COM 11 INDICAÇÕES, ‘CORINGA’ LIDERA o OSCAR 2020

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Todos os NOVE indicados a MELHOR FILME no Oscar 2020, de cima pra baixo, da esquerda pra direita: Coringa, Era Uma Vez em… Hollywood, O Irlandês, 1917, Parasita, Jojo Rabbit, Adoráveis Mulheres, História de um Casamento e Ford vs Ferrari

PELA PRIMEIRA VEZ, A NETFLIX É A CAMPEÃ DE INDICAÇÕES COM 24

Às 10h18 da manhã em ponto, horário de Brasília, o anúncio das indicações ao Oscar foram transmitidas ao vivo por meio dos canais oficiais da Academia no YouTube e Facebook, direto do Museu da Academia em Los Angeles. As instalações estão quase prontas para inaugurarem ainda este ano.

De lá, os atores John Cho e Issa Rae leram todos os indicados das 24 categorias em meio a umas piadinhas bobas, que muito lembram o anúncio do ano passado com Kumail Nanjiani e Tracee Ellis Ross. As piadas e comentários rasos a gente suporta, mas o que não entendemos é a falta de ilustratividade do evento. Custa colocar fotos dos indicados de cada categoria? Estão economizando no que ao fazer esse powerpoint simples e sem graça? Como se estivessem prevendo as indicações, colocaram o ator sul-coreano John Cho para acertar na pronúncia dos nomes coreanos. Já Issa Rae foi discreta mas direto no alvo ao dizer “Parabéns àqueles homens”, com uma expressão de “já sabia que não indicar mulheres”.

Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo, segue link:

NÚMEROS DESTE OSCAR

Assim como no BAFTA, Coringa lidera com 11 indicações, o que ultrapassa, e muito, a estimativa já otimista da Warner de 8 indicações. Havia dúvidas se o filme conseguiria reconhecimento nas categorias de Som, Efeitos Sonoros, Figurino e para seu diretor Todd Phillips, que corria risco de ceder sua vaga para Greta Gerwig. Com uma bilheteria que ultrapassa 1 bilhão de dólares pelo mundo, esta adaptação dos quadrinhos realmente ganhou torcida e certamente deve atrair maior audiência para a cerimônia do Oscar, no dia 09 de Fevereiro, novamente sem um host. Vale ressaltar que Coringa é apenas a segunda adaptação de quadrinhos a ser indicada a Melhor Filme após Pantera Negra (2018), mas bateu o recorde com 11 indicações. Apesar dessas conquistas, permanecemos céticos em relação a uma vitória de Melhor Filme, uma vez que é um filme violento demais para os padrões da Academia e que dividiu a crítica. Joaquin Phoenix e a trilha são apostas mais seguras de vitórias no momento.

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Joaquin Phoenix recebe sua 4ª indicação ao Oscar por Coringa (pic by IMDb)

Em segundo lugar, empatados com 10 indicações, estão 3 três filmes: 1917, O Irlandês e Era Uma Vez em… Hollywood. Enquanto o primeiro surpreendeu ao ganhar o Globo de Ouro de Melhor Filme e Diretor para Sam Mendes, o segundo vem perdendo espaço, ganhando apenas o prêmio de Melhor Elenco no Critics’ Choice Awards. Apesar dessa queda notável, o filme de Martin Scorsese conquistou indicações em categorias-chave para vencer o Oscar de Melhor Filme: Roteiro Adaptado e Montagem. Pena que Al Pacino e Joe Pesci vão se anular e dar o Oscar para Brad Pitt, o que nos leva ao terceiro filme, que assim como 1917, pode ser uma alternativa viável para os membros da Academia que não querem prestigiar a Netflix.

Já em terceiro lugar, empatados com seis indicações cada, estão 4 filmes: Jojo Rabbit, História de um Casamento, Adoráveis Mulheres e Parasita, todos indicados a Melhor Filme. Desses quatro impressiona o crescimento de Adoráveis Mulheres, que ficou ausente dos prêmios iniciais da crítica, mas agora conquista indicações para suas duas atrizes Saoirse Ronan e Florence Pugh, Roteiro Adaptado para Gerwig, além das já previsíveis de Trilha Original e Figurino.

Num consenso geral, em nossa humilde opinião, numa safra tão rica e diversa de produções, pareceu-nos uma limitação concentrar tantas indicações em poucos filmes. Tivemos tantos filmes bons que ficaram de fora que é no mínimo injusto esse acúmulo. Só pra citar alguns: Jóias Brutas (podiam indicar para Filme, Direção, Ator, Roteiro Original, Montagem e Trilha), Nós (Atriz, Roteiro Original e Trilha), Fora de Série (Roteiro Original), As Golpistas (Atriz Coadjuvante), Luce (Ator, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado), O Relatório (Atriz Coadjuvante) e The Farewell (Roteiro Original).

E na contagem de indicações por estúdios, em ordem decrescente: Netflix (24), Sony (20), Disney (17), Warner (12), Universal (11), Neon (8), Fox Searchlight (6), Lionsgate (4) e Focus Features (2).

SEM MULHERES DISPUTANDO DIREÇÃO, MAS CYNTHIA ERIVO GARANTIU A DIVERSIDADE

Como já era esperado, apesar da onda de protestos, a categoria de Direção não indicou nenhuma mulher. Embora alguns nomes estivessem no caldeirão como Lulu Wang, Alma Har’el, Olivia Wilde e Melina Matsoukas, Greta Gerwig era o nome com maior potencial entre elas, mas seu filme Adoráveis Mulheres não foi uma unanimidade na temporada, e ela acabou ficando apenas com a indicação de Roteiro Adaptado.

Pelo menos, não haverá protestos em relação à diversidade étnica que teve o BAFTA, que indicou apenas atores brancos. A Academia excluiu a latina Jennifer Lopez, mas indicou Cynthia Erivo por sua corajosa performance em Harriet, no qual ela interpreta a escrava Harriet Tubman, que conseguiu fugir de seus patronos e voltou para resgatar vários outros escravos.

Cynthia Erivo

Cynthia Erivo indicada para Melhor Atriz por Harriet (pic by IMDb)

Ficamos felizes pelo reconhecimento dela, que também foi indicada pela Canção Original “Stand Up”, que vai cantar na cerimônia. Mas sentimento muito pela ausência de Lupita Nyong’o por aquela brilhante e inovadora atuação em Nós. Claro que muitos já previam que a atriz ficaria de fora da disputa por se tratar de um filme de terror/sci-fi, mas consideramos isso inadmissível. Lupita segue a mesma crucificação que sofreu Toni Collette por Hereditário no ano passado. Se a Academia tivesse indicado Nyong’o, mataria dois coelhos com uma cajadada: diversidade étnica e diversidade de gênero de cinema. Uma pena.

CORÉIA DO SUL DEBUTANDO COM FORÇA NO OSCAR

Nunca na história de 91 anos da Academia, um filme sul-coreano foi indicado em qualquer categoria. Com Parasita, tudo mudou num piscar de olhos. Indicado a 6 Oscars, o filme de Bong Joon Ho tem tudo para levar a primeira estatueta para o país, principalmente na categoria de Filme Internacional.

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A família Kim de Parasita, primeiro filme sul-coreano a ganhar a Palma de Ouro e o primeiro a ser indicado ao Oscar (pic by IMDb)

Lançado em outubro nos EUA, Parasita já conquistou mais de 30 milhões de dólares nas bilheterias e mais de 100 milhões ao redor do mundo. Com as indicações, o filme deve ser relançado em circuito comercial e ganhar ainda mais visibilidade. Quem sabe com o apoio popular Parasita também não leva o Oscar de Melhor Filme? Sabemos que não é uma luta fácil para um filme em idioma estrangeiro (Roma que o diga!), mas não é nada impossível para um filme que vem colhendo apenas críticas positivas.

Vale lembrar que a Coréia do Sul também foi indicada a Melhor Documentário-Curta por In the Absence, sobre o naufrágio de um cruzeiro que acarretou em centenas de mortes por falta de prevenção e socorro emergencial.

DESTAQUES ENTRE AUSÊNCIAS E SURPRESAS

Vamos fazer uma breve análise por categoria, mas de longe dá pra destacar alguns fatos baseados no que foi a temporada até o momento. Lupita Nyong’o, Jennifer Lopez, Awkwafina, Adam Sandler, Christian Bale, Eddie Murphy e Taron Egerton são as ausências mais sentidas se levarmos em conta o histórico das performances. Acontece, claro, ainda mais num ano repleto de filmes e interpretações de qualidade (quem nos dera se todo ano fosse rico assim…).

Outras ausências notáveis são Frozen 2 (Longa de Animação, mas foi indicado à Canção), Atlantique (Filme Internacional), Apollo 11 (Documentário), O Rei Leão (pela canção “Spirit” da Beyoncé) e As Loucuras de Rose (Atriz para Jessie Buckley e Canção pela tocante “Glasgow (No Place Like Home)”).

Não sei se é porque estamos mergulhados profundamente nas águas da temporada de premiações, mas nenhuma indicação aqui realmente nos surpreendeu de fato. Não teve nenhuma Marina de Tavira, Lesley Manville, Lenny Abrahamson ou Benh Zeitlin pra virar assunto na capa. Ninguém caiu de pára-quedas. Esperávamos que Jóias Brutas pudesse surpreender na reta final, mas pelo visto a ala conservadora da Academia ainda continua uma maioria maciça. Aliás, com um ano tão rico, a Academia indicou nove filmes a Melhor Filme. Por que não 10?

Confira todas as indicações e uma breve análise de cada:

MELHOR FILME

  • 1917 Pippa Harris, Callum McDougall, Sam Mendes, Jayne-Ann Tenggren
  • FORD VS FERRARI Peter Chernin, Jenno Topping, James Mangold
  • O IRLANDÊS Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff
  • JOJO RABBIT Carthew Neal, Taika Waititi
  • CORINGA Bradley Cooper, Todd Phillips, Emma Tillinger Koskoff
  • ADORÁVEIS MULHERES Amy Pascal
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Noah Baumbach, David Heyman
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD David Heyman, Shannon McIntosh, Quentin Tarantino
  • PARASITA Bong Joon-ho, Kwak Sin-ae

DIREÇÃO

  • 1917 Sam Mendes
  • O IRLANDÊS Martin Scorsese
  • CORINGA Todd Phillips
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
  • PARASITA Bong Joon Ho

Os protestos feministas podem se espernear, mas a verdade é que a temporada de premiações já havia definido esses diretores há um bom tempo. Dos cinco indicados, apenas Todd Phillips não estava indicado ao DGA, que preferiu Taika Waititi (Jojo Rabbit). No Globo de Ouro, deu Sam Mendes. No Critics’ Choice deu empate entre Sam Mendes e Bong Joon Ho. Mas o que realmente vai definir é o vencedor do DGA, que é muito parelho em relação ao Oscar.

ATRIZ

  • CYNTHIA ERIVO (Harriet)
  • SCARLETT JOHANSSON (História de um Casamento)
  • SAOIRSE RONAN (Adoráveis Mulheres)
  • CHARLIZE THERON (O Escândalo)
  • RENÉE ZELLWEGER (Judy: Muito Além do Arco-Íris)

Infelizmente, Lupita Nyong’o foi esnobada, mesmo conseguindo uma indicação ao SAG. É realmente triste ver que os membros da Academia ainda têm tamanho preconceito com o gênero de terror e ficção científica. Na época do lançamento do filme em Março, estávamos tão empolgados com a possibilidade de Lupita ser indicada e ganhar o Oscar de Melhor Atriz, que já víamos as manchetes: “Lupita se torna a segunda negra a ganhar o Oscar depois de Halle Berry”, mas… não contávamos com tanto conservadorismo.

Cynthia Erivo estava nas possibilidades com Awkwafina, Lupita e Alfre Woodard, mas chamou muita atenção quando foi convidada a cantar no BAFTA, mas recusou em nome da falta de diversidade no evento. Ela também foi indicada pela canção “Stand Up”. Caso vença em uma das duas categorias, Erivo se tornará a mais jovem vencedora do EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony).

ATOR

  • ANTONIO BANDERAS (Dor e Glória)
  • LEONARDO DICAPRIO (Era uma Vez em… Hollywood)
  • ADAM DRIVER (História de um Casamento)
  • JOAQUIN PHOENIX (Coringa)
  • JONATHAN PRYCE (Dois Papas)

Muito bacana ver uma indicação à atuação em língua estrangeira de Antonio Banderas, ainda mais por se tratar de um reconhecimento muito raro. E apenas três atores conseguiram vencer com outro idioma: Sophia Loren, Roberto Benigni (pois é) e Marion Cotillard. Banderas interpreta ninguém menos do que o alter-ego do diretor espanhol Pedro Almodóvar em Dor e Glória, nesta que é sua oitava colaboração com o diretor.

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Antonio Banderas recebe sua primeira indicação e por um papel em espanhol de Dor e Glória (pic by IMDb)

Se existe uma surpresa nesta edição, esta foi de Taron Egerton injustamente esnobado por Rocketman. Não se trata apenas de uma cópia ou cosplay do cantor Elton John, mas uma intepretação de um ícone, cantando com sua própria voz as músicas e oferecendo densidade ao personagem, que facilmente seria uma caricatura nas mãos de outro ator. Embora Jonathan Pryce seja um ator veterano que há muito merecia uma indicação, trocaríamos ele por Taron.

ATRIZ COADJUVANTE

  • KATHY BATES (O Caso Richard Jewell)
  • LAURA DERN (História de um Casamento)
  • SCARLETT JOHANSSON (Jojo Rabbit)
  • FLORENCE PUGH (Adoráveis Mulheres)
  • MARGOT ROBBIE (O Escândalo)

Embora tenha ficado de fora do SAG por um erro imperdoável da distribuidora que inscreveu Kathy Bates como Atriz principal, sua indicação foi mais possível pela campanha que Clint Eastwood fez na reta final do ano, especialmente na festa da AFI, e claro, pelo prestígio que Bates tem junto à Academia. Esta é sua quarta indicação.

Jennifer Lopez estava investindo pesado na campanha de As Golpistas, onde ela vive uma stripper que busca vingança contra seus clientes. Sua vaga era dada como certa, pois nunca esteve tão bem num filme, contudo, a partir do momento em que ficou de fora do BAFTA, ela também foi excluída do Oscar. E isso culminou com o crescimento citado de Adoráveis Mulheres e de Florence Pugh na disputa, sem contar a dupla indicação para Scarlett Johansson. Nunca indicam a atriz, e quando indicam, indicam duas vezes no mesmo ano. As chances de Scarlett ganhar são mínimas, principalmente pela divisão de votos consigo mesma.

ATOR COADJUVANTE

  • TOM HANKS (Um Lindo Dia na Vizinhança)
  • ANTHONY HOPKINS (Dois Papas)
  • AL PACINO (O Irlandês)
  • JOE PESCI (O Irlandês)
  • BRAD PITT (Era Uma Vez em… Hollywood)

Os indicados desta categoria era a mais estável de todas as quatro. Willem Dafoe corria muito por fora por sua performance em O Farol. Nesse esquema que está, o franco-favorito Brad Pitt está em ampla vantagem, já que seus competidores mais fortes, Al Pacino e Joe Pesci, vão certamente dividir os votos por O Irlandês. Muito bacana ver Anthony Hopkins e Tom Hanks de volta. Eles não concorriam desde 1998 (Amistad) e 2001 (Náufrago), respectivamente.

ROTEIRO ORIGINAL

  • 1917 Sam Mendes, Krysty Wilson-Cairns
  • ENTRE FACAS E SEGREDOS Rian Johnson
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Noah Baumbach
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
  • PARASITA Han Jin Won, Bong Joon-ho

Com a inclusão de 1917 nesta categoria, o filme de Sam Mendes ganha ainda mais força para disputar o Oscar de Melhor Filme, pois sem um bom roteiro, dificilmente a produção ganha o prêmio da noite. Contudo, o prêmio deve ficar entre Quentin Tarantino e Noah Baumbach. Muito bacana ver o roteiro mirabolante de Rian Johnson de Entre Facas e Segredos, demonstrando que há sempre espaço para criatividade na categoria. Ficou faltando o roteiro de Fora de Série, mas talvez o aspecto de comédia teenager tenha afastado os votantes mais velhos.

ROTEIRO ADAPTADO

  • O IRLANDÊS Steven Zaillian
  • JOJO RABBIT Taika Waititi
  • CORINGA Todd Phillips, Scott Silver
  • ADORÁVEIS MULHERES Greta Gerwig
  • DOIS PAPAS Anthony McCarten

O prêmio estava praticamente entregue a Steven Zaillian pelo épico de Martin Scorsese, até a indicação de Greta Gerwig, que deve angariar muitos votos femininos, pois elogios não faltaram para esta nova e moderna adaptação do livro de Louisa May Alcott. A inclusão do roteiro de Coringa surpreende um pouco, mas totalmente justificável pela campanha.

FOTOGRAFIA

  • 1917 Roger Deakins
  • O IRLANDÊS Rodrigo Prieto
  • CORINGA Lawrence Sher
  • O FAROL Jarin Blaschke
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Robert Richardson

Dos diretores de fotografia indicados ao ASC, sindicato respectivo, apenas Phedon Papamichael (Ford vs Ferrari) ficou de fora, dando lugar para o belo PB texturizado de O Farol. O filme de Robert Eggers merecia esse reconhecimento pela aposta ousada e arriscada de filmar em locação, em película e com um formato mais antigo que remete ao século XIX. Roger Deakins, indicado por 1917, tem as melhores chances de levar seu segundo Oscar pela complexidade das filmagens para simular uma única tomada.

MONTAGEM

  • O IRLANDÊS Thelma Schoonmaker
  • JOJO RABBIT Tom Eagles
  • CORINGA Jeff Groth
  • FORD VS FERRARI Andrew Buckland, Michael McCusker
  • PARASITA Jinmo Yang

Não se trata de uma regra oficial, mas pelas estatísticas, se você quer ganhar o Oscar de Melhor Filme, no mínimo tem que estar indicado a Melhor Montagem. Claro que isso já foi uma verdade incontestável, principalmente na época de Rocky (1976), mas ainda hoje ela tem extrema importância na disputa. Apesar do trabalho de Thelma Schoonmaker ser o mais elogiado até aqui por dar ritmo às 3 horas e meia de filme, ainda são 3 horas e meia, e tem muita gente falando: “se tivesse cortado uns 20 minutos finais seria ainda melhor”. Além disso, a montadora já ganhou 3 estatuetas com filmes do próprio Scorsese antes: Touro Indomável, O Aviador e Os Infiltrados. Nosso favorito, e que pode surpreender, é a montagem precisa de Parasita. Embora desconhecido do grande público Jinmo Yang já editou os sucessos sul-coreanos Okja (2017) e Invasão Zumbi (2016).

DESIGN DE PRODUÇÃO

  • 1917 Dennis Gassner, Lee Sandales
  • O IRLANDÊS Bob Shaw, Regina Graves
  • JOJO RABBIT Ra Vincent, Nora Sopková
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Barbara Ling, Nancy Haigh
  • PARASITA Ha-jun Lee, Won-Woo Cho

Pela viagem à era de ouro de Hollywood nos anos 60, o filme de Tarantino leva boa vantagem. São casas, trailers, carros e sets de filmagens reconstruídos para contar a história de Rick Dalton e Cliff Booth. Mas vale destacar a mansão da família Park em Parasita, cuja importância é tão grande que se assemelha a um personagem à parte.

FIGURINO

  • O IRLANDÊS Christopher Peterson, Sandy Powell
  • JOJO RABBIT Mayes C. Rubeo
  • CORINGA Mark Bridges
  • ADORÁVEIS MULHERES Jacqueline Durran
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Arianne Phillips

A Academia adora premiar filmes de época nesta categoria, então naturalmente os figurinos de Adoráveis Mulheres larga na frente. Jacqueline Durran já foi premiada por Anna Karenina. Embora gostemos do figurino de Scarlett Johansson (inclusive o chapéu) em Jojo Rabbit, indicaríamos os figurinos da pequena vila sueca de Midsommar.

MAQUIAGEM E CABELO

  • 1917 Naomi Donne
  • O ESCÂNDALO Vivian Baker, Kazu Hiro, Anne Morgan
  • CORINGA Kay Georgiou, Nicki Ledermann
  • JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS Jeremy Woodhead
  • MALÉVOLA: DONA DO MAL Paul Gooch, Arjen Tuiten, David White

Toda vez dizemos a mesma coisa sobre maquiagem: “Aaaa… como sentimos falta de Rick Baker!”. Bom, é a primeira vez que a categoria tem cinco indicados (que se tornará comum a partir desta edição), o que sempre ajuda a reconhecer mais filmes, porém pode ter ano que vão sofrer pra achar boa maquiagem pra reconhecer. Desta leva, destacamos o trabalho excepcional de O Escândalo, que transformou Charlize Theron na repórter Megyn Kelly, e John Lithgow em Roger Ailes, com próteses. Também indicaríamos aquela criaturazinha estranha de Midsommar, mesmo que para alguns seja uma visão indigesta.

TRILHA ORIGINAL

  • 1917 Thomas Newman
  • CORINGA Hildur Guđnadóttir
  • ADORÁVEIS MULHERES Alexandre Desplat
  • HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Randy Newman
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER John Williams

Esnobado injustamente, Michael Abels provavelmente criou a melhor trilha do ano, mas ficou de fora também por preconceito em relação ao gênero. A curiosidade aqui é a disputa familiar entre os primos Randy e Thomas Newman. Mas enquanto Randy já ganhou dois Oscars, Thomas está em sua 15ª indicação sem vitória. Será que é desta vez? Se a islandesa Hildur Guđnadóttir (Coringa) permitir… E esta é a 52ª indicação para John Williams. Aos 87 anos, ele já tem 5 Oscars, mas não ganha desde A Lista de Schindler, láaa em 1994, e foi indicado ao Oscar pelos três filmes desta nova trilogia de Star Wars.

CANÇÃO ORIGINAL

  • “I Can’t Let You Throw Yourself Again”, de TOY STORY 4
  • “I’m Gonna Love Me Again”, de ROCKETMAN
  • “I’m Standing With You”, de SUPERAÇÃO: O MILAGRE DA FÉ
  • “Into the Unknown”, de FROZEN 2
  • “Stand Up”, de HARRIET

Apesar da canção de Elton John ser uma unanimidade, as canções de Harriet e Frozen 2 podem ultrapassar Rocketman, ainda mais pelo filme ter perdido força nas outras categorias como Ator e Figurino. Gostaríamos de ter visto a canção “Glasgow (No Place Like Home)” indicada para coroar a performance de Jessie Buckley em As Loucuras de Rose, que foi indicada ao BAFTA de Melhor Atriz. A canção de Toy Story 4 não vinha sendo reconhecida, porém levou a vaga das outras produções da Disney: O Rei Leão e Aladdin.

SOM

  • AD ASTRA Gary Rydstrom, Tom Johnson, Mark Ulano
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Michael Minkler, Christian P. Minkler, Mark Ulano
  • 1917 Scott Millan, Oliver Tarney, Rachael Tate, Mark Taylor, Stuart Wilson
  • CORINGA Tod Maitland, Alan Robert Murray, Tom Ozanich, Dean Zupancic
  • FORD VS FERRARI David Giammarco, Paul Massey, Steven A. Morrow, Donald Sylvester

A grande surpresa aqui é a inclusão de Ad Astra, que inicialmente foi promovido como grande candidato, mas caiu drasticamente na temporada. Essa indicação muito lembra a de Um Lugar Silencioso do ano passado, a única do filme. Embora o som de Ford vs Ferrari ser incrível, 1917 deve levar o prêmio pelas inúmeras explosões e tiros da Primeira Guerra Mundial. Chama a atenção a exclusão de Rocketman, já que musicais costumam se dar bem na categoria, que ano passado premiou Bohemian Rhapsody.

EFEITOS SONOROS

  • FORD VS FERRARI Donald Sylvester
  • CORINGA Alan Robert Murray
  • 1917 Oliver TarneyRachael Tate
  • ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Wylie Stateman
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER Matthew WoodDavid Acord

Assim na categoria de Som, a briga deve ficar entre 1917 e Ford vs Ferrari. São filmes que são extremamente bem explorados no aspecto sonoro e são melhor apreciados em salas de alta qualidade de som com a IMAX e XD. Os outros três indicados estão praticamente fazendo figuração na categoria, que poderia dar espaço para John Wick 3: Parabellum, por exemplo.

EFEITOS VISUAIS

  • 1917 Greg Butler, Guillaume Rocheron, Dominic Tuohy
  • VINGADORES: ULTIMATO Dan Deleeuw, Dan Sudick
  • O IRLANDÊS Leandro Estebecorena, Stephane Grabli, Pablo Helman
  • O REI LEÃO Andrew R. Jones, Robert Legato, Elliot Newman, Adam Valdez
  • STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER Roger Guyett, Paul Kavanagh, Neal Scanlan, Dominic Tuohy

Apesar de todos merecerem as indicações, os efeitos de Alita: Anjo de Combate poderia ter entrada na disputa. Talvez o aspecto visual estilo animé da protagonista tenha espantado os votantes, que buscam realismo nos efeitos.

FILME INTERNACIONAL

  • CORPUS CHRISTI Jan Komasa – POLÔNIA
  • HONEYLAND Tamara Kotevska, Ljubomir Stefanov – MACEDÔNIA DO NORTE
  • OS MISERÁVEIS Ladj Ly – FRANÇA
  • DOR E GLÓRIA Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar – ESPANHA
  • PARASITA Bong Joon-ho – CORÉIA DO SUL

Dos 10 filmes pré-selecionados, havia algumas certezas como as indicações de Parasita, Dor e Glória, e Os Miseráveis. As outras duas vagas eram uma incógnita. O documentário sobre a apicultora de Honeyland surpreendeu por conquistar dupla indicação por Filme Internacional pela Macedônia do Norte (eu sei, você nem sabia que tinha uma, ainda mais do norte) e por Melhor Documentário. Assim como Scarlett Johansson, duplamente indicada, Honeyland deve ficar sentado a cerimônia inteira. A ausência mais notada aqui foi de Atlantique, do Senegal, produzido pela Netflix. A surpresa da categoria reside no representante polonês Corpus Christi, que aborda uma transformação espiritual que resulta numa paróquia. Apesar de não ter entendido a indicação do filme, é curioso que não há nenhum filme indicado que trate de Holocausto desta vez. uma raridade. Porém Jojo Rabbit já satisfez a sede pelo tema nas demais categorias.

DOCUMENTÁRIO

  • THE CAVE Feras Fayyad, Kirstine Barfod, Sigrid Dyekjaer
  • DEMOCRACIA EM VERTIGEM Petra Costa, Joanna Natasegara, Shane Boris, Tiago Pavan
  • HONEYLAND Tamara Kotevska, Ljubomir Stefanov
  • AMERICAN FACTORY Steven Bognar, Julia Reichert
  • FOR SAMA Waad al-Kateab, Edward Watts

É sempre muito bacana ver um filme brasileiro entre os indicados. Mesmo não apreciando muito o documentário que apela para o emocional, Petra Costa teve uma visão instigante sobre o que aconteceu na política brasileira, especialmente no trecho em que analisa a postura de um Michel Temer ainda vice-presidente. Pra quem ainda não conferiu, vale a pena ver na Netflix.

Houve duas ausências aqui: Apollo 11, um documentário que impressiona pelo material rico do lançamento do foguete à Lua, e One Child Nation, sobre a política de natalidade da China. Com isso, o franco-favorito se torna For Sama, uma experiência feminina em tempos de guerra.

LONGA DE ANIMAÇÃO

  • KLAUS Sergio Pablos, Jinko Gotoh, Marisa Roman
  • TOY STORY 4 Josh Cooley, Mark Nielsen, Jonas Rivera
  • COMO TREINAR O SEU DRAGÃO 3 Dean DeBloisBradford LewisBonnie Arnold
  • PERDI MEU CORPO Jérémy ClapinMarc Du Pontavice
  • LINK PERDIDO Chris ButlerArianne SutnerTravis Knight

Pois é, cadê Frozen 2? Apesar do sucesso comercial e popular, esta sequência não foi tão bem assim de crítica. Se o primeiro filme se baseou no sucesso da canção “Let it Go”, não podemos dizer o mesmo de Frozen 2 e a canção “Into the Unknown” que ainda não emplacou. Destaque para a presença da Netflix através de Klaus e Perdi Meu Corpo.

CURTA DE ANIMAÇÃO

  • DCERA (DAUGHTER) Daria Kashcheeva
  • HAIR LOVE Matthew A. CherryKaren Rupert Toliver
  • KITBULL Rosana SullivanKathryn Hendrickson
  • MEMORABLE Bruno ColletJean-François Le Corre
  • SISTER Siqi Song

DOCUMENTÁRIO-CURTA

  • IN THE ABSENCE Seung-jun YiGary Byung-Seok Kam
  • LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU’RE A GIRL) Carol DysingerElena Andreicheva
  • LIFE OVERTAKES ME Kristine SamuelsonJohn Haptas
  • ST. LOUIS SUPERMAN Sami KhanSmriti Mundhra
  • WALK RUN CHA-CHA Laura NixColette Sandstedt

CURTA-METRAGEM 

  • BROTHERHOOD Meryam JoobeurMaria Gracia Turgeon
  • NEFTA FOOTBALL CLUB Yves PiatDamien Megherbi
  • THE NEIGHBOR’S WINDOW Marshall Curry
  • SARIA Bryan BuckleyMatt Lefebvre
  • A SISTER Delphine Girard

Os trabalhos de curta das três categorias ainda precisam ser vistos, e mais pra frente podemos oferecer uma análise melhor da qualidade dos filmes e das chances de cada um para você votar no seu bolão.

‘CORINGA’ LIDERA as INDICAÇÕES ao BAFTA

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Com 11 indicações, Coringa lidera o BAFTA, seguido por Era Uma Vez em… Hollywood e O Irlandês com 10 cada.

ACADEMIA BRITÂNICA TAMBÉM DISTRIBUI INDICAÇÕES PARA O IRLANDÊS E ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD

Na manhã desta terça, dia 07, os atores Asa Butterfield (da série Sex Education, da Netflix) e Ella Balinska (da nova versão de As Panteras) anunciaram os indicados para a 73ª edição do prêmio da Academia Britânica. Para quem quiser acompanhar o anúncio, clique no link do YouTube direto do canal do BAFTA:

Havia uma forte expectativa de que o vencedor do Globo de Ouro, 1917, iria ser o grande recordista de indicações por se tratar de uma produção britânica e por possibilitar uma série de indicações em categorias técnicas, mas não foi o que aconteceu. Para surpresa de muitos, Coringa liderou com 11 indicações: Filme, Ator (Joaquin Phoenix), Roteiro Adaptado, Fotografia, Montagem, Design de Produção, Trilha Original, Maquiagem e Cabelo, Som, Diretor e a nova categoria de Casting.

Logo em seguida, com 10 indicações vêm Era Uma Vez em… Hollywood e O Irlandês. O filme de guerra de Sam Mendes conquistou nove indicações, Jojo Rabbit conquistou seis, enquanto História de um Casamento, Dois Papas e Adoráveis Mulheres obtiveram cinco cada. O filme mais premiado na temporada até o momento, o sul-coreano Parasita conquistou quatro indicações, ao lado de Rocketman e o documentário For Sama.

NOVA CATEGORIA DE CASTING

Conforme anunciado há alguns meses, o BAFTA decidiu implementar a categoria para reconhecer o trabalho dos profissionais que fazem a seleção do elenco de uma produção. Normalmente, essa tarefa é confundida com a decisão final do diretor (talvez por isso a Academia norte-americana nunca tenha dado o devido valor), mas ela fica extremamente evidente em casos de seleção de atores desconhecidos como por exemplo descobrir os dois atores mirins Roman Griffin Davis e Archie Yates de Jojo Rabbit. A equipe faz uma grande e extensa busca, muitas vezes fora do país, para encontrar um rosto desconhecido para encaixar no papel.

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Os primeiros indicados para a categoria nova de Casting

Curiosamente, a sátira de Taika Waititi não foi indicada… talvez por alguns excessos como Rebel Wilson? Mas em seu lugar, o casting de The Personal History of David Copperfield foi reconhecido. Esta adaptação do romance de Charles Dickens tem em seu elenco um equilíbrio entre nomes desconhecidos com consagrados como Tilda Swinton, Ben Wishaw e Dev Patel. Esperamos que esse primeiro passo do BAFTA encoraje a Academia do Oscar para criar a nova categoria.

CONTROVÉRSIA

Com o anúncio dos indicados, já apontaram a falta de diversidade étnica nas quatro categorias de atuação e a falta de mulheres na categoria de Direção. O consenso geral é de que as premiações só vão apresentar reais mudanças nessas questões quando a indústria cinematográfica prover oportunidades iguais para todas as etnias e sexo, incluindo LGBT. Claro que, mesmo sabendo dessa lógica, é difícil entendermos por que Lupita Nyong’o ficou de fora da categoria de Melhor Atriz. Obviamente, depende da votação dos mais de 6 mil membros da Academia Britânica, mas para quem viu o filme de Jordan Peele, a atriz entregou uma das melhores atuações do ano em Nós. E curiosamente, temos dois atores negros e uma asiática disputando o EE Rising Star Award.

Na categoria de Direção, nomes como Greta Gerwig, Lulu Wang, Alma Har’el, Marielle Heller e Melina Matsoukas marcaram pouca presença na temporada, o que justifica de alguma forma suas ausências em listas do Globo de Ouro e BAFTA, e possivelmente do Oscar. Contudo, a insatisfação pode chegar nos membros da Academia e pode haver uma reposta nas votações. Tudo vai depender de como os 9 mil membros vão votar… não é uma instituição com um único pensamento. E sem contar que a concorrência em Direção está muito forte. Temos trabalhos excepcionais como de Bong Joon-Ho em Parasita, Tarantino em seu Era Uma Vez em… Hollywood, Martin Scorsese com seu épico da Netflix, um trabalho fenomenal dos irmãos Safdie em Jóias Brutas. MAS se houver uma reviravolta e uma representante feminina ser incluída na categoria, apostamos em Céline Sciamma do francês Retrato de uma Jovem em Chamas ou Greta Gerwig com sua adaptação de Adoráveis Mulheres.

Outra controvérsia que tem rondado os bastidores é o favorecimento das premiações sobre os filmes exibidos em salas de cinema. O Globo de Ouro premiou 1917, de Sam Mendes, esta semana, e logo em seguida, o BAFTA concede 11 indicações para Coringa. Pode ser uma coincidência, claro, mas para alguns ficou nítida a preferência por produções lançadas em cinemas, ao contrário de produções da Netflix como O Irlandês, História de um Casamento e Dois Papas, que passaram em salas selecionadas para apenas cumprir o regulamento de qualificação. Estamos curiosos pra saber quem vai sair vitorioso no Oscar deste ano, após vermos Green Book bater Roma da Netflix.

SURPRESAS E ESNOBADOS

Num ano extremamente competitivo como foi o de 2019, seria IMPOSSÍVEL  agradar a todos. Nem o Critics’ Choice Awards com 15 indicados por categoria daria conta de tanta demanda! Mas é sempre bom lembrar o público que as premiações não têm (ou não deveriam ter) o objetivo de reconhecer tudo. Cada prêmio precisa e deve ter sua própria personalidade e identidade. Já pensou se todas as premiações que antecedem o Oscar indicassem somente os filmes que vão estar na lista final? Qual seria a graça? Como disse nosso querido Nelson Rodrigues: “A unanimidade é burra”. Além disso, num ano tão rico como de 2019, temos que agradecer que temos variedade de filmes, porque tem ano que nem Cristo aguenta…

Bom, começando com as categorias de atuação feminina, que foram as que mais sofreram alterações, em Melhor Atriz, tivemos a inclusão da irlandesa Jessie Buckley (que também esteve em Judy) por sua performance em As Loucuras de Rose, um drama sobre uma mulher que sonha em ser uma cantora de country. Entre as ausências mais sentidas estão: Lupita Nyong’o (Nós) – ainda acreditamos que ela será indicada ao Oscar, Cynthia Erivo (Harriet) e Awkwafina (The Farewell). No caso de Awkwafina, que acaba de ganhar o Globo de Ouro, sua ausência foi de alguma forma compensada pela indicação na categoria de EE Rising Star Award, que seria um prêmio de revelação do ano votado pelo público de lá.

