21 Animações inscritas para o Oscar 2013

O diretor Tim Burton trabalhando num dos moldes da animação Franknweenie, provável candidato a favorito ao Oscar 2013 (photo by Enterntainment Weekly)

Inscrições encerradas. O Oscar 2013 já fechou com 21 animações que se tornarão cinco finalistas. Vendo os concorrentes, dá pra fazer uma breve análise de quem tem maiores chances de chegar ao tapete vermelho. Apesar da categoria de Melhor Animação ser a mais nova da premiação com seus 11 aninhos, é possível distinguir um certo padrão nos indicados.

Regrinha número 1: Reserve uma das vagas para a PIXAR. Se lançaram um filme produzido pela Pixar, pode incluí-lo na lista. E os números são impressionantes. Dos dez vencedores do Oscar de animação, a Pixar levou o ouro seis vezes! Concorreu em oito oportunidades e perdeu em apenas duas ocasiões: Em 2002, Monstros S.A. para o imbatível Shrek. E em 2007, Carros foi batido por Happy Feet – O Pinguim. A Pixar só não chegou na reta final em uma única vez, este ano, porque Carros 2 foi nitidamente feito pra ganhar dinheiro e agradar um dos chefes da produtora e diretor do próprio filme: John Lasseter.

Procurando Nemo (2003), de Andrew Stanton. Vencedor pela Pixar em 2004 foi relançado nas salas de cinema este ano no formato 3D.

Em 2013, a Pixar deve voltar a concorrer pelo novo trabalho Valente, de Mark Andrews e Brenda Chapman. Não sei se tentaram ir na onda do sucesso de Como Treinar Seu Dragão, mas a temática viking não fez o sucesso que se esperava. Por se tratar de uma animação com o selo da Pixar, a bilheteria costuma ficar garantida e a vaga no Oscar também, mas deve se tornar a terceira derrota da produtora.

Regrinha número 2: Traga material estrangeiro para a categoria. O segundo Oscar de animação foi para o pioneiro Hayao Miyazaki e seu belíssimo filme A Viagem de Chihiro. Nos anos seguintes, a Academia pegou esse costume de tentar trazer sempre produções internacionais, valorizando a categoria, os artistas responsáveis e a audiência na TV. Além do Japão de Miyazaki, que voltou a concorrer em 2006 com O Castelo Animado, a França se destacou com As Bicicletas de Belleville e O Mágico, ambos de Sylvain Chomet, com Persepolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud, e este ano com o espanhol Chico & Rita, de Tono Errando, Javier Mariscal e Fernando Trueba, e o francês Um Gato em Paris, de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol.

As Bicicletas de Belleville (2003), de Sylvain Chomet, marcou a estréia da França na categoria. Merecia o Oscar.

Independente dos motivos comerciais e de audiência do Oscar, a presença da diversidade internacional ressalta a qualidade de trabalhos feitos fora do território americano, dominado pela técnica de 3D (animações tridimensionais como as da Pixar). As animações cresceram bastante com o 3D, mas pra mim, o 2D tem muito mais charme.

Regrinha número 3: Não se trata exatamente de um regra, mas uma tendência. Nos últimos anos, alguns diretores de filmes com atores vêm se aventurando no gênero da animação. O primeiro diretor sem tradição com desenho a ganhar o Oscar da categoria foi George Miller com Happy Feet – O Pinguim em 2007. Miller ficou mais conhecido pela trilogia do violento Mad Max, estrelada pelo jovem Mel Gibson. Este ano, o vencedor Rango foi dirigido por Gore Verbinski, cuja filmografia inclui Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra e O Chamado.

Quando as pessoas ainda estavam na onda “fofa” dos pinguins de A Marcha dos Pinguins, Happy Feet – O Pinguim (2006), de George Miller, foi o vencedor da categoria por causa de sua alta bilheteria. Mas quem realmente merecia era A Casa Monstro, de Gil Kenan.

Em 2013, Tim Burton pode se juntar a essa tendência. Embora tenha realizado alguns curtas de animação (como o próprio curta Frankenweenie, de 1984, que dá origem ao longa) e o longa Noiva-Cadáver (2005), que lhe rendeu a primeira e única indicação ao Oscar, o diretor ficou bem mais marcado por trabalhos com atores como Edward Mãos-de-Tesoura (1990), Ed Wood (1994) e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça (1999).

