Herman Mankiewicz e Orson Welles
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1942)
5. A MALVADA (ALL ABOUT EVE)
Roteiro de Joseph L. Mankiewicz. Baseado na história curta e peça de rádio “The Wisdom of Eve,” de Mary Orr
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1951)
6. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (ANNIE HALL)
Escrito por Woody Allen e Marshall Brickman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1978)
7. CREPÚSCULO DOS DEUSES (SUNSET BLVD.)
Escrito por Charles Brackett, Billy Wilder e D.M. Marshman, Jr.
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1951)
8. REDE DE INTRIGAS (NETWORK)
Escrito por Paddy Chayefsky
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1977)
9. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (SOME LIKE IT HOT)
Roteiro de Billy Wilder & I.A.L. Diamond. Baseado no filme alemão “Fanfare of Love,” escrito por Robert Thoeren e M. Logan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1960)
10. O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II (THE GODFATHER II)
Roteiro de Francis Ford Coppola e Mario Puzo. Baseado no romance “The Godfather” de Mario Puzo
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1975)
11. BUTCH CASSIDY (BUTCH CASSIDY AND THE SUNDANCE KID)
Escrito por William Goldman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1970)
12. DR. FANTÁSTICO (DR. STRANGELOVE OR: HOW I LEARNED TO STOP WORRYING AND LOVE THE BOMB)
Roteiro de Stanley Kubrick, Peter George e Terry Southern. Baseado no romance “Red Alert” de Peter George
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1965)
13. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (THE GRADUATE)
Roteiro de Calder Willingham e Buck Henry. Baseado no romance de Charles Webb
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1968)
14. LAWRENCE DA ARÁBIA (LAWRENCE OF ARABIA)
Roteiro de Robert Bolt e Michael Wilson. Baseado nos diários de Col. T.E. Lawrence
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1963)
15. SE MEU APARTAMENTO FALASSE (THE APARTMENT)
Escrito por Billy Wilder & I.A.L. Diamond
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1961)
16. PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA (PULP FICTION)
Escrito por Quentin Tarantino. Histórias de Quentin Tarantino & Roger Avary
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1995)
17. TOOTSIE
Roteiro de Larry Gelbart e Murray Schisgal. História de Don McGuire e Larry Gelbart
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1983)
18. SINDICATO DE LADRÕES (ON THE WATERFRONT)
Roteiro de Budd Schulberg. Baseado em “Crime on the Waterfront” artigos de Malcolm Johnson
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1955)
19. O SOL É PARA TODOS (TO KILL A MOCKINGBIRD)
Roteiro de Horton Foote. Baseado no romance de Harper Lee
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1963)
20. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (IT’S A WONDERFUL LIFE)
Roteiro de Frances Goodrich & Albert Hackett & Frank Capra. Baseado na história curta “The Greatest Gift” de Philip Van Doren Stern. Contribuições ao roteiro por Michael Wilson e Jo Swerling
21. INTRIGA INTERNACIONAL (NORTH BY NORTHWEST)
Escrito por Ernest Lehman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1960)
22. UM SONHO DE LIBERDADE (THE SHAWSHANK REDEMPTION)
Roteiro de Frank Darabont. Baseado na história curta “Rita Hayworth and the Shawshank Redemption” de Stephen King
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1995)
23. … E O VENTO LEVOU (GONE WITH THE WIND)
Roteiro de Sidney Howard. Baseado no romance de Margaret Mitchell
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1940)
24. BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND)
Roteiro de Charlie Kaufman. História de Charlie Kaufman & Michel Gondry & Pierre Bismuth
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (2005)
25. O MÁGICO DE OZ (THE WIZARD OF OZ)
Roteiro de Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar Allan Woolf Adaptation por Noel Langley. Baseado no romance de L. Frank Baum
26. PACTO DE SANGUE (DOUBLE INDEMNITY)
Roteiro de Billy Wilder e Raymond Chandler. Baseado no romance de James M. Cain
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1945)
27. FEITIÇO DO TEMPO (GROUNDHOG DAY)
Roteiro de Danny Rubin e Harold Ramis. História de Danny Rubin
28. SHAKESPEARE APAIXONADO (SHAKESPEARE IN LOVE)
Escrito por Marc Norman e Tom Stoppard
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1999)
29. CONTRASTES HUMANOS (SULLIVAN’S TRAVELS)
Escrito por Preston Sturges
30. OS IMPERDOÁVEIS (UNFORGIVEN)
Escrito por David Webb Peoples
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1993)
31. JEJUM DE AMOR (HIS GIRL FRIDAY)
Roteiro de Charles Lederer. Baseado na peça “The Front Page” de Ben Hecht & Charles MacArthur
32. FARGO
Escrito por Joel Coen & Ethan Coen
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1997)
33. O TERCEIRO HOMEM (THE THIRD MAN)
Roteiro de Graham Greene. História de Graham Greene. Baseado na história curta de Graham Greene
34. A EMBRIAGUEZ DO SUCESSO (THE SWEET SMELL OF SUCCESS)
Roteiro de Clifford Odets e Ernest Lehman. De um mini-romance de Ernest Lehman
35. OS SUSPEITOS (THE USUAL SUSPECTS)
Escrito por Christopher McQuarrie
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1996)
36. PERDIDOS NA NOITE (MIDNIGHT COWBOY)
Roteiro de Waldo Salt. Baseado no romance de James Leo Herlihy
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1970)
37. NÚPCIAS DE ESCÂNDALO (THE PHILADELPHIA STORY)
Roteiro de Donald Ogden Stewart. Baseado na peça de Philip Barry
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1941)
38. BELEZA AMERICANA (AMERICAN BEAUTY)
Escrito por Alan Ball
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (2000)
39. GOLPE DE MESTRE (THE STING)
Escrito por David S. Ward
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1974)
40. HARRY & SALLY – FEITOS UM PARA O OUTRO (WHEN HARRY MET SALLY…)
Escrito por Nora Ephron
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
41. OS BONS COMPANHEIROS (GOODFELLAS)
Roteiro de Nicholas Pileggi & Martin Scorsese. Baseado no livro “Wise Guy” de Nicholas Pileggi
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1991)
42. OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (RAIDERS OF THE LOST ARK)
Roteiro de Lawrence Kasdan. História de George Lucas e Philip Kaufman
43. TAXI DRIVER
Escrito por Paul Schrader
44. OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (THE BEST YEARS OF OUR LIVES)
Roteiro de Robert E. Sherwood. Baseado no romance “Glory For Me” de MacKinley Kantor
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1947)
45. UM ESTRANHO NO NINHO (ONE FLEW OVER THE CUCKOO’S NEST)
Roteiro de Lawrence Hauben e Bo Goldman. Baseado no romance de Ken Kesey
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1976)
46. O TESOURO DE SIERRA MADRE (THE TREASURE OF THE SIERRA MADRE)
Roteiro de John Huston. Baseado no romance de B. Traven
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1949)
47. O FALCÃO MALTÊS/ RELÍQUIA MACABRA (THE MALTESE FALCON)
Roteiro de John Huston. Baseado no romance de Dashiell Hammett
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1942)
48. A PONTE DO RIO KWAI (THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI)
Roteiro de Carl Foreman e Michael Wilson. Baseado no romance de Pierre Boulle
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1958)
49. A LISTA DE SCHINDLER (SCHINDLER’S LIST)
Roteiro de Steven Zaillian. Baseado no romance de Thomas Keneally
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1994)
50. O SEXTO SENTIDO (THE SIXTH SENSE)
