Top 10 dos Diretores – Parte 3

A fotografia intimista de A Árvore da Vida

A Árvore da Vida, Terrence Malick: um dos trabalhos recentes mais bem votados entre diretores e críticos (photo by outnow.ch)

SELEÇÃO DE DIRETORES APRESENTA SENSO CRÍTICO E GOSTO PESSOAL

Para quem estava acompanhando as escolhas de filmes dos diretores (1ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/ e 2ª parte: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2013/11/16/top-10-dos-diretores-parte-2/), esta é a terceira e última parte da matéria especial, lançada a cada dez anos pela revista britânica Sight & Sound. Infelizmente, a pesquisa não alcançou nomes consagrados como Steven Spielberg, Tim Burton, Clint Eastwood e Peter Jackson, mas há nomes interessantes como o do roteirista da nova trilogia de Star Wars, Lawrence Kasdan; do cineasta turco Nuri Bilge Ceylan, que venceu a Palma de Ouro este ano; do britânico Paul Greengrass que trabalha tão bem o limite entre ficção e documentário através de câmera na mão e montagem frenética nos filmes do agente Jason Bourne e do aclamado Vôo United 93.

Particularmente, gostei bastante das escolhas de Peter Farrelly. Como um dos melhores diretores de comédias atualmente, obviamente, ele não poderia deixar de mencionar o clássico Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu, mas soube também valorizar a coragem de se fazer humor a partir de temas tabus à sociedade como fez Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América, que fala sobre gênero, raça e religião de forma que ilumina preconceitos existentes.  Ele destaca o amor pela arte do humor do comediante Sacha Baron Cohen, que poderia ter sido espancado ou até morto por suas piadas infames em prol de uma boa risada. Por Borat, ele sofreu uma série de processos judiciais por se passar por um personagem ingênuo para provocar gargalhadas. Apesar de tudo isso, Farrelly ressalta a injustiça da comédia ainda ser tratada como uma espécie de sub-gênero. Claro que Farrelly ganha pontos comigo por ter selecionado Sideways – Entre Umas e Outras, um de meus filmes favoritos.

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Sacha Baron Cohen em cena de Borat. Segundo Farrelly, um dos mais corajosos filmes de comédia. (photo by outnow.ch)

Embora trate-se de uma matéria sobre diretores, vale destacar as escolhas do recém-falecido crítico de cinema Roger Ebert. Esta é a quinta vez que ele vota para a pesquisa da Sight & Sound, e confessa que é um desafio enorme incluir um filme novo a cada década. Para esta eleição, estava na dúvida entre Sinédoque, Nova York, de Charlie Kaufman e A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Optou pelo último por acreditar que sua importância crescerá ao longo dos anos. Sua lista contempla uma abrangência da década de 40 até a atual, recordando grandes diretores como Federico Fellini, Yasujirô Ozu, Alfred Hitchcock e Stanley Kubrick.

É interessante verificar também as escolhas de três diretores brasileiros: Walter Salles e Tata Amaral, que elegeram trabalhos brasileiros como fonte rica de inspiração como O Bandido da Luz Vermelha, Terra em Transe e Vidas Secas, que reflete a ternura e a crueza do nordeste brasileiro em Central do Brasil e Abril Despedaçado de Walter Salles.

Lawrence Kasdan

Nasceu em janeiro de 1949 – Florida, EUALawrence Kasdan
Trabalhos em destaque: Corpos Ardentes (1981), O Reencontro (1983), O Turista Acidental (1988), Grand Canyon – Ansiedade de uma Geração (1991)

  • O Exército das Sombras (L’Armée des Ombres/ 1969, dir. Jean-Pierre Melville)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb/ 1964, dir. Stanley Kubrick)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • As Vinhas da Ira (The Grapes of Wrath/ 1940, dir. John Ford)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Fuga ao Passado (Out of the Past/ 1947, dir. Jacques Tourneur)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Tesouro de Sierra Madre (The Treasure of the Sierra Madre/ 1948, dir. John Huston)

Lone Scherfig

Nasceu em maio de 1959 – Copenhague, Dinamarcalonescherfig_250x375
Trabalhos em destaque: Italiano Para Principiantes (2000), Educação (2009), Um Dia (2011).

  • 1900 (Novecento/ 1976, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Ondas do Destino (Breaking the Waves/ 1996, dir. Lars von Trier)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Vidas Amargas (East of Eden/ 1955, dir. Elia Kazan)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Desejo e Perigo (Se, jie/ 2007, dir. Ang Lee)
  • Songs from the Second Floor (Sånger från andra våningen/ 2000, dir. Roy Andersson)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)
  • Ventos da Liberdade (The Wind that Shakes the Barley/ 2006, dir. Ken Loach)

Lukas Moodysson

Nasceu em janeiro de 1969 – Skåne Iän, SuéciaLukas+Moodysson+Best+Portraits+Toronto+jwY182nqFqZl
Trabalhos em destaque: Amigas de Colégio (1998), Bem-Vindos (2000), Para Sempre Lilya (2002), Corações em Conflito (2009).

  • 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias (4 Luni, 3 Saptâmani si 2 Zile/ 2007, dir. Cristian Mungiu)
  • O Barco – Inferno no Mar (Das Boot/ 1981, dir. Wolfgang Petersen)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Hotel do Norte (Hôtel Du Nord/ 1938, dir. Marcel Carné)
  • A Morte de um Bookmaker Chinês (The Killing of a Chinese Bookie/ 1976, dir. John Cassavetes)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • The Man on the Roof (Mannen på taket/ 1976, dir. Bo Widerberg)
  • Margot e o Casamento (Margot at the Wedding/ 2007, dir. Noah Baumbach)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Swedish Love Story (En Kärlekshistoria/ 1970, dir. Roy Andersson)

Manoel de Oliveira

Nasceu em dezembro de 1908 – Oporto, PortugalManoel de Oliveira
Trabalhos em destaque: A Divina Comédia (1991), Cada um Com seu Cinema (2007), Singularidades de uma Loira (2009), O Estranho Caso de Angélica (2010).

  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Gertrud (Gertrud/ 1964, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir. Charles Chaplin)
  • O Delator (The Informer/ 1935, dir. John Ford)
  • Ivan, o Terrível (Ivan Groznyy/ 1944, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Romance na Itália (Viaggio in Italia/ 1954, dir. Roberto Rossellini)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Marc Webb

Nasceu em agosto de 1974 – Indiana, EUAmarc-webb
Trabalhos em destaque: (500) Dias com Ela(2009), O Espetacular Homem-Aranha (2012), O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (2014).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall/ 1977, dir. Woody Allen)
  • A Ponte do Rio Kwai (The Bridge on the River Kwai/ 1957, dir. David Lean)
  • Filhos da Esperança (Children of Men/ 2006, dir. Alfonso Cuarón)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society/ 1989, dir. Peter Weir)
  • A Primeira Noite de um Homem (The Graduate/ 1967, dir. Mike Nichols)
  • Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir. Gene Kelly e Stanley Donen)
  • A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • O Ano em que Vivemos em Perigo (The Year of Living Dangerously/ 1982, dir. Peter Weir)

Mark Romanek

Nasceu em setembro de 1959 – Illinois, EUAmark_romanek_getty_225
Trabalhos em destaque: Static (1985), Retratos de uma Obsessão (2002), Não me Abandone Jamais (2010)

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Barry Lyndon (Barry Lyndon/ 1975, dir. Stanley Kubrick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Cinzas no Paraíso (Days of Heaven/ 1978, dir. Terrence Malick)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Portal do Paraíso (Heaven’s Gate/ 1980, dir. Michael Cimino)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)

Martin McDonagh

Nasceu em março de 1970 – Londres, InglaterraMartin_McDonagh
Trabalhos em destaque: Six Shooter (2004), Na Mira do Chefe (2008), Sete Psicopatas e um Shih Tzu (2011).

  • Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir. Terrence Malick)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Manhattan (Manhattan/ 1979, dir. Woody Allen)
  • Neste Mundo e no Outro (A Matter of Life and Death/ 1946, dir. Michael Powell e Eric Pressburger)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Matthew Vaughn

Nasceu em março de 1971 – Londres, InglaterraMatthew Vaughn
Trabalhos em destaque: Nem Tudo é o que Parece (2004), Stardust: O Mistério da Estrela (2007), Kick Ass: Quebrando Tudo (2010), X-Men: Primeira Classe (2011).

  • De Volta Para o Futuro (Back to the Future/ 1985, dir. Robert Zemeckis)
  • Muito Além do Jardim (Being There/ 1979, dir. Hal Ashby)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Três Homens em Conflito (Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/ 1966, dir. Sergio Leone)
  • Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir. David Lean)
  • Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark/ 1981, dir. Steven Spielberg)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • Rocky III (Rocky III/ 1982, dir. Sylvester Stallone)
  • Scarface (Scarface/ 1983, dir. Brian De Palma)
  • Guerra nas Estrelas (Star Wars/ 1977, dir. George Lucas)

Michael Apted

Nasceu em fevereiro de 1941 – Buckinghamshire, InglaterraMichael+Apted+Chronicles+Narnia+London+Premiere+c-IJPcC89ozl
Trabalhos em destaque: O Destino Mudou Sua Vida (1980), Nas Montanhas dos Gorilas (1988), Nell (1994), 007 – O Mundo Não é o Bastante (1999).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir. Robert Rossen)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)

Mika Kaurismäki

Nasceu em setembro de 1955 – Orimatilla, FinlândiaMika Kaurismaki
Trabalhos em destaque: Absolutamente Los Angeles (1998), Moro no Brasil (2002), O Ciúme Mora ao Lado (2009).

  • Os Profissionais do Crime (Le Deuxième Souffle/ 1966, dir. Jean-Pierre Melville)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • O Paraíso Infernal (Only Angels Have Wings/ 1939, dir. Howard Hawks)
  • Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir. Samuel Fuller)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)
  • Ser ou Não Ser (To Be or Not to Be/ 1946, dir. Ernst Lubitsch)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Contos da Lua Vaga (Ugetsu Monogatari/ 1953, dir. Kenji Mizoguchi)

Mike Figgis

Nasceu em fevereiro de 1948 – Cumberland, InglaterraFilm director Mike Figgis sits for a portrait in London, 12th August 2011.
Trabalhos em destaque: Despedida em Las Vegas (1995), Por uma Noite Apenas (1997), Timecode (2000), Garganta do Diabo (2010).

  • Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde/ 1967, dir. Arthur Penn)
  • Amargo Pesadelo (Deliverance/ 1972, dir. John Boorman)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • I Am Curious Yellow (Jag är nyfiken – en film i gult/ 1967, dir. Vilgot Sjöman)
  • A Última Sessão de Cinema (The Last Picture Show/ 1971, dir. Peter Bogdanovich)
  • Esse Obscuro Objeto do Desejo (Cet Obscur objet du Désir/ 1977, dir. Luis Buñuel)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Week-End à Francesa (Week End/ 1967, dir. Jean-Luc Godard)

Mike Newell

Nasceu em março de 1942 – Hertfordshire, Inglaterramike-newell-024-20772
Trabalhos em destaque: Quatro Casamentos e um Funeral (1994), Donnie Brasco (1997), O Sorriso de Mona Lisa (2003), Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky/ 1966, dir. Jirí Menzel)
  • Os Bons Companheiros (The Goodfellas/ 1990, dir. Martin Scorsese)
  • A Grande Ilusão (La Grande Illusion/ 1937, dir. Jean Renoir)
  • O Leopardo (Il Gattopardo, 1963, dir. Luchino Visconti)
  • Sob o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate/ 1962, dir. John Frankenheimer)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • A Estrada da Vida (La Strada/ 1954, dir. Federico Fellini)
  • Pacto Sinistro (Strangers on a Train/ 1951, dir. Alfred Hitchcock)
  • A Fita Branca (Das weiße Band – Eine deutsche Kindergeschichte/ 2009, dir. Michael Haneke)

Nuri Bilge Ceylan

Nasceu em janeiro de 1959 – Istambul, Turquianuri bilge ceylan
Trabalhos em destaque: Distante (2002), 3 Macacos (2008), Era uma Vez na Anatolia (2011), Winter Sleep (2014).

  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir. Robert Bresson)
  • A Aventura (L’Avventura/ 1960, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • Pai e Filha (Banshun/ 1949, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir. Ingmar Bergman)
  • Vergonha (Skammen/ 1968, dir. Ingmar Bergman)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)

Olivier Assayas

Nasceu em janeiro de 1955 – Paris, FrançaOlivier Assayas
Trabalhos em destaque: Espionagem na Rede (2002), Clean (2004), Paris, Te Amo (2006), Horas de Verão (2008), Depois de Maio (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Ludwig (Ludwig/ 1972, dir. Luchino Visconti)
  • Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir. Robert Bresson)
  • O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Napoleão (Napoléon/ 1927, dir. Abel Gance)
  • Playtime – Tempo de Diversão (Playtime/ 1967, dir. Jacques Tati)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Van Gogh (Van Gogh/ 1991, dir. Maurice Pialat)

Pablo Larraín

Nasceu em agosto de 1976 – Santiago, Chile67th Venice Film Festival - 'Post Mortem' Photocall
Trabalhos em destaque: Fuga (2006), Tony Manero (2008), Post Mortem (2010), No (2012).

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • A Infância de Ivan (Ivanovo detstvo/ 1962, dir. Andrei Tarkovsky)
  • A Palavra (Ordet/ 1955, dir. Carl Theodor Dreyer)
  • Rashomon (Rashômon/ 1950, dir. Akira Kurosawa)
  • Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd./ 1950, dir. Billy Wilder)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yazujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Viver a Vida (Vivre sa vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir. Jean-Luc Godard)

Pablo Stoll

Nasceu em 1954 – Montevidéu, UruguaiPabloStoll
Trabalhos em destaque: 25 Watts (2001), Whisky (2004), Hiroshima – Um Musical Silencioso (2009), 3(2012).

  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • The Dependent (El Dependiente/ 1969, dir. Leonardo Favio)
  • Eleição (Election/ 1999, dir. Alexander Payne)
  • O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir. Luis García Berlanga)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • A Noite dos Mortos-Vivos (The Night of the Living Dead/ 1968, dir. George Romero)
  • Rio 40 Graus (Rio 40 Graus/  1955, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • Onde Começa o Inferno (Rio Bravo/ 1959, dir. Howad Hawks)
  • Estranhos no Paraíso (Stranger than Paradise/ 1984, dir. Jim Jarmusch)
  • O Pântano (La Ciénaga/ 2001, dir. Lucrecia Martel)

Pablo Trapero

Nasceu em outubro de 1971 – Buenos Aires, ArgentinaPablo Trapero
Trabalhos em destaque: Mundo Grúa (1999), Leonera (2008), Abutres (2010), Elefante Branco (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir. Charles Chaplin)
  • Não Amarás (Krótki film o milosci/ 1988, dir. Krzysztof Kieslowski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Os Imperdoáveis (Unforgiven/ 1992, dir. Clint Eastwood)
  • Viridiana (Viridiana/ 1961, dir. Luis Buñuel)

Paul Greengrass

Nasceu em agosto de 1955 – Surrey, Inglaterra The Great British Talent Event
Trabalhos em destaque: Domingo Sangrento (2002), A Supremacia Bourne (2004), Vôo United 93 (2006), O Ultimato Bourne (2007), Capitão Phillips (2013).

  • A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri/ 1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potemkin/ 1925, dir. Sergei M. Eisenstein)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Evangelho Segundo São Mateus (Il Vangelo Secondo Matteo/ 1964, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • Os Sete Samurais (Shichinin no Samurai/ 1954, dir. Akira Kurosawa)
  • O Jogo da Guerra (The War Game/ 1965, dir. Peter Watkins)
  • Z (Z/ 1969, dir. Costa-Gavras)

Paul Schrader

Nasceu em julho de 1946 – Michigan, EUAPaul Schrader
Trabalhos em destaque: Gigolô Americano (1980), A Marca da Pantera (1982), Temporada de Caça (1997), Auto Focus (2002).

  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • Amor à Flor da Pele (Fa Yeung nin Wa/ 2000, dir. Wong Kar-Wai)
  • As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir. Preston Sturges)
  • Orfeu (Orphée/ 1950, dir. Jean Cocteau)
  • O Batedor de Carteiras (Pickpocket/ 1959, dir. Robert Bresson)
  • A Regra do Jogo (La Règle du Jeu/ 1939, dir. Jean Renoir)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Meu Ódio Será sua Herança (The Wild Bunch/ 1969, dir. Sam Peckinpah)

Peter Davis

Nasceu em janeiro de 1937 – California, EUAPeter Davis
Trabalhos em destaque: Corações e Mentes (1974), Winnie and Nelson Mandela (1986), Nelson Mandela: Prisoner to President (1994).

  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Casablanca (Casablanca/ 1942, dir. Michael Curtiz)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Discreto Charme da Burguesia (Le charme discret de la bourgeoisie/ 1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet/ 1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir. Billy Wilder)
  • Sempre aos Domingos (Les dimanches de Ville d’Avray/ 1962, dir. Serge Bourguignon)
  • Laços Humanos (A Tree Grows in Brooklyn/ 1945, dir. Elia Kazan)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

Peter Farrelly

Nasceu em dezembro de 1956 – Pennsylvania, EUAPeter+Farrelly
Trabalhos em destaque: Debi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros (1994), Quem Vai Ficar com Mary? (1998), O Amor é Cego (2001), Ligado em Você (2003), Antes Só do que Mal Casado (2007).

  • Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu (Airplane!/ 1980, dir. Jim Abrahams, David Zucker, Jerry Zucker)
  • Borat: O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América (Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan/ 2006, dir. Larry Charles)
  • A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1946, dir. Frank Capra)
  • Tubarão (Jaws/ 1975, dir. Steven Spielberg)
  • Perdidos na Noite (Midnight Cowboy/ 1969, dir. John Schlesinger)
  • Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir. Milos Forman)
  • Cães de Aluguel (Reservoir Dogs/ 1992, dir. Quentin Tarantino)
  • A Lista de Schindler (Schindler’s List/ 1993, dir. Steven Spielberg)
  • Sideways – Entre Umas e Outras (Sideways/ 2004, dir. Alexander Payne)
  • O Mágico de Oz (The Wizard of Oz/ 1939, dir. Victor Fleming)

Roger Ebert

Nasceu em junho de 1942 – Illinois, EUABookstore Appearance By Roger Ebert
Trabalhos em destaque: “Sneak Previews” (1975-1983), “At the Movies” (1982 – 1986), “Siskel & Ebert” e mais recentemente, crítico de cinema pelo jornal The Chicago Sun.

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Aguirre, a Cólera dos Deuses (Aguirre, der Zorn Gottes/ 1972, dir. Werner Herzog)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • A Doce Vida (La Dolce Vita/ 1960, dir. Federico Fellini)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir. Martin Scorsese)
  • Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir. Yasujirô Ozu)
  • A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2011, dir. Terrence Malick)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Sam Mendes

Nasceu em agosto de 1965 – Berkshire, InglaterraCharlie and the Chocolate Factory - opening night
Trabalhos em destaque: Beleza Americana (1999), Estrada Para Perdição (2002), Foi Apenas um Sonho (2008), 007 – Operação Skyfall (2012).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir. David Lynch)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • Kes (Kes/ 1969, dir. Ken Loach)
  • O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir. Roman Polanski)
  • Taxi Driver (Taxi Driver/ 1976, dir. Martin Scorsese)
  • Sangue Negro (There Will be Blood/ 2007, dir. Paul Thomas Anderson)
  • Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir. Alfred Hitchcock)

Susanne Bier

Nasceu em abril de 1960 – Copenhague, Dinamarcasusannebier
Trabalhos em destaque: Brothers (2004), Depois do Casamento (2006), Em um Mundo Melhor (2010), Serena (2014).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir. Billy Wilder)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir. Vittorio De Sica)
  • Morte em Veneza (Morte a Venezia/ 1971, dir. Luchino Visconti)
  • O Franco Atirador (The Deer Hunter/ 1978, dir. Michael Cimino)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Aconteceu Naquela Noite (It Happened One Night/ 1934, dir. Frank Capra)
  • Era Uma Vez no Oeste (C’Era una Volta il West/ 1968, dir. Sergio Leone)
  • Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir. Alfred Hitchcock)

Suzana Amaral

Nasceu em março de 1932 – São Paulo, BrasilSuzana Amaral
Trabalhos em destaque: A Hora da Estrela (1991), Uma Vida em Segredo (2001), Hotel Atlântico (2009).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Berlin Alexanderplatz (Berlin Alexanderplatz/ 1980, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir. Orson Welles)
  • O Conformista (Il Conformista/ 1970, dir. Bernardo Bertolucci)
  • O Enigma de Kaspar Hauser (Jeder für sich und Gott gegen alle/ 1974, dir. Werner Herzog)
  • O Poderoso Chefão – Parte 2 (The Godfather: Part II/ 1974, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Informante (The Insider/ 1999, dir. Michael Mann)
  • Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir. Quentin Tarantino)
  • O Tambor (Die Blechtrommel/ 1979, dir. Volker Schlöndorff)

Tata Amaral

Nasceu em setembro de 1960 – São Paulo, Brasiltata_amaral_29052007_01
Trabalhos em destaque: Um Céu de Estrelas (1986), Através da Janela (2000), Antônia: O Filme (2006), Hoje (2011).

