JULIA DUCOURNAU SE TORNA a 2ª MULHER a LEVAR a PALMA DE OURO com ‘TITANE’

French director Julia Ducournau poses on stage with the Palme d'Or for her film "Titane".
Julia Ducournau com Palma de Ouro (pic by Valéry Hache, AFP)

CONHECIDA POR FILME ‘GRAVE’ (2016), CINEASTA FRANCESA CONQUISTA JÚRI PRESIDIDO POR SPIKE LEE

Adiada em 2 meses devido à pandemia, a 74ª edição do Festival de Cannes fez história ao premiar a segunda diretora feminina com a Palma de Ouro em toda sua história. A primeira e única vencedora até então havia sido a neozelandesa Jane Campion em 1993 por O Piano. Vale lembrar que o fato do júri ter sido composto por maioria feminina foi fundamental para esta histórica vitória também.

Em seu primeiro filme, Grave, uma estudante vegetariana de medicina veterinária passa por mudanças comportamentais após digerir um órgão de um coelho como trote de colegas. Já neste segundo longa, Julia mistura os gêneros comédia, drama, suspense e ficção científica numa história sobre uma mulher que passa a sentir atração sexual por carros após um acidente de infância. Apesar da trama lembrar o chocante Crash – Estranhos Prazeres (1996), de David Cronenberg, o filme dela ainda trata de troca de gêneros e um reencontro de um pai com seu filho após dez anos.

Na cerimônia de premiação, Spike Lee acabou anunciando o vencedor da Palma de Ouro antes de tudo, quebrando uma longa tradição. Mas sua gafe não afetou o bom andamento do evento, e ainda gerou uma energia incrivelmente imprevisível para saber quais filmes ainda seriam premiados e ouvir o discurso de agradecimento de Ducournau, que confessou que assistia à premiação todos os anos quando mais jovem: “Naquela época, eu tinha certeza que todos os filmes que eram premiados deveriam ser perfeitos. E hoje, eu estou nessa posição, mas sei que meu filme não é perfeito – mas acho que nenhum filme é perfeito aos olhos de quem o realizou”. Ela ainda agradeceu ao júri pela mente aberta, já que se trata de um filme sobre identidade de gênero também.

Com altas expectativas para uma possível segunda Palma de Ouro, o filme Memoria, do tailandês Apichatpong Weerasethakul acabou ficando apenas com o Prêmio do Júri (uma espécie de 3º lugar), empatado ainda com Ahed’s Knee, de Nadav Lapid. Outro empate ficou na categoria de Grande Prêmio do Júri (considerado o 2º lugar) entre A Hero, do iraniano Asghar Farhadi (que pode ganhar um 3º Oscar depois de A Separação e O Apartamento) e Compartment No. 6, do finalndês Juho Kuosmanen.

Nas categorias de atuação, o americano Caleb Landry Jones (conhecido por Três Anúncios Para um Crime, X-Men: Primeira Classe e Corra!) levou Melhor Interpretação Masculina ao viver o responsável por um massacre ocorrido em na Austrália em 1996 no filme Nitram, enquanto a norueguesa Renate Reinsve foi reconhecida por The Worst Person in the World, que vive uma jovem indecisa sobre seus interesses amorosos, carreira e família.

O controverso Leos Carax, que abriu o evento com Annette, acabou levando o prêmio de Direção. Esta é a terceira vez que o diretor foi indicada à Palma de Ouro, e este é o maior prêmio que já conquistou pelo festival. Havia uma expectativa de que seus protagonistas pudessem levar prêmios de intepretação, mas Adam Driver e Marion Cotillard tiveram que se contentar com o reconhecimento do diretor. Já na categoria de Roteiro, o japonês Ryûsuke Hamaguchi foi reconhecido por sua adaptação de um conto de Haruki Murakami em seu filme Drive My Car. Em 2018, ele disputou a Palma de Ouro pelo ótimo Asako I & II.

Dentre os filmes que não levaram prêmios, destaque para o novo e polêmico filme de Paul Verhoeven, Benedetta, sobre uma relação lésbica entre freiras de um convento, e Red Rocket, de Sean Baker. Embora tivessem recebido boas críticas, não parecem ter o perfil de filmes que agradariam Spike Lee.

Concorrendo com dois curtas-metragens, o Brasil ficou com o prêmio de Menção Honrosa por Céu de Agosto, de Jasmin Tenucci, sobre uma grávida que frequenta igreja e sofre com as queimadas de sua região.

Confira todos os vencedores desta 74ª edição de Cannes:

COMPETIÇÃO OFICIAL

Palma de Ouro: “Titane”

Grande Prêmio do Júri (EMPATE):: Asghar Farhadi, “A Hero” E Juho Kuosmanen’s “Compartment No. 6”

Direção: Leos Carax, “Annette”

Ator: Caleb Landry Jones, “Nitram”

Atriz:  Renate Reinsve, “The Worst Person in the World”

Prêmio do Júri (EMPATE): Nadav Lapid “Ahed’s Knee” E Apichatpong Weerasethakul’s “Memoria”

Roteiro: Ryûsuke Hamaguchi, ”Drive My Car”

OUTROS PRÊMIOS

Camera d’Or: ”Murina,” Antoneta Alamat Kusijanović

Palma de Ouro Curta: “All the Crows in the World,” Tang Yi

Short Films Special Mention: “August Sky,” Jasmin Tenucci

Queer Palm: “The Divide”

UN CERTAIN REGARD

Un Certain Regard Award: “Unclenching the Fists,” Kira Kovalenko

Jury Prize: “Great Freedom,” Sebastian Meise

Prize for Ensemble Performance: “Bonne Mere,” Hafsia Herzi

Prize for Courage: “La Civil,” Teodora Ana Mihai

Prize for Originality: “Lamb,” Valdimar Johannsson

Special Mention: “Prayers for the Stolen,” Tatiana Huezo

DIRECTORS’ FORTNIGHT

Europa Cinemas Label: “A Chiara,” Jonas Carpignano

Society of Dramatic Authors and Composers Prize: “Magnetic Beats,” Vincent Maël Cardona

CRITICS’ WEEK

Nespresso Grand Prize: “Feathers,” Omar El Zohairy

Society of Dramatic Authors and Composers Prize: Elie Grappe and Raphaëlle Desplechin, “Olga”

GAN Foundation Award for Distribution: Elie Grappe and Raphaëlle Desplechin, “Zero Fucks Given”

Louis Roederer Foundation Rising Star Award: Sandra Melissa Torres, “Amparo”

CINÉFONDATION

First Prize: “The Salamander Child,” Theo Degen

Second Prize: “Salamander,” Yoon Daewoon

Third Prize — TIE: “Love Stories on the Move”, Carina-Gabriela Dasoveanu AND “Cantareira,” Rodrigo Ribeyro

SELEÇÃO OFICIAL do RETORNO do FESTIVAL DE CANNES!

FESTIVAL INTERNACIONAL RETORNA APÓS HIATO PANDÊMICO

Dentre todos os festivais mais famosos, Cannes foi o mais prejudicado pela pandemia, pois foi o único que teve que cancelar sua edição anterior. Por esse motivo, o diretor artístico Thierry Frémaux caprichou na seleção desta edição e se mostrou bastante animado para revelá-la.

Além de nomes consagrados como Wes Anderson, Leos Carax, Sean Baker, Asghar Farhadi e Paul Verhoeven, temos o retorno de vencedores da Palma de Ouro: Jacques Audiard, Nanni Moretti e Apichatpong Weerasethakul. Além disso, novamente temos presença de quatro diretoras na competição, recorde igual a de 2019: a húngara Ildikó Enyedi, as francesas Julia Ducornau, Mia Hansen-Løve e Catherine Corsini.

Apesar do retorno gradual do público aos cinemas nos EUA devido à vacinação avançada, a Europa ainda vive uma incerteza em relação ao Covid com a chegada de novas variantes, por isso Fremaux teve de adiar o festival em dois meses (de Maio para Julho), organizar tudo de acordo com medidas sanitárias e convencer os cineastas consagrados a cederem seus filmes para exibição.

É possível que muitos atores de Hollywood (como o elenco do novo filme de Wes Anderson, The French Dispatch) marquem presença na França, pois muitos já devem ter se vacinado, então é bem possível que tenhamos Tilda Swinton, Timothée Chalamet e Bill Murray no tapete vermelho de Cannes. Nesta edição, além das tradicionais mostras Un Certain Regard, Fora de Competição e Midnight Screenings, Fremaux também criou uma nova seção intitulada Cannes Premiere, que seria um espaço para que outros autores tenham um local seguro para exibirem seus novos filmes fora da competição, aproveitando projetos que ficaram na fila por causa da pandemia.

Cannes deve estar muito excitada com o retorno do festival, pois seus organizadores apoiam o tradicional sistema de salas de cinema e a ampla janela de 90 dias para a chegada dos filmes via streaming ou locação, algo completamente oposto ao sistema da Netflix e companhia que lançou novos filmes diretamente na plataforma digital e normalizaram seu método durante a pandemia. Melhor para o Festival de Veneza, que recebe os filmes da Netflix e Amazon de braços abertos e tem se tornado novo parâmetro dos filmes do Oscar seguinte, como tem acontecido com os vencedores do Leão de Ouro: A Forma da Água, Coringa e Nomadland.

Sobre a competição, os filmes selecionados são bastante promissores como os novos filmes de Sean Baker e Leos Carax. Seria bacana uma das quatro diretoras ganhar, pois seria o segundo filme dirigido por uma mulher a vencer a Palma de Ouro depois de O Piano em 1993. Mas particularmente, gostaria muito que o holandês Paul Verhoeven saísse com o prêmio pelo filme com freiras, e aumentasse suas chances de finalmente levar um Oscar, principalmente depois daquele absurdo de Elle sequer ter sido indicado ao Oscar de Filme em Língua Estrangeira em 2017. MAS… o presidente do júri será o diretor Spike Lee, que deve valorizar questões raciais nas produções.

Destaque para o único brasileiro nesta edição: Karim Aïnouz, que venceu o prêmio Un Certain Regard em 2019 por A Vida Invisível. Ele retorna com O Marinheiro das Montanhas, um diário de viagem da primeira visita do diretor à Argélia, país que seu pai nasceu. O filme será exibido na mostra de Sessões Especiais.