Escrito por M. Night Shyamalan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2000)
51. NOS BASTIDORES DA NOTÍCIA (BROADCAST NEWS)
Escrito por James L. Brooks
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1988)
52. AS TRÊS NOITES DE EVA (THE LADY EVE)
Roteiro de Preston Sturges. História de Monckton Hoffe
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1942)
53. TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE (ALL THE PRESIDENT’S MEN)
Roteiro de William Goldman. Baseado no livro de Carl Bernstein & Bob Woodward
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1977)
54. MANHATTAN
Escrito por Woody Allen & Marshall Brickman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1980)
55. APOCALYPSE NOW
Escrito por John Milius e Francis Coppola. Narração por Michael Herr
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1980)
56. DE VOLTA PARA O FUTURO (BACK TO THE FUTURE)
Escrito por Robert Zemeckis & Bob Gale
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1986)
57. CRIMES E PECADOS (CRIMES AND MISDEMEANORS)
Escrito por Woody Allen
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
58. GENTE COMO A GENTE (ORDINARY PEOPLE)
Roteiro de Alvin Sargent. Baseado no romance de Judith Guest
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1981)
59. ACONTECEU NAQUELA NOITE (IT HAPPENED ONE NIGHT)
Roteiro de Robert Riskin. Baseado na história “Night Bus” de Samuel Hopkins Adams
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1935)
60. LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA (L.A. CONFIDENTIAL)
Roteiro de Brian Helgeland & Curtis Hanson. Baseado no romance de James Ellroy
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1998)
61. O SILÊNCIO DOS INOCENTES (THE SILENCE OF THE LAMBS)
Roteiro de Ted Tally. Baseado no romance de Thomas Harris
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1992)
62. FEITIÇO DA LUA (MOONSTRUCK)
Escrito por John Patrick Shanley
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1988)
63. TUBARÃO (JAWS)
Roteiro de Peter Benchley e Carl Gottlieb. Baseado no romance de Peter Benchley
64. LAÇOS DE TERNURA (TERMS OF ENDEARMENT)
Roteiro de James L. Brooks. Baseado no romance de Larry McMurtry
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1984)
65. CANTANDO NA CHUVA (SINGIN’ IN THE RAIN)
Roteiro de Betty Comden & Adolph Green. Baseado na canção de Arthur Freed e Nacio Herb Brown
66. JERRY MAGUIRE – A GRANDE VIRADA (JERRY MAGUIRE)
Escrito por Cameron Crowe
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1997)
67. E.T. – O EXTRATERRESTRE (E.T. THE EXTRA-TERRESTRIAL)
Escrito por Melissa Mathison
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1983)
68. GUERRA NAS ESTRELAS (STAR WARS)
Escrito por George Lucas
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1978)
69. UM DIA DE CÃO (DOG DAY AFTERNOON)
Roteiro de Frank Pierson. Baseado no artigo de revista de P.F. Kluge e Thomas Moore
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1976)
70. UMA AVENTURA NA ÁFRICA (THE AFRICAN QUEEN)
Roteiro de James Agee e John Huston. Baseado no romance de C.S. Forester
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1952)
71. O LEÃO NO INVERNO (THE LION IN WINTER)
Roteiro de James Goldman. Baseado na peça de James Goldman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1969)
72. THELMA & LOUISE
Escrito por Callie Khouri
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1992)
73. AMADEUS
Roteiro de Peter Shaffer. Baseado em sua peça
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1985)
74. QUERO SER JOHN MALKOVICH (BEING JOHN MALKOVICH)
Escrito por Charlie Kaufman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2000)
75. MATAR OU MORRER (HIGH NOON)
Roteiro de Carl Foreman. Baseado na história curta “The Tin Star” de John W. Cunningham
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1953)
76. TOURO INDOMÁVEL (RAGING BULL)
Roteiro de Paul Schrader e Mardik Martin. Baseado no livro de Jake La Motta com Joseph Carter e Peter Savage
77. ADAPTAÇÃO. (ADAPTATION.)
Roteiro de Charlie Kaufman e Donald Kaufman. Baseado no livro “The Orchid Thief” de Susan Orlean
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (2003)
78. ROCKY – UM LUTADOR (ROCKY)
Escrito por Sylvester Stallone
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1977)
79. APRENDA A PERDER DINHEIRO (THE PRODUCERS)
Escrito por Mel Brooks
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1969)
80. A TESTEMUNHA (WITNESS)
Roteiro de Earl W. Wallace & William Kelley. História de William Kelley e Pamela Wallace & Earl W. Wallace
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1986)
81. MUITO ALÉM DO JARDIM (BEING THERE)
Roteiro de Jerzy Kosinski. Inspirado no romance de Jerzy Kosinski
82. REBELDIA INDOMÁVEL (COOL HAND LUKE)
Roteiro de Donn Pearce e Frank Pierson. Baseado no romance de Donn Pearce
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1968)
83. JANELA INDISCRETA (REAR WINDOW)
Roteiro de John Michael Hayes. Baseado na história curta de Cornell Woolrich
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1955)
84. A PRINCESA PROMETIDA (THE PRINCESS BRIDE)
Roteiro de William Goldman. Baseado em seu romance
85. A GRANDE ILUSÃO (LA GRANDE ILLUSION)
Escrito por Jean Renoir e Charles Spaak
86. ENSINA-ME A VIVER (HAROLD & MAUDE)
Escrito por Colin Higgins
87. 8 ½
Roteiro de Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano, Brunello Rond. História de Fellini, Flaiano
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1964)
88. CAMPO DOS SONHOS (FIELD OF DREAMS)
Roteiro de Phil Alden Robinson. Baseado no livro de W.P. Kinsella
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1990)
89. FORREST GUMP – O CONTADOR DE HISTÓRIAS (FORREST GUMP)
Roteiro de Eric Roth. Baseado no romance de Winston Groom
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1995)
90. SIDEWAYS – ENTRE UMAS E OUTRAS (SIDEWAYS)
Roteiro de Alexander Payne & Jim Taylor. Baseado no romance de Rex Pickett
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (2005)
91. O VEREDICTO (THE VERDICT)
Roteiro de David Mamet. Baseado no romance de Barry Reed
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1983)
92. PSICOSE (PSYCHO)
Roteiro de Joseph Stefano. Baseado no romance de Robert Bloch
93. FAÇA A COISA CERTA (DO THE RIGHT THING)
Escrito por Spike Lee
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
94. PATTON – REBELDE OU HERÓI? (PATTON)
Roteiro de Francis Ford Coppola e Edmund H. North. Baseado em “A Soldier’s Story” de Omar H. Bradley e “Patton: Ordeal and Triumph” de Ladislas Farago
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1971)
95. HANNAH E SUAS IRMÃS (HANNAH AND HER SISTERS)
Escrito por Woody Allen
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1987)
96. DESAFIO À CORRUPÇÃO (THE HUSTLER)
Roteiro de Sidney Carroll & Robert Rossen. Baseado no romance de Walter Tevis
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1962)
97. RASTROS DE ÓDIO (THE SEARCHERS)
Roteiro de Frank S. Nugent. Baseado no romance de Alan Le May
98. AS VINHAS DA IRA (THE GRAPES OF WRATH)
Roteiro de Nunnally Johnson. Baseado no romance de John Steinbeck
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1941)
99. MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (THE WILD BUNCH)
Roteiro de Walon Green e Sam Peckinpah. História por Walon Green e Roy Sickner
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1970)
100. AMNÉSIA (MEMENTO)
Roteiro de Christopher Nolan. Baseado na história curta “Memento Mori” de Jonathan Nolan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2002)
101. INTERLÚDIO (NOTORIOUS)
Escrito por Ben Hecht
GOLD-Icon_CampasRIndicado o Oscar de Roteiro Original (1947)