  • Acossado (À bout de Souffle/ 1960, dir. Jean-Luc Godard)
  • Um Dia de Cão (Dog Day Afternoon/ 1975, dir. Sidney Lumet)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Noite e Neblina (Night and Fog/ 1955, dir. Alain Resnais)
  • Nostalgia de la Luz (Nostalgia de la Luz/ 2010, dir: Patricio Guzmán)
  • Noite de Estréia (Opening Night/ 1977, dir. John Cassavetes)
  • Paranoid Park (Paranoid Park/ 2007, dir. Gus Van Sant)
  • O Bandido da Luz Vermelha (O Bandido da Luz Vermelha/ 1968, dir. Rogério Sganzerla)
  • Rocco e Seus Irmãos (Rocco e i Suoi Fratelli/ 1960, dir. Luchino Visconti)
  • Terra em Transe (Terra em Transe/ 1967, dir. Glauber Rocha)

Terry Jones

Nasceu em fevereiro de 1942 – Colwyn Bay, País de GalesTerry_Jones
Trabalhos em destaque: Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado (1975), A Vida de Brian (1979), Monty Python – O Sentido da Vida (1983).

  • Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir. Woody Allen)
  • E.T. – O Extraterrestre (E.T. The Extra-Terrestrial/ 1982, dir. Steven Spielberg)
  • Fanny & Alexander (Fanny och Alexander/ 1982, dir. Ingmar Bergman)
  • Festa de Família (Festen/ 1998, dir. Thomas Vinterberg)
  • General (The General/ 1926, dir. Buster Keaton)
  • Feitiço do Tempo (Groundhog Day/ 1993, dir. Harold Ramis)
  • Eles e Elas (Guys and Dolls/ 1955, dir. Joseph L. Mankiewicz)
  • Santa Não Sou (I’m no Angel/ 1933, dir. Wesley Ruggles)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937, dir. David Hand)
  • Toy Story 3 (Toy Story 3/ 2010, dir. Lee Unkrich)

Tsai Ming-Liang

Nasceu em outubro de 1957 – Sarawak, Malásiatsai-ming-Liang
Trabalhos em destaque: Vive L’Amour (1994), O Rio (1997), O Buraco (1998), Adeus, Dragon Inn (2003), O Sabor da Melancia (2005).

  • Os Incompreendidos (Les Quatre Cents Coups/ 1959, dir. François Truffaut)
  • O Eclipse (L’Eclisse/ 1962, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Medo Consome a Alma (Angst essen Seele auf/ 1974, dir. Rainer Werner Fassbinder)
  • Adeus, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir. Tsai Ming-Liang)
  • Mouchette, a Virgem Possuída (Mouchtte/ 1967, dir. Robert Bresson)
  • O Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir. Charles Laughton)
  • Filho Único (Hitori Musuko/ 1936, dir. Yasujirô Ozu)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • Spring in a Small Town (Xiao cheng zhi chun/ 1948, dir. Fei Mu)
  • Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir. F.W. Murnau)

Walter Salles

Nasceu em abril de 1956 – Rio de Janeiro, Brasilwalter-salles
Trabalhos em destaque: Central do Brasil (1998), Abril Despedaçado (2001), Diários de Motocicleta (2004), Linha de Passe (2008), Na Estrada (2012).

  • 8½ (8½/ 1963, dir. Federico Fellini)
  • Andrei Rublev (Andrey Rublyov/ 1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Apocalypse Now (Apocalyse Now/ 1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Luzes da Cidade (City Lights/ 1931, dir. Charles Chaplin)
  • Memórias do Subdesenvolvimento (Memorias del Subdesarrollo/ 1968, dir. Tomás Gutiérrez Alea)
  • Profissão: Repórter (Professione: Reporter/ 1975, dir. Michelangelo Antonioni)
  • O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir. Carl Theodore Dreyer)
  • O Demônio das Onze Horas (Pierrot le Fou/ 1965, dir: Jean-Luc Godard)
  • Vidas Secas (Vidas Secas/ 1963, dir. Nelson Pereira dos Santos)
  • A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1969, dir. Ingmar Bergman)

 

 

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Começando bem 2014: indicados ao DGA, PGA e WGA

Que tal menos filmes em 3D em 2014? (photo by

Que tal menos filmes em 3D em 2014? (photo by http://www.dailyfinance.com)

Ooooiii, pessoal! Feliz Ano Novo pra todos! Chego de volta a São Paulo e vejo uma caixa de entrada de e-mail abarrotada de mensagens de premiações e indicações louquinhas pra serem abertas e discutidas. Ao contrário do que fiz em outros anos, vou juntar tudo em apenas um post, porque estou no espírito de férias ainda! Não, não… brincadeirinha! Com uma safra tão rica de produções, é interessante ver as escolhas de três sindicatos que apontam os grandes favoritos ao Oscar.

DGA images

Dentre eles, o mais acertivo continua sendo o DGA (Directors Guild of America). Em apenas sete (!) vezes, o vencedor não coincidiu com o vencedor do Oscar de direção. Até o ano passado, quando Ben Affleck ficou estranhamente de fora da categoria, o último vencedor do DGA que não repetiu a façanha no Oscar foi Rob Marshall (Chicago) em 2003! Este ano, o páreo estava duríssimo. Não tinha como não deixar de lado alguns nomes consagrados. Assim, Alexander Payne (Nebraska), Spike Jonze (Ela) e Joel e Ethan Coen (Inside Llewyn Davis) foram eliminados por um nariz de diferença. Confira os selecionados:

DIRECTORS GUILD AWARDS

AlfonsoCuaron.ashxAlfonso Cuarón (Gravidade)
O diretor mexicano é um ótimo exemplo de como um profissional estrangeiro consegue atingir maturidade na indústria americana. Cuarón sempre primou por sua marca imagética. Seja um filme poético como A Princesinha, um blockbuster (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban), um road movie pós-moderno (E Sua Mãe Também) ou criando um novo marco tecnológico (Gravidade), o diretor de fotografia e colaborador assíduo, Emmanuel Lubezki, foi sempre fundamental em sua escrita. Seria uma grata surpresa uma dupla vitória neste Oscar: direção para Cuarón e o merecidíssimo de fotografia para Lubezki.

Paul Greengrass (Capitão Phillips)PaulGreengrass.ashx
Descoberto pelo ótimo drama Domingo Sangrento, que lhe rendeu o Urso de Ouro em 2002, o britânico Greengrass criou um nicho no cinema contemporâneo no qual ele pode trabalhar a linguagem documental numa ficção, gerando uma veracidade que espanta e emociona o público. Ele conseguiu essa proeza em Vôo United 93 na recriação do atentado terrorista do 11 de setembro e nesse episódio de pirataria moderna de Capitão Phillips, criando uma tensão interminável. Também emprestou seu estilo à série de ação e espionagem de Jason Bourne em A Supremacia Bourne e O Ultimato Bourne, que obrigou os produtores de James Bond a repensar a criação de Ian Fleming.

Steve McQueen (12 Anos de Escravidão)SteveMcQueen.ashx
Artista plástico premiado, este diretor britânico, que compartilha o mesmo nome artístico do ator Steve McQueen, está em extrema ascensão em apenas seu terceiro longa. Como bom entendedor do poder da imagem para uma história, ele busca aqueles enquadramentos que possam dizer algo sobre o filme que vemos. Em Shame, por exemplo, ele usa e abusa das linhas urbanas do cenário para contar um pouco mais sobre o personagem viciado em sexo numa cidade que ostenta a civilidade. Sendo um negro e com um filme sobre escravidão na manga, Steve McQueen corre na frente, afinal, eles adorariam a manchete: “O primeiro diretor afro-americano a ganhar um Oscar”. Sinceramente, espero que ele ganhe por méritos profissionais, e não raciais, pois trata-se de uma voz singular no cinema contemporâneo.

David O. Russell (Trapaça)DavidORussell.ashx
“Há um parafuso faltando aqui”, pensava eu ao falar de David O. Russell, na época em que vi Três Reis (1999) e Huckabees: A Vida é uma Comédia (2004). Não que isso seja ruim. Muito pelo contrário! Ele tinha um senso de humor bastante incomum que me atraía, mas eu sentia que ele não conseguiria decolar em Hollywood apenas com aquilo. Felizmente, nosso David O. Russell amadureceu seu cinema e nos entregou ótimos filmes como os recentes O Vencedor (2010) e O Lado Bom da Vida (2012). De longe, concordo, são filmes que você não dá nada. Não tem uma grandiosidade de um gladiador ou um grande navio afundando, mas ele explora tão bem a humanidade das histórias simples que fica impossível não lhe dar crédito. Além disso, tem se tornado um dos melhores diretores de atores dos últimos anos. Já conquistou sete indicações e três Oscars de atuação de seus elencos: Melissa Leo, Christian Bale e Jennifer Lawrence. Tem tudo pra conquistar mais com Trapaça e pode se tornar a grande surpresa da categoria.

scorsesewolf.ashxMartin Scorsese (O Lobo de Wall Street)
O que dizer de Marty? Nem posso dizer que ele é como vinho, que fica melhor a cada ano, pois também dirigiu obras-primas como Taxi Driver (1976) e Touro Indomável (1980) no passado. Mas definitivamente não existe diretor mais apaixonado por Cinema do que Scorsese. Isso já estava provado nas incontáveis entrevistas e no apoio às restaurações de películas antigas e perdidas no tempo. Ele comprovou essa paixão numa tocante homenagem à Sétima Arte e a Georges Méliès em A Invenção de Hugo Cabret. Talvez a polêmica sobre sexo e drogas de O Lobo de Wall Street atrapalhe na conquista de mais uma indicação ao Oscar, mas se ele está nesta lista, não acredito que seja favorecimento nenhum. Martin Scorsese cria filmes atemporais.

Ainda está cedo para previsões de vitória, mas até o momento, Alfonso Cuarón e Steve McQueen dividem a ponta, com David O. Russell cheirando o cangote deles logo atrás. E o vencedor tem 99% de vitória no Oscar, pois não creio em duas exceções consecutivas na história do DGA.

PGA headerJá o sindicato de Produtores teve uma tarefa mais fácil. Ou pelo menos, menos árdua do que o DGA, afinal poderiam selecionar 10 produções. Contudo, com uma grande variedade de candidatos de boa qualidade, dez vagas também não deram conta de tudo.

Vale destacar a importante marca para a produtora Megan Ellison (da Annapurna Pictures). Ela foi a única a conquistar duas indicações com Trapaça e Ela. Megan poderia ter conquistado três, mas Foxcatcher foi adiado para 2014. No ano passado, ela produziu dois filmes de qualidade e que ainda geraram discussão acalorada na mídia e na temporada de premiações: O Mestre e A Hora Mais Escura. Numa Hollywood dominada por produtores covardes e que só pensam em lucro, a presença de Megan Ellison me enche de esperança. Claro que ninguém é de ferro. Ela vai produzir o reboot de uma nova trilogia de O Exterminador do Futuro, que começa em 2015. Mas mesmo assim, acredito que ela não fará apenas pelas bilheterias. Guardem o nome dela, pois mais conquistas importantes estão por vir.

A produtora Megan Ellison (à dir) ao lado da diretora Kathryn Bigelow e da bela atriz Jessica Chastain na festa do Globo de Ouro 2013. (photo by www.vanityfair.com)

A produtora Megan Ellison (à dir) ao lado da diretora Kathryn Bigelow e da bela atriz Jessica Chastain na festa do Globo de Ouro 2013. (photo by http://www.vanityfair.com)

MELHORES PRODUTORES – LONGAS-METRAGENS

Trapaça (American Hustle)
Blue Jasmine (idem)
Capitão Phillips (Captain Phillips)
Clube de Compras Dallas (Dallas Buyers Club)
Gravidade (Gravity)
Ela (Her)
Nebraska
Walt nos Bastidores de Mary Poppins (Saving Mr. Banks)
12 Anos de Escravidão (12 Years a Slave)
O Lobo de Wall Street (The Wolf of Wall Street)

Em 2011, o PGA decidiu estender seus indicados para 10 fixos, o que não ocorre no Oscar, onde pode haver de 5 a 10. Vale ressaltar também o alto índice de acertos de vencedores em relação à Academia. Em seus 24 aninhos de existência, o PGA elegeu 17 vezes o vencedor de Melhor Filme no Oscar, incluindo os recentes Argo e O Artista. A última divergência ocorreu em 2007, quando Pequena Miss Sunshine perdeu para Os Infiltrados.

Para a edição de 2014, as ausências mais sentidas foram Inside Llewyn Davis – Balada de um Homem Comum e Fruitvale Station: A Última Parada pela alta participação nas últimas listas de críticos. Mas vale citar também Álbum de Família, All is Lost e Philomena, que conseguiu uma indicação ao Globo de Ouro.

Dentre os 10 candidatos, Trapaça, 12 Anos de Escravidão e Gravidade largam na frente, mas Ela pode roubar o show sem grandes dificuldades por ser querido pela crítica. Por outro lado, se pensarmos em bilheteria, Gravidade tem todas as cartas por ter faturado mais de 600 milhões de dólares mundo afora, muito longe dos 208 milhões do segundo lugar Capitão Phillips. No Oscar, eu ainda acho que Gravidade deverá se concentrar nos prêmios mais técnicos como fotografia, montagem e som.

Gravidade: no páreo para o DGA e PGA (photo by www.beyondhollywood.com)

Gravidade: no páreo para o DGA e PGA (photo by http://www.beyondhollywood.com)

MELHORES PRODUTORES – ANIMAÇÕES

Os Croods (The Croods)
Meu Malvado Favorito 2 (Despicable Me 2)
Reino Escondido (Epic)
Frozen: Uma Aventura Congelante (Frozen)
Universidade Monstros (Monsters University)

Sem um dos grandes favoritos fora do páreo por não pertencer ao sindicato americano, a animação japonesa Vidas ao Vento, de Hayao Miyazaki, a categoria conta apenas com produções de grandes estúdios como Disney, Pixar, Dreamworks e Universal. Porém, essa ausência não deve reduzir as chances de Miyazaki conseguir sua segunda estatueta do Oscar. Ainda não conferi Frozen, mas premiaria Os Croods pela alta abrangência de público-alvo de sua história de uma família das cavernas se adaptando às mudanças na Terra.

Os Croods: caminho mais livre para o PGA (photo by www.beyondhollywood.com)

Os Croods: caminho mais livre para o PGA (photo by http://www.beyondhollywood.com)

MELHORES PRODUTORES – DOCUMENTÁRIOS

A Place at the Table
Far Out Isn’t Far Enough
Life According to Sam
We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks
Which Way is the Front Line From Here? The Life and Time of Tim Hetherington

Com o documentário História que Contamos, de Sarah Polley, fora da competição, o grande favorito fica sendo We Steal Secrets, que aborda a história do WikiLeaks do exilado Julian Assange. Conta muito a favor ter o diretor Alex Gibney, de Um Táxi Para a Escuridão, que ganhou o Oscar em 2008. Infelizmente, não há previsão de estréia no Brasil para a maioria dos documentários, o que dificulta a análise dessa categoria.

Julian Assange no documentário de Alex Gibney (photo by www.elfilm.com)

Julian Assange no documentário de Alex Gibney (photo by http://www.elfilm.com)

Dos três sindicatos, o WGA é o menos badalado. Mas não porque se trataria de um prêmio menor, mas suas regras inviabilizam indicações de trabalhos pertinentes. Como os demais prêmios, ele exige a filiação do profissional ao sindicato, mas também a exigência da produção do filme sob a sua jurisdição, o que implica em mais regras que eliminam bons candidatos.

Desse modo, as estatísticas de acerto são bem menores. Os excluídos pela regra deste ano incluem: John Ridley (12 Anos de Escravidão), Steve Coogan e Jeff Pope (Philomena), Ryan Coogler (Fruitvale Station: A Última Parada), Peter Morgan (Rush: No Limite da Emoção) e Abdellatif Kechiche e Ghalia Lacroix (Azul é a Cor Mais Quente). Já os trabalhos originais incluem: Alfonso Cuarón e Jonas Cuarón (Gravidade), Joel e Ethan Coen (Inside Llewyn Davis), Kelly Marcel e Sue Smith (Walt nos Bastidores de Mary Poppins) e Jason Reitman (Refém da Paixão).

Claro que se levarmos em consideração que a Academia também premia roteiros desclassificados pela WGA, essas exclusões não pesariam tanto na temporada. Só para citar um exemplo, o roteiro de Quentin Tarantino para Django Livre foi cortado da WGA, mas ganhou o Oscar.

ROTEIRO ORIGINAL

Eric Singer, David O. Russell (Trapaça)
Woody Allen (Blue Jasmine)
Craig Borten, Melisa Wallack (Clube de Compras Dallas)
Spike Jonze (Ela)
Bob Nelson (Nebraska)

ROTEIRO ADAPTADO

Tracy Letts (Álbum de Família)
Richard Linklater, Ethan Hawke, Julie Delpy (Antes da Meia-Noite)
Billy Ray (Capitão Phillips)
Peter Berg (O Grande Herói)
Terence Winter (O Lobo de Wall Street)

O diretor e roteirista Richard Linklater entre os atores e roteiristas Julie Delpy e Ethan Hawke no set de Antes da Meia-Noite (photo by www.elfilm.com)

O diretor e roteirista Richard Linklater entre os atores e roteiristas Julie Delpy e Ethan Hawke no set de Antes da Meia-Noite (photo by http://www.elfilm.com)

ROTEIRO DE DOCUMENTÁRIO

David Riker, Jeremy Scahill (Guerras Sujas)
Sara Lukinson, Michael Stevens (Herblock: The Black & the White)
Janet Tobias, Paul Laikin (No Place on Earth)
Sarah Polley (Histórias que Contamos)
Alex Gibney (We Steal Secrets: The Story of WikiLeaks)

Indicados ao BAFTA Rising Star de 2014 (photo by www.empireonline.com)

Indicados ao BAFTA Rising Star de 2014, do topo da esquerda à direita: Dane DeHaan, Lupita Nyong’o, Léa Seydoux, Will Poulter e George MacKay (photo by http://www.empireonline.com)

Também gostaria de aproveitar o post para divulgar os indicados ao Rising Star do BAFTA, concedido a um ator ou atriz revelação que se destacou no ano. Vencedores recentes incluem Juno Temple, Tom Hardy e Kristen Stewart. Porém, vale lembrar que os vencedores são eleitos pelo público, o que quase sempre resulta em vitória injusta. Talentos como Michael Fassbender, Carey Mulligan e Alicia Vikander já concorreram, mas perderam em edições anteriores. Particularmente, tenho certa aversão às escolhas do público como no MTV Movie Awards. Se dependesse dos votos na internet, os melhores filmes de todos os tempos seriam Star Wars e O Senhor dos Anéis para toda a eternidade…

Dane DeHaan
George MacKay
Lupita Nyong’o
Will Poulter
Léa Seydoux

* Fique atento às datas: O PGA divulga seus vencedores no dia 19 de janeiro. O DGA no dia 25, enquanto o WGA fica para o dia 1º de fevereiro.

Top 10 dos Diretores – Parte 2

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores

2001: Uma Odisséia no Espaço: Um dos mais votados entre os diretores (photo by http://www.cineol.net)

Atendendo a pedidos dos leitores do blog, volto a divulgar a lista dos 10 filmes favoritos de alguns diretores. Infelizmente, alguns diretores consagrados não participaram da pesquisa da Sight & Sound, então nomes como Steven Spielberg, Tim Burton e Peter Jackson estão fora. Estou dividindo a matéria em mais duas partes por ordem alfabética. Caso alguém queira ver a primeira parte, confira o link: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/11/top-10-dos-diretores/

O interessante dessa listagem é verificar a fonte de inspiração dos diretores. Linguagem, ritmo e até temas recorrentes numa filmografia podem ter ligação muito forte com os 10 filmes escolhidos por cada um. Por exemplo, os argentinos Alejandro Agresti e Juan José Campanella incluíram filmes do diretor e roteirista Billy Wilder, que certamente influenciaram essa nova onda do Cinema Argentino, cujo roteiro e o tom humanista são o ponto forte. Já o canadense Guy Maddin, que tem um estilo bastante particular em termos imagéticos, não poderia deixar de fora o mexicano Luis Buñuel e o americano David Lynch pela alta concentração de surrealismo. Os brasileiros Fernando Meirelles e o estreante Kleber Mendonça Filho não poderiam se esquecer de algumas produções nacionais como fonte de inspiração. Pena que nem Walter Salles e José Padilha estão presentes na pesquisa.