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Jesie Buckley em As Loucuras de Rose (pic by IMDb)

Na categoria de Atriz Coadjuvante, talvez a grande surpresa deste ano: Margot Robbie duplamente indicada por O Escândalo e Era Uma Vez em… Hollywood. Tudo bem que a categoria estava bem instável na temporada, com Annette Bening, Kathy Bates, Shuzen Zhao indo e vindo, mas foi a primeira vez que vimos Robbie competindo consigo mesma. A atuação dela como Sharon Tate no filme de Tarantino é como o próprio diretor descreveu em seu discurso do Globo de Ouro: “Ela foi a bondade em pessoa. Nunca uma personagem foi tão boa nos meus filmes”. Ela traz aquele ar angelical que o diretor precisava para reforçar sua mensagem final. É uma atuação discreta, mas com sutilezas, e normalmente as premiações não dão muita importância essas coisas.

Por outro lado, ficamos chateados com a exclusão de Jennifer Lopez. A atriz nunca esteve tão bem (ok, nem vamos lembrar de Anaconda aqui) como em As Golpistas. Além do aspecto físico de sua performance como stripper, JLo também trouxe humanidade à sua personagem inescrupulosa.

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Margot Robbie (O Escândalo) X Margot Robbie (Era uma Vez em… Hollywood)

Na ala masculina, tivemos as exclusões de Antonio Banderas (Dor e Glória) e Eddie Murphy (Meu Nome é Dolemite) da categoria de Melhor Ator. Felizmente, Taron Egerton está na lista por Rocketman, mas adoraríamos ver Adam Sandler na disputa no lugar de Jonathan Pryce ou Leonardo DiCaprio. Sandler nunca esteve tão bem (ok, também não vamos lembrar da lista de comédias ralas aqui) como em Jóias Brutas, inclusive contando com sua atuação no filme Embriagados de Amor, de Paul Thomas Anderson. E é uma pena enorme que o filme dos irmãos Josh e Benny Safdie não foi reconhecido em nenhuma categoria, pois poderia influenciar nas indicações da Academia.

Pela categoria de Coadjuvante, os indicados foram exatamente os mesmos do Globo de Ouro. Inclusive, as indicações de Al Pacino e Joe Pesci pelo mesmo O Irlandês deve beneficiar de novo a campanha vitoriosa de Brad Pitt. Apesar de bem concorrida, gostaríamos de ter visto o nome de Willem Dafoe na briga por O Farol. Claro que o filme de Robert Eggers é um pouco intragável para a maioria, mas nem por isso a interpretação dele deveria ser descartada. E sentimos falta de uma indicação para o elenco excepcional de Parasita, que poderia ter vindo aqui pelo nome de Song Kang Ho (o pai da família Kim).

Outra categoria que teve quase tudo bagunçado foi de Longa de Animação. O recém vencedor do Globo de Ouro, Link Perdido, sequer foi indicado aqui, porém as grandes produções da Disney (Frozen 2) e da Pixar (Toy Story 4) continuam na disputa. Também tivemos a ausência da animação francesa da Netflix, Perdi Meu Corpo, que vinha sendo a melhor alternativa às animações bilionárias. Contudo, a mesma Netflix conseguiu deslanchar a animação Klaus (um belo trabalho de 2D com 3D) e o estúdio Aardman emplacou Shaun, o Carneiro: Aliens, uma sequência de Shaun, o Carneiro (2015).

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Klaus e Shaun, o Carneiro: Aliens são indicados ao BAFTA de Longa de Animação

Entre outras ausências relevantes contamos com os figurinos de Rocketman, o design de produção de Parasita (aquela mansão é um personagem), a trilha de Randy Newman em História de um Casamento e o belo e singelo documentário Honeyland, que ficou de fora da categoria de documentário e Filme em Língua Estrangeira.

Seguem todos os indicados ao 73º BAFTA:

MELHOR FILME
1917 Pippa Harris, Callum McDougall, Sam Mendes, Jayne-Ann Tenggren
O IRLANDÊS Robert De Niro, Jane Rosenthal, Martin Scorsese, Emma Tillinger Koskoff
CORINGA Bradley Cooper, Todd Phillips, Emma Tillinger Koskoff
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD David Heyman, Shannon McIntosh, Quentin Tarantino
PARASITA Bong Joon-ho, Kwak Sin-ae

MELHOR FILME BRITÂNICO
1917 Sam Mendes, Pippa Harris, Callum McDougall, Jayne-Ann Tenggren, Krysty Wilson-Cairns
BAIT Mark Jenkin, Kate Byers, Linn Waite
FOR SAMA Waad al-Kateab, Edward Watts
ROCKETMAN Dexter Fletcher, Adam Bohling, David Furnish, David Reid, Matthew Vaughn, Lee Hall
SORRY WE MISSED YOU Ken Loach, Rebecca O’Brien, Paul Laverty
DOIS PAPAS Fernando Meirelles, Jonathan Eirich, Dan Lin, Tracey Seaward, Anthony McCarten

ROTEIRISTA, DIRETOR OU PRODUTOR BRITÂNICO ESTREANTE
BAIT Mark Jenkin (Writer/Director), Kate Byers, Linn Waite (Producers)
FOR SAMA Waad al-Kateab (Director/Producer), Edward Watts (Director)
MAIDEN Alex Holmes (Director)
ONLY YOU Harry Wootliff (Writer/Director)
RETABLO Álvaro Delgado-Aparicio (Writer/Director) (Note: Also written by Héctor Gálvez)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
THE FAREWELL Lulu Wang, Daniele Melia
FOR SAMA Waad al-Kateab, Edward Watts
DOR E GLÓRIA Pedro Almodóvar, Agustín Almodóvar
PARASITA Bong Joon-ho
RETRATO DE UMA JOVEM EM CHAMAS Céline Sciamma, Bénédicte Couvreur

DOCUMENTÁRIO
AMERICAN FACTORY Steven Bognar, Julia Reichert
APOLLO 11 Todd Douglas Miller
DIEGO MARADONA Asif Kapadia
FOR SAMA Waad al-Kateab, Edward Watts
THE GREAT HACK Karim Amer, Jehane Noujaim

LONGA DE ANIMAÇÃO
FROZEN 2 Chris Buck, Jennifer Lee, Peter Del Vecho
KLAUS Sergio Pablos, Jinko Gotoh
SHAUN, o CARNEIRO: ALIENS Will Becher, Richard Phelan, Paul Kewley
TOY STORY 4 Josh Cooley, Mark Nielsen

DIREÇÃO
1917 Sam Mendes
O IRLANDÊS Martin Scorsese
CORINGA Todd Phillips
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
PARASITA Bong Joon-ho

ROTEIRO ORIGINAL
FORA DE SÉRIE Susanna Fogel, Emily Halpern, Sarah Haskins, Katie Silberman
ENTRE FACAS E SEGREDOS Rian Johnson
HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Noah Baumbach
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Quentin Tarantino
PARASITA Han Jin Won, Bong Joon-ho

ROTEIRO ADAPTADO
O IRLANDÊS Steven Zaillian
JOJO RABBIT Taika Waititi
CORINGA Todd Phillips, Scott Silver
ADORÁVEIS MULHERES Greta Gerwig
DOIS PAPAS Anthony McCarten

ATRIZ
JESSIE BUCKLEY As Locuras de Rose
SCARLETT JOHANSSON História de um Casamento
SAOIRSE RONAN Adoráveis Mulheres
CHARLIZE THERON O Escândalo
RENÉE ZELLWEGER Judy: Muito Além do Arco-Íris

ATOR
LEONARDO DICAPRIO Era uma Vez em… Hollywood
ADAM DRIVER História de um Casamento
TARON EGERTON Rocketman
JOAQUIN PHOENIX Coringa
JONATHAN PRYCE Dois Papas

ATRIZ COADJUVANTE
LAURA DERN História de um Casamento
SCARLETT JOHANSSON Jojo Rabbit
FLORENCE PUGH Adoráveis Mulheres
MARGOT ROBBIE O Escândalo
MARGOT ROBBIE Era uma Vez em… Hollywood

ATOR COADJUVANTE
TOM HANKS Um Lindo Dia na Vizinhança
ANTHONY HOPKINS Dois Papas
AL PACINO O Irlandês
JOE PESCI O Irlandês
BRAD PITT Era uma Vez em… Hollywood

TRILHA ORIGINAL
1917 Thomas Newman
JOJO RABBIT Michael Giacchino
CORINGA Hildur Guđnadóttir
ADORÁVEIS MULHERES Alexandre Desplat
STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER John Williams

CASTING
CORINGA Shayna Markowitz
HISTÓRIA DE UM CASAMENTO Douglas Aibel, Francine Maisler
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Victoria Thomas
THE PERSONAL HISTORY OF DAVID COPPERFIELD Sarah Crowe
DOIS PAPAS Nina Gold

FOTOGRAFIA
1917 Roger Deakins
O IRLANDÊS Rodrigo Prieto
CORINGA Lawrence Sher
FORD VS FERRARI Phedon Papamichael
O FAROL Jarin Blaschke

MONTAGEM
O IRLANDÊS Thelma Schoonmaker
JOJO RABBIT Tom Eagles
CORINGA Jeff Groth
FORD VS FERRARI Andrew Buckland, Michael McCusker
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Fred Raskin

DESIGN DE PRODUÇÃO
1917 Dennis Gassner, Lee Sandales
O IRLANDÊS Bob Shaw, Regina Graves
JOJO RABBIT Ra Vincent, Nora Sopková
CORINGA Mark Friedberg, Kris Moran
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Barbara Ling, Nancy Haigh

FIGURINO
O IRLANDÊS Christopher Peterson, Sandy Powell
JOJO RABBIT Mayes C. Rubeo
JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS Jany Temime
ADORÁVEIS MULHERES Jacqueline Durran
ERA UMA VEZ EM… HOLLYWOOD Arianne Phillips

MAQUIAGEM E CABELO
1917 Naomi Donne
O ESCÂNDALO Vivian Baker, Kazu Hiro, Anne Morgan
CORINGA Kay Georgiou, Nicki Ledermann
JUDY: MUITO ALÉM DO ARCO-ÍRIS Jeremy Woodhead
ROCKETMAN Lizzie Yianni Georgiou

SOM
1917 Scott Millan, Oliver Tarney, Rachael Tate, Mark Taylor, Stuart Wilson
CORINGA Tod Maitland, Alan Robert Murray, Tom Ozanich, Dean Zupancic
FORD VS FERRARI David Giammarco, Paul Massey, Steven A. Morrow, Donald Sylvester
ROCKETMAN Matthew Collinge, John Hayes, Mike Prestwood Smith, Danny Sheehan
STAR WARS: THE RISE OF SKYWALKER David Acord, Andy Nelson, Christopher Scarabosio, Stuart Wilson, Matthew Wood

EFEITOS VISUAIS
1917 Greg Butler, Guillaume Rocheron, Dominic Tuohy
VINGADORES: ULTIMATO Dan Deleeuw, Dan Sudick
O IRLANDÊS Leandro Estebecorena, Stephane Grabli, Pablo Helman
O REI LEÃO Andrew R. Jones, Robert Legato, Elliot Newman, Adam Valdez
STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER Roger Guyett, Paul Kavanagh, Neal Scanlan, Dominic Tuohy

CURTA DE ANIMAÇÃO BRITÂNICO
GRANDAD WAS A ROMANTIC. Maryam Mohajer
IN HER BOOTS Kathrin Steinbacher
THE MAGIC BOAT Naaman Azhari, Lilia Laurel

CURTA-METRAGEM BRITÂNICO
AZAAR Myriam Raja, Nathanael Baring
GOLDFISH Hector Dockrill, Harri Kamalanathan, Benedict Turnbull, Laura Dockrill
KAMALI Sasha Rainbow, Rosalind Croad
LEARNING TO SKATEBOARD IN A WARZONE (IF YOU’RE A GIRL) Carol Dysinger, Elena Andreicheva
THE TRAP Lena Headey, Anthony Fitzgerald

EE RISING STAR AWARD
AWKWAFINA
KAITLYN DEVER
KELVIN HARRISON JR.
JACK LOWDEN
MICHEAL WARD

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Indicados ao prêmio revelação do EE Rising Star Award

ACADEMIA DIVULGA PRÉ-LISTA de NOVE CATEGORIAS. BRASIL FICA de FORA da DISPUTA de FILME INTERNACIONAL

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A PRÉ-SELEÇÃO ESTREITA A COMPETIÇÃO COM ALGUMAS SURPRESAS

É com pesar que informamos que A Vida Invisível, de Karim Aïnouz, não avançou para a próxima fase do Oscar. Com uma boa campanha promovida pela Amazon Studios nos EUA, havia altas expectativas de indicação, já que o filme ganhou o prestigiado Un Certain Regard no Festival de Cannes e conquistou uma indicação ao Independent Spirit.

Para muitos especialistas, a ausência no Globo de Ouro foi fundamental para sua derrocada. Já para nós da página, o adiantamento de um mês da cerimônia pode ter causado uma bagunça no calendário, mas acima de tudo acreditamos no velho conservadorismo da Academia. Embora tenha havido o ingresso de inúmeros membros novos na instituição nos últimos anos, as regras para votar para os filmes desta categoria internacional não mudaram, assim como os votantes: velhinhos, judeus e com tempo de sobra para poder assistir aos candidatos estrangeiros numa sessão vespertina, por exemplo.

O resultado disso? Dentre os dez filmes pré-selecionados, três se passam na Segunda Guerra Mundial ou dialogam com o Holocausto, temas favoritos dessa faixa etária e étnica dos votantes. Claro que podem ser filmes ótimos, mas a aposta nesses temas batidos todos os anos frustram aqueles que buscam uma renovação dos filmes selecionados. E já que essa filosofia e regulamento não mudam, parece que existe uma fábrica de filmes de Segunda Guerra e Nazismo todos os anos ao redor do globo, porque eles sabem que suas chances de serem premiados com o Oscar são maiores. Só para citar alguns exemplos mais recentes que venceram: Ida, O Filho de Saul, Os Falsários e A Vida é Bela.

A pré-seleção desta categoria é dividida entre os votantes e uma comissão especial desde 2009. São 7 filmes selecionados pelos votantes, e três pela comissão, que foi criada para evitar que filmes de alta relevância no cenário internacional e premiados fiquem de fora da competição, como aconteceu com o romeno 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias em 2008. À princípio, parece-nos que Parasita, Dor e Glória e Atlantique foram as escolhas da comissão, e os demais foram votados.

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MELHOR FILME INTERNACIONAL

  • The Painted Bird – REPÚBLICA TCHECA
    Dir: Václav Marhoul
  • Truth and Justice – ESTÔNIA
    Dir: Tanel Toom
  • Les Misérables – FRANÇA
    Dir: Ladj Ly
  • Aqueles que Ficaram (Those Who Remained) – HUNGRIA
    Dir: Barnabás Tóth
  • Honeyland – MACEDÔNIA DO NORTE
    Dir: Tamara Kotevska e Ljubomir Stefanov
  • Corpus Christi – POLÔNIA
    Dir: Jan Komasa
  • Uma Mulher Alta (Beanpole) – RÚSSIA
    Dir: Kantemir Bagalov
  • Atlantique – SENEGAL
    Dir: Mati Diop
  • Parasita – CORÉIA DO SUL
    Dir: Bong Joon-Ho
  • Dor e Glória – ESPANHA
    Dir: Pedro Almodóvar

Desta seleção, cinco filmes tinham um histórico de premiações e participações de festivais que praticamente os asseguravam na pré-lista: Parasita, Dor e Glória, Honeyland, Atlantique e Les Misérables. Já entre os esnobados, destaque para o colombiano Monos, o italiano O Traidor, o argelino Papicha, o palestino O Paraíso Deve Ser Aqui, nosso brasileiro A Vida Invisível, e o japonês Weathering With You, que ainda pode concorrer na categoria de Melhor Longa de Animação. Aliás, o representante da Macedônia do Norte, Honeyland, pode acabar indicado em duas categorias: Filme Internacional e Documentário.

E para os milhões de cinéfilos desapontados com a não-inclusão de A Vida Invisível, fica a história de superação dos cineastas brasileiros, de poder fazer cinema de qualidade e identidade mesmo em tempos sombrios de extinção da Ancine, órgão que regulamentava o cinema nacional. O grande cinema não é necessariamente aquele que ganha prêmios, mas aquele que conquista e cativa o público. E felizmente, não houve falcatruas na seleção da comissão desta vez como em 2016 com Aquarius fora. Se seríamos indicados com Bacurau? Quem sabe? O importante é enviar um bom filme todo ano.

CHANCES EM OUTRAS CATEGORIAS

Embora não tenha sido o selecionado pela comissão francesa, Retrato de uma Jovem em Chamas pode ser indicado a Melhor Fotografia, Figurino e por que não Roteiro? Já Dor e Glória tem grandes chances também com Antonio Banderas como Melhor Ator, Pedro Almodóvar na disputa de Direção e até Direção de Arte.

Contudo, o grande estrangeiro que pode e deve dominar as indicações é o sul-coreano Parasita. Após conquistar de forma unânime a Palma de Ouro em Cannes, o filme conquistou vários outros prêmios, inclusive o de Melhor Filme pelos críticos de Los Angeles (LAFCA), Melhor Filme em Língua Estrangeira pelos críticos de Nova York (NYFCC) e pelo National Board of Review (NBR), além de ser indicado ao Globo de Ouro, Critics’ Choice e até Elenco no SAG Awards, coisa que não acontecia com um filme estrangeiro desde o italiano A Vida é Bela. Como já postamos aqui antes, Parasita é o Roma deste ano, porém com um grande diferencial: não é da Netflix, motivo pelo qual Green Book pode ter conseguido uma vantagem entre a ala mais conservadora da Academia. A questão que fica é: Parasita tem chances reais se ganhar o Oscar de Melhor Filme também, e se tornar o primeiro filme em língua estrangeira a vencer o maior prêmio da noite?


A Academia também afunilou os candidatos de outras oito categorias: Documentário, Documentário-Curta, Curta-Metragem, Curta de Animação, Maquiagem e Cabelo, Trilha Original, Canção Original e Efeitos Visuais, o que encerra inúmeras campanhas publicitárias dos desclassificados e intensifica as selecionadas.

DOCUMENTÁRIO

  • Advocate
  • American Factory
  • The Apollo
  • Apollo 11
  • Aquarela
  • The Biggest Little Farm
  • The Cave
  • Democracia em Vertigem (The Edge of Democracy)
  • For Sama
  • The Great Hack
  • Honeyland
  • Knock Down the House
  • Maiden
  • Midnight Family
  • One Child Nation

Com 159 produções inscritas, a categoria ficou limitada a 15 documentários. Entre os favoritos da lista: American Factory, Apollo 11, For Sama, Honeyland e One Child Nation podem conquistar as cinco indicações finais. Igualmente imprevisível como a categoria de Filme Internacional, o anúncio das indicações devem reservar surpresas como a inclusão de The Biggest Little Farm, Knock Down the House e até do brasileiro Democracia em Vertigem, de Petra Costa, que ganhou o título internacional de The Edge of Democracy, e está disponível no catálogo da Netflix. Particularmente, não gostamos tanto assim do documentário por ele desviar seu foco da que da democracia para defender um lado mais emotivo, mas ficamos feliz por esse reconhecimento da cineasta e sua equipe.

DOCUMENTÁRIO-CURTA

  • After Maria
  • Fire in Paradise
  • Ghosts of Sugar Land
  • In the Absence
  • Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)
  • Life Overtakes Me
  • The Nightcrawlers
  • St. Louis Superman
  • Stay Close
  • Walk Run Cha-Cha

Foram 69 inscrições que agora se resumem a dez curtas de documentário.

MAQUIAGEM E CABELO

  • O Escândalo
  • Meu Nome é Dolemite
  • Downton Abbey
  • Coringa
  • Judy: Muito Além do Arco-Íris
  • Adoráveis Mulheres
  • Malévola: Dona do Mal
  • 1917
  • Era uma Vez em…Hollywood
  • Rocketman

Haverá a exibição de um clipe de sete minutos de duração contendo todos os trabalhos pré-selecionados para que os membros do Departamento de Maquiagem possa reavaliar e eleger os cinco finalistas.

TRILHA MUSICAL ORIGINAL

Fifteen scores will advance in the original score category. One hundred seventy scores were eligible in the category. Members of the Music Branch vote to determine the shortlist and the nominees.

  • Alan Silvestri (Vingadores: Ultimato)
  • Theodore Shapiro (O Escândalo)
  • Alex Weston (The Farewell)
  • Marco Beltrami e Buck Sanders (Ford vs Ferrari)
  • Christophe Beck (Frozen 2)
  • Michael Giacchino (Jojo Rabbit)
  • Hildur Guðnadóttir (Coringa)
  • Nicholas Britell (O Rei)
  • Alexandre Desplat (Adoráveis Mulheres)
  • Randy Newman (História de um Casamento)
  • Daniel Pemberton (Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe)
  • Thomas Newman (1917)
  • Alberto Iglesias (Dor e Glória)
  • John Williams (Star Wars: A Ascensão de Skywalker)
  • Michael Abels (Nós)

Foram 170 composições inscritas na categoria, e agora restam quinze na competição. Destaque para a possível disputa entre os primos Randy Newman (História de um Casamento) e Thomas Newman (1917), mas enquanto Randy já levou dois Oscars de Canção por Monstros S.A. e Toy Story 3, Thomas ainda não levou a estatueta depois de um recorde de 14 indicações. Será que agora vai?

Além dos dois, destaque para os favoritos Alexandre Desplat por Adoráveis Mulheres, a islandesa Hildur Guðnadóttir por Coringa, Michael Abels por Nós e John Williams, que pode conquistar sua 52ª indicação ao Oscar (!) por Star Wars: A Ascensão Skywalker.

CANÇÃO ORIGINAL

  • “Speechless” (Aladdin)
  • “Letter To My Godfather” (The Black Godfather)
  • “I’m Standing With You” (Superação: O Milagre da Fé)
  • “Da Bronx” (The Bronx USA)
  • “Into The Unknown” (Frozen 2)
  • “Stand Up” (Harriet)
  • “Catchy Song” (Uma Aventura Lego 2)
  • “Never Too Late” (O Rei Leão)
  • “Spirit” from (O Rei Leão)
  • “Daily Battles” (Brooklyn: Sem Pai Nem Mãe)
  • “A Glass of Soju” (Parasita)
  • “(I’m Gonna) Love Me Again” (Rocketman)
  • “High Above The Water” (Toni Morrison: As Muitas que Eu sou)
  • “I Can’t Let You Throw Yourself Away” (Toy Story 4)
  • “Glasgow” (As Loucuras de Rose)

Quinze canções avançam dentre um total de 75 inscritas. Não sabemos se o musical Cats vai obter qualquer outra indicação (talvez de Efeitos Visuais?), mas sua grande chance com canção original foi pro espaço. A canção “Beautiful Ghosts” composta por Taylor Swift e Andrew Lloyd Webber, que foi indicada ao Globo de Ouro, sequer passou para a pré-seleção.

Pelo que acompanhamos até o momento, as canções “Speechless” (Aladdin), “Glasgow” (As Loucuras de Rose), “Spirit” (O Rei Leão), “(I’m Gonna) Love Me Again” (Rocketman) e “Stand Up” (Harriet) têm boas chances de indicação, mas parece que o Oscar deve ir para “Into the Unknown” de Frozen 2. Com cinco canções pré-selecionadas, a Disney deve levar o ouro para casa.

A curiosidade aqui é a inclusão da música coreana “A Glass of Soju” (Um Copo de Soju), que é tocada nos créditos finais, e cantada pelo jovem ator Woo-sik Choi que protagoniza o filme, que expressa as saudades que o personagem nutre pelo pai.

CURTA DE ANIMAÇÃO

  • Dcera (Daughter)
  • Hair Love
  • He Can’t Live without Cosmos
  • Hors Piste
  • Kitbull
  • Memorable
  • Mind My Mind
  • The Physics of Sorrow
  • Sister
  • Uncle Thomas: Accounting for the Days

92 curtas de animação foram inscritos e restam apenas dez.

CURTA-METRAGEM

  • Brotherhood
  • The Christmas Gift
  • Little Hands
  • Miller & Son
  • Nefta Football Club
  • The Neighbors’ Window
  • Refugee
  • Saria
  • A Sister
  • Sometimes, I Think about Dying

Foram 191 curtas inscritos ao todo, e agora apenas dez continuam na disputa.

EFEITOS VISUAIS

  • Alita: Anjo de Combate
  • Vingadores: Ultimato
  • Capitã Marvel
  • Cats
  • Projeto Gemini
  • O Irlandês
  • O Rei Leão
  • 1917
  • Star Wars: A Ascensão Skywalker
  • O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio

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Assim como na categoria de Maquiagem, haverá um video-clipe, mas este com dez minutos de duração, contendo cenas selecionadas para reavaliação do Departamento de Efeitos Visuais desses dez selecionados para a escolha dos cinco indicados.

Por enquanto, os filmes que estão na frente da disputa são: Star Wars: A Ascensão Skywalker, O Rei Leão, Vingadores: Ultimato, O Irlandês e Alita: Anjo de Combate ou 1917. O curioso desta categoria será a disputa interna entre Martin Scorsese (O Irlandês) com a Marvel Studios (Vingadores: Ultimato) após aquela discussão do cineasta sobre a Marvel ser cinema ou não.

E vamos ver se a Academia concede pelo menos Oscar para esta nova trilogia de Star Wars, porque a última dos episódios I, II e III, também saiu de mãos abanando.

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A votação do Oscar começa no dia 02 de janeiro e o anúncio se dará no dia 13 do mesmo mês. A cerimônia do 92º Academy Awards será no dia 09 de Fevereiro.

ONDE E QUANDO ACOMPANHAR OS INDICADOS AO OSCAR 2018

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Os Nove Filmes indicados a Melhor Filme no Oscar 2018

VARIEDADE DE TÍTULOS JÁ REFLETE EXPANSÃO DOS MEMBROS DA ACADEMIA

Normalmente, quando se pensa em filmes do Oscar, logo vêm à mente grandes produções baseadas em fatos verídicos ou em grandes personalidades da História, com estrelas hollywoodianas inquestionáveis, certo? Até os anos 90, você não poderia estar mais correto. Mas nos últimos anos, esse perfil lógico tem mudado um pouco, e este ano, apenas dois dos nove filmes indicados a Melhor Filme carregam essa tradição: O Destino de uma Nação e The Post: A Guerra Secreta.

Hollywood tem procurado mais sintonia com o mundo moderno e suas questões. Deixou de premiar apenas por qualidade ou opiniões subjetivas para também reconhecer reflexões da atualidade nas produções concorrentes. Foi dessa forma que foram decididos os últimos dois vencedores do Oscar: Spotlight (2015) por abordar a questão de abusos de padres, e Moonlight (2016) que acompanhou a vida de um protagonista negro e homossexual em três fases.

Hoje, para você votar certo no filme que vai vencer o Oscar naquele bolão, é preciso pensar na relevância da produção diante do cenário social. A Academia não quer mais eleger filmes com pouco a dizer sobre os dias de hoje, por isso, sob essa perspectiva, os seguintes candidatos se sobressaem:

Três Anúncios Para um Crime
Temos uma mãe como protagonista buscando justiça pelo assassinato de sua filha numa pequena cidade do Missouri. Em tempos de impunidades, esse espírito de cobrança da personagem vem conquistando o público e os votos.

Lady Bird
Uma adolescente vive ano de incertezas quanto à sua vida profissional, estudantil e amorosa. Se fosse em outros tempos, essa trama à la John Hughes passaria desapercebida pelo Oscar, mas o grande diferencial aqui é que o filme foi escrito e dirigido por uma mulher: Greta Gerwig. Lady Bird tem sido o grande representante feminino num momento em que as mulheres têm o poder em Hollywood.

Corra!
Um rapaz negro é apresentado para os pais da namorada branca. É com essa trama simples que mergulhamos num pesadelo para qualquer minoria. Embora tenha elementos de humor negro, suspense e ficção científica, o filme de Jordan Peele (aliás, o primeiro negro a ser triplamente indicado: Filme, Diretor e Roteiro Original) certamente vai angariar muito votos da comunidade negra que está longe de esquecer o #OscarSoWhite.

Me Chame Pelo Seu Nome
Embora esteja mais pra uma história de amor e amadurecimento emocional, o novo filme de Luca Guadagnino dialoga com o universo LGBT já que seus personagens centrais vivem um relacionamento homo-afetivo. Esta adaptação do romance de André Aciman conquistou boa parte dos prêmios da crítica e pode surpreender no Oscar.

MARATONA ATÉ A CERIMÔNIA

Nada de pânico! A 90ª cerimônia do Oscar é só no dia 04 de março. Você tem aí mais de um mês ainda, e contará com a ajuda do blog Cinema, Oscar e Afins para conseguir assistir a muitos indicados e acompanhar a cerimônia manjando bastante.

Ao contrário dos últimos anos, já temos vários filmes indicados ao Oscar disponíveis pra assistir em casa, inclusive dois candidatos a Melhor Filme: Corra! e Dunkirk, que foram lançados no primeiro semestre de 2017, provando que qualidade resiste ao tempo. Claro que assistir a produções feitas para a tela grande como Dunkirk e Blade Runner 2049 em casa não é a mesma coisa, mesmo pra quem tem aquelas TVs de 200 polegadas, mas pra quem quer acompanhar a cerimônia sem boiar, vale conferir.

Nas salas de cinema (pelo menos de SP), temos outros fortes concorrentes como O Destino de uma Nação, que pode finalmente dar o Oscar para Gary Oldman, e Me Chame Pelo Seu Nome que tem boas chances de conquistar o Oscar de Roteiro Adaptado. Pelas categorias técnicas, vale a pena conferir o novo Star Wars: Os Últimos Jedi, que concorre em quatro categorias, inclusive em Trilha Musical (a 51ª indicação ao Oscar do mestre compositor John Williams).

Já no mês de fevereiro, vai haver uma grande concentração das estréias dos filmes do Oscar como Lady Bird, Três Anúncios Para um Crime, Trama Fantasma e o recordista de indicações A Forma da Água, que você consegue matar 13 indicações numa única sessão!

Mas como sempre menciono nesses posts anuais do Oscar, não posso legalmente recomendar alguém a assistir aos filmes baixando arquivos da internet, porque infringe as leis do audiovisual. Por outro lado, frequentar os cinemas hoje é um programa caro. Esses dias atrás mesmo fui comprar um ingresso e custou quase 40 reais! Isso sem contar estacionamento do shopping. Enfim, cada um sabe o que faz! Mas se sobrar um dinheirinho pra ir ao cinema, recomendo aos leitores assistirem a nova animação da Pixar, Coco (ou como ficou traduzida de forma politicamente correta Viva: A Vida é uma Festa). O trabalho digital é tão rico em detalhes que apenas numa tela grande é possível admirar com propriedade, além disso, tem um dos finais mais tocantes da Pixar, com direito a aquele chorinho escondido no escurinho da sala.

AH! E tem alguns curtas indicados ao Oscar como a animação Dear Basketball e LOU que estão disponíveis no YouTube. E o documentário-curta Heroin(e) está no acervo da Netflix.

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Cena do curta de animação Dear Basketball escrito pelo jogador Kobe Bryant

DISPONÍVEIS EM BLU-RAY/DVD/ON DEMAND

A BELA E A FERA (Beauty and the Beast)
2 indicações: DIREÇÃO DE ARTE e FIGURINO.

BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049)
5 indicações: FOTOGRAFIA, DIREÇÃO DE ARTE, SOM, EFEITOS SONOROS e EFEITOS VISUAIS.

CORRA! (Get Out)
4 indicações: FILME, DIRETOR (Jordan Peele), ATOR (Daniel Kaluuya), ROTEIRO ORIGINAL (Jordan Peele).

DOENTES DE AMOR (The Big Sick)
1 indicação: ROTEIRO ORIGINAL

DUNKIRK (Dunkirk)
8 indicações: FILME, DIRETOR (Christopher Nolan), FOTOGRAFIA, MONTAGEM, DIREÇÃO DE ARTE, TRILHA MUSICAL, SOM e EFEITOS SONOROS.

EM RITMO DE FUGA (Baby Driver)
3 indicações: MONTAGEM, SOM e EFEITOS SONOROS.

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2 (Guardians of the Galaxy Vol. 2)
1 indicaçõa: EFEITOS VISUAIS

KONG: A ILHA DA CAVEIRA (Kong: Skull Island)
1 indicação: EFEITOS VISUAIS

LOGAN (Logan)
1 indicação: ROTEIRO ADAPTADO

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War for the Planet of the Apes)
1 indicação: EFEITOS VISUAIS

O PODEROSO CHEFINHO (The Boss Baby)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

BABY DRIVER

Ansel Elgort, Eiza González, Jon Hamm e Jon Bernthal em cena de Em Ritmo de Fuga (pic by imdb.com)

DISPONÍVEL NO NETFLIX

HEROIN(E)
1 indicação: DOCUMENTÁRIO-CURTA

ÍCARO (Icarus)
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

STRONG ISLAND
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

ICARUS

Cena do documentário Ícaro sobre doping no esporte (pic by imdb.com)

FILMES EM CARTAZ NOS CINEMAS – com base na programação de São Paulo

O ARTISTA DO DESASTRE (The Disaster Artist)
1 indicação: ROTEIRO ADAPTADO.

COM AMOR, VAN GOGH (Loving Vincent)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

CORPO E ALMA (On Body and Soul)
1 indicação: FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

O DESTINO DE UMA NAÇÃO (Darkest Hour)
6 indicações: FILME, ATOR (Gary Oldman), FOTOGRAFIA, DIREÇÃO DE ARTE, FIGURINO e MAQUIAGEM.

EXTRAORDINÁRIO (Wonder)
1 indicação: MAQUIAGEM

ME CHAME PELO SEU NOME (Call Me By Your Name)
4 indicações: FILME, ATOR (Timothée Chalamet), ROTEIRO ADAPTADO e CANÇÃO ORIGINAL (“Mystery of Love”)

UMA MULHER FANTÁSTICA (Una Mujer Fantástica)
1 indicação: FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

O REI DO SHOW (The Greatest Showman)
1 indicação: CANÇÃO ORIGINAL (“This is Me”)

STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI (Star Wars: The Last Jedi)
4 indicações: TRILHA MUSICAL, SOM, EFEITOS SONOROS e EFEITOS VISUAIS.

THE POST: A GUERRA SECRETA (The Post)
2 indicações: FILME e ATRIZ (Meryl Streep)

THE SQUARE: A ARTE DA DISCÓRDIA (The Square)
1 indicação: FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

O TOURO FERDINANDO (Ferdinand)
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

VISAGES, VILLAGES
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

VIVA: A VIDA É UMA FESTA (Coco)
2 indicações: LONGA DE ANIMAÇÃO e CANÇÃO ORIGINAL (“Remember Me”)

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Dave Franco e James Franco em O Artista do Desastre: só sobrou a indicação para Roteiro Adaptado (pic by imdb.com)

PREVISÃO DE ESTRÉIA – Datas previstas para São Paulo, que podem sofrer alterações de acordo com as distribuidoras

01/02: DESAMOR (Nelyubov)
1 indicação: FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

01/02: A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water)
13 indicações: FILME, DIRETOR (Guillermo del Toro), ATRIZ (Sally Hawkins), ATOR COADJUVANTE (Richard Jenkins), ATRIZ COADJUVANTE (Octavia Spencer), ROTEIRO ORIGINAL, FOTOGRAFIA, MONTAGEM, DIREÇÃO DE ARTE, FIGURINO, TRILHA MUSICAL, SOM e EFEITOS SONOROS.

01/02: TODO O DINHEIRO DO MUNDO (All the Money in the World)
1 indicação: ATOR COADJUVANTE (Christopher Plummer)

15/02: EU, TONYA (I, Tonya)
3 indicações: ATRIZ (Margot Robbie), ATRIZ COADJUVANTE (Allison Janney) e MONTAGEM.