Prévia do Oscar 2013: Ator Coadjuvante

O último vencedor da categoria, Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor.

Criada em 1937, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante passou a suprir a demanda de atores hollywoodianos que mereciam reconhecimento, mesmo não estrelando uma produção. O maior vencedor foi o americano Walter Brennan, que levou para casa três vezes o prêmio por Meu Filho é Meu Rival (1936), Kentucky (1938) e A Última Fronteira (1940). Normalmente, vence aquele que tem um papel que costuma roubar a cena, como aconteceu com Sean Connery em Os Intocáveis (1987) ou Christoph Waltz em Bastardos Inglórios (2009). A categoria, que antes era considerada menos importante, passou a ganhar relevância quando atores do quilate de Walter Huston (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), George Sanders (A Malvada, 1950), Jack Lemmon (Mister Roberts, 1955) e Peter Ustinov (Spartacus, 1960) se sagraram vencedores.

Vencedor de três Oscars de coadjuvante: Walter Brennan. Além de ter atuado em muitos westerns, trabalhou com grandes atores como Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Gary Cooper e John Wayne.

Nas últimas décadas, as categorias de coadjuvante serviram como reduto de atores renomados. Nos bastidores, a estratégia da Academia seria de compensar atores de peso que não ganharam em oportunidades prévias. Claro que oficialmente, ninguém vai confirmar essa informação, mas a vitória de Morgan Freeman por Menina de Ouro em 2005 é um exemplo disso, pois o ator fora indicado em outras três vezes, mas nunca levou a estatueta. Essa leitura da premiação acredita que as chances de ele levar Melhor Ator (principal) nos próximos anos seriam pequenas e que, por isso, sua vitória como coadjuvante seria uma forma de garantir que Freeman encerre sua carreira como vencedor do Oscar.

Morgan Freeman em Menina de Ouro: Oscar de coadjuvante. Antes tarde do que nunca?

Com certeza, muitos fãs de Morgan Freeman vão discordar dessa opinião, mas as mesmas pessoas sabem que ele mereceu mais por Conduzindo Miss Daisy ou Um Sonho de Liberdade. Particularmente, sou contra esse sistema de compensação, pois pode desbancar a melhor performance do ano que, nesse ano, deveria ter ido para Thomas Haden Church (Sideways – Entre Umas e Outras) ou Clive Owen (Closer – Perto Demais).

Claro que adoraria ver atores veteranos e consagrados ganhando o Oscar pela primeira vez como aconteceu com Christopher Plummer este ano, mas nem sempre a maré está a favor deles. Nesses casos, existe o Oscar Honorário, que costuma premiar profissionais do cinema que nunca tiveram a oportunidade de levar a estatueta pra casa. Vencedores recentes atestam: James Earl Jones, Eli Wallach, Lauren Bacall e o compositor italiano Ennio Morricone, todos foram previamente indicados mas nunca venceram nas respectivas categorias.

Este ano, temos fortes candidatos vencedores do Oscar. Alan Arkin, Robert De Niro, Philip Seymour Hoffman, Russell Crowe e Tommy Lee Jones podem voltar ao tapete vermelho como indicados. O retorno mais triunfal seria o de Robert De Niro, que teve sua época de glória nas décadas de 70, 80 e 90, mas que não figura na lista há vinte anos (!). Tem também indicados prévios, mas que nunca ganharam e agora podem ter a chance de ouro como Leonardo DiCaprio, que concorreu três vezes, e em 2013, pode finalmente passar para o time dos Academy Award Winners.

Apesar de ainda estar cedo para favoritismos, Robert De Niro está na frente pelo sucesso de Silver Linings Playbook. O filme de David O. Russell vem arrancando aplausos pelos festivais que passa, especialmente o de Toronto (Canadá), de onde saiu com o prêmio People’s Choice Award. Particularmente, mesmo que ainda não tenha conferido sua performance, gostaria que esse retorno de De Niro fosse coroado para que sirva de incentivo ao ator para escolher projetos mais ousados e não somente pelo alto cachê, como vinha fazendo nas últimas duas décadas. Contudo, Philip Seymour Hoffman pode ser a pedra no meio do caminho com sua presença magnética no novo filme de Paul Thomas Anderson, The Master, que já lhe rendeu o prêmio Volpi Cup de Melhor Ator (juntamente com Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza.

Alan Arkin em Argo

ALAN ARKIN (Argo)

Muita gente conhece Alan Arkin como o vovô maconheiro e tutor da pequena Olive de Pequena Miss Sunshine, papel pelo qual ele ganhou seu único Oscar em 2007, batendo o favorito Eddie Murphy de Dreamgirls, mas este ator americano de 78 anos é um veterano em Hollywood, tendo participado de alguns clássicos como a comédia de guerra de Norman Jewison, Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966) e no suspense Um Clarão nas Trevas (1967), ao lado de Audrey Hepburn. Chegou a atuar no filme brasileiro indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, O que é isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Nessa idade e já com um Oscar em casa, alguns críticos já aposentavam Alan Arkin, mas com Argo, ele prova que tem muito ainda a ensinar e mostrar. Ele interpreta o produtor de Hollywood, Lester Siegel, que ajuda o maquiador John Chambers na missão de vender um filme fictício para encobrir a saída de seis americanos do Irã durante a Revolução Iraniana em 1980. Ao lado de John Goodman, que vive Chambers, Alan Arkin rouba a cena com seu humor escrachado repleto de palavrões, muito semelhante ao revoltado vovô de Miss Sunshine.

É claro que o fato de Arkin já ter ganhado o Oscar recentemente implica em perda de pontos na corrida, afinal os votantes certamente consideram o histórico do ator. Mas se os votos se dividirem entre Robert De Niro e Philip Seymour Hoffman, Alan Arkin viria logo em seguida para roubar a cena na cerimônia.

Russell Crowe em Les Misérables

RUSSELL CROWE (Les Miserábles)

Depois de um início fenomenal em seus primeiros anos de Hollywood com três indicações ao Oscar, Russell Crowe deu uma relaxada. Quer dizer, ainda trabalha em projetos ambiciosos e com diretores consagrados como Ridley Scott e Peter Weir, mas suas atuações deram uma estabilizada. Em O Informante, Crowe engordou para interpretar Jeffrey Wigand. Já em Gladiador, ganhou massa muscular e fez cara de mau. A Academia reconheceu oficialmente seu esforço, premiando-o com o Oscar de Melhor Ator em 2001 pelo épico Gladiador.

Talvez, com esta adaptação musical do clássico literário de Victor Hugo, Russell Crowe volte aos holofotes pelas performances na tela, e não pelos escândalos de porrada em papparazzi ou que bateu na pobre esposa. Na mega-produção, o ator neozelandês dá vida ao Inspetor Javert, que fica na cola do protagonista Jean Valjean (Hugh Jackman).

Particularmente, nunca ouvi nenhuma faixa da banda australiana de Russell Crowe, 30 Odd Foot of Grunts. Mas pelos comentários, vale aquele bom e velho ditado: “Como cantor, Russell Crowe é um ótimo ator”. E pelo que me informei, não há playbacks nas canções, tanto que os atores cantavam ao vivo no set usando um fone que tocava piano para manter o ritmo. A música era acrescentada na montagem final. Será que Crowe se saiu bem ou todo mundo aplaudia por educação e com medo de levar um soco? Só vendo mesmo, mas se ele não se saiu no mínimo bem, esquece a indicação…

Robert De Niro em cena de Silver Linings Playbook

ROBERT DE NIRO (Silver Linings Playbook)

Que Robert De Niro não precisa provar mais nada pra ninguém, isso todo mundo já sabe. Afinal, não é qualquer ator que fez Taxi Driver (1976), O Poderoso Chefão: Parte II (1974), Touro Indomável (1980), Os Bons Companheiros (1990) e aterrorizou como o presidiário Max Cady em Cabo do Medo (1991). Tem dois Oscars na bagagem, mas um terceiro pode estar por vir.

Com Silver Linings Playbook, o veterano de Hollywood pode ressuscitar na temporada de prêmios. Ele faz o pai protetor e conselheiro de Pat (Bradley Cooper), que acaba de sair de uma instituição psicológica depois de pegar sua mulher traindo. Pelo trailer, já é possível ver que De Niro já se desvencilha da típica atuação de mafioso ou gângster que praticamente impregnou sua pele, crédito do ótimo diretor de atores David O. Russell.

O retorno de Robert De Niro aos bons papéis era há muito aguardada, pois o ator passou por duas décadas de filmes medianos e alguns claramente para poder pagar as contas como a comédia As Aventuras de Rocky & Bullwinkle (podem falar o que quiser do filme, mas está nítido que o contrato foi gordo).