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Abel Ferrara

Nascido em julho de 1951 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: O Rei de Nova York (1990), Vício Frenético (1992), Os Chefões (1996)

1. Armadilha do Destino (Cul-de-Sac/ 1966, dir: Roman Polanski)
2. Os Demônios (The Devils/ 1971, dir: Ken Russell
3. Gaviões e Passarinhos (Uccellacci e uccellini/ 1966, dir: Pier Paolo Pasolini)
4. Prisão (Fängelse/ 1949, dir: Ingmar Bergman)
5. Lolita (idem/ 1961, dir: Stanley Kubrick)
6. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
7. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
8. A Marca da Maldade (Touch of Evil/ 1958, dir: Orson Welles)
9. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)
10. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Aki Kaurismäki

Nascido em abril de 1951 – Orimattila, Finlândia
Trabalhos em destaque: Cowboys de Lenigrado Vão Para a América (1989), Contratei um Matador Profissional (1990), O Homem Sem Passado (2002), O Porto (2011)

1. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
2. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
3. Ladrões de Bicicletas (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Bodu Saved from Drowning (Bodu Sauvé des Aeux/ 1932, dir: Jean Renoir)
5. Em Busca do Ouro (The Gold Rush/ 1925, dir: Charles Chaplin)
6. Meu Tio (Mon Oncle/ 1958, dir: Jacques Tati)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Z (idem/ 1968, dir: Costa-Gavras)

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Alejandro Agresti

Nascido em junho de 1961 – Buenos Aires, Argentina
Principais filmes: Buenos Aires Vice-Versa (1996), Valentin (2002) e A Casa do Lago (2006)

1. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
2. O Segredo das Jóias (The Asphalt Jungle/ 1950, dir: John Huston)
3. Os Melhores Anos de Nossas Vidas (The Best Years of Our Lives/ 1946, dir: William Wyler)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. O Pecado de Cluny Brown (Cluny Brown/ 1946, dir: Ernst Lubitsch)
6. Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters/ 1986, dir: Woody Allen)
7. Ainda Há Fogo Sob as Cinzas (Kotch/ 1971, dir: Jack Lemmon)
8. Trágico Amanhecer (Le Jour se Lève/ 1939, dir: Marcel Carné)
9. Rio Vermelho (Red River/ 1948, dir: Howard Hawks, Arthur Rosson)
10. Almas em Chamas (Twelve O’Clock High/ 1949/ dir: Henry King)

Amos Gitai

Amos Gitai

Amos Gitai

Nasceu em Outubro de 1950 – Haifa, Israel
Trabalhos em destaque: Kadosh (1999), O Dia do Perdão (2000), Free Zone (2005), Ana Arabia (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Alemanha, Ano Zero (Germania Anno Zero/ 1948, dir: Roberto Rossellini)
3. O Desprezo (Le Mépris/ 1963, dir: Jean-Luc Godard)
4. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
5. A Sala de Música (Jalsaghar/ 1958, dir: Satyajit Ray)
6. O Fundo do Coração (One from the Heart/ 1982, dir: Francis Ford Coppola)
7. Depois do Vendaval (The Quiet Man/ 1952, dir: John Ford)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Paixões que Alucinam (Shock Corridor/ 1963, dir: Samuel Fuller)
10. O Garoto Selvagem (L’Enfant Sauvage/ 1970, dir: François Truffaut)

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Andrew Dominik

Nasceu em 1963 – Wellington, Nova Zelândia
Trabalhos em destaque: Chopper – Memórias de um Criminoso (2000), O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007), O Homem da Máfia (2012)

1. Apocalyse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
3. Barry Lyndon (idem/ 1975, dir: Stanley Kubrick)
4. Veludo Azul (Blue Velvet/ 1986, dir: David Lynch)
5. Marnie, Confissões de uma Ladra (Marnie/ 1964, dir: Alfred Hitchcock)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1951, dir: Charles Laughton)
8. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. O Inquilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Apichatpong Weerasethakul

Nasceu em Julho de 1970 – Bangkok, Tailândia
Trabalhos em destaque: Mal dos Trópicos (2004), Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas (2010)

1. A Brighter Summer Day (Gu Ling jie Shao Nian Sha ren Shi Jian/ 1991, dir: Edward Yang)
2. A Conversação (The Conversation/ 1974, dir: Francis Ford Coppola)
3. La Captive (idem/ 2000, dir: Chantal Akerman)
4. Empire (idem/ 1964, dir: Andy Warhol)
5. Nascido Para Matar (Full Metal Jacket/ 1987, dir: Stanley Kubrick)
6. A General (The General/ 1926, dir: Buster Keaton)
7. Goodbye, Dragon Inn (Bu san/ 2003, dir: Tsai Ming-Liang)
8. Rain (idem/ 1929, dir: Joris Ivens)
9. Sátántangó (idem/ 1994, dir: Béla Tarr)
10. Valentin de las Sierras (idem/ 1971, dir: Bruce Baillie)

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Asghar Farhadi

Nasceu em Isfahan, Irã
Principais trabalhos: A Separação (2011), O Passado (2013)

1. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)
2. The Road (Fang Xiang zhi lu/ 2006, dir: Zhang Jiarui)
3. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
4. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yazujirô Ozu)
5. Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment/ 1960, dir: Billy Wilder)
6. A Fraternidade é Vermelha (Trois Couleurs: Rouge/ 1994, dir: Krzysztof Kieslowski)
7. Um Assaltante Bem Trapalhão (Take the Money and Run/ 1969, dir: Woody Allen)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)
10. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Atom Egoyan

Nasceu em Julho de 1960 – Cairo, Egito
Principais trabalhos: O Doce Amanhã (1997), Ararat (2002), Verdade Nua (2005)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. Ladrões de Bicicleta (Ladri di Biciclette/ 1948, dir: Vittorio De Sica)
4. Acossado (À bout de souffle/ 1960, dir: Jean-Luc Godard)
5. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
6. Metrópolis (Metropolis/ 1927, dir: Fritz Lang)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
9. Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction/ 1994, dir: Quentin Tarantino)
10. Um Corpo que Cai (Vertigo/ 1958, dir: Alfred Hitchcock)

Béla Tarr

Béla Tarr

Béla Tarr

Nasceu em julho de 1955 – Pécs, Hungria
Trabalhos em destaque: Sátántangó (1994), A Hamronia Werckmeister (2000), O Cavalo de Turín (2011)

1. Cavaleiros de Ferro (Aleksandr Nevskiy/ 1938, dir: Sergei M. Eisenstein)
2. A Grande Testemunha (Au Hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
3. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder)
4. Frenesi (Frenzy/ 1972, dir: Alfred Hitchcock)
5. M, o Vampiro de Düsseldorf (M/ 1931, dir: Fritz Lang)
6. O Homem da Câmera (Chelovek s kino-apparatom/ 1929, dir: Dziga Vertov)
7. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
8. Os Sem Esperança (Szegénylegények/ 1966, dir: Miklós Jancsó)
9. Era Uma Vez em Tóquio (Tôkyô Monogatari/ 1953, dir: Yasujirô Ozu)
10. Viver a Vida (Vivre Sa Vie: Film en douze tableaux/ 1962, dir: Jean-Luc Godard)

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Carlos Reygadas

Nasceu em Outubro de 1971 – Distrito Federal, México
Principais trabalhos: Japón (2002), Batalha no Céu (2005), Luz Sileciosa (2007), Post Tenebras Lux (2012)

1. Andrei Rublev – O Artista Maldito (Andrei Rublev/ 1966, dir: Andrei Tarkovsky)
2. Vozes Distantes (Distant Voices, Still Lives/ 1988, dir: Terence Davies)
3. O Carrasco (El Verdugo/ 1963, dir: Luis García Berlanga)
4. Vida Sem Destino (Gummo/ 1997, dir: Harmony Korine)
5. Os Esquecidos (Los Olvidados/ 1950, dir: Luis Buñuel)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Mãe e Filho (Mat i Syn/ 1997, dir: Aleksandr Sokurov)
8. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingman Bergman)
9. Intendente Sansho (Sanshô Dayû/ 1954, dir: Kenji Mizoguchi)
10. A Harmonia Werckmeister (Werckmeister harmóniák/ 2000, dir: Béla Tarr)

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Fernando Meirelles

Nasceu em novembro de 1955 – São Paulo, Brasil
Trabalhos em destaque: Cidade de Deus (2002), O Jardineiro Fiel (2005), Ensaio Sobre a Cegueira (2008)

1. Apocalypse Now (idem/ 1979, dir: Francis Ford Coppola)
2. As Mil e Uma Noites (Il Fiore Delle Mille e Una Notte/ 1974, dir: Pier Paolo Pasolini)
3. Enter the Void (2009, dir: Gaspar Noé)
4. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
5. Iracema – Uma Transa Amazônica (1975, dir: Jorge Bodanzky, Orlando Senna)
6. Ran (idem/ 1985, dir: Akira Kurosawa)
7. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)
8. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
9. Vidas Secas (1963, dir: Nelson Pereira dos Santos)
10. Zabriskie Point (1970, dir: Michelangelo Antonioni)

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Gaspar Noé

Nasceu em dezembro de 1963 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: Seul Contre Tous (1998), Irreversível (2000), Enter the Void (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. Amor (Amour/ 2011, dir: Michael Haneke)
3. Angst (1983, dir: Gerald Kargl)
4. Um Cão Andaluz (Un Chien Andalou/ 1928, dir: Luis Buñuel)
5. Eraserhead (idem/ 1976, dir: David Lynch)
6. Eu Sou Cuba (Soy Cuba/ 1964, dir: Mikhail Kalatozov)
7. King Kong (idem/ 1933, dir: Merian C. Cooper, Ernest B. Schoedsack)
8. Saló ou 120 Dias de Sodoma (Salò o le 120 Giornate di Sodoma/ 1975, dir: Pier Paolo Pasolini)
9. Scorpio Rising (1964, dir: Kenneth Anger)
10. Taxi Driver (idem/ 1976, dir: Martin Scorsese)

Gregg Araki

Gregg Araki

Gregg Araki

Nasceu em dezembro de 1959 – Los Angeles, EUA
Trabalhos em destaque: Mistérios da Carne (2004), Geração Maldita (2005), Kaboom (2010)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. O Diabo, Provavelmente (Le Diable Probablement/ 1977, dir: Robert Bresson)
3. A Dupla Vida de Veronique (La Double Vie de Véronique/ 1991, dir: Krzysztof Kieslowski)
4. Felizes Juntos (Chun Gwong cha sit/ 1997, dir: Wong Kar-Wai)
5. As Três Noites de Eva (The Lady Eve/ 1941, dir: Preston Sturges)
6. Masculino-Feminino (Masculin Féminin/ 1966, dir: Jean-Luc Godard)
7. Psicose (Psycho/ 1960, dir: Alfred Hitchcock)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Marinheiro de Encomenda (Steamboat Bill, Jr./1928, dir: Buster Keaton)
10. Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer (Twin Peaks: Fire Walk With Me/ 1992, dir: David Lynch)

Guy Maddin

Guy Maddin

Guy Maddin

Nasceu em fevereiro de 1956 – Manitoba, Canadá
Trabalhos em destaque: Dracula: Pages from a Virgin’s Diary (2002), A Música Mais Triste do Mundo (2003), Cowards Bend the Knee or the Blue Hands (2003)

1. Depois da Vida (Wandâfuru raifu/ 1998, dir: Hirokazu Koreeda)
2. A Idade do Ouro (L’âge D’Or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
3. Carta de uma Desconhecida (Letter From an Unknown Woman/ 1948, dir: Max Ophüls)
4. Um Perigoso Adeus (The Long Goodbye/ 1973, dir: Robert Altman)
5. O Paraíso de um Homem (Man’s Castle/ 1933, dir: Frank Borzage)
6. Cidade dos Sonhos (Mulholland Dr/ 2001, dir: David Lynch)
7. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2010, dir: Terrence Malick)
8. O Monstro do Circo (The Unknown/ 1927, dir: Tod Browning)
9. Zéro de conduite: Jeunes diables au Collège (1933, dir: Jean Vigo)
10. Zvenigora (1928, dir: Aleksandr Dovzhenko)

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Hirokazu Koreeda

Nasceu em junho de 1962 – Tóquio, Japão
Trabalhos em destaque: Depois da Vida (1998), Ninguém Pode Saber (2002), Andando (2008), Like Father, Like Son (2013)

1. O Dinheiro (L’Argent/ 1983, dir: Robert Bresson)
2. Dust in the Wind (Lian lian feng chen/ 1987, dir: Hsiao-Hsien Hou)
3. Floating Clouds (Ukigumo/ 1955, dir: Mikio Naruse)
4. Frankenstein (idem/ 1931, dir: James Whale)
5. Kes (idem/ 1969, dir: Ken Loach)
6. A Viagem dos Comediantes (O thiasos/ 1975, dir: Theo Angelopoulos)
7. Noites de Cabíria (Le notti di Cabiria/ 1957, dir: Federico Fellini)
8. Sol Secreto (Milyang/ 2007, dir: Chang-Dong Lee)
9. Os Guarda-Chuvas do Amor (Les parapluies de Cherbourg/ 1964, dir: Jacques Demy)
10. Uma Mulher Sob a Influência (A Woman Under the Influence/ 1974, dir: John Cassavetes)

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo

Nasceu em Outubro de 1960 – Seul, Coréia do Sul
Trabalhos em destaque: Oh! Soo-Jung (2000), Woman is the Furture of Man (2004), A Visitante Francesa (2012)

1. O Atalante (L’Atalante/ 1934, dir: Jean Vigo)
2. Boat Leaving the Port (Barque Sortant du Port/ 1895, dir: Louis Lumière)
3. Boudu Saved from Drowning (Boudu Sauvé des Eaux/ 1932, dir: Jean Renoir)
4. Também Fomos Felizes (Bakushû/ 1951, dir: Yasujirô Ozu)
5. O Raio Verde (Le Rayon Vert/ 1986, dir: Eric Rohmer)
6. Um Condenado à Morte Escapou (Un condamné à mort s’est échappé ou Le vent souffle où il veut/ 1956, dir: Robert Bresson)
7. Nanook do Norte (Nanook of the North/ 1922, dir: Robert J. Flaherty)
8. Nazarin (Nazarín/ 1959, dir: Luis Buñuel)
9. A Palavra (Ordet/ 1955, dir: Carl Theodor Dreyer)
10. A Mocidade de Lincoln (Young Mr. Lincoln/ 1939, dir: John Ford)

Jan Troell

Jan Troell

Jan Troell

Nasceu em julho de 1931 – Skåne län, Suécia
Trabalhos em destaque: Os Emigrantes (1971), O Preço do Triunfo (1972), Momentos Eternos de Maria Larssons (2008)

1. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
2. A Invenção de Hugo Cabret (Hugo/ 2011, dir: Martin Scorsese)
3. Jules e Jim – Uma Mulher Para Dois (1962, dir: François Truffaut)
4. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
5. Os Desajustados (The Misfits/ 1961, dir: John Huston)
6. Tempos Modernos (Modern Times/ 1936, dir: Charles Chaplin)
7. Mensageiro do Diabo (The Night of the Hunter/ 1955, dir: Charles Laughton)
8. Branca de Neve e os Sete Anões (Snow White and the Seven Dwarfs/ 1937)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Jean-Marc Valléejean-marc vallee

Nasceu em março de 1963 – Montreal, Canadá
Trabalhos em destaque: C.R.A.Z.Y. (2005), A Jovem Rainha Vitória (2009), Dallas Buyers Club (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain/ 2001, dir: Jean-Pierre Jeunet)
3. Beleza Americana (American Beauty/ 1999, dir: Sam Mendes)
4. O Poderoso Chefão (The Godfather/ 1972, dir: Francis Ford Coppola)
5. Os Bons Companheiros (Goodfellas/ 1990, dir: Martin Scorsese)
6. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
7. Um Estranho no Ninho (One Flew Over the Cuckoo’s Nest/ 1975, dir: Milos Forman)
8. O Profeta (Un Prophète/ 2009, dir: Jacques Audiard)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Além da Linha Vermelha (The Thin Red Line/ 1998, dir: Terrence Malick)

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Jeff Nichols

Nasceu em dezembro de 1978 – Arkansas, EUA
Trabalhos em destaque: Shotgun Stories (2007), O Abrigo (2011), Amor Bandido (2012)

1. Terra de Ninguém (Badlands/ 1973, dir: Terrence Malick)
2. Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid/1969, dir: George Roy Hill)
3. Rebeldia Indomável (Cool Hand Luke/ 1967, dir: Stuart Rosenberg)
4. Assassinato por Encomenda (Fletch/ 1985, dir: Michael Ritchie)
5. O Indomado (Hud/ 1962, dir: Martin Ritt)
6. Desafio à Corrupção (The Hustler/ 1961, dir: Robert Rossen)
7. Tubarão (Jaws/ 1975, dir: Steven Spielberg)
8. Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia/ 1962, dir: David Lean)
9. Intriga Internacional (North by Northwest/ 1959, dir: Alfred Hitchcock)
10. No Tempo das Diligências (Stagecoach/ 1939, dir: John Ford)

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Jonathan Glazer

Nasceu em março de 1965 – Londres, Inglaterra
Trabalhos em destaque: Sexy Beast (2000), Reencarnação (2004), Under the Skin (2013)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. 8½ (idem/ 1963, dir: Federico Fellini)
3. A Idade do Ouro (L’age D’or/ 1930, dir: Luis Buñuel)
4. A Grande Testemunha (Au hasard Balthazar/ 1966, dir: Robert Bresson)
5. Berlin Alexanderplatz (idem/ 1980, dir: Rainer Werner Fassbinder) – série de TV
6. O Evangelho Segundo São Mateus (Il vangelo secondo Matteo/ 1964, dir: Pier Paolo Pasolini)
7. O Espelho (Zerkalo/ 1975, dir: Andrei Tarkovsky)
8. O Martírio de Joana D’Arc (La Passion de Jeanne d’Arc/ 1928, dir: Carl Theodor Dreyer)
9. Quando Duas Mulheres Pecam (Persona/ 1966, dir: Ingmar Bergman)
10. Rashomon (Rashômon/ 1950, dir: Akira Kurosawa)

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Joseph Cedar

Nasceu em agosto de 1968 – Nova York, EUA
Trabalhos em destaque: Fogueira (2004), Beaufort (2007), Nota de Rodapé (2011)

1. Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Boogie Nights/ 1997, dir: Paul Thomas Anderson)
2. Crimes e Pecados (Crimes and Misdemeanors/ 1989, dir: Woody Allen)
3. Kramer vs. Kramer (idem/ 1979, dir: Robert Benton)
4. Sindicato de Ladrões (On the Waterfront/ 1954, dir: Elia Kazan)
5. Glória Feita de Sangue (Paths of Glory/ 1957, dir: Stanley Kubrick)
6. Janela Indiscreta (Rear Window/ 1954, dir: Alfred Hitchcock)
7. O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby/ 1968, dir: Roman Polanski)
8. A Rede Social (The Social Network/ 2010, dir: David Fincher)
9. Aurora (Sunrise: A Song of Two Humans/ 1927, dir: F.W. Murnau)
10. A Hora do Lobo (Vargtimmen/ 1968, dir: Ingmar Bergman)

Juan Antonio Bayona (J.A. Bayona)

J.A. Bayona

J.A. Bayona

Nasceu em 1975 – Barcelona, Espanha
Trabalhos em destaque: O Orfanato (2007), O Impossível (2012)

1. O Turista Acidental (The Accidental Tourist/ 1988, dir: Lawrence Kasdan)
2. E.T. – O Extraterrestre (E.T. the Extra-Terrestrial/ 1982, dir: Steven Spielberg)
3. O Incrível Homem que Encolheu (The Incredible Shrinking Man/ 1957, dir: Jack Arnold)
4. Os Inocentes (The Innocents/ 1961, dir: Jack Clayton)
5. Idade da Inocência (L’argent de poche/ 1976, dir: François Truffaut)
6. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
7. Superman – O Filme (Superman: The Movie/ 1978, dir: Richard Donner)
8. O Inquiilino (Le Locataire/ 1976, dir: Roman Polanski)
9. A Árvore da Vida (The Tree of Life/ 2009, dir: Terrence Malick)
10. Que Eu Fiz Para Merecer Isto? (¿Qué he hecho yo para merecer esto!!/ 1984, dir: Pedro Almodóvar)

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Juan José Campanella

Nasceu em julho de 1959 – Buenos Aires, Argentina
Trabalhos em destaque: O Filho da Noiva (2001), Clube da Lua (2004), O Segredo dos Seus Olhos (2009)

1. O Show Deve Continuar (All That Jazz/ 1979, dir: Bob Fosse)
2. Amarcord (idem/ 1972, dir: Federico Fellini)
3. Os Eternos Desconhecidos (I soliti ignoti/ 1958, dir: Mario Monicelli)
4. Casablanca (idem/ 1942, dir: Michael Curtiz)
5. Em Nome do Papa Rei (In nome del papa re/ 1977, dir: Luigi Magni)
6. A Felicidade Não se Compra (It’s a Wonderful Life/ 1947, dir: Frank Capra)
7. Amor na Tarde (Love in the Afternoon/ 1957, dir: Billy Wilder)
8. A Loja da Esquina (The Shop Around the Corner/ 1940, dir: Ernst Lubitsch)
9. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
10. Nós que Nos Amávamos Tanto (C’eravamo tanto amati/ 1974, dir: Ettore Scola)

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Kenneth Branagh

Nasceu em dezembro de 1960 – Belfast, Irlanda do Norte
Trabalhos em destaque: Henrique V (1989), Frankenstein de Mary Shelley (1994), Hamlet (1996)

1. Adeus, Meninos (Au Revoir les Enfants/ 1987, dir: Louis Malle)
2. Narciso Negro (Black Narcissus/ 1947, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
3. Desencanto (Brief Encounter/ 1945, dir: David Lean)
4. Cidadão Kane (Citizen Kane/ 1941, dir: Orson Welles)
5. Manhattan (idem/ 1979, dir: Woody Allen)
6. Napoleão (Napoléon/ 1927, dir: Abel Gance)
7. Touro Indomável (Raging Bull/ 1980, dir: Martin Scorsese)
8. Rastros de Ódio (The Searchers/ 1956, dir: John Ford)
9. O Terceiro Homem (The Third Man/ 1949, dir: Carol Reed)
10. Tootsie (idem/ 1982, dir: Sydney Pollack)

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Kevin MacDonald

Nasceu em outubro de 1967 – Glasgow, Escócia
Trabalhos em destaque: Tocando o Vazio (2003), O Último Rei da Escócia (2006), Intrigas do Estado (2009)

1. 2001: Uma Odisséia no Espaço (2001: A Space Odyssey/ 1968, dir: Stanley Kubrick)
2. The Ascent (Voskhozhdeniye/ 1977, dir: Larisa Shepitko)
3. Os Boas Vidas (I vitelloni/ 1953, dir: Federico Fellini)
4. O Leopardo (Il Gattopardo/ 1963, dir: Luchino Visconti)
5. Coronel Blimp – Vida e Morte (The Life and Death of Colonel Blimp/ 1978, dir: Michael Powell, Emeric Pressburger)
6. Soberba (The Magnificent Ambersons/ 1942, dir: Orson Welles)
7. Shoah (idem/ 1985, dir: Claude Lanzmann)
8. Cantando na Chuva (Singin’ in the Rain/ 1952, dir: Stanley Donen, Gene Kelly)
9. Quanto Mais Quente Melhor (Some Like it Hot/ 1959, dir: Billy Wilder)
10. A Tênue Linha da Morte (The Thin Blue Line/ 1988, dir: Errol Morris)

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Kleber Mendonça Filho

Nasceu em 1968 – Pernambuco, Brasil
Trabalhos em destaque: Eletrodoméstica (2005), Crítico (2008), O Som ao Redor (2012)

1. Assalto à 13º DP (Assault on Precinct 13/ 1976, dir: John Carpenter)
2. O Estranho que Nós Amamos (The Beguilled/ 1970, dir: Don Siegel)
3. Vá e Veja (Idi i smotri/ 1985, dir: Elem Klimov)
4. Intervenção Divina (Yadon ilaheyya/ 2002, dir: Elia Suleiman)
5. Fitzcarraldo (idem/ 1981, dir: Werner Herzog)
6. A Mosca (The Fly/ 1986, dir: David Cronenberg)
7. Jackie Brown (idem/ 1997, dir: Quentin Tarantino)
8. O Iluminado (The Shining/ 1980, dir: Stanley Kubrick)
9. Crepúsculo dos Deuses (Sunset Blvd/ 1950, dir: Billy Wilder)
10. Cabra Marcado Para Morrer (1985, dir: Eduardo Coutinho)

Roger Ebert (1942 – 2013)

O crítico de cinema Roger Ebert

O crítico de cinema Roger Ebert

O crítico de cinema Roger Ebert faleceu nessa última quinta-feira, dia 04, aos 70 anos, após uma década lutando contra o câncer de tiróide. Conhecido entre os cinéfilos mais assíduos daqui, Ebert tinha suas críticas publicadas no diário Chicago Sun Times.