COMPETIÇÃO OFICIAL (PALMA DE OURO)

“Ahed’s Knee” OR “Ha’berech,” Nadav Lapid (Israel)

“Annette,” Leos Carax (França) — FILME DE ABERTURA

“Benedetta,” Paul Verhoeven (Holanda)

“Bergman Island,” Mia Hansen-Løve (França)

“Casablanca Beats,” Nabil Ayouch (Marrocos)

“Compartment No. 6” OR “Hytti Nro 6,” Juho Kuosmanen (Finlândia)

“Drive My Car,” Ryûsuke Hamaguchi (França)

“Everything Went Fine” OR “Tout s’est bien passé,” Francois Ozon (França)

“Flag Day,” Sean Penn (EUA)

“France,” Bruno Dumont (França)

“The French Dispatch,” Wes Anderson (EUA)

“A Hero,” Asghar Farhadi (Irã)

“La fracture,” Catherine Corsini (França)

“Lingui,” Mahamat-Saleh Haroun (Chad)

“Memoria,” Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)

“Nitram,” Justin Kurzel (Austrália)

“Paris, 13th District” OR “Les Olympiades,” Jacques Audiard (França)

“Petrov’s Flu,” Kirill Serebrennikov (Rússia)

“Red Rocket,” Sean Baker (EUA)

“The Restless” OR “Les Intranquilles,” Joachim Lafosse (Bélgica)

“The Story of My Wife,” Ildikó Enyedi (Hungria)

“Three Floors” OR “Tre Piani,” Nanni Moretti (Itália)

“Titane,” Julia Ducournau (França)

“The Worst Person in the World,” Joachim Trier (Noruega)

UN CERTAIN REGARD

“After Yang,” Kogonada (EUA)

“Blue Bayou,” Justin Chon (EUA)

“Bonne Mère,” Hafsia Herzi (França)

“Commitment Hasan,” Hasan Semih Kaplanoglu (Turquia)

“Freda,” Gessica Généus (Haiti)

“Gaey Wa’r,” Na Jiazuo (China)

“Great Freedom,” Sebastian Meise (Áustria)

“House Arrest” OR “Delo,” Alexey German Jr. (Rússia)

“The Innocents,” Eskil Vogt (Noruega)

“La Civil,” Teodora Ana Mihai (Romênia-Bélgica)

“Lamb,” Valdimar Jóhansson (Islândia)

“Let There Be Morning,” Eran Kolirin (Israel)

“Moneyboys,“ C.B. Yi (Áustria)

“Noche de Fuego,” Tatiana Huezo (México)

“Rehana Maryam Noor,” Abdullah Mohammad Saad (Bangladesh)

“Unclenching the Fists,” Kira Kovalenko (Rússia)

“Un Monde,” Laura Wandel (Bélgica)

“Women Do Cry,” Mina Mileva and Vesela Kazakova (Bulgária)

FORA DE COMPETIÇÃO

“Aline, the Voice of Love,” Valerie Lemercier (França)

“Bac Nord,” Cédric Jimenez (França)

“Emergency Declaration,” Han Jae-Rim (Coréia do Sul)

“Peaceful” OR “De son vivant,” Emmanuelle Bercot (França)

“Stillwater,” Tom McCarthy (EUA)

“The Velvet Underground,” Todd Haynes (EUA)

MIDNIGHT SCREENINGS

“Bloody Oranges,” Jean-Christophe Meurisse (França)

SPECIAL SCREENINGS

“Babi Yar. Context,” Sergei Loznitsa (Ucrânia)

“Black Notebooks,” Shlomi Elkabetz (Israel)

“H6,” Yé Yé (França)

“Mariner of the mountains” OR “O Marinheiro das Montanhas,” Karim Aïnouz (Brasil)

“The Year of the Everlasting Storm,” Jafar Panahi (Irã), Anthony Chen (Singapura), Malik Vitthal (EUA), Laura Poitras (EUA), Dominga Sotomayor (Chile), David Lowery (EUA) and Apichatpong Weerasethakul (Tailândia)

CANNES PREMIERE

“Cow,” Andrea Arnold (Reino Unido)

“Deception” OR “Tromperie,” Arnaud Desplechin (França)

“Evolution,” Kornél Mundruczo (Hungria)

“Hold Me Tight,” Mathieu Almaric (França)

“In Front of Your Face,” Hong Sang-soo (Coréia do Sul)

“Jane by Charlotte,” Charlotte Gainsbourg (França)

“JFK Revisted: Through the Looking Glass,” Oliver Stone (EUA)

“Mothering Sunday,” Eva Husson (França)

“This Music Is Playing for No One,” Samuel Benchetrit (França)

“Val,” Ting Poo e Leo Scott (EUA)

‘PARA TODOS OS GAROTOS: AGORA E PARA SEMPRE’ e SÉRIE ‘WANDAVISION’ SÃO PREMIADOS no MTV MOVIE e TV AWARDS

FILME DA NETFLIX E SÉRIE DA DISNEY PLUS SÃO OS GRANDES VENCEDORES DESTA EDIÇÃO

Se você pertence a uma geração que viu grandes filmes como O Exterminador do Futuro 2, Pulp Fiction e Seven serem premiados no MTV Movie Awards nos anos 90, é provável que haja um certo estranhamento ao ver produções mais padronizadas serem reconhecidas. Já para a geração que viu os filmes da saga Crepúsculo saírem premiadas na MTV, pouca coisa mudou.

Desde 2017, o prêmio passou a reconhecer as várias produções televisivas e de streaming entre os filmes, o que foi um acerto grande, pois o público jovem não mais consumia filmes como antes e passou a preferir maratonar séries. Num ano de pandemia e quarentena, seria natural que as séries predominassem a edição 2021. Tanto Para Todos os Garotos quanto WandaVision são frutos das plataformas de streaming da Netflix e da Disney Plus, respectivamente.

As séries da Marvel Studios foram as maiores vencedoras. Enquanto WandaVision acumulou 4 baldinhos de pipoca dourada, Falcão e o Soldado Invernal ficou com 2 prêmios, confirmando um acerto também do estúdio, que estendeu seu universo cinematográfico às séries na hora certa (da pandemia). Particularmente, não acompanho séries, mas vi essas duas por serem da Marvel. Valeu a pena só pra matar saudade dos personagens, mas ainda estão aquém dos filmes. Achei um absurdo premiarem a luta entre Wanda e Agatha como a Melhor Luta, pois são duas pessoas voando e jogando feitiços de computação gráfica uma contra a outra durante 40 minutos. Por que não premiaram a série Cobra Kai, que teve lutas coreografadas? Somos a favor da democracia do voto, mas muitas vezes é difícil entender esse público.

Sobre os indicados ao Oscar no MTV Movie Awards, acho bacana a vitória de Chadwick Boseman, que perdeu o Oscar (de forma justa) para Sir Anthony Hopkins, mas você consegue acreditar que o mesmo público que votou em Para Todos os Garotos e Barraca do Beijo 2 também votou para Boseman? E mesmo se votaram, é quase certeza de que nem viram o filme A Voz Suprema do Blues, votando simplesmente pelo nome, fama e morte precoce. E como explicar o voto para Leslie Jones como melhor atuação em comédia por Um Príncipe em Nova York 2? Essa sequência do filme de 1988 é no mínimo medíocre.

Claro que não dá pra cobrar do voto popular, ainda mais num prêmio jovem. De um lado, fico decepcionado por perderem a oportunidade de elevarem o patamar do MTV Movie Awards, pois era um prêmio que acolhia e reconhecia filmes bons e ousados que a Academia não tinha coragem de premiar, mas por outro lado, é preciso entender que o prêmio é mais um instrumento para medir a repercussão das produções em seu público-alvo. E se for pra se basear nisso, o império da Marvel Studios deve reinar facilmente a indústria por pelo menos mais uma década.

Confira vídeo da compilação dos discursos de agradecimentos do canal da MTV abaixo:

Veja lista dos vencedores do MTV Movie & TV Awards:

MELHOR SÉRIE
* WandaVision
– Bridgerton
– Cobra Kai
– Emily in Paris
– The Boys

MELHOR FILME
* Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre (To All the Boys: Always and Forever)

– Borat: Fita de Cinema Seguinte
– Judas e o Messias Negro
– Bela Vingança
– Soul

MELHOR ATUAÇÃO EM FILME
* Chadwick Boseman (A Voz Suprema do Blues)

– Carey Mulligan (Bela Vingança)
– Daniel Kaluuya (Judas e o Messias Negro)
– Sacha Baron Cohen (Os 7 de Chicago)
– Zendaya (Malcolm & Marie)

MELHOR MOMENTO MUSICAL
* “Edge of Great” (Julie and the Phantoms)

– “Brown Skin Girl” (Black is King)
– “Wildest Dreams” (Bridgerton)
– “I Wanna Rock” (Cobra Kai)
– “Stand by Me” (Amor e Monstros)
– “Lost in the Wild” (A Barraca do Beijo 2)
– “Beginning, Middle, End” (Para Todos os Garotos: Agora e Para Sempre)
– “Agatha All Along” (WandaVision)

MELHOR ATUAÇÃO ASSUSTADORA
* Victoria Pedretti (The Haunting of Bly Manor)
– Jurnee Smollett (Lovecraft Country)
– Elisabeth Moss (O Homem Invisível)
– Simona Brown (Behind Her Eyes)
– Vince Vaughn (Freaky – No Corpo de um Assassino)

MELHOR VILÃO
* Kathryn Hahn (WandaVision)
– Aya Cash (The Boys)
– Ewan McGregor (Aves de Rapina)
– Giancarlo Esposito (The Mandalorian)
– Nicholas Hoult (The Great)

MELHOR DUPLA
* Anthony Mackie & Sebastian Stan (Falcão e o Soldado Invernal)

– Kristen Wiig e Annie Mumolo (Barb & Star Go To Vista Del Mar)
– Pedro Pascal e “Grogu” (The Mandalorian)
– Lily Collins e Mindy Chen (Emily in Paris)
– Sacha Baron Cohen e Maria Bakalova (Borat: Fita de Cinema Seguinte)

MELHOR LUTA
* Wanda vs. Agatha (WandaVision)

– Final Funhouse Fight (Aves de Rapina)
– Finale House Fight (Cobra Kai)
– Starlight, Queen Maeve, Kimiko vs. Stormfront (The Boys)
– Final Fight vs. Steppenwolf (Liga da Justiça – Snyder Cut)

MELHOR ATUAÇÃO DE COMÉDIA
*
Leslie Jones (Um Príncipe em Nova York 2)
– Annie Murphy (Schitt’s Creek)
– Eric Andre (Bad Trip)
– Issa Rae (Insecure)
– Jason Sudeikis (Ted Lasso)

MELHOR BEIJO
* Chase Stokes & Madelyn Cline (Outer Banks
)
– Jodie Comer & Sandra Oh (Killing Eve)
– Lily Collins & Lucas Bravo (Emily in Paris)
– Maitreyi Ramakrishnan & Jaren Lewison (Never Have I Ever)
– Regé-Jean Page & Phoebe Dynevor (Bridgerton)

MELHOR ATUAÇÃO REVELAÇÃO
* Regé-Jean Page (Bridgerton)

– Antonia Gentry (Ginny & Georgia)
– Ashley Park (Emily in Paris)
– Maria Bakalova (Borat: Fita de Cinema Seguinte)
– Paul Mescal (Normal People)

MELHOR ATUAÇÃO EM SÉRIE
* Elizabeth Olsen (WandaVision)

– Anya Taylor-Joy (The Queen’s Gambit)
– Elliot Page (The Umbrella Academy)
– Emma Corrin (The Crown)
– Michaela Coel (I May Destroy You)

MELHOR HERÓI
*
Anthony Mackie (Falcão e o Soldado Invernal)
– Gal Gadot (Mulher-Maravilha 1984)
– Jack Quaid (The Boys)
– Pedro Pascal (The Mandalorian)
– Teyonah Parris (WandaVision)

COMEDIC GENIUS AWARD
Sacha Baron Cohen

MTV GENERATION AWARD
Scarlett Johansson

‘NOMADLAND’ CONQUISTA os OSCARS de MELHOR FILME, DIREÇÃO e ATRIZ!

CERIMÔNIA MAIS CONTIDA PELA PANDEMIA FUNCIONA, MAS DISCURSOS LONGOS NÃO AJUDAM

Havia uma expectativa enorme em torna desta 93ª cerimônia do Oscar, afinal existia um sério risco do evento sequer acontecer por causa da pandemia. Apesar da vacinação nos EUA estar bem avançada, seria necessário respeitar uma série de protocolos sanitários para garantir o bem estar de todos os envolvidos. A organização do Oscar não queria uma cerimônia como as demais premiações anteriores, formada por reuniões virtuais de Zoom, por isso fizeram todo o possível para criar um ambiente seguro para os convidados. Apesar do capricho do evento, nem todos os indicados puderam comparecer, mas montaram toda uma estrutura profissional em várias localidades no mundo como Londres, Paris e Roma para que houvesse a participação de todos.

A Union Station, que também fica em Los Angeles, ofereceu um clima aconchegante para a cerimônia. Os convidados presentes pareciam bem confortáveis em seus assentos. Quando subiam ao palco, não havia sequer a pessoa encarregada de entregar o prêmio para evitar contato, então puseram a estatueta numa espécie de pódio para o vencedor retirar. Aliás, era sempre uma única estatueta no pódio, independente do número de vencedores da categoria. Particularmente, senti falta de uma orquestra que sempre torna tudo muito marcante e glorioso, mas é compreensível a presença do DJ Questlove.