Aí você vai se perguntar: “Mas se o De Niro já tem dois Oscars, por que ele ganharia um terceiro?”. Realmente, se levarmos em consideração o histórico vitorioso, existem outros atores da nova geração que são tão merecedores quanto ele. Mas Hollywood e sua comunidade admiram Robert De Niro e gostariam de vê-lo no topo depois de tanto tempo. Muitos acreditam que o grande ator ainda existe, mas que não teve as devidas oportunidades nas últimas duas décadas. Infelizmente, só vamos poder comprovar o potencial do papel em fevereiro, quando está prevista a estréia no Brasil.

Leonardo DiCaprio em Django Livre

LEONARDO DiCAPRIO (Django Livre)

Desde que estrelou Titanic como o pobretão galã Jack e se tornou pôster de milhões de quartos de menininhas, Leo DiCaprio decidiu virar o disco e se tornar um ator de respeito. Sua tática era formar parcerias com profissionais consagrados como forma de aprendizado e se destacar como ator e não apenas ídolo teen. Como cinéfilo, admiro bastante sua disposição para mover montanhas, mas ainda não me convenci de que ele é um bom ator. DiCaprio é esforçado: aprendeu o sotaque sul-africano para filmar Diamante de Sangue, tomou uma nova aparência mais nojenta em O Aviador e mais velha em J. Edgar, mas ainda não apresenta algumas nuances e tonalidade de voz diferenciada. Ele precisa trabalhar mais o interior do que o exterior. Pode-se dizer que Leonardo DiCaprio é um diamante bruto que precisa ser esculpido.

Creio que o diretor Martin Scorsese também pensou o mesmo a respeito dele. Contratou-o para filmar Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006) e A Ilha do Medo (2010). Claro que depois do curso intensivo de Scorsese, Leo ficou melhor, tanto que conseguiu mais duas indicações ao Oscar (a primeira foi aos 19 anos como coadjuvante por Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador) por O Aviador e Diamante de Sangue.

Agora, em sua primeira participação num filme de Quentin Tarantino, as esperanças se renovam, ainda mais que o diretor conseguiu um Oscar de coadjuvante para Christoph Waltz em Bastardos Inglórios há dois anos. No western Django Livre, Leonardo DiCaprio interpreta o vilão, no caso, o proprietário de terras brutal de Mississipi, Calvin Candie, que tem posse da mulher do herói Django (Jamie Foxx). As expectativas sempre são altas quando se fala de um filme de Tarantino. Espera-se que a performance de DiCaprio também esteja no mesmo nível.

John Goodman em Argo

JOHN GOODMAN (Argo)

Para o público brasileiro em geral, John Goodman ficou marcado por viver Fred Flinstone nos cinemas e dar sua voz ao personagem Sully na animação Monstros S.A.. Chegou a cantar a canção “If I Didn’t Have You”, que venceu o Oscar para Randy Newman em 2002. Mas para os cinéfilos de carteirinha, o ator robusto ficará marcado eternamente pelo papel de Walter Sobchak, o sem-noção traumatizado da Guerra do Vietnã na comédia de humor negro O Grande Lebowski (1998), dos irmãos Coen.

De lá pra cá, além das participações nos filmes dos Coen, Goodman tem sido escalado para papéis menores que exigem uma presença de tela. Foi assim no blockbuster Speedy Racer, na comédia Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e no último vencedor do Oscar, O Artista. Com o sucesso de Argo, espera-se que ele finalmente consiga sua primeira indicação ao Oscar e consequentemente, melhores ofertas de papéis.

No filme de Ben Affleck, John Goodman se destaca em todas as cenas em que aparece como o maquiador de Hollywood, John Chambers. É realmente uma pena que seu personagem não tenha mais tempo de tela, porque sua atuação merecia mais alguns minutos. Apesar da curta duração, uma indicação a Goodman se mostra bastante plausível devido ao reconhecimento da figura de Chambers com um Oscar Honorário pelas próteses inovadoras de O Planeta dos Macacos (1968).

Philip Seymour Hoffman em The Master

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN (The Master)

Philip Seymour Hoffman começou a atuar em filmes no começo dos anos 90. Felizmente, nunca foi do tipo galã, então teve que ralar bastante para conquistar seu lugar ao sol. Mesmo em papéis menores, teve oportunidade de conhecer e atuar com grandes atores como Paul Newman, Al Pacino, James Woods e Ellen Burstyn, buscando construir seu próprio estilo de interpretação. Na maioria de seus trabalhos, percebe-se que Hoffman prioriza a atuação mais contida, mesmo com seu trabalho premiado pela Academia em Capote (2005), em que teve que copiar alguns trejeitos típicos do romancista Truman Capote, ele procurou reprimir a sexualidade de seu personagem.

Além do aprendizado com referências de Hollywood, outro fator notável na carreira de Hoffman foi o início de uma parceria forte com o jovem cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson que, aos 26 anos, realizou seu primeiro longa, Jogada de Risco (1996). Com o diretor, Philip Seymour Hoffman voltou a trabalhar em Boogie Nights – Prazer Sem Limites (1997), Magnólia (1999), Embriagado de Amor (2002) e agora no tão aguardado The Master, no qual dá vida ao filósofo carismático Lacaster Dodd, que seria baseado na figura do criador da Cientologia, L. Ron Hubbard.

Pelo filme, Philip Seymour Hoffman já ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator (compartilhado com seu colega Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza, de onde Paul Thomas Anderson também saiu premiado como Melhor Diretor. Hoffman já foi indicado três vezes ao Oscar: Melhor Ator por Capote (2005), Melhor Ator Coadjuvante por Jogos do Poder (2007) e Dúvida (2008), tendo levado pelo primeiro.

Tommy Lee Jones em Lincoln

TOMMY LEE JONES (Lincoln)

Muita gente conhece Tommy Lee Jones como o agente K da trilogia de Homens de Preto, que com sua expressão de pedra, contrabalanceou muito bem com o humor mais extrovertido de Will Smith. Contudo, Jones já possui uma extensa filmografia, que começou lá em 1970 no bem-sucedido romance Love Story – Uma História de Amor, num papel menor. Apesar de ganhar notoriedade ao atuar ao lado de Sissy Spacek na biografia da cantora country Loretta Lynn em 1980, Tommy Lee Jones só teve seu talento reconhecido nos anos 90, quando trabalhou com Oliver Stone no aclamado JFK – A Pergunta que Não Quer Calar e no polêmico Assassinos por Natureza. Em 1995, ganhou seu único Oscar de coadjuvante pelo thriller policial O Fugitivo, no qual interpreta o agente do FBI Samuel Gerard que tem a missão de perseguir Kimble (Harrison Ford), acusado de matar sua própria esposa.

Como muitos atores, Tommy desfrutou de seu sucesso tardio em Hollywood e assinou contrato para alguns filmes blockbusters como o fraco Volcano (1997) e no carnavalesco Batman Eternamente (1995), em que deu vida ao vilão Duas-Caras. Mais recentemente, estrelou o western pós-moderno dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), foi indicado ao Oscar pela atuação no policial No Vale das Sombras (2007) e em 2005, ganhou o prêmio de ator no Festival de Cannes pelo ótimo Três Enterros, primeiro longa sob sua direção.

2012 foi um ano cheio para Tommy Lee Jones. Quatro produções em que participou estrearam este ano: Lincoln, Homens de Preto 3, Emperor e Um Divã Para Dois. Além do sucesso comercial de Homens de Preto 3, sua atuação na comédia romântica Um Divã Para Dois ao lado de Meryl Streep já havia chamado a atenção da crítica, o que certamente aumenta as chances de indicação pelo filme político de Steven Spielberg. Em Lincoln, ele interpreta o vice-presidente abolicionista Thadeus Stevens, que tem suma-importância como o braço direito do presidente. Na grande produção de época de Spielberg, existem vários bons atores em papéis secundários como David Strathairn, Jackie Earle Haley, John Hawkes, Joseph Gordon-Levitt, James Spader e Hal Holbrook, mas pelas críticas, Tommy Lee Jones deve representar todo o elenco secundário masculino no Oscar.