Cerca de dez anos atrás, ganhei uma espécie de guia de filmes analisados por Roger Ebert. Seu tom era mais amigável do que a maioria dos críticos ferrenhos e, por mais que eu não concordasse com sua análise, era sempre interessante acompanhá-lo e também confirmar se esqueci de algum detalhe importante levantado por ele. Suas palavras expressavam amor e curiosidades que elevavam a qualidade do filme.

Ao lado do também crítico Gene Siskel, ajudou a popularizar as análises de filmes através de programas televisivos como o Sneak Previews, que trabalhava com humor entre os anos 70 a 90, quando foi cancelado.

Roger Ebert e Gene Siskel no cenário de Sneak Previews

Roger Ebert e Gene Siskel no cenário de Sneak Previews… (photo by timeoutchicago.com)

roger siskel

…Siskel e Ebert em novo cenário (photo by brooklynvegan.com)

Em 2005, foi o primeiro crítico a ganhar uma estrela na calçada da fama e, em 1975, tornou-se o único crítico de cinema a vencer o prêmio Pulitzer.

Amigos e colegas do ramo prestaram homenagem ao jornalista, sendo o diretor Martin Scorsese um deles. “A morte de Ebert foi uma perda incalculável para a cultura de filmes e crítica”. Diretor de clássicos como Taxi Driver e Touro Indomável, Scorsese foi só elogios: “Roger sempre foi apoiativo, sempre esteve lá quando mais precisei, no início quando cada palavra de encorajamento era preciosa; e quando estava no ponto mais baixo da carreira, novamente foi encorajador e apoiativo”.

Apesar de não contar com o mesmo prestígio de críticos como Pauline Kael e Susan Sontag, Roger Ebert contava com o carisma do público. Ao contrário de muitos profissionais do ramo, ele procurava as qualidades dos filmes avaliados com uma pergunta do tipo “O que podemos salvar desse filme ruim?”, e não apenas apontar erros e defeitos.

Oriundo do mesmo estado, Chicago, o presidente norte-americano Barack Obama fez declaração: “Para uma geração de americanos, especialmente os habitantes de Chicago, Roger era os filmes. Quando ele não gostava de um filme, era honesto; quando gostava, era efusivo, capturando o poder singular do filme para nos levar a algum lugar mágico”.

Enquanto nos EUA, um crítico de cinema merece o devido respeito do próprio presidente, pois ajudou milhares de pessoas a compreender melhor o universo cinematográfico e colaborar para um enriquecimento cultural da sociedade,  aqui no Brasil, o ex-presidente Lula eliminou a exigência de diploma para exercer a profissão de jornalismo (!). Graças a ele, tem muito “jornalista” hoje na internet torturando a gramática. No mínimo, patético. Um retrógado inconsequente.

Para Lula, Mensalão é "ficção científica" e não gosta de jornalistas só porque insistem em contrariá-lo

Para Lula, Mensalão é “ficção científica” e não gosta de jornalistas só porque insistem em contrariá-lo. Vejam só.

O então ministro do Supremo, Cezar Peluso, defendeu a medida, pois não haveria “nenhum conjunto de verdades científicas cujo conhecimento seja indispensável para o exercício da profissão”. Se o mundo não acabou em 2012, o fim é iminente…

WGA elege os 101 Melhores Roteiros

Cena antológica do roteiro de Casablanca, o primeiro colocado da lista da WGA

Cena antológica do roteiro de Casablanca, o primeiro colocado da lista da WGA

O Writers Guild of America (WGA) não se limita apenas a eleger os melhores trabalhos de roteiro do ano para que a Academia use de parâmetro no Oscar. Não. Nas horas vagas, eles também fazem listinhas! Afinal, que tipo de cinéfilo não curte listas?

O intuito dessa nova lista seria a inclusão de filmes mais recentes como o cult romântico Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (2004) e o metalingüístico Adaptação. (2002), ambos de autoria de Charlie Kaufman, um dos mais inovadores roteiristas da nova geração. Alguns filmes da década de 90 também se misturam entre os grandes clássicos do Cinema: Beleza Americana (1999), Los Angeles – Cidade Proibida (1997), Forrest Gump – O Contador de Histórias (1994), Um Sonho de Liberdade (1994), Os Suspeitos (1995) e Thelma & Louise (1991).

Sendo o Cinema a Sétima e mais nova Arte, alguns filmes são figuras carimbadas nesses quase 120 anos de existência. São obras tão fundamentais que dificilmente largam as primeiras posições: Casablanca (1943), Cidadão Kane (1941), O Poderoso Chefão (1972) e Chinatown (1974) sempre servem como filmes de análise de roteiro em livros como os dos experts de Hollywood Robert McKee e Syd Field.

Claro que, como toda lista, esta serve como ótima referência para aqueles que buscam uma luz no conhecimento dos filmes. “Por que aqueles críticos dos jornais falam tão mal do filme em cartaz nos cinemas?”, muitos se perguntam. Seriam os críticos pessoas azedas por natureza? Um ou outro, sim. Mas a maioria assistiu aos filmes inclusos nessa lista abaixo e não há como ficar indiferente depois.

Vale ressaltar que o diretor/roteirista/ator Woody Allen é o recordista na lista com 4 trabalhos: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, Manhattan, Crimes e Pecados e Hannah e Suas Irmãs.

Particularmente, senti falta dos roteiros de Horton Foote de A Força do Carinho e Regresso Para Bountiful. E como se trata de uma lista de 101 filmes, inevitavelmente há vários roteiros famosos de ficaram de fora, como os oscarizados Fale com Ela, de Pedro Almodóvar, O Segredo de Brokeback Mountain, de Larry McMurtry e Diana Ossana, e Pequena Miss Sunshine, de Michael Arndt. Por outro lado, note que a maioria foi pelo menos indicada ao Oscar.

1. CASABLANCA
Roteiro de Julius J. & Philip G. Epstein e Howard Koch.
Baseado na peça “Everybody Comes to Rick’s” de Murray Burnett e Joan AlisonGOLD-Icon_CampasR
Vencedor do Oscar de Roteiro (1944)
2. O PODEROSO CHEFÃO (THE GODFATHER)
Roteiro de Mario Puzo e Francis Ford Coppola. Baseado no romance de Mario Puzo
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1973)
3. CHINATOWN
Escrito por Robert Towne
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1975)
4. CIDADÃO KANE (CITIZEN KANE)
Escrito por Herman Mankiewicz e Orson Welles
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1942)
5. A MALVADA (ALL ABOUT EVE)
Roteiro de Joseph L. Mankiewicz. Baseado na história curta e peça de rádio “The Wisdom of Eve,” de Mary Orr
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1951)
6. NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (ANNIE HALL)
Escrito por Woody Allen e Marshall Brickman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1978)
7. CREPÚSCULO DOS DEUSES (SUNSET BLVD.)
Escrito por Charles Brackett, Billy Wilder e D.M. Marshman, Jr.
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1951)
8. REDE DE INTRIGAS (NETWORK)
Escrito por Paddy Chayefsky
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1977)
9. QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (SOME LIKE IT HOT)
Roteiro de Billy Wilder & I.A.L. Diamond. Baseado no filme alemão “Fanfare of Love,” escrito por Robert Thoeren e M. Logan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1960)
10. O PODEROSO CHEFÃO – PARTE II (THE GODFATHER II)
Roteiro de Francis Ford Coppola e Mario Puzo. Baseado no romance “The Godfather” de Mario Puzo
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1975)
11. BUTCH CASSIDY (BUTCH CASSIDY AND THE SUNDANCE KID)
Escrito por William Goldman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1970)
12. DR. FANTÁSTICO (DR. STRANGELOVE OR: HOW I LEARNED TO STOP WORRYING AND LOVE THE BOMB)
Roteiro de Stanley Kubrick, Peter George e Terry Southern. Baseado no romance “Red Alert” de Peter George
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1965)
13. A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (THE GRADUATE)
Roteiro de Calder Willingham e Buck Henry. Baseado no romance de Charles Webb
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1968)
14. LAWRENCE DA ARÁBIA (LAWRENCE OF ARABIA)
Roteiro de Robert Bolt e Michael Wilson. Baseado nos diários de Col. T.E. Lawrence
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1963)
15. SE MEU APARTAMENTO FALASSE (THE APARTMENT)
Escrito por Billy Wilder & I.A.L. Diamond
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1961)
16. PULP FICTION – TEMPO DE VIOLÊNCIA (PULP FICTION)
Escrito por Quentin Tarantino. Histórias de Quentin Tarantino & Roger Avary
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1995)
17. TOOTSIE
Roteiro de Larry Gelbart e Murray Schisgal. História de Don McGuire e Larry Gelbart
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1983)
18. SINDICATO DE LADRÕES (ON THE WATERFRONT)
Roteiro de Budd Schulberg. Baseado em “Crime on the Waterfront” artigos de Malcolm Johnson
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1955)
19. O SOL É PARA TODOS (TO KILL A MOCKINGBIRD)
Roteiro de Horton Foote. Baseado no romance de Harper Lee
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1963)
20. A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (IT’S A WONDERFUL LIFE)
Roteiro de Frances Goodrich & Albert Hackett & Frank Capra. Baseado na história curta “The Greatest Gift” de Philip Van Doren Stern. Contribuições ao roteiro por Michael Wilson e Jo Swerling
21. INTRIGA INTERNACIONAL (NORTH BY NORTHWEST)
Escrito por Ernest Lehman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1960)
22. UM SONHO DE LIBERDADE (THE SHAWSHANK REDEMPTION)
Roteiro de Frank Darabont. Baseado na história curta “Rita Hayworth and the Shawshank Redemption” de Stephen King
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1995)
23. … E O VENTO LEVOU (GONE WITH THE WIND)
Roteiro de Sidney Howard. Baseado no romance de Margaret Mitchell
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1940)
24. BRILHO ETERNO DE UMA MENTE SEM LEMBRANÇAS (ETERNAL SUNSHINE OF THE SPOTLESS MIND)
Roteiro de Charlie Kaufman. História de Charlie Kaufman & Michel Gondry & Pierre Bismuth
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (2005)
25. O MÁGICO DE OZ (THE WIZARD OF OZ)
Roteiro de Noel Langley, Florence Ryerson e Edgar Allan Woolf Adaptation por Noel Langley. Baseado no romance de L. Frank Baum
26. PACTO DE SANGUE (DOUBLE INDEMNITY)
Roteiro de Billy Wilder e Raymond Chandler. Baseado no romance de James M. Cain
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1945)
27. FEITIÇO DO TEMPO (GROUNDHOG DAY)
Roteiro de Danny Rubin e Harold Ramis. História de Danny Rubin
28. SHAKESPEARE APAIXONADO (SHAKESPEARE IN LOVE)
Escrito por Marc Norman e Tom Stoppard
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1999)
29. CONTRASTES HUMANOS (SULLIVAN’S TRAVELS)
Escrito por Preston Sturges
30. OS IMPERDOÁVEIS (UNFORGIVEN)
Escrito por David Webb Peoples
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1993)
31. JEJUM DE AMOR (HIS GIRL FRIDAY)
Roteiro de Charles Lederer. Baseado na peça “The Front Page” de Ben Hecht & Charles MacArthur
32. FARGO
Escrito por Joel Coen & Ethan Coen
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1997)
33. O TERCEIRO HOMEM (THE THIRD MAN)
Roteiro de Graham Greene. História de Graham Greene. Baseado na história curta de Graham Greene
34. A EMBRIAGUEZ DO SUCESSO (THE SWEET SMELL OF SUCCESS)
Roteiro de Clifford Odets e Ernest Lehman. De um mini-romance de Ernest Lehman
35. OS SUSPEITOS (THE USUAL SUSPECTS)
Escrito por Christopher McQuarrie
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1996)
36. PERDIDOS NA NOITE (MIDNIGHT COWBOY)
Roteiro de Waldo Salt. Baseado no romance de James Leo Herlihy
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1970)
37. NÚPCIAS DE ESCÂNDALO (THE PHILADELPHIA STORY)
Roteiro de Donald Ogden Stewart. Baseado na peça de Philip Barry
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1941)
38. BELEZA AMERICANA (AMERICAN BEAUTY)
Escrito por Alan Ball
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (2000)
39. GOLPE DE MESTRE (THE STING)
Escrito por David S. Ward
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1974)
40. HARRY & SALLY – FEITOS UM PARA O OUTRO (WHEN HARRY MET SALLY…)
Escrito por Nora Ephron
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
41. OS BONS COMPANHEIROS (GOODFELLAS)
Roteiro de Nicholas Pileggi & Martin Scorsese. Baseado no livro “Wise Guy” de Nicholas Pileggi
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1991)
42. OS CAÇADORES DA ARCA PERDIDA (RAIDERS OF THE LOST ARK)
Roteiro de Lawrence Kasdan. História de George Lucas e Philip Kaufman
43. TAXI DRIVER
Escrito por Paul Schrader
44. OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (THE BEST YEARS OF OUR LIVES)
Roteiro de Robert E. Sherwood. Baseado no romance “Glory For Me” de MacKinley Kantor
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1947)
45. UM ESTRANHO NO NINHO (ONE FLEW OVER THE CUCKOO’S NEST)
Roteiro de Lawrence Hauben e Bo Goldman. Baseado no romance de Ken Kesey
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1976)
46. O TESOURO DE SIERRA MADRE (THE TREASURE OF THE SIERRA MADRE)
Roteiro de John Huston. Baseado no romance de B. Traven
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro (1949)
47. O FALCÃO MALTÊS/ RELÍQUIA MACABRA (THE MALTESE FALCON)
Roteiro de John Huston. Baseado no romance de Dashiell Hammett
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1942)
48. A PONTE DO RIO KWAI (THE BRIDGE ON THE RIVER KWAI)
Roteiro de Carl Foreman e Michael Wilson. Baseado no romance de Pierre Boulle
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1958)
49. A LISTA DE SCHINDLER (SCHINDLER’S LIST)
Roteiro de Steven Zaillian. Baseado no romance de Thomas Keneally
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1994)
50. O SEXTO SENTIDO (THE SIXTH SENSE)
Escrito por M. Night Shyamalan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2000)
51. NOS BASTIDORES DA NOTÍCIA (BROADCAST NEWS)
Escrito por James L. Brooks
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1988)
52. AS TRÊS NOITES DE EVA (THE LADY EVE)
Roteiro de Preston Sturges. História de Monckton Hoffe
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1942)
53. TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE (ALL THE PRESIDENT’S MEN)
Roteiro de William Goldman. Baseado no livro de Carl Bernstein & Bob Woodward
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1977)
54. MANHATTAN
Escrito por Woody Allen & Marshall Brickman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1980)
55. APOCALYPSE NOW
Escrito por John Milius e Francis Coppola. Narração por Michael Herr
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1980)
56. DE VOLTA PARA O FUTURO (BACK TO THE FUTURE)
Escrito por Robert Zemeckis & Bob Gale
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1986)
57. CRIMES E PECADOS (CRIMES AND MISDEMEANORS)
Escrito por Woody Allen
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
58. GENTE COMO A GENTE (ORDINARY PEOPLE)
Roteiro de Alvin Sargent. Baseado no romance de Judith Guest
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1981)
59. ACONTECEU NAQUELA NOITE (IT HAPPENED ONE NIGHT)
Roteiro de Robert Riskin. Baseado na história “Night Bus” de Samuel Hopkins Adams
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1935)
60. LOS ANGELES – CIDADE PROIBIDA (L.A. CONFIDENTIAL)
Roteiro de Brian Helgeland & Curtis Hanson. Baseado no romance de James Ellroy
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1998)
61. O SILÊNCIO DOS INOCENTES (THE SILENCE OF THE LAMBS)
Roteiro de Ted Tally. Baseado no romance de Thomas Harris
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1992)
62. FEITIÇO DA LUA (MOONSTRUCK)
Escrito por John Patrick Shanley
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1988)
63. TUBARÃO (JAWS)
Roteiro de Peter Benchley e Carl Gottlieb. Baseado no romance de Peter Benchley
64. LAÇOS DE TERNURA (TERMS OF ENDEARMENT)
Roteiro de James L. Brooks. Baseado no romance de Larry McMurtry
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1984)
65. CANTANDO NA CHUVA (SINGIN’ IN THE RAIN)
Roteiro de Betty Comden & Adolph Green. Baseado na canção de Arthur Freed e Nacio Herb Brown
66. JERRY MAGUIRE – A GRANDE VIRADA (JERRY MAGUIRE)
Escrito por Cameron Crowe
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1997)
67. E.T. – O EXTRATERRESTRE (E.T. THE EXTRA-TERRESTRIAL)
Escrito por Melissa Mathison
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1983)
68. GUERRA NAS ESTRELAS (STAR WARS)
Escrito por George Lucas
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1978)
69. UM DIA DE CÃO (DOG DAY AFTERNOON)
Roteiro de Frank Pierson. Baseado no artigo de revista de P.F. Kluge e Thomas Moore
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1976)
70. UMA AVENTURA NA ÁFRICA (THE AFRICAN QUEEN)
Roteiro de James Agee e John Huston. Baseado no romance de C.S. Forester
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1952)
71. O LEÃO NO INVERNO (THE LION IN WINTER)
Roteiro de James Goldman. Baseado na peça de James Goldman
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1969)
72. THELMA & LOUISE
Escrito por Callie Khouri
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1992)
73. AMADEUS
Roteiro de Peter Shaffer. Baseado em sua peça
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1985)
74. QUERO SER JOHN MALKOVICH (BEING JOHN MALKOVICH)
Escrito por Charlie Kaufman
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2000)
75. MATAR OU MORRER (HIGH NOON)
Roteiro de Carl Foreman. Baseado na história curta “The Tin Star” de John W. Cunningham
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1953)
76. TOURO INDOMÁVEL (RAGING BULL)
Roteiro de Paul Schrader e Mardik Martin. Baseado no livro de Jake La Motta com Joseph Carter e Peter Savage
77. ADAPTAÇÃO. (ADAPTATION.)
Roteiro de Charlie Kaufman e Donald Kaufman. Baseado no livro “The Orchid Thief” de Susan Orlean
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (2003)
78. ROCKY – UM LUTADOR (ROCKY)
Escrito por Sylvester Stallone
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1977)
79. APRENDA A PERDER DINHEIRO (THE PRODUCERS)
Escrito por Mel Brooks
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1969)
80. A TESTEMUNHA (WITNESS)
Roteiro de Earl W. Wallace & William Kelley. História de William Kelley e Pamela Wallace & Earl W. Wallace
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1986)
81. MUITO ALÉM DO JARDIM (BEING THERE)
Roteiro de Jerzy Kosinski. Inspirado no romance de Jerzy Kosinski
82. REBELDIA INDOMÁVEL (COOL HAND LUKE)
Roteiro de Donn Pearce e Frank Pierson. Baseado no romance de Donn Pearce
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1968)
83. JANELA INDISCRETA (REAR WINDOW)
Roteiro de John Michael Hayes. Baseado na história curta de Cornell Woolrich
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1955)
84. A PRINCESA PROMETIDA (THE PRINCESS BRIDE)
Roteiro de William Goldman. Baseado em seu romance
85. A GRANDE ILUSÃO (LA GRANDE ILLUSION)
Escrito por Jean Renoir e Charles Spaak
86. ENSINA-ME A VIVER (HAROLD & MAUDE)
Escrito por Colin Higgins
87. 8 ½
Roteiro de Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano, Brunello Rond. História de Fellini, Flaiano
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1964)
88. CAMPO DOS SONHOS (FIELD OF DREAMS)
Roteiro de Phil Alden Robinson. Baseado no livro de W.P. Kinsella
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1990)
89. FORREST GUMP – O CONTADOR DE HISTÓRIAS (FORREST GUMP)
Roteiro de Eric Roth. Baseado no romance de Winston Groom
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (1995)
90. SIDEWAYS – ENTRE UMAS E OUTRAS (SIDEWAYS)
Roteiro de Alexander Payne & Jim Taylor. Baseado no romance de Rex Pickett
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Adaptado (2005)
91. O VEREDICTO (THE VERDICT)
Roteiro de David Mamet. Baseado no romance de Barry Reed
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1983)
92. PSICOSE (PSYCHO)
Roteiro de Joseph Stefano. Baseado no romance de Robert Bloch
93. FAÇA A COISA CERTA (DO THE RIGHT THING)
Escrito por Spike Lee
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1990)
94. PATTON – REBELDE OU HERÓI? (PATTON)
Roteiro de Francis Ford Coppola e Edmund H. North. Baseado em “A Soldier’s Story” de Omar H. Bradley e “Patton: Ordeal and Triumph” de Ladislas Farago
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1971)
95. HANNAH E SUAS IRMÃS (HANNAH AND HER SISTERS)
Escrito por Woody Allen
GOLD-Icon_CampasRVencedor do Oscar de Roteiro Original (1987)
96. DESAFIO À CORRUPÇÃO (THE HUSTLER)
Roteiro de Sidney Carroll & Robert Rossen. Baseado no romance de Walter Tevis
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Adaptado (1962)
97. RASTROS DE ÓDIO (THE SEARCHERS)
Roteiro de Frank S. Nugent. Baseado no romance de Alan Le May
98. AS VINHAS DA IRA (THE GRAPES OF WRATH)
Roteiro de Nunnally Johnson. Baseado no romance de John Steinbeck
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro (1941)
99. MEU ÓDIO SERÁ SUA HERANÇA (THE WILD BUNCH)
Roteiro de Walon Green e Sam Peckinpah. História por Walon Green e Roy Sickner
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (1970)
100. AMNÉSIA (MEMENTO)
Roteiro de Christopher Nolan. Baseado na história curta “Memento Mori” de Jonathan Nolan
GOLD-Icon_CampasRIndicado ao Oscar de Roteiro Original (2002)
101. INTERLÚDIO (NOTORIOUS)
Escrito por Ben Hecht
GOLD-Icon_CampasRIndicado o Oscar de Roteiro Original (1947)