15/02: LADY BIRD: É HORA DE VOAR (Lady Bird)
5 indicações: FILME, DIRETORA (Greta Gerwig), ATRIZ (Saoirse Ronan), ATRIZ COADJUVANTE (Laurie Metcalf), ROTEIRO ORIGINAL.

15/02: MUDBOUND: LÁGRIMAS SOBRE O MISSISSIPI (Mudbound)
4 indicações: ATRIZ COADJUVANTE (Mary J. Blige), ROTEIRO ADAPTADO, FOTOGRAFIA e CANÇÃO ORIGINAL (“Might River”)

15/02: TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)
7 indicações: FILME, ATRIZ (Frances McDormand), ATOR COADJUVANTE (Woody Harrelson), ATOR COADJUVANTE (Sam Rockwell), ROTEIRO ORIGINAL, MONTAGEM, TRILHA MUSICAL.

22/02: A GRANDE JOGADA (Molly’s Game)
1 indicação: ROTEIRO ADAPTADO

22/02: TRAMA FANTASMA (Phantom Thread)
6 indicações: FILME, DIRETOR (Paul Thomas Anderson), ATOR (Daniel Day-Lewis), ATRIZ COADJUVANTE (Lesley Manville), FIGURINO e TRILHA MUSICAL.

01/03: PROJETO FLÓRIDA (The Florida Project)
1 indicação: ATOR COADJUVANTE (Willem Dafoe)

Phantom Thread

Daniel Day-Lewis e Lesley Manville em cena de Trama Fantasma: dupla indicada (pic by imdb.com)

FORA DE CARTAZ E AGUARDANDO LANÇAMENTO EM BLU-RAY/DVD

VICTORIA E ABDUL: O CONFIDENTE DA RAINHA (Victoria & Abdul)
2 indicações: FIGURINO e MAQUIAGEM.

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SEM PREVISÃO DE ESTRÉIA (mas se você tem uma boa conexão de internet…)

ABACUS: SMALL ENOUGH TO JAIL
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

THE BREADWINNER
1 indicação: LONGA DE ANIMAÇÃO

O INSULTO (L’Insulte)
1 indicação: FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

ROMAN J. ISRAEL, ESQ.
1 indicação: ATOR (Denzel Washington)

LAST MEN IN ALEPPO
1 indicação: DOCUMENTÁRIO

MARSHALL
1 indicação: CANÇÃO ORIGINAL (“Stand Up for Something”)

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Animação produzida por Angelina Jolie, The Breadwinner (pic by imdb.com)

***

A cerimônia da 90ª edição do Oscar será no dia 04 de Março, e transmitida pelo canal pago TNT. Pra quem costuma acompanhar pela Globo, vale lembrar que eles sempre priorizam aquele programão chamado “Big Brother Brasil”.

OSCAR 2018: ‘A FORMA DA ÁGUA’ LIDERA COM 13 INDICAÇÕES. MARTIN MCDONAGH FICA DE FORA COMO DIRETOR POR ‘TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME’

oscars-logo

ANÚNCIO DAS INDICAÇÕES

Não sei porque nos últimos dois anos, a Academia tem inventado moda no anúncio dos indicados. Não tem muito segredo: coloquem alguém para falar em voz alta, um monitor atrás com as imagens dos filme indicados e pronto!

Fizeram uma série de mini curtinhas com atores sintetizando as especificações de cada categoria, mas na hora do anúncio, não se deram nem o trabalho de inserir imagens no telão dos filmes indicados.

Mas o pior de tudo foi a escolha dos apresentadores. Os atores Andy Serkis e Tiffany Haddish não têm química alguma, e mais grave ainda: Haddish errava a pronúncia de vários nomes dos indicados. Pô, peraí! Não podiam colocar alguém menos analfabeto? Ou pelo menos que tivesse treinado para se apresentar? Não sei como os indicados se sentiram, mas se eu fosse indicado, não gostaria que errassem meu nome de forma tão esculachada como aconteceu ao vivo.

Obviamente, o público presente no local do anúncio era formado por jornalistas, mas pelas risadas bem forçadas pras piadas sem graça da Tiffany Haddish, parecia que eram figurantes contratados pra dar risada como naquelas gravações de sitcoms.

OSCAR EM NÚMEROS

Como esperado, o recordista de indicações desta edição foi A Forma da Água com 13. Bem depois, vem Três Anúncios Para um Crime com sete indicações. Aliás, ambos são filmes da Fox Searchlight, que totalizou 20 indicações. E agora? Será que a Fox terá o mesmo respeito e liberdade sendo propriedade da Disney?

Dunkirk, da Warner Bros., conquistou oito respeitáveis indicações, inclusive para Filme e Diretor. Com seis indicações, O Destino de uma Nação e Trama Fantasma também tiveram boa aceitação.

Favoritos durante a primeira metade da temporada de premiações tiveram que se contentar com menos indicações: cinco para Lady Bird, quatro para Corra! e quatro para Me Chame Pelo Seu Nome.

Não é exatamente uma novidade, mas Meryl Streep conquistou sua 21ª indicação ao Oscar, batendo um novo recorde que parece inalcançável. The Post: A Guerra Secreta foi indicado a Melhor Filme, mas falhou em ser reconhecido pra Diretor, Ator (Tom Hanks), Roteiro, Montagem e Trilha Musical, portanto suas chances são bastante remotas neste ano.

E um fato super interessante desta edição: como não víamos há muito tempo, filmes de gênero estão bem representados. Além das 13 indicações para a FANTASIA A Forma da Água, temos o TERROR de Corra! (o último terror indicado a Melhor Filme foi Cisne Negro em 2011), temos a adaptação de HQ de Logan e temos as cinco indicações para a FICÇÃO CIENTÍFICA de Blade Runner 2049.

SURPRESAS E MARCAS HISTÓRICAS

As surpresas nas atuações ficaram nas categorias de Coadjuvantes. Christopher Plummer, que havia sido indicado ao Globo de Ouro, foi reconhecido aqui também por Todo o Dinheiro do Mundo, no qual substituiu às pressas o acusado de abusos contra menores Kevin Spacey. A indicação única para o filme no Oscar representa um prêmio de consolação para Ridley Scott, que lutou duramente contra o estúdio para refilmar as cenas de Spacey com Plummer.

Já na categoria feminina, a surpresa foi Lesley Manville por Trama Fantasma. Mais conhecida por filmes britânicos menores e por ter trabalhado com um dos melhores diretores de atores no cinema, Mike Leigh, em Um Ano Mais. Esta é sua primeira indicação ao Oscar.

Aliás, o novo filme de Paul Thomas Anderson foi aquele filme que chegou atrasado e já sentou na janelinha. A previsão era de que Trama Fantasma conquistasse no máximo umas três indicações: Ator (Daniel Day-Lewis), Figurino e Trilha Musical, mas acabou coletando Atriz Coadjuvante, Diretor para Anderson e Melhor Filme!

Rachel Morrison se tornou a primeira diretora de fotografia mulher a ser indicada ao Oscar de Melhor Fotografia em 90 anos de história. Ela concorre pelo filme Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi, que já estava concorrendo também ao ASC, prêmio do sindicato de Diretores de Fotografia, onde ela também foi a pioneira. Felizmente, seu trabalho foi reconhecido por méritos, e não por motivos politicamente corretos, como muitos podem pensar.

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A primeira diretora de fotografia indicada ao Oscar, Rachel Morrison, por Mudbound.

E Greta Gerwig se tornou a quinta mulher indicada na categoria de Direção por Lady Bird, assim como Jordan Peele se tornou o quinto negro a ser indicado na categoria por Corra!. E Christopher Nolan finalmente conseguiu conquistar sua primeira indicação de Diretor no Oscar por Dunkirk após duas indicações como roteirista por Amnésia e A Origem, e como produtor por A Origem.

Outra surpresa desta edição ficou por conta da indicação de Roteiro Adaptado de Logan. Como todos sabem, a Academia nunca levou à sério filmes baseados em quadrinhos de super-heróis, tanto que eles ficam limitados às categorias de efeitos visuais, efeitos sonoros, maquiagem… (única exceção feita ao Oscar de Heath Ledger, que incorporou Coringa em Batman: O Cavaleiro das Trevas), portanto uma indicação para Roteiro certamente é uma surpresa agradável. Apesar de ser baseado em HQ, Logan mais parece um filme futurista de ficção científica, o que certamente contribuiu para esse reconhecimento. Além disso, a Academia pode ter pensado em compensar a ausência de Deadpool no ano passado na mesma categoria.

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Hugh Jackman e Dafne Keen em cena de Logan, indicado ao Oscar de Roteiro Adaptado. pic by imdb.com

AUSÊNCIAS

A ausência mais sentida aqui foi de Martin McDonagh na categoria de Diretor. Embora seu roteiro tenha sido indicado, ele havia sido reconhecido pelo DGA, prêmio do sindicato de diretores. Sua ausência nessa categoria pode significar um enfraquecimento de Três Anúncios Para um Crime na votação de Melhor Filme, já que é um fato muito raro um filme ganhar o prêmio máximo da noite e sequer ter seu diretor indicado. A última vez que isso aconteceu foi em 2013, quando Ben Affleck foi “esquecido” por Argo numa trapalhada no calendário da Academia. O filme acabou levando Melhor Filme numa tentativa de compensar o erro. Antes disso, isso só aconteceu em 1990, quando Conduzindo Miss Daisy levou Melhor Filme sem seu diretor indicado.

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Martin McDonagh dirige Woody Harrelson em cena de Três Anúncios Para um Crime: indicação apenas pelo Roteiro Original

Embora muitos achem surpresa a ausência de James Franco como Melhor Ator por O Artista do Desastre, eu tinha certeza de que ele ficaria de fora por causa dos escândalos recentes de assédio de cinco mulheres logo depois do Globo de Ouro. Se a Academia tem pegado pesado nessa questão, expulsando inclusive o produtor Harvey Weinstein da associação, seria estranho e incoerente se indicassem Franco agora. Além disso, acredito que se ele fosse indicado, não haveria muito clima pro ator no tapete vermelho ou mesmo durante a cerimônia. Muitas mulheres iriam destratá-lo ou ignorá-lo. Resta saber se os roteiristas do filme vão aguentar o interrogatório sobre ele no evento. Minha opinião? Indicação para Franco já! Além da atuação, ele dirigiu o filme (garimpou ouro no filme de Tommy Wiseau, The Room). A Academia deveria reconhecer o trabalho. Deixem os pudicos julgarem o lado pessoal.

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No centro, James Franco dirige O Artista do Desastre. Sua indicação como Ator naufragou após as cinco denúncias de abuso. Pic by Variety

Ok, a tailandesa Hong Chau não foi indicada por Pequena Grande Vida. E daí? Acontece. E não somente porque ela é asiática ou oriental. Ela foi substituída por uma grande atriz, Lesley Manville, então não vejo nenhum problema. Se o pessoal do politicamente correto ficar resmungando por causa disso, tem que se tratar numa clínica psicológica. Se eu que sou asiático não estou ligando pra isso, por que alguém que não é deveria perder as estribeiras?? Vale lembrar que o novo filme de Alexander Payne recebeu péssimas críticas e talvez por isso, Hong Chau tenha ficado de fora.

Bom, a ausência de Tom Hanks aqui também não me surpreende. Ele pode ter recebido indicações do Globo de Ouro e do Critics’ Choice, que costumam ser puxa-sacos de celebridades, mas na Academia as coisas são diferentes: são os colegas de profissão de Hanks que votam nos indicados. Portanto, conclui-se de que não sou somente eu que pensa que Tom Hanks tem interpretado a si mesmo nos nas últimas duas décadas. Ele pode ter um carisma fenomenal, mas sua capacidade de atuação não é a mesma dos anos 90.

Vale a pena ressaltar aqui as ausências dos coadjuvantes de Me Chame Pelo Seu Nome: Armie Hammer e Michael Stuhlbarg. Ambos foram indicados pelo Critics’ Choice, e Hammer também foi reconhecido pelo Globo de Ouro. Hammer tem uma boa presença no filme, e Stuhlbarg é mais reconhecido pelo monólogo final sobre se apaixonar, contudo, para ser indicado ao Oscar, acho que faltaram mais cenas desses personagens, algo que dissesse ao espectador que são táteis e tridimensionais.

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Ao fundo, os coadjuvantes Michael Stuhlbarg e Armie Hammer em cena de Me Chame Pelo seu Nome com Amira Casar e Timothée Chalamet. Pic by imdb.com

E pelamor de deus, não me venham com esse papo de “ausência relevante” de Mulher-Maravilha! A Academia pode ter errado muuuuito nas últimas décadas, mas felizmente soube enxergar que o filme da heroína amazona dirigido por Patty Jenkins nada mais é do que hype momentâneo que pegou carona com o movimento feminista, apoiado por seu sucesso de bilheteria.

MINHA TORCIDA

Sobre os filmes de 2017, cansei de falar que o melhor filme foi Corra!, de Jordan Peele. Um filme que soube abordar o tema do racismo como nenhum outro, sabendo dosar drama, humor negro e tensão na medida certa. E isso tudo é mérito total de Peele, que escreveu o roteiro baseado no sentimento horrível que ele tinha de se sentir acuado como minoria. Não sei se tem chances reais de ganhar uma estatueta, mas ponto pra Academia que incluiu esta pérola do cinema nas indicações.

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Racismo tratado como nunca em Corra!, de Jordan Peele (pic by imdb.com)

Gostei também de ver Timothée Chalamet indicado como Ator por Me Chame Pelo Seu Nome. Esse menino prodígio tem um grande futuro no cinema! Se o filme não foi tão bem aceito pela Academia, pelo menos foi indicado a Melhor Filme.

Não sou da onda politicamente correta, mas foi bacana ver Greta Gerwig indicada. Muitas e muitas mulheres, sejam artistas ou cinéfilas, elogiaram bastante Lady Bird por saber retratar como nunca o universo feminino e suas incertezas da juventude. Não sei se tem chances de levar Diretor, mas pode levar Roteiro Original. Gostaria que o filme levasse Atriz Coadjuvante para Laurie Metcalf, mas o favoritismo de Allison Janney chega a espantar.

Só mais um adendo que não vi ninguém comentar até agora. Se indicaram a Direção de Arte e Figurino de A Bela e a Fera, deveriam ter indicado os artistas que fizeram essas funções no longa de animação homônimo de 1991, já que esse live-action é uma cópia deslavada. Como os próprios nomes em inglês dizem: Production Design e Costume Design, ou seja, estão reconhecendo o design, que veio da animação. Não sou purista, nem nada do tipo, mas acho hipocrisia reconhecer o mesmo trabalho duas vezes. Só espero que não ganhe nenhuma estatueta, porque daí seria demais…

INDICADOS AO 90th ACADEMY AWARDS:

MELHOR FILME
* Me Chame Pelo Seu Nome (Call me by Your Name)
* O Destino de uma Nação (Darkest Hour)
* Dunkirk (Dunkirk)
* Corra! (Get Out)
* Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
* Trama Fantasma (Phantom Thread)
* The Post: A Guerra Secreta (The Post)
* A Forma da Água (The Shape of Water)
* Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR DIRETOR
* Christopher Nolan (Dunkirk)
* Jordan Peele (Corra!)
* Greta Gerwig (Lady Bird)
* Paul Thomas Anderson (Trama Fantasma)
* Guillermo del Toro (A Forma da Água)

MELHOR ATOR
* Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
* Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
* Daniel Kaluuya (Corra!)
* Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
* Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

MELHOR ATRIZ
* Sally Hawkins (A Forma da Água)
* Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
* Margot Robbie (Eu, Tonya)
* Saoirse Ronan (Lady Bird)
* Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
* Willem Dafoe (Projeto Flórida)
* Woody Harrelson (Três Anúncios Para um Crime)
* Richard Jenkins (A Forma da Água)
* Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo)
* Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
* Mary J. Blige (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)
* Allison Janney (Eu, Tonya)
* Lesley Manville (Trama Fantasma)
* Laurie Metcalf (Lady Bird)
* Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
* Kumail Nanjiani, Emily V. Gordon (Doentes de Amor)
* Jordan Peele (Corra!)
* Greta Gerwig (Lady Bird)
* Guillermo del Toro e Vanessa Taylor (A Forma da Água)
* Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
* James Ivory (Me Chame Pelo Seu Nome)
* Scott Neustadter, Michael H. Weber (O Artista do Desastre)
* Scott Frank, James Mangold, Michael Green (Logan)
* Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
* Virgil Williams, Dee Rees (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)

MELHOR FOTOGRAFIA
* Roger Deakins (Blade Runner 2049)
* Bruno Delbonel (O Destino de uma Nação)
* Hoyte van Hoytema (Dunkirk)
* Rachel Morrison (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)
* Dan Laustsen (A Forma da Água)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
* Sarah Greenwood, Katie Spencer (A Bela e a Fera)
* Dennis Gassner, Alessandra Querzola (Blade Runner 2049)
* Sarah Greenwood, Katie Spencer (O Destino de uma Nação)
* Nathan Crowley, Gary Fettis (Dunkirk)
* Paul D. Austerberry, Shane Vieau, Jeffrey A. Melvin (A Forma da Água)

MELHOR MONTAGEM
* Paul Machliss, Jonathan Amos (Em Ritmo de Fuga)
* Lee Smith (Dunkirk)
* Tatiana S. Riegel (Eu, Tonya)
* Sidney Wolinsky (A Forma da Água)
* John Gregory (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR FIGURINO
* Jacqueline Durran (A Bela e a Fera)
* Luis Sequeira (A Forma da Água)
* Jacqueline Durran (O Destino de uma Nação)
* Mark Bridges (Trama Fantasma)
* Consolata Boyle (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha)

MELHOR MAQUIAGEM E CABELO
* Kazuhiro Tsuji, David Malinowski, Lucy Sibbick (O Destino de uma Nação)
* Daniel Phillips, Loulia Sheppard (Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha)
* Arjen Tuiten (Extraordinário)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
* Hans Zimmer (Dunkirk)
* Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
* Alexandre Desplat (A Forma da Água)
* John Williams (Star Wars: Os Últimos Jedi)
* Carter Burwell (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
* “Mighty River”, de Raphael Saadiq, Mary J. Blige, Taura Stinson (Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi)
* “Mystery of Love”, de Sufjan Stevens (Me Chame Pelo Seu Nome)
* “Remember Me”, de Kristen Anderson-Lopez, Robert Lopez (Viva: A Vida é uma Festa!)
* “Stand up for Something”, de Common, Diane Warren (Marshall)
* “This is Me”, de Benj Pasek, Justin Paul (O Rei do Show)

MELHOR SOM
* Tim Cavagin, Mary H. Ellis, Julian Slater (Em Ritmo de Fuga)
* Ron Bartlett, Doug Hemphill, Mac Ruth (Blade Runner 2049)
* Gregg Landaker, Gary Rizzo, Mark Weingarten (Dunkirk)
* Christian T. Cooke, Glen Gauthier, Brad Zoern (A Forma da Água)
* Michael Semanick, David Parker, Stuart Wilson, Ren Klyce (Star Wars: Os Últimos Jedi)

MELHORES EFEITOS SONOROS
* Julian Slater (Em Ritmo de Fuga)
* Mark A. Mangini, Theo Green (Blade Runner 2049)
* Richard King, Alex Gibson (Dunkirk)
* Nathan Robitaille, Nelson Ferreira (A Forma da Água)
* Matthew Wood, Ren Klyce (Star Wars: Os Últimos Jedi)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
* John Nelson, Ger Jeff White, Scott Benza, Michael MeiardusNefzer, Paul Lambert, Richard R. Hoover (Blade Runner 2049)
* Christopher Townsend, Guy Williams, Jonathan Fawkner, Daniel Sudick (Guardiões da Galáxia Vol. 2)
* Stephen Rosenbaum, Jeff White, Scott Benza, Michael Meinardus (Kong: A Ilha da Caveira)
* Ben Morris, Michael Mulholland, Neal Scanlan, Chris Corbould (Star Wars: Os Últimos Jedi)
* Joe Letteri, Daniel Barrett, Dan Lemmon, Joel Whist (Planeta dos Macacos: A Guerra)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
* Uma Mulher Fantástica (CHILE)
* O Insulto (LÍBANO)
* Desamor (RÚSSIA)
* Corpo e Alma (HUNGRIA)
* The Square: A Arte da Discórdia (SUÉCIA)

MELHOR ANIMAÇÃO
* O Poderoso Chefinho (The Boss Baby)
* The Breadwinner
* Viva: A Vida é uma Festa! (Coco)
* O Touro Ferdinando (Ferdinand)
* Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

MELHOR DOCUMENTÁRIO
* Abacus: Small Enough to Jail
* Faces Places
* Ícaro
* Last Men in Aleppo
* Strong Island

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
* Edith + Eddie
* Heaven is a Traffic Jam on the 405
* Heroin(e)
* Knife Skills
* Traffic Stop

MELHOR CURTA-METRAGEM
* DeKalb Elementary
* The Eleven O’Clock
* My Nephew Emmett
* The Silent Child
* Watu Wote: All of Us

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
* Dear Basketball
* Garden Party
* LOU
* Negative Space
* Revolting Rhymes Part One

***

A 90ª cerimônia do Oscar está marcada para o dia 04 de março.

‘A FORMA DA ÁGUA’ conquista SETE indicações ao GLOBO DE OURO. ‘ALL THE MONEY IN THE WORLD’ entra aos 48 do segundo tempo

 

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Cena icônica de A Forma da Água, de Guillermo del Toro. Sete indicações no Globo de Ouro.

FANTASIA DE GUILLERMO DEL TORO NOVAMENTE LIDERA INDICAÇÕES APÓS O CRITICS’ CHOICE

Não sei se sou o único que acha monótono o anúncio dos indicados, mas pra mim a forma como foi feito se classifica como amadorismo. Quatro atores: Kristen Bell, Garrett Hedlund, Alfre Woodard e Sharon Stone se revezando com papéis impressos no Word sem qualquer tipo de arte ou letreiro demonstra qualquer preparo por parte da HFPA (Hollywood Foreign Press Association). Pra quem não viu a transmissão, segue link do canal do Golden Globes:

NÚMEROS DESTA EDIÇÃO

A Forma da Água é o recordista de indicações com sete, seguido de perto por The Post: A Guerra Secreta e Três Anúncios Para um Crime, ambos conquistaram seis indicações cada.

Tanto Guillermo del Toro quanto Martin McDonagh se tornaram duplo indicados, já que ambos concorrem nas categorias de Diretor e Roteiro, por A Forma da Água e Três Anúncios Para um Crime, respectivamente.

Do lado da TV, a mini-série Big Little Lies lidera com seis indicações, seguida por Feud com quatro. Fargo, The Handmaid’s Tale e This Is Us conquistaram três indicações cada.

SURPRESAS

Claro que todo ano teremos surpresas, mas as três indicações para All the Money in the World foram o ápice desta edição. Como um filme que ainda está em fase final de edição foi incluído na votação? Esse tipo de conduta questionável que difama a HFPA, que há alguns anos tenta se livrar dos boatos de que aceitariam propina e presentes para indicar filmes e atores, como os sempre citados Burlesque e O Turista, com Johnny Depp e Angelina Jolie.

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Michelle Williams e Mark Wahlberg em cena de All the Money in the World, de Ridley Scott (pic by outnow.ch)

Bom, pra quem pegou o bonde andando, o novo filme de Ridley Scott estava com seu lançamento agendado agora para dezembro, contudo, com as várias acusações de assédio contra o ator Kevin Spacey, o diretor e o estúdio decidiram que seria melhor eliminar todas as cenas em que o ator atuava e refilmá-las com o ator Christopher Plummer, que foi chamado às pressas. Além da própria produção das refilmagens, o estúdio teve que arcar com prejuízos da reformulação dos pôsteres, dos letreiros e de toda a campanha que já vinha trabalhando com uma possível indicação pra Spacey como coadjuvante.

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À esquerda, Kevin Spacey caracterizado como Paul Getty em All in the Money in the World. À direita, Christopher Plummer escalado para substitui-lo. Pic by cinema com rapadura

Com o filme incompleto até o momento (até onde se sabe, ninguém viu a versão final do filme), o estúdio e os produtores devem ter pago muitos Champagne Moët e chocolates Lindt pra cerimônia do Globo de Ouro para que o filme chegasse às principais categorias do prêmio com o intuito exclusivo de salvar o filme de um possível desastre. Claro que, embora meus comentários elaborem uma teoria da conspiração, o filme de Ridley Scott pode ser bom e as indicações merecidas, mas não deixa de ser um tanto “estranha” sua participação na premiação.

Bom, além dessa surpresa, não dá pra deixar de lado as três indicações para O Rei do Show para Melhor Filme de Comédia ou Musical, Ator – Comédia ou Musical para Hugh Jackman e Canção. Até o momento, o filme havia passado desapercebido pela temporada de premiações, mas a lembrança do Globo de Ouro pode ajudar na campanha do Oscar, pelo menos nas categorias de Direção de Arte, Figurino e Canção, já que conta com a dupla de compositores de La La Land.

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Ao centro, Hugh Jackman encarna o showbusiness man P.T. Barnum em O Rei do Show. Pic by outnow.ch

Assim como Jackman, Denzel Washington, que foi indicado por Roman J. Israel, Esq., no qual interpreta um advogado de defesa idealista, também iniciou sua campanha pelo Globo de Ouro. Particularmente, não sou muito fã do ator, ele sempre busca a mesma essência amargurada em seus últimos personagens, mas como a comunidade hollywoodiana tem muito carinho por ele, não vejo com tanta surpresa assim seu nome na lista.

ESNOBADOS

Falando ainda da categoria de Ator – Drama, Denzel acabou roubando o lugar de Jake Gyllenhaal por O Que Te Faz Mais Forte, no qual ele interpreta uma vítima do atentado terrorista da maratona de Boston, ficando sem as pernas. Quero deixar claro que o fato do personagem ser debilitado física ou mentalmente não influi diretamente na qualidade da performance. O personagem pode não ter as pernas, ter o rosto deformado, não ter dentes e ter dificuldade pra falar, mas se não tiver uma alma bem trabalhada, a atuação perde seu valor. Não vi o filme ainda, mas quem viu só o trailer, sabe que Gyllenhaal está bem. Aliás, ele vem escolhendo papéis e projetos interessantes como em O Abutre e Os Suspeitos. O Globo de Ouro perde sem sua presença na cerimônia.

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Jake Gyllenhaal como o habitante de Boston, Jeff Bauman, em O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

Outras ausências muito sentidas foi na categoria de Direção: Jordan Peele de Corra! e Greta Gerwig de Lady Bird ficaram de fora. Honestamente, eu acreditava na indicação de Gerwig na direção, e de Peele no roteiro, mas pura e simplesmente por méritos, e não por eles serem negro e mulher.

Acabei de ler uma matéria da Indiewire com o seguinte título “Globo de Ouro é criticado por excluir mulheres e minorias”. No texto, os nomes de Jordan Peele, Greta Gerwig, Dee Rees e Patty Jenkins (sim, a diretora daquele filmaço chamado Mulher-Maravilha) foram citados como os esnobados da vez, incitando ainda que suas exclusões se deram pelo quesito social, racial e de gênero. E o que dizer da exclusão do diretor de Me Chame Pelo Seu Nome, Luca Guadagnino, que ganhou vários prêmios e está em várias listas de melhores do ano? Foi esnobado por ser italiano?

E é preciso reforçar que o Globo de Ouro não é o Critics’ Choice Awards, que tem sete indicados a Melhor Diretor. Alguém tem que ser excluído! Particularmente, não acho que Ridley Scott tenha um trabalho tão bom quanto o Corra!, por exemplo, mas trata-se apenas de uma dedução até eu assistir ao filme.

Podem me chamar de antiquado, mas odeio quando o politicamente correto interfere onde não é chamado. Então, pro autor da Indiewire e os críticos, se esses nomes excluídos tivessem sido indicados pelo Globo de Ouro, estaria tudo certo e de acordo com os tempos que vivemos? Não importando qualquer análise crítica e artística dos filmes?

Das exclusões dos filmes, vale citar Doentes de Amor, que chegou a conquistar seis indicações no Critics’ Choice Awards (inclusive Melhor Filme!), e o representante da França no Oscar, 120 Batimentos Por Minuto, de Robin Campillo. Embora Em Pedaços seja co-produção francesa, havia altas expectativas de que o filme que trata do preconceito do HIV chegaria ao Globo de Ouro.

Pelas categorias de TV e streaming, a ausência da atriz Julia Louis-Dreyfus pela série Veep após cinco indicações consecutivas chamou a atenção, já que os fãs esperavam que a hora da atriz ganhar finalmente havia chegado.

REPERCUSSÃO DOS ASSÉDIOS SEXUAIS EM HOLLYWOOD

Algumas produções, sejam de cinema ou TV, sofreram algum desprezo por parte da crítica e de associações por seus vínculos com figuras públicas envolvidas em denúncias de assédios sexuais. Os casos mais evidentes foram do produtor Harvey Weinstein, que afetou a campanha do novo filme de Taylor Sheridan, Terra Selvagem, e do ator Jeffrey Tambor que, não apenas deixou de ser indicado, mas levou toda a série Transparent para o ostracismo até segunda ordem.

O único que, supostamente teria tido comportamento inapropriado com uma atriz australiana numa peça de teatro há dois anos, conseguiu ser indicado foi Geoffrey Rush pela série biográfica de Albert Einstein, Genius. E vale também citar que Christopher Plummer só está na lista de atores coadjuvantes porque Kevin Spacey foi excluído do filme de Ridley Scott, All the Money in the World.

E O QUE REALMENTE IMPORTA?

Há algumas décadas, todos os indicados, e principalmente vencedores do Globo de Ouro tinham seus lugares garantidos no Oscar, pois o prêmio da HFPA era o melhor parâmetro de todos. Mas de uns tempos pra cá, as escolhas entre as duas premiações têm divergido constantemente, inclusive na escolha do Melhor Filme, demonstrando assim mais identidade própria por parte da HFPA.

Mas uma característica do Globo de Ouro que persiste é seu amor por celebridades. Se tiverem que optar entre um ator bom e uma celebridade, normalmente eles ficam com a segunda, porque apreciam essa aproximação com as estrelas e todo o glamour. Quando indicaram o péssimo O Turista e seus atores, eles visavam a presença de Johnny Depp e Angelina Jolie. O próprio host Ricky Gervais havia ressaltado isso na época. Enfim, o Globo de Ouro se tornou um prêmio que não se deve levar tão à sério assim.  Se nem eles levam, por que você deveria levar?

Indicados ao 75º Globo de Ouro:

CINEMA

Best Motion Picture – Drama:
Me Chame Pelo Seu Nome (Call me by your Name)
Dunkirk (Dunkirk)
The Post: A Guerra Secreta (The Post)
A Forma da Água (The Shape of Water)
Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

Best Motion Picture – Musical or Comedy:
Artista do Desastre (The Disaster Artist)
Corra! (Get Out)
I, Tonya
Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
O Rei do Show (The Greatest Showman)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Drama:
Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome)
Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
Gary Oldman (O Destino de uma Nação)
Denzel Washington (Roman J. Israel, Esq.)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Drama:
Jessica Chastain (A Grande Jogada)
Sally Hawkins (A Forma da Água)
Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)
Michelle Williams (All the Money in the World)

Best Performance by an Actor in a Motion Picture – Musical or Comedy:
Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
Ansel Elgort (Em Ritmo de Fuga)
James Franco (Artista do Desastre)
Hugh Jackman (O Rei do Show)
Daniel Kaluuya (Corra!)

Best Performance by an Actress in a Motion Picture – Musical or Comedy:
Judy Dench (Victoria e Abdul)
Helen Mirren (The Leisure Seeker)
Margot Robbie (I, Tonya)
Saoirse Ronan (Lady Bird)
Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Motion Picture:
Willem Dafoe (Projeto Flórida)
Armie Hammer (Me Chame Pelo Seu Nome)
Richard Jenkins (A Forma da Água)
Christopher Plummer (All the Money in the World)
Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Motion Picture:
Mary J. Blige (Mudbound)
Hong Chau (Pequena Grande Vida)
Allison Janney (I, Tonya)
Laurie Metcalf (Lady Bird)
Octavia Spencer (A Forma da Água)

Best Director – Motion Picture:
Guillermo de Toro (A Forma da Água)
Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
Christopher Nolan (Dunkirk)
Ridley Scott (All the Money in the World)
Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

Best Screenplay:
Greta Gerwig (Lady Bird)
Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
Guillermo del Toro (A Forma da Água)
Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

Best Motion Picture – Foreign Language:
Em Pedaços – ALEMANHA/FRANÇA
Uma Mulher Fantástica – CHILE
First They Killed My Father – CAMBOJA
Loveless – RÚSSIA
The Square – SUÉCIA/ALEMANHA/FRANÇA

Best Motion Picture – Animated:
The Breadwinner
Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)
O Poderoso Chefinho (Baby Boss)
O Touro Ferdinando (Ferdinand)

Best Original Song – Motion Picture:
“The Star” (A Estrela de Belém)
“Mighty River” (Mudbound)
“This is Me” (O Rei do Show)
“Home” (O Touro Ferdinando)
“Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)

Best Original Score – Motion Picture:
Alexandre Desplat (A Forma da Água)
Hans Zimmer (Dunkirk)
Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
Carter Burwell (Três Anúncios Para um Crime)

TELEVISÃO

Best Television Series – Drama:
Game of Thrones
The Handmaid’s Tale
Stranger Things
The Crown
This is Us

Best Television Series – Musical or Comedy:
Black-ish
Master of None
SMILF
The Marvelous Mrs. Maisel
Will & Grace

Best Performance by an Actor in a Television Series – Drama:
Bob Odenkirk (Better Call Saul)
Freddie Highmore (The Good Doctor)
Jason Bateman (Ozark)
Liev Schreiber (Ray Donovan)
Sterling K. Brown (This Is Us)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Drama:
Caitriona Balfe (Outlander)
Claire Foy (The Crown)
Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
Katherine Langford (13 Reasons Why)
Maggie Gyllenhaal (The Deuce)

Best Performance by an Actor in a Television Series – Musical or Comedy:
Anthony Anderson (Black-ish)
Aziz Ansari (Master of None)
Eric McCormack (Will & Grace)
Kevin Bacon (I Love Dick)
William H. Macy (Shameless)

Best Performance by an Actress in a Television Series – Musical or Comedy:
Alison Brie (GLOW)
Frankie Shaw (SMILF)
Issa Rae (Insecure)
Pamela Adlon (Better Things)
Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)

Best Television Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Big Little Lies
Fargo
Feud
The Sinner
Top of the Lake

Best Performance by an Actor in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Ewan McGregor (Fargo)
Geoffrey Rush (Genius)
Jude Law (The Young Pope)
Kyle MacLachlan (Twin Peaks)
Robert De Niro (The Wizard of Lies)

Best Performance by an Actress in a Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Jessica Biel (The Sinner)
Jessica Lange (Feud)
Nicole Kidman (Big Little Lies)
Reese Witherspoon (Big Little Lies)
Susan Sarandon (Feud)

Best Performance by an Actress in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
Chrissy Metz (This Is Us)
Laura Dern (Big Little Lies)
Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
Shailene Woodley (Big Little Lies)

Best Performance by an Actor in a Supporting Role in a Series, Limited Series or Motion Picture Made for Television:
Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
Alfred Molina (Feud)
Christian Slater (Mr. Robot)
David Harbour (Stranger Things)
David Thewlis (Fargo)

***

A 75ª cerimônia do Globo de Ouro está marcada para o dia 07 de janeiro, e terá Seth Meyers como host pela primeira vez.

‘A FORMA DA ÁGUA’ lidera o CRITICS’ CHOICE AWARDS com 14 INDICAÇÕES

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Indicada para Melhor Atriz, Sally Hawkins, em cena de A Forma da Água

EM SUA 23ª EDIÇÃO, O CRITICS’ CHOICE DESTACA NOVO FILME DO MEXICANO GUILLERMO DEL TORO

OK, acabou a brincadeira: a Bolha Assassina do Critics’ Choice Awards liberou seus quinhentos indicados em suas duzentas categorias. E como se não bastassem seis indicados por categoria, agora eles fizeram uma licença poética e ampliaram para sete indicados nas categorias de Diretor, Ator e Atriz Coadjuvante. Daqui a pouco, vai ter atores do Framboesa de Ouro entre os indicados!