William H. Macy em The Sessions

WILLIAM H. MACY (The Sessions)

Este ator franzino norte-americano parece ter nascido para papéis secundários. Hollywood nunca lhe deu uma real oportunidade de protagonista, mas já trabalhou com diretores renomados como Woody Allen (A Era do Rádio e Neblina e Sombras), Rob Reiner (Fantasmas do Passado), Paul Thomas Anderson (Boogie Nights – Prazer Sem Limites e Magnólia), Barry Levinson (Mera Coincidência) e os irmãos Coen (Fargo), pelo qual conseguiu sua única indicação ao Oscar, como coadjuvante, claro. Na TV, William H. Macy teve mais sorte ao estrelar o filme televisivo De Porta em Porta, no qual se destaca como o vendedor ambulante com problemas mentais Bill Porter.

Casado com a atriz Felicity Huffman, da série de TV Desperate Housewives, William H. Macy tem enorme carinho por colegas de trabalho, pois costuma emprestar seu carisma para seus papéis. Desta vez, ele interpreta um padre, que enfrenta uma questão eticamente controversa. No filme independente The Sessions, seu amigo e fiel Mark O’Brien (John Hawkes) tem condições médicas delicadas e pouco tempo de vida, o que o leva a querer perder sua virgindade antes que o pior aconteça. Como padre e conselheiro, ele tenta guiar Mark pelo melhor caminho sem afetar sua fé.

No último Festival de Sundance, o filme ganhou o prêmio de público e um reconhecimento especial do júri pela atuação do elenco todo. Dependendo de como vai se sair entre os prêmios da crítica americana como o National Board of Review, New York Film Critics Circle e o Los Angeles Film Critics Association, William H. Macy tem boas chances de aparecer na lista de Melhor Ator Coadjuvante em 2013. Seria sua segunda indicação ao Oscar.

Matthew McConaughey em Magic Mike

MATTHEW McCONNAUGHEY (Magic Mike)

Galã de segunda linha, Matthew McConnaughey costuma estrelar comédias românticas com atrizes regulares como Sarah Jessica Parker e Kate Hudson, tanto que o público feminino o conhece como o conquistador de Como Perder um Homem em 10 Dias (2003). Mas de vez em quando, o ator decide participar de alguns projetos mais ambiciosos como a ficção científica Contato (1997), o filme de época de Spielberg, Amistad (1997) e ganhou certo prestígio ao interpretar advogados em Tempo de Matar (1996) e em O Poder e a Lei (2011).

Trabalhando com o diretor Steven Soderbergh (vencedor do Oscar por Traffic) em Magic Mike, McConnaughey faz o papel de Dallas, um veterano do mundo do striptease masculino no clube de mulheres. Ele rouba a cena ao passar seus ensinamentos eróticos para o jovem Mike (Channing Tatum) e, claro, em seus shows que levam as mulheres ao delírio.

Com tantas performances boas nessa categoria, McConnaughey corre por fora nessa competição. Contudo, como a maioria dos relacionados já foi indicada ou ganhou um Oscar, existe uma possibilidade do ator ser o único a conquistar a primeira indicação. A votantes femininas podem dar uma mãozinha.

 

POSSÍVEIS SURPRESAS

As categorias de coadjuvante costumam ser as mais imprevisíveis. Na reta final, surge alguém para roubar a vaga garantida de outro ator. Este ano, o veterano sueco Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto) foi a surpresa, passando uma rasteira em Albert Brooks (Drive) e Armie Hammer (J. Edgar), ambos indicados ao Globo de Ouro e SAG Awards, respectivamente. Alguns sites como IndieWire, colocaram alguns nomes que podem figurar como supresa na lista final. Confira:

– Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)

– Don Cheadle (Flight)

– James D’Arcy (Hitchcock)

– Michael Fassbender (Prometheus)

– James Gandolfini (O Homem da Máfia)

– Dwight Henry (Indomável Sonhadora)

– Hal Holbrook (Promised Land)

– Ewan McGregor (O Impossível)

– Ian McKellen (O Hobbit – Uma Jornada Inesperada)

– Guy Pearce (Os Infratores)

Também considero baixas as possibilidades desses atores entrarem na lista, mas adoraria ver Michael Fassbender ser incluso de última hora por Prometheus, uma vez que o ator alemão já merecia uma indicação este ano pelo drama independente Shame. Além de seu ciborgue David ser muito convincente e deixar todo o resto do elenco no chão, ele demonstra a calma na fala mansa e pausada, e ainda empresta um carisma que às vezes se mostra mais humano do que os personagens humanos. Com certeza, um grande ator em extrema ascensão que merece ser reconhecido pela Academia, que só tem a ganhar com sua inclusão na categoria.

Michael Fassbender como o ciborgue David em Prometheus

Como fã de James Bond, seria uma grata surpresa ver Javier Bardem e seu vilão Raoul Silva de 007 – Operação Skyfall indicado ao Oscar, mas acho bastante improvável pelo papel ser parecido com o Coringa de Heath Ledger. Entretanto, o mega sucesso das bilheterias do 23º filme de Bond pode mexer na corrida.

Vencedores do 69th Golden Globes

Ricky Gervais amordaçado

Eu sei, eu sei. I SUCK! Das 14 indicações para Cinema, acertei apenas 9! Que vergonha! Mesmo assim, devemos nos manter humildes. Em se tratando de premiações, que podem ser bem imprevisíveis às vezes, digo que em alguns casos seria melhor saber menos porque você acaba acertando mais nas apostas. Sim, eu já perdi no bolão pra gente que nem sabia quem era Roman Polanski…

No geral, os resultados foram bastante democráticos, tanto que o filme que mais ganhou, O Artista, levou apenas 3 Globos de Ouro, comprovando que não há grandes favoritos na corrida para o Oscar. Em 2º lugar, Os Descendentes levou Melhor Filme – Drama e Ator – Drama para George Clooney. Na briga por diretor, Martin Scorsese, que já havia vencido 2 vezes por Os InfiltradosGangues de Nova York, surpreendeu ao bater Michel Hazanavicius e Alexander Payne (talvez pelos votos terem se dividido entre ambos, Scorsese tenha vencido).

Enfim, a coisa que mais aguardei ansioso foi o host Ricky Gervais. Mas onde ele estava? Parecia que haviam colocado uma mordaça em sua boca (como no pôster da premiação)! Ele não estava tão diabólico como no ano passado, disparando os podres das celebridades e jogando m**** no ventilador. Ficou nítido que o senso de humor de Gervais não era mais o mesmo… parecia que tinha voltado de uma lobotomia! Ele pegou mais leve dessa vez e fica essa questão se ele realmente foi ou não pressionado pela Associação de Imprensa Estrangeira a tirar o pé do acelerador, provavelmente a pedido das celebridades, que suavam frio toda vez que ele abria a boca.

Curiosamente, ele comenta e até faz piada sobre o assunto quando retira de seu bolso uma lista das ofensas que ele estaria proibido de falar. “Sem profanidade, tudo bem, eu tenho um amplo vocabulário”, ele diz. “E não mencione nada de Mel Gibson, e especialmente o Beaver (castor) da Jodie Foster” – fazendo alusão ao filme dirigido por Foster intitulado The Beaver, e traduzido aqui como Um Novo Despertar. As piadas sobre Mel Gibson eram as melhores, pois como anti-semita assumido, Ricky adorava cutucar.

Apesar do humor ácido ter reduzido drasticamente, Gervais conseguiu algumas pérolas como essa: “O Globo de Ouro está para o Oscar como Kim Kardashian está para Kate Middleton, mas um pouco mais escandalosa, um pouco mais trash e mais facilmente subornável”. Ou no começo da cerimônia, quando ele introduz Johnny Depp e pergunta ao ator: “Johnny, você viu O Turista?”, deixando Depp numa saia curta. Achei que ele estava apenas esquentando, mas ficou meio morno a cerimônia toda, tendo picos leves como quando introduziu a Madonna:

“Nossa próxima apresentadora é a Rainha do Pop – senta aí, Elton (John), não você. Ela é quase como uma virgem (fazendo referência ao sucesso da música dela Like a Virgin): Madonna!” 