Falando em música, todas as cinco canções indicadas foram pré-gravadas e exibidas antes do início da cerimônia, mais precisamente durante as entrevistas no tapete vermelho. Já que reclamam sempre do excesso de tempo, resolveram antecipar as performances musicais. Foi uma ótima ideia que permitiu a gravação de “Husavik” direto da Islândia. Contudo, esse ganho de tempo não se converteu bem nos discursos de agradecimento que foram quase todos muito longos. Como não havia a tradicional orquestra para cortar os discursos, os vencedores abraçavam o microfone e não queriam largar mais! Aliás, de uma forma geral, os discursos foram muito politicamente corretos, protocolares e até meio robóticos, passando longe daqueles discursos super animados que extravasam a alegria do momento.

Fiquei na maior expectativa do discurso da Frances McDormand porque o último dela em 2018 foi fenomenal, mas ela foi bem mais contida, muito provavelmente porque já havia discursado poucos minutos antes com a vitória de Melhor Filme. Então, o melhor da noite foi da Yuh-Jung Youn, que venceu Atriz Coadjuvante por Minari. Conhecida por ser bem sincera, ela passou a autenticidade que a cerimônia precisava. Apesar de longo, dá pra incluir o lado emotivo do discurso de THOMAS VINTERBERG ao mencionar a morte prematura de sua filha num atropelamento causado por um motorista usando celular ao volante. E o melhor momento da noite foi quando GLENN CLOSE, 74 anos, levantou-se para rebolar ao vivo ao som de um hip hop.

NÚMEROS DO OSCAR

Em termos de estúdio, a NETFLIX foi a grande vencedora da edição com 7 estatuetas: 2 para MANK, 2 para A VOZ SUPREMA DO BLUES, 1 para PROFESSOR POLVO, 1 para COLETTE e 1 para SE ALGO ACONTECER… TE AMO. Bem mais atrás ficou a WARNER, que levou 3 prêmios: 2 por JUDAS E O MESSIAS NEGRO e 1 por TENET. Empatados com 2 vitórias cada, tivemos a AMAZON (2 por O SOM DO SILÊNCIO), DISNEY (2 por SOUL) e SONY PICTURES CLASSICS (2 por MEU PAI).

Em termos de filme, NOMADLAND ficou em 1º lugar com 3 estatuetas (Filme, Direção e Atriz), seguido por 6 filmes que levaram 2 estatuetas cada: Meu Pai (Ator e Roteiro Adaptado), MANK (Fotografia e Design de Produção), JUDAS E O MESSIAS NEGRO (Ator Coadjuvante e Canção Original), A VOZ SUPREMA DO BLUES (Figurino e Maquiagem), O SOM DO SILÊNCIO (Montagem e Som), SOUL (Longa de Animação e Trilha Original), mostrando-se um Oscar melhor distribuído.

Claro que mesmo assim, houve alguns filmes que saíram de mãos vazias. O maior perdedor da noite foi OS 7 DE CHICAGO, o único entre os oito indicados a Melhor Filme que não ganhou nenhum prêmio. Vale destacar também as campanhas sem vitória de RELATOS DO MUNDO (4 indicações) e UMA NOITE EM MIAMI (3 indicações).

SURPRESAS

Talvez a maior surpresa da noite tenha sido a ordem de apresentação das categorias. A intenção dos produtores do evento era assemelhar o Oscar com a produção de um filme, então começaram com a entrega dos dois Oscars de Roteiro. Até aí, tudo ok. Inclusive, no ano de Spotlight aconteceu a mesma coisa. Mas duas trocas foram estranhas: Oscar de Direção foi o sétimo prêmio, e principalmente o Oscar de Melhor Filme sendo o antepenúltimo da noite. A intenção dos organizadores era ter um grand finale com a possível vitória de Chadwick Boseman com uma salva de palmas acompanhadas de lágrimas, mas a vitória de Anthony Hopkins frustrou esses planos, não tanto pela troca de vencedor em si, mas porque Hopkins não compareceu ao evento.

Sobre os resultados, é impossível falar de surpresas sem mencionar os dois Oscars de MEU PAI. Alguns já esperavam que levasse Roteiro Adaptado muito em função do BAFTA que conquistou há duas semanas, mas pouquíssimos não imaginaram que a Academia não homenagearia Chadwick Boseman postumamente com um Oscar. Felizmente, a qualidade da atuação de ANTHONY HOPKINS foi primordial para que o britânico levasse sua segunda estatueta de Melhor Ator. Desde que ele ganhou o BAFTA, acreditei nessa virada contra Boseman. Muitos acreditaram que ele só havia ganhado porque era britânico e o BAFTA o teria reconhecido somente por esse motivo, mas eu acreditava que todos que viram Meu Pai se convenceriam da qualidade da atuação dele. É realmente uma pena que o ator não tenha comparecido à cerimônia… Preferiu ficar resguardado em sua casa no País de Gales.

Ainda sobre atuação, a vitória de FRANCES MCDORMAND também acabou com o bolão de muita gente, que estava entre Carey Mulligan e Viola Davis. Particularmente, achei que o Oscar como produtora de Nomadland seria o suficiente para a atriz, mas sua performance cativou muitos votantes, além, claro, de toda sua figura emblemática nessa Hollywood em metamorfose após os movimentos feministas. A verdade é que McDormand é uma das melhores atrizes do momento, ganhando suas terceira estatueta de Melhor Atriz, aliás a única com essa estatística atualmente. Meryl Streep e Ingrid Bergman têm dois Oscars de Melhor Atriz e um de Coadjuvante. E ela está a apenas um Oscar da lendária Katherine Hepburn com 4 Oscars de Melhor Atriz. Num ano bastante disputado, em que não havia uma favorita, a divisão de votos beneficiou McDormand, mas poderia ter beneficiado qualquer outra, dadas as qualidades de suas atuações.

Ainda das surpresas da noite, destaco o Oscar de Canção Original para “Fight for You” de JUDAS E O MESSIAS NEGRO, já que todos estavam entre as canções de Uma Noite em Miami e Rosa e Momo. Inicialmente a canção não tinha me cativado, mas confesso que ouvindo na apresentação, a música me pegou melhor e me fez lembrar de toda a essência do filme de Shaka King. E a vitória de COLETTE como Documentário-curta não chega a ser aqueeeeeela surpresa, mas a maioria apostava em Uma Canção Para Latasha. Não sei se dá pra defender que o Oscar de Fotografia de MANK foi surpresa, porque tinha levado o prêmio do sindicato, mas é inegável que foi um reconhecimento merecido.

DESTAQUES

Como dito inúmeras vezes, CHLOÉ ZHAO se tornou a segunda diretora mulher a ganhar o Oscar de Direção por Nomadland, 11 anos após Kathryn Bigelow por Guerra ao Terror. Como citado acima, FRANCES MCDORMAND se torna a única a vencer 3 vezes o Oscar de Melhor Atriz. Ela havia vencido anteriormente por Fargo e Três Anúncios Para um Crime. MIA NEAL e JAMIKA WILSON se tornaram as primeiras negras a ganhar o Oscar de Maquiagem e Penteado por A Voz Suprema do Blues. YUH-JUNG YOUN obviamente se tornou a primeira atriz sul-coreana a vencer um Oscar por Minari.

Por Bela Vingança, EMERALD FENNELL foi a primeira roteirista feminina a levar um Oscar de Roteiro desde 2008, quando Diablo Cody levou por Juno. Aos 89 anos, a figurinista ANN ROTH se iguala ao roteirista James Ivory (por Me Chame Pelo Seu Nome) ao se tornar a pessoa mais idosa a ganhar um Oscar por A Voz Suprema do Blues.

OPINIÕES PESSOAIS

De uma forma geral, dá pra dizer que o Oscar 2021 mais acertou do que errou, partindo do princípio que não dá pra agradar a gregos e troianos. Por um lado não gostei do Oscar de Documentário para Professor Polvo (que teria dado para Crip Camp ou Collective), mas por outro, aplaudi os Oscars para Anthony Hopkins, para o Roteiro de Meu Pai e Yuh-Jung Youn. Gostaria que Meu Pai tivesse sido indicado à Direção e até levado Melhor Filme, mas ao mesmo tempo, entendo a vitória de Nomadland e ressalto que adoraria rever esse filme numa tela de cinema, porque acredito que a experiência seria infinitamente mais transcendental do que numa tela de notebook em casa.

Sobre a cerimônia, primeiramente foi uma vitória da Academia ter conseguido realizar um evento dessa proporção sem nenhum problema técnico em plena pandemia. Claro que não dá pra cobrar coisa muito melhor devido às circunstâncias, mas eu queria ter visto mais clipes dos filmes e atuações ao invés daquele monte de falatório sobre as curiosidades dos indicados, gostaria de ter visto mais humor de forma geral, seja através de uma brincadeira ou de um comediante no palco, e claro, discursos mais empolgantes e emocionantes. Parece que os vencedores estavam com receio de se soltarem e serem julgados pela mídia por “furar a quarentena”. Enfim, houve aquele momento de descontração no final com o comediante Lil Rel Howery fazendo um quizz sobre canções com convidados, culminando na rebolada de Glenn Close, mas aquele momento deveria ter ocorrido no início para quebrar o gelo e proporcionar um clima mais leve à premiação…

CONFIRA TODOS OS VENCEDORES DO 93º ACADEMY AWARDS:

FILME
NOMADLAND (Nomadland)

DIREÇÃO
* CHLOÉ ZHAO (Nomadland)

ATOR
* ANTHONY HOPKINS (Meu Pai)

ATRIZ
* FRANCES MCDORMAND (Nomadland)

ATOR COADJUVANTE
DANIEL KALUUYA (Judas e o Messias Negro)

ATRIZ COADJUVANTE
* YUH-JUNG YOUN (Minari)

ROTEIRO ORIGINAL
* BELA VINGANÇA – Emerald Fennell

ROTEIRO ADAPTADO
* MEU PAI – Christopher Hampton, Florian Zeller

FOTOGRAFIA
* MANK – Erik Messerschmidt

MONTAGEM
* O SOM DO SILÊNCIO – Mikkel E.G. Nielsen

DESENHO DE PRODUÇÃO 
* MANK – Donald Graham Burt, Jan Pascale

FIGURINO
* A VOZ SUPREMA DO BLUES – Ann Roth

MAQUIAGEM E PENTEADO
* A VOZ SUPREMA DO BLUES – Matiki Anoff, Mia Neal, Larry M. Cherry

TRILHA MUSICAL ORIGINAL
* SOUL – Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste

CANÇÃO ORIGINAL
* “Fight for You” – JUDAS E O MESSIAS NEGRO
Música por H.E.R. and Dernst Emile II; Letra por H.E.R. e Tiara Thomas

SOM
* O SOM DO SILÊNCIO – Phillip Bladh, Nicolas Becker, Jaime Baksht, Michelle Couttolenc, Carlos Cortés, Carolina Santana

EFEITOS VISUAIS
* TENET – Andrew Jackson, Andrew Lockley, Scott R. Fisher, Mike Chambers 

LONGA DE ANIMAÇÃO
* SOUL

DOCUMENTÁRIO
* PROFESSOR POLVO

FILME INTERNACIONAL
* DRUK – MAIS UMA RODADA – Dinamarca

CURTA-METRAGEM
* DOIS ESTRANHOS (TWO DISTANT STRANGERS)

CURTA DE ANIMAÇÃO
* SE ALGO ACONTECER… TE AMO (IF ANYTHING HAPPENS… I LOVE YOU)

DOCUMENTÁRIO-CURTA
* COLETTE

PODCAST CINEMA OSCAR e AFINS – EPISÓDIO 5: APOSTAS do OSCAR 2021

No último dia 21/04, lançamos mais um episódio do nosso podcast para fazer uma breve análise das 23 categorias e concedermos nossas apostas. Não se esqueça de votar no bolão do Oscar, seguindo o nosso perfil do Instagram @cinemaoscareafins e clicando no link abaixo:

Lançaremos o próximo episódio depois do Oscar para fazer comentários sobre a cerimônia e os vencedores.

Não votou no Bolão? Ainda dá tempo de fazer suas apostas até às 16h. Basta seguir o nosso perfil no Instagram @cinemaoscareafins e clicar no link abaixo para votar.

https://forms.gle/cPnqoDrEYiZfhAkD7


Confira o episódio 5 pelos links abaixo.