DOS CONCORRENTES DE 2013

Como a Academia fez a pré-seleção com 21 candidatos, isso significa que haverão cinco finalistas. Para que isso aconteça, é necessário o mínimo de 16 produções. Abaixo disso, a categoria teria apenas 3 finalistas.

Obviamente, não conferi todos os 21 filmes, mas dei uma olhada em cada um e cheguei a algumas conclusões. Primeiro, vamos conferir a lista das 21 animações, em ordem alfabética:

Frankenweenie, de Tim Burton: Favorito ao Oscar 2013.

Delhi Safari, de Nikhil Advani (Índia)

Detona Ralph (Wreck-It Ralph), de Rich Moore (EUA)

A Era do Gelo 4 (Ice Age Continental Drift), de Steve Martino e Mike Thurmeier (EUA)

Frankenweenie (Frankenweenie), de Tim Burton (EUA)

From Up on Poppy Hill (Kokuriko-zaka Kara), de Goro Miyazaki (Japão)

O Gato do Rabino (Le Chat du Rabbin), de Antoine Delesvaux e Joann Sfar (França/ Áustria)

Hey Krishna (Krishna Aur Kans), de Vikram Veturi (Índia)

Hotel Transilvânia (Hotel Transylvania), de Genndy Tartakovsky (EUA)

A Liar’s Autobiography: The Untrue Story of Monty Python’s Graham Chapman, de Bill Jones, Jeff Simpson e Ben Timlett (Reino Unido)

O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida (Dr. Seuss’ The Lorax), de Chris Renauld (EUA)

Madagascar 3: Os Procurados (Madagascar 3: Europe’s Most Wanted), de Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon (EUA)

The Mystical Laws (Shinpi no hô), de Isamu Imakake (Japão)

A Origem dos Guardiões (Rise of the Guardians), de Peter Ramsey (EUA)

The Painting (Le Tableau), de Jean-François Laguionie (França)

ParaNorman (ParaNorman), de Chris Butler e Sam Fell (EUA)

Piratas Pirados! (The Pirates! Band of Misfits), de Peter Lord (Reino Unido/ EUA)

Tinker Bell: O Segredo das Fadas (Secret of the Wings), de Roberts Gannaway e Peggy Holmes (EUA)

Valente (Brave), de Mark Andrews e Brenda Chapman (EUA)

Walter & Tandoori’s Christmas (Le Noël de Walter et Tandoori), de Sylvain Viau (Canadá)

Zambezia, de Wayne Thornley (África do Sul)

Zarafa, de Rémi Bezançon e Jean-Christophe Lie (França/ Bélgica)

Piratas Pirados!, de Peter Lord: animação de massinha muito bem representado.

Como realizador, só o fato de ter seu filme lançado numa sala de cinema já seria motivo de orgulho. Imagine então tê-lo nessa lista! Apesar da quantidade de animações lançadas em um ano ser bem inferior ao de filmes com atores (live-action), ainda assim, trata-se de uma seleção oficial da Academia. Contudo, alguns desses trabalhos não devem seguir adiante na classificação como são os casos de Tinker Bell: O Segredo das Fadas e Walter & Tandoori’s Christmas, por se tratarem de filmes mais comuns.

Voltando ao tema da diversidade internacional, acho muito bacana ver uma produção sul-africana na lista. Apesar de Zambezia parecer um clone genérico de Madagascar, vale pelo incentivo aos artistas do continente africano, que têm orçamento bastante reduzido. As animações indianas Delhi Safari e Hey Krishna também não vão muito longe no âmbito visual, mas para quem achava que a Índia só tinha musicais à la Bollywood, aí está a prova de que existe diversidade em todos os países.

Tirando Frankenweenie e Valente, que já são presença certa entre os indicados pelos motivos citados no início do post, não existem mais favoritismos. Porém, por se tratar da única animação feita com massinha, Piratas Pirados! tem boas chances de concorrer. Além de reforçar a diversidade, a Academia já comprovou que gosta dessa técnica de stop-motion ao premiar Wallace & Grommit – A Batalha dos Vegetais, de Steve Box e Nick Park, em 2006.

Detona Ralph pode se tornar uma grata surpresa na lista pelo sucesso de público.