Madonna, que não é flor que se cheire retrucou ao alcançar o microfone: “Se eu ainda sou como uma virgem, Ricky, por que você não vem aqui e  faz algo a respeito? Eu não beijo uma garota há anos… na TV!” – Em seguida, ao fundo, Ricky Gervais corre de um lado para o outro do palco, arrancando risadas da platéia.

A parte mais chata de assistir a essas premiações são as propagandas da TNT. Como a maioria dos blocos só cabia 2 prêmios, então havia muitos intervalos e já no segundo, você já cansa de ver as chamadas dos filmes Entre Irmãos, Operação Babá, Sex and the City – O Filme,  o trailer do Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres. E sem contar que tava quase comprando o carro novo da Fiat, o Bravo.

Quanto aos resultados, o Estado de S. Paulo deu o título de Divisão Amigável, pois os prêmios foram tão bem-divididos que dá a impressão de que foi tudo planejado, e não votado.

Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

ATOR COADJUVANTE: Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)

A briga estava entre Plummer e Albert Brooks, uma vez que ambos ganharam boa parte dos prêmios da crítica, mas o veterano saiu vitorioso. Fiquei com a pulga atrás da orelha se foi um prêmio pela carreira ou pela performance e loquei o filme. Como eu disse um post anterior, o papel dele nesse filme tem todo o jeito de prêmio. Acompanhe: idoso, recém-viúvo, assume homossexualidade aos 75 anos e em seguida, descobre ter câncer. Chamam um ator de renome e pronto! Aí está a receita do Oscar. Não obstante, Plummer consegue humanizar bastante seu personagem e tenta fugir a todo custo do rótulo do gay idoso. Ele consegue cativar seu filho (Ewan McGregor) e o público sem grande esforço. Se está melhor que Albert Brooks? Quando estrear o Drive por aqui, eu confirmo em seguida, mas até lá, Plummer tem o direito de ficar com seu Globo de Ouro.

TRILHA MUSICAL: Ludovic Bource (The Artist)

Como descrevi no post anterior, quando se trata de um filme mudo, a trilha musical ganha importância desproporcional. A música passa a ocupar um espaço de um personagem. E acredito que as chances de Ludovic no Oscar só aumentaram com esse Globo de Ouro.

CANÇÃO: Masterpiece, de Madonna (W.E. – O Romance do Século)

Talvez tenha sido a maior surpresa da noite. Não que Madonna não seja um nome de peso numa categoria de canção, mas como seu filme não foi tão bem divulgado e provavelmente já deve ter sido criticado, um prêmio estaria fora de cogitação, ainda mais com concorrentes de renome como Elton John e Mary J. Blige. Aliás, esta última era considerada a favorita pela tocante canção de Histórias Cruzadas. No Oscar, como os últimos vencedores não foram favoritos, a corrida está bem aberta.

Michelle Williams (Sete Dias com Marylin)

ATRIZ – COMÉDIA/MUSICAL: Michelle Willams (Sete Dias com Marylin)

Desde que vi a primeira foto de Michelle Williams como a diva Marylin Monroe, eu sabia que ela estaria nessa temporada de prêmios. Além de ela ter ficado bem parecida (sim, isso inclui artefatos no bumbum), Michelle está em plena ascensão na carreira e deixou de ser a ex-esposa de Heath Ledger. Nesse Sete Dias com Marylin, não deve ter sido uma tarefa fácil copiar o jeito meigo da loira de O Pecado Mora ao Lado.

ANIMAÇÃO: As Aventuras de Tintim, de Steven Spielberg

Por mais que não tenha visto o filme ainda, confesso que na hora fiquei um pouco indignado que Rango perdeu. Quero dizer, parece que a Associação de Imprensa Estrangeira queria apenas agradar o Sr. Spielberg e não deixá-lo sair de mãos abanando. Sei que As Aventuras de Tintim deve ser praticamente perfeito tecnicamente, mas fiquei decepcionado que Rango não foi reconhecido porque merecia. Enfim, só me resta torcer para que esse prêmio tenha sido justo.

ROTEIRO: Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

Sim, Woody Allen ainda sabe escrever muito bem. O que ele ainda não sabe é receber prêmios! Ele não compareceu à festa e perdeu a oportunidade de agradecer o reconhecimento. Meia-Noite em Paris merecia pelo menos um prêmio e acho que roteiro seria o mais justo de fato. O trabalho novo de Allen é maduro, mas sem esquecer suas raízes lúdicas e humorísticas. Todos na sala sabiam disso, tanto que aplaudiram fervorosamente.

FILME ESTRANGEIRO: A Separação, de Asghar Farhadi (Irã)

O filme iraniano conseguiu um grande feito de bater Almodóvar e Angelina Jolie que, por mais que não tenha prestígio como diretora, é muito querida pela imprensa. Pelos comentários de alguns críticos, o filme consegue sintetizar a História do próprio Irã

Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

numa trama sobre relacionamentos e família. Talvez por isso também concorra a Melhor Roteiro Original no Oscar.

ATRIZ COADJUVANTE: Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)

Octavia Spencer bate a colega Chastain. Seu papel em Histórias Cruzadas já vinha sendo comentado antes mesmo da temporada de premiação. Na hora de seu discurso, ela me lembrou a Hattie McDaniel, por ser negra e também por interpretar uma doméstica em …E o Vento Levou.

DIRETOR: Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

Uma surpresa, mas uma grata surpresa. Martin é um grande diretor e grande amante do Cinema. Ele restaura e cuida de filmes antigos, preservando a História do Cinema. Além disso, é muito querido de atores, cineastas e equipes. Seu novo filme parece carregar toda essa paixão que Scorsese tem pelo Cinema, escalando ninguém menos que Georges Méliès, o inventor de efeitos especiais no Cinema. Michel Hazanavicius era forte candidato ao prêmio, mas como seu filme The Artist levou Melhor Filme – Comédia ou Musical, ficou tudo certo. Outra fato que é importante comentar aqui é que a vitória de Scorsese e Spielberg (animação), reconhece a qualidade do trabalho desses veteranos do Cinema em sua primeira experiência no formato 3D.

ATOR – COMÉDIA/MUSICAL: Jean Dujardin (The Artist)

Jean Dujardin (The Artist)


Os trejeitos e expressões de Jean Dujardin me lembram Gene Kelly em Cantando na Chuva. Aliás, The Artist lembra bastante a história de Cantando na Chuva ao falar sobre cinema mudo. Com essa vitória, Dujardin está garantido na categoria do Oscar.

ATRIZ – DRAMA: Meryl Streep (A Dama de Ferro)

Meryl Streep ou Viola Davis? O Globo de Ouro escolheu a veterana atriz que, este ano, apostou num papel inconvencional e difícil, pois Margaret Thatcher foi uma figura política bastante controversa na base do “ame ou odeie”. Pelo que li, A Dama de Ferro foca mais nos últimos anos da vida dela, quando ela luta contra a demência, tentando dessa forma cativar mais o público ao transformá-la numa mulher comum e frágil. A atuação de Streep tem sido bastante elogiada por ela conseguir reproduzir o sorriso, a entonação e as posturas de Thatcher. Vem aí seu 3º Oscar?

FILME – COMÉDIA/MUSICAL: The Artist, de Michel Hazanavicius

Prêmio merecido. Quem faria um filme preto-e-branco, mudo, sobre Hollywoodland nos anos 20 com elenco desconhecido e francês? Uma vitória pela ousadia acima de tudo. Quando o filme estrear, veremos sua consistência.

George Clooney (Os Descendentes)

ATOR – DRAMA: George Clooney (Os Descendentes)

Quem não gosta do George? Ele é carismático, charmoso, bem-humorado e defende causas nobres. Ok, eu sei, o prêmio não reconhece características pessoais. Eu vi alguns trailers de Os Descendentes e estou bastante ansioso pra ver. Muitos estão dizendo que se trata do melhor trabalho de Clooney como ator. Deve ser mesmo, porque Alexander Payne é um diretor que sabe explorar seu elenco até o máximo. Jack Nicholson (As Confissões de Schmidt), Reese Witherspoon (Eleição) e Paul Giamatti (Sideways) que o digam. Admito que Clooney nunca teve um grande desafio como ator, mas se ele aceitou fazer esse filme com Payne e foi elogiado significa que ele reconhece suas limitações e está procurando melhorar. Ah, se todos os atores medíocres fizessem o mesmo…

FILME – DRAMA: Os Descendentes, de Alexander Payne

Se não ganhou Melhor Diretor e Melhor Roteiro, tem que ganhar Melhor Filme! Mas numa temporada sem grandes favoritos, Os Descendentes não tem nada garantido no Oscar. Será indicado? Sem sombra de dúvida. Ganhará um Oscar? Certeza 99%. Ganhará Melhor Filme? Putz, me pergunte daqui a um mês.