Pelo SPOTIFY:

Pelo ANCHOR:

https://anchor.fm/cinemaoscareafins/episodes/Episdio-5-Apostas-para-o-Oscar-2021-evaasd

Pelo Google Podcasts:

https://podcasts.google.com/feed/aHR0cHM6Ly9hbmNob3IuZm0vcy81MTQ1NTFiOC9wb2RjYXN0L3Jzcw==?fbclid=IwAR3BHacbx2sQeCkPnEdn02nQOKTt4XvGEEaycOjQtbnZijlE2w1z9_Xy9ak

FRAMBOESA DE OURO PREMIA KATE HUDSON e RUDY GIULIANI

APESAR DO FILME MUSICAL DE SIA TER LEVADO TRÊS PRÊMIOS, O DOCUMENTÁRIO DE CONSPIRAÇÃO ABSOLUTE PROOF FOI ELEITO O PIOR FILME DO ANO

A 41ª edição do Framboesa de Ouro, que premia os piores filmes do ano, ganhou notoriedade por ter indicado Glenn Close como Pior Atriz Coadjuvante por Era uma Vez um Sonho, performance que também foi indicada ao Oscar. Felizmente, a veterana não ganhou o desagradável prêmio, que foi para Maddie Ziegler por Music. O consenso geral (que concordamos) diz que foi um exagero essa indicação, mas é importante ressaltar duas coisas: 1º O Framboesa só ganha destaque se incluírem na lista filmes e atores conhecidos. Se indicassem apenas desconhecidos do grande público, o prêmio teria baixa relevância na temporada. 2º Achamos válida a indicação como uma crítica construtiva do tipo “Olha, Glenn, você não precisa se render a filmes apelativos como este para ganhar o Oscar a qualquer custo”. Claro que, olhando de longe, ao ver Ron Howard (que já ganhou Oscar de Direção), Amy Adams e uma personagem transformativa, parece realmente uma fórmula de sucesso garantido, mas na prática foi um pesadelo. Muitos já apontam a adaptação da peça teatral Sunset Blvd (Crepúsculo dos Deuses), que deve ser lançada em 2022, a melhor oportunidade da atriz levar finalmente seu Oscar. O papel de Norma Desmond realmente se encaixa na história de Glenn Close, já que se trata de uma atriz veterana porém esquecida.

O pior filme do ano foi um documentário pouco conhecido aqui no Brasil chamado ABSOLUTE PROOF, que apresenta teorias conspiratórias de que houve intervenção da China nas últimas eleições americanas como verdadeiras. MIKE LINDELL, que também dirigiu o filme, ganhou o prêmio de Pior Ator, superando os mais conhecidos Robert Downey Jr. e Adam Sandler.

Já o filme de estreia da cantora SIA acabou sendo o maior vencedor da noite com 3 prêmios: Pior Direção, Atriz (Kate Hudson) e Atriz Coadjuvante. É no mínimo curioso que há dois meses, o filme recebeu duas indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme – Comédia ou Musical e Atriz – Comédia ou Musical, e agora está sendo laureado como um dos piores do ano. É provável que esses prêmios do Framboesa pesem mais para a HFPA que promove o Globo de Ouro do que para a equipe envolvida na produção do filme. Nos últimos meses, a HFPA tem sido alvo de inúmeras denúncias de cartel, suborno, racismo e por último, um dos membros classificou o Movimento Black Lives Matter como um “movimento de ódio”. Gostamos da cerimônia leve e descontraída do Globo de Ouro, mas depois de tantos problemas, é possível que Hollywood ignore a premiação caso não haja uma reformulação por completo. Mas voltando ao filme MUSIC, ainda não vimos, mas parece um videoclipe brega saído dos anos 90. Caso alguém tenha visto, por favor comente abaixo sua opinião!

E sobre os dois prêmios concedidos a BORAT: FITA DE CINEMA SEGUINTE, concordamos com o de Pior Ator Coadjuvante para o aliado de Trump, RUDY GIULIANI, que quase comete um estupro em Maria Bakalova, mas discordávamos da indicação de Pior Dupla (ou Combinação) formada por Giuliani e Bakalova, pois a imagem da atriz seria denegrida de forma equivocada. Felizmente, a organização do Framboesa retirou o nome da atriz e a substituiu por “Rudy Giuliani e o zíper de suas calças”. O ator Sacha Baron Cohen postou a lista dos prêmios do Framboesa em seu Instagram, exaltando a promoção do filme. Claro que é estranho alguém comemorar dois prêmios de Piores do Ano, mas neste caso, é compreensível justamente por esse aspecto de publicidade em relação ao filme e da participação escrota de Giuliani. De qualquer forma, não acreditamos que isso vá prejudicar a campanha de Maria Bakalova para Melhor Atriz Coadjuvante no Oscar, porém o prêmio parece estar bem mais próximo de Yuh-Jung Youn por Minari.

Pra quem quiser ver o compilado de 4 minutos do Razzies, clique no link abaixo:

CONFIRA TODOS OS VENCEDORES (em negrito) AO 41º FRAMBOESA DE OURO:

PIOR FILME

365 Dias
Absolute Proof
Dolittle
A Ilha da Fantasia (Fantasy Island)
Music

PIOR ATOR

Robert Downey Jr. / Dolittle
Mike Lindell / Absolute Proof
Michele Morrone / 365 Dias
Adam Sandler / O Halloween do Hubie
David Spade / A Missy Errada

PIOR ATRIZ

Anne Hathaway / A Última Coisa que Ele Queria & Convenção das Bruxas
Katie Holmes / Brahms: O Boneco do Mal II & O Segredo: Ouse Sonhar
Kate Hudson / Music
Lauren Lapkus / A Missy Errada
Anna-Maria Sieklucka / 365 Dias

PIOR ATRIZ COADJUVANTE

Glenn Close / Era uma Vez um Sonho
Lucy Hale / A Ilha da Fantasia
Maggie Q / A Ilha da Fantasia
Kristen Wiig / Mulher-Maravilha 1984
Maddie Ziegler / Music

PIOR ATOR COADJUVANTE

Chevy Chase / The Very Excellent Mr. Dundee
Rudy Giuliani / Borat: Fita de Cinema Seguinte
Shia LaBeouf / The Tax Collector
Arnold Schwarzeneggar / Iron Mask
Bruce Willis / Breach, Hard Kill & Sobreviver à Noite

PIOR DUPLA NA TELA

Rudy Giuliani & o zíper de suas calças / Borat: Fita de Cinema Seguinte
Robert Downey Jr. & seu sotaque galês nada convincente / Dolittle
Harrison Ford & aquele cachorro CGI totalmente falso / O Chamado da Floresta
Lauren Lapkus & David Spade / The Missy Errada
Adam Sandler & sua voz irritante / O Halloween do Hubie

PIOR DIRETOR

Charles Band / Todos os 3 filmes de Barbie & Kendra
Barbara Bialowas & Tomasz Mandes / 365 Dias
Stephen Gaghan / Dolittle
Ron Howard / Era uma Vez um Sonho
Sia / Music

PIOR ROTEIRO

365 Dias
Todos os 3 filmes de Barbie & Kendra
Dolittle
A Ilha da Fantasia
Era uma Vez um Sonho

PIOR REMAKE, CÓPIA OU SEQUÊNCIA

365 Dias
Dolittle
A Ilha da Fantasia
O Halloween do Hubie
Mulher-Maravilha 1984

RIZ AHMED e CAREY MULLIGAN VENCEM o INDEPENDENT SPIRIT de ‘NOMADLAND’

FILME DE CHLOÉ ZHAO VENCE ÚLTIMO PRÊMIO ANTES DO OSCAR. RIZ AHMED GANHA SEU PRÊMIO MAIS RELEVANTE NA TEMPORADA.

A 36ª edição do Independent Spirit Awards aconteceu nesta quinta-feira (22), mas desta vez não contou com transmissão fora do território americano. Tradicionalmente, a premiação ocorria um dia antes do Oscar, mas a organização do evento optou por adiantar uns dias para ter um tempo maior de repercussão na mídia. Vale ressaltar que o resultado deste prêmio não interfere diretamente no Oscar, já que a votação da Academia já se encerrou.

De uma forma geral, os vencedores foram bastante previsíveis, com NOMADLAND levando a melhor em 4 categorias: Filme, Direção, Fotografia e Montagem. Logo atrás, O SOM DO SILÊNCIO coletou 3 prêmios: Ator (Riz Ahmed), Ator Coadjuvante (Paul Raci) e Filme de Estreante, seguido por BELA VINGANÇA que ficou com 2 prêmios: Atriz (Carey Mulligan) e Roteiro. Das produções com mais indicações, NUNCA RARAMENTE ÀS VEZES SEMPRE e A VOZ SUPREMA DO BLUES foram os grandes perdedores da noite, já que ambos saíram da cerimônia sem nenhum prêmio.

Embora a votação do Oscar já esteja fechada, o reconhecimento de RIZ AHMED demorou mas chegou! Com amplo predomínio de Chadwick Boseman na categoria, a performance do ator em O Som do Silêncio acabou ficando de lado em premiações televisionadas, mas agora fecha com chave de ouro no Independent Spirit. Sua vitória no Oscar continua bem improvável, mas não tão impossível como antes, porque a ascensão de Anthony Hopkins no BAFTA mexeu com o favoritismo de Boseman.

Ainda sobre atuações, esperávamos ver um nome menos conhecido levando o prêmio de Melhor Atriz como Sidney Flanigan, mas CAREY MULLIGAN acabou conquistando a estatueta por Bela Vingança. Nessa temporada bem maluca, a categoria tem sido a maior incógnita, pois cada indicada levou um prêmio mais importante. Mulligan coleta o segundo após vitória no Critics’ Choice Awards, mas isso pode não ser o suficiente na disputa pelo Oscar.

Nas categorias de Coadjuvante, PAUL RACI acabou ganhando como Melhor Ator Coadjuvante com certa facilidade, já que não disputava com nenhum indicado ao Oscar, que deve ir para o franco-favorito Daniel Kaluuya. Já na categoria feminina, YUH-JUNG YOUN vence novamente após levar o SAG e o BAFTA, consolidando seu favoritismo na reta final do Oscar.

Talvez as maiores surpresas da noite foram nas categorias de FILME INTERNACIONAL e DOCUMENTÁRIO, vencidos por Quo Vadis, Aida? e Crip Camp, respectivamente, já que havia a expectativa de que Bacurau e As Mortes de Dick Johnson (ou Time) levassem esses prêmios. Aparentemente, no Oscar, o favoritismo de Druk – Mais uma Rodada e Professor Polvo deve prevalecer, mas como dissemos no Episódio 5 do podcast, não subestimem o representante da Bósnia e Herzegovina para Filme Internacional, porque deve ter havido muitos votantes que torceram o nariz para o filme do Vinterberg com um “Eu não vou votar em filme sobre apologia às bebidas alcóolicas” ou algo do tipo.

Pela primeira vez em 36 anos, o Independent Spirit Awards resolveu premiar séries de TV independentes, com orçamentos bem limitados. Provavelmente foi uma estratégia de atrair mais atenção do público mais jovem que acompanha e maratona séries em plataformas de streaming. As séries I MAY DESTROY YOU e UNORTHODOX foram as grandes vencedoras da edição. Não conferimos essas séries, mas até onde sabemos, foram uma chuva de elogios apenas.