Podem me considerar um crítico chato, mas a cada ano que passa, estou pegando mais “bode” do Critics’ Choice Awards. Além de ser um prêmio sem personalidade nenhuma (só se preocupam em acertar os vencedores do Oscar), eles se expandem todo ano, mas se esquecem de valorizar seus próprios convidados. Ano passado, entregaram vários prêmios no tapete vermelho (pra não dizer no porão da casa), inclusive o de Roteiro (!!!), porque obviamente não havia tempo pra tanta categoria ao vivo. Acho um descaso total; se for assim “nas coxas”, melhor excluir!

E outra coisa: eles se gabam tanto de serem a melhor prévia do Oscar (posto anteriormente ocupado pelo Globo de Ouro), mas será mesmo que a bola de cristal deles está funcionado? Dos últimos 4 vencedores do prêmio de Melhor Filme, eles acertaram dois: 12 Anos de Escravidão e Spotlight, e erraram com Boyhood e La La Land. Pra mim, prévia certeira é aquela próxima de 100%… Honestamente, não entendo o crescimento de popularidade desse prêmio, tirando o fato de que daqui a pouco vai ter mais gente indicada do que não-indicada no mundo.

CRITICS’ CHOICE E SEUS NÚMEROS

Bom, vamos aos fatos desta 23ª edição. Primeiramente, A Forma da Água conseguiu 14 indicações, um número muito alto, mas explicável por se tratar de um filme tecnicamente bem feito, possibilitando reconhecimento em Direção de Arte, Fotografia e Trilha Musical, por exemplo. Dessas 14 indicações, apenas uma pertence a uma categoria inexistente no Oscar: Melhor Filme de Ficção Científica ou Terror, portanto o filme de Guillermo del Toro pode também ser o recordista de indicações do próximo Oscar.

Curiosamente, A Forma da Água abriu uma ampla vantagem de 6 indicações em relação aos filmes que ficaram em segundo lugar. Me Chame Pelo Seu Nome, Dunkirk, Lady Bird e The Post: A Guerra Secreta obtiveram oito indicações cada. Vale ressaltar que desses quatro títulos, três ganharam prêmios de Melhor Filme recentemente: O LAFCA premiou Me Chame Pelo Seu Nome, o NYFCC premiou Lady Bird e o NBR premiou The Post, ou seja, existe uma diversidade muito boa de títulos com possibilidades de vitória no Oscar.

Ainda sobre números, importante destacar a tripla indicação para o ator e roteirista paquistanês Kumail Nanjiani. Além de ter sido indicado a Melhor Ator em Comédia e Roteiro Adaptado com o filme Doentes de Amor (The Big Sick), ele foi reconhecido por sua performance cômica na série The Sillicon Valley. Embora seja o recordista individual desta edição, existe boa possibilidade de ele ser triplo perdedor.

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Zoe Kazan e Kumail Nanjiani em cena de Doentes de Amor (pic by moviepilot.de)

Outros artistas acumularam duas indicações individuais. São os casos da diretora e roteirista de Lady Bird, Greta Gerwig; do diretor e ator de Artista do Desastre, James Franco; da atriz Tiffany Hadish que compete como Atriz Coadjuvante e Atriz em Comédia por Viagem das Garotas; do diretor e roteirista de Três Anúncios Para um Crime, Martin McDonagh; e obviamente, do diretor e roteirista Guillermo del Toro.

SURPRESAS E AUSÊNCIAS

Eu sei, você deve ter pensado: “É possível ter ausências com sete indicados?”. Pois é, na reunião de condomínio da categoria de Melhor Diretor, faltou uma vaguinha para Sean Baker, que na semana passada foi reconhecido pelo NYFCC por Projeto Flórida. A verdade é que ele pode se ausentar de qualquer lista, EXCETO na seleção do Directors Guild of America (DGA), onde se separa o joio do trigo.

Com menos chances, poderia citar aqui também o nome de Dee Rees, a jovem diretora negra (ou como dizem hoje “afrodescendente”) do drama Mudbound. Não sei dizer se o fato do filme ser produção da Netflix e não ser exibido em telas de cinema enfraqueceu sua campanha, mas até então eu acreditava que este ano poderia ser o ano das mulheres na direção no Oscar. Além dela, existem chances para Greta Gerwig, Kathryn Bigelow, Angelina Jolie e Sofia Coppola. Não, não me venham com Patty Jenkins por Mulher-Maravilha

Roots

Mary J. Blige recebe orientações da diretora Dee Rees em set de Mudbound

Nas categorias de atuação, por mais que haja seis (ou sete) vagas e as categorias de atuação de comédia e de ação, sempre vai haver algum nome faltando. Este ano, este ator excluído é Robert Pattison. Sempre passei longe desses filmes de Crepúsculo que ele estrelou, mas depois de ver sua atuação em Bom Comportamento, passei a enxergá-lo como um ator promissor. Acho que boa parte do crédito de sua evolução se deve ao diretor canadense David Cronenberg com quem trabalhou em Cosmópolis e Mapa Para as Estrelas. Estou torcendo para que ele saia na lista do Globo de Ouro. E ainda falando de Bom Comportamento, ficou faltando uma indicação para Daniel Lopatin por suas belas composições musicais que reverberam a tensão do filme todo.

Na ala feminina, dois nomes mais comentados são de Kate Winslet por Roda Gigante, e Judi Dench por Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha. Ambas têm chances de aparecer na lista do Globo de Ouro de Atriz – Drama e Atriz – Comédia, respectivamente. Além delas, o nome mais polêmico também ficou de fora: Daniela Vega, uma atriz transsexual que atuou no filme chileno Uma Mulher Fantástica. Se o Critics’ Choice quisesse demonstrar personalidade, perdeu uma ótima oportunidade de indicá-la. Na categoria de Coadjuvante, um dos nomes mais citados até o momento, mas ausente é o de Lois Smith, pelo filme futurista Marjorie Prime, onde ela conversa e interage com o holograma de seu marido morto há quinze anos.

Já no campo das surpresas, eu destacaria a indicação de Jake Gyllenhaal por O Que te Faz Mais Forte, onde ele interpreta uma vítima dos atentados terroristas da maratona de Boston. Embora seja daqueles papéis que costumam render prêmios, seu nome mal havia sido mencionado até o momento.

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Jake Gyllenhaal em cena de O Que Te Faz Mais Forte (pic by moviepilot.de)

E Patrick Stewart concorrendo como Ator Coadjuvante por Logan. Particularmente, gosto da atuação de Stewart como um homem idoso e debilitado, mas se formos analisar sob outro ângulo, o ator já interpretou o mesmo personagem de Professor Charles Xavier mais de quatro vezes. Acho bem difícil ele seguir adiante nessa campanha…

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Patrick Stewart como Professor Charles Xavier em Logan (pic by moviepilot.de)

Já na categoria de Filme em Língua Estrangeira, temos uma surpresa e uma ausência. A primeira atende pelo nome de Thelma, um filme norueguês que envolve eventos sobrenaturais e lesbianismo. E a segunda é a ausência do russo Loveless, do diretor Andrey Zvyagintsev, que é considerado um dos favoritos para seguir no Oscar.

Thelma

À direita, Eili Harboe interpreta a perturbada Thelma no filme homônimo. Pic by outnow.ch

ENQUANTO ISSO, NO UNIVERSO DAS SÉRIES…

A série Feud: Bette and Joan da FX, sobre a treta entre as atrizes Bette Davis e Joan Crawford, foi a recordista desta edição com seis indicações. Logo em seguida, com cinco indicações, aparece Big Little Lies da HBO, que conquistou vários prêmios no último Emmy. Alguém pode, por favor, me explicar por que Jessica Lange foi indicada para Melhor Atriz e Susan Sarandon não? Até onde sei, o grande chamariz dessa série foi o embate dessas duas atrizes veteranas que interpretaram duas lendas de Hollywood, não?

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Susan Sarandon como Bette Davis e Jessica Lange como Joan Crawford em Feud: Bette and Joan (pic by time.com)

Apesar disso, foi a plataforma de streaming Netflix que conquistou maior número de indicações: 20, graças à ampla variedade de conteúdo como The Crown, Stranger Things, GLOW e até a animação BoJack Horseman. Se no universo da séries a Netflix já reina, será questão de tempo até que um filme da Netflix ganhe o Oscar. Pra isso, basta eles pararem de investir apenas em filmes com Adam Sandler…

Uma curiosidade pra quem curte: Kevin Spacey não está entre os indicados de Ator em Série Dramática por House of Cards. Pelo visto, ninguém quer se comprometer e inclui-lo depois de todas as polêmicas de abuso sexual envolvendo o nome dele. Por um lado eu entendo que ele seja excluído das festinhas, mas é preciso lembrar que outros nomes envolvidos em polêmicas já foram indicados e ganharam prêmios como Roman Polanski e Woody Allen, portanto, fica essa questão no ar de saber separar artista da pessoa, e vice-versa. É possível?

INDICADOS AO CRITICS’ CHOICE AWARDS 2018:

CINEMA

MELHOR FILME
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Me Chame Pelo Seu Nome (Call Me by Your Name)
– O Destino de uma Nação (Darkest Hour)
– Dunkirk (Dunkirk)
– Projeto Flórida (The Florida Project)
– Corra! (Get Out)
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)
– The Post: A Guerra Secreta (The Post)
– A Forma da Água (The Shape of Water)
– Três Anúncios Para um Crime (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri)

MELHOR DIREÇÃO
– Guillermo del Toro (A Forma da Água)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)
– Christopher Nolan (Dunkirk)
– Luca Guadagnino (Me Chame Pelo Seu Nome)
– Jordan Peele (Corra!)
– Steven Spielberg (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR
– Timothée Chalamet (Me Chame Pelo seu Nome)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Jake Gyllenhaal (O Que Te Faz Mais Forte)
– Tom Hanks (The Post: A Guerra Secreta)
– Daniel Kaluuya (Corra!)
– Daniel Day-Lewis (Trama Fantasma)
– Gary Oldman (O Destino de uma Nação)

MELHOR ATRIZ
– Jessica Chastain (A Grande Jogada)
– Sally Hawkins (A Forma da Água)
– Frances McDormand (Três Anúncios Para um Crime)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Meryl Streep (The Post: A Guerra Secreta)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Willem Dafoe (Projeto Flórida)
– Armie Hammer (Me Chame Pelo seu Nome)
– Richard Jenkins (A Forma da Água)
– Sam Rockwell (Três Anúncios Para um Crime)
– Patrick Stewart (Logan)
– Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo seu Nome)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary J. Blige (Mudbound)
– Hong Chau (Pequena Grande Vida)
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Holly Hunter (Doentes de Amor)
– Allison Janney (I, Tonya)
– Laurie Metcalf (Lady Bird)
– Octavia Spencer (A Forma da Água)

MELHOR JOVEM ATOR OU ATRIZ
– Mckenna Grace (Um Laço de Amor)
– Dafne Keen (Logan)
– Brooklynn Prince (Projeto Flórida)
– Millicent Simmonds (Sem Fôlego)
– Jacob Tremblay (Extraordinário)

MELHOR ELENCO
– Dunkirk
– Lady Bird
– Mudbound
– The Post: A Guerra Secreta
– Três Anúncios Para um Crime

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– James Ivory (Me Chame Pelo seu Nome)
– Scott Neustadter, Michael H. Weber (Artista do Desastre)
– Virgil Williams, Dee Rees (Mudbound)
– Aaron Sorkin (A Grande Jogada)
– Jack Thorne, Steve Conrad, Stephen Chbosky (Extraordinário)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Emily V. Gordon, Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Jordan Peele Corra!)
– Greta Gerwig (Lady Bird)
– Liz Hannah, Josh Singer (The Post: A Guerra Secreta)
– Guillermo del Toro, Vanessa Taylor (A Forma da Água)
– Martin McDonagh (Três Anúncios Para um Crime)

MELHOR FOTOGRAFIA
– Roger Deakins (Blade Runner 2049)
– Sayombhu Mukdeeprom (Me Chame Pelo seu Nome)
– Hoyte van Hoytema (Dunkirk)
– Rachel Morrison (Mudbound)
– Dan Lausten (A Forma da Água)

MELHOR FIGURINO
– Jacqueline Durran (A Bela e a Fera)
– Renée April (Blade Runner 2049)
– Mark Bridges (Trama Fantasma)
– Luis Sequeira (A Forma da Água)
– Lindy Hemming (Mulher-Maravilha)

MELHOR MONTAGEM
– Paul Machliss, Jonathan Amos (Em Ritmo de Fuga)
– Joe Walker (Blade Runner 2049)
– Lee Smith (Dunkirk)
– Michael Kahn, Sarah Broshar (The Post: A Guerra Secreta)
– Sidney Wolinsky (A Forma da Água)

MELHOR CABELO E MAQUIAGEM
– A Bela e a Fera
– O Destino de uma Nação
– I, Tonya
– A Forma da Água
– Extraordinário

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
– Sarah Greenwood; Katie Spencer (A Bela e a Fera)
– Dennis Gassner; Alessandra Querzola (Blade Runner 2049)
– Nathan Crowley; Gary Fettis (Dunkirk)
– Jim Clay; Rebecca Alleway (Assassinato no Expresso Oriente)
– Mark Tildesley; Véronique Melery (Trama Fantasma)
– Paul Denham Austerberry; Shane Vieau, Jeff Melvin (A Forma da Água)

MELHOR TRILHA MUSICAL
– Benjamin Wallfisch, Hans Zimmer (Blade Runner 2049)
– Dario Marianelli (O Destino de uma Nação)
– Jonny Greenwood (Trama Fantasma)
– John Williams (The Post: A Guerra Secreta)
– Alexandre Desplat (A Forma da Água)

MELHOR CANÇÃO
– “Evermore” (A Bela e a Fera)
– “Mystery of Love” (Me Chame Pelo Seu Nome)
– “Remember Me” (Viva – A Vida é uma Festa)
– “Stand Up for Something” (Marshall)
– “This Is Me” (O Rei do Show)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Blade Runner 2049
– Dunkirk
– A Forma da Água
– Thor: Ragnarok
– Planeta dos Macacos: A Guerra
– Mulher-Maravilha

MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO
– The Breadwinner
– Viva – A Vida é uma Festa (Coco)
– Meu Malvado Favorito 3 (Despicable Me 3)
– LEGO Batman: O Filme (The Lego Batman Movie)
– Com Amor, Van Gogh (Loving Vincent)

MELHOR FILME DE AÇÃO
– Em Ritmo de Fuga (Baby Driver)
– Logan (Logan)
– Thor: Ragnarok (Thor: Ragnarok)
– Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes)
– Mulher-Maravilha (Wonder Woman)

MELHOR COMÉDIA
– Doentes de Amor (The Big Sick)
– Artista do Desastre (The Disaster Artist)
– Viagem das Garotas (Girls Trip)
– I, Tonya
– Lady Bird: É Hora de Voar (Lady Bird)

MELHOR ATOR EM COMÉDIA
– Steve Carell (A Guerra dos Sexos)
– James Franco (Artista do Desastre)
– Chris Hemsworth (Thor: Ragnarok)
– Kumail Nanjiani (Doentes de Amor)
– Adam Sandler (Os Meyerowitz: Família Não se Escolhe)

MELHOR ATRIZ EM COMÉDIA
– Tiffany Haddish (Viagem das Garotas)
– Zoe Kazan (Doentes de Amor)
– Margot Robbie (I, Tonya)
– Saoirse Ronan (Lady Bird)
– Emma Stone (A Guerra dos Sexos)

MELHOR FICÇÃO CIENTÍFICA OU TERROR
– Blade Runner 2049 (Blade Runner 2049)
– Corra! (Get Out)
– It: A Coisa (It)
– A Forma da Água (The Shape of Water)

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– 120 Batimentos Por Minuto (BPM (Beats Per Minute))
– Uma Mulher Fantástica (Una Mujer Fantástica)
– First They Killed My Father
– Em Pedaços (In the Fade)
– The Square
– Thelma

TELEVISÃO E STREAMING

 

Best Drama Series
– American Gods (Starz)
– The Crown (Netflix)
– Game of Thrones (HBO)
– The Handmaid’s Tale (Hulu)
– Stranger Things (Netflix)
– This Is Us (NBC)

Best Actor in a Drama Series
– Sterling K. Brown (This Is Us)
– Paul Giamatti (Billions)
– Freddie Highmore (Bates Motel)
– Ian McShane (American Gods)
– Bob Odenkirk (Better Call Saul)
– Liev Schreiber (Ray Donovan)

Best Actress in a Drama Series
– Caitriona Balfe (Outlander)
– Christine Baranski (The Good Fight)
– Claire Foy (The Crown)
– Tatiana Maslany (Orphan Black)
– Elisabeth Moss (The Handmaid’s Tale)
– Robin Wright (House of Cards)

Best Supporting Actor in a Drama Series
– Bobby Cannavale (Mr. Robot)
– Asia Kate Dillon (Billions)
– Peter Dinklage (Game of Thrones)
– David Harbour (Stranger Things)
– Delroy Lindo (The Good Fight)
– Michael McKean (Better Call Saul)

Best Supporting Actress in a Drama Series
– Gillian Anderson (American Gods)
– Emilia Clarke (Game of Thrones)
– Ann Dowd (The Handmaid’s Tale)
– Cush Jumbo (The Good Fight)
– Margo Martindale (Sneaky Pete)
– Chrissy Metz (This Is Us)

Best Comedy Series
– The Big Bang Theory (CBS)
– Black-ish (ABC)
– GLOW (Netflix)
– The Marvelous Mrs. Maisel (Amazon)
– Modern Family (ABC)
– Patriot (Amazon)

Best Actor in a Comedy Series
– Anthony Anderson (Black-ish)
– Aziz Ansari (Master of None)
– Hank Azaria (Brockmire)
– Ted Danson (The Good Place)
– Thomas Middleditch (Silicon Valley)
– Randall Park (Fresh Off the Boat)

Best Actress in a Comedy Series
– Kristen Bell (The Good Place)
– Alison Brie (GLOW)
– Rachel Brosnahan (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Sutton Foster (Younger)
– Ellie Kemper (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Constance Wu (Fresh Off the Boat)

Best Supporting Actor in a Comedy Series
– Tituss Burgess (Unbreakable Kimmy Schmidt)
– Walton Goggins (Vice Principals)
– Sean Hayes (Will & Grace)
– Marc Maron (GLOW)
– Kumail Nanjiani (Silicon Valley)
– Ed O’Neill (Modern Family)

Best Supporting Actress in a Comedy Series
– Mayim Bialik (The Big Bang Theory)
– Alex Borstein (The Marvelous Mrs. Maisel)
– Betty Gilpin (GLOW)
– Jenifer Lewis (Black-ish)
– Alessandra Mastronardi (Master of None)
– Rita Moreno (One Day at a Time)

Best Limited Series
– American Vandal (Netflix)
– Big Little Lies (HBO)
– Fargo (FX)
– Feud: Bette and Joan (FX)
– Godless (Netflix)
– The Long Road Home (National Geographic)

Best Movie Made for TV
– Flint (Lifetime)
– I Am Elizabeth Smart (Lifetime)
– The Immortal Life of Henrietta Lacks (HBO)
– Sherlock: The Lying Detective (PBS)
– The Wizard of Lies (HBO)

Best Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jeff Daniels (Godless)
– Robert De Niro (The Wizard of Lies)
– Ewan McGregory (Fargo)
– Jack O’Connell (Godless)
– Evan Peters (American Horror Story: Cult)
– Bill Pullman (The Sinner)
– Jimmy Tatro (American Vandal)

Best Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Jessica Biel (The Sinner)
– Alana Boden (I Am Elizabeth Smart)
– Carrie Coon (Fargo)
– Nicole Kidman (Big Little Lies)
– Jessica Lange (Feud: Bette and Joan)
– Reese Witherspoon (Big Little Lies)

Best Supporting Actor in a Movie Made for TV or Limited Series
– Johnny Flynn (Genius)
– Benito Martinez (American Crime)
– Alfred Molina (Feud: Bette and Joan)
– Alexander Skarsgård (Big Little Lies)
– David Thewlis (Fargo)
– Stanley Tucci (Feud: Bette and Joan)

Best Supporting Actress in a Movie Made for TV or Limited Series
– Judy Davis (Feud: Bette and Joan)
– Laura Dern (Big Little Lies)
– Jackie Hoffman (Feud: Bette and Joan)
– Regina King (American Crime)
– Michelle Pfeiffer (The Wizard of Lies)
– Mary Elizabeth Winstead (Fargo)

Best Talk Show
– Ellen (NBC)
– Harry (Syndicated)
– Jimmy Kimmel Live! (ABC)
– The Late Late Show with James Corden (CBS)
– The Tonight Show Starring Jimmy Fallon (NBC)
– Watch What Happens Live with Andy Cohen (Bravo)

Best Animated Series
– Archer (FX)
– Bob’s Burgers (Fox)
– BoJack Horseman (Netflix)
– Danger & Eggs (Amazon)
– Rick and Morty (Adult Swim)
– The Simpsons (Fox)

Best Unstructured Reality Series
– Born This Way (A&E)
– Ice Road Truckers (History)
– Intervention (A&E)
– Live PD (A&E)
– Ride with Norman Reedus (AMC)
– Teen Mom (MTV)

Best Structured Reality Series
– The Carbonaro Effect (truTV)
– Fixer Upper (HGTV)
– The Profit (CNBC)
– Shark Tank (ABC)
– Undercover Boss (CBS)
– Who Do You Think You Are? (TLC)

Best Reality Competition Series
– America’s Got Talent (NBC)
– Chopped (Food Network)
– Dancing with the Stars (ABC)
– Project Runway (Lifetime)
– RuPaul’s Drag Race (VH1)
– The Voice (NBC)

Best Reality Show Host
– Ted Allen (Chopped)
– Tyra Banks (America’s Got Talent)
– Tom Bergeron (Dancing With the Stars)
– Cat Deeley (So You Think You Can Dance)
– Joanna and Chip Gaines (Fixer Upper)
– RuPaul (RuPaul’s Drag Race)

***

A 23ª cerimônia do Critics’ Choice Awards acontece no dia 11 de Janeiro, numa quinta-feira. Não me perguntem por que numa quinta.

145 Trilhas Musicais e 91 Canções são elegíveis para o Oscar 2017

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O compositor Justin Hurwitz passa instruções para o ator Ryan Gosling em set do musical La La Land (pic by variety)

TRABALHOS QUE RESPEITARAM O RÍGIDO REGULAMENTO DA ACADEMIA SÃO RELACIONADOS

A Academia divulgou a lista das trilhas musicais elegíveis para concorrer às cinco indicações ao Oscar de Melhor Trilha Musical Original. Como se qualificaram 145 composições, basicamente, o papel dessa lista é excluir trabalhos que não respeitaram o regulamento, como o uso de material pré-existente.

Entre as trilhas reprovadas mais notadas estão as dos filmes Manchester à Beira-MarSilêncio e A Chegada. Esta última, composta por Johánn Johánnsson, indicado previamente ao Oscar por A Teoria de Tudo e Sicario: Terra de Ninguém, tem sido bastante elogiada pela estranheza que causa em sintonia com os extraterrestres. Como essa trilha se mistura de tal forma com o sound design alienígena, não se sabe onde termina um e começa o outro, o que pode ter causado a exclusão da composição da categoria por membros do departamento de música da Academia. Além disso, segundo especialistas, o compositor teria usado uma trilha chamada “On the Nature of Daylight”, de Max Richter, que já teria sido utilizada inclusive por Martin Scorsese em A Ilha do Medo (2010).

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Amy Adams interage com os alienígenas em A Chegada (pic by moviepilot.de)

Já a trilha de Manchester à Beira-Mar foi desqualificada por utilizar música clássica. A compositora Lesley Barber bem que tentou se defender ao lembrar que foi opção do diretor, mas a Academia é irredutível quando se trata de regulamento.  “… Entendo que isto pode ser confuso para os membros da Academia na hora de avaliar o que é de minha autoria […] Embora eu aceite a decisão da Academia, também apoio a decisão do meu diretor de usar esses clássicos e também estou muito orgulhosa da contribuição substancial que a trilha original fez para o filme também.”

De acordo com as regras, 86% da trilha musical deve ser originalmente composta para o filme. E por esse mesmo motivo, a trilha da dupla Kim Allen Kluge e Kathryn Kluge  para Silêncio foi excluída também. Mesmo para quem entende de música, pode ser um pouco complicado “medir” a colaboração real de um compositor num longa-metragem, portanto, essa decisão pode ser bastante subjetiva. Há algumas décadas, existia a categoria de Trilha Musical Adaptada que facilmente abrangeria esses excluídos, mas atualmente só temos a categoria de Trilha Original. Acho que poderiam rever esse regulamento, já que muitas vezes ele exclui ótimas composições por minúcias.

FAVORITOS DO ANO

Obviamente, as trilhas indicadas ao Critics’ Choice e Globo de Ouro já largam na frente rumo ao Oscar.

  • Hans Zimmer, Pharrell Williams, Benjamin Wallfisch (Estrelas Além do Tempo)
  • Mica Levi (Jackie)
  • Justin Hurwitz (La La Land)
  • Dustin O’Halloran, Volker Bertelmann (Lion)
  • Nicholas Britell (Moonlight)

Particularmente, acho que Justin Hutwitz e Nicholas Britell já estão com suas vagas garantidas, já que as campanhas de seus filmes estão decolando na temporada. Acho bacana porque esses nomes são relativamente novos no cenário de trilhas musicais. Quanto à desqualificação de Johánnsson, por mais que não esteja de acordo 100% com o regulamento, acho meio radical sua exclusão. Pergunto-me se o departamento checou ou mesmo perguntou ao compositor sobre seu trabalho nas cenas de A Chegada, ou se simplesmente foram eliminando sem maiores critérios. Contudo, sua ausência eleva consideravelmente as chances da primeira indicação de Mica Levi. Ela já tinha surpreendido com a trilha bem original do bizarro Sob a Pele, de Jonathan Glazer, e promete ser um dos nomes mais bem cotados em trilhas.

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Mica Levi compôs a trilha para o fúnebre Jackie, de Pablo Larraín. Na foto, Natalie Portman como Jackie Kennedy (pic by moviepilot.de)

Daria um voto para Abel Korzeniowski e sua trilha de Animais Noturnos, que consegue reforçar ainda mais o tom estranho do filme de Tom Ford. E novamente, votaria em Joseph Bishara. Ele concorre com dois trabalhos: Do Outro Lado da Porta e Invocação do Mal 2. Faz muito tempo que uma trilha de terror não é indicada ao Oscar! Mas enfim, acredito que Justin Hurwitz deve levar o Oscar de trilha por La La Land.

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A trilha de Abel Korzeniowski permeia a leitura de Amy Adams em Animais Noturnos (pic by moviepilot.de)

Ah! Também gostaria de citar o retorno do mestre Burt Bucharach! Vencedor de três Oscars por Butch Cassidy e Arthur, o Milionário Sedutor, ele concorre com o drama de fantasia Po. Não deve nem ser indicado, mas achei bacana seu retorno após 7 anos.

SEGUEM AS 145 TRILHAS ELEGÍVEIS:

The Abolitionists
Tim Jones

Absolutely Fabulous: O Filme (Absolutely Fabulous The Movie)
Jake Monaco

O Contador (The Accountant)
Mark Isham

Alice Através do Espelho (Alice through the Looking Glass)
Danny Elfman

Aliados (Allied)
Alan Silvestri

Almost Christmas
John Paesano

Pastoral Americana (American Pastoral)
Alexandre Desplat

Angry Birds: O Filme (The Angry Birds Movie)
Heitor Pereira

Anthropoid
Robin Foster

Armenia, My Love…
Silvia Leonetti

Assassin’s Creed
Jed Kurzel

Autumn Lights
Hugi Gudmundsson e Hjörtur Ingvi Jóhannsson

O Bom Gigante Amigo (The BFG)
John Williams

Believe
Michael Reola

Ben-Hur
Marco Beltrami e Buck Sanders

Bilal: A New Breed of Hero
Atli Örvarsson

A Longa Caminhada de Billy Lynn (Billy Lynn’s Long Halftime Walk)
Mychael Danna e Jeff Danna

O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation)
Henry Jackman

Sangue Pela Glória (Bleed for This)
Julia Holter

A Chefa (The Boss)
Christopher Lennertz

O Bebê de Bridget Jones (Bridget Jones’s Baby)
Craig Armstrong

Medalha de Bronze (The Bronze)
Andrew Feltenstein e John Nau

Capitão América: Guerra Civil (Captain America: Civil War)
Henry Jackman

The Charnel House
Todd Haberman

A Escolha (The Choice)
Marcelo Zarvos

Beleza Oculta (Collateral Beauty)
Theodore Shapiro

Invocação do Mal 2 (The Conjuring 2)
Joseph Bishara

Mente Criminosa (Criminal)
Bryan Tyler e Keith Power

Deadpool (Deadpool)
Tom Holkenborg

Horizonte Profundo: Desastre no Golfo (Deepwater Horizon)
Steve Jablonsky

Denial
Howard Shore

Doutor Estranho (Doctor Strange)
Michael Giacchino

A Vingança Está na Moda (The Dressmaker)
David Hirschfelder

Voando Alto (Eddie the Eagle)
Matthew Margeson

Quase 18 (The Edge of Seventeen)
Atli Örvarsson

Elle (Elle)
Anne Dudley

Decisão de Risco (Eye in the Sky)
Paul Hepker e Mark Kilian

Animais Fantásticos e Onde Habitam (Fantastic Beasts and Where to Find Them)
James Newton Howard

Fences
Marcelo Zarvos

Procurando Dory (Finding Dory)
Thomas Newman

The First Monday in May
Ian Hultquist e Sofia Hultquist

Florence: Quem é Essa Mulher? (Florence Foster Jenkins)
Alexandre Desplat

Floyd Norman: An Animated Life
Ryan Shore

Fome de Poder (The Founder)
Carter Burwell

Um Estado de Liberdade (Free State of Jones)
Nicholas Britell

Caça-Fantasmas (Ghostbusters)
Theodore Shapiro

A Garota no Trem (The Girl on the Train)
Danny Elfman

Gleason
Dan Romer e Saul Simon MacWilliams

Ouro e Cobiça (Gold)
Daniel Pemberton

Greater
Stephen Raynor-Endelman

Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)
Rupert Gregson-Williams

Ave, César! (Hail, Caesar!)
Carter Burwell

A Criada (The Handmaiden)
Cho Young-wuk

Punhos de Aço (Hands of Stone)
Angelo Milli

A Qualquer Custo (Hell or High Water)
Nick Cave e Warren Ellis

Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)
Pharrell Williams e Benjamin Wallfisch

High-Rise
Clint Mansell

Como ser Solteira (How to Be Single)
Fil Eisler

A Incrível Aventura de Rick Baker (Hunt for the Wilderpeople)
Lukasz Buda e Samuel Scott

O Caçador e a Rainha do Gelo (The Huntsman: Winter’s War)
James Newton Howard

A Era do Gelo: O Big Bang (Ice Age: Collision Course)
John Debney

Independence Day: O Ressurgimento (Independence Day: Resurgence)
Thomas Wander e Harald Kloser

Indignação (Indignation)
Jay Wadley

O Convite (The Invitation)
Theodore Shapiro

Ithaca
John Mellencamp

Jack Reacher: Sem Retorno (Jack Reacher: Never Go Back)
Henry Jackman

Jackie
Mica Levi

Julieta (Julieta)
Alberto Iglesias

Mogli: O Menino Lobo (The Jungle Book)
John Debney

Vizinhos Nada Secretos (Keeping Up with the Joneses)
Jake Monaco

Kicks
Brian Reitzell

Krisha
Brian McOmber

Kubo e as Cordas Mágicas (Kubo and the Two Strings)
Dario Marianelli

La La Land: Cantando Estações (La La Land)
Justin Hurwitz

Terra de Minas (Land of Mine)
Sune Martin

Landfill Harmonic
Michael A. Levine

The Legend of Ben Hall
Ronnie Minder

A Lenda de Tarzan (The Legend of Tarzan)
Rupert Gregson-Williams

Life, Animated
Dylan Stark e T. Griffin

A Luz Entre Oceanos (The Light between Oceans)
Alexandre Desplat

Quando as Luzes se Apagam (Lights Out)
Benjamin Wallfisch

Lion
Dustin O’Halloran e Hauschka

O Pequeno Príncipe (The Little Prince)
Hans Zimmer e Richard Harvey

A Lei da Noite (Live by Night)
Harry Gregson-Williams

Loving
David Wingo

Maggie tem um Plano (Maggie’s Plan)
Michael Rohatyn

Como Eu Era Antes de Você (Me before You)
Craig Armstrong

A Intrometida (The Meddler)
Jonathan Sadoff

Destino Especial (Midnight Special)
David Wingo

Os Caça-Noivas (Mike and Dave Need Wedding Dates)
Jeff Cardoni

Milagres do Paraíso (Miracles from Heaven)
Carlo Siliotto

O Lar das Crianças Peculiares (Miss Peregrine’s Home for Peculiar Children)
Mike Higham e Matthew Margeson

Miss Sloane
Max Richter

Mr. Church
Mark Isham

Moana: Um Mar de Aventuras (Moana)
Mark Mancina

Jogo do Dinheiro (Money Monster)
Dominic Lewis

The Monkey King 2 (Xi you ji zhi: Sun Wukong san da Baigu Jing)
Christopher Young

Sete Minutos Depois da Meia-Noite (A Monster Calls)
Fernando Velázquez

Moonlight
Nicholas Britell

Morgan
Max Richter

Casamento Grego 2 (My Big Fat Greek Wedding 2)
Christopher Lennertz

Demônio de Neon (The Neon Demon)
Cliff Martinez

Dois Caras Legais (The Nice Guys)
John Ottman

No Letting Go
Alain Mayrand

Animais Noturnos (Nocturnal Animals)
Abel Korzeniowski

Truque de Mestre: O 2º Ato (Now You See Me 2)
Brian Tyler

O.J.: Made in America
Gary Lionelli

Off the Rails
Steve Gernes e Duncan Thum

Do Outro Lado da Porta (The Other Side of the Door)
Joseph Bishara

The Ottoman Lieutenant
Geoff Zanelli

Ouija: Origem do Mal (Ouija: Origin of Evil)
Taylor Stewart e John Andrew Grush

Nosso Fiel Traidor (Our Kind of Traitor)
Marcelo Zarvos

Passageiros (Passengers)
Thomas Newman

Paterson
Carter Logan e Jim Jarmusch

O Dia do Atentado (Patriots Day)
Trent Reznor e Atticus Ross

Pelé: O Nascimento de uma Lenda (Pelé: Birth of a Legend)
A. R. Rahman

Meu Amigo, o Dragão (Pete’s Dragon)
Daniel Hart

Po
Burt Bacharach

Rainha de Katwe (Queen of Katwe)
Alex Heffes

Raça (Race)
Rachel Portman

The Red Turtle (La Tortue Rouge)
Laurent Perez Del Mar

Policial em Apuros 2 (Ride Along 2)
Christopher Lennertz

Rogue One: Uma História Star Wars (Rogue One: A Star Wars Story)
Michael Giacchino

Festa da Salsicha (Sausage Party)
Alan Menken e Christopher Lennertz

A Vida Secreta dos Pets (The Secret Life of Pets)
Alexandre Desplat

Silicon Cowboys
Ian Hultquist

Sing: Quem Canta Seus Males Espanta (Sing)
Joby Talbot

Snowtime!
Eloi Painchaud e Jorane

Michelle e Obama (Southside with You)
Stephen James Taylor

Star Trek: Sem Fronteiras (Star Trek Beyond)
Michael Giacchino

Cegonhas (Storks)
Mychael Danna e Jeff Danna

Esquadrão Suicida (Suicide Squad)
Steven Price

Sully: O Herói do Rio Hudson (Sully)
Christian Jacob

Swiss Army Man
Andy Hull e Robert McDowell

As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras (Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows)
Steve Jablonsky

Rua Cloverfield, 10 (10 Cloverfield Lane)
Bear McCreary

10 Days in a Madhouse
Jamie Hall

13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi (13 Hours: The Secret Soldiers of Benghazi)
Lorne Balfe

Trolls (Trolls)
Christophe Beck

20th Century Women
Roger Neill

Warcraft: O Primeiro Encontro de Dois Mundos (Warcraft)
Ramin Djawadi

Uma Repórter em Apuros (Whiskey Tango Foxtrot)
Nick Urata

X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)
John Ottman

Zoolander 2 (Zoolander 2)
Theodore Shapiro

Zootopia (Zootopia)
Michael Giacchino

***

E a Academia também divulgou a lista das canções elegíveis para Canção Original. Até onde sei, uma das regras mais rígidas, além da originalidade, é que a canção deve ser tocada durante o filme ou até a primeira dos créditos finais.