Dos demais resultados referentes a TV, desconheço muitas das séries indicadas e premiadas, mas fiquei feliz com a premiação da Laura Dern (que estava com a mãe Diane Ladd na platéia!), Kate Winslet pelo Mildred Pierce (parece bom, considerando também o diretor Todd Haynes) e Jessica Lange, como coadjuvante na nova série American Horror Story. Em seu discurso, ela agradece os roteiristas por criaram bom material para atores buscarem inspiração todo dia.

Finalistas do 64º Directors Guild of America Awards 2011

Kathryn Bigelow entrega o DGA a Tom Hooper, vencedor de 2010 por O Discurso do Rei

Se o Screen Actors Guild e o Globo de Ouro são uma prévia do Oscar, o DGA (Directors Guild of America) pode ser considerado uma bola de cristal, pois em 63 prêmios concedidos ao Melhor Diretor do ano, apenas em 6 raríssimas ocasiões o vencedor do DGA não levou o Oscar pra casa:

  • Em 1968: Anthony Harvey ganhou o DGA Award por O Leão no Inverno, enquanto Carol Reed levou o Oscar por Oliver!
  • Em 1972: Francis Ford Coppola por O Poderoso Chefão (DGA) e Bob Fosse por Cabaret (Oscar).
  • Em 1985: Steven Spielberg por A Cor Púrpura (DGA), e Sydney Pollack por Entre Dois Amores (Oscar).
  • Em 1995: Ron Howard por Apollo 13 (DGA), e Mel Gibson por Coração Valente (Oscar).
  • Em 2000: Ang Lee por O Tigre e o Dragão (DGA) e Steven Soderbergh por Traffic (Oscar).
  • Em 2002: Rob Marshall por Chicago (DGA) e Roman Polanski por O Pianista (Oscar).

Ou seja, desde 2003, todos os melhores diretores coincidiram. Por esse motivo, os indicados este ano têm chances bastante reais de ganhar o Oscar:

Woody Allen (Meia-Noite em Paris)

* Woody Allen por Meia-Noite em Paris

Em sua 5ª indicação após um hiato de 12 anos, Woody Allen prova que a sua busca por novos ares (desta vez, a França) está solidificando uma nova fase de sua carreira. Venceu o DGA em 1978 por Noivo Neurótico, Noiva Nervosa.

David Fincher (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)

* David Fincher por Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Apesar de seu currículo (esta é sua 3ª indicação), Fincher foi considerado uma surpresa, pois nomes de peso como Spielberg e Malick não figuraram. Taxado como especialista de filmes de serial killers, Fincher está em plena ascensão após a fábula O Curioso Caso de Benjamin Button e o drama moderno A Rede Social. Amadureceu bastante sua direção de atores em seus últimos trabalhos.

Michel Hazanavicius (The Artist)

* Michel Hazanavicius por The Artist

Antes de The Artist, Michel Hazanavicius tinha como destaque em seu currículo uma espécie de sátira de James Bond chamada Agente 117, curiosamente estrelada por Jean Dujardin e Bérénice Bejo, astros de The Artist. Mesmo sendo sua primeira indicação ao DGA, tem grandes chances de levar pelo aspecto artístico de seu filme.

Alexander Payne (Os Descendentes)

* Alexander Payne por Os Descendentes

Sou meio suspeito para falar sobre Alexander Payne. Sou viciado em Sideways – Entre Umas e Outras e Eleição. Apesar de ter poucos filmes na bagagem, é possível enxergar um ótimo diretor de atores, um excelente roteirista e daqueles diretores que buscam harmonia no set de filmagem (vide os making ofs). Talvez não leve o prêmio, mas aposto 100% que um dia terá seu Oscar de direção.

Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)

* Martin Scorsese por A Invenção de Hugo Cabret

Scorsese ficou muito marcado por um cinema violento que tem como ápice Os Bons Companheiros e Taxi Driver. Esta é sua 9ª indicação, tendo levado em 2007 por Os Infiltrados. Depois de finalmente ganhar seu Oscar, resolveu se aventurar em novos gêneros como terror psicológico (A Ilha do Medo) e nesta fábula A Invenção de Hugo Cabret.

Dos trabalhos selecionados, conferi apenas Meia-Noite em Paris (já disponível em DVD e Blu-ray). Apesar de muitos já terem “enterrado” o pobre Woody Allen com diversos prêmios pelo conjunto da obra, incluindo o DGA que o honrou em 1996, ele prova mais uma vez que continua sendo um dos melhores diretores em atividade.

Ele pode ter feito alguns trabalhos mais limitados, como O Escorpião de Jade (2001), Igual a Tudo na Vida (2003) e Melinda e Melinda (2004), mas, como muitos cinéfilos já diziam: “O pior filme de Woody Allen é melhor do que a média dos filmes em cartaz”. De fato, mesmo um Woody não tão inspirado consegue transformar em pó e estrume a maioria dos filmes de hoje. E, por mais que não pareça, digo isso com extremo pesar.

A cerimônia do DGA Awards ocorrerá no dia 28 de janeiro e terá o ator Kelsey Grammer como host.

Para quem quiser acompanhar os filmes dos diretores indicados, confira (previsão para a cidade de SP):

Meia-Noite em Paris: já disponível em DVD e Blu-Ray

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres: Estréia em 27/01/12

– O Artista: Sem previsão de estréia (eu sei, um absurdo)

Os Descendentes: Estréia em 27/01/12

A Invenção de Hugo Cabret: Estréia em 20/01/12

National Board of Review 2011

A Invenção de Hugo Cabret

Muito se falava que o Globo de Ouro, prêmio concedido pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, fosse a prévia do Oscar pela semelhança nas escolhas dos vencedores. Isso era verdade. Pra se ter uma idéia, nos últimos dez anos, os vencedores do Oscar de Melhor Filme não coincidiram com as escolhas do Globo de Ouro em sete oportunidades. Assim, outros prêmios importantes passaram a ter maior relevância, como o SAG (Screen Actors Guild – o prêmio do sindicato de atores), o DGA (Directors Guild Award – sindicato dos diretores) e o National Board of Review (NBR), prêmio concedido pela organização, sediada em New York, composta por realizadores e acadêmicos do meio cinematográfico, além do já citado NYFCC no post anterior.

Martin Scorsese no set de fimagem de Hugo

Este ano, o NBR premiou A Invenção de Hugo Cabret e seu diretor, Martin Scorsese. Marcado por um cinema inclinado à violência, Scorsese dirige seu primeiro trabalho no gênero da fábula. Passado nos anos 30, em Paris, o filme conta a história de um menino órfão de 12 anos que vive na estação de trem. Ele faz amizade com uma garota que tem a chave para acionar um robô que seu pai criara antes de morrer (é claro que em se tratando de Scorsese,  seria pedir demais um filme sem morte, vai!). Ao ver o trailer, percebe-se que o lado visual do filme é um espetáculo à parte, contando com uma bela fotografia de Robert Richardson, direção de arte e cenários de Dante Ferretti e figurinos de Sandy Powell, um trio de artistas que deve estar presente na próxima cerimônia do Oscar. Apesar de A Invenção de Hugo Cabret ter recebido altos elogios da crítica (e agora, estes 2 prêmios), o filme estreou há uma semana e ficou em 5º lugar nas bilheterias, arrecadando 15 milhões até o momento (o que, convenhamos, já dá pra pagar os técnicos de efeitos visuais, uma vez que o orçamento do filme ficou a bagatela de 170 milhões).