CONFIRA TODOS OS VENCEDORES (em negrito) DO INDEPENDENT SPIRIT AWARDS:

MELHOR FILME
First Cow
A Voz Suprema do Blues (Ma Rainey’s Black Bottom)
Minari
Nunca Raramente Às Vezes Sempre (Never Rarely Sometimes Always)
Nomadland

MELHOR DIREÇÃO
Lee Isaac Chung (Minari)
Emerald Fennell (Bela Vingança)
Eliza Hittman (Nunca Raramente Às Vezes Sempre)
Kelly Reichardt (First Cow)
Chloé Zhao (Nomadland)

MELHOR FILME DE ESTRÉIA
I Carry You With Me
The 40-Year-Old Version
O Som do Silêncio (Sound of Metal)
Miss Juneteenth
Nine Days

MELHOR ATRIZ
Nicole Beharie (Miss Juneteenth)
Viola Davis (A Voz Suprema do Blues)
Sidney Flanigan (Nunca Raramente Às Vezes Sempre)
Julia Garner (A Assistente)
Frances McDormand (Nomadland)
Carey Mulligan (Bela Vingança)

MELHOR ATOR
Riz Ahmed (O Som do Silêncio)
Chadwick Boseman (A Voz Suprema do Blues)
Rob Morgan (Bull)
Steven Yeun (Minari)
Adarsh Gourav (O Tigre Branco)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Alexis Chikaeze (Miss Juneteenth)
Yeri Han (Minari)
Valerie Mahaffey (French Exit)
Talia Ryder (Nunca Raramente Às Vezes Sempre)
Yuh-jung Youn (Minari)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Colmand Domingo (A Voz Suprema do Blues)
Orion Lee (First Cow)
Paul Raci (O Som do Silêncio)
Glynn Turman (A Voz Suprema do Blues)
Benedict Wong (Nine Days)

MELHOR ROTEIRO
Má Educação (Bad Education)
Minari
Você Nem Imagina (The Half of It)
Nunca Raramente Às Vezes Sempre (Never Rarely Sometimes Always)
Bela Vingança (Promising Young Woman)

MELHOR PRIMEIRO ROTEIRO
Kitty Green (A Assistente)
Noah Hutton (Lapsis)
Channing Godfrey Peoples (Miss Juneteenth)
Andy Siara (Palm Springs)
James Sweeney (Straight Up)

MELHOR FOTOGRAFIA
Jay Keitel (She Dies Tomorrow)
Shabier Kirchner (Bull)
Michael Latham (A Assistente)
Hélène Louvart (Nunca Raramente Às Vezes Sempre)
Joshua James Richards (Nomadland)

MELHOR MONTAGEM
I Carry You With Me
O Homem Invisível
Residue
Nunca Raramente Às Vezes Sempre
Nomadland

PRÊMIO JOHN CASSAVETES (filmes com orçamentos abaixo de 500 mil dólares)
The Killing of Two Lovers
La Leyenda Negra
Lingua Franca
Residue
Saint Frances

PRÊMIO ROBERT ALTMAN
Uma Noite em Miami

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Collective
Crip Camp: Revolução Pela Inclusão (Crip Camp)
As Mortes de Dick Johnson (Dick Johnson Is Dead)
Time
Agente Duplo (The Mole Agent)

MELHOR FILME INTERNACIONAL
Bacurau
The Disciple
Night of the Kings
Preparations to be Together for an Unknown Period of Time
Quo Vadis, Aida?

Piaget Producers Award
Kara Durrett
Lucas Joaquin
Gerry Kim

Someone to Watch Award
David Midell – Diretor de The Killing of Kenneth Chamberlain
Ekwa Msangi – Diretor de Farewell Amor
Annie Silverstein – Diretora de Bull

Truer Than Fiction Award
Cecilia Aldarondo – Diretor de Landfall
Elegance Bratton – Diretora de Pier Kids
Elizabeth Lo – Diretora de Stray

MELHOR SÉRIES NÃO-ROTEIRIZADAS OU DOCUMENTÁRIOS
Atlanta’s Missing and Murdered: The Lost Children
City So Real
Immigration Nation
Love Fraud
We’re Here

MELHORES SÉRIES ROTEIRIZADAS
I May Destroy You
Little America
Small Axe
A Teacher
Unorthodox

MELHOR ATRIZ
Elle Fanning (The Great)
Shira Haas (Unorthodox)
Abby McEnany (Work in Progress)
Maitreyi Ramakrishnan (Never Have I Ever)
Jordan Kristine Seamón (We Are Who We Are)

MELHOR ATOR
Conphidance (Little America)
Adam Ali (Little America)
Nicco Annan (P-Valley)
Amit Rahav (Unorthodox)
Harold Torre (Zero, Zero, Zero)

MELHOR ELENCO NUMA SÉRIE ROTEIRIZADA
I May Destroy You

ENQUANTO ‘OS 7 DE CHICAGO’ VENCE o EDDIE, ‘MANK’ GANHA o ASC

FILME DE TRIBUNAL GANHA UMA SOBREVIDA NA RETA FINAL PARA O OSCAR

Se existia uma forte tendência de que o filme de Aaron Sorkin saísse de mãos vazias da próxima cerimônia do Oscar, depois da vitória de Melhor Elenco no SAG e agora no Sindicato de Editores, o céu parece menos nebuloso. Alan Baumgarten bateu dois de seus quatro concorrentes ao Oscar: O Som do Silêncio e Nomadland, além de Minari e Mank.

Obviamente, esta vitória é muito importante para a campanha de Os 7 de Chicago, que vinha desacreditado até o mês de Março, mas que agora cresce na última semana antes do Oscar. O prêmio de Montagem pode não ser tão determinante para eleger o vencedor de Melhor Filme como nos anos 70, mas certamente mantém o filme na disputa, ainda mais se levarmos em consideração a relação do Eddie com o Oscar nos últimos 15 anos.

Foram 10 vencedores em comum, mas vale ressaltar que nos últimos 10 anos, foram 5 vencedores em comum, lembrando que no ano passado, a montagem de Parasita levou o Eddie, mas não ganhou o Oscar, mas mesmo assim o filme de Bong Joon Ho levou o Oscar de Melhor Filme.

ANOEDDIE DRAMAEDDIE COMÉDIAOSCAR de MONTAGEM
2021Os 7 de ChicagoPalm Springs?
2020ParasitaJojo RabbitFord vs. Ferrari
2019Bohemian RhapsodyA FavoritaBohemian Rhapsody
2018DunkirkEu, TonyaDunkirk
2017A ChegadaLa La LandAté o Último Homem
2016Mad Max: Estrada da FúriaA Grande ApostaMad Max: Estrada da Fúria
2015BoyhoodO Grande Hotel BudapesteWhiplash
2014Capitão PhillipsTrapaçaGravidade
2013ArgoO Lado Bom da VidaArgo
2012O ArtistaOs DescendentesA Invenção de Hugo Cabret
2011A Rede SocialAlice no País das MaravilhasA Rede Social
2010Guerra ao TerrorSe Beber, Não Case!Guerra ao Terror
2009Quem Quer Ser um Milionário?WALL-EQuem Quer Ser um Milionário?
2008O Ultimato BourneSweeney ToddO Ultimato Bourne
2007BabelDreamgirlsOs Infiltrados
2006Crash: No LimiteJohnny & JuneCrash: No Limite
2005O AviadorRayO Aviador

Até semana passada, o grande favorito desta categoria era O Som do Silêncio, que venceu o BAFTA da categoria. E agora? Seria esta vitória de Os 7 de Chicago mero fogo de palha ou o poderio financeiro da Netflix está fazendo a diferença agora no final da temporada?

Particularmente, teria votado na montagem de Meu Pai, que além de muito eficiente no que se refere a ritmo, proporciona excelentes momentos e valoriza o roteiro de Florian Zeller e Christopher Hampton. Já o trabalho de Baumgarten em Os 7 de Chicago é praticamente resgatar flashbacks dos personagens que estão sendo julgados no tribunal, entregando uma montagem correta e que afasta o filme de um marasmo enorme. Entre Os 7 de Chicago e O Som do Silêncio, prefiro a montagem do último porque apresenta um diferencial que é valorizar o trabalho sonoro, que proporciona uma experiência sensorial ao público.

E devo ressaltar que a derrota da montagem de Bela Vingança na categoria de Comédia ou Musical praticamente sepulta as chances do filme de Emerald Fennell sonhar com algo maior no Oscar. Se ganhasse, poderia haver uma possibilidade (nem que fosse mínima) de levar Melhor Filme. De qualquer forma, a vitória de Palm Springs é merecida por explorar bem a questão do time looping da trama.

Já a vitória de Professor Polvo praticamente sacramenta sua vitória no Oscar de Melhor Documentário. Quero acreditar que não vai levar, mas depois de tantos prêmios importantes e a campanha da Netflix, realmente é quase impossível perder a estatueta. Apesar do relato emotivo da relação do homem com o polvo, não o consideraria entre os melhores documentários do ano, mas muita gente abraçou a ideia do filme e isso impulsionou os votos.

CONFIRA A LISTA DE VENCEDORES DAS CATEGORIAS DE CINEMA DO 71º ACE AWARDS:

MONTAGEM – DRAMA

  • MANK – Kirk Baxter
  • MINARI – Harry Yoon
  • NOMADLAND – Chloé Zhao
  • O SOM DO SILÊNCIO – Mikkel E.G. Nielsen
  • OS 7 DE CHICAGO – Alan Baumgarten

MONTAGEM – COMÉDIA

  • BORAT: FITA DE CINEMA SEGUINTE – James Thomas, Craig Alpert, Mike Giambra
  • EU ME IMPORTO – Mark Eckersley
  • ON THE ROCKS – Sarah Flack
  • PALM SPRINGS – Matthew Friedman, Andrew Dickler
  • BELA VINGANÇA – Frédéric Thoraval

MONTAGEM – ANIMAÇÃO

  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA – James Ryan
  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA – Catherine Apple
  • A CAMINHO DA LUA – Edie Ichioka
  • SOUL – Kevin Nolting
  • WOLFWALKERS – Darragh Byrne, Richie Cody, Darren Holmes

MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO

  • ATÉ O FIM: A LUTA PELA DEMOCRACIA – Nancy Novack
  • AS MORTES DE DICK JOHNSON – Nels Bangerter
  • THE DISSIDENT – Scott D. Hanson, James Leche, Wyatt Rogowski, Avner Shiloah
  • PROFESSOR POLVO – Pippa Ehrlich, Dan Schwalm
  • O DILEMA DAS REDES – Davis Coombe

MONTAGEM – DOCUMENTÁRIO (NÃO LANÇADO EM CINEMA)

  • BEASTIE BOYS STORY – Jeff Buchanan, Zoe Schack
  • THE BEE GEES: HOW CAN YOU MEND A BROKEN HEART – Derek Boonstra, Robert A. Martinez
  • THE LAST DANCE – Chad Beck, Devin Concannon, Abhay Sofsky, Ben Sozanski
  • SEDUCED: INSIDE THE NXIVM CULT – Inbal B. Lessner, Alex Jablonski, Gillian McCarthy, Matthew Moul, Chris A. Peterson

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SINDICATO DE DIRETORES DE FOTOGRAFIA SURPREENDE COM VITÓRIA DE ‘MANK’

Em cerimônia virtual, o American Society of Cinematographers (ASC) resolveu dar uma apimentada na disputa de Melhor Fotografia, concedendo o principal prêmio para Erik Messerschmdit, de MANK, batendo o favorito Joshua James Richards de Nomadland.

Mank foi o primeiro trabalho de Messerschmidt para longa de cinema. Sua parceria com o diretor David Fincher foi tão boa na série de TV Mindhunter, que foi resgatada para esse projeto bem pessoal do diretor, baseado no roteiro do falecido pai dele, Jack Fincher. Vendo o filme pela tela do notebook, a fotografia em preto-e-branco de Mank passa um pouco mais desapercebida, pois é um trabalho mais minucioso, que se alinha bem com os efeitos visuais, mas não chega a encher os olhos como a de Nomadland, que explora o cenário de belezas naturais americanas.

Apesar da vitória, não acreditamos que Mank vá surpreender no Oscar da categoria, ainda mais se o Oscar de Fotografia for uma base para a vitória de Melhor Filme para Nomadland, mas tudo é possível, ainda mais se considerarmos a tabela abaixo dos últimos 5 anos, em que houve apenas três vencedores em comum: as duas vitórias de Roger Deakins por Blade Runner 2049 e 1917, e a de Emmanuel Lubezki por O Regresso.