Outro detalhe que faz diferença é a bilheteria da animação. Nesse quesito, Detona Ralph, que conta com vários personagens do universo do video-game, estreou semana passada em primeiro lugar nos EUA, com 49 milhões de dólares. É lógico que os números não se comparam a uma estréia da Pixar, que costuma superar os 100 milhões, mas devemos considerar como um sucesso grande nessa reta final. Vale lembrar que o simpático Hotel Transilvânia está na sua sexta semana em cartaz e já faturou 137 milhões.

Não acredito que a Academia vá compensar com uma indicação as sequências A Era do Gelo 4 e Madagascar 3 – Os Procurados, mas não podemos ignorar que Shrek 2 e Kung Fu Panda 2 já foram finalistas. Isso acabaria abrindo uma bela brecha para que a produção com visual mais caprichado entre na roda: o francês The Painting (Le Tableau), que mexe com pinturas e surrealismo. Por mais que não agrade alguns votantes, é inegável a qualidade estética da animação de Jean-François Laguionie, um veterano que já dirigiu sete curtas e quatro longas. Deve e merece ser indicado. Veja a foto abaixo e tente discordar:

The Painting (Le Tableau): um espetáculo visual que merece maior exposição internacional

Ainda vale citar alguns trabalhos que podem surpreender como o japonês From Up on Poppy Hill, dirigido pelo filho de Hayao Miyazaki, Goro Miyazaki. O Gato do Rabino seria uma segunda opção para a França, caso The Painting não passe, ainda mais que contém elementos da religião judaica, muito forte entre os votantes da Academia. Eu também citaria ParaNorman pelo sucesso que fez em solo americano, mas talvez o fato de ter algumas semelhanças mórbidas com Frankenweenie atrapalhe na seleção.

E pra fechar, gostaria muito de ver o alternativo britânico A Liar’s Autobiography: The Untrue Story of Monty Python’s Graham Chapman entre os indicados. A animação que mistura várias técnicas diferentes como 2D, 3D, pintura e colagem pra contar a história de Graham Chapman, criador do grupo de humor Monty Phyton já vale pela idéia genial. Resta saber se os votantes têm a cabeça aberta para algo mais incomum, pois infelizmente, a maioria ainda acredita que animação é obrigatoriamente material infanto-juvenil. Vamos crescer, né?

A Liar’s Autobiography: The Untrue Story of Monty Python’s Graham Chapman: uma das cenas que contém colagem. Será que cola na Academia?

Então, sem mais delongas, minha lista de palpites ficaria assim: (Seria uma mistura das minhas apostas com o que gostaria de ver na categoria)

Detona Ralph

Frankenweenie

The Painting

Piratas Pirados!

Valente

Valente: aposta certa da Pixar, mas não detém o favoritismo desta vez

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Indicados ao PGA e Encurtando a lista de VFX (Visual Effects)

PGA

PGA

Assim como o SAG Awards, prêmio do Sindicato de Atores, serve como uma prévia para as categorias de atuação no Oscar, o PGA (Producers Guild of America) serve da mesma maneira para a categoria de Melhor Filme. Hoje, saíram os 10 indicados, revelando algumas surpresas e confirmações.

Contudo, antes de revelar os indicados, vale lembrar que este ano, a Academia decidiu que, dependendo da votação, pode não haver 10 filmes finalistas concorrendo a Melhor Filme. Se antes, 10 filmes eram obrigados a preencher as vagas, hoje a regra mudou. Por quê? Na humilde opinião deste cinéfilo e “Oscar freak” (apelido dado pelo meu amigo), a Academia percebeu que nesses 2 anos de 10 indicados, houve um ou outro filme que não merecia concorrer e possivelmente ganhar, mesmo que fosse uma chance em 100 mil. Você, fã de Cinema, que acompanha a cerimônia todo ano, há de concordar que seria quase impossível preencher merecidamente 10 indicações a Melhor Filme, e todos com grandes chances de ganhar. Se às vezes com 5 filmes já é difícil eleger um bom, imagina com 10?!