Apostas para Globo de Ouro 2013

70ª edição do Globo de Ouro (photo by sheknows.com)

70ª edição do Globo de Ouro (photo by sheknows.com)

Antes de começar a palpitar, acreditava que o canal Sony transmitiria a cerimônia do Globo de Ouro, mas como não vi nenhuma propaganda no ar, e ontem li no jornal gratuito Metro que o canal TNT assumiria essa responsabilidade. Fique atento pouco antes do evento, que deve ter início por volta das 22h30 (horário de Brasília).

Depois de três anos como host, o comediante britânico Ricky Gervais (da série The Office original) teve que ceder seu trono nesta 70ª edição do prêmio. Os organizadores do evento devem ter concluído que três anos de tortura para as celebridades é o suficiente! Gervais não tinha papas na língua e era do tipo “perde o amigo, mas não perde a piada” e isso causou um incômodo nas estrelas de Hollywood, que já se esforçavam para sorrir toda a noite. Como fã de seu humor negro e ácido, espero que Gervais retorne ao seu posto.

Este ano, a dupla de comediantes Tina Fey (30 Rock) e Amy Poehler (Parks & Recreation) foram convocadas para animar a entrega de prêmios. Ambas já trabalharam juntas na boa comédia Uma Mãe Para o Meu Bebê (Baby Mama) em 2008, e têm uma química que funciona na tela. Acredito que se trata de uma escolha que deve agradar a todos, incluindo as celebridades.

Amy Poehler (a esq) e Tina Fey em foto promocional para o Globo de Ouro, que deve ter arrecadado uma graninha da All Star (photo by stylelist.com)

Amy Poehler (a esq) e Tina Fey em foto promocional para o Globo de Ouro, que deve ter arrecadado uma graninha da All Star (photo by stylelist.com)

Vale lembrar que o Globo de Ouro tem seu momento de homenagem chamado Prêmio Cecil B. DeMille, que reconhece a carreira de profissionais da área entre atores e diretores. Em 2012, Morgan Freeman foi o homenageado. Este ano, a outrora garota-prodígio de Hollywood, Jodie Foster, receberá as honrarias. Embora tenha apenas 50 aninhos de idade, a atriz começou muito cedo, participando de propagandas de TV, programas de TV e filmes. Entre suas melhores performances estão: Taxi Driver (1976), Acusados (1988), O Silêncio dos Inocentes (1991), Nell (1994) e Contato (1997).

Jodie Foster, como a agente Clarice Starling em O Silêncio dos Inocentes: minhas paixão quando eu tinha meus 10 aninhos.

Jodie Foster, como a agente Clarice Starling em O Silêncio dos Inocentes: minha paixão quando eu tinha meus 10 aninhos.

Apesar de ser o recordista de indicações com sete, a produção de época Lincoln não parece figurar entre os favoritos da imprensa. Deve ser compensado nas categorias de atuação, com Daniel Day-Lewis quase 100% garantido no palco.

Acredito que, por terem sido bem cotados na imprensa e crítica, Argo e A Hora Mais Escura têm mais chances de vencerem como Melhor Filme – Drama, entretanto, como a Academia enfraqueceu ambos ao não indicar seus respectivos diretores, pode ser que Lincoln ganhe fôlego nessa reta final. Por outro lado, há muito o Globo de Ouro deixou de ser a melhor prévia do Oscar, então os vencedores devem divergir muito.

Aproveitando-se do bom momento vivido pelas indicações ao Oscar, a comédia O Lado Bom da Vida deve levar Melhor Filme – Comédia ou Musical, fortalecido pelas prováveis vitórias de seus atores principais Bradley Cooper e Jennifer Lawrence. Se isso se confirmar, o diretor David O. Russell deve perder para Chris Terrio (Argo) para Melhor Roteiro.

David O. Russell entre os atores Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em O Lado Bom da Vida (photo by latimes.com)

David O. Russell entre os atores Bradley Cooper e Jennifer Lawrence em O Lado Bom da Vida (photo by latimes.com)

Na categoria de direção, que no Oscar se tornou uma grande caixa de bombons, o Globo de Ouro deve ficar entre Kathryn Bigelow e Ben Affleck. Como o Globo de Ouro preteriu Guerra ao Terror para premiar o bilionário Avatar em 2010 nas categorias de Filme e Diretor, existe a forte possibilidade da Associação de Imprensa Estrangeira compensar Kathryn Bigelow este ano por A Hora Mais Escura. Affleck e seu Argo ficariam com Melhor Filme – Drama.

Nas categorias de atuação, Jessica Chastain (A Hora Mais Escura) tem maiores chances com as ausências de Emmanuelle Riva e Quvenzhané Wallis (ambas indicadas ao Oscar). Além disso, outra favorita ao Oscar, Jennifer Lawrence, concorre na categoria de Atriz – Comédia ou Musical.

Jessica Chastain ganhou destaque em 2012 por Histórias Cruzadas, A Árvore da Vida e O Abrigo.  Agora concorre por A Hora Mais Escura (photo by OutNow.CH)

Jessica Chastain ganhou destaque em 2012 por Histórias Cruzadas, A Árvore da Vida e O Abrigo. Agora concorre por A Hora Mais Escura (photo by OutNow.CH)

Entre os coadjuvantes, hesitei em colocar Anne Hathaway no lugar de Sally Field, pois a última é muito querida pela crítica e foi indicada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Série de TV – Drama em 2008 e 2009 por Brothers & Sisters. Apostei no burburinho de Hathaway emocionando platéias quando canta em Os Miseráveis e, de certa forma, como prêmio de consolação numa eventual derrota do musical como Melhor Filme – Comédia ou Musical.

Na competição masculina, Philip Seymour Hoffman e Christoph Waltz formam a dupla de franco-favoritos. Como Hoffman compensaria a ausência de O Mestre nas principais categorias e Waltz ganhou recentemente por Bastardos Inglórios, apostei no primeiro.

Gostaria de ver o cineasta Tim Burton premiado com Melhor Animação por Frankenweenie, mas nas últimas semanas, vi que Detona Ralph vem conquistando o público e a crítica, ameaçando o favoritismo de Burton. Contudo, ele deve ter melhores chances no Oscar por ser querido por muitos atores com quem trabalhou.

Detona Ralph vem crescendo nas premiações (photo by OutNow.CH)

Detona Ralph vem crescendo nas premiações (photo by OutNow.CH)

Depois de se sagrar com a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em incontáveis prêmios da crítica internacional e com cinco indicações ao Oscar, o filme de Michael Haneke, Amor, praticamente garantiu Melhor Filme Estrangeiro. Mesmo que o filme anterior de Haneke, A Fita Branca, já tenha levado o prêmio em 2010, Amor está imbatível nessa categoria.

Enfim, procurei equilibrar o histórico de premiações e justiça, mas nem sempre tais características reinam nessas cerimônias, especialmente a do Oscar. Então, sem mais delongas, meus palpites para o Globo de Ouro 2013:

MELHOR FILME – DRAMA

Argo (Argo), de Ben Affleck

MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL

O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), de David O. Russell

MELHOR ATOR – DRAMA

Daniel Day-Lewis (Lincoln)

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Jessica Chastain (A Hora Mais Escura)

MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL

Bradley Cooper (O Lado Bom da Vida)

MELHOR ATRIZ  – COMÉDIA OU MUSICAL

Jennifer Lawrence (O Lado Bom da Vida)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Philip Seymour Hoffman (O Mestre)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Anne Hathaway (Os Miseráveis)

MELHOR DIRETOR

Kathryn Bigelow (A Hora Mais Escura)

MELHOR ROTEIRO

Chris Terrio (Argo)

MELHOR TRILHA MUSICAL

Alexandre Desplat (Argo)

MELHOR CANÇÃO

“Skyfall”, de Adele e Paul Epworth (007 – Operação Skyfall)

MELHOR ANIMAÇÃO

Detona Ralph (Wreck-it Ralph), de Rich Moore

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Amor (Amour), de Michael Haneke

Prévia do Oscar 2013: Ator Coadjuvante

O último vencedor da categoria, Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor.

Criada em 1937, a categoria de Melhor Ator Coadjuvante passou a suprir a demanda de atores hollywoodianos que mereciam reconhecimento, mesmo não estrelando uma produção. O maior vencedor foi o americano Walter Brennan, que levou para casa três vezes o prêmio por Meu Filho é Meu Rival (1936), Kentucky (1938) e A Última Fronteira (1940). Normalmente, vence aquele que tem um papel que costuma roubar a cena, como aconteceu com Sean Connery em Os Intocáveis (1987) ou Christoph Waltz em Bastardos Inglórios (2009). A categoria, que antes era considerada menos importante, passou a ganhar relevância quando atores do quilate de Walter Huston (O Tesouro de Sierra Madre, 1948), George Sanders (A Malvada, 1950), Jack Lemmon (Mister Roberts, 1955) e Peter Ustinov (Spartacus, 1960) se sagraram vencedores.

Vencedor de três Oscars de coadjuvante: Walter Brennan. Além de ter atuado em muitos westerns, trabalhou com grandes atores como Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Gary Cooper e John Wayne.

Nas últimas décadas, as categorias de coadjuvante serviram como reduto de atores renomados. Nos bastidores, a estratégia da Academia seria de compensar atores de peso que não ganharam em oportunidades prévias. Claro que oficialmente, ninguém vai confirmar essa informação, mas a vitória de Morgan Freeman por Menina de Ouro em 2005 é um exemplo disso, pois o ator fora indicado em outras três vezes, mas nunca levou a estatueta. Essa leitura da premiação acredita que as chances de ele levar Melhor Ator (principal) nos próximos anos seriam pequenas e que, por isso, sua vitória como coadjuvante seria uma forma de garantir que Freeman encerre sua carreira como vencedor do Oscar.

Morgan Freeman em Menina de Ouro: Oscar de coadjuvante. Antes tarde do que nunca?

Com certeza, muitos fãs de Morgan Freeman vão discordar dessa opinião, mas as mesmas pessoas sabem que ele mereceu mais por Conduzindo Miss Daisy ou Um Sonho de Liberdade. Particularmente, sou contra esse sistema de compensação, pois pode desbancar a melhor performance do ano que, nesse ano, deveria ter ido para Thomas Haden Church (Sideways – Entre Umas e Outras) ou Clive Owen (Closer – Perto Demais).

Claro que adoraria ver atores veteranos e consagrados ganhando o Oscar pela primeira vez como aconteceu com Christopher Plummer este ano, mas nem sempre a maré está a favor deles. Nesses casos, existe o Oscar Honorário, que costuma premiar profissionais do cinema que nunca tiveram a oportunidade de levar a estatueta pra casa. Vencedores recentes atestam: James Earl Jones, Eli Wallach, Lauren Bacall e o compositor italiano Ennio Morricone, todos foram previamente indicados mas nunca venceram nas respectivas categorias.

Este ano, temos fortes candidatos vencedores do Oscar. Alan Arkin, Robert De Niro, Philip Seymour Hoffman, Russell Crowe e Tommy Lee Jones podem voltar ao tapete vermelho como indicados. O retorno mais triunfal seria o de Robert De Niro, que teve sua época de glória nas décadas de 70, 80 e 90, mas que não figura na lista há vinte anos (!). Tem também indicados prévios, mas que nunca ganharam e agora podem ter a chance de ouro como Leonardo DiCaprio, que concorreu três vezes, e em 2013, pode finalmente passar para o time dos Academy Award Winners.

Apesar de ainda estar cedo para favoritismos, Robert De Niro está na frente pelo sucesso de Silver Linings Playbook. O filme de David O. Russell vem arrancando aplausos pelos festivais que passa, especialmente o de Toronto (Canadá), de onde saiu com o prêmio People’s Choice Award. Particularmente, mesmo que ainda não tenha conferido sua performance, gostaria que esse retorno de De Niro fosse coroado para que sirva de incentivo ao ator para escolher projetos mais ousados e não somente pelo alto cachê, como vinha fazendo nas últimas duas décadas. Contudo, Philip Seymour Hoffman pode ser a pedra no meio do caminho com sua presença magnética no novo filme de Paul Thomas Anderson, The Master, que já lhe rendeu o prêmio Volpi Cup de Melhor Ator (juntamente com Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza.

Alan Arkin em Argo

ALAN ARKIN (Argo)

Muita gente conhece Alan Arkin como o vovô maconheiro e tutor da pequena Olive de Pequena Miss Sunshine, papel pelo qual ele ganhou seu único Oscar em 2007, batendo o favorito Eddie Murphy de Dreamgirls, mas este ator americano de 78 anos é um veterano em Hollywood, tendo participado de alguns clássicos como a comédia de guerra de Norman Jewison, Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (1966) e no suspense Um Clarão nas Trevas (1967), ao lado de Audrey Hepburn. Chegou a atuar no filme brasileiro indicado ao Oscar de Filme Estrangeiro, O que é isso, Companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Nessa idade e já com um Oscar em casa, alguns críticos já aposentavam Alan Arkin, mas com Argo, ele prova que tem muito ainda a ensinar e mostrar. Ele interpreta o produtor de Hollywood, Lester Siegel, que ajuda o maquiador John Chambers na missão de vender um filme fictício para encobrir a saída de seis americanos do Irã durante a Revolução Iraniana em 1980. Ao lado de John Goodman, que vive Chambers, Alan Arkin rouba a cena com seu humor escrachado repleto de palavrões, muito semelhante ao revoltado vovô de Miss Sunshine.

É claro que o fato de Arkin já ter ganhado o Oscar recentemente implica em perda de pontos na corrida, afinal os votantes certamente consideram o histórico do ator. Mas se os votos se dividirem entre Robert De Niro e Philip Seymour Hoffman, Alan Arkin viria logo em seguida para roubar a cena na cerimônia.

Russell Crowe em Les Misérables

RUSSELL CROWE (Les Miserábles)

Depois de um início fenomenal em seus primeiros anos de Hollywood com três indicações ao Oscar, Russell Crowe deu uma relaxada. Quer dizer, ainda trabalha em projetos ambiciosos e com diretores consagrados como Ridley Scott e Peter Weir, mas suas atuações deram uma estabilizada. Em O Informante, Crowe engordou para interpretar Jeffrey Wigand. Já em Gladiador, ganhou massa muscular e fez cara de mau. A Academia reconheceu oficialmente seu esforço, premiando-o com o Oscar de Melhor Ator em 2001 pelo épico Gladiador.

Talvez, com esta adaptação musical do clássico literário de Victor Hugo, Russell Crowe volte aos holofotes pelas performances na tela, e não pelos escândalos de porrada em papparazzi ou que bateu na pobre esposa. Na mega-produção, o ator neozelandês dá vida ao Inspetor Javert, que fica na cola do protagonista Jean Valjean (Hugh Jackman).

Particularmente, nunca ouvi nenhuma faixa da banda australiana de Russell Crowe, 30 Odd Foot of Grunts. Mas pelos comentários, vale aquele bom e velho ditado: “Como cantor, Russell Crowe é um ótimo ator”. E pelo que me informei, não há playbacks nas canções, tanto que os atores cantavam ao vivo no set usando um fone que tocava piano para manter o ritmo. A música era acrescentada na montagem final. Será que Crowe se saiu bem ou todo mundo aplaudia por educação e com medo de levar um soco? Só vendo mesmo, mas se ele não se saiu no mínimo bem, esquece a indicação…

Robert De Niro em cena de Silver Linings Playbook

ROBERT DE NIRO (Silver Linings Playbook)

Que Robert De Niro não precisa provar mais nada pra ninguém, isso todo mundo já sabe. Afinal, não é qualquer ator que fez Taxi Driver (1976), O Poderoso Chefão: Parte II (1974), Touro Indomável (1980), Os Bons Companheiros (1990) e aterrorizou como o presidiário Max Cady em Cabo do Medo (1991). Tem dois Oscars na bagagem, mas um terceiro pode estar por vir.

Com Silver Linings Playbook, o veterano de Hollywood pode ressuscitar na temporada de prêmios. Ele faz o pai protetor e conselheiro de Pat (Bradley Cooper), que acaba de sair de uma instituição psicológica depois de pegar sua mulher traindo. Pelo trailer, já é possível ver que De Niro já se desvencilha da típica atuação de mafioso ou gângster que praticamente impregnou sua pele, crédito do ótimo diretor de atores David O. Russell.

O retorno de Robert De Niro aos bons papéis era há muito aguardada, pois o ator passou por duas décadas de filmes medianos e alguns claramente para poder pagar as contas como a comédia As Aventuras de Rocky & Bullwinkle (podem falar o que quiser do filme, mas está nítido que o contrato foi gordo).

Aí você vai se perguntar: “Mas se o De Niro já tem dois Oscars, por que ele ganharia um terceiro?”. Realmente, se levarmos em consideração o histórico vitorioso, existem outros atores da nova geração que são tão merecedores quanto ele. Mas Hollywood e sua comunidade admiram Robert De Niro e gostariam de vê-lo no topo depois de tanto tempo. Muitos acreditam que o grande ator ainda existe, mas que não teve as devidas oportunidades nas últimas duas décadas. Infelizmente, só vamos poder comprovar o potencial do papel em fevereiro, quando está prevista a estréia no Brasil.

Leonardo DiCaprio em Django Livre

LEONARDO DiCAPRIO (Django Livre)

Desde que estrelou Titanic como o pobretão galã Jack e se tornou pôster de milhões de quartos de menininhas, Leo DiCaprio decidiu virar o disco e se tornar um ator de respeito. Sua tática era formar parcerias com profissionais consagrados como forma de aprendizado e se destacar como ator e não apenas ídolo teen. Como cinéfilo, admiro bastante sua disposição para mover montanhas, mas ainda não me convenci de que ele é um bom ator. DiCaprio é esforçado: aprendeu o sotaque sul-africano para filmar Diamante de Sangue, tomou uma nova aparência mais nojenta em O Aviador e mais velha em J. Edgar, mas ainda não apresenta algumas nuances e tonalidade de voz diferenciada. Ele precisa trabalhar mais o interior do que o exterior. Pode-se dizer que Leonardo DiCaprio é um diamante bruto que precisa ser esculpido.

Creio que o diretor Martin Scorsese também pensou o mesmo a respeito dele. Contratou-o para filmar Gangues de Nova York (2002), O Aviador (2004), Os Infiltrados (2006) e A Ilha do Medo (2010). Claro que depois do curso intensivo de Scorsese, Leo ficou melhor, tanto que conseguiu mais duas indicações ao Oscar (a primeira foi aos 19 anos como coadjuvante por Gilbert Grape – Aprendiz de um Sonhador) por O Aviador e Diamante de Sangue.