SEGUEM AS CANÇÕES ELEGÍVEIS:

“Just Like Fire”
Alice Através do Espelho

“Rise”
American Wrestler: The Wizard

“Friends”
Angry Birds: O Filme

“Flicker”
Audrie & Daisy

“Seconds”
Autumn Lights

“A Minute To Breathe”
Before the Flood

“Glory (Let There Be Peace)”
Believe

“Mother’s Theme”
Believe

“Somewhere”
Believe

“The Only Way Out”
Ben-Hur

“Still Falling For You”
O Bebê de Bridget Jones

“F That”
Medalha de Bronze

“Torch Pt. 2”
Citizen Soldier

“Drift And Fall Again”
Mente Criminosa

“Take Me Down”
Horizonte Profundo: Desastre no Golfo

“Land Of All”
Desierto

“Sad But True (Dreamland Theme)”
Dreamland

“Angel By The Wings”
The Eagle Huntress

“Blind Pig”
Animais Fantásticos e Onde Habitam

“One Frame At A Time”
Floyd Norman: An Animated Life

“I’m Crying”
Free State of Jones

“Gold”
Ouro e Cobiça

“Champion”
Hands of Stone

“Dance Rascal, Dance”
Doris, Redescobrindo o Amor

“I See A Victory”
Estrelas Além do Tempo

“Runnin”
Estrelas Além do Tempo

“Sixty Charisma Scented Blackbirds”
How to Let Go of the World and Love All the Things Climate Can’t Change

“My Superstar”
A Era do Gelo: O Big Bang

“Seeing You Around”
Ithaca

“The Empty Chair”
Jim: The James Foley Story

“Audition (The Fools Who Dream)”
La La Land: Cantando Estações

“City Of Stars”
La La Land: Cantando Estações

“Start A Fire”
La La Land: Cantando Estações

“Cateura Vamos A Soñar (We Will Dream)”
Landfill Harmonic

“Better Love”
A Lenda de Tarzan

“Never Give Up”
Lion

“Equation”
O Pequeno Príncipe

“Turnaround”
O Pequeno Príncipe

“Moonshine”
A Lei da Noite

“Loving”
Loving

“Hurry Home”
Max Rose

“Gone 2015”
Miles Ahead

“Wish That You Were Here”
O Lar das Crianças Peculiares

“I’m Still Here”
Miss Sharon Jones!

“How Far I’ll Go”
Moana: Um Mar de Aventuras

“We Know The Way”
Moana: Um Mar de Aventuras

“Even More Mine”
Casamento Grego 2

“Waving Goodbye”
Demônio de Neon

“I’m Back”
Never Surrender

“Find My Victory”
Olympic Pride, American Prejudice

“On Ghost Ridge”
100 Years: One Woman’s Fight for Justice

“Ordinary World”
Ordinary World

“Devil’s Girl”
Outlaws and Angels

“Levitate”
Passageiros

“Ginga”
Pelé: O Nascimento de uma Lenda

“Nobody Knows”
Meu Amigo, o Dragão

“Something Wild”
Meu Amigo, o Dragão

“Dancing With Your Shadow”
Po

“I’m So Humble”
Popstar: Never Stop Never Stopping

“Stay Here”
Presenting Princess Shaw

“Celebrate Life”
Queen Mimi

“Back To Life”
Rainha de Katwe

“Let The Games Begin”
Raça

“Think About It”
The Red Pill

“The Rules Don’t Apply”
Rules Don’t Apply

“The Great Beyond”
Festa da Salsicha

“Faith”
Sing: Quem Canta Seus Males Espanta

“Set It All Free”
Sing: Quem Canta Seus Males Espanta

“Drive It Like You Stole It”
Sing Street

“Go Now”
Sing Street

“The Veil”
Snowden: Herói ou Traidor

“Hymn”
Snowtime!

“Kiss Me Goodnight”
Southwest of Salem: The Story of the San Antonio Four

“Holdin’ Out”
Cegonhas

“Heathens”
Esquadrão Suicida

“Flying Home”
Sully: O Herói do Rio Hudson

“Montage”
Swiss Army Man

“Petit Metier”
They Will Have to Kill Us First

“Letter To The Free”
A 13ª Emenda

“Down With Mary”
Too Late

“Can’t Stop The Feeling”
Trolls

“Get Back Up Again”
Trolls

“Smile”
The Uncondemned

“We Will Rise”
Veeram-Macbeth

“LA Venus”
We Are X

“New Dogs, Old Tricks”
What Happened Last Night

“Runnin’ Runnin’”
What Happened Last Night

“What’s Happening Today”
What Happened Last Night

“Who I Am”
What Happened Last Night

“The Ballad Of Wiener-Dog”
Wiener-Dog

“Try Everything”
Zootopia

Obviamente, não ouvi todas, mas algumas já se destacam pelo compositor como é o caso de Justin Timberlake pela canção da animação Trolls. E como a tradição manda, uma canção da Disney deve estar garantida, no caso, “How Far I’ll Go” de Moana: Um Mar de Aventuras. Contudo, a canção mais vitoriosa até o momento é “City of Stars” do musical La La Land. Ela já embala o tom do filme desde o trailer.

  • “Can’t Stop the Feeling” (Trolls)
  • “City of Stars” (La La Land)
  • “Faith” (Sing: Quem Canta Seus Males Espanta)
  • “Gold” (Ouro e Cobiça)
  • “How Far I’ll Go” (Moana: Um Mar de Aventuras)

Nomes de peso como Stevie Wonder e Iggy Pop são ótimos chamarizes para conquistar indicações ao Oscar, portanto as canções de Sing: Quem Canta Seus Males Espanta e Ouro e Cobiça, respectivamente, têm maiores chances. E ultimamente, como a Academia anda gostando músicas mais pop, vale apostar algumas fichas em “The Great Beyond”, que além de ter a pegada do “Everything is Awesome” de Uma Aventura Lego, tem o grande mestre da categoria: Alan Menken, o compositor das canções da Disney como A Bela e a Fera, Aladdin e A Pequena Sereia. E vale citar “I See a Victory” de Pharrell Williams para o filme Estrelas Além do Tempo, pela carga emocional na causa da diversidade. Eu acho meio gospel demais, mas tem chances.

***

As indicações ao Oscar 2017 serão anunciadas no dia 24 de janeiro.

PREVISÕES OSCAR 2017! Uma breve espiada nos candidatos

DEPOIS DE POLÊMICAS RACIAIS, OSCAR 2017 PROMETE RESULTADOS MAIS DIVERSIFICADOS

É complicado prever quais filmes serão indicados ao Oscar. Como não disponho de uma bola de cristal, e não tenho credencial de jornalista estrangeiro pra cobrir os festivais internacionais, baseio-me em algumas pistas que costumam render boa porcentagem de acerto. Uma delas é dar aquela olhada básica nas produções que estiveram presentes nos festivais de Veneza (Itália), Toronto (Canadá) e Telluride (EUA), já que todos têm sido pólos artísticos que selecionam futuros vencedores do Oscar nos últimos anos. Só pra citar alguns que seguiram esse tour e saíram vitoriosos no Oscar: Gravidade, Birdman, 12 Anos de Escravidão, O Discurso do Rei e Quem Quer Ser um Milionário?. As produções que passaram por esses festivais já têm meio caminho andado.

Em segundo lugar, estar atento ao histórico dos artistas. Não é porque o novo filme de Steven Spielberg não participou de festivais que vai ficar de fora do burburinho da Academia. Foi assim com Ponte dos Espiões: estreou em outubro de 2015 sem grande alarde e acabou indicado a Melhor Filme e levou a estatueta de Ator Coadjuvante para Mark Rylance. Então, o pensamento é o seguinte: “Tem filme novo de Spielberg, Ang Lee, David O. Russell ou Clint Eastwood? Bota na roda!”. O mesmo vale para atores, que vivem aceitando desafios e chamando a atenção dos votantes da Academia como Christian Bale e obviamente, Meryl Streep, que aliás, pode conquistar sua 20ª indicação: mais um marco histórico!

Meryl Streep como Florence Foster Jenkins (photo by cine.gr)

Meryl Streep como Florence Foster Jenkins (photo by cine.gr)

E neste ano, temos um fator que pode e deve ser determinante nas indicações e vencedores: a polêmica do #OscarSoWhite. Pra quem estava em outro planeta, 2016 foi o segundo ano consecutivo em que todas as 20 vagas nas categorias de atuação foram preenchidas por atores caucasianos. Isso acabou causando protestos e levantando questões raciais na indústria cinematográfica, o que fez com que a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, convidasse artistas negros e de outras etnias como membros com o intuito de dar resultados imediatos na votação. Portanto, as produções de temática racial devem figurar nas listas de previsões e conquistar indicações, inclusive de atores negros como Viola Davis e Denzel Washington.

Ao longo das categorias (veja lista abaixo), você perceberá que nomes de profissionais negros estão em quantidade maior do que a habitual. Como não tivemos a oportunidade de conferir os trabalhos, não podemos acusar ou defender a existência de uma possível retaliação perante o “racismo” dos últimos dois anos. Como já lancei aqui em posts anteriores, teremos um ano bem politicamente correto, e isso deve prejudicar a imagem dos indicados e vencedores, levantando a questão: “Estou ganhando por méritos ou por ser negro?”.

Naomie Harris em Moonlight. Ela pode concorrer como coadjuvante (photo by variety.com)

Naomie Harris em Moonlight. Ela pode concorrer como coadjuvante (photo by variety.com)

Sou contra cotas raciais em quaisquer áreas por esse motivo. A cota julga o beneficiado como incapaz de obter sucesso pelo próprio esforço. E nas Artes, não dá pra obrigar um reconhecimento artístico. Essa atitude será bastante injusta para esses atores negros reconhecidos, pois, por mais que mereçam, correrão sério risco de serem vistos como uma mera resposta à polêmica. E depois? Teremos a revolta dos asiáticos, latinos e índios? Quem sabe uma vaga por raça e religião pra agradar gregos e troianos?

Justamente devido à essa “falta de diversidade”, um dos filmes mais bem cotados se tornou automaticamente o drama independente O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation), já que se trata de uma rebelião de escravos nos EUA. O filme estreou no festival de Sundance em fevereiro, e era até então, o candidato com maior potencial de Oscar. Contudo, a campanha descambelou quando a mídia descobriu que uma jovem, que cometeu suicídio em 2012, teria sido abusada pelo diretor e ator Nate Parker em 1999. Embora tenha sido absolvido na época, a morte da vítima reacendeu o escândalo e tem prejudicado bastante a carreira de Parker e seu filme. A bilheteria de 12 milhões de dólares nos EUA sequer pagou o investimento de 20 milhões que a Fox Searchlight pagou. Por mais que Parker seja indicado e premiado na temporada, sua glória está seriamente ameaçada devido à reação do público e dos demais artistas.

No centro, Nate Parker, o diretor e ator que protagoniza O Nascimento de uma Nação (photo by cine.gr)

No centro, Nate Parker, o diretor e ator que protagoniza O Nascimento de uma Nação (photo by cine.gr)

Claro que a Academia premiou e ainda premia acusados de crimes sexuais como Roman Polanski e Woody Allen, mas como se trata de algo tão recente, tenho minhas dúvidas da participação do filme na temporada. Pude conferir O Nascimento de uma Nação recentemente na 40ª Mostra de Cinema de SP, e particularmente, considero um filme convencional com uma narrativa simples que busca a todo momento estar à altura de seu tema, mas que só consegue oferecer elementos chavões como câmera lenta e trilha musical que busca catarse no público. O recém-oscarizado 12 Anos de Escravidão é muito mais filme se formos comparar pela temática escravista.

Ainda sobre questões raciais, o filme Loving pode ser uma ótima alternativa no Oscar. Indicado à Palma de Ouro, este novo trabalho do diretor Jeff Nichols, apresenta a história verídica de um homem branco que casou com uma mulher negra na Viriginia racista dos anos 50. O amor que ultrapassa barreiras raciais deve chegar ao tapete vermelho, pelo menos através de seus atores Joel Edgerton e Ruth Negga.

Quando o casamento interracial é caso de polícia em Loving: Joel Edgerton e Ruth Negga são coagidos por policiais (photo by cine.gr)

Quando o casamento interracial é caso de polícia em Loving: Joel Edgerton e Ruth Negga são coagidos por policiais (photo by cine.gr)

E ainda nesse contexto, também vale citar o drama racial Fences, baseado numa peça de sucesso da Broadway de 1987. A história de um pai de família, ex-jogador de beisebol, que trabalha como lixeiro na década de 50 racista da Pensilvânia para sustentar sua família foi renovada como peça teatral em 2010 pela mesma equipe do filme, com Denzel Washington dirigindo, e estrelando ao lado de Viola Davis. Muitos já consideram certas as indicações para ator e atriz (ou atriz coadjuvante).

Parceria de sucesso entre Denzel Washington e Viola Davis pode resultar em Oscar para Fences (photo by cine.gr)

Parceria de sucesso entre Denzel Washington e Viola Davis pode resultar em Oscar para Fences (photo by cine.gr)

Aliás, os temas são fatores de desequilíbrio quando se trata de candidatos ao Oscar de Melhor Filme. Filmes de guerra como Até o Último Homem (Hacksaw Ridge) tem como protagonista um soldado médico que foi à guerra sem armas por não acreditar na violência, trazendo uma mensagem anti-bélica que pode resgatar o diretor Mel Gibson de seu ostracismo depois de suas declarações anti-semitas.

Cena de Até o Último Homem, dirigido por Mel Gibson. À direita, o protagonista Andrew Garfield, e à esquerda, Vince Vaughn (photo by cine.gr)

Cena de Até o Último Homem, dirigido por Mel Gibson. À direita, o protagonista Andrew Garfield, e à esquerda, Vince Vaughn (photo by cine.gr)

O drama histórico de Martin Scorsese, Silêncio, também tem boas chances por se tratar de um drama histórico de dois padres jesuítas no Japão do século XVII. Além de contar com destaques técnicos como Direção de Arte, Figurino e Fotografia, e o próprio prestígio de Scorsese, o filme tem parte do elenco japonês, o que pode ajudar na questão da “diversidade racial” da Academia.

Cena do novo filme de Martin Scorsese, estrelado por Andrew Garfield (photo by cine.gr)

Cena do novo filme de Martin Scorsese, estrelado por Andrew Garfield (photo by cine.gr)

Claro que a temporada está apenas começando, mas até o momento, boa parte da crítica acredita que o novo filme de Ang Lee tem as melhores chances. A Longa Caminhada de Billy Lynn tem elementos típicos da filmografia do diretor, como a entrega do protagonismo para um ator desconhecido (no caso, Joe Alwyn), e uma grande história: o soldado Billy volta do Iraque para um tour de vitória pelos EUA, intercalando com flashbacks do que realmente aconteceu na guerra. Esse tema era muito bem explorado pelo diretor Oliver Stone (que ganhou dois Oscars por filmes anti-bélicos Platoon e Nascido em 4 de Julho), e costuma agradar a Academia por expôr as entranhas da guerra e sua forte conexão com os EUA.

Cena de comemorações em A Longa Caminhada de Billy Lynn, de Ang Lee (photo by cine.gr)

Cena de comemorações em A Longa Caminhada de Billy Lynn, de Ang Lee (photo by cine.gr)

Não sei quais as reais chances de vitória como Melhor Filme, mas dois candidatos prometem fazer barulho nesta temporada: o drama tenso Animais Noturnos e o musical La La Land: Cantando Estações (pois é, queria esganar quem inventou esse subtítulo escroto!). Curiosamente, ambos saíram premiados no último festival de Veneza e participaram do festival de Toronto. Animais Noturnos é nada mais, nada menos do que o segundo longa do conhecido estilista Tom Ford, que dirigiu o belo Direito de Amar, com atuação soberba de Colin Firth. Depois que conferi o filme na Mostra, foi a obra que mais fiquei pensando por dias, pois tem sequências bem tensas e uma direção com personalidade. Particularmente, não acredito que seja material para Oscar porque tem a coisa da violência e do sexo (vide o fracasso de Os Suspeitos, de Denis Villeneuve no Oscar), e não há um ator que eu possa garantir que receberá uma indicação ao Oscar, mesmo que Aaron Taylor-Johnson e Laura Linney estejam bem, então restaria uma bastante justa indicação para Ford na direção.

Jake Gyllenhaal em cena de Animais Noturnos, segundo filme sob a direção de Tom Ford (photo by cine.gr)

Jake Gyllenhaal em cena de Animais Noturnos, segundo filme sob a direção de Tom Ford (photo by cine.gr)

La La Land já gerou burburinho a partir de seu trailer todo bonito e colorido. É o tipo de trabalho que, por pior que seja sua história, vale a pena ver pelo apuro visual. Mas como fã de Damien Chazelle e seu Whiplash: Em Busca da Perfeição, aposto num musical bem escrito e com ótima montagem. Aliás, além da montagem, a fotografia e a direção são categorias praticamente garantidas no Oscar, assim como a segunda indicação para Emma Stone, que já faturou o prêmio Volpi Cup de Atriz em Veneza e deve conquistar o Globo de Ouro de Atriz – Comédia ou Musical.

Coreografia do musical de Damien Chazelle, La La Land, com Ryan Gosling e Emma Stone (photo by cine.gr)

Coreografia do musical de Damien Chazelle, La La Land, com Ryan Gosling e Emma Stone (photo by cine.gr)

Manchester à Beira-Mar foi o drama que mais reviews positivos recebeu até o momento. Dirigido pelo sempre competente Kenneth Lonnergan, o filme praticamente garante as indicações de Casey Affleck como Ator, e Michelle Williams como Atriz Coadjuvante, além de uma possível para o novato Lucas Hedges como Coadjuvante. A história gira em torno de um tio que precisa cuidar de seu sobrinho após a morte do pai. Dependendo de como vai se sair nos prêmios da crítica como LAFCA e NYFCC, pode surgir como forte candidato a Melhor Filme.

Segundo críticos, Casey Affleck entrega a performance de sua vida em Manchester à Beira-Mar (photo by moviepilot.de)

Segundo críticos, Casey Affleck entrega a performance de sua vida em Manchester à Beira-Mar (photo by moviepilot.de)

Enfim, sem mais delongas, seguem minhas apostas para o momento. Assinalei aqueles que acredito que convertem seu favoritismo em indicação na cor laranja. Lembrando que de novembro até fevereiro, muita coisa pode mudar de acordo com as premiações anteriores ao Oscar, as bilheterias de cada filme, e até mesmo declarações polêmicas que podem ruir toda uma campanha.

MELHOR FILME

  • A Chegada (Arrival)
  • A Longa Caminhada de Billy Lynn (Billy Lynn’s Long Halftime Walk)
  • O Nascimento de uma Nação (The Birth of a Nation)
  • Fences
  • Até o Último Homem (Hacksaw Ridge)
  • Hell or High Water
  • Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures)
  • Jackie
  • La La Land: Cantando Estações (La La Land)
  • A Luz Entre Oceanos (The Light Between Oceans)
  • Lion
  • Loving
  • Manchester à Beia-Mar (Manchester by the Sea)
  • Moonlight
  • Animais Noturnos (Nocturnal Animals)
  • Silêncio (Silence)
  • Sully: O Herói do Rio Hudson (Sully)
  • 20th Century Women

Talvez seja a categoria mais complicada de adivinhar, afinal, temos que levar em consideração todas as demais categorias que podem resultar em maior número de estatuetas ganhas. E, claro, a história do filme conta muuuuito. Vejam a vitória de Spotlight nesse ano! Conseguiu ganhar apenas mais um Oscar além de Melhor Filme devido ao peso de sua história verídica.

A Academia adora histórias edificantes, com redenções e humanismo. Nesse quesito, os já citados A Longa Caminhada de Billy Lynn, Até o Último Homem e Fences saem na frente. Também incluiria Estrelas Além do Tempo, que envolve um pequeno grupo de mulheres negras que foi essencial através de seus conhecimentos matemáticos na corrida espacial da NASA contra a Rússia; e o novo filme de Clint Eastwood, Sully: O Herói do Rio Hudson, pela trajetória verídica do piloto de aeronave que pousou o avião no rio para salvar seus passageiros e tripulação. Sim, lembra um pouco o filme O Vôo com Denzel Washington, mas Eastwood e Tom Hanks costumam ter mais prestígio no Oscar.

Particularmente, acredito bastante numa vitória de La La Land. Embora o gênero musical tenha perdido aquela onda dos anos 50 e 60, a Academia nunca deixou de amá-lo. Premiou Moulin Rouge – Amor em Vermelho com dois Oscars em 2001, Chicago como Melhor Filme em 2003, e mais recentemente Os Miseráveis com duas estatuetas. E este novo trabalho de Damien Chazelle, diretor de Whiplash: Em Busca da Perfeição, vem arrancando muitos aplausos desde sua estréia em Veneza e Toronto. Alguns, inclusive, já defendem a vitória incontestável de Emma Stone como atriz. Será?

DIRETOR

  • Ben Affleck (A Lei da Noite)
  • Warren Beatty (Rules Don’t Apply)
  • Damien Chazelle (La La Land)
  • Garth Davis (Lion)
  • Clint Eastwood (Sully: O Herói do Rio Hudson)
  • Tom Ford (Animais Noturnos)
  • Stephen Frears (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Mel Gibson (Até o Último Homem)
  • Barry Jenkins (Moonlight)
  • Pablo Larraín (Jackie)
  • Ang Lee (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Kenneth Lonnergan (Manchester à Beira-Mar)
  • Mike Mills (20th Century Women)
  • Jeff Nichols (Loving)
  • Martin Scorsese (Silêncio)
  • Oliver Stone (Snowden)
  • Morten Tyldum (Passageiros)
  • Denis Villeneuve (A Chegada)
  • Denzel Washington (Fences)

Mesmo sem sequer ter lançado o trailer de Silêncio, Martin Scorsese já está em todas as listas do Oscar 2017 por causa de sua reputação. Aliás, considero Scorsese um caso raríssimo em que a estatueta do Oscar lhe rendeu muito mais maturidade e sabedoria na escolha de projetos. Pra mim, O Lobo de Wall Street e A Invenção de Hugo Cabret, que vieram depois do premiado Os Infiltrados, são ótimos filmes e com ousadia de linguagem. Portanto, vou com os especialistas e incluir seu nome como certo.

Damien Chazelle em set de La La Land: Cantando Estações (photo by lionsgatepublicity.com)

Damien Chazelle em set de La La Land: Cantando Estações (photo by lionsgatepublicity.com)

Em seguida, por mais jovem que seja, Damien Chazelle já merecia ter sido indicado ao Oscar de Diretor em 2015 por Whiplash, dessa forma, acredito que seja natural sua indicação nesta categoria por La La Land. Ele tem um forte apuro técnico na fotografia e na montagem, além de ser um ótimo roteirista, que busca algo inovador (quem não curtiu aquele final de Whiplash?), o que deve lhe garantir vaga na final.

Vencedor de 2 Oscars de Diretor, o taiwanês Ang Lee é aquele profissional competente que sempre tem algo de novo pra mostrar. É um dos raros diretores que consegue mudar de gênero sem perder sua capacidade de contar bem uma história. Por mais que ache difícil ele ganhar o terceiro Oscar, não deve ter dificuldade de figurar entre os cinco indicados.

Por mais que esteja pegando carona na polêmica do #OscarSoWhite, o trabalho de direção de Denzel Washington em Fences tem sido bastante elogiado.

ATOR

  • Casey Affleck (Manchester à Beira-Mar)
  • Don Cheadle (Miles Ahead)
  • Robert De Niro (The Comedian)
  • Joel Edgerton (Loving)
  • Michael Fassbender (A Luz Entre Oceanos)
  • Andrew Garfield (Até o Último Homem) (Silêncio)
  • Joseph Gordon-Levitt (Snowden)
  • Ryan Gosling (La La Land)
  • Jake Gyllenhaal (Animais Noturnos)
  • Tom Hanks (Sully)
  • Ethan Hawke (Born to be Blue)
  • Michael Keaton (Fome de Poder)
  • Matthew McConaughey (Ouro e Cobiça)
  • Viggo Mortensen (Capitão Fantástico)
  • Nate Parker (O Nascimento de uma Nação)
  • Will Smith (Beleza Oculta)
  • Miles Teller (Bleed for This)
  • Denzel Washington (Fences)

De acordo com os sites de apostas, os únicos “garantidos” na categoria até o momento são Casey Affleck e Denzel Washington. Ambos tiveram suas performances muito bem elogiadas e seriam muito improváveis suas ausências no tapete vermelho. Se confirmadas as previsões, seria a segunda indicação de Affleck (a primeira como ator principal), e a sétima indicação de Washington, que pode levar seu terceiro Oscar depois de Coadjuvante por Tempo de Glória (1989) e Ator por Dia de Treinamento (2001).

À direita, Casey Affleck contracena com Kyle Chandler em cena de Manchester à Beira-Mar (photo by moviepilot.de)

À direita, Casey Affleck contracena com Kyle Chandler em cena de Manchester à Beira-Mar (photo by moviepilot.de)

Quase garantido também está Joel Edgerton. Este ator australiano que já participou de grandes produções hollywoodianas como O Grande Gatsby (2013) e Êxodo: Deuses e Reis (2014), vem chamando atenção em papéis mais discretos como em Guerreiro (2011), Aliança do Crime (2015) e O Presente (2015), que também dirigiu. No papel verídico de Richard em Loving, arrancou aplausos em Cannes. Se o filme receber indicações para Filme e Roteiro, suas chances de vitória aumentam bastante.

Existem dois atores mais experientes que viveram músicos este ano que podem entrar na penetra na festa. Don Cheadle como Miles Davis em Miles Ahead, e Ethan Hawke como Chet Baker em Born to be Blue. Como a Academia adora personagens baseados em figuras reais, e sempre tem lugar para produções independentes, por que não?

ATRIZ

  • Amy Adams (Animais Noturnos) (A Chegada)
  • Annette Bening (20th Century Women)
  • Emily Blunt (A Garota no Trem)
  • Jessica Chastain (Miss Sloane)
  • Marion Cotillard (Aliados)
  • Rebecca Hall (Christine)
  • Taraji P. Henson (Estrelas Além do Tempo)
  • Isabelle Huppert (Elle)
  • Jennifer Lawrence (Passageiros)
  • Ruth Negga (Loving)
  • Natalie Portman (Jackie)
  • Emma Stone (La La Land: Cantando Estações)
  • Meryl Streep (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Alicia Vikander (A Luz Entre Oceanos)
  • Rachel Weisz (Denial)

Quando vi o trailer de Fences, já havia decretado que 2017 seria o ano de Viola Davis. Além de já ter tido a oportunidade de ganhar o Oscar em duas vezes, e estar em alta na série How to Get Away With Murder, a polêmica da ‘diversidade’ certamente garantiria sua vitória. Mas recentemente, após conferir o filme, ela decidiu que sua personagem era coadjuvante, e que portanto, concorreria como uma.

Com o caminho aberto, os holofotes apontam para Emma Stone, que saiu premiada do último Festival de Veneza por La La Land.  Apesar de jovem (tem 28 anos), ela tem se mostrado bem versátil. Já trabalhou com comédias besteirol (A Casa das Coelhinhas), drama (Birdman), animação (Os Croods), comédia romântica (A Mentira), blockbuster (O Espetacular Homem-Aranha), terror (se considerarmos Zumbilândia) já atuou sob a batuta de Woody Allen duas vezes, e agora canta num musical!

Emma Stone em cena do musical La La Land: Cantando Estações (photo by tumblr.com)

Emma Stone em cena do musical La La Land: Cantando Estações (photo by tumblr.com)

Não se sabe se suas concorrentes terão força para bater de frente, mas Natalie Portman promete muita luta por Jackie, no qual vive a ex-primeira dama no momento crítico após o assassinato de seu marido. Estão falando bem de Amy Adams em A Chegada, o que poderia render sua sexta (!) indicação, e uma das raras para atriz em ficção científica. Particularmente, acho que ela só ganha se ela passar por alguma transformação física (será que só eu penso assim?), mas… Caso ela não agrade, temos sempre Meryl Streep à mão, que aliás se transforma em Florence Foster Jenkins, considerada a pior cantora de todos os tempos. Se cuide, Amy!

ATOR COADJUVANTE

  • Mahershala Ali (Moonlight)
  • Warren Beatty (Rules Don’t Apply)
  • Jeff Bridges (Hell or High Water)
  • Kevin Costner (Estrelas Além do Tempo)
  • John Goodman (Rua Cloverfield 10)
  • Hugh Grant (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Lucas Hedges (Manchester à Beira Mar)
  • Stephen Henderson (Fences)
  • Steve Martin (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Liam Neeson (Silêncio)
  • Dev Patel (Lion)
  • Michael Shannon (Animais Noturnos)
  • Timothy Spall (Denial)
  • Aaron Taylor-Johnson (Animais Noturnos)

Das atuações coadjuvantes mais comentadas até agora foi de Lucas Hedges, como o sobrinho que passa a ser criado pelo tio após a morte do pai. Ele seria o comic relief (alívio cômico) de uma trama sobre luto e passado trágico. Esse tipo de papel apresenta elementos que o fazem se destacar num drama, iluminando ainda mais uma atuação, e de quebra, a Academia adora esse tipo de personagem. Acredito que pelo menos um dos três atores possivelmente indicados de Manchester à Beira-Mar deva levar uma estatueta pra casa. Se Casey Affleck não ganhar, temos Lucas Hedges…

À direita, Lucas Hedges atua ao lado de Casey Affleck em Manchester à Beira-Mar (photo by shootlonline.com)

À direita, Lucas Hedges atua ao lado de Casey Affleck em Manchester à Beira-Mar (photo by shootlonline.com)

Na cola de Hedges, outros dois nomes estão crescendo na temporada. Mahershala Ali em Moonlight tem despertado os críticos num drama que contém bullying, pobreza, drogas e família em frangalhos, tanto que já foi comparado a Preciosa: Uma História de Esperança (2009). E o eterno Schindler, Liam Neeson, que deu um tempo nos filmes de ação (não, não tenho nada contra, tanto que adoro o primeiro Busca Implacável) para trabalhar com Martin Scorsese em Silêncio. Como o filme só terá exibição em dezembro, não se sabe praticamente nada sobre a produção, mas quando um ator desse calibre entra num projeto de Scorsese, cheiro de indicação já tem automaticamente.

ATRIZ COADJUVANTE

  • Viola Davis (Fences)
  • Elle Fanning (20th Century Women)
  • Greta Gerwig (20th Century Women)
  • Naomie Harris (Moonlight)
  • Felicity Jones (Sete Minutos Depois da Meia-Noite)
  • Nicole Kidman (Lion)
  • Aja Naomi King (O Nascimento de uma Nação)
  • Sasha Lane (American Honey)
  • Margo Martindale (The Hollars)
  • Janelle Monáe (Estrelas Além do Tempo)
  • Lupita Nyong’o (Rainha de Katwe)
  • Octavia Spencer (Estrelas Além do Tempo)
  • Kristen Stewart (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Michelle Williams (Manchester à Beira Mar)
Viola Davis em Fences

Viola Davis em Fences

Muitos já decretaram a vitória de Viola Davis nesta categoria por Fences. Se a transição da campanha de Atriz para Atriz Coadjuvante realmente se concretizar como o estúdio e ela mesma deseja, será muito difícil não entregar o prêmio em suas mãos, já que, além de sua atuação ter sido bem elogiada, ela já foi indicada 2 vezes ao Oscar e está em alta com o público através da série How to Get Away With Murder. E além disso tudo, é uma das melhores atrizes de sua geração. Ela consegue transformar uma única cena de um papel menor em ouro como aconteceu em Dúvida.

Talvez a candidata mais forte depois de Davis, seja Naomie Harris que, além de satisfazer a “diversidade”, interpreta um papel forte de uma mãe viciada em crack no drama Moonlight. Pelas críticas que acompanhei, ela foge do estereótipo e entrega uma performance densa sem apelar. O fato de ela ser conhecida do público por ser o nova Miss Moneypenny na franquia do 007 ajuda bastante, claro.

Outra atuação bem comentada nessa temporada é a de Nicole Kidman como uma mãe que vê seu filho adotado sair em busca de seus pais biológicos. Como Lion tem a grande Weinstein Co. por trás da campanha, acredito que Kidman tem lugar garantido.