Quando fiquei sabendo desse projeto, confesso que não fiquei empolgado porque, como Scorsese ficou bastante marcado por temáticas violentas e sanguinolentas, uma fábula que envolve crianças, um robô e um quê de espírito natalino soou como uma provável bomba. Mas depois de ganhar finalmente seu Oscar em 2007, por Os Infiltrados, Scorsese parece querer alçar vôos mais altos e para novas direções, comprovando a atitude corajosa de um cineasta que jamais fica satisfeito com seu passado consagrado.

George Clooney e Shailene Woodley em “Os Descendentes”

Nas categorias de atuação, para quem tem acompanhado os lançamentos, não houve muita surpresa. George Clooney ganha seu terceiro NBR (os outros dois anteriores foram por Conduta de Risco e Amor Sem Escalas) pelo filme Os Descendentes (The Descendants). Não sei se se trata de puro puxa-saquismo da mídia (os repórteres amam o George), mas estão dizendo que é o melhor trabalho de Clooney. Apesar de não considerá-lo um ator de longo alcance, ele tem um carisma extremamente fora do normal que certamente o ajuda a conquistar o público em qualquer papel que ele escolha. Neste Os Descendentes, Clooney interpreta um pai de família no Havaí, que após sua mulher sofrer um acidente de barco, passa a ter que cuidar das duas filhas até ela sair do hospital. Sim, a sinopse parece daqueles filmes chorosos com final redentor, mas como foi dirigido e escrito por Alexander Payne, que você já conhece de Sideways e As Confissões de Schmidt, pode esperar por comédias dramáticas maduras de humor refinado e inusitado. Os Descendentes ganhou também Melhor Atriz Coadjuvante (a bela jovem Shailene Woodley, que faz a filha mais velha de Clooney) e Melhor Roteiro Adaptado.

Tilda Swinton criando um monstro em “Precisamos Falar Sobre o Kevin”

Para melhor atriz, a inglesa Tilda Swinton levou pelo drama Precisamos Falar Sobre o Kevin, baseado no best-seller de Lionel Schriver. Ela interpreta Eva, uma mãe de um adolescente perturbado de 16 anos que causou uma chacina ao matar colegas de escola. A profundidade de seu papel reside no peso de ser a mãe de um monstro. Em maio, o filme foi indicado à Palma de Ouro em Cannes, onde recebeu críticas positivas e acendeu algumas polêmicas. Com este prêmio, a atriz Tilda Swinton, que já ganhou o Oscar por Conduta de Risco e é mais conhecida por dar vida à Feiticeira Branca nos filmes de As Crônicas de Nárnia, pode (e deve) voltar a ser indicada à estatueta em janeiro.

Outro que tem sido bem cogitado nas premiações é o veterano Christopher Plummer. Aos 81 anos, ele tem a grande chance de ganhar seu primeiro Oscar. Plummer, mais conhecido por ter sido o Capitão Von Trapp no clássico musical A Noviça Rebelde, e mais recentemente a voz do aviador Charles Muntz na animação Up – Altas Aventuras, interpreta Hal Fields, um senhor que, após a morte da esposa, descobre ter câncer terminal e ser homossexual em Toda Forma de Amor. Por se tratar de um longa lançado em 2010, foi lançado neste mês direto nas locadoras.

O drama iraninao “A Separação”

Na categoria de filme estrangeiro, o iraniano A Separação venceu novamente (foi reconhecido pelo NYFCC). Pelo trailer, é possível perceber que se trata de uma crise conjugal, contudo, o curioso é que desta vez, a história ganha aspectos globais, ao contrário dos demais filmes iranianos, que preferem ressaltar casos mais regionais ou bem característicos de sua cultura, como em Filhos do Paraíso, no qual a trama gira em torno de um menino que não tem sapatos para disputar uma corrida escolar. Apesar de ainda não saber se isso é um aspecto positivo ou negativo, não podemos negar que esse fato reflete a nossa realidade globalizada. A Separação também ganhou o Urso de Ouro de Melhor Filme e Urso de Prata para Melhor Ator e Atriz no último Festival de Berlim.

Ainda sobre filmes estrangeiros, o maior sucesso brasileiro de 2011, Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, consta entre os 5 eleitos do top 5. Mesmo que esteja fora da disputa pelo Globo de Ouro por divergências de regulamento (o filme estreou no Brasil em outubro de 2010, mas teria que ter estreado a partir de novembro), ainda acredito que o filme pode conseguir uma das cinco cobiçadas vagas na categoria do Oscar, fato que não ocorre desde 1999, quando Central do Brasil perdeu para o italiano A Vida É Bela.

Dos principais prêmios, apenas Toda Forma de Amor e a animação Rango pousaram aqui no Brasil, portanto ainda temos que aguardar os lançamentos que devem pipocar entre janeiro e fevereiro. E, dos demais prêmios concedidos, pelo que li até o momento, as atrizes Felicity Jones e Rooney Mara são nomes bem fortes para a temporada. Também vale lembrar o ator Michael Fassbender (pelo drama Shame), que vem conquistando fãs desde seu papel em Hunger e agora pelo sucesso de X-Men: A Primeira Classe, em que vive Magneto.

Segue a lista de vencedores do NBR 2011:

Best Actor
George Clooney, Os Descendentes

Best Actress
Tilda Swinton, Precisamos Falar Sobre o Kevin

Best Adapted Screenplay
Alexander Payne and Nat Faxon & Jim Rash , Os Descendentes

Rango, que incrivelmente não é da Pixar

Best Animated Feature
Rango, de Gore Verbinski

Best Director
Martin Scorsese, A Invenção de Hugo  Cabret

Best Documentary
Paradise Lost 3: Purgatory

Best Ensemble
Histórias Cruzadas (The Help )

Best Film
A Invenção de Hugo  Cabret (Hugo)

Best Foreign Language Film
A Separação – IRÃ

Best Original Screenplay
Will Reiser, 50/50

Best Supporting Actor
Christopher Plummer, Toda Forma de Amor

Best Supporting Actress
Shailene Woodley, Os Descendentes

Breakthrough Performance
Felicity Jones, Like Crazy

Rooney Mara como a hacker Lisbeth Salander

Breakthrough Performance
Rooney Mara, Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres

Debut Director
J.C. Chandor, Margin Call – O Dia Antes do Fim

NBR Freedom of Expression
Crime After Crime

NBR Freedom of Expression
Pariah

Special Achievement in Filmmaking
The Harry Potter Franchise – A Distinguished Translation from Book to Film

Spotlight Award
Michael Fassbender (A Dangerous Method, Jane Eyre, Shame, X-Men: A Primeira Classe)

Top 10 Independent Films
(em ordem alfabética) 50/50, Another Earth, Toda Forma de Amor, A Better Life, Cedar Rapids, Margin Call – O Dia Antes do Fim, Shame, Take Shelter, Precisamos Falar Sobre o Kevin, Win Win

Top 5 Documentaries
(em ordem alfabética) Born to be Wild, Buck, George Harrison: Living in the Material World, Project Nim, Senna

Top 5 Foreign Language Films
(em ordem alfabética) 13 Assassins, Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, Footnote, Le Havre, Point Blank

Top Films
(em ordem alfabética) The Artist, The Descendants, Drive, The Girl with the Dragon Tattoo, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, The Ides of March, J. Edgar, A [Arvore da Vida, Cavalo de Guerra

Acompanhe alguns dos filmes premiados através dos trailers. Seguem links para dar uma mãozinha:

A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) http://www.imdb.com/video/imdb/vi2781978137/

Os Descendentes (The Descendants) http://www.foxsearchlight.com/thedescendants/

Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin) http://www.imdb.com/video/imdb/vi566533657/

Toda Forma de Amor (The Beginners) http://focusfeatures.com/beginners/videos

Histórias Cruzadas (The Help) http://thehelpmovie.com/us/#s=videos&v=1

A Separação (Jodaeiye Nader az Simin) http://www.imdb.com/video/imdb/vi2726140953/

Millenium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tatto) http://www.dragontattoo.net/site/

Like Crazy http://www.likecrazy.com/#/videos

50/50 http://www.50-50movie.com