Obviamente, a Academia, em sua ampla sabedoria, teve essa idéia de aumentar de 5 para 10 filmes indicados a Melhor Filme com o intuito de promover mais filmes, estendendo ainda mais o marketing. Como muitos devem se lembrar, o grande causador dessa mudança foi a ausência de Batman – O Cavaleiro das Trevas na categoria em 2009, uma vez que tinha conseguido 8 indicações. Mas quando anunciaram essa mudança, o então presidente da Academia, Sid Gannis, vendeu essa idéia como uma “volta às origens do Oscar”, já que até 1944, 10 filmes concorriam a Melhor Filme.

Mas este ano, a Academia volta um pouco atrás por causa dessa falta de qualidade nos filmes que podem preencher as cobiçadas vagas, deixando em aberto a quantidade de filmes na categoria de acordo com a porcentagem dos votos (por exemplo, se um filme sequer atingir 5% dos votos, nem deve figurar).

Fazendo um balanço desses 2 anos, tivemos os seguintes indicados a Melhor Filme:

Em 2010

1. Avatar (idem) 2. Um Sonho Possível (The Blind Side) 3. Distrito 9 (District 9) 4. Educação (An Education) 5. Guerra ao Terror (The Hurt Locker) 6. Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) 7. Preciosa (Precious) 8. Um Homem Sério (A Serious Man) 9. Up – Altas Aventuras (Up) 10. Amor Sem Escalas (Up in the Air)

Gostei que Distrito 9, um filme de ficção científica sobre extraterrestres na África do Sul, foi indicado, mas Um Sonho Possível?? Eu também tiraria Preciosa, um melodrama choroso e supérfluo, e Up – Altas Aventuras por já concorrer como Melhor Animação e também por não ser um trabalho tão primoroso da Pixar.

Em 2011

1. 127 Horas (127 Hours) 2. Cisne Negro (Black Swan) 3. O Vencedor (The Fighter) 4. A Origem (Inception) 5. Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right) 6. O Discurso do Rei (The King’s Speech) 7. A Rede Social (Social Network) 8. Toy Story 3 (idem) 9. Bravura Indômita (True Grit) 10. Inverno da Alma (Winter’s Bone)

O remake de Bravura de Indômita só esteve indicado por causa da importância dos irmãos Coen e porque coletou mais 9 indicações, mas não acho que mereça estar na lista. Quem viu o original sabe que tem muita coisa copiada e que, com todo respeito ao Jeff Bridges, ninguém se compara a John Wayne. Mas a menina Hailee Steinfeld consegue superar Kim Darby no papel de Mattie Ross. Já o drama Inverno da Alma, apesar de ter sua qualidade de filme independente, nitidamente está apenas preenchendo uma vaga.

É claro que em se tratando de escolhas, nunca dá pra agradar a todos. Mas a Academia quer, com essa decisão de reduzir os indicados, tentar evitar uma catástrofe acidental. Vamos imaginar a seguinte hipótese: digamos que o filme Alvin e os Esquilos 3 preencheu uma das 10 vagas para Melhor Filme. Automaticamente, ele terá chances reais de ganhar, mas improvavéis se considerarmos o trabalho. Mas vai que os membros da Academia ficam indignados e se juntam pra votar no Alvin e os Esquilos 3 como forma de protesto (assim como elegeram o Tiririca deputado)? A Academia perderia todo o prestígio e fecharia no dia seguinte!

Então, talvez a solução ideal seria essa de indicar apenas a quantidade de filmes que passaram dessa “nota de corte”. Apesar de poder soar bastante estranho, por exemplo, 7 indicados a Melhor Filme, evitaria acidentes de percurso. Mas, para isso acontecer de forma harmoniosa, os membros devem votar com bastante critério fílmico (e não comercial). Impossível também?

Os indicados do PGA Awards são:

– O Artista (The Artist)

– Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids)

– Os Descendentes (The Descendants)

– Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tattoo)

– Histórias Cruzadas (The Help)

– A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

– Tudo Pelo Poder (The Ides of March)

– Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris)

– O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

– Cavalo de Guerra (War Horse)

Meia-Noite em Paris: Woody Allen de volta com estilo

Apesar de só ter visto da lista Meia-Noite em Paris, que aliás é bastante merecedor da indicação e traz Woody Allen em forma, acredito que muitos pensaram como eu: Missão Madrinha de Casamento? Ok, já ouvi boas críticas em relação ao filme, mas acho que ficou um pouco deslocado. Não que A Árvore da Vida fosse o melhor substituto para a comédia, mas pelos prêmios que vem recebendo, o filme de Terrence Malick (ou melhor, a ausência dele) foi a maior surpresa. Tudo bem, se formos parar pra pensar, A Árvore da Vida seria mais um filme autoral de Malick do que de um produtor.