ROTEIRO ORIGINAL

  • Steven Knight (Aliados)
  • Andrea Arnold (American Honey)
  • Woody Allen (Café Society)
  • Matt Ross (Capitão Fantástico)
  • Taylor Sheridan (Hell or High Water)
  • Noah Oppenheim (Jackie)
  • Damien Chazelle (La La Land: Cantando Estações)
  • Yorgos Lanthimos e Efthymis Filippou (O Lagosta)
  • Jeff Nichols (Loving)
  • Kenneth Lonnergan (Manchester à Beira-Mar)
  • Barry Jenkins (Moonlight)
  • Mike Mills (20th Century Women)
Cena do drama independente Moonlight, de Barry Jenkins (photo by cine.gr)

Cena do drama independente Moonlight, de Barry Jenkins (photo by cine.gr)

ROTEIRO ADAPTADO

  • Eric Heisserer (A Chegada)
  • Jean-Christophe Castelli (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • David Hare (Denial)
  • August Wilson (Fences)
  • Robert D. Siegel (Fome de Poder)
  • Erin Cressida Wilson (A Garota no Trem)
  • Allison Schroeder e Theodore Melfi (Estrelas Além do Tempo)
  • Luke Davies (Lion)
  • Ben Affleck (A Lei da Noite)
  • Whit Stillman (Love & Friendship)
  • Patrick Ness (Sete Minutos Depois da Meia-Noite)
  • Tom Ford (Animais Noturnos)
  • Jay Cocks (Silêncio)
  • Todd Komarnicki (Sully: O Herói do Rio Hudson)
Dev Patel em cena de Lion (photo by cine.gr)

Dev Patel em cena de Lion (photo by cine.gr)

FOTOGRAFIA

  • Bradford Young (A Chegada)
  • John Toll (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Charlotte Bruus Christensen (Fences)
  • Robert Elswit (Ouro e Cobiça)
  • Roger Deakins (Ave, César!)
  • Mandy Walker (Estrelas Além do Tempo)
  • Stéphane Fontaine (Jackie)
  • Bill Pope (Mogli: O Menino Lobo)
  • Linus Sandgren (La La Land: Cantando Estações)
  • Robert Richardson (A Lei da Noite)
  • Adam Stone (Loving)
  • James Laxton (Moonlight)
  • Seamus McGarvey (Animais Noturnos)
  • Rodrigo Prieto (Silêncio)
Fotografia de A Chegada, de Denis Villeneuve (photo by moviepilot.de)

Fotografia de Bradford Young de A Chegada, de Denis Villeneuve (photo by moviepilot.de)

MONTAGEM

  • Joe Walker (A Chegada)
  • Tim Squyres (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Steven Rosenblum (O Nascimento de uma Nação)
  • John Gilbert (Até o Último Homem)
  • Sebastián Sepúlveda (Jackie)
  • Mark Livolsi (Mogli: O Menino Lobo)
  • Tom Cross (La La Land: Cantando Estações)
  • Alexandre de Franceschi (Lion)
  • William Goldenberg (A Lei da Noite)
  • Joi McMillon e Nat Sanders (Moonlight)
  • Joan Sobel (Animais Noturnos)
  • Ruy Diaz e Thelma Schoonmaker (Silêncio)
  • Jabez Olssen (Rogue One: Uma História Star Wars)
  • Blu Murray (Sully: O Herói do Rio Hudson)
Tom Hanks como o piloto em Sully: O Herói do Rio Hudson (photo by moviepilot.de)

Tom Hanks como o piloto em Sully: O Herói do Rio Hudson (photo by moviepilot.de)

DIREÇÃO DE ARTE

  • Gary Freeman (Aliados)
  • Patrice Vermette (A Chegada)
  • Rick Carter (O Bom Gigante Amigo)
  • Mark Friedberg (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • Charles Wood (Doutor Estranho)
  • Stuart Craig (Animais Fantásticos e Onde Habitam)
  • Alan MacDonald (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Jess Gonchor (Ave, César!)
  • Jean Rabasse (Jackie)
  • Christopher Glass (Mogli: O Menino Lobo)
  • David Wasco (La La Land: Cantando Estações)
  • Jess Gonchor (A Lei da Noite)
  • Gavin Bocquet (O Lar das Crianças Peculiares)
  • Eugenio Caballero (Sete Minutos Depois da Meia-Noite)
  • Guy Hendrix Dyas (Passageiros)
  • Jeannine Oppewall (Rules Don’t Apply)
  • Dante Ferretti (Silêncio)
No centro, Eddie Redmayne em Animais Fantásticos e Onde Habitam (photo by cine.gr)

No centro, Eddie Redmayne em Animais Fantásticos e Onde Habitam (photo by cine.gr)

FIGURINO

  • Joanna Johnston (Aliados)
  • Colleen Atwood (Animais Fantásticos e Onde Habitam)
  • Sharen Davis (Fences)
  • Consolata Boyle (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Mary Zophres (Ave, César!)
  • Seong-hie Ryu (The Handmaiden)
  • Madeline Fontaine (Jackie)
  • Mary Zophres (La La Land: Cantando Estações)
  • Jacqueline West (A Lei da Noite)
  • Colleen Atwood (O Lar das Crianças Peculiares)
  • Albert Wolsky (Rules Don’t Apply)
  • Dante Ferretti (Silêncio)
Figurinos de Colleen Atwood em O Lar das Crianças Peculiares (photo by cine.gr)

Figurinos de Colleen Atwood em O Lar das Crianças Peculiares (photo by cine.gr)

MAQUIAGEM

  • Deadpool
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Florence: Quem é Essa Mulher?
  • Até o Último Homem
  • O Lar das Crianças Peculiares
  • Rogue One: Uma História Star Wars
  • Silêncio
  • Star Trek: Sem Fronteiras
Sofia Boutella em cena de Star Trek: Sem Fronteiras (photo by cine.gr)

Sofia Boutella em cena de Star Trek: Sem Fronteiras (photo by cine.gr)

TRILHA MUSICAL ORIGINAL

  • Alan Silvestri (Aliados)
  • Jóhann Jóhannsson (A Chegada)
  • John Williams (O Bom Gigante Amigo)
  • Jeff Danna e Mychael Danna (A Longa Caminhada de Billy Lynn)
  • James Newton Howard (Animais Fantásticos e Onde Habitam)
  • Thomas Newman (Procurando Dory)
  • Alexandre Desplat (Florence: Quem é Essa Mulher?)
  • Pharrell Williams e Hans Zimmer (Estrelas Além do Tempo)
  • Mica Levi (Jackie)
  • John Debney (Mogli: O Menino Lobo)
  • Justin Hurwitz (La La Land: Cantando Estações)
  • Alexandre Desplat (A Luz Entre Oceanos)
  • Volker Bertelmann e Dustin O’Halloran (Lion)
  • Opetaia Foa’i, Mark Mancina e Lin-Manuel Miranda (Moana – Um Mar de Aventuras)
  • Abel Korzeniowski (Animais Noturnos)
  • Thomas Newman (Passageiros)
  • Michael Giacchino (Rogue One: Uma História Star Wars)
  • Michael Giacchino (Zootopia)

CANÇÃO ORIGINAL

  • “I See a Victory” (Estrelas Além do Tempo)
  • “Audition (The Fools Who Dream”) (La La Land: Cantando Estações)
  • “City of Stars” (La La Land: Cantando Estações)
  • “Never Give Up” (Lion)
  • “How Far I’ll Go” (Moana – Um Mar de Aventuras)
  • “The Great Beyond” (Festa da Salsicha)
  • “Faith” (Sing: Quem Canta Seus Males Espanta)
  • “A Letter to the Free” (The 13th)
  • “Can’t Stop the Feeling!” (Trolls)

SOM

  • Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
  • Até o Último Homem
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Jason Bourne
  • Mogli: O Menino Lobo
  • La La Land: Cantando Estações
  • A Lei da Noite
  • Passageiros
  • Silêncio
  • Rogue One: Uma História Star Wars
  • Star Trek: Sem Fronteiras
  • Sully: O Herói do Rio Hudson

EFEITOS SONOROS

  • 13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi
  • A Chegada
  • Horizonte Profundo: Desastre no Golfo
  • Doutor Estranho
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Até o Último Homem
  • A Lei da Noite
  • Passageiros
  • Rogue One: Uma História Star Wars
  • Silêncio
  • Star Trek: Sem Fronteiras
  • Sully: O Herói do Rio Hudson

EFEITOS VISUAIS

  • O Bom Gigante Amigo
  • Capitão América: Guerra Civil
  • Animais Fantásticos e Onde Habitam
  • Doutor Estranho
  • Mogli: O Menino Lobo
  • O Lar das Crianças Peculiares
  • Sete Minutos Depois da Meia-Noite
  • Passageiros
  • Meu Amigo, O Dragão
  • Rogue One: Uma História Star Wars
  • Star Trek: Sem Fronteiras
  • X-Men: Apocalipse
  • Warcraft
Efeitos visuais de Doutor Estranho (photo by moviepilot.de)

Efeitos visuais de Doutor Estranho (photo by moviepilot.de)

LONGA DE ANIMAÇÃO

  • Angry Birds: O Filme
  • Kubo e as Cordas Mágicas
  • Kung Fu Panda 3
  • Moana – Um Mar de Aventuras
  • Procurando Dory
  • O Pequeno Príncipe
  • Miss Hokusai
  • The Red Turtle 
  • Festa da Salsicha
  • A Vida Secreta dos Pets
  • Sing: Quem Canta Seus Males Espanta
  • Trolls
  • Zootopia
Cena de The Red Turtle, de Michael Dudok de Wit (photo by cine.gr)

Cena de The Red Turtle, de Michael Dudok de Wit (photo by cine.gr)

FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA

  • Afterimage, de Andrzej Wajda (Polônia)
  • Barakah Meets Barakah, de Mahmoud Sabbagh (Arábia Saudita)
  • De Longe te Observo, de Lorenzo Vigas (Venezuela)
  • Desierto, de Carlos Cuarón (México)
  • A Distinguished Citizen, de Gastón Duprat e Mariano Cohn (Argentina)
  • Elle, de Paul Verhoeven (França)
  • Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi (Itália)
  • O Ídolo, de Hany Abu Assad (Palestina)
  • It’s Only the End of the World, de Xavier Dolan (Canadá)
  • Julieta, de Pedro Almodóvar (Espanha)
  • Land of Mine, de Martin Zandvliet (Dinamarca)
  • Ma’Rosa, de Brillante Mendoza (Filipinas)
  • Morte em Sarajevo, de Danis Tanovic (Bósnia Herzegovina)
  • Neruda, de Pablo Larraín (Chile)
  • Toni Erdmann, de Maren Ade (Alemanha)
  • O Apartamento, de Asghar Farhadi (Irã)
Cena do iraniano The Salesman, que dialoga com a obra literária de Arthur Miller. Com o histórico de vitória no Oscar, Asghar Farhadi praticamente garante sua presença no Oscar 2017, na opinião deste humilde blogueiro. (photo by cine.gr)

Cena do iraniano The Salesman, que dialoga com a obra literária de Arthur Miller. Com o histórico de vitória no Oscar, Asghar Farhadi praticamente garante sua presença no Oscar 2017, na opinião deste humilde blogueiro. (photo by cine.gr)

Na lista, existem nomes fortes na disputa, como o espanhol Pedro Almodóvar com Julieta, e o canadense Xavier Dolan com It’s Only the End of the World, mas eu, particularmente, aposto nas indicações de Neruda, de Pablo Larraín (Chile) – até mesmo porque o diretor também é responsável por Jackie, estrelado por Natalie Portman – e The Salesman, de Asghar Farhadi (Irã) – ele já venceu em 2012 com A Separação e este novo filme dialoga com a obra de Arthur Miller, “A Morte de um Caixeiro-Viajante”. Também não descartaria os vencedores de prêmios de festivais como o documentário italiano Fogo no Mar, de Gianfranco Rosi, que levou o Urso de Ouro em Berlim; o drama venezuelano De Longe te Observo, de Lorenzo Vigas, que ganhou o Leão de Ouro 2015. Gostaria muito que o representante francês Elle recebesse uma indicação, pois idolatro o diretor Paul Verhoeven. Mas as chances são mínimas, já que seu filme retrata um tema polêmico (estupro) sob uma perspectiva… bem, digamos, “Verhoevenesca”, à la provocateur. Espero que a tal “diversidade” também atinja a categoria mais conservadora do Oscar…

***

As indicações ao Oscar 2017 serão anunciadas ao vivo no dia 24 de janeiro, e a cerimônia está marcada para o dia 26 de fevereiro.

 

Academy Awards History: A História do Oscar (1961 a 1970)

Fachada do Santa Monica Civic Auditorium para o 38º Annual Academy Awards, onde ocorreu a primeira transmissão em cores para a TV (photo by twitter.com)

Fachada do Santa Monica Civic Auditorium para o 38º Annual Academy Awards, onde ocorreu a primeira transmissão em cores para a TV (photo by twitter.com)

QUAL MERECE MAIS?

Quando cinéfilos mundo afora discutem sobre os vencedores do Oscar, é muito comum ouvirmos “Deram o Oscar pro filme errado” ou “Deveriam ter premiado o outro filme”. Quem nunca soltou uma dessas numa rodinha de cinema? A verdade é que só sabemos se foi um “erro” mesmo com o passar do tempo. Acredito que a Academia e seus membros votaram naqueles que consideraram os melhores do ano. Se o filme ou a performance vencedores vão crescer ou cair no esquecimento, só dá pra ter certeza absoluta depois.

Nos anos 60, o Oscar ainda estava naquele hype de filmes musicais, tanto que premiou quatro como Melhor Filme: Amor Sublime Amor,  Minha Bela Dama, A Noviça Rebelde e Oliver!, que foi o último antes de Chicago vencer em 2003. Sim, premiaram filmes bobos como As Aventuras de Tom Jones (que hoje poucos sabem que filme é), mas a Academia demonstrou que buscava qualidade com maturidade ao reconhecer filmes polêmicos como No Calor da Noite (pela importância da questão racial e Sidney Poitier num papel marcante) e Perdidos na Noite (pela poesia encontrada no universo underground de Nova York). Toda vez que me perguntam quais filmes realmente mereceram o Oscar de Melhor Filme, sempre cito Perdidos na Noite, de John Schlesinger.

Jon Voight como Joe Buck em cena de Perdidos na Noite, de John Schlesinger (photo by metropolisvintageonline.com)

Jon Voight como Joe Buck em cena de Perdidos na Noite, de John Schlesinger (photo by metropolisvintageonline.com)

Pena que faltou essa ousadia no ano anterior, quando resolveram premiar Oliver! no lugar do revolucionário 2001: Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick, que levou seu único Oscar por Efeitos Especiais. Mas esse “deslize” é mais do que compreensível, já que 2001 seria ousado mesmo se tivesse sido lançado nos dias de hoje. Uma vez ouvi um boato de que o ator Rock Hudson teria saído no meio da sessão aos berros de reclamação de ‘que porcaria é essa?’. Não que Hudson fosse lá um expert em linguagem cinematográfica, ainda mais de ficção científica e Arthur C. Clarke, mas não é um filme fácil de digerir.

FATOS HISTÓRICOS

A partir do 33º ano, em 1961, a cerimônia do Oscar mudou de endereço. Passou da RKO Pantages Theatre para o Santa Monica Civic Auditorium para poder comportar melhor a expansão de seus membros acadêmicos, convidados e apoiadores. Foi também nesta importante década que a apresentação foi transmitida em cores pela primeira vez na História, mais precisamente em 18 de abril de 1966, ano em que o musical A Noviça Rebelde levou Melhor Filme.

Dois anos após o advento da cor na transmissão do Oscar, a Academia decidiu unificar as categorias técnicas, antes divididas em Cores e Preto-e-Branco. Assim, as categorias de Fotografia, Direção de Arte e Figurino passaram a ser únicas.

Em 1967, a cerimônia foi quase cancelada devido a uma greve do sindicato da American Federation of Television and Radio Artists (AFTRA), mas apenas três horas antes foi acalmada e o show continuou. Mas no ano seguinte, a cerimônia do Oscar sofreu novo problema no calendário. Com o assassinato de Martin Luther King Jr., o evento foi adiado em dois dias em respeito, assim como a festa do Governor’s Ball foi cancelada naquele ano. Em 1963, ano seguinte ao assassinato do presidente John F. Kennedy, talvez a Academia tenha buscado alívio e conforto ao premiar a comédia britânica As Aventuras de Tom Jones, no lugar do drama imigrante de Elia Kazan, Terra de um Sonho Distante.

Vale destacar aqui que o mestre do suspense, Alfred Hitchcock, que acumulava 5 indicações como Melhor Diretor sem vitórias, foi lembrado pela Academia em 1967, quando lhe homenagearam com o prêmio Irving G. Thalberg, concedido pela “alta qualidade de suas produções ao longo de sua incrível carreira”. Indignado, como seus inúmeros fãs, o diretor subiu ao palco, recebeu o prêmio das mãos de Robert Wise, e foi amargamente sucinto com um “Thank you” para então sair de cena. (Veja vídeo no ano respectivo abaixo)

Alfred Hitchcock (à esq) posa com o prêmio Irving G. Thalberg ao lado de Robert Wise (photo by the.hitchcock.zone)

Alfred Hitchcock (à esq) posa com o prêmio Irving G. Thalberg ao lado de Robert Wise (photo by the.hitchcock.zone)

E por que não lembrar aqui da bela homenagem a um dos atores mais carismáticos que o Cinema já teve? Indicado duas vezes como Melhor Ator na década de 40, Cary Grant recebeu o Oscar Honorário em 1970 das mãos de Frank Sinatra após um vídeo com montagem de seus trabalhos em 34 anos de carreira. Ele foi aplaudido de pé por todos os presentes na cerimônia.

CAMPANHAS APELATIVAS

Para quem acha que a Academia sofre tentativas de suborno hoje com campanhas descaradas de Harvey Weinstein e companhia, mal sabe que estes fatos já vêm ocorrendo desde essa década de 60. Os estúdios lançaram campanhas ferozes chegando ao seu ápice com o nome de Chill Wills para uma indicação como Ator Coadjuvante em 1961, tanto que a Academia sentiu a necessidade inadiável de emitir um comunicado sobre a questão: “Sentimos que devemos declarar nossa posição sobre todos os indicados em potencial. Estamos cientes de que, ao longo dos anos, a grande maioria daqueles que foram indicados ou estavam buscando indicação exerceram retenção para lembrar os membros votantes de suas realizações. Lamentavelmente, contudo, ano passado alguns recorreram a uma excessiva e vulgar solicitação de votos. Isto se tornou um sério embaraço para a Academia e para nossa indústria. Somos hesitantes em definir regras específicas quanto às propagandas e deixaremos a decisão este ano para a boa consciência dos indicados.” – O ator Chill Wills foi indicado como Coadjuvante por O Álamo, mas perdeu para Peter Ustinov (Spartacus). Não se sabe a contagem dos votos, mas muitas vezes, a publicidade excessiva pode arruinar uma performance vitoriosa.

PRIMEIROS

Em 1962, a atriz italiana Sophia Loren foi responsável pela primeira indicação e vitória de uma performance estrangeira no Oscar. Ela interpretou uma mãe viúva que é vítima de estupro com a filha por soldados marroquinos no filme Duas Mulheres, de Vittorio De Sica. Esse marca só foi alcançada novamente em 1998, quando seu compatriota Roberto Benigni levou Melhor Ator por A Vida é Bela. Já pela categoria de Atriz, apenas em 2008, com a vitória arrasadora de Marion Cotillard por Piaf – Um Hino ao Amor.

Sophia Loren em cena de Duas Mulheres, de Vittorio De Sica (photo by mubi.com)

Sophia Loren em cena de Duas Mulheres, de Vittorio De Sica (photo by mubi.com)

Foi nesse mesmo ano em que vimos pela primeira vez um ator declinando sua indicação. Sim, George C. Scott foi o primeiro dos rebeldes. Apesar de sua recusa, ele permaneceu indicado como Ator Coadjuvante por Desafio à Corrupção, mas perdeu para George Chakiris por Amor, Sublime Amor. Scott venceu seu Oscar em 1971 por Patton – Rebelde ou Herói? e, claro, recusou o prêmio. Outro grande ator, Marlon Brando, que já havia vencido em 1955 por Sindicato de Ladrões, deve ter se inspirado no colega e também recusou o prêmio por O Poderoso Chefão em 1973.

Ainda em 62, ocorreu a primeira vitória de uma dupla de diretores na categoria. O veterano Robert Wise fez uma parceria com o coreógrafo Jerome Robbins, resultando no belíssimo trabalho visual do musical Amor, Sublime Amor. A única vitória de dupla só voltaria a acontecer 46 anos depois, com a consagração dos irmãos Joel e Ethan Coen por Onde os Fracos Não Têm Vez.

E, obviamente, esta foi também a primeira década, mais precisamente em 1964, em que um ator negro ganhou como Melhor Ator. É curioso saber que mesmo tendo interpretado personagens tão fortes em relação às questões raciais como em Acorrentados (1958), Adivinhe Quem Vem Para Jantar (1967) e No Calor da Noite (1967), Sidney Poitier tenha vencido justamente por um papel mais light: um carpinteiro que ajuda cinco freiras a construir uma capela no deserto em Uma Voz nas Sombras (1962). Aliás, o segundo ator negro a ganhar na mesma categoria também levou o Oscar pela performance “errada”: Denzel Washington por Dia de Treinamento, em 2002, quando deveria ter levado por Malcolm X ou Hurricane – O Furacão. Premiar pelo filme errado parece ser a tônica do Oscar.

Sidney Poitier (actor), Sidney Skolsky1963 (36th)

Sidney Poitier conversando com Sidney Skolsky na cerimônia do Oscar.

Só fazendo um adendo pessoal, felizmente esta foi a última década em que o anúncio dos atores indicados era sob um silêncio fúnebre. Não rolava clipes das performances dos atores, ninguém batia palmas e os indicados ficavam com aquela cara fechada de poucos amigos, que dizia “Eu sou bom, mas eu não ligo! Anuncia logo que sou vencedor pra eu ir pra casa!”, sendo que na verdade, estavam mega apreensivos em suas poltronas, ou seja, os atores não estavam atuando bem!

THE 42nd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1970

07 de Abril de 1970

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

Perdidos na Noite, de John Schlesinger

MELHOR FILME
– Ana dos Mil Dias (Anne of the Thousand Days)
Produtor: Hal B. Wallis
– Butch Cassidy (Butch Cassidy and the Sundance Kid)
Produtor: John Foreman
– Alô, Dolly! (Hello, Dolly!)
Produtor: Ernest Lehman
• Perdidos na Noite (Midnight Cowboy)
Produtor: Jerome Hellman

– Z (Z)
Produtores: Jacques Perrin, Ahmed Rachedi


Uma bronzeada Elizabeth Taylor apresenta o Oscar de Melhor Filme para Perdidos na Noite

MELHOR DIRETOR
– Costa-Gavras (Z)
– George Roy Hill (Butch Cassidy)
– Arthur Penn (Deixem-nos Viver)
– Sydney Pollack (A Noite dos Desesperados)
• John Schlesinger (Perdidos na Noite) – John Schlesinger não estava presente. Jon Voight aceitou o prêmio em seu nome.


Myrna Loy cita todos os diretores antes que revelar o vencedor John Schlesinger, aceito por Jon Voight

MELHOR ATOR
– Richard Burton (Ana dos Mil Dias)
– Dustin Hoffman (Perdidos na Noite)
– Peter O’Toole (Adeus, Mr. Chips)
– Jon Voight (Perdidos na Noite)
• John Wayne (Bravura Indômita)

https://www.youtube.com/watch?v=7qQhODwivLU
Barbra Streisand concede o Oscar a John Wayne

MELHOR ATRIZ
– Geneviève Bujold (Ana dos Mil Dias)
– Jane Fonda (A Noite dos Desesperados)
– Liza Minnelli (Os Anos Verdes)
– Jean Simmons (Tempo Para Amar, Tempo Para Esquecer)
• Maggie Smith (A Primavera de uma Solteirona) – Maggie Smith não estava presente. Alice Ghostley aceitou em seu nome.


Cliff Robertson apresenta o Oscar para Maggie Smith, aceito por Alice Ghostley

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Rupert Crosse (Os Rebeldes)
– Elliott Gould (Bob, Carol, Ted e Alice)
– Jack Nicholson (Sem Destino)
– Anthony Quayle (Ana dos Mil Dias)
• Gig Young (A Noite dos Desesperados)


A bela Katharine Ross apresenta o Oscar para Gig Young

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Catherine Burns (O Último Verão)
– Dyan Cannon (Bob, Carol, Ted e Alice)
• Goldie Hawn (Flor de Cacto) – Goldie Hawn não estava presente. Raquel Welch aceitou o prêmio em seu nome.
– Sylvia Miles (Perdidos na Noite)
– Susannah York (A Noite dos Desesperados)


O grande Fred Astaire apresenta o Oscar de coadjuvante.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Paul Mazursky, Larry Tucker (Bob, Carol, Ted e Alice)
William Goldman (Butch Cassidy)
– William Goldman não estava presente. Katharine Ross aceitou o prêmio em seu nome.
– Nicola Badalucco, Enrico Medioli, Luchino Visconti (Os Deuses Malditos)
– Peter Fonda, Dennis Hopper, Terry Southern (Sem Destino)
– Walon Green, Roy N. Sickner, Sam Peckinpah (Meu Ódio Será Sua Herança)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– John Hale, Bridget Boland, Richard Sokolove (Ana dos Mil Dias)
– Arnold Schulman (Paixão de Primavera)
Waldo Salt (Perdidos na Noite)
– James Poe, Robert E. Thompson (A Noite dos Desesperados)
– Jorge Semprún, Costa-Gavras (Z)

Enquanto Katharine Ross e Jon Voight apresentam Roteiro Adaptado para Waldo Salt, James Earl Jones e Ali MacGraw entregam Roteiro Original para William Goldman. MacGraw veio com um visual à la Cruela…

MELHOR FOTOGRAFIA
– Arthur Ibbetson (Ana dos Mil Dias)
– Charles Lang (Bob, Carol, Ted e Alice)
Conrad L. Hall (Butch Cassidy)
– Harry Stradling Sr. (Alô, Dolly!)
– Daniel L. Fapp (Sem Rumo no Espaço)


O grande John Wayne elogia os diretores de fotografia antes de premiar Conrad L. Hall

MELHOR MONTAGEM
– William Reynolds (Alô, Dolly!)
– Hugh A. Robertson (Perdidos na Noite)
– William A. Lyon, Earle Herdan (O Segredo de Santa Vitória)
– Fredric Steinkamp (A Noite dos Desesperados)
Françoise Bonnot (Z)


Claudia Cardinale e James Earl Jones apresentam o Oscar de Montagem para a montadora Françoise Bonnot.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
John DeCuir, Jack Martin Smith, Herman A. Blumenthal, Walter M. Scott, George James Jopkins, Raphael Bretton (Alô, Dolly!)
– Maurice Carter, Lionel Couch, Patrick McLoughlin (Ana dos Mil Dias)
– Robert F. Boyle, George B. Chan, Edward G. Boyle, Carl Biddiscombe (Uma Certa Casa em Chicago)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, Jack D. Moore (Charity, Meu Amor)
– Harry Horner, Frank R. McKelvy (A Noite dos Desesperados)

MELHOR FIGURINO
– Irene Sharaff (Alô, Dolly!)
Margaret Furse (Ana dos Mil Dias)
– Ray Aghayan (Uma Certa Casa em Chicago)
– Edith Head (Charity, Meu Amor)
– Donfeld (A Noite dos Desesperados)

MELHOR TRILHA MUSICAL (ORIGINAL OU ADAPTADA)
– Leslie Bricusse, John Williams (Adeus, Mr. Chips)
Lennie Hayton, Lionel Newman (Alô, Dolly!)
– Nelson Riddle (Os Aventureiros do Ouro)
– Cy Coleman (Charity, Meu Amor)
– Johnny Green, Albert Woodbury (A Noite dos Desesperados)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL (NÃO FILME MUSICAL)
– Georges Delerue (Ana dos Mil Dias)
• Burt Bacharach (Butch Cassidy)
– John Williams (Os Rebeldes)
– Ernest Gold (O Segredo de Santa Vitória)
– Jerry Fielding (Meu Ódio Será Sua Herança)


A dupla Cliff Robertson e Barbara McNair apresenta o Oscar de trilha para o grande músico Burt Bacharach, que também leva o Oscar de Canção pelas mãos de Candice Bergen

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Come Saturday Morning”, de Fred Karlin, Dory Previn (Os Anos Verdes)
“Raindrops Keep Fallin’ on my Head”, de Burt Bacharach, Hal David (Butch Cassidy)
“Jean”, de Rod McKuen (A Primavera de uma Solteirona)
“True Grit”, de Elmer Bernstein, Don Black (Bravura Indômita)
“What Are You Doing for the Rest of Your Life?”, de Michel Legrand, Alan Bergman, Marilyn Bergman (Tempo Para Amar, Tempo Para Esquecer)

MELHOR SOM
Jack Solomon, Murray Spivack (Alô, Dolly!)
– John Aldred (Ana dos Mil Dias)
– Bill Edmondson, David Dockendorf (Butch Cassidy)
– Robert Martin, Clem Portman (Uma Certa Casa em Chicago)
– Les Fresholtz, Arthur Piantadosi (Sem Rumo no Espaço)

Elliott Gould e Candice Bergen apresentam Melhor Som para o musical favorito de Wall-E, Alô, Dolly!

MELHORES EFEITOS VISUAIS ESPECIAIS
– Eugène Lourié, Alex Weldon (Krakatoa, O Inferno de Java)
Robie Robinson (Sem Rumo no Espaço)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Blake, de Douglas Jackson
• The Magic Machines, de Joan Keller Stern
– People Soup, de Marc Merson

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– En Marchant, de Ryan Larkin
It’s Tough to be a Bird, de Ward Kimball
– Of Men and Demons, de John Hubley, Faith Hubley

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– An Impression of John Steinbeck: Writer, de Donald Wrye
• Czechoslovakia 1968, de Denis Sanders, Robert M. Fresco
– Jenny is a Good Thing, de Joan Horvath
– Leo Beuerman, de Arthur H. Wolf, Russell A. Mosser
– The Magic Machines, de Joan Keller Stern

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Before the Mountain Was Moved, de Robert K. Sharpe
– No Ano do Porco, de Emile de Antonio
• L’Amour de la Vie – Artur Rubinstein, de Bernard Chevry
– Olimpiada en México (Film Section of the Organizing Committee for the XIX Olympic Games)
– The Wolf Men, de Irwin Rosten

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Ådalen, de Bo Widerberg – SUÉCIA
– A Batalha do Neretva (Bitka na Neretvi), de Veljko Bulajic – IUGOSLÁVIA
– Os Irmãos Karamazov (Bratya Karamazovy), de Kirill Lavrov, Ivan Pyryev, Mikhail Ulyanov – UNIÃO SOVIÉTICA
– Minha Noite com Ela (Ma nuit chez Maud), de Eric Rohmer – FRANÇA
Z (Z), de Costa-Gavras – ARGÉLIA


Claudia Cardinale e Clint Eastwood concedem as honras para a Argélia

OSCAR HONORÁRIO
• Cary Grant

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Jessel

THE 41st ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1969

14 de Abril de 1969

Oliver!, de Carol Reed

Oliver!, de Carol Reed

MELHOR FILME
– Funny Girl – A Garota Genial (Funny Girl)
Produtor: Ray Stark
– O Leão no Inverno (The Lion in Winter)
Produtor: Martin Poll
• Oliver! (Oliver!)
Produtor: John Woolf
– Rachel, Rachel (Rachel, Rachel)
Produtor: Paul Newman
– Romeu & Julieta (Romeo and Juliet)
Produtores: Anthony Havelock-Allan, John Brabourne

MELHOR DIRETOR
– Anthony Harvey (O Leão no Inverno)
– Stanley Kubrick (2001: Uma Odisséia no Espaço)
– Gillo Pontecorvo (A Batalha de Argel)
• Carol Reed (Oliver!)
– Franco Zeffirelli (Romeu & Julieta)


Um quinteto maravilhoso anuncia os diretores indicados: Natalie Wood, Ingrid Bergman, Jane Fonda, Diahann Carroll e Rosalind Russell. Em seguida, Sidney Poitier introduz os cinco indicados a Melhor Filme.

MELHOR ATOR
– Alan Arkin (Por que tem de ser Assim?)
– Alan Bates (O Homem de Kiev)
– Ron Moody (Oliver!)
– Peter O’Toole (O Leão no Inverno)
• Cliff Robertson (Os Dois Mundos de Charly) – Cliff Robertson não estava presente na cerimônia. Frank Sinatara aceitou o prêmio em seu nome.


Burt Lancaster apresenta o Oscar de Melhor Ator, aceito por Frank Sinatra.

MELHOR ATRIZ
• Katharine Hepburn (O Leão no Inverno) – Empate com Barbra Streisand. Katharine Hepburn se tornou a primeira atriz a ganhar duas vezes consecutivas e a primeira a vencer três vezes como Melhor Atriz. Hepburn não estava presente na cerimônia. O diretor Anthony Harvey aceitou o prêmio em seu nome.
– Patricial Neal (A História de Três Estranhos)
– Vanessa Redgrave (Isadora)
• Barbra Streisand (Funny Girl – A Garota Genial) – Empate com Katharine Hepburn.
– Joanne Woodward (Rachel, Rachel)


Ingrid Bergman revela empate inédito na categoria entre Katharine Hepburn e Barbra Streisand

MELHOR ATOR COADJUVANTE
• Jack Albertson (A História de Três Estranhos)
– Seymour Cassel (Faces)
– Daniel Massey (A Estrela)
– Jack Wild (Oliver!)
– Gene Wilder (Primavera Para Hitler)


Frank Sinatra apresenta o Oscar para Jack Albertson

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Lynn Carlin (Faces)
• Ruth Gordon (O Bebê de Rosemary)
– Sondra Locke (Por que tem de ser Assim?)
– Kay Medford (Funny Girl – A Garota Genial)
– Estelle Parsons (Rachel, Rachel)


Tony Curtis acaba com o nervosismo das indicadas ao anunciar Ruth Gordon, a única a soltar um sorrisinho!

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Franco Solinas, Gillo Pontecorvo (A Batalha de Argel)
– John Cassavetes (Faces)
– Ira Wallach, Peter Ustinov (A Máquina de Fazer Milhões)
– Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke (2001: Uma Odisséia no Espaço)
Mel Brooks (Primavera Para Hitler)


A dupla Frank Sinatra e Don Rickles apresentam Roteiro Original com muito humor

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Neil Simon (Um Estranho Casal)
• James Goldman (O Leão no Inverno)
– Vernon Harris (Oliver!)
– Stewart Stern (Rachel, Rachel)
– Roman Polanski (O Bebê de Rosemary)


Rosalind Russell apresenta Roteiro Adaptado com Frank Sinatra

MELHOR FOTOGRAFIA
– Harry Stradling Sr. (Funny Girl – A Garota Genial)
– Daniel L. Fapp (Estação Polar Zebra)
– Oswald Morris (Oliver!)
• Pasqualino De Santis (Romeu & Julieta)
– Ernest Laszlo (A Estrela)

MELHOR MONTAGEM
• Frank P. Keller (Bullitt)
– Robert Swink, Maury Winetrobe, William Sands (Funny Girl – A Garota Genial)
– Frank Bracht (Um Estranho Casal)
– Ralph Kemplen (Oliver!)
– Fred R. Feitshans Jr., Eve Newman (Violência nas Ruas)


Walter Matthau usa luvas brancas para apresentar o Oscar de Montagem

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• John Box, Terence Marsh, Vernon Dixon, Ken Muggleston (Oliver!)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno (As Sandálias do Pescador)
– Boris Leven, Walter M. Scott, Howard Bristol (A Estrela)
– Anthony Masters, Harry Lange, Ernest Archer (2001: Uma Odisséia no Espaço)
– Mikhail Bogdanov, Gennadi Myasnikov, Georgi Koshelev, V. Uvarov (Guerra e Paz)


A princesa sexy Natalie Wood apresenta o Oscar de Direção de Arte

MELHOR FIGURINO
– Margaret Furse (O Leão no Inverno)
– Phyllis Dalton (Oliver!)
– Morton Haack (O Planeta dos Macacos)
• Danilo Donati (Romeu & Julieta)
– Donald Brooks (A Estrela)

MELHOR TRILHA MUSICAL (ORIGINAL OU ADAPTADO)
– Ray Heindorf (O Caminho do Arco-Íris)
– Walter Scharf (Funny Girl – A Garota Genial)
• Johnny Green (Oliver!)
– Lennie Hayton (A Estrela)
– Michel Legrand, Jacques Demy (Duas Garotas Românticas)


Marni Nixon e Henry Mancini fazem uma criativa apresentação musical para apresentar Trilha Musical

MELHOR TRILHA MUSICAL (FILME NÃO MUSICAL)
– Lalo Schifrin (Apenas uma Mulher)
• John Barry (O Leão no Inverno)
– Jerry Goldsmith (O Planeta dos Macacos)
– Alex North (As Sandálias do Pescador)
– Michel Legrand (Crown, o Magnífico)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Chitty Chitty Bang Bang”, de Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (O Calhambeque Mágico)
“The Windmills of Your Mind”, de Michel Legrand, Alan Bergman, Marilyn Bergman (Crown, O Magnífico)
“For Love of Ivy”, de Quincy Jones, Bob Russell (Um Homem Para Ivy)
“Funny Girl”, de Julie Styne, Bob Merrill (Funny Girl – A Garota Genial)
“Star!”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (A Estrela)

MELHOR SOM
– Bullitt
– O Caminho do Arco-Íris
– Funny Girl – A Garota Genial
• Oliver!
– A Estrela

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Stanley Kubrick (2001: Uma Odisséia no Espaço) – Stanley Kubrick não estava presente na cerimônia. Diahann Carroll e Burt Lancaster aceitaram o prêmio em seu nome.
– Hal Millar, H. McMillan Johnson (Estação Polar Zebra)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– De Düva: The Dove, de George Coe, Sidney Davis, Anthony Lover
– Pas de deux
– Prelude, de John Astin
Robert Kennedy Remembered, de Charles Guggenheim

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– La Maison de Jean-Jacques, de Wolf Koenig, Jim Mackay
– The Magic Pear Tree, de Jimmy T. Murakami
– Windy Day, de John Hubley, Faith Hubley
Ursinho Puff e o Dia Chuvoso, de Walt Disney – Prêmio póstumo

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– The House That Ananda Built, de Fali Bilimoria
– The Revolving Door, de Lee R. Bobker
– A Space to Grow, de Thomas P. Kelly Jr.
– A Way Out of the Wilderness, de Dan E. Weisburd
Why Man Creates, de Saul Bass

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– A Few Notes on Our Food Problem, de James Blue
• Journey Into Self, de Bill McGaw – Foi premiado no mês seguinte à cerimônia depois que o Board of Governs determinou que “Young Americans” era inelegível.
– Legendary Champions, de William Cayton
– Other Voices, de David H. Sawyer
– Young Americans, de Robert Cohn, Alexander Grasshoff – A Academia anulou a vitória de “Young Americans” após descobrirem que o documentário havia sido lançado no ano anterior.