Agora, em sua primeira participação num filme de Quentin Tarantino, as esperanças se renovam, ainda mais que o diretor conseguiu um Oscar de coadjuvante para Christoph Waltz em Bastardos Inglórios há dois anos. No western Django Livre, Leonardo DiCaprio interpreta o vilão, no caso, o proprietário de terras brutal de Mississipi, Calvin Candie, que tem posse da mulher do herói Django (Jamie Foxx). As expectativas sempre são altas quando se fala de um filme de Tarantino. Espera-se que a performance de DiCaprio também esteja no mesmo nível.

John Goodman em Argo

JOHN GOODMAN (Argo)

Para o público brasileiro em geral, John Goodman ficou marcado por viver Fred Flinstone nos cinemas e dar sua voz ao personagem Sully na animação Monstros S.A.. Chegou a cantar a canção “If I Didn’t Have You”, que venceu o Oscar para Randy Newman em 2002. Mas para os cinéfilos de carteirinha, o ator robusto ficará marcado eternamente pelo papel de Walter Sobchak, o sem-noção traumatizado da Guerra do Vietnã na comédia de humor negro O Grande Lebowski (1998), dos irmãos Coen.

De lá pra cá, além das participações nos filmes dos Coen, Goodman tem sido escalado para papéis menores que exigem uma presença de tela. Foi assim no blockbuster Speedy Racer, na comédia Os Delírios de Consumo de Becky Bloom e no último vencedor do Oscar, O Artista. Com o sucesso de Argo, espera-se que ele finalmente consiga sua primeira indicação ao Oscar e consequentemente, melhores ofertas de papéis.

No filme de Ben Affleck, John Goodman se destaca em todas as cenas em que aparece como o maquiador de Hollywood, John Chambers. É realmente uma pena que seu personagem não tenha mais tempo de tela, porque sua atuação merecia mais alguns minutos. Apesar da curta duração, uma indicação a Goodman se mostra bastante plausível devido ao reconhecimento da figura de Chambers com um Oscar Honorário pelas próteses inovadoras de O Planeta dos Macacos (1968).

Philip Seymour Hoffman em The Master

PHILIP SEYMOUR HOFFMAN (The Master)

Philip Seymour Hoffman começou a atuar em filmes no começo dos anos 90. Felizmente, nunca foi do tipo galã, então teve que ralar bastante para conquistar seu lugar ao sol. Mesmo em papéis menores, teve oportunidade de conhecer e atuar com grandes atores como Paul Newman, Al Pacino, James Woods e Ellen Burstyn, buscando construir seu próprio estilo de interpretação. Na maioria de seus trabalhos, percebe-se que Hoffman prioriza a atuação mais contida, mesmo com seu trabalho premiado pela Academia em Capote (2005), em que teve que copiar alguns trejeitos típicos do romancista Truman Capote, ele procurou reprimir a sexualidade de seu personagem.

Além do aprendizado com referências de Hollywood, outro fator notável na carreira de Hoffman foi o início de uma parceria forte com o jovem cineasta norte-americano Paul Thomas Anderson que, aos 26 anos, realizou seu primeiro longa, Jogada de Risco (1996). Com o diretor, Philip Seymour Hoffman voltou a trabalhar em Boogie Nights – Prazer Sem Limites (1997), Magnólia (1999), Embriagado de Amor (2002) e agora no tão aguardado The Master, no qual dá vida ao filósofo carismático Lacaster Dodd, que seria baseado na figura do criador da Cientologia, L. Ron Hubbard.

Pelo filme, Philip Seymour Hoffman já ganhou o Volpi Cup de Melhor Ator (compartilhado com seu colega Joaquin Phoenix) no último Festival de Veneza, de onde Paul Thomas Anderson também saiu premiado como Melhor Diretor. Hoffman já foi indicado três vezes ao Oscar: Melhor Ator por Capote (2005), Melhor Ator Coadjuvante por Jogos do Poder (2007) e Dúvida (2008), tendo levado pelo primeiro.

Tommy Lee Jones em Lincoln

TOMMY LEE JONES (Lincoln)

Muita gente conhece Tommy Lee Jones como o agente K da trilogia de Homens de Preto, que com sua expressão de pedra, contrabalanceou muito bem com o humor mais extrovertido de Will Smith. Contudo, Jones já possui uma extensa filmografia, que começou lá em 1970 no bem-sucedido romance Love Story – Uma História de Amor, num papel menor. Apesar de ganhar notoriedade ao atuar ao lado de Sissy Spacek na biografia da cantora country Loretta Lynn em 1980, Tommy Lee Jones só teve seu talento reconhecido nos anos 90, quando trabalhou com Oliver Stone no aclamado JFK – A Pergunta que Não Quer Calar e no polêmico Assassinos por Natureza. Em 1995, ganhou seu único Oscar de coadjuvante pelo thriller policial O Fugitivo, no qual interpreta o agente do FBI Samuel Gerard que tem a missão de perseguir Kimble (Harrison Ford), acusado de matar sua própria esposa.

Como muitos atores, Tommy desfrutou de seu sucesso tardio em Hollywood e assinou contrato para alguns filmes blockbusters como o fraco Volcano (1997) e no carnavalesco Batman Eternamente (1995), em que deu vida ao vilão Duas-Caras. Mais recentemente, estrelou o western pós-moderno dos irmãos Coen, Onde os Fracos Não Têm Vez (2007), foi indicado ao Oscar pela atuação no policial No Vale das Sombras (2007) e em 2005, ganhou o prêmio de ator no Festival de Cannes pelo ótimo Três Enterros, primeiro longa sob sua direção.

2012 foi um ano cheio para Tommy Lee Jones. Quatro produções em que participou estrearam este ano: Lincoln, Homens de Preto 3, Emperor e Um Divã Para Dois. Além do sucesso comercial de Homens de Preto 3, sua atuação na comédia romântica Um Divã Para Dois ao lado de Meryl Streep já havia chamado a atenção da crítica, o que certamente aumenta as chances de indicação pelo filme político de Steven Spielberg. Em Lincoln, ele interpreta o vice-presidente abolicionista Thadeus Stevens, que tem suma-importância como o braço direito do presidente. Na grande produção de época de Spielberg, existem vários bons atores em papéis secundários como David Strathairn, Jackie Earle Haley, John Hawkes, Joseph Gordon-Levitt, James Spader e Hal Holbrook, mas pelas críticas, Tommy Lee Jones deve representar todo o elenco secundário masculino no Oscar.

William H. Macy em The Sessions

WILLIAM H. MACY (The Sessions)

Este ator franzino norte-americano parece ter nascido para papéis secundários. Hollywood nunca lhe deu uma real oportunidade de protagonista, mas já trabalhou com diretores renomados como Woody Allen (A Era do Rádio e Neblina e Sombras), Rob Reiner (Fantasmas do Passado), Paul Thomas Anderson (Boogie Nights – Prazer Sem Limites e Magnólia), Barry Levinson (Mera Coincidência) e os irmãos Coen (Fargo), pelo qual conseguiu sua única indicação ao Oscar, como coadjuvante, claro. Na TV, William H. Macy teve mais sorte ao estrelar o filme televisivo De Porta em Porta, no qual se destaca como o vendedor ambulante com problemas mentais Bill Porter.

Casado com a atriz Felicity Huffman, da série de TV Desperate Housewives, William H. Macy tem enorme carinho por colegas de trabalho, pois costuma emprestar seu carisma para seus papéis. Desta vez, ele interpreta um padre, que enfrenta uma questão eticamente controversa. No filme independente The Sessions, seu amigo e fiel Mark O’Brien (John Hawkes) tem condições médicas delicadas e pouco tempo de vida, o que o leva a querer perder sua virgindade antes que o pior aconteça. Como padre e conselheiro, ele tenta guiar Mark pelo melhor caminho sem afetar sua fé.

No último Festival de Sundance, o filme ganhou o prêmio de público e um reconhecimento especial do júri pela atuação do elenco todo. Dependendo de como vai se sair entre os prêmios da crítica americana como o National Board of Review, New York Film Critics Circle e o Los Angeles Film Critics Association, William H. Macy tem boas chances de aparecer na lista de Melhor Ator Coadjuvante em 2013. Seria sua segunda indicação ao Oscar.

Matthew McConaughey em Magic Mike

MATTHEW McCONNAUGHEY (Magic Mike)

Galã de segunda linha, Matthew McConnaughey costuma estrelar comédias românticas com atrizes regulares como Sarah Jessica Parker e Kate Hudson, tanto que o público feminino o conhece como o conquistador de Como Perder um Homem em 10 Dias (2003). Mas de vez em quando, o ator decide participar de alguns projetos mais ambiciosos como a ficção científica Contato (1997), o filme de época de Spielberg, Amistad (1997) e ganhou certo prestígio ao interpretar advogados em Tempo de Matar (1996) e em O Poder e a Lei (2011).

Trabalhando com o diretor Steven Soderbergh (vencedor do Oscar por Traffic) em Magic Mike, McConnaughey faz o papel de Dallas, um veterano do mundo do striptease masculino no clube de mulheres. Ele rouba a cena ao passar seus ensinamentos eróticos para o jovem Mike (Channing Tatum) e, claro, em seus shows que levam as mulheres ao delírio.

Com tantas performances boas nessa categoria, McConnaughey corre por fora nessa competição. Contudo, como a maioria dos relacionados já foi indicada ou ganhou um Oscar, existe uma possibilidade do ator ser o único a conquistar a primeira indicação. A votantes femininas podem dar uma mãozinha.

 

POSSÍVEIS SURPRESAS

As categorias de coadjuvante costumam ser as mais imprevisíveis. Na reta final, surge alguém para roubar a vaga garantida de outro ator. Este ano, o veterano sueco Max von Sydow (Tão Forte e Tão Perto) foi a surpresa, passando uma rasteira em Albert Brooks (Drive) e Armie Hammer (J. Edgar), ambos indicados ao Globo de Ouro e SAG Awards, respectivamente. Alguns sites como IndieWire, colocaram alguns nomes que podem figurar como supresa na lista final. Confira:

– Javier Bardem (007 – Operação Skyfall)

– Don Cheadle (Flight)

– James D’Arcy (Hitchcock)

– Michael Fassbender (Prometheus)

– James Gandolfini (O Homem da Máfia)

– Dwight Henry (Indomável Sonhadora)

– Hal Holbrook (Promised Land)

– Ewan McGregor (O Impossível)

– Ian McKellen (O Hobbit – Uma Jornada Inesperada)

– Guy Pearce (Os Infratores)

Também considero baixas as possibilidades desses atores entrarem na lista, mas adoraria ver Michael Fassbender ser incluso de última hora por Prometheus, uma vez que o ator alemão já merecia uma indicação este ano pelo drama independente Shame. Além de seu ciborgue David ser muito convincente e deixar todo o resto do elenco no chão, ele demonstra a calma na fala mansa e pausada, e ainda empresta um carisma que às vezes se mostra mais humano do que os personagens humanos. Com certeza, um grande ator em extrema ascensão que merece ser reconhecido pela Academia, que só tem a ganhar com sua inclusão na categoria.

Michael Fassbender como o ciborgue David em Prometheus

Como fã de James Bond, seria uma grata surpresa ver Javier Bardem e seu vilão Raoul Silva de 007 – Operação Skyfall indicado ao Oscar, mas acho bastante improvável pelo papel ser parecido com o Coringa de Heath Ledger. Entretanto, o mega sucesso das bilheterias do 23º filme de Bond pode mexer na corrida.

Jodie Foster receberá prêmio Cecil B. DeMille no Globo de Ouro 2013

Jodie Foster no tapete vermelho do Globo de Ouro deste ano

Enquanto a Academia tem o Oscar Honorário, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood tem o prêmio Cecil B. DeMille, uma honraria que reconhece o conjunto da obra de um artista de cinema, que existe desde 1952, quando foi concedido ao próprio diretor Cecil B. DeMille, conhecido pelos filmes-espetáculo como Os Dez Mandamentos (1956) e O Maior Espetáculo da Terra (1952).

Em sua longa jornada, o Cecil B. DeMille Award já consagrou inúmeras carreiras de grandes nomes como Walt Disney, Fred Astaire, Judy Garland, James Stewart, John Wayne, Jack Nicholson, Martin Scorsese e Charlton Heston, o mais novo a receber o prêmio aos 42 anos. A homenageada de 2013, a atriz americana Jodie Foster será a segunda mais nova aos 50 anos de idade.

Apesar da idade, Foster iniciou sua carreira artística muito nova. Quando ainda era um bebê de 3 anos, estrelou comerciais na TV do protetor solar Coppertone. Aos 7, participou do programa humorístico de TV, o The Doris Day Show, e aos 9, estrelava seu primeiro filme ao lado de Michael Douglas em Napoleon e Samantha (1972), de Bernard McEveety.

Segue trecho do programa de TV Ellen, no qual Jodie Foster fica um pouco constrangida com o comercial de Coppertone:

Aos 12 anos, escolheu uma opção que mudaria sua vida para sempre. Foi escalada para viver a prostituta Iris em Taxi Driver (1976), dirigido por Martin Scorsese e atuando ao lado de um promissor Robert De Niro. Era espantoso ver a performance de uma garota tão jovem num papel tão sério e intenso. A Academia concordou e Jodie recebeu sua primeira indicação ao Oscar.

No início dos anos 80, enquanto a atriz estava cursando a universidade de Yale, um maluco e fã obcecado por Jodie Foster, John Hinckley, atirou no então presidente americano Ronald Reagan só para impressioná-la. A idéia surgiu de Taxi Driver, no qual Travis Bickle (De Niro) tenta matar um político para impressionar uma moça. Pelos boatos, Hinckley assistiu ao filme quinze vezes seguidamente. Antes do atentado, mandava cartas com poemas para a residência da atriz para que ela o notasse. Depois de ser preso, permanece internado numa clínica psiquiátrica mantido sob vigilância.

Após esse período negro, Foster ressurgiu para o mundo aos 26 anos, quando seu trabalho em Acusados chamou a atenção dos críticos. No filme, ela vive a jovem Sarah Tobias, que se torna vítima de um brutal estupro num bar por três homens. Contudo, Acusados não se trata de um filme comum. Pela personagem de Foster ter um histórico conturbado (foi presa por porte de drogas), e pelo fato de estar bêbada e se insinuar dançando para um homem igualmente bêbado no bar, o julgamento ganha proporções maiores, ainda mais que os acusados têm fortes conexões na justiça.

Jodie Foster em Acusados (1988): primeiro Oscar

Além da escolha ousada do projeto, Jodie Foster impressionou com a fragilidade da condição humana pela dificuldade de se expressar na corte. Sua personagem se vê obrigada a amadurecer e criar responsabilidade por seus atos. Como a mensagem do filme é bem difícil de entender, a performance da atriz se mostra fundamental para que o público entenda que os acusados do filme são apenas figurantes do crime. Por este trabalho, Jodie Foster recebeu sua segunda indicação e saiu vencedora do Oscar de Melhor Atriz em 1989.

Em 1991, outro ano de sua ascensão, Foster estrelou a adaptação do best-seller de Thomas Harris, O Silêncio dos Inocentes, que lhe rendeu seu segundo Oscar de atriz. Curiosamente, ela não foi a primeira opção do diretor Jonathan Demme, que preferia Michelle Pfeiffer, com quem havia trabalhado em De Caso com a Máfia (1988). Então, Demme recorreu à sugestão do roteirista Ted Tally.

Jodie Foster em O Silêncio dos Inocentes: prova de que beleza e inteligência podem coexistir

Para interpretar a agente do FBI, Clarice Starling, a atriz passou por um curso intensivo com agentes reais, como mostrado durante o filme. Com isso, deu credibilidade ao seu papel, que se encontra num caso de superação ao investigar os assassinatos de Buffalo Bill com a ajuda de Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, em momento de extrema inspiração).

Ainda naquele ano, Jodie decidiu se aventurar na cadeira de diretora. Com roteiro original de Scott Frank, o filme Mentes que Brilham trata da trajetória de uma criança superdotada. Conhecida por seu alto QI, Jodie Foster se identificou com o menino da história e apostou no projeto que, embora tenha recebido boas críticas, não foi tão bem nas bilheterias.

Jodie Foster ao lado do pequeno Adam Hann-Byrd em Mentes que Brilham, estréia de Foster na direção

Em 1994, teve destaque ao interpretar a eremita Nell, que vivia afastada na selva. Em entrevista com James Lipton no programa Inside the Actors Studio, Jodie revelou que Nell foi seu melhor trabalho como atriz, uma vez que a personagem havia criado uma linguagem completamente nova e se comunicava com todo o seu corpo e expressão. Por este papel, ganhou o SAG Award, recebeu sua quarta indicação ao Oscar, mas perdeu para Jessica Lange (Céu Azul),

Nas décadas seguintes, já consagrada, Jodie Foster embarcou em produções mais comerciais como Maverick (1993), Contato (1997), O Quarto do Pânico (2002) e Plano de Vôo (2005), mas por mais que sejam voltados ao grande público, todos apresentam bons roteiros.

Apesar de ter cara de blockbuster, Plano de Vôo é um bom suspense que aborda a questão da paranóia americana, terrorismo e racismo.

Em 2013, a atriz retornará às telas de cinema com Elysium, novo filme de Neill Blomkamp, diretor da inovadora ficção científica indicada ao Oscar de Melhor Filme, Distrito 9. No elenco, além de Matt Damon, contam com a presença de dois brasileiros: Wagner Moura e Alice Braga.

Jodie Foster receberá o Cecil B. DeMille award durante cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2013, que ocorre no dia 13 de janeiro.

No Globo de Ouro, a atriz já soma sete indicações:

1977: Indicada a Melhor Atriz – Comédia ou Musical por Se Eu Fosse Minha Mãe

1989: Vencedora de Melhor Atriz – Drama por Acusados

1992: Vencedora de Melhor Atriz – Drama por O Silêncio dos Inocentes

1995: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Nell

1998: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Contato

2008: Indicada a Melhor Atriz – Drama por Valente

2012: Indicada a Melhor Atriz – Comédia ou Musical por Deus da Carnificina

Top 10 dos diretores

Touro Indomável, de Martin Scorsese: praticamente uma unanimidade entre os diretores

Depois da repercussão da lista dos 50 melhores filmes de todos os tempos eleita pela publicação britânica Sight & Sound (postada aqui anteriormente: https://cinemaoscareafins.wordpress.com/2012/08/03/vertigo-quebra-hegemonia-de-cidadao-kane/), foram divulgadas algumas listas individuais por diretor, que originaram a lista final dos 50 longas.

Para quem detesta esse lance de listas de melhores e piores, bom… depois que parar de xingar o blog e o autor, gostaria que olhasse essas listas sob outra perspectiva. Por exemplo: Por quais motivos tal diretor escolheu esses 10 filmes? Que relação seus votos têm com sua filmografia? De que forma teria essa seleção influenciado em seu estilo? Se não sabe as respostas, vale a pena conferir os trabalhos eleitos de seus diretores favoritos a fim de compreendê-los melhor.

O mestre sueco Ingmar Bergman sempre serviu de inspiração para Woody Allen, tanto que seu filme Interiores (1978) é considerado seu trabalho mais bergmaniano, explorando personagens que adotam o silêncio como linguagem. Já o cineasta sul-coreano Bong Joon-Ho tem um interesse mórbido por crimes sem solução, portanto, nada mais natural que Zodíaco (2007), de David Fincher esteja em sua lista.

Apaixonado por criaturas bizarras, o mexicano Guillermo del Toro não poderia deixar de citar o clássico de Tod Browning, Os Monstros (1932), que conta com atores com deformidades de nascença. E o francês Michel Hazanavicius praticamente deve seu Oscar de melhor diretor desse ano aos filmes de Charles Chaplin, citando o belíssimo Luzes da Cidade (1931). Michael Mann pode ter se apaixonado pela violência cinematográfica ao assistir ao clássico western de Sam Peckinpah: Meu Ódio Será sua Herança (1969), cujos momentos de slow motion (câmera lenta) deve ter influenciado diretamente John Woo. E falando em western, o ex-atendente de videolocadora, Quentin Tarantino, deve muito de seu cinema ao mestre italiano Sergio Leone e seus western spaghettis. Três Homens em Conflito (1966) serviu como bíblia para Kill Bill: Volume 2 (2004) e para seu mais novo filme Django Livre (2012).

É a Arte influenciando a Arte. É uma corrente que não deve ter fim. E para isso, o Cinema não pode ficar à mercê apenas de lucro e produtores sem um pingo de coragem.

Woody Allen

Woody Allen

Nascido em dezembro de 1935 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (1977), Manhattan (1979), Crimes e Pecados (1989), Ponto Final – Match Point (2005).

  • Ladrões de Bicicleta (1948, dir. Vittorio De Sica)
  • O Sétimo Selo (1957, dir. Ingmar Bergman)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Amarcord (1973, dir. Federico Fellini)
  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
  • Os Incompreendidos (1959, dir. François Truffaut)
  • Rashomon (1950, dir. Akira Kurosawa)
  • A Grande Ilusão (1937, dir. Jean Renoir)
  • O Discreto Charme da Burguesia (1972, dir. Luis Bunuel)
  • Glória Feita de Sangue (1957, dir. Stanley Kubrick)

Bong Joon-Ho

Bong Joon-Ho

Nascido em setembro de 1969 – Coréia do Sul

Trabalhos em destaque: Memórias de um Assassino (2003), O Hospedeiro (2006), Mother – A Busca Pela Verdade (2009).