Já na categoria de Melhor Filme de Animação, temos:

– As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin)

Rango: Referências a Sergio Leone

– Carros 2 (Cars 2)

– O Gato de Botas (Puss in Boots)

– Kung Fu Panda 2 (idem)

– Rango (idem)

A briga deve ficar entre Tintim e Rango. Vi recentemente Rango e se mostrou uma animação muito boa, repleta de referências do mundo western, além de contar com o inestimável carisma de Johnny Depp, que dubla o protagonista camaleão. Falta conferir a adaptação feita com motion capture do personagem famoso do belga Hergé, dirigida por Steven Spielberg. Não gostei da técnica em O Expresso Polar, de Robert Zemeckis, por causar uma impressão um tanto artifical de movimentos, mas gostei em A Casa Monstro, de Gil Kenan. Como terá se saído Spielberg? De qualquer forma, as imagens do trailer impressionam pela qualidade dos efeitos utilizados.

Bom, como reportado num post anterior, 15 filmes tinham sido pré-selecionados para competir na categoria Melhores Efeitos Visuais. Contudo, com a nova lista divulgada hoje, 5 filmes dão adeus à indicação. Os 10 filmes finalistas são:

– Capitão América – O Primeiro Vingador

– Harry Potter e as Relíquias Macabras – Parte 2

– A Invenção de Hugo Cabret

– Missão: Impossível 4 – Protocolo Fantasma

– Piratas do Caribe – Navegando em Águas Misteriosas

– Gigantes de Aço

– Planeta dos Macacos: A Origem

– Transformers – O Lado Oculto da Lua

– A Árvore da Vida

– X-Men: Primeira Classe

Saíram da competição: 1. Cowboys & Aliens 2. Sherlock Holmes 2 3. Sucker Punch – Mundo Surreal 4. Super 8 5. Thor. Muita gente elegeu em fóruns de discussão que os efeitos de Sucker Punch – Mundo Surreal eram os melhores. Discordo. Os efeitos lembram aqueles de Capitão Sky e o Mundo do Amanhã (2004), no qual tudo parece estar envolto numa neblina e escuridão para disfarçar as deficiências. Curiosamente, os efeitos de Sucker Punch lembram os de 300, ambos do mesmo diretor Zack Snyder, que adora um blue/green screen para lotar de efeitos, que nem sempre são necessários.

Alguns dados curiosos dos 10 finalistas: 2 dos 7 filmes do Harry Potter receberam indicação de efeitos, mas nunca ganharam nada, por isso mesmo, pode ser considerado o grande favorito. Todos os 3 filmes anteriores da série Piratas do Caribe foram indicados, mas apenas o segundo, Piratas do Caribe – O Baú da Morte (2006), ganhou. Já as séries Missão: Impossível, X-Men e Planeta dos Macacos nunca foram indicadas.

Andy Serkis dando vida ao chimpanzé Cesar

Contudo, vale ressaltar que os macacos dos filmes anteriores da série Planeta dos Macacos eram todos feitos com excelente trabalho de maquiagem, que chegou a ganhar um Oscar Honorário em 1969, recebido pelo criador do design de maquiagem, John Chambers. E agora, este Planeta dos Macacos: A Origem passa a utilizar a mesma técnica para criar o Gollum da trilogia O Senhor dos Anéis e o recente King Kong para criar o macaco Cesar. Como na foto acima, a técnica motion capture aplica pontos de expressão de um ator, no caso o ótimo Andy Serkis (que fez o Gollum e King Kong), e transpõe num personagem animado em 3D. O guru desta técnica, Joe Letteri, já ganhou 4 Oscar por O Senhor dos Anéis – As Duas Torres (2002), O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (2003), King Kong (2005) e Avatar (2009), ou seja, nome de peso para enfrentar Harry Potter.

Os 5 indicados da categoria só serão conhecidos no dia 24 de janeiro de 2012, quando as indicações ao Oscar serão divulgadas. A cerimônia ocorre no dia 26 de Fevereiro, com Billy Crystal  como host.