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Esta Rua é Nossa (A Pál utcai fiúk), de Zoltán Fábri – HUNGRIA
– O Baile dos Bombeiros (Horí, má panenko), de Milos Forman – TCHECOSLOVÁQUIA
– A Garota com a Pistola (La ragazza con la pistola), de Mario Monicelli – ITÁLIA
– Beijos Proibidos (Baisers volés), de François Truffaut – FRANÇA
• Guerra e Paz (Voyna i mir), de Sergey Bondarchuk – RÚSSIA

OSCAR HONORÁRIO
• John Chambers (O Planeta dos Macacos) – pelo trabalho de maquiagem
• Onna White (Oliver!) – pelo trabalho de coreografia

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Martha Raye

THE 40th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1968

10 de Abril de 1968

No Calor da Noite, de Norman Jewison

No Calor da Noite, de Norman Jewison

MELHOR FILME
– Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas (Bonnie and Clyde)
Produtor: Warren Beatty
– O Fabuloso Doutor Dolittle (Dr. Dolittle)
Produtor: Arthur P. Jacobs
– A Primeira Noite de um Homem (The Graduate)
Produtor: Lawrence Turman
– Adivinhe Quem Vem Para Jantar (Guess Who’s Coming to Dinner)
Produtor: Stanley Kramer
No Calor da Noite (In the Heat of the Night)
Produtor: Walter Mirisch

Julie Andres apresenta o principal prêmio da noite para No Calor da Noite

MELHOR DIRETOR
– Richard Brooks (A Sangue Frio)
– Norman Jewison (No Calor da Noite)
– Stanley Kramer (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
Mike Nichols (A Primeira Noite de um Homem)
– Arthur Penn (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)


A bela Leslie Caron apresenta o Oscar para o jovem diretor Mike Nichols

MELHOR ATOR
– Warren Beatty (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Dustin Hoffman (A Primeira Noite de um Homem)
– Paul Newman (Rebeldia Indomável)
Rod Steiger (No Calor da Noite)
– Spencer Tracy (Adivinhe Quem Vem Para Jantar) – Indicação póstuma


Audrey Hepburn apresenta o Oscar de Melhor Ator para Rod Steiger.

MELHOR ATRIZ
– Anne Bancroft (A Primeira Noite de um Homem)
– Faye Dunaway (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Edith Evans (The Whisperers)
– Audrey Hepburn (Um Clarão nas Trevas)
Katharine Hepburn (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Katharine Hepburn não estava presente na cerimônia. O diretor George Cukor aceitou o prêmio em seu nome.


Sidney Poitier apresenta o segundo Oscar para Katharine Hepburn, aceito pelo diretor George Cukor

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– John Cassavetes (Os Doze Condenados)
– Gene Hackman (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Cecil Kellaway (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
George Kennedy (Rebeldia Indomável)
– Michael J. Polard (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)


A fofa Patty Duke apresenta o Oscar para George Kennedy

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Carol Channing (Positivamente Millie)
– Mildred Natwick (Descalços no Parque)
Estelle Parsons (Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Beah Richards (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Katharine Ross (A Primeira Noite de um Homem)


Walter Matthau entrega o Oscar para Estelle Parsons, bastante aplaudida por seu colega de filme, Warren Beatty.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– David Newman, Robert Benton (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Robert Kaufman, Norman Lear (Divórcio à Americana)
William Rose (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Jorge Semprún (A Guerra Acabou)
– Frederic Raphael (Um Caminho Para Dois)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Donn Pearce, Frank Pierson (Rebeldia Indomável)
– Calder Willingham, Buck Henry (A Primeira Noite de um Homem)
– Richard Brooks (A Sangue Frio)
Stirling Silliphant (No Calor da Noite)
– Joseph Strick, Fred Haines (Alucinação de Ulisses)

O casal na vida real, Claire Bloom e Rod Steiger, apresenta os prêmios de roteiro

MELHOR FOTOGRAFIA
• Burnett Guffey (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
– Richard H. Kline (Camelot)
– Robert Surtees (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert Surtees (A Primeira Noite de um Homem)
– Conrad L. Hall (A Sangue Frio)


O casal de ‘A Primeira Noite de um Homem’, Katharine Ross e Dustin Hoffman, apresenta o Oscar de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– Frank P. Keller (Desembarque Sangrento)
– Michael Luciano (Os Doze Condenados)
– Samuel E. Beetley, Marjorie Fowler (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert C. Jones (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
• Hal Ashby (No Calor da Noite)


Dame Edith Evans apresenta os indicados com aquele sotaque clássico britânico e o Oscar para Hal Ashby

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
• John Truscott, Edward Carrere, John Brown (Camelot)
– Mario Chiari, Jack Martin Smith, Ed Graves, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Robert Clatworthy, Frank Tuttle (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– Lorenzo Mongiardino, John DeCuir, Elven Webb, Giuseppe Mariani, Dario Simoni, Luigi Gervasi (A Megera Domada)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, Howard Bristol (Positivamente Millie)

MELHOR FIGURINO
– Theodora Van Runkle (Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas)
John Truscott (Camelot)
– Bill Thomas (Quando o Coração Não Envelhece)
– Irene Sharaff, Danilo Donati (A Megera Domada)
– Jean Louis (Positivamente Millie)


Eva Marie Saint concede a estatueta de Figurino para ‘Camelot’.

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
– Lalo Schifrin (Rebeldia Indomável)
– Leslie Bricusse (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Richard Rodney Bennett (Longe Deste Insensato Mundo)
– Quincy Jones (A Sangue Frio)
• Elmer Bernstein (Positivamente Millie)

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
• Alfred Newman, Ken Darby (Camelot)
– Lionel Newman, Alexander Courage (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Frank De Vol (Adivinhe Quem Vem Para Jantar)
– André Previn, Joseph Gershenson (Positivamente Millie)
– John Williams (O Vale das Bonecas)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Bare Necessities”, de Terry Gilkyson (Mogli – O Menino Lobo)
“The Eyes of Love”, de Quincy Jones, Bob Russell (Um Homem em Leilão)
“The Look of Love”, de Burt Bacharach, Hal David (Casino Royale)
“Talk to the Animals”, de Leslie Bricusse (O Fabuloso Doutor Dolittle) – Leslie Bricusse não estava presente na cerimônia. Sammy Davis Jr. aceitou o prêmio em seu nome.
“Thoroughly Modern Millie”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Positivamente Millie)

MELHOR SOM
– Camelot
– Os Doze Condenados
– O Fabuloso Doutor Dolittle
• No Calor da Noite
– Positivamente Millie

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• L.B. Abbott (O Fabuloso Doutor Dolittle)
– Howard A. Anderson, Albert Whitlock (Tobruk)

MELHORES EFEITOS SONOROS
• John Poyner (Os Doze Condenados)
– James Richard (No Calor da Noite)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Paddle to the Sea, de Julian Biggs
• A Place to Stand, de Christopher Chapman
– Sky Over Holland, de John Fernhout
– Stop Look and Listen, de Len Janson, Chuck Menville

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
• The Box, de Fred Wolf
– Hypothèse Beta, de Jean-Charles Meunier
– What on Earth!, de Robert Verrall, Wolf Koenig

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Monument to the Dream, de Charles Guggenheim
– A Place to Stand, de Christopher Chapman
• The Redwoods, de Mark Jonathan Harris, Trevor Greenwood
– See You at the Pillar, de Robert Fitchet
– While I Run This Race, de Carl V. Ragsdale

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Festival, de Murray Lerner
– Harvest, de Carroll Ballard
– A King’s Story, de Jack Levin
• La Section Anderson, de Pierre Schoendoerffer
– A Time for Burning, de Bill Jersey

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– El Amor Brujo, de Francisco Rovira Beleta – ESPANHA
– Skupljaci Perja, de Aleksandr Petrovic – IUGOSLÁVIA
• Trens Estreitamente Vigiados (Ostre sledované vlaky), de Jirí Menzel – TCHECOSLOVÁQUIA
– Viver por Viver (Vivre pour vivre), de Claude Lelouch – FRANÇA
– Chieko-sho, de Noburo Nakamura – JAPÃO


Danny Kaye apresenta o prêmio de Filme em Língua para a Tchecoslováquia. No momento em que o vencedor foi ao palco, o locutor se confundiu e anunciou o prêmio para a Iugoslávia.

OSCAR HONORÁRIO
• Arthur Freed

IRVING G. THALBERG AWARD
• Alfred Hitchcock


Bob Hope introduz Robert Wise, que faz um breve resumo da carreira e reconhece a qualidade do homenageado Alfred Hitchcock. Por nunca ter ganhado o Oscar, ele faz o discurso mais curto da história do Thalberg: “Thank you”. 

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Gregory Peck

THE 39th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1967

10 de abril de 1967

 

O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons): 6 Oscars

O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons): 6 Oscars

MELHOR FILME
– Como Conquistar as Mulheres (Alfie)
Produtor: Lewis Gilbert
• O Homem que Não Vendeu Sua Alma (A Man for All Seasons)
Produtor: Fred Zinnemann
– Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando! (The Russians Are Coming the Russians Are Coming)
Produtor: Norman Jewison
– O Canhoneiro do Yang-Tsé (The Sand Pebbles)
Produtor: Robert Wise
– Quem Tem Medo de Virginia Woolf
? (Who’s Afraid of Virginia Woolf?)
Produtor: Ernest Lehman


Audrey Hepburn fecha com chave de ouro com o Oscar de Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Michelangelo Antonioni (Blow-Up – Depois Daquele Beijo)
– Richard Brooks (Os Profissionais)
– Claude Lelouch (Um Homem, Uma Mulher)
– Mike Nichols (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
Fred Zinnemann (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)


Rosalind Russell apresenta o Oscar para Zinnemann, enquanto Julie Christie concede a estatueta para Paul Scofield, recebido por Wendy Hiller.

MELHOR ATOR
– Alan Arkin (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– Richard Burton (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
-Michael Caine (Como Conquistar as Mulheres)
– Steve McQueen (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
• Paul Scofield (O Homem que Não Vendeu Sua Alma) – Paul Scofield não estava presente na cerimônia. Wendy Hiller aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR ATRIZ
– Anouk Aimée (Um Homem, Uma Mulher)
– Ida Kaminska (A Pequena Loja da Rua Principal)
– Lynn Redgrave (Georgy, a Feiticeira)
– Vanessa Redgrave (Deliciosas Loucuras de Amor)
• Elizabeth Taylor (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?) – Elizabeth Taylor não estava presente na cerimônia. Anne Bancroft aceitou o prêmio em seu nome.


Lee Marvin apresenta o Oscar de Atriz, aceito por Anne Bancroft.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Mako (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– James Mason (Georgy, a Feiticeira)
• Walter Matthau (Uma Loura por Um Milhão)
– George Segal (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
– Robert Shaw (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)


Mesmo com o braço quebrado, Walther Matthau compareceu à cerimônia pra receber seu Oscar das mãos de Shelley Winters, numa época em que poucos indicados marcavam presença.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
• Sandy Dennis (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)
– Sandy Dennis não estava presente na cerimônia.
– Wendy Hiller (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Jocelyne LaGarde (Havaí)
– Vivien Merchant (Como Conquistar as Mulheres)
– Geraldine Page (Agora Você é um Homem)


Sidney Poitier entrega o Oscar para o diretor Mike Nichols na ausência de Sandy Dennis.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra, Edward Bond (Blow-Up – Depois Daquele Beijo)
– Billy Wilder, I.A.L. Diamond (Uma Loura por um Milhão)
– Robert Ardrey (Khartoum)
– Clint Johnston, Don Peters (A Prova do Leão)
• Claude Lelouch, Pierre Uytterhoeven (Um Homem, Uma Mulher)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Bill Naughton (Como Conquistar as Mulheres)
• Robert Bolt (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Richard Brooks (Os Profissionais)
– William Rose (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– Ernest Lehman (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

Que dupla clássica do cinema: Fred Astaire e Ginger Rogers! Eles apresentam os dois prêmios de roteiro.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Ernest Laszlo (Viagem Fantástica)
– Russell Harlan (Havaí)
Ted Moore (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)
– Conrad L. Hall (Os Profissionais)
– Joseph MacDonald (O Canhoneiro do Yang-Tsé)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Joseph LaShelle (Uma Loura por Um Milhão)
– Kenneth Higgins (Georgy, a Feiticeira)
– Marcel Grignon (Paris Está em Chamas?)
– James Wong Howe (O Segundo Rosto)
Haskel Wexler (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

A sueca Ann-Margret e o egípcio Omar Sharif apresentam os dois prêmios de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– William B. Murphy (Viagem Fantástica)
• Fredric Steinkamp, Henry Berman, Stu Linder, Frank Santillo (Grand Prix)
Hal Ashby, J. Terry Williams (Os Russos Estão Chegando! Os Russos Estão Chegando!)
– William Reynolds (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– Sam O’Steen (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
Jack Martin Smith, Dale Hennesy, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (Viagem Fantástica)
– Alexander Golitzen, George C. Webb, John McCarthy Jr., John P. Austin (Como Possuir Lissu)
– Piero Gherardi (Julieta dos Espíritos)
– Hal Pereira, Arthur Lonergan, Robert R. Benton, James W. Payne (Confidências de Hollywood)
– Boris Leven, Walter M. Scott, John Sturtevant, William Kiernan (O Canhoneiro de Yang-Tsé)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Robert Luthardt, Edward G. Boyle (Uma Loura por Um Milhão)
– Luigi Scaccianoce (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Willy Holt, Marc Frédérix, Pierre Guffroy (Paris Está em Chamas?)
– George W. Davis, Paul Groesse, Henry Grace, Hugh Hunt (A Mulher Sem Rosto)
Richard Sylbert, George James Hopkins (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Jean Louis (Como Possuir Lissu)
– Dorothy Jeakins (Havaí)
– Piero Gherardi (Julieta dos Espíritos)
– Edith Head (Confidências de Hollywood)
Elizabeth Haffenden, Joan Bridge (O Homem que Não Vendeu Sua Alma)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Danilo Donati (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Danilo Donati (A Mandragora)- Helen Rose (A Mulher Sem Rosto)
– Jocelyn Rickards (Deliciosas Loucuras de Amor)
Irene Sharaff (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR TRILHA MUSICAL ORIGINAL
– Toshirô Mayuzumi (A Bíblia)
John Barry (A História de Elsa)
– Elmer Bernstein (Havaí)
– Jerry Goldsmith (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– Alex North (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
Ken Thorne (Um Escravo das Arábias em Roma)
– Luis Bacalov (O Evangelho Segundo São Mateus)
– Elmer Bernstein (A Volta dos Sete Homens)
– Harry Sukman (Dominique)
– Al Ham (Stop the World: I Want to Get Off)

Mary Tyler Moore e Dick Van Dyke fazem a duplinha pra entregar os prêmios de música. E em seguida, Dean Martin apresenta Melhor Canção

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Alfie”, de Burt Bacharach, Hal David (Como Conquistar as Mulheres)
“Born Free”, de John Barry, Don Black (A História de Elsa)
“Georgy Girl”, de Tom Springfield, Jim Dale (Georgy, a Feiticeira)
“My Wishing Doll”, de Elmer Bernstein, Mack David (Havaí)
“A Time for Love”, de Johnny Mandel, Paul Francis Webster (Eu Te Verei no Inferno, Querida)

MELHOR SOM
– Waldon O. Watson (Como Possuir Lissu)
Franklin Milton (Grand Prix)
– Gordon Sawyer (Havaí)
– James Corcoran (O Canhoneiro do Yang-Tsé)
– George Groves (Quem Tem Medo de Virginia Woolf?)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Art Cruickshank (Viagem Fantástica)
– Linwood G. Dunn (Havaí)

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Walter Rossi (Viagem Fantástica)
Gordon Daniel (Grand Prix)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Turkey the Birdge, de Derek Williams
Wild Wings, de Edgar Anstey
– The Winning Strain, de Leslie Winik

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Wolf Koenig, Robert Verrall (The Drag)
A Herb Alpert & The Tijuana Brass Double Feature, de John Hubley, Faith Hubley
– The Pink Blueprint, de David H. DePatie, Friz Freleng

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Adolescence, de Marin Karmitz, Vladimir Forgency
– Cowboy, de Michael Ahnemann, Gary Schlosser
– The Odds Against, de Lee R. Bobker, Helen Kristt Radin
– Részletek J.S. Bach Máté passiójából
A Year Toward Tomorrow, de Edmond Levy

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Face of a Genius, de Alfred R. Kelman
– Helicopter Canada, de Peter Jones, Tom Daly
O Jogo da Guerra, de Peter Watkins
– Le Volcan Interdit, de Haroun Tazieff
– The Really Big Family, de Alexander Grasshoff

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– A Batalha de Argel (La Battaglia di Algeri), de Gillo Pontecorvo – ITÁLIA
Um Homem, Uma Mulher (Un Homme et une Femme), de Claude Lelouch – FRANÇA
– Os Amores de uma Loira (Lásky Jedné Plavovlásky), de Milos Forman – TCHECOSLOVÁQUIA
– Faraó (Faraon), de Jerzy Kawalerowicz – POLÔNIA
– Tri, de Aleksandar Petrovic – IUGOSLÁVIA

Patricia Neal apresenta o prêmio para o Filme em Língua Estrangeira 

OSCAR HONORÁRIO
• Y. Frank Freeman
• Yakima Canutt – Pelas conquistas como dublê e desenvolvimento de dispositivos de segurança para proteger dublês

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Robert Wise

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Bagnall

THE 38th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1966

18 de Abril de 1966

A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de Robert Wise: 5 Oscars

A Noviça Rebelde (The Sound of Music), de Robert Wise: 5 Oscars

MELHOR FILME
– Darling – A Que Amou Demais (Darling)
Produtor: Joseph Janni
– Doutor Jivago (Doctor Zhivago)
Produtor: Carlo Ponti
– A Nau dos Insensatos (Ship of Fools)
Produtor: Stanley Kramer
• A Noviça Rebelde (The Sound of Music) – Robert Wise não estava presente na cerimônia. Saul Chaplin aceitou o prêmio em seu nome.
Produtor: Robert Wise
– Mil Palhaços (A Thousand Clowns)
Produtor: Fred Coe

Jack Lemmon encerra a noite com os indicados a Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– David Lean (Doutor Jivago)
– John Schlesinger (Darling – A Que Amou Demais)
– Hiroshi Teshigahara (A Mulher da Areia)
– William Wyler (O Colecionador)
• Robert Wise (A Noviça Rebelde) – Robert Wise não estava presente na cerimônia. Julie Andrews aceitou o prêmio em seu nome.

Shirley MacLaine apresenta o Oscar de Direção. Na ausência de Robert Wise, Julie Andrews aceita no palco.

MELHOR ATOR
– Richard Burton (O Espião que Veio do Frio)
• Lee Marvin (Dívida de Sangue)
– Laurence Olivier (Othello)
– Rod Steiger (O Homem do Prego)
– Oskar Werner (A Nau dos Insensatos)

Bastante ovacionado, Lee Marvin agradece ao cavalo do filme Dívida de Sangue

MELHOR ATRIZ
– Julie Christie (A Noviça Rebelde)
• Julie Christie (Darling – A Que Amou Demais)
– Samantha Eggar (O Colecionador)
– Elizabeth Hartman (Quando Só o Coração Vê)
– Simone Signoret (A Nau dos Insensatos)

Uma radiante e dourada Julie Christie mal se contém em seu breve discurso de agradecimento

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Martin Balsam (Mil Palhaços)
– Ian Bannen (O Vôo da Fênix)
– Tom Courtenay (Doutor Jivago)
– Michael Dunn (A Nau dos Insensatos)
– Frank Finlay (Othello)

A encantadora Lila Kedrova concede a estatueta a Martin Balsam

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Ruth Gordon (À Procura do Destino)
– Joyce Redman (Othello)
– Maggie Smith (Othello)
• Shelley Winters (Quando Só o Coração Vê)
– Peggy Wood (A Noviça Rebelde)

Apesar do vestido horrível (que muito se deve ao babado circense), Shelley Winters leva seu segundo Oscar e faz um discurso simpático.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Agenore Incrocci, Furio Scarpelli, Mario Monicelli, Tonino Guerra, Giorgio Salvioni, Suso Cecchi D’Amico (Casanova 70)
• Frederic Raphael (Darling – A Que Amou Demais)
– Jack Davies, Ken Annakin (Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras)
– Franklin Coen, Frank Davis (O Trem)
– Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Walter Newman, Frank Pierson (Dívida de Sangue)
– Stanley Mann, John Kohn (O Colecionador)
• Robert Bolt (Doutor Jivago)
– Abby Mann (A Nau dos Insensatos)
– Herb Gardner (Mil Palhaços)

Joanne Woodward e George Peppard anunciam os roteiristas vencedores.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Leon Shamroy (Agonia e Êxtase)
– Russell Harlan (A Corrida do Século)
Freddie Young (Doutor Jivago)
– William C. Mellor, Loyal Griggs (A Maior História de Todos os Tempos) – A indicação de William C. Mellor é póstuma. Ele morreu de ataque cardíaco durante as filmagens. Loyal Griggs foi contratado para terminar as filmagens.
– Ted D. McCord (A Noviça Rebelde)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Loyal Griggs (A Primeira Vitória)
– Burnett Guffey (Rei de um Inferno)
– Robert Burks (Quando Só o Coração Vê)
– Conrad L. Hall (Morituri)
• Ernest Laszlo (A Nau dos Insensatos)

Kim Novak e Richard Johnson são chamados por Bob Hope para conceder os prêmios de Fotografia

MELHOR MONTAGEM
– Charles Nelson (Dívida de Sangue)
– Norman Savage (Doutor Jivago)
William Reynolds (A Noviça Rebelde)
– Michael Luciano (O Vôo da Fênix)
– Ralph E. Winters (A Corrida do Século)

Um jovem porém já grisalho Jason Robards apresenta o Oscar de montagem.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– John DeCuir, Jack Martin Smith, Dario Simoni (Agonia e Êxtase)
John Box, Terence Marsh, Dario Simoni (Doutor Jivago)
– Richard Day, William J. Creber, David S. Hall, Ray Moyer, Fred M. MacLean, Norman Rockett (A Maior História de Todos os Tempos)
– Robert Clatworthy, George James Hopkins (À Procura do Destino)
– Boris Leven, Walter M. Scott, Ruby R. Levitt (A Noviça Rebelde)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Robert Emmet Smith, Frank Tuttle (Rei de um Inferno)
– George W. Davis, Urie McCleary, Henry Grace, Charles S. Thompson (Quando Só o Coração Vê)
– Hal Pereira, Jack Poplin, Robert R. Benton, Joseph Kish (Uma Vida em Suspense)
Robert Clatworthy, Joseph Kish (A Nau dos Insensatos)
– Hal Pereira, Tambi Larsen, Ted Marshall, Josie MacAvin (O Espião que Veio do Frio)

O brotinho Warren Beatty e Debbie Reynolds se juntam para apresentar os Oscars de Direção de Arte.

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Vittorio Nino Novarese (Agonia e Êxtase)
Phyllis Dalton (Doutor Jivago)
– Vittorio Nino Novarese, Marjorie Best (A Maior História de Todos os Tempos)
– Edith Head, Bill Thomas (À Procura do Destino)
– Dorothy Jeakins (A Noviça Rebelde)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
• Julie Harris (Darling – A Que Amou Demais)
– Moss Mabry (Morituri)
– Howard Shoup (Obsessão de Amar)
– Bill Thomas, Jean Louis (A Nau dos Insensatos)
– Edith Head (Uma Vida em Suspense)

Um novinho James Garner com a bela Lana Turner apresentam os prêmios de Figurino

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
• Maurice Jarre (Doutor Jivago)
– Alex North (Agonia e Êxtase)
– Alfred Newman (A Maior História de Todos os Tempos)
– Jerry Goldsmith (Quando Só o Coração Vê)
– Michel Legrand, Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTADA OU TRATAMENTO
– Frank De Vol (Dívida de Sangue)
– Lionel Newman, Alexander Courage (Em Busca do Prazer)
Irwin Kostal (A Noviça Rebelde)
– Don Walker (Mil Palhaços)
– Michel Legrand (Os Guarda-Chuvas do Amor)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Ballad of Cat Ballou”, de Jerry Levingston, Mack David (Dívida de Sangue)
“I Will Wait for You”, de Michel Legrand, Jacques Demy (Os Guarda-Chuvas do Amor)
“The Shadow of Your Smile”, de Johnny Mandel, Paul Francis Webster (Adeus às Ilusões)
“The Sweetheart Tree”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (A Corrida do Século)
“What’s New, Pussycat?”, de Burt Bacharach, Hal David (Que é que Há, Gatinha?)

Natalie Wood desfilando com seu belo decote antes de apresentar Melhor Canção

MELHOR SOM
– James Corcoran (Agonia e Êxtase)
– A.W. Watkins, Franklin Milton (Doutor Jivago)
– George Groves (A Corrida do Século)
– Waldon O. Watson (Shenandoah)
James Corcoran, Fred Hynes (A Noviça Rebelde)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– J. McMillan Johnson (A Maior História de Todos os Tempos)
John Stears (007 Contra a Chantagem Atômica)

Dorothy Malone apresenta o segundo Oscar para a franquia James Bond

MELHORES EFEITOS SONOROS
Treg Brown (A Corrida do Século)
– Walter Rossi (O Expresso de Von Ryan)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Fortress of Peace, de Lothar Wolff
Le Poulet, de Claude Berri
– Skaterdater, de Marshall Backlar, Noel Black
– Snow, de Edgar Anstey
– Time Piece, de Jim Henson

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Clay or the Origin of Species, de Eli Noyes
The Dot and the Line: A Romance in Lower Mathematics, de Chuck Jones, Les Goldman
– La Gazza Ladra, de Emmanuelle Luzzatti

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Mural on Our Street, de Kirk Smallman
– Nyitany
– Point of View
To Be Alive!, de Francis Thompson
– Yeats Country, de Patrick Carey, Joe Mendoza

MELHOR DOCUMENTÁRIO
The Eleanor Roosevelt Story, de Sidney Glazier
– The Forth Road Bridge, de Peter Mills
– The Battle of the Bulge… The Brave Rifles, de Laurence E. Mascott
– Let My People Go: The Story of Israel, de Marshall Flaum
– Mourir à Madrid, de Frédéric Rossif

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– As 4 Faces do Medo (Kaidan), de Masaki Kobayashi – JAPÃO
– Adorado John (Käre John), de Lars-Magnus Lindgren – SUÉCIA
A Pequena Loja da Rua Principal (Obchod na Korze), de Ján Kadár, Elmar Klos – TCHECOSLOVÁQUIA
– To Homa Vaftike Kokkino, de Vasilis Georgiadis – GRÉCIA
– Matrimônio à Italiana (Matrimonio all’italiana), de Vittorio De Sica – ITÁLIA

Gregory Peck dá um ar mais clássico ao Oscar de Filme Estrangeiro.

OSCAR HONORÁRIO
• Bob Hope – Pelos únicos e distintos serviços prestados à indústria e à Academia.

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• William Wyler

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Edmond L. DePatie

THE 37th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1965

05 de Abril de 1965

Minha Bela Dama (My Fair Lady), de George Cukor: 8 Oscars

Minha Bela Dama (My Fair Lady), de George Cukor: 8 Oscars

MELHOR FILME
– Zorba, o Grego (Alexis Zorba)
Produtor: Mihalis Kakogiannis
– Becket, o Favorito do Rei (Becket)
Produtor: Hal B. Wallis
– Dr. Fantástico (Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb)
Produtor: Stanley Kubrick
– Mary Poppins (Mary Poppins)
Produtores: Walt Disney, Bill Walsh
• Minha Bela Dama (My Fair Lady)
Produtor: Jack L. Warner

MELHOR DIRETOR
• George Cukor (Minha Bela Dama)
– Mihalis Kakogiannis (Zorba, o Grego)
– Peter Glenville (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Kubrick (Dr. Fantástico)
– Robert Stevenson (Mary Poppins)

Enquanto Joan Crawford apresenta Diretor para George Cukor, Gregory Peck apresenta Melhor Filme.

MELHOR ATOR
– Richard Burton (Becket, o Favorito do Rei)
• Rex Harrison (Minha Bela Dama)
– Peter O’Toole (Becket, o Favorito do Rei)
– Anthony Quinn (Zorba, o Grego)
– Peter Sellers (Dr. Fantástico)

A jovem Audrey Hepburn apresenta Melhor Ator para Rex Harrison.

MELHOR ATRIZ
• Julie Andrews (Mary Poppins)
– Anne Bancroft (Crescei e Multiplicai-vos)
– Sophia Loren (Matrimônia à Italiana)
– Debbie Reynolds (A Inconquistável Molly)
– Kim Stanley (Farsa Diabólica)

Sidney Poitier entrega o Oscar para uma encantadora Julie Andrews.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– John Gielgud (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Holloway (Minha Bela Dama)
– Edmond O’Brien (Sete Dias de Maio)
– Lee Tracy (Vassalos da Ambição)
• Peter Ustinov (Topkapi) – Peter Ustinov não estava presente na cerimônia. Jonathan Winters aceitou o prêmio em seu nome.

 

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Gladys Cooper (Minha Bela Dama)
– Edith Evans (Corações Feridos)
– Grayson Hall (A Noite do Iguana)
• Lila Kedrova (Zorba, o Grego)
– Agnes Moorehead (Com a Maldade na Alma)

Lila Kedrova abraça seu parceiro de set, Anthony Quinn, antes de receber a estatueta de Karl Malden.

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Alun Owen (Os Reis do Ié-Ié-Ié)
• S. H. Barnett, Peter Stone, Frank Tarloff (Papai Ganso)
– Orville H. Hampton, Rapahel Hayes (One Potato, Two Potato)
– Agenore Incrocci, Furio Scarpelli, Mario Monicelli (Os Companheiros)
– Jean-Paul Rappeneau, Ariane Mnouchkine, Daniel Boulanger, Philippe de Broca (O Homem do Rio)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
• Edward Anhalt (Becket, o Favorito do Rei)
– Stanley Kubrick, Peter George, Terry Southern (Dr. Fantástico)
– Bill Walsh, Don DaGradi (Mary Poppins)
– Alan Jay Lerner (Minha Bela Dama)
– Mihalis Kakogiannis (Zorba, o Grego)

A classuda Deborah Kerr apresenta os dois prêmios de Roteiro.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Geoffrey Unsworth (Becket, o Favorito do Rei)
– William H. Clothier (Crepúsculo de uma Raça)
– Edward Colman (Mary Poppins)
• Harry Stradling Sr. (Minha Bela Dama)
– Daniel L. Fapp (A Inconquistável Molly)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Philip H. Lathrop (Não Podes Comprar Meu Amor)
– Milton R. Krasner (O Destino é o Caçador)
– Joseph F. Biroc (Com a Maldade na Alma)
– Gabriel Figueroa (A Noite do Iguana)
• Walter Lassally (Zorba, o Grego)

Rock Hudson e Jean Simmons apresentam os prêmios de fotografia.

MELHOR MONTAGEM
– Anne V. Coates (Becket, o Favorito do Rei)
– Ted J. Kent (Papai Ganso)
– Michael Luciano (Com a Maldade na Alma)
• Cotton Warburton (Mary Poppins)
– William H. Ziegler (Minha Bela Dama)

Vince Edwards e um novinho Richard Chamberlain apresentam Melhor Montagem.

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– John Bryan, Maurice Carter, Patrick McLoughlin, Robert Cartwright (Becket, o Favorito do Rei)
– Carroll Clark, William H. Tuntke, Emile Kuri, Hal Gausman (Mary Poppins)
• Gene Allen, Cecil Beaton, George James (Minha Bela Dama)
– George W. Davis, E. Preston Ames, Henry Grace, Hugh Hunt (A Inconquistável Molly)
– Jack Martin Smith, Ted Haworth, Walter M. Scott, Stuart A. Reiss (A Senhora e Seus Maridos)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– George W. Davis, Hans Peter, Elliot Scott, Henry Grace, Robert R. Benton (Não Podes Comprar Meu Amor)
– William Glasgow, Rapahel Bretton (Com a Maldade na Alma)
– Stephen B. Grimes (A Noite do Iguana)
– Cary Odell, Edward G. Boyle (Sete Dias de Maio)
• Vassilis Photopoulos (Zorba, o Grego)

Elizabeth Ashley e Macdonald Carey se encarregam das categorias de direção de arte.

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Margaret Furse (Becket, o Favorito do Rei)
– Tony Walton (Mary Poppins)
• Cecil Beaton (Minha Bela Dama)
– Morton Haack (A Inconquistável Molly)
– Edith Head, Moss Mabry (A Senhora e Seus Maridos)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Edith Head (Uma Certa Casa Suspeita)
– Norma Koch (Com a Maldade na Alma)
– Howard Shoup (Aluga-se a Casa Branca)
• Dorothy Jeakins (A Noite do Iguana)
– René Hubert (A Visita)

Greer Garson e Dick Van Dyke apresentam os prêmios de figurino.

MELHOR TRILHA MUSICAL, SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Laurence Rosenthal (Becket, o Favorito do Rei)
– Dimitri Tiomkin (A Queda do Império Romano)
– Frank De Vol (Com a Maldade na Alma)
• Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (Mary Poppins)
– Henry Mancini (A Pantera Cor-de-Rosa)

Os irmãos Sherman recebem o Oscar por Mary Poppins.

MELHOR TRILHA MUSICAL, ADAPTADA OU TRATAMENTO
– George Martin (Os Reis do Ié-Ié-Ié)
– Irwin Kostal (Mary Poppins)
• André Previn (Minha Bela Dama)
– Nelson Riddle (Robin Hood de Chicago)
– Robert Armbruster, Leo Arnaud, Jack Elliot, Jack Hayes, Calvin Jackson, Leo Shuken (A Inconquistável Molly)

A adorável Debbie Reynolds apresenta o Oscar de Trilha Adaptada. Ela ficou na expectativa de seu filme vencer…

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Chim Chim Cher-ee”, de Richard M. Sherman, Robert B. Sherman (Mary Poppins)
“Dear Heart”, de Henry Mancini, Jay Livingston (Coração Querido)
“Hush… Hush, Sweet Charlotte”, de Frank De Vol, Mack David (Com a Maldade na Alma)
“My Kind of Town”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Robin Hood de Chicago)
“Where Love Has Gone”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Escândalo na Sociedade)

…e os irmãos Sherman retornam para levar o Oscar de Canção Original também.

MELHOR SOM
– John Cox (Becket, o Favorito do Rei)
– Waldon O. Watson (Papai Ganso)
– Robert O. Cook (Mary Poppins)
• George Groves (Minha Bela Dama)
– Franklin Milton (A Inconquistável Molly)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Peter Ellenshaw, Hamilton Luske, Eustace Lycett (Mary Poppins)
– Jim Danforth (As 7 Faces do Dr. Lao)

O jovem astro francês Alain Delon apresenta Efeitos Visuais para Mary Poppins.

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Robert L. Bratton (Demônios da Pista)
• Norman Wanstall (007 Contra Goldfinger)

Angie Dickinson concede o primeiro Oscar para a franquia de James Bond.

MELHOR CURTA-METRAGEM
• Casals Conducts: 1964, de Edward Schreiber
– Help! My Snowman’s Burning Down, de Carson Davidson
– The Legend of Jimmy Blue Eyes, de Robert Clouse

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Christmas Cracker
– How to Avoid Friendship, de William L. Snyder
– Nudnik #2, de William L. Snyder
• A Pantera Pinta o Sete, de David H. DePatie, Friz Freleng

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Breaking the Habit, de Henry Jacobs, John Korty
– Children Without
– Eskimo Artist: Kenojuak
– 140 Days Under the World, de Geoffrey Scott, Oxley Hughan
• Nine from Little Rock

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– The Finest Hours, de Jack Levin
• Mundo Sem Sol, de Jacques-Yves Cousteau
– Quatro Dias em Novembro, de Mel Stuart
– Alleman, de Bert Haanstra
– 14-18, de Jean Aureal

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
• Ontem, Hoje e Amanhã (Ieri, Oggi, Domani), de Vittorio De Sica – ITÁLIA
– Kvarteret Korpen, de Bo Widerberg – SUÉCIA
– Sallah Shabati, de Ephraim Kishon – ISRAEL
– Os Guarda-Chuvas do Amor (Les Parapluis de Cherbourg), de Jacques Demy – FRANÇA
– A Mulher da Areia (Suna no Onna), de Hiroshi Teshigahara – JAPÃO

O filme italiano leva o Oscar com filme de Vittorio De Sica. Com ele ausente, Joseph E. Levine recebe o prêmio.