  • A City of Sadness (1989, dir. Hou Hsiao-hsien)
  • Cure (1997, dir. Kiyoshi Kurosawa)
  • Hanyo, a Empregada (1960, dir. Kim Ki-young)
  • Fargo (1996, dir. the Coen Brothers)
  • Psicose (1960, dir. Alfred Hitchcock)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • A Marca da Maldade (1958, dir. Orson Welles)
  • Vengeance Is Mine (1973, dir. Shohei Imamura)
  • O Salário do Medo (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
  • Zodíaco (2007, dir. David Fincher)

Francis Ford Coppola

Francis Ford Coppola

Nascido em abril de 1939 – Michigan, EUA

Trabalhos em destaque: O Poderoso Chefão (1972), A Conversação (1974), O Poderoso Chefão – Parte II (1974), Apocalypse Now (1979).

  • Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
  • Os Melhores Anos de Nossas Vidas (1946, dir William Wyler)
  • Os Boas-Vidas (1953, dir. Federico Fellini)
  • Homem Mau Dorme Bem (1960, dir. Akira Kurosawa)
  • Yojimbo (1961, dir. Akira Kurosawa)
  • Cantando na Chuva (1952, dir. Stanley Donen and Gene Kelly)
  • O Rei da Comédia (1983, dir Martin Scorsese)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Se Meu Apartmento Falasse (1960s, dir. Billy Wilder)
  • Aurora (1927, dir. F.W. Murnau)

Guillermo Del Toro

Guillermo del Toro

Nascido em abril de 1964 – Jalisco, México

Trabalhos em destaque: Cronos (1993), A Espinha do Diabo (2001), Blade II – O Caçador de Vampiros (2002), Hellboy (2004), O Labirinto do Fauno (2006)

  • Frankenstein (1931, dir. James Whale)
  • Monstros (1932, dir. Todd Browning)
  • A Sombra de uma Dúvida (1943, dir. Alfred Hitchcock)
  • Greed (1925, dir. Erich Von Stroheim)
  • Tempos Modernos (1936, dir. Charlie Chaplin)
  • A Bela e a Fera (1946, dir. Jean Cocteau)
  • Os Bons Companheiros (1990, dir. Martin Scorsese)
  • Os Esquecidos (1950, dir. Luis Buñuel)
  • Nosferatu (1922, dir. F.W. Murnau)
  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)

Jean-Pierre e Luc Dardenne

Jean-Pierre e Luc Dardenne

Nascido em abril de 1951 – Prov. Liège, Bélgica

Nascido em março de 1954 – Awirs, Bélgica

Trabalhos em destaque: Rosetta (1999), A Criança (2005), O Silêncio de Lorna (2008), O Garoto de Bicicleta (2011)

  • Accatone (1961, dir. Pier Paolo Pasolini)
  • Os Corruptos (1953, dir. Fritz Lang)
  • Dodes’ka-den (1970, dir. Akira Kurosawa)
  • Alemanha Ano Zero (1948, dir. Roberto Rossellini)
  • Loulou (1980, dir. Maurice Pialat)
  • Tempos Modernos (1936, dir. Charlie Chaplin)
  • Rastros de Ódio (1956, dir. John Ford)
  • Shoah (1985, dir. Claude Lanzmann)
  • Street of Shame (1956, dir. Kenji Mizoguchi)
  • Aurora (1927, dir. F.W. Murnau)

Michel Hazavanicius

Michel Hazanavicius

Nascido em março de 1967 – Paris, França

Trabalho em destaque: O Artista (2011)

  • City Girl (1930, dir. F.W. Murnau)
  • Luzes da Cidade (1931, dir. Charlie Chaplin)
  • To Be Or Not To Be (1942, dir. Ernst Lubitsch)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Se Meu Apartmento Falasse (1960, dir. Billy Wilder)
  • O Iluminado (1980, dir. Stanley Kubrick)
  • Intriga Internacional (1959, dir. Alfred Hitchcock)
  • O Terceiro Homem (1949, dir. Carol Reed)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Branca de Neve e os Sete Anões (1937, dir. Walt Disney)

Mike Leigh

Mike Leigh

Nascido em fevereiro de 1943 – Greater Manchester, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Segredos e Mentiras (1996), Topsy-Turvy (1999), O Segredo de Vera Drake (2004), Simplesmente Feliz (2008).

  • Loucura Americana (1932, dir. Frank Capra)
  • Andrei Rublev – O Artista Maldito (1966, dir. Andrei Tarkovsky)
  • Eu Sou Cuba (1964, dir. Mikhai Kalatozov)
  • Os Emigrantes (1971, dir. Jan Troell)
  • How a Mosquito Operates (1912, dir. Winsor McCay)
  • Jules E Jim – Uma Mulher Para Dois (1962, dir. Francois Truffaut)
  • A Era do Rádio (1987, dir. Woody Allen)
  • Songs From the Second Floor (2000, dir. Roy Andersson)
  • Era uma vez em Tóquio (1953, dir. Yasujiro Ozu)

Michael Mann

Michael Mann

Nascido em fevereiro de 1943 – Chicago, EUA

Trabalhos em destaque: Caçador de Assassinos (1986), O Último dos Moicanos (1992), Fogo Contra Fogo (1995), O Informante (1999), Inimigos Públicos (2009)

  • Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • O Encouraçado Potemkin (1925, dir. Sergei Eisenstein)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • Avatar (2009, dir. James Cameron)
  • Dr. Fantástico (1964, dir. Stanley Kubrick)
  • Biutiful (2010, dir. Alejandro Gonzalez Inarritu)
  • Paixão dos Fortes (1946, dir. John Ford)
  • A Paixão de Joana D’Arc (1928, dir. Carl theodor Dreyer)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (1969, dir. Sam Peckinpah)

Steve McQueen

Steve McQueen

Nascido em outubro de 1969 – Londres, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Hunger (2008), Shame (2011)

  • A Batalha de Argel (1966, dir. Gillo Pontecorvo)
  • Zero de Conduite (1933, dir. Jean Vigo)
  • A Regra do Jogo (1939, dir. Jean Renoir)
  • Era uma Vez em Tóquio (1953, dir. Yasujiro Ozu)
  • Couch (1964, dir. Andy Warhol)
  • O Desprezo (1963, dir. Jean-Luc Godard)
  • Beau Travail (1998, dir. Claire Denis)
  • Era uma Vez na América (1984, dir. Sergio Leone)
  • O Salário do Medo (1953, dir. Henri-Georges Clouzot)
  • Faça a Coisa Certa (1989, dir. Spike Lee)

David O. Russell

David O. Russell

Nascido em agosto de 1958 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Três Reis (1999), Huckabees – A Vida é uma Comédia (2004), O Vencedor (2010)

  • A Felicidade Não se Compra (1946, dir. Frank Capra)
  • Chinatown (1974, dir. Roman Polanski)
  • Os Bons Companheiros (1990, dir. Martin Scorsese)
  • Vertigo – Um Corpo que Cai (1958, dir. Alfred Hitchcock)
  • Pulp Fiction – Tempos de Violência (1994, dir. Quentin Tarantino)
  • Touro Indomável (1980, dir. Martin Scorsese)
  • O Jovem Frankenstein (1974, dir. Mel Brooks)
  • O Discreto Charme da Burguesia (1972, dir. Luis Buñuel)
  • O Poderoso Chefão (1972, dir. Francis Ford Coppola)
  • Veludo Azul (1986, dir. David Lynch)
  • Feitiço do Tempo (1993, dir. Harold Ramis)

Martin Scorsese

Martin Scorsese

Nascido em novembro de 1942 – Nova York, EUA

Trabalhos em destaque: Taxi Driver (1976), Touro Indomável (1980), O Rei da Comédia (1983), Os Bons Companheiros (1990), Gangues de Nova York (2002), Os Infiltrados (2006)

  • 8 1/2 (1963, dir. Federico Fellini)
  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Cinzas e Diamantes (1958, dir. Andrzej Wajda)
  • Cidadão Kane (1941, dir. Orson Welles)
  • O Leopardo (1963, dir. Luchino Visconti)
  • Paisà (1946, dir. Roberto Rossellini)
  • Sapatinhos Vermelhos (1948, dir. Michael Powell and Emeric Pressburger)
  • O Rio Sagrado (1951, dir. Jean Renoir)
  • Salvatore Giuliano (1962, dir. Francesco Rosi)
  • Rastros de Ódio (1956, dir. John Ford)
  • Contos da Lua Vaga (1953, dir. Kenji Mizoguchi)
  • Vertigo – Um Corpo que Cai (1958, dir. Alfred Hitchcock)

Quentin Tarantino

Quentin Tarantino

Nascido em março de 1963 – Tennessee, EUA

Trabalhos em destaque: Cães de Aluguel (1992), Pulp Fiction – Tempo de Violência (1994), Jackie Brown (1997), Kill Bill (2003/2004), Bastardos Inglórios (2009).

  • Três Homens em Conflito (1966, dir. Sergio Leone)
  • Apocalypse Now (1979, dir. Francis Ford Coppola)
  • Garotos em Ponto de Bala (1976, dir. Michael Ritchie)
  • Carrie, a Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
  • Jovens, Loucos e Rebeldes (1993, dir. Richard Linklater)
  • Fugindo do Inferno (1963, dir. John Sturges)
  • Jejum de Amor (1940, dir. Howard Hawks)
  • Tubarão (1975, dir. Steven Spielberg)
  • Pretty Maids All in a Row (1971, dir. Roger Vadim)
  • Rolling Thunder (1977, dir. John Flynn)
  • Sorcerer (1977, dir. William Friedkin)
  • Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorsese)

Edgar Wright

Edgar Wright

Nascido em abril de 1974 – Dorset, Reino Unido

Trabalhos em destaque: Todo Mundo Quase Morto (2004), Chumbo Grosso (2007), Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010)

  • 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968, dir. Stanley Kubrick)
  • Um Lobisomem Americano em Londres (1981, dir. John Landis)
  • Carrie, a Estranha (1976, dir. Brian DePalma)
  • Dames (1934, dir. Ray Enright and Busby Berkeley)
  • Inverno de Sangue em Veneza (1973, dir. Nicolas Roeg)
  • O Diabo a Quatro (1933, dir. Leo McCarey)
  • Psicose (1960, dir. Alfred Hitchcock)
  • Arizona Nunca Mais (1987, dir. the Coen Brothers)
  • Taxi Driver (1976, dir. Martin Scorsese)
  • Meu Ódio Será sua Herança (1969, dir. Sam Peckinpah)

Nova geração de atores

James Dean

Marlon Brando, James Dean, Bette Davis…

Jack Nicholson, Meryl Streep, Paul Newman…

Sean Penn, Daniel Day-Lewis, Cate Blanchett…

Quais atores podem preencher seus lugares? Ou melhor: Existe esperança para o futuro? Particularmente, tenho uma visão apocalíptica, pois toda vez que um ator de qualidade nos abandona, bate logo um desânimo em mim: “Paul Newman nos deixa e sobra um Orlando Bloom…”

Mas é por causa desse pessimismo que resolvi escrever este post na tentativa de me convencer de que pode haver talento para as próximas gerações de cinéfilos admirarem. Claro que ninguém vai conseguir se equiparar a um Marlon Brando ou James Dean, mas ao analisar o trabalho de atores mais jovens, é possível perceber que há semelhanças que, se bem desenvolvidas, podem amadurecer o profissional.

Além disso, para classificar bem um ator, não basta conferir suas habilidades de interpretação ou se ele manda bem no método Stanislávski. Ele precisa saber escolher bem seus papéis em busca de novos desafios, afinal o ator que opta sempre pelos mesmos tipos de papéis acaba rotulado e limitado. É claro que vez ou outra, o ator pode (e deve) assinar um contrato milionário para pagar as contas (ainda mais se ganhou ou foi indicado ao Oscar recentemente), mas sua ânsia e ambição como intérprete deve ser sua prioridade.

Obviamente, essas “regras” que mencionei acima valem para o ator ideal, que sabe equilibrar trabalhos mais autorais com comerciais. A alternância entre ambos se mostra bastante saudável, pois em muitos trabalhos autorais, o ator esgota suas forças em nome de um personagem mais intenso, e um filme comercial em seguida tende a aliviar a pressão.

Heath Ledger (by Wireimage)

Minha melhor aposta dessa geração era Heath Ledger. Com seu constante progresso, acreditava que ele poderia ser o James Dean do século XXI, mas assim como o ídolo, acabou partindo cedo demais. Ledger alternava trabalhos comerciais com autoriais: fazia comédias comerciais como 10 Coisas que Eu Odeio em Você (1999) e Coração de Cavaleiro (2001) e dramas autorais como O Segredo de Brokeback Mountain (2005), Candy (2006) e Não Estou Lá (2007). Contudo, tratava qualquer trabalho com muita seriedade, mesmo se tratando de um blockbuster como O Patriota (2000) ou tendo um papel menor como em A Última Ceia (2001). Infelizmente, teve seu maior reconhecimento postumamente por sua incrível atuação como Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) pelo qual ganhou o Oscar.

A lista a seguir não está em ordem de qualidade ou preferência, mas Michael Fassbender merecia estar no topo por tratar a profissão de forma mais séria.

Michael Fassbender

MICHAEL FASSBENDER

Nascido em 02 de abril de 1977 – Baden-Württemberg, Alemanha

Melhores performances: Fome (2008), X-Men: Primeira Classe (2011), Shame (2011) e Prometheus (2012)

O ator alemão tem se tornado o talento mais almejado por diretores renomados como Ridley Scott e Steven Soderbergh. Apesar do currículo ainda ser pequeno, Fassbender tem procurado selecionar papéis mais densos que possa explorar seus limites como ator.

Em seu primeiro papel de destaque no filme independente Hunger, ele vive o ativista político Bobby Sands que faz greve de fome na prisão. Assim como fez Christian Bale no thriller O Operário, Fassbender perdeu muito peso para dar mais verossimilhança ao personagem. Ele chegou a perder 14 quilos, ficando com 59kg, ou seja, dedicação do nível de Robert De Niro.

Depois de ser descoberto, preferiu ser eclético em suas escolhas. No filme britânico Fish Tank (2009), interpretou Connor, um homem que tem um relacionamento com uma mãe solteira e com a filha adolescente dela. Já no cult de Tarantino, Bastardos Inglórios, dá vida ao Tenente Archie Hicox numa das melhores cenas do filme que se passa num bar.

E mesmo aceitando uma proposta alta para um blockbuster como X-Men: Primeira Classe, Michael Fassbender não desaponta. Ele encarna Erik Lensherr, o mutante Magneto, com muita propriedade e seriedade (que muitas vezes faltam a atores que consideram histórias em quadrinhos algo infantil). A atuação dele como Magneto em nada perde para a interpretação do veterano Ian McKellen na trilogia anterior dos X-Men e ainda lhe serve de complemento. Toda a dor e angústia do personagem que teve seus pais mortos no campo de concentração transborda em seu olhar do início ao fim do filme.

Em 2011, foi bastante elogiado por sua coragem e atuação em sua segunda parceria com o diretor Steve McQueen, Shame. Nele, Fassbender faz um viciado em sexo (paquera no metrô, pornografia na internet, prostitutas) que vê sua rotina interrompida quando sua irmã mais nova passa uns dias em seu apartamento. Shame se mostra um ótimo estudo de personagem e possibilita o público de acompanhar sua degradação até o fundo do poço, e felizmente, não tem a intenção de julgar e dar lição de moral. Como um solitário numa metrópole como Nova York, o ator explora a linguagem corporal e de olhares, tendo que abdicar de diálogos.

Recentemente, foi escolhido para dar vida ao ciborgue David em Prometheus (2012), considerado um prequel de Alien – O Oitavo Passageiro (1979), do mesmo Ridley Scott. Seguindo uma tradição de ciborgues na série Alien, Fassbender consegue apresentar algumas sutilezas que o tornam no melhor personagem do filme. Seu lado mecânico é quase imperceptível, seja através do tom de voz, pelas pausas entre as frases, por algum movimento de sua cabeça e em seu cabelo arrumadinho (!).

Fique de olho em: 12 Years a Slave (2013) e O Conselheiro do Crime (2013).

BEN FOSTER

Nascido em 29 de outubro de 1980 – Massachusetts, EUA

Melhores performances:Os Indomáveis (2007), O Mensageiro (2009)

Para o grande público, talvez a participação mais destacada dele seja como o mutante Anjo em X-Men 3 – O Confronto Final, mas para quem conferiu o bom western Os Indomáveis, sabe que ele está longe de ser um ator de rostinho bonito. Foster, assim como o grande ator Daniel Day-Lewis, abre mão de sua imagem para construir a do personagem. Com dois bons atores como Russell Crowe e Christian Bale, ele consegue roubar a cena ao viver o pistoleiro letal Charlie Prince. Para incrementar sua performance, foi treinado por um renomado especialista em armas de Hollywood.

Mas para chegar ao patamar das estrelas, Ben Foster teve um longo caminho desde o final dos anos 90, quando começou a atuar em filmes, vivendo o irmão do então desconhecido Adrien Brody em Ruas da Liberdade (1999) e conquistando seu papel de protagonista no drama Bang, Bang! Você Morreu! (2002), cujo personagem é um estudante que sofre de bullying.

Porém, o filme que lhe trouxe certa projeção foi em Refém (2005), estrelado por Bruce Willis. Ben Foster não fazia o tipo físico que o papel exigia (era bem forte e pesado), mas ele decidiu compensar a aparência seguindo uma outra direção. Baseou seu personagem num assassino real que viu seus pais morrerem e passou a ter um fetiche por meninas e observar pessoas morrerem.

Em 2009, já mais experiente, no drama de guerra O Mensageiro, o ator impressiona pela economia e as nuances. Seu personagem, o sargento Will Montgomery, é incumbido da ingrata tarefa de informar aos familiares a morte de soldados na guerra. Como o protocolo manda, não deve haver sentimento ou qualquer contato físico no momento do aviso, mas ele acaba se envolvendo com a viúva interpretada por Samantha Morton. Ambos juntamente com Woody Harrelson formam uma fortíssima trinca de atores, o que acabou valorizando ainda mais Ben Foster.

Recentemente, fez dois filmes de ação. Um ao lado do veterano cara-de-pedra Jason Statham em Assassino a Preço Fixo (2011) e outro com Mark Whalberg em Contrabando (2012), nos quais deve aprimorar sua técnica com armas de fogo e forma física (pra não se limitar aos papéis de homens magrelos!). Também trabalhou sob o comando de Fernando Meirelles no inédito por aqui 360, que contou com Anthony Hopkins, Jude Law e Rachel Weisz.

Fique de olho em: Kill Your Darlings (2013), Ain’t Them Bodies Saints (2013)

James Franco

JAMES FRANCO

Nascido em 19 de abril de 1978 – Califórnia, EUA

Melhores performances: Trilogia de Homem-Aranha (2002/2004/2007), Segurando as Pontas (2008), Milk – A Voz da Igualdade (2008) e 127 Horas (2010)

A primeira vez que vi James Franco, ele estava subindo ao palco do Globo de Ouro para receber o prêmio de melhor ator em minissérie. Ele interpretou a lenda James Dean (que aliás tem uma aparência bem semelhante) na série James Dean e ganhou notoriedade juntamente com o sucesso da série Freaks & Geeks, sobre a vida colegial. Atualmente, faz sucesso com sua participação em General Hospital.

Já no cinema, aceitou o papel de Norman Osborn, melhor amigo de Peter Parker, nos 3 filmes do Homem-Aranha e sua carreira decolou. Dirigido por Sam Raimi, seu personagem foi se tornando mais denso até o terceiro filme, quando tem de confrontar o fantasma de seu pai, o Duende Verde, e destruir seu outrora melhor amigo, Peter Parker (Tobey Maguire).

Mais recentemente, foi indicado ao Oscar pelo ciclista aventureiro de 127 Horas, Aaron Ralston. Foi um grande teste de fogo para o talento de Franco, que segurou praticamente o filme todo sozinho, uma vez que seu personagem (verídico) fica preso a uma rocha nos Canyons em Utah.

Sua escolha de papéis tem sido bem eclética. Além de Franco ter feito comédias como Segurando as Pontas e Sua Alteza?, foi bastante elogiado pelo papel do ativista homossexual Scott Smith de Milk – A Voz da Igualdade e provou ter carisma necessário para estrelar o Planeta dos Macacos: A Origem.

Talvez sua melhor qualidade seja seu lado eclético em relação a gêneros (dramas, comédias, romances, ficção científica) e linguagem (cinema, TV e minissérie).

Fique de olho em: Spring Breakers: Garotas Perigosas (2013), Lovelace (2013) e Oz: Mágico e Poderoso (2013)

RYAN GOSLING

Nascido em 12 de novembro de 1980 – Ontário, Canadá

Ryan Gosling

Melhores performances: Half Nelson (2006), A Garota Ideal (2007), Tudo Pelo Poder (2011), Drive (2011)

Para quem conheceu este ator canadense pelo filme romântico Diário de uma Paixão (2004), pode ter se levado pelas aparências. “Lá vem mais um galã sem talento de Hollywood”. Ledo engano. Gosling é o ator mais preciso de sua geração. Cada gesto, cada olhar, cada movimento tem um peso significante para a cena. Se você piscar, pode perder muita coisa.