ANOASCOSCAR
202019171917
2019Guerra FriaRoma
2018Blade Runner 2049Blade Runner 2049
2017Lion: Uma Jornada Para CasaLa La Land
2016O RegressoO Regresso

Nas demais categorias, que não interferem no Oscar pois não estão entre os indicados, o filme francês Nós Duas levou o prêmio Spotlight para filmes de menor projeção e/ou independentes, e The Truffle Hunters levou a Melhor Fotografia de Documentário.

Confira os VENCEDORES (em negrito) DO 35º ASC:

FOTOGRAFIA – CINEMA

  • Erik Messerschmidt (Mank)
  • Phedon Papamichael (Os 7 de Chicago)
  • Joshua James Richards (Nomadland)
  • Newton Thomas Sigel (Cherry)
  • Dariusz Wolski (Relatos do Mundo)

PRÊMIO SPOTLIGHT

  • Katelin Arizmendi (Swallow)
  • Aurélien Marra (Nós Duas)
  • Andrey Naidenov (Dear Comrades!)

FOTOGRAFIA – DOCUMENTÁRIO

  • Viktor Kosakovskiy, Egil Håskjold Larsen (Gunda)
  • Gianfranco Rosi (Notturno)
  • Michael Dweck, Gregory Kershaw (The Truffle Hunters)

‘SOUL’ e ‘WOLFWALKERS’ VENCEM o ANNIE AWARDS

ENQUANTO ‘SOUL’ COLETA 7 PRÊMIOS, ‘WOLFWALKERS’ CONQUISTA 5

Há 48 anos, o Annie Awards costuma nos fornecer uma previsão do que pode acontecer na festa do Oscar, especialmente depois de 2002, quando a Academia criou a categoria de Melhor Longa de Animação. Devido à diversidade de produções, a premiação tem duas categorias principais: Melhor Longa de Animação e Melhor Longa de Animação Independente. Enquanto a primeira é dominada por grandes estúdios como Disney, Pixar e Dreamworks, a segunda permite que produções modestas e em língua estrangeira sejam devidamente reconhecidas, podendo ocupar uma ou duas vagas no Oscar.

Este ano, a disputa maior estava entre o grande SOUL, da Pixar/Disney, e o belíssimo Wolfwalkers, do Cartoon Saloon, já que ambos acumularam 10 indicações cada. Devido à pandemia, a cerimônia deste ano foi virtual e com isso mais acessível ao público via YouTube. Há homenagens especiais a grandes animadores da história como Richard Williams e muitos discursos de agradecimento bem-humorados. Segue link abaixo para quem tiver interesse de assistir ao evento:

Pra quem nunca viu o Annie Awards, é uma ótima oportunidade para conhecer as inúmeras categorias que reconhecem tantos trabalhos interessantes e inovadores. Além das tradicionais categorias de Roteiro, Direção e Trilha, o Annie reconhece Design de Personagens, Storyboarding e Atuação Vocal, que este ano premiou a jovem Eva Whittaker, que dublou Mebh Óg MacTíre em Wolfwalkers. Além disso, premia animações em formato de série de TV ou streaming, responsável por manter o público infantil ocupado durante essa terrível pandemia.

Sobre os resultados em si, claro, havia uma expectativa enorme para que Soul fosse o grande vencedor da noite. Como quase todos os trabalhos do estúdio Pixar, trata-se de uma bela animação, repleta de ideais mirabolantes que mexem com o imaginário. Particularmente, não considero um dos melhores trabalhos do estúdio, porque não consegue aliar de forma tão uniforme o universo adulto com o infantil como já fez em Toy Story ou Ratatouille, além das semelhanças visuais e de roteiro com o anterior Divertida Mente, o que lhe tira um pouco do frescor que poderia ter sendo um projeto de música, ainda mais Soul. Confesso que fiquei um pouco decepcionado nesse aspecto, pois achei que a música ficaria em primeiro plano, e não toda uma aventura astral com reencarnação em gatos.

Mesmo não sendo um dos melhores da Pixar, Soul deve levar o Oscar no próximo domingo, porque a concorrência não está tão acirrada como em edições anteriores. Wolfwalkers pode ser muito caprichado visualmente (só aquela floresta merecia um Oscar), mas peca um pouco na história. Existe uma intenção de valorizar a força feminina por apresentar personagens centrais femininas, mas toda a trama de caça aos lobos não consegue se traduzir numa mensagem mais poderosa que reflita melhor os nossos tempos, podendo ganhar força numa campanha do Oscar. Não que eu seja anti-Pixar ou anti-Disney, mas já que Soul não foi tudo isso, poderiam premiar um estilo diferente de animação na categoria, não? Além disso, o estúdio Cartoon Saloon já vem pedindo passagem no Oscar desde 2010 com Uma Viagem ao Mundo das Fábulas, A Canção do Oceano e A Ganha-Pão. Estou na torcida por Wolfwalkers, mesmo torcendo o nariz pelo roteiro.

De uma forma geral, o ano de 2020 parece não ter sido dos melhores para o gênero da Animação. Gosto da sequência Os Croods 2: Uma Nova Era e vejo ideias interessantes em Os Irmãos Willoughbys, mas o que esperar de um ano em que nem um filme novo do Studio Ghibli nos anima? Será que vão continuar apostando em animações 3D? E vejo essa indicação ao Oscar para A Caminho da Lua como unicamente resultado de uma campanha publicitária (rica) da Netflix, porque o filme em si é fraco e deslocado (parece animação dos anos 90 não-intencionalmente).

Segue a lista completa dos vencedores (em negrito) ao 48º Annie Awards:

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO

  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA (Onward)
  • SOUL (Soul)
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA (The Croods: A New Age)
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY (The Willoughbys)
  • TROLLS 2 (Trolls World Tour)

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO INDEPENDENTE

  • SHAUN, O CARNEIRO: O FILME – A FAZENDA CONTRA-ATACA (A Shaun the Sheep Movie: Farmageddon)
  • CALAMITY JANE
  • ON-GAKU: OUR SOUND
  • PEGANDO UMA ONDA COM VOCÊ (Ride Your Wave)
  • WOLFWALKERS

MELHOR PRODUÇÃO ESPECIAL

  • Baba Yaga, Baobab Studios
  • Libresse / Bodyform -#WombStories, Chelsea Pictures
  • Nixie & Nimbo, Hornet
  • Shooom’s Odyssey,Picolo Pictures
  • O Caracol e a Baleia (The Snail and the Whale), Magic Light Pictures

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO

  • Filles Bleues, Peur Blanche, Miyu Productions
  • KKUM, open the portal
  • Souvenir Souvenir, Blast Production
  • The Places Where We Live (Cake), FX Productions and FX
  • World of Tomorrow Episode Three: The Absent Destinations of David Prime, Don Hertzfeldt

MELHORES PRODUÇÕES PATROCINADAS

  • Erste Group ‘Edgar’s Christmas’, Pasion Animation Studios
  • Max & Maxine, Hornet
  • The Last Mile, Nexus Studios
  • There’s a Monster in my Kitchen, Cartoon Saloon, Mother
  • Travel the Vote, Hornet

MELHOR TV/Media – PRÉ-ESCOLA

  • Buddi, Episode: Snow, Unanico Group
  • Muppet Babies, Episode: Wock-a-bye-Fozzie, Oddbot/Disney Junior
  • Stillwater, Episode: The Impossible Dream / Stuck in the Rain, Apple / Gaumont / Scholastic
  • The Adventures of Paddington, Episode: Paddington Digs a Tunnel to Peru, Blue-Zoo Animation Studio and Nickelodeon Animation Studio
  • Xavier Riddle and the Secret Museum: I am Madam President, Episode: I am Madam President, 9 Story Media Group, Brown Bag Films

MELHOR TV/Media – CRIANÇAS

  • Hilda, Episode: Chapter 9: The Deerfox, Silvergate Media for Netflix
  • Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles, Episode: Finale Part 4: Rise, Nickelodeon Animation Studio
  • She-Ra and the Princesses of Power, Episode: Heart Part 2, DreamWorks Animation
  • Star Wars: The Clone Wars, Episode: Shattered, Lucasfilm Animation
  • Victor And Valentino, Episode: The Lonely Haunts Club 3: La Llorona, Cartoon Network Studios

MELHOR TV/Media – PÚBLICO EM GERAL

  • Close Enough, Episode: Logan’s Run’d/Room Parents, Cartoon Network Studios
  • Genndy Tartakovsky’s Primal, Episode: Coven Of The Damned, Cartoon Network Studios
  • Harley Quinn, Episode: Something Borrowed, Something Green, Eshugadee Productions in association with Warner Bros. Animation
  • Rick and Morty, Episode: The Vat of Acid Episode, Rick and Morty LLC
  • The Midnight Gospel, Episode: Mouse of Silver, Titmouse Animation for Netflix

MELHOR FILME DE ESTUDANTE

  • 100,000 Acres of Pine, Student director: Jennifer, Alice Wright School: The Animation Workshop
  • Coffin; Student directors: Yuanqing Cai, Nathan Crabot, Houzhi Huang, Mikolaj Janiw, Mandimby Lebon, Théo Tran Ngoc; School: Gobelins, l’école de l’image
  • La Bestia; Student directors: Marlijn Van Nuenen, Ram Tamez, Alfredo Gerard Kuttikatt; School: Gobelins, l’école de l’image
  • Latitude du printemps; Student directors: Sylvain Cuvillier, Chloé Bourdic, Théophile Coursimault, Noémie Halberstam, Ma?lis, Mosny, Zijing Ye; School: Rubika
  • O Black Hole!, Student director: Renee Zhan, Student producer: Jesse Romain, School: National Film and Television School, UK

MELHORES EFEITOS para TV/Media

  • Fast & Furious: Spy Racers, Episode: Sirocco Fire Explosion, DreamWorks Animation; Chris Browne, Brand Webb, Russell Richardson, Ardy Ala, Reggie Fourmyle
  • Jurassic World: Camp Cretaceous, Episode: Welcome to Jurassic World, DreamWorks Animation; Emad Khalili, Ivan Wang
  • Lamp Life, Episode: Lamp Life, Pixar Animation Studios; Greg Gladstone, Keith Daniel Klohn, Matthew Wong
  • Tales of Arcadia: Wizards, Episode: Killahead, Part Two, DreamWorks Animation; Greg Lev, Igor Lodeiro, Brandon Tyra, Cui Wei, Ma Xiao
  • Transformers: War For Cybertron Trilogy (Siege), Episode: Episode 6, Rooster Teeth Productions for Netflix; Masanori Sakakibara

MELHORES EFEITOS para LONGA

  • A CAMINHO DA LUA; Ian Farnsworth, Brian Casper, Reinhold Rittinger, Zoran Stojanoski, Jennifer Lasrado
  • SOUL; Tolga Göktekin, Carl Kaphan, Hiroaki Narita, Enrique Vila, Kylie Wijsmuller
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA; Amaury Aubel, Domin Lee, Alex Timchenko, Andrew Wheeler, Derek Cheung
  • TROLLS 2; Zachary Glynn, Landon Gray, Youxi Woo, John Kosnik, Doug Rizeakos
  • WOLFWALKERS; Kim Kelly, Leena Lecklin, Frédéric Plumey, Almu Redondo, Nicole Storck

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – TV/Media

  • Alien Xmas, Netflix Presents Fairview Entertainment / Sonar Entertainment / Chiodo Bros. Productions; Kim Blanchette
  • BoJack Horseman, Episode: Good Damage, Tornante Productions, LLC for Netflix; James Bowman
  • Cosmos: Possible Worlds, Episode: Vavilov Starburns Industries; Dan MacKenzie
  • Hilda, Silvergate Media for Netflix; David Laliberté
  • Lamp Life, Episode: Lamp Life, Pixar Animation Studios; Lucas Fraga Pacheco

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Longa

  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Shaun Chacko
  • SOUL; Michal Makarewicz
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA; Rani Naamani
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY; Andrés Bedate Martin
  • WOLFWALKERS; Emmanuel Asquier-Brassart