OSCAR HONORÁRIO
• William Tuttle (As 7 Faces do Dr. Lao) – Por suas conquistas na maquiagem

THE 36th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1964

13 de Abril de 1964

As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones), de Tony Richardson: 4 Oscars

As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones), de Tony Richardson: 4 Oscars

MELHOR FILME
– Terra do Sonho Distante (America America)
Produtor: Elia Kazan
– Cleópatra (Cleopatra)
Produtor: Walter Wanger
– A Conquista do Oeste (How the West Was Won)
Produtor: Bernard Smith
– Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field)
Produtor: Ralph Nelson
• As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones)
Produtor: Tony Richardson – Tony Richardson não estava presente na cerimônia. David V. Picker aceitou  prêmio em seu nome.

MELHOR DIRETOR
– Federico Fellini (8½)
– Elia Kazan (Terra do Sonho Distante)
– Otto Preminger (O Cardeal)
• Tony Richardson (As Aventuras de Tom Jones) – Tony Richardson não estava presente na cerimônia. Edith Evans aceitou o prêmio em seu nome.
– Martin Ritt (O Indomado)


Tony Richardson perdeu sua oportunidade única de receber a estatueta do Oscar das mãos da musa Rita Hayworth

MELHOR ATOR
– Albert Finney (As Aventuras de Tom Jones)
– Richard Harris (O Pranto de um Ídolo)
– Rex Harrison (Cleópatra)
– Paul Newman (O Indomado)
• Sidney Poitier (Uma Voz nas Sombras) – Sidney Poitier se tornou o primeiro afro-americano a ganhar o Oscar de Melhor Ator

MELHOR ATRIZ
– Leslie Caron (A Mulher que Pecou)
– Shirley MacLaine (Irma La Douce)
• Patricia Neal (O Indomado) – Patricia Neal não estava presente na cerimônia. Annabella aceitou o prêmio em seu nome.
– Rachel Roberts (O Pranto de um Ídolo)
– Natalie Wood (O Preço de um Prazer)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Nick Adams (O Crime é Homicídio)
– Bobby Darin (Pavilhão 7)
• Melvyn Douglas (O Indomado) – Melvyn Douglas não estava presente na cerimônia. Brandon De Wilde aceitou o prêmio em seu nome.
– Hugh Griffith (As Aventuras de Tom Jones)
– John Huston (O Cardeal)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Diane Cilento (As Aventuras de Tom Jones)
– Edith Evans (As Aventuras de Tom Jones)
– Joyce Redman (As Aventuras de Tom Jones)
• Margaret Rutherford (Gente Muito Importante) – Margaret Rutherford não estava presente na cerimônia. Peter Ustinov aceitou o prêmio em seu nome.
– Lilia Skala (Uma Voz nas Sombras)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Elia Kazan (Terra do Sonho Distante)
– Federico Fellini (8½)
– Pasquale Festa Campanille, Massimo Franciosa, Nanni Loy, Vasco Pratolini, Carlo Bernari (4 Dias de Rebelião)
• James R. Webb (A Conquista do Oeste)
– Arnold Schulman (O Preço de um Prazer)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Richard L. Breen, Phoebe Ephron, Henry Ephron (Pavilhão 7)
– Irving Ravetch, Harriet Frank Jr. (O Indomado)
– James Poe (Uma Voz nas Sombras)
John Osborne (As Aventuras de Tom Jones)
– Serge Bourguignon, Antoine Tudal (Sempre aos Domingos)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Leon Shamroy (O Cardeal)
Leon Shamroy (Cleópatra)
– William H. Daniels, Milton R. Krasner, Charles Lang, Joseph LaShelle (A Conquista do Oeste)
– Joseph LaShelle (Irma La Douce)
– Ernest Laszlo (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– George J. Folsey (O Balcão)
– Lucien Ballard (Almas nas Trevas)
James Wong Howe (O Indomado)
– Ernest Haller (Uma Voz nas Sombras)
– Milton R. Krasner (O Preço de um Prazer)

MELHOR MONTAGEM
– Louis R. Loeffler (O Cardeal)
– Dorothy Spencer (Cleópatra)
Harold F. Kress (A Conquista do Oeste)
– Ferris Webster (Fugindo do Inferno)
– Frederic Knudtson, Robert C. Jones, Gene Fowler Jr. (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Lyle R. Wheeler, Gene Callahan (O Cardeal)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, James W. Payne (O Bem Amado)
John DeCuir, Jack Martin Smith, Hilyard M. Brown, Herman A. Blumenthal, Elven Webb, Maurice Pelling, Boris Juraga, Walter M. Scott, Paul S. Fox, Ray Moyer (Cleópatra)
– George W. Davis, William Ferrari, Addison Hehr, Henry Grace, Don Greenwood Jr., Jack Mills (A Conquista do Oeste)
– Ralph W. Brinton, Ted Marshall, Jocelyn Herbert, Josie MacAvin (As Aventuras de Tom Jones)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
Gene Callahan (Terra do Sonhos Distante)
– Piero Gherardi (8½)
– Hal Pereira, Tambi Larsen, Sam Comer, Robert R. Benton (O Indomado)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Grace Gregory (O Preço de um Prazer)
– George W. Davis, Paul Groesse, Henry Grace, Hugh Hunt (O Crime é Homicídio)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Donald Brooks (O Cardeal)
Irene Sharaff, Vittorio Nino Novarese, Renié (Cleópatra)
– Walter Plunkett (A Conquista do Oeste)
– Piero Tosi (O Leopardo)
– Edith Head (Amor Daquele Jeito)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
Piero Gherardi (8½)
Edith Head (O Preço de um Prazer)
– Travilla (Venus à Venda)
– Bill Thomas (Na Voragem das Paixões)
– Edith Head (Esposas e Amantes)

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Alex North (Cleópatra)
– Dimitri Tiomkin (55 Dias em Peking)
– Alfred Newman, Ken Darby (A Conquista do Oeste)
– Ernest Gold (Deu a Louca no Mundo)
John Addison (As Aventuras de Tom Jones) – John Addison não estava presente na cerimônia. Elmer Bernstein aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTADA OU TRATAMENTO
– Johnny Green (Adeus, Amor)
– Leith Stevens (Amor Daquele Jeito)
André Previn (Irma La Douce)
– Maurice Jarre (Sempre aos Domingos)
– George Burns (A Espada Era a Lei)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Call me Irresponsible”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (O Estado Interessante de Papai)
“Charade”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Charada)
“It’s a Mad Mad Mad Mad World”, de Ernest Gold, Mack David (Deu a Louca no Mundo)
“More”, de Riz Ortolani, Nino Oliviero, Norman Newell (Mundo Cão)
“So Little Time”, de Dimitri Tiomkin, Paul Francis Webster (55 Dias em Peking)

MELHOR SOM
– Charles Rice (Adeus, Amor)
– Waldon O. Watson (Pavilhão 7)
– James Corcoran (Cleópatra)
Franklin Milton (A Conquista do Oeste)
– Gordon Sawyer (Deu a Louca no Mundo)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
– Ub Iwerks (Os Pássaros)
Emil Kosa Jr. (Cleópatra)

MELHORES EFEITOS SONOROS
– Robert L. Bratton (Águias em Alerta)
Walter Elliott (Deu a Louca no Mundo)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Koncert, de Ezra R. Baker
– The Home-Made Car, de James Hill
La Rivière du Hibou, de Paul de Roubaix, Marcel Ichac
– The Six-Sided Triangle, de Christopher Miles
– Thta’s Me, de Walker Stuart

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Automania 2000, de John Halas
The Critic, de Ernest Pintoff
– Igra, de Dusan Vukotic
– My Financial Career, de Colin Low, Tom Daly
– Pianissimo, de Carmen D’Avino

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
Chagall, de Simon Schiffrin
– The Five Cities of June, de George Stevens Jr.
– The Spirit of America, de Algernon G. Walker
– Thirty Million Letters, de Edgar Anstey
– To Live Again, de Mel London

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Le Maillon et la Chaîne, de Paul de Roubaix
Robert Frost: A Lover’s Quarrel with the World, de Robert Hughes
– The Yanks Are Coming, de Marshall Flaum

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
8½ (8½), de Federico Fellini – ITÁLIA
– A Faca na Água (Nóz w Wodzie), de Roman Polanski – POLÔNIA
– Los Tarantos, de Francisco Rovira Beleta – ESPANHA
– Ta Kokkina Fanaria, de Vasilis Georgiadis – GRÉCIA
– Koto, de Noboru Nakamura – JAPÃO

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Sam Spiegel

THE 35th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1963

08 de Abril de 1963

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean: 7 Oscars

Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia), de David Lean: 7 Oscars

MELHOR FILME
• Lawrence da Arábia (Lawrence of Arabia)
Produtor: Sam Spiegel
– O Mais Longo dos Dias (The Longest Day)
Produtor: Darryl F. Zanuck
– O Vendedor de Ilusões (The Music Man)
Produtor: Morton DaCosta
– O Grande Motim (Mutiny on the Bounty)
Produtor: Aaron Rosenberg
– O Sol é Para Todos (To Kill a Mockingbird)
Produtor: Alan J. Pakula

Vencedora de dois Oscars de Melhor Atriz, Olivia De Havilland apresenta o principal prêmio da noite.

MELHOR DIRETOR
– Pietro Germi (Divórcio à Italiana)
• David Lean (Lawrence da Arábia)
– Robert Mulligan (O Sol é Para Todos)
– Arthur Penn (O Milagre de Anne Sullivan)
– Frank Perry (David e Lisa)

Joan Crawford concede o segundo Oscar de David Lean.

MELHOR ATOR
– Burt Lancaster (O Homem de Alcatraz)
– Jack Lemmon (Vício Maldito)
– Marcello Mastroianni (Divórcio à Italiana)
– Peter O’Toole (Lawrence da Arábia)
• Gregory Peck (O Sol é Para Todos)

MELHOR ATRIZ
• Anne Bancroft (O Milagre de Anne Sullivan) – Anne Bancroft não estava presente na cerimônia. Joan Crawford aceitou o prêmio em seu nome.
– Bette Davis (O Que Aconteceu com Baby Jane?)
– Katharine Hepburn (Longa Jornada Noite Adentro)
– Geraldine Page (Doce Pássaro da Juventude)
– Lee Remick (Vício Maldito)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ed Begley (Doce Pássaro da Juventude)
– Victor Buono (O Que Aconteceu com Baby Jane?)
– Telly Savalas (O Homem de Alcatraz)
– Omar Sharif (Lawrence da Arábia)
– Terence Stamp (O Vingador dos Mares)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Mary Badham (O Sol é Para Todos)
• Patty Duke (O Milagre de Anne Sullivan)
– Shirley Knight (Doce Pássaro da Juventude)
– Angela Lansbury (Sob o Domínio do Mal)
– Thelma Ritter (O Homem de Alcatraz)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Ennio De Concini, Alfredo Giannetti, Pietro Germi (Divórcio à Italiana)
– Charles Kaufman, Wolfgang Reinhardt (Freud – Além da Alma)
– Alain Robbe-Grillet (O Ano Passado em Marienbad)
– Stanley Shapiro, Nate Monaster (Carícios de Luxo)
– Ingmar Bergman (Através de um Espelho)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Eleanor Parker (David e Lisa)
– Robert Bolt, Michael Wilson (Lawrence da Arábia) – A indicação de Wilson foi confrmada apenas em 26 de setembro de 1995, uma vez que ele estava na lista negra de Hollywood na época.
– Vladimir Nabokov (Lolita)
– William Gibson (O Milagre de Anne Sullivan)
• Horton Foote (O Sol é Para Todos) – Horton Foote não estav presente na cerimônia. Alan J. Pakula aceitou o prêmio em seu nome.

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Harry Stradling Sr. (Em Busca de um Sonho)
Freddie Young (Lawrence da Arábia)
– Russell Harlan (Hatari!)
– Robert Surtees (O Grande Motim)
– Paul Vogel (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Burnett Guffey (O Homem de Alcatraz)
Jean Bourgoin, Walter Wottitz (O Mais Longo dos Dias)
– Russell Harlan (O Sol é Para Todos)
– Ted D. McCord (Dois na Gangorra)
– Ernest Haller (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHOR MONTAGEM
Anne V. Coates (Lawrence da Arábia)
– Samuel E. Beetley (O Mais Longo dos Dias)
– Ferris Webster (Sob o Domínio do Mal)
– William H. Ziegler (Vendedor de Ilusões)
– John McSweeney Jr. (O Grande Motim)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
John Box, John Stoll, Dario Simoni (Lawrence da Arábia)
– Paul Groesse, George James Hopkins (Vendedor de Ilusões)
– George W. Davis, J. McMillan Johnson, Henry Grace, Hugh Hunt (O Grande Motim)
– Alexander Golitzen, Robert Clatworthy, George Milo (Carícias de Luxo)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno, Henry Grace, Richard Pefferle (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Joseph C. Wright, George James Hopkins (Vício Maldito)
– Ted Haworth, Léon Barsacq, Vincent Korda, Gabriel Béchir (O Mais Longo dos Dias)
– George W. Davis, Edward C. Carfagno, Henry Grace, Richard Pefferle (Contramarcha Nupcial)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Frank R. McKelvy (O Pombo que Conquistou Roma)
• Alexander Golitzen, Henry Bumstead, Oliver Emert (O Sol é Para Todos)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Bill Thomas (Bon Voyage, Enfim Paris!)
– Orry-Kelly (Em Busca de um Sonho)
– Dorothy Jeakins (Vendedor de Ilusões)
– Edith Head (Minha Doce Gueixa)
Mary Wills (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Donfeld (Vício Maldito)
– Edith Head (O Homem que Matou o Facínora)
– Ruth Morley (O Milagre de Anne Sullivan)
– Theoni V. Aldredge (Profanação)
Norma Koch (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHOR TRILHA MUSICAL – SUBSTANCIALMENTE ORIGINAL
– Jerry Goldsmith (Freud – Além da Alma)
Maurice Jarre (Lawrence da Arábia)
– Bronislau Kaper (O Grande Motim)
– Franz Waxman (Taras Bulba)
– Elmer Bernstein (O Sol é Para Todos)

MELHOR TRILHA MUSICAL – ADAPTAÇÃO OU TRATAMENTO
– George Stoll (A Mais Querida do Mundo)
– Michel Magne (Gigot)
– Frank Perkins (Em Busca de um Sonho)
Ray Heindorf (Vendedor de Ilusões)
– Leigh Harline (O Mundo Maravilhoso dos Irmãos Grimm)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Days of Wine and Roses”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Vício Maldito)
“Love Song from Mutiny on the Bounty (Follow Me)”, de Bronislau Kaper, Paul Francis Webster (O Grande Motim)
“Song from Two for the Seesaw (Second Chance)”, de André Previn, Dory Previn (Dois na Gangorra)
“Tender is the Night (1962)”, de Sammy Fain, Paul Francis Webster (Suave é a Noite)
“Walk on the Wild Side”, de Elmer Bernstein, Mack Davis (Pelos Bairros do Vício)

MELHOR SOM
– Robert O. Cook (Bon Voyage, Enfim Paris!)
John Cox (Lawrence da Arábia)
– George Groves (Vendedor de Ilusões)
– Waldon O. Watson (Carícias de Luxo)
– Joseph D. Kelly (O Que Aconteceu com Baby Jane?)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Robert MacDonald, Jacques Maumont (O Mais Longo dos Dias)
– A. Arnold Gillespie, Milo B. Lory (O Grande Motim)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Big City Blues, de Martina Huguenot van der Linden, Charles Huguenot van der Linden
– The Cadillac, de Robert Clouse
– The Cliff Dwellers, de Hayward Anderson
Heureux Anniversaire, de Pierre Étaix, Jean-Claude Carrière
– Pan, de Herman van der Horst

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
The Hole, de John Hubley, Faith Hubley
– Icarus Montgolfier Wright, de Jules Engel
– Now Hear This
– Self Defense… for Cowards, de William L. Snyder
– A Symposium on Popular Songs, de Walt Disney

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
Dylan Thomas, de Jack Howells
– The John Glenn Story, de William L. Hendricks
– The Road to the Wall, de Robert Saudek

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– Alvorada, de Hugo Niebeling
A Raposa Negra, de Louis Clyde Stoumen

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
Sempre aos Domingos (Les Dimanches de Ville d’Avray), de Serge Bourguignon – FRANÇA
– Electra, a Vingadora (Ilektra), de Mihalis Kakogiannis – GRÉCIA
– 4 Dias de Rebelião (Le Quattro Giornate di Napoli), de Nanni Loy – ITÁLIA
– O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte – BRASIL
– Tlayucan, de Luis Alcoriza – MÉXICO

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Steve Broidy

THE 34th ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1962

09 de Abril de 1962

Amor, Sublime Amor (West Side Story), de Robert Wise e Jerome Robbins: 10 Oscars

Amor, Sublime Amor (West Side Story), de Robert Wise e Jerome Robbins: 10 Oscars

MELHOR FILME
– Fanny (Fanny)
Produtor: Joshua Logan
– Os Canhões de Navarone (The Guns of Navarone)
Produtor: Carl Foreman
– Desafio à Corrupção (The Hustler)
Produtor: Robert Rossen
– Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg)
Produtor: Stanley Kramer
• Amor, Sublime Amor (West Side Story)
Produtor: Robert Wise


O grande mestre do sapateado, Fred Astaire, apresenta o Oscar de Melhor Filme

MELHOR DIRETOR
– Federico Fellini (A Doce Vida)
– Stanley Kramer (Julgamento em Nuremberg)
– Robert Rossen (Desafio à Corrupção)
– J. Lee Thompson (Os Canhões de Navarone)
• Robert Wise & Jerome Robbins (Amor, Sublime Amor) – Pela primeira vez, o prêmio é compartilhado


Rosalind Russell apresenta com bastante entusiasmo o primeiro Oscar de direção para dois diretores.

MELHOR ATOR
– Charles Boyer (Fanny)
– Paul Newman (Desafio à Corrupção)
• Maximillian Schell (Julgamento em Nuremberg)
– Spencer Tracy (Julgamento em Nuremberg)
– Stuart Whitman (A Marca do Cárcere)


Joan Crawford apresenta o Oscar de Ator para Maximillian Schell

MELHOR ATRIZ
– Audrey Hepburn (Bonequinha de Luxo)
– Piper Laurie (Desafio à Corrupção)
• Sophia Loren (Duas Mulheres) – Sophia Loren não estava presente na cerimônia. Greer Garson aceitou o prêmio em seu nome.
– Geraldine Page (O Anjo de Pedra)
– Natalie Wood (Clamor do Sexo)


Burt Lancaster anuncia o nome da primeira italiana e estrangeira a ganhar o Oscar de atriz em sua própria língua. Pena que a vencedora não estava presente na cerimônia.

MELHOR ATOR COADJUVANTE
• George Chakiris (Amor, Sublime Amor)
– Montgomery Clift (Julgamento em Nuremberg)
– Peter Falk (Dama por um Dia)
– Jackie Gleason (Desafio à Corrupção)
– George C. Scott (Desafio à Corrupção) – Recusou-se a ser indicado. Foi o primeiro caso na História da Academia.


A vencedora do ano anterior, Shirley Jones, apresenta o Oscar para George Chakiris

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Fay Bainter (Infâmia)
– Judy Garland (Julgamento em Nuremberg)
– Lotte Lenya (Em Roma na Primavera)
– Una Merkel (O Anjo de Pedra)
• Rita Moreno (Amor, Sublime Amor)


Rock Hudson assume o posto de apresentador na ausência de Peter Ustinov para apresentar Melhor Atriz Coadjuvante. Rita Moreno agradece apenas com um “I can’t believe that!”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
– Valentin Ezhov, Grigoriy Chukhray (A Balada do Soldado)
– Sergio Amidei, Diego Fabbri, Indro Montanelli (De Crápula a Herói)
– Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano, Brunello Rondi (A Doce Vida)
• William Inge (Clamor do Sexo)
– Stanley Shapiro, Paul Henning (Volta Meu Amor)

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– George Axelrod (Bonequinha de Luxo)
– Carl Foreman (Os Canhões de Navarone)
– Sidney Carroll, Robert Rossen (Desafio à Corrupção)
• Abby Mann (Julgamento em Nuremberg)
– Ernest Lehman (Amor, Sublime Amor)

https://www.youtube.com/watch?v=Oxy8qfaNNyA
O casal do filme Vício Maldito, Lee Remick e Jack Lemmon, apresenta os dois Oscars de Roteiro 

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– Jack Cardiff (Fanny)
– Russell Metty (Flor de Lotus)
– Harry Stradling Sr. (Do Outro Lado da Ponte)
– Charles Lang (A Face Oculta)
Daniel L. Fapp (Amor, Sublime Amor)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Edward Colman (O Fantástico Super-Homem)
– Franz Planer (Infâmia)
Eugen Schüfftan (Desafio à Corrupção)
– Ernest Laszlo (Julgamento em Nuremberg)
– Daniel L. Fapp (Cupido Não Tem Bandeira)

MELHOR MONTAGEM
– William Reynolds (Fanny)
– Alan Osbiston (Os Canhões de Navarone)
– Frederic Knudtson (Julgamento em Nuremberg)
– Philip W. Anderson (O Grande Amor de Nossas Vidas)
Thomas Stanford (Amor, Sublime Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Ray Moyer (Bonequinha de Luxo)
– Veniero Colasanti, John Moore (El Cid)
– Alexander Golitzen, Joseph C. Wright, Howard Bristol (Flor de Lotus)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Arthur Krams (O Anjo de Pedra)
Boris Leven, Victor A. Gangelin (Amor, Sublime Amor)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
– Carroll Clark, Emile Kuri, Hal Gausman (O Fantástico Super-Homem)
– Fernando Carrere, Edward G. Boyle (Infâmia)
Harry Horner, Gene Callahan (Desafio à Corrupção)
– Rudolph Sternad, George Milo (Julgamento em Nuremberg)
– Piero Gherardi (A Doce Vida)

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Bill Thomas (O Mundo Encantado dos Brinquedos)
– Jean Louis (Esquina do Pecado)
– Irene Sharaff (Flor de Lotus)
– Edith Head, Walter Plunkett (Dama por um Dia)
Irene Sharaff (Amor, Sublime Amor)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
– Dorothy Jeakins (Infâmia)
– Howard Shoup (Com Pecado no Sangue)
– Jean Louis (Julgamento em Nuremberg)
Piero Gherardi (A Doce Vida)
– Yoshirô Muraki (Yojimbo – O Guarda-Costas)


Dina Merrill e Eddie Albert apresentam Figurino com direito a desfile dos figurinos indicados no palco.

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– George Bruns (O Mundo Encantado dos Brinquedos)
– Alfred Newman, Ken Darby (Flor de Lotus)
– Dmitri Shostakovich (Khovanshchina)
– Duke Ellington (Paris Vive à Noite)
Saul Chaplin, Johnny Green, Sid Ramin, Irwin Kostal (Amor, Sublime Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
Henry Mancini (Bonequinha de Luxo)
– Miklós Rósza (El Cid)
– Morris Stoloff, Harry Sukman (Fanny)
– Dimitri Tiomkin (Os Canhões de Navarone)
– Elmer Bernstein (O Anjo de Pedra)


Tony Martin e a bela Cyd Charisse apresentam os dois Oscars de trilha musical.

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Bachelor in Paradise”, de Henry Mancini, Mack David (Solteiro no Paraíso)
“Love Theme from El Cid (The Falcon and the Dove)”, de Miklós Rózsa, Paul Francis Webster (El Cid)
“Moon River”, de Henry Mancini, Johnny Mercer (Bonequinha de Luxo)
“Pocketful of Miracles”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Dam por um Dia)
“Town Without Pity”, de Dimitri Tiomkin, Ned Washington (Cidade Sem Compaixão)


Debbie Reynolds concede o Oscar para a dupla Mancini e Mercer

MELHOR SOM
– Gordon Sawyer (Infâmia)
– Waldon O. Watson (Flor de Lotus)
– John Cox (Os Canhões de Navarone)
– Robert O. Cook (O Grande Amor de Nossas Vidas)
Fred Hynes, Gordon Sawyer (Amor, Sublime Amor)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
• Bill Warrington, Chris Greenham (Os Canhões de Navarone)
– Robert A. Mattey, Eustace Lycett (O Fantástico Super-Homem)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– Ballon Vole
– The Face of Jesus, de John D. Jennings
– Rooftops of New York
Seawards the Great Ships
– Very Nice, Very Nice

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Aquamania, de Walt Disney
– Beep Prepared, de Chuck Jones
– Nelly’s Folly, de Chuck Jones
– The Pied Piper of Guadalupe, de Friz Freleng
Surogat

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Breaking the Language Barrier
– Cradle of Genius, de Jim O’Connor, Tom Hayes
– Kahi
– L’Uomo in Grigio, de Benedetto Benedetti
Project Hope, de Frank P. Bibas

MELHOR DOCUMENTÁRIO
– La Grande Olimpiade
Le Ciel et la Boue, de Arthur Cohn, René Lafuite

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
– Harry og Kammerjeneren, de Bent Christensen – DINAMARCA
– O Inesquecível (Eien no Hito), de Keisuke Kinoshita – JAPÃO
– Ánimas Trujano (El Hombre Importante), de Ismael Rodríguez – MÉXICO
– Plácido, de Luis García Berlanga – ESPANHA
Através de um Espelho (Såsomi i en Spegel), de Ingmar Bergman – SUÉCIA


O presidente da Warner Bros., Jack L. Warner, introduz Eric Johnston para apresentar o Oscar de Filme em Língua Estrangeira novamente para a Suécia de Ingmar Bergman. Desta vez, a atriz Harriet Andersson aceita o prêmio.

OSCAR HONORÁRIO
• William L. Hendricks (A Force in Readiness)
• Fred L. Metzler
• Jerome Robbins

IRVING G. THALBERG MEMORIAL AWARD
• Stanley Kramer

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• George Seaton

THE 33rd ANNUAL ACADEMY AWARDS – OSCAR 1961

17 de Abril de 1961

Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment), de Billy Wilder: 6 Oscars

Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment), de Billy Wilder: 5 Oscars

MELHOR FILME
– O Álamo (The Alamo)
Produtor: John Wayne
• Se Meu Apartamento Falasse (The Apartment)
Produtor: Billy Wilder
– Entre Deus e o Pecado (Elmer Gantry)
Produtor: Bernard Smith
– Filhos e Amantes (Sons and Lovers)
Produtor: Jerry Wald
– Peregrino da Esperança (The Sundowners)
Produtor: Fred Zinnemann


Audrey Hepburn apresenta o Oscar de Filme para Se Meu Apartamento Falasse

MELHOR DIRETOR
– Jack Cardiff (Filhos e Amantes)
– Jules Dassin (Nunca aos Domingos)
– Alfred Hitchcock (Psicose)
• Billy Wilder (Se Meu Apartamento Falasse)
– Fred Zinnemann (Peregrino da Esperança)


Gina Lollobrigida entrega o Oscar para Billy Wilder. E lá se vai a última chance de Alfred Hitchcock…

MELHOR ATOR
– Trevor Howard (Filhos e Amantes)
• Burt Lancaster (Entre Deus e o Pecado)
– Jack Lemmon (Se Meu Apartamento Falasse)
– Laurence Olivier (Vida de Solteiro)
– Spencer Tracy (O Vento Será Tua Herança)


Greer Garson apresenta o Oscar para Burt Lancaster, que estava comovido com a honraria

MELHOR ATRIZ
– Greer Garson (Dez Passos Imortais)
– Deborah Kerr (Peregrino da Esperança)
– Shirley MacLaine (Se Meu Apartamento Falasse)
– Melina Mercouri (Nunca aos Domingos)
• Elizabeth Taylor (Disque Butterfield 8)


Elizabeth Taylor aceita seu primeiro Oscar das mãos de Yul Brynner. Bastante emocionada, ela apenas agradece de todo o coração. 

MELHOR ATOR COADJUVANTE
– Peter Falk (Assassinato S.A.)
– Jack Kruschen (Se Meu Apartamento Falasse)
– Sal Mineo (Exodus)
• Peter Ustinov (Spartacus)
– Chill Wills (O Álamo)


Peter Ustinov se torna o único ator a ganhar o Oscar sob a direção do mestre Stanley Kubrick

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
– Glynis Johns (Peregrino da Esperança)
• Shirley Jones (Entre Deus e o Pecado)
– Shirley Knight (Sombras no Fim da Escada)
– Janet Leigh (Psicose)
– Mary Ure (Filhos e Amantes)


Hugh Griffith aproveita a deixa para agradecer o Oscar que ganhou no ano anterior, já que estava ausente, antes de apresentar para a bela Shirley Jones

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
• Billy Wilder, I.A.L. Diamond (Se Meu Apartamento Falasse)
– Richard Gregson, Michael Craig, Bryan Forbes (Momentos de Angústia)
– Norman Panama, Melvin Frank (O Jogo Proibido do Amor)
– Marguerite Duras (Hiroshima Meu Amor)
– Jules Dassin (Nunca aos Domingos)


Kitty Carlisle e Moss Hart entregam o Oscar para a dupla Wilder e Diamond

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
– Nedrick Young, Harold Jacob Smith (O Vento Será Tua Herança)
• Richard Brooks (Entre Deus e o Pecado)
– Gavin Lambert, T.E.B. Clarke (Filhos e Amantes)
– Isobel Lennart (Peregrino da Esperança)
– James Kennaway (Glória Sem Mácula)

MELHOR FOTOGRAFIA COLORIDA
– William H. Clothier (O Álamo)
– Joseph Ruttenberg, Charles Harten (Disque Butterfield 8)
– Sam Leavitt (Exodus)
– Joseph MacDonald (Pepe)
Russell Metty (Spartacus)

MELHOR FOTOGRAFIA PRETO-E-BRANCO
– Joseph LaShelle (Se Meu Apartamento Falasse)
– Charles Lang (O Jogo Proibido do Amor)
– Ernest Laszlo (O Vento Será Tua Herança)
– John L. Russell (Piscose)
Freddie Francis (Filhos e Amantes)

MELHOR MONTAGEM
– Stuart Gilmore (O Álamo)
Daniel Mandell (Se Meu Apartamento Falasse)
– Frederic Knudtson (O Vento Será Tua Herança)
– Viola Lawrence, Al Clark (Pepe)
– Robert Lawrence (Spartacus)


Betty Comden e Adolph Green ressaltam a importância dos montadores antes de entregar o Oscar para Daniel Mandell

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE COLORIDA
– George W. Davis, Addison Hehr, Henry Grace, Hugh Hunt, Otto Siegel (Cimarron)
– Hal Pereira, Roland Anderson, Sam Comer, Arrigo Breschi (Começou em Nápoles)
– Ted Haworth, William Kiernan (Pepe)
Alexander Golitzen, Eric Orbom, Russell A. Gausman, Julia Heron (Spartacus)
– Edward Carrere, George James Hopkins (Dez Passos Imortais)

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE PRETO-E-BRANCO
Alexandre Trauner, Edward G. Boyle (Se Meu Apartamento Falasse)
– J. McMillan Johnson, Kenneth A. Reid, Ross Dowd (O Jogo Proibido do Amor)
– Joseph Hurley, Robert Clatworthy, George Milo (Psicose)
– Thomas N. Morahan, Lionel Couch (Filhos e Amantes)
– Hal Pereira, Walter H. Tyler, Sam Comer, Arthur Krams (Rabo de Foguete)


Tony Randall e Tina Louise apresentam a categoria de Direção de Arte PB e em seguida Colorida

MELHOR FIGURINO COLORIDO
– Irene Sharaff (Can-Can)
– Irene (A Teia de Renda Negra)
– Edith Head (Pepe)
Valles, Bill Thomas (Spartacus)
– Marjorie Best (Dez Passos Imortais)

MELHOR FIGURINO PRETO-E-BRANCO
Edith Head, Edward Stevenson (O Jogo Proibido do Amor)
– Theoni V. Aldredge (Nunca aos Domingos)
– Howard Shoup (O Rei dos Facínoras)
– Bill Thomas (Sete Ladrões)
– Marik Vos-Lundh (A Fonte da Donzela)


Robert Stack e Barbara Rush apresentam os prêmios de figurino

MELHOR TRILHA MUSICAL – MUSICAL
– André Previn (Essa Loira Vale um Milhão)
– Nelson Riddle (Can-Can)
– Lionel Newman, Earle Hagen (Adorável Pecadora)
– Johnny Green (Pepe)
Morris Stoloff, Harry Sukman (Sonho de Amor)

MELHOR TRILHA MUSICAL – DRAMA OU COMÉDIA
– Dimitri Tiomkin (O Álamo)
– André Previn (Entre Deus e o Pecado)
Ernest Gold (Exodus)
– Elmer Bernstein (Sete Homens e um Destino)
– Alex North (Spartacus)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“The Facts of Life”, de Johnny Mercer (O Jogo Proibido do Amor)
“Faraway Part of Town”, de André Previn, Dory Previn (Pepe)
“The Green Leaves of Summer”, de Dimitri Tiomkin, Paul Francis Webster (O Álamo)
“The Second Time Around”, de Jimmy Van Heusen, Sammy Cahn (Dizem que é Amor)
“Ta Paidia tou Peiraia (Never on Sunday)”, de Manos Hatzidakis (Nunca aos Domingos) – Pela primeira vez na História da Academia, vence uma canção oriunda de filme em língua estrangeira.

MELHOR SOM
Gordon Sawyer, Fred Hynes (O Álamo)
– Gordon Sawyer (Se Meu Apartamento Falasse)
– Franklin Milton (Cimarron)
– Charles Rice (Pepe)
– George Groves (Dez Passos Imortais)

MELHORES EFEITOS VISUAIS
Gene Warren, Tim Baar (A Máquina do Tempo)
– Augie Lohman (A Última Viagem)

MELHOR CURTA-METRAGEM
– The Creation of Woman, de Charles F. Schwep, Ismail Merchant
Day of the Painter, de Robert P. Davis
– Islands of the Sea, de Walt Disney
– A Sport is Born, de Leslie Wink

MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO
– Goliath II, de Walt Disney
– High Note
– Mouse and Garden
– O Místo na Slunci, de Frantisek Vystrcil
Munro, de William L. Snyder

MELHOR DOCUMENTÁRIO-CURTA
– Beyond Silence
– En by Ved Navn København
Giuseppina, de James Hill
– George Grosz’ Interregnum, de Charles Carey, Altina Carey
– Universe, de Colin Low

MELHOR DOCUMENTÁRIO
The Horse with the Flying Tail, de Larry Lansburgh
– Rebel in Paradise, de Robert D. Fraser

MELHOR FILME EM LÍNGUA ESTRANGEIRA
A Fonte da Donzela (Jungfrukälan), de Ingmar Bergman – SUÉCIA
– Kapò, de Gillo Pontecorvo – ITÁLIA
– A Verdade (La Vérité), de Henri-Georges Clouzot – FRANÇA
– Macario, de Roberto Gavaldón – MÉXICO
– Deveti Krug, de France Stiglic – IUGOSLÁVIA


Eric Johnston apresenta o prêmio internacional, que é aceito por Cyrus J. Harvey.

JUVENILE AWARD
• Hayley Mills (Pollyanna)

OSCAR HONORÁRIO
• Gary Cooper – O ator estava ausente da cerimônia. James Stewart aceitou o honraria em seu nome, fez um belo discurso emocional que causou especulação de que Cooper estaria doente. E estava. Faleceu dali a um mês em 31 de Maio de 1961.
• Stan Laurel

JEAN HERSHOLT HUMANITARIAN AWARD
• Sol Lesser

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