Isso certamente se reflete em suas escolhas. A maioria de seus personagens possui um comportamento mais introspectivo. O motorista-dublê de Drive, o assessor político Stephen Meyers de Tudo Pelo Poder e obviamente, o tímido Lars que encontra sua paixão numa boneca inflável em A Garota Ideal apresentam essa característica em comum. O silêncio, assim como a distância emocional, costuma ser um item relevante para  a escolha do próximo trabalho de Gosling, que faz valer aquele velho ditado: “Menos é mais”. Enquanto tem ator “se esgoelando e se esperneando” sem necessidade, ele resolve com minúcias.

Foi indicado ao Oscar em 2007 pela interpretação do professor de colégio Dan Dunne que tem o hábito de se drogar de Half Nelson – Encurralados.

Fique de olho em: Caça aos Gângsteres (2012), Only God Forgives (2012)

Carey Mulligan

CAREY MULLIGAN

Nascida em 28 de maio de 1985 – Londres, Inglaterra

Melhores performances: Educação (2009), Não me Abandone Jamais (2010), Shame (2011), Drive (2011)

Esta jovem inglesa começou no cinema sem grande alarde num papel menor em Orgulho e Preconceito (2005). Seus traços de menina ajudaram a conquistar a vaga da protagonista Jenny de Educação, mas foi graças ao seu talento que pôde interpretar o momento de amadurecimento de sua personagem e consequentemente ter sido reconhecida com uma indicação ao Oscar.

Em seguida, foi escalada pelo veterano Oliver Stone para atuar na sequência de Wall Street como a filha de Michael Douglas. Muita gente fala do Shia LaBeouf, protagonista dessa sequência, mas sinceramente vejo Mulligan como uma das grandes descobertas dos últimos anos.

Como seu parceiro de tela Ryan Gosling, Carey soube trabalhar nuances com sua personagem quieta e acanhada de Drive, como já fizera no drama futurista de Mark Romanek, Não me Abandone Jamais. E já em Shame, foi a falastrona e carente irmã do personagem de Michael Fassbender. Esse trabalho pôde comprovar a consistência do talento de Mulligan. Voltar a ser indicada e ganhar o Oscar é mera questão de tempo.

Fique de olho em: O Grande Gatsby (2012) e Inside Llewyn Davis (2013)

CHLOE GRACE MORETZ

Nascida em 10 de fevereiro de 1997 – Georgia, EUA

Chloë Grace-Moretz

Melhores performances: Kick-Ass – Quebrando Tudo (2010), Deixe-me Entrar (2010), A Invenção de Hugo Cabret (2011)

Eu sei que ainda pode ser cedo demais para incluir uma menina como Moretz aqui, mas ela muito me lembra Jodie Foster, que foi um prodígio aos 12 anos trabalhando com Martin Scorsese em Alice Não Mora Mais Aqui (1974) e em Taxi Driver (1976), que surpreendeu a todos como a prostituta Iris.

Apesar de ainda não ter vivido uma prostituta, Moretz costuma escolher papéis adultos para crianças. A postura de suas personagens têm maturidade avançada que lhe cai como uma luva. Mesmo em sua curta participação na comédia romântica (500) Dias com Ela, sua jovem Rachel parece bem mais preparada para o romance do que Tom, o protagonista adulto vivido por Joseph Gordon-Levitt.

Na refilmagem do sueco Let the Right One In, intitulado Deixe-me Entrar, ela vive uma vampira de 12 anos, cuja idade real supera os 60 anos. Sua interpretação foi elogiada pela crítica e graças a ela, ofereceram o papel da problemática Carrie White da refilmagem Carrie (1976).

Seu trabalho tem atraído a atenção de diretores renomados como Tim Burton, que a chamou para viver Carolyn Stoddard em Sombras da Noite. A trajetória de sucesso de Chloë Grace Moretz parece bem traçada, mas como se trata de uma garota, precisa ser bem amparada pelos pais e agente para que não tome rumos obscuros como o de Macaulay Culkin ou Edward Furlong.

Fique de olho em: Carrie – A Estranha (2013), The Drummer (2013)

Jennifer Lawrence

JENNIFER LAWRENCE

Nascida em 15 de Agosto de 1990 – Kentucky, EUA

Melhores performances: Inverno da Alma (2010), X-Men: Primeira Classe (2011)

Um dos primeiros trabalhos de Jennifer no cinema foi com o roteirista mexicano Guillermo Arriaga no drama Vidas que se Cruzam (2008). Apesar de ter atuado ao lado de atrizes experientes como Charlize Theron e Kim Basinger, ela só conseguiu se destacar com o drama independente Inverno da Alma (2010), no qual interpretou uma jovem em busca do pai traficante em terrenos perigosos a fim de tentar manter a casa de sua família. Para viver Ree Dolly, Lawrence abdicou de qualquer beleza e glamour (filmado no estilo documentário), reforçando seu comprometimento com a personagem. Além disso, mesmo sua atuação sendo bastante contida, consegue demonstrar a frieza e determinação que o papel exigia. Acabou indicada para o Oscar de melhor atriz, que a levaria a assinar contratos milionários com a série nova dos X-Men e a adaptação dos best-sellers Jogos Vorazes.

Como a substituta de Rebecca Romjin-Stamos, trouxe a instabilidade e insegurança da mutante Mística na juventude, especialmente em relação à sua aparência física. Era possível enxergar a personagem imatura e indecisa sobre que lado ela defenderia com seus poderes. Recentemente, assinou para a sequência de X-Men: Primeira Classe, previsto para 2014.

E em outras produções, mesmo atuando como coadjuvante, Jennifer Lawrence rouba suas cenas. Em Like Crazy (2011), como a namorada preterida de Jacob, que encara os sentimentos de forma silenciosa. Ou em Um Novo Despertar (2011), onde vive a líder de torcida Norah, que não consegue digerir a morte de seu irmão. Numa entrevista de making of, a atriz e diretora do filme, Jodie Foster, confessa que gostaria de ter descoberto o talento de Jennifer, mas que sua escolha para o papel foi mais do que acertada.

Fique de olho em: Serena (2013), Jogos Vorazes: Em Chamas (2013), Trapaça (2013)

EMMA STONE

Emma Stone

Nascida em 06 de novembro de 1988 – Arizona, EUA

Melhores performances: A Mentira (2010), Histórias Cruzadas (2012)

Apesar de ter feito trabalhos mais dramáticos, Emma Stone claramente tem uma veia cômica que deve ser melhor explorada. Mesmo em meio ao clima tenso de racismo do Mississipi no drama Histórias Cruzadas, sua personagem Skeeter consegue aliviar e divertir com seus modismos fora dos padrões da sociedade e consegue conquistar o público.

Mas o forte mesmo de Emma Stone são as comédias, tanto que seu histórico não nega: Superbad – É Hoje (2007), O Roqueiro (2008), A Casa das Coelhinhas (2008), Minhas Adoráveis Ex-Namoradas (2009) e Zumbilândia (2009). Desde sua estréia em Superbad, ela se mostra mais inclinada para o gênero, pois é bastante desinibida e como muitos atores que marcaram pela comédia, a ruiva não se importa em se expôr ao rídiculo.

Emma conquistou muitos fãs depois que atuou na comédia teen A Mentira (2010). Com muitas caras e bocas, a atriz gera o carisma necessário para que o público apoie sua personagem em suas boas intenções e mentiras brancas. Stone assume a visão divertida da história, possibilitando que a comédia dê certo. E a Associação de Imprensa Estrangeira viu esse dom da atriz e reconheceu seu trabalho com uma indicação ao Globo de Ouro.

No blockbuster deste ano, O Espetacular Homem-Aranha, apesar de não haver muito espaço, ela se desdobra numa sequência aparentemente simples para esconder Peter de seu pai que está escondido em seu quarto. Também apresentou boa química com Andrew Garfield e deve estar na sequência.

Fique de olho em: Caça aos Gângsteres (2012), Os Croods (2013)

Jeremy Renner

JEREMY RENNER

Nascido em 07 de janeiro de 1971 – Califórnia, EUA

Melhores performances: Guerra ao Terror (2008), Atração Perigosa (2010), Os Vingadores (2012)

Curiosamente, desde a época da escola, Renner gostava de atuar como policial em peças de teatro, pois estava dividido entre seguir a carreira de ator e agente da lei. Desde meados dos anos 90, o ator participou de produções menores como a comédia Senior Trip (1995), mas só captou a atenção dos críticos como o serial killer Jeffrey Dahmer em Dahmer (2002), que lhe rendeu uma indicação no Independent Spirit Award.

Cansado da época das vacas magras, Jeremy aceitou atuar na adaptação da série de TV da década de 70, S.W.A.T. – Comando Especial (2003) ao lado de um ascendente Colin Farrell e experiente Samuel L. Jackson. Seguindo seu treinamento (e provavelemente sede) por armas de fogo, viveu o atirador de elite de zumbis Doyle em Extermínio 2 (2007) e como coadjuvante no faroeste O Assassinato de Jesse James Pelo Covarde Robert Ford (2007).

Apesar de suas habilidades policiais e bélicas, a diretora Kathryn Bigelow ficou impressionada com a interpretação humanista dele como serial killer no independente Dahmer e ofereceu o papel que mudou sua carreira: o sargento William James de Guerra ao Terror (2008). Ao dar profundidade ao especialista em desarme de bombas, Jeremy Renner foi indicado ao Oscar de melhor ator e felizmente, esse reconhecimento lhe trouxe melhores oportunidades que logo abraçou.

Aceitou participar do segundo filme dirigido por Ben Affleck, Atração Perigosa (2010), mas desta vez num papel do outro lado da lei: um assaltante de bancos. De volta a um personagem coadjuvante, Jeremy imprime tridimensionalidade ao seu personagem em poucas cenas, trabalhando como ninguém o comportamento violento e instável. Novamente foi indicado ao Oscar.

Agora, com seu talento mais do que provado, o ator passa a colher frutos. Nesse ano, viveu o herói Gavião Arqueiro no mega-sucesso Os Vingadores – The Avengers, demonstrando segurança e a frieza necessárias para um arqueiro, e neste segundo semestre, ele assume o papel de protagonista nos filmes do agente Jason Bourne em O Legado Bourne. Não, ele não toma o papel que era de Matt Damon, mas um outro agente que participou do mesmo programa do governo. À princípio, fiquei meio receoso por achar que se tratava apenas de uma produção que se aproveitaria da fama do personagem, mas se você conferir o trailer, deve mudar de idéia.

Fique de olho em: O Legado Bourne (2012), Hansel e Gretel: Caçadores de Bruxas (2013), Trapaça (2013)

MARK RUFFALO 

Mark Ruffalo

Nascido em 22 de novembro de 1967 – Wisconsin, EUA

Melhores performances: Conte Comigo (2000), Colateral (2004), Zodíaco (2007), Minhas Mães e Meu Pai (2010)

No meio de tantos jovens, Mark já parece um veterano. Começou a atuar em filmes desde 1993, mas foi só em 200o que passou a chamar a atenção. Sua atuação como Terry, um irmão há muito sumido que aparece para pedir dinheiro emprestado da irmã (Laura Linney) em Conte Comigo mostrou que uma nova face de atores contidos estava surgindo no horizonte. Ruffalo conquistou alguns prêmios na época como coadjuvante e inclusive o New Generation Award da Associação de Críticos de Los Angeles.

Em seus próximos trabalhos, ele continuou atuando como coadjuvante em bons dramas como Minha Vida Sem Mim (2003) da diretora espanhola Isabel Coixet, no polêmico Em Carne Viva (2005) de Jane Campion e até em filmes de ação como A Última Fortaleza (2001) e Códigos de Guerra (2002).

Felizmente, novas oportunidades surgiram para que Mark Ruffalo pudesse mostrar seu talento. Tornou-se aquilo que os diretores chamam de “coadjuvante de luxo”, ou seja, ótimo ator para servir de apoio para o protagonista. E foi exatamente isso que ele fez com maestria em: Colateral, vivendo um policial mais malandro que investiga os crimes de Vincent (Tom Cruise); Em Zodíaco, vive o inspetor Toschi que está obstinado pela busca do serial killer Zodíaco por décadas (particularmente, considero esta sua melhor atuação); E no drama familiar Minhas Mães e Meu Pai, interpretando o solteirão Paul que enfrenta a paternidade de forma inusitada. Por este papel, Ruffalo finalmente recebeu uma indicação ao Oscar.

Também vale ressaltar que, apesar de Mark parecer estar sempre aguardando uma oportunidade para ser um ator-protagonista, tem um imenso carisma que pode ser conferido nas comédias De Repente 30 (2004) e E se Fosse Verdade… (2005). E agora que roubou a cena no blockbuster de 2012, Os Vingadores, vivendo Bruce Banner, poderiam finalmente produzir um filme solo do Hulk para ele, certo?

Fique de olho em: Thanks for Sharing (2012), Now You See Me (2013), The Normal Heart (2014)

Saoirse Ronan

SAOIRSE RONAN (pronuncia-se “Sãr-shã”)

Nascida em 12 de abril de 1994 – Nova York, EUA

Melhores performances: Desejo e Reparação (2007), Um Olhar do Paraíso (2009), Hanna (2011)

Aos 13 anos, Saoirse Ronan abraçou sua personagem dedo-duro Briony Tallis do drama Desejo e Reparação, baseado no ótimo romance de Ian McEwan, Atonement, e deixou de ser mais uma atriz-mirim para alcançar o estrelato com uma merecida indicação ao Oscar de atriz coadjuvante. Ao contrário da maioria dos jovens talentos, ela não partiu para os papéis destinados a crianças e pré-adolescentes. Não. Saoirse tinha fome de desafios e foi o que Peter Jackson lhe propôs no drama extraordinário Um Olhar do Paraíso, uma vez que interpreta uma jovem assassinada, que assiste do céu à degradação de sua família após seu assassinato. Curiosamente, ainda desconhecida na época, ela enviou uma fita de teste da Irlanda (país que morou desde os 3 anos). Todos ficaram tão impressionados que ela foi escolhida sem ter que encontrá-la antes.

Continuando sua escalada de desafios, foi chamada novamente pelo diretor Joe Wright (de Desejo e Reparação) para ser a protagonista de Hanna. No filme, Saoirse é uma jovem de 16 anos treinada pelo pai para ser a assassina perfeita para cumprir uma missão na Europa. Ela é perseguida incansavelmente pela agente Marissa (Cate Blanchett) e busca sua sobrevivência do início ao fim. Devido ao alto nível de exigência física, a atriz se submeteu a um rigoroso treinamento de 4 horas diárias por 2 meses para alcançar o patamar necessário da personagem. Saoirse Ronan não decepciona, sendo um equilíbrio de frieza e delicadeza que a história precisava.

Também se mostra bem dedicada ao ofício em se tratando de idiomas. Pelo filme de fuga e guerra de Peter Weir, Caminho da Liberdade (2010), ela aprendeu a falar russo e comprovou seu dom para sotaques.

Nesses aspectos, ela lembra bastante uma jovem Cate Blanchett que, além do forte comprometimento para viver as personagens, seja através de pesquisa e/ou mudanças físicas, busca papéis sérios de mulheres fortes e seguras. Podem anotar: Saoirse Ronan tem um futuro brilhante pela frente.

Fique de olho em: Byzantium (2012), A Hospedeira (2013), Noah (2014)

ROONEY MARA

Rooney Mara

Nascida em 17 de abril de 1985 – Nova York, EUA

Melhores performances: A Rede Social (2010), Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011)

Apesar da família da jovem Rooney Mara ser envolvida com time de futebol americano (seu pai é executivo do New York Giants), ela seguiu carreira de atriz como sua irmã, Kate Mara, tanto que ambas estrelaram o filme Lenda Urbana 3 – A Vingança de Mary (2005). Porém, foi só 2 anos depois que ganhou o papel principal no drama Tanner Hall (2009). Originalmente, ela seria escalada para um personagem coadjuvante, mas a diretora ficou impressionada e a tornou protagonista. E, de degrau em degrau, Rooney finalmente conseguiu estrelar uma grande produção: a refilmagem do clássico de terror A Hora do Pesadelo (2010).

Como em 90% das refilmagens, o filme do novo Freddy Kruger desapontou o público. Contudo, a culpa do fracasso passou longe do trabalho de Rooney Mara. Ela faz o que pode com o papel, tentando atualizar e criar novas dificuldades. Felizmente, alguns críticos enxergaram isso e ela acabou escolhida para viver a universitária Erica Albright que dá um pé na bunda do criador do Facebook, Mark Zuckerberg, no filme que definiu uma geração: A Rede Social (2010).

Sua personagem tem apenas 2 cenas chaves: o diálogo rápido sobre classes sociais no começo do filme e a discussão fria num bar com o mesmo Zuckerberg. Pouco tempo em cena, mas suficiente para comprovar o talento da moça que ficou com o tão almejado papel da hacker Lisbeth Salander em outra refilmagem (desta vez do sueco) Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011). Pra se ter uma idéia da briga por esse papel, pelo menos 17 atrizes famosas tiveram seus nomes relacionados, sendo alguns de destaque: Carey Mulligan, Ellen Page, Eva Green, Kristen Stewart, Natalie Portman, Scarlett Johansson, Anne Hathaway e até da própria atriz sueca Noomi Rapace, que atuou na trilogia original.

Para quem viu a atuação de Rapace, fica difícil não comparar com Rooney Mara, mas a americana reproduz a face sem expressão da personagem e um pouco também da aparência andrógina, mantendo uma aura de mistério importante para o andamento da trama. E de forma geral, Rooney costuma emprestar uma forte intensidade muito característica sua em cada personagem que vive, me fazendo lembrar de Gena Rowlands.

Fique de olho em: The Bittel Pill (2013), Ain’t them Bodies Saints (2013), Brooklyn (2014).

Tom Hardy

TOM HARDY

Nascido em 15 de setembro de 1977 – Londres, Inglaterra

Melhores performances: Bronson (2008), A Origem (2010), Guerreiro (2011)

Hardy começou no cinema com alguns papéis menores em filmes de relevância como Falcão Negro em Perigo (2001), Maria Antonieta (2006) e até viveu o vilão Shinzon de Star Trek: Nêmesis (2002). Após essas conquistas, ele passou a ter problemas de alcoolismo e drogas, tendo como consequência o término de um casamento de 5 anos. Mas esses tempos chuvosos não impediram Tom Hardy de voltar a exercer a profissão; pelo contrário, fortaleceram suas energias e inspirações.

Em 2003, já voltou aos palcos londrinos e nos 5 anos seguintes, participou de algumas séries televisivas como Elizabeth I: A Rainha Virgem (2005) e Oliver Twist (2007). Seu retorno ao cinema ficou marcado por dois personagens que comprovaram seu alcance físico e psicológico como profissional: o gay Handsom Bob do badalado filme de Guy Ritchie, Rock’n Rolla – A Grande Roubada (2008) e o lutador careca e bigodudo Charles Bronson de Bronson (2008. Em ambos os filmes, o ator se mostra irreconhecível, o que inevitavelmente chama a atenção de críticos e diretores de cinema.

Entre esse grupo de interessados no talento dele, felizmente, estava um dos melhores diretores e roteiristas da atualidade: Christopher Nolan, que o chamou para ingressar a trupe de atores de A Origem (2010). Apesar de contar com inúmeras estrelas como Leonardo DiCaprio, Michael Caine e Marion Cotillard, foi Tom Hardy que mais chamou a atenção nesse blockbuster com neurônios e isso já lhe rendeu um excelente reconhecimento: foi escalado novamente por Nolan para dar vida ao vilão Bane no terceiro filme do Homem-Morcego: Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), que estréia neste dia 27 de julho por aqui.

Com certeza, sua atuação deve receber incontáveis e merecidos elogios, até mesmo pela repercussão mundial que a tão aguardada sequência de Batman: O Cavaleiro das Trevas (2008) terá, o que certamente colaborará para que o público se interesse por seus trabalhos anteriores como no bom filme de luta Guerreiro (2011). Mesmo intepretando um anti-herói, ele conquista o espectador com sua postura quieta e introspectiva, ganhando torcedores até a luta final da trama. E tais características são perfeitas para sua nova performance no filme Mad Max: Fury Road, dirigido pelo mesmo George Miller dos filmes anteriores da série protagonizada por Mel Gibson.

Só uma observação: é impressão minha ou ele tem um olhar meio Marlon Brando?

Fique de olho em: Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), Mad Max: Fury Road (2013)

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Obviamente, ainda existem inúmeros novos talentos surgindo no âmbito do Cinema e com certeza absoluta, serei crucificado aqui por ter me esquecido de fulano e ciclano, e ainda posso ser acusado de ter dado preferência aos americanos. Mas em minha defesa, queria dizer que escolhi esses treze atores porque acredito que todos já apresentaram trabalhos de alto nível e têm potencial enorme para assumir postos de astros de Hollywood dessa geração. Se o ator ou atriz que você realmente admira não consta na lista, provavelmente significa que não conferi trabalhos suficientes para inclui-lo(a).

Inicialmente, alguns nomes como Ellen Page, Andrew Garfield, Elle Fanning, Hailee Steinfeld, Shailene Woodley, Jesse Eisenberg, Rebecca Hall, Sam Riley e Abigail Breslin foram lembrados com carinho, mas não passaram da peneira por talvez ser um pouco cedo pra apostar. Frequentemente, muitos começam com o pé direito, mas se revelam atores de um papel só. Os 13 selecionados já mataram essa dúvida.

É claro que tem aqueles que (ainda) não acho nada e são tratados como grandes esperanças, tipo um tal de Shia LaBeouf…

Espero que tenham gostado do post e gostaria de fazer novas listas promissoras num futuro não tão distante. Aguardo comentários e não esqueça de votar na enquete abaixo!