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Live Action

  • The Christmas Chronicles 2; Production Company: Netflix Presents A 26th Street Pictures / Wonder Worldwide Production; FX Production Company: Weta Digital; Nick Stein, Caroline Ting, Sebastian Trujillo, David Yabu, Paul Ramsden
  • The Mandalorian; Production Company: Lucasfilm; FX Production Company: Image Engine; Nathan Fitzgerald, Leo Ito, Chris Rogers, Eung Ho Lo, Emily Luk
  • The Umbrella Academy 2; Production Company: UCP for Netflix; FX Production Company: Weta Digital; Aidan Martin, Hunter Parks, Craig Young, Viki Yeo, Krystal Sae Eua
  • Timmy Failure: Mistakes Were Made; Production Company: Walt Disney Pictures; FX Production Company: Framestore; Anders Beer, Marianne Morency, Hennadii Prykhodko, Sophie Burie, Cedric Le Poullennec

MELHOR ANIMAÇÃO DE PERSONAGEM – Video Game

  • League of Legends, Riot Games, Inc.; Jose “Sho” Hernandez, Lana Bachynski , Christopher Hsing, Matthew Johnson, Jason Hendrich
  • Marvel’s Spider-Man Miles Morales, Insomniac Games; Brian Wyser, Michael Yosh, Danny Garnett, David Hancock
  • Ori and the Will of the Wisps, Moon Studios Xbox Game Studios iam8bit; Jim Donovan, Warren Goff, Boris Hiestand, Kim Nguyen, Jason Martinsen
  • The Last of Us Part II, Naughty Dog; Jeremy Yates, Eric Baldwin, Almudena Soria, Michal Mach, August Davies

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM – TV/Media

  • Amphibia, Episode: The Shut-In!, Disney TV Animation; Joe Sparrow
  • BNA, Episode: Runaway Raccoon, Trigger / Netflix; Yusuke Yoshigaki
  • Craig of the Creek, Cartoon Network Studios; Danny Hynes
  • Looney Tunes Cartoons, Warner Bros. Animation; Jim Soper
  • The Owl House, Episode: Young Blood, Old Souls, Disney Television Animation; Marina Gardner

MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM – Longa

  • SOUL; Daniel López Muñoz
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA; Joe Pitt
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY; Craig Kellman
  • TROLLS 2; Timothy Lamb
  • WOLFWALKERS; Federico Pirovano

MELHOR DIREÇÃO – TV/Media

  • Genndy Tartakovsky’s Primal, Episode: Plague of Madness; Cartoon Network Studios; Genndy Tartakovsky
  • Great Pretender, Episode: Case 1_1, Los Angeles Connection Production I.G. for Fuji Television Network and Netflix; Hiro Kaburagi
  • Mao Mao: Heroes of Pure Heart, Episode: Mao Mao’s Nakey, Titmouse Inc / Cartoon Network Studios; Michael Moloney
  • Rise of the Teenage Mutant Ninja Turtles, Episode: Battle Nexus NYC, Nickelodeon Animation Studio; Alan Wan
  • The Wonderful World of Mickey Mouse, Episode: Hard to Swallow, Disney Television Animation; Eddie Trigueros

MELHOR DIREÇÃO – Longa

  • CALAMITY JANE; Rémi Chayé
  • A CAMINHO DA LUA; Glen Keane
  • PEGANDO UMA ONDA COM VOCÊ; Masaaki Yuasa
  • SOUL; Pete Docter, Kemp Powers
  • WOLFWALKERS; Tomm Moore, Ross Stewart

MELHOR TRILHA – TV/Media

  • Blood of Zeus, Episode: Escape or Die; Powerhouse Animation Studios for Netflix; Paul Edward-Francis
  • Mira Royal Detective, Episode: The Great Diwali Mystery, Wild Canary / Disney Junior; Amritha Vaz, Matthew Tishler, Jeannie Lurie
  • Star Trek: Lower Decks, Episode: Crisis Point, CBS’s Eye Animation Productions, Titmouse; Secret Hideout; and Roddenberry Entertainment; Chris Westlake
  • Star Wars: The Clone Wars, Episode: Victory and Death, Lucasfilm Animation; Kevin Kiner
  • The Tiger That Came to Tea, Lupus Films; David Arnold, Don Black

MELHOR TRILHA – Longa

  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Mychael Danna, Jeff Danna
  • A CAMINHO DA LUA; Steven Price, Christopher Curtis, Marjorie Duffield, Helen Park
  • SOUL; Trent Reznor, Atticus Ross, Jon Batiste
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY; Mark Mothersbaugh, Alessia Cara, Jon Levine, Colton Fisher
  • WOLFWALKERS; Bruno Coulais, Kíla

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – TV/Media

  • Baba Yaga, Baobab Studios; Glenn Hernandez, Matthieu Saghezchi
  • Shooom’s Odyssey, Picolo Pictures; Julien Bisaro
  • The Adventures of Paddington Episode: Paddington and Halloween, Blue-Zoo Animation Studio and Nickelodeon Animation Studio; Negar Bagheri
  • To: Gerard, DreamWorks Animation; Raymond Zibach
  • Trash Truck, Glen Keane Productions for Netflix; Eastwood Wong, Sylvia Liu, Elaine Lee, Tor Aunet, Lauren Zurcher

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO – Longa

  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Noah Klocek, Sharon Calahan, Huy Nguyen, Bert Berry, Paul Conrad
  • SOUL; Steve Pilcher, Albert Lozano, Paul Abadilla, Bryn Imagire
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY; Kyle McQueen
  • TROLLS 2; Kendal Cronkhite Shaindlin, Timothy Lamb
  • WOLFWALKERS; María Pareja, Ross Stewart, Tomm Moore

MELHOR STORYBOARDING – TV/Media

  • Archibald’s Next Big Thing, Episode: Baritone Tea Part 1, DreamWorks Animation; Ben McLaughlin
  • Big City Greens, Episode: Cheap Show, Walt Disney Television Animation; Kiana Khansmith
  • Looney Tunes Cartoons, Warner Bros. Animation; Andrew Dickman
  • Mortal Kombat Legends: Scorpion’s Revenge, Warner Bros. Animation; Milo Neuman
  • Shooom’s Odyssey, Picolo Pictures; Julien Bisaro

MELHOR STORYBOARDING – Longa

  • EARWIG AND THE WITCH; Goro Miyazaki
  • A CAMINHO DA LUA; Glen Keane
  • SOUL; Trevor Jimenez
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA; Evon Freeman
  • WOLFWALKERS; Guillaume Lorin

MELHOR ATUAÇÃO VOCAL – TV/Media

  • Dragons Rescue Riders, Episode: Hunt for the Golden Dragon, DreamWorks Animation; Jeff Bennett (Erik the Wretched)
  • It’s Pony, Episode: Episode 107, Blue-Zoo Animation and Nickelodeon Animation Studio; Jessica DiCicco (Annie)
  • Phineas and Ferb the Movie Episode: Candace Against the Universe, Walt Disney Television Animation & Disney Plus; Ashley Tisdale (Candace)
  • Tales of Arcadia: Wizards, Episode: Our Final Act, DreamWorks Animation; David Bradley (Merlin)
  • ThunderCats ROAR!, Episode: ThunderSlobs, Warner Bros. Animation; Patrick Seitz (Mumm-Ra, Tygra)

MELHOR ATUAÇÃO VOCAL – Longa

  • EARWIG AND THE WITCH; Vanessa Marshall (Bella Yaga)
  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Tom Holland (Ian Lightfoot)
  • A CAMINHO DA LUA; Robert G. Chiu (Chin)
  • OS CROODS 2: UMA NOVA ERA; Nicolas Cage (Grug)
  • WOLFWALKERS; Eva Whittaker (Mebh Óg MacTíre)

MELHOR ROTEIRO – TV/Media

  • Big Mouth, Episode: The New Me, Netflix; Andrew Goldberg, Patti Harrison, Andrew Goldberg
  • Craig of the Creek, Cartoon Network Studios; Jeff Trammell, Tiffany Ford, Dashawn Mahone, Najja Porter
  • Fancy Nancy, Episode: Nancy’s New Friend, Disney Television Animation; Krista Tucker, Andy Guerdat, Matt Hoverman, Laurie Israel, Marisa Evans-Sanden
  • Harley Quinn, Episode: Something Borrowed, Something Green; Eshugadee Productions in association with Warner Bros. Animation; Sarah Peters
  • She-Ra and the Princesses of Power, Episode: Heart Part 2, DreamWorks Animation; Noelle Stevenson

MELHOR ROTEIRO – Longa

  • SHAUN, O CARNEIRO: O FILME – A FAZENDA CONTRA-ATACA, Mark Burton, Jon Brown
  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Dan Scanlon, Jason Headley, Keith Bunin
  • A CAMINHO DA LUA; Audrey Wells
  • SOUL; Pete Docter, Mike Jones, Kemp Powers
  • WOLFWALKERS; Will Collins

MELHOR EDITORIAL – TV/Media

  • Cops and Robbers, Lawrence Bender Productions for Netflix; Brandon Terry, Ezra Dweck, Del Spiva
  • Hilda, Episode: Chapter 9: The Deerfox, Silvergate Media for Netflix; John McKinnon
  • Se Algo Acontecer… Te Amo, Gilbert Films / Oh Good Productions for Netflix; Peter Ettinger, Michael Babcock
  • Lamp Life, Episode: Lamp Life, Pixar Animation Studios; Serena Warner
  • To: Gerard, DreamWorks Animation; James Ryan

MELHOR EDITORIAL – Longa

  • SHAUN, O CARNEIRO: O FILME – A FAZENDA CONTRA-ATACA, Sim Evan-Jones, ACE, Adrian Rhodes
  • CALAMITY JANE; Benjamin Massoubre
  • DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA; Catherine Apple, Anna Wolitzky, Dave Suther
  • SOUL; Kevin Nolting, Gregory Amundson, Robert Grahamjones, Amera Rizk
  • OS IRMÃOS WILLOUGHBY; Fiona Toth, Ken Schretzmann, ACE

‘NOMADLAND’ VENCE o BAFTA em 4 CATEGORIAS: FILME, DIREÇÃO, ATRIZ e FOTOGRAFIA

ACADEMIA BRITÂNICA SE RENDE AO ROAD MOVIE DE CHLOÉ ZHAO QUE CARREGA FAVORITISMO A DUAS SEMANAS DO OSCAR

Como divulgado anteriormente, a edição do BAFTA este ano foi dividida em 2 dias. No sábado, oito categorias tiveram seus vencedores revelados, e hoje, domingo, as outras 16 categorias foram apresentadas diretamente de Londres, contando com a presença virtual da maioria dos indicados via Zoom.

O grande vencedor foi o road movie NOMADLAND, que ganhou 4 prêmios: Filme, Direção, Atriz (Frances McDormand) e Fotografia. Em 2º lugar, 5 produções empataram com 2 prêmios cada: BELA VINGANÇA (Filme Britânico e Roteiro Original), MEU PAI (Ator (Anthony Hopkins) e Roteiro Adaptado), O SOM DO SILÊNCIO (Montagem e Som), SOUL (Trilha Original e Longa de Animação) e A VOZ SUPREMA DO BLUES (Figurino e Maquiagem), demonstrando um equilíbrio entre vários filmes.

Talvez a maior e melhor surpresa tenha sido a vitória merecidíssima de ANTHONY HOPKINS para Melhor Ator. Embora estivesse indicado em todos os prêmios televisionados, o ator britânico estava perdendo todas as premiações para Chadwick Boseman. O diretor Florian Zeller, que já havia aceitado o prêmio de Roteiro Adaptado, também aceitou o prêmio em nome de Hopkins, que já havia vencido em 2 oportunidades por O Silêncio dos Inocentes e Vestígios do Dia. Terá forças para uma virada até o Oscar? Esperamos que sim. Mas o ator já adiantou que não vai comparecer ao evento em Los Angeles, o que pode lhe tirar alguns votos.

Não necessariamente uma surpresa, mas a vitória de FRANCES MCDORMAND como Melhor Atriz é no mínimo curiosa. Com as ausências de outras fortes concorrentes Carey Mulligan, Viola Davis e Andra Day, o favoritismo estava entre McDormand e Vanessa Kirby, já que são os nomes que mais marcaram presença na temporada. McDormand vence seu segundo BAFTA, pois venceu apenas em 2018 por Três Anúncios Para um Crime. Já no Oscar, se ganhar, ela teria 3 Oscars de Melhor Atriz, um feito que apenas Katharine Hepburn conseguiu (terminando com 4 estatuetas), ou seja, seria quase impossível porque a Academia gosta de dosar os prêmios para não haver acúmulos demais em um nome. Haveria comparações indesejadas do tipo: Frances é mais atriz do que Meryl Streep, que tem dois Oscars de Atriz e um de Coadjuvante? Além disso, o segundo Oscar de Frances ainda está bem fresco e recente na memória dos votantes.

DANIEL KALUUYA ganha outro prêmio importante em sua campanha praticamente irretocável e segue como franco-favorito por Judas e o Messias Negro. Já YUH-JUNG YOUN está em extrema ascensão com o recente SAG e agora o BAFTA de Atriz Coadjuvante por Minari. Em seu discurso, ela se mostra surpresa, manda suas condolências pela morte do príncipe Philip e ainda faz uma piada dizendo que este prêmio é ainda mais especial porque foi votado pelos britânicos, que são conhecidos por serem “esnobes”.

De uma forma geral, as premiações das categorias de atuação têm sido uma ótima surpresa. Independente pra quem você torça, esse rodízio de vencedores é infinitamente melhor e mais excitante do que as cartas marcadas de sempre dos últimos anos. Não sabemos se haverá surpresa no Oscar, mas já adiantamos que a maior seria a vitória de Vanessa Kirby para Melhor Atriz, porque só está faltando ela para ganhar um grande prêmio na temporada.

O resultado do BAFTA foi justo e parece bem menos suscetível às reclamações. Particularmente gostamos dos dois prêmios para Meu Pai (poderia ter levado Filme Britânico também), os dois prêmios para O Som do Silêncio, o prêmio para Diretor estreante para O Que Ficou Para Trás, um ótimo filme de terror sobre os horrores da imigração ilegal na Europa, o prêmio de Casting para Rocks, que garimpou nomes de atrizes jovens desconhecidas a dedo. Até a vitória de Druk – Mais uma Rodada como Filme em Língua Não Inglesa. Embora não seja um filme formidável, diante da concorrência, foi uma boa escolha. Talvez a única vitória que não nos agradou muito foi a vitória de Professor Polvo como Melhor Documentário, que nos parece ter ganho mais pelo aspecto emocional do que por outros méritos. Teríamos votado para o assombroso Collective, da Romênia.

A cerimônia do Oscar acontece daqui a duas semanas, então resta sabermos se os resultados do BAFTA vão influenciar no prêmio da Academia.

CONFIRA TODOS OS VENCEDORES DA 74ª EDIÇÃO DO BAFTA:

FILME

MEU PAI Philippe Carcassonne, Jean-Louis Livi, David Parfitt
THE MAURITANIAN TBC
NOMADLAND Mollye Asher, Dan Janvey, Frances McDormand, Peter Spears, Chloé Zhao
BELA VINGANÇA Ben Browning, Emerald Fennell, Ashley Fox, Josey McNamara
OS 7 DE CHICAGO Stuart Besser, Marc Platt

FILME BRITÂNICO

CALM WITH HORSES Nick Rowland, Daniel Emmerson, Joe Murtagh
A ESCAVAÇÃO Simon Stone, Gabrielle Tana, Moira Buffini
MEU PAI Florian Zeller, Philippe Carcassone, Jean-Louis Livi, David Parfitt, Christopher Hampton
O QUE FICOU PARA TRÁS Remi Weekes, Martin Gentles, Edward Kings, Roy Lee
LIMBO Ben Sharrock, Irune Gurtubai, Angus Lamont
THE MAURITANIAN Kevin Macdonald, Rory Haines, Sohrab Noshirvani, M.B. Traven
MOGUL MOWGLI Bassam Tariq, Riz Ahmed, Thomas Benski, Bennett McGhee
BELA VINGANÇA Emerald Fennell, Ben Browning, Ashley Fox, Josey McNamara
ROCKS Sarah Gavron, Ameenah Ayub Allen, Faye Ward, Theresa Ikoko, Claire Wilson
SAINT MAUD Rose Glass, Andrea Cornwell, Oliver Kassman

ESTREIA DE DIRETOR, ROTEIRISTA OU PRODUTOR BRITÂNICO

O QUE FICOU PARA TRÁS Remi Weekes (Writer/Director)
LIMBO Ben Sharrock (Writer/Director), Irune Gurtubai (Producer) [also produced by Angus Lamont]
MOFFIE Jack Sidey (Writer/Producer) [also written by Oliver Hermanus and produced by Eric Abraham]
ROCKS Theresa Ikoko, Claire Wilson (Writers)
SAINT MAUD Rose Glass (Writer/Director), Oliver Kassman (Producer) [also produced by Andrea Cornwell]

FILME EM LÍNGUA NÃO-INGLESA

DRUK – MAIS UMA RODADA Thomas Vinterberg, Sisse Graum Jørgensen
DEAR COMRADES! Andrei Konchalovsky, Alisher Usmanov
LES MISÉRABLES Ladj Ly
MINARI Lee Isaac Chung, Christina Oh
QUO VADIS, AIDA? Jasmila Žbanić, Damir Ibrahimovich

DOCUMENTÁRIO

COLLECTIVE Alexander Nanau
DAVID ATTENBOROUGH: A LIFE ON OUR PLANET Alastair Fothergill, Jonnie Hughes, Keith Scholey
THE DISSIDENT Bryan Fogel, Thor Halvorssen
PROFESSOR POLVO Pippa Ehrlich, James Reed, Craig Foster
THE SOCIAL DILEMMA Jeff Orlowski, Larissa Rhodes

LONGA DE ANIMAÇÃO

DOIS IRMÃOS: UMA JORNADA FANTÁSTICA Dan Scanlon, Kori Rae
SOUL Pete Docter, Dana Murray
WOLFWALKERS Tomm Moore, Ross Stewart, Paul Young

DIREÇÃO

DRUK – MAIS UMA RODADA Thomas Vinterberg
DENTE DE LEITE Shannon Murphy
MINARI Lee Isaac Chung
NOMADLAND Chloé Zhao
QUO VADIS, AIDA? Jasmila Žbanić
ROCKS Sarah Gavron

ROTEIRO ORIGINAL

DRUK – MAIS UMA RODADA Tobias Lindholm, Thomas Vinterberg
MANK Jack Fincher
BELA VINGANÇA Emerald Fennell
ROCKS Theresa Ikoko, Claire Wilson
OS 7 DE CHICAGO Aaron Sorkin

ROTEIRO ADAPTADO

A ESCAVAÇÃO Moira Buffini
MEU PAI Christopher Hampton, Florian Zeller
THE MAURITANIAN Rory Haines, Sohrab Noshirvani, M.B. Traven
NOMADLAND Chloé Zhao
THE WHITE TIGER Ramin Bahrani

ATRIZ

BUKKY BAKRAY Rocks
RADHA BLANK The Forty-Year-Old Version
VANESSA KIRBY Pieces of a Woman
FRANCES McDORMAND Nomadland
WUNMI MOSAKU O Que Ficou Para Trás
ALFRE WOODARD Clemency

ATOR

RIZ AHMED O Som do Silêncio
CHADWICK BOSEMAN A Voz Suprema do Blues
ADARSH GOURAV The White Tiger
ANTHONY HOPKINS Meu Pai
MADS MIKKELSEN Druk – Mais uma Rodada
TAHAR RAHIM The Mauritanian

ATRIZ COADJUVANTE

NIAMH ALGAR Calm With Horses
KOSAR ALI Rocks
MARIA BAKALOVA Borat: Fita de Cinema Seguinte
DOMINIQUE FISHBACK Judas e o Messias Negro
ASHLEY MADEKWE County Lines
YUH-JUNG YOUN Minari

ATOR COADJUVANTE

DANIEL KALUUYA Judas e o Messias Negro
BARRY KEOGHAN Calm With Horses
ALAN KIM Minari
LESLIE ODOM JR. Uma Noite em Miami…
CLARKE PETERS Destacamento Blood
PAUL RACI O Som do Silêncio

TRILHA ORIGINAL

MANK Trent Reznor, Atticus Ross
MINARI Emile Mosseri
RELATOS DO MUNDO James Newton Howard
BELA VINGANÇA Anthony Willis
SOUL Jon Batiste, Trent Reznor, Atticus Ross

CASTING

CALM WITH HORSES Shaheen Baig
JUDAS E O MESSIAS NEGRO Alexa L. Fogel
MINARI Julia Kim
BELA VINGANÇA Lindsay Graham Ahanonu, Mary Vernieu
ROCKS Lucy Pardee

FOTOGRAFIA

JUDAS E O MESSIAS NEGRO Sean Bobbitt
MANK Erik Messerschmidt
THE MAURITANIAN Alwin H. Küchler
RELATOS DO MUNDO Dariusz Wolski
NOMADLAND Joshua James Richards

MONTAGEM

MEU PAI Yorgos Lamprinos
NOMADLAND Chloé Zhao
BELA VINGANÇA Frédéric Thoraval
O SOM DO SILÊNCIO Mikkel E.G. Nielsen
OS 7 DE CHICAGO Alan Baumgarten

DESIGN DE PRODUÇÃO

A ESCAVAÇÃO Maria Djurkovic, Tatiana Macdonald
MEU PAI Peter Francis, Cathy Featherstone
MANK Donald Graham Burt, Jan Pascale
RELATOS DO MUNDO David Crank, Elizabeth Keenan
REBECCA Sarah Greenwood, Katie Spencer

FIGURINO

AMMONITE Michael O’Connor
A ESCAVAÇÃO Alice Babidge
EMMA. Alexandra Byrne
A VOZ SUPREMA DO BLUES Ann Roth
MANK Trish Summerville

MAQUIAGEM E PENTEADO

A ESCAVAÇÃO Jenny Shircore
ERA UMA VEZ UM SONHO Patricia Dehaney, Eryn Krueger Mekash, Matthew Mungle
A VOZ SUPREMA DO BLUES Matiki Anoff, Larry M. Cherry, Sergio Lopez-Rivera, Mia Neal
MANK Kimberley Spiteri, Gigi Williams
PINÓQUIO Mark Coulier

SOM

GREYHOUND: NA MIRA DO INIMIGO TBC
RELATOS DO MUNDO Michael Fentum, William Miller, Mike Prestwood Smith, John Pritchett, Oliver Tarney
NOMADLAND Sergio Diaz, Zach Seivers, M. Wolf Snyder
SOUL Coya Elliott, Ren Klyce, David Parker
O SOM DO SILÊNCIO Jaime Baksht, Nicolas Becker, Phillip Bladh, Carlos Cortés, Michelle Couttolenc

EFEITOS VISUAIS ESPECIAIS

GREYHOUND: NA MIRA DO INIMIGO Pete Bebb, Nathan McGuinness, Sebastian von Overheidt
O CÉU DA MEIA-NOITE Matt Kasmir, Chris Lawrence, David Watkins
MULAN Sean Faden, Steve Ingram, Anders Langlands, Seth Maury
O GRANDE IVAN Santiago Colomo Martinez, Nick Davis, Greg Fisher
TENET Scott Fisher, Andrew Jackson, Andrew Lockley

CURTA BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO

THE FIRE NEXT TIME Renaldho Pelle, Yanling Wang, Kerry Jade Kolbe
THE OWL AND THE PUSSYCAT Mole Hill, Laura Duncalf
THE SONG OF A LOST BOY Daniel Quirke, Jamie MacDonald, Brid Arnstein

EE RISING STAR

BUKKY BAKRAY
CONRAD KHAN
KINGSLEY BEN-ADIR
MORFYDD CLARK
SOPE DIRISU

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